09/07/2008 - 11:02h Erundina anuncia apoio a Marta

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Cristiane Agostine - VALOR

Ex-prefeita e uma das fundadoras do PT, a deputada federal Luiza Erundina (PSB) declarou ontem apoio à candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e defendeu a extensão da aliança entre o PT e os partidos do bloco de esquerda para 2010. “Marta, conte comigo”, discursou a ex-petista, que se desligou da sigla em 1997.

Depois de receber homenagens de petistas em um seminário sobre habitação organizado pelo partido, Erundina demonstrou que estava satisfeita com o apoio do PSB, juntamente com o PDT e PCdoB à Marta. “A composição das forças democráticas e populares em torno da tua candidatura (de Marta Suplicy), de um projeto para São Paulo, sem dúvida nenhuma tem uma dimensão política, tem um componente político que vai para além de 2008. Transborda para 2010 e politicamente marca o processo político nacional”, disse.

“Eu discutia, eu defendia que aqueles partidos que compõe o chamado bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) estivessem em uma aliança com o PT, com Marta, para que se pudesse configurar um outro campo político ideológico”, discursou a deputada. Na eleição passada, Erundina não apoiou Marta no primeiro turno e saiu candidata.

Ontem, Erundina foi muito aplaudida por uma platéia de cerca de 400 pessoas, composta por militantes petistas, lideranças de movimentos sociais, políticos e estudantes. Marta Suplicy elogiou as ações da hoje socialista e lembrou das dificuldades enfrentadas quando Erundina foi prefeita. “Quero lembrar que há 20 anos São Paulo elegeu uma mulher nordestina e do PT”, comentou Marta.

A deputada, visivelmente emocionada, começou seu discurso falando as negociações de seu partido com o PT e depois disse que não “precisava ser vice-prefeita”. “Mas eu queria um governo de esquerda”, explicou. Ela foi convidada para compor a chapa de Marta, mas seu partido não aceitou o cargo de vice. “Estou absolutamente tranqüila e feliz de a decisão ter sido não aquela que eu defendia, mas a mais correta e justa para São Paulo”, ponderou. O vice de Marta é o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB.

Ontem, Marta teve outra boa notícia: por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) acolheu recurso e revogou a decisão de primeiro grau que a multou e à empresa Folha da Manhã, por entender que houve propaganda antecipada em uma entrevista concedida pela petista à “Folha de S.Paulo”. O TRE também cancelou por unanimidade multa contra a Editora Abril, por entrevista à revista “Veja São Paulo”.

Segundo o relator do recurso movido pela “Folha”, desembargador Walter de Almeida Guilherme, as questões citadas na sentença de primeiro grau ficaram “prejudicadas” depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar uma nova resolução, modificando a disposição sobre propaganda eleitoral que deu margem para as ações contra veículos de comunicação.

Os ministros do TSE revogaram o artigo 24, que proibia os pré-candidatos de “expor propostas de campanha” antes do início da campanha, e criaram um novo artigo que diz: “Os pré-candidatos e candidatos poderão participar de entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho de 2008″.

Depois do voto do relator, o juiz Paulo Octávio Baptista Pereira fez questão de dizer que também votaria pela retirada da multa mesmo sem a nova resolução do TSE. A entrevista de Marta à “Folha” foi publicada no dia 4 de junho e à “Veja São Paulo” ? , na edição de 4 a 11 de junho. (Com agências noticiosas)

29/06/2008 - 21:15h PT confirma candidatura de Marta em SP e evoca Lula

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Partido usará popularidade do presidente na campanha.
Marta Suplicy terá como candidato a vice o deputado Aldo Rebelo

Roney Domingos Do G1, em São Paulo

O Partido dos Trabalhadores oficializou durante convenção realizada neste domingo (29) a candidatura da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legenda deixou claro que usará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral.

Lula está em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, neste domingo, onde participará de evento na montadora Volkswagen, e não compareceu à convenção petista na capital.

Marta Suplicy terá como vice o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B). A coligação “Uma nova atitude para São Paulo” terá seis partidos: PT, PC do B, PSB, PDT, PTN e PRB. Neste domingo, convenções do PC do B e do PRB confirmaram apoio a Marta.

A convenção do PT, realizada no Expo Barra Funda, registrou a presença de cerca de 2 mil pessoas, de acordo com funcionários do centro de convenções. O local foi enfeitado com balões vermelhos e decorado por banners que serão utilizados na campanha. Uma câmera de TV suspensa por uma grua registrou imagens do evento e do palco fortemente iluminado.

Um dos materiais de campanha tem a seguinte frase: “Marta e Lula. São Paulo com nova atitude”. O jingle com o bordão “Deixa ela trabalhar” tem a letra e música parecido com o utilizado pela campanha de Lula à reeleição em 2006, baseado no refrão “Deixa o Homem Trabalhar.”


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Marta citou o presidente Lula seis vezes em seu discurso de mais de quatro mil palavras. “São Paulo vai mudar porque estamos fortemente unidos. E São Paulo vai mudar da mesma forma que o presidente Lula está mudando o país”, afirmou. Lula e outras lideranças dos partidos do bloquinho participarão da campanha em São Paulo, descrita na convenção como prévia de 2010 entre os partidos “de esquerda” e os partidos de “de direita”.

“Se quiserem derrubar a Marta, terão de passar por cima do presidente Lula”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. “O segundo governo Lula foi muito melhor do que o primeiro. O segundo governo da Marta vai ser muito melhor que o primeiro”, pregou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Dirigente do PSB, o deputado federal Márcio França citou que o bloco de esquerda, o chamado “bloquinho”, decidiu apoiar Marta porque viu chances reais de chegar ao segundo turno e por conta de um apelo pessoal do presidente.

