Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento
Lígia Formenti, BRASÍLIA – O Estado SP
O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.
“A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.
Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. “Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento”, conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.
Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.
O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga – graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.
Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. “Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa.” Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.
NOVA POLÍTICA
Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica – uma das maiores preocupações em saúde pública – mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.
Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.
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BBC – Agencia Estado
Primeira versão do produto, finalizada em 2006, enfrentou problemas em testes na África.
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma “camisinha molecular” para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.
Segundo os cientistas que participam do projeto, a camisinha em gel seria aplicada na vagina antes da relação sexual.
Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância anti-viral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.
Em um estudo publicado na revista científica Advanced Functional Materials, os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.
A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.
Segundo Patrick Kiser, que coordena a pesquisa, o gel seria particularmente útil para os países africanos, onde o uso de preservativos tradicionais é relativamente baixo.
Primeira versão
A equipe de pesquisadores havia desenvolvido em 2006 uma primeira versão do gel, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen.
Porém o maior problema que encontraram para essa primeira versão era que na África, continente onde estão os países com os maiores índices de contaminação pelo HIV, as altas temperaturas impediam que o gel voltasse ao estado líquido.
Para corrigir isso, o que eles fizeram foi gerar um processo exatamente oposto: por meio de mudanças na composição química relacionadas ao PH (o índice de acidez ou alcalinidade) do esperma, o novo gel fica mais sólido em vez de mais líquido.
“Nossa pesquisa não põe ênfase no remédio, mas sim no veículo usado para transportá-lo”, afirma Kiser.
A equipe de cientistas estima que ainda serão necessários vários anos de testes para que o produto possa estar disponível para uso generalizado.
Tendência
O projeto da Universidade de Utah faz parte de uma tendência internacional de investigar e desenvolver sistemas de liberação de substâncias microbicidas como géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.
Esses sistemas são vistos como uma forma de que as mulheres tenham um maior poder de se proteger a si mesmas do HIV, particularmente em regiões onde o índice de contaminação seja alto, onde haja um grande número de estupros, onde os preservativos tradicionais sejam um tabu ou não estejam disponíveis ou onde os homens sejam reticentes a usá-los.
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Declarações de Bento XVI sobre a ineficácia do preservativo chocam os ativistas antiaids em Angola
José Eduardo Agualusa* - O Estado de S.Paulo
- Como o papa Bento XVI fez questão de recordar, mal desembarcou em Luanda, na manhã de sexta-feira, 20 de março, Angola começou a ser cristianizada vai para 500 anos. O país alberga, pois, uma das mais antigas comunidades católicas da África ao sul do Sahara.
Após começo problemático, o papa chamou a atenção para a pobreza no país
Ao longo destes cinco séculos a presença da Igreja Católica em Angola teve bons e maus momentos. A Igreja apoiou a escravatura e o tráfico negreiro, e acendeu as fogueiras da Inquisição. O caso mais notável terá sido o de d. Beatriz Kimpa Vita, a qual depois de visitada em sonhos por Santo Antônio, criou seu próprio culto. Foi queimada em 1706. O escritor angolano Henrique Abranches publicou um interessante romance sobre a vida e a morte de d. Beatriz: Misericórdia para o Reino do Congo (D. Quixote, Lisboa). A queima de feiticeiras transformou-se numa tradição que, desgraçadamente, continua a ser praticada nos nossos dias. Um dos episódios mais brutais, mais estranhos, mais difíceis de explicar, da longa guerra civil que Angola viveu, foi o da queima, numa cerimônia pública, de um grupo de mulheres, e uma criança, acusadas de feitiçaria, cerimônia esta promovida e presidida pelo falecido dirigente das forças de guerrilha, Jonas Savimbi. Mais uma vez a literatura guardou testemunho do episódio num romance assinado por José Sousa Jamba, ele próprio um antigo guerrilheiro da Unita: Patriotas (Publicações Cotovia, Lisboa).
Já no século 20 a Igreja Católica distinguiu-se positivamente no apoio ao ensino e às populações mais carentes. Não por acaso a única estátua de uma personalidade portuguesa que não foi apeada nem vandalizada em Luanda, após a independência, é a que representa monsenhor Alves da Cunha, fundador do primeiro estabelecimento de ensino médio na capital angolana e inimigo acérrimo de todas as formas de escravatura que no início do século passado ainda sobreviviam no território.
Não surpreende que entre os fundadores do moderno movimento nacionalista angolano estivessem homens da Igreja. O primeiro levantamento armado contra o regime colonial, a 4 de Fevereiro de 1961 – operação quixotesca destinada a libertar um grupo de nacionalistas detidos em Luanda -, foi pensado e preparado por um angolano de pele clara, o cônego Manuel das Neves, personagem que o MPLA, partido no poder em Angola, ignorou durante todos os anos em que defendeu posições marxistas. Joaquim Pinto de Andrade, primeiro presidente do MPLA – preso após a independência por se opor à liderança de Agostinho Neto – também vestiu batina.
Durante os anos da guerra muitos intelectuais ligados a correntes pacifistas, e a grupos da oposição não belicista, acusaram a Igreja Católica, e os seus principais responsáveis em Angola, de não terem querido ou sabido utilizar todo seu poder – que era então imenso – para aproximar as partes desavindas. É difícil não concordar com eles. A Igreja Católica pecou por omissão, por covardia, não obstante a coragem com que muitos padres e freiras se esforçaram por socorrer as vítimas.
Nos últimos anos a Igreja Católica vem perdendo crentes para uma constelação de cultos evangélicos, alguns deles de matriz brasileira. Esta deserção em massa aflige a hierarquia da Igreja e explica, ao menos em parte, o fato de Angola ter sido um dos dois países africanos escolhidos por Bento XVI para sua primeira visita ao continente. Infelizmente, a visita não começou bem. As declarações do papa sobre a utilização da camisinha – segundo o Sumo Pontífice, não só não previne como contribui para a propagação da pandemia!- chocaram os responsáveis pelas campanhas de combate ao vírus da aids.
A prolongada guerra civil, ao dificultar a entrada de pessoas infectadas com o vírus da aids provenientes dos países vizinhos, explica o número relativamente baixo de angolanos atingidos pela doença. Sete anos após a morte de Jonas Savimbi e do final da guerra civil, porém, esse número vem crescendo de forma alarmante, em particular nas povoações de fronteira. Convém recordar que em países como Botsuana, ao sul de Angola, mais de metade da população está infectada. À luz desses números, as declarações de Bento XVI parecem ainda mais insensatas, senão mesmo criminosas. Acrescente-se que na maioria dos países africanos, incluindo Angola, existe uma grande resistência à utilização da camisinha. Nos meios rurais persiste a convicção de que a mulher tem o dever de partilhar o destino do seu marido – morrendo com ele.
Para os mais otimistas, as infelizes declarações do papa Bento XVI sobre a utilização da camisinha serviram ao menos para chamar a atenção do mundo no que diz respeito ao imenso drama que a África vive. Merece realce, por outro lado, o discurso de bento XVI no palácio presidencial, após uma audiência privada com José Eduardo dos Santos. O Sumo Pontífice atacou a corrupção e a extrema desigualdade social: “Não nos podemos esquecer que há tantos pobres em Angola que reclamam o respeito pelos seus direitos. Não nos podemos esquecer dos que vivem abaixo do limiar da pobreza. Não os desiludam. Angola deve partilhar as suas riquezas materiais e espirituais em benefício de todos”. Recorde-se que dois terços dos angolanos vivem com menos de US$ 2 por dia, num país com apenas 16 milhões de habitantes, e que é o maior produtor de petróleo da África negra, e o terceiro maior produtor de diamantes do mundo. Diante do papa, manifestando certo desconforto, perfilavam-se algumas das maiores fortunas do país.
*Escritor angolano autor de sete romances, entre os quais O Vendedor de Passados, Manual Prático de Levitação (Gryphus) e As Mulheres do meu Pai (Língua Geral)
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Na África, Bento 16 disse que uso de preservativos pode prejudicar no combate à Aids.
“A camisinha é a vida” cartaz na frente da igreja do Sacré-Cœur em Paris – França
BBC Brasil
– A França condenou nesta quarta-feira as declarações do papa Bento 16 rejeitando o uso de preservativos na luta contra a Aids, qualificando-as como “uma ameaça”.
“Enquanto não cabe a nós julgar a doutrina da Igreja, consideramos que tais comentários são uma ameaça às políticas de saúde pública e a obrigação de proteger a vida humana”, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores francês, Eric Chevalier.
O papa Bento 16 disse na terça-feira, em visita a Camarões, que o uso de preservativos pode agravar o problema da Aids.
Ele chamou a doença de “uma tragédia que não pode ser combatida apenas com dinheiro ou a distribuição de preservativos, os quais podem, inclusive, aumentar o problema.”
Leia mais na BBC Brasil: Papa rejeita preservativos como solução para a Aids na África
A solução, segundo Bento 16, se encontra “em um despertar espiritual e humano” e “amizade com os que sofrem”.
O pontífice defende a fidelidade e a abstinência como formas de combater a doença.
No entanto, as declarações causaram espanto em alguns ativistas que dizem que o uso de preservativos é um dos únicos métodos comprovadamente eficazes de combate à doença.
“A oposição dele aos preservativos indica que dogmas religiosos são mais importantes para ele do que as vidas dos africanos”, afirma Rebecca Hodes, da ONG sul-africana de combate à Aids Treatment Action Campaign.
Se calcula que cerca de 22 milhões de pessoas são infectadas com o vírus do HIV na África ao sul do Deserto do Saara, segundo dados da ONU de 2007.
O total representa dois terços de todos os infectados do mundo.
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Despite the well worn campaign slogan, so far Washington’s new foreign policy under President Barack Obama and Secretary of State Hillary Clinton seems to embody a blend of both continuity and change, depending on the situation. By and large we have seen a reactionary series of policies, as the new president has been thrust into a game with the cards already dealt. However, with the visit to Washington on Saturday March 14 of Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva — the first Latin American head of state to be received by Obama at the White House — a fresh hand is being dealt, giving the president a chance to define his administration and mark a clear departure from the policies of the past.
