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	<title>Blog do Favre &#187; Alckmin</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Levantamento do PT mostra que governo Serra consegue ser pior do que o de Alckmin</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 20:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Leia abaixo matéria divulgada pelo boletim Brasília Confidencial sobre um estudo do PT na Assembleia Legislativa comparando os governos dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra. Serra acelerou o crescimento da carga tributária, das vendas de bens públicos ao setor privado, da terceirização de serviços públicos, da tolerância com os grandes devedores e do calote [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.psdb-sp.org.br/sis/fl/imagem/fhc_serra_geraldo1.jpg" alt="http://www.psdb-sp.org.br/sis/fl/imagem/fhc_serra_geraldo1.jpg" /></p>
<p><em><br />
Leia abaixo matéria divulgada pelo boletim Brasília Confidencial sobre um estudo do PT na Assembleia Legislativa comparando os governos dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra. Serra acelerou o crescimento da carga tributária, das vendas de bens públicos ao setor privado, da terceirização de serviços públicos, da tolerância com os grandes devedores e do calote de precatórios.</em></p>
<p><strong>Estudo mostra que governo Serra é pior do que o de Alckmin</strong></p>
<p>O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.</p>
<p>A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do &#8220;crescimento&#8221;. Iniciado em janeiro de 2007, o Governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.</p>
<p>Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.</p>
<p>O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.</p>
<p>Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado.</p>
<p>A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas.<br />
O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.</p>
<p>Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano.</p>
<p>Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.</p>
<p>Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual.</p>
<p>Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%.</p>
<p>Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.</p>
<p>Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%.</p>
<p>Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos.</p>
<p>Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.</p>
<p>Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.</p>
<p><strong>Carga tributária</strong></p>
<p>Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.</p>
<p><strong>Privatizações</strong></p>
<p>O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.</p>
<p><strong>Gastos com terceirizações</strong></p>
<p>As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.</p>
<p><strong>Aumento da dívida pública</strong></p>
<p>A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.</p>
<p><strong>Tolerância com grandes devedores</strong></p>
<p>Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.</p>
<p><strong>Calote nos precatórios</strong></p>
<p>O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.</p>
<p><strong>Redução de investimentos</strong></p>
<p>Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos.</p>
<p>Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008.</p>
<p>A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes.</p>
<p>A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.</p>
<p><strong>Investimento em propaganda</strong></p>
<p>As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.</p>
<p><strong>Promessas</strong></p>
<p>Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900.<br />
Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935<br />
Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13.<br />
voltar</p>
<p><em>Fonte boletim bancada do PT na Câmara dos Vereadores de São Paulo</em></p>
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		<title>Alckmin e Serra em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[FERNANDO DE BARROS E SILVA &#8211; FOLHA SP
SÃO PAULO &#8211; Os holofotes da sucessão se voltam, no momento, para a hipótese extravagante de que Ciro Gomes possa ser candidato ao governo paulista apoiado pelas forças de Lula. Fora das luzes, porém, há uma outra batalha sendo travada no interior do campo tucano.
Se José Serra for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="background-color: #ffff99;">FERNANDO DE BARROS E SILVA &#8211; FOLHA SP</span></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Os holofotes da sucessão se voltam, no momento, para a hipótese extravagante de que Ciro Gomes possa ser candidato ao governo paulista apoiado pelas forças de Lula. Fora das luzes, porém, há uma outra batalha sendo travada no interior do campo tucano.<br />
Se José Serra for mesmo disputar a Presidência, qualquer solução que não seja a candidatura de Geraldo Alckmin em São Paulo custaria caro demais ao PSDB. É o que pensam pessoas influentes do serrismo. A razão é simples: Alckmin tem mais de 40% das intenções de voto nas pesquisas. O outro postulante à vaga, o secretário de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, não passa dos 2%.<br />
Jogo encerrado? Serra procura evitar o assunto, mas Aloysio tem mostrado um apetite surpreendente. Colegas brincam que nunca viram ninguém tão homenageado por prefeitos do interior.<br />
Quem conhece Serra, no entanto, aposta que prevalecerá o seguinte raciocínio: Aloysio é mais próximo e seria melhor governador, mas Alckmin é o candidato que mais convém às pretensões presidenciais dos tucanos -e assim será.<br />
O PSDB, de resto, dizem os entendidos, não teria estrutura de pessoal para sustentar duas campanhas difíceis em São Paulo. E Serra não poderia carregar um azarão no colo tendo a máquina de Lula/Dilma contra si no país.<br />
Alckmin é hoje uma espécie de ilha anexada ao continente do serrismo. Mas seu principal adversário em São Paulo não está no PSDB. Chama-se Gilberto Kassab. O prefeito mobiliza todas as suas forças na bancada estadual do DEM e com colegas do interior para viabilizar Aloysio. Kassab vê em Alckmin uma ameaça a seu futuro no Estado. O tucano, por sua vez, espalha que o prefeito abandonou a cidade para fazer política fora de casa.<br />
Alckmin, por ora, aguarda a mediação de Serra. Mas, confiante, já tem uma chapa &#8220;conciliadora&#8221; na cabeça: Guilherme Afif, do DEM, seria seu vice; Quércia, do PMDB, disputaria uma vaga ao Senado; a outra seria de Aloysio. E então?</p>
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		<title>Rodrigo Maia não é do bloco do eu sozinho</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 13:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi condenado por seus pares menos pelo conteúdo de suas declarações do que pelo fato de tê-las feito. O fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), adiar a sua decisão de ser &#8211; ou não &#8211; candidato à Presidência da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_INES_NASSIF.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi condenado por seus pares menos pelo conteúdo de suas declarações do que pelo fato de tê-las feito. O fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), adiar a sua decisão de ser &#8211; ou não &#8211; candidato à Presidência da República tem provocado incômodos coletivos no partido de Maia. O DEM declarou que é aliado do PSDB seja qual for o candidato e propôs-se a abrir mão da vice-presidência de uma chapa, se o PSDB considerar eleitoralmente mais interessante uma chapa puro-sangue, com Serra na Presidência e o governador de Minas, Aécio Neves, na vice, em troca do apoio em seis Estados onde vai disputar o governo com mais chances que os tucanos. As demonstrações de apoio incondicional, todavia, não foram suficientes para fazer o aliado se definir. Com expressão eleitoral cada vez mais reduzida devido ao crescimento dos partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Norte e no Nordeste, todavia, suas urgências são maiores do que as de seu parceiro.</p>
