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	<title>Blog do Favre &#187; agricultores</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Indicadores mostram que agronegócio se recupera</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 11:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Relação de troca para comprar adubo tem melhora
EDUARDO SCOLESE &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diferentes dados revelam sinais de recuperação do agronegócio, apesar das reclamações dos ruralistas, que pedem nova renegociação de dívidas, garantia de preço mínimo e um pacote volumoso de recursos para o plano agrícola 2009/10.
Um desses indicativos aparece numa espécie de índice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.aboaterra.com.br/artigos/images/plantiobatatas/plantiobatatasceb037.jpg" alt="http://www.aboaterra.com.br/artigos/images/plantiobatatas/plantiobatatasceb037.jpg" /></div>
<p><strong>Relação de troca para comprar adubo tem melhora</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">EDUARDO SCOLESE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Diferentes dados revelam sinais de recuperação do agronegócio, apesar das reclamações dos ruralistas, que pedem nova renegociação de dívidas, garantia de preço mínimo e um pacote volumoso de recursos para o plano agrícola 2009/10.<br />
Um desses indicativos aparece numa espécie de índice de custeio criado pela Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Ele mede a quantidade do produto agrícola necessária para adquirir uma tonelada de fertilizante.<br />
De dez produtos analisados, houve queda de custo em oito deles, numa comparação do primeiro trimestre deste ano com a média do ano passado. Por exemplo: em 2008, um produtor tinha de oferecer 26,3 sacas de soja para receber uma tonelada de fertilizante. Neste ano, até agora, precisa de 23,7 sacas -queda de 10%.<br />
&#8220;Caiu o preço do adubo, aumentou o preço em reais do produto exportado, a relação de troca começa a ficar mais favorável&#8221;, afirma Eduardo Daher, da direção da Anda. Sobre o clima entre os representantes ruralistas, ele diz: &#8220;Neste momento não deveríamos estar nem otimistas nem pessimistas&#8221;.<br />
Nos últimos meses, tanto a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) como integrantes da bancada ruralista do Congresso têm feito reclamações públicas sobre as dificuldades dos produtores.<br />
A CNA tem orientado seus associados a atuar com cautela para a próxima safra, enquanto, por conta dessa pressão, o governo se movimenta para buscar R$ 100 bilhões em créditos para o plano agrícola e pecuário 2009/10. O plano passado teve R$ 65 bilhões para a agropecuária empresarial.</p>
<p><strong>Menos nuvens</strong><br />
Sobre as exportações, os números do agronegócio também aparecem menos nebulosos.<br />
Um trabalho da assessoria do deputado federal Beto Faro (PT-PA) revela que, dos 10 produtos que mais arrecadam com vendas ao exterior, 4 têm apresentado forte alta em 2009.<br />
Numa comparação entre o primeiro trimestre deste ano e os três primeiros meses de 2008, o produto que mais avançou em volume de recursos foi o açúcar (59%), seguido de milho, (41%), soja (30%) e fumo (13%). Se somados os dez principais produtos, 2009 apresenta leve queda (1%) ante 2008.<br />
Em relação ao valor dos produtos, após uma aparente bolha de valorização pré-crise, o índice criado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (USP) para medir o preço das exportações tem caído desde o fim do ano passado. Ainda hoje (136,73), porém, mantém-se em patamar acima da média dos últimos quatro anos (133,01).<br />
Para Karlin Saori Ishii, pesquisadora do Cepea, o atual cenário pode ser visto de dois ângulos: o do pessimismo, se comparado com o crescimento entre 2002 e setembro de 2008; e de otimismo, se os atuais valores forem comparados com as médias dos últimos anos. &#8220;Com a crise, a gente tem o problema de demanda e de crédito. Talvez, quando estabilizarem, os preços terão de novo uma tendência de alta&#8221;, diz Ishii.</p>
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		<title>Setor empresarial americano espera uma nova era de regulamentação</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 12:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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AP




Barack Obama e sua mulher, Michelle, participam de evento no Memorial Lincoln, ontem em Washington

John Carey e Theo Francis, BusinessWeek &#8211; VALOR
Nas salas da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), em Washington, alguns funcionários estão planejando festas comemorativas da posse presidencial. O entusiasmo é um prenúncio de amplas mudanças de regulamentação empresarial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div style="text-align: center"><font size="1"><em>AP<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002179/imagens/foto_19int-eua-a12.jpg" /></div>
<p></span></div>
<p><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></span></p>
<div align="center"><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_legenda"><font size="1"><em>Barack Obama e sua mulher, Michelle, participam de evento no Memorial Lincoln, ontem em Washington</em></font></div>
<p></span></div>
<p style="background-color: #ffff99">John Carey e Theo Francis, BusinessWeek &#8211; VALOR</p>
<p>Nas salas da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), em Washington, alguns funcionários estão planejando festas comemorativas da posse presidencial. O entusiasmo é um prenúncio de amplas mudanças de regulamentação empresarial que virão, para melhor ou para pior, com o presidente Barack Obama.</p>
<p>O fato de o governo democrata que assume amanhã o poder estar defendendo controles mais rigorosos sobre o setor privado não surpreende. Mas, desta vez, o retorno do pêndulo não é puramente ideológico. Só em 2008 houve o derretimento financeiro, brinquedos contaminados com chumbo, aeronaves com registros de inspeção duvidosos e vegetais contaminados com salmonela, entre outros casos que afetaram empresas tanto grandes como pequenas. &#8220;Há evidente percepção no país de que a era de desregulamentação prejudicou os EUA&#8221;, diz David Michaels, diretor de saúde ambiental na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade George Washington.</p>
<p>Agora que os ventos da política sugerem mudanças inevitáveis, muitas empresas declaram apoiar maior rigor na regulamentação. A nova mentalidade em Washington, diz William Morin, diretor de assuntos governamentais na Applied Materials, fabricante de semicondutores em Santa Clara, Califórnia, &#8220;é a diferença entre as pessoas que querem fazer o governo funcionar e um pessoal que via o governo como sendo o problema&#8221;.</p>
<p>Algumas companhias estão até mesmo pedindo supervisão mais rigorosa. Laboratórios farmacêuticos estão pedindo uma FDA (agência de alimentos e medicamentos dos EUA) revitalizada. Algumas companhias de eletricidade estão pedindo limites para as emissões de carbono. &#8220;Somos favoráveis a regulamentação forte&#8221;, diz James C. Greenwood, diretor da Organização do Setor de Biotecnologia.</p>
<p>Mas, nos bastidores, muitos executivos temem que agências competentes avancem demais, impondo novas regras tão duras que possam ameaçar a economia. &#8220;Não se deve reagir excessivamente e estrangular as inovações&#8221;, diz R. Bruce Josten, vice-presidente da Câmara de Comércio americana para questões governamentais.</p>
