18/11/2009 - 15:00h ÁGORA PROMOVE ENCONTROS SOBRE A CIDADE

TEATRO

O Ágora Teatro, que faz dez anos em 2009, realiza, a partir de hoje, o ciclo “A Cidade Teatralizada”, com seminários que discutem as relações entre metrópole e teatro. Serão quatro encontros até 9/12, sempre às quartas, às 21h, grátis. A convidada para o debate de hoje é a filósofa Regina Favre. A mediação é de Celso Frateschi, diretor do Ágora (r. Rui Barbosa, 672; tel. 0/xx/11/ 3284-0290).

29/10/2009 - 17:32h Ágora revisita “Ricardo 3º” com olhar político

Comemorando dez anos, grupo de Celso Frateschi propõe releitura de clássico de Shakespeare montado em 2006

Discussão em blog ajudou a abrir processo de criação da peça, que concentra a atenção nas alianças para alcançar o poder


Águeda Amaral /Divulgação
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Celso Frateschi, ator e diretor de ‘Reconstruindo Ricardo 3º’, em cena de peça que estreia hoje


JOSÉ ORENSTEIN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

“Peter Brook já dizia que Shakespeare é como um pedacinho de carvão: a gente acende para aquecer ou iluminar em determinados momentos da vida.” Seguindo a ideia do diretor inglês, Celso Frateschi, do Ágora, acende o fogo de “Ricardo 3º”, peça que estreia hoje em São Paulo.
Mas, para o Ágora, desta vez, o trabalho de acender foi menor: bastou assoprar a brasa da última montagem, ocorrida em 2006. O grupo, em 2009, comemora dez anos de existência e, nesse sentido, revisita seu repertório, “mas de forma muito crítica”, salienta Frateschi.
Depois de remontar “Diana”, “Antes do Café” e “Sonho de um Homem Ridículo”, o Ágora volta a Shakespeare e a “Ricardo 3º”. “É outra montagem, não tem nada a ver com a de 2006, a não ser o texto. Não estamos nem sequer fazendo integralmente.” É que a peça, desta vez, será apresentada por partes.
Com o nome “Reconstruindo Ricardo 3º – Parte 1″, o espetáculo seleciona cenas do primeiro ato para enfocar a trama de alianças políticas que Ricardo 3º costura para chegar ao poder. “Estamos pesquisando qual é a ética que ele inaugura. É quase que um Maquiavel encenado”, diz Frateschi, que, além de dirigir, também atua.
E, se de um lado é a política que emerge nessa releitura de Shakespeare promovida pelo Ágora, de outro, é a visceralidade dos personagens que o grupo visa aprofundar. “É a grandeza de Shakespeare. Os vícios humanos são expostos de forma viva”, comenta o diretor. Uma outra novidade que o Ágora traz ao completar sua primeira década e que aponta talvez o caminho para os próximos anos é o processo de montagem da peça. No site do grupo (www.agorateatro.com.br), um blog buscou abrir as discussões dos ensaios ao público.
“Estamos inaugurando essa ferramenta. A internet é um instrumento a mais que pode dar outra dinâmica ao trabalho, ajudar a ampliar e a divulgar o que refletimos no ensaio”, analisa Frateschi. Mas a internet não é a grande meta do Ágora.
“O teatro se dá no exercício presencial. A presença ainda é o que nos diferencia.”

