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	<title>Blog do Favre &#187; Aécio Neves</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Mostrando paixão agregadora e forjando biografia. Aécio e Serra travam duelo no rádio</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções


Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR
&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;
É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" alt="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;</p>
<p>É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram a ser veiculadas nesta semana. São quatro programas de 30 segundos aproximadamente, tendo Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, espaço igualmente dividido, com duas inserções cada, feitos de maneira separada e idealizados por seus respectivos marqueteiros.</p>
<p>Ao se apresentar ao eleitor, Aécio vende a imagem de agregador, ao dizer que política é &#8220;feita com sensibilidade, novas ideias, convocando as pessoas de bem desse país&#8221;. Na outra inserção a que teve direito, o governador mineiro nem sequer aparece. O personagem central é o seu vice e possível candidato ao governo mineiro, Antonio Anastasia.</p>
<p>Já Serra louva conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso, do qual fez parte, citando a implantação dos medicamentos genéricos e o programa de combate à AIDS realizações da época em que era ministro da Saúde.</p>
<p>Sempre iniciadas por um locutor, Serra arremata o discurso com frases categóricas como &#8220;seriedade e planejamento, essa é a receita do PSDB para melhorar a saúde no Brasil&#8221;. A inserção do governador paulistano reaviva uma velha celeuma, ao vaticinar: &#8220;Foi durante o governo do PSDB que se criou o seguro-desemprego, maior benefício social do Brasil&#8221;. Na verdade, o seguro-desemprego foi instituído pelo decreto 2.283 de 27 de fevereiro de 1986, pelo então presidente José Sarney. O benefício foi inserido no decreto que criou o Plano Cruzado I. Na Constituinte, o tucano apresentou emenda que criava fonte de financiamento ao benefício.</p>
<p>Na campanha presidencial de 2002, ao citar sua proeminência na criação do seguro-desemprego, Serra foi contestado por Almir Pazzianotto, ex- ministro do Trabalho no governo Sarney.</p>
<p>Em mesmo número e duração, as inserções na tevê terão caráter menos personalista. Segundo interlocutores do partido, que participaram da elaboração dos programas, tanto Serra quanto Aécio tratarão de defender a tese de que o PSDB conta em suas fileiras com gestores competentes, sendo os dois pré-candidatos exemplos das bandeiras defendidas pelo partido. &#8220;Houve um clamor da militância para que mostrássemos nossa maneira de pensar o país, e que esses programas têm de demonstrar que ambos (Serra e Aécio) têm posições parecidas. Nas entrelinhas, tem que ficar claro que o partido está unido&#8221;, diz esse interlocutor.</p>
<p>Para o programa do dia 3 de dezembro, com duração de 10 minutos e ainda não gravado, o PSDB mantém as negociações em aberto. Aécio Neves foi apresentado ontem ao roteiro preparado por Paulo Vasconcellos. Serra deve receber a proposta de Luiz González por estes dias. Ainda que a hipótese de que os dois marqueteiros trabalhem conjuntamente não esteja descartada, ela se torna improvável, já que há dentro do PSDB grande insatisfação com González, em decorrência de manifestação pública do publicitário pela candidatura Serra.</p>
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		<title>Serra lembra os &#8220;piores caudilhos&#8221;, diz Cesar Maia</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[
Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" /><img src="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" alt="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" width="186" height="202" /></p>
<p><strong>Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores caudilhos&#8221; ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.<br />
Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.<br />
&#8220;O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si&#8221;, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.<br />
Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. &#8220;O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.&#8221;<br />
Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que &#8220;gostaria muito&#8221; de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser &#8220;concreta&#8221; a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.</p>
<p><em>(CATIA SEABRA)</em></p>
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		<title>Aécio e Ciro articulam estratégia conjunta</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Mineiro deve receber deputado em encontro público na próxima semana

Julia Duailibi &#8211; O Estado SP


// 


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB), pré-candidatos à Presidência da República, costuraram uma estratégia conjunta de atuação com o objetivo de se fortalecerem na corrida presidencial de 2010. Os dois articularam agenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Mineiro deve receber deputado em encontro público na próxima semana</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julia Duailibi &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091110/img/11.7.imagem_aecionevesmg.jpg" alt="" width="555" height="463" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB), pré-candidatos à Presidência da República, costuraram uma estratégia conjunta de atuação com o objetivo de se fortalecerem na corrida presidencial de 2010. Os dois articularam agenda pública comum para mandar mensagem de unidade e de capacidade de aglutinar forças políticas a seus partidos e adversários.</p>
<p>A ideia é que já na próxima terça-feira Aécio e Ciro almocem juntos no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, para dar publicidade à dobradinha. Os dois, que cultivam boa relação pessoal, têm conversado com frequência, no momento em que encontram dificuldades para colocar na rua suas candidaturas ao Planalto.</p>
<p>Aécio disputa com o governador paulista, José Serra, a indicação do PSDB para concorrer à Presidência. Nas últimas semanas, entrou numa queda de braço com Serra para antecipar a data de escolha do candidato tucano &#8211; o paulista é contra a antecipação da candidatura. Aécio, com projeção nacional menor que Serra, quer que a escolha do nome seja feita até o começo do ano que vem. Os dois governadores conversaram anteontem por telefone e devem se encontrar nos próximos dias para tentar um entendimento.</p>
<p>O encontro com Ciro é útil para Aécio, porque ilustra o que o mineiro tem dito ser o seu diferencial: ter condições de agregar mais forças políticas em torno do projeto presidencial tucano que Serra &#8211; o paulista e Ciro são desafetos políticos.</p>
<p>Para Ciro, a boa relação com o Minas vem a calhar. Está melhor colocado nas pesquisas que a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), mas, além de não ter respaldo na cúpula do governo para lançar sua candidatura, setores do PT trabalharam para asfixiá-la retirando o apoio de outras legendas. &#8220;Sou pré-candidato a presidente. Se Aécio não conseguir sua indicação no PSDB, quero ter a simpatia de Minas&#8221;, disse o deputado. O pré-acordo entre PT e PMDB também prejudicou entendimento em torno da indicação de Ciro para vice de Dilma, posto defendido por setores do PSB.</p>