<p>Item prioritário na agenda do governo Obama: dar sustentação ao sistema financeiro. O Congresso e as agências responsáveis pela regulamentação bancária considerarão propostas para ajudar mutuários da casa própria sob risco de perder seu imóvel por falta de pagamento. Eles provavelmente tornarão mais rigorosas as regras para concessão de empréstimos e elevarão o requisito mínimo de capital exigido dos bancos &#8211; dinheiro mantido em reserva para garantir os empréstimos que concedem. E poderão, pela primeira vez, impor novos requisitos de capital a alguns fundos de hedge. De fato, amplas áreas do sistema financeiro &#8220;sombra&#8221; &#8211; os mercados de derivativos escassamente regulamentados &#8211; poderão vir a ser submetidos a supervisão federal mais severa, especialmente o mercado de swaps de risco de crédito.</p>
<p>Mais no longo prazo, disse Obama, a regulamentação financeira precisa ser reformulada. Algumas agências deveriam ser consolidadas, e os riscos que as grandes empresas criam para o sistema financeiro deveriam ser monitoradas melhor. São prováveis propostas de consolidação da Comissão de Negócios Futuros com Commodities (CFTC), que regulamenta os mercados de futuros, com SEC (a comissão de valores mobiliários). E alguns analistas estão defendendo a criação de uma agência fiscalizadora interdepartamental para policiar produtos financeiros oferecidos ao consumidor pessoal.</p>
<p>Outras agências regulamentadoras também estão se sentindo revigoradas. Na Osha (agência de segurança e saúde ocupacional), que publicou apenas um novo regulamento sobre saúde ocupacional em 10 anos, &#8220;existem algumas normas que estão engavetadas há muito tempo e que poderiam rapidamente ser atualizadas e promulgadas&#8221;, diz Adam Finkel, que trabalhou na Osha. Em outras áreas, a criação de normas poderá ser substancial nos próximos anos. Novos limites são esperados para a presença de mercúrio e outros poluentes. É possível que, nas empresas de transportes por caminhão, os motoristas tenham de trabalhar em turnos mais curtos e que os veículos sejam obrigados a cumprir critérios mais rigorosos de economia de combustível. O setor de agronegócios poderá ter de respeitar novas normas para que agricultores evitem contaminações.</p>
<p>É claro que poucas normas serão oficializadas sem oposição. John Castellani, presidente da organização Business Roundtable, está muito preocupado com a questão envolvendo mudanças climáticas. &#8220;Há muita incerteza sobre qual será o regime regulatório, como a tecnologia será disponibilizada e qual será o impacto sobre a economia&#8221;, diz ele. &#8220;Será uma batalha prolongada e difícil.&#8221;</p>
<p>Como as empresas devem se preparar? Em nível mais básico, &#8220;a melhor coisa a fazer é assegurar que seu setor de cumprimento de normas esteja em ordem, para que estejam preparadas quando chamadas por agências de fiscalização federal&#8221;, diz Scott H. Segal, sócio na Bracewell &amp; Giuliani, firma de advocacia e atividades lobistas.</p>
<p>Mas as empresas não deveriam só jogar na defensiva. Normas mais severas e repressão mais intensa também podem criar oportunidades. Poderá haver menos competição de empresas que driblam as regras e menor probabilidade de que escândalos devastem um setor inteiro. Por exemplo, na esteira dos surtos de doenças causadas por alimentos, que custaram centenas de milhões de dólares às empresas, &#8220;o setor se deu conta de que é tão saudável quanto o seu elo mais fraco&#8221;, diz William K. Hubbard, ex-funcionário da FDA. Além disso, as companhias podem favorecer suas marcas mantendo-se à frente das normas. &#8220;Uma empresa que exceda os padrões federais tem algo a alardear, como a Honda em termos de economia de combustível&#8221;, diz Joan Claybrook, presidente da Public Citizen e ex-diretor da Agência Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário.</p>
<p>As empresas também devem estar dispostas a encarar uma fiscalização mais dura, o que não é necessariamente negativo. &#8220;O governo Obama estará cheio de gente inteligente, que fará perguntas oportunas&#8221;, diz Segal. Por exemplo, ele cita que seus clientes empresariais freqüentemente conseguiam obter fáceis acordos com o governo Bush envolvendo provisões ambientais, mas então o processo empacava no Congresso ou em outra instância, devido à falta de credibilidade do governo em questões ambientais. Agora &#8220;vejo com simpatia este novo governo, porque uma vez negociado um acordo, poderemos efetivamente firmar compromissos duradouros&#8221;. As empresas também estão aliviadas diante da escolha do professor Cass Sunstein, da Faculdade de Direito de Harvard, para supervisionar as normas e regulamentos, porque ele é um firme defensor de análises custo/benefício, o que é defendido pelas empresas.</p>
<p>Acima de tudo, o setor privado espera que o governo Obama abra as portas para uma era de melhor, e não só mais regulamentação. Um passo simples é tornar o processo mais transparente. Gary D. Bass, diretor executivo do organização fiscalizadora OMB Watch, sempre ouve de executivos de pequenas empresas sobre o quanto é difícil saber quais normas precisam cumprir. &#8220;De uma hora para outra, recebem uma multa&#8221;, diz. O repositório central de regras federais do governo &#8220;é assombroso. Ele precisa de uma enorme reformulação&#8221;. Um avanço maior seria mais colaboração entre agências reguladoras. O conflito entre elas é comum.</p>
<p>Em Washington, lobistas e burocratas de carreira dizem que o clima mudou perceptivelmente. &#8220;Provavelmente, a maior mudança será um respeito emergente pelo governo como parte da solução&#8221;, diz Bass, da OMB Watch. &#8220;Nós vamos regulamentar em excesso&#8221;, prevê Edward B. Cohen, vice-presidente da Honda para relações com o governo. &#8220;A esperança é que a cada vai-vem do pêndulo regulatótio, aprendamos alguma coisa.&#8221; (Tradução de Sergio Blum)</p>
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		<title>Menos Estado e má repartição da riqueza: as razões da crise global</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 11:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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*Marcio Pochmann &#8211; VALOR
A crise econômico-financeira mal iniciou e já produz resultados nefastos que podem superar os de 1929. Somente nos primeiros nove meses de 2008, as bolsas de valores sofreram baixas superiores a 25%, sendo que, para alguns países, com queda acima da verificada nos Estados Unidos e na Inglaterra durante a Depressão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.galizacig.com/imxact/2008/02/finances_590.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.galizacig.com/imxact/2008/02/finances_590.jpg" width="516" height="388" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>*Marcio Pochmann &#8211; VALOR</strong></p>
<p>A crise econômico-financeira mal iniciou e já produz resultados nefastos que podem superar os de 1929. Somente nos primeiros nove meses de 2008, as bolsas de valores sofreram baixas superiores a 25%, sendo que, para alguns países, com queda acima da verificada nos Estados Unidos e na Inglaterra durante a Depressão de 1929. Parece não terem sido ainda mais profundas por força de uma ampla coordenação mundial de intervenções governamentais, com transferências significativas de recursos públicos aos setores atingidos e com maior poder de pressão. Da mesma forma, prevalece uma intensa articulação política de países, como no caso do G-20, que busca novas brechas para a reversão dos equívocos provocados pela desregulamentação neoliberal e pelos artificiais avanços da financeirização sem fundamentação na produção de riqueza.</p>
<p>Desde o final da década de 1970, quando se tornou dominante a visão do Estado apresentado como obstáculo ao desenvolvimento, a liberalização da economia tomou força somente comparável ao ideário governamental do século 19. Naquela época de predomínio inglês, o capitalismo operava praticamente sem a presença de grandes empresas, apoiado na diversidade de micro e pequenos empreendimentos sem capacidade de impor seus preços a partir da somatória de custos mais margem de lucro. Bem diferente do que vem ocorrendo desde o último quartel do século 20, que demarca o longo processo de esvaziamento dos Estados Unidos enquanto centro dinâmico produtivo e financeiro do mundo. Assim como também aponta para a insuficiência da governança mundial operada a partir do sistema ONU (Organizações das Nações Unidas), por meio de agências multilaterais como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, entre outras.</p>
