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	<title>Blog do Favre &#187; Afeganistão</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>O mundo precisa de mulheres livres</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 15:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Desafios atuais são grandes e complexos demais para serem resolvidos sem a participação delas

Hillary Clinton* &#8211; O Estado SP
Há 11 anos, em viagem à China, encontrei ativistas que me relataram seus esforços para melhorar a situação da mulher no país. Elas me apresentaram os desafios enfrentados pelas mulheres: discriminação no emprego, assistência médica inadequada, violência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong><br />
Desafios atuais são grandes e complexos demais para serem resolvidos sem a participação delas</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://s.tf1.fr/mmdia/i/06/0/hillary-clinton-a-la-convention-democrate-de-denver-26-aout-2008-2629060.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://s.tf1.fr/mmdia/i/06/0/hillary-clinton-a-la-convention-democrate-de-denver-26-aout-2008-2629060.jpg" width="499" height="281" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4">Hillary Clinton* &#8211; O Estado SP</font></strong></p>
<p>Há 11 anos, em viagem à China, encontrei ativistas que me relataram seus esforços para melhorar a situação da mulher no país. Elas me apresentaram os desafios enfrentados pelas mulheres: discriminação no emprego, assistência médica inadequada, violência doméstica, leis antiquadas.</p>
<p>Reencontrei algumas delas há poucas semanas, durante minha primeira viagem à Ásia como secretária de Estado. Desta vez, ouvi sobre progressos obtidos na década passada. No entanto, mesmo após alguns avanços importantes, essas mulheres chinesas não deixaram dúvidas de que ainda existem obstáculos e injustiças, como ocorre em muitas partes do mundo.</p>
<p>Tenho ouvido histórias como as delas em todos os continentes. Em 8 de março, ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, temos a chance de avaliar tanto os avanços conquistados quanto os desafios remanescentes &#8211; e de pensar sobre o papel vital que as mulheres devem desempenhar na solução dos desafios globais do século 21.</p>
<p>Os problemas que enfrentamos hoje são demasiadamente grandes e complexos para serem resolvidos sem a plena participação das mulheres. Fortalecer os direitos das mulheres não é somente obrigação moral, é também uma necessidade, no momento em que enfrentamos uma crise econômica global, disseminação do terrorismo e das armas nucleares, conflitos regionais e mudanças climáticas, com seus respectivos perigos para a saúde e a segurança mundiais. Esses desafios exigem tudo o que temos. Não os resolveremos com meias medidas. Mas com frequência metade do mundo é deixada de fora dessas e muitas outras questões.</p>
<p>Atualmente, mais mulheres chefiam governos, empresas e ONGs do que nas gerações anteriores. Mas essa boa notícia tem outro lado. As mulheres ainda constituem a maioria dos pobres, desnutridos e não escolarizados do mundo. Ainda estão sujeitas a estupro como tática de guerra e ainda são exploradas em âmbito mundial por traficantes, em atividades criminosas que rendem bilhões.</p>
<p>Crimes em nome da honra, mutilação genital, além de outras práticas violentas e degradantes cujo alvo são mulheres, continuam a ser toleradas em muitos lugares. Há poucos meses, uma jovem do Afeganistão estava a caminho da escola quando um grupo de homens jogou-lhe ácido no rosto, causando-lhe danos permanentes à visão, só porque se opunham à sua busca por instrução. A tentativa de aterrorizar a moça e sua família fracassou. &#8220;Meus pais disseram para eu continuar na escola, ainda que possa ser morta&#8221;, disse ela.</p>
<p>A coragem e a determinação dessa jovem servem de inspiração para que todos nós &#8211; mulheres e homens &#8211; continuemos a trabalhar com o maior empenho possível para garantir que meninas e mulheres consigam seus merecidos direitos.</p>
<p>Especialmente em meio a esta crise financeira, devemos lembrar o que um conjunto crescente de pesquisas nos diz: o apoio a mulheres é um investimento de alto retorno, que resulta em economias mais fortes, sociedades civis mais vigorosas, comunidades mais saudáveis e mais paz e estabilidade. Investir nas mulheres é um modo de apoiar futuras gerações, pois elas gastam a maior parte de sua renda em alimentos, remédios e escolas para os filhos.</p>
<p>Mesmo em países desenvolvidos, o pleno poder econômico das mulheres está longe de ser alcançado. Mulheres de muitas nações continuam a ganhar menos que os homens para fazer o mesmo trabalho &#8211; uma lacuna contra a qual o presidente Barack Obama deu um passo adiante nos Estados Unidos este ano, ao assinar a Lei Lilly Ledbetter de Pagamento Justo, que fortalece a capacidade das mulheres de contestar salários desiguais.</p>
<p>É necessário dar às mulheres a oportunidade de trabalhar com salários justos, ter acesso a crédito e abrir negócios. Elas merecem igualdade na esfera política, acesso igual à urna eleitoral, liberdade para apresentar reivindicações ao governo e candidatar-se a cargos públicos. Elas têm direito à assistência médica para si e suas famílias e o direito de enviar os filhos e filhas à escola. Elas desempenham um papel vital no estabelecimento da paz e da estabilidade no mundo inteiro. Em regiões arrasadas pela guerra, são frequentemente mulheres que dão um jeito de superar diferenças e descobrir interesses comuns.</p>
<p>Ao viajar pelo mundo em minha nova função, não me esquecerei das mulheres que já encontrei &#8211; mulheres que lutaram contra adversidades extraordinárias para mudar leis de modo a poder possuir bens, ter direitos no casamento, frequentar escola, apoiar a família e até atuar como pacificadoras.</p>
<p>Serei uma defensora veemente, trabalhando com meus pares de outras nações, assim como com ONGs, empresas e indivíduos, para continuar a promover o avanço dessas questões. Reconhecer o pleno potencial e o comprometimento das mulheres não é apenas questão de justiça. Trata-se de fortalecer a prosperidade, o progresso e a paz global para as próximas gerações.</p>
<p><strong>* Hillary Clinton é secretária de Estado dos Estados Unidos </strong></p>
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		<title>Sobre os prémios World Press Photo 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 22:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio People in the News
O crítico do Público Eduardo Cintra Torres é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.
