02/06/2009 - 10:00h Meu próprio sentimento, na crônica de luto de Sandra Paulsen

Enviado por Sandra Paulsen -Blog de Noblat

1.6.2009

Cartas de Estocolmo

Uma crônica de luto

Na semana passada, estive em Paris, a trabalho. Viajei com a Air France. Estava contente, porque, afinal, pegava um voo com direito a almoço decente a bordo.

É que, nas frequentes viagens a Paris, nos últimos dois anos, fiquei sem almoço. A classe econômica da SAS inaugurou, há algum tempo, um novo conceito de serviço, para as viagens de curta duração: quem quiser comer, tem de pagar. E o menu disponível é, na melhor das hipóteses, um sanduíche. No pior dos casos, os sanduíches acabam antes de a equipe de bordo chegar com o carrinho à sua poltrona.

Por que conto tudo isso?

Porque havia escrito uma crônica para hoje, falando sobre minha curta viagem a Paris e as fofoquinhas relacionadas ao cancelamento da visita, há muito agendada, de Sarkozy a Estocolmo. Aparentemente, de bronca pelas opiniões diferentes que os dois países sustentam a respeito da entrada da Turquia na União Europeia.

Também contava sobre o show do Quinteto Novo, na sede da embaixada brasileira. Matei a saudade da bossa nova e ainda tomei algumas caipirinhas, em excelente companhia.

Tudo isso foi pras cucuias, com a leitura das notícias de hoje…

Porque publicar um texto sobre “dar um pulinho a Paris”, diante da dor pelo sumiço de um avião inteiro, cheio de brasileiros e franceses, adultos e crianças, justamente a caminho de Paris… não dá, né?

Aqui, como aí, todos os jornais online só falam do avião acidentado. O Ministério das Relações Exteriores da Suécia teme que também havia suecos no avião, ainda que poucos, três ou quatro.

Só que, quando cai um avião, além das dores individuais e coletivas das famílias envolvidas ou diretamente afetadas pelo acidente, um monte de gente fica de luto. Pelas notícias daqui, havia 228 brasileiros, franceses, alemães, marroquinos, portugueses, noruegueses, dinamarqueses, entre outras nacionalidades, a bordo.

O desaparecimento de 228 seres humanos assim, sem mais nem menos, vítimas de um raio ou de uma turbulência forte, deixa a todo mundo triste e assustado.

De repente, a tragédia afeta mais de duas centenas de pessoas que estão bem de saúde, contentes por um há muito desejado passeio à Europa, a caminho de uma reunião de negócios que promete, ou de volta para casa, para os braços dos seres queridos…

A identificação é inevitável. A tragédia chegou muito perto. Só nos resta nos recolher à nossa insignificância, à nossa incapacidade de controlar nossas vidas, à imprevisibilidade que rege nosso caminho neste mundo. Ou, para aqueles que creem, rezar…

Leitora do blog de Noblat, Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental. Escreve no Blog de Noblat sempre às segundas e sextas.

21/03/2008 - 19:27h “Uma mentira repetida muitas vezes se transforma em verdade”, Goebbels

É importante ver o método e o percurso. Como já relatei aqui, a nota do Radar da Veja sobre suposto incidente em vôo de Air France é fruto da fantasia de algum tucano que levou a Veja no bico. Agora, amparado por trás da nota, o Josias, da Folha, propala a inverdade no seu blog, sem publicar , como faria um jornalista, meu desmentido. Mais, ele poderia ter contatado a assessoria de imprensa da Ministra para “ouvir o outro lado”. Não o fez. Dirá que simplesmente reproduziu um artigo publicado e ponto. Não é bem assim, ele aproveitou o gancho para alimentar a campanha de insultos e ataques a ministra, ao PT e ao governo.

Acompanhem o próximo passo. O percurso da propaganda e as formas que tomará é sempre uma lição sobre o funcionamento da mídia. Alguns reproduzirão o conteúdo da nota, outros farão uma nota mais “objetiva”, sempre propagando a mentira. Ver se cola. Alguns até o farão de “boa fé”, como registro de um “incidente” envolvendo uma figura conhecida. Para outros será oportunidade para tentar atingir uma liderança com a qual não comungam. Depois viram as cartas “indignadas” de “cidadãos do bem”.