<p>De um lado, o peso dos EUA na economia mundial reduziu-se significativamente, com a transferência de parcela do seu setor produtivo para outros países decorrentes da perda de competitividade das empresas e das políticas de enfraquecimento do Estado e do sistema de atenção à produção e emprego. Mesmo assim, os ideólogos do neoliberalismo continuaram a estimular a crença de que seria possível viver como país eternamente super rico num quadro geral de empobrecimento relativo, com consumo superior a 20% da capacidade anual de produção de bens e serviços e o endividamento 3,5 vezes maior que a renda nacional.</p>
<p>O próprio estopim da crise financeira terminou indicando o quanto a opção pela redução do Estado se mostrou inadequada para substituir as políticas sociais por forças exclusivas do mercado. No caso da habitação para os segmentos de baixa renda, por exemplo, o esvaziamento de políticas sociais específicas estimulou o setor privado americano a operar irresponsavelmente, emprestando em longo prazo a quem tinha oportunidade negada de acesso a empregos e remunerações decentes. A mesma situação se reproduziu às famílias levadas a acreditarem exclusivamente nos fundos previdenciários privatizados frente ao atual registro de quedas significativas no valor patrimonial, capaz de inviabilizar benefícios adequados de pensões e aposentadorias.</p>
<p>De outro lado, o papel quase simbólico atual das agências multilaterais construídas no final da Segunda Guerra Mundial, quando os países eram maiores, em geral, que suas empresas. Nos dias de hoje, as corporações transnacionais tornaram-se superiores ao produto anual de países, sendo o mundo, por isso, governado pelo poder privado de não mais do que 500 grandes grupos econômicos. As três maiores delas possuem faturamento anual superior ao PIB do Brasil, considerado o décimo mais rico do planeta, enquanto o faturamento das cinqüenta grandes corporações do mundo supera o PIB de mais de uma centena de países. Se consideradas somente as famílias enriquecidas pelo processo disfuncional de governança pública do mundo, observa-se que apenas um reduzidíssimo conjunto de menos de 1,2 mil bilionários chega a se apropriar de renda equivalente a da metade da população adulta do planeta.</p>
<p>O caráter privado da desregulação mundial termina por gerar situações inaceitáveis, como as atuais crises alimentar e climática. Com o abandono das políticas de segurança alimentar desenvolvidas no segundo após-guerra, que geralmente buscavam operar estoques reguladores e garantia de renda ao campo, as grandes corporações transnacionais do agronegócio sentiram-se estimuladas a estabelecerem preços inicialmente inferiores aos dos produtores tradicionais. A queda nos preços alimentares durou pouco, porém se mostrou suficiente para que houvesse o maior empobrecimento, quando não a falência dos pequenos agricultores, bem como o aprofundamento da dependência externa de tecnologia (defensivos e fertilizantes agrícolas). Nos dias de hoje, o comportamento dos preços dos alimentos pouco atende aos produtores, mas fundamentalmente às grandes corporações mundiais.</p>
<p>Da mesma forma, o mundo continua a insistir na continuidade do modelo de produção e consumo assentado na profunda degradação ambiental. A consciência de sua insustentabilidade não vem acompanhada da produção e difusão de tecnologias limpas e renováveis, justamente porque isso implica rever a hierarquia do mundo organizada a partir da desregulação operado pelas grandes corporações transnacionais.</p>
<p>Resumidamente, a contenção do papel do Estado por quase três décadas foi acompanhado por inquestionável processo de concentração brutal da renda e riqueza mundial. A liberalização das economias enfraqueceu o poder dos trabalhadores na barganha pela maior participação dos salários na renda dos países. Em geral, a parcela salarial dos trabalhadores caiu quase 20 pontos percentuais no PIB, de mais de 70% para um pouco acima dos 50% nos países avançados nos últimos trinta anos. Nos países não desenvolvidos, a queda também se generalizou de acima dos 50% para abaixo dos 40% do PIB desde o final da década de 1970. Com o esvaziamento do Estado, as políticas sociais foram abandonando gradualmente a perspectiva da universalização para aderirem à lógica da focalização, tão defendidas até pouco tempo por agencias multilaterais como Bird e FMI. Percebe-se, hoje, como se mostraram incapazes de sustentar o padrão de bem estar social compatível com o grau de avanço econômico dos países. O resultado não poderia ser outro: desigualdade e o quadro geral de relativa regressão socioeconômica.</p>
<p>Mesmo que apresente característica distinta da Depressão de 1929, a crise econômico-financeira atual tende a demandar remédios muito parecidos. Ou seja, o maior fortalecimento do papel do Estado regulador em novas bases, bem como a desconcentração da renda e riqueza no mundo. Tudo isso, no entanto, não deveria ser estabelecido exclusivamente no âmbito nacional, mas, crescentemente no plano supranacional, por ser capaz de por em marcha uma nova ordem mundial comprometida com prosperidade compatível tanto com a justiça social como a sustentabilidade ambiental do planeta.</p>
<p><strong>Marcio Pochmann, professor licenciado do Instituto de Economia (IE) e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Escreve mensalmente às quintas.</strong></p>
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		<title>A crise sem lágrimas</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 16:01:51 +0000</pubDate>
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Antonio Delfim Netto &#8211; VALOR
Estamos todos cansados de falar da crise financeira que agora aterrissa na economia real. Dos que a produziram, de como sairemos dela e como vamos enfrentar a próxima&#8230; É inegável que a Inglaterra (depois das trapalhadas nos EUA feitas pelo acadêmico Bernanke e o prático Paulson) deu o caminho para o [...]]]></description>
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<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/delfim_netto2.jpg" alt="delfim_netto2.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antonio Delfim Netto &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Estamos todos cansados de falar da crise financeira que agora aterrissa na economia real. Dos que a produziram, de como sairemos dela e como vamos enfrentar a próxima&#8230; É inegável que a Inglaterra (depois das trapalhadas nos EUA feitas pelo acadêmico Bernanke e o prático Paulson) deu o caminho para o início da solução: mostrou que não se tratava de um simples problema de liquidez, mas de uma desarticulação entre o patrimônio das instituições financeiras e os riscos que tomaram, alavancando-o com operações exóticas que não registravam em seus balanços como passivos contingentes.</p>
<p>Todos sabemos que, quebrada a confiança no setor financeiro, o colapso do setor real é apenas uma questão de tempo. Não adiantam argumentos ideológicos ou o recurso a duvidosas teorias científicas: quanto mais demorar a intervenção do Estado na forma de fornecimento de capital temporário (para deixar aberta a porta de saída) e do suprimento de liquidez, tanto maior e mais duradoura será a crise financeira e a redução da produção física, com o aumento do desemprego correspondente.</p>
