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	<title>Blog do Favre &#187; Aldo Rebelo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Esquerda: uma armação limitada</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 15:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Rosângela Bittar &#8211; VALOR
Numa rápida conversa, ontem, em seu gabinete, minutos antes de discursar em sessão solene de registro dos 100 anos da morte do escritor Machado de Assis, o que fez sem preparação prévia pois é assunto que conhece profundamente, o deputado Aldo Rebelo, um dos principais políticos do bloco de esquerda que integra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.vermelho.org.br/museu/principios/figu71/aldo2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.vermelho.org.br/museu/principios/figu71/aldo2.jpg" width="306" height="388" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Rosângela Bittar &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Numa rápida conversa, ontem, em seu gabinete, minutos antes de discursar em sessão solene de registro dos 100 anos da morte do escritor Machado de Assis, o que fez sem preparação prévia pois é assunto que conhece profundamente, o deputado Aldo Rebelo, um dos principais políticos do bloco de esquerda que integra a aliança do governo Lula, traçou o perfil da ação que deve orientar os passos do seu grupo a caminho da sucessão presidencial. Ou seja, como serão ensaiados os passos de um bom número de partidos que já vinham marcando seus sinais particulares, desde três anos atrás, tendo como último fato as eleições municipais de 2008.</p>
<p>Estas eleições não significaram, ao contrário de avaliações que podem ter se precipitado a partir da experiência em São Paulo, uma rasteira para o bloquinho, em geral, e para Aldo, em particular. Ele vinha construindo uma candidatura a prefeito da capital, a partir de uma concepção de fortalecimento político da esquerda e do bloco que reúne PCdoB, PSB, PDT e PRB. Teve que recuar, por instâncias do presidente Lula, para uma candidatura a vice-prefeito, na chapa derrotada de Marta Suplicy, numa campanha em que acabou aparecendo pouco e os partidos que o apoiaram menos ainda. Ele próprio não achava esta a melhor solução, mas as quatro legendas a que estava ligado, na pré-candidatura a prefeito, evoluíram para a composição com o PT, que acabara isolado depois de recusar estas históricas parcerias.</p>
<p>Fora São Paulo, e até mesmo neste caso específico, porque permaneceu unido e não se fragmentou como outros partidos, o bloquinho, segundo a análise de Aldo, saiu-se muito bem. As eleições municipais levaram estes partidos a serem o segundo grupo em número de vereadores, só perdendo para o PMDB, mesmo assim por pouco. O bloco conseguiu ainda cerca de 15 milhões de votos, mais de 700 prefeitos, e prestígio em regiões inteiras, como no Nordeste.</p>
<p>&#8220;A eleição para prefeito é necessariamente fragmentária, ela impõe um movimento de dispersão&#8221;, afirma Aldo. E foi, ao seu ver, o que aconteceu, com praticamente todos os partidos. O PMDB saiu forte da disputa, se for considerado isoladamente, mas viu naufragar, inclusive, a principal aposta política que fez pós- 2006, que foi a aliança de centro-esquerda com o PT, que resultou na eleição de um petista para a presidência da Câmara, em troca do revezamento com os pemedebistas, ano que vem. Esta aposta incluía a união interna do PMDB para ampliação dos seus espaços no governo Lula. Tudo combinado para dar frutos em 2008, mas o fracasso da empreitada foi total, em todo o Brasil, havendo uma ou outra exceção, muito sofrida, a confirmar a regra, como foi o caso da capital de Goiás, Goiânia, onde a aliança PT-PMDB subsistiu por apenas um voto.</p>
<p>O PSDB, na avaliação de Aldo, saiu das municipais com menos prefeitos do que entrou e, em São Paulo, ficou fora das mais importantes cidades. O DEM, praticamente desapareceu do país, opina. Assim, crê que o desempenho da esquerda nas eleições de 2008, na comparação, foi muito bom.</p>
<p>Agora cuidam os partidos do bloco de armar o futuro, porque até sob este ponto de vista as eleições municipais não foram pródigas para muitos. José Serra, governador de São Paulo, saiu delas como um candidato forte de partidos frágeis, no ponto de vista que Aldo, hoje, traduz. &#8220;É um candidato das forças de oposição à espera de um adversário&#8221;, resume. Aécio Neves, nesta análise, saiu enfraquecido, a não ser que vá para o PMDB, transferência que continua claramente nas suas cogitações. A ministra Dilma Rousseff, apontada como candidata do presidente Lula e do PT é, até o momento, &#8220;uma incógnita&#8221;.</p>
<p>Isto porque, na opinião do líder de esquerda, o candidato se revela a partir do momento que as pessoas o percebem como candidato, em que deixa notar os traços de sua personalidade, suas aptidões, que vão se revelar na campanha. &#8220;O que era o Obama? Foi a campanha que o revelou&#8221;, afirma, sobre o presidente eleito dos Estados Unidos.</p>
<p>O candidato a suceder Lula, nesta perspectiva da esquerda, pode, sim, ser do PT. Mas também pode não ser, pode ser do próprio bloquinho. Ciro Gomes, por exemplo, é um nome, que já demonstrou suas potencialidades e limites, está afastado da política no momento, levou uma refrega nas municipais, mas se tiver uma oportunidade, volta à cena. Outra hipótese para a esquerda é construir uma alternativa de unificação do PT e do bloco, &#8220;mas não podemos transformar isto em cláusula pétrea&#8221;, diz Aldo, provando que tudo está, de novo, em aberto.</p>
