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	<title>Blog do Favre &#187; ações</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Os limites para a valorização do real</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 12:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Cristina Pinotti e Affonso Celso Pastore &#8211; VALOR
Passada a fase mais aguda da crise, voltamos a assistir a uma onda de valorização do câmbio real. Atualmente o câmbio real no Brasil, corretamente calculado para refletir o conceito de preço relativo entre bens internacionais e domésticos, está muito próximo do nível mais valorizado desde que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_CRISTINA_PINOTTI.jpg" border="0" alt="Colunista" /><a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.bmf.com.br/portal/pages/Congresso/2003/images/foto_AfonsoCPastore.jpg&amp;imgrefurl=http://blogdofavre.ig.com.br/tag/reservas/&amp;usg=__dyYRlfk85OhUeqHz11TFZxqYumw=&amp;h=152&amp;w=118&amp;sz=10&amp;hl=pt-BR&amp;start=12&amp;um=1&amp;tbnid=5svCVSIOhryBLM:&amp;tbnh=96&amp;tbnw=75&amp;prev=/images%3Fq%3DAffonso%2BCelso%2BPastore%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN%26um%3D1"><img class="alignleft" style="border: 1px solid;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:5svCVSIOhryBLM:http://www.bmf.com.br/portal/pages/Congresso/2003/images/foto_AfonsoCPastore.jpg" alt="" width="52" height="65" /></a></p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">Maria Cristina Pinotti e Affonso Celso Pastore &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Passada a fase mais aguda da crise, voltamos a assistir a uma onda de valorização do câmbio real. Atualmente o câmbio real no Brasil, corretamente calculado para refletir o conceito de preço relativo entre bens internacionais e domésticos, está muito próximo do nível mais valorizado desde que se iniciou o regime de flutuação cambial, em 1999.</p>
<p>Por que o câmbio real teima em se valorizar? A explicação repousa no aumento da capacidade de o país atrair capitais, cujos ingressos se acentuaram nos últimos meses. Mas o Brasil não está sendo vítima do monstro representado pelos capitais especulativos, de curto prazo, que seriam atraídos pelo diferencial de taxa de juros, que ainda é alto, e sim beneficiando-se predominantemente do ingresso dos capitais que buscam aplicações em investimentos diretos ou na bolsa de valores, ajudando a financiar a expansão da capacidade produtiva. Os investimentos estrangeiros líquidos no Brasil, que acumularam nos últimos 12 meses mais de US$ 35 bilhões, superaram a cifra bruta ocorrida no auge do programa de privatizações no governo FHC, crescendo durante a crise.</p>
<p>Por trás dessa atração está um diferencial, mas não das taxas de juros, e sim das taxas de crescimento econômico. O Brasil crescerá em 2010 mais do que a média das economias industrializadas (EUA, Europa e Japão). Isso exerce forte estímulo aos investimentos estrangeiros diretos e em portfólio de renda variável &#8211; ações. A prescrição de que baixando a taxa de juros os ingressos de capitais cairiam é falsa, porque esses capitais estão sendo atraídos pelo crescimento econômico brasileiro. Da mesma forma, há um claro custo em controlar os ingressos desses capitais, porque esse controle reduziria as fontes de financiamento aos investimentos em capital fixo, baixando a taxa de crescimento econômico.</p>
<p>Ao lado da expansão do consumo das famílias, que está atualmente por trás da retomada do crescimento, há claras indicações de que assistiremos, ao longo dos próximos 12 a 18 meses, uma significativa elevação dos investimentos. Superávits nas contas correntes, como os ocorridos em torno de 2005 são eventos raros na economia brasileira, e sempre estão associados a fases de queda nos investimentos em capital fixo. Quando a economia entra em uma fase de crescimento acelerado, como a que atualmente vem entrando, elevando os investimentos, surgem déficits, que historicamente já chegaram a superar 5% do PIB, como na segunda metade da década de 1970 e início da década de 1980, ou fixaram-se em torno de 4% do PIB, com em torno do ano 2000. Estamos começando a assistir um período de queda nos superávits comerciais e de forte elevação no déficit em contas correntes.</p>
<p>A taxa de crescimento econômico em 2010 facilmente poderá superar a marca de 5% ou mesmo de 5,5%. Com todo esse vigor de crescimento, as importações crescerão bem mais do que indicam todas as projeções atuais, e embora os déficits nas contas correntes não cheguem de imediato aos níveis comparáveis aos maiores citados acima, podem chegar entre 2,5% a 3% do PIB, superando US$ 45 bilhões. Por que esta previsão sobre o comportamento das importações? Mais de 70% das importações brasileiras são matérias-primas para a indústria e bens de capital. A crise atingiu o Brasil derrubando a produção industrial e a formação bruta de capital fixo e junto com elas as importações, e foi essa queda de importações que sustentou temporariamente os superávits comerciais em níveis mais elevados. Com as exportações mundiais em recuperação lenta, e sem perspectivas de crescimento muito forte dos preços de commodities, não há como ser otimista achando que o crescimento das exportações compensará a elevação de importações.</p>
<p>O Brasil sai da crise internacional com seu sistema bancário intacto, com a capacidade de reagir à crise usando políticas contracíclicas, e pronto para aumentar o consumo, que já vem crescendo. O aumento da produção industrial de bens de consumo eleva as margens de utilização de capacidade, e fatalmente elevará a demanda por investimentos em capital fixo. Como o Brasil é um país de poupanças baixas, o crescimento esperado dos investimentos em capital fixo conduz inexoravelmente ao crescimento dos déficits nas contas correntes.</p>
<p>Mas contrariamente ao que ocorria no passado, quando esse crescimento levava à depreciação cambial, desta vez há fundamentos econômicos que permitem manter baixos os prêmios de risco, o que significa manter elevada a demanda por ativos brasileiros que permitam financiar, com ingressos de capitais, o inevitável aumento do déficit nas contas correntes. Afinal o Brasil já obteve o seu almejado &#8220;grau de investimento&#8221;, que é um prêmio pela manutenção de estabilidade macroeconômica, geradora da queda dos riscos. Finalmente o que atraímos são predominantemente capitais mais estáveis, e que contribuem para elevar a capacidade produtiva.</p>