<p>Um fato evidente e reconhecido é que o sistema financeiro nacional ficou fora desse processo. Ele é hígido e pouco alavancado, mas nem por isso foi poupado do pânico da morte súbita da confiança, que é o fator catalítico sem o qual o sistema econômico não funciona. É claro que não podemos substituir a queda de renda do setor exportador, derivada de uma eventual redução da demanda física de nossos produtos, ou evitar a quase certa redução dos seus preços em dólares. Parte do efeito-preço, entretanto, será compensada internamente por uma saudável desvalorização do real (que ajudará também a exportação industrial) cuja &#8220;supervalorização&#8221; foi produto de uma política monetária oportunística e míope.</p>
<p>Com as disponibilidades que dispomos (as reservas e o swap do Fed), se tivermos imaginação e agilidade poderemos usar nosso sistema bancário para restabelecer boa parte do financiamento externo que desapareceu. Por outro lado, é evidente que o financiamento interno que era feito por nosso sistema bancário, com base no funding com recursos externos, poderá, em boa parte, ser também substituído pela liquidez interna sem pressões maiores sobre os preços e não menores sobre o nível de atividade.</p>
<p>Até aqui o governo tem respondido com agilidade à crise, mas, infelizmente, não tem encontrado apoio adequado na pesada máquina burocrática que o país carrega. Sua ação tem sido tímida no conforto que só ele pode dar ao sistema financeiro e à economia real para que não reduzam, por simples precaução (elegantemente importada!), suas atividades. Não adianta enganar-se: o crédito das instituições financeiras estatais e privadas não está fluindo como poderia e deveria e o crédito ao setor agrícola para o custeio (que é datado!) deixa muito a desejar. A compra de insumos (fertilizantes, por exemplo) está paralisada nas mãos dos pequenos importadores (os grandes não estão fazendo a sua parte), porque os agricultores não têm crédito para comprá-los. Com alguma determinação, esses seriam problemas facilmente solúveis, mas não adianta resolvê-los em janeiro, às vésperas da colheita da safra 2008/09.</p>
<p>O mesmo acontece com a falta de conforto negado às &#8220;pequenas&#8221; (mas absolutamente hígidas!) instituições financeiras, que são, a um só tempo, fator de concorrência num sistema onde ganhos de dimensão estão produzindo enorme concentração, e prestadoras de serviços preferenciais para os pequenos e médios industriais e comerciantes. Todos sabemos que a higidez e a solvabilidade de um banco não têm relação com o seu tamanho. Dependem da confiança que nele depositam os que compram os seus papéis. Tanto os &#8220;grandes&#8221; como os &#8220;pequenos&#8221; são, por definição, extremamente vulneráveis às crises de confiança como a que estamos vivendo. A prova disso foi o que aconteceu com notáveis bancos americanos, europeus e japoneses, que há pouco tempo eram considerados &#8220;grandes demais para quebrar&#8221;.</p>
<p>É absolutamente claro que os mecanismos criados pelo governo e a ação tímida e torturada da autoridade monetária em dar pleno suporte a todo o sistema &#8211; com intervenção na capitalização transitória e no fornecimento de liquidez &#8211; têm sido insuficientes para restabelecer o fluxo financeiro das &#8220;pequenas&#8221; (mas absolutamente hígidas) instituições financeiras. O processo ou é inaceitável por elas, porque mortal (quem pode ir ao &#8220;redesconto&#8221; sem parecer uma casa de tolerância?) ou cruel demais (quem pode entregar-se sem morrer à discrição dos &#8220;grandes&#8221;, sejam eles públicos ou privados?). Afinal, quem ainda não sabe que a liquidez dos grandes &#8220;empoça&#8221; à espera das grandes oportunidades de lucro fácil. Eles são &#8220;predadores&#8221;, na direção dos quais a autoridade monetária insiste em espantar a &#8220;presa&#8221;&#8230;</p>
<p>Vamos ousar. O crescimento de 2009 não está escrito nas estrelas, nem está na história de 2008. No caso brasileiro, temos condições um pouco melhores do que a maioria dos países emergentes: temos energia interna para sustentar um nível certamente menor, mas não catastrófico, da atividade econômica sem sacrificar o &#8220;espírito de desenvolvimento&#8221; que ressuscitamos apenas em 2006. O que será 2009? Não, necessariamente, o que os analistas prevêem. Ele será o que formos capazes de fazer dele com nossa inteligência e ousadia. E isso exige uma ação decidida e mais ágil do Estado para: 1) dar &#8220;conforto&#8221; ao setor privado financeiro e real para tomar os seus riscos; e 2) não reduzir os investimentos do PAC, ainda que isso custe um corte duro nas despesas de custeio, obviamente excluídas as políticas sociais.<br />
<strong><br />
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail contatodelfimnetto@terra.com.br</strong></p>
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		<title>Ações para ampliar crédito para a safra dão resultado</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 12:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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VALOR
As medidas adotadas pelo governo para garantir liquidez ao sistema de crédito rural brasileiro começam a surtir efeito. Foram até agora meia dúzia de ações pontuais, que garantiram cerca de R$ 20 bilhões em antecipação e financiamentos adicionais para suprir a saída dos tradicionais financiadores como as tradings, agroindústrias e fornecedores de insumos, notadamente na [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>VALOR</strong></p>
<p>As medidas adotadas pelo governo para garantir liquidez ao sistema de crédito rural brasileiro começam a surtir efeito. Foram até agora meia dúzia de ações pontuais, que garantiram cerca de R$ 20 bilhões em antecipação e financiamentos adicionais para suprir a saída dos tradicionais financiadores como as tradings, agroindústrias e fornecedores de insumos, notadamente na região Centro-Oeste.</p>
<p>A elevação dos percentuais sobre os depósitos à vista e de caderneta de poupança com aplicação obrigatória no setor, as chamadas exigibilidades bancárias, ampliaram em R$ 8 bilhões a oferta de dinheiro ao setor. A redução &#8220;carimbada&#8221; dos depósitos compulsórios e a antecipação da equalização de recursos para o Banco do Brasil agregaram outros R$ 9 bilhões ao crédito disponível. Para suprir parte da demanda por linhas de auxílio à exportação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) abriu espaço para crédito de até R$ 2,5 bilhões para financiar capital de giro de agroindústrias com lastro em Cédulas de Produto Rural (CPRs), emitidas por produtores para antecipar recursos de custeio das lavouras.</p>
<p>A reação do mercado tem sido positiva. Um exemplo do efeito é o próprio Banco do Brasil, maior operador de financiamentos ao campo, que estima chegar ao fim da primeira metade desta nova safra, cujo plantio começou em outubro, com um volume de empréstimos de custeio próximo de R$ 14 bilhões. Em quatro meses do atual ano-safra, iniciado em julho, o banco emprestou R$ 9,4 bilhões. Se confirmadas a projeções, o desempenho do BB no custeio da safra em 2008 será 32,5% superior ao mesmo período de 2007.</p>
<p>Mesmo assim, a taxa média de juros ficou maior porque aumentou a demanda e o riscos associados ao setor, já que vários dos tradicionais financiadores do campo recuaram em razão de problemas de caixa provocados pela forte instabilidade dos preços na safra passada. A raiz da falta de crédito para o plantio da próxima safra antecede, assim, o agravamento da crise financeira global. De fato, a escassez de crédito começou com o pacote de R$ 75 bilhões de renegociação de dívidas rurais, que limitou a concessão de empréstimos aos produtores que optaram pela rolagem. E, também, porque os bancos ficaram mais seletivos, se esquivando de conceder empréstimos a quem repactuasse seus débitos.</p>
