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	<title>Blog do Favre &#187; agricultura</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Brasil o que melhor conseguiu combater a fome&#8221; ajudará savana africana em projetos agrícolas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

De Roma &#8211; VALOR
A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" alt="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" width="430" height="371" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">De Roma &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir ministros de Agricultura do continente em Brasília, em abril, para examinar mecanismos de financiamento a serem levados à reunião de cúpula do G-20 em junho, no Canadá.</p>
<p>Atualmente, só 10% das Savanas estão cultivadas. A Embrapa já identificou 35 projetos de cooperação em 16 países e entraria com US$ 12,8 milhões.</p>
<p>Um projeto que começou a tomar corpo neste mês é para ajudar na exploração de 3 milhões de hectares em Moçambique, em cooperação com o Japão, que já ajudou por sua vez na exploração do Cerrado brasileiro.</p>
<p>Os japoneses entrarão com o dinheiro, cerca de US$ 300 milhões em dez anos; o Brasil, com a tecnologia; e os africanos, com a terra. A ideia é produzir soja, milho, arroz e outras commodities.</p>
<p>O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, afastou a ideia de que se estaria estimulando a criação de concorrentes para o agronegócio brasileiro. &#8220;Tenho certeza de que a demanda vai aumentar globalmente muito. E, se não houver soja suficiente, os usuários partem para outro produto.&#8221;</p>
<p>A fome atinge 1,2 bilhão de pessoas. Nesse cenário, o Brasil é visto como um sucesso. A ONG ActionAid diz ter avaliado vários países e concluido que foi o Brasil o que melhor conseguiu combater a fome. (AM)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desenvolvimento sustentável e o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 12:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[*HILARY BENN &#8211; O Globo
Mais de seis bilhões de pessoas compartilham os frágeis sistemas de apoio à vida na Terra.
Com mais pessoas vivendo nas cidades, podemos nos sentir distantes da natureza, mas somos completamente dependentes daquilo que ela nos oferece. É fácil esquecermos que a natureza nos fornece o alimento e a água que nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">*HILARY BENN &#8211; O Globo</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01205/hilary-benn_1205601c.jpg" alt="http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01205/hilary-benn_1205601c.jpg" width="213" height="134" />Mais de seis bilhões de pessoas compartilham os frágeis sistemas de apoio à vida na Terra.</p>
<p>Com mais pessoas vivendo nas cidades, podemos nos sentir distantes da natureza, mas somos completamente dependentes daquilo que ela nos oferece. É fácil esquecermos que a natureza nos fornece o alimento e a água que nos sustentam; e um clima estável.</p>
<p>À medida que a população mundial cresce, os recursos naturais acabarão por tornarem-se incapazes de responder às nossas demandas. A paz e a estabilidade globais dependem de nossa habilidade de encontrar novas maneiras de crescer e gerir nossos recursos para que todos se beneficiem deles, hoje e no futuro.</p>
<p>E é isso o que significa desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Se quisermos alcançar um mundo mais sustentável, precisamos enfrentar nossa responsabilidade por mudanças climáticas. Se falharmos em cortar as emissões de gases de efeito estufa, estaremos sujeitos a secas, inundações e perdas de colheitas.</p>
<p>A mudança do clima representa uma ameaça à prosperidade global. É por isso que o Reino Unido se comprometeu a cortar suas emissões em 34% até 2020 e 80% até 2050, e propôs um fundo de 100 bilhões de dólares anuais para ajudar as nações em desenvolvimento a lutar contra estas mudanças.</p>
<p>A transição para uma economia mais sustentável não significa sacrificar o crescimento ou cercear as aspirações dos países ricos ou pobres.</p>
<p>O Relatório Stern possui uma mensagem simples: enfrentar a mudança do clima não custará nada ao planeta, mas a Terra pagará o preço se não fizermos nada.</p>
<p>É do interesse de todos enfrentarmos essa ameaça juntos. O comprometimento do Brasil em reduzir o crescimento de duas emissões em 38-42 % até 2020, incluindo a redução do desmatamento em 80%, é realmente ambicioso.</p>
<p>O Brasil emerge como uma das potências econômicas e políticas.</p>
<p>Sua economia é estável, sua população vem prosperando e algumas de suas empresas são reconhecidas mundialmente. Mas o Brasil sempre foi mais do que uma potência convencional. É o lar de aproximadamente um quinto de todas as espécies conhecidas. Suas florestas fornecem à América do Sul a chuva para regar as plantações, e ao resto do mundo, um clima estável. Além disso, o país tem sido líder no desenvolvimento de biocombustíveis e no monitoramento via satélite.</p>
<p>É exatamente desse tipo de liderança que o mundo precisa agora. O Brasil tem a oportunidade de consolidar sua reputação de potência ambiental. É possível fazê-lo expandindo sua matriz energética sustentável e seu monitoramento da Amazônia para outros biomas, explorando novas formas de cultivo e pecuária e compartilhando suas tecnologias agrícolas e de monitoramento de outras regiões mega diversas na África e na Ásia.</p>
