16/02/2009 - 09:31h Para 60%, economia melhora no 2º semestre

VALOR – Folha News, de São Paulo

Cerca de 60% dos consumidores entrevistados pela pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e instituto Ipsos acreditam que a situação econômica do país vai melhorar no segundo semestre. O índice de confiança caiu para 142 pontos em janeiro deste ano, contra 145 em dezembro de 2008, mas continua acima dos 138 pontos de janeiro de 2008. Em janeiro de 2007, considerado um ano bom, estava em 129 pontos.

A região Nordeste passou a ser a menos otimista com 128 pontos, provavelmente, em função da perda do poder aquisitivo do salário mínimo de janeiro, de R$ 415, -mas que deverá se recuperar a partir de fevereiro ou março com o reajuste para R$ 465. A região Sudeste, no momento, é a mais otimista, com 148 pontos, seguida por Norte/Centro-Oeste, com 146 pontos, e Sul, com 143 pontos.

Para os próximos seis meses, na média de todas as regiões, 46% dos entrevistados acham que a economia estará mais forte, contra apenas 13% que acham que estará pior. Além disso, olhando para os próximos seis meses o consumidor demonstra otimismo com a situação financeira pessoal: 59% acham que vai ficar melhor; e apenas 8% acham que vai ficar pior.

A pesquisa Ipsos/ACSP mostra também que 40% dos entrevistados continuam à vontade para comprar eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, televisores e móveis, contra 36% menos favoráveis. Mas o consumidor continua menos disposto a comprar bens de maior valor, como carros e imóveis: 45% menos e 31% mais favorável.

27/12/2008 - 12:45h Vendas de Natal têm crescimento moderado

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Sondagens preliminares apontam aumento real no faturamento de até 5%

Márcia De Chiara – O Estado SP

Às custas de muita promoção, o comércio conseguiu espantar o baixo-astral da crise e as vendas de Natal tiveram crescimento moderado. Duas sondagens sobre faturamento divulgadas ontem revelam alta de 3,5% e 5% na receita na comparação com o Natal de 2007, que foi o melhor da década.

O crescimento modesto nas vendas pode ser um bom presságio para indústria no primeiro trimestre de 2009, porque sinaliza uma reposição dos estoques ainda em meados de janeiro. A volta às compras de grandes redes varejistas logo no início do ano era algo impensável para vários industriais que cogitavam reduzir a produção no período. De toda forma, o desempenho positivo do Natal não deve interromper a forte onda de promoções que ocorre ininterruptamente desde novembro.Ontem, por exemplo, várias redes varejistas anunciavam descontos de até 70%.

“O varejo pode festejar os resultados em razão dos problemas que tivemos”, afirma o presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. Sondagem preliminar feita pela entidade indica crescimento real de 3,5% no faturamento do Natal deste ano em relação ao de 2007.

É bem verdade que os segmentos com maiores taxas de crescimento foram exatamente os de produtos de menor valor, como óculos e acessórios (14%) e perfumaria e cosméticos (9%), enquanto os bens duráveis, como eletrônicos, ampliaram em 4% o faturamento. Esse resultado é coerente com o valor médio da compra de Natal, que neste ano ficou 20% abaixo do registrado em 2007, observa Sahyoun. Com faturamento que deve atingir R$ 75,2 bilhões este ano, os 689 shoppings brasileiros respondem por 25% das vendas no varejo.

Outra sondagem feita com 90 lojistas pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) aponta crescimento de 5% no faturamento no Natal, superando em um ponto porcentual a sondagem prévia. O destaque foi para artigos de vestuário e calçados, que cresceram 6% na comparação anual, enquanto itens de maior valor, como eletroeletrônicos, tiveram acréscimo de 2% nas mesmas bases de comparação. Emprego e renda em alta garantiram esse resultado, segundo avaliação da entidade. Sem a crise financeira, haveria espaço para crescimento maior, diz o comunicado da Fecomércio.

“O desempenho do Natal foi razoável, considerando que a base de comparação é forte”, afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Segundo o Indicador Serasa de Nível de Atividade do Comércio, o volume de negócios entre os dias 18 e 24 de dezembro cresceu 2,8% em todo o País em relação ao mesmo período de 2007, quando o acréscimo havia sido de 5,3%. Na cidade de São Paulo, a alta foi de 1,1%.

Almeida destaca que o movimento de vendas nas cidades do interior do País superou o das capitais, cuja a população está mais atenta para as notícias sobre a crise financeira. Ele atribui o resultado positivo ao parcelamento oferecido pelas lojas.

“Ainda houve oferta de crédito neste Natal, mas com prazos reduzidos”, diz o economista. Com juros em alta e o risco crescente de desemprego, ele alerta que a inadimplência deverá aumentar no primeiro trimestre de 2009.

