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	<title>Blog do Favre &#187; Accor</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Turismo: receita dos hotéis sobe. &#8220;Antes de o ano começar, tínhamos expectativas piores. Foi um primeiro trimestre bom e deve melhorar daqui para frente&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 18:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hotelaria: Diárias cobradas pelas redes aumentaram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1
Ocupação cai, mas hotéis elevam tarifas e receita sobe no trimestre
Roberta Campassi, de São Paulo &#8211; VALOR
Os hotéis perderam hóspedes por conta da desaceleração econômica e mesmo assim aumentaram preços e receitas. Soa como um contrassenso, mas foi a estratégia usada pelo setor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hotelaria: Diárias cobradas pelas redes aumentaram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1</p>
<p>Ocupação cai, mas hotéis elevam tarifas e receita sobe no trimestre</p>
<p style="background-color: #ffff99">Roberta Campassi, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Os hotéis perderam hóspedes por conta da desaceleração econômica e mesmo assim aumentaram preços e receitas. Soa como um contrassenso, mas foi a estratégia usada pelo setor de hospedagem no primeiro trimestre e dá mostras de ter funcionado.</p>
<p>O movimento de retração da demanda e de elevação dos preços se aplica tanto aos empreendimentos de gestão independente quanto àqueles filiados a redes hoteleiras. Nesse segundo grupo, os hotéis perderam 5,6% dos seus clientes de janeiro a março e a ocupação média dos apartamentos caiu de quase 61% para 57%, em relação a igual período de 2008. Em compensação, as diárias subiram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1. Assim, a receita gerada por cada quarto &#8211; vazio ou ocupado &#8211; cresceu 3,9%, para R$ 96,5. Os dados são do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e englobam 309 hotéis filiados a redes e 43 mil apartamentos no total.</p>
<p>No caso dos hotéis independentes &#8211; 18 mil no país com um total de 1,1 milhão de quartos, segundo a Abih, associação que representa o segmento -, não há indicadores de desempenho. Mas é possível ter uma ideia da oscilação dos preços com base na inflação medida pelo IPCA. O aumento de preços na categoria hotel foi de 4,35% no primeiro trimestre, bem acima da inflação geral do período de 1,23%.</p>
<p><strong>&#8220;Antes de o ano começar, tínhamos expectativas piores. Foi um primeiro trimestre bom e deve melhorar daqui para frente&#8221;</strong>, afirma Rafael Guaspari, presidente do Fohb. Ele lembra que há diferenças relevantes conforme a categoria ou localização do hotel. Os empreendimentos econômicos, por exemplo, registraram aumentos percentuais de receita maiores do que os hotéis de categoria intermediária ou superior nos três primeiros meses de 2009. Já hotéis localizados em cidades como Rio e Recife tiveram crescimento ao longo de todo o trimestre, enquanto aqueles em praças como Vitória e Belo Horizonte amargaram retração em janeiro e fevereiro, recuperando-se em março.</p>
<p>Ronaldo Albertino, diretor geral da Hotelaria Brasil, administra sete empreendimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro e diz ter obtido resultados bastante diferentes nos primeiros meses do ano, conforme a localidade dos hotéis. &#8220;Não tem muita coerência ou explicação: em cidades como Macaé e Campinas houve um forte crescimento e em Guarulhos e Osasco, queda acentuada&#8221;, diz. &#8220;Por enquanto, nenhum dos hotéis superou as metas estabelecidas, mas não é nenhuma desgraça.&#8221; Albertino pontua que a comparação entre 2009 e 2008 fica prejudicada porque o ano passado foi &#8220;espetacular&#8221; e seria de qualquer maneira difícil superá-lo.</p>
<p>Do lado das redes multinacionais presentes no Brasil, a avaliação é que as operações brasileiras estão reagindo melhor do que em outros países. Sebastián Escarrer, vice-chairman do grupo espanhol Sol Meliá, afirma que os hotéis administrados pela empresa no país estão sendo menos afetados. Já Ed Fuller, presidente da americana Marriott, diz que os hotéis brasileiros estão sendo beneficiados porque têm boa localização e &#8220;porque o turismo de negócios está ainda indo bem mesmo na crise&#8221;.</p>