<p>Mas o diabo mora nos detalhes, e para que esses capitais continuem sendo atraídos é preciso que o crescimento ocorra em uma trajetória equilibrada, sem o artificialismo que conduz à inflação. Um crescimento econômico artificial gera uma percepção maior de riscos, o que reduz a atração aos ingressos de capitais e pressiona a taxa cambial. Da mesma forma, embora os superávits primários atualmente possam ser menores, sem comprometer a dinâmica da dívida pública, o governo não está totalmente livre para aumentar os gastos e reduzir impostos. A moral da história é que o governo não pode abusar dos estímulos monetários e fiscais, reagindo à tentação de fazê-lo às vésperas de eleições.</p>
<p>A prudência indica que deve moderar os estímulos fiscais à expansão da demanda, e que o Banco Central saiba ler corretamente os sinais sobre a direção na qual a taxa de juros básica deva se mover. A prudência indica, também, que o Banco Central sempre pode acumular um pouco mais de reservas. Não nos esqueçamos do custo fiscal da esterilização, que é alto, mas olhado pela ótica correta deveria ser mais um motivo para reduzir o crescimento das despesas públicas. Seriam necessárias piruetas teóricas invejáveis para se provar que os ativos que atualmente vêm sendo comprados por estrangeiros, que não se limitam à arbitragem com o cupom cambial, são substitutos perfeitos de ativos estrangeiros, que seria a única forma pela qual as intervenções esterilizadas do BC seriam ineficazes. Sendo eficazes, elas podem reduzir a velocidade da valorização cambial, e ao mesmo tempo elevar a liquidez internacional do país, baixando prêmios de risco e atraindo capitais que financiem um esforço maior de crescimento.<br />
<em><br />
<strong>Affonso Celso Pastore e Maria Cristina Pinotti são economistas e escrevem mensalmente às segundas. Este mês, excepcionalmente, nesta sexta.</strong></em></p>
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		<title>&#8221;Chuva de dólares&#8221; vitamina o real</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 14:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Especialistas preveem entrada de bilhões de dólares em ofertas de ações e investimentos até o fim do ano
Leandro Modé &#8211; O Estado SP
As boas perspectivas para a economia brasileira vão atrair um &#8220;caminhão&#8221; de dólares para o País nos próximos meses e &#8211; provavelmente &#8211; anos. É isso que, segundo analistas, explica a forte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/chuva-de-dolares-vitamina-o-real/13464/" rel="attachment wp-att-13464" title="dinheiro_sacos.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dinheiro_sacos.gif" alt="dinheiro_sacos.gif" align="left" /></a></p>
<p><strong>Especialistas preveem entrada de bilhões de dólares em ofertas de ações e investimentos até o fim do ano</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Leandro Modé &#8211; O Estado SP</p>
<p>As boas perspectivas para a economia brasileira vão atrair um &#8220;caminhão&#8221; de dólares para o País nos próximos meses e &#8211; provavelmente &#8211; anos. É isso que, segundo analistas, explica a forte alta do real em 2009.</p>
<p>Com ganhos de quase 30%, o real é a moeda que apresenta a segunda maior valorização ante o dólar no mundo este ano, atrás apenas do rand da África do Sul. Na sexta-feira, o dólar subiu 0,11% e fechou cotado a R$ 1,809. Mas, como já havia ocorrido quarta a moeda chegou a ser negociada a R$ 1,79.</p>
<p>A valorização do real preocupa o governo, que já estuda medidas para estimular as exportações. Entre elas, estaria a desoneração de empresas exportadoras, além de financiamentos especiais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Para se ter uma ideia, daqui para o fim do ano, espera-se que operações como aberturas de capital (IPOs, na sigla em inglês) e emissões de empresas que já têm papéis em bolsa movimentem até R$ 20 bilhões. Como os investidores estrangeiros têm comprado, em média, de 60% a 70% dos ativos oferecidos, só por esse canal devem entrar no País mais de US$ 5 bilhões até dezembro. A conta é da diretora da Fator Gestão de Recursos, Roseli Machado.</p>
<p>Cientes do grande interesse por ativos brasileiros, várias empresas já anunciaram a intenção de captar no mercado de capitais nos próximos meses: Santander (que, segundo estimativas, pode chegar a R$ 8 bilhões), Cetip (R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões), Gol (R$ 1 bilhão) e Tivit (R$ 750 milhões).</p>
<p>O Investimento Estrangeiro Direito (IED) é outra fonte que tem contribuído para a valorização do real. Entre janeiro e julho, esses investimentos somaram US$ 14 bilhões. A expectativa do mercado, expressa no mais recente boletim Focus do Banco Central (BC), é de que, no ano, o IED alcance US$ 25 bilhões. Para 2010, as perspectivas são ainda mais positivas.</p>
<p>Por fim, as captações de empresas no exterior por meio de bônus dispararam nas últimas semanas. Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), essas emissões somavam quase US$ 8,4 bilhões até o fim de julho. Mas os números vão engordar bastante por causa de operações como a da Votorantim, que, sexta-feira, captou US$ 1 bilhão nos Estados Unidos. Segundo a companhia, a demanda foi seis vezes maior do que a oferta do papel.</p>
<p>Tanto o IED quanto os recursos para emissões de empresas são explicados pela situação privilegiada do País. &#8220;O Brasil é uma das primeiras economias a sair da crise, tem bons fundamentos e reservas internacionais elevadas. Isso favorece tanto o investimento direto quanto o de portfólio&#8221;, afirmou o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa.</p>
<p>Hoje, a projeção média do mercado para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 está entre 4% e 4,5%, mas já começa a convergir para 5% ou mais. Algumas casas, como a Quest Investimentos, já trabalham com um avanço do PIB de até 6% no ano que vem. &#8220;É uma expansão muito superior à média mundial&#8221;, observou Rosa.</p>
<p>O analista de mercados emergentes da corretora Icap Brasil, Felipe Brandão, explicou que, nesse cenário, os investidores &#8220;antecipam o fluxo (de dólares) esperado para o País&#8221;. A posição dos investidores estrangeiros na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F) dá uma dimensão do que fala Brandão.</p>
