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	<title>Blog do Favre &#187; agrícola</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Pré-sal&#8221; do campo traz US$ 1 tri em 10 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 13:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura
Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas
 



Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem





Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá
 
MAURO ZAFALON [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong> </strong></span> <strong>Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura</strong></p>
<p><strong>Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1810200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>MAURO ZAFALON</strong> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span> DA REDAÇÃO </span></p>
<p>Enquanto atenções e planos  de investimentos no país se voltam à exploração de petróleo  na região do pré-sal, produtores agrícolas reclamam que o  &#8220;pré-sal&#8221; do campo, que deve  trazer US$ 1 trilhão ao país em  dez anos, está ameaçado justamente pela falta de investimentos em infraestrutura.<br />
Com tantos investimentos  em pré-sal, trem-bala, Copa do  Mundo e Olimpíada, os problemas do campo podem ser relegados a segundo plano, temem  os agentes do setor.<br />
É difícil imaginar como será a  participação do petróleo na  economia mundial em 20 anos.  Mas não é difícil prever a importância dos alimentos.<br />
Relatórios recentes de vários  organismos internacionais, entre eles da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre  Comércio e Desenvolvimento)  e da ONU (Organização das Nações Unidas), mostram que haverá forte demanda de alimentos nos próximos anos, e todos  são unânimes em apontar a importância do Brasil como grande produtor de grãos, proteína  animal e biocombustíveis.<br />
O país, que já é grande fornecedor mundial de alimentos,  deverá ter participação ainda  maior no contexto internacional nas próximas décadas.<br />
As receitas com exportações  nacionais do agronegócio cresceram a uma média de 13% ao  ano na última década, devido a  demanda maior, melhora nos  preços e aumento de renda em  países emergentes.<br />
Com apenas metade dessa  evolução por ano, o país acumularia US$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Se for mantido  o mesmo percentual de evolução dos últimos dez anos, o valor chegaria a US$ 1,5 trilhão na  próxima década -até 2019.<br />
Do estágio atual à condição  de celeiro do mundo, no entanto, o caminho a ser percorrido é  longo, dizem os analistas.<br />
Especialistas no setor são  unânimes em dizer que há muito para ser feito, e essas ações  não dependem só do governo  mas também dos próprios produtores e empresas do setor.<br />
Da parte do governo, as ações  devem focar investimentos em  infraestrutura, avanços em tecnologia, questões ambientais e  política agrícola de longo prazo.</p>
<p><strong>Menos sonegação</strong><br />
Já da parte de produtores e  empresas, afirmam ser necessária uma melhora na gestão  dos negócios e maior responsabilidade empresarial, que inclua reduções na sonegação de  impostos e na corrupção.<br />
&#8220;Os investimentos virão com  certeza, e várias mudanças serão necessárias, mas não é mostrando garras, unhas e dentes  que elas ocorrerão. Serão necessários acordos políticos de  fundo&#8221;, diz Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura.<br />
Para Stephanes, reestruturação das empresas agropecuárias, mudanças de contratos e  questões tributárias e de sonegação estão entre as prioridades para o futuro.<br />
Guilherme Dias, professor da  USP e que participou do governo Fernando Henrique Cardoso, também diz que serão necessárias mudanças no setor  produtivo.&#8221;Há uma resistência  da base produtora para a evolução. Parte ainda prefere a sonegação tributária e a corrupção a  uma regulação do setor.&#8221;<br />
Luis Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura e vice-presidente da área de agronegócios do Banco do Brasil,  acrescenta à lista de problemas  a serem resolvidos a necessidade de regularização da posse de  terra e uma melhora nas relações de trabalho.<br />
&#8220;O Brasil vai ficar na pauta do mundo&#8221; e duas palavras vão determinar esse novo cenário agropecuário: concentração e internacionalização, segundo Roberto Rodrigues, também ex-ministro da Agricultura. &#8220;O pré-sal vai trazer um tsunami de dinheiro para o país.&#8221; Esses investimentos não ficarão apenas em petróleo, mas irão também para saúde, educação, chegando ainda às indústrias de insumos e de alimentos.<br />
Mas o país tem de ter estratégias, adverte Rodrigues. Política agrícola existe, mas são necessários instrumentos para  sua aplicação.<br />
Os técnicos da Unctad concordam com Rodrigues e sugerem que os governos enquadrem o fluxo de financiamentos para a produção e que elaborem contratos padrão para proteger os produtores.</p>
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		<title>Produtividade de cana cresce até 50%</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. 