For years Latin America has been waiting for its day in the sun as a privileged partner of the United States; to be treated fairly, with respect, and joined in action toward the fulfillment of mutual goals for the Western Hemisphere. With the visit of Brazil, now graduated to the status of a true regional and global power, the administration should seek to support and enhance its role of responsibility, proving to the skeptics that we don’t need or want a unipolar hemisphere, but rather a multi-lateral and institutional framework for stable and prosperous relations.
There are many compelling reasons for Obama to seek a close relationship with Brazil and establish a new partnership, one that would bring immediate benefits to both parties (while carrying very low risk and political costs). Despite being diplomatically stretched thin by Mideast conflicts, Brazil is a sure bet that Obama should not pass up.
The first reward of a new partnership with Brazil would be felt in terms of regional security. This South American nation of 196 million citizens is enjoying the benefits of four consecutive successful democratic governments, making it one of the top BRIC economies with a decade of growth and strong forecasts for the future, despite suffering the current woes of the crisis along with everyone else. The economic growth has been matched by proactive diplomacy, as Brazil has grown into a much stronger regional leadership role over the past 10 years.
In terms of military and defense matters, they are an essential player, having just overseen the historic first meeting of the NATO-like South American Defense Council of UNASUR (Union of South American Nations). When incidents arise between Latin American countries, such as the recent Colombia-Ecuador conflict, it is Brasilia, not Washington or the OAS, that is called in first as the trusted mediator.
The second imperative for Obama to give the Brazilians a red carpet welcome is economic. Amid the uncertain breakdown of global financial institutions, where governments find themselves learning how to be bankers, Brazil is ironically ahead of the curve. As noted by a recent article in the Economist, analysts such as Goldman Sachs have praised Brazil’s state involvement in the banking sector, which combined with lower public sector debt and responsible fiscal policy has prepared the country for a better survival than most. Mohamed El-Erian, chief executive at Pimco, has even been quoted by Reuters as saying that China and Brazil offer better stock investments for the future than the United States: “The case for optimism comes from the fact that these countries entered today’s global crisis with better initial conditions.”
In terms of trade, the partnership is a natural fit with room to grow. The United States imports the most from Brazil and exports the most (about 15.7% and 16.1% respectively for 2007). Furthermore, if the Obama administration has any hopes of beating back a worldwide return to protectionism, Brazil’s cooperation is essential. According to a new report from the Inter-American Dialogue, Brazil is now one of the most influential participants in the Doha talks and shares many U.S. objectives: “By eliminating critical stumbling blocks that have frustrated regional negotiations, a breakthrough in Doha on agriculture could facilitate U.S.-Brazilian bilateral trade discussions and perhaps set the stage for reviving hemispheric trade talks.”
Energy and climate cooperation could also revolutionize the U.S.-Brazil relationship, however I am not confident that the Obama administration has the political will at this juncture to recognize that Brazil is the solution to energy independence — at the cost of cutting tariffs and U.S. farm subsidies for ethanol. It is notable that Brazil is in the position of lecturing the United States on protectionism, and it would be a helpful first step for Obama to show that he is listening.
Nevertheless, if the security, economic, and trade benefits of this relationship were not motivation enough, there is also the fact that Lula is ideally positioned to help Obama handle the most challenging and dangerous threat to the hemisphere: President Hugo Chavez of Venezuela. After more than a decade in power and several constitutional revisions to consolidate power and weaken democratic and legal institutions, developments in Venezuela are rapidly worsening. Private property seizures are accelerating (not just oil, but food companies), crackdowns against the opposition and media are intensifying, the state increasingly tolerates violent attacks against the student movements and the Jewish community, and President Chavez is holding a growing number of political prisoners beyond the reach of law (disclosure: I represent one such political prisoner, Eligio Cedeño).
We need to understand that Chavez is neither a dictator nor a model democrat, and any effort to improve the situation cannot be carried out alone. As Chavez has already empowered Lula to serve as an interlocutor to Washington, Brazil has the opportunity to become the most effective and pragmatic voice to speak to the Chavez government, helping to reign in the more destructive trends, if not subtly assisting the U.S. effort to isolate the world’s foremost petrocrat (though friendly with Chavez, the Brazilians aren’t thrilled about $6 billion in Russian arms coming into the region). Dealing with the regional problems presented by Venezuela is not about punishing Chavez or causing collateral damage to its citizens, but rather seeking engagement with Bolivia, opening the door to the new government in Cuba, and encouraging economic initiatives from Central America to the Andes. If Washington is able to run from the same playbook as Brasilia, Chavez will have a much more difficult time dismissing these efforts to promote stability and democracy as a malicious neoliberal agenda.
Lastly, there is an important synergy to the social context and visionary ambition of these two presidents. When Lula first became president in 2003, there were wild accusations and pessimistic predictions of the damage his “socialist” leanings would bring to the economy, a tone of criticism that is mimicked in the United States today.
For what it is worth, like Obama, Lula has risen to the country’s highest office from very humble origins, riding a narrative of hope, possibility, and the sudden sense of enfranchisement of politically excluded groups. Overcoming the odds to reach the presidency, both Lula and Obama have sought to conquer fears of radicalism with measured pragmatism. Lula has successfully surrounded himself with capable advisors able to maintain good relations with countries as different as Venezuela and the United States, such as Minister of Strategic Affairs, Roberto Mangabeira Unger, who upon observing Chavez’s attempt to use Moscow as a lever against the United States, told the New York Times “Unlike other South American countries we don’t go around buying things, and we are not interested in some kind of balance-of-power politics to contain the United States.”
So far the Brazilian strategic approach has been successful and constructive, and one that the United States should want to see replicated across the region. Among the young democracies of Latin America and beyond, two alternatives are currently on offer — the traditional, lackluster offer from the United States, and the alternative coalition led by authoritarian petroleum exporters (Russia, Venezuela, Iran, and others), united mainly by anti-Americanism, and vaguely pursuing some form of non-institutional multilateralism. It should be no surprise that the latter is winning over many converts, especially in light of the fact that Venezuela is pouring three times the amount of aid into the region than the United States, whose paltry contributions to humanitarian projects outside of the war on drugs is negligible.
The time is now for Obama to launch a new partnership with Latin America’s biggest and best democracy, and for once in history make the region a top priority for U.S. foreign policy. Unlike dealing with Moscow over Iran or meting out carrots and sticks in the Mid-East, with Brazil efforts are much more likely to be met with a serious and genuine response to achieve progress. It is certainly a bet worth taking.
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Interessante artigo do New York Times, suplemento publicado pela Folha, sobre a publicidade na França. Fora o fato de ignorar que a decisão de Sarkozy de proibir publicidade noturna nos canais de TV pública visa a reforçar o caixa da TV privada que o apoia, o resto permite uma reflexão sobre o tema da particularidade francesa. LF
ARTE E ENSAIO
PARIS - O comercial em preto e branco de 1968 ainda é famoso na França: um jovem de pijama senta-se na cama, gritando “Boursin!” repetidas vezes, e corre para sua cozinha para devorar o queijo.
Recentemente os parisienses têm se reunido numa galeria do Musée des Arts Décoratifs para assistir àquele anúncio de tempos passados, juntamente com muitos outros feitos na França desde o final dos anos 1960. A mostra “40 Anos de Anúncios na TV” inclui dezenas de comerciais sexies de lingerie Dim, dirigidos por William Klein, Luc Besson, Tony Scott e Hal Hartley, entre outros.
A exposição acontece num momento curioso, quando vários grandes anunciantes na TV acabam de ter seus comerciais tirados do ar subitamente. Ostensivamente para melhorar a programação, o presidente Nicolas Sarkozy proibiu a veiculação de comerciais em quatro grandes canais de TV no horário nobre noturno. A medida será estendida a duas outras emissoras.
Isso ainda deixa os franceses com dezenas de canais nos quais podem ver, por exemplo, a extravagância digital criada por Bruno Aveillan para o perfume XS da Paco Rabanne, na qual um casal nu copula languidamente em pleno ar.
A atitude libertária dominante na França também explica o anúncio de serviço público sobre a Aids -uma animação alegre mostrando sexo gay explícito que se desenrola ao som da canção “Sugar Baby Love”.
Está claro que os comerciais franceses revelam a cultura francesa, tanto quanto a literatura ou a música. Fortes em sensualidade, estilo e poesia, são notavelmente fracos em matéria de informações e quase alérgicos aos detalhes nus e crus do comércio. Na França, é proibido denegrir seus concorrentes num anúncio de televisão ou (salvo em casos excepcionais) recomendar aos espectadores que liguem para um número determinado para comprar um produto. As táticas de venda direta, que constituem a norma nos EUA, não são aceitáveis na França.
“É porque sempre tivemos uma relação nada saudável com o dinheiro”, explicou Jacques Séguéla, executivo criativo da segunda maior agência de publicidade do país, a Havas. “Para nós, dinheiro implica em corrupção. E como nos consideramos os inventores da liberdade -não importa que isso não seja verdade-, ainda vemos a publicidade como uma espécie de manipulação. Isso explica por que a publicidade na TV começou tão tarde neste país -basicamente, porque a oposição de esquerda a via como algo que corrompe a alma.”
É verdade que a França demorou a começar a veicular comerciais na TV. Anos depois de EUA, Reino Unido, Itália e outros países estarem convertendo em uma nova forma de arte os spots de 30 segundos de propaganda de detergentes e pastas de dentes, a França ainda proibia a veiculação de anúncios privados. Foi apenas em 1968, passando por cima da oposição forte das empresas de jornais e da esquerda política, que o governo finalmente autorizou a veiculação de dois minutos diários de comerciais numa única emissora de televisão (naquela época, todas as emissoras francesas eram públicas).
Foi sem dúvida em parte para aproveitar a histórica ambivalência francesa em relação aos comerciais de TV que Sarkozy reverteu a política dos últimos 40 anos e proibiu a veiculação de anúncios nas emissoras públicas francesas no horário noturno. A iniciativa foi um grande golpe de relações públicas para o presidente.
Isso não significa que os franceses não gostem de comerciais.
A década de 1980 foi a era de ouro da publicidade francesa, disse Amélie Gastaut, curadora da exposição no Musée des Arts Décoratifs. Diretores como Jean-Paul Goude, Gérard Pirès e Étienne Chatiliez fizeram anúncios elegantes e inteligentes para a Peugeot, os jeans Cooper e a fabricante francesa de calçados de baixo preço Eram. Sucedeu-se a eles uma geração criada à base de animação digital, que foi quem introduziu a era atual de efeitos fantasmagóricos e sofisticados.