RECONSTRUINDO RICARDO 3º – PARTE 1

Quando: estreia hoje, às 21h
Onde: teatro Ágora (r.Rui Barbosa, 672; tel. 3284-0290); até 17/12
Quanto: de R$ 10 a R$ 20
Classificação: 14 anos

31/07/2009 - 16:51h É Ágora, é Teatro


30/07/2009 - 17:45h Ágora comemora dez anos com releitura crítica de seu repertório

Estreia amanhã texto de Eugene O’Neill e, no sábado, monólogo de Frateschi

Águeda Amaral/Divulgação

Mawusi Tulani, Cynthia Chaves e Denise Cecchi em cena no Ágora

 

JOSÉ ORENSTEIN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A ágora na Antiguidade Clássica era o espaço público por excelência, a praça da política e dos encontros. É esse espaço do encontro que o dramaturgo Celso Frateschi quis criar quando, há dez anos, fundou o teatro Ágora, em São Paulo.
Como parte das comemorações de sua primeira década de atividades, duas peças serão reencenadas. Uma é “Antes do Café”, texto do norte-americano Eugene O’Neill, apresentada em 2001 e que estreia amanha. A outra é “Diana”, monólogo do próprio Frateschi, apresentado na abertura do Ágora em 1999, e que volta à cena neste sábado. As releituras fazem parte de um processo de revisão crítica que Frateschi classifica como uma “radicalização de suas propostas estéticas iniciais”. Desde abril, peças do repertório do Ágora vêm sendo montadas, revistas e rediscutidas.
Na busca por flagrar o ser humano naquilo que tem de mais fundamental, na sua “menor grandeza”, Frateschi lança mão da perspectiva brechtiana para conceber suas peças.
A concentração é voltada para o mínimo de elementos cenográficos e o máximo de trabalho dos atores. “Os cenários começam entulhados no ensaio, mas aí vamos depurando, depurando, para deixar só o que é necessário, o elemento que sugere uma poesia ao espectador”, afirma Frateschi. E se o cenário é diminuto, a atuação é multiplicada por três.
Em “Antes do Café”, a personagem principal, uma mulher que prepara o café da manhã para o marido, é interpretada por três atrizes simultaneamente. As falas são as mesmas, mas não é combinada a hora em que cada uma deve entrar. “Criamos um estado de atenção e suspensão, que dá importância à visão que as atrizes têm do espetáculo”, analisa o diretor.”É uma perspectiva cubista, porque aborda o ser humano de vários ângulos”, prossegue Frateschi.
Nessa toada, até o fim do ano reencenações de “Ricardo 3º” e “Don Juan” voltam aos palcos do espaço que não desiste de promover o encontro: toda primeira quarta-feira do mês, o Ágora recebe convidados para discutir o teatro, com uma garrafa de vinho. Dionísio sorri.


ANTES DO CAFÉ
Quando: sex. e sáb., 21h, dom., 20h; até 13/9 (ambas as peças)
Onde: Ágora Teatro – Sala Gianni Ratto (r. Rui Barbosa, 672, tel. 3284-0290) Quanto: de R$10 a R$20
DIANA
Quando: sáb., 21h, dom., 20h; na sala Edith Siqueira; até 13/9
Quanto: de R$15 a R$30
Classificação: 12 anos (ambas)

19/06/2009 - 21:00h Espetáculo leva ao palco “Sonho de um Homem Ridículo”, de Dostoiévski

Direção: Roberto Lage. Duração: 75 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Leia mais no roteiro

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FABIANA SERAGUSA Colaboração para a Folha Online

Será que um sonho pode ter a força de mudar toda uma vida e de dar sentido ao que antes só causava indiferença? O espetáculo “Sonho de um Homem Ridículo”, adaptado do conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), leva aos palcos a história de um funcionário público que vive em 1877 e que não vê sentido algum na vida, e que, por isso, compra uma arma e espera o melhor momento para se matar.

Águeda Amaral/Divulgação
Frateschi (foto) interpreta monólogo sobre conto de Fiódor Dostoiévski
Frateschi (foto) interpreta monólogo sobre conto de Fiódor Dostoiévski

Celso Frateschi interpreta o monólogo, que fica em cartaz até 28 de junho no Ágora Teatro (região central da capital paulista). A temporada, inicialmente prevista para terminar dia 21, foi prorrogada por causa da grande procura por ingressos, que custam R$ 20.