TENDÊNCIA
A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" alt="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" /><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></em></p>
<p><strong>TENDÊNCIA</strong></p>
<p>A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 anos no Brasil. A avaliação &#8211; que reforça a posição do País como imbatível na produção de açúcar, álcool e energia renovável &#8211; é do diretor-superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Boeta, feita durante o lançamento das novas variedades de cana da instituição de pesquisa, em Ribeirão Preto (SP). <em>Fonte O Estado SP</em></p>
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		<title>Agricultura se recupera e pode repetir 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 12:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores
Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008


Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008</strong></font></p>
<p><font size="4"></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090510/img/capadodia.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 bilhões de renda no campo neste ano, segundo os cálculos do Ministério da Agricultura. Consultorias privadas preveem um acréscimo de até R$ 12 bilhões na receita em relação às previsões iniciais, que apontavam queda de 7%. Nos últimos 30 dias, as cotações de soja, algodão e açúcar, por exemplo, subiram 13%, 22%, 18%, respectivamente, nas bolsas internacionais. A recuperação de preços trouxe de volta otimismo ao campo e abriu perspectivas mais favoráveis para o plantio da próxima safra.</p>
<p>Em setembro, com o agravamento da crise financeira, os preços das commodities desabaram e as projeções da receita agrícola para este ano também. O Ministério da Agricultura chegou a projetar no início do ano que a renda das lavouras poderia chegar a R$ 150 bilhões em 2009. Agora, prevê que a receita atinja R$ 156 bilhões, resultado apenas 3% menor do que o obtido em 2008, revela um estudo do Ministério da Agricultura a que o Estado teve acesso e será divulgado amanhã.</p>
<p>&#8220;A tendência é de que a renda agrícola de 2009 não sofra uma queda tão grande quanto se previa inicialmente e possa até se igualar à do ano passado, que foi recorde&#8221;, afirma o coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Em 2008, a renda de 20 produtos agrícolas somou R$ 161,1 bilhões.</p>
<p>Segundo Gasques, o que está puxando para cima a receita são os preços. Ele observa que os dados da receita de abril refletem apenas parcialmente esse movimento porque as cotações consideradas são as de março e a escalada das commodities ganhou força em abril.</p>
<p>Consultorias privadas que consideram em seus cálculos os preços deste mês têm projeções mais otimistas. A RC Consultores, por exemplo, refez as contas e prevê que a renda obtida com a venda de grãos, cana, café e laranja atinja R$ 186,9 bilhões em 2009, ante estimativas iniciais que indicavam R$ 174,5 bilhões. A nova projeção é praticamente a mesma receita recorde obtida no ano passado. &#8220;A percepção de renda futura da agricultura mudou&#8221;, diz o diretor da consultoria, Fabio Silveira. Ele acredita que esse resultado possa até ser superado.</p>
<p>&#8220;Estamos contentes, mas preocupados&#8221;, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, Glauber Silveira. Ele explica que a receita com soja pode ser corroída pela valorização do real ante o dólar, apesar de o preço atual do grão, que passa de US$ 11 por bushel na Bolsa de Chicago, superar a média histórica e o esperado diante do cenário de recessão global. O dólar fechou a semana em R$ 2,068, a menor cotação desde outubro do ano passado.</p>
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		<title>Safra 2009 será a segunda maior da história, prevê IBGE</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 12:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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IBGE eleva previsão para a safra 2009
SEGUNDA REVISÃO
O IBGE elevou de novo a estimativa para a safra 2009. Segundo o levantamento de março, a produção agrícola do País vai somar 136,4 milhões de toneladas. A projeção é 0,8% superior à de fevereiro, na segunda revisão consecutiva para cima. Apesar da queda prevista de 6,5% ante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/10609/" rel="attachment wp-att-10609" title="colheita_milho.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/colheita_milho.jpg" alt="colheita_milho.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p></a><br />
<strong></strong></p>
<p><strong><font size="6">IBGE eleva previsão para a safra 2009</font></strong></p>
<p><strong>SEGUNDA REVISÃO</strong></p>
<p>O IBGE elevou de novo a estimativa para a safra 2009. Segundo o levantamento de março, a produção agrícola do País vai somar 136,4 milhões de toneladas. A projeção é 0,8% superior à de fevereiro, na segunda revisão consecutiva para cima. Apesar da queda prevista de 6,5% ante o ano passado, a produção esperada será a segunda maior da história do País, e só perde para 2008, de 145,9 milhões toneladas.</p>
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		<title>Caroço é mais competitivo para produção de biodiesel</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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De São Paulo &#8211; VALOR
Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.