<p>O presidente do DEM disse que a oposição está no pior dos mundos porque não tem candidato, enquanto o governo tem candidata, a ministra Dilma Rousseff (PT), e ela avança eleitoralmente. Sem definição do nome nacional, a montagem dos palanques estaduais tem andado devagar, disse o parlamentar. Além disso, avaliou que o melhor candidato seria o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), pelo fato de conseguir transitar em posições que não sejam de simples confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>O problema de Maia ter falado isso é que ele é o presidente do DEM e por ele terão de passar as negociações com o partido de Serra. Nas eleições de 2002, o confronto entre o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, e o candidato tucano Serra, rachou os aliados e reduziu, em consequência, as chances de vitória do então candidato da situação do governo Fernando Henrique Cardoso. Desde então o DEM, ex-PFL, está apartado do poder e mantém a duras penas uma estrutura partidária com grandes dificuldades de sobrevivência na oposição. O partido encolheu nos últimos sete anos. E tem razões para acreditar que, se por um lado estar com o PSDB é o único caminho de que dispõe no momento para voltar a ser governo, ao mesmo tempo é uma grande parte de seu problema.</p>
<p>Essas não são posições e avaliações minoritárias no DEM. O desconforto com a falta de pressa na definição do candidato tucano é disseminado. E as reticências em relação a Serra se ampliam. Existem razões para isso. As pesquisas que o partido tem feito não autorizam a direção do DEM a imaginar que a candidatura de Serra vá ser um passeio. Não é nada, não é nada, Dilma Rousseff é a candidata de um presidente que tem por volta de 80% da aprovação nas pesquisas de avaliação do governo. Considera-se que o poder de transferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foi exercido: somente agora, e depois de um tratamento de saúde relativamente longo, Dilma está agindo como candidata, e com uma desenvoltura inesperada para uma neófita em política eleitoral. O poder de Lula sobre o PT e uma disciplina partidária que não é comum, por exemplo, num PSDB, têm agido favoravelmente também no sentido de criar para a candidata palanques relativamente sólidos nos Estados. O fato de o governo ter conseguido formalizar, a quase um ano das eleições, um acordo entre o PT e o PMDB &#8211; mesmo que a direção do PMDB ainda deixe pendente a ratificação da convenção nacional ao acordo &#8211; já é uma façanha. O natural, nessa circunstância, será os índices de intenção de voto em Dilma subirem. Esse é o momento dela, que se aproxima sem qualquer resistência do outro lado, já que a oposição não tem candidato colocado. O outro ponto é que, como depositária da transferência de votos de um presidente popular, Dilma tende a ganhar votos quando a disputa se acirrar e se polarizar. Com base nesse raciocínio, cresce a preferência por Aécio Neves, candidato com menos vocação para o confronto.</p>
<p>A banda governista da disputa andou rápido e o presidente Lula é o melhor eleitor do pleito de 2010. O PSDB pouco andou, apesar das facilidades abertas pelo DEM e pelo PPS, seus aliados declarados. O trunfo da candidatura Serra, que são os votos tucanos em São Paulo &#8211; Estado que tem quase um quarto do eleitorado nacional e onde o PSDB tem uma certa hegemonia -, começa a ser também um incômodo para o DEM. São Paulo é o Estado em que o partido reúne condições de crescer a sua bancada &#8211; sem bancada forte, o partido não conseguirá reassumir o seu protagonismo na vida nacional, mesmo se o PSDB vencer as eleições presidenciais. Todo o esforço eleitoral do DEM, todavia, caminha sobre uma verdade inexorável: os dois partidos se aproximaram tanto ideologicamente que crescem somente à custa do outro. São interesses quase inconciliável os dos candidatos a deputado federal dos dois partidos. Se, do lado do PSDB &#8220;serrista&#8221; de São Paulo, o chefe segura a divisão, do lado não serrista, identificado como partidário do ex-governador Geraldo Alckmin, o conflito está latente.</p>
<p>Alckmin, segundo as pesquisas do DEM, é o candidato com grandes chances de vitória na disputa para o governo do Estado. Outras opções abrem espaço para o PT, que nunca ganhou o governo, ou com candidato próprio, ou apoiando o deputado Ciro Gomes (PSB). O problema é que a vitória de Alckmin tem o efeito colateral de afastar qualquer pretensão política do prefeito da capital. Alckmin vencendo, é quase o fim de carreira de Kassab: o ex-governador disputaria a reeleição em 2014 e abriria espaço para o demista apenas a partir de 2018. Até lá, qualquer projeção que tenha ganhado à frente da prefeitura já terá sumido da memória do cidadão paulista. Um caminho mais seguro poderia ser o de projetar estadualmente o prefeito, lançando-o candidato ao governo e rachando o palanque paulista de Serra, sem chances de vitória, mas produzindo bancada e &#8220;recall&#8221; para as eleições seguintes. O partido elegeu 65 deputados federais em 2006. Na melhor das hipóteses, e somente se Kassab for candidato ao governo, imagina-se fazer o mesmo número no ano que vem. Sem Kassab como candidato, a perda pode ser grande.<br />
<strong><br />
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo (ver Lula: Dilma lá e Ciro aqui) teria como primeiro resultado a unificação de uma boa parte da base do governo Lula, arrancando o PSB estadual da base de apoio de Serra.
Persistindo Ciro no seu legítimo desejo de ser candidato à presidente em 2010, o PSB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo (ver <a title="Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a>) teria como primeiro resultado a unificação de uma boa parte da base do governo Lula, arrancando o PSB estadual da base de apoio de Serra.</p>
<p>Persistindo Ciro no seu legítimo desejo de ser candidato à presidente em 2010, o PSB estadual estaria embarcado na candidatura do presidente da <strong>Fiesp</strong> ao governo de Estado -candidatura que dificilmente poderá alavancar a campanha Dilma em São Paulo, ou fechar uma aliança com o PT-, ou no apoio diretamente ao candidato tucano (ambas posturas estão longe de serem incompatíveis e podem se complementar).</p>
<p>Ao contrário, a candidatura Ciro ao governo estadual, afasta Skalf da disputa e reduz o peso dos serristas no PSB. A aliança PT-PSB poderá incorporar sem maiores dificuldades o PC do B e o PDT, assegurando essa frente à candidatura Ciro com um perfil opositor aos demo-tucanos e atraindo apoios a própria campanha da Dilma no bastião tucano.</p>
<p>Mas para isso é necessário convencer Ciro a desistir de sua candidatura nacional, o que exige também uma clara disposição do PT-SP -e não só de Lula- para pressionar o candidato socialista a aceitar esta mudança.</p>
<p>Como ficaria, nesse contexto, a legítima preocupação dos petistas com a eleição de deputados e senadores, na ausência do 13 na disputa do executivo paulista?</p>
<p>Este problema é bem menor na eleição dos deputados federais, que na disputa ao senado, por razões que dificultam objetivamente a disputa dos cargos ao Senado, para o PT.</p>
<p>A candidatura Ciro ao governo do Estado pode pesar na decisão de Serra de pleitear a reeleição, perante as crescentes incertezas do desfecho da disputa presidencial. Isto puxaria Alckmin para o Senado, além da candidatura Quercia garantida pelo PSDB, para manter o apoio do PMDB aqui (mesmo sem este cenário, setores do DEM, do PMDB e do PSDB querem descartar Alckmin para governador, em favor de Aluisio Nunes ou Kassab).</p>