Os números da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram queda de 1,4% em dezembro no número de consultas para vendas a prazo em relação a igual período de 2007. Nos negócios com cheque à vista ou pré-datado, houve alta de 4,7% no número de consultas. Na média dos dois sistemas, o volume de consultas cresceu 1,65%, resultado tido como “razoável” pelo economista da ACSP, Emílio Alfieri.

Nos supermercados, as vendas de Natal também não decepcionaram. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) aponta crescimento de 4% real na receita de vendas deste Natal ante a mesma data de 2007. “Esse desempenho foi alcançado por conta de muita promoção e redução de preço”, ressalta o vice-presidente da entidade, Martinho Paiva Moreira.

28/10/2008 - 14:30h Afif lança-se para cargo majoritário em 2010

César Felício, VALOR

Paulo Pinto/AEAfif revelou-se como o elo entre Maluf e Kassab:
entrou na política ao ingressar em chapa do ex-prefeito na ACSP

e convidou o atual prefeito a integrar os quadros da entidade

Coordenador da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo, o secretário estadual de Trabalho Guilherme Afif Domingos expôs ontem a uma abarrotada platéia de empresários na Associação Comercial de São Paulo seus planos para 2010: será candidato a um cargo majoritário numa aliança global entre PSDB, DEM e PMDB.

“O resultado da eleição coloca São Paulo no epicentro das mudanças que ocorrerão no País em 2010. Neste ano vamos ter a repetição desta aliança para a Presidência da República e vice, a governador e vice e às duas vagas no Senado. Estou escalado para ser candidato majoritário”, afirmou, diante de uma faixa erguida por presentes, onde se lia “Kassab Prefeito, Afif Governador”. Uma manifestação classificada como “espontânea” pelo presidente da entidade, Alencar Burti, e como “um boato, mas agradável” pelo próprio Afif.

Na visão de Afif, a eleição de 2010 fechará o ciclo de 1964, “com o fim do mandato da oposição mais radical que se fez àquele sistema”. A candidatura presidencial do governador paulista José Serra (PSDB) emergeria então, segundo Afif, como a marca do pragmatismo que elimina as diferenças ideológicas entre esquerda e direita. “Serra é o homem talhado para conduzir o barco neste mar encrespado e a formatação da aliança de 2010 foi feita nesta eleição”, disse.

Durante uma palestra de cerca de uma hora, Afif esboçou o que seria um projeto de gestão de longo prazo para São Paulo. “Devemos evitar que aconteça em São Paulo o que ocorreu no Rio. Temos 1 milhão de pessoas sem renda declarada e 3 milhões sem endereço. É um Uruguai na informalidade ou na marginalidade. Temos uma conflagração surda. Se a gente não reintegrar este contingente na cidadania, se não agirmos, o PCC o fará”, disse.

A reintegração na cidadania, de acordo com Afif, só pode se dar pelo fomento ao empreendedorismo. “A auto-sustentabilidade do cidadão se confronta com a política assistencialista, que beneficia mais o assistente do que o assistido”, disse. Na secretaria estadual do Trabalho, Afif planeja iniciativas de impacto até as eleições de 2010. Falou em promover “mutirões de legalização” logo que o Congresso Nacional aprovar a criação da figura do micro-empreendedor individual.

Empresário do ramo de seguros, Afif dirigiu a Associação Comercial por vários períodos desde o início dos anos 80, intercalando a atividade patronal com incursões na política. Foi secretário de Agricultura, candidato a vice-governador em 1982, a presidente da República em 1989 e a senador em 1990 e 2006. Elegeu-se deputado constituinte em 1986.

O apoio da entidade a seus projetos políticos é permanente. Ontem, o atual presidente da instituição, Alencar Burti, disse que “São Paulo e o Brasil” ganhavam com a reeleição do prefeito. No ato promovido ontem pela Associação, Afif recebeu aplausos do ex-governador, ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP), que presidiu a entidade na década de 70.

Maluf foi prudente ao comentar de público a pretensão de Afif a algum cargo majoritário em 2010. “Deus permita que São Paulo tenha a ventura de ter no seu quadro de dirigentes alguém com a experiência e a honestidade de Guilherme Afif”, disse. Antigo dirigente da Associação Comercial, representando o setor imobiliário, Gilberto Kassab era presença aguardada no encontro, mas avisou a Afif com antecedência que não poderia ir.

No encontro, Afif traçou o elo entre Kassab e Maluf, uma associação que a candidata derrotada do PT à prefeitura, Marta Suplicy, procurou fazer, de modo negativo, durante toda a campanha eleitoral. Tanto Afif quanto Kassab e Maluf têm vínculo com a Associação Comercial de São Paulo, definida pelo secretário de Trabalho como “uma escola de formação de homens públicos, na defesa das liberdades econômicas”.

