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	<title>Blog do Favre &#187; Alemanha</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Especialistas fazem balanço do feminismo alemão 20 anos após Muro</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 22:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Muro de Berlim]]></category>
		<category><![CDATA[RDA]]></category>
		<category><![CDATA[unificação da Alemanha]]></category>

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		<description><![CDATA[da Deutsche Welle &#8211; Folha Online
Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha comunista, gozavam de igualdade de direitos. Aparentemente, podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista &#8211;a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos. O Estado lhes permitia combinar família e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">da <strong>Deutsche Welle &#8211; Folha Online</strong></span></h2>
<p>Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha comunista, gozavam de igualdade de direitos. Aparentemente, podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista &#8211;a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos. O Estado lhes permitia combinar família e trabalho. As crianças frequentavam escola de tempo integral e para os mais novos havia jardins-de-infância e creches.</p>
<p style="text-align: center;">
<span style="font-size: x-small;"><em><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/mundo/images/09313166.jpeg" border="0" alt="Imagem cedida pela *Deutsche Welle* mostra alemã trabalhando em uma fábrica de motores instalada na antiga Alemanha comunista" /><br />
Imagem cedida pela <strong>Deutsche Welle</strong> mostra alemã trabalhando em uma fábrica de motores instalada na antiga Alemanha comunista</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p>No decorrer da década de 80, já antes da queda do Muro, a imagem da camarada emancipada começou a apresentar falhas, como constatou a socióloga Hildegard Maria Nickel em seus estudos. As mulheres estavam cada vez mais descontentes, pois, depois do trabalho, ainda tinham que dar conta de todas as tarefas domésticas. Além disso, em geral, funções políticas e cargos governamentais continuavam fora de seu alcance.</p>
<p>Nesse ponto, a vida feminina na Alemanha Oriental assemelhava à do lado ocidental, onde poucas mulheres participavam do Parlamento. nos anos 1980. Uma legislação que garantisse maior justiça e igualdade, como a exigência de uma quota de participação feminina, ainda era incipiente. O lugar da alemã ocidental era ao lado do seu marido. Como mulher, ela devia se dedicar exclusivamente às crianças, ao marido e aos afazeres domésticos.</p>
<p>Nickel se ocupou de estudos de gênero na Universidade Humboldt, ainda na antiga Berlim Oriental. Renovação na RDA? Dizia-se que somente com a ajuda de quotas de participação seria possível uma participação apropriada em posições de liderança e competência.</p>
<p>Nickel conhecia o desgosto de muitas mulheres alemãs orientais de serem honradas somente uma vez ao ano, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A partir daí, não foi possível, no entanto, o desenvolvimento de um movimento político enérgico, já que as mudanças de 1989-90 ocorreram rápido demais.</p>
<p>Petra Bläss, política alemã oriental que, após a reunificação alemã, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, afirma que, por ocasião da queda do Muro, as alemãs orientais tinham claras críticas sobre o que a RDA entendia por igualdade de direitos.</p>
<p>Bläss afirma que, de repente, o movimento feminista da Alemanha Oriental se viu na situação de ter que defender muito daquilo que anteriormente criticara, tornando-se uma espécie de pioneiro na luta pela preservação das conquistas sociais da RDA.</p>
<p>Os meses entre 9 de novembro de 1989 e 18 de março de 1990 são considerados como o apogeu do movimento feminista independente na RDA. Muitas mulheres tomavam a palavra para expressar suas exigências. Manifestos e cartas abertas foram escritos. Foi nesse período que a atual chefe alemã de governo, Angela Merkel, começou a ganhar experiência na política.</p>
<p><strong>Retrocesso</strong></p>
<p>Após 18 de março de 1990, teve início o retrocesso em termos de igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, tanto no leste como no oeste. Carola von Braun, política liberal que ocupava na época o cargo de responsável por assuntos da mulher em Berlim Ocidental, afirma que &#8220;de repente, de um dia para outro, o movimento feminista ocidental foi decepado &#8211;não posso expressar a coisa de outra forma&#8221;.</p>
<p>Segundo ela, a grande questão passou a ser se a reunificação viria ou não. &#8220;E se sim, sob que condições? Estes eram os temas absolutamente dominantes na época. E afirmo que não foi somente a política para a mulher e para a igualdade de direitos que sofreram. A partir de 1989, vivenciamos um retrocesso em todas os grandes setores de reforma. Isso deve ser dito bem claro.&#8221;</p>
<p>Muitas das mulheres alemãs orientais até então emancipadas perderam seus postos de trabalho, perdendo também sua independência econômica. Para elas, a reunificação não foi uma libertação, mas sim um retorno aos antigos padrões de comportamento.</p>
<p>Outro retrocesso para elas foram as novas regras sobre o aborto contidas no Parágrafo 218 da legislação. Na RDA o aborto tinha uma regulamentação liberal e era financiado pelo Estado. Na Alemanha reunificada, as mulheres têm que arcar com os custos e, mesmo assim, se submeter a um complicado processo de aprovação. Na opinião de Nickel, isso contribuiu para que muitos &#8211;não apenas mulheres&#8211; que antes eram politicamente ativos se sentissem frustrados e se retirassem da política.</p>
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		<title>Bastarda gloriosa</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 19:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Bastardos inglórios]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[PRODUTORA DE &#8220;METROPOLIS&#8221;, &#8220;NOSFERATU&#8221;, &#8220;O ANJO AZUL&#8221;, DE FILMES NAZISTAS E DO NOVO TARANTINO, UFA SINTETIZA O APOGEU E O DECLÍNIO DO CINEMA ALEMÃO

LUCIANA COELHO
ENVIADA ESPECIAL A POTSDAM (ALEMANHA)
Catorze metros separam o teto do chão do Marlene Dietrich Halle, um galpão de paredes brancas e chão de madeira e cimento cinza em Potsdam.
Entre eles, habitam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PRODUTORA DE &#8220;METROPOLIS&#8221;, &#8220;NOSFERATU&#8221;, &#8220;O ANJO AZUL&#8221;, DE FILMES NAZISTAS E DO NOVO TARANTINO, UFA SINTETIZA O APOGEU E O DECLÍNIO DO CINEMA ALEMÃO</strong></p>
<p><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://web.library.emory.edu/r_guides/humanities/perform/images/metropolis1.jpg" alt="http://web.library.emory.edu/r_guides/humanities/perform/images/metropolis1.jpg" width="250" height="350" /><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.aullidos.com/imagenes/caratulas/nosferatu.jpg" alt="http://www.aullidos.com/imagenes/caratulas/nosferatu.jpg" width="248" height="350" /><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.kinokunst.de/Poster_d/Title_B/BlaueEngel%28Der%29_G1_ED01.jpg" alt="http://www.kinokunst.de/Poster_d/Title_B/BlaueEngel(Der)_G1_ED01.jpg" width="246" height="350" /><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://img.blogs.abril.com.br/1/asetimaarte/imagens/bastardos-inglorios.jpg" alt="http://img.blogs.abril.com.br/1/asetimaarte/imagens/bastardos-inglorios.jpg" width="250" height="374" /></p>
<p>LUCIANA COELHO<br />
ENVIADA ESPECIAL A POTSDAM (ALEMANHA)</p>
<p>Catorze metros separam o teto do chão do Marlene Dietrich Halle, um galpão de paredes brancas e chão de madeira e cimento cinza em Potsdam.<br />
Entre eles, habitam quase todos os fantasmas do cinema alemão -de Murnau a Riefenstahl, passando por Fritz Lang e Dietrich. E, agora, o do americano Quentin Tarantino.<br />
O vazio atual não denuncia, mas os fantasmas da lendária UFA (Universum Film AG) estão além dos mais de 900 filmes produzidos nestes estúdios nas cercanias de Berlim. Eles ecoam com precisão a história alemã do último século e suas próprias assombrações.<br />
Foi sob a mesma estrutura de metal que Fritz Lang filmou em 1927 &#8220;Metropolis&#8221;, híbrido de ficção científica e análise sociológica que o consagrou.<br />
Embaixo, entre tanto cinza, está o rastro do mais recente ocupante. &#8220;Vê as manchas vermelhas?&#8221;, aponta num canto Eike Wolf, do departamento de divulgação. &#8220;Tarantino. Lavamos, mas volta&#8221;, diz. &#8220;O pessoal já diz que é o fantasma dele.&#8221;<br />
Entre Lang e Tarantino, os estúdios da UFA fizeram nascer a maior diva do cinema alemão, filmaram e distribuíram peças de propaganda nazista e entretiveram duas gerações de crianças na Alemanha Oriental com filmes de fantasia.<br />
Hoje, quer abrir o mercado local e produzir filmes tipo exportação.<br />
Quando Josef von Sternberg revelou para o mundo a então quase desconhecida cantora de cabaré Marlene Dietrich em &#8220;O Anjo Azul&#8221;, o estúdio ainda pertencia à UFA original, uma usina cinematográfica que só nos três anos entre os dois clássicos lançou 150 produções.<br />