<p>No início do ano, os fundos estrangeiros apostavam fortemente na valorização do dólar &#8211; em janeiro, a posição líquida deles em contratos futuros de câmbio era de US$ 13,3 bilhões a favor do dólar. Essa posição começou a mudar em março e, na semana passada, chegou a US$ 900 milhões ainda a favor do dólar. Mesmo assim, nesse período, a mudança de posição envolveu mais de US$ 12 bilhões. Esse valor é duas vezes maior do que o fluxo físico de dólares.</p>
<p>Há, ainda, outro movimento que favorece o real neste momento: a alta das commodities. O Brasil é o maior exportador de soja, carne e minério de ferro do mundo. De janeiro até a última sexta-feira, o índice CRB (síntese da variação de preços de várias commodities) acumulava valorização de 13,2%. O petróleo, sozinho, subia quase 26% no mesmo período. Se tudo correr como se espera hoje, em alguns anos, o País se tornará também um dos maiores exportadores globais de petróleo.</p>
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		<title>FGTS na capitalização da Petrobras acirra debate</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 17:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR
O debate sobre a eventual compra de ações da Petrobras com cotas individuais dos trabalhadores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é marcado por divergências entre o governo federal, o comando do FGTS, sindicatos e parlamentares. A capitalização da Petrobras, prevista em projeto de lei encaminhado ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://camaraecamara.files.wordpress.com/2009/07/fgts.jpg" alt="http://camaraecamara.files.wordpress.com/2009/07/fgts.jpg" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O debate sobre a eventual compra de ações da Petrobras com cotas individuais dos trabalhadores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é marcado por divergências entre o governo federal, o comando do FGTS, sindicatos e parlamentares. A capitalização da Petrobras, prevista em projeto de lei encaminhado ao Congresso, reacendeu a discussão, mas não há consenso nem mesmo entre representantes dos trabalhadores.</p>
<p>O Congresso decidirá como os minoritários poderão participar da capitalização da Petrobras durante a tramitação do novo marco regulatório do petróleo. Sindicatos e parlamentares pressionarão pela inclusão de emenda que permita a compra de ações com cotas individuais do FGTS, para que os trabalhadores tenham maior rentabilidade no fundo de garantia, mas há divergências entre esses grupos. O contraponto é que investimentos fora das áreas de infraestrutura, saneamento e habitação podem esvaziar o fundo de garantia, e as ações apresentam riscos aos trabalhadores.</p>
<p>O governo federal descartou, na semana passada, o uso do fundo na compra de ações da estatal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o FGTS não deve ser usado para que acionistas minoritários adquiram novas ações no aporte que o governo pretende fazer para capitalizar a Petrobras, visando a exploração do petróleo no pré-sal.</p>
<p>A posição do presidente foi reforçada pelo superintendente nacional do FGTS, Joaquim Oliveira, e pelo secretário-executivo adjunto do Conselho Curador do FGTS, Antonio Góis de Oliveira. Ontem, depois de participar de debate no Senado sobre projetos de lei que visam a maior rentabilidade do fundo, o superintendente disse que é necessário cautela. &#8220;Se tirar dinheiro da habitação, como é que vai ficar?&#8221;, questionou Joaquim Oliveira. Para o secretário executivo-adjunto do conselho, os investimentos do FGTS são amplos e não se deve aumentá-los.</p>
<p>A compra de ações da estatal com cotas do FGTS divide parlamentares. Autor de projeto de lei que visa a ampliar a remuneração das contas do fundo de garantia, o senador César Borges (PR-BA) tem restrições. &#8220;É preciso ter muito cuidado, porque aplicar em ações apresenta alto risco&#8221;, disse. O senador Paulo Paim (PT-RS) discorda: &#8220;Temos de deixar o trabalhador aplicar onde há maior rentabilidade. O rendimento do fundo é muito baixo.&#8221; Para o senador Renato Casagrande (PSB-ES), o governo deve permitir a compra de ações com o fundo de garantia individual, a exemplo do que houve em 2000, quando os trabalhadores puderam adquirir cotas do FMP-Petrobras: &#8220;As ações vão se valorizar e os trabalhadores poderão capitalizar isso.&#8221;</p>
<p>Sindicalistas, parlamentares e o governo discutem sobre a possibilidade de os trabalhadores que compraram ações da Petrobras com FGTS em 2000 e continuam com papéis da estatal usarem até 30% de seu saldo na capitalização. Eles debatem também a possibilidade de o Fundo de Investimentos do FGTS investir em projetos do pré-sal.</p>
<p>A CUT fará pressão no Congresso para impedir a aprovação de qualquer projeto que permita a aplicação de cotas individuais do fundo de garantia em novas ações da Petrobras. &#8220;Quem quiser comprar ações não deve usar o FGTS para isso. Somos contrários&#8221;, disse o presidente da central, Artur Henrique da Silva. A Federação Única dos Petroleiros também é contrária. &#8220;O FGTS é uma garantia para o trabalhador, não é para ganhar dinheiro&#8221;, comentou o coordenador da federação, João Antonio de Moraes. Já a Força Sindical, dirigida pelo deputado Paulo Pereira de Souza (PDT-SP), defende a compra de ações. &#8220;O governo não pode discriminar os trabalhadores recusando-lhes o direito de socializar este capital, que pertence ao povo&#8221;, afirmou a Força, em nota.</p>
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		<title>Grupos brasileiros crescem em ranking dos maiores do mundo. Petrobras avança do 37º para o 8º lugar</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 13:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para consultoria, números mostram que empresas do País estão se recuperando mais rápido
Renato Cruz &#8211; O Estado SP
As grandes empresas brasileiras estão entre as que mais se valorizaram no mundo no primeiro semestre, avançando no ranking das 300 maiores empresas globais, por valor de mercado, elaborado pela consultoria Ernst &#38; Young. O levantamento mostrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/grupos-brasileiros-crescem-em-ranking-dos-maiores-do-mundo-petrobras-avanca-do-37%c2%ba-para-o-8%c2%ba-lugar/12469/" rel="attachment wp-att-12469" title="brasil_olho.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/brasil_olho.jpg" alt="brasil_olho.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Para consultoria, números mostram que empresas do País estão se recuperando mais rápido</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Renato Cruz &#8211; O Estado SP</p>