<p>Na corrida para viabilizar seu nome, o governador mineiro passou o dia em São Paulo onde se encontrou com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais). Ao comentar as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao governo Lula, Aécio afirmou que se deve tomar cuidado para não cair na &#8220;armadilha&#8221; do debate plebiscitário, defendido pelo PT &#8211; em artigo no Estado há quase dez dias, o ex-presidente classificou de &#8220;autoritarismo popular&#8221; a gestão petista.</p>
<p>Embora tenha defendido FHC, ao dizer que o ex-presidente tem &#8220;autoridade intelectual e política&#8221;, Aécio afirmou que, &#8220;do ponto de vista eleitoral, devemos o construir uma estratégia que fuja da armadilha da eleição plebiscitária&#8221;. &#8220;Não é um jogo de vida ou morte&#8221;, completou.</p>
<p>Aécio montou seu discurso para os empresários apresentando-se como alternativa política, com maior condição de governabilidade. &#8220;Não queremos apenas vencer as eleições e criar de novo um radicalismo que assistimos em 94, 98, 2002 e 2006. Não gostaria que 2010 fosse a reedição das últimas eleições, onde quem perde vai para o outro canto do ringue, criando dificuldades&#8221;.</p>
<p>Seguindo FHC, ele subiu o tom das críticas. Disse que o aumento dos gastos do governo prejudica a capacidade de investimento. &#8220;(O País) perdeu oportunidades num ciclo expansivo da economia mundial e menos ainda agregou o que quer que seja do ponto de vista administrativo. Nesse caso, registre-se, ocorreu retrocesso.&#8221; À tarde, em entrevista ao programa Show Business, de João Dória Jr., na Band, disse que o Brasil vive uma &#8220;monarquia republicana&#8221;, em razão da concentração de recursos nas mãos da União.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Minas, ao contrário de São Paulo, não tem a volúpia do antagonismo&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 14:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Leo Drummond/Nitro/Valor

 Anastasia: &#8220;A gente subestima muito a capacidade, o conhecimento das pessoas. O eleitor sabe o que é um bom governo&#8221;




César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR

Governador de Minas Gerais a partir de abril do próximo ano e provável candidato do atual titular, Aécio Neves (PSDB), à sua sucessão, Antonio Augusto Junho Anastasia afirma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Leo Drummond/Nitro/Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002379/imagens/foto06pol-anaswtasia-a8.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Anastasia: &#8220;A gente subestima muito a capacidade, o conhecimento das pessoas. O eleitor sabe o que é um bom governo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: left;">
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</span></h2>
<p style="text-align: left;">
<p>Governador de Minas Gerais a partir de abril do próximo ano e provável candidato do atual titular, Aécio Neves (PSDB), à sua sucessão, Antonio Augusto Junho Anastasia afirma que a boa avaliação da gestão atual deverá fechar o espaço para a ascensão da oposição, independentemente de quem venha a ser o candidato em 2010.</p>
<p>Sem experiência como titular de chapa eleitoral, Anastasia é frequentemente comparado com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, virtual candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo ano. O vice-governador resiste à comparação, argumentando que, ao contrário de Dilma, sua participação na eleição do próximo ano está ainda longe de uma definição.</p>
<p>A possibilidade de Aécio concorrer à presidência da República e as divisões dentro do PT e PMDB frearam as definições em Minas para a disputa do governo estadual em 2010. Mas Anastasia é o único possível postulante no amplo espectro de partidos que gravitam em torno de Aécio. A única alternativa ao seu nome citada entre os aliados do Palácio da Liberdade é uma improvável composição com o PMDB, tendo o atual ministro das Comunicações, Hélio Costa, como candidato.</p>
<p>Na quinta-feira, o governador reuniu sua base de apoio na Assembleia em um coquetel no Palácio das Mangabeiras, com a presença de Anastasia. No encontro, Aécio afirmou que irá trabalhar para formar uma coligação unindo PSDB, DEM, PP, PTB, PDT, PR, PSB e PV em torno de seu candidato, mas não mencionou o nome do vice, que, ainda não lançado, ocupa o último lugar nas pesquisas de intenção de voto, com cerca de 5%.</p>
<p>Um ano mais novo que Aécio, Anastasia cultiva imagem oposta de seu mentor político. Na recepção de seu gabinete e em discursos em eventos públicos, sempre é tratado como &#8220;o professor&#8221;. Mestre em Direito, Anastasia é um tecnocrata que tornou-se assessor do então governador Hélio Garcia, em 1991.</p>
<p>No fim da gestão, chegou a ocupar a Secretaria da Cultura. No governo Fernando Henrique, foi o principal auxiliar do então ministro do Trabalho, Paulo Paiva e dos ministros da Justiça José Gregori e José Carlos Dias. Coordenador de programa de governo de Aécio em 2002, Anastasia coordenou a política de controle gerencial do governo que ganhou o nome propagandístico de &#8220;choque de gestão&#8221;. A base do sistema foi a criação de um regime de metas para o funcionalismo.</p>
<p>Solteiro e sem filhos, Anastasia será o quarto governador mineiro, entre os últimos cinco, a não ter uma primeira-dama a acompanhá-lo no exercício do cargo. Desde o governo Garcia, o único casado que governou Minas foi Eduardo Azeredo, entre 1995 e 1998.</p>
<p>Logo que Aécio renunciar para disputar o Senado ou a Presidência, Anastasia será o primeiro governador mineiro a ser empossado na Cidade Administrativa, o conjunto de escritórios que o governo estadual está construindo na periferia de Belo Horizonte. Mas ainda despacha do gabinete de vice-governador instalado na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), onde deu a seguinte entrevista:</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em> O senhor é muito elogiado por empresários em virtude do chamado &#8220;choque de gestão&#8221; que marcou o primeiro mandato do governador Aécio Neves. Mas em uma campanha eleitoral, esta não é uma marca muito distante do eleitor comum?</em></p>
