<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; alianças</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/aliancas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 16:00:52 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 15:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[José Genoino]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PCdoB]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15471</guid>
		<description><![CDATA[
Em entrevista à &#8216;Agência Estado&#8217;, deputado conta que PT deve ceder nos Estados e traça um mapa das alianças
Denise Madueño - Agência Estado

Pablo Valadares/AE &#8211; 07/07/2009

Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição
BRASÍLIA - Com o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT encerrou nesta semana com a pré-candidata Dilma Rousseff, ministra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Em entrevista à &#8216;Agência Estado&#8217;, deputado conta que PT deve ceder nos Estados e traça um mapa das alianças</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Denise Madueño - Agência Estado</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/genoino292.jpg" alt="Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição" width="292" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;">Pablo Valadares/AE &#8211; 07/07/2009</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição</p>
<p>BRASÍLIA - Com o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT encerrou nesta semana com a pré-candidata Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, a rodada de encontros com a cúpula e as bancadas dos partidos da base em busca de fechar um leque de alianças para a eleição de 2010. Enquanto o PSDB não define seu candidato à sucessão presidencial, Lula e o PT mostram que têm uma estratégia clara e vêm conquistando espaço com os partidos para garantir palanques fortes para Dilma nos Estados. É o que revela o deputado José Genoino (SP), ex-presidente do PT, nesta entrevista à repórter Denise Madueño, da <strong>Agência Estado</strong>. A prioridade é eleger Dilma e, em nome da aliança nacional em torno de sua candidatura, o PT deve ceder nos Estados e apoiar nomes de partidos aliados, conta Genoino. A segunda meta é para o futuro, em caso de vitória petista. O PT e Lula estão preocupados em eleger um grande número de deputados e de senadores para não correr o risco de ficar sem base de sustentação no Congresso. A intenção é não repetir o governo Lula, que teve que acertar apoios já durante o exercício do mandato, depois das dificuldades que enfrentou com uma base parlamentar frágil. Genoino afirma ser melhor para o partido abrir mão de eleger governadores para, em troca, garantir o domínio no Congresso. Na entrevista a seguir, o petista traça um mapa das alianças eleitorais com o PMDB nos Estados considerados problemáticos.<strong> </strong></p>
<p><strong>Agência Estado &#8211; Fechado o pré-compromisso com o PMDB, o que avançou até agora nesses dez dias?</strong></p>
<p>José Genoino &#8211; O que avançou é que agora nós temos uma diretriz nacional, e é fundamental a aliança com o PMDB. São dois os motivos: o PMDB participa do governo, tem sido um fator de estabilidade e dará palanques fortes e tempo na televisão para Dilma. O PMDB deve compor a chapa majoritária, e para isso nós temos de avançar nos Estados para termos palanques unificados. A existência de mais de um palanque deve ser exceção e não regra. Nós temos de ter uma aliança com palanques estaduais que vá do bloco de esquerda até o centro, que é o PMDB, passando pelo PR.</p>
<p><strong>AE &#8211; A ministra Dilma e a cúpula do PT já conversaram com o PR, com o PDT, com o PMDB. É uma tentativa de fazer uma campanha no estilo &#8220;nós contra a oposição&#8221;, personificada no PSDB, no DEM e no PPS?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; A campanha deve ser plebiscitária com dois projetos: o liderado por Lula e Dilma e o da aliança demo-tucana. São dois projetos, não tem terceira nem quarta via. Portanto, plebiscitar é o conteúdo da campanha. Esse plebiscito tem de se materializar nos Estados porque a eleição das bancadas de deputados estaduais, deputados federais e de senadores se dá no primeiro turno. Interessa-nos eleger grandes bancadas. Por isso, reafirmo, a prioridade é, primeiro, eleger presidente; em seguida, bancadas fortes e, depois, governadores dentro de uma eleição polarizada nacionalmente.</p>
<p><strong>AE &#8211; Por que a preocupação de eleger uma bancada grande de deputados e de senadores é maior do que a de eleger governadores?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Em primeiro lugar, pela nossa experiência. Nós temos de ter uma aliança e uma coalizão programática na eleição nacional e manter essa relação com a eleição para o Congresso Nacional. É muito difícil fazer maioria depois da eleição. É melhor construir essa maioria política durante a campanha eleitoral. Então, o importante é, primeiro, eleger bancadas afinadas com o programa da companheira Dilma. A nossa experiência do mandato do presidente Lula mostra a importância de ter uma maioria mais definida na Câmara e no Senado. Nós temos de trabalhar com isso, inclusive mostrar para a população que é importante eleger senadores e deputados.</p>
<p><strong>AE &#8211; E a bancada de governadores?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No caso de governadores, nós temos de analisar em cada Estado de acordo com quem tem viabilidade e quem pode montar um palanque unificado. O palanque unificado facilita a eleição de deputado e de senador, e nós temos de ter tempo na televisão. Como nós temos um bom governo, precisamos de palanques estaduais e tempo na televisão para falar bem desse governo. Se o PT não tem nome competitivo, deve ceder espaço para os aliados de maneira programática.</p>
<p><strong>AE &#8211; A prioridade de eleger grandes bancadas no Congresso já é preventiva ante eventual dificuldade de governar no caso de a ministra Dilma ser eleita?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Ter uma boa e grande bancada é importante para garantir a manutenção, com avanços, dos programas do governo Lula. E nós aprendemos e vivemos essa experiência que a governabilidade no Congresso Nacional tem de avançar para uma governabilidade programática. Qual o caminho que nós temos? Fazer alianças em primeiro turno de maneira transparente. Nós temos de ter bancadas mais unidas, tanto na Câmara quanto no Senado, e o PT tem de priorizar isso. Onde o PT tiver chance de eleger senador, é melhor abrir mão de governador.</p>
<p><strong>AE &#8211; Para evitar o que aconteceu com o governo Lula, que precisou compor para montar a base?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O governo Lula fez uma experiência de governabilidade que viabilizou esse projeto que está mudando o Brasil. Esse caminho que, no fundamental, foi vitorioso, nos indica a necessidade de ter bancadas mais programáticas. Principalmente, porque nós queremos continuar com avanços e nós temos de ter mais unidade no programa que vai eleger deputado e senador.</p>