A coisa não atingirá a virulência da campanha sobre a frase infeliz pronunciada por Marta Suplicy sobre os turistas nos aeroportos, que apesar de ter sido objeto imediatamente de desculpas públicas, foi amplamente difundida e abusivamente usada para tentar destruí-la. Não atingirá esta proporção por dois motivos: no caso da frase ela foi efetivamente pronunciada, em frente à câmeras e microfones e as desculpas só estavam escritas em papel, facilmente esquecido. Mas o fato existiu. Já o relato da Veja é uma inverdade acoplada a outra inverdade, numa fantasia que provavelmente algum tucano viveu, com êxtase onírico, no vôo de Air France.

Mas se “o método é a pessoa”, o método do nazista Goebbels de repetir insistentemente uma mentira com o intuito de transformá-la em verdade, ilustra o comportamento de alguns e a ética de uma parte da mídia. A diferença é que esse método só funciona baixo ditaduras, onde não existe liberdade de expressão, nem liberdade de imprensa e muito menos internet.

Luis Favre

Reproduzo a seguir um comentário muito pertinente de um leitor e blogueiro.

Comentado por Fernando Rizzolo em 21 2008 às 12:42 pm:QUANDO O RAIO-X ACUSA A FALTA DE ASSUNTOÉ realmente impressionante como certos setores da direita e da esquerda, se utilizam de situações fantasiosas que beiram a infantilidade em época eleitoral.

Por acaso, li uma matéria, que após tive notícia fora publicada na revista Veja, sobre a viagem que Marta e seu marido Favre fizeram com destino a Paris, no vôo 455 da Air France. Alega a matéria, que na terça -feira passada ao embarcarem Marta e Luis Favre, decidiram não passar pela revista de bagagem de mão feita por raios X. Alegam ainda, que o casal furou a fila da Polícia Federal, alegando que no Brasil, para as autoridades não valem as exigências que recaem sobre os brasileiros comuns.

Em primeiro lugar, o assunto é de uma irrelevância política tão grande, que denota a infantilidade jornalística no seu objetivo principal; desqualificar a Ministra como sendo uma ” desiquilibrada”, uma ”geniosa” e por conseqüência, demonstrando é claro, incompetente para lidar com a ” rés pública”. Em nota no Blog do Favre, seu marido, o casal alega que nada disso aconteceu, e nem sequer ouviram a versão oficial do casal sobre o ocorrido. Ora, está mais que patente que a imprensa infantil quer já, antes do horário eleitoral, desqualificar Marta Suplicy. Se existe alguma prerrogativa em termos de Raio-X, para Ministros em aeroportos, nada mais justo do que exercê-la. Qual é o problema? Essas pobres insinuações políticas de cunho maldoso, servem apenas para o não aprofundamento das questões principais no País. Nem é para vender mais revista, mas para simplesmente desqualificar quem não está alinhado com a opinião de uma pequena parcela raivosa. Pura falta de ter o que falar…

Fernando Rizzolo
Blog do Rizzolo
Http://rizzolot.wordpress.com

21/03/2008 - 11:09h Tucano também voa de Air france e leva Veja no bico

Muitas inverdades em nota do Radar da Veja (edição 2053 – 26/3/2008) que parece dedicada a propaganda eleitoral gratuita antecipada

O vôo 455 de Air France, no qual embarquei terça-feira passada junto com a Ministra de Turismo, Marta Suplicy, minha esposa, é objeto de uma nota inverídica na revista Veja.

Nota recheada de inverdades, a começar pela afirmação que o dito vôo não foi tranqüilo. Ele foi tranqüilo, sem turbulências de qualquer ordem e com saída e chegada no horário.

A segunda inverdade consiste em atribuir a Marta Suplicy respostas inventadas a perguntas que ninguém formulou. As palavras postas na boca da ministra são inventadas.

Terceira inverdade, Marta teria deixado seu lugar no avião e aceitado uma inexistente exigência do comandante da aeronave.

Em suma, a única verdade na nota da Veja é que Marta Suplicy, seu chefe de gabinete e eu estivemos no dito vôo, aparentemente em companhia de algum ou alguns tucanos, que em momento algum mostraram nem penas, nem bico para grasnar qualquer baboseira.

Que esses tucanos tenham levado a Veja no bico não surpreende ninguém que conheça a Veja e sua proximidade quase atávica pela ave rasteira. Chama a atenção, porém, que nem sequer tenham feito a formalidade de perguntar e ouvir o “outro lado”.

Publicar mentiras deve ser, além de profícuo do ponto de vista da campanha política em favor da oposição, menos trabalhoso.

