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	<title>Blog do Favre &#187; Aecio</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Constrangimento ao PSDB tem lucro eleitoral, irritação faz mal à saúde do impaciente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas



 

Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capítulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.</p>
<p>Nesse período, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para &#8220;conter&#8221; o deputado cearense.</p>
<p>Na primeira, Ciro exigia uma rápida definição do PT sobre sua eventual candidatura ao governo de São Paulo. Os petistas pediram tempo para aparar as arestas internas esperadas em decorrência do lançamento de um candidato (Ciro) de outro partido (o PSB).</p>
<p>O PT tem outros nomes que podem ser indicados, como o do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e de Emídio de Souza, prefeito de Osasco, por exemplo. A ex-prefeita Marta Suplicy também havia defendido a candidatura própria, tendo especificado o nome de Palocci, e precisava ser &#8220;conversada&#8221; para apoiar a estratégia do presidente Lula para São Paulo.</p>
<p>O tempo passou e o PT não se manifestou, como esperava Ciro. O deputado voltou a exibir sinais de impaciência com o partido, que preferiu então jogar o problema para o presidente Lula. A conversa do presidente com o ex-ministro da Integração Nacional não foi muito diferente.</p>
<p>Fontes do PSB, por outro lado, contam que o flerte de Ciro Gomes tem dois objetivos: jogar para dentro do PSDB, partido ao qual já foi filiado, a fim de demonstrar que Aécio é capaz de reunir mais apoios que o governador José Serra; e o segundo, estabelecer uma cabeça de ponte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se conseguir dividir o eleitorado mineiro, Ciro poderia anular a diferença a ser obtida por Serra em São Paulo.</p>
<p>Ao manter Ciro como pré-candidato, o PSB aumenta seu poder de negociação com o partido líder da aliança que atualmente apoia o governo. Também se resguarda em relação à possibilidade de que Dilma Rousseff não viabilize sua candidatura a presidente. O PT esperava resposta melhor da ministra nas pesquisas, devido a ampla exposição a qual foi submetida, após ter recebido alta hospitalar. Ciro, por seu turno, mantém-se à frente ou empatado tecnicamente com Dilma. O governador José Serra, líder nas pesquisas, acha que Ciro é mais candidato a presidente que a governador do Estado.</p>
<p>Entre as declarações que Ciro fez em Belo Horizonte, uma especialmente chamou a atenção dos petistas: a de que Aécio é o candidato que pode &#8220;convocar todos os brasileiros decentes, de todos os partidos, como faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;. Para o presidente Lula e o PT, o candidato descrito por Ciro Gomes tem um outro nome. Chama-se Dilma Rousseff. O governador Aécio, depois de ter dado um prazo para o PSDB se definir (15 de janeiro) abandonou o discurso do pós Lula e passou a atacar o governo, na expectativa de melhorar sua posição relativa entre os tucanos.</p>
<p>Ontem, em São Paulo, o governador José Serra evitou comentar a aproximação entre Aécio Neves e Ciro Gomes. Depois de vistoriar obras de ampliação do metrô de São Paulo, Serra negou-se a falar sobre política, mas disse aos jornalistas que eles poderiam fazer perguntas sobre o assunto, se quisessem. Porém, adiantou que não iria responder.</p>
<p>Questionado sobre o encontro de entre Aécio e Ciro, o governador paulista disse que não caberia a ele comentar. &#8220;Não tem nenhum comentário. O Aécio tem o direito de ver as pessoas que ele quiser. A mim não cabe comentar&#8221;, afirmou. (Com agências noticiosas)</p>
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		<title>O erro de Serra e Aécio é evitar a &#8220;contaminação&#8221;do governo FHC, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário, diz Merval Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Passo em falso
Merval Pereira &#8211; O Globo
A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Passo em falso</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Merval Pereira &#8211; O Globo</span></h2>
<p>A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser o escolhido do PSDB, é mais uma prova exemplar de como nosso sistema partidário é caótico, gerando governos eleitos sem uma mínima base parlamentar que lhes dê sustentação política efetiva.</p>
<p>Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco para o primeiro governo de Fernando Henrique.</p>
<p>Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda.</p>
<p>A atuação de Aécio na tentativa de distender o ambiente político no pós-Lula tem sentido, mas ficou evidente que é uma tarefa quase impossível costurar alianças políticas com adversários figadais nesse período que antecede a eleição.</p>
<p>Ele já tentara uma aliança em Minas com o então prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel para emplacar um candidato comum, Márcio Lacerda (PSB), e esbarrou na negativa do PT nacional.</p>
<p>Ao vetar a aliança na sua instância mais alta, depois que ela fora aprovada pelos diretórios regional e estadual, o PT mostrou que sua visão política é pragmática até certo ponto.</p>
<p>Aceita fazer acordos “até com o diabo”, mas não quer fortalecer uma eventual candidatura tucana à Presidência da República.</p>
<p>Aécio teve que se contentar com um apoio “informal” ao seu secretário, que acabou sendo eleito. Mas não ficou nada da aliança com o PT no estado.</p>
<p>Tanto que Pimentel é um dos coordenadores da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência e deve ser o candidato petista ao governo de Minas, com a tarefa de derrotar o governador Aécio, que pretende lançar seu super-secretário Antonio Anastasia.</p>
<p>Para aumentar as diferenças, a candidata oficial pretende ressaltar na campanha suas origens mineiras, embora tenha feito toda sua vida política e profissional no Rio Grande do Sul. Para não perder o controle político de Minas, caso não venha a ser candidato a presidente, Aécio terá que derrotar o petismo, que é forte no estado.</p>
<p>Mas, voltando à relação Ciro/ Aécio: é difícil acreditar que o PSB aceitaria sair da base petista para apoiar Aécio à Presidência, mesmo que Ciro assim o quisesse. Mais difícil ainda é aceitar que Ciro, desistindo do Planalto por Aécio, não se candidatará ao governo de SP, como quer Lula. E, candidatandose, não fará campanha agressiva contra Serra, que, nesse caso, seria candidato à reeleição.</p>
<p>Não é nem o caso de analisar as chances de vitória de Ciro em São Paulo, que são quase nulas em qualquer caso. Simplesmente os ataques de Ciro a Serra inviabilizariam o seu apoio a nível nacional a Aécio.</p>
<p>Portanto, essa estratégia do governador mineiro não serve para nada, a não ser para criar um ambiente de constrangimento dentro do seu partido.</p>
<p>A ideia central da candidatura de Aécio é a de que ele é mais agregador do que Serra, e que sua candidatura seria “mais ampla”, para usar as palavras do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que, de tão inábeis, podem ser tentativa pouco sutil de sinalizar a Serra que abra caminho para Aécio.</p>
<p>Mas, como vender essa imagem se ele não consegue conciliar em seu próprio partido? A busca de apoios em partidos que fazem parte da coligação governista, mas que são claramente peixes fora d’água, como PP e PTB, faz parte de um movimento correto para demonstrar sua suposta maior capacidade de agregar apoios.</p>
<p>Mas fazer provocação pública a seu concorrente e ao presidente de honra do PSDB, FH, em troca de nada, não parece uma estratégia adequada num momento capital como a definição da candidatura oposicionista.</p>
<p>É claro que deve haver alguma razão recôndita para que Aécio, um político experiente, tenha dado esse passo aparentemente em falso, quando encaminhava bem sua justa tentativa de ser escolhido pelo partido.</p>
<p>Talvez ele e seus assessores considerem que assim possa ser visto como um candidato desligado da história do PSDB, e que, por isso, não será apanhado na armadilha que o PT está armando, de comparar os governos de FH e de Lula.</p>