<p>Em cerca de 20 dias, o mundo se reunirá em Copenhague com o objetivo de acordar uma estrutura política para combater o aquecimento global. Será o primeiro passo no caminho rumo a um mundo mais sustentável. Devemos dar esse passo juntos. O Reino Unido está pronto para embarcar nessa jornada e contamos com o Brasil.</p>
<p><strong>*HILARY BENN é ministro de Meio Ambiente, Alimentação e Questões Rurais do Reino Unido.</strong></p>
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		<title>&#8220;Pré-sal&#8221; do campo traz US$ 1 tri em 10 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 13:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[  Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura
Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas
 



Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem





Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá
 
MAURO ZAFALON [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong> </strong></span> <strong>Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura</strong></p>
<p><strong>Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1810200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>MAURO ZAFALON</strong> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span> DA REDAÇÃO </span></p>
<p>Enquanto atenções e planos  de investimentos no país se voltam à exploração de petróleo  na região do pré-sal, produtores agrícolas reclamam que o  &#8220;pré-sal&#8221; do campo, que deve  trazer US$ 1 trilhão ao país em  dez anos, está ameaçado justamente pela falta de investimentos em infraestrutura.<br />
Com tantos investimentos  em pré-sal, trem-bala, Copa do  Mundo e Olimpíada, os problemas do campo podem ser relegados a segundo plano, temem  os agentes do setor.<br />
É difícil imaginar como será a  participação do petróleo na  economia mundial em 20 anos.  Mas não é difícil prever a importância dos alimentos.<br />
Relatórios recentes de vários  organismos internacionais, entre eles da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre  Comércio e Desenvolvimento)  e da ONU (Organização das Nações Unidas), mostram que haverá forte demanda de alimentos nos próximos anos, e todos  são unânimes em apontar a importância do Brasil como grande produtor de grãos, proteína  animal e biocombustíveis.<br />
O país, que já é grande fornecedor mundial de alimentos,  deverá ter participação ainda  maior no contexto internacional nas próximas décadas.<br />
As receitas com exportações  nacionais do agronegócio cresceram a uma média de 13% ao  ano na última década, devido a  demanda maior, melhora nos  preços e aumento de renda em  países emergentes.<br />
Com apenas metade dessa  evolução por ano, o país acumularia US$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Se for mantido  o mesmo percentual de evolução dos últimos dez anos, o valor chegaria a US$ 1,5 trilhão na  próxima década -até 2019.<br />
Do estágio atual à condição  de celeiro do mundo, no entanto, o caminho a ser percorrido é  longo, dizem os analistas.<br />
Especialistas no setor são  unânimes em dizer que há muito para ser feito, e essas ações  não dependem só do governo  mas também dos próprios produtores e empresas do setor.<br />
Da parte do governo, as ações  devem focar investimentos em  infraestrutura, avanços em tecnologia, questões ambientais e  política agrícola de longo prazo.</p>
<p><strong>Menos sonegação</strong><br />
Já da parte de produtores e  empresas, afirmam ser necessária uma melhora na gestão  dos negócios e maior responsabilidade empresarial, que inclua reduções na sonegação de  impostos e na corrupção.<br />
&#8220;Os investimentos virão com  certeza, e várias mudanças serão necessárias, mas não é mostrando garras, unhas e dentes  que elas ocorrerão. Serão necessários acordos políticos de  fundo&#8221;, diz Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura.<br />
Para Stephanes, reestruturação das empresas agropecuárias, mudanças de contratos e  questões tributárias e de sonegação estão entre as prioridades para o futuro.<br />
Guilherme Dias, professor da  USP e que participou do governo Fernando Henrique Cardoso, também diz que serão necessárias mudanças no setor  produtivo.&#8221;Há uma resistência  da base produtora para a evolução. Parte ainda prefere a sonegação tributária e a corrupção a  uma regulação do setor.&#8221;<br />
Luis Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura e vice-presidente da área de agronegócios do Banco do Brasil,  acrescenta à lista de problemas  a serem resolvidos a necessidade de regularização da posse de  terra e uma melhora nas relações de trabalho.<br />
&#8220;O Brasil vai ficar na pauta do mundo&#8221; e duas palavras vão determinar esse novo cenário agropecuário: concentração e internacionalização, segundo Roberto Rodrigues, também ex-ministro da Agricultura. &#8220;O pré-sal vai trazer um tsunami de dinheiro para o país.&#8221; Esses investimentos não ficarão apenas em petróleo, mas irão também para saúde, educação, chegando ainda às indústrias de insumos e de alimentos.<br />
Mas o país tem de ter estratégias, adverte Rodrigues. Política agrícola existe, mas são necessários instrumentos para  sua aplicação.<br />
Os técnicos da Unctad concordam com Rodrigues e sugerem que os governos enquadrem o fluxo de financiamentos para a produção e que elaborem contratos padrão para proteger os produtores.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Produtividade de cana cresce até 50%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/produtividade-de-cana-cresce-ate-50/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. 