<p>No campo do centro-esquerda as candidaturas ao Senado incluem, além de Mercadante que só poderá disputar, nesse contexto, sua reeleição; a candidatura Chalita pelo PSB (eventualmente a do próprio Skalf) e o candidato do PC do B (com Netinho ou o próprio Aldo Rebelo). Como se vê, uma profusão de candidatos mais ou menos fortes. Para Mercadante e para o PT, uma verdadeira dificuldade a enfrentar, mas que não é insuperável. A condição <em>sine qua non</em> para Mercadante conseguir sua reeleição é o PT não apresentar nenhum outro nome próprio e de peso para o cargo e se mobilizar unido em favor do seu senador. Se for verdadeira a afirmação da jornalista Maria Inês Nassif  que <em>&#8220;O recuo do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), quando, em plena crise no Senado, deixou a liderança, é atribuído à pressão de Lula – que teria deixado claro ao senador que não faria nenhum empenho por sua candidatura à reeleição se ele expusesse o governo com sua renúncia ao cargo.&#8221;</em> (ver <a title="Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula" rel="bookmark" href="../2009/10/resistencia-a-ciro-so-sera-superada-com-intervencao-de-lula/">Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula</a>), Mercadante poderá contar a seu lado agora, e novamente, com o apoio de Lula para sua própria reeleição.</p>
<p>A disposição da ex-prefeita Marta Suplicy em disputar algum cargo em 2010, e tendo em conta as implicações que provocaria uma eventual candidatura Ciro a governador e de Chalita ao Senado, a levarão provavelmente a disputar para deputada federal -salvo a deslanchar uma guerra fratricida no PT, hoje com resultado mais que incerto- e permitirá ao PT obter uma expressiva bancada federal, diminuindo, para os atuais deputados candidatos à reeleição, o peso de não ter o 13 na disputa para governador. A ex-prefeita será assim o alicerce do crescimento do número de deputados federais do PT de São Paulo, ajudando a seu fortalecimento após os escândalos que o atingiram particularmente.</p>
<p>Os beneficios e os riscos da candidatura Ciro Gomes se deslocar para São Paulo justificam plenamente a atitude de Lula, tanto para a campanha da Dilma como para seu desdobramento no plano estadual. Mas, diferentemente do PT onde a voz de Lula será prevalecente e preponderante, a decisão de Ciro depende dele próprio.</p>
<p>A lógica da articulação de Lula é que a candidatura Ciro à presidência, sem espaço político na polarização, sem alianças substanciais e sem tempo de TV, será desidratada. Ele conta, no momento oportuno, com a boa disposição do governador de Pernambuco do PSB, Eduardo Campos, para dar uma mãozinha no convencimento do Ciro. Ela requer que o Ciro não possa invocar pretextos para persistir na sua empreitada nacional. Lula espera que o PT-SP não forneça esse pretexto.</p>
<p>Tudo indica que será ouvido pelo PT de São Paulo.</p>
<p>A única incógnita será a resposta final do próprio Ciro&#8230; que chegará com as águas de março.</p>
<p>Luis Favre</p>
<p><strong>Ver também artigo do <em>Estadão</em> de hoje</strong></p>
<h2><big><a title="Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra" rel="bookmark" href="../2009/10/acordo-deve-deixar-ciro-fora-da-corrida-pelo-planalto-projeto-para-2010-com-apoio-de-lula-seria-concorrer-a-sucessao-de-serra/">Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra</a></big></h2>
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		</item>
		<item>
		<title>PSDB vê &#8221;arapuca&#8221; no desafio de Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/psdb-ve-arapuca-no-desafio-de-lula/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 14:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Painel


RENATA LO PRETE &#8211; FOLHA SP

 painel@uol.com.br
Nem pensar
Ao dizer ontem que não comentaria a crítica recebida de Lula &#8220;porque ele não é candidato a presidente  no ano que vem e porque eu não defini se serei candidato ou não&#8221;, acrescentando que &#8220;essa decisão só será  tomada pelo meu partido e por mim no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080; font-size: x-small;">Painel</span></strong><br />
<span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>RENATA LO PRETE &#8211; FOLHA SP<br />
</strong></span></h2>
<p><strong> <a href="mailto:painel@uol.com.br">painel@uol.com.br</a></strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/_dT6LtK9KDJc/ShRzugZMv_I/AAAAAAAAEBc/_Cw-9lHE5IY/s200/charge-tucano-nonobico%5B1%5D.JPG" alt="http://1.bp.blogspot.com/_dT6LtK9KDJc/ShRzugZMv_I/AAAAAAAAEBc/_Cw-9lHE5IY/s200/charge-tucano-nonobico%5B1%5D.JPG" /><span style="font-size: large;"><strong>Nem pensar</strong></span></p>
<p>Ao dizer ontem que não comentaria a crítica recebida de Lula &#8220;porque ele não é candidato a presidente  no ano que vem e porque eu não defini se serei candidato ou não&#8221;, acrescentando que &#8220;essa decisão só será  tomada pelo meu partido e por mim no ano que vem&#8221;,  José Serra estava respondendo não apenas ao adversário mas também ao aliado. No caso, o DEM, que,  preocupado com a desenvoltura da campanha de Dilma Rousseff (PT), aumentou a pressão para que o  PSDB coloque sem demora o bloco na rua.<br />
Em público, Serra foi &#8220;light&#8221;. Em privado, escalou  Sérgio Guerra para avisar aos &#8220;demos&#8221; em termos  mais duros que não há hipótese de ele ceder à pressão.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" />
<p><strong>À flor da pele.</strong> O presidente do DEM, Rodrigo Maia,  ligou para o do PSDB, Sérgio  Guerra, em protesto por não  ter sido chamado para um  jantar que reuniu em São Paulo os &#8220;demos&#8221; Gilberto Kassab  e Jorge Bornhausen, Orestes  Quércia (PMDB) e o tucano  Aloysio Nunes Ferreira.</p>
<p><strong>Incomodou 1.</strong> Não passou  despercebida pelo Planalto a  entrevista dada ao jornal &#8220;Valor&#8221; pelo marqueteiro Luiz  Gonzalez, colaborador de longa data de Serra e provável  responsável pela comunicação se o tucano disputar a Presidência em 2010. O adjetivo  mais usado pelos governistas  foi &#8220;arrogante&#8221;, pelo fato de  Gonzalez ter se referido a Dilma como &#8220;essa mulher&#8221;.</p>
<p><strong>Incomodou 2.</strong> Para colaboradores de Lula, o marqueteiro esboçou uma linha de  campanha ao dizer que Serra  conservará êxitos do atual governo, como o Bolsa Família,  e poderá aprimorá-los porque  tem &#8220;experiência&#8221;. Dizem, porém, que Serra teria se desviado desse curso já no dia seguinte, ao bater na visita da  comitiva presidencial às  obras no rio São Franscisco.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_yiWA7Lq8qVc/SAZUwctvOuI/AAAAAAAABT4/mtALiBUHIQA/s400/bessinhaACharge15042008.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_yiWA7Lq8qVc/SAZUwctvOuI/AAAAAAAABT4/mtALiBUHIQA/s400/bessinhaACharge15042008.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Cúpula tucana diz que rival é Dilma e tucano não cairá na armadilha de aceitar provocação para brigar com presidente</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Christiane Samarco, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A cúpula do PSDB considera as provocações eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governador paulista e pré-candidato do partido a Presidência, José Serra, uma arapuca. &#8220;O Lula escalou o Serra para confrontar os 80% de apoio popular que tem, mas com ele o Serra não vai brigar. O confronto de 2010 é com a Dilma&#8221;, avisa o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). &#8220;Nesta armadilha o Serra não cai&#8221;, completa o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA).</p>
<p>Os tucanos não têm dúvida de que a estratégia do Planalto nessa nova fase da pré-campanha, com a ministra Dilma Rousseff ( Casa Civil) liberada da quimioterapia para viajar Brasil afora, é &#8220;chamar o Serra para a briga&#8221;. Entendem que, para alavancar a candidatura petista, Lula assume a linha de frente e usa sua popularidade como forma de desgastar o tucano em um embate irreal, contra alguém que não está na corrida presidencial.</p>
<p>CACOETE</p>
<p>&#8220;Ele não perdeu o cacoete de candidato&#8221;, analisa Jutahy. O deputado alega compreender a dificuldade que Lula tem para &#8220;desencarnar&#8221; de uma candidatura sustentada ao longo dos últimos 25 anos, desde a redemocratização, mas devolve a provocação. Afirma que &#8220;o povo é mais sábio&#8221; e já entendeu que a candidata é a ministra Dilma, e não o presidente.</p>
<p>Expoente da ala serrista do PSDB, Jutahy insiste que Serra seguirá governando São Paulo e conhecendo a realidade do País, &#8220;sem entrar na arapuca da baixaria e do bate-boca&#8221;.</p>