<p>Se as redes, responsáveis pela administração dos hotéis, não reclamam, o que dizem os investidores que têm cotas nesses empreendimentos? &#8220;A crise retardou um pouco o processo de aumento das diárias e da ocupação dos hotéis, mas o setor continua se recuperando&#8221;, diz Guilherme Cesari, que gerencia o fundo Hotel Max Invest, com uma carteira de 585 &#8220;flats&#8221; em 50 hotéis na capital paulista.</p>
<p>Cesari afirma que, no primeiro trimestre como um todo, a renda obtida por apartamento foi apenas 2% superior à registrada no mesmo período de 2008. &#8220;Mas, se isolarmos o mês de março, o aumento foi de 10,3%&#8221;, diz. A projeção de Cesari é que a renda por apartamento mantenha-se em crescimento e, em 2009, acumule uma alta total de 10%.</p>
<p>É uma elevação bem menor do que a obtida em 2008, de 36%, ou em 2007, de 33%. Mas isso não quer dizer que o investimento nos &#8220;flats&#8221; deixou de ser atraente. &#8220;As diárias numa cidade como São Paulo ainda estão muito defasadas em relação a outras cidades brasileiras e internacionais. Elas devem continuar em crescimento e as taxas de ocupação permanecem altas, em torno de 70%&#8221;, afirma.</p>
<p>Guaspari, do Fohb, afirma que o principal impacto da crise se deu até agora sobre o volume de eventos realizados nos hotéis. &#8220;A queda foi de 20% a 30%&#8221;, diz o executivo.</p>
<p>No entanto, para a empresa Banco de Eventos, uma das maiores do setor, o primeiro trimestre não trouxe queda e sim um aumento pequeno nas vendas &#8211; 1,2%, para R$ 25,1 milhões. Segundo Andrea Galasso, diretora geral da companhia, 2009 já apresenta o segundo melhor desempenho dos últimos quatro anos. Mas no topo do ranking está 2008. &#8220;O ano passado foi totalmente fora da curva em termos de crescimento e acho que o que estamos vivendo hoje é, na verdade, o normal&#8221;, diz. (Colaborou Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis)</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002260/imagens/arte19emp-hoteis-b1.gif" border="0" /></div>
<p><font size="5"><strong>Accor prevê repetir desempenho de 2008 e mantém investimentos</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis &#8211; VALOR</p>
<p align="center"><font size="2"><em>Marisa Cauduro/Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002260/imagens/foto19emp-adcor-b1.jpg" border="0" /><br />
<font size="2"><em> Bonadona, da Accor: foco está na bandeira Ibis, do segmento econômico</em></font></p>
<p>O presidente da Accor Hospitality na América Latina, Roland de Bonadona, tem feito revisões mensais das suas projeções para o ano. Com o cenário instável em função da crise econômica mundial, a cada mês traça as metas para os próximos três meses. Por enquanto, a previsão mais recente para o Brasil, principal mercado do grupo na América Latina, com 144 hotéis, é praticamente empatar o desempenho deste ano em relação ao do ano passado. &#8220;É o que podemos dizer, considerando o resultado dos quatro primeiros meses&#8221;, afirmou o executivo. No quadrimestre, o faturamento da rede cresceu 1% sobre igual período de 2008.</p>
<p>Há poucos meses, a rede esperava crescer entre 3% e 4% no país em 2009 e antes do estou da crise, em setembro, a previsão batia nos 10%. &#8220;(Antes) Os economistas previam 2% de crescimento do Brasil. Hoje, os mesmos economistas falam em taxas negativas de 1% ou 2%, e a nossa atividade é completamente atrelada à atividade econômica do país&#8221;, justificou Bonadona. &#8220;Empatar o resultado com 2008 já vai ser muito bom, considerando a situação de mercado&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Bonadona, o principal reflexo da retração econômica foi a redução de demanda nas bandeiras quatro estrelas grupo, como Novotel e Mercure. Por outro lado, as bandeiras mais econômicas, como Ibis e Formule 1, tiveram aumento de ocupação. &#8220;As empresas estão cortando despesas de viagens, reuniões e estadia. Isso afeta todo o mercado de turismo de negócios, mas afeta muito mais a hotelaria de cinco ou quatro estrelas do que a econômica. Muitas empresas reduziram as categorias utilizadas, migrando do quatro estrelas para hotéis três estrelas.&#8221;</p>