Eis o texto que escreveu para o Arte Photographica sobre os prémios World Press Photo 2008 ontem divulgados:
“Não há luz ao fundo da porta do fundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/ect-sobre-os-premios-wpp08.html"><strong><br />
</strong></a></h3>
<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s1600-h/maosangue.jpg"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s400/maosangue.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302700599553398130" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 258px; text-align: center" border="0" /></a> <span style="font-size: 78%">Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio <em>People in the News</em></span></div>
<p>O crítico do <em>Público</em> <span style="color: #990000"><strong>Eduardo Cintra Torres</strong></span> é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.<br />
Eis o texto que escreveu para o <em>Arte Photographica</em> sobre os prémios <strong>World Press Photo 2008</strong> ontem divulgados<strong><span style="font-size: 130%; color: #cc0000">:</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 180%; color: #ff6600">“</span></strong><em><strong>Não há luz ao fundo da porta do fundo das nossas casas</strong><br />
</em><br />
O Iraque e o Afeganistão desapareceram dos prémios <strong>World Press Photo</strong> relativos a 2008. Não há entre as fotografias premiadas nada da guerra no Iraque <strong>(</strong>mas ainda há guerra no Iraque? Esta semana, em Badgad, o movimento do <em>anti-american radical cleric</em> Al-Sadr, como lhe chama a imprensa americana, patrocinou uma boa exposição de pintura contemporânea iraquiana<strong>)</strong>. Do Afeganistão, nada também. E do Médio Oriente, onde ocorreram duros combates entre Israel e o Hamas, chega apenas uma fotografia, anterior ao conflito. É uma imagem de perturbadora beleza: quatro manifestantes palestinos procuram abrigar-se debaixo de uma oliveira isolada enquanto pelo chão se espalha uma nuvem de gás lacrimogéneo; a mancha branca do gás é bela, igual aos farrapos de nuvens verdadeiras no céu azul com que parece misturar-se, o nevoeiro lacrimoéneo quer esconder o mal que alberga; e a oliveira, tão bonita, símbolo de paz, no meio da pequena clareira onde o gás ainda não chegou, parece o antídoto contra o gás venenoso, mas, na sua velhice, enrosca-se em si mesma, dando um movimento adicional à imagem que nos diz como a paz é torta e difícil naquele lugar. A fotografia não ganhou o primeiro prémio, nem as fotografias do conflito mais ilustrado deste ano, o da guerra na Geórgia, que aos tanques e militares preferiram gente que chora mortos: o fotojornalismo, como a pintura desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial, não quer saber de vitórias militares, apenas vê derrotas humanas.</p>
<p>É o caso das guerras tribais no Quénia, que motivaram imagens premiadas, fotografias extraordinárias que mostram que não há ali diferença entre vencidos e vencedores, os que matam e os que morrem são intermutáveis, é terrivelmente difícil sentir pena, apenas se sente horror pelo grau zero a que chega o valor da vida: aquela criança que à porta de casa agita as mãos quando chega o assassino de cacete na mão tem o horror da morte espelhado no gesto.</p>
<p>Há ainda outras guerras destacadas pelos prémios deste ano. São as guerras da natureza contra o homem, a que chamamos catástrofes naturais: um terramoto na China premiou um instantâneo com o primeiro lugar nessa categoria e originou um outro segundo prémio para uma fotografia que parece caótica por nos transmitir o caos da destruição em Beichuan; um ciclone em Myanmar arrancou o terceiro prémio de reportagem; um vulcão no Chile transmitiu toda a beleza da explosão ao primeiro prémio na categoria Natureza. Há também as guerras nas favelas, as guerras de gangues, o terrorismo em Bombaim. E sobra sangue: sangue no desporto <strong>(</strong>no judo, no boxe<strong>)</strong>, sangue nos chãos de zonas de conflito e sangue que escorre debaixo da manga dum manifestante em Atenas, numa fotografia de impressionante composição: em primeiro plano, à direita, a manga dum blaser, o sangue que escorre pela mão, a mão que segura um dossiê, mão de professor. À sua frente, os escudos da polícia de choque: o sangue é o índice da violência e da irredutibilidade das posições.</p>
<p>Todavia, dentre todas as imagens, o júri escolheu para fotografia do ano a imagem de um polícia dentro de uma casa desocupada. Ele está armado, aponta a arma para uma divisão da casa que não podemos ver. O chão da divisão em que nos encontramos com ele está caótico: caixotes espalhados, lixo, papéis, mobílias velhas. Na parede ao fundo, um aplique torto; na casa de banho pela porta aberta em frente, a mesma desarrumação. Só a legenda nos pode explicar esta imagem marcada por uma violência que já passou <strong>(</strong>a desarrumação<strong>)</strong> e por uma violência que poderá chegar <strong>(</strong>o polícia que se precavê de arma apontada<strong>)</strong>. Esta guerra é outra, diz a legenda: “Economia dos EUA em Crise: depois dum despejo, o detective Robert Kole tem de garantir que os moradores saíram da sua casa. Cleveland, Ohio, 26 de Março”.</p>