Séguéla disse que os comerciais americanos vão da cabeça à carteira; os britânicos, da cabeça para o coração; e os franceses, do coração para a cabeça. Isso explica por que, num clássico comercial francês da emissora paga Canal Plus, um homem descreve um filme sobre pinguins imperadores na Antártida a uma mulher que visualiza centenas de Napoleões deslizando pelo gelo.
“Enfatizamos o sexo e o humor inteligente em nossos anúncios porque essa é nossa cultura”, disse Stéphane Martin, diretor do sindicato francês de publicidade na TV. “A publicidade dá a seu público uma visão idealizada. E é assim (com sexo e humor inteligente) que gostamos de pensar que somos.”
AIDES – Sugar Baby Love
Agência: TBWA, Paris
Música: The Rubettes – Sugar Baby Love
Esse cormercial foi criado para a organização AIDES, dedicada, prevenção de doenças.”A vida ? longa o suficiente para encontrar a pessoa certa. Proteja-se.”
A primeira animação (AIDS Awareness – “AIDES”) foi feita em 2005 e a outra (Gay AIDS Awareness), em 2006
DIM
DIM
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Casos de Aids entre mulheres com mais de 50 anos triplicam.
Governo faz campanha no carnaval com o lema “bom de cama é quem usa camisinha”
Portal O Globo
RIO – Às vésperas do carnaval, o Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira uma nova campanha de combate à Aids que terá como foco as mulheres acima de 50 anos, que não costumam usar preservativos nem nas relações eventuais. A decisão de priorizar as mulheres nessa faixa etária se deve ao aumento da contaminação nesse grupo. Nos últimos dez anos, o número de mulheres com mais de 50 anos que contraiu a doença triplicou, de acordo com dados do governo. Além disso, segundo uma pesquisa do ministério, 72% das mulheres nesta faixa etária não usam camisinha nas relações com parceiros casuais.
“Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas“
- É quase uma questão cultural. Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas – disse a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao destacar que a maioria das mulheres infectadas tem relações matrimoniais estáveis.
Em 1996, havia 3,7 casos de Aids em cada grupo de 100 mil mulheres com mais de 50 anos, enquanto em 2006 a incidência subiu para 11,6 casos da doença.
Temporão afirmou ainda que a campanha também terá como foco secundário os homens brasileiros.
“O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento“
- O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento – afirmou.
- A ideia é colocar a mulher como um ator fundamental da relação sexual e não em um papel secundário. Queremos uma democratização da questão sexual – acrescentou.
A campanha será veiculada nas principais cadeias de rádio e TV do Brasil a partir desta sexta-feira, uma semana antes do início do carnaval, e a peça publicitária batizada de “Bloco da Mulher Madura” é protagonizada por mulheres com mais de 50 anos que alertam para a necessidade do uso da camisinha.
- É um erro achar que as mulheres com mais de 50 anos jogam peteca ou baralho. Elas continuam fazendo sexo – declarou o ministro.
O ministério também vai reforçar durante o Carnaval a distribuição de preservativos em todo país. Além dos 45 milhões de camisinhas distribuídos mensalmente, mais 10 milhões de preservativos serão disponibilizados durante a folia.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 630 mil pessoas no Brasil teriam HIV, mas 255 mil delas desconhecem que são portadores do vírus da Aids.
“Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença“
- A doença no Brasil está estabilizada e, nos últimos anos, o ganho na sobrevida e na qualidade de vida foi excepcional – avaliou Temporão, que não espera mais atritos com a Igreja Católica com a nova campanha anti-Aids.
- Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença – ironizou o ministro, que no início de seu mandato já teve atritos com a Igreja.
Temporão rebate críticas sobre compra de gel lubrificante
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu as críticas sobre a compra de gel lubrificantepelo governo. Segundo ele, não houve aumento dos gastos destinados a essa iniciativa, implementada pelo governo federal desde 2001 e que faz parte da política de prevenção à aids.
“É lamentável que setores retrógrados critiquem“
- É lamentável que setores retrógrados critiquem isso. Ao contrário do que muita gente, disse o ministério não gastou R$ 40 milhões na compra de gel lubrificante e sim R$ 1 milhão em 2008. Este número mantém o padrão dos outros anos. Vamos continuar comprando – afirmou Temporão, durante lançamento de campanha de prevenção à aids no carnaval de 2009.
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Governo gasta R$ 1,1 mi em gel para reduzir risco de contaminação da Aids por sexo anal
O Globo
RIO – O Ministério da Saúde adiquiriu no final do ano passado 15 milhões de sachês de gel lubrificante. O produto é indicado para ser usado nas relações anais por grupos mais vulneráveis à infecções de HIV, como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O lote foi comprado por R$ 1,160 milhão, segundo revela matéria de Evandro Éboli publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo.
O gel começou a ser comprado pelo Programa Nacional de Aids em caráter experimental em 2001. No final do ano, passado o ministério decidiu ampliar a distribuição do produto, que torna mais seguro o uso da camisinha na relação anal e evita o rompimento do preservativo. Caso a camisinha fure, o gel ajuda a evitar contaminação.
O gel é distribuído nos postos de saúde também para mulheres que estão na menopausa, geralmente com idade superior a 45 anos. Nessa fase, elas perdem a lubrificação natural da vagina. O sachê é distribuído junto com preservativos masculinos e femininos. Segundo Brito, a demanda nacional é de 30 milhões de unidades, o dobro do lote que está sendo comprado neste momento.
- O gel lubrificante atua como um coajuvante facilitador da proteção nas relações anais. A aceitação foi muito positiva e a vantagem é que, ao longo dos anos, o preço da unidade caiu muito – conta Ivo Brito.
Leia a reportagem completa no Globo Digital (somente para assinantes)
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Estudo mostra que razão é citada mesmo por quem tem parceiros eventuais
FLÁVIA MANTOVANI – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A confiança no parceiro é a principal razão para deixar de usar camisinha mesmo quando se trata de sexo casual, revela estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Foram ouvidas 79.075 pessoas que procuraram os Centros de Aconselhamento e Testagem para fazer o exame de HIV entre 2000 e 2007 e afirmaram não ter usado preservativo. Do total, 43,68% apontaram essa razão para deixar a camisinha de lado. Nesse grupo, 23,5% disseram ter tido relações com parceiros eventuais.
“Ainda é muito difícil conscientizar sobre o uso da camisinha. Há pessoas que deixam de usá-la porque confiam no parceiro, mas depois buscam um teste de HIV, o que mostra que podem ter refletido melhor”, diz Maria Clara Gianna, diretora do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids.
Ela diz que o que preocupa não é o fato de ter parceiros eventuais, mas de confiar neles a ponto de dispensar a prevenção. “Tanto em caso de parceria fixa quanto eventual, a confiança deve ser bastante avaliada.”
Se um casal estável decidir parar de usar o preservativo, o melhor é que faça o teste de HIV. “Fazer o exame é importante, mas não é suficiente, já que ele pode cair no período da janela imunológica”, pondera Gianna. Trata-se do intervalo entre a infecção pelo vírus e a detecção de anticorpos pelos exames. Esse tempo, no qual pode haver resultado falso-negativo, é de duas a oito semanas, mas pode se prolongar.
Para aumentar a segurança, a psicóloga Maria Cristina Antunes, pesquisadora do Nepaids (Núcleo de Estudo para a Prevenção da Aids), da USP (Universidade de São Paulo), recomenda refazer o exame três meses depois, mas diz que não se pode dispensar a chance de infidelidade. “De acordo com estudos, cerca de 45% da população brasileira já foi infiel. A camisinha é a melhor proteção”, afirma.
Não gostar da camisinha foi a segunda razão mais citada para deixá-la de lado. Uma dica para reduzir o desconforto é passar lubrificante por dentro e por fora do acessório, diz Antunes.
Falta de informação é o terceiro item no ranking de “desculpas”. “Mesmo com todas as campanhas existentes, ainda há esse problema. Precisamos continuar falando sempre a respeito”, diz Gianna.
Tags: Aids, camisinhas, casal, HIV, lubrificantes, preservativos, prevenção, sexo, vírus
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Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção
Lígia Formenti, BRASÍLIA – O Estado SP
Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. Os índices de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez caíram, mas não como era esperado pelo próprio governo.
Além disso, com o aumento de casos no Norte e Nordeste entre homossexuais jovens e pessoas com mais de 50 anos, a epidemia adquiriu novas características, o que exige mudança na forma de atuação, principalmente na área de prevenção.
“O quadro é bastante preocupante, mas o que vemos é apenas comemoração”, afirma Mário Scheffer, da organização não-governamental Pela Vidda. Todos os dias , 97 pessoas se contaminam com o HIV, vírus da aids, e outras 30 morrem por causa da doença. “É como se um ônibus caísse do despenhadeiro diariamente e ninguém se importasse.”
Para Scheffer, os números estampam a necessidade de o programa fazer uma autocrítica, perceber o que não está dando certo e, nessas áreas, mudar a estratégia. “Mas o que vemos é o oposto. Há uma percepção coletiva de que tudo está maravilhoso, que temos o maior programa do mundo. Estamos vivendo de sofismas, não da realidade.”
O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Grangeiro diz que os dados divulgados no último boletim, em novembro, estampam uma lista de desafios que precisam ser enfrentados. Grangeiro, que já foi coordenador do programa nacional, observa que o País hoje apresenta não uma, mas várias epidemias de aids. Nas Regiões Sudeste, Sul e na faixa litorânea, há uma epidemia mais antiga e estabilizada, com queda do número de soropositivos usuários de drogas e um aumento dos casos entre gays jovens. No Norte e Nordeste, existe uma epidemia bem mais recente, formada principalmente por transmissão heterossexual. “Isso exige a adoção de estratégias diferenciadas na prevenção e na melhoria da qualidade do atendimento.”