Luis Favre

18/10/2007 - 10:38h Les cheminots plus mobilisés que lors du conflit de 1995

Le Monde

Les trafics SNCF et RATP sont très perturbés, jeudi matin, au plan national, conformément aux prévisions. | AFP/BERTRAND GUAY

AFP/BERTRAND GUAY

12 heures : 73,5 % des cheminots en grève
A 11 heures, la direction de la SNCF comptabilisait 73,5 % de ses cheminots en grève. En 1995, au plus fort du conflit, ils étaient 67 %.

11 h 49 : La FSU prévoit voit un “bras de fer” avec le gouvernement

La grève de jeudi pourrait annoncer d’autres mouvements de grogne sur des thèmes comme l’emploi ou le pouvoir d’achat, prévient la FSU, premier syndicat de la fonction publique d’Etat. Pour son secrétaire général, Gérard Aschieri, cette journée de mobilisation nationale est “un passage obligé” susceptible de déboucher sur un “bras de fer” avec le gouvernement. “Il y a aujourd’hui une accumulation de motifs d’inquiétude et de mécontentement”, a-t-il déclaré sur la chaîne France 24.

11 h 46 : “Un premier avertissement réussi”, pour Olivier Besancenot

“Le gouvernement vient déjà de perdre la première manche puisqu’il voulait que les cheminots soient divisés, et ce n’est pas le cas puisque c’est une journée qui est déjà un gros succès”, affirme le porte-parole de la LCR sur Canal +. Pour gagner “la deuxième manche”, il faudrait réussir à reconduire la grève “au moins pour demain” vendredi, estime-t-il.

11 h 32 : La grève touche aussi l’énergie
La CGT mines-énergie, syndicat majoritaire à EDF et GDF, assure que la grève est bien suivie dans l’énergie, avec de premiers taux de grévistes autour de 80 % et une baisse de la production d’électricité de 10 000 mégawatts dans la matinée. “Il est trop tôt pour savoir si cela entraînera des délestages ou de l’importation [d'électricité], d’autant plus que le réseau est moins sollicité avec la grève dans les transports”, a indiqué Marie-Claire Cailletaud, porte-parole de la fédération syndicale. L’électricité a été coupée jeudi matin à La Lanterne, résidence secondaire du président Nicolas Sarkozy à Versailles.

11 h 25 : Entre 7 % et 15 % de grévistes à La Poste
La grève à La Poste était suivie jeudi matin par 7 % des postiers selon un premier décompte de la direction, tandis que SUD-PTT parle de 15 % de grévistes. Selon la direction de La Poste, la grève n’a que très peu de conséquences sur la distribution, “ici ou là”. “La Poste a mis tout en œuvre pour assurer l’accueil de ses clients et la continuité de service, que ce soit dans les domaines du courrier, du colis et de la Banque postale”, précise la direction. Pour Régis Blanchot (SUD-PTT), il n’y a effectivement “pas beaucoup de perturbation, à part sur la distribution du courrier à Paris, où 30 % des facteurs sont en grève”.

10 h 35 : Xavier Bertrand “prêt à recevoir” les syndicats la semaine prochaine
Le ministre du travail, Xavier Bertrand, est “prêt à recevoir” les organisations syndicales sur la réforme des régimes spéciaux de retraite “dès la semaine prochaine”, a-t-il indiqué jeudi à l’AFP. “La CGT souhaite que je la reçoive à nouveau, ce sera fait dès la semaine prochaine”, a déclaré le ministre interrogé par l’AFP, à la suite de la demande du secrétaire général de la CGT-Cheminots, Didier Le Reste.“D’autres organisations syndicales ont demandé à me rencontrer à leur tour, je les recevrai également la semaine prochaine à des dates que nous fixerons pour chacune d’entre elles”, a ajouté M. Bertrand. “Certaines organisations m’ont déjà transmis des documents détaillés avec des propositions, je peux vous dire que je les étudie complètement d’ici le prochain rendez-vous, que j’aurai avec elles la semaine prochaine”, a poursuivi le ministre.

10 h 34 : Le succès de Vélib à Paris
Le système de vélo en libre service Vélib à Paris avait enregistré, jeudi à 9 heures 27 000 utilisations, soit près du double des 14 000 utilisations en temps habituel à cette heure, a-t-on appris auprès de la mairie de la capitale. “C’est quasiment le double d’un jour normal” ajoute-t-on à propos de l’utilisation des Vélib en ce jour de grève des transports parisiens. “Cela fonctionne pas mal”, a-t-on indiqué de même source. Des “mesures spécifiques” de renforcement des effectifs de maintenance ont été prises pour cette journée de grève.