TENDÊNCIA
A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" alt="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" /><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></em></p>
<p><strong>TENDÊNCIA</strong></p>
<p>A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 anos no Brasil. A avaliação &#8211; que reforça a posição do País como imbatível na produção de açúcar, álcool e energia renovável &#8211; é do diretor-superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Boeta, feita durante o lançamento das novas variedades de cana da instituição de pesquisa, em Ribeirão Preto (SP). <em>Fonte O Estado SP</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Governo amplia crédito agrícola em 37%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/governo-amplia-credito-agricola-em-37/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 15:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160;
 TV GLOBO
&#160;






agrofolha
Plano que vai financiar a próxima safra terá R$ 107,5 bilhões, dos quais R$ 15 bilhões irão para a agricultura familiar
Lula apela a agricultores para manter produção a fim de atender a demanda que  virá da recuperação da economia mundial
  
JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA 
No lançamento do Plano  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" align="center"> TV GLOBO</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
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</div>
<p><strong><font size="+2" color="#000080">agrofolha</font></strong></p>
<p><strong>Plano que vai financiar a próxima safra terá R$ 107,5 bilhões, dos quais R$ 15 bilhões irão para a agricultura familiar</strong></p>
<p><strong>Lula apela a agricultores para manter produção a fim de atender a demanda que  virá da recuperação da economia mundial</strong></p>
<p><strong>  <span style="background-color: #ffff99"></span></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>JOSÉ MASCHIO</strong><font style="background-color: #ffff99" size="-1"> DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA </font></p>
<p>No lançamento do Plano  Agrícola e Pecuário 2009/10, o  presidente Luiz Inácio Lula da  Silva fez ontem em Londrina  (PR) um apelo para que os agricultores continuem plantando,  de olho na recuperação econômica mundial. Ele comparou os  grandes países a um urso em  hibernação na crise, que vai estar faminto após esse período.  &#8220;&#8221;Plantem, plantem, plantem&#8221;,  afirmou Lula.<br />
Na solenidade foram anunciados R$ 107,5 bilhões para o  plano, um total 37% maior que  o destinado para a safra 2008/  9. R$ 92,5 bilhões foram destinados à agricultura comercial e  R$ 15 bilhões para a familiar.<br />
Lula também apelou aos  agricultores para que acompanhem a liberação de recursos,  pois, segundo ele, não adianta  aprovar verbas se elas não chegam aos produtores. Neste plano de safra, a novidade foi a liberação de R$ 2 bilhões para o  Programa de Capitalização de  Cooperativas Agropecuárias,  em uma rubrica de R$ 14 bilhões para investimentos.<br />
Ainda com relação a investimentos, o governo federal  anunciou outro R$ 1,5 bilhão  para ampliar o Programa de Incentivo à Produção Sustentável  do Agronegócio. Outros R$ 5  bilhões serão destinados ao fortalecimento do Proger (Programa de Geração de Emprego e  Renda). Os preços mínimos fixados para 33 culturas tiveram  reajustes de até 65%.<br />
O Proger foi destacado, no  lançamento do Plano Agrícola e  Pecuário, para atender médios  produtores com juros anuais  menores (6,25%) do que os  grandes (6,75% ao ano). Segundo o ministro da Agricultura,  Reinhold Stephanes, o novo  Proger foi &#8220;&#8221;desenhado&#8221; para  dar ao médio produtor condições de crescer.<br />
Ele se destina a produtores  com renda anual de até R$ 500  mil, que terão recursos para  custeio, investimento, comercialização e aquisição de máquinas de até R$ 250 mil. Antes  o limite era de R$ 150 mil.<br />
O presidente da Sociedade  Rural do Paraná, Alexandre Lopes Kireef, anfitrião de Lula em  Londrina, pediu, em discurso,  modificações na legislação ambiental. Lula enfatizou a necessidade de equilíbrio nesse debate. &#8220;&#8221;Não dá para pegar um  Estado que desmatou nos anos  30, 40 e dizer: &#8220;assim não dá, vamos replantar tudo&#8221;.&#8221;<br />
Lula criticou ainda &#8220;&#8221;aqueles  que fazem a separação&#8221; entre  agricultura familiar e agronegócio. Segundo o presidente, o  país &#8220;&#8221;depende dos dois&#8221;.<br />
O presidente afirmou que a  função do governo federal é  preparar o país para produzir e  andar. &#8220;&#8221;Não adianta produzir e  ficar na mão de três ou quatro  tradings, que na hora do &#8220;pega  para capar&#8221; correm e nos deixam na mão.&#8221;<br />
Para ressaltar a importância  que é dada ao agronegócio durante os dois mandatos de Lula,  a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse que no plano de  safra 2002/3 o governo federal  liberou R$ 24,7 bilhões.<br />
Dilma afirmou que as obras  de infraestrutura e logística do  PAC (Programa de Aceleração  do Crescimento) têm como objetivo eliminar gargalos na  agropecuária brasileira, especialmente para o escoamento  da produção.</p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ricardo Stuckert/PR<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002284/imagens/foto23agr-plando-b11.jpg" border="0" /><em><br />
Ao lado dos ministros Dilma Rousseff e Stephanes, o presidente Lula admitiu o tom político do anúncio do novo plano</em></font></p>
