30/08/2008 - 20:53h Márcio Lacerda dispara nas corrida eleitoral de BH, mostra Ibope

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:wSeDura2beKYyM:http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AecioPimentelLacerda.jpgJornal da Globo - O Globo Online

RIO - O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disparou na preferência dos eleitores e atingiu 40% das intenções de votos, mostra pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal “O estado de São Paulo” e pela TV Globo, e divulgada pelo Jornal da Globo na noite desta sexta-feira. Ele tinha 8% das intenções de voto em julho. Foi para 9% na pesquisa de 15 de agosto e agora disparou, atingindo 40% das intenções. Lacerda é o candidato das duas maiores autoridades políticas de Belo Horizonte, o prefeito Fernando Pimentel (PT), e de Minas, o governador Aécio Neves (PSDB).

A deputada federal, Jô Moraes, do PC do B, tinha 17% em julho. Na primeira quinzena de agosto oscilou para 18% e agora está com 15%. O deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB, tinha 14% em julho, caiu para 10% na primeira quinzena de agosto e na nova pesquisa se manteve estável. Sérgio Miranda, do PDT, começou com 3%. Oscilou para 2% e agora se manteve estável.Vanessa Portugal, do PSTU, tinha 4% em julho, oscilou para 5% na primeira quinzena de agosto e agora caiu para 1% das intenções. Gustavo Valadares, do DEM, tinha 2% das intenções em julho manteve-se estável na primeira quinzena de agosto. Agora, oscilou para 1%.

Na última pesquisa em Belo Horizonte, brancos e nulos somam 10%. Não sabem e não opinaram, 20%. Os candidatos André, do PT do B, Pepê, do PCO, e Jorge Periquito, do PRTB, tiveram menos de 1% das intenções.

Num eventual segundo turno, Marcio Lacerda teria 48% das intenções de voto contra 21% de Jô Moraes. Em outro cenário, o candidato do PSB teria 43% dos votos no segundo turno contra 17% de Leonardo Quintão.

O Ibope entrevistou 805 eleitores na capital mineira entre os dias 26 e 28 de agosto. A pesquisa, registrada na 26ª Zona Eleitoral com o número 59638/200, tem margem de erro de três pontos percentuais.

13/08/2008 - 11:26h Os fatos e a cena

VALOR

Pode ser já o esperado vale-tudo para prospectar agora a campanha de 2010; ou, que seja, então, uma pré-aliança, uma espécie de desenho formal do que ficou apenas subentendido em encontros anteriores que vêm ocorrendo há pelo menos dois anos; talvez, ainda, uma maneira de criar fato que provoque e exaspere o candidato a presidente melhor situado no PSDB, que aparenta não se abalar com nada. Pode ser qualquer coisa. Mas o que a cena dos braços dados de Aécio Neves (PSDB), Ciro Gomes (PSB), Fernando Pimentel (PT) e Márcio Lacerda, em foto dos jornais de ontem, menos parece, é uma competente investida de campanha para levantar este último, o candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte.

Márcio Lacerda não se move nas pesquisas de intenção de voto feitas em maio, em junho, em julho e neste início de agosto. A transferencia de votos, no caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para seu candidato a presidente, hoje a ministra Dilma Rousseff, seria automática, mas não no caso do governador de Minas, Aécio Neves, e do prefeito da capital, Fernando Pimentel, que ainda não conseguem movimentar a candidatura Lacerda .

Pesquisa do Instituto Vox Populi, feita para o PT, mostra que a transferência esperada para a sucessão de Lula não é aquela prevista para qualquer um que detenha a caneta de nomeação e concessão de verbas. O cientista político Marcos Coimbra, presidente do Instituto, diz que, no caso do presidente Lula o eleitorado concede-lhe quase um “cheque em branco”. À pergunta se o entrevistado votaria em qualquer um que fosse candidato do presidente, independentemente de saber o nome, 20% respondem que sim. Ou seja, um em cada cinco eleitores está disposto a seguir Lula, de olhos fechados. No Nordeste, então, passa de 30% o percentual dos que votariam em qualquer um que fosse escolhido por Lula. Aqui, não é mais um em cada cinco, mas um em cada três eleitores informando que votariam em que seu mestre mandasse.

Além deles, passam dos 30% os dizem que poderiam votar no candidato do presidente dependendo de quem fosse. Assim, somando-se os dois tipos de seguidores, o presidente teria o potencial de influenciar a opinião de mais da metade dos eleitores.

O tipo de popularidade do presidente, que leva emoção ao eleitor e cria a adesão espontânea, não se repete nos estados, mesmo onde governadores ou prefeitos obtêm adesões maiores que as de Lula. As disputas nas cidades, porém, não estão definidas. Marcos Coimbra acredita ser impossível dizer, no momento, se Aécio Neves e Fernando Pimentel, com popularidade mais alta que a do presidente Lula, conseguirão ou não transferir votos para Márcio Lacerda, que amarga o terceiro lugar nas pesquisas em que pontua abaixo dos 10%. Menos ainda se sabe sobre em que Ciro Gomes poderá ajudar seu candidato neste momento.

Marcha dos mosqueteiros nada diz ao eleitorado

O quadro de informações do eleitor, no país inteiro, ainda é insuficiente, afirma Coimbra. Por esta razão as pesquisas feitas no fim de julho não foram em quase nada diferentes das pesquisas do final de junho, e essas quase nada diferentes do final de maio. ” O quadro de informação do eleitor só vai mudar mesmo a partir do começo da propaganda eleitoral, seja dos programas gratuitos, seja dos comerciais, das inserções. Só quando tivermos uma mudança nesse quadro de informação é que faz sentido imaginar mudança na intenção de voto do eleitorado”.

O caso de Belo Horizonte é completamente diferente do caso de uma eleição como a de São Paulo, compara o presidente do Vox Populi. Em SP, os quatro principais adversários são conhecidos por 100% dos eleitores, afirma. “O atual prefeito (Kassab), dois ex-governadores (Alckmin e Maluf), e dois ex-prefeitos (Marta e Maluf) estão disputando. Num quadro como esse, as pesquisas seriam capazes de dar, hoje, uma boa sinalização do cenário de setembro, quando já terá começado a propaganda pela televisão e, com ele, divulgação de mais informações sobre os candidatos.

Sobre Márcio Lacerda, candidato a receber a incontestável popularidade do governador de Minas e do prefeito de BH, apenas 5% dizem hoje que o conhecem bem. E apenas 10% informam que sabem alguma coisa sobre ele. “Inversamente, isso quer dizer que 85% dos eleitores da cidade sequer podem considerá-lo como opção, pois não sabem quem é”, afirma Coimbra. Não será a marcha-passeio dos quatro mosqueteiros o canal eficiente desta informação ao eleitorado.