&#8220;O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" alt="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">De São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.</p>
<p>&#8220;O caroço do algodão em geral tem um teor de óleo que varia entre 18% e 20% e a produtividade média no Piauí é de 4,3 toneladas de algodão em caroço por hectare. No Maranhão, a produtividade ficou ligeiramente inferior, ao alcançar 4,2 toneladas de algodão em caroço por hectare&#8221;, afirma o pesquisador e coordenador da pesquisa José Lopes Ribeiro.</p>
<p>Ele explica que foram feitos vários experimentos até se obter o melhor resultado em produtividade, divulgados no princípio deste ano. &#8220;Foram implantados 82 experimentos em sete municípios do Piauí e outros sete no Maranhão&#8221;, diz. Segundo ele, no Piauí, os municípios que apresentaram as melhores médias de produtividade foram Baixa Grande do Ribeiro e Uruçuí. Para se ter uma ideia, no primeiro, a variação oscilou entre 3,2 toneladas por hectare a 4,3 toneladas por hectare. Já no segundo, a produtividade média foi de 2,7 toneladas por hectare a 3,4 toneladas por hectare.</p>
<p>No Maranhão, as melhores produtividades foram registradas nos municípios de Tasso Fragoso, com uma variação de 2,7 toneladas por hectare a 4,2 toneladas por hectare, e em São Raimundo das Mangabeiras. Neste último, a produtividade variou de 3,3 toneladas por hectare a 3,9 toneladas por hectare. &#8220;As 12 cultivares que mais se destacaram nos ensaios foram recomendadas para o cultivo na região Meio-Norte&#8221;, diz.</p>
<p>De acordo com o levantamento sistemático da produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país teve, na última safra, uma área colhida de algodão superior a um milhão de hectares. O Nordeste alcançou 379 mil hectares e o Piauí, 17 mil hectares. A produção brasileira chegou a 3,9 milhões de toneladas. Mas foi a produtividade média no país que mais animou os produtores e pesquisadores, atingindo 3,7 toneladas por hectare.</p>
<p>Outros estudos recentes apontam na mesma direção. A coordenadora de projetos do Pólo Nacional de Biocombustíveis da Universidade de São Paulo (USP), Catarina Rodrigues Pezzo, após uma análise comparativa feita nas cinco regiões do país, concluiu que o biodiesel mais viável e de menor custo é o do caroço do algodão. Pelos seus cálculos, sai a R$ 0,81 o litro, na região Nordeste.</p>
<p>Essa afirmação já havia movimentado o setor em 2007, quando um estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também demonstrou que o caroço de algodão do Nordeste é a melhor matéria-prima, do ponto de vista econômico, para a produção do biodiesel.</p>
<p>Para a pesquisadora da USP, entre as oleaginosas de peso como a soja e a mamona, o caroço de algodão está na frente por fatores como facilidade de acesso e por resultar em subproduto com valor de mercado. Ela ressalta que o caroço é o subproduto da indústria têxtil e o seu farelo ainda serve para a ração animal, que tem igualmente valor de mercado, e mesmo possuindo um teor de óleo próximo ao da soja &#8211; de 14% a 18% &#8211; uma das vantagens é não competir com a alimentação, como é o caso da soja.</p>
<p>Na opinião de Catarina Pezzo, o biodiesel é uma alternativa econômica viável para os pequenos produtores, mas salienta que para competir no mercado o projeto só se tornaria viável em uma produção integrada e organizada, por meio de associações ou cooperativas.</p>
<p>De olho nessa possibilidade, a Associação dos Plantadores de Algodão do Mato Grosso (Ampa), que existe desde 1997, e congrega toda a classe produtora de algodão do estado, iniciou há um ano a construção da usina Cooperbio, em Cuiabá-MT, que utilizará entre outras oleaginosas, o caroço de algodão, matéria-prima que possuem de sobra.</p>
<p>Para o presidente da Cooperbio, João Luiz Ribas Pessa, &#8220;a possibilidade de se obter óleo do caroço atende à necessidade de melhor utilização deste subproduto, como também em contribuir para a diminuição do custo de produção ao gerar um combustível mais barato que o diesel&#8221;. Os associados Cooperbio plantam hoje 405 mil hectares de algodão, produzindo 1,4 milhão de toneladas de algodão em caroço, o correspondente a 530 mil toneladas de fibra e 730 mil de caroço. (R.C.)</p>
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		<title>Valor da terra surpreende e volta a subir</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 12:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[agrofolha

  Com alta da soja e maior interesse de investidor estrangeiro, preço médio do hectare no país bate novo recorde nominal
Cotação chega a R$ 4.373; desvalorização do real dá competitividade a produtos de exportação e contribui para recuperar mercados
  
GITÂNIO FORTES &#8211; FOLHA SP
  DA REDAÇÃO 
Nada de crise no preço das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+2" color="#000080">agrofolha</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.agrisus.org.br/foto/38_colheita_de_soja_e_plantio_de_milho_31032004_sorriso_MT_Grupo_Pinesso.g.jpg" alt="http://www.agrisus.org.br/foto/38_colheita_de_soja_e_plantio_de_milho_31032004_sorriso_MT_Grupo_Pinesso.g.jpg" /></div>