<p align="justify"><strong>Antonio Anastasia: </strong> Algumas pessoas ainda não percebem que a gestão pública está em tudo na vida. Durante uma campanha, será possível argumentar que o choque de gestão levou asfalto para mais de 200 municípios em Minas, e isto é um tema que interfere muito no cotidiano das pessoas. &#8220;Choque de gestão&#8221; não é um tema de investidores, está próximo da vida cotidiana. Envolve prestação de serviços. A gente subestima muito a capacidade, o conhecimento das pessoas. O eleitor sabe o que é um bom governo.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em> Isso tem mais peso em uma eleição do que o carisma do candidato?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Há eleições em que as pessoas votam mais em função de personalidades. E há eleições em que se vota, por ideologia, por projetos. Depende da forma como a eleição se desenvolve.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor pode citar um exemplo de um candidato eleito em função de um projeto, e não de sua personalidade?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Não apenas um, mas vários. O Márcio Lacerda, aqui em Belo Horizonte, é um exemplo. Ele ganhou no ano passado pela harmonia que representava entre as administrações do Estado e do município. A eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994 foi a eleição de um projeto. Ele não tinha à época uma grande popularidade. E ganhou no primeiro turno. No Brasil, nós subestimamos o eleitorado, achamos que são só aspectos pessoais que decidem.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>E o senhor pode citar uma eleição que se deu em função da personalidade?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> A de Getúlio em 1950 é um exemplo histórico&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Para falar de situações mais recentes, a eleição de Lula em 2002 se enquadra nesse caso?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Lula é um caso em que se misturou seu patrimônio pessoal com os projetos e aspirações que o PT encarnava. Foi uma combinação desses dois vetores.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A candidatura presidencial de Dilma Rousseff se assemelha mais a qual perfil?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> A Dilma concilia a boa avaliação do governo federal e a figura pessoal do presidente. É evidente que o presidente Lula faz uma administração discutível, mas de fato é bem avaliada por grande parte do eleitorado.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A polarização nacional entre PT e PSDB tende a repetir-se em Minas no próximo ano?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Quem disse que a eleição do próximo ano será polarizada? No cenário federal surgiu a Marina Silva (PV) e poderemos ter o Ciro Gomes (PSB). Aqui teremos o candidato do governo, que poderá ser do PSDB ou de um partido aliado; o ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) e um candidato do PT. Não há polarização, o que há são pessoas tentando colocar uma moldura prévia em um cenário indefinido.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Não é perigoso para um candidato governista enfrentar a oposição com dois ou mais candidatos, em uma eleição de dois turnos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Aqui é diferente de São Paulo. Não há a volúpia do antagonismo. Até porque a vida não é só isso. O choque de gestão na Assembleia Legislativa em 2003 com o voto do PT. O próprio PMDB tem vinculações conosco. Os prefeitos têm um relacionamento bastante próximo. Os possíveis candidatos a governador, como os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social, PT) e Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) não têm perfil raivoso, muito pelo contrário.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Integrantes da cúpula do governo apostam na sua candidatura em 2010, colocando um acordo com Hélio Costa como alternativa. A aproximação do PT e o PMDB no governo consolidou seu nome?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> As articulações eleitorais para 2010 começaram com muita antecedência e muitas peças ainda podem ser jogadas. Tem dois quadros: um com Aécio candidato a presidente da República, como esperamos, e outro sem ele ser. Como em São Paulo, também há dois cenários: um com Serra candidato, o outro sem. Um acordo com o PMDB é perfeitamente possível. É muito cedo para traçar qualquer cenário.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Aécio disse que o seu candidato à sucessão será definido em dezembro, quando ele define qual cargo disputará em 2010. Então não é muito cedo.</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Sobre esse tema só o governador pode falar.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Se a opção for pelo seu nome, o senhor não precisaria ser preparado com antecedência, como está acontecendo no plano federal com a ministra Dilma Rousseff?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> São situações diferentes. Aqui em Minas realmente não há uma definição. E sobre essa necessidade de preparação, minha vida sempre foi inteiramente no ambiente político. Assessoro governos desde a eleição de Hélio Garcia, em 1990. O hoje senador Eduardo Azeredo foi vice-prefeito de Belo Horizonte, assumiu a prefeitura, depois elegeu-se governador e senador. Antes nunca havia sido candidato a nada. Não ter disputado eleição não é mácula. E o conhecimento dos candidatos por parte do eleitor só se dá depois do início da campanha na televisão. Do ponto de vista eleitoral, só existe campanha e cenário armado a partir de agosto.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Esta disputa entre Serra e Aécio no PSDB não pode produzir sequelas que afetem a eleição dos candidatos tucanos no país todo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Anastasia: </strong> Veja, quem apostou na divisão democrata entre Barack Obama e Hillary Clinton não assistiu a sequelas. O PSDB, para ser inteligente e ganhar o governo, vai ter que superar o pós-escolha. A interdependência limita o nível de competição. Não haverá guerra entre os dois. Mas para ganhar, o PSDB também vai ter que coligar. Aqui em Minas há uma situação de tranquilidade. O candidato ao governo terá o apoio do PTB, PDT, PSB e PP. No plano federal, Aécio tem manifestações de apoio nesses partidos e também provocaria dificuldades para o PMDB se coligar ao PT.</p>
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		<title>A plataforma do candidato</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mauro Santayana &#8211; Jornal do Brasil

O recente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece ter como único objetivo sua candidatura à Presidência da República. Observadores atentos da situação política suspeitam que, por detrás da indecisão do PSDB em escolher entre o governador de São Paulo e o governador de Minas, haja manobra do próprio Fernando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Mauro Santayana &#8211; Jornal do Brasil</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nj7k-NFjuzA/Sq7BWdx1tzI/AAAAAAAADuo/hPbYlbGmsN4/s400/aecio_serra_fhc.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_Nj7k-NFjuzA/Sq7BWdx1tzI/AAAAAAAADuo/hPbYlbGmsN4/s400/aecio_serra_fhc.jpg" /></p>
<p>O recente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece ter como único objetivo sua candidatura à Presidência da República. Observadores atentos da situação política suspeitam que, por detrás da indecisão do PSDB em escolher entre o governador de São Paulo e o governador de Minas, haja manobra do próprio Fernando Henrique, talvez com a aquiescência de Serra. Ambos atuariam como servidores dos poderosos interesses de São Paulo. Diante do impasse entre Aécio e Serra, e do provável crescimento da candidatura de Ciro e – quem sabe? – da própria Dilma, a saída seria a ida de alguns próceres do PSDB e de outras agremiações ao escritório político do ex-presidente, instalado com doações de empresários, no final de seu governo. Ali, apelariam para o patriotismo paulista de sua excelência, a fim de recuperar o poder.</p>