O que preocupa nos Estados do Norte é a combinação de alguns fatores – menor tendência ao uso de preservativos, iniciação sexual precoce, menos interesse pelo teste para detectar o HIV. Todas características que dificultam a prevenção e o acesso mais rápido ao tratamento. Talvez por isso a Região Norte apresente uma tendência de aumento nos índices de mortalidade. “Com a interiorização da aids, o País enfrenta outro problema, que é a desigualdade na qualidade dos serviços, a dificuldade no acesso ao tratamento. Isso precisa ser solucionado”, avalia a coordenadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Cristina Pimenta.
Grangeiro aponta ainda outros dois pontos que precisam ser melhorados: quantidade de pessoas testadas para o HIV e o acesso a tratamento para gestantes contaminadas. “Muito se fala que a aids somente será controlada com a vacina. No caso das gestantes, o tratamento existente é uma forma de vacina, algo que previne a infecção do feto em quase 98% dos casos. Mesmo assim, o País continua registrando, todos os anos, uma triste marca de contaminações em bebês.”
O pesquisador da USP acredita que os maiores desafios estão em áreas que dependem de ações governamentais gerais. “Sem infraestrutura adequada nos serviços, não há como garantir diagnóstico precoce. Sem pré-natal de qualidade, não há como se certificar de que a gestante não é portadora do vírus, não há como ofertar tratamento adequado antiaids para o bebê. A qualidade das ações acaba esbarrando nos problemas gerais.”
PREVENÇÃO
A estimativa é de que 46% dos pacientes cheguem aos serviços em estágio adiantado da doença. Com isso, o efeito dos remédios antiaids será limitado. “Há muito o que melhorar nesta área”, diz Grangeiro. O infectologista Caio Rosenthal tem avaliação semelhante. “O programa melhorou muito, há avanços inegáveis. Mas em alguns pontos é possível avançar mais, como no diagnóstico precoce.” O infectologista Celso Ramos concorda: “É preciso mudar a cultura, tornar o teste mais disponível em toda a rede. “
Tags: Aids, diagnóstico, doenças, drogas, epidemia, feto, gays, gestantes, gravidez, HIV, homossexuais, mães, Medicina, Nordeste, preservativos, prevenção, remédio, teste, vacina, vírus
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President Nicolas Sarkozy of France on Wednesday in Paris. (Pool photo by Eric Feferberg)
By Mark Landler – Herald Tribune
Published: November 20, 2008
French officials said the gathering Jan. 8 and 9, for which the former British prime minister, Tony Blair, was to be co-host, would be merely a conference, designed to bring together political leaders and prominent thinkers to discuss issues like globalization and the values of capitalism.
The surfeit of high-level meetings reflects what has become a tense trans-Atlantic contest over the global economy. Much of this is posturing by ambitious leaders, but it also reflects a genuine philosophical debate about how best to fix the fractured global markets.
On one side is Sarkozy, the supercharged French leader, determined to keep the initiative on what many in Europe regard as a long-overdue discussion of the excesses of American-style capitalism.
On the other is Bush, playing out his final weeks in office but unwilling to allow Europeans, especially the French, to dominate the debate on how to overhaul international financial regulations.
Certainly, the two leaders had sharply different interpretations of what happened in Washington. Sarkozy portrayed it as a shift in power, saying, “Europe for the first time expressed its clear determination.” Americans had “never, ever” been willing to negotiate these kinds of regulatory changes, he said.
Bush agreed that the meeting had been productive. But he noted that the leaders had reaffirmed the value of free markets, free trade and the primacy of national regulation – all hallmarks of American capitalism.
The timing of Sarkozy’s January meeting has ruffled feathers, even more than its agenda has, because the Group of 20 industrialized and emerging nations set out a detailed process for tackling regulatory reform. It assigned working groups to develop proposals on 47 issues, to be taken up later by the leaders, possibly in London.
At that meeting, the U.S. president-elect, Barack Obama will have a seat at the table. Obama will not, however, be in office during the Paris meeting, ensuring that the participants discuss the future of capitalism when the world’s leading practitioner of it is still in a transition.
Though the Élysée Palace, Sarkozy’s office, announced the meeting as an international summit meeting, his aides emphasized that it would be an informal gathering not connected to the G-20.
Among those planning to attend are two Nobel Prize-winning economists, Joseph Stiglitz and Amartya Sen. Blair is making contact with world leaders, aides said, adding that it was too soon to say which ones would attend.
“It’s a joint idea of Tony Blair and Nicolas Sarkozy; they have had it on their minds for a while,” said a French official, who, like other officials, spoke on condition of anonymity because he was not authorized to speak publicly.
WASHINGTON: President Nicolas Sarkozy of France left the summit meeting on the financial crisis here last weekend in a triumphal mood, declaring that it had tamed the animal spirits of American capitalism.
Then he went home and announced that he would hold his own summit meeting in a few weeks in Paris – on the same topic.
That has raised hackles in diplomatic circles, not just because the meeting appears to compete with a planned gathering of 20 world leaders next April. Sarkozy’s aggressive statements have put U.S. officials on edge, with some saying that he seems determined to turn the global crisis into a referendum on the ills of untrammeled capitalism.
“Sarkozy claimed he put a bell on the American cat,” said Simon Johnson, a former chief economist of the International Monetary Fund. “He said the U.S. had agreed to a whole range of negotiations on regulations. But he didn’t actually come in and negotiate any of these things.”
Making matters worse, Sarkozy said nothing about his plans to convene a meeting to President George W. Bush or the 18 other leaders while he was in Washington. A senior European diplomat said he found the French proposal “amazing,” while an American official said that would be a charitable description of it.
Sarkozy has had many ideas. He proposed the meeting last weekend, though Bush rejected his idea of holding the talks in New York. American officials said it was Bush’s idea to expand the guest list to 20 countries, rather than the usual gathering of seven or eight.
The common ground between Europe and the United States is greater than these public statements suggest. The United States has shown a willingness to accept regulation of a wide range of institutions and markets, including credit default swaps – a form of bond insurance – and possibly private equity firms and hedge funds, that are not now regulated.
“People may have been surprised by the U.S. willingness to cooperate on issues,” said David McCormick, undersecretary of the Treasury for international affairs.
Although the French favor a strong state role in the economy and are partial to regulatory agencies with cross-border authority, they did not propose such measures at the talks in Washington. That was mainly because Britain and Germany had earlier resisted a supranational regulator.
Katrin Bennhold contributing reporting from Paris.
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* – O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.
— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta
Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.
Porém não souberam explicar essa relação.
— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.
Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.
— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.
* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.
Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.
As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.
Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação
Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.
— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.
— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.
— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.
Tags: Aids, Alzheimer, antibióticos, Artrites, bactérias, cardiovasculares, células, cirurgia, coágulos, coração, corpo, depressão, diabetes, doenças, dor, gordura, grávidas, infarto, infecções, medicamentos, médicos, Mulheres, Ossos, Paladar, pâncreas, parto, pesquisas, prevenção, pulmão, sangue, vírus
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Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis
Evandro Éboli – O Globo
Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi a que teve maior registro. Segundo o Ministério da Saúde, esta doença não causa riscos para o bebê se a mulher não apresentar verrugas e lesão. Mas, do total de grávidas examinadas, 13,5% adquiriram doenças mais graves como gonorréia, clamídia e sífilis, que podem provocar morte do feto, má-formação óssea, cegueira e levar ao parto prematuro. Esses dados são os que mais preocupam autoridades do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do governo.
— São dados que chamam a atenção porque são doenças que causam mais danos ao binômio mãe-bebê. São problemas que têm diagnóstico, tratamento e cura, mesmo adquiridos na gravidez — disse o coordenador da unidade de DST do Programa DST-Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto.
Segundo o coordenador, são doenças cujo tratamento está disponível na rede pública de saúde e os medicamentos usados são de custo muito baixo, com preços que variam de R$ 0,39 a R$ 5.
Pinto destaca ainda que quase metade das grávidas pesquisadas (49,2%) nunca usa preservativo com parceiro fixo. Para o coordenador, a camisinha deve ser usada sempre, independentemente de se ter parceiro fixo ou eventual.
— Não se pode garantir que o parceiro fixo não transmite doença. É um tema delicado para ser abordado, mas o governo não pode impor. Os homens e mulheres é que devem decidir se vão adotar métodos seguros. É o livre-arbítrio.
A pesquisa também ouviu 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias, grupo que apresentou o menor índice de ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis: apenas 5,2%. Quase a totalidade desses entrevistados (95,5%) respondeu que faz sexo apenas com mulheres. Apenas 1,5% afirmou ter relações homossexuais.
Mulheres se protegem mais que os homens
O terceiro grupo abordado na pesquisa foi o de homens e mulheres atendidos em serviços de saúde especializados em DSTs. Dos 3.210 pesquisados, 51% apresentaram algum tipo de infecção. A mais comum foi o HPV, doença diagnosticada em 32,6%. O HPV é uma lesão conhecida como crista de galo e aparece em forma de uma verruga no colo do útero, e também no pênis e no ânus. A sua transmissão pode ocorrer também por sexo oral ou por contaminação por meio de toalha, roupa íntima, vaso sanitário ou banheira, por exemplo.
Em relação ao comportamento sexual dos brasileiros, as mulheres aparecem como mais cuidadosas: 47,3% delas responderam usar sempre camisinha com parceiros eventuais; 35% dos homens afirmaram usar preservativo.
Esse estudo é considerado o de maior porte realizado pelo governo federal nessa área da saúde. A pesquisa conclui ainda que a chance de desenvolver as doenças sexuais é maior em pessoas com menos de 20 anos.
Os jovens e adolescentes formam o grupo que menos se relaciona com parceiros fixos, uma das razões de estarem vulneráveis às DSTs. Outros fatores que contribuem para o aumento do risco são o não uso do preservativo, coito anal e as drogas injetáveis.
A pesquisa foi realizada em Manaus, Fortaleza, Goiânia, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Valdir afirmou que as regiões escolhidas apresentam características socioeconômicas e demográficas diferentes.
— Mas os resultados demonstraram que não há diferença de percentuais das doenças.
O índice de grávidas infectadas por essa doença sexual em regiões como Norte e Nordeste é igual ao do Sudeste — disse o coordenador do programa.