Leia a integra da coluna de Rosângela Bittar no jornal VALOR
Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras

01/08/2008 - 10:08h Debate temático domina 1 encontro de candidatos

Debate ontem que reuniu os candidatos a prefeito de São Paulo, promovido pela Rede Bandeirantes de TV: discussão temática dominou primeira metade
Fernando Donasci / Folhaimagem
A imagem “http://imagem.band.com.br/FOT_FT2_17436.jpg” contém erros e não pode ser exibida.


VALOR - Cesar Felício e Danilo Jorge, Sérgio Bueno, Marli Lima e Raquel Salgado, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador

O primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes em seis capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Manaus), entre candidatos a prefeito, foi dominado por discussões temáticas, com farpas mais acaloradas no da capital baiana.

No primeiro dos cinco blocos do debate paulistano, a primeira pergunta apresentada pelo mediador Boris Casoy foi sobre as propostas dos candidatos para combater a poluição na cidade. Os líderes em pesquisa, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) demonstraram mais segurança na abertura do debate. A candidata do PT, Marta Suplicy, atacou a atual gestão por ter abandonado a coletiva coletiva de lixo, o que teria agravado a poluição, além da política de expansão dos corredores de ônibus. Geraldo Alckmin disse que as doenças do aparelho respiratório já são a quarta causa de morte na cidade. Falou da redução do ICMS sobre o carro flex, que aprovou como governador.

O candidato do PP, Paulo Maluf, apresentou a principal proposta de sua plataforma, a “freeway”, seis pistas sobre os rios Tietê e Pinheiros. Foi o único momento em que o assessor de Marta, João Santana, riu, da platéia. “Carros em movimento poluem menos que aqueles em ponto morto”. A candidata do PPS, Soninha Francine, criticou a política de popularização de crédito que permite compra de carro em até 90 meses. E ainda observou que a proposta de Maluf, de asfaltar os rios da cidade, aumentaria a poluição.

No segundo bloco, Soninha, perguntou a Marta se ela se arrependia do túnel da Rebouças e da ponte estaiada, que não tem ciclovia nem passagem para pedestre . Marta disse que não se arrependia de nada e, de olho no eleitorado da candidata, elogiou sua iniciativa de ter chegado de bicicleta. “Foi coerente”. Disse que construiria mais 200 quilômetros de corredores de ônibus e citou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de liberar recursos para as iniciativas em transporte público.

Perguntado por Ivan Valente (PSOL) sobre quem financiaria sua campanha, que tem teto de R$ 25 milhões, Alckmin disse que a previsão é modesta e não respondeu. Preferiu defender o financiamento público de campanha. O candidato do PSOL o acusou de faltar com a transparência e disse que o financiamento privado era a principal origem da corrupção no Brasil. Relacionou a atuação de seus financiadores com o acidente no metrô . Alckmin rebateu que a associação era de mau gosto.

Alckmin perguntou a Kassab qual seria sua proposta para a iluminação pública em São Paulo. Kassab acusou a privatização das empresas públicas de energica, feita por Alckmin, de não ter condicionado as empresas a investir em iluminação pública. Alckmin não acusou o golpe e disse que a iluminação teria que ser melhorada para ajudar a segurança.

Nos bastidores, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que apóia Kassab, disse que seu candidato precisava mudar a postura. “Precisa demonstrar coragem, do homem que enfrenta caminhoneiros e está enfrentando o trânsito”. Os senadores Álvaro Dias (PSDB) e Sérgio Guerra (PSDB) prestigiaram Alckmin. Com Marta, chegaram seu vice, o deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB), e os senadores petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy. Soninha Francine, chegou de bicicleta. Ivan Valente foi o único a apostar em militância, com torcida uniformizada. Ele tem 1% nas pesquisas.

Em Belo Horizonte, oito dos nove candidatos participaram. Um dos mais esperados para o evento, devido às incertezas em relação à sua participação, o empresário Márcio Lacerda (PSB) disse que a decisão só foi tomada no início da noite, poucas horas antes do programa. “A questão principal era saber se participar de um debate com oito candidatos era produtivo ou não”, disse.

O candidato disse que a decisão foi tomada após avaliação feita pelos estrategistas da campanha e pelos membros do conselho político. Ele afirmou que a posição do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), os dois principais fiadores da candidatura de Lacerda, era favorável à participação.

No início do debate, o candidato do PMDB, deputado federal, Leonardo Quintão ressaltou que a sua candidatura fazia parte da base partidária que apóia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, no Estado, o governador Aécio Neves.

Para a candidata do PC do B, deputada federal Jô Moraes, que lidera até agora as primeiras pesquisas eleitorais já divulgadas, o debate serviria para revelar ao eleitor, “quem efetivamente conhece a cidade e quem pode estar a serviço dela”.

No início do debate de ontem à noite em Porto Alegre, os candidatos à prefeitura trataram de apresentar - e reapresentar - promessas de governo enquanto o prefeito José Fogaça (PMDB), que concorre à reeleição, preferiu relacionar as iniciativas da própria administração. Segundo ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto, nos últimos quatro anos o município investiu em segurança comunitária, no combate às pichações de locais públicos e na qualificação da Guarda Municipal. Ele lembrou ainda a contratação de médicos, a ampliação do programa da saúde da família e a reforma de parte dos postos de saúde pública.

A candidata do PT, Maria do Rosário, segunda colocada nas pesquisas, comprometeu-se a levar adiante o programa de despoluição do lago Guaíba, iniciado ainda na última gestão do partido (2001-2004). Ela prometeu ainda estender a coleta seletiva de lixo para toda a cidade e construir uma usina de geração de energia a partir de resíduos orgânicos. Manuela D’Ávila (PCdoB), que vem em terceiro nas pesquisas, voltou a afirmar que se empenhará na construção de um metrô na cidade e disse que pretende estabelecer restrições ao trânsito de caminhões no centro em horários determinados.

Os oitos candidatos à prefeitura de Curitiba participaram ontem do debate da Band. Havia a expectativa de que seriam sete contra o prefeito Beto Richa (PSDB), que busca a reeleição e conta com vitória no primeiro turno. O primeiro embate foi entre o tucano e o candidato do PMDB, Carlos Augusto Moreira Júnior, que questionou os gastos de R$ 30 milhões para propaganda da atual gestão em 2008. Richa disse que ele estava ‘mal informado’ e o acusou de usar a estatal TV Educativa para propaganda pessoal.