<strong><br />
Vampiro lendário</strong><br />
Hoje a companhia, 939 filmes no currículo, virou duas empresas distintas que pouca semelhança guardam com a antecessora histórica, embora mantenham a proeminência no cenário cultural alemão.<br />
A poucos quilômetros dali, a empresa que reteve a marca produz essencialmente novelas diurnas e séries em sets pequenos e estúdios alugados.<br />
O glamour dos anos 1920 é apenas uma menção passageira em explanações sobre o mais lucrativo negócio da TV.<br />
O Marlene Dietrich Halle, assim como todo o parque de filmagens em volta, são agora o Studio Babelsberg.<br />
Apesar do nome, é ele -e concordam ambas as partes- que guarda o parentesco direto com a UFA do imaginário alemão e que continua sua perpétua reinvenção.<br />
A história do estúdio começa em 1912, com a criação do Messter a partir da fusão de uma série de pequenas companhias. Em 1917, após uma injeção de capital de grandes bancos e empresas, surge a UFA.<br />
Cinco anos depois, a nova companhia produziria seu primeiro clássico: &#8220;Nosferatu&#8221;, de F.W. Murnau, que imprimiu a imagem de Max Schreck como o vampiro de incisivos (e não caninos!) pontiagudos na memória de gerações.<br />
A fase áurea duraria até a crise de 1929 e do início dos anos 30 -então, tanto Lang quanto Dietrich já viviam nos EUA.<br />
Em 1937, com a ascensão do nazismo, a produtora foi nacionalizada e virou um dos pontos de apoio do ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, que tinha especial afeição pelo cinema. Tarantino se lembrou e estampou o logo da companhia na fictícia produção que ilustra seu filme.<br />
Tamanha carga levaria os aliados a cogitarem acabar com a UFA. A solução foi incorporar a produtora sob a Defa, o veículo de comunicação do regime socialista na recém-criada Alemanha Oriental. Sete anos depois a marca abraçaria o Babelsberg, cuja administração passara ao Exército soviético.<br />
&#8220;Não podíamos falar sobre qualquer coisa. Tínhamos de tratar de assuntos que se ajustassem ao que queria o governo&#8221;, lembra Angelika Müller, 54, ainda hoje no Babelsberg.<br />
&#8220;Era problemático especialmente para os roteiristas. Por outro lado, tínhamos muito mais tempo para trabalhar em cada filme&#8221;, conclui.</p>
<p>A serviço de Hollywood<br />
Naquela época, reflexo da estrutura política, o estúdio tinha 2.500 funcionários para produzir cerca de 15 filmes por ano.<br />
Hoje são menos de 90 empregados trabalhando ali -quando há um filme em curso, o número de pessoas direta e indiretamente envolvidas pode voltar aos 2.500. Nenhum roteirista tem contrato fixo.<br />
O Babelsberg, com os estúdios da UFA, foi privatizado em 1992. Desde 2004 está sob a atual administração, cujo foco é o mercado internacional.<br />
&#8220;Não há sensibilidade na Alemanha para tentar manter o estúdio vivo&#8221;, reclama Carl Woebcken, o presidente do Babelsberg. &#8220;Queríamos fabricar sets, fazer grandes filmes, e é por isso que acabamos virando um fornecedor de Hollywood.&#8221;<br />
O estúdio voltou à rota das grandes produções em 2002, com &#8220;O Pianista&#8221;, de Roman Polanski. O diretor, preso em Zurique, também lançará com eles &#8220;The Ghost&#8221; [O Fantasma].<br />
O Babelsberg coassinou &#8220;Trama Internacional&#8221;, &#8220;O Leitor&#8221; e o filme de Tarantino.<br />
&#8220;Não foi fácil recuperar o terreno perdido&#8221;, diz Woebcken. Ultimamente, o Babelsberg tem obtido boa parte de seu lucro -°3 milhões no ano passado, com a crise, e °6 milhões no anterior- fabricando sets, locando estúdios e fornecendo as milhares de peças de figurino que abarrotam um galpão.<br />
Beneficiado por um esquema de subsídio oferecido pelo governo alemão desde 2007, para tornar o país atraente às produções, o herdeiro da UFA em tempos de crise se coloca também como um polo de empregos quando a indústria criativa se consolida como a principal (e talvez única) força da esvaziada economia de Berlim.<br />
&#8220;É importante para quem sai das escolas de cinema daqui trabalhar nesses filmes, até para depois fazer melhores filmes alemães. Aqui há pequenos filmes demais e pouca chance de explorá-los no cinema&#8221;, diz o executivo. &#8220;Temos de fazer menos filmes, e maiores.&#8221;<br />
A UFA, sob o nome que for, continua ecoando seu tempo.</p>
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		<title>Gastos públicos tiram a Alemanha da recessão</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 16:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Autoridades alertam, porém, para o excesso de otimismo
Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP
&#160;
&#160;
Gastos públicos tiram a Alemanha de sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ontem, as autoridades alemãs confirmaram que a recessão foi superada, mas admitem que o buraco nas contas públicas explodiu. Já o presidente da Comissão Europeia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Autoridades alertam, porém, para o excesso de otimismo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>Gastos públicos tiram a Alemanha de sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ontem, as autoridades alemãs confirmaram que a recessão foi superada, mas admitem que o buraco nas contas públicas explodiu. Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou contra o otimismo e disse que a Europa ainda não está pisando em terra firme.</p>
<p>Segundo os dados da maior economia da Europa, o crescimento no segundo trimestre foi de 0,3% em comparação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 3,5%. Em relação aos 12 meses precedentes, a queda do PIB ainda é profunda, de 5,9%. Mas pelo menos é inferior à queda de 6,7% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008.</p>
<p><strong>AUMENTO DE GASTOS</strong></p>
<p>O governo aumentou os gastos em 0,4% e os investimentos em construção foram elevados em 1,4%. O consumo privado aumentou em 0,7% graças aos subsídios estatais. Esses foram os primeiros dados positivos em 12 meses e confirmam as informações preliminares divulgadas há 10 dias.</p>
<p>Desde a eclosão da crise, a chanceler Angela Merkel injetou US$ 121 bilhões na economia, incluindo subsídios para a compra de carros.</p>
<p>Esse mecanismo não apenas serviu como um balão de oxigênio para a indústria automotiva, como puxou o aumento do consumo privado no trimestre.</p>
<p><strong>ELEIÇÕES</strong></p>
<p>O que todos se perguntam, porém, é até que ponto a Alemanha terá de manter a ajuda estatal. A exportação, que foi o motor de crescimento da Alemanha na última década, ainda não foi retomada com força. No trimestre, a queda foi de 1,2% e não há expectativa que se recupere rapidamente. Merkel deve ser beneficiada pelos dados publicados ontem nas eleições gerais que ocorrem no fim do próximo mês.</p>
<p>Carsten Brzeski, analista do banco ING, afirma que o crescimento ocorre graças aos gastos públicos. &#8220;Os números são resultado do plano de resgate do governo&#8221;, disse, em uma nota.</p>
<p>&#8220;A economia alemã ainda está recebendo infusões. As próximas semanas e meses podem ser positivos, mas algumas dúvidas persistem se a economia já pode se manter de pé sozinha&#8221;, disse Alex Weber, presidente do Banco Central alemão. &#8220;A recessão acabou, mas nem tudo que brilha é ouro&#8221;, completou.</p>
<p><strong>CAUTELA</strong></p>
<p>Merkel também adotou um tom de cautela. Segundo ela, o pior já passou. Mas o caminho nos próximos meses ainda será turbulento.</p>
<p>Barroso fez um alerta contra um otimismo exagerado. Na zona do euro, a contração da economia foi de 0,1% no segundo trimestre, taxa comemorada pelo mercado. A França também já saiu da recessão.</p>
<p>Mas um dos desafios será ainda a expansão do desemprego nos próximos meses, o que deve afetar o consumo e fazer com que a recuperação patine por alguns meses. Na Alemanha, a taxa de desemprego deve subir de 8,3% neste ano para 10,5%, segundo os dados oficiais.</p>
<p>Para alguns países, como no Báltico, a queda do PIB é de mais de 20%. Barroso garante que a UE vai ajudá-los. &#8220;O impacto da crise ainda é tangível na Europa e temos muito a caminhar ainda&#8221;, disse.</p>
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		<title>China supera a Alemanha como maior exportador</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 14:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Comércio: Dados do 1º semestre mostram pequena vantagem chinesa
Ralph Atkins, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR
As exportações chinesas abriram uma ligeira dianteira em relação às da Alemanha no primeiro semestre deste ano, segundo novos dados divulgados ontem, em mais uma indicação de que a posição da Alemanha, de principal país exportador do mundo, está ameaçada.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Comércio: Dados do 1º semestre mostram pequena vantagem chinesa</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Ralph Atkins, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR</p>
<p>As exportações chinesas abriram uma ligeira dianteira em relação às da Alemanha no primeiro semestre deste ano, segundo novos dados divulgados ontem, em mais uma indicação de que a posição da Alemanha, de principal país exportador do mundo, está ameaçada.</p>