<p>O presidente Lula tem sido beneficiado pelas circunstâncias, o que não é mau. Mas é inegável que ele é sincero na luta pela redenção de milhões de famílias pobres às quais, durante a história do país, foram negados o conhecimento, a dignidade e os salários justos. Ele conseguiu isso sem provocar a reação dos empresários inteligentes, que descobriram um mercado de consumo que não conheciam: o do próprio país. O reconhecimento popular pode ter inflado as velas do barco de Lula, que se sente estimulado a, tal como Pico de la Mirandola, discorrer sobre todos os assuntos e mais alguns. Mas, nisso, ele tem ótimo modelo no próprio weberiano Fernando Henrique. Trata-se de pecado menor, e, no caso de Lula, justificável em sua inigualável biografia de vitorioso. Ele, pelo menos, não se considera “mais inteligente do que vaidoso”.</p>
<p>O artigo de FHC é uma plataforma de candidato, com argumentos anacrônicos. Ele e outros identificam o “discurso ultrapassado dos anos 50” nos nacionalistas de hoje. Mas repete os de Lacerda contra Jango, no caso da falsa Carta Brandi, em que se denunciava (também) o propósito de instalar-se, no Brasil, uma república sindicalista sob molde peronista.</p>
<p>Há quem veja em seu artigo apenas a expressão de preconceito de intelectual contra o torneiro mecânico que está dando certo – mas isso seria reduzir a inteligência do acadêmico. É melhor deduzir que seu objetivo é mesmo o de se pôr como tertius na disputa. Ele já tentara a mesma manobra, na segunda eleição de Lula, quando dificultou a candidatura de José Serra, em favor de Geraldo Alckmin. Sabe que Serra poderá, sem dificuldades maiores, reeleger-se para o Palácio dos Bandeirantes. Entende que, sem a unidade do partido em torno de Serra ou de Aécio, faltarão votos para vencer o pleito. E – aí está o pulo do gato – sabe também que, para alguns empresários paulistas, nada melhor do que ter representantes tanto no Morumbi quanto no Planalto.</p>
<p>O ex-presidente duvida da memória de seus leitores, que não se esquecem do que foram as privatizações e o uso dos fundos de pensões, na operação que tornou o senhor Daniel Dantas um dos homens mais poderosos do Brasil. Quanto à Vale do Rio Doce, a nação compreenderia o seu silêncio, se ele evitasse tocar no assunto. Nunca, desde el-rei dom Manuel, houve doação de bem público de tal monta a um grupo de favoritos. Os interesses de São Paulo – também representados no governo Lula – conduzem a União, há quase 16 anos em violação ao pacto republicano da igualdade entre os estados, e continuarão por mais oito anos, se a manobra der certo. Dentro de 11 dias, a República fará 120 anos. Já é tempo para que se torne, tal como a quiseram então, uma Federação de direito e de fato.</p>
<p>Aécio recusa, como é da conveniência dos mineiros, a Vice-Presidência. Ele interpreta bem o sentimento de Minas que, desde o regime militar, vem dando credibilidade ao Planalto com seus vice-presidentes, e já se cansou disso. Castelo Branco buscou José Maria de Alkmin para endossar a ditadura inaugural; Costa e Silva recrutou Pedro Aleixo (menosprezado no episódio do AI-5); Aureliano serviu de avalista a Figueiredo; Collor foi atrás de Itamar e, por último, Lula teve que se valer de José Alencar para tranquilizar os meios empresariais.</p>
<p>O ex-presidente previa o caos, se Lula fosse eleito. A vitória do trabalhador provavelmente tenha salvado o país do caos. Se os programas do governo não houvessem aliviado a situação dos famintos e humilhados, teria sido impossível conter a explosão do desespero.</p>
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		<title>Em feitio de autocrítica</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dora Kramer &#8211; O Estado SP
dora.kramer@grupoestado.com.br
Em análise precisa sobre a guinada personalista que o presidente Luiz Inácio da Silva imprimiu à democracia brasileira nos seus dois mandatos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu as pistas dos caminhos que levam o País aos poucos a abrir mão dos valores institucionais para adotar como referência única a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.sistemaodia.com/imagem/materias/m_020274ec24e23910b1341f054b4b7c59.jpg" alt="http://www.sistemaodia.com/imagem/materias/m_020274ec24e23910b1341f054b4b7c59.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Dora Kramer &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>dora.kramer@grupoestado.com.br</p>
<p>Em análise precisa sobre a guinada personalista que o presidente Luiz Inácio da Silva imprimiu à democracia brasileira nos seus dois mandatos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu as pistas dos caminhos que levam o País aos poucos a abrir mão dos valores institucionais para adotar como referência única a popularidade de um líder político voraz no exercício do poder.</p>
<p>&#8220;Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições&#8221;, escreve o ex-presidente em seu artigo de domingo no Estado.</p>
<p>Palavras de um opositor político? Sim, mas nem por isso devem ser atribuídas ao mero ofício da luta política e, por isso, relegadas ao campo do bate-boca entre adversários.</p>
<p>Nestes últimos sete anos nos desacostumamos da prática, mas é na oposição que se produz o contraditório, ponto de partida para a discussão do estabelecido.</p>
<p>A questão central é a qualidade do debate proposto: se fruto de esperneio à deriva, desconsidera-se; se produto de argumentação consistente, vale a pena refletir a respeito.</p>
<p>No artigo Para onde vamos?, Fernando Henrique fala sobre os efeitos &#8211; presentes e futuros &#8211; do acúmulo de &#8220;transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes&#8221;.</p>
<p>O fenômeno já fora identificado e publicamente denominado &#8220;rotina de desfaçatez&#8221; pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Marco Aurélio, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, falava sobre a concentração de escândalos que assolava o Brasil e da naturalidade com que eram tratadas as malfeitorias. Fernando Henrique falou de movimentos mais amplos e mais sutis. De algo que &#8220;pode levar o País devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco tem a ver com nossos ideais democráticos&#8221;.</p>
<p>Não condenou o pragmatismo, por ele também adotado enquanto ocupou a Presidência da República. Apontou, sim, o patrocínio de um método de rendição e aprofundamento de um estado de coisas de regressão a um sistema de governo autoritário, agora de cunho &#8220;popular&#8221;.</p>
<p>Cita exemplos: &#8220;Por que fazer o Congresso engolir uma mudança na legislação de petróleo mal-explicada? Por que anunciar quem venceu a concorrência para compras de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro? Por que, na política externa, fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz e com os direitos humanos?&#8221;</p>
<p>Fernando Henrique faz questionamentos relevantes. Nenhum deles, entretanto, levado em conta pelos dois pré-candidatos à Presidência da República do partido no qual ele ocupa a presidência de honra e onde fala sozinho.</p>
<p>&#8220;Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem&#8221;, escreve FH, em descrição perfeita do misto de apatia de resultados e oposição com hora marcada que conduz as ações do PSDB.</p>
<p><em>Leia a integra da coluna da Dora Kramer, no jornal O Estado SP</em></p>
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		<title>No meio do caminho</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 14:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Dora Kramer &#8211; O Estado SP
dora.kramer@grupoestado.com.br
Político a gente deve analisar assim: uma coisa é o que dizem em público, outra bem diferente é o que fazem nos bastidores.
