29/09/2010 - 08:46h DF – Weslian Roriz no debate: ‘Quero defender toda aquela corrupção’


Mulher de ex-governador passa por momentos de constrangimento na TV

Roberto Maltchik, Carolina Brígido e Demétrio Weber – O GLOBO

BRASÍLIA. Transformada em candidata pelo marido a apenas uma semana das eleições, Weslian Roriz (PSC), mulher do exgovernador Joaquim Roriz, passou por momentos de constrangimento ao participar do debate da TV Globo no Distrito Federal, ontem à noite. Num dos momentos em que se atrapalhou nas respostas, ela disse: — Quero defender toda aquela corrupção! Depois de uma rápida pausa, tentou se consertar: — Tudo que for de corrupção, eu não vou aceitar. Vai começar (sic) um novo plano de governo e uma situação nova em Brasília. Vamos fazer o governo sem máculas.

Ela ainda voltou ao tema: — Tudo aquilo que aconteceu (no governo quanto à corrupção), não temos culpa disso.

Weslian começou o debate tentando atacar os adversários, mas a falta de experiência e a dificuldade com a oratória tornaram até engraçada sua participação.

Como o marido, Weslian leu as perguntas previamente elaboradas pela assessoria e, ao responder, tentou se orientar pelos papéis, o que não deu certo.

Então, preferiu responder com outras perguntas sem relação com o tema abordado.

Roriz governou o DF por quatro vezes e renunciou à candidatura no último sábado, em razão da ameaça da Lei da Ficha Limpa.

Weslian só decidiu participar do debate no início da noite. Agnelo Queiroz (PT), que lidera as pesquisas, perguntou a Weslian: — Quais são suas propostas para o transporte público? E Weslian respondeu: — Tudo vai na hora certa.

Uma pergunta para o senhor: o senhor era do Partido Comunista, que não acredita em Deus. O PT expulsou quem é… quem não é… contra o aborto. O senhor é contra ou favor do aborto? A tática preocupou o adversário, que usou seu tempo para dizer que é contra o aborto. Aos poucos, os opositores passaram a questioná-la sobre temas como segurança e saúde. As respostas limitaram-se a dados fornecidos pela assessoria ou ao discurso de que terá uma assessoria técnica para atender às demandas da população. Ela também se atrapalhou quando questionada sobre a gestão pública.

Demorou a encontrar os papéis, até que suspirou: — Tá aqui.

A participação de Weslian foi tão comentada no Twitter que ficou em terceiro num ranking mundial. Ela já vê sua candidatura ameaçada. Ontem, o procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill, e o procurador substituto, José Campos, assinaram parecer contrário a Weslian.

O texto afirma que a substituição de Roriz pela mulher representa ofensa a princípios constitucionais como o da moralidade e o da representatividade.

Segundo eles, Weslian é candidata laranja do marido.

“Tal estratagema caracteriza o escárnio que o (ex?) candidato Joaquim Domingos Roriz tem pela política, sociedade, e pelos princípios constitucionais da representatividade republicana e legitimidade das eleições”, dizem os procuradores.

No documento, eles afirmam que a substituição seria “fraude”, pois teria como objetivo burlar “as decisões judiciais que lhe indeferiram a candidatura, mediante confusão do eleitor”. E alertam para o perigo de se conceder registro a Weslian. “O efeito cascata que uma decisão favorável causaria no restante do país (seria) legitimar diversas “candidaturas laranjas””. O parecer foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do DF.

03/09/2010 - 19:15h Ibope mostra Agnelo Queiroz (PT) na liderança pelo governo do Distrito Federal

O Globo

BRASÍLIA – Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, e encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, mostra a ascensão do candidato ao governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT). Ele tem 40% das intenções de voto, contra 32% de seu principal adversário, Joaquim Roriz (PSC), que teve seu pedido de registro de candidatura negado esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Toninho do PSOL tem 2% e os outros candidatos juntos somam 2%. Os nulos e brancos são 10% e os indecisos 14%. Pela margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível dizer se vai haver ou não segundo turno.