9 h 30 : La CGT-Cheminots attend un message du gouvernement
Le secrétaire général de la CGT-Cheminots, Didier Le Reste, a déclaré que les “cheminots en grève aujourd’hui attendent que le gouvernement leur envoie des messages”, ajoutant qu’il en tiendrait compte pour la suite du mouvement. “Les cheminots en grève attendent que le gouvernement leur envoie des messages, leur fasse des annonces, comme la direction de l’entreprise”, a déclaré M. Le Reste, sur i-Télé. Le secrétaire général a ajouté qu’il “apprécierait dans la journée” quelle est leur attitude pour décider éventuellement de la suite à donner au mouvement.

9 h 25 : “Un affiche politique”, pour le secrétaire général-FO des cheminots
La fédération FO des cheminots met en garde le gouvernement sur le risque qu’il court de provoquer un conflit dur à la SNCF pour obtenir un “affichage politique” sur la réforme des régimes spéciaux de retraite.“Le gouvernement ne veut pas négocier sur des principes qu’il a déclarés non négociables, sur l’essentiel”, c’est-à-dire le passage de 37,5 ans à 40 ans de cotisations, déplore son secrétaire général, Rémy Aufrère.“Est-ce que c’est pour des raisons financières ou politiques qu’on veut casser le régime général des cheminots et d’autres régimes spéciaux ?”, ajoute-t-il dans un entretien téléphonique avec Reuters.

9 h 02 : On n’a pas créé les conditions du dialogue, dit Bernard Thibault
Le secrétaire général de la CGT, Bernard Thibault, a justifié la grève sur France Inter. “Ceux qui ont décidé d’avoir recours à la grève n’ont pas eu d’autre choix parce qu’on n’a pas créé les conditions du dialogue, de la négociation, pour définir ce qui devait être fait pour l’avenir de leurs retraites”, a-t-il déclaré. “On s’est entendu dire il y a quelques semaines par le premier ministre : ‘la réforme est bouclée’. On s’est entendu dire quelques jours après par le président de la République : Je demande au ministre du travail d’arrêter la réforme en quinze jours’”, a-t-il poursuivi. “On ne peut pas modifier des pans importants du contrat de travail, on ne peut pas décréter que les retraites diminueront de 20 à 25 % de manière unilatérale”.

8 h 52 : On est très déterminés”, indique Laurent Wauquiez
“Notre état d’esprit, c’est de dire : on est là pour écouter derrière la grève les craintes et les inquiétudes qui s’expriment et d’essayer d’y répondre”, a dit Laurent Wauquiez, le porte-parole du gouvernement, sur France Info. Mais l’augmentation de la durée de cotisation “c’est quelque chose sur lequel on ne peut pas céder”, a-t-il dit. “On est très déterminés sur le fait que passer de 37,5 ans à 40 ans de durée de cotisation, ce qu’ont fait comme effort les gens du public et du privé, c’est quelque chose sur lequel on ne peut pas céder”, a-t-il ajouté. “On n’est pas là pour stigmatiser, on n’est pas là pour dire vous êtes des nantis’, on essaye juste de direessayons ensemble d’assurer la pérennité du financement des retraites’”, a-t-il ajouté à l’adresse des grévistes. Laurent Wauquiez a rappelé que le système de service minimum, voté cet été, n’entrerait en vigueur qu’à partir du 1er janvier 2008. C’est vrai que sur un jour comme celui-là on aurait bien aimé qu’il soit là, mais pour l’instant il n’est pas encore appliqué”, a expliqué le porte-parole du gouvernement.

8 h 30 : Olivier Besancenot veut prolonger la grève

Olivier Besancenot, le porte-parole de la Ligue communiste révolutionnaire (LCR), espère que le mouvement contre la réforme des régimes spéciaux de retraite durera plus de 24 heures. “Nos militants de la LCR poussent à ce que la grève soit reconduite demain matin, c’est ce qu’ils vont proposer aux autres salariés, ils ne sont pas les seuls et c’est tant mieux”, a-t-il déclaré, jeudi matin, sur Canal +.