<p>Um dirigente do PT que acompanha a ofensiva do Planalto em favor da pré-candidata petista revela que o presidente Lula age orientado por pesquisas eleitorais. Estes levantamentos mostrariam, segundo alardeiam, que o Serra é o melhor adversário para o PT em uma campanha polarizada, com o qual o Planalto trabalha.</p>
<p>RINGUE</p>
<p>Diante desse quadro, os petistas entendem que as provocações do presidente são úteis para estimular o tucano a entrar na corrida sucessória. &#8220;É exatamente por isso que o Lula tem puxado o Serra para o ringue&#8221;, diz o senador Delcídio Amaral (PT-MS). &#8220;Agora, é esperar para ver se a briga começa já, ou fica para depois.&#8221;</p>
<p>A cúpula do PSDB reconhece que já está passando da hora para a oposição se recompor e reavaliar a tática da pré-campanha. &#8220;Essa viagem do Lula pelo São Francisco serviu para mostrar que o Planalto não vai ter limite na ação publicitária para a campanha da Dilma&#8221;, afirma Sérgio Guerra. Os tucanos admitem que precisam se organizar porque o enfrentamento terá de ser feito. Advertem, contudo, que essa não é uma tarefa do Serra. Ao menos não, por enquanto.</p>
<p>No que depender do governador paulista, o enfrentamento não se dará antes de fevereiro do ano que vem. Apesar da pressão do tucanato e de dirigentes do DEM para que ele assuma logo sua candidatura, Serra não está sozinho na resistência à antecipação do jogo sucessório.</p>
<p>Reunida em Brasília na quinta-feira, a Executiva Nacional do DEM pôs em pauta a &#8220;angústia&#8221; com a falta de um candidato da oposição para se contrapor a Dilma, que tem buscado o apoio de partidos aliados ao governo.</p>
<p><strong>PARALISIA</strong></p>
<p>&#8220;Podíamos procurar o PTB, mas não estamos habilitados a articular porque não temos candidato&#8221;, queixa-se o tesoureiro do DEM, Saulo Queiroz. &#8220;Enquanto aguardamos paralisados, a Dilma conversa cada dia com uma bancada&#8221;, lamenta o tesoureiro, engrossando o coro do presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ).</p>
<p>O DEM de São Paulo, ao contrário, não pressiona Serra a se definir. Prefere ganhar tempo para trabalhar uma candidatura alternativa a Geraldo Alckmin para o governo paulista. O partido está fechado com a campanha de Serra para presidente, mas também estimula a candidatura do secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, para entrar na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, depois das brigas de Alckmin com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).</p>
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		<title>PT e PSDB buscam aliados para fortalecer candidatura presidencial</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 13:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Senado vira moeda de troca em alianças
 
Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB

Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT





Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP
Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senado vira moeda de troca em alianças</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" alt="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" width="556" height="355" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB</em></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" /><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" alt="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" width="210" height="128" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no maior colégio eleitoral do País. Para assegurar um palanque forte na corrida presidencial de 2010, os partidos que tendem a polarizar a eleição decidiram empurrar seus integrantes para o sacrifício e apoiar potenciais aliados para uma das vagas que serão abertas na Casa no ano que vem.</p>
<p>Em 2010, entram em jogo duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado. A renovação ocorrerá pouco mais de um ano após o Estado revelar o escândalo dos atos secretos, que colocou na mira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p>Em São Paulo, serão disputadas as posições de Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Candidato à reeleição, Mercadante é tido como presença certa na disputa. Mas o PT já definiu que a segunda vaga servirá apenas para atrair apoiadores para a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) estava de olho na vaga, mas isso não impediu o PT de apresentar ao vereador Gabriel Chalita, ex-tucano recém-filiado ao PSB, uma proposta de composição. O PT vê a oportunidade de ganhar um puxador de votos tradicionalmente dirigidos ao PSDB. Também quer fortalecer o palanque religioso de Dilma, graças à relação de Chalita com a Renovação Carismática Católica.</p>
<p>Evitando bater de frente com o PSB, Mercadante vem defendendo internamente que o PT dê atenção ao PC do B, que ventila os nomes do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e do vereador Netinho de Paula (PC do B-SP). Ele investe ainda na tese de que o melhor é apostar em quadros experientes. &#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;, diz.</p>
<p>O PDT também cobra apoio para o Senado, numa manobra para aumentar seu passe. &#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;, diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, avisando que é candidato.</p>
<p><strong>ANTECIPAÇÃO</strong></p>
<p>Entre os tucanos, a decisão de abrir mão de uma das vagas foi tomada ainda em 2008. Com a chancela do governador José Serra, potencial candidato tucano à Presidência, o bloco PSDB-DEM prometeu apoio ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), numa manobra para trazer o PMDB paulista para a aliança que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pavimentar um acordo para 2010.</p>
<p>Quércia ficou com a cadeira que caberia ao DEM na aliança. Mas a sigla já tinha ao menos um interessado na vaga, o secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM). Em 2006, Afif perdeu para Eduardo Suplicy (PT) por apenas 770 mil votos. O acerto com Quércia deixou livre a segunda vaga da aliança PSDB-DEM-PMDB, que, até segunda ordem, ficará com o tucanato. Na lista dos cotados, estão os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Mendes Thame (PSDB), além do secretário da Educação de Serra, Paulo Renato de Souza (PSDB).</p>
<p>Na prática, a vaga pode acabar com o ex-governador e secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, caso ele não consiga se viabilizar para o Palácio dos Bandeirantes. Dizendo ter &#8220;muito interesse&#8221; em concorrer, Aníbal admite que a negociação será decidida para facilitar a composição federal. &#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial.&#8221;</p>
<p>O tucanato ligado a Alckmin provavelmente ouvirá cobranças do PTB. A sigla, que apoiou o ex-governador em 2008, diz querer ajuda para reeleger Romeu Tuma (PTB). &#8220;É no mínimo justo, considerando a relação de lealdade que temos há anos com o PSDB&#8221;, diz o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado (PTB). Já o PV da senadora Marina Silva (AC) ainda não definiu quem vai lançar. Mas, reservadamente, dirigentes dizem já ter decidido o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) como alvo das investidas.</p>
<p><strong><br />
FRASES</strong></p>
<p>Aloizio Mercadante<br />
Senador (PT)</p>
<p>&#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;</p>
<p>Paulinho Pereira da Silva<br />
Deputado (PDT)</p>
<p>&#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;</p>
<p>José Aníbal<br />
Deputado (PSDB)</p>
<p>&#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência<br />
de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial&#8221;</p>
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		<title>Pela janela basculante</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<category><![CDATA[Minas]]></category>

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		<description><![CDATA[Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR
Tancredo Neves apostou no vazio político criado pelo empate entre um regime militar combalido, de um lado, e uma oposição sem força de outro. A opção pelo colégio eleitoral desempataria o jogo.