<p><strong>AE &#8211; Se a prioridade é eleger uma grande bancada para dar sustentação ao governo, como será a atuação do PT no caso de o PSDB ganhar a disputa para Presidência da República?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Eu quero ganhar a eleição com a Dilma e ter maioria no Congresso Nacional, portanto eu só falo sobre esse cenário.</p>
<p><strong>AE &#8211; E se o PT voltar a ser oposição?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Eu não discuto essa possibilidade porque estou 100% empenhado em continuar sendo governo e continuar transformando o Brasil.</p>
<p><strong>AE &#8211; Como fechar as alianças nos Estados?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Para ter palanques estaduais unificados, o PT deve reivindicar a cabeça de chapa onde tiver nome competitivo e onde o PT já está governando. Onde não tiver condições, o PT deve ceder espaço para os partidos aliados, para o PMDB, para o PSB, para o PDT, para o PR. O melhor caminho é fazer essa coalizão no voto, nas urnas e na rua. Nós estamos mostrando nossa candidata, nosso programa e estamos dizendo que vamos eleger a Dilma com essas bancadas de senadores e de deputados porque nós temos de ter maioria no Congresso Nacional.</p>
<p><strong>AE &#8211; O deputado Ciro Gomes (PSB-SP), que pretende se candidatar à Presidência, é um problema para a estratégia de campanha plebiscitária?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Ciro Gomes é um parceiro, uma pessoa muito importante na defesa do governo Lula e está no nosso projeto. Nós temos de dialogar com o Ciro e com o PSB para ele somar nesse projeto estratégico. O melhor caminho é Ciro formar um grande palanque no Estado de São Paulo, junto com o PT, com o PSB, como PDT, com o PCdoB e com o PR. O PT, abrindo a possibilidade de ter Ciro como candidato ao governo, dará uma grande demonstração de que prioriza a eleição nacional e mostrará que o caminho é eleger uma bancada forte para o Congresso. Defendo uma aliança ampla com Ciro na cabeça de chapa e com Chalita (ex-tucano, o vereador Gabriel Chalita é do PSB) e Mercadante para o Senado.</p>
<p><strong>AE &#8211; Como convencer os petistas paulistas a abrirem mão de um candidato próprio ao governo?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No debate. Mostrando que o decisivo e o determinante é a aliança nacional. O que contribuir para a aliança nacional o PT dos Estados tem de ceder. Onde o PT não tem viabilidade política eleitoral, nós temos de ceder para os aliados. Em São Paulo, por exemplo, a pré-candidatura de Ciro Gomes conforma um bloco de partidos. O PT pode ter um nome próprio, desde que seja cumprida a condição de esse nome reunir a aliança com os demais partidos, PSB, PCdoB e PDT. O PT sair sozinho em São Paulo é ruim para o projeto nacional de eleger a Dilma.</p>
<p><strong>AE &#8211; E no Rio de Janeiro? (A cúpula petista apoia a reeleição de Sérgio Cabral, do PMDB, aliança considerada fundamental para o acordo nacional, mas o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, se lançou na disputa pelo cargo do peemedebista).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Nós temos uma aliança de governo com Sérgio Cabral. Se nós participamos do governo, temos de ajudar a reeleição de Sérgio Cabral, compondo a chapa majoritária com candidatos ao Senado. Se Garotinho (ex-governador do Rio Anthony Garotinho, que está no PR) for candidato a governador, nós não podemos hostilizá-lo nem criticá-lo na medida em que ele é de um partido da base e vai apoiar Dilma. Garotinho não pode se transformar em um adversário nosso. Ele terá autonomia para apoiar a Dilma, e é bom que isso aconteça. Agora, o PT ter candidato próprio no Rio de Janeiro é um grande equívoco. Nós temos um triângulo político do colégio eleitoral: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas. Nós não podemos errar nestes Estados.</p>
<p><strong>AE &#8211; O que fazer em Minas Gerais? (São pré-candidatos os ministros das Comunicações, o peemedebista Hélio Costa, e do Desenvolvimento Social, o petista Patrus Ananias, e o petista e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Em Minas, o PT passa por uma disputa interna (Processo de Eleição Direta que vai escolher a nova direção do partido em 22 de novembro) e precisamos esperar o seu resultado. Com o peso de Minas e com a responsabilidade dos protagonistas envolvidos nesta disputa, nós temos de apelar para que haja bom senso e juízo. Os tucanos são fortes em Minas, com Aécio Neves (governador do Estado), e em São Paulo, com José Serra (governador do Estado), e nós não podemos errar. Portanto, a precondição é concretizar a aliança com o PMDB e nós temos de avaliar quem estará na cabeça de chapa.</p>
<p><strong>AE &#8211; Qual é o critério para a escolha do candidato em Minas, estar na frente das pesquisas de intenção de voto?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O critério é estar na frente da pesquisa. Segundo critério, quem tem melhores condições de ganhar. Terceiro critério, quem soma mais apoio político, aliança e voto para a candidatura nacional. Toda a análise está amarrada na prioridade da eleição nacional com a companheira Dilma, que é o projeto estratégico nosso. Esse projeto estratégico orienta, decide e induz as alianças estaduais.</p>
<p><strong>AE &#8211; E na Bahia? (O ministro da Integração Nacional, peemedebista Geddel Vieira Lima, vai disputar com o governador petista Jaques Wagner, que busca reeleição).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Na Bahia, se forem dois palanques, nós temos de ter uma relação respeitosa. Onde tiver dois palanques apoiando a Dilma, ela e Lula terão de estar nesses dois palanques.</p>
<p><strong>AE &#8211; Pará? (O PMDB do deputado Jader Barbalho está de olho no cargo da governadora petista Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No Pará, nos somos governo. O PT tem candidatura e temos de viabilizar a reeleição de Ana Júlia. Para isso, temos de negociar a composição da chapa majoritária, para o Senado. Tanto na Bahia quanto no Pará, nós temos candidatos competitivos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>AE &#8211; E em Mato Grosso do Sul? (O governador peemedebista André Puccinelli quer a reeleição, mas o petista e ex-governador Zeca do PT quer concorrer).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O PT tem de fazer uma discussão nacional com o PT de Mato Grosso do Sul e buscar uma negociação com o PMDB. O PT não deve ficar sozinho na disputa nesse Estado. Se o PT quer reeleger um governador em Estado que está governando e quer o apoio do PMDB, o mesmo deve acontecer no inverso. O PMDB em Mato Grosso do Sul tem governador e está nos chamando para apoiá-lo, como chamamos os peemedebistas do Pará e da Bahia. O PT tem de ser mais flexível e fazer uma aliança com (André) Puccinelli.</p>
<p><strong>AE &#8211; Ceder nesse caso?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; É. Qual o critério que estou defendendo? O partido tem governador, é um nome competitivo e apoia Dilma? O raciocínio serve em todos os Estados. É uma boa aliança para o PT apoiar Puccinelli e priorizar a composição para o Senado.</p>
<p><strong>AE &#8211; Em quais Estados o PT já considera inviável o acordo com o PMDB?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; São Paulo, Acre, Rio Grande do Sul, que já têm definições em curso. Agora, em outros Estados com problemas, devemos criar o consenso processual. Unir o possível e deixar algumas questões para depois. Vamos construindo o acordo.</p>