Os governadores José Serra e Aécio Neves, ambos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSDB, não fogem à regra que nada tem de espúria quando guardados os limites [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" /></h2>
<h2></h2>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Dora Kramer &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>dora.kramer@grupoestado.com.br</p>
<p>Político a gente deve analisar assim: uma coisa é o que dizem em público, outra bem diferente é o que fazem nos bastidores.</p>
<p>Os governadores José Serra e Aécio Neves, ambos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSDB, não fogem à regra que nada tem de espúria quando guardados os limites da legalidade e da boa ética na operação da estratégia político-eleitoral de cada um.</p>
<p>Oficialmente, Aécio exige que o partido defina se fará ou não prévias para a escolha do candidato até dezembro. Depois disso, anunciou nesta semana em Brasília, cuidará de &#8220;Minas&#8221; e da própria candidatura ao Senado.</p>
<p>Na véspera, já na capital, durante um compromisso social apresentara o vice-governador de Minas, Antônio Anastásia, aos convidados como candidato a governador. &#8220;E o Hélio Costa?&#8221;, quis saber uma curiosa em alusão às negociações com o ministro das Comunicações, que é do PMDB.</p>
<p>&#8220;Será candidato a senador.&#8221; E o Itamar Franco? &#8220;Também&#8221;, informou o governador. Uma de três: ou dissimulava ou posava de candidato a presidente ou admitia a candidatura a vice, já que só haverá duas vagas de senador em disputa.</p>
<p>Serra, por sua vez, para todos os efeitos externos mantém inamovível a posição de só anunciar uma decisão em março. Na verdade, se pudesse, adiaria para junho. Quiçá julho, para ficar o menos tempo possível exposto à luz do sol e às consequências do sereno. Vale dizer, ao contra-ataque do presidente Luiz Inácio da Silva.</p>
<p>Mas, como entre querências e poderências, há uma distância amazônica, a nação tucana trabalha com o meio-termo e considera o mês de janeiro o marco ideal para o início das tratativas públicas dentro de parâmetros mais próximos da realidade.</p>
<p>Isso não quer dizer que não se movimentem nos bastidores. Cada qual faz o jogo que lhe parece mais conveniente no momento.</p>
<p>Serra organiza seu efetivo, Aécio administra a desvantagem procurando tirar dela as vantagens possíveis, ambos seguram os respectivos radicais e o partido cuida da &#8220;infra&#8221; &#8211; treina 2.500 militantes até dezembro e prepara a abertura de novas &#8220;turmas&#8221; a fim de chegar em julho com 10 mil cabos eleitorais qualificados -, trabalha o mapa das alianças regionais e apaga incêndios, a maioria produto da ansiedade geral pela definição da candidatura.</p>
<p>&#8220;Como Lula antecipou o calendário eleitoral, todo mundo quer entrar na briga logo&#8221;, diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, um entusiasta da tese do nem tanto ao mar nem tanto à terra.</p>
<p>Mas e por que não agora, uma vez que a antecipação contribuiria para apaziguar todos os entornos e não falta tanto tempo assim para a data marcada?</p>
<p>Oficialmente, porque é preciso haver um entendimento entre os governadores de São Paulo e Minas construído da maneira mais competente possível a fim de que não haja divisões fatais. Afinal de contas, atrás do cenário da disputa estão os dois maiores colégios eleitorais do País.</p>
<p>Se sem São Paulo não se ganha eleição, São Paulo sozinho &#8211; tendo o Nordeste todo como contraponto a favor do adversário &#8211; também não. E sem a adesão de Minas muito menos.</p>
<p>Essa versão peca por um detalhe: Serra e Aécio não precisam esperar janeiro para fazer o que podem fazer a qualquer tempo, sentar e acertar os termos do acordo.</p>
<p>O complicador crucial é que, diferentemente de Aécio Neves, que está no fim do segundo mandato, o governador de São Paulo ainda não cumpriu nem o primeiro e ainda carrega o passivo de ter rompido a promessa de não deixar a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do Estado.</p>
<p>Se sair de novo com antecedência para fazer campanha eleitoral, teme que a reação do paulista seja ruim, o que prejudicaria o projeto nacional.</p>
<p>Mas, sendo candidato, não sairá de qualquer jeito? Sim, mas se o fizer no prazo legal para representar São Paulo na eleição presidencial terá cumprido a regra do jogo com o eleitorado, que desde o início sabia de suas pretensões nacionais.</p>
<p>Daí a decisão de começar o ensaio geral aberto ao público em janeiro, mas só estrear mesmo o espetáculo em março, último mês antes do prazo final para governantes candidatos deixarem seus cargos.</p>
<p>Chapa puro-sangue? É o que 11 entre dez oposicionistas esperam e 12 entre dez governistas receiam e, por ora, parece a única peça &#8220;de trabalho&#8221; do PSDB, já que nem nas conversas mais reservadas se cogita uma alternativa.</p>
<p>Mas, e se não der, se Aécio se mantiver mesmo irredutível, qual será a saída?</p>
<p>Caso o DEM não esteja jogando com as mesmas cartas, pode haver confusão à vista, pois o tucanato acha que a dobradinha no modelo dos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso, já deu o que tinha que dar.<br />
<em><br />
Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado SP</em></p>
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		<title>Em conversa com Serra na madrugada, Aécio fecha as portas para vice</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Frederico Haikal/Hoje em Dia/Folhapress)

 Aécio ontem entre o Senado e a Presidência: &#8220;Uma candidatura minha abandona o retrovisor. Só tem parabrisa. Olha para frente para compreendermos o que ficou por fazer&#8221;




César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), fechou ontem a porta à possibilidade de ser candidato a vice-presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;">Frederico Haikal/Hoje em Dia/Folhapress)<br />
</span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002375/imagens/foto30pol-aedcio-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"> Aécio ontem entre o Senado e a Presidência: &#8220;Uma candidatura minha abandona o retrovisor. Só tem parabrisa. Olha para frente para compreendermos o que ficou por fazer&#8221;</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></em></p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), fechou ontem a porta à possibilidade de ser candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo governador paulista José Serra (PSDB). Ambos disputam a candidatura tucana à sucessão presidencial em 2010. Depois de conversar sobre o tema com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente nacional tucano, senador Sérgio Guerra (PE), no dia 19; e com o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), na terça; Aécio teve na madrugada de ontem uma conversa de 50 minutos com Serra, para liquidar a hipótese.</p>