<p>O governo precisa agora garantir renda ao setor através da sustentação de preços e aquisições diretas para formação de estoques públicos durante a comercialização da safra. O orçamento para 2009 prevê apenas R$ 3,8 bilhões para isso. Produtores, bancos e setores do próprio governo estimam a necessidade de até R$ 10 bilhões para honrar a Política de Garantia de Preços Mínimos, prevista em lei e poucas vezes cumprida integralmente.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiram, há poucos dias, que o governo cumprirá seu papel de evitar que as cotações agrícolas fiquem abaixo dos preços mínimos.</p>
<p>Da ação do governo também dependerá o plantio no próximo ano-safra 2009/2010 em condições adequadas de crédito para atender ao volume da produção e garantir a produtividade das principais lavouras. Para isso, é preciso modernizar as regras do crédito rural e ampliar as fontes de financiamento para além dos escassos recursos oficiais subsidiados pelo Tesouro. Só com produção, produtividade e renda é que será possível evitar novos acúmulos de dívidas e os intermináveis calotes de parcela minoritária, porém barulhenta, dos agricultores.</p>
<p>Um passo importante na modernização da política agrícola seria, por exemplo, a ampliação do alcance do seguro rural, hoje pouco difundido e caro. Outra iniciativa poderia ser a redução do risco de crédito dos produtores por mecanismos de incentivo à proteção de preços nos mercados futuros.</p>
<p>Cabe ao governo estar alerta para impedir que eventuais desarranjos no setor rural produzam efeitos perversos sobre o abastecimento, a inflação e as exportações. Como se viu no primeiro semestre, a baixa oferta de produtos básicos como feijão, arroz, trigo e milho, pode ter efeito devastador sobre os preços. O pior que pode acontecer é um repique inflacionário em 2009, provocado por redução da oferta de alimentos.</p>
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		<title>Ruim, sim, mas sem desastre</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 12:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP



 Primeiros dados mostram que crise afetou o crédito de exportação, mas problemas ainda são bem localizados 



O DIABO de setembro não chegou a ser tão feio como se  imaginava, dado o clima de  histeria importada que transbordava das declarações sobre &#8220;seca total&#8221;  de crédito externo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="+1" color="#000080">VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<table width="456" height="115">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Primeiros dados mostram que crise afetou o crédito de exportação, mas problemas ainda são bem localizados </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>O DIABO de setembro não chegou a ser tão feio como se  imaginava, dado o clima de  histeria importada que transbordava das declarações sobre &#8220;seca total&#8221;  de crédito externo para o país e o  &#8220;estrangulamento&#8221; da exportação.</p>
<p>O Banco Central divulgou ontem o movimento de câmbio até o dia 26 de setembro (saldo da contratação de compra e venda de moeda estrangeira para comércio exterior e do fluxo de capitais) -não houve desastre. O Ministério do Desenvolvimento diz não ter recebido telefonema algum de indústrias à procura de ajuda ou a sugerir medidas de emergência para a exportação. O governo não prepara pacote nenhum, mas está bem preocupado com os bancos menores -pode sair mais dinheiro (do compulsório) para irrigar as operações. Na verdade, toda a área econômica, fora o BC, acha que já deveria ter ocorrido outra rodada de relaxamento do compulsório.</p>
<p>O saldo cambial preliminar de setembro foi positivo em US$ 2,749 bilhões, devido aos excedentes do comércio. No lado financeiro, o saldo foi negativo em US$ 3,5 bilhões; os piores resultados ainda são os de janeiro, junho e julho: entre US$ 5 bilhões e US$ 6,5 bilhões no vermelho.</p>
<p>O movimento de adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC) foi curiosamente o maior do ano (por meio de ACCs, o exportador obtém financiamentos usando como garantias a contratação de câmbio e a receita de suas vendas futuras para o exterior). Mas, na terceira e na quarta semanas do mês, de pânico mundial, o movimento caiu, respectivamente, 36% e 50% em relação ao do início de setembro. Ainda assim, se o movimento desses dias de crise fosse extrapolado para um mês, o movimento de ACCs seria semelhante ao do verificado no primeiro bimestre.<br />
Não são números para deixar ninguém em paz, decerto. O desastre  americano continua -o ISM, que  indica o desempenho futuro da indústria dos EUA, chegou a um nível  só visto em recessões, viu-se ontem.</p>
<p>Mas é preciso um pé atrás diante da  nostalgia brasileira da catástrofe.</p>
<p>Primeiro, muita grande empresa não toma crédito para exportar. Segundo, muita empresa tomava crédito para aproveitar a diferença entre os juros no exterior e os do Brasil.</p>
<p>&#8220;É preciso ver quem precisava mesmo de ACCs para financiar a produção para exportar e quem tomava  crédito com o objetivo de ganho financeiro&#8221;, observa o economista-chefe da Funcex (Fundação Centro  de Estudos para o Comércio Exterior), Fernando Ribeiro. O economista acredita que, no curto prazo,  os problemas de crédito por si só não  devem afetar o volume de exportações. No Ministério do Desenvolvimento, a avaliação é parecida.</p>
<p>Quem procurou o governo em  busca de auxílio depois do estouro  mais recente da crise americana?</p>
<p>Alguns agricultores, empresas que  perderam dinheiro com aventuras  desastrosas no mercado de câmbio,  bancos menores. Exportadores menores têm feito queixas para bancos  públicos, que levam a avaliação para  o governo. De resto, algumas poucas  empresas vão à imprensa relatar  suas agruras, algumas sérias, mas  por ora localizadas.</p>
<p>Sim, a situação é feia e pode piorar.</p>
<p>Mas, na avaliação mais geral de mercado e governo, o problema principal está é nos bancos menores.</p>
<p><strong><a href="mailto:vinit@uol.com.br">vinit@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Gordos famintos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 22:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ gordos hambrientos
                               Civilización &#38; Barbarie de Cristina Civale
Cuando investigaba uno de los capítulos de mi libro sobre el abuso infantil, me topé con una [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"> gordos hambrientos</font></p>
<div style="background-color: #ffff99" class="entry-body"><font size="4"><a href="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/2008/08/pensar_la_contemporaneidad_gordos_hambrientos.html#more"><strong>                               Civilización &amp; Barbarie de Cristina Civale</strong></a></font></div>
<p>Cuando investigaba uno de los capítulos de <a href="http://www.cristinacivale.net/obras11.shtml" target="_blank">mi libro sobre el abuso infantil</a>, me topé con una contradicción flagrante que sucedía en el East Harlem, en plena New York, el barrio habitado por latinos y negros.</p>
<p>Allí el 60 por ciento de la población infantil<a href="http://www.nyccah.org/media/harlem.pdf" target="_blank"> sufría de obesidad pero esa misma población también padecía hambre.</a> El mismo fenómeno se reproduce en otras megalópolis, desde San Pablo a Nápoles, desde Nueva Delhi a Tijuana. Las franjas más pobres de la población sólo pueden consumir, mayoritariamente, comida chatarra y aún así hasta cierto día del mes. Luego del 20, cuando se acaba el efectivo, empieza el hambre. Así se van formando las nuevas generaciones en el reparto de la comida: generaciones pobladas de gordos hambrientos.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/montage%20of%20covers_0-thumb.jpg" alt="montage%20of%20covers_0.jpg" height="286" width="400" /></div>