<p>A China exportou mercadorias em valor equivalente a US$ 521,7 bilhões no primeiro semestre do ano, enquanto o total da Alemanha foi US$ 521,6 bilhões, conforme anunciou a Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra.</p>
<p>Estes números de exportação são acompanhados de perto na Alemanha, a maior economia da Europa, que terá eleições nacionais no próximo mês. As vendas dos seus produtos industriais têm impulsionado em grande parte o crescimento econômico nos últimos anos e, durante toda a crise econômica, o governo da premiê conservadora Angela Merkel tem defendido firmemente o modelo econômico do país, voltado às exportações.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002329/imagens/arte25int-china-a13.gif" alt="Foto Destaque" border="0" /></div>
<p>A Alemanha há muito tempo vem se preparando para que a economia chinesa, de crescimento muito mais acelerado, assuma o seu título de &#8220;campeã mundial de exportações&#8221;.</p>
<p>O valor provável das exportações alemãs e chinesas para o ano cheio continua, porém, incerto e dependerá decisivamente das oscilações das taxas de câmbio nos próximos meses.</p>
<p>Um euro forte poderia ajudar a reduzir as vendas da Alemanha. Os setores exportadores do país mostraram sinais de recuperação nos meses recentes.</p>
<p>&#8220;Está apertado demais para podermos extrapolar para o ano todo e, quem dirá, para o próximo ano&#8221;, afirmou Patrick Low, economista-chefe da OMC.</p>
<p>As exportações alemãs foram duramente abaladas pela queda na confiança mundial que se seguiu à derrocada do banco de investimentos americano Lehman Brothers, no ano passado.</p>
<p>Mas surgiram sólidos sinais de uma sólida retomada no crescimento. Em junho, mês mais recente para o qual há dados disponíveis, as exportações alemãs deram um salto de 7% na comparação com o mês anterior. Apesar disso, elas ainda ficaram 22,3% abaixo do nível do ano anterior. As exportações chinesas seguiram um padrão semelhante.</p>
<p>O aumento repentino nas exportações ajudou a explicar porque a Alemanha conseguiu registrar um aumento no PIB no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior &#8211; dando a entender que o país teria saído da recessão antes dos EUA, Reino Unido e da maioria das demais grandes economias da UE.</p>
<p>Por sua vez, a recuperação na Alemanha está ajudando a elevar o desempenho global da zona do euro. As encomendas à indústria na zona do euro dispararam, numa alta de 3,1% em junho, na comparação com o mês anterior (leia texto ao lado), segundo dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://racismandnationalconsciousnessnews.files.wordpress.com/2009/07/china-chinese-exports.jpg" alt="http://racismandnationalconsciousnessnews.files.wordpress.com/2009/07/china-chinese-exports.jpg" height="325" width="519" /></div>
<p><font size="5"><strong>Para Pequim, estímulo ainda é necessário</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Agências internacionais &#8211; VALOR</p>
<p>O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que a economia de seu país &#8220;ainda enfrenta muitas novas dificuldades e problemas&#8221; e que o governo manterá suas políticas de estímulo uma vez que recuperação ainda carece de bases sólidas.</p>
<p>Wen disse que apesar de melhoras nas condições da economia chinesa, não se pode ser &#8220;cegamente otimista&#8221;. As declarações foram feitas ontem durante visita ao sul do país e veiculadas pelo site do gabinete do premiê.</p>
<p>&#8220;Ainda há muitos fatores de instabilidade e de incerteza pela frente e a situação econômica futura é ainda muito grave, embora tanto a economia mundial quanto a economia nacional estejam passando por mudanças positivas neste momento.&#8221;</p>
<p>O premiê advertiu também que os efeitos de algumas das medidas do governo podem começar a perder força enquanto outras levarão algum tempo até apresentarem resultados. No comunicado do gabinete com as declarações de Wen não há mais detalhes dos problemas mencionados por ele.</p>
<p>A cautela do líder chinês contrasta com um otimismo crescente entre muitos analistas que dizem que a China está fazendo progressos impressionantes para deixar para trás os efeitos da crise. Muitos têm repetido que a China será a primeira grande economia a sair da maior retração mundial desde os anos 30.</p>
<p>Wen prometeu que Pequim continuará aplicando suas políticas para incrementar a demanda doméstica, ampliar o crédito e melhorar eficiência. O país está pondo em prática a um plano de estímulo de US$ 586 bilhões previsto para durar dois anos. O objetivo é injetar recursos do Estado na economia para estimular o consumo doméstico por meio de maiores gastos públicos em obras e ampliação de crédito.</p>
<p>O Banco da Construção da China afirmou ontem, no entanto, que há o excesso de recursos no sistema bancário está criando uma bolhas do mercado, o que deu asas a temores de que autoridades chinesas estejam preparando &#8211; ao contrário da promessa de Wen &#8211; um aperto no crédito.</p>
<p>&#8220;Há incerteza na economia e bolhas no mercado de capitais&#8221;, disse Guo Shuqing, presidente do banco, o segundo maior do país. &#8220;O sistema bancário chinês ainda tem excesso de liquidez.&#8221;</p>
<p>No primeiro trimestre, bancos do país concederam um valor recorde de US$ 1,1 trilhão em novos empréstimos para ajudar a por em prática o pacote de estímulo do governo.</p>
<p>Foi o pacote que contribuiu para que a economia chinesa tivesse um crescimento de 7,9% no último trimestre &#8211; ante os 6,1% do trimestre anterior. O premiê e outras autoridades chinesas têm alertado, no entanto, que muitas empresas no país ainda registram resultados ruins e que outras áreas mostram que a fase de recuperação ainda não está bem fundada.</p>
<p>&#8220;A fundação da recuperação econômica não está estável, não está firme, não está equilibrada e certamente não podemos ser cegamente otimistas&#8221;, disse Wen.</p>
<p>A meta de crescimento do governo para este ano é de 8%. Estimativas de analistas privados variam de 7% a 9,4%.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.japanfocus.org/data/chi-jap.jpg" alt="http://www.japanfocus.org/data/chi-jap.jpg" /></div>
<p><font size="5"><strong>Demanda chinesa puxa o Japão</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Bloomberg &#8211; VALOR</p>
<p>A demanda da China, a economia que mais cresce entre as principais do mundo, está contribuindo para tirar o Japão de sua mais grave recessão do pós-guerra, disse uma destacada economista do governo japonês.</p>
<p>&#8220;Não há dúvida de que a recuperação econômica da China está contribuindo para uma reação no Japão e em outras economias da região&#8221;, disse Tomoko Hayashi, diretora para economias externas da Secretaria de Governo em Tóquio.</p>
<p>Indústrias, da Honda à Komatsu, se beneficiaram no trimestre passado com o pacote de incentivo econômico da China, de 4 trilhões de iuan (US$ 585 bilhões), o que ajudou a economia do Japão a crescer pela primeira vez em mais de um ano. As exportações para a China superaram as vendas para os Estados Unidos e fizeram com que o país se tornasse o maior mercado externo do Japão este ano. O mercado chinês está compensando a fragilidade dos gastos do consumidor e das empresas no mercado japonês.</p>
<p>A &#8220;recuperação [do Japão] seguirá dependendo muito da demanda externa e do pacotes de estímulo no segundo semestre de 2009 e início de 2010&#8243;, disse Tetsufumi Yamakawa, economista-chefe para Japão do Goldman Sachs.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.jaunted.com/files/admin/shanghaiskyline.jpg" alt="http://www.jaunted.com/files/admin/shanghaiskyline.jpg" /></div>
<p><strong><br />
<font size="5">Imóvel comercial dispara na China</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Bloomberg &#8211; VALOR</p>
<p>A China superou os EUA e o Reino Unido juntos em vendas de imóveis comerciais no primeiro semestre do ano, disse a empresa de pesquisa Real Capital Analytics, sediada em Nova York.</p>
<p>As transações chinesas totalizaram US$ 31,2 bilhões, depois da disparada de vendas propiciada pelo boom de crédito patrocinado pelo governo chinês. As vendas nos EUA somaram US$ 16,2 bilhões no primeiro semestre, segundo o relatório, e as do Reino Unido, US$ 13,7 bilhões.</p>
<p>&#8220;Não há dúvida que de a China será um participante mais significativo no cenário mundial de transações de imóveis comerciais&#8221;, disse Dan Fasulo, diretor-executivo da Real Capital.</p>
<p>Cerca de US$ 62,8 bilhões em imóveis comerciais foram negociados mundialmente no segundo trimestre, 17% a mais que nos três meses anteriores, o que representa o primeiro aumento em 18 meses, disse a Real Capital.</p>
<p>Esse crescimento indica uma recuperação mundial. O total mundial de vendas no primeiro semestre foi de US$ 116,4 bilhões, 65% a menos que no mesmo período do ano passado e US$ 500 bilhões a menos que no pico no primeiro semestre de 2007. Espera-se que as vendas cresçam neste semestre.</p>
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		<title>A Europa volta a rugir</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP
A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.