Afif narrou que tornou-se dirigente da entidade ao entrar na chapa encabeçada por Maluf que ganhou a presidência da Associação, em 1976, representando o setor de seguros. Na base do convite havia antigas relações familiares: o avô de Afif, William e o pai do ex-governador, Salim Farah Maluf, eram amigos. “Eles conversavam em árabe, quando eu era criança. O respeito que tenho por Afif começou aí, antes mesmo dele nascer”, comentou Maluf.

Já em 1984, quando o próprio Afif era o presidente da entidade, recebeu de um contraparente, Aniz Kassab, tio do atual prefeito, um pedido para aproveitar o então recém formado engenheiro em sua equipe. Aniz Kassab era alto funcionário da Serraria Americana, a empresa da família Maluf que deu origem à Eucatex.

Além de dirigente da Associação Comercial, Kassab tornou-se um operador político de Afif na formação do Partido Liberal em 1985, na campanha para deputado em 1986 e na eleição presidencial de 1989. Só começou a disputar mandatos eletivos na década de 90, quando Afif retirou-se temporariamente da política.

08/04/2008 - 04:35h Marta lidera corrida eleitoral em São Paulo

Ibope aponta ministra com 8 pontos à frente de Alckmin nas intenções de voto

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Guilherme Scarance – O Estado de São Paulo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), lidera a corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, com 31% das intenções de voto, revelou pesquisa Ibope/Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgada ontem. Em segundo lugar, vem o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 23%, seguido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 14% dos votos.

A consulta lista ainda o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), com 11% da preferência dos paulistanos; Luiza Erundina (PSB), 5%; o deputado e sindicalista Paulinho da Força (PDT), 2%, e a vereadora Soninha (PPS), 2%. A ex-deputada Zulaiê Cobra (PHS) e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B) não pontuaram. Votariam em branco ou anulariam o voto 9% dos entrevistados e 3% não souberam ou não quiseram opinar.

Em outra simulação, com Alckmin fora, Marta sobe um pouco mais e garante 33% das intenções de voto. Kassab vai a 19%, superando Maluf (13%), Erundina (10%), Paulinho (5%), Soninha (2%), Zulaiê e Aldo (1%). Excluindo-se Alckmin e Erundina da briga, Marta iria para 35% e Kassab, para 16%. Os demais não ultrapassariam 4%.

Esse é o primeiro levantamento feito pelo Ibope neste ano sobre a sucessão paulistana. Foram ouvidas 805 pessoas, entre os dias 20 e 23 de março. A margem de erro é de 3 pontos.

“A pesquisa mostra apenas uma inclinação inicial do eleitor”, destaca a diretora do Ibope, Márcia Cavallari. “Ainda há um índice alto de desconhecimento de quem serão os candidatos. É um ponto de início, mas ainda não indica tendências.”

SEGUNDO TURNO

Há três simulações de segundo turno: Marta versus Kassab, Alckmin contra Kassab e Marta contra Alckmin. A briga mais acirrada é entre a petista e o tucano: ela está com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador tem 44%. A diferença configura empate técnico.

Se enfrentasse o atual prefeito no segundo turno, a petista venceria por margem maior – 49% a 35% dos votos. No embate entre Alckmin e o prefeito, o tucano venceria por 57% a 22%.

O Ibope avaliou, ainda, a rejeição aos pré-candidatos. o resultado para a pergunta – “de todos estes candidatos, em qual ou quais o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum para prefeito de São Paulo?” -, foi: Maluf (55%), Marta (29%), Kassab (28%), Erundina (24%), Paulinho, Soninha, Zulaiê e Aldo (todos com 15%). Alckmin tem a menor: 13%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, sob o protocolo 00500108-SPPE.

10/12/2007 - 10:36h JT também achou estranho o IBOPE

Clique na imagem para ampliar e ler

08/12/2007 - 10:43h Alencar Burti do “Cansei” e da Associação Comercial SP encomendou IBOPE por imagem de Kassab; e eu cansei de manipulação



Leia também Um IBOPE sobre medida para alimentar a encrenca entre Alckmin e Serra

Entidade checa imagem de Kassab em pesquisa

Prefeito é um dos vice-presidentes da Associação Comercial de São Paulo, que pagou o levantamento feito pelo Ibope