Na pergunta feita pela emissora a todos os candidatos, a questão envolvia um poste de energia colocado no meio de uma ciclovia e a necessidade de ter de conversar com empresas do governo para resolver problemas. Gleisi Hoffmann, do PT, aproveitou para elogiar a gestão de Lula logo na primeira oportunidade. Numa cutucada ao tucano, Moreira disse que tem bom relacionamento com o governo do Estado, ou seja, com o governador Roberto Requião, que o indicou à disputa. Assuntos como mobilidade urbana e transporte público, falta de creches, necessidade de mais investimentos em saúde e falta de segurança foram outros assuntos em pauta.

Os candidatos à prefeitura de Salvador resolveram colar não só na imagem de Lula, mas também na do governador da Bahia, Jaques Wagner. O primeiro a lançar mão disso foi justamente o candidato tucano, o ex-prefeito Antonio Imbassahy. Logo na abertura, aproveitou para exaltar conhecimento da cidade ressaltar que tem um “relacionamento fundamental com o governador”.

Wagner tem frisado que três candidatos, Imbassahy, Walter Pinheiro (PT) e João Henrique Carneiro (PMDB) “o tem” e fez questão de participar da convenção não só do PT, mas também das demais dos partidos de sua base: PMDB e PSDB.

Mesmo tendo falado primeiro do que Imbassahy, Walter Pinheiro, candidato pelo PT, não se lembrou de citar sua parceria com Wagner, deixando isso para o segundo bloco do debate. O deputado federal enumerou problemas de Salvador, como gestão, trânsito e exclusão dos negros, e disse que sua prioridade é humanizar a cidade.

O candidato do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, também falou sobre os pontos críticos de Salvador e, como tem feito em sua campanha, se colocou como o novo. Em busca de uma imagem de preparado, tinha, na ponta da língua, o número de policlínicas, postos e médicos da família que pretende implantar na capita baiana. Não deixou de atacar o atual prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB).

João, por sua vez, acusou ACM Neto de ser mais do mesmo e de vir de um partido que governou o Estado por 16 anos e Salvador por oito. Foi o primeiro a citar a aliança com o presidente Lula, o que fez por três vezes durante os dois minutos em que respondeu sobre a saúde em Salvador.

19/07/2008 - 19:16h Segundo Ibope, Jô Moraes lidera Belo Horizonte. Márcio Lacerda é 3º

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Aécio, Pimentel e Lacerda, mesmo com dois padrinhos de peso 3° no IBOPE. Na liderança Jô Moraes do PCdoB

GlobonewsTV

RIO - O Ibope divulgou neste sábado pesquisa sobre intenções de votos em Belo Horizonte. A candidata do PCdoB, Jô Moraes, lidera a disputa à prefeitura, com 17%. Em segundo lugar está Leonardo Quintão, do PMDB, com 14%. Márcio Lacerda, do PSB, que conta com o apoio do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel, tem 8%. Vanessa Portugal, do PSTU, tem 4%. Sérgio Miranda, do PDT, 3%; Gustavo Valadares, do DEM, 2%; e André Alves, do PTdoB, 1%. Brancos e nulos somaram 19% e 30% não opinaram.

Segundo o Ibope, em eventual segundo turno Jô Moraes venceria quintão por 26% a 21%, e Lacerda por 27% a 16%.

06/03/2008 - 09:20h O jogo do tudo ou nada de Alckmin

VALOR

A decisão de Geraldo Alckmin (PSDB) de disputar a prefeitura de São Paulo, passando por cima de uma aliança política entre a banda serrista de seu partido e o DEM, não é apenas mais um ato da conhecida determinação do ex-governador. Se não tiver rapidamente a visibilidade que uma eleição proporciona, a carreira política de Alckmin estará encerrada - melancolicamente, depois de ir para o segundo turno numa disputa presidencial, estará fadado ao ostracismo. O risco que corre, e não é desprezível, é o de perder a eleição. Nesse caso, será melancolicamente excluído do cenário político depois de uma derrota na disputa por uma prefeitura. Se ganhar, poderá continuar a ser uma pedra no sapato do status quo tucano, um outsider que conquistou no grito a legenda tucana quando o atual governador de São Paulo, José Serra, queria disputar a Presidência, em 2006, e que forçou o rompimento do acordo entre os serristas e o DEM de apoio à reeleição do atual prefeito ex-pefelista, Gilberto Kassab, agora, em 2008.

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02/03/2008 - 10:45h Lula dá aval a pacto em MG de olho em 2010

VALDO CRUZ - DA SUCURSAL DE BRASÍLIA FOLHA DE SÃO PAULO

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Aécio e Pimentel, com Lula

O acordo entre o petista Fernando Pimentel e o tucano Aécio Neves tem a bênção do presidente Lula. De olho em 2010, ele autorizou pessoalmente o prefeito de Belo Horizonte a fechar um entendimento com o governador na disputa pelo comando da capital mineira.

O sinal verde foi dado em um almoço no Palácio da Alvorada, em janeiro, logo após o balanço de um ano do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sob a justificativa de que “vamos precisar do Aécio” e de que o nome sugerido como candidato é da “nossa base”, Lula liberou Pimentel, sinalizando que aposta na divisão no ninho tucano para fazer seu sucessor.

Os três fazem seus movimentos mirando 2010. Lula tenta atrair Aécio para seu campo na sucessão; o governador busca aliados para construir sua candidatura ao Planalto; e o prefeito sonha com o lugar do tucano mineiro. Na tentativa de viabilizar esse arranjo, Aécio e Pimentel foram buscar no PSB o candidato de consenso para a Prefeitura de BH: Márcio Lacerda, ex-assessor do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e hoje secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

No início do ano, quando as negociações avançaram, Fernando Pimentel decidiu consultar o presidente. “Eu não sou louco de fazer um acordo desse sem aprovação do Lula”, confidenciou a amigos. Ele esteve em Brasília no dia do balanço de um ano do PAC, 22 de janeiro. Acabou convidado para um almoço no Alvorada.
Em uma mesa com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação) e o chefe do gabinete particular da Presidência, Gilberto Carvalho, Lula falou do acordo desejado por Pimentel e deu seu aval.
Primeiro, comentou que os dois ministros petistas de Minas, Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral), não serão candidatos. Em seguida, disse que não via motivos para vetar o entendimento com Aécio.