8 h 28 : François Hollande demande au gouvernement de rouvrir le cadre global

Le premier secrétaire du PS, François Hollande, a souligné l’ampleur de la mobilisation à l’occasion de la grève contre la réforme des régimes spéciaux de retraite, faisant remarquer que le mouvement était “soutenu par toutes les organisations syndicales”. “Je dis au gouvernement de rouvrir le cadre global qui doit permettre les discussions entreprise par entreprise”, a déclaré M. Hollande sur RTL. “Il n’y a pas eu véritablement négociation. Le cadre a été fixé, l’alignement [des régimes spéciaux] décidé, mais il n’y pas eu prise en compte de la pénibilité”, a-t-il expliqué. “La réforme des régimes est nécessaire, mais pour être réussie, elle doit respecter deux principes : le premier, celui de la négociation à partir d’un cadre global, ensuite le critère de la pénibilité qui doit être le fondement de la durée de cotisation”, a-t-il ajouté.

7 h 56 : trafic SNCF nul en PACA
Le trafic SNCF était quasiment à l’arrêt dans la région Provence-Alpes-Côte d’Azur. Selon la direction régionale de la SNCF, aucun des 500 trains express régionaux (TER) ne circulait. Le trafic était également totalement nul sur les trains grandes lignes. Seuls deux TGV à destination de Paris ont été maintenus. La SNCF a mis en place un dispositif d’environ 200 cars pour desservir les principales villes de la région. A Marseille, les transports en commun fonctionnaient en revanche normalement.

7 h 45 : Le trafic toujours “très fortement perturbé” à la RATP
Aucun train ne fonctionne sur les RER A et B, et aucun tramway, a indiqué la direction de la RATP vers 7 h 30.
Deux métros sur trois circulaient sur la ligne 1, 35 % du service était assuré sur les lignes 2 et 4, 20 % sur la ligne 6, et moins d’une rame sur six sur les lignes 5, 8 et 9. La ligne 14, automatique, fonctionnait normalement.

7 h 20 : trafic peu perturbé à Lyon
Le trafic du métro et des trois lignes de tramway à Lyon était presque normal tandis que la circulation des bus était plus perturbée, indiquent les Transports en commun lyonnais (TCL). Les lignes A et B du métro fonctionnaient à 71 %, tandis que 100 % des rames des lignes C et D, cette dernière étant automatique, circulait. Du côté des tramways, le service de la ligne T1 était limité pour une durée indéterminée entre Charpennes et son terminus, l’IUT Feyssine, non à cause de la grève mais d’un incident technique, précisaient les TCL. La ligne T2 était quant à elle assurée à 81 % et la ligne T3 fonctionnait normalement. Le funiculaire reliant Saint-Jean à la basilique de Fourvière était totalement arrêté, tandis que celui entre Saint-Jean et Saint-Just fonctionnait normalement. Enfin, du côté des bus, les TCL annonçaient un trafic assuré à 65 % en moyenne. Sur certains trajets, aucun bus ne circulait jeudi matin, tandis que sur d’autres, le trafic était normal ou très peu perturbé.

7 h 00 : “Situation normale” à Orly et Roissy
La situation était “tout à fait normale” jeudi matin dans les aéroports d’Orly et de Roissy, a-t-on appris auprès de la direction générale de l’aviation civile (DGAC) qui n’enregistre ni retard de vols, ni gréviste parmi les contrôleurs aériens.
La DGAC a confirmé à l’AFP que certains vols ont été annulés préventivement afin d’anticiper les conséquences de la grève. La DGAC avait estimé, en début de semaine, qu’il pourrait y avoir des perturbations en début de journée notamment à Orly.

6 h 45 : Trafic RATP “très fortement perturbé”
Vers 6 h 30, les lignes A et B du RER n’avaient “pas encore démarré”. Leur trafic devait être “quasi nul” dans la journée. Les interconnexions sont suspendues à Nanterre-Préfecture et gare du Nord.
Un métro sur deux circulait sur la ligne 1, 35 % du service était assuré sur les lignes 2 et 4, 20 % sur la ligne 6, et 10 % sur les lignes 8 et 9. La ligne 14, automatique, fonctionnait normalement.
Les autres lignes n’avaient “pas encore démarré”, les “prises de service des agents pouvant se faire jsuqu’à 7 h 30″, a précisé la RATP. Seuls “quelques trains” devaient circuler au cours de la journée.
10 à 15% des bus et tramways étaient en circulation.

