12/03/2009 - 10:37h Para OMC, Brasil é exemplo a ser seguido

Assis Moreira, de Genebra – VALOR

http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpgO Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá “abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas”. A proposta está em discussão no bloco desde novembro e vários parceiros comerciais pediram esclarecimentos sobre sua aplicação, durante o exame da política comercial brasileira, encerrada ontem com a entrega de 316 páginas de respostas de Brasília.

Segundo o mediador do exame, o embaixador húngaro Istvan Major, o sentimento geral dos parceiros foi de que o Brasil, apesar da desaceleração econômica, “tem muito boas chances de resistir muito melhor na crise do que os outros”. Para ele, “o Brasil é um modelo a ser seguido”.

Uma “apreciação generalizada” foi manifestada sobre a decisão do país de “resistir a pressões protecionistas” ao não expandir a abrangência de licenças de importação não-automáticas. Mas várias delegações questionaram demandas atuais de licença. O Brasil respondeu que está tomando medidas para minimizar o impacto das licenças e que não tem intenção de impor novas exigências sobre uma lista maior de produtos.

Países pobres se manifestaram em peso elogiando o Brasil, mas também cobraram a promessa de acesso livre de cotas e tarifas para seus produtos no mercado brasileiro, feita no âmbito da Rodada Doha, que está longe de terminar.

O relatório dos economistas da OMC, que inclui o brasileiro Alberto Bueno, apontou o aumento da presença do Estado nos financiamentos e a suspeita de que as taxas de juros cobradas pelos bancos oficiais embutem subsídios que atropelariam as regras internacionais. Mas a reação foi bem tímida, no rastro da crise atual. Segundo o mediador, poucos países indagaram sobre os programas de financiamento à exportação que teriam “algumas distorções no comércio”.

Em relação ao exame realizado em 2004, a conclusão foi de que a política comercial hoje é mais aberta, que a burocracia persiste, mas diminuiu, e a modernização está em curso nas aduanas. Sobre a pouca transparência em regulações técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias, o mediador disse que “são problemas não só do Brasil, mas de outros países também”.

O exame do Brasil provocou 800 questões, muitas delas refletindo preocupações bem específicas. A China recusa há meses prorrogar um acordo com o Brasil pelo qual restringe voluntariamente exportações de têxteis e vestuário para o país. O resultado é que aumentarão as medidas antidumping contra os chineses. Assim, sem surpresas Pequim indagou sobre uma suposta cláusula de “interesse nacional” que a Câmara de Comércio Exterior usaria para decisão final nos casos de dumping. O Brasil respondeu que as sobretaxas só visam combater o dumping que causa prejuízos à indústria nacional.

Os Estados Unidos, o Canadá e o México, sócios no Nafta, apareceram com um extenso comentário sobre a importância de países produtores de aço “não influírem nas exportações”, nem limitarem as importações. O Brasil retrucou que só monitora o preço do aço importado. E que está preocupado com a implementação do “Buy America” aplicado aos siderúrgicos.

Entre as inúmeras perguntas da União Europeia, uma foi sobre o que o Brasil está fazendo para assegurar produção sustentável de biocombustível, incluindo respeito a padrões trabalhistas e implicação na mudança do uso da terra. A resposta foi de que a ocorrência de “práticas de trabalho ilegal em plantações de açúcar são residuais”, que a expansão da cana de açúcar é em áreas degradadas e que o governo tem um plano agroecológico que dirá onde o cultivo de cana será proibido, autorizado ou encorajado.

A UE quis saber em detalhes também o estado e as condições de negociações de acordos do Mercosul com a Índia, a África do Sul e outros países. E perguntou se o bloco pretende incluir cláusulas sociais e trabalhistas nos acordos. A resposta foi “não”.

Cingapura, um paraíso fiscal, quis saber porque o Brasil cobra 25% na repatriação de ganhos para países com baixos impostos, comparado a 15% para outros países. O Brasil explicou que carrega mais na taxa no fluxo de capital com os paraísos fiscais para prevenir evasão fiscal.

O Canadá, um dos grandes exportadores agrícolas, perguntou sobre o impacto da crise atual sobre os produtores agrícolas brasileiros. A delegação brasileira respondeu que a liquidez está melhorando, mas a produção de grãos cairá 6,4% e há preocupações sobre a demanda e preços externos.

A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores de lácteos, quis saber a racionalidade de o Mercosul, hoje exportador desses produtos, aplicar taxa bem maior na importação, de 18,8%. O Brasil respondeu que enquanto persistirem os subsídios para lácteos no comércio internacional, a taxa não diminuirá.