<p><font size="5"></font>  <strong>Com alta da soja e maior interesse de investidor estrangeiro, preço médio do hectare no país bate novo recorde nominal</p>
<p>Cotação chega a R$ 4.373; desvalorização do real dá competitividade a produtos de exportação e contribui para recuperar mercados</strong></p>
<p><strong>  <span style="background-color: #ffff99"></span></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>GITÂNIO FORTES</strong> &#8211; FOLHA SP</p>
<p><font size="-1">  DA REDAÇÃO </font></p>
<p>Nada de crise no preço das  terras. A valorização das commodities neste começo de ano e  a retomada do interesse de investidores internacionais, que  voltaram a prospectar negócios, repercutiram favoravelmente no mercado. A média  nacional do preço do hectare,  que ensaiou retração na virada  de 2008 para 2009, surpreendeu com registro de alta.<br />
De acordo com o mais recente Relatório de Terras, divulgado bimestralmente pela consultoria AgraFNP há mais de  três anos, o preço médio do  hectare no país alcançou o recorde nominal de R$ 4.373.<br />
No último bimestre do ano  passado, a cotação era de  R$ 4.330, menor que os R$  4.341 de setembro/outubro.<br />
Jacqueline Bierhals, gerente  da AgraFNP, aponta a volta do  investidor estrangeiro, que se  retraiu no fim de 2008, como  um dos principais fatores para  a valorização. Segundo ela, no  começo deste ano, comitivas de  empresários chineses, americanos, alemães e holandeses visitaram as principais regiões  produtoras de grãos do país.<br />
Não há registro de que negócios tenham sido fechados  -até pela época, de proximidade da colheita da safra de verão.  Os agricultores se concentram  na produção e deixam para depois o investimento em novas  áreas ou a análise de propostas  pelas suas propriedades.<br />
Ainda de acordo com a  AgraFNP, a recuperação dos  preços agrícolas devolveu vigor  ao mercado de terras.<br />
A valorização da soja na Bolsa de Chicago no primeiro bimestre, em relação aos dois  meses anteriores foi de 1,95%.  No mercado interno, chegou a  7,45%, afirma Bierhals.</p>
<p><strong>Novo patamar</strong><br />
A diferença se explica pela  mudança de patamar do real  ante o dólar desde setembro do  ano passado, com o agravamento da crise financeira.<br />
Para quem conseguiu escapar dos problemas climáticos  -também eles um dos motivos  para que os preços agrícolas se  recuperem- e manter a produtividade, cada saca de produto  exportado agora propicia obter  mais reais que antes.<br />
O dólar atualmente na casa  de R$ 2,20 nem se compara às  mínimas de 2008, quando ficou  abaixo de R$ 1,60.<br />
O presidente da Sociedade  Rural Brasileira, Cesário Ramalho, afirma que era de esperar outro comportamento do  mercado. A expectativa era a de  quedas abruptas no valor do  hectare, principalmente pelas  restrições de crédito, capazes  de inibir o financiamento para  a aquisição de novas áreas.<br />
&#8220;Mas, com a soja na faixa de  R$ 40 a R$ 42, a saca e produtividade de 50 sacas por hectare,  é possível obter renda acima do  custo de produção&#8221;, diz o presidente da Rural. Com isso, tornou-se natural que o preço da  terra se sustente.<br />
Ramalho ressalva que a valorização, no entanto, não se dá  em todos os lugares.<br />
Perto de Bauru e Marília, no  interior paulista, região em que  o espaço agrícola se divide entre grãos, cana-de-açúcar, pastagens e reflorestamento, os  preços não se mostram tão firmes, afirma ele.<br />
Frederico Fonseca Lopes, sócio da Markestrat, centro de  pesquisas de Ribeirão Preto  (SP), afirma que no interior  paulista há poucos negócios,  principalmente em áreas destinadas para a citricultura e a cana-de-açúcar, lavouras que já  passaram por períodos de preços mais favoráveis.</p>
<p><font size="5"></font></p>
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		<title>EUA e Brasil em lua-de-mel, mas sem álcool</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor

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Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"></a></p>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor</em></font></a></div>
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<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar os laços com o Brasil, segundo registro de um jornal da época. Acompanhado dos diplomatas brasileiros Joaquim de Azambuja e Luis Fleury, que traziam uma elogiosa carta da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Fletcher, um entusiasmado brasilianista, celebrava o início da primeira rota direta de vapores entre as duas principais cidades das jovens nações, Rio de Janeiro e Nova York.</p>
<p>Da pequena frota de vapores subsidiados pelos governos dos dois países, as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos evoluíram desde então para uma balança comercial de pouco mais US$ 53 bilhões em 2008, com saldo positivo de US$ 1,8 bilhão para o Brasil. O diálogo transnacional também passou para esferas muito mais altas e hoje o Brasil é considerado pelos EUA como um importante parceiro no desenvolvimento de relações multilaterais, dizem especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apenas o terceiro chefe de Estado a ser recebido pelo presidente americano Barack Obama, e o primeiro da América Latina, em um encontro sábado na Casa Branca.</p>