Márcio Lacerda trabalhou no governo como secretário-executivo de Ciro no Ministério da Integração Nacional. Deixou o cargo depois de seu nome ser mencionado no escândalo do mensalão como tendo recebido dinheiro de Delúbio Soares. Os recursos, porém, não eram para ele, mas para o publicitário da campanha de Ciro ao Planalto.
Filiado há pouco ao PSB, Lacerda é aprovado pelo Diretório Municipal do PT, controlado pelo prefeito, mas não agrada ao Diretório Estadual do partido. Mas o prefeito não acredita numa intervenção do Diretório Nacional do partido em Belo Horizonte para solucionar um impasse. Confia no fato de ter obtido o aval de Lula e no interesse presidencial em manter um canal com o governador mineiro.

Lula está convencido de que José Serra será o candidato tucano em 2010 e que o tucano mineiro pode sair insatisfeito do processo de escolha do PSDB. Daí sua frase “vamos precisar do Aécio”, durante a conversa no Alvorada. No ano passado, Lula insistiu com Aécio para que ele se transferisse para o PMDB. Para fugir de uma punição da Justiça eleitoral, como a perda do mandato, Lula chegou a lhe sugerir, numa viagem a Minas, que deveria renunciar no final de 2009, deixando no comando o vice de confiança, Antonio Anastasia.

28/02/2008 - 15:39h Guerras Tucanas

aecioserra.jpgA seguir um apanhado de vários artigos dos jornais sobre a guerra intestina no PSDB. Nos dois primeiros o conflito Aécio - Serra toma a forma da disputa sobre o leilão da CESP. A intenção do governador José Serra é entregar a CESP ao capital privado. Ele decidiu vender a CESP para fazer caixa e por considerar que o Estado não deve ser proprietário de uma empresa de eletricidade. Mas outras empresas do mesmo ramo, que são estatais, querem participar do leilão. Serra não deixa, ou seja a questão não parece ser só quem paga mais pela CESP, mas impor que ela vai parar em mãos privadas mesmo. Aécio viu uma oportunidade para mostrar que o objetivo de Serra é esse mesmo, impedir a livre concorrência e não vender ao melhor preço, só privatizar e ponto. Estranha a determinação de Serra, pois várias estatais estrangeiras já participaram em privatizações tucanas sem problema. a EDF (estatal francêsa) que comprou a Light; a Telefonica (Estatal espanhola) etc.

Reproduzo também, no final dos dois artigos que tratam da privatização da CESP, duas notas sobre atores da disputa tucana na prefeitura de São Paulo. Uma sobre Alckmin e Floriano Pesaro, publicada no Estadão e a outra, sobre Andrea Matarazzo, publicada na Folha.

Boa leitura e reflexão. LF

PRIVATIZAÇÃO

Aécio critica decisão de SP de vetar Cemig em leilão da Cesp

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA DE SÃO PAULO

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, criticou ontem a decisão do governo de São Paulo de impedir a participação da Cemig (Companhia Energética de Minas) no leilão da Cesp (Companhia Energética de São Paulo).
Chamando a restrição de equivocada, Aécio anunciou que, a exemplo do Paraná, o Estado de Minas questionará a proibição na Justiça.
“A Justiça é que irá decidir”, afirmou Aécio Neves à Rádio Bandeirantes.
Lembrando que o veto à participação das estatais de outros Estados nas privatizações de São Paulo foi fixado ainda no governo Mário Covas, Aécio usou o exemplo da Sabesp para chamar a medida de contraditória.
“A vedação a ela [Cemig] é um equívoco. E é algo também que deve ser visto de uma forma, talvez, contraditória. Há movimento grande na Sabesp, por exemplo, que é uma empresa estatal também de São Paulo na área de saneamento, de avançar em direção a outros Estados”, argumentou Aécio.
Dizendo que já manifestara interesse de a Cemig participar do consórcio para compra da Cesp numa conversa com o governador de São Paulo, o também tucano José Serra, Aécio criticou:
“Acho que mais do que esse rigor, essa visão protecionista, essa visão ideológica, de Estado pode, Estado não pode, se deve poder é eficiência. Se tem preço, se tem condições de gerir adequadamente a empresa, não deveria haver qualquer restrição”, afirmou Aécio.
O governador lembrou que a Cemig integra o consórcio controlador da Light.
Procurado pela Folha, o secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, disse, por intermédio da assessoria de imprensa, que não tem o que comentar sobre as críticas de Aécio.
Na semana passada, o secretário -que já trabalhou no governo Aécio- disse à Folha que essa era uma norma do governo Covas. “Se não, não seria privatização.”
(CATIA SEABRA)


Aécio critica veto à Cemig em leilão

Governador diz que restrição na venda da Cesp pode ir à Justiça

Raquel Massote, Wellington Bahnemann e Kelly Lima - OESP

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), afirmou ontem em entrevista à Rádio Bandeirantes de São Paulo que o veto à participação da Cemig no leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) “é um equívoco” e que a questão poderá acabar sendo decidida pela Justiça. O leilão está previsto para 26 de março.

Aécio admite que a restrição à presença das estatais foi estabelecida no Programa Estadual de Desestatização (PED) do governo paulista, ainda sob a gestão de Mário Covas. “A participação de uma estatal com o know-how da Cemig, com capilaridade e a capacidade de gerir uma empresa de energia que tem a Cemig, a vedação a ela é um equívoco.”

Para o governador, a questão “vai realmente parar na Justiça em última instância”, já que também a Copel, do Paraná, pretende participar do leilão. “Se tem preço, se tem condições de gerir adequadamente a empresa e não tendo controle, não deveria haver qualquer restrição”, avaliou Aécio.

O tucano disse que já informou ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que a concessionária mineira tem interesse não em ser controladora da Cesp, mas em participar da geradora com um grupo de sócios privados. “Fizemos isso em relação à Light, onde a Cemig participou do consórcio vitorioso com resultados absolutamente extraordinários.”

Não é a primeira vez que Minas questiona a restrição. O sócio do escritório Azevedo Sette Advogados Gustavo Eugenio Rocha, especialista em licitações e privatizações, lembrou que o governador Itamar Franco ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei Estadual nº 9.361/96, que criou o PED em São Paulo e estabeleceu a reorganização no setor elétrico do Estado. “Hoje, essa Adin corre no Supremo Tribunal Federal”, disse o advogado.

Para o especialista, vários argumentos demonstram a inconstitucionalidade da lei que criou o PED. Segundo Rocha, a legislação paulista fere o artigo 37, inciso 21, da Constituição Federal, que determina condições de igualdade a todos os concorrentes de um processo de licitação. “A lei exorbita a competência estadual e legisla sobre um tema que não é de sua competência. As concessões no setor elétrico são federais e não estaduais”, acrescentou.