A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" alt="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP</p>
<p>A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.</p>
<p>A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do fim de 2008. O bom resultado foi puxado por França e Alemanha, economias que apresentaram pequeno crescimento no segundo trimestre.</p>
<p>Apesar de muito dependente dos gastos governamentais, a Ásia apresentou recentemente grandes melhorias. Alguns dos principais analistas esperam para este ano um crescimento de até 9% na China, e de mais de 10% no ano que vem. Enquanto isso, a brutal contração no início do ano nos Estados Unidos amainou, e há sinais indicando pequeno crescimento para o segundo semestre.</p>
<p>A economia da União Europeia, formada por 27 países, encolheu 0,3% no trimestre encerrado em 30 de junho, chegando a uma taxa anual de aproximadamente 1,2%. Os 16 países que usam o euro como moeda tiveram declínio de 0,1% no segundo trimestre, equivalente a uma taxa anual de 0,4%.</p>
<p>Apesar de negativos, os dados europeus transmitiram uma impressão muito melhor do que os do primeiro trimestre deste ano, quando se registrou, tanto na União Europeia quanto na zona do euro, uma contração de 2,5% em relação aos três últimos meses de 2008.</p>
<p>O significativo abrandamento da recessão colocou a Europa em um nível semelhante ao dos Estados Unidos, onde a economia se contraiu num ritmo anual de 1% no segundo trimestre. Economistas disseram que a Europa recebeu alguma ajuda dos programas governamentais, como as bonificações pagas na troca de carros antigos por veículos novos, além da maior demanda por exportações observada na China.</p>
<p>Mas, acima de tudo, o desempenho representou uma virada para o choque financeiro que foi sentido nas economias do mundo todo após o colapso do Lehman Brothers, em setembro, e o subsequente caos nos mercados financeiros.</p>
<p>A Europa ainda enfrenta a possibilidade de ver sua recuperação desacelerar ou mesmo estagnar no início de 2010 por causa das iniciativas insuficientes para a restauração do sistema bancário e do rápido aumento do desemprego. Ainda assim, as perspectivas mais animadoras, em especial na Alemanha e na França, parecem ter dado à região um impulso rumo a uma recuperação mais precoce do que a esperada.</p>
<p>Por causa da sua receita bastante diversa para combater a recessão, a Europa deve apresentar em 2010 um crescimento menos veloz do que o americano, segundo economistas.</p>
<p>No ano que vem, a maior parte de um programa de gastos no valor de US$ 800 bilhões nos EUA começará a surtir efeito, o que fará as medidas europeias parecerem quase insignificantes, apesar de suas dimensões corresponderem ao medo dos governos europeus de se verem atolados em dívidas. Uma isenção fiscal total de aproximadamente US$ 100 bilhões deu aos EUA, nos últimos meses, um impulso rumo à recuperação.</p>
<p>&#8220;A verdadeira diferença nas recuperações será sentida no ano que vem&#8221;, disse Thomas Mayer, economista-chefe do Deutsche Bank para a Europa. &#8220;Isso acontecerá quando os EUA se restabelecerem mais rápido do que a Europa.&#8221; Os números animadores são sustentados pelo desempenho sólido de França e Alemanha. Mesmo assim, a economia alemã, a maior da região, ainda deve registrar contração anual de 6%, dizem os economistas.</p>
<p>Dentro da zona do euro, França e Alemanha estão ajudando a equilibrar os desempenhos sofríveis da Itália, eterna retardatária, e da Espanha, onde o colapso do mercado imobiliário causou aguda recessão.</p>
<p>Os países do Leste Europeu, em especial a Hungria e os países bálticos, continuam sofrendo grandes dificuldades. A antes poderosa economia britânica ainda enfrenta rápida alta no desemprego, apesar da possibilidade de o país também apresentar um modesto crescimento no terceiro trimestre.</p>
<p>Os novos números da economia alemã surpreendem após quatro trimestres consecutivos de contração na produção, sugerindo que a recessão do país &#8211; a pior desde a Segunda Guerra &#8211; tenha chegado ao fim.</p>
<p>A surpresa do crescimento alemão &#8211; a maioria dos economistas esperava número igual a zero ou até negativo &#8211; reflete o ganho dos exportadores com o crescimento na Ásia e com o que parece ser o fim do declínio nos EUA. A produção industrial também recebeu o incentivo de programas que conferem um bônus de 2.500 aos compradores que decidirem trocar seus carros velhos por modelos novos e menos poluentes.</p>
<p>&#8220;O estímulo está funcionando um pouco, mas existe também uma recuperação associada ao comércio global&#8221;, disse Erik Nielsen, economista-chefe do Goldman Sachs de Londres para a Europa.</p>
<p>Mas outros fatores estão influenciando as perspectivas para a Europa, criando incertezas em relação à situação econômica em 2010. Na semana passada, a notícia de que as exportações alemãs tinham dado em junho um salto de 7% em relação ao mês anterior antecipou que deve haver um crescimento no Produto Interno Bruto.</p>
<p>Mas isso mascarou um colapso generalizado nas encomendas do exterior; as exportações alemãs apresentaram em junho queda de 22% em relação a igual período de 2008.</p>
<p>E ainda é esperada para este ano uma grande alta no desemprego, conforme programas governamentais que mantinham as pessoas em folhas de pagamento particulares começarem a expirar.</p>
<p>O desemprego na zona do euro já está em 9,4%, o nível mais alto em 10 anos, e o crescimento anêmico dos próximos trimestres não será suficiente para frear ou compensar este aumento. Isso, por sua vez, poderia derrubar a confiança do consumidor e até provocar turbulências políticas na Europa, segundo os economistas.</p>
<p>O sistema financeiro é outro problema no horizonte, apesar de a sua recuperação ser mais rápida do que a esperada. O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou a Europa por não ter agido com suficiente agilidade para recapitalizar os bancos e limpar de ativos podres dos balanços. Mas a previsão do Banco Central Europeu (BCE) para as perdas é menor do que a do FMI e, além disso, publicou dados sugerindo que há maior fluidez nos fluxos de crédito.</p>
<p>&#8220;Não precisamos nos preocupar com o aperto no crédito tanto quanto pensamos que seria necessário no início do ano&#8221;, disse Julian Callow, economista-chefe do Barclays Capital.</p>
<p><strong>*Carter Dougherty é jornalista </strong></p>
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		<title>Desemprego e fim dos pacotes de estímulo ameaçam retomada</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR
A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?
A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" width="492" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR</p>
<p>A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?</p>
<p>A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar e pelo fim dos pacotes de estímulo fiscal, enquanto governos buscam conter déficits orçamentários.</p>
<p>O crescimento na Alemanha e na França &#8211; que, reunidas, são responsáveis por quase 48% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro &#8211; por pouco não levaram a região como um todo para o território positivo. A recuperação deixou os economistas mais confiantes do que nunca em que a forte recessão na zona do euro esteja chegando ao fim quase exatamente dois anos depois de o aperto de crédito ter deflagrado a crise financeira mundial.</p>
<p>Mas, apesar da quase eufórica reação às inesperadas boas notícias, a maioria dos economistas mantém uma perspectiva cautelosa. O consenso é de que o crescimento na eurozona poderá se aproximar de taxas média históricas no fim do ano que vem.</p>
<p>Aurelia Maccario, economista do Unicredit em Milão, disse que o forte desempenho da zona do euro sugere um retorno a taxas de crescimento positivas no terceiro trimestre, com &#8220;provavelmente uma leve aceleração no fim do ano&#8221;. O crescimento poderá atingir uma taxa anualizada de 1% no segundo semestre de 2009 devido ao efeito combinado do ressurgimento da demanda mundial e de crescimento dos gastos públicos e privados, como resultado de diversos esquemas de estímulo.</p>
<p>Economistas disseram que as medidas de curto prazo provavelmente desempenharam um grande papel na evidente guinada rumo ao crescimento.</p>
<p>&#8220;Com base no que sabemos hoje, revisamos para cima nossas previsões para o terceiro trimestre &#8211; de situação praticamente inalterada para 0,5% positivo&#8221;, disse Erik Nielsen do Goldman Sachs em Londres. Para ele, outros fatores, além do estímulo, poderão começar a mostrar seu efeito.</p>
<p>A melhoria nas expectativas levou diversos bancos a revisarem para melhor suas previsões anuais para o PIB na zona do euro, embora a região tem um longo caminho a percorrer até retornar a níveis anteriores à crise.</p>
<p>O alemão Commerzbank disse que o PIB da zona do euro deverá encolher &#8220;apenas&#8221; 3,5% neste ano, em comparação com uma previsão anterior de queda de 3,8%. O Unicredit agora prevê que a economia encolherá 4%, em vez dos 4,6% projetados anteriormente.</p>
<p>Segundo a Eurostat, birô estatístico da União Europeia (UE), a taxa à qual a economia da zona do euro encolheu baixou para 0,1% no segundo trimestre, de calamitosos &#8211; 2,5% no primeiro.</p>
<p>Nielsen falou de &#8220;grande interrogações&#8221; pairando sobre o sistema bancário europeu.</p>
<p>Temores de que os bancos europeus sejam forçados a depreciar ativos relacionados com inadimplência devida à crise econômica e, em consequência, reduzir novas concessões de empréstimos têm preocupado políticos e o Banco Central Europeu (BCE) nas últimas semanas.</p>
<p>Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, implorou aos banco, na semana passada, que repassem as &#8220;medidas extraordinárias&#8221; que o BCE tomou para incrementar sua liquidez.</p>
<p>Outra razão para tratar os dados divulgados ontem com alguma cautela é o desemprego, para o qual a expectativa generalizada é de um salto de crescimento &#8211; que deprimiria o consumo &#8211; enquanto as companhias continuam a apertar os cintos.</p>
<p>Trichet advertiu na semana passada que &#8220;mesmo quando a economia reaquecer, o desemprego poderá continuar crescendo&#8221;. Ele ressaltou esse risco como &#8220;um dos pontos importantes que nos impõem sermos prudentes e cautelosos&#8221; durante algum tempo.</p>
<p>O perigo de que as verbas de estímulo &#8211; que parecem estar dando sustentação aos gastos públicos e privados &#8211; acabem antes que a zona do euro tenha superado os prenúncios de apertos de crédito e no mercado de trabalho é a razão pela qual os economistas continuam preocupados com o crescimento.</p>
<p>&#8220;O problema, para a zona do euro&#8221;, disse Nielsen, &#8220;é que os fatores positivos são, no momento, em larga medida de curto prazo, ao passo que os fatores negativos poderão se constituir em problemas de mais longo prazo&#8221;.</p>
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		<title>Alemanha e França voltam a crescer e puxam economia da zona do euro</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Bloomberg &#8211; VALOR
Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.