<p>Estaria incorrendo num erro que pode ser fatal, o mesmo em que incorreram Serra e Alckmin, os dois tucanos batidos por Lula: evitar a “contaminação” do governo FH, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário.</p>
<p>O mesmo erro Serra está cometendo novamente, na tentativa de se mostrar uma alternativa confiável para eleitores de esquerda que eventualmente possam estar insatisfeitos com a escolha de Dilma.</p>
<p>Até o momento, mesmo admitindose que exorbita de seu poder para tentar colocar em pé a candidatura de Dilma, é o presidente Lula quem está fazendo tudo certo, apesar de ser o PSDB que tem em José Serra o candidato preferido do eleitorado até o momento.</p>
<p>A indefinição do PSDB, e sua divisão cada vez mais clara, contrastam com a unidade governista, mesmo que a candidata oficial seja ruim de voto e não tenha traquejo político.</p>
<p>O que alimenta o apoio de um amplo leque de partidos à sua candidatura é a crença na capacidade de Lula transformar em votos para sua candidata sua grande popularidade.</p>
<p>O PT, com sua gana de poder e seu programa esquerdista reafirmado, deveria ser um empecilho a esse apoio por parte de partidos que confiam em Lula, mas não no PT.</p>
<p>Mas o PSDB teria que lhes dar alguma segurança. Até o momento, não tem nem candidato nem proposta alternativa.</p>
<p>A propósito de informação de que o PSDB gastou R$ 160 milhões na campanha presidencial de 2006, dada na coluna de sábado, “Plutocracia”, recebi o seguinte esclarecimento do vicepresidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira: “A campanha do PSDB de 2006 custou cerca de R$ 83 milhões, e este número está na página do TSE. A confusão que leva ao erro pode ser a solicitação do TSE, que pediu ao PSDB para registrar, como doação do partido ao candidato, a parcela desses recursos que, segundo o TSE, deveriam estar explicitados como despesas específicas do candidato e não da campanha.</p>
<p>Assim, se trata de dupla contagem, pois o PSDB só arrecadou e só fez dispêndio na conta do Comitê financeiro”.<br />
<strong><br />
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br </strong></p>
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		<title>A confiança no calendário</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-confianca-no-calendario/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha
Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense
alonfeuerwerker.df@dabr.com.br

O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span>O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense</span></h2>
<p><span><a href="mailto:alonfeuerwerker.df@dabr.com.br">alonfeuerwerker.df@dabr.com.br</a></span></p>
<p><img class="alignright" src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20091118/fotos/PRI-1811-ENTRELINHAS.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por enquanto em quem concentrar o fogo. O PT está como o gato que tem dois ratos a perseguir. Na dúvida, mais provável é que não capture nenhum.</p>
<p>Se o tucano na corrida presidencial for Aécio Neves, o Palácio do Planalto espera a neutralidade de um José Serra ilhado na luta para reeleger-se em São Paulo e ferido em seus brios de líder nas pesquisas — e mesmo assim preterido. Se for Serra, o PT sonha com um Aécio à moda Pilatos, lavando as mãos e deixando em aberto o rico estoque de votos de Minas Gerais — onde Luiz Inácio Lula da Silva fez a festa em 2002 e 2006.</p>
<p>Enquanto não acontece a definição, os canhões palaciano-petistas operam à meia força. Fora isso, amontam os problemas políticos do PSDB. Que se ressente de não ser um partido, mas vários. Ou pelo menos dois. O que define um partido? O líder. Vide o PT. E quem, como o PSDB, tem mais de um líder, na prática não tem líder algum.</p>
<p>Os tucanos podem argumentar que não é bem assim, que ao contrário do PT não são uma legenda controlada por um caudilho. É verdade, o PSDB ainda não chegou a esse estágio. Está num inferior. Tem vários candidatos a caudilho, sem que nenhum mostre força para prevalecer sobre os demais. Força ou habilidade. Aliás, a observação fria leva a concluir que, ali, quem tem força a mais tem habilidade de menos. E vice-versa.</p>
<p>O PSDB consumiu todo este ano de 2009 sem avançar um centímetro na construção de métodos razoavelmente democráticos e consensuais para desfazer o nó. Neste particular, o PT está anos-luz à frente da concorrência. As regras no partido de Lula são claras. Quem tiver pretensões, que trate de arrumar votos e disputar eleições internas. Além de Lula, o PT tem o método. O PT é nosso único partido “americano”. E quando o jogo tem regras claras, a chance de acabar em facada e tiro é menor.</p>
<p>Já o PSDB parece ter eleito o calendário para comandar a legenda. Como se num dia marcado na folhinha os tucanos fossem acordar com todos os problemas resolvidos. Até lá, é cada um por si e — quem sabe? — Deus por todos.</p>
<p>Ontem, Aécio deu uma cartada importante. Recebeu o apoio de Ciro Gomes (PSB). O deputado federal eleito pelo Ceará — mas de título recém-transferido para São Paulo — assumiu na prática o compromisso de apoiar o governador de Minas caso ele ganhe a corrida dentro do PSDB.</p>
<p>É possível que Ciro nutra a esperança de receber ele próprio o aval de Aécio caso a sorte não sorria para o mineiro internamente, mas na política não há gestos inúteis. A política é como um trilho de trem: depois que você começou a rodar numa certa linha, não é tão simples sair dela sem descarrilhar.</p>
<p><span>(&#8230;)</span></p>
<p><span><strong><em>Leia a integra da coluna Entrelinhas, no Correio Braziliense</em></strong><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ciro Gomes pode abrir mão de candidatura por Aécio Neves</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ciro-gomes-pode-abrir-mao-de-candidatura-por-aecio-neves/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Para deputado, governador mineiro encerraria o &#8216;provincianismo&#8217; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo
Eduardo Kattah, da Agência Estado
&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado
Alex de Jesus/O Tempo

&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado
BELO HORIZONTE &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;"></span></strong></p>
<p>Para deputado, governador mineiro encerraria o &#8216;provincianismo&#8217; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Eduardo Kattah, da Agência Estado</span></h2>
<p>&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Alex de Jesus/O Tempo<br />
</em></span><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio%2815%29.jpg" alt="'O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos', disse o deputado" width="292" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado</em></span></p>
<p>BELO HORIZONTE &#8211; O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou nesta terça-feira, 17, que poderá desistir de ser candidato à Presidência da República em 2010 caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB. Aécio e Ciro participaram de um evento em Belo Horizonte e depois almoçaram reservadamente no Palácio das Mangabeiras.</p>
<p>&#8220;Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais&#8221;, disse Ciro, após a solenidade de lançamento do portal da ONG Brasil Tem Jeito, idealizado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos principais aliados do governador mineiro.</p>
<p>O deputado pelo Ceará voltou a observar que sua candidatura é uma decisão do partido, mas justificou sua disposição de abrir mão em favor de Aécio dizendo que o mineiro encerra o &#8220;provincianismo&#8221; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo.</p>
<p>&#8220;A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais&#8221;, afirmou. &#8220;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;.</p>
<p>O governador mineiro classificou Ciro como o &#8220;amigo de uma vida&#8221; e disse que avaliaria &#8220;todas as possibilidades&#8221; na conversa com o deputado do PSB. &#8220;Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Essas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cesar Maia elogia Aécio e diz que Serra lembra os piores caudilhos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 12:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Rodrigo de Almeida e Luiz Antonio Ryff, iG Rio