<p>Esta guerra chegou ao interior dos Estados Unidos. É mesmo uma guerra, vê-se os indícios dela. E é um drama, vê-se pela composição: a parede do fundo é como um pano de teatro paralelo aos espectadores <strong>(</strong>nós que vemos a fotografia<strong>)</strong>, há portas como no teatro, há um movimento subtil do polícia, como os dos actores no palco. Há suspense: que poderá acontecer na outra divisão da casa? Estará alguém lá? Imaginamos que a família saiu, de rastos pela miséria que sobre ela se abateu, e vingando-se, deixando o lixo para quem vier a seguir: mas será que a família desesperada se esconde ainda no quarto ao lado?</p>
<p>A composição como de um palco de teatro favorece a organização harmónica, fornecendo a compreensão estética que compensa o caos dos elementos soltos. E essa harmonia é reforçada por um elemento paradoxal: o polícia, que parece estar do lado direito da imagem, por já ter ultrapassado a porta do fundo, está afinal exactamente no centro geométrico da imagem: o <em>colt</em> que traz à cintura marca o ponto em que as diagonais se intersectam.</p>
<p>Lemos as imagens da esquerda para a direita, e aqui essa narrativa só nos promete incerteza e a hipótese de conflito e de medo. Como nos quadros, a luz vem da esquerda, do passado, dos tempos alegres em que a família viveu nesta casa; a escuridão está à frente do polícia e por isso à nossa frente, do lado direito, é o negro para lá da porta, o Adamastor da crise. É para lá que o polícia aponta a arma: para o futuro, para a crise, para uma guerra em potência dentro das nossas casas — aquele vazio negro é o túnel sem luz ao fundo que nos ameaça a todos. Esta fotografia é um ícone da crise que chegou, da crise que está, da guerra das famílias contra a crise, o Adamastor, o monstro negro. É o ícone do fim da era Bush e das suas guerras pelo mundo fora, é o ícone do início da era Obama, da guerra interior com que se vêem a braços milhares de milhões de famílias, empresas, polícias e policiados da América e de cada país do mundo. <strong><span style="font-size: 130%; color: #ff6600">”</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #990000">Eduardo Cintra Torres</span></strong></p>
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<p><span class="post-author vcard"> <strong>Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes</span></strong></span></p>
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		<title>Obama revê o embargo que proíbe a divulgação de imagens dos caixões de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 22:03:10 +0000</pubDate>
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© Fotos de Todd Heisler. Caixões de soldados norte-americanos mortos no Iraque são enviados de volta para os EUA.








Na última terça-feira, dia 10/02, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que o governo de Barack Obama vai rever o embargo imposto pelo ex-presidente George W. Bush que proibia a divulgação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/02/obama-reve-o-embargo-que-proibe.html">Blog Images&amp;Visions</a></h3>
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© Fotos de Todd Heisler. Caixões de soldados norte-americanos mortos no Iraque são enviados de volta para os EUA.</em></font></span></div>
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<div align="left"><font size="4"><br />
</font></div>
<p>Na última terça-feira, dia 10/02, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que o governo de Barack Obama vai rever o embargo imposto pelo ex-presidente George W. Bush que proibia a divulgação de imagens dos caixões de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão pelos veículos de comunicação nos EUA. Segundo o jornal Washington Post, o atual governo decidiu analisar quais seriam as conseqüências do fim do embargo. Bush defendia que a divulgação das imagens invadiria a privacidade e aumentaria os custos das famílias das vítimas, pois atrairiam mais pessoas aos velórios, além de atrasar o regresso dos corpos dos soldados. Para alguns, o embargo serviria para esconder os custos humanos das guerras dos Estados Unidos. Segundo John Ellsworth, presidente da Millitary Families United (associação de famílias de soldados mortos), a decisão de permitir imagens dos caixões cabe aos familiares.</p>
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		<title>É hora de reconhecer os emergentes</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 12:38:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Obama deve olhar além da guerra na Faixa de Gaza para reformar o sistema multilateral global
James Traub* &#8211; O Estado SP
Antes mesmo de Israel lançar os ataques a Gaza há duas semanas, a equipe de segurança nacional de Barack Obama compreendeu que as crises poderiam facilmente eclipsar a agenda de transformação que o presidente eleito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/afp/j/080217/isgekoa21170208230826photo00.jpg" alt="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/afp/j/080217/isgekoa21170208230826photo00.jpg" /></div>
<p><strong>Obama deve olhar além da guerra na Faixa de Gaza para reformar o sistema multilateral global</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">James Traub* &#8211; O Estado SP</p>