“Tivemos um momento importante de Lula que pediu em nome do governo e em nome dele para que ele [Lula] pudesse estar aqui e pudesse fazer campanha. Também foi importante que o outro lado [PSDB e DEM] tem brigado bastante e a gente quis oferecer um exemplo didático de união”, afirmou França. O presidente Lula havia dito que não faria campanha onde houvesse mais de um candidato da base aliada.

França afirmou que o deputado federal Ciro Gomes e os governadores Eduardo Campos, de Pernambuco, e Cid Gomes, do Ceará, todos do PSB, devem atuar na campanha de Marta. Ele também garantiu que a ex-prefeita Luiza Erundina deverá subir no palanque da petista. Erundina chegou a ser convidada para ser vice de Marta. “Luiza Erundina vai estar na campanha”, afirmou.

O candidato a vice, Aldo Rebelo, destacou que a aliança em torno de Marta é a mesma que sustenta o governo federal. “O leque em torno da Marta é o mesmo leque que sustenta o governo Lula. Quando decidimos unir as nossas forças, isso deve ser registrado como triunfo da política, o único espaço de disputa com as forças que não permitem a inclusão social.”

O presidente do diretório municipal do PT, José Américo, afirmou que a aliança entre os partidos “unificou o movimento sindical na cidade de São Paulo pela primeira vez” e lembrou o presidente: “O Lula lidera uma revolução e precisa de São Paulo na sintonia do presidente.”

Até o PTN, partido que cultua a imagem do ex-presidente Jânio Quadros, lembrou a necessidade de ver Lula na campanha. “Jânio Qudros não se submeteu ao Fundo Monetário Internacional. Lula também não. Ele não privatizou. Pagou a dívida com nosso esforço”, afirmou o presidente do partido, José de Abreu.

O PT apresentou neste domingo um esboço do programa de governo. Marta afirmou que os partidos aliados serão chamados a colaborar com “um macroprograma” ambicioso que vai levar em consideração três pontos: ampliar a inclusão social, sustentar o processo de ascenção da nova classe média e consolidação da classe média já existente.

29/06/2008 - 10:28h “Todos os brasileiros estão numa situação melhor, especialmente os mais pobres”

Novamente em campanha para uma disputa acirrada
 

Daniel Bramatti e Clarissa Oliveira do jornal O Estado de São Paulo fizeram uma excelente entrevista de Marta Suplicy.

A sra. concorda com a avaliação de que o trânsito será questão central da campanha? Como enfrentar o problema?

Acho que esse governo executou muito pouco em relação à saúde e à educação. Mas o trânsito deve provocar um debate mais acirrado, porque é disso que as pessoas estão reclamando. Fizemos 100 quilômetros de corredores e deixamos 200 quilômetros programados. Foram feitos só 7,5. A curto prazo, é preciso recuperar a capacidade de gestão da CET, que está sucateada. O segundo ponto são os corredores. Isso demora um ano e meio para fazer. E a longo prazo é investir em metrô, pois hoje há recurso para fazer.

Por que só agora?

Em 2003, quando poderíamos ter investido na linha 4, não tinha projeto. Nós governamos com poucos recursos. Quando entrei, eram R$ 9 bilhões (Orçamento municipal). Em 2005, eram R$ 15 bilhões, e hoje são R$ 21 bilhões. Os tucanos estão no poder há 16 anos, não podem dizer que o metrô não anda por causa da prefeitura.

Como o presidente Lula participará da campanha?

O presidente só não é unanimidade hoje porque isso não existe em política. Ele desfruta de um prestígio enorme graças à gestão econômica. Todos os brasileiros estão numa situação melhor, principalmente os mais pobres. A presença dele será muito positiva.

Seu mapa de votação em 2004 mostra um apoio maior na periferia e uma resistência muito forte nas áreas mais nobres. Por que essa rejeição ao PT ou ao seu nome na classe média?

Houve muitas campanhas amedrontadoras em relação ao PT que depois se mostraram absolutamente infundadas. O presidente Lula cumpriu todos os contratos, ao contrário do que fez Serra na prefeitura. Um preconceito de classe ainda existe contra o PT. O governo que eu fiz adicionou algo a isso. Fiz um governo de inclusão social. Vários setores, principalmente a classe média que vive de um salário mais contado, perceberam que tinham de fazer um esforço gigantesco para colocar seu filho num colégio particular que não chegava aos pés de um CEU, que era feito para os mais pobres. Para muitas pessoas foi visto como se (a prefeitura) estivesse tirando delas. Pensavam: “Eu me mato para pagar o balé para a minha filha, ou a aula de violino para o meu filho, e meu imposto está indo para essas pessoas que provavelmente nem pagam nada e estão tendo acesso a bens e a luxos de que não precisam.” Muitos se engajaram nessa campanha. O próprio PSDB, que, depois, devido à pressão da população beneficiada, teve de voltar atrás e continuar o projeto dos CEUs. Eles poderiam ter inaugurado os novos CEUs com um ano e meio de governo, porque as obras estavam contratadas.

Houve resistências?

Houve, eles não queriam fazer. Mas o importante é recuperar o conceito de CEU. O conceito de que uma criança pobre não tem de ter acesso só a aulas de matemática e português. Ela precisa de uma janela para algo que na sua vivência familiar é impossível, teatro, instrumento musical, filme, clube. A idéia é que todas as crianças possam ter isso.

Qual a sua avaliação do projeto Cidade Limpa?

Acho um bom projeto e nós vamos continuar, talvez ouvindo mais os pequenos comerciantes, que se sentiram prejudicados, vendo como podemos ajudá-los a recuperar as fachadas que ficaram deterioradas com a retirada de painéis.