<p>Na conversa, Aécio deixou claro que , no final deste ano, caso não seja escolhido pelo partido para disputar a Presidência, anunciará candidatura ao Senado. &#8220;Não preciso nem dizer como são meus nervos, porque eles sempre estiveram extremamente serenos nesse processo. E é muito bom que o governador José Serra esteja estimulado a disputar a Presidência&#8221;, disse o mineiro, referindo-se à declaração do paulista, que disse anteontem ter &#8220;nervos de aço&#8221; , novamente procurando postergar a defição do partido.</p>
<p>&#8221; No final do ano, vou tomar uma decisão. Tenho responsabilidade com Minas Gerais. Se o caminho da Presidência não for entendido pelo partido como o mais adequado, estarei em Minas como candidato ao Senado, para garantir a continuidade de um projeto no Estado e tentando dar aqui a vitória ao candidato que o PSDB escolher. Serra tem o ´timing´ dele, eu tenho o meu. Eu respeito o dele, e ele o meu&#8221;, afirmou.</p>
<p>Ao relatar a conversa com jornalistas, Aécio procurou demarcar o que tornaria a sua candidatura presidencial diferente da de Serra. &#8220;Estou à disposição do partido para sair de um debate inócuo sobre quem fez mais ou menos. O Lula avançou nos problemas sociais e deixou de fazer reformas importantes. Uma candidatura minha abandona o retrovisor. Ela só tem o parabrisa, ela olha para frente para compreendermos o que ficou por fazer&#8221;, disse.</p>
<p>O governador mineiro procurou, entretanto, sinalizar que sua candidatura ao Senado não representaria a possibilidade de ficar neutro na disputa presidencial. &#8220;Se eu não for a opção do partido, obviamente o partido respeitará minha opção de garantir aqui em Minas forte palanque para vencermos o governo estadual e também a Presidência&#8221;, disse.</p>
<p>Ontem à noite, estava previsto encontro do governador com a sua base de apoio na Assembleia Legislativa, formada por 58 dos 77 parlamentares. A definição de Aécio pela Presidência ou pelo Senado em dezembro fará com que o governador defina também a própria sucessão.</p>
<p>A maior probabilidade é que Aécio lance o vice-governador Antonio Junho Anastasia (PSDB) ao governo estadual. Anastasia concorreria ao cargo no exercício, já que deverá assumir a administração estadual na primeira semana de abril. A possibilidade de antecipar a desincompatibilização está descartada. A chance de uma composição entre Aécio e o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), que pretende disputar o governo, diminuiu depois do acordo entre o PT e a cúpula nacional pemedebista em torno de chapa formada pelos dois partidos para concorrer à eleição presidencial.</p>
<p>Permanece a dúvida sobre a chapa majoritária. Há um excesso de candidatos tanto ao posto de vice como o da outra vaga ao Senado. Na primeira hipótese, são lembrados como possibilidades Carlos Melles (DEM), Clésio Andrade (PR) e Alberto Pinto Coelho (PP). Para a segunda, além do senador Eduardo Azeredo (PSDB), que tenta a reeleição, são cogitados Clésio e o ex-presidente Itamar Franco (PPS).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Indefinição tucana amarra oposição em 12 Estados</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/indefinicao-tucana-amarra-oposicao-em-12-estados/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rodrigo Maia]]></category>
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		<description><![CDATA[
Os três principais focos de insatisfação são Minas, Rio e São Paulo, que reúnem o maior número de eleitores
Marcelo de Moraes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
A indefinição da candidatura presidencial do PSDB deixou os partidos de oposição à beira de um ataque de nervos e ameaça causar divisões políticas internas com efeitos nas campanhas regionais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091029/img/nacional.jpg" alt="" width="267" height="472" /></a></p>
<p><strong>Os três principais focos de insatisfação são Minas, Rio e São Paulo, que reúnem o maior número de eleitores</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo de Moraes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A indefinição da candidatura presidencial do PSDB deixou os partidos de oposição à beira de um ataque de nervos e ameaça causar divisões políticas internas com efeitos nas campanhas regionais. Esse impasse está travando a definição das coligações locais em pelo menos 12 Estados, que aguardam a resolução da candidatura presidencial para desembaraçar suas pendências locais.</p>
<p>Existem graves focos de insatisfação em Minas, no Rio e em São Paulo. Mas há problemas em pelo menos mais nove Estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amazonas e Maranhão.</p>
<p>Nos três focos principais, que reúnem o maior número de eleitores do País, as queixas são abertas. Em Minas, o governador Aécio Neves (PSDB) reclama da demora para a escolha do candidato e também do tratamento de indiferença que setores tucanos vêm dando à sua pretensão de concorrer ao Palácio do Planalto.</p>
<p>Outro foco está em São Paulo, onde os tucanos Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira desejam ser os indicados para concorrer ao governo, mas precisam aguardar pela definição do futuro do governador José Serra. Eles perceberam a movimentação em torno de uma terceira alternativa como candidato a governador &#8211; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).</p>
<p>Oficialmente, Kassab nega que participe de articulações a esse respeito, mas a boa aceitação de seu nome em pesquisas de intenção de voto pôs efetivamente essa possibilidade na mesa de discussões.</p>
<p>O terceiro foco de atrito está no relacionamento do PSDB com o DEM, seu principal aliado. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), tem cobrado publicamente pressa pela definição da candidatura presidencial, avaliando que isso tem provocado dificuldades na montagem das alianças regionais.</p>
<p>Depois de relatar sua &#8220;angústia&#8221; com a situação, Maia foi mais longe e chegou a anunciar a preferência por Aécio, o que irritou o PSDB paulista.</p>
<p><strong>PROTESTOS</strong></p>