Rocha afirmou que, apesar de estatais, a figura jurídica de empresas como Cemig e Copel é de caráter privado e, ao impedi-las de participar do leilão da Cesp, o governo de São Paulo discrimina as empresas apenas porque são de outros Estados.

NA DISPUTA

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Neoenergia, Erik Breyer, afirmou ontem que a empresa estuda a possibilidade de entrar com parceiros na disputa da Cesp. “Nosso interesse em entrar num negócio é como operador. Isso inviabiliza a participação no leilão da segunda usina da complexo do Rio Madeira. Mas nos permite disputar a Cesp e, possivelmente, a Brasiliana, controladora da Eletropaulo”, informou.

A empresa vai investir este ano R$ 1,8 bilhão - R$ 1,2 bilhão em distribuição e R$ 600 milhões em geração. “Estamos atentos a novos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e certamente vamos disputar futuros leilões”, disse Breyer.

Chris Mello - O Estado de São Paulo (28/2/2008)

Puxa e estica

alckminclarao.jpgAlckmin praticamente acertou a participação do PTB para indicar o nome de vice em sua chapa para Prefeitura. O mais cotado nome para o cargo é o de Campos Machado, visto que o senador Romeu Tuma é muito novo no partido.

A máscara

Gilberto Kassab nunca fez críticas explícitas a nenhum de seus adversários, portanto as recentes feitas a seu secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, estão sendo interpretadas como uma solicitação para que ele entregue seu cargo. Para refrescar: Pesaro era homem de confiança no Palácio dos Bandeirantes no governo Alckmin.

Monica Bergamo - Folha de São Paulo (27/2/2008)

ORIGEM

O tucano Andrea Matarazzo conversou com diplomatas italianos sobre a possibilidade de ser candidato ao Senado da Itália, na vaga reservada aos italianos que moram na América do Sul. Ele considera “difícil” participar da eleição -mas não descarta totalmente a idéia.

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JÁ ERA

A conversa com os diplomatas sinaliza que o PSDB de SP considera a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura irreversível. É que Andrea era provável candidato a vice, pelo partido, caso Alckmin não concorresse e os tucanos fizessem aliança com Gilberto Kassab, do DEM, na cabeça de chapa.

26/02/2008 - 11:23h Tucanos emperram plano de Serra


Sucessão 2010


Aécio Neves e Geraldo Alckmin rejeitam os papéis reservados a eles na estratégia eleitoral desenhada pelo governador de São Paulo para chegar ao Palácio do Planalto. Disputa pela candidatura continua em aberto


Luiz Carlos Azedo - Da equipe do Correio Brasiliense

José Varella/CB - 18/4/07
Projeto de José Serra para consolidar-se como candidato do PSDB à sucessão de Lula esbarram em divergências internas do partido

A estratégia do governador de São Paulo, José Serra, para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 está indo por água abaixo. Era um “plano perfeito”, que só dependeria da cúpula do PSDB: convencer o governador de Minas, Aécio Neves, a ser o vice da chapa; e o ex-governador Geraldo Alckmin a desistir da candidatura a prefeito de São Paulo para voltar ao Palácio dos Bandeirantes. Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades, diria o saudoso humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé: seu plano foi concebido em parceria com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas não foi combinado com Aécio e Alckmin, que têm objetivos diferentes.

Serra lidera as pesquisas de opinião sobre a sucessão de Lula. Esperava arrebanhar mais de 70% dos votos de São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, com uma chapa que considera “imbatível”, para levar de roldão a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Porém, bem-sucedido na administração de Minas e hábil articulador da política nacional, Aécio começa a crescer nas pesquisas e não aceita a condição de coadjuvante na sucessão de Lula. Pretende disputar a indicação do partido em convenção e avisa que não aceitará um jogo de cartas marcadas para ungir a candidatura presidencial de Serra. O governador de Minas acredita ter mais apoio interno e capacidade de construir alianças do que governador paulista.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-presidente da legenda, por exemplo, prefere uma chapa encabeçada por Aécio Neves com Ciro Gomes (PSB-CE) na vice, para pôr um fim à hegemonia paulista na Esplanada dos Ministérios. Ciro não descarta essa possibilidade, se Aécio estiver melhor que ele nas pesquisas. A articulação da candidatura do socialista Márcio Lacerda à prefeitura de Belo Horizonte, com apoio do prefeito petista Fernando Pimentel, seria uma âncora dessa aliança. A amarração se completaria com o apoio do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB.

O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), é outro que aposta numa candidatura de Aécio. Esteio do governo de coalizão montado pelo presidente Lula, o PMDB oferece a legenda ao governador de Minas caso ele resolva concorrer contra Serra, mas não descarta o apoio caso ele seja o candidato do PSDB. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no jogo e manda recado de que pode vir a apoiar Aécio caso ele deixe o PSDB. Apesar do assédio, o governador mineiro tem afirmado que permanecerá no PSDB e não vê problema em ser candidato ao Senado ao deixar o governo de Minas.

São Paulo
Serra minimiza o conflito com Aécio. Procura aparentar uma boa relação com o colega mineiro. Parte do princípio de que Aécio não pode deixar a legenda para ser candidato sem cometer um suicídio político: abandonar o Palácio da Liberdade. Por causa da nova lei de fidelidade partidária, para concorrer por outra legenda, o governador mineiro teria que renunciar ao mandato com um ano de antecedência da campanha eleitoral. Para Serra, o jogo será resolvido pela cúpula tucana.

Nesse terreno, entretanto, quem vem levando a melhor é Aécio. A disputa mais recente resultou numa dura derrota para Serra: a eleição do novo líder da bancada do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal. Aliado de Aécio, o parlamentar é uma pedra no sapato de Serra por causa de seu apoio à candidatura do ex-governador paulista Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo. “Não tem por que o PSDB não ter um candidato em São Paulo, Alckmin é o melhor nome que temos para ganhar as eleições na capital”, argumenta Aníbal.

Para o governador paulista, o melhor seria seu antecessor esperar 2010 para voltar ao Palácio dos Bandeirantes e apoiar a reeleição de Kassab, para não atrapalhar sua aliança com o Democratas, o antigo PFL.

19/02/2008 - 09:25h Notas de Tales Faria

18/02/2008 22:09

Briga tucana

Longe de mim querer semear a intriga dentro do PSDB. Mas essa história de o Fantástico estar caindo de pau no governo de São Paulo está deixando os aliados do governador José Serra de orelha em pé em relação ao seu colega de partido, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também candidato a candidato à Presidência.