Tags: adolescentes, Aids, camisinhas, cegueira, contaminação, diagnóstico, doenças, drogas, feto, grávidas, gravidez, homossexuais, HPV, jovens, medicamentos, mortes, Mulheres, parto, pesquisas, preservativos, sexo, útero
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Presidente Lula durante o lançamento do programa Mais Saúde (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A partir de 2008, 26 milhões de crianças terão atendimento médico nas escolas em que estiverem matriculadas. Nos próximos quatro anos, serão investidos mais de R$ 844 milhões no atendimento médico e odontológico de estudantes da educação básica. Entre as medidas previstas estão o fornecimento de óculos e próteses auditivas a alunos da rede pública.
“Quando eu tinha dez anos de idade, tive atendimento médico e odontológico na escola pública. Ter essa atenção com nossas crianças é cuidar do povo brasileiro como ele precisa ser cuidado”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quarta-feira, 5, no Palácio do Planalto, ele assinou o decreto que institui o Programa Saúde na Escola (PSE). Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão, participaram da solenidade de assinatura.
O programa também prevê a realização de consultas com otorrinolaringologistas e oftalmologistas e o diagnóstico precoce de hipertensão arterial nas salas de aula. O projeto será implantado por meio da adesão dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. No prazo máximo de 90 dias, os ministérios da Saúde e da Educação devem firmar acordos com as entidades federadas para promover as ações previstas no programa.
Prevenção — Hábitos saudáveis, como a prática de esportes, também serão incentivados. Pelo menos uma vez por ano, 3,5 mil municípios receberão a visita de equipes do programa Saúde da Família para promover a atividade física e incentivar a alimentação saudável nas escolas. Além disso, serão promovidas oficinas de prevenção ao uso de álcool, tabaco e drogas em 56.550 escolas de todo o Brasil.
Iniciativas como educação para a saúde sexual e orientações sobre a prevenção da gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis serão desenvolvidas em outras 74.890 escolas de ensino técnico, médio e fundamental. Para tanto, serão investidos cerca de R$ 3,3 milhões em realização de oficinas e distribuição de kits.
O Saúde na Escola faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento da Saúde, o Mais Saúde. Com o plano, serão investidos R$ 89 bilhões em saúde pública ao longo dos próximos quatro anos. Mais informações na página eletrônica do Ministério da Saúde.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lança, nesta quinta-feira (4), em Recife, o Programa Saúde na Escola. Até 2011, cerca de 26 milhões de alunos brasileiros terão atenção integral à saúde por meio das Equipes Saúde da Família nas escolas da rede pública que estiverem matriculados.
Antes, em Petrolina (PE), inaugura do Hospital de Urgências e Traumas (HUT) de Petrolina, que será referência na região para serviços de serviços de alta complexidade em Neurocirurgia, Ortopedia, Terapia Intensiva e Tratamento de Queimados, além da abertura da primeira etapa do campus local da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que conta com mais três campi e terá capacidade para atender um total de 4,1 mil alunos a partir de 2010.
Os dados do programa:
Alunos da rede pública terão atenção integral à saúde
Até 2011, cerca de 26 milhões de alunos da rede pública de 1.242 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) terão atenção integral à saúde por meio das Equipes Saúde da Família. Trata-se do Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Educação e da Saúde. A largada do Programa será dada nesta quinta-feira (4) pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em Pernambuco, em cerimônia de lançamento na Escola Estadual São Francisco de Assis.
Para a escolha dos municípios foi feito o cruzamento de cobertura de 100% da estratégia Saúde da Família (SF) nesses municípios, que resultou numa lista de 647 municípios (dados de abril/2008). Além desses municípios, serão contempladas as escolas localizadas nos municípios do Programa Mais Educação, aproximadamente 2.050, em 52 municípios – que são capitais e grandes cidades de regiões metropolitanas, onde será possível a adesão ao PSE, mediante o número de Equipes de Saúde da Família implantadas, na proporção de uma Equipe Saúde da Família para uma Escola Pública.
Componentes – Quatro componentes integram o PSE: avaliação das condições de saúde; promoção da saúde e prevenção; educação permanente e capacitação dos profissionais e de jovens; monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes.
O primeiro deles, a “avaliação das condições de saúde”, refere-se à atenção ao estudante por meio de avaliação clínica e psicossocial, da atualização do calendário vacinal, da detecção precoce da hipertensão arterial sistêmica, da avaliação oftalmológica, auditiva, nutricional e da saúde bucal. Para os quatro anos do Programa estão previstas cinco milhões de consultas oftalmológicas e o fornecimento de 460 mil óculos para esta população, bem como 800 mil avaliações auditivas e o fornecimento de 33 mil próteses auditivas. A “promoção da saúde e prevenção” incorpora o segundo tema e se efetivará por meio de ações: de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável, buscando a melhora nutricional dos escolares; promoção das práticas corporais e atividade física nas escolas, estimulando-os a fazê-los como uma escolha, uma atitude frente à vida; educação para a saúde sexual, saúde reprodutiva e prevenção das DST/AIDS, ações de prevenção de gravidez na adolescência chegarão a 87 mil escolas em 3,5 mil municípios; prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas; e, promoção da Cultura de Paz e das violências.
“Educação permanente e capacitação dos profissionais e de jovens” faz parte do terceiro componente e prevê a realização de educação permanente de Jovens para Promoção da Saúde e Educação permanente e capacitação de profissionais da educação nos temas da saúde e constituição das equipes de saúde que atuarão nos territórios do PSE. O projeto de Formação Permanente tem sido elaborado a partir de três eixos: gestão da formação, operacionalização e organização dos diferentes formatos de formação.
O quarto tema é o “monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes” e tem duas ações. A primeira é a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que é amostral e tem como foco os jovens estudantes de 13 a 15 anos, que aborda: o perfil socioeconômico, alimentação, atividade física, cigarro, álcool e outras drogas, situações em casa e na escola, saúde sexual, segurança, saúde bucal, e imagem corporal.
Comissão – As ações previstas no PSE serão acompanhadas por uma comissão intersetorial de educação e de saúde, formada por pais, professores e representantes da saúde, que poderão ser os integrantes da equipe de conselheiros locais.
Os municípios terão de manifestar interesse em aderir ao Programa. Uma portaria do Ministério da Saúde definirá os critérios e recursos financeiros pela adesão e orientará também a elaboração dos projetos pelos municípios.
Além do incentivo, o Ministério da Saúde ficará responsável pela publicação de almanaques para distribuição aos alunos das escolas atendidas pelo PSE. A tiragem da publicação poderá chegar a 300 mil exemplares este ano. O Ministério fará ainda cadernos de atenção básica para as 5.500 Equipes de Saúde da Família que atuarão nas escolas.
Fonte Ana Guimarães – Portal do MEC; Diário do Pará e Boletim Em questão
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access to life

Access To Life/Russia
(© Alex Majoli/Magnum Photos)
O uso das drogas antiretrovirais, no início dos anos 90, marca um antes e um depois na luta contra a sida. Antes havia uma sentença de morte mais ou menos rápida. Depois houve uma forma de domar uma doença crónica. Mas este balão de oxigénio está longe, muito longe, de chegar a todos os que precisam dele. O preço dos comprimidos antiretrovirais e as dificuldades de os distribuir com eficácia nas zonas do globo mais complicadas fazem com que 95 por cento dos infectados com HIV fiquem de fora deste “cheque-oportunidade-de-vida-mais-alargada”.
Para tentar anular estas desigualdades foi criado, em 2002, o Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria, que já tem programas em mais de 100 países. A iniciativa não está só a salvar vidas, mas a prevenir que a doença se espalhe ainda mais.
A partir do mote accesstolife, oito fotógrafos da Magnum (Paolo Pellegrin, Alex Majoli, Larry Towell, Jim Goldberg, Gilles Peress, Jonas Bendiksen, Steve McCurry, Eli Reed) foram convidados para registar casos de pessoas infectadas que passaram a ter acesso a antiretrovirais para controlar a doença. Em nove países, os fotógrafos da agência captaram o dia-a-dia do “antes” e o resultado do tratamento quatro meses depois. Em muitos casos, conseguiram recuperar-se as rotinas do trabalho, a convivência da família e, claro, a alegria de estar vivo. Noutros casos a ajuda chegou tarde demais.
Desde o início dos anos 80 já morreram perto de 30 milhões de pessoas por causa da sida.
Para ver os trabalhos dos oito fotógrafos da Magnum clique aqui.
Access To Life/India
(© Jim Goldberg/Magnum Photos)
Artes photografica Blog de Sérgio B. Gomes
Tags: Aids, arte, blogs, desigualdade, doenças, drogas, HIV, Magnum, Malaria, mortes, programas, sida, Vida
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País desenvolve imunizante inédito contra malária e febre amarela
Roberta Jansen – O Globo
Se tudo correr conforme o previsto, dentro de alguns anos o Brasil poderá conseguir vencer um dos maiores desafios mundiais na área da imunologia: o desenvolvimento de uma supervacina tropical contra a febre amarela e a malária, uma das doenças que mais matam no mundo e contra a qual nunca se conseguiu obter um imunizante eficaz.
Uma pesquisa inédita conduzida no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) conseguiu produzir vírus recombinantes de febre amarela que seriam capazes de imunizar também contra a malária.
Uma vacina capaz de proteger ao mesmo tempo contra duas graves doenças que ocorrem em zonas geográficas semelhantes seria um avanço dos mais significativos em termos de saúde pública alcançados no mundo nas últimas décadas. E a idéia de reunir as duas num único produto partiu justamente da constatação de a vacina contra a febre amarela ser uma das mais bem-sucedidas do mundo há décadas enquanto que todas as tentativas de se criar um imunizante para a malária não vão adiante.
Gene do parasita se une ao vírus
Feita a partir de vírus atenuado, a vacina contra a febre amarela é usada com sucesso no Brasil há 80 anos. Foi com ela que o país conseguiu erradicar a doença dos centros urbanos e controlá-la na maior parte do território nacional.
— Atualmente essa é uma das vacinas mais exploradas pelo pessoal que trabalha na área da imunologia — conta a pesquisadora Myrna Cristina Bonaldo, do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC, responsável pela linha de pesquisa. — Por ser tão eficaz, com um percentual de proteção muito alto, as pessoas tendem a estudá-la para entender de que forma um bom imunizante induz uma resposta protetora. Então a nossa idéia é justamente usar uma vacina que tem boa performance para imunizar contra um doença cujos imunizantes até agora não conseguiram proteção.