<p>Os aliados de Serra se queixam da pressão exercida sobre ele, líder nas pesquisas. Avaliam que o governador tem de ser respeitado na avaliação que tiver sobre o momento mais estratégico para anunciar se concorrerá à Presidência ou não.</p>
<p>Acreditam também que pôr a candidatura imediatamente nas ruas atrairia no mesmo instante a fuzilaria dos governistas, criando o risco de desgaste e queda nas pesquisas.</p>
<p>Esses problemas, reconhecidos por dirigentes do PSDB e do DEM, podem fazer com que a chapa de oposição acabe chegando enfraquecida à campanha, apesar de hoje ter em Serra o líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Na prática, existe a preocupação de que essas discussões acabem produzindo conflitos pessoais irreversíveis, que minem a adesão de aliados importantes.</p>
<p>De acordo com um dirigente tucano, não adianta, por exemplo, esperar o apoio de Minas se a candidatura de Aécio for esmagada no processo de definição de quem será o escolhido. Ele completa dizendo que isso deve ser construído numa discussão consensual, sob pena de o eleitor de Aécio se sentir humilhado com esse desfecho e desembarcar da campanha.</p>
<p>Um claro desconforto para o governador mineiro ocorreu com o vazamento de uma pesquisa feita por setores do PSDB em que seu nome foi testado como candidato a vice-presidente de Serra. Aécio cobrou explicações do comando do partido e reagiu duramente.</p>
<p><strong>MAIA</strong></p>
<p>No lado do DEM, a demora na definição da candidatura produz forte insatisfação.</p>
<p>Depois de Rodrigo Maia reconhecer a angústia do partido, ontem foi a vez de o ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), reafirmar essa preocupação e o reflexo que a indefinição possa ter na conclusão dos acordos nos Estados.</p>
<p>&#8220;O problema de raiz foi o PSDB ter decidido por fazer prévias oficialmente e o processo ir atrasando e prejudicando os ajustes regionais&#8221;, afirmou César Maia ao Estado. &#8220;Na medida em que as regras das prévias não eram conhecidas, era natural e esperado que seus parceiros tivessem opinião a respeito. Algumas publicadas pelo maior destaque de quem as fez e centenas não publicadas pelo menor destaque de quem as fez&#8221;, acrescentou o ex-prefeito.</p>
<p>Essa incerteza vem produzindo ruídos internos para todos os gostos dentro da oposição. Em São Paulo, onde a hegemonia do PSDB vem desde 1994, a simples menção à possibilidade da candidatura de Kassab causou reação irritada dos tucanos, que não admitem abrir mão de encabeçar a chapa para o governo, cedendo a vaga para um político de outro partido, mesmo sendo um aliado direto, como o prefeito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091029/img/11.2.imagem_serra.jpg" alt="" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">&#8216;Tenho nervos de aço&#8217;, reage Serra</span></strong></p>
<p>Indagado sobre pressão, diz que só fica impaciente &#8216;com fila de elevador e banheiro de avião&#8217;</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Silvia Amorim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que tem &#8220;nervos de aço&#8221; para política e as pressões dentro e fora de seu partido para que decida ainda este ano se será ou não candidato à Presidência em 2010 não o abalam. &#8220;Eu tenho nervos de aço em política&#8221;, afirmou.</p>
<p>Depois de se negar a fazer comentários sobre a disputa presidencial, Serra foi indagado se ficava impaciente com os pedidos de antecipação de um anúncio de candidatura do PSDB. &#8220;Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião&#8221;, respondeu com risos.</p>
<p>O tucano defende a tese de que o candidato do PSDB seja definido somente em março do ano que vem, quando vence o prazo fixado pela Lei Eleitoral para ele se afastar do governo paulista caso queira disputar o Planalto. Seu concorrente à vaga de presidenciável do PSDB, o governador de Minas, Aécio Neves, disse na terça-feira mais uma vez que espera uma decisão da legenda até janeiro, ou então anunciará sua postulação ao Senado.</p>
<p>Não é a primeira vez que Serra manda um recado público àqueles que defendem uma definição antecipada. Na semana passada, ele fez um desabafo pela internet em seu microblog na rede social Twitter. &#8220;Estou cansado de NÃO responder à pergunta sobre a Presidência&#8221;, escreveu. Até sinalizou que poderá fazer anúncio em primeira mão na própria rede.</p>
<p>Ontem Serra insistiu na defesa da tese de que ainda é cedo para decisões. &#8220;Você sabe se o Ciro Gomes vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então, por que essa ansiedade?&#8221;, argumentou com os jornalistas. Para ele, &#8220;não há nada definido no Brasil&#8221;. &#8220;E também não há necessidade, porque é muito cedo.&#8221;</p>
<p><strong>PESQUISAS</strong></p>
<p>A resistência do tucano em declarar-se candidato tem uma razão. Ele teme virar alvo dos adversários cedo demais, por isso adia o quanto pode um anúncio de pré-candidatura. O assunto foi alvo de sondagem do PSDB paulista. Pesquisas qualitativas encomendadas pelo partido revelaram que o eleitor tende a ver com antipatia anúncios fora de época de postulações, principalmente quando o candidato está governando.</p>
<p>Serra reclamou ainda do assédio da imprensa. &#8220;Ontem (anteontem) eu fiz um comentário de que é importante o pessoal saber o que nós estamos fazendo na educação e deu primeira página de um jornal porque entenderam que era uma colocação política&#8221;, disse, referindo-se à declaração em que defendeu o uso de realizações de sua gestão para &#8220;colher dividendos políticos&#8221;. &#8220;A gente saber o que nós mesmos fizemos é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental&#8221;, afirmara na terça-feira.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/_X6RW9ukeK1g/STFhLTdIrMI/AAAAAAAAD3o/ScfT5uTIzPs/s320/AecioSerraSLim3.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_X6RW9ukeK1g/STFhLTdIrMI/AAAAAAAAD3o/ScfT5uTIzPs/s320/AecioSerraSLim3.jpg" /><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8221;É sempre a mesma fofoca&#8221;,ironiza Aécio</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Ivana Moreira, BELO HORIZONTE</span></h2>
<p>Um dia depois de informar à direção do DEM que pretende desistir de sua pré-candidatura à Presidência caso o PSDB não defina o candidato até o fim de dezembro, o governador de Minas, Aécio Neves, não quis comentar o assunto ontem. &#8220;É a mesma fofoca de sempre&#8221;, brincou com os jornalistas, recusando-se a falar sobre o tema.</p>