16/11/2009 RIO DE JANEIRO &#8211; Uma das principais lideranças do DEM, o ex-prefeito carioca Cesar Maia critica a demora na escolha pelo PSDB do seu candidato à eleição presidencial de 2010. E diz que o governador paulista, José Serra, que está à frente das pesquisas eleitorais, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Rodrigo de Almeida e Luiz Antonio Ryff, iG Rio</span></h2>
<p><strong id="brtpOlho">16/11/2009 RIO DE JANEIRO &#8211; Uma das principais lideranças do DEM, o ex-prefeito carioca Cesar Maia critica a demora na escolha pelo PSDB do seu candidato à eleição presidencial de 2010. E diz que o governador paulista, José Serra, que está à frente das pesquisas eleitorais, mas ainda não assumiu a candidatura, se comporta no processo pré-eleitoral como os “piores caudilhos”. </strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 166px; height: 250px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/88/88/88/7165390.cesar_maia_250_166.jpg" alt="Cesar Maia em entrevista ao iG" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">Cesar Maia em entrevista ao iG</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto">O DEM, antes PFL, tem se aliado aos tucanos nas campanhas à Presidência desde 1994, com exceção de 2002, quando o candidato tucano foi, não por acaso, Serra. Cesar Maia afirma, sim, que o seu partido, que hoje é presidido pelo seu filho, o deputado Rodrigo Maia, aceitará qualquer um dos dois pré-candidatos do PSDB. Mas diz que, do ponto de vista da empatia, o governador mineiro, Aécio Neves, seria melhor.Em entrevista ao iG, Cesar não perde uma oportunidade de espicaçar Serra. “A primeira obrigação de um político é conquistar a paixão de seu círculo mais próximo, para que esse círculo conquiste o segundo e daí por diante. E o Serra não tem tido essa preocupação”, avalia. Os poucos elogios ao governador paulista são irônicos. Diz que ele já “aprendeu a sorrir”. “E o que é o twitter dele? Uma tentativa de humanizá-lo”.</span></p>
<p>Cesar acha que a campanha já deveria estar na rua. “A gente está criando uma legislação restritiva à política. Não sei por que a Dilma ir a uma inauguração deve ser proibido. Tem de ficar na clandestinidade até começar a campanha? No Brasil introduzimos um sistema que se torna higiênico até o dia 5 de julho e se torna sangrento depois daí. É absurdo.”</p>
<p>O ex-prefeito também acredita que os sindicatos e movimentos sociais criaram tamanha dependência do governo federal que o <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/16/para+cesar+maia+futuro+presidente+tera+que+governar+com+sindicatos+e+movimentos+sociais+9104951.html" target="_top">próximo presidente terá que compor com essas forças para não correr o risco de ser desestabilizado </a></p>
<p><strong>iG &#8211; O governador de São Paulo, José Serra, quer levar para março a definição do candidato tucano à Presidência. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que se o PSDB não se definir até dezembro, ele fica em Minas em campanha para o Senado. O que o senhor acha da indefinição tucana?</strong></p>
<p>Cesar Maia- É estranho o partido não escolher o candidato, mas o candidato escolher a candidatura. Estranho num partido democrático. É uma distorção. O PSDB se diz socialdemocrata, tem a democracia como valor, mas entra num processo de personalismo. O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si. O Serra fala em março e a sensação que dá é que está em dúvida. Se não tivesse dúvida escolheria dezembro. Março é o mês em que ele precisa definir se irá se desincompatibilizar do cargo.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 250px; height: 196px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/89/89/89/7165391.cesar_maia_196_249.jpg" alt="César Maia faz elogios a Aécio" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">César Maia faz elogios a Aécio</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto"><strong>iG &#8211; Ele está em dúvida ou é jogo de cena para adiar colocar a cara a tapa na pré-campanha?</strong></span></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Se estivéssemos falando de junho, julho deste ano, tudo bem. Mas dezembro? Cara a tapa no Natal? No Carnaval? Se o Serra não pode assumir a candidatura, podia colocar alguém para negociar por ele. Nada impede que credencie o Aloysio Nunes Ferreira, o Alberto Goldman (tucanos ligados ao governador paulista). Se chega um cara credenciado, você faz uma reunião e a coisa caminha. Serra não assume nem na frente nem por trás das cortinas.</p>
<p><strong>iG &#8211; Não é para prejudicar o Aécio? Afinal, quanto mais tempo passar, pior para o governador mineiro.</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; O Aécio diz isso. Mas na hora em que ele puxou a data para dezembro, dizendo que era a data-limite dele, acabou forçando o Serra para dezembro. Quando o Aécio disser que não é mais candidato à Presidência e disputará o Senado, o candidato inevitavelmente será o Serra, aceitando ou não. O PSDB não tem outro nome.</p>
<p><strong>iG &#8211; O Aécio não se coloca em um papel secundário ao anunciar uma possível candidatura ao Senado?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Acho que não. Ele acelerou o processo. Deu um xeque de rainha. Na quarta-feira (dia 11), ele reuniu a bancada mineira, incluindo gente do PT, e pelo que fui informado o clima é de alguém que continua testando a hipótese de candidatura presidencial. Ninguém pode imaginar que um candidato de oposição vai largar na frente com 40%. Só se fosse um líder carismático, coisa que o Serra faz questão de não ser. Acho que o Serra pode partir com 30%, e o Aécio pode estar com 18% a 20%. É uma diferença extremamente aceitável. O Serra tem gordura com 40%, 35%. O Aécio, não. Com a capacidade agregadora do Aécio, coloca-se uma dúvida na cabeça daqueles que querem o poder. Os tucanos não estão convencidos de que a hipótese de Aécio vencer é maior do que a de o Serra vencer. No dia em que internamente o PSDB chegar à conclusão, não há dúvida de que se mexerá no quadro.</p>
<p><strong>iG &#8211; O DEM aceita chapa pura tucana?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Só com o Aécio na chapa. Como cabeça ou como vice. Mas podemos ficar de fora da chapa. O DEM quer poder, quer espaço, quer ministérios, como todo partido deseja. E Serra e Aécio são os dois nomes nacionalmente mais fortes. Eles juntos ficam fortíssimos.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 250px; height: 169px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/92/92/92/7165394.cesar_maia_169_249.jpg" alt="Cesar Maia critica a demora do PSDB" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">Cesar Maia critica a demora do PSDB</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto"><strong>iG- Isso está sendo negociado com o DEM?</strong></span></p>
<p>Cesar Maia &#8211; O DEM já disse com todas as letras. Não sendo os dois juntos, preparem-se para escolher o vice. No DEM não dá para escolher o candidato no dedão. É claro que temos de saber do candidato escolhido qual, daqueles nomes apontados pelo DEM, provocaria incômodo. Mas não há espaço no DEM para escolher no dedo. No tempo dos três grandes cardeais, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen, havia o poder de veto, mas hoje não há cacique no DEM.</p>
<p><strong>iG &#8211; Com o cenário desenhado hoje, qual a chapa com maior viabilidade eleitoral?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; É difícil dizer. São muitos fatores envolvidos. O Aécio mobiliza realmente o PMDB? O partido vai rachar mais com o Serra ou com o Aécio? O PMDB se sente parte do governo Lula, como se sentiria em parceria com o governo Aécio, ou se sente “eduardocunhamente” falando (referência ao deputado Eduardo Cunha, do PMDB fluminense), com capacidade para, pela força de negociação, entrar a fórceps no governo Lula? É difícil fazer previsão no momento o que vai acontecer. Por isso, os tucanos têm de resolver o problema deles. Ainda hoje o PSDB acha que as pesquisas antecipam resultado da eleição. Estão nessa linha. Mas se não resolverem logo, vão para uma loteria.</p>