<p>As grandes empresas brasileiras estão entre as que mais se valorizaram no mundo no primeiro semestre, avançando no ranking das 300 maiores empresas globais, por valor de mercado, elaborado pela consultoria Ernst &amp; Young. O levantamento mostrou a recuperação das empresas depois do ponto mais crítico da crise mundial, no final do ano passado.</p>
<p>O número de empresas brasileiras na lista passou de cinco, em dezembro, para oito, em janeiro, com três delas entre as 100 maiores: Petrobrás (8º lugar), Vale (46º) e Itaú Unibanco (76º). Entre as 300 maiores, ainda aparecem o Bradesco (120º), a AmBev (147º), o Banco do Brasil (204º) e o Banco Santander do Brasil (254º). O estudo tem como base o valor das ações das empresas ao fim do semestre.</p>
<p>&#8220;A recuperação está muito alinhada com os Brics&#8221;, disse Paulo Sérgio Dortas, sócio da área de transações corporativas da Ernst &amp; Young, referindo-se ao grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China. &#8220;A Rússia e a China também se recuperaram.&#8221;</p>
<p>O total de empresas chinesas na lista das 100 maiores passou de oito no fim de 2009 para 11 em junho. No entanto, as três brasileiras entre as 100 maiores foram as que apresentaram a maior valorização, com valor conjunto de US$ 313,8 bilhões. Elas subiram 101%, ficando muito à frente das russas, que acumularam um aumento de 42%, com o segundo melhor resultado entre os países.</p>
<p>A China tem três empresas entre as dez maiores: Petrochina (1º), Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) (3º) e China Construction Bank (6º). A operadora de telecomunicações China Mobile (5º) tem sede em Hong Kong. A Petrochina ultrapassou a americana Exxon Mobil, que ocupava o topo da lista no fim do ano passado e passou para o segundo lugar.</p>
<p>A Petrobrás é a única empresa brasileira entre as 10 maiores. Seu valor de mercado passou de US$ 95,895 bilhões para US$ 164,818 bilhões, avançando do 37º para o 8º lugar no ranking. A Vale subiu do 68º para o 46º lugar, com um valor de mercado de US$ 89,317 bilhões, o que equivale a um crescimento de 48% no trimestre. &#8220;A valorização da Petrobrás e da Vale reflete, em grande parte, a recuperação do mercado de commodities&#8221;, destacou Dortas.</p>
<p>A alta dos bancos brasileiros, com a entrada de dois deles na lista das 300 maiores empresas, mostra como eles foram pouco afetados pela crise, quando comparados com as instituições de países desenvolvidos. &#8220;Uma notícia muito boa foi o avanço da AmBev, que está muito mais ligada à situação do País que ao mercado internacional&#8221;, disse o consultor. &#8220;É uma empresa que depende mais do mercado interno, e sua recuperação mostra que as classes C, D e E continuam consumindo.&#8221;</p>
<p>Com base nos dados do estudo, Dortas apontou que já existem sinais de que a retomada do crescimento começa a acontecer mais rápido que o esperado, puxada pelos Brics. &#8220;O Brasil e a China são os carros-chefe, e estão surpreendendo quem só esperava uma recuperação para 2010.&#8221;</p>
<p>As empresas americanas e europeias perderam espaço na lista das 300 maiores do primeiro semestre, com um crescimento da Ásia. &#8220;Apesar de ainda estarem em primeiro lugar, essas economias têm perdido pujança&#8221;, apontou. O total de empresas americanas entre as 300 maiores manteve-se estável, com perdas de posições para muitas delas, enquanto o número de empresas europeias caiu de 110 para 95. Entre as 100 maiores, a presença europeia passou de 46 para 35 companhias.</p>
<p>Depois de cair 22% no primeiro semestre de 2008 e 33% no segundo, o valor das 300 maiores empresas voltou a crescer, com expansão de 8%, ou US$ 1,1 trilhão. No ano passado, perderam US$ 11,3 trilhões.</p>
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		<title>Endividamento de empresa brasileira no exterior despenca</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 13:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Participação do mercado internacional na dívida total sai de 40% em 2000 para 11% em 2008
Leandro Modé &#8211; O Estado SP
O endividamento financeiro das empresas brasileiras cresceu pouco em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2000 e 2008, mas as fontes em que os recursos foram captados mudaram drasticamente. Esse é o resumo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Participação do mercado internacional na dívida total sai de 40% em 2000 para 11% em 2008</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Leandro Modé &#8211; O Estado SP</p>
<p>O endividamento financeiro das empresas brasileiras cresceu pouco em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2000 e 2008, mas as fontes em que os recursos foram captados mudaram drasticamente. Esse é o resumo de um trabalho inédito elaborado pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec) do Ibmec, obtido com exclusividade pelo Estado. O estudo tem por base dados de instituições como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>A participação do mercado internacional no endividamento financeiro despencou de 40,2% do total em 2000 para 11% no ano passado. No mesmo intervalo, o crédito bancário tradicional livre (ou seja, sem direcionamento obrigatório) avançou de 29,6% para 40,3%. O crescimento mais expressivo, no entanto, se deu nos títulos de dívida (como debêntures e notas promissórias), que saíram de 10,2% do total para 24,3% em 2008.</p>
<p>&#8220;Esse desempenho é explicado, principalmente, pela queda da taxa de juros e pelos fortes avanços institucionais do mercado de capitais&#8221;, afirmou o coordenador do Cemec, Carlos Antônio Rocca. &#8220;O juro mais baixo, por sua vez, decorre da redução da vulnerabilidade externa do País e da queda da dívida do governo, que abriu espaço para o setor privado.&#8221;</p>
<p><strong>A taxa básica de juros (Selic) média foi de 16,19% ao ano em 2000, chegou a 23,03% em 2002 e encerrou o ano passado em 13,66%. Atualmente, está em 9,25%, menor nível da história do País.</strong></p>
<p>Segundo Rocca, o forte recuo do endividamento financeiro no exterior resulta da experiência traumática das companhias brasileiras com a desvalorização do real, em 1999. &#8220;Dívida em moeda estrangeira e receita em moeda local cria um problema de descasamento&#8221;, observa Rocca. <strong>Foi o que ocorreu em 1999, quando a adoção do câmbio flutuante foi seguida de uma disparada das cotações do dólar, o que quebrou várias companhias e ameaçou a sobrevivência de outras tantas.</strong></p>