Vinte e cinco anos depois, é outra a polarização que move a política. Mas é o herdeiro da tradição do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_CRISTINA_FERNANDE.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Tancredo Neves apostou no vazio político criado pelo empate entre um regime militar combalido, de um lado, e uma oposição sem força de outro. A opção pelo colégio eleitoral desempataria o jogo.</p>
<p>Vinte e cinco anos depois, é outra a polarização que move a política. Mas é o herdeiro da tradição do PSD mineiro que continua armando o jogo. Aécio Neves aposta que o vazio advindo de uma candidatura José Serra inviabilizada e uma opção Dilma Rousseff sem fôlego de vitória pavimente sua chegada ao poder.</p>
<p>Professor da Universidade Federal de Minas Gerais e um dos mais ativos intelectuais do PT, Juarez Guimarães formula a analogia na expectativa de que o neto de Tancredo não vingue a tradição a que se filia.</p>
<p>Sua aposta é que a polarização entre PT e PSDB, que pauta a política nacional desde 1994 e movimenta 70% do eleitorado, ainda não deu sinais de esgotamento.</p>
<p>É por esta polarização que certamente se pautam tanto o QG de Dilma Rousseff quanto os partidários de José Serra. Foi pelo desmonte dela que o governador de Minas Gerais levou, suado, a sucessão municipal em Belo Horizonte. E é nessa toada que tem construído o discurso pós-lulista de suas ambições presidenciais.</p>
<p>Só o pessedismo mineiro explica por que esse discurso destoa menos em Aécio do que em Serra. O PSD de Juscelino Kubitschek que inspira Aécio compunha a base política de Getúlio Vargas, a quem Luiz Inácio Lula da Silva é costumeiramente comparado.</p>
<p>Ao contrário dos liberais paulistas, que chegaram a fazer guerra contra a legislação trabalhista, explica Guimarães, os mineiros nunca encamparam um discurso radicalmente antiestatal.</p>
<p>A concentração financeira em São Paulo e a decadência da Praça Sete de Setembro, antigo centro bancário de Belo Horizonte, cunhariam as duas faces de uma mesma moeda.</p>
<p>São Paulo se desenvolveria sob a aliança entre o capital financeiro e industrial enquanto Minas continuaria a contar com a forte presença estatal para alavancar os investimentos estaduais.</p>
<p>É sob esta luz de popa que urge observar a posição do governador mineiro nesse imbróglio que envolve a Vale. O governador era líder do PSDB na Câmara quando fechou com seu partido em defesa dos leilões de privatização da empresa.</p>
<p>Uma crise mundial e um pré-sal depois, o discurso de Aécio está mais nacionalista. Fecha com o governo federal no modelo de partilha e busca tirar proveito da mudança na legislação para obter royalties mais gordos ao Estado na exploração dos minérios. Tenta dobrar os empresários do setor pela moderação, a contrastar com o mando petista.</p>
<p>Esta semana, Aécio recebeu Roger Agnelli no Palácio da Liberdade. Na foto posada, cobranças mútuas. Aécio por investimentos da Vale e Agnelli pelo empenho do Estado no desfazimento dos percalços ambientais.</p>
<p>A portas fechadas, encontraram-se ali um presidenciável com um discurso mais próximo da Casa das Garças do que dos fundos de pensão e um executivo por estes premido. Horas depois, Aécio e Lula seriam flagrados num registro fotográfico de discreto entrevero &#8211; &#8220;Não acredite em tudo o que vê pela janela basculante&#8221;, diria Aécio negando desentendimentos.</p>
<p>Para vingar, o pós-lulismo de Aécio &#8211; estatismo mitigado de um liberal mineiro &#8211; já incensada pela postulação de Ciro Gomes, ainda precisaria contar com o esvaziamento de Serra, seguido pelo de Dilma.</p>
<p>Na oposição, cresce a hipótese de que Serra pode vir a optar pela reeleição face a um risco cada vez maior de a candidatura Dilma chegar ao carnaval em condição de empate técnico.</p>
<p>O risco é agravado pela perspectiva de o comando do Estado cair nas mãos de Geraldo Alckmin, uma opção que não agrada ao PSDB de Serra e, desde os entreveros da sucessão paulistana, nem ao DEM de Gilberto Kassab.</p>
<p>A outra condição para Aécio emplacar &#8211; o esvaziamento da candidatura Dilma &#8211; é mais incerta. Além de manter os partidos aliados sob relativo controle, todos os indicadores da economia &#8211; do emprego às reservas cambiais &#8211; lhe servem de cabos eleitorais. É mais do que improvável que o principal deles &#8211; um presidente da República aprovado por 80% do eleitorado &#8211; seja incapaz de levar sua candidata ao segundo turno.</p>
<p>Ainda que derrotado, Aécio seria vitorioso numa disputa contra Dilma. Dela sairia como líder da oposição. Dezoito anos mais velho, duas vezes candidato derrotado à Presidência e com o Palácio dos Bandeirantes entregue de bandeja ao fogo amigo, Serra não poderia reivindicar a mesma posição.</p>
<p><strong>Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail mcristina.fernandes@valor.com.br</strong></p>
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		<title>&#8220;Serra vai ganhar guerra de biografias&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 11:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ana Paula Paiva / Valor

González recorda debate de 2006: &#8220;Saí festejado, mas foi desastroso. Alckmin colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso&#8221;
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Luiz González, 56 anos, paulistano, neto de espanhóis da Galícia, deverá ser o principal estrategista da campanha do governador de São Paulo, José Serra, a presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Ana Paula Paiva / Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002362/imagens/foto_13pol-gonzales-a9.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em>González recorda debate de 2006: &#8220;Saí festejado, mas foi desastroso. Alckmin colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso&#8221;</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Luiz González, 56 anos, paulistano, neto de espanhóis da Galícia, deverá ser o principal estrategista da campanha do governador de São Paulo, José Serra, a presidente em 2010. É o marqueteiro preferido dos tucanos paulistas. Sua ascensão no marketing político foi concomitante à consolidação do PSDB no governo estadual. Já se vão 15 anos desde que fez a campanha de Mário Covas, em 1994, mesmo ano em que trabalhou para Serra, que disputava o Senado. Quatro anos depois, ajudava Covas a se reeleger. Em 2000, perdeu com Alckmin na prefeitura, mas o fez governador dois anos depois. Voltaria a trabalhar para Serra na campanha à prefeitura em 2004 e ao governo do Estado em 2006, quando atuou para Alckmin na disputa presidencial. No ano passado, elegeu Gilberto Kassab (DEM) prefeito.</p>
<p>Foi em sua agência Lua Branca, detentora de contratos de publicidade tanto com a Prefeitura de São Paulo quanto com o governo paulista, que ele recebeu o Valor para uma entrevista, explicitou sua estratégia que, a exemplo do governo, é de polarização entre Serra e Dilma &#8211; &#8220;Só que o embate não vai ser entre Lula x FHC, mas entre a biografia de um realizador e a de uma desconhecida&#8221;. A seguir, trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Valor: O senhor não teme a transferência de votos de Lula para Dilma?</strong></p>
<p>Luiz González: Aqui em São Paulo ou em Caetés (cidade pernambucana em que Lula nasceu)? Em Caetés haverá mais. A pergunta é: quanto Lula vai transferir nos lugares onde a informação é menos variada, chega mais devagar e as pessoas dependem mais do Estado? Quanto isso pesa mais do que a admiração que as pessoas possam ter por um cara como o Serra e a expectativa de que com ele o lugar onde o eleitor vive melhora? Lula fez campanha para Marta. Foi para o palanque e resultou em quê? Nada. Não levantou meio ponto porque o eleitor aqui é atento.</p>