O Produto Interno Bruto da zona do euro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" alt="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Bloomberg &#8211; VALOR</p>
<p>Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.</p>
<p>O Produto Interno Bruto da zona do euro encolheu 0,1% em relação ao primeiro trimestre, período em que contraiu 2,5% &#8211; o qual foi o maior declínio desde que os dados relativos ao bloco começaram a ser compilados, em 1995, informou o departamento de estatística da União Europeia (UE). Economistas haviam estimado que o PIB teria encolhido 0,5% nos três meses até junho, segundo mostra a mediana de 32 projeções colhidas em pesquisa da agência Bloomberg.</p>
<p>Na Alemanha, a maior economia da Europa, o PIB cresceu 0,3% (dado sazonalmente corrigido) em relação ao primeiro trimestre, quando caiu 3,5%. A economia da França também cresceu 0,3% no trimestre passado.</p>
<p>A Itália e a Holanda foram os países que puxaram a economia da zona do euro para baixo. A economia italiana contraiu 0,5%, e a holandesa teve queda de 0,9% no segundo trimestre.</p>
<p>O PIB da zona do euro recuou por cinco trimestres consecutivos, a mais longa contração desde o início da série histórica, que começou há 14 anos.</p>
<p>A demanda pelas exportações da zona do euro está melhorando no mesmo momento em que os pacotes de resgate dos governos e os juros baixos sustentam os gastos do consumidor interno. Os dados divulgados sugerem que o Banco Central Europeu (BCE) não precisará aumentar as medidas de incentivo, mas o crescente desemprego em toda região deverá ainda conter o consumo.</p>
<p>&#8220;Existe uma chance mais do que razoável de que a atividade econômica da zona do euro tenha agora chegado ao ponto mais baixo e que voltará a crescer no terceiro trimestre, com muitas das outras economias seguindo o exemplo da Alemanha e da França e saindo da recessão&#8221;, disse Martin van Vliet, economista-sênior do ING Bank de Amsterdã. &#8220;Tememos, porém, que a recuperação seja relativamente lenta e demorada.&#8221;</p>
<p>A melhora econômica da Alemanha acontece quando a premiê conservadora Angela Merkel está em campanha pela reeleição na votação marcada para 27 de setembro. &#8220;Merkel está numa boa posição para explorar a volta precoce ao crescimento econômico, mas eu me surpreenderei se ela fizer isso com muita ênfase&#8221;, disse Laurent Bilke, economista-sênior da Nomura de Londres. &#8220;Ainda se justifica uma certa cautela enquanto o mercado de trabalho continuar a se enfraquecer.&#8221;</p>
<p>A economia do Reino Unido, que pertence à UE, mas não à zona do euro, contraiu 0,8% no segundo trimestre, mais do que o dobro do previsto por economistas.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre de 2008, a economia da zona do euro encolheu 4,6 entre abril e junho, depois de uma contração de 4,9% nos três primeiros meses do ano, segundo o relatório.</p>
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		<title>Crise faz murchar os prostíbulos na Alemanha</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 18:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornal Le Monde repercute o sinal de alerta dos principais jornais da Alemanha. A crise global afeta particularmente os prostíbulos e a prostituição. As promoções não permitem reverter o declínio. Os fundamentos da &#8220;mais velha profissão&#8221; estão vacilando perante os efeitos da crise global. É que a crise golpeia mais forte a Europa e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O jornal <strong>Le Monde</strong> repercute o sinal de alerta dos principais jornais da Alemanha. A crise global afeta particularmente os prostíbulos e a prostituição. As promoções não permitem reverter o declínio. Os fundamentos da &#8220;mais velha profissão&#8221; estão vacilando perante os efeitos da crise global. É que a crise golpeia mais forte a Europa e os países ricos.</em></p>
<p><font size="5"><strong>Allemagne : les maisons closes broient du noir</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/06/13/h_4_ill_1206697_3bf3_000_par739817.jpg" alt="Les patrons de maisons closes sont formels : la fréquentation de leurs établissements a, depuis cet hiver, chuté d'environ 30 %." title="Les patrons de maisons closes sont formels : la fréquentation de leurs établissements a, depuis cet hiver, chuté d'environ 30 %. | AFP/JOHN MACDOUGALL" width="575" border="0" height="385" /></div>
<p>Les patrons de maisons closes sont formels : la fréquentation de leurs établissements a, depuis cet hiver, chuté d&#8217;environ 30 %.AFP/JOHN MACDOUGALLBerlin, Correspondante LE MONDE</p>
<p>Accrochée aux fenêtres des maisons closes d&#8217;Allemagne, la petite lampe rouge &#8211; signe discret, mais sans ambiguïté &#8211; semble bien pâlotte. Et les affiches, parfois plus explicites, collées aux carreaux n&#8217;y changent rien : les temps sont rudes, pour le milieu allemand de la prostitution. &#8220;Si le client n&#8217;arrive même plus à financer son logement, sa nourriture et sa voiture, comment voulez-vous qu&#8217;il fasse des frais pour du sexe ?&#8221;, demande Monika Heitmann, de l&#8217;association Nitribitt, qui, depuis plus de vingt ans, assiste les prostituées de Brême.</p>
<p>Oui, même le Rotlichtmilieu (le &#8220;milieu de la lanterne rouge&#8221;) semble touché par la crise, et &#8220;tire la sonnette d&#8217;alarme&#8221;, comme l&#8217;a titré le quotidien Süddeutschezeitung. Les patrons de maisons closes sont formels : la fréquentation de leurs établissements a, depuis cet hiver, chuté d&#8217;environ 30 %. Contraintes et forcées, bien des &#8220;filles&#8221; se retrouvent au chômage partiel. Tandis que le plus vieil établissement de Francfort, le FKK Sudfass, a fermé ses portes en début d&#8217;année, après trente-sept ans de service, le secteur lutte pour sa survie.</p>
<p>Certes, le quotidien économique Handelsblatt souligne que la situation n&#8217;est guère plus brillante à Amsterdam, où, d&#8217;après lui, le &#8220;ralentissement drastique&#8221; de l&#8217;activité va &#8220;porter le coup de grâce&#8221; à de nombreuses maisons du fameux Quartier rouge. Mais l&#8217;Allemagne, où le gouvernement Schröder a décidé de légaliser la prostitution en 2002, afin de décriminaliser le milieu et de donner des droits aux prostituées, s&#8217;inquiète du sort de ces dernières.</p>
<p>Peu évoqué en France, le sujet n&#8217;a ici rien de tabou. &#8220;Le rapport marchand à la sexualité est beaucoup plus répandu en Allemagne qu&#8217;en France, notamment dans la capitale, témoigne le sociologue Yves Sintomer, directeur adjoint du Centre franco-allemand Marc-Bloch à Berlin. Ce n&#8217;est pas un hasard si le leader européen du sex-shop (Beate Uhse) est allemand !&#8221;</p>
<p>Comment l&#8217;expliquer ? Peut-être par &#8220;une culture moins pudique du corps, de la nudité, et du sexe en général, qui serait liée au mouvement naturiste du début du XXe siècle, lequel a fortement marqué les moeurs, notamment, par la suite, en ex-RDA. Tout cela, appuyé par certains courants féministes, s&#8217;est cristallisé en faveur de la légalisation de la prostitution et a permis sa large acceptation dans la société.&#8221; Un lien entre la &#8220;FKK&#8221; (Frei Körper Kultur, &#8220;culture du corps libre&#8221;) et la prostitution souvent reconnu par les professionnels.</p>
<p>On saura donc tout, grâce au quotidien populaire Bild mais aussi à la presse la plus sérieuse, des misères que connaît le milieu. &#8220;Aujourd&#8217;hui, nos filles gagnent au maximum 500 euros par semaine, là où elles s&#8217;en faisaient facilement 1 500 avant&#8221;, se lamente Ralf Gottschald, patron d&#8217;un établissement de Hanovre. Pour gagner leur vie, les prostituées en viennent à tout accepter. Face à &#8220;la concurrence dramatique&#8221; qui, d&#8217;après Marion Detlefs, de l&#8217;association berlinoise Hydra, s&#8217;est installée, certaines renoncent même à &#8220;faire respecter les fondamentaux du métier : port obligatoire du préservatif, interdit du baiser buccal&#8221;.</p>
<p>Une dégradation des conditions de travail observée depuis plusieurs années par cette association de terrain, en contact permanent avec les quelque 700 maisons closes que compte la capitale allemande. &#8220;La crise du milieu de la prostitution ne date pas d&#8217;aujourd&#8217;hui, surtout à Berlin où la paupérisation de la population est plus forte qu&#8217;ailleurs&#8221;, insiste Marion Detlefs. &#8220;Pour avoir une chance de survivre, les maisons closes multiplient les offres attractives, cherchent à tout prix à se distinguer. Ce sont les prostituées qui font les frais de cette surenchère.&#8221;</p>