Já no início da história, o homem faz questão de dizer que tem plena consciência do quão ridículo é, e que sente pena daqueles que riem e zombam dele sem nem saberem de seu conhecimento.

Certo dia, ao voltar para casa durante a noite mais escura de todas, ele avista uma estrelinha muito brilhante que chama sua atenção, e isso acaba sendo o “aviso” que ele aguardava para, enfim, colocar fim a sua vida. Mas tudo muda ainda durante o trajeto, quando uma garotinha pede desesperadamente ajuda ao homem, que não entende bem o que ela grita, e mesmo assim lhe vira as costas.

Já em casa, e ainda atormentado pelo fato de ter sentido compaixão pela menina (mesmo ignorando seus apelos), ele adormece em sua poltrona (fato que nunca acontecia) e tem um sonho revelador sobre a humanidade e sobre a transformação do paraíso em um mundo cheio de pecados, inveja, ódio e dor.

A montagem, dirigida por Roberto Lage, faz parte do projeto Agora + 10, que celebra os 10 anos de atividades do Ágora Teatro. Saiba mais sobre a programação: www.agorateatro.com.br.

01/06/2009 - 19:48h Debates no ágora

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09/04/2009 - 14:53h “Gestão” Kassab: atrasados, CEUs seguem em obras

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O CEU Formosa, alvo de polemica durante a campanha eleitoral. Um dos que ainda está em obras.

Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin do Agora

Os vizinhos dos prometidos CEUs Formosa e Uirapuru, nas zonas leste e oeste, ainda sonham com a chance de poder usufruir de atividades esportivas e culturais. Ambos os centros -que, segundo a prefeitura, estariam prontos em janeiro- contam apenas com os blocos educacionais.

“As obras estão paradas. Nem o buraco da piscina foi feito. A nossa região precisa de lazer, nós somos carentes”, afirma o autônomo Hildebrando de Lima, 27 anos, que mora na Vila Formosa.

Os pais de alunos criticam o atraso na entrega do material e dos uniformes. “Tive de comprar um monte de material para a minha filha”, reclama a diarista Verônica Fátima da Silva, 33 anos.

No centro, a mesma reclamação. “As crianças precisam usar roupas de sair para ir à escola. O velho não serve mais. O prefeito não sabe que elas crescem?”, questiona a mãe Severina Regina da Hora, 58 anos.

09/04/2009 - 14:20h Cortes de verbas marcam os cem dias de Kassab

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Jorge Soufen Jr, Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin – AGORA

Os cem primeiros dias da atual administração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram marcados pelo aperto nas finanças, por escândalos nas áreas de saúde e educação e por falhas na prevenção de enchentes e no programa de inspeção veicular. No centésimo dia, amanhã, o paulistano terá sentido pouco, na prática, as medidas positivas do governo -o reflexo é a queda da aprovação de Kassab nos últimos meses.

O prefeito já previa tempos difíceis ao assumir o segundo mandato, em 1º de janeiro. No discurso de posse, culpou a crise econômica para justificar o congelamento de 20% no Orçamento 2009, ou R$ 5,5 bilhões, o maior da história da capital em números absolutos. Resultado: redução de investimentos, revisão de contratos e atrasos em obras.

A população já começou a sentir os problemas, seja no programa de recapeamento de ruas (que está parado), no atraso de obras de canalização (córrego do Ipiranga é o principal exemplo) ou no corte de repasse às concessionárias de ônibus, que ameaçam não renovar a frota.

No balanço do período, porém, as falhas na educação são as que chamam mais atenção. Além do escândalo da merenda, a gestão teve de enfrentar críticas sobre a volta às aulas. O início do ano letivo foi marcado por rodízio de alunos, falta de professores, escolas com falhas de infraestrutura e atrasos em obras.

A pasta também lidou com um imbróglio relativo a dados sobre falta de vagas em creches e pré-escolas. O prefeito prometeu zerar o déficit até 2012 e a lista de espera, que era de 110 mil em junho de 2008, caiu neste ano para 67 mil. A diferença foi atribuída ao recadastramento.