<p><strong>iG &#8211; Mas qual a preferência do DEM?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Uma pesquisa publicada no O Globo, ouvindo os parlamentares do DEM, mostrou que a maioria prefere o Aécio como candidato, mas acha que o Serra será o candidato. Do ponto de vista da empatia, acho que seria melhor o Aécio candidato. Ele desarruma mais o lado do governo. Tem uma capacidade política maior. Mas essa decisão é um problema do PSDB. Outra coisa: é preciso lembrar que esse país é continental, e o Serra não tem mais 48 anos. O Serra tem uma característica muito distante. Meus contatos com ele são sempre técnicos, temáticos, embora ele tenha aprendido até a sorrir. O que é o twitter dele? Uma tentativa de humanizá-lo.</p>
<p><strong>iG- O senhor fala que os temas de campanha dependem dos candidatos envolvidos. A questão do velho x novo só entra com o Aécio?</strong></p>
<p>Cesar Maia - Quando a Dilma diz “o governo dá de 400 a zero no governo Fernando Henrique”, é porque algum politólogo diz: eles são o velho, o passado. Em 1989, Ulysses Guimarães e Aureliano Chávez tinham 80% do Congresso, 60% do televisão e terminaram deste tamanhinho. O imaginário da população trouxe o novo e o velho. Essa eleição trará mais uma vez? Talvez, sim. E se trouxer o novo e o velho, a Dilma será o novo?</p>
<p><strong>iG- Qual será a agenda da oposição?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Não sei. A oposição não tem nem candidato. E a agenda está colada no candidato.</p>
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		<title>Perolas de Gaspari</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/perolas-de-gaspari/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 12:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Elio Gaspari
PRIVATARIA
Quando o tucanato vendeu o  patrimônio da Viúva, seus sábios  ensinavam que a entrega das distribuidoras de energia elétrica a  empresas estrangeiras traria  preciosos capitais para Pindorama. Tudo bem. A estatal Cemig  vai comprar a Light, que foi vendida aos franceses da EDF em  1996. Como fez o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-large;">Elio Gaspari</span></strong></span></p>
<p><strong>PRIVATARIA</strong><br />
Quando o tucanato vendeu o  patrimônio da Viúva, seus sábios  ensinavam que a entrega das distribuidoras de energia elétrica a  empresas estrangeiras traria  preciosos capitais para Pindorama. Tudo bem. A estatal Cemig  vai comprar a Light, que foi vendida aos franceses da EDF em  1996. Como fez o corsário Duguay-Trouin no Rio no século 18,  a turma da privataria veio, faturou e voltou. Agora verifica-se  que a Eletropaulo, vendida em  1999 para a americana AES, devia R$ 910 milhões à Viúva e  acorreu para baixo do guarda-chuva do Refis. Assim, bombará  o balanço do quarto trimestre  com um lucro líquido de R$ 250  milhões.</p>
<p><strong>PÁREO DURO</strong><br />
Quem sabe ler pesquisa e examinou os números da Vox Populi (36% para Serra e 19% para  Dilma) acha que, em condições  normais de temperatura e pressão, entre o final de janeiro e o  início de março, os dois estarão  emparelhados.</p>
<p><strong>SERRA X AÉCIO</strong><br />
Prospera num pedaço do empresariado a ideia de que é melhor perder a sucessão presidencial com Aécio Neves do que ganhá-la com José Serra. A manobra nasceu no poço de rancor que a ekipekonômica de Fernando Henrique Cardoso cultiva em relação a Serra. Desse núcleo propagou-pela pela banca e pela turma do papelório. A conta é simples: &#8220;Se ganharmos com Aécio, acertamos na loteria. Admitindo-se que para nós tanto faz Dilma como Serra, trocamos um jogo de perde-perde por outro de perde-ganha.&#8221;</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>A arma cinematográfica de Lula e Dilma</strong></span></p>
<table border="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>O filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; conta uma história real que emociona e incomoda</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; estreará em 500 cinemas no dia 1º de  janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva. São  128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão  pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidencia da  República. É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila  para a compra de ingressos. Deliberadamente épico, o filme arranca  até a última lágrima da platéia. A epopéia foi lustrada pelos  roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles.  Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.<br />
&#8220;O Filho do Brasil&#8221; baseia-se no livro do mesmo título, de Denise  Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à  autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher,  Marisa. Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as  vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete,  Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.<br />
A crítica a &#8220;Lula, Filho, do Brasil&#8221; correrá em duas pistas. Uma,  estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e  seus efeitos num ano de eleição presidencial. Só Deus sabe o tamanho  do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado  sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista. Retrata com  fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói  implausível, sem defeito nem deslize. Pena, porque aos 29 anos, Lula  abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava  viver. Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história  está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto &#8220;ABC de  Luta&#8221;: &#8220;Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim&#8221;). Situações  desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da  vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o  personagem e ilude a platéia.<br />
É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele  relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças  mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles  penaram. Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um  chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem  qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu,  recem-nascidos em São Paulo. A doença e morte de Lurdes, primeira  mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves,  quase secas. A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não  exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.<br />
Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente  alterado pela arquitetura da construção do herói implausível. No filme  um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o  empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica. Lula  assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso.  Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de  seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.) O episódio ocorreu em  1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus  colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no. É Lula quem  narra: &#8220;O pessoal chutou ele&#8221; (à) &#8220;Acho que ele morreu&#8221; (à) &#8220;Eu achava  que o pessoal estava fazendo justiça&#8221;.<br />
&#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; ajudará, e muito, as campanhas de Dilma  Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968,  quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma  e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.<br />
Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria  inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns  retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.<br />
Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel  Gance, o herói implausível de &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221;, encanta,  comove, e só. Torce-se por ele, mais nada. Saudades de Erin Brokovich  (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que  enriquecem quem os vê.</p>
<p>Leia a integra da coluna de Elio Gaspari na Folha de São Paulo</p>
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		<title>Crise prematura na campanha de Dilma</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Raymundo Costa &#8211; VALOR
A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.
Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.</p>
<p>Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus cargos no mês de abril, no último dia previsto na Constituição.</p>
<p>Até lá, a ministra se mantém grudada em Lula; a tiracolo, para cima e para baixo, inaugurando, falando. O treinamento com João Santana começa a surtir efeitos, segundo petistas.</p>
<p>Está descartada a hipótese de que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, assuma o cargo de Dilma. O mais provável é que a ministra seja substituída por Miriam Belchior.</p>
<p>O PT deve assumir politicamente a candidatura de Dilma no Congresso Nacional do partido marcado para fevereiro de 2010.</p>
<p>Para a mesma data está prevista a posse do novo presidente petista a ser eleito no dia 22, o ex-senador sergipano José Eduardo Dutra. Uma eternidade. Não é à toa que Dutra andou falando, no final de semana, que a aliança com o PMDB ainda corre riscos. Sua posse deve ser antecipada, entre outras coisas, para tratar do princípio de incêndio na relação com o PMDB.</p>
<p>Pegou mal no PT o anúncio de que o deputado Michel Temer e o ex-governador Orestes Quércia estabeleceram uma trégua em São Paulo: Quércia apoiaria Serra, apesar de o presidente nacional do PMDB ter fechado um pré-compromisso, em Brasília, com a candidatura da ministra Dilma. O PT, que até agora engoliu acordos mais de interesse da candidatura presidencial que do partido, sentiu o cheiro de queimado no ar.</p>
<p>Os petistas acham que já fizeram de tudo em favor da aliança: namoraram, pegaram na mão, disseram que vão casar e o PMDB escolheu até o noivo, Michel Temer.</p>
<p>A revelação de que Temer e Quércia, enquanto isso, andam de conversa é o pretexto de que precisa o PT para falar grosso. O discurso é que foi aberta a porta para a traição nos Estados. &#8220;Fazer acordo com o PT e com o Quércia para apoiar o Serra é a senha para liberar para todo mundo fazer o mesmo nos Estados&#8221;, é o que se diz, em resumo, no PT.</p>
<p>O PMDB pediu alto para concretizar a aliança. Preço que talvez o PT não esteja preparado para pagar, pois significa ficar sem candidato majoritário em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Além de tudo o que já levou (ministérios, vice e apoio aos candidatos bem posicionados na disputa aos governos estaduais), o PMDB agora quer também prioridade nos Estados que o partido considera &#8220;problemáticos&#8221; para assegurar o apoio a Dilma na convenção de junho.</p>
<p>É isso o que agora o PT diz aceitar &#8220;de jeito nenhum&#8221;.</p>
<p>O PSDB, por seu turno, parece caminhar para um entendimento, se não pisar nas cascas de banana previsíveis: José Serra candidato a presidente e Aécio Neves, ao Senado. Legalmente, nada impede que em junho, data as convenções partidárias, Aécio junte-se a Serra na chapa dos sonhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conjuntura eleitoral será determinante para a decisão do governador de Minas Gerais.</p>
<p>Principal ativista da chapa café com leite, FHC acredita que Aécio precisa de tempo para assimilar a ideia de ser vice de Serra, proposta atualmente descartada pelo governador. A chapa, atualmente, é o ponto de convergência dos tucanos. A versão segundo a qual a decisão em janeiro pode levar José Serra a desistir é turbinada no Palácio do Planalto.</p>
<p>Faz parte do jogo eleitoral. Os tucanos há muito não pautavam a agenda política como na semana passada. Lula, que no início do mandato escalava o deputado José Genoino para responder falas de FHC , desta vez saiu em pessoa para responder o artigo &#8220;Para onde vamos?&#8221; que Fernando Henrique publicou nos jornais &#8220;O Globo&#8221; e &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.</p>
<p>Além de FHC, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também marcou presença para pontuar diferenças na política econômica, em entrevista ao Valor. Os tucanos juram que foi enchente e não mão de gente que botou o jaboti na árvore. O que o PSDB não tem como negar é que a intervenção de FHC tirou Serra do foco.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Quercia é Serra, quer arrastar o PMDB para apoiar o tucano e gostaria de Kassab candidato a governador</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/quercia-e-serra-e-quer-arrastar-o-pmdb-para-apoiar-o-tucano-e-gostaria-de-kassab-candidato-a-governador/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 11:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Quercia]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

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		<description><![CDATA[

&#8221;Temos poder para fazer a aliança com o PSDB&#8221;
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi &#8211; O Estado SP
Aliado dos tucanos em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) disse não &#8220;confiar&#8221; na aliança com o PT em 2010 e na disposição do PT de dar a vice-presidência para o seu colega de partido Michel Temer, presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><img src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/07/serra_quercia.JPG" alt="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/07/serra_quercia.JPG" width="550" height="366" /></h3>
<h3 style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.agenciaminas.mg.gov.br/admin/fotos/14092009060913Aecio%20-%20Espaco%20Minas%20Gerais%20em%20SP_3518.jpg" alt="http://www.agenciaminas.mg.gov.br/admin/fotos/14092009060913Aecio%20-%20Espaco%20Minas%20Gerais%20em%20SP_3518.jpg" width="531" height="385" /></h3>
<h3>&#8221;Temos poder para fazer a aliança com o PSDB&#8221;</h3>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira e Julia Duailibi &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Aliado dos tucanos em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) disse não &#8220;confiar&#8221; na aliança com o PT em 2010 e na disposição do PT de dar a vice-presidência para o seu colega de partido Michel Temer, presidente da Câmara. &#8220;Eu nem acredito que o PT dê a vice-presidência para ele.&#8221;</p>
<p>Na contramão de Temer, que em entrevista ao Estado defendeu que a aliança PT-PMDB seja definida em outubro, Quércia disse que será a convenção, apenas em junho, que decidirá quem o partido apoiará. &#8220;É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.&#8221; As declarações do ex-governador já têm um tom de racha, tradicional no PMDB a cada eleição. &#8220;A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para Quércia, a &#8220;posição de São Paulo&#8221; de fechar com o PSDB é &#8220;incontestada&#8221;. Abaixo, a entrevista concedida na sexta-feira em seu escritório.</p>
<p><strong>Com o foi a reunião com a cúpula do PMDB semana passada?</strong></p>
<p>Estivemos lá eu, Jarbas (Vasconcelos) e Ibsen Pinheiro, representando o Pedro Simon, por causa das declarações do presidente do partido de que teria se definido pela candidatura da Dilma. Sou da Executiva Nacional e ninguém me chamou para falar sobre esse assunto. Mesmo essa questão de eventual candidatura do Michel, ele nunca falou, nunca conversou com ninguém. Nossa expectativa é de que as coisas vão mudar muito. Mas, se conversar, a gente sente que é possível ter uma solução boa.</p>
<p><strong>Solução boa é o quê? Apoiar o candidato do PSDB?</strong></p>
<p>O que colocamos é que o raciocínio está errado. O comando nacional vai definir, mas não chamou o comando nacional? Não é Exército, não é regime militar. O comandante manda, dá a ordem e se cumpre. Política é conversar, é diálogo, é debate. Ficou definido, no final da reunião, que o Michel iria convocar outra reunião para continuar debatendo.</p>
<p><strong>Espera-se que a aliança com o PT seja anunciada em breve. </strong></p>