<p>De fait, jamais les établissements n&#8217;ont fait preuve d&#8217;autant d&#8217;imagination. A Berlin, le FKK Artemis propose ainsi des tarifs spéciaux pour les retraités ainsi que pour les chauffeurs de taxi &#8211; &#8220;ces derniers, nous ramenant pas mal de clients, paient moitié prix le dimanche et le lundi&#8221;, justifie Ekki Krummeich, le tenancier. A Berlin toujours, le Pussy Club, ouvert en 2008, avec son forfait &#8220;Zwei für eins&#8221; (&#8221;Deux pour le prix d&#8217;un&#8221;), invite madame à prendre part aux ébats. &#8220;Nous n&#8217;avons fait que répondre à une demande de notre clientèle, parfois exprimée par les conjointes elles-mêmes&#8221;, s&#8217;en explique Alex Schuh, le gérant.</p>
<p>Mais c&#8217;est encore avec sa formule à 70 euros que le Pussy Club bat tous les records. Pour cette somme en effet, le client a droit de &#8220;faire tout ce qu&#8217;il veut, autant qu&#8217;il le veut, aussi longtemps qu&#8217;il le peut&#8221; (uniquement toutefois aux heures creuses, de 10 heures à 16 heures). Le Pussy Club signe ainsi le triomphe du &#8220;bordel discount&#8221;, un nouveau type d&#8217;établissement qui connaît un succès grandissant. A n&#8217;en pas douter, &#8220;le concept est promis à un bel avenir&#8221;, se félicite Alex Schuh.</p>
<p>&#8220;Que voulez-vous, c&#8217;est la seule solution, si l&#8217;on veut trouver une parade à la crise&#8221;, assure Isabelle Rozier, patronne berlinoise du Belle Escort Club. &#8220;A moins d&#8217;opter pour la direction opposée : celle de l&#8217;offre exclusive (qu&#8217;elle a elle-même choisie pour son établissement, dont le &#8220;High Class tariff&#8221; s&#8217;élève à 500 euros, pour trois heures). En tout cas, il faut se décider. Rester dans l&#8217;offre moyenne, c&#8217;est mourir à coup sûr.&#8221; Bien qu&#8217;il mise sur la niche du luxe &#8211; en partant du principe qu&#8217;&#8221;il y aura toujours une clientèle en mesure de payer&#8221; -, le Belle Escort Club a lui aussi subi la récession de plein fouet : sa patronne estime à 20 % la baisse de fréquentation de son établissement.</p>
<p>Comme le client &#8220;déserte les bordels et les clubs trop onéreux pour s&#8217;acheter du sexe au coin de la rue&#8221;, selon le très sérieux quotidien Die Welt, &#8220;de plus en plus de prostituées retournent faire le trottoir&#8221;, atteste Monika Heitmann. &#8220;Ce qui les vulnérabilise davantage, témoigne Marion Detlefs. Au moins, dans une maison close, elles appartiennent à une structure, et bénéficient d&#8217;une certaine solidarité. Dans la rue, la concurrence est plus féroce que jamais, les Polonaises et les Bulgares sont accusées de faire baisser les tarifs et de ruiner le métier.&#8221;</p>
<p>Alors, aujourd&#8217;hui, Samanta, 34 ans &#8220;préfère arrêter, et travailler à nouveau comme vendeuse&#8221;. Son revenu, affirme-t-elle, a chuté de 60 % par rapport à ce qu&#8217;elle gagnait il y a dix ans. &#8220;Cela n&#8217;a pas de sens de continuer&#8221;, en conclut-elle. &#8220;Il est clair que les sommes que l&#8217;on pouvait gagner il y a vingt ans dans ce secteur n&#8217;ont plus cours. Mais le métier existera toujours&#8221;, veut croire Anke Christiansen, une ancienne prostituée âgée de 54 ans, qui, en 2003, a fondé avec deux copines à Hambourg le Geizhaus, le tout premier bordel discount du pays. Lequel affiche fièrement son slogan : &#8220;C&#8217;est l&#8217;avarice qui rend lubrique.&#8221; Lequel sonne singulièrement bien avec l&#8217;esprit du temps.</p>
<p>Lorraine Rossignol</p>
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		<title>Bauhaus</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 18:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Exposições e livros discutem legado da escola de arquitetura e design mais influente do século 20, fundada na Alemanha há 90 anos por Walter Gropius





Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur, Cosac Naify, 2001
Walter Gropius, edifício da Bauhaus, em Dessau, de 1925 a 1926





Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur, Cosac Naify, 2001
A poltrona Wassily, de 1925, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090517/img/arteelazer.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p><strong>Exposições e livros discutem legado da escola de arquitetura e design mais influente do século 20, fundada na Alemanha há 90 anos por Walter Gropius</strong></p>
<div id="fotoDestaque">
<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/0C/07/DE/G0C07DED8B93540B180DB93CC747171FC.jpg" width="290" height="290" /></div>
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<div class="footerDestaque">
<div align="center"></div>
<p align="center"><font size="2"><em><span id="creditoDestaque">Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur, Cosac Naify, 2001<br />
</span></em></font><font size="2"><em>Walter Gropius, edifício da Bauhaus, em Dessau, de 1925 a 1926</em></font></p>
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<div class="footerDestaque">
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<p align="center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/78/A4/7B/G78A47B867CE94E5995300A05FCF3B044.jpg" width="290" height="290" /><em><font size="2"><span id="creditoDestaque"></span></font></em></p>
<p align="center"><em><font size="2"><span id="creditoDestaque">Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur, Cosac Naify, 2001</span></font></em><em><font size="2"><br />
A poltrona Wassily, de 1925, feita em tubos de aço cromado; cadeira de autoria de Marcel Breuer, feita em homenagem ao pintor russo e professor da Bauhaus, Wassily Kandinsky</font></em></p>
<div align="center"></div>
</div>
<p style="background-color: #ffff99">Antonio Gonçalves Filho &#8211; O Estado SP</p>
<p>Por mais que o irrequieto jornalista e escritor norte-americano Tom Wolfe, criador do termo &#8220;radical chique&#8221;, fale mal da Bauhaus, a histórica escola alemã de arquitetura e design acaba de completar 90 anos ainda jovem e celebrada com lançamentos de livros e exposições nos principais museus do planeta &#8211; do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York (Bauhaus 1919-1933: Workshops for Modernity, a partir de 8 de novembro) ao museu da Universidade de Artes de Tóquio (Bauhaus Experience, em cartaz até julho). Tom Wolfe é autor do polêmico livro sobre a escola criada por Walter Gropius, Da Bauhaus ao Nosso Caos (Rocco), em que lhe atribui a culpa pelos desastres arquitetônicos do mundo moderno.</p>
<p>Wolfe insiste que a escola alemã foi a responsável pela uniformização arquitetônica que fez das metrópoles americanas e asiáticas enfadonhas réplicas do modelo europeu bauhausiano. Segundo ele, por causa do primeiro mandamento da Bauhaus &#8211; &#8220;forma segue a função&#8221; -, toda a ornamentação externa dos edifícios desapareceu. Como consequência, diz, o chamado &#8220;estilo internacional&#8221;, funcionalista, só pode ser apreciado por arquitetos, e não pelos operários que constroem esses prédios, contrariando a filosofia da escola de Gropius, que pregou a democratização e o acesso do bom design a todas as categorias sociais, até ser fechada pelos nazistas em 1933, acusada de ser um antro de comunistas.</p>
<p>De certo modo, o livro que acaba de ser lançado no Brasil sobre a escola, ABC da Bauhaus, organizado pelos designers Ellen Lupton e J. Abbott Miller (Cosac Naify, tradução de André Stolarski, 72 págs., R$ 55), é igualmente crítico quanto ao legado da instituição, mas, ao contrário de Wolfe, seus autores estão interessados em investigar os princípios teóricos que fizeram os professores de lá &#8211; artistas como Kandinski, Paul Klee, Albers e arquitetos como Mies van der Rohe &#8211; criarem a noção de linguagem visual.</p>
<p>A obra parte de uma pesquisa feita por Kandinski dentro da Bauhaus, em 1923. Com ela, o pintor russo criou uma gramática visual poderosa e menos ambígua que a verbal, reduzindo a sintaxe a três figuras geométricas &#8211; um triângulo, um quadrado e um círculo &#8211; e às cores primárias. O triângulo amarelo seria o elemento dinâmico, o quadrado vermelho representaria o estático e o círculo azul seria um signo da serenidade. Foi com essa gramática que muitos artistas construíram sua obra &#8211; e até hoje formulam novas propostas visuais.</p>
<p><font size="2"><em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/AA/AA/CE/GAAAACE704E0B4514B424A5E7062DBABF.jpg" width="290" height="290" /></div>