<p>O tempo certo de engajar-se nesta construção será determinado, na sua opinião, por dois fatos concretos. &#8220;A esquerda tem que se armar na apreciação da crise, e é o que está fazendo, em estudos e seminários internos. O bloco tem uma posição segundo a qual a crise não pode ser enfrentada com a redução de investimentos e desprezo pelo mercado interno&#8221;, assinala.</p>
<p>Para Aldo Rebelo, a crise é que vai definir o que será 2010 para Lula, para a base do governo, para os governadores dos partidos aliados. O segundo aspecto desta armação do futuro é a posição a ser adotada diante da eleição para a Mesa da Câmara. O bloco tem o compromisso de ter posição conjunta, mas também aqui não há cláusula pétrea nem sinal ainda de decisão, o que só deverá ocorrer em meados de janeiro.</p>
<p>Tanto pode a esquerda lançar candidatura própria &#8211; o nome do deputado Miro Teixeira, que se revela um especialista em legislação eleitoral e em Legislativo, entrou na roda &#8211; ou definir apoio a Ciro Nogueira, ou até ficar com orientação de Lula, embora, pessoalmente, ele vá apoiar Ciro Nogueira (PP), por quem foi apoiado quando disputou contra a aliança PT-PMDB.</p>
<p>A única real dificuldade que se coloca para a opção dos partidos, na avaliação de Aldo, será uma solução que entregue ao PMDB o comando das duas Casas, Câmara e Senado. &#8220;Fechar o círculo nas duas pontas, ficando tudo com o PMDB, das decisões sobre Medidas Provisórias, sobre crédito, às emendas à Constituição, ensejará uma insegurança muito forte entre os deputados e os partidos&#8221;.</p>
<p><strong>Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Alckmin defende investigação no metrô</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2008 16:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ex-governador chama para si responsabilidade pela gestão de Covas e promete pacote para o trânsito


DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO
Questionado sobre supostas  irregularidades no metrô durante a gestão de seu antecessor, morto em 2001, Alckmin  disse que &#8220;toda a responsabilidade do governo Mario Covas é  minha também&#8221;. Leia a seguir:
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ex-governador chama para si responsabilidade pela gestão de Covas e promete pacote para o trânsito</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/alckmin-defende-investigacao-no-metro/5118/" rel="attachment wp-att-5118" title="alckmin_pensativo.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/alckmin-defende-investigacao-no-metro/5118/" rel="attachment wp-att-5118" title="alckmin_pensativo.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/alckmin_pensativo.jpg" alt="alckmin_pensativo.jpg" height="466" width="353" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>Questionado sobre supostas  irregularidades no metrô durante a gestão de seu antecessor, morto em 2001, Alckmin  disse que &#8220;toda a responsabilidade do governo Mario Covas é  minha também&#8221;. Leia a seguir:</p>
<p><center> <img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /></p>
<p align="left"><font size="3"><em><strong>FOLHA &#8211; O que o sr. pensa de uma  chapa Marta-Erundina? Negocia  alianças?<br />
ALCKMIN </strong></em>- Política não é questão de gênero. Tenho muito  respeito pela Erundina [PSB].  É lógico que nós gostaríamos  de ter o chamado bloquinho do  nosso lado, mas, enfim, vamos  aguardar. Eu não tenho insistido muito nisso porque me parece que eles pretendem ter  candidato próprio, e eu respeito. Caso contrário, nós gostaríamos de contar com eles.<em><strong>FOLHA &#8211; E o acordo DEM-PMDB?<br />
ALCKMIN </strong></em>- Não vejo nenhum  problema. É importante destacar que política não é só marketing, tempo de TV. É projeto.<em><strong>FOLHA &#8211; O sr. teme ficar sem recursos para a campanha?<br />
ALCKMIN </strong></em>- O mínimo é necessário, claro. Pretendo fazer uma  campanha despojada, absolutamente franciscana.<em><strong>FOLHA &#8211; Como resolver o problema  do trânsito na capital?<br />
ALCKMIN </strong></em>- Quando você tem uma situação muito grave, não há apenas uma proposta. Estive em Curitiba, fiz uma palestra e fiquei só estudando transporte. E no começo de junho vou a Bogotá, que também tem iniciativas importantes. Estou chamando especialistas. Pretendemos apresentar 40 medidas.</font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="3"><em><strong>FOLHA &#8211; PT o acusa de ser o governador que menos ampliou o metrô.<br />
ALCKMIN </strong></em>- O PT não vai nos elogiar. Eu entreguei a linha 5 do  metrô, todas as estações de Capão Redondo até Santo Amaro.  Na linha 2, entreguei as estações Chácara Klabin e Imigrantes e deixei a Ipiranga praticamente pronta. A linha 4 é a  grande obra, a amarela, a mais  importante, a da integração.  Deixei a obra licitada, contratada, com financiamento e parceria público-privada.</font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="3"><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acompanha as investigações de supostas irregularidades no metrô durante os anos 1995  e 2003, em que estava no governo?<br />
ALCKMIN </strong></em>- Toda a responsabilidade do governo Mario Covas é  minha também. Isso é uma  continuidade, é governo do  PSDB. Se é do PSDB, não tem  distinção. Eu nunca tinha ouvido falar nisso. Entendo que, se  houver um fato concreto, ele  deve ser apurado rigorosamente, rigorosamente, somos os  mais interessados nisso.</font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="3"><em><strong>FOLHA &#8211; Pode-se pôr a mão no fogo  e dizer que não há irregularidade?<br />
ALCKMIN </strong></em>- Não, mas até agora  você não tem nenhum fato.  Nunca tive o menor conhecimento em relação a isso.</font></p>
<p></center></p>
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