O desenvolvimento de uma vacina contra a malária representa um grande desafio para os cientistas porque o parasita causador da enfermidade adota diversas formas ao longo do ciclo da doença no organismo humano e apresenta vários mecanismos de escape às defesas produzidas. Além disso, o uso do próprio parasita atenuado como vacina (técnica mais comum na produção de imunizantes) mostrou-se inviável. Os cientistas partiram então para a identificação de moléculas de proteínas do parasita capazes de induzir uma resposta imunológica.
O grupo de Myrna conseguiu inserir no vírus da febre amarela genes do Plasmodium falciparum. Com isso, o vírus recombinante passou a fabricar proteínas do parasita, além das proteínas virais que já produzia. A idéia é que, a exemplo do que ocorre com a vacina simples da febre amarela, uma vez exposto às proteínas do parasita, o organismo tenha capacidade de montar uma resposta imunológica mais eficaz no caso de uma infecção.
— Agora estamos fazendo testes pré-clínicos, vendo como o vírus prolifera e se é eficaz — afirmou Myrna. — Em estudos iniciais com camundongos queremos ver se os animais apresentam uma resposta contra a febre amarela e a malária, se há a formação de anticorpos.
Dependendo dos resultados que obtivermos, começaremos a expandir os testes, inclusive em macacos.
Entre os próximos passos está a obtenção de um vírus recombinante também para o Plasmodium vivax.
O grupo trabalha também, numa linha de pesquisa paralela, com a criação de um outro vírus recombinante, dessa vez para atuar contra febre amarela e dengue. Embora nesse caso os resultados sejam ainda mais incipientes, fica a esperança de, no futuro, se conseguir uma vacina contra as três doenças.
— Potencialmente é possível, mas ainda é muito cedo para falarmos disso — afirmou a pesquisadora.
Mais de um milhão de mortes
A malária é hoje a doença tropical que mais causa problemas sociais e econômicos no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela atinge as áreas mais pobres do planeta, sobretudo na África, produzindo mais de um milhão de mortes por ano — um número que só é inferior ao de óbitos causados pela Aids.
Além de não haver uma vacina contra a doença, os tratamentos disponíveis se encontram muito ultrapassados.
Por se tratar de uma doença que atinge majoritariamente áreas pobres do planeta, os investimentos em pesquisa de drogas e imunizantes são poucos. No Brasil são registrados cerca de 500 mil casos por ano, sobretudo na região amazônica, mas a letalidade é baixa no país, não chega a 0,1% do total.
A malária é uma doença infecciosa que ataca os glóbulos vermelhos do sangue, provocando anemia. Em casos mais graves, bloqueia a circulação, levando à morte.
A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium, introduzidos no homem através da picada do mosquito anófeles.
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Cartaz da campanha da ONU contra a homofobia
TINO MONETTI (interino) – Folha Online
Neste sábado (17), o mundo comemora o “Dia Internacional Contra a Homofobia”. A data (17 de maio) foi escolhida para lembrar quando, em 1990, a OMS (Organização Mundial de Saúde) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças.
A homofobia é entendida como qualquer manifestação de ódio contra os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, e pode inclusive se manifestar por meio de agressões psicológicas e físicas. A luta pela aprovação do Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que criminaliza essa prática, é hoje a principal reivindicação do movimento GLBT em todo o Brasil.
Durante a semana, a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgou uma série de eventos que acontecem hoje nos quatro cantos do Brasil para celebrar e marcar a data.
Enquanto a Praia de Boa Viagem, no Recife (PE), receberá 80 cruzes vermelhas como símbolo de protesto contra o assassinato de homossexuais no Estado, a praça 7 de Belo Horizonte servirá de palco para uma manifestação para denunciar a violência, as violações de direitos gays e os crimes homofóbicos.
No Estado do Rio, a cidade de Cabo Frio realiza na Praia do Forte, a partir 14h, a 2ª Caminhada Cabo Free Contra a AIDS, na qual serão distribuidos folders de prevenção e preservativos. Já em Búzios, no Espaço Cultural PEMBA, na Orla Bardot, ocorre a partir das 21h30 a estréia de “Os Assumidos”, espetáculo teatral baseado nos famosos seriados inglês e norte-americano “Queer as Folk”.
Conferências
Além disso, neste final de semana, sete Estados brasileiros (DF, MT, PB, PR, RJ, RS e SC) realizam Conferências Estaduais de Políticas Públicas para GLBT, convocadas pelos respectivos governadores.
A ABGLT informa que as demais unidades da federação já realizaram suas conferências, as quais antecedem a 1ª Conferência Nacional GLBT, convocada pelo presidente Lula, a ser realizada em Brasília de 5 a 7 de junho.
Homofobia
Na página da ABGLT, é possível encontrar diversas informações sobre a data de 17 de maio no mundo, o problema da homofobia nas escolas nacionais e o programa “Brasil sem Homofobia”, que pode ser baixado na íntegra em português, inglês e espanhol.
Programas
A sede da Organização Panamericana de Saúde (OPS) –braço regional da Organização Mundial de Saúde (OMS)– em Washington, elogiou nesta semana “os programas para melhorar a atenção na saúde para minorias sexuais, incluindo os homossexuais e transexuais”, informou um comunicado oficial da mesma.
No documento, a OPS elogia iniciativas vindas de várias partes da América, como projetos da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Brasil, Nicarágua, México e Peru lançados no último ano e que ajudam a erradicar a homofobia nestes países.
Segundo a organização, “muitas das iniciativas respondem a necessidade de ampliar a prevenção e atenção ao HIV”, como é o caso do Brasil, que em março de 2008 lançou o “Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e outras DST entre gays, HSH [homem que faz sexo com homem] e travestis”.
Festas para meninas
A partir deste sábado, as meninas de São Paulo começam uma maratona de festas que durará até o domingo da Parada Gay em São Paulo.
A primeira delas é “Por Culpa de La Pussy”, nova edição da festa do Projeto Sapataria, que acontece neste sábado (17) em uma mansão na av. Lineu de Paula Machado. A festa –que tem preços variados entre R$ 15 e R$ 25– contará com as bandas Siete Armas e help i´m a bonsai kitten (que toca na Caminhada de Lésbicas e Bissexuais), além das DJs Paty Passos, Zuba e Jennie Santiago. Informações sobre a localização da casa e como incluir nomes na lista de descontos podem ser encontradas no site oficial da festa.
Na quinta-feira (22), Cida Araújo –responsável pelo bar-restaurante Farol Madalena,– faz mais uma edição de sua festa “Diva” na The Week. No line-up estão os DJs Marcos Paulo e Robson Mouse e, quem aparecer, ganha churrasco gratuitamente, das 16h às 21h. Os preços para a “Day Party Diva” variam entre R$ 25 (antecipado) e R$ 35 (no dia). Outras informações podem ser vistas na página do Farol Madalena.
Na sexta-feira (23), a queridíssima Barbie da Silva, uma das responsáveis pela “Chá com Bolachas”, a festa lésbica mais bacana de São Paulo, é convidada de Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo na festa “Alelux!”. O projeto acontece no clube Glória (rua 13 de Maio, 830, Bixiga) e deve reunir diversas meninas lindas, fãs e amigas de Barbie.
Para quem ainda tiver pique depois da Parada e da série de festas, ainda pode encerrar a semana na “Domingueira Bardagrá Especial”, que acontece no clube Studio Roxy (r. Augusta, 430, Centro). A festa –que é gratuita até às 23h59– terá música a cargo da DJ Cris Villela (residente) e suas duas, DJs Zuba e Nina Lopes.
Saias
São cada vez mais numerosos na França os homens que defendem “a libertação do guarda-roupa masculino”, exigindo o direito de livrar-se da “ditadura das calças” e adotar a saia como peça de vestuário.
“Por séculos os homens vestiram saias e vestidos, inclusive no Ocidente”, explicou Dominique Moreau, 39, fundador e presidente da associação Homens de Saia, que já conta com cerca de 30 membros, “somente a ponta do iceberg de centenas de homens que há anos manifestam na internet, em sites como www.c-tendance.com e www.jupeskirt.eu, sua vontade de abandonar as calças”, informou o jornal francês “Liberation”.
As saias são “mais confortáveis, mais amplas”, não “restringem as partes íntimas, e por isso são mais adequadas à fisionomia masculina”, observou Jerome Salomé, de 32 anos, que em 2005 fundou o site Homens de Saia (www.i-hej.com), nome adotado pela associação de Moreau em 2007.
Para Salomé, um dos maiores problemas é encontrar saias para homens em lojas de roupa. Exceto modelos caros das grifes francesas Agnès B e Jean Paul Gaultier e alguns sites na internet, “as grifes de moda em geral não ousam propor modelos de saias para homens, temem por sua imagem”.
“É uma pena, porque haveria mercado”, observou Moreau.
Com informações da agência Ansa
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The Brazilian Government launched on Tuesday, 29/04, the 1st National Conference for Lesbians, Gay Men, Bisexuals, Transvestites and Transsexuals (LGBT). The event, the first in the world to be convened by a government, is a result of demands made by civil society and the Brazilian government’s support of LGBT people’s rights. The Conference will be held from June 5th to 8th in Brasília (DF), having as its theme “Human rights and public policies: the way forward for guaranteeing the citizenship of Lesbians, Gay Men, Bisexuals, Transvestites and Transsexuals”.
During the conference public policies will be defined for this segment of the population and a National Plan for the Promotion of LGBT Citizenship and Human Rights will also be prepared. An evaluation will also be made of the Brazil Without Homophobia programme to combat violence and discrimination against the LGBT population, launched by the federal government in 2004. The programme of the 1st National LGBT Conference is available at www.conferencianacionalglbt.com.br .
The holding of the Conference coincides with the commemoration of the 60th anniversary of the Universal Declaration of Human Rights and reaffirms the federal government’s commitment to the issue of LGBT human rights. Marta Suplicy, Tourism Minister and a longstanding supporter of LGBT rights, commemorated the initiative. “At long last, after so many years, we are finally able to hold this Conference. It’s a giant’s stride forward for Brazil”.