<p>Quem anuncia isso? É o presidente do PMDB? Não, é o presidente do PT. Então, significa que o PT está mesmo mandando no PMDB. Não é o PMDB. É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.</p>
<p><strong>O PMDB vai rachar de novo? </strong></p>
<p>Não queremos que o PMDB rache. Até porque temos esperança. A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção.</p>
<p>Há a sensação de que a negociação com o PSDB é projeto pessoal do sr. para se lançar ao Senado.</p>
<p>É da Executiva do partido em São Paulo. Não é meu.</p>
<p><strong>Quem está com o sr. nesse plano?</strong></p>
<p>Todo o PMDB de São Paulo. Na reunião, eu coloquei isso. A posição de São Paulo é incontestada. Nem o Michel nunca contestou, que é nosso deputado federal. Essa posição é legítima, apoiada unanimemente.</p>
<p><strong>Além de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, quem mais?<br />
</strong><br />
Santa Catarina. Não está definido o Rio Grande do Sul, mas tenho certeza de que vai definir. Temos esperanças no Mato Grosso do Sul e em Goiás.</p>
<p>O sr. diz que o PMDB paulista está fechado. Mas a decisão ocorreu quando não era tão forte a possibilidade de Temer ser vice. São Paulo não pode rever a posição?</p>
<p>Não. Nossa posição é de apoio à campanha do PSDB para o governo e de Serra para presidente. Se não conseguirmos na convenção, em São Paulo temos poder para fazer a aliança com o PSDB. Mesmo sem a aliança nacional.</p>
<p><strong>Mesmo com o Temer na vice? </strong></p>
<p>É. Por que vamos protelar o processo? Tudo bem, eu respeito muito o Temer. É uma liderança muito importante. Mas não vai mudar São Paulo.</p>
<p><strong>O PMDB de São Paulo fará a campanha do Serra mesmo tendo a vice de Dilma com o Temer? </strong></p>
<p>Não posso dizer isso, porque não sei o que vai dizer a convenção do partido. Quero fazer isso. Pretendo fazer isso. Vou propor à convenção nacional do partido apoio ao Serra para poder fazer isso.</p>
<p><strong>E o palanque nacional?</strong></p>
<p>O palanque nacional vamos decidir na época. Isso não é hora de decidir. A hipótese com que eu trabalho é a de apoiar o Serra para presidente. Vejo condição para isso. Quem está demonstrando claramente essa possibilidade sou eu? Não, é o Michel Temer. Porque eles estão precipitando. Por que estão fazendo isso? Eles querem segurar o processo.</p>
<p><strong>Por que não fazer aliança com o PT? </strong></p>
<p>Quando fui candidato a senador, havia um compromisso de me ajudar. E eles não cumpriram o compromisso.</p>
<p><strong>O sr. acha que o PT vai deixar de cumprir compromissos se firmar uma aliança em torno da Dilma?<br />
</strong><br />
Não sei. Eu não confio na aliança com o PT. Agora, se os outros confiam, o que é que eu posso fazer? Eu não confio.</p>
<p><strong>O sr. apoiou o presidente Lula lá atrás. </strong></p>
<p>Eu apoiei o projeto, e ele não foi executado. Não cumpriram esse programa. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) conseguiu fazer 7% das obras anunciadas. Existem 29% em andamento e 64% não saíram do papel.</p>
<p><strong>O PT diz que o sr. desembarcou do programa petista porque não teve espaço para cargos. </strong></p>
<p>Nem nunca quis. Nas conversas em que fui consultado, nunca reivindiquei cargo nenhum. Tenho alguma coisa pessoal contra o Lula? Não, nunca tive. Sempre foi muito simpático comigo. Ajudei a organizar o apoio do PMDB ao governo Lula. Ajudei a somar o partido em torno do Michel. Mas estou convencido de que é ruim para o País continuar com o PT no governo. Gostaria de estar brigando pela candidatura do PMDB. Infelizmente, não é possível.</p>
<p><strong>O senhor está se sentindo atropelado nesse processo de aliança? </strong></p>
<p>O raciocínio deles é &#8220;vamos decidir o nacional e todo mundo vai ter de seguir&#8221;. Vai decidir não em nome do partido, em nome de uma discussão, de um debate. Se decidir. Espero que isso não venha a acontecer. Estou convencido de que o Michel Temer vai cumprir o compromisso que ele assumiu comigo, com o Jarbas e com o Ibsen Pinheiro de continuar a discussão.</p>
<p><strong>Mas, no final, o PMDB sempre acaba indo com o governo, não?</strong></p>
<p>Não deveria. Lembro que na campanha passada lutei muito para ter candidato próprio. Dessa vez, percebi que era difícil. Fizemos a aliança em São Paulo já prevendo a hipótese de apoiar o Serra. Se o Brasil continuar com o governo do PT sem o Lula vai ser a pior coisa que pode acontecer. Tenho obrigação de fazer alguma coisa. E acho que, hoje, é brigar como puder para ajudar o Serra. Porque eu adoro o Serra? Não. Há um processo em andamento, de que é a melhor alternativa para o País. Se amanhã ele não for o candidato do PSDB, vamos apoiar o Aécio. Que representa aquilo que o Serra também representa.</p>
<p><strong>O sr. apoiaria o Serra mesmo que retirassem a legenda para o sr. disputar o Senado?</strong></p>
<p>Não sou ambicionado desesperadamente para ser senador. Evidentemente, acho que teria de ser do PMDB esse senador.</p>
<p>A ala governista diz que ficou resolvido que a definição das alianças deverá ser antecipada.</p>
<p>Confira com o Ibsen, o Jarbas. Temer ainda pediu para eu ser mais manso na minha declaração, pois estava cheio de jornalistas lá fora. Eu disse &#8220;tudo bem, vou ser manso&#8221;.</p>
<p><strong>Se ele não estivesse na liderança do partido seria mais fácil fazer a negociação que o sr. quer?</strong></p>
<p>Eu o ajudei a ser presidente.</p>
<p><strong>E agora ele trai o sr.? </strong></p>
<p>Ele não está traindo. Está sendo pressionado pelo outro lado, pelas circunstâncias. Pode ser que ele goste da circunstância de ser vice-presidente. E eu nem acredito que o PT dê a vice-presidência para ele. Eu não acredito.</p>
<p><strong>Por quê?</strong></p>
<p>É subjetivo. Difícil explicar por quê. Tem muita gente que não acredita. Não sou só eu, não. Gente do Michel não acredita.</p>
<p><strong>Mas o que dá esse argumento para o sr.? </strong></p>
<p>É uma impressão. Evidentemente, interessa a eles dizer que o Michel é o vice. Aí São Paulo está envolvido. É o vice de São Paulo. Não sei se é para valer.<br />
<strong><br />
É jogo de cena? </strong></p>
<p>Pode ser. Não acredito que eles vão apoiá-lo. Vocês vão ver isso acontecer. Não existe nada oficial. Dizem que o Michel seria bom. Mas aí, a maioria não quis, essas coisas. Tenho uma falha política. Sou muito sincero em tudo. Não costumo mentir nunca. Falo aquilo que eu penso.</p>
<p><strong>Como o sr. vê a discussão do candidato a governador em São Paulo?</strong></p>
<p>Há dois candidatos, o Aloysio e o Alckmin. Basicamente, vai depender do PSDB e do Serra.</p>
<p><strong>Se Aloysio for candidato, Alckmin pode ir para o Senado. Aflige o sr.? </strong></p>
<p>São duas vagas.</p>
<p><strong>O DEM tem resistência ao Alckmin, setores do partido ameaçam lançar o Kassab? </strong></p>
<p>Não existe isso. Kassab não é candidato.</p>
<p><strong>Mas seria bom a Alda Marco Antônio na Prefeitura de São Paulo?</strong></p>
<p>Seria ótimo. Se o Kassab fosse candidato, acho que teria condições de se eleger.</p>
<p><strong>Poderia ser um prêmio de consolação caso o PSDB tire do senhor a legenda para o Senado?<br />
</strong><br />
Pode ser. Fechado. Pronto.</p>
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		<title>Retomada do crescimento alavanca candidatura do Planalto em 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 13:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR
Crescimento na casa de 4%, inflação ao consumidor abaixo de 4,5%, juros de um dígito durante o ano inteiro, massa salarial em alta razoável e desemprego em queda. Esse é o cenário econômico que se desenha para 2010, um prato cheio para o candidato do governo à sucessão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/02/18/18_MHG_lula-dilma.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/02/18/18_MHG_lula-dilma.jpg" width="555" height="355" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Crescimento na casa de 4%, inflação ao consumidor abaixo de 4,5%, juros de um dígito durante o ano inteiro, massa salarial em alta razoável e desemprego em queda. Esse é o cenário econômico que se desenha para 2010, um prato cheio para o candidato do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Visto de hoje, a combinação de avanço mais firme do Produto Interno Bruto (PIB), índices de preços sob controle e mercado de trabalho robusto está contratada, após a estagnação ou leve contração da economia esperadas para este ano. Segundo analistas, existem ameaças a esse panorama róseo, como uma nova onda de deterioração global, mas os riscos de que elas se concretizem parecem pequenos (ver nesta página).</p>
<p>Para o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), um cenário econômico em 2010 nessa linha &#8211; ou até mesmo um pouco pior &#8211; será sem dúvida o grande trunfo para a provável candidata do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Numa eleição presidencial, o desempenho da economia é um fator chave, diz Figueiredo. &#8220;A ideia de que o eleitor vota com o bolso não é simplista; é altamente sofisticada.&#8221; Com isso, o fato de o país sair da crise com retomada firme do crescimento, aumento de empregos e expansão da renda torna Dilma &#8220;cada vez mais competitiva&#8221;. Para a oposição, ficará muito difícil encontrar um discurso de oposição no campo econômico. &#8220;É evidente o peso da questão econômica na eleição. Se havia um cenário de crise e ele se desfaz rapidamente, isso passa a ser um importante ativo para o candidato do governo&#8221;, concorda Amauri Teixeira, diretor da MCI Estratégia.</p>
<p>Nas últimas semanas, surgiram previsões apontando para um crescimento próximo a 5% em 2010. A Tendências Consultoria Integrada aposta em expansão do PIB de 4,8% e o Bradesco, de 4,9%. O ex-presidente do Banco Central (BC) Gustavo Loyola, sócio da Tendências , acredita que a economia, em 2010, terá mais uma vez o consumo das famílias como um dos grandes destaques, prevendo alta de 5% para o principal componente da demanda. A Tendências vê um avanço de 7,1% do investimento, de 7,1%, um número forte, mas em grande parte uma reação ao tombo de 14,4% esperado para 2009. O Bradesco aposta numa alta um pouco menor do consumo das famílias &#8211; de 4% -, mas em expansão mais robusta do investimento, de 13,2%.</p>
<p>&#8220;Mesmo se a expansão do PIB ficar em 4%, já será um número bastante positivo&#8221;, diz Loyola, que espera queda de 0,6% neste ano. Segundo ele, o crédito deverá estar normalizado e a massa salarial tende a crescer a uma taxa mais forte em 2010, dando muito fôlego ao consumo. A Tendências estima que a massa salarial crescerá 4,5% acima da inflação no ano que vem, mais que os 3% previstos para 2009.</p>
<p>Loyola observa ainda que o salário mínimo deve subir quase 10% no ano que vem, mais uma vez um reajuste robusto. &#8220;Do ponto de vista fiscal, o aumento do mínimo pode ser um desastre [dois terços dos benefícios do INSS são atrelados ao piso salarial], mas ele ajuda a demanda, ao fazer a renda real crescer. E será um ativo importante para o governo num ano de eleições.&#8221;</p>
<p>O ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, sócio da Quest Investimentos, aposta num crescimento menos robusto em 2010, considerando mais provável algo entre 3% e 3,5%. &#8220;Mesmo assim, a economia deverá ser de fato o grande trunfo da candidata do governo.&#8221; Para o tucano Mendonça de Barros, Dilma adotará o discurso &#8220;em time que está ganhando não se mexe&#8221;, já que não teria &#8220;currículo&#8221; suficiente para se colocar numa posição competitiva na eleição.</p>
<p align="center"><font size="1"><em>Sergio Zacchi / Valor &#8211; 13/8/2008 Foto Destaque<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002318/imagens/foto_10pol-lamu1-a8.jpg" alt="Foto Destaque" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Mendonça de Barros: &#8220;A economia deverá ser o grande trunfo da candidata do governo&#8221;</em></font></p>
<p>O economista diz que o investimento e as exportações devem atrapalhar um pouco o crescimento em 2010, o que justifica a sua previsão de um PIB mais fraco do que o da Tendências e do Bradesco. Um termômetro fundamental para ver a reação do eleitorado, segundo Mendonça de Barros, será a evolução do varejo. Para ele, as perspectivas para o comércio em 2010 são boas, mas provavelmente não tão positivas quanto nos últimos anos, em especial de 2006 a 2008 &#8211; em 2007, o comércio varejista teve alta de 9,7% e em 2008, de 9,1%. &#8220;O quadro para a massa salarial e o consumo não será tão brilhante em 2010.&#8221;</p>
<p>O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, vê um cenário bastante favorável para a economia em 2010. &#8220;Na história recente da economia brasileira nenhum presidente da era democrática conseguiu entregar a economia relativamente saudável como Lula vai entregar. É realmente impressionante a quantidade de números positivos que podem ser apresentados no ano que vem&#8221;, diz ele, que projeta um crescimento do PIB de 4% e alta de 8% para as vendas no varejo. &#8220;A indústria pode dar um rebote enorme em 2010.&#8221;</p>
<p>Para Vale, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4% em 2010, o que vai permitir ao BC manter os juros em 8,75% durante todo o ano que vem. Como há capacidade ociosa na economia, há espaço para o crescimento não causar pressões relevantes sobre os preços, segundo ele. O Bradesco, que estima uma expansão do PIB mais forte, acredita que os juros terão de subir um pouco no fim do ano que vem, levando a Selic para 9,5%. &#8220;É importante destacar, porém, que a magnitude de elevação será menor do que a verificada no passado recente, justamente pela melhora de fundamentos nos últimos anos e pela queda do patamar neutro de juros [que permite um crescimento sem pressões inflacionárias]&#8220;, dizem os analistas do Bradesco, em relatório. O banco prevê taxa de desemprego média de 8% em 2010, abaixo dos 8,7% esperados para este ano.</p>
<p>Com a perspectiva de que os juros sigam abaixo de dois dígitos ao longo de 2010, as tradicionais críticas à política monetária tendem a perder espaço na eleição. &#8220;É provável que haja mais ataques aos bancos, por causa dos altos spreads, do que aos juros básicos&#8221;, diz Mendonça de Barros. Loyola pondera que falar mal da política monetária é um esporte nacional, mas que pode ficar de fato &#8220;envelhecido&#8221; por causa da própria atuação do BC, que reduziu a taxa Selic de 13,75% em janeiro para os atuais 8,75%.</p>
<p>Por tudo isso, a oposição terá de buscar o discurso &#8220;pós-Lula&#8221;, e não &#8220;antiLula&#8221;, diz Figueiredo. É uma tarefa árdua, para a qual o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), lhe parece mais talhado que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, Serra, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, é identificado com o projeto tucano paulista, de oposição a Lula, uma estratégia que deve ter baixo ibope nas eleições do ano que vem. Aécio teria como ir por outros caminhos, avalia. Teixeira, da MCI, também vê pouco espaço para críticas ao governo no campo econômico em 2010. Nesse front, Dilma terá, tudo indica, o seu grande trunfo em 2010, avaliam economistas e analistas políticos.</p>
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		<title>Um setor do PTB manda recados</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 12:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partidos: Rumos do ministro José Múcio e do senador Romeu Tuma afetarão definição do partido