<p>Antes mesmo de Israel lançar os ataques a Gaza há duas semanas, a equipe de segurança nacional de Barack Obama compreendeu que as crises poderiam facilmente eclipsar a agenda de transformação que o presidente eleito adiantou durante a campanha.</p>
<p>Guerras no Iraque e no Afeganistão, instabilidade no Paquistão e ameaça de proliferação nuclear no Irã seriam mais do que suficientes para desalojar qualquer ideia de planejamento de longo prazo. Agora, o Oriente Médio está em chamas de novo. No entanto, um amplo leque de especialistas em política externa insiste para o futuro presidente olhar além da fumaça e do derramamento de sangue para reformar as estruturas governantes mundiais.</p>
<p>Essas estruturas &#8211; como a ONU &#8211; datam do fim da 2ª Guerra, quando os vitoriosos tinham o monopólio do poder econômico e político, e o sistema de Estados parecia sólido. Não vivemos mais nesse mundo. Uma prova disso veio em novembro, quando George W. Bush reuniu o G-20 para tratar da crise financeira.</p>
<p>Até então, a diretoria executiva do planeta era conhecida desde que se reuniu pela primeira vez, em 1975, como G-7 (ou G-8 quando a Rússia participava). Robert Hormats, ex-funcionário do Departamento de Estado, presente naquela primeira reunião, observa que, por muito tempo, as potências ocidentais &#8220;podiam gerir a economia global sozinhas&#8221;. Agora, diz ele, &#8220;isso é inconcebível&#8221;.</p>
<p>A reforma está no ar. Em janeiro de 2008, o premiê britânico, Gordon Brown, fez um pronunciamento em Nova Délhi no qual observou que a globalização havia trazido novas potências para o primeiro plano. Ele pediu um novo momento de &#8220;criação&#8221; que incluiria mudanças na composição das instruções do pós-guerra e novos mecanismos para lidar com mudança do clima, pobreza, energia e não-proliferação nuclear.</p>
<p>Bem mais provocativo para o mundo em desenvolvimento é a composição do Conselho de Segurança da ONU, cujo rol de membros permanentes com direito de veto não mudou desde a sua criação. Obama, diferentemente de seu antecessor, vê a ONU como um instrumento fundamental para a política externa americana, mas poderá ter algumas iniciativas bloqueadas pela antipatia do Terceiro Mundo à influência desproporcional do Ocidente. Especialistas dizem que ele angariaria uma enorme boa vontade se apoiasse abertamente assentos no conselho para os atuais aspirantes: Índia, Brasil, Alemanha, Japão e África do Sul.</p>
<p>Será que um Conselho de Segurança ampliado ajudaria Obama a cortar o nó górdio no Oriente Médio? Infelizmente, não. A ONU desempenha hoje um papel apenas secundário de mediação entre Israel e palestinos, para os quais a Casa Branca e potências selecionadas do Oriente Médio continuarão sendo os interlocutores preferidos. Um novo Conselho de Segurança não poderia resolver tampouco as tensões criadas por um de seus membros permanentes, como uma Rússia, cada vez mais impaciente e belicosa.</p>
<p>No entanto, da última vez que a ONU fez uma iniciativa séria para ampliar o conselho, em 2005, cada candidato tinha seu próprio inimigo jurado &#8211; geralmente, um vizinho. Alguns defensores sugeriram que Washington se concentrasse primeiro na limitação do uso do veto e, só depois, no acesso de novos membros.</p>
<p>EFICIÊNCIA</p>
<p>Ademais, tornar uma organização mais representativa não a torna necessariamente mais eficaz. A crise financeira demonstrou a necessidade de novos mecanismos regulatórios globais. Esses serão agora reunidos segundo instruções de ministros da economia do mundo em desenvolvimento e do Ocidente.</p>
<p>Isso as tornará mais sólidas? Considerando a resistência de muitos membros do G-20 a padrões mais rígidos de contabilidade, a resposta é: &#8220;Não necessariamente.&#8221; Então, qual será a alternativa? O Ocidente quer que China, Rússia e as economias emergentes se vejam como atores globais responsáveis. Isso significa dar-lhes participação no sistema e esperar que essa participação os torne partes interessadas melhores.</p>
<p>Os defensores da reinvenção parecem ter os méritos do seu lado. Qual a importância de criar e reformar essas novas estruturas em comparação com a administração da crise? Essas perguntas foram feitas a elementos da equipe de transição de Obama, que não quiseram comentar.</p>
<p>É evidente que a ONU pode esperar, ao passo que a paz no Oriente Médio, não. Mas existe outra maneira de olhar para a questão: um governo que queira trabalhar via instituições, e não por meio de coalizões, terá de escolher entre reformar essas instituições ou vê-las cair na irrelevância.</p>
<p>Em outras palavras, a mudança virá, de um jeito ou de outro. Segundo David Rothkopf, especialista em segurança nacional, a questão é: &#8220;Permitiremos que ela avance no seu próprio ritmo, descoordenada, aos poucos, ou veremos isso como uma oportunidade e produziremos uma nova visão de um sistema que promova interesses americanos assim como a visão do pós-guerra fez por 60 anos?&#8221;</p>
<p><strong>*James Traub é direto de políticas para o Global Center for the Responsibility to Protect</strong></p>