No trânsito, o programa de inspeção veicular -importante para a redução da poluição e melhora da qualidade de vida dos moradores -apresentou dificuldades burocráticas e muita confusão.

Mesmo interessados, os motoristas não conseguiam marcar a inspeção por sobrecarga no site da empresa contratada. O setor também conviveu com atrasos em licitação de radares e panes no sistema de informação dos pontos de ônibus da cidade.

No período, uma constatação: Kassab não fugiu do enfrentamento de tragédias de grande comoção social. Foi assim quando desabou o teto da sede da Igreja Renascer, no Cambuci (região central), ou quando os moradores da favela Paraisópolis (zona sul) enfrentaram a polícia.

Kassab chegou ao dia 26 de março com 45% de aprovação dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha. No pico de popularidade, em outubro, após vencer o primeiro turno das eleições, obteve 61% de “ótimo” e “bom”. Em maio de 2008, foram 39%.

Uma nova imagem
Pai da Lei Cidade Limpa, Kassab prepara, agora, uma nova marca para alavancar sua popularidade. As opiniões de seus assessores se dividem. Uns defendem a “revolução do trânsito”, com novos corredores, reforma da marginal Tietê, construção de duas novas rodoviárias e investimento de mais R$ 1 bilhão no metrô. Outros, o “carinho com a saúde e a educação”, com a extensão da cobertura médica e educacional na capital.

03/04/2009 - 18:04h Teatro Ágora

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30/03/2009 - 20:32h Ágora 10 anos

http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?ui=2&ik=059ef31cd9&view=att&th=120592bd215ab85e&attid=0.2&disp=inline&zw
Celso Frateschi no espetáculo “Sonho de um Homem Ridículo”, que estreia dia 3 de abril e marca o início da programação comemorativa dos 10 anos do Ágora
 http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?ui=2&ik=059ef31cd9&view=att&th=120592bd215ab85e&attid=0.3&disp=inline&zw&AuthEventSource=SSO

ÁGORA TEATRO COMEMORA SUA PRIMEIRA DÉCADA DE
ATIVIDADES COM O PROJETO “AGORA + 10”, A PARTIR DE 03/04

Nova montagem ”Sonho de um Homem Ridículo, de Dostoievski,
com Celso Frateschi, abre a programação, nesta sexta-feira

Uma revisão crítica de sua produção nessa primeira década de atuação, que possa nortear os trabalhos nos próximos anos. Essa é a síntese do “Agora + 10”, evento que celebra os 10 anos de atividades Ágora Teatro.

A programação, elaborada pelos diretores do espaço, Celso Frateschi, Roberto Lage e Sylvia Moreira – entre abril e dezembro – traz espetáculos teatrais, ciclos de debates e seminários, lançamento de livro e cursos. A abertura acontece com três montagens em abril: dia 3, “Sonho de um Homem Ridículo,” espetáculo-solo com Celso Frateschi, dirigido por Roberto Lage, baseado em conto de Dostoievski; dia 4, “GL. 5,17: Um Experimento no Purgatório”; e no dia 4, “A Missa do Galo”. Esses dois últimos espetáculos fazem parte do projeto “Machadianas” e são baseados em contos de Machado de Assis. (ver sinopses e fichas técnicas a seguir).

Conceito – Celso Frateschi explica o eixo conceitual do “Ágora mais 10”: “é a depuração dos nossos pressupostos estéticos experimentados nos 10 anos de trabalho. Para tanto, serão revisitadas quatro de nossas principais montagens: ‘Sonho de um Homem Ridículo’ de Dostoievski; ‘Antes do Café’ de Eugene O’Neill; ‘Ricardo III’ de Shakespeare; e ‘Don Juan’ de Molliere”.