<p><strong>AE &#8211; Um eventual governo de Dilma será mais petista do que o de Lula, que tem o perfil mais conciliador?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O Lula é petista, e o PT é lulista. Essa tentativa de tratar o Lula separado ou diferente do PT é de marqueteiro que não conhece a história do PT nesses quase 30 anos. São cinco elementos que constroem essa maioria: Lula, PT, movimento social, governo e alianças. Isso nos dá condição de construir maioria. O PT é um elemento central para a campanha da Dilma, porque as alianças serão costuradas pelo PT no plano nacional e em cada Estado. O PT será uma força central na governabilidade do próximo período. Por isso, temos de definir alianças para a Câmara e para o Senado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para Lula, empresários decepcionaram na crise; leia íntegra da entrevista</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 11:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SEGURANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[crecimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[empresários]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[marolinha]]></category>
		<category><![CDATA[Pasdb]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[poupança]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15142</guid>
		<description><![CDATA[Alan Marques/Folha Imagem

O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília


da Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da Folha, Kennedy Alencar. Leia abaixo íntegra da entrevista:
FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Alan Marques/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n2210200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da </span><strong><span style="background-color: #ffff99;">Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar</span></strong></h2>
<h2><strong> </strong></h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da <strong>Folha</strong>, <strong>Kennedy Alencar</strong>. Leia abaixo íntegra da entrevista:</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos e derrubou o crescimento da economia de 5% ao ano para 1% em 2009 no cenário mais otimista?</strong><br />
<strong>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</strong> &#8211; Foi correto. Temos que separar a crise em dois momentos. Até setembro de 2008, discutíamos a crise do subprime quando ainda não havia o problema dos bancos. Até esse momento, o Brasil sentiria muito pouco a crise por várias razões. A economia estava sólida. Havíamos diversificado nossas exportações. Os bancos brasileiros tinham maior solidez e havia maior controle do Banco Central. Quando veio o Lehman Brothers [quebra do banco americano de investimentos em setembro de 2008], aconteceram duas coisas graves. O dinheiro desapareceu. Uma empresa como a Petrobras passou a pegar empréstimos na Caixa que seria destinado a pequenas empresas brasileiras.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ali não houve um tsunami?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As coisas não aconteceram aqui como em outras partes do mundo porque nós tomamos medidas imediatas. Liberamos R$ 100 bilhões do depósito compulsório para irrigar o sistema financeiro. Fizemos com que o Banco do Brasil e a Caixa agilizassem mais a liberação de crédito. Fizemos o Banco do Brasil comprar carteiras de bancos menores que estavam prejudicados. Fizemos o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa em São Paulo e comprar 50% do Banco Votorantin. Era preciso que os bancos públicos entrassem em outras fatias do mercado, em que não tinham expertise, como financiar carro usado.</p>
<p>Nos debates com empresários, a minha inconformidade é que houve no mês de novembro e dezembro uma parada brusca desnecessária de alguns setores da economia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Em outubro de 2007, o sr. disse que tinha aprendido que era importante governar também para a burguesia, que possuía uma visão diferente de quando era dirigente sindical, pois tinha um lado claro. Como presidente, precisava governar para todos, pobres e ricos.</strong></p>
<p><strong>Disse também que a burguesia brasileira era a &#8220;burguesia que sempre foi, a burguesia que está sempre querendo mais&#8221;. Falou ainda: &#8220;Da minha parte, não existe preconceito. Tenho consciência de que estão ganhando dinheiro no meu governo como nunca&#8221;.</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Durante a crise econômica internacional, o que o sr. achou do papel do empresariado brasileiro?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Alguns setores empresariais resolveram colocar o pé no breque de forma muita rápida, a começar do setor automobilístico, que seguia a orientação das matrizes, que estavam em situação muito delicada. Tinha um estoque razoável. Estavam numa situação privilegiada de produção e venda de carros. De repente, a indústria automobilística parou. Quando ela para, para uma cadeia produtiva que representa 24% do PIB industrial brasileiro. E outros setores que já tinham empréstimos assegurados com o BNDES pararam porque ninguém sabia o que ia acontecer.</p>
<p>Aí, fizemos desonerações, liberação de financiamentos, o Meirelles colocou dinheiro das reservas para facilitar nossas exportações. Depois, descobrimos outra coisa grave, os derivativos, feitos por empresas que não pareciam que faziam derivativos. Foi outro problema. Tivemos de conversar com empresa por empresa. Discutir como financiar, como evitar que algumas quebrassem, e colocamos o BNDES em ação.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; No auge da crise, os bancos privados secaram o crédito. A Vale e a Embraer demitiram de imediato. Foi um comportamento à altura do país naquele momento?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não foi. Foi precipitação do setor empresarial, que deveria ter tido tido a tranquilidade que o governo teve. Deveriam ter ouvido o pronunciamento de 22 de dezembro em que fui à TV contraditar a tese de que as pessoas não iam comprar com medo de perder o emprego. Fui dizer que iam perder emprego exatamente se não comprassem.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. comprou algo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico. Comprei geladeira nova.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a sua opinião hoje sobre a burguesia, pós-crise?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não utilizo mais a palavra burguesia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Sobre o grande capital nacional?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem setores diferenciados. Não pode colocar todo mundo no mesmo barco. Tem o setor automobilístico que é dinâmico, mas depende de orientação da matriz. Como a matriz, estava numa situação muito delicada, a orientação recebida aqui era para colocar o pé no breque. Tinha o setor siderúrgico, com 60% da produção para exportação, que, de repente, minguou. A Vale exportava quase tudo o que produz de minério. Na hora em que caiu a demanda da China, houve um breque. O que me deixou decepcionado é que as pessoas deveriam ter tido a paciência para ver o tamanho do buraco. Quando dizíamos que o Brasil seria o último a entrar na crise e o primeiro a sair, nós estávamos convencidos do potencial do Brasil e do mercado interno. Há anos venho dizendo: o problema do Brasil não é o custo final do carro, o problema é saber se a mensalidade que o trabalhador vai pagar cabe no seu holerite.</p>