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		<title>Obama anuncia nova política externa</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ao confirmar Hillary e Gates em sua equipe de governo, presidente eleito promete volta ao multilateralismo
Patrícia Campos Mello &#8211; O Estado SP
Prometendo &#8220;uma nova aurora para a liderança americana&#8221;, o presidente eleito Barack Obama anunciou ontem a indicação de Hillary Clinton, sua maior rival nas primárias democratas, como a secretária de Estado e a manutenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7BF176DCF3-166D-431C-B3F2-840D0B6152E1%7D_0004.jpg" border="0" /></div>
<p><strong>Ao confirmar Hillary e Gates em sua equipe de governo, presidente eleito promete volta ao multilateralismo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Patrícia Campos Mello &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Prometendo &#8220;uma nova aurora para a liderança americana&#8221;, o presidente eleito Barack Obama anunciou ontem a indicação de Hillary Clinton, sua maior rival nas primárias democratas, como a secretária de Estado e a manutenção de Robert Gates como secretário de Defesa.</p>
<p>link Confira o time de Barack Obama</p>
<p>&#8220;Vamos renovar velhas alianças e construir novas e duradouras parcerias&#8221;, disse Obama em entrevista coletiva para apresentar sua equipe de política externa.</p>
<p>O anúncio reforça o objetivo de Obama de traçar uma volta ao multilateralismo e se engajar em diplomacia enérgica para recuperar a imagem dos EUA no mundo. &#8220;Precisamos fazer uma diplomacia vigorosa para construir um futuro com mais parceiros e menos adversários,&#8221; disse Hillary.</p>
<p>Obama declarou ter &#8220;confiança total&#8221; em sua &#8220;querida amiga&#8221;. Os dois deixaram a entrevista de braços dados. Essa imagem era inimaginável apenas alguns meses atrás. Durante a campanha, Obama disse que a experiência de Hillary em política externa se limitava a &#8220;tomar chá com embaixadores&#8221;. Hillary acusou Obama de ser &#8220;ingênuo&#8221;.</p>
<p>Questionado se sua estratégia de reunir um time de rivais não poderia se transformar em um choque de rivais, Obama disse que acredita em personalidades fortes e opiniões firmes e alfinetou o governo George W. Bush. &#8220;Um dos perigos na Casa Branca é você ser dominado por um pensamento único, com o qual todos concordam, e não há visões divergentes&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Vou receber bem o debate vigoroso dentro da Casa Branca, mas estarei determinando as políticas. Serei responsável pela visão desse time e espero que eles implementem essa visão. Em ultima instância, a responsabilidade é minha, como dizia Harry Truman.&#8221;</p>
<p>Obama disse ainda que a indicação de Hillary era uma prova de &#8220;seriedade em renovar a diplomacia americana e restabelecer as alianças dos EUA&#8221;. Além da senadora e de Gates, ele anunciou a governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária de Segurança Interna; Eric Holder, como secretário de Justiça; o general reformado Jim Jones, como conselheiro de segurança nacional; e Susan Rice, como embaixadora dos EUA na ONU. Para reforçar seu compromisso com o multilateralismo, Obama vai elevar o cargo de Susan para uma posição dentro do gabinete, como era no governo de Bill Clinton.</p>
<p>Joe Biden, cuja pouca visibilidade vinha demonstrando sua falta de poder, finalmente teve sua oportunidade de falar. Ao referir-se aos novos desafios em política externa, mencionou a emergência de China, Índia, Rússia e Brasil.</p>
<p>Obama também se referiu à situação no Afeganistão e na Índia, onde os EUA estão em uma situação delicada. A Casa Branca tem ótimas relações com a Índia e sempre confiou no apoio do Paquistão na luta contra o terrorismo. Agora, Washington terá de resolver a crise entre os dois países, agravada pelos atentados que deixaram cerca de 200 mortos em Mumbai.</p>
<p>&#8220;Eu acho que nações soberanas têm o direito de se proteger&#8221;, disse Obama quando questionado se a Índia teria o mesmo direito que os EUA têm de atacar suspeitos de terrorismo dentro do Paquistão. &#8220;A maior ameaça para o povo americano hoje são os santuários terroristas no Afeganistão e em algumas partes do Paquistão&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Le Goncourt 2008 vu par Ariane Chemin: Deux ou trois choses que je sais d&#8217;Atiq Rahimi</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 18:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[         Par Ariane Chemin

 Cinéaste et romancier, Atiq Rahimi, qui vient de remporter le prix Goncourt, a toujours une histoire, un conte ou une légende persane à raconter. Ariane Chemin, qui l&#8217;a rencontré à plusieurs reprises, en sait quelque chose
 



 
 
©H.Bamberger. D.R. Atiq Rahimi
 



Un frère communiste assassiné
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="par" style="background-color: #ffff99">         <strong>Par Ariane Chemin</strong></div>
<div class="par"></div>
<p align="justify"> <strong>Cinéaste et romancier, <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atiq-rahimi">Atiq Rahimi</a>, qui vient de remporter le prix Goncourt, a toujours une histoire, un conte ou une légende persane à raconter. Ariane Chemin, qui l&#8217;a rencontré à plusieurs reprises, en sait quelque chose</strong></p>