É importante salientar que não se tratam de reestreias, mas sim de espetáculos completamente novos, com base no pressuposto da “busca pela menor grandeza”, conceito inspirado no verso de Bertolt Brecht. “Tal busca sempre esteve presente nas nossas montagens e julgamos que depois de dez anos de trabalho seja o momento de refletir sobre ela, sobre como a desenvolvemos e radicalizá-la para enfrentarmos os nossos próximos dez anos”, analisa Sylvia Moreira.

Para Frateschi, revisitar esses espetáculos emblemáticos para a história do Ágora “significa estranhá-los e recolocá-los num contexto diferente daquele em que foram criados. Serão montagens onde a depuração estética irá gerar novas adaptações, uma vez que trabalharemos sobre o que já foi trabalhado. Nossa intenção é criar as bases para um salto de qualidade em nosso trabalho artístico”.

Machadianas – Paralelamente às novas montagens do repertório revisitadas, serão apresentados seis espetáculos do projeto “Machadianas”, baseados em textos de Machado de Assis. “A proposta é trabalhar na busca da teatralidade das formas narrativas para ampliar a comunicação entre o palco e a platéia contemporânea”, explica Robero Lage. O “Machadianas” – que está em sua terceira edição – conta com a criação de diversos núcleos de trabalho, em que diretores e atores se dedicam à criação dos espetáculos, sob a coordenação de Roberto Lage e com a direção de arte de Sylvia Moreira.

Publicação e Debates – Em maio, no dia 6 (quarta-feira), ainda como parte do evento “Ágora+10”, será lançado o livro “Teatro Paulistano século V”. A publicação é o resultado de um painel de debates promovido pelo Ágora, sobre o vigor do teatro paulistano contemporâneo. No mesmo dia, tem início o primeiro dos dois ciclos de debates programados: “Teatro, vinho e pensamento”. “Serão colocadas em discussão questões estéticas e filosóficas que nos provocam como artistas”, adianta Frateschi. O segundo encontro acontece no encerramento da programação, em novembro e vai abordar o tema “A cidade teatralizada”.

ÁGORA +10 – SINOPSES, FICHAS TÉCNICAS E SERVIÇOS
Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista – Telefone: 3284-0290

“SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO”

Estreia: 03 de abril – Temporada: até 21 de junho.
Sextas e Sábados às 21h. Domingos às 19h

SINOPSE – Peça baseada no conto de Dostoiévski. Segunda metade do século XIX. Um homem do subterrâneo. Cenário e personagem típicos do autor russo, um dos principais narradores da alma humana. Nosso herói sabe que é ridículo desde a infância – motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes- e já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia inútil como todos os outros, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta aos berros. Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Adormece e sonha. Ele narra como conheceu a verdade em toda a sua glória e mostra como tudo aquilo deve ter sido real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num sonho.

A MONTAGEM – A adaptação se preocupa em manter o texto original de Fiódor Dostoiévski, que faz parte do livro Diário de um Escritor, publicado pela primeira vez em 1877. Propõe um espetáculo que explora o essencial das questões humanas de Dostoiévski, estabelecendo um diálogo direto com o contemporâneo. Sua arquitetura cênica é construída a partir da rua, do cortiço, do paraíso e do inferno – elementos da obra-, numa composição que sugere o onírico, onde o sentido do sonho é recuperado através do espanto ao colocar em um mesmo plano, o imaginário do contemporâneo e a infância da humanidade. O real e o sonho se justapondo em um diálogo permanente durante o jogo cênico. O ator solitário em cena é uma opção estética inerente ao tema, que aborda a solidão e a sua superação.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e interpretação: Celso Frateschi
Direção: Roberto Lage
Cenário e figurino: Sylvia Moreira
Corpo: Vivien Buckup
Luz: Wagner Freire
Trilha sonora: Aline Meyer

SERVIÇO
Duração: 75 minutos
Capacidade: 80 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Recomendação etária: 12 anos
Ágora Teatro – Sala Gianni Ratto

“GL. 5,17: UM EXPERIMENTO NO PURGATÓRIO” (Machadiana)
Estréia: dia 4 de abril
Temporada: até 17 de maio.
Sextas e sábados às 23h e domingos às 21h

SINOPSE – O Diabo decide criar a sua igreja – “escritura contra escritura, breviário, contra breviário” – e após comunicar a Deus sua intenção, desce à terra para atingir seus propósitos.