<p>Acaba de publicarse en España a través de <a href="http://www.loslibrosdellince.com/" target="_blank">Ediciones del Lince,</a> <em>Obesos y famélicos: El impacto de la globalización en el sistema alimentario mundial</em> (Stuffed and Starved: the Hidden Battle for the World Food System), una obra que ya araña los primeros puestos en el ranking del New York Times.</p>
<p>Su autor es el inglés <a href="http://www.rajpatel.org/" target="_blank">Raj Patel</a>, tiene 36 años y vive en San Francisco.</p>
<p>Con una pluma desaforada y una tenacidad de militante, este graduado en Matemáticas, Filosofía, Política y Economía por Oxford y doctor en Sociología del Desarrollo por la prestigiosa Universidad de Cornell, narra con ímpetu y datos bien concretos (más de 100 páginas están dedicadas a las fuentes en las que basa sus afirmaciones) por qué sucede esta aberración en nuestra aldea global. No se queda en la descripción del fenómeno, también aporta las soluciones para que la comida alcance para todos, la buena comida, la que evita tanto la obesidad como el hambre, muchas veces habitantes de un mismo cuerpo.</p>
<p>Aquí la introducción de <em>Stuffed and starved.</em></p>
<p><strong>Una contradicción muy gorda</strong></p>
<p>La humanidad produce actualmente más alimentos que en toda su historia, y sin embargo una cifra superior al diez por ciento de la población padece hambre. El hambre de esos 800 millones de personas ocurre al mismo tiempo que otro récord histórico: mil millones de seres humanos sufren hoy en día sobrepeso.</p>
<p>El hambre y el sobrepeso globales son síntomas de un mismo problema. Es más, el camino que podría conducirnos a erradicar el hambre del mundo serviría de paso para prevenir las epidemias globales de diabetes y afecciones cardíacas, y para hacer frente a un montón de males medioambientales y sociales. Los obesos y los famélicos están vinculados entre sí por las cadenas de producción que llevan los alimentos desde el campo hasta nuestra mesa. Guiadas por su obsesión por los beneficios, las grandes corporaciones que nos venden comida delimitan y constriñen nuestra forma de comer y nuestra manera de pensar sobre la comida. En los puntos de venta de la comida rápida es donde con mayor claridad se ven las actuales limitaciones, pues allí apenas podemos elegir entre el McNugget y el McMuffin. Pero aun cuando creemos encontrarnos lejos del ámbito de Ronald McDonald también hay limitaciones ocultas y sistémicas.</p>
<p>Incluso cuando queremos comprar algo sano, algo que nos mantenga alejados del médico, estamos atrapados por el propio sistema que ha creado las &#8220;Fast Food Nations&#8221; [Países de Comida Rápida, en alusión al libro homónimo de Eric Schlosser].</p>
<p>Intente, por ejemplo, comprar manzanas. En los supermercados de Norteamérica y de Europa, las elecciones están restringidas a media docena de variedades: Fuji, Braeburn, Granny Smith, Golden Delicious y quizá un par más. ¿Por qué éstas? Porque son atractivas: nos gusta su piel lustrada e inmaculada, y tienen un sabor que, para la mayoría del público, es inobjetable; pero también porque soportan ser transportadas a través de largas distancias y su piel no se daña si son sacudidas en el trayecto desde el huerto hasta la góndola; además, toleran las técnicas de lustrado y los compuestos que permiten el transporte y que las mantienen atractivas en los estantes, son fáciles de cosechar y responden bien a los pesticidas y a la producción industrial. Éstas son las razones por las cuales nunca encontraremos manzanas Calville Blanc, Black Oxford, Zabergau Reinette, Kandil Sinap o las antiguas y venerables Rambo en los estantes. No somos nosotros los que elegimos por nuestra cuenta porque, ni siquiera en el súper, no elaboramos nuestro menú a partir de lo que nosotros elegimos, o de la estación o el país en que nos encontramos, ni por la amplísima variedad de manzanas existente, ni por la amplísima gama de alimentos y sabores existentes, sino sometiéndonos al poder de las empresas de la alimentación.</p>
<p>Los intereses de las empresas que producen alimentos tienen ramificaciones que van mucho más allá de lo que nos ofrecen los estantes del súper. Son esos intereses lo que huele a podrido en el corazón mismo del sistema alimentario actual. Demostrar que la habilidad sistémica de unos pocos afecta a la salud de la mayoría requiere una investigación global que implica viajar desde los &#8220;desiertos verdes&#8221; de Brasil hasta la arquitectura de la ciudad contemporánea, y moverse a través de la historia desde la época de los primeros cultivos hasta la batalla de Seattle. Es una pesquisa que descubre las verdaderas causas de las hambrunas en Asia y en África, por qué hay una epidemia mundial de suicidios entre los agricultores, por qué ya no sabemos qué contiene nuestra comida, por qué en Estados Unidos los afroamericanos presentan mayor tendencia al sobrepeso que los norteamericanos blancos, por qué hay vaqueros en el sur de Los Ángeles y cómo el movimiento social más grande del mundo está descubriendo maneras, a mayor o menor escala, de que pensemos y vivamos de un modo distinto respecto a la comida.</p>
<p>La forma de comer alternativa a como lo hacemos actualmente promete solucionar el tema del hambre y las enfermedades relacionadas con la dieta mediante una manera de nutrirnos y de cultivar alimentos ecológicamente sostenible y socialmente justa.</p>
<p>Entender qué problemas plantea el modo en que se cultivan los alimentos y cómo se ingieren también ofrece la clave para una mayor libertad y un camino para recuperar el placer de comer. Tan urgente es la tarea como enorme el premio.</p>
<p>En todos los países, las contradicciones entre la obesidad, el hambre, la pobreza y la riqueza se están agudizando cada vez más. Por ejemplo, la India ha destruido millones de toneladas de cereales permitiendo que se pudran en silos mientras que la calidad de los alimentos que comen los indios pobres es la peor desde la independencia, en 1947. En el año 1992, en los mismos pueblos y aldeas donde la malnutrición había comenzado a atacar a las familias más pobres, el gobierno indio permitió que se colaran en su sistema económico, hasta entonces muy protegido, los fabricantes de refrescos extranjeros y multinacionales de la alimentación. En el plazo de una década, la India ha logrado la mayor concentración de diabéticos del mundo: personas -muy a menudo niños- cuyos cuerpos se han quebrado bajo el peso del consumo excesivo de alimentos inadecuados.</p>
<p>La India no es el único país que padece estos contrastes. Son globales, y están presentes incluso en el país más rico del mundo. En 2005, en Estados Unidos 35,1 millones de personas no sabían si iban a poder pagarse la siguiente comida. Y esto coincide con el momento en que hay en Estados Unidos más comida que nunca en su historia, y también mayor número de personas aquejadas por dolencias relacionadas con la alimentación.</p>
<p>Resulta fácil acostumbrarse a esta contradicción; su versión cotidiana sólo provoca una desazón pasajera cuando, de camino a los supermercados llenos de comida a reventar, nos cruzamos con carteles que nos hablan de gente &#8220;hambrienta&#8221; y &#8220;sin techo&#8221;. Hay excusas morales que sirven para calmar a una conciencia atormentada: los pobres tienen hambre porque son perezosos, o los ricos son gordos porque comen alimentos que engordan. Esta clase de sabiduría popular es muy antigua. De alguna forma, todas las culturas han comprendido que nuestros cuerpos son libros contables donde queda registrado el catálogo de nuestros vicios privados. Sin embargo, las frases inculpatorias no nos sirven para comprender las razones por las cuales hemos llegado a una situación inédita en la que hambre, abundancia y obesidad son más compatibles que en toda nuestra historia.</p>