<p></em></font></p>
<div align="center"></div>
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<p align="center"><font size="2"><em><span id="creditoDestaque">Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur, Cosac Naify, 2001</span></em></font><font size="2"><em><br />
Folha de rosto de Staatliches Bauhaus Weimar (1919-1923); desenho de László Moholy-Nagy, de 1923</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<div align="center"></div>
</div>
<p>A herança da Bauhaus é discutida também em outros livros programados para este ano: Bauhaus Women, de Ulrike Müller, sai em outubro pela Random House, que lança no mesmo mês The Bauhaus Group, de Nicholas Fox Weber. Bauhaus Women será a primeira monografia a tocar num ponto nevrálgico, a participação das mulheres na elaboração da linguagem visual, mostrando que foram vistas como uma &#8220;ameaça&#8221; pelos mestres da escola, a ponto de ser criado na Bauhaus um departamento só para elas, de onde saíram grandes designers como Anni Albers. A mulher do pintor Josef Albers foi amiga de Nicholas Fox Weber, que traça em sua obra o retrato íntimo de seis dos principais criadores envolvidos com o ensino na instituição &#8211; Paul Klee, Kandinski, Mies van der Rohe, Gropius e o próprio casal Albers.</p>
<p>A respeito das mulheres da escola alemã, a organizadora do livro ABC da Bauhaus, Ellen Lupton, em conversa telefônica com o Estado (leia texto na próxima página), observa que, se não foram exatamente discriminadas, elas tampouco chegaram a ter alguma projeção como arquitetas. Essa é uma questão importante quando se considera que a lendária Bauhaus, inicialmente projetada como uma escola de arte, virou a Meca da arquitetura moderna quando Gropius lançou, em abril de 1919, seu primeiro manifesto. Nele, o arquiteto define sua principal meta: criar uma escola sem distinção de classe social ou barreiras entre artesãos e artistas. Evoque-se que seu panfleto é lançado um ano depois do fim da 1ª Guerra, pretendendo anunciar uma nova era, condizente com a industrialização e produção de massa. Gropius sonhou com uma escola pluralista, em que a unidade arquitetônica seria atingida graças a mestres de várias disciplinas. Parecia utópico, mas a história provou o contrário.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.momedesign.com/img/designers/bauhaus.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.momedesign.com/img/designers/bauhaus.jpg" /></div>
<p><strong><br />
O eterno fascínio da velha escola</strong></p>
<p><strong>Freud e Lacan usaram linguagem visual dos modernos alemães e até a física bebeu nessa fonte</strong></p>
<p>Antonio Gonçalves Filho &#8211; O Estado SP</p>
<p>A Bauhaus sobreviveu não apenas como uma histórica escola de arquitetura e design, mas um movimento artístico independente, que deixou frutos em toda parte &#8211; e isso tanto por seu purismo estético como pela força que involuntariamente os conservadores deram a ela, expulsando as melhores cabeças da Alemanha e obrigando-as a buscar asilo nos Estados Unidos, após a ascensão de Hitler. O livro ABC da Bauhaus, organizado por Ellen Lupton e J. Abott Miller, reúne textos de especialistas que tratam justamente de episódios nebulosos da escola de Gropius, sobretudo a incômoda conexão entre o apelo à ordem feito pela Bauhaus e a evocação do caráter mítico germânico pelo Terceiro Reich, que perseguiu e fechou a instituição.</p>
<p>Esse é um dos capítulos mais polêmicos do livro agora lançado, na realidade mais uma obra referencial sobre a teoria e a atividade pedagógica da Bauhaus do que propriamente um ensaio político. Designer, Tori Egherman se encarrega de traçar na obra um panorama da República de Weimar à época da fundação da Bauhaus, mostrando como um país em estado de desintegração moral e ética como a Alemanha, que evocou o espírito germânico para incendiar a massa, viu nascer uma escola capaz de produzir um estilo internacional de arquitetura. E foi justamente esse feito de Gropius, o de afirmar o poder político e moral da arquitetura &#8211; capaz de definir condições de vida de uma sociedade -, que fez de sua escola uma instituição revolucionária e ameaçadora.</p>
<p>A organizadora do livro, Ellen Lupton, em conversa com o Estado, diz que selecionou o texto não com o propósito de provocar controvérsia, como a obra de Tom Wolfe a respeito da escola, sobre o qual não tem opinião favorável. &#8220;Ele despreza o impacto provocado pela emergência da Bauhaus num mundo em ruínas, após a 1ª Guerra, e minimiza a modernidade que ela levou a outros continentes com a subsequente emigração de ex-alunos e professores da escola&#8221;, diz, lembrando que conceitos como funcionalidade e artista-artesão eram impensáveis no começo do século passado. Além disso, a influência da &#8220;nova Bauhaus&#8221; fundada por Moholy-Nagy em Chicago, no ano de 1937, ou as atividades de Gropius, Albers e Mies van der Rohe nos EUA, ajudaram a criar uma outra mentalidade artística entre os americanos, levados a deglutir a obra dos abstratos de forma menos traumática.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.poster.net/kandinsky-wassily/kandinsky-wassily-bauhaus-2633583.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.poster.net/kandinsky-wassily/kandinsky-wassily-bauhaus-2633583.jpg" /></div>
<p>Tom Wolfe, ao contrário, acha que a modernidade arquitetônica da Bauhaus foi uma praga que se alastrou pelas cidades dos Estados Unidos e contaminou o senso estético americano com o &#8220;dicionário visual&#8221; criado por Kandinski e outros artistas europeus defensores da abstração &#8211; geométrica ou não. A designer Ellen Lupton, a esse respeito, diz que a Bauhaus não só teve de conviver no passado com uma comunidade hostil como tem de suportar, no presente, conservadores como Wolfe, avessos à ideia de que a escola é a origem mítica do modernismo. A Bauhaus foi, defende a designer, um lugar onde se reuniram diversas vertentes da vanguarda europeia para explorar uma &#8220;linguagem da visão&#8221;, e não para dominar o mundo. &#8220;A reação contra os mandamentos estéticos da Bauhaus é mais ou menos uma resposta ao pai que censura a criança transgressora, que quer se expressar com autonomia&#8221;, analisa a autora. Ela classifica Wolfe de &#8220;injusto&#8221; por não reconhecer o quanto essa linguagem abriu caminho para ferramentas como a internet, &#8220;impensável se os pioneiros da Bauhaus não tivessem abolido as fronteiras das expressões artísticas e promovido a interconexão entre a escrita visual e verbal&#8221;.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.artknowledgenews.com/files2009a/seagram_building.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.artknowledgenews.com/files2009a/seagram_building.jpg" /></div>
<p>A escola alemã deu ao mundo tanto torres como a da Seagram de Nova York, assinada em 1954 por Mies van der Rohe, como ensinou o mundo a ver de novo com olhos de criança-artista &#8211; e, nesse aspecto particular, o texto do teórico Abbott Miller sobre a influência do movimento alemão do Jardim da Infância (Kindergarten) é um dos pontos altos de ABC da Bauhaus. A linguagem visual de formas elementares e cores básicas que seria adotada pela escola já estava em teste nos reformistas &#8220;jardins&#8221; da infância alemães no século 19, que se espalharam pela América e países asiáticos, fazendo com que artistas se sentissem liberados para recorrer à criança e acessar uma janela para a infância da arte &#8211; o que fica transparente tanto nas pinturas &#8220;infantis&#8221; de Paul Klee como nas obras de Kokoschka.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.museum.vienna.at/images/ausstellungen/Plakatkunst/Oskar_Kokoschka.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.museum.vienna.at/images/ausstellungen/Plakatkunst/Oskar_Kokoschka.jpg" /></div>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>Ellen Lupton diz mais: ela submeteu o teste de Kandinski sobre as formas geométricas elementares e cores primárias a historiadores, teóricos e escritores. Os resultados foram inesperados. Antes de todos esses, Freud, assumidamente pouco capaz de visualizar relações espaciais, elegeu o triângulo bauhausiano para desenvolver um gráfico do sujeito psicanalítico. Já a escritora Frances Butler escolheu essa forma geométrica &#8220;porque o triângulo é a forma mais pontuda, menos volumosa e mais leve e o círculo é o centro na cultura ocidental, a vitalidade sangrenta&#8221;. A conjunção entre psicanálise e geometria não era exatamente impensável quando Kandinski aplicou o teste. Freud elegeu o triângulo como o &#8220;edípico&#8221;, condição básica da sexualidade humana, porque na base estão o pai e a mãe e no topo do triângulo domina a criança na posição masculina, podendo trocar de lugar com os pais. Frances Butler apenas confirmou Freud. E o que seria do estruturalismo de Lacan sem a figura do triângulo bauhausiano?</p>