<p><strong>Política agrícola: Foco para a temporada 2009/10 será centrado na &#8220;classe média rural&#8221; e nas cooperativas<br />
Em clima eleitoral, governo confirma plano de R$ 92,5 bi</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Mauro Zanatta, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O governo confirmou ontem, ao anunciar o novo Plano de Safra para o ciclo 2009/10, que dará prioridade de estímulos à classe média rural e às cooperativas agropecuárias. O lançamento oficial, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Londrina (PR), destinou R$ 92,5 bilhões ao financiamento do segmento empresarial, dos quais R$ 12,3 bilhões reservados à agroindústrias e usinas de álcool já haviam sido anunciados em abril. Mesmo sem reduzir os atuais juros de 6,75% ao ano, o governo garantiu R$ 54,2 bilhões em recursos a taxas subsidiadas pelo Tesouro.</p>
<p>As medidas do governo reservaram, como antecipou o Valor, um orçamento de R$ 5 bilhões aos médios produtores com renda bruta anual até R$ 500 mil. E acabaram com o limite de propriedade de até 1,5 mil hectares para esses produtores. Na prática, a mudança reduz os juros ao setor rural, já que a taxa do Proger está em 6,25% ao ano.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o governo federal criou uma nova regra para obrigar os bancos operadores do crédito rural a emprestar ao segmento dentro da parcela de 30% de aplicação obrigatória sobre os depósitos à vista &#8211; as chamadas exigibilidades bancárias. A partir da nova safra, que começa oficialmente no próximo dia 1º de julho, os bancos terão que emprestar ao menos 6% das exigibilidades aos médios produtores. Na safra 2010/11, o índice passará a 8%, chegando a 10% no ciclo 2011/12.</p>
<p>O governo deixou evidente sua opção pela pequena e média agriculturas. Os produtores familiares, por exemplo, já têm garantidos ao menos 10% das exigibilidades pelo governo. Assim, em 2011, pequenos e médios terão 20% dessas exigibilidades. &#8220;Como o cobertor do crédito é curto, fica clara a opção do governo&#8221;, avalia o diretor Febraban, Ademiro Vian. Para completar a prioridade, o governo criou uma linha de R$ 2 bilhões para capitalização das cooperativas agropecuárias a juros de 6,75%, seis anos de prazo e dois de carência. Cada associado poderá financiar R$ 25 mil para reforçar sua cota-parte na cooperativa. Os grupos também poderão emprestar até R$ 50 milhões nesse linha.</p>
<p>O governo elevou os limites de crédito para custeio &#8211; de R$ 170 mil a R$ 600 mil, segundo a cultura &#8211; e elevou o orçamento de investimento a R$ 14 bilhões, além de reajustar os preços mínimos de todos os principais produtos. O orçamento para a comercialização da nova safra será de R$ 5,2 bilhões, informou o Ministério da Agricultura. O governo também elevou, de R$ 273 milhões para R$ 452 milhões, os recursos para subsidiar metade do prêmio do seguro rural em 2010.</p>
<p>O evento do lançamento do novo plano teve um tom bastante político. O governo escolheu a dedo a cidade do evento. Segundo maior colégio eleitoral do Paraná, Londrina é a base política do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), pré-candidato a governador, e de sua esposa, Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado. A região norte do Paraná também é uma das principais bases eleitorais do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que obteve parte de seus 101,7 mil votos de deputado federal por lá.</p>
<p>Questionado sobre o tom político do evento, o presidente Lula, que estava acompanhado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), admitiu a interferência. &#8220;(&#8230;) a gente não consegue segurar ministro. Tem um comichão assim, uma coisa, uma coceira, que quando vai chegando perto do ano eleitoral todo mundo quer ser candidato a alguma coisa. (&#8230;) eu acho que se o Paulo Bernardo quiser ser candidato, ele tem direito de querer ser candidato&#8221;, afirmou a uma rádio local. &#8220;Eu não posso impedir que ninguém seja candidato. Obviamente que, sendo candidato, eu espero que, aqui no Paraná, a gente consiga construir uma aliança política e que todo mundo esteja junto. E que demarquemos quem é o nosso adversário e trabalhemos para derrotar nossos adversários tradicionais lá de Brasília e do Estado do Paraná&#8221;, explicitou Lula.</p>
<p>O &#8220;adversário&#8221; é o PSDB do senador Álvaro Dias e do prefeito de Curitiba, Beto Richa. O presidente Lula trabalha para garantir uma chapa a governador com o senador Osmar Dias (PDT) na cabeça, o PT na vice ou em uma das duas vagas ao Senado, que também teria o governador Roberto Requião (PMDB).</p>
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		<title>Cooperativas devem ter mais R$ 2 bi</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Política agrícola
Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR
Ruy Baron / Valor

 Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Política agrícola</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron / Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002275/imagens/foto09agr-coopdera-b12.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB</em></font></p>
<p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas de Produção (Procap). A próxima reunião do conselho está agendada para o dia 25 deste mês.</p>
<p>O programa financiará a compra de cotas-partes de cooperativas. A taxa de juros da nova linha será de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente de 6,25% ao ano. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia apresentado o novo programa no fim de abril, mas ele ainda depende da aprovação do CMN.</p>