O PMDB diz que não fez aliança com o PT porque o partido teria sido incapaz de oferecer garantias para um acordo. Mesmo a aliança com tradicionais aliados demorou para ser fechada. Houve erros?

Não creio. Estamos com os aliados que deveríamos ter. São os partidos de esquerda, que têm uma proposta programática mais afim. E a conversa com Aldo Rebelo (candidato a vice-prefeito) foi extremamente positiva. É uma pessoa que acrescenta em termos de competência, experiência, por sua bagagem e sua origem, ele é do Nordeste. Está bom demais do jeito que acabou saindo.

Dentro do próprio PT há pessoas que dizem que a sra. poderia sair da prefeitura em 2010 para se candidatar a governadora. Há possibilidade de isso acontecer?

Não cogito nada nessa direção. Resolvi ser candidata para consolidar políticas públicas. Recebemos 12 hospitais sem aparelhos. A saúde era um deserto, uma coisa muito difícil recuperar. Nós começamos a reconstruir e deixamos tudo pronto para o passo seguinte. Íamos fazer os centros de especialidades, o que esse governo não aproveitou. O gargalo que nós deixamos é exatamente o que hoje continua: a pessoa demora dois anos para marcar um exame, oito meses para marcar outro… Se tivesse havido continuidade no transporte, teríamos 200 quilômetros de corredores. Na educação teríamos feito os CEUs em um ano e meio. É muito duro ter um governo de quatro anos. Quando decidi ser candidata, pensei: vou ser por quatro anos e vou tentar ficar oito. Porque aí eu consolido, deixo na cidade uma marca que fica.

Dois flancos que seus adversários tendem a explorar: aumento de impostos e a declaração do “relaxa e goza”, da qual a sra. já se desculpou. Existe o temor de que isso seja usado na campanha?

Tudo pode ser usado. Pode ser usado contra o Alckmin que caiu o metrô que ele construiu, que o Kassab chamou de vagabundo (um manifestante contra o projeto Cidade Limpa). Mas não sei o que isso acrescenta para a avaliação do eleitor. Não espero que eles usem, nem pretendo usar. Em relação a impostos, reconheço que a mão pesou quando se quis fazer muita coisa ao mesmo tempo. Houve reavaliação da planta genérica, IPTU progressivo e as taxas. Muitos foram isentos do IPTU, mas para outros pesou. Hoje eu não faria do mesmo jeito.

Há espaço para cortar impostos?

Acho que sim, já pedi para estudar. Isso seria importante.

Qual a sua posição em relação a aborto, pena de morte e casamento gay?

Ninguém pode ser a favor do aborto como método, mas não se pode ignorar o grave problema de saúde pública dos abortos clandestinos. Sou a favor da aplicação da lei que já garante assistência às mulheres e à ampliação em alguns casos, como, por exemplo, de anencefalia. Sou contra a pena de morte e a favor da parceria civil de homossexuais, como já tem sido reconhecida em sentenças judiciais.

28/06/2008 - 10:44h Jornalismo: Marta consolida apoio eleitoral

Cesar Ogata
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Paulo Liebert/AE
Marta com Aldo: “De um lado, as forças de esquerda, com projeto de inclusão. De outro, demos e tucanos, com o projeto da enrolação”

Durante lançamento da coligação do bloco de “esquerda” em São Paulo, petista cita empenho de Lula na formação da aliança e critica PSDB e DEM. Paulinho da Força diz que sindicatos irão trabalhar na campanha

Alessandra Pereira - Correio Braziliense

São Paulo — Afinados no discurso de que a chapa representa a união das forças de esquerda em torno da retomada da principal capital do país, a pré-candidata do PT à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, e seu candidato a vice, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), apresentaram ontem a coligação batizada de Uma Nova Atitude por São Paulo. Na prática, Marta consolidou o apoio dos maiores partidos do bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) aos petistas, depois de uma longa negociação que precisou de intervenções diretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar a bom termo.

Em ato de lançamento com as presenças do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, foi esse o enfoque de consenso. A de que a formação da chapa une as “forças populares” em uma campanha que, na avaliação de Marta Suplicy, será, mais uma vez, polarizada entre dois grupos políticos e projetos distintos.

“São Paulo vai ser palco de uma disputa entre dois projetos. De um lado, as forças de esquerda, com um projeto de inclusão social. De outro, demos e tucanos, com o projeto da enrolação social”, disse a ex-prefeita e ex-ministra do Turismo, em referência às candidaturas do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição. Com a coligação, a chapa terá cerca de 7,5 minutos de tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

Marta se disse alegre em poder ter como vice alguém “do porte de Aldo Rebelo”. “Sinto que temos uma dupla afinada, com uma competência bastante complementar”, disse. Questionada sobre a participação de Lula nas negociações, a ex-prefeita, que governou São Paulo entre 2001 e 2004 e perdeu a reeleição para o atual governador do estado, José Serra (PSDB), comentou: “O presidente fazia muito gosto no apoio das esquerdas aqui em São Paulo para o seu partido (PT). Isso eu sei porque foi comentado a mim. O Aldo pode dizer qual foi o peso desse pleito presidencial”.

Segundo o deputado, “houve um empenho grande do presidente Lula” e das lideranças de todos os partidos para que o bloco se unisse ao PT na formação de uma grande chapa de esquerda em São Paulo. Tanto Marta quanto Rebelo foram reticentes quanto à possibilidade de a aliança paulistana se prolongar até as eleições de 2010. “Há expectativa de que seja estratégica”, afirmou o deputado, lembrando que PT e PCdoB estão juntos desde 1988.

Esquema
Marta Suplicy e Aldo Rebelo também negaram constrangimento em relação à presença no ato e ao apoio de Paulo Pereira da Silva, acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Paulinho abdicou de seus sigilos telefônico, bancário e fiscal e está sendo investigado pelo Conselho de Ética da Câmara e pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, defendeu Rebelo. Marta afirmou não ver problema algum: “Ninguém pode ser julgado antes da hora”.