<p>Hoje é um fato consagrado no mundo inteiro: o Brasil hoje é o país mais bem preparado e o que melhor enfrentou a crise.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. vai prorrogar a isenção de IPI para a linha branca? Total ou parcialmente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Essas coisas a gente não diz sim ou não com antecedência. Se eu disser agora que vai ser prorrogado, as pessoas que iam comprar agora deixam de comprar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. tem simpatia pela prorrogação?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tanto que tenho simpatia que fiz a desoneração.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com o dólar no patamar de R$ 1,70 e juros ainda altos na comparação com outros países, o sr. não teme viver uma crise cambial em 2010 ou deixar uma bomba-relógio para o sucessor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca trabalhei com juros altos tendo como parâmetro outros países.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas os juros no Brasil são altos, e o sr. reclama.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Sei. Mas trabalho na comparação com o que era. Em vez de ficar achando que a calça do outro é apertada, eu vejo a minha de manhã. O Brasil tem a menor taxa de juros de muitas décadas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A taxa básica não poderia estar menor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Poderia. Mas, descontada a inflação, temos 4%, 4,5% de juro real. Há muitas décadas o Brasil não tinha esse prazer. O problema hoje é o spread bancário, que ainda está alto, e o governo tem trabalhado para reduzir.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem uma crítica&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Deixa eu falar do câmbio. Depois respondo à crítica do Serra, que é menos importante para mim, para você e para o povo brasileiro. O câmbio sempre foi uma preocupação nossa. Se um dia você for presidente da República e sentar naquela cadeira, vai entrar na sua sala uma turma reclamando que o dólar está baixo, porque ele é exportador e está perdendo. Quando sai, entra a turma dos compradores, importadores, que acham que o dólar está maravilhoso, que é preciso manter assim. Aí entra o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e dizem que é maravilhoso o dólar baixo porque controla a inflação.</p>
<p>Agora, antes que aconteça, uma superentrada de dólares no Brasil, reduzindo muito o valor do dólar em relação ao real, criando problema na balança comercial, e com algumas empresas exportadores tendo problema, nós demos um sinal com o IOF [Imposto sobre Operações Financeiros, que passou a ser cobrado no ingresso de capitais]. Demos um sinal para ver se a gente equilibra.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Especialistas dizem que o IOF será inócuo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se for inócuo, mudamos. Há uma disputa. O setor produtivo totalmente favorável, e o financeiro totalmente contrário. Isso é importante, porque significa que o governo está no caminho do meio, e aí é mais fácil a gente acertar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A crítica básica do Serra é a seguinte: o Banco Central jogou fora na crise um bilhete premiado, que seria a oportunidade de baixar mais os juros sem custo. Agora, a crise acabou, a taxa está alta, pode ter que aumentar e jogou fora o bilhete premiado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vivi os dois lados. Quando se é oposição, você acha, pensa, acredita. Quando é governo, faz ou não faz. Toma decisão. O Serra participou de um governo oito anos. Tiveram condições de tomar decisões e não tomaram. Obviamente, qualquer um que for presidente, tem o direito de tomar a posição que bem entender. É como jogador bater pênalti. Brincando todo mundo marca gol. Na hora do pega para capar, até pessoas como o Zico e o Sócrates perderam pênalti.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Uma crítica de especialistas e da oposição é o aumento dos gastos públicos no segundo mandato. Além da elevação temporária de gastos na crise, há despesas permanentes que pressionarão o caixa no futuro e tornarão mais difícil baixar os juros. O sr. estaria deixando uma herança maldita.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As contas do governo nunca estiveram tão boas na história deste país. A política anticíclica na crise fez com que o governo deixasse de arrecadar uma enormidade de dinheiro. Mas é o preço que a gente tem de pagar. Compare o que colocamos de dinheiro na crise, com desoneração, com o que os países ricos tiveram de colocar. Foram trilhões de dólares colocados para ajudar o sistema financeiro, coisa que não precisamos fazer.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Saiu barato?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Eu acho. Em setembro, recuperamos os empregos que perdemos na crise e muito mais. Vamos chegar a um milhão de empregos no final do ano. Veja o mundo desenvolvido.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é a sua previsão de crescimento do PIB para este ano?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Positivo, entre 1% e 1% e pouco. Se não houvesse a brecada brusca entre dezembro e janeiro, poderíamos ter crescido 2,5%, 3% com certa tranquilidade. O importante é o sinal para 2010.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aquela brecada do empresariado sacrificou crescimento econômico?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O empresário brasileiro foi vítima de uma circunstância. O pânico criado no mundo fez com que todo mundo acordasse de manhã achando que ia acabar o mundo. O pânico precipitou decisões de recuo de setores empresariais. Eu chamei empresários, disse que tínhamos de aproveitar a crise, que tínhamos dinheiro no BNDES, que as empresas com dinheiro em caixa tinham de fazer investimento agora porque, quando a crise acabasse, estaríamos preparados para ocupar outro patamar no mundo. O momento não é de medo, é de investir. Eu jamais demoraria o tanto que foi demorado nos Estados Unidos para salvar a GM.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aécio Neves ataca o inchaço da máquina e diz que o sr. faz um governo para a companheirada. Como o sr. responde?