<p>Naquele mês, o conselho aprovou uma série de medidas de apoio à atividade rural que somou R$ 12,6 bilhões. Entre as medidas que incluíram as cooperativas entrou uma linha para o financiamento de capital de giro. &#8220;O setor está preocupado com o acesso ao crédito. O processo de endividamento de algumas cooperativas piorou muito&#8221;, disse Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).</p>
<p>As cooperativas agropecuárias serão as principais responsáveis pela frustração dos planos de crescimento do mercado total de cooperativas no Brasil, segundo o dirigente. Em janeiro, a previsão da OCB era de aumento de cerca de 10% do faturamento total do segmento no país.</p>
<p>No momento, a expectativa é que a receita total das cooperativa, no máximo, repita, o desempenho de 2008, quando o faturamento chegou a R$ 84,4 bilhões. &#8220;O faturamento tende a ficar abaixo disso, mas dentro da casa de R$ 80 bilhões&#8221;, diz Freitas. Isso representaria uma queda de até 5%.</p>
<p>Entre 2002 e 2008, o crescimento médio do setor foi de 17,6%. Praticamente tudo o que o setor exporta é vendido pelas agropecuárias &#8211; em 2008, as vendas ao exterior somaram R$ 4,1 bilhões. &#8220;Tem só pouca coisa de exportações de serviços e também de artesanato&#8221;, segundo Freitas.</p>
<p>No ramo das agropecuárias, que faturaram R$ 40,1 bilhões em 2008, o declínio projetado é de 7% a 8%. &#8220;Dezembro foi horrível e o primeiro trimestre foi ruim, mas em abril e maio já se verificou alguma recuperação&#8221;, afirma o presidente. &#8220;As cooperativas de crédito, serviços e trabalho devem crescer este ano, mas as agropecuárias foram muito afetadas pela crise&#8221;.</p>
<p>O endividamento das cooperativas é um problema, mas também preocupa a retração das tradings na oferta de crédito para a agricultura, segundo Freitas. &#8220;Este ainda não é um ano perdido&#8221;, diz ele, &#8220;e agora as tradings estão começando a oferecer crédito novamente. Mas vamos ver como isso vai ocorrer. Quem vai querer crédito com o dólar baixo como agora? As tradings nos deixaram na mão quando mais precisávamos&#8221;.</p>
<p>Em evento realizado pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil e ex-ministro da Agricultura, reiterou a perspectiva do banco de aumentar em 30% os empréstimos para a agricultura na safra 2009/10. &#8220;O banco já tem 60% do crédito rural no país. A oferta de crédito no mercado está aquém da demanda, mas nós vamos aumentar os financiamentos no limite das nossas possibilidades. &#8220;, disse.</p>
<p>No acumulado até abril da temporada 2008/09, os desembolsos do banco para a agricultura somaram R$ 24,9 bilhões, volume 29,5% superior ao do acumulado entre julho de 2007 e abril de 2008. Segundo Guedes Pinto, as discussões sobre a adoção de um novo modelo de crédito agrícola permanecem em curso, mas ainda não há definição sobre a possibilidade de adoção de algumas medidas já na safra 2009/10.</p>
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		<title>Pauta exportadora do País &#8211; só ganhos</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 17:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Nathan Blanche* &#8211; O Estado SP
O desempenho da balança comercial brasileira nos últimos anos, e mesmo durante a atual crise, deve ser atribuído principalmente aos superávits dos setores de agronegócio e mineração. Diante deste quadro, já há algum tempo surgem críticas e preocupações de alguns analistas, inclusive com destaque na imprensa, sobre a dependência do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.transaex.com.br/img_noticias/20090202122915_noticias.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.transaex.com.br/img_noticias/20090202122915_noticias.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Nathan Blanche* &#8211; O Estado SP</p>
<p>O desempenho da balança comercial brasileira nos últimos anos, e mesmo durante a atual crise, deve ser atribuído principalmente aos superávits dos setores de agronegócio e mineração. Diante deste quadro, já há algum tempo surgem críticas e preocupações de alguns analistas, inclusive com destaque na imprensa, sobre a dependência do saldo comercial da exportação desses produtos. Afirma-se que há uma volta ao atraso da década de 1980, quando o Brasil era exportador exclusivo de produtos básicos. O que se pretende mostrar neste artigo é que não é porque o País é exportador de produtos básicos e semielaborados que está fadado a ter baixos crescimento e desenvolvimento.</p>
<p>A afirmação de &#8220;volta ao atraso da década de 1980&#8243; é tendenciosa, superficial e carece de qualquer fundamento para o caso brasileiro. Procede a preocupação em relação ao risco para o desempenho das contas externas e para a trajetória de crescimento econômico de países cuja diversificação da pauta é mínima e a produção carece de desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>Países com baixa diversificação de sua pauta de exportação ficam à mercê da tendência e da volatilidade dos preços das commodities específicas, o que de fato pode gerar problemas no balanço de pagamentos. Além disso, a carência de desenvolvimento tecnológico e humano que muito se observa em grandes países exportadores de commodities específicas é um claro limitador ao crescimento de longo prazo dessa economia.</p>