No ato de ontem, Paulinho foi cumprimentado com abraços por Marta e Rebelo. O deputado, que deixou a presidência do PDT em razão das acusações, mas ainda comanda a Força Sindical, disse que os 52 sindicatos ligados à central irão trabalhar firme por Marta. “Os trabalhadores vão buscar voto por voto nas ruas”, disse.

Segundo Marta, é a primeira vez, em muitos anos, que as centrais
sindicais estão juntas em uma candidatura para a prefeitura de São Paulo. “Isso é motivo de entusiasmo, porque temos todos os sindicatos, temos uma militância com garra, querendo ir para as ruas, temos uma coligação forte e o apoio do presidente Lula”, computou. Lula já confirmou que irá prestigiar a campanha de Marta sempre que possível.

Mais do que a da cúpula do PSB, representado pelo presidente do diretório municipal, o vereador paulistano, Eliseu Gabriel, a maior ausência sentida foi a da deputada federal Luiza Erundina, que chegou a ser cogitada para a vaga de vice de Marta. Representantes dos partidos do bloquinho acreditam que a candidatura teria ainda mais força com Erundina como vice, porque ela já foi prefeita e aparecia com 8% das intenções de voto para prefeita, contra apenas 1% de Rebelo.

Segundo representantes do PSB, Erundina terá participação ativa na campanha e é nome importante também para ocupar posição de destaque em um eventual novo governo de Marta Suplicy na capital paulista. Hoje e amanhã, os partidos do bloquinho e o PT fazem as convenções partidárias para homologar as candidaturas.


Alckmin nas ruas

No mesmo dia em que os adversários desfilaram a tiracolo com cabos eleitorais de peso, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin, enfrentou, solitário, o eleitorado. Desacompanhado até de fiéis deputados tucanos, Alckmin fez uma visita breve a uma feira de lojistas de shoppings na Zona Norte da cidade.

O tucano minimizou a maratona de inaugurações às vésperas do início da eleição — promovida pelo prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) — e seu impacto nas urnas dizendo que ela não é uma ameaça. “Para mim, está bastante claro que a disputa mais difícil é com o PT”, afirmou.

Mas, mesmo em relação à adversária petista, a ex-ministra Marta Suplicy, o ex-governador adotou um discurso otimista. “Está bom. Estamos num empate técnico com a candidata do PT e, na simulação de segundo turno, temos 9, 10 pontos, uma boa margem de frente”, disse ao citar pesquisas recentes.

Alckmin, rodeado por assessores tucanos e organizadores da feira, percorreu por cerca de uma hora estandes de expositores, distribuiu beijos e apertos de mão e tirou fotos. Já Kassab, pela segunda vez nesta semana, esteve ao lado do governador José Serra (PSDB). Ambos entregaram um viaduto na Zona Leste da cidade. “É natural que todos os candidatos procurem se expor, buscar votos. Isso faz parte do processo democrático”, disse Alckmin.

20/06/2008 - 09:24h PDT, PCdoB e PSB apoiam Marta e sugerem Aldo Rebelo como vice

Aldo Rebelo recua e aceita ser vice de Marta Suplicy

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Valor Econômico

aldo.jpgBRASÍLIA - O PT contrariou o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu manter o veto à coligação formal do partido com o PSDB na eleição para prefeito de Belo Horizonte. Antes da reunião Comissão Executiva Nacional (CEN) petista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que recebera o mesmo apelo de Lula, autorizou os partidos que integram o chamado ” bloquinho ” a apresentar seu nome para compor a chapa da candidatura de Marta Suplicy a prefeita de São Paulo, na condição de vice.

Segundo Aldo, sua decisão deveria ser entendida como um ” gesto de boa vontade ” em relação ao entendimento da esquerda, conforme pedira Lula numa reunião, na véspera, com os presidentes do PT, PSB, PCdoB e PDT. Aldo então contava, embora sem muito otimismo, que seu gesto provocasse alguma ” reciprocidade ” do PT. Referia-se à retirada do veto à aliança entre PSB, PT e PSDB em Belo Horizonte. O PCdoB já dera por perdida a possibilidade de obter o apoio do PT no Rio de Janeiro.

À noite, Aldo preferiu não comentar a decisão. O deputado, que é ex-ministro de Lula e ex-presidente da Câmara, quer antes conversar com os partidos que integram o ” bloquinho ” , que defendem sua indicação para a chapa de Marta a prefeito. Aldo defendeu o lançamento de candidaturas próprias do bloco nos grandes colégios eleitorais, mas os partidos que integram o bloco, em São Paulo, pensavam de maneira diferente e a divisão entre eles era dada como certa. O PDT, por exemplo, iria com Marta de qualquer maneira.

Ainda assim, Aldo comemorou o fato de os três partidos tomarem a decisão de apresentá-lo como vice. ” O símbolo de São Paulo pesa muito ” , disse. Além da suposta unidade do bloco em São Paulo, Aldo disse que a decisão foi tomada sob condições, como a discussão de uma plataforma de governo com a candidata Marta Suplicy. A decisão do ” bloquinho ” foi aplaudida ao ser anunciada na reunião da executiva petista.

Hoje, as siglas do bloco se reúnem com a direção municipal do PT para debater os pontos que foram apresentados aos petistas como condição de apoio a Marta. São eles: a indicação de Aldo na vice; a formação de um conselho político de campanha constituído por lideranças de todos os partidos e que tenha poder para definir tanto rumos da campanha eleitoral quanto aspectos do programa de governo; e a participação no governo, em caso de vitória na eleição. Ao PCdoB interessa, por exemplo, a área de esportes, assim como ao PDT a área trabalhista.