<p><strong>Valor: Mas e no resto do país?</strong></p>
<p>González: Alckmin era desconhecido nacionalmente, enfrentava um mito que tinha disputado as cinco últimas eleições e que havia feito um governo em que a economia ia bem. Agora está invertido. A Dilma é desconhecida, o Serra é mais conhecido e tem mais biografia. Dilma precisa mostrar o que o governo fez. Pode subir até certo ponto, mas para subir para valer tem que expor a pessoa.<br />
<strong><br />
Valor: Foi a privatização que derrotou o Alckmin?</strong></p>
<p>González: Eu nunca saí de um estúdio tão festejado como naquele dia do debate da Bandeirantes. Não só os políticos mas também os coleguinhas. E eu sabia que tinha dado errado. Tinha falado pra ele: não faz isso. Foi ali que ele perdeu a eleição. Colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso. O público fala: &#8216;Quem é esse cara? Tô desconhecendo&#8217;. E teve também a reação do Lula no segundo turno. Fez a famosa reunião no Palácio do Planalto com 17 ministros, despachou um para cada Estado e escalou quatro para aparecerem no &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, &#8220;Jornal Hoje&#8221;, &#8220;Jornal Nacional&#8221; e &#8220;Jornal da Globo&#8221;. Várias entrevistas do PT metendo a ripa no Alckmin e do nosso lado ninguém. O Tasso (Jereissati) estava no interior do Ceará, o Sérgio Guerra, em Pernambuco, o César Maia sumiu. Consegui o Heráclito Fortes para dar uma coletiva. Se você dá uma entrevista às 15h eu tenho que dar outra às 15h30. Esse é o jogo. E o nosso foi um desastre.</p>
<p><strong>Valor: A força do Lula no Nordeste também não foi decisiva?</strong></p>
<p>González: Não foi apenas no Nordeste. Uma grande derrota que ele sofreu foi no Amazonas. Perdemos em Minas, que tem 10 milhões de eleitores, por 1 milhão de votos. No Amazonas, que tem 2 milhões, perdemos por 900 mil votos. Amazonas virou Minas, que é o terceiro colégio eleitoral do país, porque os dois candidatos da base do Alckmin, Arthur Virgílio e Amazonino Mendes, brigaram o tempo todo e nenhum deles conseguiu defender o candidato da acusação de que ele acabaria com a Zona Franca.<br />
<strong><br />
Valor: Em 2010, o comando de Lula sobre a campanha não fará a diferença?</strong></p>
<p>González: Uma coisa é o Lula outra é essa mulher [Dilma] que ninguém sabe de onde veio. Estou colocando como caricatura o discurso, mas no fundo é o seguinte: será que as pessoas estão dispostas a aguentar o PT mais quatro anos sem o Lula? Sem o Lula ficam só os Waldomiros [Waldomiro Diniz, ex-assessor do Planalto flagrado em vídeo recebendo propina]. O Lula foi preservado nessa coisa toda, e sem ele como é que fica?</p>
<p><strong>Valor: O senhor aposta numa campanha pela biografia, mas não acha que o governo vai se pautar por temas como Bolsa Família, crédito popular, valorização do salário mínimo?</strong></p>
<p>González: Mas para cuidar disso aí você prefere esse cara aqui ou essa mulher [Dilma] que ninguém conhece? Tudo isso vai continuar e vai melhorar porque onde esse cara [Serra] põe a mão dá certo. Veja só, como ministro: 300 hospitais reformados. Como deputado: tirou o seguro-desemprego do papel. Como ministro da Saúde: fez os genéricos. Como governador: fez três vezes mais metrô que todo mundo. Onde ele põe a mão dá certo. Vai dar certo com aposentadoria, com salário mínimo, água encanada porque ele é um realizador, tem credibilidade, melhora a vida das pessoas por onde passa. E do lado de lá? Quem é? Ninguém sabe.</p>
<p><strong>Valor: E o PAC e o pré-sal?</strong></p>
<p>González: Eles vão mostrar o PAC, nós vamos mostrar que o PAC não existe. Está tudo parado. A vantagem da campanha política é que o contraditório é exercido todos os dias. Cada um fala o que quer, ouve o que não quer e o eleitor julga. Por isso a campanha não é publicitária, é jornalística. Quanto tem para o pré-sal? São 5 bilhões de barris a US$ 40 dólares o barril. US$ 200 bilhões. Por que não põe US$ 100 bilhões na saúde agora? Ah, não existe? Pensei que tivesse. Não estão falando que a Petrobras está sendo capitalizada com 5 bilhões de barris?<br />
<strong><br />
Valor: A aposta, então, é que na disputa entre biografias o Serra leve?</strong></p>
<p>González: O Serra é o favorito, tem grandes chances de ganhar. A Dilma passou a ter problemas com a entrada do Ciro [Gomes] e da Marina. Será uma surpresa se ela decolar. O governo acha que vai ser um plebiscito Lula versus não-Lula, ou Lula versus FHC, mas nós não vamos deixar. Não é isso. É a biografia do Serra contra a da Dilma. E daí o nosso japonês é melhor do que o japonês dos outros. Serra foi deputado constituinte, senador, secretário de Estado, ministro duas vezes, prefeito, governador. Tudo o que ele fez alicerça o que vai prometer. Isso dá credibilidade, confiança. E é uma figura nacional.<br />
<strong><br />
Valor: Como contrabalançar o Norte e o Nordeste?</strong></p>
<p>González: Uma questão central na campanha é que Serra não pode perder Sul e Sudeste. Não é à toa toda essa movimentação em São Paulo. Eles não são trouxas, precisam de alguém que tire votos do Serra aqui. Uns cinco, seis pontos. Todo esse jogo com o [Gabriel] Chalita é entre PSB e PT porque tem que tirar uns 4 milhões de votos do Serra aqui. O Nordeste é fundamental, é importante, mas acho que nunca se pode perder suas cidadelas. O negócio é que não se pode perder de muito lá e ganhar bem aqui. Serra é tido no Nordeste como o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve.</p>
<p><strong>Valor: O PMDB é crucial?</strong></p>
<p>González: Se o PMDB for para o governo nos prejudica bastante porque tempo de TV é importante.</p>
<p><strong>Valor: O fato de o PMDB ter as maiores bancadas no Congresso e o maior número de prefeitos não é importante também?</strong></p>
<p>González: Não. Isso não é garantido, pois ninguém sabe se eles vão ajudar mesmo. Alguns só ajudam se receberem recurso material, outros até ajudam adversários. O PMDB de Pernambuco é diferente do de Goiás, que é diferente do Rio. Há a possibilidade remota, mas existente, de eles fecharem com o Serra. Aí nossa chance aumenta muito. A possibilidade em que acredito: o PMDB não vai para ninguém. Aí zera e a eleição fica polarizada entre Serra e Dilma. Mas até o início da campanha ela vai sofrer com matérias que ela não emplaca. Alguém do PT em off criticando, dizendo que o gênio dela é ruim, que ela briga com todo mundo. Só bastidores. Ela vai sofrer com isso.</p>
<p><strong>Valor: E o Ciro?</strong></p>
<p>González: Não emplaca. Primeiro porque não vai ter tempo de TV. Vai ter PSB e mais o tempo igualitário, que vai dar uns dois minutos e meio. Sabe qual a leitura do público? ´Aquele pequenininho lá não vai governar porque não consegue agregar. Tem dois que são pra valer e dois nanicos´. Segundo porque ele é verborrágico e alguém vai provocá-lo. Pode ser o Serra ou até mesmo a Dilma, porque pode se travar uma disputa entre ela e o Ciro pelo segundo lugar. Para nós é o melhor cenário. Isso se o Ciro não tiver cometido nenhum deslize verborrágico, o que eu não acredito.</p>
<p><strong>Valor: E a Marina?</strong></p>
<p>González: É uma candidata interessante, bacana, com história bacana, com aura de seriedade. A única coisa que a prejudica neste momento é o pouco tempo de TV. É pouco para expor as ideias, convencer, seduzir e apaixonar. O eleitor também avalia a capacidade de fazer alianças pelo tempo de TV. A tradução do pouco tempo é esse: o cara não tem força. Ela tende a murchar também.</p>