<p>Situação parecida ocorreu no ano passado com os chamados derivativos tóxicos. Muitas empresas pegaram empréstimos bancários corrigidos pela taxa de câmbio. Com a disparada do dólar, em consequência da crise global, muitas delas tiveram perdas bilionárias. Os exemplos mais conhecidos são a Aracruz e a Sadia (que, por causa desses problemas, acabou se fundindo à Perdigão).</p>
<p>Rocca frisa que esses são exemplos do mau uso do instrumento. &#8220;Derivativos são indicados como estratégia para se proteger de grandes oscilações nos preços dos ativos&#8221;, disse. De qualquer forma, vale deixar claro que, em 1999, a exposição das empresas era diretamente em dólar. Na experiência mais recente, a dívida assumida era em reais, ainda que corrigida pela variação da moeda americana.</p>
<p>O professor observa, ainda, que, apesar da mudança de perfil, o investidor estrangeiro continuou a ser importante fonte de financiamento para as companhias brasileiras. &#8220;A diferença é que, antes, eram as empresas que iam lá fora captar recursos. Mais recentemente, os estrangeiros vieram para cá comprar papéis emitidos por elas.&#8221;</p>
<p>ESTOQUE</p>
<p>Segundo o trabalho do Cemec, o estoque de endividamento financeiro das empresas em relação ao PIB subiu de 34,9% em 2000 para 40,9% em 2008, o equivalente a quase R$ 1,2 trilhão. Rocca diz que é um nível ainda baixo se comparado a outros países, mas a tendência é de crescimento.</p>
<p>&#8220;As perspectivas são muito positivas, especialmente para os títulos privados de dívida, que tendem a participar cada vez mais da carteira dos investidores.&#8221;</p>
<p>De novo, a taxa de juros tem um papel vital na tendência. Em primeiro lugar porque barateia o custo de endividamento, o que estimula as empresas a buscar crédito para, por exemplo, bancar projetos de expansão. De outro lado, porque leva os investidores a buscar alternativas mais rentáveis para suas aplicações, hoje atreladas, em sua maioria, a títulos públicos corrigidos pela Selic.<br />
<strong><br />
Com o juro básico no menor nível da história, muitas empresas já emitem papéis com vistas ao investidor de pequeno porte. Oi e Bradespar, por exemplo, lançaram debêntures no primeiro semestre com valor de face baixo para alcançar esse público</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O mundo se resume a Brasil e China</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 14:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa
Daniele Camba &#8211; VALOR
Desde que a atual crise financeira deu os seus primeiros sinais, no início do segundo semestre do ano passado, o que mais se falou é do descolamento positivo do mercado brasileiro (o &#8220;decoupling&#8221;), consequência direta dos sólidos fundamentos econômicos do país. Essa, no entanto, é uma meia verdade. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" align="left" border="0" /><strong><font size="5">De Olho na Bolsa</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniele Camba &#8211; VALOR</p>
<p>Desde que a atual crise financeira deu os seus primeiros sinais, no início do segundo semestre do ano passado, o que mais se falou é do descolamento positivo do mercado brasileiro (o &#8220;decoupling&#8221;), consequência direta dos sólidos fundamentos econômicos do país. Essa, no entanto, é uma meia verdade. Os gráficos mostram que, além do Brasil, os investidores estrangeiros também foram para a bolsa da China, à procura dos melhores retornos entre os países emergentes.</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002298/imagens/arte13inv-ivbx-d2.gif" align="left" border="0" />Um estudo feito pela RC Consultores revela como a bolsa brasileira e a chinesa se alternaram na preferência dos investidores internacionais, com ganhos muito interessantes. Desde o início da crise, é possível perceber três momentos bem distintos entre os dois mercados. No primeiro, entre setembro do ano passado &#8211; quando houve a quebra do banco americano Lehman Brothers e a crise internacional de fato se deteriorou &#8211; e fevereiro deste ano, o Índice Shangai teve um desempenho muito melhor que o Índice Bovespa, especialmente em janeiro e fevereiro deste ano. Entre 15 de setembro, dia da quebra do Lehman, e o fim de fevereiro, o Índice Shangai se valorizou em dólar 0,21%, enquanto o Ibovespa caiu 45,11% na moeda americana.</p>
<p>Num segundo momento, entre março e maio deste ano, o mercado brasileiro nitidamente tem um desempenho melhor que o chinês. Nesse período, o Ibovespa teve uma alta de 67,95% em moeda americana e o Índice de Shangai de apenas 26,63%. No último movimento, que começou no mês passado e vai até hoje, os dois mercados inverteram as posições, com o Índice Shangai subindo 18,12% e o Ibovespa registrando uma queda de 9,39%, ambos em dólar.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002298/imagens/arte13inv-bolsa-d2.gif" border="0" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p>&#8220;Houve uma polarização entre Brasil e China, com o investidor estrangeiro preferindo ora a bolsa chinesa, ora a Bovespa&#8221;, diz o economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira, responsável pelo estudo. Esse fluxo maior ou menor de recursos internacionais explica boa parte do movimento cambial desde o começo da crise. &#8220;É um comportamento inédito já que, historicamente, o câmbio sempre esteve ligado muito mais ao lado real da economia e menos ao fluxo para ativos financeiros&#8221;, diz Pereira.</p>
<p>Até fevereiro, quando o saldo líquido (diferença entre compras e vendas de ações) de estrangeiros na Bovespa continuava fortemente negativo, o câmbio se aproximava dos R$ 2,40 por dólar. A partir de então, esses investidores trocaram a China pelo Brasil e, no fim de maio, até quando durou a valorização da Bovespa, o dólar chegou a R$ 1,94.</p>
<p>&#8220;Não foi uma simples coincidência as ações subirem no mesmo momento em que o real se valorizou frente o dólar; foi a entrada de dinheiro externo na bolsa que fez as ações subirem e o dólar cair&#8221;, explica o economista-chefe da RC Consultores. Por fim, desde junho, com a saída de uma parte dos recursos estrangeiros, o Ibovespa caiu e o dólar voltou a se valorizar ante o real, fechando a sexta-feira em R$ 2,00.</p>