<p>Não há nenhum Fletcher hoje pressionando o governo americano a melhorar o relacionamento com o Brasil, mas o momento atual é favorável, segundo vários especialistas. Embora ainda ocorram embates sobre questões comerciais, há boas perspectivas de cooperação em áreas como combate ao tráfico de drogas, mudanças climáticas e relações multilaterais. O governo Obama também tem sinalizado um posicionamento mais flexível em relação a Cuba, o que provavelmente agradaria o governo Lula. Além disso, o Brasil é visto como um país que desfruta de boas relações na América Latina de maneira geral, o que pode ajudá-lo a servir de ponte para um novo diálogo entre os EUA e a região, dizem os especialistas. Após uma reunião com Lula sábado, Obama disse que pretende usar o relacionamento com o Brasil para reforçar os laços com a América Latina.</p>
<p>É claro que a grandiosidade da crise econômica nos EUA e no mundo, e os conflitos no Iraque e no Afeganistão podem dificultar que o governo de Obama dê prioridade à América Latina em sua agenda internacional num futuro próximo, diz o cientista político Riordan Roett, da Universidade Johns Hopkins. &#8220;A atitude atual é benigna, mas a escalada da violência no México, fruto da guerra contra o narcotráfico, o policiamento da fronteira com esse país e os efeitos da queda nas remessas de imigrantes devem ganhar mais destaque na agenda do governo Obama&#8221; em se tratando de relações com a América Latina, diz Roett, que recebeu em 2000 a medalha da Ordem de Rio Branco das mãos de Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>O convite de Obama para Lula visitar Washington também é um bom sinal, diz Roett, para quem a cooperação entre os dois países no contexto atual é muito mais abrangente do que as questões bilaterais, especialmente com o papel preponderante do Brasil na construção de mecanismos multilaterais. &#8220;Se Obama quiser ativar a Rodada Doha, vai precisar do Brasil.&#8221; Brasil e EUA se reúnem novamente no início de abril, na conferência do G-20 em Londres, e em 17 de abril para a V Cúpula das Américas, em Port of Spain, Trinidad e Tobago.</p>
<p>Segundo Luiz Alberto Moniz Bandeira, professor aposentado de política exterior do Brasil da Universidade de Brasília, os dois países &#8220;não podem deixar de se considerar, (pois) são as duas maiores massas geográficas, demográficas e econômicas do continente&#8221;. Moniz aponta também a diminuição na importância dos EUA para as exportações brasileiras, que passaram a ser dominadas pela União Europeia e países emergentes. &#8220;O Brasil quer se aproximar dos EUA apenas na medida em que os EUA queiram se aproximar do Brasil&#8221;, diz Moniz.</p>
<p>Em entrevista coletiva em 25 de fevereiro, logo após se reunir em Washington com Hillary Clinton, o chanceler Celso Amorim disse que uma prioridade para reativar as negociações multilaterais para o comércio mundial é a confirmação pelo Congresso do indicado para o cargo de representante comercial dos EUA, Ron Kirk. A nomeação ainda está pendente, enquanto pesam sobre Kirk questões relativas a sua declaração de renda.</p>
<p>&#8220;O diálogo entre os dois governos realmente evoluiu nos últimos anos e acredito que o governo Obama continuará desenvolvendo isso&#8221;, diz Julia E. Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, um centro de pesquisas que tem sede em Nova York e se descreve como não-partidário e independente. A política comercial entre os dois países, contudo, ainda &#8220;não foi bem resolvida&#8221;. Embora haja muito interesse no Brasil, diz Sweig, especialmente em relação às recentes descobertas petrolíferas e à indústria do etanol, a falta de conhecimento aprofundado sobre o país pode ser um obstáculo para as relações entre os dois países. &#8220;O pessoal da política exterior (do governo Obama) está preocupado com México, Cuba e, em terceiro lugar, o Brasil. Mas ainda existe um grande déficit de conhecimento sobre o Brasil e como dialogar com o país em meio à classe política em Washington&#8221;, diz.</p>
<p>Questões comerciais também se interpõem entre os dois países. Um dos pontos de debate é a tarifa de US$ 0,14 por litro de álcool combustível importado do Brasil nos EUA. Ela foi mantida na legislação agrícola aprovada em 2008 e está em vigor até o fim de 2010. A demanda por álcool combustível nos EUA vem crescendo, mas o país tem sua própria produção, à base de milho, e os produtores locais têm bastante influência em Washington.</p>
<p>&#8220;Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável na América Latina de uma maneira que promova a auto-suficiência e crie mais mercados para fabricantes e produtores americanos de biocombustíveis&#8221;, diz o plano para a América Latina divulgado ano passado pelo então candidato. Obama reafirmou sua posição ao dizer após a reunião com Lula que o etanol é um &#8220;tema tenso&#8221; entre os dois países, que não vai mudar de um dia para o outro.</p>