<p>Mesmo com a revisão para baixo das projeções, a Accor não alterou seus projetos para 2009. Serão abertos oito novos hotéis, totalizando R$ 110 milhões em investimentos. No ano passado, a rede abriu nove hotéis no Brasil. O executivo diz que um hotel a menos não significa menos apetite, mas é consequência de atrasos no cronograma de obras e em parte algum efeito da crise. Mas ressalta que logo no primeiro trimestre de 2010, contudo, já haverá abertura de 3 a 4 novos hotéis No total, segundo ele, serão pelo menos 20 novos hotéis no Brasil em 2010.</p>
<p>O principal foco do grupo é a marca Ibis. Dentre os novos hotéis previstos para 2009, metade será Ibis. O motivo, segundo ele, é a demanda maior nessa faixa de preço e a consolidação de uma aposta feita pelo grupo no fim dos anos 90, quando criou a bandeira, que hoje tem 47 unidades no país. &#8220;Temos liderança, expertise e marca. Hoje está todo mundo interessado em seguir nosso exemplo, então o que estamos fazendo é acelerar para não perder a liderança.&#8221;</p>
<p>Segundo ele, apesar do aperto do crédito em geral e das dificuldades de obtenção de capital, a maior parte dos projetos está ancorada em recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e segue em andamento.</p>
<p>Dentre os mercados prioritários para as aberturas de novos empreendimentos no Brasil, ele citou a cidade de São Paulo, as cidades do Rio de Janeiro e Macaé (pela pujança do petróleo) e Belo Horizonte. &#8220;Salvador e o Nordeste (como um todo) são mercados que estão perdendo um pouco de espaço. Não estamos sentindo tanta força nesses Estados como já sentimos&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Bonadona, 2008 foi um ótimo ano para a rede, com crescimento de 25% em relação a 2007, que já tinha sido bom em faturamento. O Brasil é o mais importante mercado do grupo na América Latina e representou 85% do faturamento na região, que foi de R$ 958 milhões em 2008.</p>
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		<title>Turismo, emprego e renda</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 13:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ SP terá mais 32 hotéis da rede Accor
Novas unidades serão construídas no interior, aproveitando o sucesso do agronegócio e a expansão do consumo

Chico Siqueira &#8211; O Estado de São Paulo
A rede Accor vai investir R$ 205 milhões na construção de 32 hotéis no interior de São Paulo, o que representa um aumento de 160% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong> SP terá mais 32 hotéis da rede Accor</strong></font></p>
<p><strong>Novas unidades serão construídas no interior, aproveitando o sucesso do agronegócio e a expansão do consumo</strong></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/turismo-emprego-e-renda/5648/" rel="attachment wp-att-5648" title="accor.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/accor.jpg" alt="accor.jpg" height="234" width="344" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Chico Siqueira &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>A rede Accor vai investir R$ 205 milhões na construção de 32 hotéis no interior de São Paulo, o que representa um aumento de 160% no número de 20 unidades que a rede possui atualmente na região. A expansão, segundo a Accor, só é possível por causa do sucesso do agronegócio e a conseqüente expansão do consumo nas cidades com mais de 70 mil habitantes do interior do Estado.</p>
<p>&#8220;A instalação de hotéis é um excelente termômetro do aumento de consumo&#8221;, afirma o diretor de Novos Negócios da Accor, Abel Alves de Castro Júnior, para quem esse termômetro é baseado num ciclo: &#8220;Quanto mais consumo existe, há mais produção e mais negócios, as pessoas viajam mais e se hospedam mais em hotéis&#8221;.</p>