<p>Mas não é porque o país é exportador de produto básico que está fadado a ter baixos investimentos, reduzido crescimento econômico e desenvolvimento limitado. Pode-se tomar como exemplo o Chile, cujas contas externas têm forte dependência do preço do cobre, mas o nível de desenvolvimento humano, tecnológico e institucional é elevado, impulsionando o crescimento de longo prazo da economia.</p>
<p>O Brasil, diferentemente do Chile e de outros países produtores de petróleo, possui uma pauta de exportação bastante diversificada, mesmo quando comparado com países desenvolvidos como Canadá, Austrália e Nova Zelândia (ver quadro abaixo, ref. 2007). Essa diversificação protege a economia de enfrentar estrangulamentos no balanço de pagamentos, como ocorre com países que dependem da exportação de poucos produtos.</p>
<p>Nesse contexto é importante destacar que, apesar da forte retração da demanda mundial e do baixo crescimento doméstico decorrentes da crise financeira, o Brasil ainda deve apresentar um saldo comercial superavitário em US$ 21,8 bilhões e ainda ter uma sobra do balanço de pagamentos na casa de US$ 16 bilhões em 2009.</p>
<p>Além disso, a vantagem comparativa e a competitividade da agricultura brasileira resultam de esforços de décadas. O atual nível tecnológico se deve ao desenvolvimento de pesquisas realizadas por instituições como Embrapa, Esalq, Universidade de Viçosa e outros. E é justamente esse nível tecnológico que permite altos ganhos de produtividade, que fazem com que a agricultura seja lucrativa mesmo com os enormes custos advindos dos entraves de infraestrutura, principalmente no que se refere a armazenamento, estradas, ferrovias e portos.</p>
<p>E a variável-chave que tem permitido que essa vantagem comparativa apareça é o câmbio flutuante, um dos três pilares da política econômica &#8211; formado em conjunto com responsabilidade fiscal e monetária &#8211; que têm permitido a consolidação da estabilidade macroeconômica brasileira. Diferentemente do passado, quando o câmbio era fixo, os agentes podem ser beneficiados pela rentabilidade gerada por suas atividades.</p>
<p>Assim, o Brasil não se encaixa no grupo de países que poderia enfrentar problemas de balanços de pagamentos e menor taxa de crescimento da economia no longo prazo por depender da exportação do agronegócio e da mineração. Ao contrário, o País não voltou ao atraso da década de 1980, mas, sim, deu vários passos em direção a um futuro marcado por taxas mais expressivas de crescimento da economia.</p>
<p>É importante ressaltar que os setores de agronegócio e mineração devem aumentar sua participação no saldo comercial este ano, o que em parte se deve ao fato de sofrerem menos em momentos de crise, uma vez que apresentam uma demanda mais inelástica a alterações na renda. Por exemplo, a participação do saldo do agronegócio no saldo comercial, que atingiu 113,5%, em 2007; 206,7%, em 2008; e deve passar para 230,4% neste ano. Com isso, acaba beneficiando a indústria e os serviços domésticos, pois, mantendo o controle das contas correntes, evita uma depreciação acelerada do real, o que obviamente demandaria aperto de política monetária, inibindo o consumo interno. Além disso, esses dois setores devem apresentar rentabilidade bastante positiva, apesar da queda importante dos preços em dólares dessas commodities. E isso acontece, uma vez que a depreciação do real compensa boa parte da queda de preços em dólares. Esse benefício não existe só para o Brasil, mas para todos os exportadores de commodities, dada a característica de commodity-currency de suas moedas.</p>
<p>Enfim, as críticas não fazem sentido para o caso brasileiro. Além disso, é justamente a exportação de básicos e semielaborados que está garantindo o bom desempenho da balança comercial e, consequentemente, do balanço de pagamentos. O Brasil só tem ganho com essa estrutura de comércio externo. A vantagem comparativa brasileira nesses setores é clara e vai continuar sendo determinante para o desempenho do saldo comercial no futuro.<br />
<strong><br />
*Nathan Blanche é sócio diretor da Tendências Consultoria Integrada </strong></p>
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		<title>Agricultura se recupera e pode repetir 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 12:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores
Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008


Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008</strong></font></p>
<p><font size="4"></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090510/img/capadodia.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 bilhões de renda no campo neste ano, segundo os cálculos do Ministério da Agricultura. Consultorias privadas preveem um acréscimo de até R$ 12 bilhões na receita em relação às previsões iniciais, que apontavam queda de 7%. Nos últimos 30 dias, as cotações de soja, algodão e açúcar, por exemplo, subiram 13%, 22%, 18%, respectivamente, nas bolsas internacionais. A recuperação de preços trouxe de volta otimismo ao campo e abriu perspectivas mais favoráveis para o plantio da próxima safra.</p>
<p>Em setembro, com o agravamento da crise financeira, os preços das commodities desabaram e as projeções da receita agrícola para este ano também. O Ministério da Agricultura chegou a projetar no início do ano que a renda das lavouras poderia chegar a R$ 150 bilhões em 2009. Agora, prevê que a receita atinja R$ 156 bilhões, resultado apenas 3% menor do que o obtido em 2008, revela um estudo do Ministério da Agricultura a que o Estado teve acesso e será divulgado amanhã.</p>