<p>Joel Velasco, representante-chefe para a América do Norte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica), tem esperança de que políticos contrários à tarifação apresentem novas emendas que modifiquem a legislação agrícola. Velasco diz que os senadores e deputados das regiões costeiras tendem a apoiar a redução da tarifa, já que não produzem etanol e geralmente são obrigados a pagar mais caro pelo produto. Ele cita como favoráveis à redução da tarifa os senadores republicanos Richard Lugar e Judd Gregg.</p>
<p>Representantes dos senadores confirmaram que eles apoiam a redução da tarifa, mas disseram que no momento não há planos de introduzir nova legislação. Gregg chegou a apresentar em junho do ano passado um projeto de lei para reduzir a tarifa para US$ 0,12 por litro, sob o argumento de que a medida baixaria o preço da gasolina &#8211; na época o barril de petróleo estava acima de US$ 140, enquanto agora flutua na casa dos US$ 40. O projeto acabou morrendo no Congresso.</p>
<p>Gregg tinha sido indicado para ocupar a Secretaria de Comércio, um cargo que vem rendendo dor de cabeça a Obama, mas acabou desistindo sob a alegação de que havia &#8220;diferenças irresolúveis&#8221; com a política do novo presidente. O cargo em questão ainda está vago e Obama indicou recentemente o ex-governador do Estado de Washington Gary Locke, que aguarda confirmação.</p>
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		<title>Brasil vai à OMC pelo etanol</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[País volta a questionar subsídios dos EUA ao produto
Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP
Um levantamento feito pelo próprio governo americano coloca em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de cumprirem sua meta de expandir a produção de etanol no país na próxima década. O resultado veio no mesmo momento em que o Brasil cobrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>País volta a questionar subsídios dos EUA ao produto</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Um levantamento feito pelo próprio governo americano coloca em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de cumprirem sua meta de expandir a produção de etanol no país na próxima década. O resultado veio no mesmo momento em que o Brasil cobrou uma explicação dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre seus subsídios ao etanol. A diplomacia americana rejeitou classificar os programas de ajuda como incentivos ilegais e ignorou o pedido de esclarecimentos.</p>
<p>Na quinta-feira, o Itamaraty questionou os americanos e pediu um esclarecimento sobre o apoio financeiro dado ao setor de biocombustíveis. O Brasil queria saber se um programa de incentivo fiscal não seria um subsídio agrícola ilegal, que estaria contribuindo para distorcer o mercado. Os incentivos seriam de US$ 100 milhões por ano em redução de impostos.</p>
<p>Em resposta ao pedido de esclarecimento do Brasil, o governo americano alegou que já havia dado explicações e alertou que &#8220;não concordava&#8221; com a interpretação de que os incentivos pudessem ser classificados como subsídios agrícolas. Para os diplomatas americanos, o assunto nem sequer é um debate agrícola e os programas já teriam sido notificados como incentivos numa área industrial.</p>
<p>O questionamento do Brasil na OMC ainda não é uma disputa legal. O tema foi apenas levantado em um comitê regular da OMC. No ano passado, Brasil e Canadá iniciaram consultas para questionar a política de subsídios dos EUA na OMC, incluindo três programas de apoio à produção de etanol.</p>
<p><strong>META</strong></p>
<p>Estudo feito pelo Departamento de Energia americano indicou que o país dificilmente conseguirá atingir sua meta de 36 bilhões de galões de etanol até 2022, como foi estipulado em 2007. No mundo, a produção de etanol dobraria até 2020, com 50 bilhões de galões. Em 2030, esse volume chegaria a 80 bilhões. Mas, os americanos não conseguiriam atingir sua meta diante das dificuldades em produzir milho suficiente para ser transformado em etanol.</p>
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		<title>Para OMC, Brasil é exemplo a ser seguido</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" alt="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" align="left" />O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em discussão no bloco desde novembro e vários parceiros comerciais pediram esclarecimentos sobre sua aplicação, durante o exame da política comercial brasileira, encerrada ontem com a entrega de 316 páginas de respostas de Brasília.</p>
<p>Segundo o mediador do exame, o embaixador húngaro Istvan Major, o sentimento geral dos parceiros foi de que o Brasil, apesar da desaceleração econômica, &#8220;tem muito boas chances de resistir muito melhor na crise do que os outros&#8221;. Para ele, &#8220;o Brasil é um modelo a ser seguido&#8221;.</p>