<p>Em todo o País, a Accor prevê a construção de 130 hotéis nos próximos quatro anos, a maioria no interior dos Estados. De acordo com o diretor, há cinco anos, a Accor não tinha mais do que seis hotéis no interior de São Paulo, mas estudos baseados no Produto Interno Bruto (PIB) e indicadores de desenvolvimento das cidades já informavam da necessidade de expansão por causa do crescimento dos negócios e do aumento do consumo na região.</p>
<p>&#8220;Acreditamos que haverá uma nova onda de crescimento no interior do Estado.&#8221; Por isso, segundo Alves de Castro, a Accor criou um produto direcionado para cidades do interior, que é a instalação de hotéis supereconômicos da bandeira Fórmula 1.</p>
<p>&#8220;Verificamos que as cidades secundárias e terciárias sentem a necessidade desses hotéis, que terão 80 apartamentos, diferente das capitais, onde eles têm 250 apartamentos.</p>
<p>Os novos 32 hotéis deverão abrir 2.560 novos apartamentos no interior de São Paulo. Desses, quatro estão confirmados para este ano, em Lins, Santos, Andradina e Presidente Prudente.</p>
<p>NOVA FRONTEIRA</p>
<p>O último hotel inaugurado foi o da bandeira Íbis, no começo deste ano, em Araçatuba, a 530 quilômetros da capital. A cidade, que era chamada de Terra do Boi Gordo, viu dobrar o número de hotéis de negócios nos últimos cinco anos por causa do crescimento do setor sucroalcooleiro, que transformou a região na chamada &#8220;nova fronteira da cana&#8221; no Estado de São Paulo.</p>
<p>&#8220;Tínhamos 6 hotéis, hoje temos 12 e ainda faltam vagas&#8221;, diz Wilson Marinho da Cruz, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente da Associação Comercial de Araçatuba. Segundo ele, o número de estabelecimentos comerciais triplicou nos últimos quatro anos, especialmente no comércio de bairros e de regiões segmentadas, mas os grandes investimentos ficaram para a instalação de unidades da agroindústria e empresas de prestação de serviços para o setor sucroalcooleiro.</p>
<p>Entre os investimentos, Cruz cita uma empresa americana, que usará o sangue de boi para fabricação de remédios no Canadá; uma fusão alemã-cubano-brasileira que vai fabricar madeira de MDF a partir do bagaço da cana, cujo faturamento previsto é de R$ 2,5 bilhões; indústrias de maquinários pesados para a agricultura; uma fábrica de caldeiras para usinas de açúcar e álcool e várias revendedoras de implementos agrícolas, caminhões e veículos de passeio.</p>
<p>&#8220;Sem dúvida, podemos dizer que em cinco anos muita coisa mudou por aqui e vai mudar ainda mais, porque já prevemos uma nova onda de explosão de consumo e de crescimento que vai ser causada pelo recrudescimento da pecuária&#8221;, afirma Cruz.</p>
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		<title>Funcef vai investir em rede de hotéis econômicos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 09:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Roberta Campassi, de São Paulo &#8211; VALOR
Depois de experimentar altos e baixos com investimentos em hotéis cinco estrelas, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) fará suas primeiras incursões na hotelaria econômica, o segmento que mais cresce no país. Até o fim de 2009, a Funcef planeja investir na construção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.pampasonline.com.br/imagens/pampas_brasil_postais.jpg" alt="http://www.pampasonline.com.br/imagens/pampas_brasil_postais.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Roberta Campassi, de São Paulo &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Depois de experimentar altos e baixos com investimentos em hotéis cinco estrelas, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) fará suas primeiras incursões na hotelaria econômica, o segmento que mais cresce no país. Até o fim de 2009, a Funcef planeja investir na construção de 20 a 30 unidades da categoria mais simples e barata do setor.</p>
<p>Para fazer investimentos imobiliários, a Funcef tem orçamento de R$ 400 milhões anuais, sendo que entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões do total podem ser alocados para a hotelaria, conforme explica Jorge Arraes, diretor da área. &#8220;O volume de recursos ainda não está totalmente definido, mas é flexível&#8221;, afirma. Segundo o executivo, já estão definidos dois projetos cujas construções serão iniciadas neste ano, um em Vitória e o outro em Petrolina (PE).</p>