6 h 30 : Trafic normal pour le métro toulousain, légers retards pour les autobus
Le trafic était normal, jeudi matin, pour le métro automatique de Toulouse, et de légers retards étaient constatés à 6 heures pour la circulation des autobus, a indiqué Tisséo, la société gérant les transports. Aucun des deux dépôts de la ville n’était bloqué et “tous les bus sortent”, a-t-on ajouté auprès du service communication de Tisséo. Certains grévistes distribuent des tracts, ce qui retarde d’une vingtaine de minutes le départ des autobus vers Toulouse et son agglomération.
Les deux lignes du métro automatique, de type Val, desservent normalement la ville de Toulouse sur des axes est-ouest et nord-sud.

6 h 15 : “Apparition de quelques petits bouchons”
La circulation routière sur les grands axes d’Ile-de-France était relativement dense, jeudi à 6 heures du matin, avec l’“apparition de quelques petits bouchons” inexistants d’ordinaire à une telle heure, a-t-on appris auprès du Centre national d’information routière (CNIR).
Le trafic est dense mais dans l’ensemble fluide en Ile-de-France, a-t-on indiqué de même source, en observant toutefois “l’apparition de quelques petits bouchons de 3/4 kms à des endroits où d’ordinaire il n’en existe pas à pareille heure : ainsi à hauteur de Lisses (Essonne) sur l’A6, de Brie sur l’A4 (Seine-et-Marne) et de Romainville (Seine-Saint-Denis) sur l’A3″.
En province la situation était normale, sans difficulté notable ou toutefois inhabituelle.
Le CNIR n’était pas en mesure de faire un pronostic quant à l’évolution de la circulation en région parisienne en début de matinée, ignorant les comportements d’anticipation des Franciliens face à ce mouvement social.

6 h 00 : trafic SNCF “très perturbé”
Le trafic SNCF au plan national était déjà “très perturbé” jeudi matin, à 6 heures, conformément aux prévisions annoncées, en raison de la grève contre la réforme des régimes spéciaux de retraite à l’appel des huit syndicats de cheminots, a indiqué l’entreprise.
La SNCF a prévu que seulement 46 TGV sur environ 700 en temps normal circulent sur le réseau national, entre Paris et la province, dont aucun au départ ou en provenance de Paris-Nord.
Huit Eurostar (Paris-Londres) sur 10, et 6 Thalys (Paris-Bruxelles, Paris-Amsterdam, Paris-Cologne) sur 10 sont assurés.
Le trafic TER est très perturbé dans toutes les régions SNCF. Des transports de substitution par bus sont proposés sur certaines lignes, de sorte que plus de 1 800 circulations (train et bus) seront assurées dans la journée.
Seuls dix trains Corail (grandes lignes hors TGV) doivent circuler jeudi.
Certains trains Transiliens et RER sont assurés en Ile-de-France mais sur des tronçons réduits, notamment aux heures de pointe, le matin avant 10 heures et en fin d’après-midi, à partir de 16 heures. Aucun train ne circulera entre Paris et l’aéroport de Roissy-Charles de Gaulle.

18/10/2007 - 10:26h El Gobierno francés afirma que "escuchará" a los sindicatos pero "no cederá" ante la huelga

El 73,5% de los trabajadores secunda el paro de transportes convocado para protestar por las reformas en las pensiones

El País

Huelga de transportes en Francia

Ampliar

Plataformas vacías y trenes TGV parados en la Gare de Lyon en París, Francia- EFE

El Gobierno francés se muestra firme ante la huelga de transportes, en protesta por la reforma de los regímenes especiales de jubilación, que afecta hoy a todo el país. El ejecutivo ha declarado que “escuchará” los temores y las preocupaciones de los sindicatos, pero mantendrá su determinación y “no cederá”. Hacia las 11.00 horas el 73,5% de los trabajadores secundaba la huelga, según la compañía pública de ferrocarriles, la SNCF, un seguimiento superior al que paralizó el país durante semanas en 1995. El origen del conflicto está en la intención del Ejecutivo de ampliar el período de cotización que da derecho a una pensión completa desde los 37,5 años actuales a los 40 para una serie de sectores.