<p>Uma &#8220;apreciação generalizada&#8221; foi manifestada sobre a decisão do país de &#8220;resistir a pressões protecionistas&#8221; ao não expandir a abrangência de licenças de importação não-automáticas. Mas várias delegações questionaram demandas atuais de licença. O Brasil respondeu que está tomando medidas para minimizar o impacto das licenças e que não tem intenção de impor novas exigências sobre uma lista maior de produtos.</p>
<p>Países pobres se manifestaram em peso elogiando o Brasil, mas também cobraram a promessa de acesso livre de cotas e tarifas para seus produtos no mercado brasileiro, feita no âmbito da Rodada Doha, que está longe de terminar.</p>
<p>O relatório dos economistas da OMC, que inclui o brasileiro Alberto Bueno, apontou o aumento da presença do Estado nos financiamentos e a suspeita de que as taxas de juros cobradas pelos bancos oficiais embutem subsídios que atropelariam as regras internacionais. Mas a reação foi bem tímida, no rastro da crise atual. Segundo o mediador, poucos países indagaram sobre os programas de financiamento à exportação que teriam &#8220;algumas distorções no comércio&#8221;.</p>
<p>Em relação ao exame realizado em 2004, a conclusão foi de que a política comercial hoje é mais aberta, que a burocracia persiste, mas diminuiu, e a modernização está em curso nas aduanas. Sobre a pouca transparência em regulações técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias, o mediador disse que &#8220;são problemas não só do Brasil, mas de outros países também&#8221;.</p>
<p>O exame do Brasil provocou 800 questões, muitas delas refletindo preocupações bem específicas. A China recusa há meses prorrogar um acordo com o Brasil pelo qual restringe voluntariamente exportações de têxteis e vestuário para o país. O resultado é que aumentarão as medidas antidumping contra os chineses. Assim, sem surpresas Pequim indagou sobre uma suposta cláusula de &#8220;interesse nacional&#8221; que a Câmara de Comércio Exterior usaria para decisão final nos casos de dumping. O Brasil respondeu que as sobretaxas só visam combater o dumping que causa prejuízos à indústria nacional.</p>
<p>Os Estados Unidos, o Canadá e o México, sócios no Nafta, apareceram com um extenso comentário sobre a importância de países produtores de aço &#8220;não influírem nas exportações&#8221;, nem limitarem as importações. O Brasil retrucou que só monitora o preço do aço importado. E que está preocupado com a implementação do &#8220;Buy America&#8221; aplicado aos siderúrgicos.</p>
<p>Entre as inúmeras perguntas da União Europeia, uma foi sobre o que o Brasil está fazendo para assegurar produção sustentável de biocombustível, incluindo respeito a padrões trabalhistas e implicação na mudança do uso da terra. A resposta foi de que a ocorrência de &#8220;práticas de trabalho ilegal em plantações de açúcar são residuais&#8221;, que a expansão da cana de açúcar é em áreas degradadas e que o governo tem um plano agroecológico que dirá onde o cultivo de cana será proibido, autorizado ou encorajado.</p>
<p>A UE quis saber em detalhes também o estado e as condições de negociações de acordos do Mercosul com a Índia, a África do Sul e outros países. E perguntou se o bloco pretende incluir cláusulas sociais e trabalhistas nos acordos. A resposta foi &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Cingapura, um paraíso fiscal, quis saber porque o Brasil cobra 25% na repatriação de ganhos para países com baixos impostos, comparado a 15% para outros países. O Brasil explicou que carrega mais na taxa no fluxo de capital com os paraísos fiscais para prevenir evasão fiscal.</p>
<p>O Canadá, um dos grandes exportadores agrícolas, perguntou sobre o impacto da crise atual sobre os produtores agrícolas brasileiros. A delegação brasileira respondeu que a liquidez está melhorando, mas a produção de grãos cairá 6,4% e há preocupações sobre a demanda e preços externos.</p>
<p>A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores de lácteos, quis saber a racionalidade de o Mercosul, hoje exportador desses produtos, aplicar taxa bem maior na importação, de 18,8%. O Brasil respondeu que enquanto persistirem os subsídios para lácteos no comércio internacional, a taxa não diminuirá.</p>
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		<title>A crise, o comércio e a culpa dos emergentes</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Clara do Prado &#8211; VALOR
Há pouco mais de um ano, a moda dos fundos de riqueza soberana espalhava-se pelos países em desenvolvimento. Apanhados de repente em situação de extraordinária fartura, os governos das economias &#8220;nouveaux riches&#8221; tiveram de enfrentar uma realidade anômala: o boom dos preços das commodities fizeram com que nadassem em recursos [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maria Clara do Prado &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Há pouco mais de um ano, a moda dos fundos de riqueza soberana espalhava-se pelos países em desenvolvimento. Apanhados de repente em situação de extraordinária fartura, os governos das economias &#8220;nouveaux riches&#8221; tiveram de enfrentar uma realidade anômala: o boom dos preços das commodities fizeram com que nadassem em recursos financeiros, mas não dispunham de ativos próprios para aplicar toda a &#8220;riqueza&#8221; acumulada.</p>