<p>A atual crise só reforçou a preferência pelas bolsas chinesa e brasileira que já vinha ocorrendo nos últimos anos. Entre 2003 e 2007, o Ibovespa, por exemplo, acumulou uma valorização de 1.031% em dólar (é esse percentual mesmo, não é erro de digitação). Já entre agosto de 2006 e outubro de 2007, o Índice Shangai subiu 287,96% na moeda americana. Os fundamentos macroeconômicos explicam essa predileção pelos mercados financeiros dos dois países. Em primeiro lugar está a China, cujo Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos cresceu a taxas de dois dígitos. No caso do Brasil, a história é bem mais modesta, pelo menos em termos de crescimento do PIB. No entanto, a razoavelmente recente estabilidade econômica trouxe junto uma importante evolução dos fundamentos do país.</p>
<p>É importante lembrar, no entanto, que as duas economias já deram alguns sinais de alerta que vale a pena considerar. &#8220;No Brasil, há uma piora na situação fiscal, enquanto na China a economia cresce bem menos do que nos últimos anos&#8221;, diz Pereira. &#8220;Além disso, existem dúvidas sobre a força do mercado de crédito chinês, mesmo com o pacote de estímulo do governo.&#8221;</p>
<p>Também não é à toa que os dois mercados prediletos são de países altamente relacionados às commodities: o Brasil como produtor e a China tanto como produtor quanto como consumidor. O ciclo de alta dessas matérias-primas, como petróleo, minério de ferro e aço entre 2003 e o primeiro semestre de 2008, trouxe prosperidade para os dois países. Consequentemente, atraiu olhares e bolsos cheios internacionais.</p>
<p>O futuro das commodities no médio prazo também é um fator a se pensar quando se fala do destino das bolsas brasileira e chinesa. &#8220;Recentemente, houve uma valorização de algumas matérias-primas, como o petróleo, mas graças apenas a um movimento especulativo por parte dos investidores, já que não existe um aumento de demanda real&#8221;, completa Pereira.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Ambiente macro favorece construção</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 17:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa
Daniele Camba &#8211; VALOR
Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" align="left" border="0" /><strong>De Olho na Bolsa</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniele Camba &#8211; VALOR</p>
<p>Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise internacional, esses papéis neste ano registram valorizações relevantes, em parte refletindo o terreno fértil para o setor. No ano até sexta-feira, o Índice Imobiliário (Imob), formado pelas ações de maior liquidez das construtoras, acumula alta de 80,07%, mais do que o dobro da valorização de 36,81% do Índice Bovespa no mesmo período.</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002283/imagens/arte22inv-coluna-d2.gif" align="left" border="0" />Alguns papéis registram altas de mais de 100% neste ano. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tenda, por exemplo, já subiram 221,55%, as ON da MRV se valorizaram 169,71% e as ON da Helbor, 117,95% . Apesar desse desempenho, a expectativa é que os papéis ainda tenham potencial para novos movimentos de alta. &#8220;As ações ainda precisam subir para compensar toda a queda do ano passado; além disso se espera que as construtoras entreguem resultados crescentes neste e nos próximos anos&#8221;, diz o sócio da Polo Capital Marcos Duarte.</p>
<p>Os papéis de construtoras tiveram quedas significativas no ano passado. As ON da Tenda caíram 88,68%, as da MRV se desvalorizaram 74,18% e as da Helbor, 75,80%. As ofertas iniciais (IPOs, em inglês) das construtoras ocorreram nos últimos anos, quando o mercado ainda estava no auge, e a grande maioria a preços altos. Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores dos papéis. No entanto, com a crise, eles se desfizeram em massa desses ativos, embolsaram os ganhos e voltaram para os seus países.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002283/imagens/arte22inv-bolsa-d2.gif" border="0" /></div>
<p>Neste momento em que a crise parece dar uma trégua, mais uma vez são os investidores internacionais que apostam as fichas no cenário promissor das construtoras. &#8220;São eles principalmente que estão comprando as ações, enquanto o brasileiro olhou muito, agiu pouco e agora chupa o dedo vendo o quanto elas já subiram&#8221;, diz Duarte. Ele, no entanto, pegou carona com os estrangeiros e colocou nos fundos da Polo ações de dez construtoras que caíram muito e apresentam boas perspectivas. &#8220;Comprando um leque de papéis, eu acabo diluindo o risco de possíveis perdas&#8221;, diz o gestor. Os fundos da Polo têm hoje entre 4% e 15% do capital social dessas companhias.</p>
<p>Na opinião de Duarte, um dos temores do investidor local é que os ativos, como terrenos e prédios, estejam lançados por valores inflados dentro dos balanços das companhias. No entanto, nos últimos meses, várias construtoras venderam bens pelo valor patrimonial ou acima, o que comprova que os preços nas demonstrações financeiras não eram irreais, explica Duarte.</p>
<p><strong>Juros na veia</strong></p>
<p>Motivos não faltam para imaginar que as construtoras terão anos de crescimento pela frente, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é o recente processo de queda da taxa de juros. Uma boa parte da venda de imóveis depende dos financiamentos imobiliários de longo prazo, que são altamente impactados pela baixa da Selic. &#8220;Um financiamento de 10 anos, com Taxa Referencial (TR) mais 8% ao ano é algo que nunca tinha se visto e hoje já existe&#8221;, lembra o gestor da Polo. O financiamento imobiliário no Brasil ainda é incipiente. Aqui as hipotecas representam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA são 70%, afirma Duarte. Os reflexos positivos do pacote de medidas do governo de estímulo ao setor também já podem ser sentidos, com um aumento de demanda por imóveis, o que deve provocar a continuidade de crescimento da receita das companhias. &#8220;As vendas atuais só irão se refletir integralmente nos balanços das construtoras daqui dois ou três anos, quando os imóveis forem entregues; os bons resultados que as companhias apresentam agora ainda são das vendas feitas anos atrás&#8221;, diz Duarte.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Bolsas dos emergentes estão engordando</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/bolsas-dos-emergentes-estao-engordando/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa:
Emergentes tiram a barriga da miséria
Daniele Camba &#8211; VALOR