<p>O governador deve voltar a falar sobre sua decisão hoje, aproveitando a oportunidade que terá de estar com a imprensa para um ato de governo. O objetivo do mineiro é, antes de se pronunciar publicamente sobre o assunto, avaliar a reação do tucanato diante das notícias sobre seu desabafo com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, anteontem, em Brasília.</p>
<p>Segundo interlocutores do governador, sua preocupação é esperar tempo demais pela decisão do PSDB e acabar tendo de, em março, começar a construir apressadamente sua candidatura ao Senado.</p>
<p>Também tem o caso da sucessão ao Palácio da Liberdade. A equipe do governador acredita que, como candidato à Presidência, Aécio terá visibilidade e capital político para eleger com facilidade seu sucessor. O vice-governador Antônio Anastásia é, até o momento, o candidato natural à sucessão de Aécio. O problema é que o vice continua sendo pouco conhecido da população, como era na eleição de 2006.</p>
<p>Do lado petista, os possíveis candidatos &#8211; o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel &#8211; são nomes com grande apelo eleitoral.<br />
<strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">A ESCOLHA DO CANDIDATO A PRESIDENTE DO PSDB!</span></strong></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong> SIMPATIA, COMPETÊNCIA E EQUILÍBRIO FEDERATIVO!</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cesar Maia (DEM) ex-prefeito de Rio &#8211; Ex-Blog de Cesar Maia 19/10/2009</span></h2>
<p>1. O Globo, deste domingo, publicou grande matéria onde mostra a pesquisa que fez com deputados e senadores do DEM quanto às suas preferências para o candidato à presidente da república do PSDB. Isso se tornou inevitável, na medida em que, por se tratar de uma aliança entre PSDB, DEM e PPS, e o PSDB definir seu candidato por uma escolha prévia, que seus parceiros coligados terminassem por opinar a respeito.</p>
<p>2. Entre os deputados consultados do DEM, Aécio venceu Serra por 27 a 17. Entre os senadores do DEM consultados, Aécio venceu Serra por 6 a 5. A maioria deles, deputados e senadores, acha que o PSDB terminará escolhendo Serra e que este teria mais chance de vencer, hoje.</p>
<p>3.  Os parlamentares do DEM entendem que a escolha do candidato a vice-presidente deverá ser entre um de seus deputados e senadores. Natural, mas compulsório no caso de Aécio não se interessar pela vaga.</p>
<p>4. Na matéria, o presidente do PSDB diz que &#8220;Aécio é extremamente simpático, cordial e cativante. Serra é um grande administrador e tem desempenho nas pesquisas bastante positivo&#8221;. O presidente do DEM diz coisa parecida: &#8220;O Serra tem um histórico que o ajuda muito, foi ministro&#8230; O Aécio teria mais condições de agregar. Serra não agregaria muitos políticos fora de nosso eixo&#8221;.</p>
<p>5. Este Ex-Blog agrega um elemento. A história republicana do Brasil mostra que os três primeiros presidentes civis no início da república estressaram o equilíbrio federativo. Lula, ao se transformar, no final do primeiro governo, de um político de SP em um político do Nordeste, mitigou esse estressamento. Esse será um ponto a ser avaliado em pesquisas: se uma concentração adicional em SP afetaria a percepção do eleitor sobre o equilíbrio federativo.</p>
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		<title>O ser ou não ser</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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A divergência de Serra e Aécio é uma competição tática em que as duas partes jogam muito das suas perspectivas
A DIVERGÊNCIA DE José Serra e Aécio Neves, ante a perplexidade preguiçosa da cúpula peessedebista, toma a forma de discordância quanto ao prazo para escolha do candidato partidário à Presidência, mas [...]]]></description>
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<p>A divergência de Serra e Aécio é uma competição tática em que as duas partes jogam muito das suas perspectivas</p>
<p>A DIVERGÊNCIA DE José Serra e Aécio Neves, ante a perplexidade preguiçosa da cúpula peessedebista, toma a forma de discordância quanto ao prazo para escolha do candidato partidário à Presidência, mas é uma competição tática em que as duas partes jogam muito das suas perspectivas.<br />
A insistência de Serra em que a escolha do candidato peessedebista só se dê em março decorre de dois calendários conflitantes: o da legislação eleitoral e o de Aécio Neves. Deixar o governo paulista em cima do prazo legal de desincompatibilização permitirá a Serra explorar por três meses, para sua promoção eleitoral, todas as possibilidades da condição de governador. Ao passo que Aécio Neves, em fim de mandato, despede-se a 31 de dezembro do governo mineiro para cair na rua das incertezas paralisantes.<br />
Não menos importante para Serra, e talvez até mais útil para suas presumíveis inseguranças, é o prazo maior que março lhe oferece para ponderar suas possibilidades e conveniências.<br />
Se as pesquisas e as composições partidárias, com atenção também para as estaduais, indicarem estreitamento em seu potencial na disputa sucessória, Serra dispõe do governo paulista no presente e já tem na prateleira, para qualquer eventualidade, o mandato seguinte. Esperar mais clareza é atitude lúcida, diante da evidência de que Lula parte com métodos e voracidade irrestritos, para dominar a &#8220;disputa plebiscitária&#8221;.<br />
Tanta lucidez quanto a de Aécio Neves. É indiscutível a conveniência de sair do governo para a candidatura confirmada à Presidência e, portanto, em condições de entregar-se ao trabalho político e público sem a fragilidade de ser ainda uma interrogação. Mas, de importância também indiscutível, Aécio percebe o quanto os meses de espera, agora mesmo já longos, tendem a ser irrecuperáveis, qualquer que seja o candidato. Entrar no jogo só a seis meses da eleição é encontrar as peças potentes já comprometidas com seus lugares no tabuleiro. Tudo passa a depender muito de tufões no campo adversário e de outros fatores incontroláveis.<br />
Os mandarins do PSDB asseguraram que a escolha do candidato e outras decisões seriam tomadas em ampla reunião do partido, ainda que não em convenção. Para não falar em democracia, seria menos retrógrado e incivilizado do que a escolha por um grupelho à volta de garrafas de vinho em um restaurante, como foi na escolha entre Serra e Alckmim. O pequeno avanço não se deu, porém. Não é da índole. E, de quebra, ao menos por enquanto, deixar correr serve paulistamente a José Serra.<br />
Já existe algo divertido para acompanhar na disputa sucessória.</p>
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