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem duas concepções de ver o Brasil. Tem pessoas que governam o Brasil para o imaginário de uma pequena casta. E tem pessoas que governam pensando em envolver 190 milhões de brasileiros. Quebramos o preconceito de primeiro tem que enxugar a máquina, fazer o país crescer e, então, dividir. Vivi isso durante quatro décadas. Quando resolvemos fazer política social, dissemos que era possível crescer concomitantemente e criamos uma nova casta de consumidores que está ajudando a indústria e o comércio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. recuou no envio de um projeto para cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil e mandou normalizar a devolução da restituição do IR. A lógica eleitoral, com temor de desgaste, autoriza a conclusão de que o sr. não pretende tomar medidas impopulares até o final do governo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos). Não faça injustiça, querido. Não adiamos o envio do projeto de lei. Decidimos o que íamos fazer em março, por unanimidade. A oposição que imaginava pegar a poupança como cavalo de batalha, ficou sem discurso. Em vez de a Fazenda mandar em março, como era algo que só valeria para 2010, esperou para mandar agora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Vai enviar ao Congresso?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vai mandar. Obviamente, poderemos discutir outras bases. Vai mandar, vai mandar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E sua ordem para normalizar o pagamento da restituição do IR?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não havia nada de anormal. No Brasil, já tivemos momentos em que a devolução atrasou. No nosso governo, tivemos momentos em que adiantou.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O ministro da Fazenda disse que estava atrasado, e o sr. deu a ordem para acelerar.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico, porque tem que pagar. Nós precisamos de consumo. Precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. Falei com o Guido [Mantega]: Guido, nós precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. O povo tem de ter o dinheiro em dezembro.</p>
<p>*</p>
<p><strong>&#8220;No Brasil, Jesus teria de fazer aliança com Judas&#8221;</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, uma cristã nova no PT e pessoa que nunca disputou eleição, sem fazer uma discussão no partido e levar em conta os nomes de governadores, como Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE), e de ministros, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Tarso Genro (Justiça)?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não estava em discussão quem era PT mais puro sangue, menos puro sangue. Era uma questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado brasileiro já teve. A capacidade de trabalho da Dilma, a competência, o passado político e o presente, me faz garantir que a Dilma é uma excepcional candidata a presidente da República.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. nunca havia sido gestor, era político, virou presidente e faz um governo bem avaliado. Seu argumento não é muito tucano, essa coisa de gerente.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é tucano, não. Além de extraordinária gestora, a Dilma é um extraordinário quadro político. Tem firmeza ideológica, tem compromisso, tem lealdade, sabe de que lado está.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. a acha preparada para presidir o Brasil?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito preparada.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao terceiro mandato de Lula.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem. Conheço bem a personalidade dela. Isso vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do estilo, ela é retrata por pessoas do governo como muito dura no trato pessoal, que falta habilidade política, que massacra algumas pessoas. Isso não é ruim para um presidente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O Brasil já teve muitos governantes maleáveis, e não deram certo? Você tem de ser bom, afável, duro, em função de cada circunstância. Uma mulher por si já tem a necessidade de ser mais retraída, pelo preconceito que existe contra a mulher. A Dilma vai surpreender esse país. Quem pensa que a Dilma é uma mulher grosseira, é uma mulher dura, está errado. Na sua casa, se você for com uma gracinha para o lado de sua mulher, ela vai lhe dar um tranco. Se a conversa for séria, não vai dar. E a Dilma tem toda a clareza disso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Dilma precisará refazer sua imagem, tomar um banho de loja, semelhante ao que o sr. fez em 2002?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos) Por esse aspecto, não precisa. Não mudei minha cara. Comprei apenas um terno novo para 2002. Não é possível mudar a cara. A pessoa pode aprimorar. Em 2002, fizemos uma pesquisa em que 85% diziam que a reforma agrária tinha de ser pacífica. Levei mais de 15 dias para que minha boca pudesse proferir reforma agrária tranquila e pacífica. Essas mudanças têm de ter. Algumas que a gente fala, pensando que está agradando, não batem com o que povo pensa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é tão importante, por que faz tanta questão que o candidato seja do PT e não de um partido aliado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade brasileira o maior partido de de esquerda do país, que tem o presidente da República atual, não ter um sucessor. Apenas por isso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Fechou ontem a aliança ontem com o PMDB?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Patrocinei uma reunião de líderes do PT com o PMDB, que fizeram uma nota. Haverá um acordo nacional, e a chapa será PT-PMDB.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Michel Temer é o nome para vice?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não posso dar palpite. Quem discute vice é o candidato a presidente.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. ainda tem o desejo de que Ciro seja vice de Dilma e que o PMDB apoie?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Um presidente não tem desejo. Faz o que é possível.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É possível?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Na política, tudo pode acontecer. O Ciro tem todas as condições de ser candidato a presidente. Sou um homem feliz. Feliz desse país, que tem o Ciro, a Dilma, o Serra, o Aécio, a Marina, a Heloísa Helena. Nesse espectro, não tem ninguém de extrema-direita ou conservador ao extremo. Todos tem história. Não acho que é mérito meu, não. Fernando Henrique Cardoso tem importância nisso, pelo fato de ter feito comigo uma transição excepcional.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Ciro se mantiver emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de tomar uma decisão final, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não vou tentar convencê-lo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato a governador de São Paulo.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é verdade. Não patrocino. O Ciro pertence a um partido pelo qual tenho profundo respeito. O PSB tem os mesmos direitos do PT. Sou o único cidadão que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei. Muita gente achava que eu tinha de desistir. Jamais farei isso [pedir para Ciro desistir].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. explica ter um governo popular e a oposição liderar nas pesquisas sobre sucessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ainda não temos candidatos</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Os motivos? Recall?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico que é recall. O fato de ter um candidato da oposição que é governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, que já foi senador, que já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro.</p>