25/08/2007 - 13:27h China amenaza con represalias por el freno al ingreso de sus productos

Clarín

Fue en respuesta a las restricciones adicionales que días atrás fijó Argentina.

 

 

OTROS TIEMPOS. KIRCHNER HABLA EN SHANGAI. FUE EN LA GIRA DE 2004.


Luis Ceriotto
lceriotto@clarin.com

El Ministerio de Comercio de la República Popular China emitió un duro comunicado en el cual “no comprende ni acepta de ninguna manera” la decisión argentina de aplicar el régimen de licencias no automáticas y exigir requisitos adicionales a la importación de bienes de ese origen.

“La parte china no comprende ni acepta de ninguna manera el súbito hecho de que la parte argentina haya tomado medidas de restricción sin ninguna notificación previa y presta una grave preocupación a este aspecto”, señaló el portavoz del ministerio chino, a través de un comunicado. A la vez, agregó, el gobierno chino “reserva su derecho de tomar las medidas necesarias“.

Las restricciones que impuso la Argentina afectan a las importaciones de marroquinería, neumáticos, llantas, bicicletas, productos informáticos e insumos para calzado, entre otros productos. Y no afecta sólo a las de origen chino, sino a todos los países de la denominada “Zona Aduanera 4″, que también abarca a Vietnam, India, Corea y Paquistán, entre otros.

Esta semana, el Boletín Oficial publicó las resoluciones aduaneras, que exigen a los importadores obtener un certificado de origen donde se consigna la validez de la factura emitida por el exportador de ese país. Esa validación -dirigida a evitar la subfacturación- debe ser tramitada directamente ante la Aduana del país exportador o bien desde el consulado argentino de ese país.

“Siendo uno de los miembros fundadores de la Organización Mundial de Comercio (OMC), el Gobierno argentino ignoró el reglamento de la OMC, restringiendo el ingreso legal de productos chinos al mercado argentino”, agregó el comunicado. “El acto de la parte argentina contravino sus correspondientes obligaciones multilaterales, lo cual perjudicó los derechos atribuidos a la parte china por la OMC”. Más abajo, relata que “en los últimos años, China y Argentina se han mantenido en una amistosa relación de socios comerciales, especialmente durante 2004, cuando los dos jefes de Estado realizaron visitas recíprocas”.

En noviembre de 2004, el presidente chino, Hu Jintao, visitó la Argentina. Había expectativas alentadas desde la Casa Rosada de inversiones chinas de US$ 20.000 millones, que no se concretaron. En cambio, el premier chino se llevó una carta de compromiso firmada por Kirchner, por la cual la Argentina reconocía a China como economía de mercado, en el marco de la OMC.

Según el Gobierno chino, el embajador Zhang Tuo visitó el jueves a la Cancillería para conversar del tema, mientras que el Director General de las Américas del Ministerio de Comercio, He Ning, se reunió con el encargado de negocios de la embajada argentina en China. En la Cancillería no hubo información de esas reuniones. Pero el titular de la Aduana, Ricardo Echegaray, dijo a Clarín que las restricciones aduaneras “están en contexto con las normas de la OMC y, específicamente, siguen las directrices de la Organización Mundial de Aduanas, que integran 171 países, entre los que están Argentina y también China”.

Otro de los reclamos del gobierno chino alude a “las mercaderías chinas estancadas en los puertos“. Al respecto, Echegaray admitió que se produjo un “embudo” durante el fin de semana largo de contenedores chinos que fueron bajados en el puerto de Montevideo. “Los importadores querían ver, antes de desembarcar los contenedores, cuáles eran las mayores exigencias de la Aduana”, dijo.

Comercio en expansión

El intercambio comercial entre la Argentina y China tuvo un incremento significativo en los últimos años. En 2006, el comercio bilateral llegó a los US$ 6.630 millones. En ese período, las exportaciones argentinas al mercado chino alcanzaron un total de US$ 3.508 millones. El 81% del aumento de las exportaciones en el último año se explica por las ventas de petróleo. Aunque también se envían a China, cueros y pieles, harina, pellets de aceite de soja y tubos sin costura, entre otros productos.

Durante el primer semestre de este año la tendencia creciente del intercambio continuó y las exportaciones argentinas aumentaron más del 31%, hasta alcanzar US$ 2.160 millones.

Sin embargo, las importaciones, que tanto preocupan a los industriales argentinos, crecieron a un ritmo mayor que las exportaciones: treparon a los US$ 1.998 millones, en lo que va del año.

Según un informe de la consultora Abeceb.com, la Argentina importa 4.442 productos diferentes desde China, de los cuales el 99% son manufacturas de origen industrial. Entre ellos, motocicletas, computadoras, productos de electrónica y agroquímicos.