<p>La condena moral sólo funcionaría si los afectados hubiesen podido hacer las cosas de forma diferente, si hubiesen tenido opciones. La prevalencia del hambre y de la obesidad afecta a la gente con demasiada regularidad y en demasiados lugares distintos como para que sean consecuencia de algún defecto personal. En parte, nuestro juicio yerra de forma tan notable debido a que todavía interpretamos los cuerpos a la manera antiintroducción gua, sin darnos cuenta de que los tiempos han cambiado. Aunque en algún momento fuese cierta, la suposición de que tener sobrepeso es ser rico ya no es válida: la obesidad no puede explicarse exclusivamente como la maldición de la opulencia individual. Hay rasgos sistémicos que marcan la diferencia. Por ejemplo en México, un país en desarrollo con unos ingresos medios de 6.000 dólares anuales, hay más adolescentes gordos que nunca, aunque el número de mexicanos pobres aumenta. La riqueza individual no explica por qué los hijos de algunas familias son más obesos que otros: el factor crucial no son los ingresos, sino la proximidad con la frontera de Estados Unidos. Cuanto más cerca viva una familia mexicana de sus vecinos del norte y de sus hábitos de comida procesada rica en grasas y en azúcar, más sobrepeso sufrirán los niños de esa familia. Que la geografía tenga tanta importancia desmiente la idea de que la elección personal es la clave para prevenir la obesidad o, del mismo modo, prevenir el hambre. Y sirve para retomar el lamento de Porfirio Díaz, el dictador de México a finales del siglo XIX: &#8220;¡Pobre México! Tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos&#8221;.</p>
<p>Uno de los efectos perversos del modo en que nos llega la comida a la mesa consiste en que ahora existe la posibilidad de que padezcan obesidad personas que carecen de los medios necesarios para comprarse alimentos. Los niños que se crían mal nutridos en las favelas de São Paulo, por ejemplo, sufren mayor riesgo de obesidad cuando llegan a adultos. Sus cuerpos, afectados por la pobreza de la niñez, metabolizan y almacenan mal los alimentos, por lo que presentan mayor riesgo de retener como grasa la comida de mala calidad a la que tienen acceso. A lo largo y ancho del planeta, los pobres no pueden permitirse comer bien, y esto es cierto incluso en el país más rico del mundo: en Estados Unidos son los niños quienes sufren las consecuencias. Un equipo de investigación indicó recientemente que, si persisten los actuales modelos de consumo, los niños norteamericanos de hoy vivirán cinco años menos, debido a las enfermedades relacionadas con la dieta a las que estarán expuestas en el transcurso de sus vidas.</p>
<p>En cuanto consumidores, se nos incita a pensar que un sistema económico basado en la elección individual nos salvará de los males comunes del hambre y la obesidad. Sin embargo, es precisamente la &#8220;libertad de elección&#8221; la que ha incubado estos males. Aquellos que pueden dirigirse al súper se quedan pasmados ante la posibilidad de escoger entre cincuenta marcas de cereales azucarados, media docena de tipos de leche que sabe a tiza, estantes de panes tan saturados de productos químicos que nunca se pudrirán y estantes repletos de productos cuyo ingrediente principal es el azúcar. Por ejemplo, los niños británicos tienen la posibilidad de escoger entre veintiocho marcas de cereales para el desayuno cuyo marketing está dirigido directamente a ellos. El contenido de azúcar de veintisiete de éstos excede las recomendaciones del gobierno. Nueve cereales para niños tienen un contenido de azúcar del 40 por ciento. Así pues, no es para nada sorprendente que en Reino Unido el 8,5 por ciento de los niños de seis años y más de uno de cada diez chicos de quince años sean obesos. Y los niveles están aumentando. El ejemplo de los cereales para el desayuno es un signo de un rasgo sistémico más amplio: las corporaciones que producen alimentos tienen todos los incentivos para vender comida sometida a un procesamiento que la hace más rentable, aunque menos nutritiva. Por cierto, esto también explica por qué hay a la venta muchas más variedades de cereales para el desayuno que de manzanas.</p>
<p>Nuestras opciones tienen límites naturales. Por ejemplo, la gente está dispuesta a comer un número limitado de frutas, hortalizas y animales disponibles en la naturaleza. Pero incluso en este caso, un poco de publicidad nos puede persuadir a expandir el alcance de nuestras opciones. Pensemos en el kiwi, que hace mucho era conocido como la grosella china: para adecuarse a los prejuicios de la guerra fría la empresa de Nueva Zelanda que lo lanzó al mercado a finales de los años cincuenta le cambió el nombre. Era un sabor con el que nadie se había criado, aunque ahora parece que siempre haya existido. Y mientras agregan lentamente nuevos alimentos naturales a nuestros menús, la industria alimentaria suma todos los años decenas de miles de nuevos productos a los expositores, algunos de los cuales se convierten en elementos indispensables hasta tal punto que, después de una generación, no se puede pensar en vivir sin ellos. Esto es un signo de cuán limitada puede ser nuestra imaginación gastronómica, y también de que no estamos totalmente seguros de cómo, de dónde o por qué ciertos alimentos llegan a nuestra mesa.</p>
<p><strong>©Raj Patel y Libros del Lince<br />
Publicado por Cristina Civale</strong></p>
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		<title>&#8220;Dona Cida&#8221;, a cozinheira da história de Habib&#8217;s</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 17:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#8220;Dona Cida&#8221;, a cozinheira do presidente do Habib&#8217;s diz que vai votar na Marta porque o PT é o pai dos pobres.
Os argumentos de &#8220;Dona Cida&#8221; seguramente sensibilizaram Antônio Alberto Saraiva, presidente do Habib&#8217;s. Na elite poucos prestam atenção as opiniões da cozinheira.
&#8220;Dona Cida&#8221; poderia acrescentar que a diminuição da desigualdade, o crescimento da renda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.projetosinteligentes.com.br/pi/tecno/imagens/54HABIBS5.jpg" alt="A imagem “http://www.projetosinteligentes.com.br/pi/tecno/imagens/54HABIBS5.jpg” contém erros e não pode ser exibida." height="442" width="527" /></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/presidente-do-habibs-diz-a-alckmin-que-sua-cozinheira-vota-na-marta/">&#8220;Dona Cida&#8221;, a cozinheira do presidente do Habib&#8217;s diz que vai votar na Marta porque o PT é o pai dos pobres</a>.</p>
<p>Os argumentos de &#8220;Dona Cida&#8221; seguramente sensibilizaram Antônio Alberto Saraiva, presidente do Habib&#8217;s. Na elite poucos prestam atenção as opiniões da cozinheira.</p>
<p>&#8220;Dona Cida&#8221; poderia acrescentar que a diminuição da desigualdade, o crescimento da renda, do emprego e a ascensão social de milhões à classe média asseguram a rede habib&#8217;s um crescimento do seu lucro e a expansão dos seus negócios.</p>
<p>Ou seja, além de ser o &#8220;pai dos pobres&#8221;, o PT no governo Lula tem permitido um crescimento econômico com benefícios para todos. Talvez &#8220;Dona Cida&#8221; não consiga explicar isto a seu patrão, mas Antônio Alberto Saraiva sabe isto muito bem e pode explicar para sua cozinheira o quanto seu negócio prosperou com o governo Lula.</p>
<p>O PT é o &#8220;pai dos pobres&#8221;, dos trabalhadores e assalariados, mas é também a mãe dos empresários empreendedores, dos comerciantes e dos agricultores. Ou seja da imensa nação brasileira que produz a riqueza nacional e que encontra no governo Lula as condições para o progresso, com distribuição de renda.</p>
<p>Antônio Alberto Saraiba e &#8220;Dona Cida&#8221; têm, como se vê, um ponto de encontro e não é só na sala de jantar. LF</p>
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		<title>Cada vez mais subsidios agricolas nos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 16:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[La ley más desastrosa de EE.UU.