A coligação na chapa para vereadores ainda não é consenso. O PDT já firmou posicionamento de que não tem interesse em que a aliança seja ampliada também para a chapa de vereadores. Já o PRB tem esse interesse. Os outros dois partidos ainda não firmaram entendimento sobre o assunto. A avaliação é de que a ausência de uma candidatura a prefeito faz com que diminuam os votos de legenda, que costumam ajudar a eleger bancada para a Câmara Municipal. Além disso, uma chapa própria garante a linha de sucessão, na eventualidade de algum vereador desejar se candidatar em 2010 para a Assembléia Legislativa ou a Câmara dos Deputados.

Em reunião anteontem, o PT demonstrou abertura para discutir os pontos. A expectativa é de que já no início da próxima semana seja oficializada a chapa e as questões que demandem mais tempo, como a formação do conselho político, sejam negociadas após a formalização da candidatura. Há também um limite temporal para que isso ocorra: as chapas devem estar constituídas até o fim do mês, uma vez que a campanha se inicia no dia 6 de julho. As convenções desses partidos estão marcadas para o próximo fim de semana.

Fora de São Paulo, o maior problema para a direção do PT continua sendo Minas, pois Lula fizera um apelo ao partido para que não fossem criados problemas para a aliança com o PSDB. Dois recursos à CEN ajudaram a cúpula petista a resolver o problema rapidamente. Um pedia a intervenção prévia no diretório municipal de Belo Horizonte; outro, que o veto à aliança com os tucanos fosse reconsiderado. Por 13 votos, a Executiva decidiu rejeitar os dois recursos. Houve um voto pela intervenção e outro pela reconsideração.

A decisão já era esperada pelos petistas ligados ao prefeito Fernando Pimentel, de Belo Horizonte, que a classificam de ” bolchevismo tardio ” e não têm a menor intenção de cumprir a determinação. A convenção para referendar a aliança com o candidato Márcio Lacerda (PSB) está confirmada para o próximo dia 21. Falta acertar como se dará a participação do PSDB do governador Aécio Neves. Para contar com o tempo de TV dos tucanos, PSB e PT precisam se coligar formalmente com o PSDB.

Para os aliados de Pimentel a decisão do PT tem contornos de ” revanchismo ” , algo pessoal contra o prefeito de Belo Horizonte, que defendia a ” despaulistização ” do PT. Avaliam que dá para fazer a campanha e ganhar a eleição sem o aval da cúpula ” bolchevique ” e que, em dezembro, o que importará é que no final do ano Fernando Pimentel e Aécio Neves terão eleito o prefeito da capital de Minas Gerais e que nada restará ao PT fazer.

A decisão da cúpula petista serve para agastar ainda mais a relação do PT com seus aliados à esquerda, mas demonstra que nenhum deles ainda conseguiu reunir força suficiente para avançar sobre uma porção significativa do espaço petista. Os partidos registraram também que, a exemplo do que ocorreu em outras ocasiões, como a eleição para a presidência da Câmara vencida pelo deputado Arlindo Chinaglia, o PT fez o que quis apesar das manifestações em contrário do presidente Lula.

(Raymundo Costa e Caio Junqueira | Valor Econômico)

19/06/2008 - 21:47h A direita está brava (p. da vida)

Nota de Noblat

Por que Aldo virou vice de Marta

Mais uma vez o PT bateu o pé, esticou a corda e ganhou a parada na hora de se compor com seus aliados mais próximos para disputar eleições.

O chamado bloquinho de partidos de esquerda (PC do B, PSB, PDT e, vá lá, PRB) estava unido em torno da candidatura do deputado Aldo Rebelo (PC do B) a prefeito de São Paulo.

Para que Aldo virasse candidato a vice de Marta Suplicy, como queria o PT, o bloquinho pedia:

a) a desistência de Alessandro Molon, candidato do PT a prefeito do Rio;

b) o apoio do PT carioca à candidatura a prefeita de Jandira Feghalli (PC do B);

c) a revogação do veto da direção nacional do PT a uma aliança formal entre o PT mineiro e o PSDB do governador Aécio Neves para eleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte;

d) a desistência da candidata do PT a prefeita de Manaus e o apoio do partido à reeleição do prefeito Serafim Fernandes (PSB).

O PT não atendeu a nenhum dos pedidos - apesar do aparente empenho de Lula para que pelo menos atendesse alguns.

Aldo aceitou ser vice de Marta porque o PSB cedeu ao apelo de Lula, interessado em ajudar sua ex-ministra. Se Aldo se recusasse a ser vice, o PSB indicaria para a vaga a ex-prefeita Luiza Erundina.

E o que o PSB ganhou em troca?

A promessa de Lula de que dará uma força para que Serafim se reeleja em Manaus. E para que Lacerda se eleja em Belo Horizonte.

Lula ficou grato a Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB.

O PT não se sente grato a ninguém.

Ricardo Noblat

12/05/2008 - 10:58h Com ou sem alianças, Marta disputa prefeitura de SP

As informações, opiniões e desejos de Josias de Souza, jornalista da Folha

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Candidata petista ainda não formou nenhuma parceria

Kassab anuncia nesta 2ª adesão do PR à sua coligação

Alckmin diz à direção do tucanato que fechou com PTB

Nos subterrâneos, a ministra Marta Suplicy (Turismo) age como candidata. Já discutiu a conjuntura paulistana com Lula. Reúne-se com operadores do PT pelo menos uma vez por semana. Encontra-se em segredo com lideranças de outros partidos.

Em público, porém, Marta jamais declarou que vai disputar a prefeitura de São Paulo. Evita ser peremptória. Vale-se de meias palavras. Diz que, até junho, é ministra. Empurra a eliminação da dúvida para o meio do ano.