<p align="center"><img src="http://pastexhibitions.guggenheim.org/klee_kand/images/kandinsky_image.jpg" alt="http://pastexhibitions.guggenheim.org/klee_kand/images/kandinsky_image.jpg" /><br />
<font size="2"><em>Pintura de Kandinsky </em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo o fundador da Bauhaus, Walter Gropius, ou seus primeiros professores seriam capazes de prever que a escola viria a se tornar objeto de fascínio entre tantos profissionais distantes da arquitetura, da pintura, do desenho e do design. &#8220;Hoje, os médicos usam os mesmos princípios para desenhar diagramas de identidade cerebral&#8221;, lembra a autora de ABC da Bauhaus, enfatizando a necessidade de valorizar o legado da escola alemã. &#8220;Gropius previu uma nova era com o fim da 1ª Guerra e queria que um novo estilo arquitetônico fosse o espelho desse novo tempo, defendendo sobretudo a funcionalidade e a economia de meios, tudo o que precisamos também agora nesta época de crise econômica, marcada pelo individualismo.&#8221;</p>
<p>A linguagem &#8220;universal&#8221; da visão bauhausiana, resumida a três figuras geométricas e três cores primárias, diz ela, já levou físicos como Alan Wolf a imaginar como seria viver em um espaço com mais ou menos de três dimensões e a considerar, segundo Ellen Lupton, a estrutura fractal do mundo. Se isso não serve para atestar a importância da escola, é só abrir a janela e imaginar um planeta sem a poltrona Wassily de Marcel Breuer. Conseguiu?</p>
<p><strong><br />
Estante</strong></p>
<p>Além do livro ABC da Bauhaus, lançado pela Cosac Naify, as estantes das livrarias têm alguns bons títulos sobre a escola de arquitetura e design alemã que ajudam a entender seus princípios e história. A Taschen, por exemplo, publicou no Brasil o livro Bauhaus, de Magdalena Droste. Na mesma linha, pode-se citar Bauhaus, de Judith Carmel-Arthur, lançado há algum tempo pela Cosac Naify. O livro Bauhaus: Nova Arquitetura (Perspectiva) é um estudo assinado por seu fundador. Gropius é analisado com muita propriedade pelo historiador e crítico italiano Giulio Carlo Argan em Walter Gropius e a Bauhaus, editado pela José Olympio e até hoje, passados 58 anos de sua publicação, o mais respeitado trabalho sobre o criador da escola. Gropius é objeto de um outro livro, Bauhaus, Dessau &#8211; Walter Gropius, escrito por Dennis Sharp e lançado pela Phaidon Press. Outra boa indicação é Bauhaus Ideal &#8211; Then and Now, de William Smock, publicado pela Academy Chicago Publishers.</p>
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		<title>PIBs de França e Alemanha caem e afundam Europa</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Economia alemã recua 3,8% no 1.º trimestre; França cai 1,2% e entra em recessão; zona do euro cai 2,5%
Jamil Chade &#8211; O Estado SP
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa estava arrasada, nunca o continente esteve em uma situação tão dramática como hoje, em termos econômicos. Ontem, autoridades anunciaram a maior queda [...]]]></description>
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<p><strong>Economia alemã recua 3,8% no 1.º trimestre; França cai 1,2% e entra em recessão; zona do euro cai 2,5%</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade &#8211; O Estado SP</p>
<p>Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa estava arrasada, nunca o continente esteve em uma situação tão dramática como hoje, em termos econômicos. Ontem, autoridades anunciaram a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha em quase 40 anos e a entrada oficialmente da França em recessão. As notícias abalam as esperanças de que a crise está perdendo força. Mas governos acreditam que o primeiro trimestre foi o fundo do poço e que perdas dessa magnitude não serão vistas nos próximos meses.</p>
<p>A queda das duas maiores economias da Europa levaram o continente a um cenário negativo. A contração do PIB na zona do euro já atravessa quatro trimestres consecutivos e atinge uma taxa recorde de 2,5%. Os dados ainda mostram que a recessão é mais profunda na Europa que nos Estados Unidos, a origem da crise.</p>
<p>A economia alemã &#8211; a maior da Europa &#8211; teve um recuo histórico de 3,8% de janeiro a março &#8211; a maior em um trimestre desde 1970, quando o cálculo começou a ser feito. Maior economia exportadora do mundo, a Alemanha sofre com a queda da demanda mundial. No último trimestre de 2008, o PIB alemão já havia encolhido 2,2%.</p>
<p>A BMW, maior fabricante de carros de luxo da Europa, sabe o que essa crise significa. Teve de cortar postos de trabalho e produção. Em abril, a queda das vendas foi de 23%. Norbert Reithofer, presidente da empresa, está cético sobre uma reação no curto prazo. &#8220;Não prevemos uma recuperação antes de 2010.&#8221; A queda na demanda mundial por carros e máquinas também foi um dos motivos que levaram o PIB alemão ao tombo. Para o ano, o governo prevê que o PIB cairá 6%.</p>
<p>Os alemães tentam dar um sinal de que o pior já passou. &#8220;Essa queda brusca não deve mais ocorrer&#8221;, afirmou o porta-voz do governo, Thomas Steg. &#8220;Temos claras indicações de que o primeiro trimestre foi o mais difícil.&#8221; Pesquisas de opinião indicam que a confiança de empresários começa a se recuperar.</p>
<p>Na França, a contração do PIB foi de 1,2% no mesmo período. Por ser o segundo trimestre consecutivo de queda, o país entrou tecnicamente em recessão. O recuo foi menor do que a redução de 1,5% do trimestre anterior. A queda das vendas externas, de 7,2%, e do setor automotivo, de 12,8%, puxou a retração.</p>
<p>Para Christine Lagarde, ministra de Finanças da França, a previsão é de queda do PIB de 3% no ano, o dobro do que vinha sendo previsto. A recuperação viria apenas em 2010 e, mesmo assim, &#8220;gradualmente&#8221;. Em 2008, o crescimento foi de apenas 0,3%.</p>
<p>Críticos dizem que os governos europeus passaram meses negando que a crise chegaria e muitos ainda hesitam em gastar dinheiro para programas de recuperação.</p>
<p>O PIB da zona do euro caiu 2,5% no primeiro trimestre e 4,6% em um ano. A taxa é a pior em 13 anos, quando os cálculos começaram a ser apurados. Nem mesmo a redução da taxa de juros pelo Banco Central Europeu para os níveis mais baixos já vistos &#8211; de 1% &#8211; parece ter sido suficiente.</p>
<p>Ao contrário do que se esperava, a queda do PIB da zona do euro foi mais intensa nos três primeiros meses do ano que no fim de 2009, quando foi de 1,6%. Dos 16 países que usam o euro, apenas um não está em recessão. Nos onze países que não usam o euro, a queda foi de 2,5%.</p>
<p>Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, o recuo médio dos 27 países da Europa foi de 4,4%. Na Letônia e Eslováquia, a queda foi de 11,2%. Hungria e Romênia caíram 6,4%.</p>
<p>A Itália registrou a maior perda desde 1980. A queda foi de 2,2%, contra uma contração de 2,1% no quarto trimestre de 2008. No ano, o PIB encolheu 5,9%, o pior resultado em 29 anos.</p>
<p>A Espanha registrou queda de 1,8% no trimestre e 2,9% em termos anuais &#8211; a pior marca desde 1970. No Reino Unido, a queda foi de 1,9% no trimestre, contra recuo de 1,6% no trimestre anterior.</p>
<p>Até o setor do luxo começa a sentir. A Bulgari registrou seu primeiro prejuízo em uma década. A L?Oreal, maior empresa de cosméticos do mundo, classificou o trimestre de &#8220;duro&#8221;. O setor de cosméticos é tido como o mais resistente às crises.</p>
<p>Na Europa, o que todos querem saber é se esse foi ou não o fundo do poço. A Comissão Europeia admite que a queda foi maior do que a esperada. Mas aposta em melhoria e recuperação em 2010. &#8220;Existem alguns sinais, mas a volta do crescimento ainda está longe&#8221;, diz o comissário de Assuntos Econômicos da Europa, Joaquin Almunia.</p>
<p>O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, apontou ontem sinais positivos de recuperação. &#8220;Prevemos uma retomada da conjuntura mundial para o primeiro semestre de 2010. A virada da situação deve ocorrer em outubro, novembro ou dezembro de 2009&#8243;, disse. Para o governador do Banco da Inglaterra, Mervyn King, a recuperação será &#8220;lenta&#8221;.</p>
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