<p>Obviamente, a transferência de voto não é como passe de mágica. Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio angariado pelo governo e pelo presidente para a nossa candidatura.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que ainda não há candidatos. Mas todo dia a Dilma aparece com o sr. no noticiário, viajando. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou de vale-tudo as viagens que viram comícios.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Você passa o tempo inteiro plantando a sua rocinha. É justo que, quando ela ficar no ponto de colher, você vá colher. Foi grande o sacrifício que fizemos para o Brasil voltar a investir em infraestrutura. A gente não tinha dinheiro. Se olhássemos o saldo de caixa do governo para fazer o PAC, a gente não teria feito. Foi uma decisão de faríamos e arrumaríamos dinheiro onde fosse necessário.</p>
<p>A Dilma trabalha das oito, nove da manhã às três da manhã. Quando era ministra das Minas e Energia, ela ficava, às vezes, três e meia da manhã, ficava comendo lanche com os assessores para fazer as coisas andar. Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Até porque, se ela for candidata, a lei determina quem tem prazo em que ela não poderá mais ir. Até chegar lá, ela é governo. É um debate pequeno.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mendes disse que o governo testa o limite da Justiça Eleitoral.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um debate pequeno. Cada brasileiro, seja ele presidente da suprema corte ou o mais humilde, tem o direito de falar o que bem entender, mas tem uma lógica. Nós vamos continuar inaugurando obra. Tudo que a oposição quer é mostrar na TV tudo o que eu não fizer. O que eu fizer eu tenho obrigação de inaugurar, porque sei qual foi o sacrifício para chegar aonde chegamos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. teme uma chapa Serra-Aécio?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não [com voz firme].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. pediu a Aécio para não ser vice de Serra?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Riso] Não, não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não subestimou Marina, que deixou o PT para, segundo ela, construir uma nova utopia no PV?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se ela acredita nisso, não sou que vou desmentir. Nunca subestimei a Marina, porque a adoro como pessoa humana. Tenho carinho por ela. Fomos militantes juntos por 30 anos. Ela me pediu demissão em janeiro do ano passado, eu não dei. Na medida em que quis sair do governo e do partido, é um direito dela. Só tenho que desejar sorte, que Deus ajude. É uma pessoa boa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. não abandonou Sarney na crise do Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Por uma razão muito simples. O PT teve candidato a presidente do Senado, derrotado [Tião Viana, do Acre]. Não entendi porque os mesmos que elegeram Sarney, um mês depois, queriam derrubá-lo. Coincidentemente, o vice não era uma pessoa [Marconi Perillo, do PSDB de Goiás] que a gente possa dizer que dá mais garantia ao Estado brasileiro do que o Sarney. A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo. Está funcionando. Qualquer cidadão pode perder a cabeça, um presidente da República não pode perder a cabeça.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Sarney caísse, acabaria sua sustentação política no Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Aí, ao invés de governabilidade, iam querer fazer um inferno neste país. Foi correta a decisão de manter o Sarney no Senado.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do seu papel como presidente da República, o sr. chegou a dizer que Sarney não poderia ser tratado como um cidadão comum. Não é incorreto numa democracia, onde ninguém está acima da lei? Um presidente falar isso não transmite mensagem ruim?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É verdade que ninguém está acima da lei, mas é importante que a gente não permita a execração das pessoas por conveniências eminentemente políticas. Sarney foi presidente. Os ex-presidentes precisam ser respeitados, porque foram instituições brasileiras. Não pode banalizar a figura de um ex-presidente. O que vem depois da negação da política é pior do que a gente tinha. O mundo está cheio de exemplos.</p>
<p>A negação do socialismo, feita pela Gorbatchov, deu quem? O que tomava vodca lá, o [Bóris] Iéltsin. A relação com a política tem de ser mais séria. Não adianta falar mal do Congresso Nacional, porque ele é a cara do que foi votado pelo povo. O importante é que a democracia garante que a cada 4 anos haja troca.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. apoiou Sarney, reatou relações com Collor, é amigo do Renan Calheiros, do Jader Barbalho e recebeu o Delúbio Soares recentemente na Granja do Torto. Todos eles são acusados de práticas atrasadas na política e até de corrupção. Ao se aproximar dessas figuras, o presidente não transmite ideia de tolerância com desvios éticos?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O dia que você for acusado, justa ou injustamente, enquanto não for julgado, terá de ser tratado como cidadão normal. Não tenho relações de amizade, mas relações institucionais. As pessoas ganharam eleições e exercem seus mandatos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O cidadão que admira o Lula e o vê abraçado com essas figuras&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O cidadão que admira o Lula tem de saber que essas pessoas foram eleitas democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto ele.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. trabalhou tanto pela reabilitação política de Palocci. O episódio do caseiro não é insuperável do ponto de vista eleitoral para um candidato majoritário?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estranho a malandragem da pergunta: &#8220;O sr. trabalhou pelo Palocci&#8221;. Deixa eu lhe falar uma coisa, desejo que todos os que foram acusados, e acho que tem muita gente acusada injustamente, que todos sejam julgados. Palocci teve um veredicto. Não tem mais nenhuma pendência com a Justiça. Portanto, o Palocci pode ser o que ele quiser ser.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E [pendência] perante o eleitorado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Aí terá de ser construído.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ele pode ser candidato a governador de São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ele tem inteligência suficiente para saber se o momento é de ter uma candidatura ou não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é sua opinião?