For the Justice Minister, Tarso Genro, the LGBT Conference is a demonstration of respect for the human condition. “A human rights agenda that does not contemplate this issue is incomplete”. Also present at the ceremony to launch the Conference were the Minister of the Special Department for Human Rights, Paulo Vannuchi; Senator Fátima Cleide, of the Parliamentary Front for LGBT Citizenship; the Minister of the Department for Racial Equality Policies, Edson Santos; the Minister of the Special Department for Women’s Policies, Nilcéa Freire, and the directors of the Ministry of Health’s National STD and AIDS Programme, Mariângela Simão and Eduardo Barbosa.
All the Brazilian LGBT networks were also represented at the launch ceremony: ABGLT (Brazilian Gay, Lesbian, Bisexual and Trans Association); ANTRA (National Articulation of Trans Persons); National Collective of Transsexuals; Brazilian Articulation of Lesbians; LGBT Afro Network; Brazilian League of Lesbians; ABRAGAY; Grupo E-Jovem (youth).
The Conference was convened by Decree issued by Brazil’s President, Luiz Inácio Lula da Silva, and published in the Official Federal Gazette on November 29th 2007. Approximately 700 delegates are expected to take part in the Conference, with 60% civil society participation and 40% governmental participation. The participation of a further 300 observers is also expected. 16 ministries have collaborated with the process of drafting the base-text document on public policies to be discussed during the event and subsequently implemented.
The base-text is available at http://www.conferencianacionalglbt.com.br/view/templates/arquivos/Texto_Base%20Ing.pdf
Prior to the National Conference, conferences are currently being held in Brazil’s 27 states, convened by the state governors, in order to develop complementary proposals for the national policy document, define state-level policies and elect the delegates to the National Conference. More than 100 conferences have also been held at municipal level.
According to Toni Reis, president of the Brazilian Gay, Lesbian and Trans Association (ABGLT), “the Conference will be an unprecedented opportunity for discussion not only within the LGBT movement, but principally with the government so that public policies for LGBT will be put into effect by all areas of the government. It will also pave the way towards the Brazilian Congress taking a more positive stance towards outstanding LGBT issues, such as the approval of the proposed laws to penalize homophobic discrimination and legalize same sex civil union.”
Further information:
Toni Reis – President of ABGLT (Brazilian Gay, Lesbian, Bisexual and Trans Association):
presidencia@abglt.org.br ; + 55 41 3232 9829 / +55 41 3222 3999 / +55 41 9602 8906 / +55 61 8181 2196.
Léo Mendes – ABGLT Communications Secretary: liorcino@yahoo.com.br ; +55 62 8405 2405
Press Office – 1st National LGBT Conference – President of the Republic’s Office Special Department for Human Rights: www.conferencianacionalglbt.com.br ; Tel: +55 61 3429 3986
Source: ABGLT
Posted by ”Entre Aspas”
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DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA DE SÃO PAULO
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diz que o maior problema da saúde pública é a falta de dinheiro e que diariamente tenta convencer a equipe econômica do governo a liberar mais recursos. A seguir, trechos da entrevista à Folha:
FOLHA – As pessoas têm razão quando consideram a saúde o maior problema do país?
JOSÉ GOMES TEMPORÃO – A saúde é um grande problema, mas isso pode ser visto por outra perspectiva. Até 20 anos atrás [antes da criação do SUS], a maioria da população não tinha direito a nada. Era tratada como indigente ou objeto de caridade. Hoje 100 milhões de pessoas têm acesso ao Programa Saúde da Família, doenças foram erradicadas, somos o segundo país em transplantes, a mortalidade infantil despencou, a expectativa de vida subiu, temos os programas de Aids e de vacinação. Tratamentos que algum tempo atrás o brasileiro mais pobre não conseguia acessar hoje estão presentes na vida de cada um. Mas o sistema não é perfeito.
FOLHA – Quais são as dificuldades?
TEMPORÃO – A saúde está subfinanciada. A solução se encontra na regulamentação da emenda 29 [que determina o valor mínimo a ser investido em saúde por prefeituras, Estados e União]. Defendo que recursos advindos do consumo de cigarros e bebidas alcoólicas sejam aplicados na saúde, além da criação de um tributo. Também há a questão do gerenciamento. No ano passado, o governo encaminhou ao Congresso o projeto que cria as fundações estatais de direito privado. É impossível administrar com competência, eficiência, qualidade e custos compatíveis e remunerar bem os trabalhadores [de saúde] dentro da administração direta. É por isso que propomos o modelo de fundações, com desempenho por metas e salários competitivos.
FOLHA – Especialistas dizem que investir em saúde é pôr dinheiro num saco sem fundo. O senhor concorda?
TEMPORÃO – Essa comparação faz sentido quando se fala apenas de assistência à saúde. Se você olha a saúde só do ponto de vista da atenção às doenças, você trabalha numa ponta e esquece a outra, que é onde o processo se origina. O Ministério da Saúde está tentando mudar essa agenda, no sentido de trabalhar mais com a promoção da saúde e a prevenção. Eu tenho de impedir que as pessoas adoeçam. Você tem hoje um caldo de cultura que leva a diabetes, hipertensão, doença coronariana, derrame cerebral. Com a doença, eu gasto com internações, cirurgias, CTIs etc. Com a promoção e a prevenção, entram as dimensões relacionadas à boa alimentação, à atividade física regular, a manter o peso, a parar de fumar e a não ingerir bebida alcoólica em excesso. Para prevenir as doenças, o custo é significativamente baixo, porque passa basicamente por políticas de educação, informação e prevenção.
FOLHA – A equipe econômica do governo realmente atrapalha?
TEMPORÃO – Quem cuida das finanças olha para o equilíbrio macroeconômico e para o superávit e segura os gastos. Quem trabalha na área social está mais perto dos problemas da população, é pressionado pela sociedade e evidentemente cobra mais recursos financeiros. Como os dirigentes não usam o sistema público, têm seus planos e seguros de saúde, eles ficam mais distantes. Se todos nós, dirigentes, políticos, deputados, senadores e ministros, fôssemos obrigados a usar o SUS, o sistema público estaria em melhores condições.
FOLHA – O senhor usa o SUS?
TEMPORÃO – Até uso. Como sou médico, acabo sendo atendido por colegas.
FOLHA – Faz parte de seu trabalho diário convencer a equipe econômica a liberar mais recursos?
TEMPORÃO – É um trabalho de todo dia, o tempo todo cobrando mais recursos. O governo tem uma política macroeconômica, metas, limites. Os recursos financeiros são finitos.
FOLHA – O Brasil algum dia vai ter uma saúde de Primeiro Mundo?
TEMPORÃO – Os melhores exemplos são a Inglaterra e o Canadá, que têm sistemas de saúde universais. A pessoa paga seus impostos e tem atendimento em tudo. O Brasil tem um sistema misto, com mais de 140 milhões de brasileiros que dependem do sistema público para tudo e 40 milhões que pagam seguro e plano de saúde. A tendência no Brasil é a convivência harmônica dos dois sistemas. O SUS é uma importantíssima política de redução de desigualdade social. As pessoas não param para pensar nisso. Nós aqui avaliamos tão mal o sistema, mas os estrangeiros ficam perplexos com a filosofia, a organização, o planejamento e os resultados do SUS.
FOLHA – O Brasil será um dia como a Inglaterra ou o Canadá?
TEMPORÃO – A Inglaterra começou seu sistema em 1948. Nós começamos em 1988. E lá as desigualdades sociais são muito reduzidas. É outra história. (RW)
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Folha de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
Para o médico Gilson Carvalho, especialista em saúde pública, falta dinheiro ao SUS (Sistema Único de Saúde) porque as classes mais ricas pensam que não precisam dele.
São tarefas do SUS o controle de doenças e a vigilância sanitária (fiscalização de medicamentos, alimentos, hospitais e restaurantes). Os procedimentos de hemodiálise, os transplantes de órgãos e a distribuição das drogas de Aids também são pagos pelo sistema público.
“O SUS, ainda que não seja, fica quase classificado como um sistema de saúde de pobres. Falta pressão da classe média e da classe rica em defesa do sistema”, diz Carvalho.
Antonio Ivo de Carvalho, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, concorda: “O Brasil tem êxitos sanitários laureados internacionalmente”.
As falhas, porém, são grandes. O Rio enfrenta hoje a pior epidemia de dengue dos últimos anos. Os salários dos profissionais de saúde são baixos. O governo paga mal pelos serviços. Faltam remédios e leitos nos hospitais. A espera por uma cirurgia pode durar meses.
O médico Gastão Wagner, que foi secretário-executivo do Ministério da Saúde no início do governo Lula, aponta problemas na organização do sistema. Ele diz que a população nem sempre encontra todos os procedimentos médicos porque os hospitais não conversam entre si para dividir o trabalho. Todos, mesmo os vizinhos, acabam oferecendo apenas aqueles procedimentos que são mais bem remunerados pelo SUS. “Trabalham com a lógica do mercado.”
Para Renilson Rehem, secretário de Assistência à Saúde no governo Fernando Henrique, apesar dos problemas, a saúde pública tem melhorado. “Você tem problema de saúde em qualquer lugar.” (RW)
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Ressarcimento seria pelos royalties pagos na compra do Tenofovir
Lígia Formenti, BRASÍLIA - O Estado de São Paulo
O Ministério da Saúde quer ingressar com um pedido de ressarcimento dos royalties pagos pelo Tenofovir, caso o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) não conceda patente ao remédio. Um dos mais caros medicamentos antiaids, o Tenofovir teve sua patente negada nos EUA e a expectativa é que o mesmo ocorra no Brasil. Semana passada, o ministério decidiu encomendar um estudo para verificar a possibilidade de ressarcimento pelo dinheiro pago a mais nos últimos anos.
Além de trabalhar pelo ressarcimento, o governo quer renegociar o contrato com a fabricante do remédio, a Gillead. No acerto, em vigor até 2009, o governo concordou em pagar US$ 3,80 por unidade. Caso a patente seja de fato negada, a idéia é baixar para US$ 1.
Ainda não se sabe quanto poderia ser pedido de ressarcimento. Embora o remédio não tenha patente, o governo brasileiro sempre agiu como se tivesse – obedecendo ao princípio da “expectativa de direito”. Hoje, 30 mil pacientes usam o remédio. Em 2008, o gasto com Tenofovir está orçado em R$ 43,3 milhões. Em 2007, foram R$ 39,9 milhões – o equivalente a 10% do que o Programa de DST/Aids gasta com medicamentos.