A MONTAGEM – A investigação foi pautada pelo estudo do narrador multifacetado, a razão da genialidade da literatura machadiana; “um misto de poeta, guerreiro e profeta” – e agregou outros contos de temática religiosa. A direção ousou em transferir o gênio narrativo ao teatro, e adotou a metáfora do pregador hipócrata num surto de honestidade “que retira da experiência o que ele conta; sua experiência ou a relatada pelos outros, e incorpora as coisas narradas à experiência dos seus ouvintes” citando Benjamim, o que resultou num roteiro de cenas que inclui também o imaginário do ator – o pós-cena – e que não pretende criar nada de novo, como citado no Eclesiastes, tanto lido por Machado, “nada de novo debaixo do sol”. Busca criar uma teia desaforada que confunde o discurso do intérprete com o do autor e beira o despropósito. Iniciativa de um teatro narrativo que não se limita ao palco, de atores que insinuam uma sedução para compreender a platéia e serem compreendidos por ela.

FICHA TÉCNICA
Baseado nos contos de Machado de Assis
Direção: Tânia Granussi
Coordenação: Roberto Lage
Elenco: André Martins, Daniela Perim e Wilson Canhas
Direção de Arte: Sylvia Moreira

SERVIÇO:
Duração: 60 minutos
Capacidade: 45 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Recomendação etária: 12 anos
Ágora Teatro – Espaço Ágora

“A MISSA DO GALO” (Machadiana)
Estreia dia 4 de abril. Temporada até 17 de maio
Sextas e Sábados às 21h30. Domingos às 19h30
SINOPSE
No conto, um acontecimento da adolescência do Sr. Menezes ainda o perturba depois de muitos anos. Um encontro a sós com uma mulher casada e mais velha apresentou, na ótica de Menezes, uma manancial de possibilidades que terminaram por não realizarem-se. Memórias truncadas de uma certa noite envolta em desejos, sensualidade e insinuações.

A MONTAGEM – A direção busca estabelecer um diálogo entre a tradição humana de contar histórias, transmitindo conhecimento, experiência e vivência com modernas técnicas de interpretação e encenação. O processo de criação coletiva, a utilização de partituras corporais, a troca de papéis entre os atores, a precisão das marcações e o distanciamento crítico dos interpretes estão a serviço da busca de um equilíbrio entre a composição estética, a transmissão do enredo e o estímulo à reflexão proposta por Machado de Assis.

No que diz respeito ao aspecto temático, a direção buscou ressaltar elementos que considera chaves na obra de Machado de Assis; destacando-se o papel da memória, mais precisamente de sua falibilidade, na consolidação da personalidade presente. “A Missa do Galo” parte-se da análise das características individuais de cada personagem Machadiano do século XIX para a proposição de uma reflexão sobre o indivíduo e a sociedade de hoje, especialmente evidenciando forças que acabam por interromper a realização da vida em todas as suas possibilidades.

FICHA TÉCNICA
Baseado no conto homônimo de Machado de Assis.
Direção: Luiz Eduardo Frin
Coordenação: Roberto Lage
Elenco: Arô Ribeiro e William Rosa.
Assistente de Direção: Carolina Soledad
Direção de Arte: Sylvia Moreira
Iluminação: Roberto Lage e Luiz Eduardo Frin
Direção musical e Trilha original: Charles Raszl
Produção de Trilha sonora: Rafael Agra

SERVIÇO:
Duração: 60 minutos
Capacidade: 50 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Recomendação etária: 12 anos
Ágora Teatro – Sala Edith Siqueira

12/02/2009 - 15:05h Cursos de teatro


13/06/2008 - 18:18h Va agora

16/02/2008 - 16:33h La nuit de Valognes

Uma reescritura do Don Juan: La nuit de Valognes de Eric-Emmanuel Schmitt.