<h3><a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atiq-rahimi"></a> 
<div class="asset-bibliobs-photo asset-align-center">
<div align="center"></div>
<div class="center">
<div align="center"> <img src="http://bibliobs.nouvelobs.com/files/BibliObs.com/rahimi_%28c%29H.Bamberger.D.R..jpg" height="245" width="369" alt="rahimi_(c)H.Bamberger.D.R..jpg" title="rahimi_(c)H.Bamberger.D.R..jpg" /></div>
<p align="center"> </p>
<p align="center"><a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atiq-rahimi">©H.Bamberger. D.R. Atiq Rahimi</a></p>
<p align="center"> </p>
</div>
</div>
</h3>
<h3><strong>Un frère communiste assassiné</strong></h3>
<p align="justify"> <em>«Aucun pays n&#8217;a connu comme l&#8217;Afghanistan tous les régimes possibles et imaginables en l&#8217;espace de 40 ans».</em> <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atik-rahimi">Atiq Rahimi </a>est né en 1962 dans une famille aisée et occidentalisée &#8211; il fréquente le lycée français de Kaboul. D&#8217;abord gouverneur du Panshir, son père, monarchiste, devient juge d&#8217;instruction. Le coup d&#8217;Etat de 1973 le précipite derrière les barreaux pendant trois ans.  Après le coup d&#8217;Etat communiste, en 1978, le frère d&#8217;Atiq devient communiste. Il tente &#8211; en vain &#8211; de rallier son frère aux prosoviétiques, et de le convaincre, puisqu&#8217;il est amoureux du 7ème art, d&#8217;aller étudier le cinéma à Moscou. Malgré la bourse décrochée dans une école fondée par Eisenstein, Atiq dit non.</p>
<p align="justify"> Le frère d&#8217;Atiq Rahimi est assassiné dans la vallée où sévissait Gulbuddin Hekmatyar, mais Atiq n&#8217;apprend sa mort qu&#8217;en 1990, un an après le drame, alors qu&#8217;il se trouve en France, où il a obtenu l&#8217;asile politique en 1984.</p>
<p align="justify"> Aujourd&#8217;hui,  les parents d&#8217;Atiq Rahimi vivent aux Etats-Unis, avec l&#8217;une de ses sœurs. L&#8217;autre est restée à Kaboul. Et quand le prix Goncourt se rend un mois sur deux dans la capitale afghane, il séjourne à l&#8217;hôtel: <em>«je suis un peu difficile à vivre».</em></p>
<h3><strong>Kaboul mon amour</strong></h3>
<p align="justify"> Atiq Rahimi a une passion pour <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/marguerite-duras" target="_blank">Marguerite Duras</a>. Il l&#8217;a découverte à Kaboul, au centre franco-afghan. Il y voit <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/hiroshima-mon-amour" target="_blank">«Hiroshima mon amour»</a>, le film d&#8217;<a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/alain-resnais" target="_blank">Alain Resnais</a>, un hiver, en pleine guerre afghano-soviétique. <em>«Je suis venu au cinéma par ce film. Je ne comprenais rien, et pourtant j&#8217;étais bouleversé. Je me suis dis: Kaboul sera mon Hiroshima».</em> Chez un libraire, il trouve la traduction en persan du roman de Duras: <em>«il était mal relié, les pages s&#8217;envolaient, mais il est devenu un trésor». </em></p>
<p align="justify"> </p>
<div class="asset-asset_embed-fullsize asset-align-center">
<div height="335" width="425">
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<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="425" height="335"><param name="width" value="425" /><param name="height" value="335" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5aV5UFQMlnM&amp;hl=fr&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="335" wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/5aV5UFQMlnM&amp;hl=fr&amp;fs=1"></embed></object></div>
</div>
</div>
<p align="justify"> </p>
<p><img src="http://bibliobs.nouvelobs.com/files/BibliObs.com/L_Amant_Duras.jpg" height="190" align="left" width="142" alt="L_Amant_Duras.jpg" title="L_Amant_Duras.jpg" />
<p align="justify"> Quand il est arrivé en France avec sa femme et trouve refuge dans l&#8217;Eure, près de Rouen, il «plombe» son allocation de réfugié en achetant «l&#8217;Amant»: <em>«soixante-dix francs de l&#8217;époque, je crois&#8230; J&#8217;ai toujours l&#8217;exemplaire, il n&#8217;y a plus de place dans la marge».</em> En 2000, sa traductrice et amie Sabrina Noury envoie son premier livre, Terre et cendres, à plusieurs éditeurs. Atiq Rahimi n&#8217;arrive pas à croire que <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/Pierre-Otchakovsky-Laurens" target="_blank">Paul Otchakovsky-Laurens</a> accepte de le publier. <em>«POL, c&#8217;était l&#8217;éditeur de Marguerite Duras!». </em></p>
<h3>Jurons, dictionnaires et Grévisse</h3>
<div align="justify"> <em>«Ce n&#8217;est que lorsque je suis rentré de nouveau en Afghanistan, en 2002, après 18 ans d&#8217;exil, que j&#8217;ai pu écrire en français. Avant, je m&#8217;en sentais incapable».</em>Mais ce n&#8217;est qu&#8217;en 2008 qu&#8217;est paru son premier livre écrit directement dans sa langue d&#8217;adoption. Pour cela, Rahimi a travaillé un peu comme l&#8217;écrivain grec <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/vassilis-alexakis" target="_blank">Vassilis Alexakis</a>: avec un Robert en cinq tomes et le Grévisse. Et à Paul Otchakovsky qui découvre les jurons dans la bouche de son héroïne, il répond: <em>«Mais je t&#8217;assure, les femmes afghanes, elles parlent comme ça!».</em></div>