O tucanato está sentindo forte cheiro de fogo amigo em suas próprias trincheiras. Afinal, não é só o PT que se acaba em guerras intestinas…

17/02/2008 16:31Serra versus Aécio e Alckmin

Rose de Freitas é uma deputada do PMDB do Espírito Santo que foi do PSDB durante muito tempo. No governo FHC, era conhecida como um dos poucos parlamentares com acesso direto ao gabinete presidencial. Além disso, está no Congresso há muito, muito tempo. Encontrei-a no aeroporto. Entre Rio e Brasília.

Comentei a vitória de José Aníbal sobre Arnaldo Madeira, na disputa entre os dois paulistas pelo cargo de líder do PSDB na Câmara. Fui direto ao ponto:

– O Aníbal venceu, né? Ele sempre foi mais ligado ao Geraldo Alckmin (candidato derrotado do PSDB a presidente da República) do que ao (José) Serra (atual governador de São Paulo). Tudo indica que o Aécio Neves (governador de Minas Gerais) deve ter se juntado ao Alckmin e os dois derrotaram o Serra. Afinal, o Madeirinha é muito ligado ao Serra…

– Que nada, Tales! O Aníbal já se bandeou pro lado do Serra. O Madeirinha está na campanha do Alckmin pra prefeito. E fez sua campanha a líder com o apoio do Aécio. Você vai ver. Quem ganhou essa parada foi o Serra. O Aécio e o Alckmin perderam. A imprensa ainda não notou isto, mas logo vai notar.

É mole? Em política, a gente pensa que sabe de tudo e, de repente, esbarra em uma novidade.

Serra versus Aécio e Alckmin 2

Essa coisa de o Alckmin querer ser candidato a prefeito e o Serra apoiar a reeleição do Gilberto Kassab (DEM) tem mesmo tudo a ver com a disputa entre Serra e Aécio pela candidatura a presidente da República. Se Alckmin for prefeito, Serra terá, dentro do tucanato, uma poderosa aliança contra sua escolha: Alckmin e Aécio. Daí o Serra estar tão interessado no Kassab.

Talvez eu tenha sido o primeiro jornalista a publicar, sei lá quando, que o Alckmin estava voltando ao Brasil e queria ser candidato a prefeito. E que tinha mandado um interlocutor pedir o apoio do Serra. Mas o governador, então recém-eleito, de São Paulo mandou dizer que já estava comprometido com o Kassab.

Essa história me fez perder uma de minhas melhores fontes e, na verdade, um político que respeito muito: o próprio Serra. Ele havia me mandado um email dizendo que o Informe-JB, que eu começara a assinar, estava muito bom, e coisa e tal. Ficamos trocando figurinhas. Até que publiquei a história (e eu nem contei que o interlocutor enviado pelo Alckmin era o FHC!).

No dia seguinte, mandei um email pro Serra para repercutir a coluna. Tipo: “Você vai mesmo ficar com o Kassab e não com o Alckmin?”. Ele não respondeu. Cinco minutos depois, telefona um assessor do Alckmin dizendo que o Serra não havia negado apoio ao colega tucano e coisa e tal… Mandei outro email pro Serra: “Puxa, que coincidência. Você não me respondeu o email, mas cinco minutos depois o assessor do Alckmin telefonou”. Pra quê! Nunca mais o Serra respondeu meus emails…

Serra versus Aécio e Alckmin 3

O apoio de Serra a Kassab tem também outro propósito: o atual prefeito, além de leal a Serra, ainda facilita o apoio do partido Democratas (o DEM) à candiodatura presidencial do governador de São Paulo. Não é pouca coisa, não. Ideologicamente, o DEM está mais próximo de Alckmin e de Aécio. O problema aí é quase pessoal.

Cesar Maia, hoje o maior nome do DEM, não suporta Alckmin nem Aécio, e os dois também não vão com a cara do prefeito do Rio, que, por sinal, é amigo de Serra. Juntam Kassab, Maia e o filho do prefeito, Rodrigo Maia, que é presidente do DEM, e Serra consegue trazer o partido Democratas pra ele. Apesar das diferenças ideológicas. Em 2002, o próprio Serra me disse: “Tales, eu sou mais socialista do que o Lula, você sabe disso!”. É verdade! Eu sempre achei o Serra mais socialista que o Lula. Mas…

Tales Faria

19/02/2008 - 07:51h Rumo a 2010

lulacristo.jpg

Merval Pereira

O Globo 

Só há uma má notícia para o presidente Lula na nova rodada de pesquisas do Instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes: o governo não tem um candidato que consiga representálo. Ia escrevendo substituí-lo, mas isso não é de agora que parece impossível de acontecer. O PT mesmo nunca teve um outro candidato viável que não fosse Lula, mesmo para perder e continuar viável.

Com um formidável taxa de aprovação pessoal de 66,8%, e em ascensão no segundo mandato, Lula vai confirmando que é um fenômeno político e, mesmo não podendo se candidatar novamente, recebe, em votação espontânea, 18,6% dos votos, enquanto o governador de São Paulo, José Serra, que é o mais bem colocado dos candidatos à sua sucessão, tem apenas 5,1%.

(more…)

15/02/2008 - 16:34h Jogando a toalha?: ‘Se Alckmin decidir ser candidato, ele será’, diz Serra

jose_serra_caricatura.jpgGovernador descarta elo entre José Aníbal para a liderança do PSDB na Câmara com a candidatura de Alckmin

GUSTAVO PORTO - Agencia Estado


RIBEIRÃO PRETO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 15, que o ex-governador Geraldo Alckmin será o candidato a prefeito de São Paulo se assim o quiser. Serra descartou ainda uma ligação entre a eleição de José Aníbal para a liderança do PSDB na Câmara com a viabilização da candidatura de Alckmin à prefeitura paulista, já que Aníbal é do grupo de apoio ao ex-governador. “José Aníbal, homem experiente, já foi líder e vai saber conduzir a bancada”, disse Serra. “Com relação à Prefeitura de São Paulo, não tem nada a ver. Todos sabemos que se o Alckmin decidir ser candidato, ele será”, completou o governador.

Serra esteve nesta manhã na inauguração de uma escola estadual em Ribeirão Preto, em São Paulo, onde enfrentou protestos de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de uma moradora no bairro do Ribeirão Verde. Os sem-terra do acampamento Mário Lago pediam a construção de uma escola no acampamento e a retirada do projeto de lei do governo paulista da Assembléia que regulariza terra no Pontal do Paranapanema. A presença de cerca de cem assentados obrigou a Polícia Militar a isolar o entorno da escola e a van em que o governador estava precisou ser colocada no estacionamento para que ele deixasse o local, sob vaias.