Para o Senado, lidera a disputa Cristovam Buarque (PDT), com 47%. A segunda vaga ficaria com o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que tem 33% das intenções de voto. Em terceiro lugar vem a ex-governadora Maria Abadia (PSDB), com 24%. Aliada de Roriz, Abadia também teve sua candidatura negada pelo TSE por causa da Lei da Ficha Limpa. Em quarto lugar está o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 12%.

A pesquisa ouviu 1806 pessoas entre 31 de agosto e 2 de setembro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27599/2010.

28/08/2010 - 08:40h ”Onda vermelha” dá impulso a candidatos do presidente

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27/08/2010. Recife – PE. Ato Político. Foto: Roberto Stuckert Filho.

Análise: José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Cruzamentos da pesquisa Ibope mostram que a “onda vermelha” que empurra Dilma Rousseff começa a molhar os pés dos outros candidatos apoiados pelo presidente Lula. Em São Paulo, Aloizio Mercadante (PT) cresceu nove pontos e chegou a 23% das intenções de voto para governador.

Mercadante está longe de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 47%. Mas a comparação com a eleição de 2006 indica evolução mais rápida do petista. Há quatro anos, nessa fase da campanha, ele tinha 18%, contra 46% de José Serra (PSDB). O crescimento de Mercadante se deu principalmente entre os eleitores de Dilma (ele foi de 31% para 46% nesse grupo) e entre os que acham o governo Lula ótimo ou bom (foi de 17% para 29%).

Ainda em São Paulo, os candidatos da coligação apoiada por Lula lideram a corrida pelas duas vagas no Senado: Marta Suplicy (PT) e Netinho (PC do B). Embora este último esteja tecnicamente empatado com Orestes Quércia (PMDB), ele cresceu e o adversário não.

No Distrito Federal, o candidato de Lula, Agnelo Queiroz (PT), empatou com Joaquim Roriz (PSC). Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) ampliou em mais 13 pontos a sua vantagem sobre o principal adversário.

No Rio, o aliado de Lula, o governador Sergio Cabral (PMDB), mantém 42 pontos de dianteira sobre o rival Fernando Gabeira (PV). A novidade é que o candidato lulista ao Senado, Lindberg Farias (PT) chegou a 24% e encostou em Marcelo Crivella (PRB), que caiu de 37% para 30%.

A exceção é Minas Gerais, onde o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) agora divide a liderança com o herdeiro político de Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB). Entre os mineiros, parece prevalecer a aliança informal “Dilmasia”.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) ampliou sua vantagem e agora pode ser reeleito ainda no primeiro turno, segundo o Ibope.

Os candidatos de sua coligação ao Senado aumentaram suas chances de vitória. Agora, Lídice da Matta (PSB) cresceu de 25% para 32% e está tecnicamente empatada com Cesar Borges (PR), que foi de 38% para 35%. E Walter Pinheiro (PT) também cresceu, de 23% para 29%.

É JORNALISTA ESPECIALIZADO EM ESTATÍSTICAS

22/03/2010 - 11:15h Agnelo Queiroz será o candidato do PT no DF

O GLOBO

estrela_sobeBRASÍLIA. O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz venceu ontem as prévias do PT e será o candidato do partido à sucessão de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) no Distrito Federal. Ele derrotou o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). No discurso da vitória, o neopetista, que se filiou ao PT no ano passado, vindo do PCdoB, falou da necessidade da união dos militantes nesse momento.

Magela também negou qualquer possibilidade do partido ficar dividido.

O PT viu crescer a chance de reassumir o comando do DF em meio à crise que já levou à cassação, pela Justiça Eleitoral, do governador José Roberto Arruda — preso desde 11 de fevereiro —, e à renúncia do vice Paulo Octávio (DEM). A única vitória petista foi em 1994, com Cristovam Buarque, hoje senador pelo PDT.