TRUNFOS
A proposta integra uma ação mais agressiva do ministério na negociação de preços de remédios. Este ano, o governo conseguiu economia de R$ 81 milhões em relação ao que foi pago em 2007, somente com três fabricantes de remédios de alto custo. A licença compulsória do medicamento antiaids Efavirenz, em abril do ano passado, foi fundamental para o Brasil ter um tratamento diferenciado, avalia o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do ministério, Dirceu Barbano. “A licença trouxe um impacto positivo no momento da negociação.”
Acordos para produção de medicamentos no País com transferência de tecnologia também ajudaram no momento de discutir preços e condições de pagamento com produtores de medicamentos de alto custo. Barbano cita o exemplo da negociação com a Roche, para a compra do Interferon peguilado – usado no tratamento de hepatite. Em janeiro, o Brasil firmou acordo com Cuba para transferência de tecnologia. O País terá condições de produção em dois anos, em Farmanguinhos. “A perspectiva de o País iniciar a produção, em breve, acaba exercendo um papel favorável no momento da negociação”, disse Barbano. Além do interferon produzido pela Roche, o Brasil conseguiu economia de R$ 38,1 milhões na compra de imiglucerase, usado no tratamento da doença de Gaucher.
“Também passamos a usar um argumento fundamental: o Brasil não pode ser tratado como um comprador qualquer”, avalia o diretor – as compras do País envolvem sempre grandes quantidades. “Isso tudo nos fortalece. Chegamos na mesa de negociação com vários argumentos de retaguarda.”
A meta do governo é conseguir redução de 20% nos contratos para compra de medicamentos de alto custo. O ministério não quer aceitar, ainda, mecanismos até então usados por algumas indústrias. Elas não baixavam o preço do remédio, no contrato, mas incluíam nas negociações uma “doação”. “Isso não nos interessa mais”, afirmou Barbano.
Ele criticou a demora para análise dos pedidos de patente depositadas no Brasil. “Há uma defasagem muito grande e o País é o primeiro a perder com isso”, afirmou.
O INPI analisa, hoje, pedidos que foram depositados em 2001. O do anti-retroviral Tenofovir é ainda mais antigo, de 1998.
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Blog De olho nos deputados

O laboratório do Hospital Emílio Ribas, localizado na capital paulista, mas que atende pacientes do todo o Estado, é fundamental para o diagnóstico de doenças como Aids, Hepatite, leptospirose, febre maculosa, tuberculose, doença de chagas, meningite, dengue, malária, difteria, sífilis entre muitas outras, além de realizar pesquisas importantes para a detecção e o controle de surtos de infecções hospitalares.Diante dessa enorme importância e preocupados com a intenção do governo do Estado em terceirizar dos serviços laboratoriais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa recebe nesta terça-feira (22/4), às 14h30, o Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, para falar do assunto.
Em sua última reunião (25/3), a Comissão de Saúde e Higiene apresentou parecer em resposta ao ofício da Procuradoria Geral de Justiça, enviado aos parlamentares, com questionamento sobre essa terceirização. O relatório dos deputados afirma que a privatização é absolutamente desnecessária, porque o laboratório de análises clínicas do Hospital Emílio Ribas está aparelhado e conta com uma equipe de trabalho altamente especializada, que atende a demanda com eficiência.
Ainda segundo o documento, o desmantelamento do laboratório é injustificável e a desculpa de contenção de gastos não é razão para comprometer a qualidade dos serviços prestados e o controle de doenças infecto-contagiosas.
S. GENEBRA
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Tenofovir é um dos mais caros do coquetel; há 1 ano, decreto inédito permitiu compra de genérico do Efavirenz
Lígia Formenti e Fabiane Leite – O Estado de São Paulo
O Ministério da Saúde declarou de interesse público o anti-retroviral Tenofovir, um dos mais caros e importantes medicamentos usados pelo Programa Nacional de DST-Aids. Com a medida, o governo quer apressar a análise de processo de patente do remédio, que há anos se arrasta no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
A expectativa é que o registro de patente seja negado por causa da decisão dos Estados Unidos – o que, na prática, abre espaço para o governo atuar em duas frentes: comprar genéricos de outros fabricantes e iniciar a produção nacional do medicamento. Produzido pela empresa Gilead, o Tenofovir hoje é usado por 30 mil pacientes no Brasil. O tratamento de cada um custa US$ 1.387 por ano. O remédio, sozinho, é responsável por 10% dos gastos com remédios do programa de aids.
No ano passado, também no mês de abril, o Brasil declarou de interesse público o Efavirenz, anti-retroviral fabricado pela Merck. Naquele caso, no entanto, a medida representava o passo inicial para a quebra de patente. Agora, o direito de propriedade não foi reconhecido formalmente e o processo é um pouco diferente. ‘Mas, na prática, a intenção é a mesma’, disse o diretor da Farmanguinhos, Eduardo Costa.
Embora a patente não tenha sido concedida, o Brasil age como tal. ‘É praxe. Quando é feito o depósito de patente, o País passa a respeitar essa expectativa de direito. É assim até o processo ser analisado’, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães.
INOVAÇÃO EM DÚVIDA
Ao longo destes anos, no entanto, alguns problemas foram se acumulando. No meio científico, houve contestações sobre as inovações da molécula usada na fabricação do Tenofovir.
A Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, argumentou que o medicamento não reunia os requisitos necessários para concessão da patente. ‘A molécula já era conhecida, não houve inventividade. Portanto, não há condições necessárias para que a patente seja concedida’, garantiu Eduardo Costa. Além disso, ao longo destes anos a Gilead concedeu a licença voluntária para produção do remédio na África e na Índia. ‘Mas a empresa impôs uma cláusula, que impede esses fabricantes de vender o Tenofovir ao Brasil’, disse Guimarães.
PRECEDENTE NOS EUA
Há cerca de um mês, uma decisão nos Estados Unidos derrubando a patente do medicamento – por ele não apresentar inovações – acabou reforçando os argumentos para apressar, no Brasil, a análise da patente. ‘O INPI afirmou que somente poderia analisar o processo em caráter de urgência se o interesse público fosse decretado. Passada esta etapa, estou convicto de que em breve teremos uma decisão sobre o assunto’, disse Guimarães. O secretário descartou a possibilidade de o INPI reconhecer os direitos da Gilead sobre o Tenofovir. ‘Se o escritório tão rigoroso como o dos Estados Unidos reconheceu a falta de inventividade do produto, não vai ficar bem o INPI decidir o contrário.’
Guimarães disse que, com a recusa da patente para o Tenofovir, o Brasil ficará desobrigado de cumprir até o fim o contrato firmado com a empresa, que prevê entrega do remédio até maio de 2009. De acordo com ele, versões genéricas custam bem menos do que o produzido pela Gilead. O tratamento indiano custa US$ 170 por paciente ao ano.
O laboratório Gillead, que no Brasil tem como representante a United Medical, informou que só deverá se manifestar hoje sobre a decisão. No entanto, destacou em comunicado da matriz norte-americana que a decisão sobre as patentes nos EUA não foi definitiva e que a empresa está recorrendo. O laboratório destacou ainda já ter encaminhado provas de que o Tenofovir representou uma inovação. A Interfarma, entidade que representa a indústria farmacêutica de pesquisa no País, declarou que a medida do governo ‘é um movimento legal’ para acelerar análise de patente pelo INPI. A entidade, apesar de não ter a Gillead entre as associadas no Brasil, já tinha conseguido acesso ao decreto ministerial ontem por ser de interesse de todo o setor. ‘Não tem nada a ver com licença compulsória’, enfatizou Gabriel Tannus, presidente da Interfarma. Ele prevê que, como a patente não foi reconhecida nos EUA, também não deverá ser aqui. ‘Fatalmente o medicamento deixará de ter patente.’
ONGs que lutam pelos direitos das pessoas que vivem com o HIV e o laboratório público Farmanguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, lutam desde 2006 para que o País não conceda patente ao Tenofovir. Até ontem, no entanto, elas não tinham sido informadas sobre a decisão. ‘Se for isto, é algo muito animador’, disse Gabriela Chaves, do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos. Chaves diz que a legislação dá prioridade na avaliação, pelo INPI, de pedidos de patentes de produtos que, por ato do Executivo, sejam declarados de interesse público. Anteontem o INPI deu 90 dias à Gillead para apresentar explicação sobre o pedido de patente.
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02/04/2008 - 09:56h
Camarades

Les camarades sortent trop rarement “couverts”
Camarade (同志, tóngzhì) . C’est comme cela que l’on dit homosexuel en Chine. Le détournement de cette expression révolutionnaire ferait-il de cette minorité les derniers vrais rebelles d’une société où le conformisme est érigé en vertu? Rien n‘est moins sûr.
Toujours est-il que pour la première fois les autorités s’intéressent aux « camarades » autrement que sur un mode répressif. Le ministère de la santé annonçait il y a quelques semaines une campagne de prévention du sida ciblant les homosexuels . Il est grand temps. Une étude récente faisait apparaître que seuls 10 à 20% des « camarades » utilisent des préservatifs et ce alors que le nombre de contaminations au virus HIV est en progression exponentielle (+45% en 2007 ). L’indigence des campagnes institutionnelles ne fait rien pour limiter la casse. Mais voilà : comment faire de la prévention sans parler sexe ? Les réseaux associatifs de la société civile, par leur proximité avec les « groupes à risque » (usagers de drogue, prostitué(e)s, migrants, minorités sexuelles), ont démontré leur efficacité dans ce domaine. Malheureusement les autorités entravent presque systématiquement leurs actions : interdiction de réunions et conférences, assignations à résidence, arrestations, sites internet bloqués. Une méfiance naturelle : toute émanation de la société civile est une menace pour l’hégémonie du Parti.
Alors cette nouvelle campagne, un tournant ? Peu importe. C’est en mettant un terme à la répression des acteurs de la société civile que la Chine pourra plus efficacement lutter contre les maux qui l’affectent. Et pas seulement le sida.
Fonte Blog Un oeil sur la Chine
Tags: , Aids, China, gays, HIV, homossexualidade, Internet, sida
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