Nos últimos dias, às voltas com dificuldades para compor alianças com outros partidos, a candidatura não-declarada de Marta passou a ser assediada por uma especulação. Sem uma coligação que lhe ofereça um tempo confortável de propaganda na TV, a ministra poderia desistir de ir às urnas.

“Não há hipótese de isso acontecer”, disse ao repórter um dos petistas que negociam apoios em nome de Marta. “A candidatura dela é irreversível.” Para o PT, a eleição de São Paulo será uma disputa em dois turnos.

Escorado em números de pesquisas, o petismo avalia que, ainda que concorra sozinha, sem aliados, a ministra do Turismo vai ao segundo turno. Uma fase em que os dois candidatos finalistas disporão de tempo de propaganda igual. “O segundo turno é uma outra eleição”, afirma o negociador de Marta.

Nesta segunda-feira, para desassossego do PT, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que disputa a reeleição, anuncia a incorporação de um novo vagão à sua locomotiva partidária. Engancha-se à máquina eleitoral de Kassab o PR. Incorpora-se a uma composição que já inclui, além do DEM do candidato, o PMDB e o PV.

Todos os aliados de Kassab são, em Brasília, sócios do consórcio partidário de Lula. O que não os impediu de dar uma banana para o PT na cidade de São Paulo. Para complicar, também o PTB, outra legenda que dá suporte legislativo a Lula, vai aos braços da oposição.

Neste final de semana, o candidato tucano Geraldo Alckmin informou a integrantes da direção nacional do PSDB que já fechou com o PTB. O anúncio da parceria é ensaiado para os próximos dias. Sem alternativas à vista, Alckmin aceitou entregar o posto de vice na sua chapa a um petebista. Deve ser o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Em movimentação sôfrega, o PT volta-se para as legendas do chamado “bloquinho de esquerda”: PSB, PC do B e PDT. São, por assim dizer, as últimas bolachas do pacote partidário de São Paulo. Exceto pelo PDT, que balança, PSB e PC do B mantêm, por ora, a resistência à composição com Marta.

Com o apoio de um José Serra (PSDB) escondido atrás de manto cada vez mais diáfano, o prefeito Kassab dá um baile nos concorrentes. Amealhou formidáveis 19 minutos de TV, para vender o seu peixe aos eleitores. Esse tempo está distribuído em dois blocos de 8 minutos e meio –um pela manhã e outro à noite.

Fechando com o PTB, Alckmin sobe dos atuais seis minutos diários para algo como dez minutos. Quanto a Marta, a menos que consiga adensar sua candidatura, vai à campanha com o menor tempo de propaganda: cerca de oito minutos.

Se conseguir resistir ao assédio do PT, o bloquinho pode pôr de pé uma candidatura com poucas chances eleitorais, mas com o mesmo potencial televisivo de Marta. Juntos, PSB, PC do B e PDT também dispõem de algo como oito minutos diários. Tempo que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), um ávido pré-candidato à prefeitura, tenta usufruir.

Sozinha, a propaganda de TV não ganha eleição. É preciso considerar o potencial do candidato, a mensagem dele e a qualidade das peças publicitárias. Mas não há dúvidas de que, cavalgando diariamente 19 minutos, o ‘demo’ Kassab, terceiro colocado nas pesquisas, pode fazer um estrago nos quintais de Marta e, principalmente, de Alckmin.

Segundo o último Datafolha, a petista e o tucano roçam cotovelos no topo. Ela em alta, com 29%. Ele em baixa, com 28%. Kassab, com seus 13%, vem muito atrás. Nesta fase da disputa, para firmar-se como candidato competitivo, tudo o que o prefeito precisava era assegurar um bom tempo de TV. Conseguiu. Com uma locomotiva de quatro vagões, Kassab entra na campanha em alta velocidade.

Escrito por Josias de Souza

08/05/2008 - 16:29h Nos bastidores

Blog de Josias

estrelita.gif(…)Se os alinhavos das últimas horas se converterem em pontos de costura, a ministra Marta Suplicy fica em situação delicada. Ao menos no que diz respeito ao chuleio das alianças.

Por ora, o PT está só. Dispõe de algo como quatro minutos de espaço no rádio e na TV. Sonhava com a reedição, em São Paulo, de uma versão reduzida do consórcio partidário que dá suporte legislativo a Lula em Brasília. Apostara pesado em Quércia. Perdeu. Virara-se para o PR. Tudo indica que perderá de novo.

Os operadores de Marta chegaram a mirar também o PTB, partido do ministro José Múcio (PE), coordenador político de Lula. Mas Campos Machado, o mandachuva da legenda em São Paulo, é velho amigo de Alckmin. Sempre oscilou entre o tucanato e a candidatura própria. Marta não chegou a compor os seus planos.

Restou para o PT o assédio ao chamado bloquinho (PSB, PCdoB e PDT). São legendas que, em outros tempos, alinhavam-se automaticamente ao petismo. Porém, os ventos mudaram. Em público, os líderes dessa trinca partidária dizem que vão às urnas com um nome próprio.

O mais animado é o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB). Há duas alternativas a ele: a deputada Luíza Erundina (PSB), que não demonstra muita disposição para a disputa; e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical, que acaba de ser abalroado pelo escândalo do BNDES.

Em privado, os comandantes do bloquinho não excluem a hipótese de uma composição com outra legenda. Mas Marta Suplicy não é a primeira da fila. Alinhado com o projeto presidencial de Ciro Gomes (PSB), o generalato do bloquinho enxerga a eleição de São Paulo com olhos federais. Não interessa ao grupo fortalecer o governador tucano José Serra, aliado de Kassab. Tampouco convém tonificar o PT paulista.