A crise internacional pegou todos os países, sem distinguir grandes ou pequenos, bons ou maus. Os mercados caíram muito e, de forma geral, na mesma proporção. Agora, com a sensação de que o olho desse furacão ficou para trás, as bolsas deram uma arrancada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>De Olho na Bolsa:<br />
Emergentes tiram a barriga da miséria</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniele Camba &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" align="left" border="0" />A crise internacional pegou todos os países, sem distinguir grandes ou pequenos, bons ou maus. Os mercados caíram muito e, de forma geral, na mesma proporção. Agora, com a sensação de que o olho desse furacão ficou para trás, as bolsas deram uma arrancada desde o mês passado. A recuperação se deu de forma ainda mais acentuada nos mercados emergentes. Inclui-se nessa lista o Brasil. A alta foi tamanha que boa parte dessas bolsas conseguiu zerar as perdas do ano e ainda mostrar ganhos acumulados consideráveis. Algumas bolsas registram valorizações no ano, em dólar, entre 30% e 50%. Isso porque o primeiro semestre nem chegou ao fim.</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/arte18inv-ivbx-d2.gif" align="left" border="0" />A bolsa brasileira se destaca ainda mais dentro desse grupo de felizardas. No ano, o Índice Bovespa sobe 46,91% na moeda americana. Esse retorno só fica atrás, e por um triz, da bolsa da Rússia, com alta de 48,17%. O país vem se beneficiando da valorização gradual do petróleo, que chegou a bater a mínima de US$ 37,41 e, na sexta-feira, já estava em US$ 57 o barril.</p>
<p>A grande questão é: por que os mercados emergentes se recuperaram tanto ao menor sinal de melhora no cenário internacional? Há várias respostas. Uma delas é que, de 1994 para cá, quando houve a crise do México, esta é a primeira crise deflagrada num país desenvolvido &#8211; os Estados Unidos. &#8220;Exatamente por esse motivo, seria natural que os ativos de emergentes se recuperassem antes e mais&#8221;, diz o superintendente de renda variável do banco Itaú, Walter Mendes.</p>
<p>A melhora dos fundamentos econômicos dessas nações ao longo dos anos também explica o fôlego maior das bolsas de países em desenvolvimento. Mendes lembra, por exemplo, que, em 1994, eles tinhas reservas internacionais pífias. Já hoje a China tem reservas na casa dos US$ 2 trilhões, a Rússia, dos US$ 500 bilhões, e o Brasil, de US$ 200 bilhões. Nada mau. Esses países também adotaram políticas econômicas mais ordotoxas, além do câmbio flutuante.</p>
<p>Os investidores brasileiros têm motivos para acreditar que o mercado local poderá ter um desempenho ainda melhor que os demais emergentes à medida que os fundamentos melhorarem. Diferentemente de outros países, o Brasil ainda possui uma taxa de juros alta e uma baixa participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB). &#8220;O país ainda tem muito espaço para evoluir e os ativos devem refletir esses progressos quando eles ocorrerem&#8221;, acredita o superintendente do Itaú.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/arte18inv-bolsa-d2.gif" border="0" /></div>
<p><strong>De volta aos fundamentos</strong></p>
<p>Nas últimas semanas, analistas e investidores têm se perguntado se a recente recuperação das bolsas não foi exagerada. Mendes discorda. Não dá para bater o martelo, mas, ao que tudo indica, os piores momentos da crise parecem, de fato, já terem passado. &#8220;Só teremos certeza disso quando saírem os primeiros dados concretos de recuperação econômica, o que deve começar a ocorrer apenas a partir do terceiro trimestre&#8221;, diz ele, que acredita que o fantasma do Ibovespa na casa dos 29 mil pontos é página virada. Aliás, aqueles que compraram ações quando a bolsa estava nesses níveis devem estar rindo à toa. Da mínima de 29.435 pontos, em 27 de outubro do ano passado, até sexta-feira, o Ibovespa acumula valorização de 66,49%.</p>
<p>Depois de tantos solavancos, especialmente desde setembro de 2008, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, a bolsa brasileira, enfim, retomou a sua tendência de alta de longo prazo, que vem desde 2003, acredita Mendes. &#8220;A recuperação de agora deve ser bem mais racional; longe do pessimismo exagerado dos últimos meses e da euforia exacerbada que marcou 2007, antes da derrocada do ano passado&#8221;, completa Mendes. O Itaú mantém a estimativa do Ibovespa em 55 mil pontos para o fim deste ano e de 65 mil pontos para 2010.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
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		<title>PSDB provoca danos à Petrobrás</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 11:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Noticiário negativo causa queda das ações
NICOLA PAMPLONA &#8211; O Estado SP
O mercado financeiro reagiu mal à criação, no Senado, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás. As ações da companhia puxaram para baixo a Bolsa de Valores de São Paulo ontem e, segundo analistas, a tendência é de mau desempenho nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Noticiário negativo causa queda das ações</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">NICOLA PAMPLONA &#8211; O Estado SP</p>
<p>O mercado financeiro reagiu mal à criação, no Senado, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás. As ações da companhia puxaram para baixo a Bolsa de Valores de São Paulo ontem e, segundo analistas, a tendência é de mau desempenho nas próximas semanas, em virtude do noticiário negativo que pode ser gerado pela CPI. Especialistas, porém, não veem grandes impactos na gestão da estatal.</p>
<p>&#8220;A Petrobrás deve permanecer na mídia de forma negativa enquanto durar a CPI&#8221;, comentou o analista Nelson Rodrigues de Mattos, do Banco do Brasil Investimentos, destacando que o impacto maior deve se dar junto aos investidores estrangeiros, que seriam mais vulneráveis ao noticiário político.</p>
<p>As ações ordinárias da estatal (com direito a voto) fecharam o dia em queda de 1,37%. Já as preferenciais caíram 1,39%. A Bovespa terminou o pregão em queda de 0,89%.</p>
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		<title>Mercados de ações dos emergentes sobem e descolam dos desenvolvidos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 12:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Joanna Slater, The Wall Street Journal &#8211; VALOR
Este ano os mercados acionários estão seguindo caminhos separados, em contraste com o colapso geral ocorrido ao longo do ano passado.