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho opinião. Se fizer a pergunta em março, terei opinião. Palocci pode reconstruir a vida dele. Durante os primeiros anos do meu governo, ele era considerado a pessoa mais respeitada no mundo empresarial, no mundo financeiro. Ele está quase perto de ser um gênio político e vai saber tomar a decisão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Seu aliado Ciro Gomes diz que há &#8220;frouxidão moral&#8221; na hegemonia da aliança PT-PMDB, da qual o sr é o principal avalista. Sobre o encontro com o PMDB, disse: &#8220;Espero que o PMDB entregue o que prometeu. E espero que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis publicamente&#8221;. Como o sr. responde a essas críticas?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A aliança com o PMDB e os demais partidos permitiram uma governança muito tranquila. Tive a governança mais tranquila que FHC e Sarney. Se for confirmada a aliança com o PMDB, será feito um documento público explícito para saber qual são os compromissos assumidos. Pra mim, as coisas têm de ser explícitas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a frouxidão moral?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um conceito do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não quer responder.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estou respondendo. É uma opinião do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não o incomoda?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. O Ciro esteve no meu governo. A única que não tem aqui é frouxidão moral.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática política de usar os bens públicos como privados. &#8220;No governo Lula, vi um pouco de novo a mesma coisa&#8221;, ele disse em entrevista em fevereiro de 2008. Como responde a essa crítica?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer, tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. E o eleitor escolheu seus representantes. Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro. Não é o espectro do Ciro, do Lula, do FHC, do Serra, da Dilma. Coloque tudo isso na frigideira e perceberá que são os ovos que a galinha botou. São com eles que terá de fazer o omelete.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É isso que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Minha relação com o Collor é a de um presidente da República com um senador de um partido que faz parte da base da base. Os senadores do PTB têm votado sistematicamente com o governo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Do ponto de vista pessoal, não o incomoda? Não lhe dá aperto no peito?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. A pessoa que é a razão de ele ter mágoa vive muito bem, e só ele sofre. Quando se chega à Presidência da República, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno. Tem de ter as atitudes de chefe de Estado. Fico sempre olhando quando a Alemanha e a França resolveram criar a União Européia. A grandeza daqueles dirigentes políticos, ainda com o gosto de sangue da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. cobrou um esclarecimento da ex-secretária da Receita, Lina Vieira. Ela achou a agenda e a data, 9 de outubro, em que teria se encontrado com Dilma e ouvido o pedido para acelerar as investigações da Receita sobre Sarney. A ministra e o governo não devem esclarecimentos que o sr. mesmo cobrou?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É fantástico. O engraçado é que quando se levanta uma tese, essa tese fica sendo martelada todo santo dia para ver se ela vinga. Ora, o governo mesmo disse que a Lina tinha vindo aqui em outubro. Isso foi nós que dissemos. Acho estranho tirar tantos dias de férias para depois encontrar sua agenda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não é preciso mais explicações da Dilma?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho dúvida nenhuma. Também não tenho dúvida de que a Lina também deve ser uma grande funcionária pública. Muitas vezes as pessoas são vítimas de uma palavra a mais ou a menos. Quando as pessoas viram vítimas de utilização política, quando fulano procura alguém, e ninguém fala diretamente, sempre alguém fala por eles, aprendi a não levar muito a sério.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que Lina está sendo usada?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A dona Lina é dona da sua consciência. A dona Dilma é dona da sua consciência.<br />
p(star). *</p>
<p><strong>&#8220;Papel da imprensa não é fiscalizar, é informar&#8221;</strong></p>
<p><strong>LULA</strong> &#8211; Não faz mal porque aprendi, ao longo da minha vida, cair e levantar, cair e levantar. A pesquisa de opinião pública é como medir a pressão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Quando o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, o sr. disse que simbolizava a entrada do Brasil no primeiro mundo político e econômico. O episódio de derruba de um helicóptero no último sábado não mostra que aquele Rio vendido lá é fantasia e que seu discurso é irrealista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Pelo contrário. Disse que o Brasil tinha conquistado sua cidadania internacional. E reafirmo. Foi um momento glorioso ter a maior votação que um país já teve na história das Olimpíadas. Não foram escondidos os problemas sociais do Rio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O secretário da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que &#8220;o Rio precisa que o governo federal assuma a responsabilidade legal pelo combate à droga&#8221;. Empurrou a responsabilidade para o governo federal.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O governador [Sérgio Cabral] contraditou o secretário. O secretário é uma figura da Polícia Federal muito respeitada, muito amigo do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. Em momentos de medo, de insegurança, as pessoas falam qualquer coisa. Converse com o governador para ver a parceria na área de segurança que estamos construindo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. assistiu ao filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221;?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. Estou sendo convidado. Quinhentas ofertas. Quero sentar com a minha família e ver o filme.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com financiamento de grandes empresários e ajuda das centrais sindicais na distribuição, não é um instrumento de propaganda personalista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se isso prevalecer, não sei o que fazer. Vou entrar numa redoma de vidro, mandar cobrir e não apareço mais em lugar nenhum. Tem um livro sobre a minha vida que é pública. O cidadão resolve fazer um filme. A única condição que impus foi não ter dinheiro público, e eu não quero que fale do governo. Do governo, só quando acabar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não teme a repercussão negativa entre os judeus do encontro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política, e eu disse ao presidente Barack Obama (EUA), ao presidente Nicolas Sarkozy (França) e à primeira-ministra Angela Merkel (Alemanha) que a gente a não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede. É preciso criar espaços para conversar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ações recentes da política externa na América Latina foram de contraponto a Washington. O Brasil tem de ser um contrapeso à força dos EUA na região?