Na semana passada, Aldo Rebelo reuniu-se em segredo com Geraldo Alckmin. Apoiadores do candidato tucano dialogam também com o deputado federal Márcio França, presidente do diretório paulista do PSB.

As conversas não produziram nada que possa ser chamado de entendimento. Mas vai-se consolidando a impressão de que, num eventual segundo turno entre Alckmin e Marta, o bloquinho pode pender para o lado do tucanato. (…)

Escrito por Josias de Souza

08/04/2008 - 04:35h Marta lidera corrida eleitoral em São Paulo

Ibope aponta ministra com 8 pontos à frente de Alckmin nas intenções de voto

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Guilherme Scarance - O Estado de São Paulo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), lidera a corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, com 31% das intenções de voto, revelou pesquisa Ibope/Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgada ontem. Em segundo lugar, vem o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 23%, seguido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 14% dos votos.

A consulta lista ainda o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), com 11% da preferência dos paulistanos; Luiza Erundina (PSB), 5%; o deputado e sindicalista Paulinho da Força (PDT), 2%, e a vereadora Soninha (PPS), 2%. A ex-deputada Zulaiê Cobra (PHS) e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B) não pontuaram. Votariam em branco ou anulariam o voto 9% dos entrevistados e 3% não souberam ou não quiseram opinar.

Em outra simulação, com Alckmin fora, Marta sobe um pouco mais e garante 33% das intenções de voto. Kassab vai a 19%, superando Maluf (13%), Erundina (10%), Paulinho (5%), Soninha (2%), Zulaiê e Aldo (1%). Excluindo-se Alckmin e Erundina da briga, Marta iria para 35% e Kassab, para 16%. Os demais não ultrapassariam 4%.

Esse é o primeiro levantamento feito pelo Ibope neste ano sobre a sucessão paulistana. Foram ouvidas 805 pessoas, entre os dias 20 e 23 de março. A margem de erro é de 3 pontos.

“A pesquisa mostra apenas uma inclinação inicial do eleitor”, destaca a diretora do Ibope, Márcia Cavallari. “Ainda há um índice alto de desconhecimento de quem serão os candidatos. É um ponto de início, mas ainda não indica tendências.”

SEGUNDO TURNO

Há três simulações de segundo turno: Marta versus Kassab, Alckmin contra Kassab e Marta contra Alckmin. A briga mais acirrada é entre a petista e o tucano: ela está com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador tem 44%. A diferença configura empate técnico.

Se enfrentasse o atual prefeito no segundo turno, a petista venceria por margem maior - 49% a 35% dos votos. No embate entre Alckmin e o prefeito, o tucano venceria por 57% a 22%.

O Ibope avaliou, ainda, a rejeição aos pré-candidatos. o resultado para a pergunta - “de todos estes candidatos, em qual ou quais o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum para prefeito de São Paulo?” -, foi: Maluf (55%), Marta (29%), Kassab (28%), Erundina (24%), Paulinho, Soninha, Zulaiê e Aldo (todos com 15%). Alckmin tem a menor: 13%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, sob o protocolo 00500108-SPPE.

08/12/2007 - 23:21h Chuva de pesquisas, Datafolha: Alckmin 26%, Marta 25% e Kassab 13%

Alckmin cai 4% e empata com Marta (+1), Kassab sobe 3%

“Em se tratando de eleições para outubro de 2008, uma pesquisa, feita um ano antes, tem algum peso nas decisões dos eventuais candidatos?

Em todo caso essa pesquisa vai provocar, sem dúvida, um acirramento das disputas internas no PSDB, um encorajamento para o atual prefeito Kassab e um aumento da pressão para levar Marta a aceitar ser a candidata do PT.

Mais pesquisas seguirão, como as chuvas de verão, até às aguas de março. A população da cidade não incorporou ainda essa questão eleitoral e o fará em maio ou junho do ano próximo, por isso pesquisa agora só vale para os bastidores da política.” (Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007 Um IBOPE sobre medida para alimentar a encrenca entre Alckmin e Serra).

Foi nesses termos que comentei aqui no blog a pesquisa IBOPE e pouco tenho a acrescentar em se tratando da pesquisa Datafolha que aparecerá nos jornais de domingo.

Segundo o Datafolha Alckmin e Marta estão empatados em primeiro lugar (26% e 25% respectivamente), seguidos em terceiro, com 13%, pelo atual prefeito Gilberto Kassab. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, pouca coisa mudou em relação a pesquisa Datafolha de agosto, salvo uma leve queda (4 pontos a menos) para Alckmin. Marta e Kassab cresceram em relação a agosto, mas dentro da margem de erro.

O Datafolha desmente completamente a pesquisa IBOPE no que concerne a simulação de um eventual segundo turno. Para Datafolha, dos eleitores de Alckmin, só a metade iria para o atual prefeito, se confrontado com Marta. Enquanto o IBOPE os via todos juntinhos no colo do Kassab. Marta derrota Kassab (49% X 39%) e perde para Alckmin (39% X 53%).

Analisando a queda de Alckmin na pesquisa, o jornal Folha de São Paulo indica: “Entre os que têm renda superior a dez salários mínimos, Alckmin perdeu 12 pontos após agosto, caindo de 50% para 38%. Marta, nesse estrato, saltou de 9% para 19%.” Mas esse eleitorado é muito pequeno e de quase nula importância eleitoral.

A Folha acrescenta: “Alckmin também viu sua condição piorar no outro extremo da segmentação por renda. Ele foi de 27% para 17% das intenções de voto entre os que recebem até dois salários mínimos, metade do que obtém a petista Marta.” Esse eleitorado é bem mais numeroso. Talvez este fato esteja alimentado pela percepção cada dia mais forte, entre os que ganham menos, que Alckmin é um candidato identificado mais com os interesses dos ricos que votam massivamente nele (mesmo com a queda é onde Geraldo tem as maiores intenções de voto), mas isto é só uma hipóteses.