Já a dona de casa Raquel Farias por pouco não subiu no palanque em que Serra estava, mas foi impedida pelos seguranças. De acordo com ela, o motivo do protesto era a falta de atendimento médico integral no posto de saúde do bairro. “O posto fecha às 16 horas. Se quisermos atendimento à noite, vamos pegar dois ônibus para outro bairro”, afirmou a dona de casa. Ainda segundo ela, existe apenas um médico no posto de saúde, exceto hoje, quando o governador estava presente, quando “o posto estava cheio”. Serra deveria, pela agenda oficial, ir ao Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, antes de seguir para Cravinhos, cidade vizinha, onde deve inaugurar uma rotatória na via Anhangüera. No entanto, o governador seguiu direto para Cravinhos.

14/02/2008 - 08:58h Reprise

Aécio-Alckmin, uma dobradinha que vem para ficar

 

ELIANE CANTANHÊDE

FOLHA DE SÃO PAULO

BRASÍLIA - O governo Lula tem, para 2010, uma vitrine, um forte bloco de poder e um grande líder. Falta-lhe um nome.

A oposição tem dois grandes nomes, Serra e Aécio, e as vitrines de São Paulo e Minas. Falta-lhe um forte bloco de poder, com unidade interna no PSDB e sólida unidade com os aliados, como DEM e PPS.

O que é mais fácil? Forjar um nome ou sedimentar um bloco de poder? Considerando-se o cenário atual, parece que é fazer um nome. Lula testa Dilma.

Serra, considerado o candidato mais consistente da oposição, enfrenta desde já sérios obstáculos, que começam em São Paulo, chegam a Minas e alastram-se para outras regiões do país. Ontem, seu candidato a líder na Câmara, Arnaldo Madeira, perdeu para o de Aécio e Alckmin, José Aníbal. E perdeu feio. Foi São Paulo contra São Paulo, com uma curiosidade: Madeira, “homem de Covas”, foi da Casa Civil de Alckmin por mais de três anos.

A decisão, aparentemente insignificante no conjunto, mostra quanto dura será a corrida de obstáculos de Serra, que enfrentará três turnos se quiser ser presidente da República.

Nas eleições municipais, o desenho é PSDB contra PSDB. Alckmin deve ser o nome oficial do partido, e Kassab, do DEM e ponte com os “demos”, tem Serra e governa a prefeitura com 80% de tucanos.

Na convenção para a escolha de presidente, Serra terá de enfrentar Aécio, com Minas e parte do Nordeste por trás, e Alckmin, com parte da própria São Paulo por trás. Como ontem, tudo indica que Aécio-Alckmin é uma dobradinha que vem para ficar.

Se der Serra, ele já chegará à eleição enfrentando a força do governo federal, de Lula e do bloco governista. E ilhado pelos náufragos da eleição municipal e da convenção. Vida de oposição já é difícil. A de Serra pode ficar de amargar.


 Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. elianec@uol.com.br

10/02/2008 - 10:55h Muy amigo

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Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Três na cédula O círculo próximo sempre disse que ele não desistiria. A novidade é que tucanos favoráveis à aliança com Gilberto Kassab e contrários à candidatura de Geraldo Alckmin em 2008 começam a jogar a toalha. Estão convencidos, por gestos e palavras do ex-governador, de que ele não aceitará a alternativa de esperar até 2010 para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, na premissa de que o correligionário José Serra sairá dali para disputar a Presidência. Alckmin alega que tal caminho o deixaria cem por cento nas mãos de Serra.
Este, por sua vez, tende não mover palha pela desistência de Kassab, sob pena de comprometer a adesão do DEM a seu projeto futuro. Como a candidatura de Marta Suplicy (PT) é um dado de realidade, tudo caminha para uma eleição “a três” em São Paulo.

Café-com-leite. Quando algum cético pondera que a campanha de Alckmin terá dificuldades de ordem financeira, dado seu descolamento das máquinas do Estado e da prefeitura, os amigos de fé respondem com duas palavras mágicas: Aécio Neves.

Leia na integra a coluna Painel, na Folha de São Paulo

17/09/2007 - 13:25h Lula, como bom sushi-man, vai cortar os tucanos em pedacinhos

Blog de Helena Chagas

Helena-san pisou na bola

Socorro!!! A comunidade japonesa está no meu encalço por causa do post abaixo. Gente, sinto muito se ofendi alguém. Usei a expressão é tudo japonês sem nenhuma intenção de ofender. Sabe como é, linguagem de blog é muito coloquial, a gente escreve como se estivesse conversando…e essa é uma expressão muito usada, uma metáfora para dizer que é tudo igual. Mas uma blogueira tem que reconhecer quando erra. Errei, desculpem. Estou quse cometendo hara-kiri de tão sem-graça…Arigatô.

Helena Chagas

16/09/2007 17:12

Pesquisa mostra que é tudo japonês na Esplanada e em 2010

A três anos da eleição, pesquisas eleitorais não querem dizer rigorosamente nada. Só servem para despertar apetites e reforçar ambições. É o caso do levantamento Estado/Ipsos publicado hoje sobre os pré-candidatos à presidência. Mostra que José Serra bateria hoje Aécio Neves, Ciro Gomes, Marta Suplicy e outros, com 34% das citações entre os eleitores? Não. Mostra que o governador de São Paulo é o mais conhecido dos postulantes à sucessão de Lula. E ponto. Aécio, com 10%, estaria bem atrás. Ou melhor, seria bem menios conhecido - o que indicaria que tem ainda para onde crescer. Beneficiado pelo mesmo recall que botou Serra,candidato em 2002, na liderança, Ciro Gomes tem hoje cerca de 12% das citações - patamar muito semelhante a seu desempenho nas eleições de 1998 e de 2002. Um pouco mais atrás vem Marta Suplicy, com 8% - o que não é tão pouco assim para quem, como Aécio, não tem recall de eleição presidencial anterior.

Qual a consequência do levantamento? Acirrar ainda mais os ânimos no PSDB e na base governista. Com essa larga vantagem, Serra tem todos os argumentos para insistir em seu nome para 2010, puxando o tape de Aécio. Só que as pesquisas ainda não estão refletindo intenção de voto, mas sobretudo conhecimento - e o candidato que o Planalto mais teme como opositor, justamente pelo potencial de crescimento, é o governador de Minas. Mas Serra, a bordo desses números, vai desistir para Aécio? Não. E Aécio vai desistir de ser candidato? Também não.

O levantamento Ipsos/Estado mostrou ainda que Ciro Gomes é o nome mais forte da base governista. Mas com Marta nos calcanhares, o que atiça também o PT a ter seu candidato. No campo do governo, o resto é tudo japonês.