<p>&#8220;A tendência é de que a renda agrícola de 2009 não sofra uma queda tão grande quanto se previa inicialmente e possa até se igualar à do ano passado, que foi recorde&#8221;, afirma o coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Em 2008, a renda de 20 produtos agrícolas somou R$ 161,1 bilhões.</p>
<p>Segundo Gasques, o que está puxando para cima a receita são os preços. Ele observa que os dados da receita de abril refletem apenas parcialmente esse movimento porque as cotações consideradas são as de março e a escalada das commodities ganhou força em abril.</p>
<p>Consultorias privadas que consideram em seus cálculos os preços deste mês têm projeções mais otimistas. A RC Consultores, por exemplo, refez as contas e prevê que a renda obtida com a venda de grãos, cana, café e laranja atinja R$ 186,9 bilhões em 2009, ante estimativas iniciais que indicavam R$ 174,5 bilhões. A nova projeção é praticamente a mesma receita recorde obtida no ano passado. &#8220;A percepção de renda futura da agricultura mudou&#8221;, diz o diretor da consultoria, Fabio Silveira. Ele acredita que esse resultado possa até ser superado.</p>
<p>&#8220;Estamos contentes, mas preocupados&#8221;, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, Glauber Silveira. Ele explica que a receita com soja pode ser corroída pela valorização do real ante o dólar, apesar de o preço atual do grão, que passa de US$ 11 por bushel na Bolsa de Chicago, superar a média histórica e o esperado diante do cenário de recessão global. O dólar fechou a semana em R$ 2,068, a menor cotação desde outubro do ano passado.</p>
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		<title>Agência ambiental dos EUA valida o etanol de cana</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agroenergia

Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).
Uma resolução proposta pela agência define [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">Agroenergia</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" width="267" height="231" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="233" height="233" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).</p>
<p>Uma resolução proposta pela agência define critérios rigorosos para o cumprimento das metas estabelecidas pela legislação americana, que condiciona aumento do consumo de biocombustíveis a reduções substanciais nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito-estufa.</p>
<p>A resolução é o passo inicial de um processo regulatório que levará meses para ser concluído. Embora o objetivo seja estimular mudanças na maneira como os biocombustíveis são produzidos nos EUA, criando incentivos para a adoção de tecnologias mais limpas, a medida também poderá criar oportunidades para usineiros brasileiros interessados em elevar suas vendas aos EUA.</p>
<p>A legislação dos EUA determina que as refinarias do país comprem neste ano 42 bilhões de litros de biocombustíveis e elevem o consumo para 136 bilhões de litros até 2022. A maior parte da demanda gerada por essa obrigação atualmente é atendida pelas usinas de etanol locais, que usam o milho como matéria-prima.</p>
<p>Mas os EUA querem frear a expansão das usinas de etanol de milho, para evitar que seu avanço continue empurrando para cima os preços do grão e gerando dificuldades para criadores de gado, indústrias alimentícias e outros setores. Segundo a lei, a produção de etanol de milho deve alcançar 57 bilhões de litros em 2015 e não poderá passar disso.</p>
<p>Os outros 79 bilhões de litros que as refinarias precisarão comprar para cumprir as metas previstas por lei terão que ser produzidos com tecnologias mais modernas, capazes de assegurar reduções de 20% a 60% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de gasolina. Somente o etanol do Brasil, feito de cana, teria condições de atender hoje aos critérios propostos pela EPA.</p>
<p>Segundo cálculos preliminares apresentados ontem pela agência, o uso do etanol de cana como substituto da gasolina permitiria uma redução de 44% nas emissões de gases-estufa. Para cumprir as exigências da EPA, o etanol de cana precisaria assegurar uma redução de 40% a 50%. O uso de etanol de milho permitiria uma redução de apenas 16%.</p>
<p>Combustíveis mais avançados como o etanol celulósico, que pode ser feito com capim, madeira e diversos resíduos vegetais, poderiam alcançar reduções superiores a 100%, diz a EPA. Mas o etanol celulósico ainda não é produzido em escala comercial em lugar nenhum do mundo e muitos especialistas acham que vai demorar para ele se tornar viável.</p>
<p>A resolução da EPA adota um método controverso para calcular a contribuição das usinas para a mudança do clima. Além das emissões associadas diretamente à produção e à distribuição de biocombustíveis, a agência leva em consideração efeitos indiretos da expansão da indústria no desmatamento e no uso da terra em outras partes do planeta.</p>
<p>A resolução será submetida a consulta pública por 60 dias. A administradora da EPA, Lisa Jackson, indicou que está disposta a rever seus cálculos, submetendo os modelos da agência à análise de cientistas e especialistas do setor privado. Representantes da indústria de etanol nos EUA e no Brasil se mobilizam para convencer a agência de que são capazes de alcançar reduções maiores do que as estimadas pelos modelos da EPA.</p>