MICHELE OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Folha de São Paulo

Gilberto Kassab é um político sério e competente no que faz? Gilberto Kassab é honesto e nunca se envolveu em escândalo de corrupção? Gilberto Kassab é um político independente, que não deve favores a ninguém? Gilberto Kassab briga pelos interesses de São Paulo, custe o que custar?
As perguntas acima finalizam pesquisa Ibope realizada entre os dias 10 e 14 de novembro, feita sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem entre os seus 20 vice-presidentes o próprio prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato na disputa de 2008.
As questões com o objetivo de verificar a quantas anda a imagem do prefeito entre os eleitores não foram repetidas sobre outros possíveis concorrentes, como o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).
Segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, o interesse da associação em Kassab é pelo fato de ele ser “o único candidato definido”. Por meio de sua assessoria, o prefeito disse não ter tido conhecimento de toda a pesquisa, divulgada parcialmente anteontem no jornal “Diário de S.Paulo”.
Segundo Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, as perguntas sobre Kassab foram incluídas a pedido da ACSP. “É interesse da associação entender como o prefeito está sendo visto. Não é uma pesquisa favorável [a Kassab]“, afirmou.
Os 805 entrevistados pelo Ibope na capital foram submetidos antes de apontar seu candidato à prefeitura em 2008 a perguntas sobre a atual administração que continham o nome de Kassab, de Marta e de José Serra (PSDB) -não havia nas perguntas iniciais nenhuma menção a Alckmin.
Isso pode explicar, por exemplo, por que na pesquisa espontânea (sem o cartão com os nomes dos prováveis candidatos) o prefeito atual tem 14% das intenções de voto, contra 17% de Marta e 6% do tucano. Quando os nomes são apresentados ao entrevistado, Alckmin sobe ao topo, com 27%, ao lado da petista (29%). Kassab soma 17%.
Segundo guia da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), “a forma como são redigidas as perguntas numa pesquisa [eleitoral] é tão importante quanto o procedimento de amostragem na obtenção de resultados”.
Cavallari explica que a opção por iniciar a pesquisa com avaliação de questões administrativas foi para garantir a isenção dessas repostas, para compará-las com o levantamento anterior, de julho. Em ano eleitoral, diz, a intenção de voto é a primeira pergunta a ser feita.
Em tempo: sobre a pergunta “Gilberto Kassab é um político sério e competente no que faz”, 57% dos entrevistados concordam e 34% discordam.

08/12/2007 - 10:30h Alencar Burti do "Cansei" e da Associação Comercial SP encomendou IBOPE por imagem de Kassab; e eu cansei de manipulação


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Prefeito é um dos vice-presidentes da Associação Comercial de São Paulo, que pagou o levantamento feito pelo Ibope

MICHELE OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Folha de São Paulo

Gilberto Kassab é um político sério e competente no que faz? Gilberto Kassab é honesto e nunca se envolveu em escândalo de corrupção? Gilberto Kassab é um político independente, que não deve favores a ninguém? Gilberto Kassab briga pelos interesses de São Paulo, custe o que custar?
As perguntas acima finalizam pesquisa Ibope realizada entre os dias 10 e 14 de novembro, feita sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem entre os seus 20 vice-presidentes o próprio prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato na disputa de 2008.
As questões com o objetivo de verificar a quantas anda a imagem do prefeito entre os eleitores não foram repetidas sobre outros possíveis concorrentes, como o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).
Segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, o interesse da associação em Kassab é pelo fato de ele ser “o único candidato definido”. Por meio de sua assessoria, o prefeito disse não ter tido conhecimento de toda a pesquisa, divulgada parcialmente anteontem no jornal “Diário de S.Paulo”.
Segundo Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, as perguntas sobre Kassab foram incluídas a pedido da ACSP. “É interesse da associação entender como o prefeito está sendo visto. Não é uma pesquisa favorável [a Kassab]“, afirmou.
Os 805 entrevistados pelo Ibope na capital foram submetidos antes de apontar seu candidato à prefeitura em 2008 a perguntas sobre a atual administração que continham o nome de Kassab, de Marta e de José Serra (PSDB) -não havia nas perguntas iniciais nenhuma menção a Alckmin.
Isso pode explicar, por exemplo, por que na pesquisa espontânea (sem o cartão com os nomes dos prováveis candidatos) o prefeito atual tem 14% das intenções de voto, contra 17% de Marta e 6% do tucano. Quando os nomes são apresentados ao entrevistado, Alckmin sobe ao topo, com 27%, ao lado da petista (29%). Kassab soma 17%.
Segundo guia da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), “a forma como são redigidas as perguntas numa pesquisa [eleitoral] é tão importante quanto o procedimento de amostragem na obtenção de resultados”.
Cavallari explica que a opção por iniciar a pesquisa com avaliação de questões administrativas foi para garantir a isenção dessas repostas, para compará-las com o levantamento anterior, de julho. Em ano eleitoral, diz, a intenção de voto é a primeira pergunta a ser feita.
Em tempo: sobre a pergunta “Gilberto Kassab é um político sério e competente no que faz”, 57% dos entrevistados concordam e 34% discordam.