Antes do escândalo do DEM, Magela era pré-candidato a senador.

Nessa época, Arruda era tido como favorito à reeleição.

Depois que Arruda e Paulo Octávio caíram em desgraça, o deputado mudou de ideia e decidiu lançar-se ao governo

14/05/2009 - 12:03h Distrito Federal: Indefinição entre os petistas

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Embora Agnelo Queiroz tenha anunciado renúncia à corrida, Magela não assumiu candidatura oficialmente

Ana Maria Campos – Correio Braziliense

O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz (PT) anunciou sábado a renúncia à disputa pela candidatura ao Governo do Distrito Federal, mas seu principal rival, o deputado federal Geraldo Magela, ainda não assumiu oficialmente o posto. Apesar da desistência de Agnelo, o PT continua batendo cabeça quanto à escolha de seu representante nas próximas eleições. A avaliação entre petistas é que poderá surgir até mesmo um terceiro nome ainda não cogitado.

Por meio de sua assessoria, Magela informou que só fará um pronunciamento sobre a campanha depois que Agnelo comunicar oficialmente a posição. O ex-ministro do Esporte, por sua vez, tem se reunido com vários aliados no PT para explicar a postura adotada no sábado, durante debate no Gama, o primeiro com o adversário, como preparatório para as prévias. A várias pessoas, Agnelo tem dito que quer ser candidato a governador, mas não aceita prolongar até março de 2010 uma disputa interna. Ele avalia que esse embate vai inviabilizar qualquer pretensão do PT de concorrer com o governador José Roberto Arruda (DEM), que deverá disputar a reeleição, ou com o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), outro nome apontado como pré-candidato ao GDF.

Embora Agnelo esteja conversando com vários petistas e até mesmo com parceiros de outros partidos, muita gente ainda não entendeu o que ele quis fazer. “Acho que o timing foi errado. Ele não poderia ter tomado essa decisão no primeiro debate. Deveria ter ouvido o que a militância tem a dizer”, analisa o deputado distrital Cabo Patrício (PT). Entre petistas, há uma avaliação de que Agnelo se antecipou a uma determinação da direção nacional que tem sinalizado a petistas de todos os estados uma preferência pelo projeto presidencial. Nessa estratégia, a direção do PT proibiu o lançamento de candidaturas antes do encontro nacional, que vai definir o arco de alianças para a possível campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A preferência do partido é ampliar a bancada de deputados e senadores.

Tática
Aliados de Agnelo, no entanto, afirmam que a medida é apenas uma tática para transformá-lo no candidato a governador. Eles levam em conta que Magela não estaria, de fato, interessado em disputar o governo, já que tem se destacado no Congresso e, inclusive, conseguiu neste ano a relatoria-geral do orçamento da União para 2010, ano eleitoral. A avaliação é de que Magela estaria apostando na visibilidade da disputa para crescer como candidato à reeleição ou ao Senado. Sem um adversário, no entanto, ele perderia essa posição. Procurado pelo Correio, Agnelo disse que respeita a posição de Magela como candidato a governador.

Magela tem procurado desmentir essa informação em todos os debates e em entrevistas ao Correio. Ele sempre reitera a intenção de concorrer ao GDF. Nesta semana, no entanto, reclamou com políticos da postura de Agnelo e tem dito, em conversas reservadas, acreditar que é o ex-ministro do Esporte quem não quer ser candidato a governador. Ele afirma acreditar que o rival está, na verdade, em busca de uma campanha ao Senado, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente regional do PT, Chico Vigilante, garante que a intenção real de Agnelo é disputar o governo, mas ele não quer colocar o partido num impasse que o leve a derrota. O deputado distrital Paulo Tadeu (PT) também aposta que Agnelo sonha com a candidatura. “Acho que ele ainda poderá rever essa posição. Acredito que o PT encontrará uma solução para esse embate”, disse Tadeu.