<p>A meta da Funcef deve representar uma aceleração significativa na construção de hotéis econômicos. Para que se tenha uma base de comparação, a maior administradora hoteleira do país, a Accor, possui ao todo 56 unidades da categoria dentro do Brasil com as marcas Íbis e Formule 1. A InterContinental tem cinco unidades econômicas com a bandeira Holiday Inn Express e a Atlantica tem um hotel em construção que vai operar com a marca Go Inn.</p>
<p>Com preços mais baratos em troca de quartos pequenos e sem luxo, diárias que não incluem café da manhã e oferta de serviços enxuta, a categoria econômica é a que vem recebendo mais investimentos. Uma projeção do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) mostra que o Brasil terá cerca de 200 novos hotéis entre 2007 e 2010, sendo que metade deles será da categoria econômica &#8211; o restante ficará dividido entre a faixa intermediária e a luxuosa. &#8220;Hotéis econômicos atendem a base da pirâmide da população, ou seja, pessoas que tem orçamento limitado mas querem qualidade&#8221;, afirma Frank Pruvost, diretor de operações da Accor para as marcas econômicas. Segundo ele, há dois tipos principais de público para essa categoria: profissionais liberais ou funcionários de empresas em cargos mais baixos, nos dias da semana, e casais em viagem de lazer, no sábado e domingo.</p>
<p>O objetivo da Funcef, conta Arraes, é formar uma espécie de rede entre todos os hotéis que permita mais ganhos de escala e sinergias de vendas. &#8220;Nossa experiência nos mostra que precisamos conhecer um pouco do negócio e ter envolvimento no lado estratégico também&#8221;, afirma Arraes. Os empreendimentos novos, contudo, deverão ser administrados por empresas hoteleiras diferentes. Já existe um acordo prévio com a Accor para a administração do hotel em Petrolina. No passado, a Funcef chegou a elaborar planos para hotéis econômicos com a própria Accor e com a bandeira Sleep Inn, que é administrada pela Atlantica.</p>
<p>O entusiasmo em relação à hotelaria econômica, no entanto, não é unanimidade no setor. Diogo Canteras, sócio da consultoria hoteleira HVS no Brasil, afirma que o melhor momento para investir nesse segmento será em dois ou três anos. Por enquanto, a rentabilidade da categoria ainda é pequena. &#8220;Os hotéis costumam estar sempre cheios e os custos são mais baixos, mas as diárias ainda estão muito defasadas em relação ao que deveriam custar&#8221;, afirma.</p>
<p>Essa falta de rentabilidade, segundo ele, fica evidente na seguinte comparação: construir um quarto de hotel econômico numa cidade como, por exemplo, São José dos Campos, custa R$ 90 mil, enquanto comprar um que já existe custa R$ 60 mil. &#8220;O melhor investimento hoje, em hotelaria, é no segmento de altíssimo luxo em grandes centros&#8221;, afirma Canteras.</p>
<p>Os planos da Funcef nos segmentos mais caros, por ora, estão estagnados. &#8220;Temos que rentabilizar, primeiro, os hotéis que já existem&#8221;, afirma Arraes. O fundo de pensão é dono do Eco Resort de Cabo de Santo Agostinho (PE), do Eco Resort de Angra dos Reis (RJ), do hotel Brasília Alvorada, na capital brasileira, e do Renaissance, em São Paulo. Com exceção deste último, todos os outros foram construídos durante a sociedade da Funcef com a operadora Blue Tree. Quando a parceria terminou, em 2006, em meio a uma disputa judicial, o fundo de pensão ficou com os empreendimentos que agora são administrados sem bandeiras, mas por uma empresa contratada.</p>
<p>Segundo Arraes, o Renaissance é o mais lucrativo, mas os hotéis de Brasília e Angra dos Reis também devem alcançar a meta de lucratividade estabelecida para este ano. Já o resort Cabo de Santo Agostinho ainda &#8220;não terá resultados expressivos, mas começou a equilibrar o balanço&#8221;, afirma &#8211; o hotel passou também pelas mãos do grupo Posadas em 2007, mas a operadora deixou a gestão do empreendimento devido aos resultados financeiros ruins. Nos nove primeiros meses do ano passado, o empreendimento registrou prejuízo de R$ 8 milhões e taxas de ocupação tão baixas quanto 15%.</p>