Mas o principal dado talvez esteja na outra parte da pesquisa, a que não trata de sucessão presidencial. Ali fica claro,em respostas como a dos 67% que acham que Lula é o responsável pela estabilidade econômica - contra apenas 7% de Fernando Henrique, o pai do Real -, que o presidente da República tende a ser um eleitor decisivo em 2010.

A parte mais curiosa do levantamento Ipsos, porém, é a que mostra qual seria o melhor ministro de Lula. O “melhor”, segundo as resposta, É Gilberto Gil, com míseros 4%. Não sabem ou não responderam 82% dos entrevistados. Ou seja, temos também uma Esplanada de japoneses, um governo centralizador cuja imagem e credibilidade repousa numa única pessoa, o presidente da República. Só por aí já se calcula o papel que Lula terá em sua própria sucessão.

Helena Chagas

17/09/2007 - 11:14h "Choque de gestão" é regressão social, O modo tucano de governar

Alagoas e Rio Grande do sul, Estados governados por tucanos, expõem melhor que qualquer discurso o modo peessedebista de governar. Hoje a Folha de São Paulo publica uma reportagem sobre Alagoas (ver a seguir), indicando que a política aplicada nesse Estado é copiada de aquela implementada em Minas Gerais, pelo também tucano Aécio Neves. Estranhamente o jornal não ilustra o “choque de gestão”, formula utilizada por Geraldo Alckmin, na sua aplicação no Estado de São Paulo durante a administração Alckmin e na atual de José Serra.

Mudou entre um e o outro? é igual?

Em que consiste o “choque” tucano?

Resolver os problemas financeiros dos Estados, muitos deles em situação gravíssima de endividamento e quase inadimplência, reduzindo brutalmente o dinheiro da saúde, da educação e dos funcionários públicos. No caso de São Paulo, Estado “rico” da Federação, o método consistiu em privatizar a maior parte do patrimônio. Dando continuidade, o governo Serra prevê a privatização da CESP e a concessão às empresas privadas do rodoanel e outras estradas construídas com dinheiro público. O complemento desta política se traduz nos baixos salários dos professores, dos agentes de saúde, dos policiais militares e na falta de investimentos essenciais no combate a dengue, por exemplo. Investimento para valer só como contra-partida, pequena, aos recursos do governo federal. Ao mesmo tempo que faz caixa para obras de grande impacto eleitoral, o que acaba gerando uma ambivalência no governo Serra: agir como Lula ou como FHC?

Acontece que José Serra tem como única obsessão ser candidato a Presidente e isto, em 2010, não é compatível com o perfil tradicionalmente liberal-privativista do PSDB de FHC, Alckmin e companhia. Serra quer ocupar o espaço do centro-esquerda, espaço que hábilmente Aécio Neves ocupa na sua aproximação com Lula e o PT de Minas. Eis o porque do jogo de “empurra-empurra” entre os presidenciáveis tucanos e as bicadas entre eles.

A Folha de São Paulo tem sido geralmente “generosa” com os tucanos em geral (basta ler o que escreve o próprio ombudsman do jornal), mas agora que o conflito entre Aécio e Alckmin, de um lado, e Serra do outro, começa a esquentar, alguns tucanos perdem as plumas nos artigos do jornal. O leitor acaba tomando conhecimento assim da realidade da política tucana e, en passant, das escolhas do próprio jornal.

Luis Favre

Folha de São Paulo

“Choque” tucano provoca crise administrativa em Alagoas

Governador Teotonio Vilela Filho enfrentou 183 dias de greve do funcionalismo após adotar modelo de gestão aplicado em Minas Gerais por Aécio Neves

THIAGO REIS
DA AGÊNCIA FOLHA

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MACEIÓ

O modelo de administração adotado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) em Alagoas, inspirado no “choque de gestão” aplicado em Minas Gerais pelo também tucano Aécio Neves, foi o grande responsável pela crise no Estado nordestino. É o que afirmam a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) alagoanas.
Nos cerca de nove meses de governo, Teotonio enfrentou 183 dias de greve de diversas categorias (algumas ao mesmo tempo), o que equivale a 71% do tempo em que esteve no cargo. Não houve um mês sem greve.
“O governador de Alagoas criou uma bomba orientado pelo pessoal de Minas Gerais. Usou uma receita mineira dada por técnicos e conselheiros políticos que vieram para cá”, afirma Izac Jacson, presidente da CUT-AL.
Ele diz que o decreto baixado em janeiro por Teotonio, que suspendeu os reajustes salariais dados em abril de 2006 a todos os servidores, gerou uma “quebra de confiança”.
“Havia um acordo. Durante o processo eleitoral, ele assumiu o compromisso de não mexer nos salários. Ocorreu uma traição. Ele elencou a folha de pessoal como principal guarda-chuva para fazer caixa”, disse.
Policiais militares, médicos, funcionários públicos da Saúde, policiais civis, professores e servidores da Educação já fizeram greve neste ano. As quatro últimas categorias estão paradas no momento.
De acordo com Jacson, outros servidores também podem parar: “Os agentes penitenciários podem parar no dia 20. Tem fugido preso todas as semanas, e o governo quer que eles se responsabilizem pela parte externa dos presídios. Eles são agentes socializadores, não de segurança.”

Estopim
O decreto, publicado em 15 de janeiro no “Diário Oficial”, foi o estopim para uma paralisação geral, que teve início no dia 16. Uma semana depois, o governador revogou o decreto, mas a crise permaneceu.
Para o presidente da OAB-AL, Omar Mello, a importação do modelo mineiro explica o quadro atual: “Veio gente do PSDB de lá trazendo essa obra-prima de gestão. O que existe em Minas é um trabalho bem elaborado de marketing. Há, na verdade, um sufocamento do servidor público. Ele é tratado a pão e água. Não dá para imaginar como um Estado pode crescer mantendo um serviço público em baixa, desestimulado”.
A expressão “choque de gestão” foi utilizada à exaustão por Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha presidencial do ano passado. O programa trabalha com estabelecimento de metas e contrapartidas e se funda no enxugamento da administração, no aumento da capacidade de arrecadar e no gerenciamento de despesas.
O governo de Alagoas firmou convênio com duas empresas de consultoria, a Macroplan e a INDG, usadas por Aécio, para elaborar o plano de gestão. Teotonio viajou a Minas para conhecer o programa. Com o “choque de gestão”, Aécio disse que conseguiu zerar seu déficit. Mas para Mello, da OAB-AL, Minas vive uma “farsa, um desenvolvimento de fachada”.