<p>Estudos de especialistas brasileiros recrutados pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e encaminhados à EPA sugerem que o uso do etanol do Brasil em substituição à gasolina pode reduzir em 64% as emissões de gases de efeito estufa, mesmo incluindo na conta estimativas sobre o desmatamento e outros efeitos indiretos, se os modelos reconhecerem a adoção de práticas mais modernas pelas usinas.</p>
<p>Na tentativa de atenuar o impacto negativo que a iniciativa da EPA poderá ter para os produtores de etanol de milho, o governo americano anunciou a criação de um grupo especial com a missão de ajudar a indústria doméstica a desenvolver tecnologias mais avançadas. O grupo será formado pelos departamentos de Agricultura e Energia dos EUA e pela EPA.</p>
<p>Numa teleconferência em que a criação do grupo foi anunciada a jornalistas, o secretário de Energia, Steven Chu, disse ontem que a produção de etanol de milho foi &#8220;um bom começo&#8221; para reduzir o consumo de petróleo nos EUA, mas o investimento em novas tecnologias dará ao país &#8220;opções muito melhores&#8221;. O governo pretende investir US$ 786,5 milhões neste e no próximo ano para desenvolver a produção de etanol celulósico.</p>
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		<title>EUA vetam expansão do etanol de milho</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 11:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos 

Decisão favorece produtores brasileiros de etanol
Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol [...]]]></description>
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<div align="center"><font size="1"><em>A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos </em></font></div>
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<p><strong>Decisão favorece produtores brasileiros de etanol</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol de cana brasileiro. Essas regras classificaram o etanol de cana, oficialmente, como mais eficiente na redução da emissão de poluentes que o de milho, produzido nos EUA. Essa classificação abre o caminho para usinas brasileiras concorrerem às cotas de &#8220;biocombustíveis avançados&#8221; , que serão de 2,2 bilhões de litros neste ano e chegarão a 80 bilhões de litros em 2020.</p>
<p>A Agência de Proteção Ambiental, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Energia anunciaram as novas referências, segundo os quais o etanol de milho reduz em 16% as emissões de poluentes (em comparação com a gasolina), enquanto o de cana reduz em 44%.</p>
<p>Esses índices levam em conta a emissão de poluentes durante o transporte e a distribuição, pela queima de combustível nas usinas. Mas consideram também o controverso cálculo do uso indireto da terra: com o aumento da demanda por milho ou cana para produzir etanol, aumenta o preço dessas commodities e cresce a área cultivada em outros lugares, o que causa desmatamento e, consequentemente, emissão de poluentes. O cálculo foi adotado pelo governo por pressão de grupos ambientais, preocupados com os efeitos dos biocombustíveis no preço dos alimentos e no desmatamento.</p>
<p>Para ser &#8220;avançado&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 50% a emissão de poluentes, com tolerância de 10 pontos porcentuais. assim, o etanol de cana, que reduz em 44%, está qualificado para abastecer os 80 bilhões de litros de combustíveis avançados que estão na meta da lei de combustíveis renováveis. O etanol de milho ficou de fora.</p>
<p>Para ser qualificado apenas de &#8220;renovável&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 20% a emissão de poluentes. Como o etanol de milho só reduz emissões em 16% , está comprometida toda a justificativa ambiental do lobby do milho para receber subsídios e manter tarifas sobre o etanol importado.</p>
<p>Como a regra não é retroativa, as usinas de etanol de milho nos EUA continuarão a funcionar e a fornecer para as refinarias. A regra vale para eventuais novas usinas de etanol de milho, que estão abaixo da qualificação ambiental. Portanto, na prática, fica impedida a expansão da produção do etanol de milho.</p>
<p><strong>CELULOSE É MELHOR</strong></p>
<p>O etanol de celulose é o que promove a maior redução nas emissões, de 128%, mas ainda não é viável comercialmente. A diretora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, deixou claro que, para o governo , o etanol de milho &#8220;é apenas uma ponte, uma transição para a próxima geração de etanol&#8221;. O preço do milho no mercado futuro caiu 0,1%, refletindo a esperada queda na demanda.</p>
<p>Essas regras ainda vão passar por um período de consultas de 60 dias e o lobby do etanol de milho promete protestar. &#8220;Há um grau enorme de incerteza no cálculo do uso indireto da terra, por isso haverá muita revisão&#8221;, disse Bob Dineen, diretor executivo da Associação de Combustíveis Renováveis, que representa os produtores de etanol de milho. Segundo os modelos usados por Dineen, o etanol de milho reduz em até 61% a emissão de poluentes.</p>
<p>Joel Velasco, representante da Unica nos Estados Unidos, comemorou o anúncio. &#8220;Confirma que há diferenças entre os biocombustíveis&#8221;, disse. Biodiesel de soja reduz em 22% e biodiesel de gordura, em 80%.</p>
<p>As novas referências são parte do plano do governo de usar US$ 786 milhões do pacote de estímulo e US$ 1,1 bilhão do Departamento de Agricultura para promover combustíveis alternativos. O plano prevê o aumento da disponibilidade de etanol nos postos, maior produção de veículos flex e mais ajuda para produtores de etanol em dificuldades, já que muitos foram duramente atingidos pela crise e pela queda dos preços.</p>
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