Nos primeiros três meses de 2009 houve uma ampla divergência no desempenho dos mercados, do sofrível até o excelente. Ações de países em desenvolvimento, como Brasil e China, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Joanna Slater, The Wall Street Journal &#8211; VALOR</p>
<p>Este ano os mercados acionários estão seguindo caminhos separados, em contraste com o colapso geral ocorrido ao longo do ano passado.</p>
<p>Nos primeiros três meses de 2009 houve uma ampla divergência no desempenho dos mercados, do sofrível até o excelente. Ações de países em desenvolvimento, como Brasil e China, tiveram desempenho bem melhor do que as da Europa e dos Estados Unidos.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002229/imagens/arte01fin-global-c2.gif" border="0" /></div>
<p>Isso representa uma acentuada mudança em relação ao fim do ano passado, quando as bolsas do mundo todo desabaram em uníssono, e a única disparidade no desempenho foi na intensidade da queda.</p>
<p>Apesar de que um trimestre não constitui uma tendência, a divergência pode ser um sinal de que o medo dos investidores do mundo todo está diminuindo um pouco.</p>
<p>Os investidores não estão mais vendendo ações indiscriminadamente. Em vez disso, estão tentando identificar quais as ações, em todo o mundo, que vão gerar lucros se uma recuperação econômica começar a se firmar, mesmo se as perspectivas mundiais para este ano continuarem sombrias.</p>
<p>&#8220;Talvez isso indique que nós já saímos da fase aguda da crise e passamos para uma fase mais crônica&#8221;, diz William Sterling, da Trilogy Global Advisors, que administra US$ 8,5 bilhões em ações nos mercados globais.</p>
<p>O Índice Mundial Dow Jones, que exclui ações dos Estados Unidos, caiu 13% em dólares no trimestre, comparado com uma queda de 14% na Média Industrial Dow Jones. O índice da Morgan Stanley que acompanha as bolsas nos mercados emergentes subiu 5,4% em dólares.</p>
<p>Depois de serem duramente atingidos no ano passado, os mercados emergentes se saíram especialmente bem. Os índices de referência do Brasil e da Rússia aumentaram, ambos, 9% nas moedas locais. As ações de empresas domésticas da China &#8211; em geral fechadas para os investidores estrangeiros &#8211; lideraram a turma, com o Índice Composto de Xangai subindo 30% (ele teve um declínio de 65% no ano passado).</p>
<p>Michael Hartnett, diretor de estratégia para investimentos internacionais da Banc of America Securities-Merrill Lynch, diz que houve três elementos combinados que apoiaram os mercados emergentes: sinais de que a economia chinesa estava se estabilizando; a relativa força das ações de empresas financeiras nesses mercados; e o rápido retorno de alguns investidores a investimentos mais arriscados, em março.</p>
<p>Na categoria média ficaram mercados como Japão e Canadá, onde os declínios foram modestos em comparação com os EUA. No Japão o índice Nikkei de 225 ações caiu 8%, ao passo que no Canadá o Composto S&amp;P/TSX perdeu 3% do valor.</p>
<p>Na Europa os declínios trimestrais foram semelhantes, ou piores, que os dos EUA, com os índices de referência da Alemanha, França e Reino Unido caindo de 11% a 15%</p>
<p>Não surpreende que o setor com pior desempenho mundialmente tenha sido o financeiro, que caiu 24% em dólares, com base em um índice do Morgan Stanley que acompanha um amplo leque das bolsas mundiais.</p>
<p>Mas nenhum setor realmente brilhou. Os setores de melhor desempenho foram o de informática, que conseguiu um pequeno ganho de 0,6%, seguido pelo de materiais básicos, com baixa de apenas 3,7%.</p>
<p>Para os investidores americanos, o dólar foi uma pedra no sapato. A moeda americana conseguiu um bom avanço, apesar de uma queda no fim do trimestre. Isso corroeu os lucros provindos de ações no estrangeiro e aumentou os prejuízos, uma vez que a maior parte das moedas estrangeiras equivaliam a menos dólares no fim do trimestre.</p>
<p>A diferença de desempenho entre os mercados globais representa um desafio para os investidores. Se houver uma volta à pressão de venda generalizada e à extrema volatilidade que caracterizaram os mercados financeiros no fim do ano passado, então as bolsas poderão voltar a movimentar-se em sincronia. Mas se a divergência continuar, será cada vez mais importante acertar na escolha dos mercados vencedores e perdedores.</p>
<p>&#8220;Veremos uma desconexão entre os mercados&#8221; se as ações conseguirem se estabilizar por um período prolongado, diz Uri Landesman, administrador sênior de carteira da ING Investment Management em Nova York. &#8220;Pode ser verdade que a maré cheia levanta a maioria dos barcos, mas não igualmente.&#8221;</p>
<p>Landesman dá preferência a mercados como Brasil e Canadá. Segundo ele, estão bem posicionados para se beneficiar de uma recuperação nos preços de commodities como o petróleo, após uma estabilização da demanda global.</p>
<p>Outros administradores de fundos dizem que veem razões para preferir as ações dos EUA e Ásia às da Europa. A lógica é que a intensa reação do governo americano à atual crise vai ter efeito, levando a uma recuperação de algumas das exportações asiáticas que despencaram no abismo no ano passado.</p>
<p>Mais ainda, &#8220;as empresas asiáticas e as economias asiáticas possuem o balanço patrimonial (necessário) para sobreviver à atual situação&#8221;, diz Stephen Auth, diretor de investimentos para mercados globais da Federated Investors, que administra US$ 28 bilhões.</p>
<p>Auth diz que durante o primeiro trimestre sua firma transferiu dinheiro de suas carteiras internacionais da Europa para a Ásia. Acrescenta que a firma prefere ações americanas, e não as internacionais de modo geral. O principal motivo é seu pessimismo em relação às ações europeias, as quais representam uma proporção significativa dos índices de referência que excluem os Estados Unidos.</p>
<p>&#8220;Acreditamos que a &#8216;Chimérica&#8217; (China e EUA) está se movimentando mais depressa, e de modo geral está em melhor forma do que a Europa&#8221;, diz ele. &#8220;Em parte porque a Europa nem percebeu ainda a extensão do seu problema.&#8221;</p>
<p>Um fator a favor da Europa é que as ações estão sendo negociadas a preços baixos. Um relatório recente de analistas do Citigroup recomendou que os investidores comprem mais ações europeias e britânicas do que o sugerido por um índice de referência, exatamente por esse motivo. Em meados de março essas ações estavam sendo negociadas a nove vezes o valor do lucro por ação estimado para 2009, segundo o Citigroup, comparado com doze vezes para ações americanas e ações asiáticas, excluindo o Japão.</p>
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