<h3><strong>Un Coran et des tapis contre un tournage</strong></h3>
<p align="justify"> En 2003, un an et demi après la chute des talibans, et trois ans après la publication de «Terre et Cendres», Atiq Rahimi choisit de tourner le film éponyme à l&#8217;endroit où se déroule l&#8217;histoire &#8211; une mine de charbon au nord de l&#8217;Afghanistan. Au départ, les habitants sont enchantés: <em>«quand le décorateur s&#8217;est installé, ils ont cru que nous étions une ONG venue pour reconstruire le village&#8230;».</em> Il faut expliquer. Voire mentir.</p>
<div align="justify">
<blockquote> 	<em>«Le 	jour où nous avons tourné la scène de l&#8217;incendie, le feu s&#8217;est approché trop 	près de la mosquée. Tout le monde était très en colère. J&#8217;ai dû expliquer au 	chef que nous racontions dans le film comment les soviétiques avaient bombardé 	leur village».</em></p></blockquote>
</div>
<p align="justify"> Pour se faire pardonner, l&#8217;équipe offre un Coran et des tapis.</p>
<p align="justify"> </p>
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</div>
</div>
<h3><strong>Censure</strong></h3>
<p align="justify"> </p>
<p><img src="http://bibliobs.nouvelobs.com/files/BibliObs.com/Terre_et_cendres_couv.jpg" height="218" align="left" width="142" alt="Terre_et_cendres_couv.jpg" title="Terre_et_cendres_couv.jpg" />
<p align="justify"> «Terre et cendres», le premier livre de Rahimi, publié en 2000 et écrit en persan, a été un succès en Iran. Le second, «les Mille maisons du rêve et de la terreur», n&#8217;est pas sorti dans ce pays. <em>«Les services iraniens ont demandé que 40 pages des 160 pages du livre soient censurées. C&#8217;était non».</em></p>
<h3><strong>Religion </strong></h3>
<p align="justify"> Atiq Rahimi résume son rapport à la religion dans cette jolie phrase:</p>
<blockquote><p align="justify"> 	<em>«Je suis bouddhiste parce que je suis conscient de mes faiblesses; 	je suis chrétien parce que j&#8217;avoue ma faiblesse; je suis juif parce que je me 	moque de ma faiblesse; je suis musulman parce que je combats ma faiblesse. Et 	je suis athée si Dieu est tout puissant»</em>.</p>
</blockquote>
<h3><strong>Les contes de Bahudine Majrouh </strong></h3>
<p align="justify"> <em>«L&#8217;influence du soufisme sur l&#8217;écriture et le mode de vie d&#8217;Atiq, pour qui la poésie et sa puissance allégorique sont la seule façon d&#8217;appréhender le monde, est immense. Il est le fils spirituel du grand poète afghan Bahudine Majrouh», </em>dit son ami <strong>Laurent Maréchaux</strong>, auteur  des «Sept vies» et de «Secrets de famille» (Le Dilettante). <em>«Ca a été très particulier avec Madjrouh</em>, raconte Rahimi. <em>A 14-15 ans, j&#8217;achète un de ses livres, «le Dragon intérieur», par hasard dans une librairie de Kaboul. Je me souviens encore de cette couverture rose pale de mauvaise qualité on était dessiné un monstre enroulé sur lui-même». </em>Comme pour «Hiroshima mon amour», mais bien que le livre soit écrit en perse, Atik ne<em> «comprend rien»</em>, mais se sent <em>«pris comme par une  forme de magnétisme»</em>:</p>
<blockquote><p align="justify"> 	<em>«Plus 	tard, j&#8217;ai lu Jung, Freud, &#8220;Ainsi parlait Zarathoustra&#8221;. Et j&#8217;ai compris. Majrouh, 	c&#8217;est comme un conte. Il fallait être initié pour le comprendre. Depuis, j&#8217;ai 	lu toutes les traductions de ses oeuvres en français».</em></p>
</blockquote>
<h3><strong>The end</strong></h3>
<h3> <img src="http://bibliobs.nouvelobs.com/files/BibliObs.com/there-will-be-blood.jpg" height="249" align="left" width="170" alt="there-will-be-blood.jpg" title="there-will-be-blood.jpg" /></h3>
<p align="justify"> Cinéphile averti, Rahimi a aimé récemment<em> «tout Wong-Kar Wai, une telle sensualité»,</em> mais aussi «There will be blood»<em>, </em>de Paul Thomas Anderson &#8211; <em>«une mise en scène digne du meilleur Kubrick»</em>. Son mémoire de maîtrise de sémiologie du cinéma était intitulé: «Champ contre-champ dans la Nouvelle vague»; il a ensuite planché, à la Sorbonne nouvelle, sur «La fin dans les films». <em>«J&#8217;ai toujours été frappé comment, dans la culture occidentale, la finitude, la finalité, la fin se rassemblent toujours</em>, dit le conteur. <em>Dans la philosophie orientale, en revanche, tout est dans la boucle, la répétition, l&#8217;infini&#8230;». </em>Les livres de Rahimi s&#8217;ouvrent souvent sur beaucoup de possibles.</p>
<h3><strong>Quignard et Calaferte</strong></h3>
<p align="justify"> </p>
<p><img src="http://bibliobs.nouvelobs.com/files/BibliObs.com/la_mecanique_des_femmes.jpg" height="210" align="left" width="128" alt="la_mecanique_des_femmes.jpg" title="la_mecanique_des_femmes.jpg" />
<p align="justify"> Il y a quelques semaines, Atiq Rahimi a découvert «la Mécanique des femmes», de <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/louis-calaferte" target="_blank">Louis Calaferte</a><em>. «Un lecteur m&#8217;avait demandé: tu t&#8217;es inspiré de lui? Je ne l&#8217;avais jamais lu!»</em> Les goûts d&#8217;Atiq sont dictés par sa <em>«culture persanophone»</em> et son <em>«attachement à la poésie française», </em>dont il apprécie l&#8217;économie<em>. </em>Il aime <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/pascal-quignard" target="_blank">Quignard</a>, <em>«à cause de son langage de conteur», </em>et la<em> «transparence de l&#8217;écriture d&#8217;<a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/albert-camus" target="_blank">Albert Camus</a>»: «Bref, j&#8217;ai un faible pour le degré zéro de l&#8217;écriture». </em></p>