<p>Os fundos soberanos surgiram então como uma espécie de panacéia. Os recursos reunidos ali seriam aplicados em oportunidades de investimento mundo afora, e não era pouco: há dois anos projetava-se que o total naqueles fundos atingiria cerca de US$ 10 trilhões em 2018. Até o Brasil, com reservas internacionais modestas face a outros emergentes, cogitou a criação do seu fundo soberano sem que nunca se tenha conseguido saber muito bem como isso seria operado.</p>
<p>São águas passadas. A fonte que alimentava aqueles fundos secou com a drástica queda nos preços das commodities em geral. A crise do setor bancário-financeiro dos Estados Unidos tem sido suficientemente grande e persistente para afetar o comércio internacional.</p>
<p>O processo é fácil de entender. Simplesmente a crise levou consigo uma multiplicidade de ativos financeiros, gerados a partir da liquidez barata no mundo desenvolvido, realimentados em boa parte pelos recursos gerados nas economias emergentes. Tudo se sustentava em mercado superalavancado, onde as próprias commodities eram negociadas como ativos financeiros. Os preços de uns reforçavam os preços de outros.</p>
<p>Com a desconstrução do processo, o mundo todo empobreceu e os países menos ricos, como o Brasil, voltaram à sua real dimensão. É verdade que entre os emergentes a situação brasileira não é das piores. Tem a seu favor &#8211; por incrível que pareça &#8211; a alta taxa de juro de curto prazo. Como bem indicou a economista Teresa Ter-Minassian, do FMI, em palestra proferida em São Paulo na terça-feira (ver matéria na página C1 da edição de ontem do Valor) o Brasil tem a seu favor a política monetária para enfrentar a crise.</p>
<p>Há de fato bastante gordura para cortar, mas isso tem limite. É dado pelo risco de se acentuar a saída de capitais ou a depreciação do câmbio, como ela notou ao comentar a falta de certeza na efetividade das políticas.</p>
<p>Na mesma palestra, Ter-Minassian apresentou o mais completo e profundo panorama da situação mundial com o qual foi brindada uma audiência brasileira desde a eclosão da crise. O gráfico ao lado dá uma ideia da deterioração das linhas de financiamento para o comércio externo, sem que nenhum país tenha sido poupado. O contágio, iniciado com a crise de crédito americano, ganha agora um reforço adicional com as projeções cada vez mais pessimistas para o Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Se os Estados Unidos não forem às compras &#8211; teme-se que o dinheiro liberado por Obama tome o rumo da poupança e não do consumo &#8211; e se a Europa continuar mergulhada na apatia (com problemas crescentes nas economistas do Leste), o comércio do mundo continuará atravancado.</p>
<p>Os economistas Ricardo Caballero, Emmanuel Farhi e Pierre-Olivier Gourinchas publicaram no NBER, em dezembro, o trabalho &#8220;Financial Crash, Commodity Prices and Global Imbalances&#8221; (&#8221;Crash Financeiro, Preços de Commodities e Desequilíbrios Globais&#8221;) &#8211; www.nber.org/papers/w14521.pdf -, no qual tentam explicar o comportamento dos preços das commodities (usam o petróleo como referência). Sua tese é de que os preços dos produtos agrícolas e dos minerais são extremamente sensíveis ao valor da riqueza financeira nos Estados Unidos. Uma redução nesta, equivalente a 10% do PIB, desencadearia significativo declínio de 58% nos preços das commodities.</p>
<p>No modelo que desenvolveram, aquilo significa um ajuste na balança comercial americana de cerca de 2,2% do PIB. Os efeitos sobre o comércio tenderiam a piorar com a &#8220;persistência da crise financeira e seus vários multiplicadores que severamente afetam as perspectivas de crescimento&#8221;, dizem.</p>
<p>Mas a reversão terá de ocorrer um dia. Quando o momento chegar, o trio de economistas prevê nova rodada de aumentos de preços, com a volta da situação de crônica escassez de ativos. &#8220;O ciclo vai começar de novo&#8221;, dizem, avaliando que a regulação (financeira) não tem condições de enfrentar as forças de mercado.</p>
<p>Para eles, o problema concreto é macroeconômico e não vai desaparecer até que a habilidade da economia mundial em gerar sólidas reservas de valor esteja em linha com o crescimento potencial da renda. Para eles, isso depende largamente da China e de outros países emergentes. Estes precisam criar ativos próprios confiáveis para absorverem um eventual novo processo de expansão da riqueza. Sem isso, acreditam que haveria fortes possibilidades do mundo voltar a vivenciar o recente processo de incremento nos preços dos ativos com forte componente especulativo. Mas isso, claro, é algo por enquanto inimaginável.<br />
<strong><br />
Maria Clara R. M. do Prado, jornalista, é sócia diretora da Cin &#8211; Comunicação Inteligente e autora do livro &#8220;A Real História do Real&#8221;. Escreve quinzenalmente, às quintas-feiras. E-mail: mclaraprado@ig.com.br</strong></p>
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