O recall da campanha à presidência é avançado por alguns para explicar a liderança de Alckmin e sua queda estaria ligada ao passar do tempo em relação a outubro do ano passado. Para outros são os podres que agora a mídia publica, incentivada pelo Serra. Eu tenho minhas dúvidas sobre o impacto eleitoral de isto.

A persistência das intenções de voto em Marta, mesmo sem ela ter manifestado qualquer intenção de concorrer à Prefeitura, parece decorrer da força de suas realizações no comando da cidade, como os CEU’s ou o Bilhete Único, assim como de sua liderança indiscutida no PT de São Paulo muito atuante na cidade, particularmente nos movimentos sociais e na periferia.

(more…)

08/12/2007 - 21:42h Chuva de pesquisas, Datafolha: Alckmin 26%, Marta 25% e Kassab 13%

Alckmin cai 4% e empata com Marta (+1), Kassab sobe 3%

“Em se tratando de eleições para outubro de 2008, uma pesquisa, feita um ano antes, tem algum peso nas decisões dos eventuais candidatos?

Em todo caso essa pesquisa vai provocar, sem dúvida, um acirramento das disputas internas no PSDB, um encorajamento para o atual prefeito Kassab e um aumento da pressão para levar Marta a aceitar ser a candidata do PT.

Mais pesquisas seguirão, como as chuvas de verão, até às aguas de março. A população da cidade não incorporou ainda essa questão eleitoral e o fará em maio ou junho do ano próximo, por isso pesquisa agora só vale para os bastidores da política.” (Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007 Um IBOPE sobre medida para alimentar a encrenca entre Alckmin e Serra).

Foi nesses termos que comentei aqui no blog a pesquisa IBOPE e pouco tenho a acrescentar em se tratando da pesquisa Datafolha que aparecerá nos jornais de domingo.

Segundo o Datafolha Alckmin e Marta estão empatados em primeiro lugar (26% e 25% respectivamente), seguidos em terceiro, com 13%, pelo atual prefeito Gilberto Kassab. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, pouca coisa mudou em relação a pesquisa Datafolha de agosto, salvo uma leve queda (4 pontos a menos) para Alckmin. Marta e Kassab cresceram em relação a agosto, mas dentro da margem de erro.

O Datafolha desmente completamente a pesquisa IBOPE no que concerne a simulação de um eventual segundo turno. Para Datafolha, dos eleitores de Alckmin, só a metade iria para o atual prefeito, se confrontado com Marta. Enquanto o IBOPE os via todos juntinhos no colo do Kassab. Marta derrota Kassab (49% X 39%) e perde para Alckmin (39% X 53%).

Analisando a queda de Alckmin na pesquisa, o jornal Folha de São Paulo indica: “Entre os que têm renda superior a dez salários mínimos, Alckmin perdeu 12 pontos após agosto, caindo de 50% para 38%. Marta, nesse estrato, saltou de 9% para 19%.” Mas esse eleitorado é muito pequeno e de quase nula importância eleitoral.

A Folha acrescenta: “Alckmin também viu sua condição piorar no outro extremo da segmentação por renda. Ele foi de 27% para 17% das intenções de voto entre os que recebem até dois salários mínimos, metade do que obtém a petista Marta.” Esse eleitorado é bem mais numeroso. Talvez este fato esteja alimentado pela percepção cada dia mais forte, entre os que ganham menos, que Alckmin é um candidato identificado mais com os interesses dos ricos que votam massivamente nele (mesmo com a queda é onde Geraldo tem as maiores intenções de voto), mas isto é só uma hipóteses.

O recall da campanha à presidência é avançado por alguns para explicar a liderança de Alckmin e sua queda estaria ligada ao passar do tempo em relação a outubro do ano passado. Para outros são os podres que agora a mídia publica, incentivada pelo Serra. Eu tenho minhas dúvidas sobre o impacto eleitoral de isto.

A persistência das intenções de voto em Marta, mesmo sem ela ter manifestado qualquer intenção de concorrer à Prefeitura, parece decorrer da força de suas realizações no comando da cidade, como os CEU’s ou o Bilhete Único, assim como de sua liderança indiscutida no PT de São Paulo muito atuante na cidade, particularmente nos movimentos sociais e na periferia.

Em todo caso, o artigo que coincidentemente a Folha pública na sua página 3 da edição de domingo, assinado pela Ministra de Turismo, mostra que ela está inteiramente devotada ao trabalho no governo Lula e que as pressões deverão ser bem fortes para ela aceitar concorrer. O suspense acaba em finais de março, data limite estabelecida pela lei.

Luis Favre

PS - Algumas curiosidades da pesquisa Datafolha: em agosto ela tinha pesquisado um cenário sem Marta e com o senador Aloizio Mercadante (9%), tendo abandonado este cenário nesta pesquisa. A Folha não dá nenhuma explicação.

Outra curiosidade é a candidatura da Soninha. Quando ela é posta no cenário pesquisado com os principais candidatos, ela obtém 2%. Como Maluf, Paulinho, Marta e Não Sabe perdem um ponto cada um, ou seja 4 pontos e que a Luiza só recupera 1 e a Soninha 2, ninguém sabe onde sumiu 1. São provávelmente os ajustes decimais. No cenário sem Marta ela continua com 2%, quando além de Marta se retira o nome de Alckmin ela passa a 4%.

A rejeição da Marta passou de 36 a 29 pontos, a de Kassab continúa em 25 e Alckmin segue em 12. Se 53% dizem que não votariam de jeito nenhum em Paulo Maluf, de 11% a 18% votam nele nos diversos cenários propostos.