<p><strong>Valor: Aqui em São Paulo o PSDB faz sucessor sem atropelos?</strong></p>
<p>González: São Paulo sempre é uma eleição complicada. É um lugar com opinião pública forte, gente informada, urbanizada, antenada. Mas acho difícil para a oposição mesmo porque não sei quem é o candidato.</p>
<p><strong>Valor: O Palocci pode ser competitivo em São Paulo?</strong></p>
<p>González: Será um erro se ele sair. Tem uma série de coisas de quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto que ainda não foram resolvidas, assim como o caso do caseiro Francenildo que também não foi resolvido na opinião pública.</p>
<p><strong>Valor: E a disputa entre os tucanos? Alckmin lidera as pesquisas, mas o meio político prefere Aloysio Nunes Ferreira, com dois pontos nas pesquisas. É difícil alavancar o Aloysio?</strong></p>
<p>González: Você pergunta o que é mais difícil, não a minha preferência. Mesmo porque, essa é uma questão partidária e não me caberia opinar. Mas é óbvio que é mais difícil pegar alguém com 3 ou 5 pontos e lutar morro acima para levar a 20, 25 pontos e forçar o segundo turno do que pegar um candidato com 50 pontos, ex-governador do Estado.</p>
<p><strong>Valor: O que é mais determinante ao voto?</strong></p>
<p>González: Tem uma tese do professor João Albuquerque, da USP, defendendo que 15% votam por identificação, o mesmo percentual, por oposição e 70% por expectativa de benefício futuro. A questão central é como se cria uma identificação com o candidato e se desperta no eleitor a confiança de que ele é capaz de melhorar sua vida.</p>
<p><strong>Valor: A internet vai ser importante em 2010?</strong></p>
<p>González: A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.</p>
<p><strong>Valor: Por que?</strong></p>
<p>González: Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios &#8211; 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.</p>
<p><strong>Valor: Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?</strong></p>
<p>González: Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.<br />
<strong><br />
Valor: O que o senhor achou da reforma eleitoral recém-aprovada?</strong></p>
<p>González: Lamentável. O Congresso perdeu a oportunidade de limpar as regras eleitorais, de deixar o pleito mais livre. Por exemplo: não se pode usar imagem externa nas inserções ao longo da programação, nos comerciais. Mas se pode usar imagem externa nos programas grandes, em bloco. Qual o motivo?</p>
<p><strong>Valor: Quais são os outros problemas da reforma?</strong></p>
<p>González: A reforma instituiu um &#8220;liberou geral&#8221; nas coligações. Agora é possível, na mesma circunscrição eleitoral, fazer coligações que se contradizem. Essa emenda do &#8220;liberou geral&#8221; para as coligações atende a estratégia governista. Nos últimos anos, prevaleceu a norma que impedia o uso de um espaço eleitoral no rádio e na TV por um candidato a outro cargo. Mesmo assim, em 2006 Lula &#8220;invadiu&#8221; grande parte das campanhas estaduais, principalmente onde o candidato a governador do PT era fraco. Foi parcialmente punido por isso, com perda de tempo de TV. Nem todas as &#8220;invasões&#8221; foram descobertas a tempo de se acionar o TSE. Na eleição de 2010, as campanhas estaduais estão autorizadas a veicular &#8220;imagem e voz&#8221; do candidato a presidente, ou de militante político nacional. Traduzindo: é a licença para Lula e Dilma&#8221; invadirem&#8221; os tempos de propaganda de candidatos a governador, senador e deputados. Vai ser uma festa. Infelizmente, a oposição deixou passar. Vamos ver o que o TSE diz sobre o assunto.</p>
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		<title>Movimentação pró-Aloysio aumenta divisão no partido</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 12:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Principais lideranças do DEM no Estado, como Kassab, trabalham em favor do titular da Casa Civil de Serra

Serra, Goldman, Aloysio


O Estado SP
Nos últimos meses, as movimentações de adeptos da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin e de simpatizantes do chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, criaram tensão no PSDB. O motivo do desconforto são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Principais lideranças do DEM no Estado, como Kassab, trabalham em favor do titular da Casa Civil de Serra</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/noticias/img/serragoldmananuncio4bi.jpg" alt="http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/noticias/img/serragoldmananuncio4bi.jpg" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Serra, Goldman, Aloysio</span></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">O Estado SP</span></h2>
<p>Nos últimos meses, as movimentações de adeptos da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin e de simpatizantes do chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, criaram tensão no PSDB. O motivo do desconforto são as articulações promovidas por tucanos próximos a Aloysio, no interior do Estado, com a ajuda do DEM. As principais lideranças do partido aliado, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, trabalham no bastidor para emplacar o nome do secretário da Casa Civil de Serra.</p>
<p>Discretamente, Aloysio costura uma rede de apoios no Estado. Além do DEM, o chefe da Casa Civil tem garantido o apoio do PMDB, partido ao qual já pertenceu, do PPS e de legendas menores. O ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, não impõe restrições a Alckmin, embora também se dê bem com Aloysio. Mas pesam questões pessoais. Em 2010, Quércia fará coligação com a chapa tucana, ocupando uma das duas vagas para o Senado. Prefere não ter na outra vaga Alckmin. Em conversas reservadas, o comentário é que o Senado será &#8220;ofertado&#8221; ao secretário de Desenvolvimento de Serra, caso ele seja vetado na disputa estadual.</p>
<p>Com a caneta na mão para liberar verbas, Aloysio recebe elogios até de prefeitos da oposição. Nas palavras de um aliado, trata-se de uma &#8220;campanha devastadora&#8221;. Seus índices nas pesquisas, porém, não ultrapassam os 5%. Nos fins de semana, ele viaja pelo interior. Em agosto, ganhou títulos de cidadão benemérito de 12 cidades que compõem a Associação dos Municípios do Vale do Paranapanema.</p>
<p>No dia 26 de setembro, 37 prefeitos, 175 vereadores e integrantes de 64 municípios receberam Aloysio em Taquaritinga. O prefeito José Paulo Delgado Júnior, do DEM, disse que os políticos da região estão envolvidos na candidatura do tucano. &#8220;Ele tem atendido muito os prefeitos. Na classe política, 95% apoiam Aloysio. Alckmin era um grande governador, mas está mais descentralizado, e Aloysio tem poder para decidir as coisas.&#8221; A ideia, disse Delgado, é fazer vários encontros entre prefeitos do DEM e Aloysio, até o fim do ano, para fortalecer sua pré-candidatura.</p>
<p>O deputado Walter Ihoshi (DEM-SP), da região de Marília, afirmou que percebe entre os prefeitos muito entusiasmo com Aloysio. &#8220;É um grande nome&#8221;, insistiu. &#8220;Se dependesse dos prefeitos, já estaria eleito.&#8221;</p>
<p>Os discípulos de Aloysio garantem que, caso a disputa chegue à convenção, ele leva a maioria dos votos. Alckmistas rebatem: juram que o ex-governador tem 90% de apoio dos delegados no Estado.</p>
<p>Aloysio conta com a simpatia de Serra, mas amigos do governador garantem que o pragmatismo falará mais alto na hora da escolha do concorrente. &#8220;Para impedir a candidatura do Alckmin, Serra teria de fazer um banho de sangue no PSDB de São Paulo&#8221;, diz um ministro do governo Lula. Se Aloysio não entrar no páreo, deverá ser um dos coordenadores da campanha de Serra. Ele não tem interesse em disputar novamente a Câmara.</p>