Ruy Baron / Valor &#8211; 2/8/2005 Foto Destaque

 Roberto Jefferson: &#8220;Para conciliar o país o nome é o Aécio. Ele não é o candidato do confronto como é o Serra&#8221;
&#160;
PTB busca alternativa para desembarcar do governismo em 2010
Caio Junqueira, de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Partidos: Rumos do ministro José Múcio e do senador Romeu Tuma afetarão definição do partido</strong></font></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron / Valor &#8211; 2/8/2005 Foto Destaque<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002318/imagens/foto_10pol-ptb-a7.jpg" alt="Foto Destaque" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Roberto Jefferson: &#8220;Para conciliar o país o nome é o Aécio. Ele não é o candidato do confronto como é o Serra&#8221;</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>PTB busca alternativa para desembarcar do governismo em 2010</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Caio Junqueira, de São Paulo</p>
<p>A definição do lado em que o PTB estará na disputa pela Presidência da República em 2010 passa pelo futuro de dois de seus principais integrantes, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PE), e o senador Romeu Tuma (SP).</p>
<p>Dono da principal Pasta do partido no governo Lula, Múcio espera ser indicado para uma vaga no Tribunal de Contas da União. A nomeação tiraria o único nome da legenda da Esplanada e principal apoiador do governo federal dentro da legenda. Simultaneamente, abriria espaço para que o restante do PTB apoie o candidato da oposição em 2010. Se ele não for o nomeado, a legenda se manteria no governo ainda por alguns meses, embora seja grande a probabilidade de que o próprio Múcio, ressentido, deixe o governo.</p>
<p>Hoje, a chance de que a nomeação não ocorra é grande e deve levar às outras correntes do partido a aderir, juntas, à candidatura oposicionista em 2010. O PTB é dividido em três forças, cada uma com cerca de um terço do partido: o ex-deputado federal e presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson (RJ), uns dos protagonistas do escândalo do mensalão que acabou tendo seu mandato cassado pela Câmara; Campos Machado (SP), deputado estadual desde 1990 e o mais votado das Assembleias do país em 2006; e o chamado &#8220;PTB do Nordeste&#8221;, que tem em Múcio sua principal liderança, além do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (AL), trazido à legenda em 2006 por Jefferson. Dos atuais sete senadores petebistas, três são do Nordeste, ao passo que dos vinte deputados federais, sete são nordestinos.</p>
<p>Os grupos de Jefferson e Campos tendem a ser oposição na campanha presidencial em 2010, ao contrário do de Múcio, que pretende embarcar na candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Para Jefferson, porém, o xadrez político de 2010 está completamente indefinido. Antipetista, diz acreditar que um cenário em que prevaleça entre os tucanos a candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, sobre o de São Paulo, José Serra (PSDB), seja mais agregador. &#8220;Para conciliar o país o candidato teria que ser o Aécio. Ele sintetiza o pós-Lula. Até o PMDB, se Aécio se lançar, não vai de Dilma. Com Aécio, a campanha seria mais tranquila, mais serena. Ele não é o candidato do confronto contra o Lula como é o Serra&#8221;, afirma.</p>
<p>Ele afirma haver risco na estratégia de Lula de tentar consolidar Dilma como candidata. &#8220;Foi muito precoce o lançamento da Dilma e isso leva a uma grande exposição do presidente. Por exemplo, dizer que quem está contra o Bolsa Família é um imbecil quando muitos que estavam com ele não estão mais justamente devido ao Bolsa Família é um grande risco&#8221;, diz. Também aposta que por enquanto há uma proteção de Lula em relação a Dilma e que a ministra pode ser prejudicada quando tiver de encarar a campanha sozinha. &#8220;Ele está muito exposto e a Dilma também está muito exposta. Por enquanto tem essa proteção do Lula, mas a hora em que ela estiver sozinha na campanha pode complicar, pelo pavio curto&#8221;.</p>
<p>Além disso, dentro de um quadro de imprevisões para 2010, Jefferson avalia danos a Dilma com a aventada candidatura da ex-ministra do meio Ambiente, Marina Silva (PT), pelo PV. &#8220;A Marina é um torpedo na Dilma&#8221;. Ele também diz acreditar que o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) não está fora do jogo para a disputa presidencial pelo PT.</p>
<p>&#8220;Você veja que em qualquer espaço que abra um cargo o Lula cogita a hipótese de Palocci ocupá-la. Em todo lugar tem espaço para o Palocci. Além disso, a classe empresarial paulista que detém o poder real no país prefere o Palocci a Dilma. Palocci está no jogo.&#8221;</p>
<p>Um outro fator que pode alterar o jogo interno no PTB é a candidatura à reeleição de Romeu Tuma (SP) ao Senado. Sua mudança de partido há dois anos, do DEM (então PFL) para o PTB, impulsionada por Campos Machado, teve como uma de suas condicionantes a candidatura à reeleição.</p>
<p>O partido no Estado de São Paulo é aliado do PSDB, mas são muitos os candidatos para as duas vagas existentes na chapa que deve ter Geraldo Alckmin como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Além de Tuma, há quatro tucanos (o presidente estadual do PSDB, deputado federal Mendes Thame; o líder do partido na Câmara, José Aníbal; o vereador em São Paulo, Gabriel Chalita; e o secretário paulista de Educação, Paulo Renato Souza) e um pemedebista, Orestes Quércia.</p>
<p>Se Tuma não for candidato, o partido pode debandar para uma candidatura adversária em São Paulo, hipótese reforçada se o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) for o candidato a governador no Estado, dentro de uma aliança com PT, PDT, PSB e PCdoB. Campos Machado é amigo de Ciro de longa data.</p>
<p>Mesmo com a indefinição que deve se arrastar até 2010, Tuma aproveitou o recesso parlamentar para fazer campanha pelo interior, contando com a grande capilaridade que o partido tem no Estado, um atrativo a mais e tão importante quanto o tempo de televisão. A legenda é a que mais cresce no Estado. O número de filiados (277,6 mil) se aproxima do PT (314,5 mil) e já passou o PSDB (230,2 mil), mediante um sistema de metas de filiações estruturada pelo seu presidente estadual, Campos Machado.</p>
<p>A capilaridade do PTB no Estado é tamanha que sua estrutura alcança todos os 645 municípios paulistas. Até o fim do ano serão inaugurados 25 escritórios regionais. Desde 2008, já foram formados onze departamentos partidários segmentados para setores da sociedade, como afrodescendentes, mulheres, inter-religioso e sindical. &#8220;Não tenho a menor dúvida de que Tuma será candidato à reeleição. O partido que caminha para ser o mais forte do Estado não pode ficar sem candidato&#8221;, afirma Campos Machado.</p>
<p>Egresso da política nas mãos do ex-presidente Jânio Quadros, que, segundo ele, afirmou que Campos Machado fora &#8220;o filho que não teve&#8221;, a estrutura que o deputado estadual arma no partido visa resultados eleitorais efetivos nas eleições de 2012 e 2014, quando o partido não deve mais acompanhar o PSDB em São Paulo. &#8220;Deixaremos de entrar como vagão nas eleições dentro de três anos&#8221;, afirma Campos, que foi candidato a vice de Alckmin em 2008 e 2000 para a Prefeitura de São Paulo.</p>
<p>A intenção é de que a partir de São Paulo o PTB deixe de ser coadjuvante, fato que tem feito com que, nacionalmente, o partido perca cadeiras tanto no Legislativo como no Executivo. Atualmente, os principais nomes que ocupam cadeiras no Executivo são os prefeitos de Manaus (AM), Amazonino Mendes, e de Belém, Duciomar Costa (PA). Entretanto, nenhum dos 27 governadores é filiado ao partido.</p>
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