Nesta versão, diferente da peça de Molière, Don Juan morre apertando a mão da estátua que representa o cavalheiro de Chiffreville e não do Comendador. Uma clara indicação da inclinação amorosa do sedutor. O texto esta em francês.

Para quem quiser curtir um excelente Don Juan, ainda esta em cartaz no Teatro Ágora aqui em São Paulo. Nesta versão também essa atração homossexual é insinuada, mas repelida pelo Don Juan. Reverencia a Molière, sem dúvida. LF

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do Blog un peu de tout

« Ce soir, Don Juan va venir. Il ne sait rien, il croit se rendre à un bal, mais nous, cinq femmes, cinq femmes qu’il a bafouées, cinq femmes défaites que la mémoire torture, que le passé supplicie, cinq femmes ici ce soir le jugeront et le condamneront. Cette nuit, nous ferons le procès de Don Juan »

(mais…)

14/12/2007 - 00:45h Um Don Juan a saborear, sem moderação

Recomendo esta peça teatral; um Don Juan, leve, alegre e fresco. Uma comedia “giocosa”, que na sua adaptação, se insinua na crítica política e social -nos meandros do udenismo ambiente no Brasil- bem em sintonia com Molière.

Um divertimento com musica, um elenco de primeira e moral e sexo, para ninguém botar defeito, LF

 

ÁGORA TEATRO E PETROBRAS APRESENTAM:

Don Juan, de Molière
De 09/11 à 23/12

• 21h00 quintas / sextas / sábados
• 20h00 domingos

INGRESSOS: R$ 20,00 e R$ 10,00 meia-entrada

Mais informações:
www.agorateatro.com.br

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Telefone para reservas: (11) 3284.0290

Don Juan - Revista Bravo

14/12/2007 - 00:26h Um Don Juan a saborear, sem moderação

Recomendo esta peça teatral; um Don Juan, leve, alegre e fresco. Uma comédia “giocosa”, que na sua adaptação, se insinua na crítica política e social -nos meandros do udenismo ambiente no Brasil- bem em sintonia com Molière.

Um divertimento com música, um elenco de primeira e moral e sexo, para ninguém botar defeito, LF

 

 

 

ÁGORA TEATRO E PETROBRAS APRESENTAM:

Don Juan, de Molière
De 09/11 à 23/12

• 21h00 quintas / sextas / sábados
• 20h00 domingos

INGRESSOS: R$ 20,00 e R$ 10,00 meia-entrada

Mais informações:
www.agorateatro.com.br

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Telefone para reservas: (11) 3284.0290

Don Juan de Moliere - ULTIMAS SEMANAS


12/12/2007 - 08:47h Don Juan no Ágora

ÁGORA TEATRO E PETROBRAS APRESENTAM:

Don Juan, de Molière
De 09/11 à 23/12

• 21h00 quintas / sextas / sábados
• 20h00 domingos

INGRESSOS: R$ 20,00 e R$ 10,00 meia-entrada

Mais informações:
www.agorateatro.com.br

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Telefone para reservas: (11) 3284.0290

Don Juan - Revista Bravo

12/12/2007 - 08:43h Don Juan no Ágora

ÁGORA TEATRO E PETROBRAS APRESENTAM:

Don Juan, de Molière
De 09/11 à 23/12

• 21h00 quintas / sextas / sábados
• 20h00 domingos

INGRESSOS: R$ 20,00 e R$ 10,00 meia-entrada

Mais informações:
www.agorateatro.com.br

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Telefone para reservas: (11) 3284.0290

Don Juan - Revista Bravo

11/06/2007 - 11:41h