RENFE suspende los trenes a Europa por la huelga de transportes en Francia

VIDEO – ATLAS – 18-10-2007

Según datos de la patronal francesa, el seguimiento del paro es muy amplio - ATLAS

Otros vídeos

Francia

Francia

A FONDO

Capital:
París.
Gobierno:
República.
Población:
60.424.213 (2004)

En declaraciones a la emisora de radio France-Info, el portavoz del Ejecutivo, Laurent Wauquiez, ha mostrado la disposición al diálogo del gobierno aunque no cederá en la reforma. “Estamos aquí para escuchar los temores y las preocupaciones de los huelguistas y de responder a ellas. Pero al mismo tiempo estamos muy decididos a pasar de 37,5 años a 40 años de cotización. Es algo sobre lo que no podemos ceder”, aclaró Wauquiez.

El portavoz gubernamental justificó la medida alegando que en el régimen especial de jubilación hay unos 150.000 cotizantes para aproximadamente un millón de pensionistas y que “si no se hace un esfuerzo”, en diez años será difícil financiar incluso la pensión actual de los afectados por este régimen.

Cinco meses después de su llegada al Elíseo, este paro supone la primera prueba de fuego para el presidente Nicolas Sarkozy. En este sentido, Wauquiez aseguró que el Ejecutivo quiere “actuar y avanzar” sin esperar a que los temas se queden encima de la mesa esperando que pase la cita electoral.

Atascos y bicicletas

Hacia las 11.00 hora local el 73,5% de los trabajadores secundaba la huelga, según la compañía pública de ferrocarriles, la SNCF, un seguimiento superior al que paralizó el país durante semanas en 1995.En Electricité de France (EDF) y Gaz de France (GDF), más del 40% secundaba la convocatoria esta mañana, con una fuerte bajada deproducción, según los sindicatos.

A primera hora de esta mañana, en el momento más complicado por el acceso al trabajo de millones de franceses, la huelga afectaba, cuando no paralizaba, los transportes públicos en las veintisiete localidades en las que estaba convocada. El paro, que comenzó a las 20.00 horas local de ayer, se prolongará hasta las 8.00 hora local de mañana.

La compañía pública de ferrocarriles, la SNCF, esperaba cumplir las previsiones, que como mucho suponen prestar 46 de los 700 servicios del tren de alta velocidad y apenas unos cuantos para unir París con Londres, Bruselas, Amsterdam y Colonia. Las líneas regionales de trenes también están muy afectadas por la convocatoria sindical.

La situación es más complicada en París, donde, con excepción de una línea de metro automática, el resto funciona de manera reducida, con un tercio del servicio en el mejor de los casos.

En la capital francesa sólo funcionan uno de cada diez autobuses, mientras que el tráfico de automóviles en la región es el doble que en un día normal, según la Policía, que ha informado de numerosos atascos. Además, muchos ciudadanos han recurrido a la bicicleta como medio alternativo dentro de la ciudad.

En Lyon el servicio de metro está cerca de los parámetros normales, pero hay problemas en el de autobuses, al igual que en Toulouse.

1,6 millones de afectados

El Gobierno, que ya ha admitido que la huelga provocará una fuerte alteración del servicio, mantiene no obstante su voluntad de modificar el régimen especial de cotización de algunas profesiones, que para obtener una pensión deberán pasar de cotizar 37,5 años a 40.

La medida afecta a 1,6 millones de personas (1,1 millones de jubilados y 500.000 trabajadores en activo) en la compañía de ferrocarriles SNCF, la red de transporte urbano de París RATP, las empresas de energía Electricité de France y Gaz de France y los secretarios de notarías. Quedan fuera de esa reforma los mineros y marineros, que también forman parte de esos regímenes especiales.

Los ocho sindicatos de la SNCF, los seis de la RATP y los siete en las empresas de energía han llamado al paro, así como a asistir durante la jornada a alguna de las sesenta manifestaciones convocadas en todo el país.

Renfe suspende algunos servicios internacionales

Renfe ha suspendido hoy los servicios internacionales que enlazan España con Francia, Suiza e Italia, debido a una huelga convocada en los ferrocarriles franceses, SNCF. La suspensión afecta al enlace con Suiza e Italia en sentido inverso, además del Talgo Mare Nostrum desde Montpellier a Cartagena y los que unen Barcelona con Montpellier en ambos sentidos. Al mismo tiempo, durante el período de huelga señalado, los trenes con origen o destino en las estaciones fronterizas de Cerbere y Hendaya tendrán como origen o destino las estaciones de Portbou e Irún.Renfe reembolsará el 100% del importe del billete a los clientes que desistan de su viaje y no cobrará los gastos de cambio de fecha a los viajeros que se decidan por esta opción.