Por Andrés Oppenheimer publicado por Clarín de Argentina
MIAMI.- Mientras muchos estábamos distraídos con otros temas, el Congreso estadounidense aprobó una ley agrícola que difícilmente podría ser peor: subsidia a los agricultores más ricos del país, perjudica a la mayoría de los consumidores, contamina el medio ambiente, no ayuda a reducir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>La ley más desastrosa de EE.UU.</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Por Andrés Oppenheimer publicado por Clarín de Argentina</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/cada-vez-mais-subsidios-agricolas-nos-estados-unidos/6299/" rel="attachment wp-att-6299" title="biocarburant_milho.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/biocarburant_milho.jpg" alt="biocarburant_milho.jpg" align="left" height="612" width="277" /></a>MIAMI.- Mientras muchos estábamos distraídos con otros temas, el Congreso estadounidense aprobó una ley agrícola que difícilmente podría ser peor: subsidia a los agricultores más ricos del país, perjudica a la mayoría de los consumidores, contamina el medio ambiente, no ayuda a reducir el hambre en el mundo y perjudica a los países latinoamericanos productores de alimentos. Lo que es peor, la ley hace todas estas cosas -y más- en un momento en el que muchos productores estadounidenses tienen ganancias récord gracias a los altos precios internacionales de las materias primas.</p>
<p>Todo esto sería difícil de entender si no fuera porque estamos en un año de elecciones. Pero el amplio respaldo ofrecido a esa legislación por la mayoría demócrata y de 100 legisladores republicanos logró que el Congreso invalidara un veto de la Casa Blanca por 318 votos contra 106.</p>
<p>Además de los US$ 5000 millones que el gobierno norteamericano pagará directamente a agricultores que en muchos casos ganan muy buen dinero, la nueva ley está repleta de dádivas propias de un año electoral. Ellas incluyen US$ 170 millones a la industria salmonera de la Costa Oeste; US$ 93 millones en recortes impositivos a criadores de caballos de carrera de Kentucky; US$ 260 millones de reducción impositiva a la industria maderera, y US$ 15 millones para los productores de espárragos, que en el pasado no recibían estos subsidios.</p>
<p>&#8220;Es una desgracia nacional&#8221;, me señaló Gary C. Hufbauer, ex funcionario de la Secretaría del Tesoro que se desempeña actualmente en el Instituto Peterson para la economía internacional. &#8220;Estamos en una época de prosperidad para muchos productores agrícolas. Si alguna vez hubo un momento adecuado para liberalizar la industria agrícola, es precisamente el actual.&#8221;</p>
<p>El probable candidato presidencial demócrata Barack Obama -que ha sido objeto de elogios en esta columna en las últimas semanas- dio su apoyo a la ley. Los partidarios de la norma señalan que la legislación prevé US$ 209.000 millones para programas de nutrición, incluyendo fondos para bonos de comida para los pobres.</p>
<p>El probable candidato presidencial republicano John McCain criticó la ley. Dijo que en un momento en que las materias primas han alcanzado un precio récord los agricultores no necesitan subsidios. Entre los peores efectos de la ley agrícola se cuentan:</p>
<p>•	Perjuicio a la mayoría de los consumidores estadounidenses con el subsidio al etanol de maíz, que desvía el 25% de la producción maicera a la producción de etanol subsidiado. Como resultado, los precios del maíz en el supermercado aumentan al igual que los precios de la carne de vaca y pollo.</p>
<p>•	Perjudica el medio ambiente, entre otras cosas, porque en vez de eliminar las trabas a la importación de etanol de azúcar procedente de Brasil -que se produce de manera más eficaz, es más barato y menos contaminante-, la nueva ley conserva las barreras tarifarias que protegen a los productores estadounidenses de etanol de maíz.</p>
<p>•	Perjudica a América latina porque mantiene las barreras, tanto tarifarias como no tarifarias, para los productos agrícolas de la región. En vez de contribuir a la reducción de los precios del azúcar en Estados Unidos facilitando la importación de países centroamericanos o del Caribe, la ley mantiene los cupos de importación para proteger a los magnates azucareros de Palm Beach. Como resultado, los estadounidenses pagan mucho más que los precios internacionales por el azúcar que consumen.</p>
<p>•	Está en abierta contradicción con la prédica oficial de Washington a favor del libre comercio. Hasta ahora, Estados Unidos les decía a los productores latinoamericanos: &#8220;Nosotros vamos a reducir los subsidios agrícolas si la Unión Europea hace lo mismo . Ahora, con este voto bipartidista, el Congreso le dice al mundo que no le permitirá a ningún presidente norteamericano reducir los subsidios.</p>
<p>Mi opinión: el daño ya está hecho. Ahora, Bush debería hacer algo realmente audaz, que lo ayudaría a dejar la presidencia en algo menos que un descrédito absoluto.</p>
<p>Tal como me dijo Hufbauer, Bush debería anunciar después de las elecciones de noviembre la propuesta más ambiciosa que haya hecho Estados Unidos para reducir sus subsidios agrícolas a cambio de concesiones razonables de sus socios comerciales.</p>
<p>Esto no tendría ningún resultado inmediato, pero obligaría al próximo presidente estadounidense a ocuparse del tema y, tal vez, le daría al próximo gobierno una excusa para continuar con una política heredada de su antecesor. La alternativa, que es no hacer nada, será desastrosa para Estados Unidos, y desastrosa para el mundo.</p>
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		<title>Lula: tem quem torce por inflação para atacar o governo</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 14:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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FABÍOLA SALVADOR E EVANDRO FADEL &#8211; Agencia Estado
CURITIBA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje, em Curitiba, pessoas que, segundo ele, &#8220;estão torcendo para ter inflação para falar mal do governo&#8221;. &#8220;Vocês acreditam nisso? Estão há três anos sem ter o que falar. Tem gente torcendo para ter inflação para ter um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/15/14_MHG_pais_lula3.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/15/14_MHG_pais_lula3.jpg" height="351" width="550" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>FABÍOLA SALVADOR E EVANDRO FADEL &#8211; Agencia Estado</strong></p>
<p>CURITIBA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje, em Curitiba, pessoas que, segundo ele, &#8220;estão torcendo para ter inflação para falar mal do governo&#8221;. &#8220;Vocês acreditam nisso? Estão há três anos sem ter o que falar. Tem gente torcendo para ter inflação para ter um discursinho para atacar o governo&#8221;, repetiu. &#8220;Quem torce para esse País não dar certo vai simplesmente quebrar a cara.&#8221;</p>
<p>Durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008/09, destinado à agricultura empresarial, o presidente adiantou que amanhã, em Brasília, será apresentado um plano para a agricultura familiar. Entre outras coisas será anunciado financiamento para que 60 mil tratores sejam entregues aos agricultores. &#8220;Queremos fazer uma revolução&#8221;, destacou o presidente.</p>
<p>Ele quer que os agricultores familiares não se restrinjam à produção de subsistência. &#8220;Quando o mundo precisar comer, o Brasil tem que dizer venha comprar porque o Brasil tem para vender&#8221;, afirmou. &#8220;É para plantar o que puder&#8221;, disse. &#8220;Tem que falar para os pequenos que é bom ganhar dinheiro, comprar televisão nova, comprar carro novo, comprar roupa nova para os filhos&#8221;, acrescentou. &#8220;Não está escrito na Bíblia que pequeno tem que ser pobre.&#8221;</p>
<p>Lula também adiantou parte do discurso que pretende apresentar na semana que vem, em Tóquio, no Japão, durante a reunião do G8. &#8220;Os bancos que perderam dinheiro na especulação imobiliária estão agora querendo ganhar dinheiro especulando com alimento e petróleo&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong><font size="5">Pela terceira semana, inflação recua na maioria das capitais</font></strong></p>
<p><strong>Maior recuo do IPC-S foi registrado no Rio de Janeiro. Alta menor dos alimentos contribuiu para queda.</strong></p>
<p><strong><span style="background-color: #ffff99"> G1 &#8211; Portal da Globo</span></strong></p>
<p>A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semana de junho. O maior recuo foi maior recuo foi verificado no Rio de Janeiro, onde o indicador passou de 0,88% para 0,65% &#8211; um recuo de 0,23 ponto percentual.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/foto/0,,14993119,00.jpg" class="foto" alt="Editoria de Arte" height="364" width="547" /></div>
<p>A alta menor dos preços nas capitais foi puxada pelo recuo da inflação dos alimentos no período, segundo a FGV. Na média entre as capitais, os alimentos subiram 1,85% no fechamento de junho, na terceira queda consecutiva da taxa. Na coleta encerrada em 22 de junho, os alimentos haviam apontado alta de 2,24%.</p>
<p>Destaque ainda para o recuo das taxas de inflação em Brasília (de 0,98% para 0,13%), Recife (de 1,03% para 0,90%) e São Paulo (de 0,97% para 0,86%). Também tiveram queda as taxas do IPC em Salvador (de 1,14% para 1,08%) e Belo Horizonte (de 0,41% para 0,36%), levando a capital mineira a apontar a menor taxa entre as capitais.</p>
<p>Na ponta contrária, apenas a capital gaúcha registrou alta no IPC. A variação passou de 0,56% na terceira semana de junho para 0,64% na semana seguinte.</p>
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