<p>O secretário-geral do PSDB estadual, César Gontijo, minimiza o confronto. &#8220;Não temos o direito de perder tempo com disputas paroquiais. A energia precisa ser focada na indicação de Serra para a Presidência. São Paulo tem de passar para o Brasil um clima de harmonia&#8221;.</p>
<p>Pelo menos está acertado que a escolha do candidato a governador sairá no começo do ano que vem. Primeiro, será batido o martelo sobre a cadeira presidencial. O argumento é que Serra não pode indicar o sucessor agora, pois encurtaria seu governo e sinalizaria para o mineiro Aécio Neves, o outro postulante do PSDB ao Planalto, a definição de seu destino.</p>
<p>Em tese, o governador paulista pode disputar a reeleição. Mas, por enquanto, trata-se apenas de uma tese.</p>
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		<title>&#8221;Exilado&#8221; no PSDB, Alckmin reage ao fogo amigo e busca se fortalecer</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 12:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretário de Serra foi convencido de que precisa agir rápido para firmar candidatura ao governo de São Paulo
Caio Guatelli / Folha Imagem

José Serra, entre Alckmin e Aloysio


Julia Duailibi e Vera Rosa &#8211; O Estado SP
Alvo de fogo amigo no ninho tucano, o pré-candidato do PSDB ao governo paulista Geraldo Alckmin decidiu mudar a estratégia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Secretário de Serra foi convencido de que precisa agir rápido para firmar candidatura ao governo de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Caio Guatelli / Folha Imagem<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002352/imagens/foto_28pol-alckmin-a11.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em>José Serra, entre Alckmin e Aloysio</em></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julia Duailibi e Vera Rosa &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Alvo de fogo amigo no ninho tucano, o pré-candidato do PSDB ao governo paulista Geraldo Alckmin decidiu mudar a estratégia de campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Mantido numa espécie de exílio político, o secretário estadual de Desenvolvimento, líder das pesquisas de intenção de voto em São Paulo, trabalha agora para se reaproximar do PSDB, diminuir a resistência interna e consolidar seu nome na corrida, com a chancela do governador José Serra.</p>
<p>Aliados de Alckmin identificaram adversários, principalmente no DEM, que tentam &#8220;vender&#8221; sua imagem como a de um homem isolado. Tudo com o objetivo de amarrar o PSDB ao secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, outro postulante à cadeira de Serra. Munido desse diagnóstico, o ex-governador foi convencido de que é preciso agir rápido para neutralizar o bombardeio na seara tucana.</p>
<p>De temperamento discreto e sem tino para articulação política, Alckmin entrou na operação para fortalecer seu nome. &#8220;Estou saindo do período sabático, mas continuo na fase paz e amor&#8221;, anunciou. Apesar de contar com até 60% das intenções de voto, segundo pesquisas contratadas pelo partido, ele coleciona desafetos no PSDB e seu relacionamento com Serra, candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é apenas protocolar.</p>
<p>Disposto a mostrar serviço, Alckmin atuou pessoalmente, nas últimas semanas, para levar filiados ao PSDB. Foram 12 adesões que renderão candidatos a deputados federal e estadual. Além disso, ele tentou organizar reunião com a bancada paulista do PSDB na Câmara. Foi desaconselhado, sob o argumento de que ali prevalece o racha. Passou, então, a chamar parlamentares para conversas em seu escritório. A todos apresenta o mesmo script: uma dúzia de pesquisas, feitas por prefeitos, nas quais desponta como favorito na disputa.</p>
<p>Numa sinalização bem recebida por alckmistas, Serra delegou ao ex-governador a tarefa de representá-lo na filiação da deputada Rita Camata (ex-PMDB) ao PSDB, no último dia 30. Alckmin deixou a discrição de lado e desembarcou em Vitória (ES) acompanhado de oito deputados paulistas, que formam sua &#8220;tropa de choque&#8221;.</p>
<p>O secretário de Serra sofreu dois revezes, nas últimas semanas, que o ajudaram a sair da toca: o desembarque do PSDB de seu afilhado político Gabriel Chalita &#8211; vereador mais votado do País, que migrou para o PSB &#8211; e a filiação do deputado Geraldo Vinholi, ex-PDT, costurada à sua revelia. O parlamentar, que operou na Assembleia Legislativa contra Alckmin, quando ele era governador, chegou ao PSDB dizendo se identificar &#8220;com Serra e Aloysio&#8221;. Alckmin se sentiu desrespeitado.</p>
<p>LULÉCIO &#8211; DILMIN</p>
<p>Ele também ficou bastante irritado ao perceber o movimento pró-Aloysio organizado com o apoio do DEM. A temperatura entre &#8220;alckmistas&#8221; e &#8220;aloysistas&#8221; subiu tanto nos últimos meses que adversários dos tucanos já apostavam, em tom de galhofa, em comitês conjuntos entre Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão de Lula, e Geraldo Alckmin, em 2010.</p>
<p>A distorção, batizada de &#8220;Dilmin&#8221;, foi inspirada na eleição de 2006, quando apareceram em Minas os comitês &#8220;Lulécio&#8221;, numa referência a Lula &#8211; então candidato à reeleição &#8211; e ao governador Aécio Neves, que também concorria ao segundo mandato. Aliados de Alckmin chegaram a identificar uma assessora do Palácio dos Bandeirantes que, ao marcar cerimônias do governo, pedia aos prefeitos apoio a Aloysio.</p>
<p>Empenhado em desfazer a imagem de político que cria atritos &#8211; em 2006 ele desafiou Serra e saiu candidato à Presidência e, no ano passado, disputou a eleição contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), aborrecendo o governador -, Alckmin afirma agora estar disposto a ajudar o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a montar palanques para a campanha tucana ao Planalto.</p>
<p>&#8220;Eu tive muita aliança e pouco apoio. Sei que isso precisa ser construído&#8221;, admitiu o ex-governador, neoadepto da técnica de Pilates, que passou a praticar duas vezes por semana com os vizinhos de prédio.</p>
<p>Guerra tenta jogar água no confronto entre Alckmin e Aloysio. &#8220;Nós estamos trabalhando para unir o partido&#8221;, disse ele. Na prática, apesar do discurso pacificador, a rede de intrigas preocupa a cúpula do PSDB. O Estado, maior colégio eleitoral do País, terá influência decisiva na sucessão de Lula em 2010. A avaliação é que qualquer turbulência em São Paulo pode prejudicar a eleição de Serra, que deve enfrentar difícil campanha contra Dilma.</p>
<p>Na tentativa de mostrar sintonia com a direção do PSDB, Alckmin irá a Goiás, na semana que vem, e à Bahia, no começo de novembro. Nas duas viagens, ele participará dos encontros nacionais do PSDB para debater temas como emprego e segurança, que rendem votos.</p>
<p>Além de &#8220;tourear&#8221; os aliados de Aloysio, o ex-governador também está de olho no deputado Antonio Palocci, possível candidato do PT à sucessão de Serra. Não parece acreditar que Ciro Gomes (PSB-CE) vá encarar a empreitada em São Paulo. Alckmin e Palocci são médicos. Quando o petista era ministro da Fazenda, confidenciou ao tucano que, se voltasse no tempo, gostaria de ser psiquiatra. Foi então que Alckmin lhe deu o livro Curar &#8211; o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise, escrito por David Servan Schreiber. Um livro que trata das emoções e, no diagnóstico dos alckmistas, vale para qualquer campanha.</p>
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