<h3><strong>Lieder de Schubert</strong></h3>
<p><em>« J&#8217;ai écrit &#8220;Syngue sabour&#8221; en écoutant tous les jours, avant d&#8217;attaquer sur l&#8217;ordi, &#8220;Le chant du cygne&#8221;, ce lieder de Schubert. Plus tard, j&#8217;ai découvert  le poème qui a inspiré Schubert. On y lit: &#8220;voilà un homme avec les yeux ouverts et cloués au plafond&#8221;»!</em><br />
<h3><strong>Star&#8217;ac afghane</strong></h3>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" border="0" bgcolor="#ffffff" align="right" width="200">
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<td bgcolor="#ffffff" width="7"></td>
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<table cellspacing="0" cellpadding="0" border="1">
<tr bgcolor="#999999">
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<div style="font-size: 16px; font-weight: bold; color: #ffffff; margin: 3px"> 						Dossier spécial: Atiq Rahimi, prix Goncourt 2008</div>
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<td>
<div style="font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 6px; margin-right: 6px"> 						<em>- Chez Drouant, <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20081110/8480/francoise-chandernagor-le-livre-de-rahimi-sest-impose-par-son-actualite">les commentaires des jurés Goncourt</a></em></div>
<div style="font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 6px; margin-right: 6px"> 						<em>- <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20081110/8474/deux-ou-trois-choses-que-je-sais-datiq-rahimi">Deux ou trois choses que je sais de Rahimi </a>(par Ariane Chemin)</em></div>
<div style="font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 6px; margin-right: 6px"> 						<em>- Les <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20081107/8452/syngue-sabour-premiere-page">premières pages de «Syngué sabour»</a></em></div>
<div style="font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 6px; margin-right: 6px"> 						<em>- Un entretien avec Ursula Lesiak: <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20081110/8479/ursula-lesiak-atiq-rahimi-ecrit-par-scenes-et-par-plans">«Atiq Rahimi écrit par scènes et par plans»</a></em></div>
<div style="font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 6px; margin-right: 6px"> 						<em>- L&#8217;article paru dans l&#8217;Obs cette semaine: <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20081106/8369/un-afghan-prix-goncourt">Un Afghan prix Goncourt? </a></em></div>
</td>
</tr>
</table>
</td>
</tr>
</table>
<p align="justify"> Qui sait qu&#8217;Atiq Rahimi est le concepteur d&#8217;une Star&#8217;Academy afghane? Le cinéaste-écrivain est en effet directeur artistique auprès d&#8217;une chaîne de télévision privée, Télétolo (aube), fondée par une fratrie de la diaspora afghane installée aujourd&#8217;hui en Australie, et qui a créé à Kaboul la première radio FM (Arman, espoir), mêlant chansons, histoires drôles et &#8230; voix mixtes. Outre l&#8217;Afghan Star, il la conseille aussi pour «le Bazar du rire», une académie cathodique d&#8217;humoristes en herbe, lance il y a deux ans, et une Star&#8217;Ac du business.</p>
<p align="justify"> Il y a un peu plus d&#8217;un an, Rahimi s&#8217;attelle à la «bible» d&#8217;un soap-opera: «Les secrets de cette maison». L&#8217;histoire: un afghan, parti au début de la guerre aux Etats-Unis, revient après trente ans dans une maison qui avait été gardée par des cousins. Ils entendent y rester: <em>«Si on ne l&#8217;avait pas occupée, elle aurait été confisquée ou détruite!»</em> La série n&#8217;a pas de tabous: difficultés des jeunes, la corruption, la drogue, l&#8217;amour&#8230; et fait un tabac &#8211; notamment chez les femmes et les adolescents. Du coup, Rahimi a créé un atelier d&#8217;écriture de scénario  qui produit 2 à 3 épisodes par semaine, et qu&#8217;il aide même lorsqu&#8217;il est à Paris, grâce à &#8230; Skype et YouTube. «Les secrets de cette maison» vient d&#8217;être primé au Séoul Drama Festival, en Corée. <em>«S&#8217;il y a quelque chose à sauver en Afghanistan</em>, dit Rahimi, <em>c&#8217;est par  la culture et l&#8217;éducation».</em><strong></strong>
<div align="right"> <em>A.C.</em></div>
<p align="center"> <em>Tout le <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atiq-rahimi">dossier spécial </a>de Bibli</em>O<em>bs sur <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/atiq-rahimi">Atiq Rahimi, prix Goncourt 2008</a></em></p>
<p align="center"> <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/toute-l-actualite"><em>Toute l&#8217;actualité littéraire</em></a></p>
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			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/le-goncourt-2008-vu-par-ariane-chemin-deux-ou-trois-choses-que-je-sais-datiq-rahimi/feed/</wfw:commentRss>
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