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		<title>Crescimento do turismo brasileiro atrai novos investimentos em hotéis</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 06:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Accor e WTorre criam parceria de R$ 500 mi
Joint venture deve erguer 20 hotéis em três anos
CRISTIANE BARBIERI &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO
DA REPORTAGEM LOCAL
O grupo hoteleiro Accor e a construtora WTorre anunciaram ontem a criação de uma joint venture para a construção de 20 hotéis, que exigirão investimentos de R$ 500 milhões até 2011. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="4">Accor e WTorre criam parceria de R$ 500 mi</font></strong></p>
<p><strong><font size="4">Joint venture deve erguer 20 hotéis em três anos</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CRISTIANE BARBIERI &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p><img src="http://book.hotelsenfrancais.com/Common/ImageGallery/HotelImage.aspx?imgid=592641" name="mainImage" alt="Hotel entrance" align="left" />O grupo hoteleiro Accor e a construtora WTorre anunciaram ontem a criação de uma joint venture para a construção de 20 hotéis, que exigirão investimentos de R$ 500 milhões até 2011. Desse total, 80% serão aplicados pela WTorre e 20% pela Accor.<br />
&#8220;A parceria com grandes investidores é inédita na América Latina e pretendemos repetir o formato tanto no Brasil como em outros países da região&#8221;, afirma Firmin António, diretor-geral do grupo Accor para América Latina.<br />
Segundo ele, em três meses o grupo deverá firmar parceria semelhante no México, com investidores do setor de transporte, para a construção de mais 20 hotéis naquele país.<br />
Já as unidades a serem erguidas pela joint venture brasileira serão voltadas aos segmentos econômicos e supereconômicos. Serão 13 Ibis e sete Formule 1 espalhados por 11 cidades. Eles dobrarão o número de hotéis dessas categorias do grupo Accor no Brasil. O primeiro será um Ibis, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.<br />
&#8220;Não ficaremos nesses 20 hotéis&#8221;, afirma Walter Torre Jr. acionista da WTorre, que está construindo a nova sede do grupo, na Marginal Pinheiros, zona Oeste da cidade. &#8220;Queremos também ir para outros países nessa parceria com a Accor.</p>
<p>Bandeira indefinida<br />
Torre Jr. espera rentabilidade entre 12% e 15% ao ano, quando os hotéis estiverem em operação. Apesar de a parceria consolidar os laços entre as empresas, ele afirma que a bandeira do hotel que a WTorre está construindo no antigo prédio da Eletropaulo, na avenida Juscelino Kubitschek, não está definida. &#8220;Estão concorrendo operadoras hoteleiras de todo o mundo&#8221;, diz Torre Jr.<br />
Com rentabilidade menor do que as categorias de luxo, Ibis e Formule 1 foram escolhidas por terem as maiores taxas de ocupação da rede. Com diárias médias de R$ 130, os Ibis tiveram ocupação de 76% em 2007. Já os Formule 1 custam em torno de R$ 90 ao dia, com 82% dos quartos ocupados.<br />
&#8220;Hotéis econômicos resistem melhor a crises econômicas&#8221;, afirmou Gilles Pélisson, diretor-geral do grupo Accor no mundo.<br />
Segundo ele, apesar de o grupo ter sentido o nervosismo do mercado americano, o primeiro trimestre foi bom para o setor, em todo o mundo. &#8220;Os países emergentes estão ganhando mais importância dentro de nossa estrutura, como estratégia de diversificação&#8221;, diz Pélisson, que visitava o Brasil.<br />
Para Ricardo Mader, sócio da consultoria HIA (Hotel Investments Advisors), a decisão de escolher o mercado econômico foi acertada, porque é a categoria de maior demanda no Brasil. &#8220;É a tarifa que cabe no bolso do brasileiro&#8221;, diz Mader. &#8220;A tendência de parcerias com grandes grupos é forte no exterior e irá acontecer aqui, como foi com shoppings e prédios comerciais: para construtoras, não faz sentido investir num hotelzinho, mas sim ganhar escala em grandes projetos.&#8221;</p>
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