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não quero ser um contraponto a Washington. Quando propus a criação do Conselho de Defesa e de combate ao narcotráfico, tinha duas coisas na cabeça. Nós precisamos nos transformar numa zona de paz. E, enquanto América do Sul, a gente assuma a responsabilidade de combater o narcotráfico. Porque aí vai permitir que os países consumidores cuidem dos seus consumidores.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Zelaya completou completou um mês na embaixada brasileira fazendo política interna. Não foi longe demais?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Só tem um exagero em Honduras. É o golpista.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que a imprensa internacional elogia o Brasil e a nacional puxa o Brasil para baixo. Nos EUA, o Obama apanha da imprensa, e é elogiado na imprensa internacional. Isso não acontece porque a imprensa nacional conhece o país melhor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Risos] Quisera Deus que fosse verdade. Estou convencido de que a imprensa nacional conhece melhor o país, até porque tem obrigação de conhecer. Mas, às vezes, vejo um comportamento de um setor da imprensa muito ideologizado. Sou amante da democracia e da liberdade de imprensa. A maior alegria que tenho é que os leitores, ouvintes e telespectadores são os únicos censuradores que admito nos meios de comunicação. Portanto, cada um paga pelo que faz.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Um dos papéis da imprensa é fiscalizar o poder. O sr. não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não incomoda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. disse que tem azia quando lê jornais.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A imprensa não tem de ser fiscal do poder?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha legítimo o governo interferir na gestão de uma empresa privada como o sr. faz em relação à Vale?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não interferi na Vale.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Houve interferência pública.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É preciso parar com essa mania de entender que só o presidente da República tem responsabilidade com o Brasil. Os 190 milhões têm. E, mais ainda, os empresários têm. E aqueles que receberam benefício do governo têm mais ainda. O que eu disse ao companheiro Roger foi pedir para a Vale colocar todo o seu poder de investimento em investimentos internos. Não apenas na exploração de minério, mas também na transformação desses minérios em aço.</p>
<p>Os trabalhadores da Vale sabem do carinho que tenho por ela. Tenho feito esforço em vários países do mundo, ajudando a cavar espaço para que a Vale seja empresa multinacional. Agora, não pode acontecer, quando deu um sinal de crise, mandar tanta gente embora como mandou. O Roger já sabe que houve equívoco nisso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Na fusão da Oi com a Brasil Telecom, o sr. mudou a regra para favorecer um negócio em andamento de um empresário que é seu amigo e contribui para suas campanhas, Sérgio Andrade. Foi um benefício do Estado a um grupo privado. Isso não ultrapassa o limite ético?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vocês são engraçadíssimos. Temos uma agência reguladora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas o sr. assinou um decreto mudando a regra.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A legislação brasileira permite que a agência faça a regulação que melhor atenda ao mercado brasileiro. Estou convencido de que foi correta a decisão do governo.</p>
<p>*</p>
<p><strong>Lula elogia Dunga e diz quem tem vaga garantida na seleção</strong></p>
<p>O presidente Lula diz ser &#8220;excepcional&#8221; o saldo de Dunga na seleção brasileira. Acha que o Corinthians não tem mais chance de ganhar o Campeonato Brasileiro. O título, crê, está em disputa entre Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro e Flamengo, que vem &#8220;despontando&#8221;.</p>
<p>Fala que Robinho &#8220;faz motocicleta&#8221; em campo. &#8220;Nem bicicleta é.&#8221; Conta que aconselhou Ronaldo a se preparar para ser convocado. Recusou-se a escalar seus onze titulares, mas opinou sobre quem teria vaga garantida para a Copa de 2010 na África do Sul.</p>
<p>&#8220;Dunga ganhou o que a gente não imaginava que ele ia ganhar&#8221;. Diz que o técnico foi &#8220;demonizado&#8221; como jogador em 1990, com &#8220;o fracasso da seleção&#8221; na Alemanha. Mas saiu como &#8220;herói&#8221; na Copa de 1994, nos Estados Unidos. &#8220;É casca de ferida.&#8221;</p>
<p>Falou que, se a seleção jogar a Copa de 2010 com &#8220;o espírito&#8221; da Copa das Confederações, &#8220;já está bom&#8221;. &#8220;Ganhar a Copa ou não, é consequência. Para o torcedor, o que é a gente quer, além de ganhar, é muita raça&#8221;, disse.</p>
<p>Para ele, Luís Fabiano &#8220;está excepcional&#8221; e será titular. Os outros titulares seriam Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Júan, Felipe Melo, Gilberto Silva e Kaká.</p>
<p>Apesar da irregularidade, Lula levaria Robinho para a África do Sul: &#8220;Às vezes, o cara é convocado porque o técnico tem afinidade com as pessoas que cumprem as tarefas do técnico. E o Robinho é aquele moleque de explosão. Tem dia que a gente fica nervoso porque ele não faz nada. Tem dia que a gente vê ele fazer lá uma motocicleta, nem bicicleta é, e marcar um gol espetacular&#8221;.</p>
<p>O presidente colocaria no grupo André Santos, Daniel Alves e Nilmar. &#8220;Se fosse técnico, levaria o Nilmar. Tenho de convocar 22 e só vou colocar 11 em campo. O Nilmar é um moleque de uma explosão extraordinária. Muito esperto, muito ligeiro&#8221;, opina.</p>
<p>Conta que disse a Ronaldo para se preparar fisicamente para &#8220;ser convocado&#8221; e ser reserva de Luís Fabiano. &#8220;O Ronaldão é sempre o Ronaldão&#8221;. Sobre Gilberto Silva, diz; &#8220;Sinto que é uma das figuras de confiança do Dunga&#8221;.</p>
<p>*</p>
<p><strong>PINGA FOGO</strong></p>
<p><strong>Vale, a maior empresa privada do país</strong><br />
A cara do Brasil lá fora.</p>
<p><strong>Roger Agnelli, presidente da Vale</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Eike Batista, o homem mais rico do Brasil</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Dona Lindu, mãe</strong><br />
Junto com a Marisa são as duas melhores mulheres do mundo.</p>
<p><strong>Sr. Aristides, pai</strong><br />
Tenho boa lembrança do meu pai. Quando era pequeno, tinha muita bronca, porque ele era muito severo. Depois que fiquei politizado, tenho compreensão do motivo de meu pai ser rude.</p>
<p><strong>Frei Chico, irmão</strong><br />
Figura excepcional</p>
<p><strong>Lurdes, primeira mulher, que já morreu</strong><br />
Extraordinária</p>
<p><strong>Marisa Letícia, primeira-dama</strong><br />
Uma das responsáveis pelo que eu sou</p>
<p><strong>José Alencar, vice-presidente</strong><br />
O melhor vice do mundo</p>
<p><strong>José Sarney, presidente do Senado</strong><br />
Grande republicano</p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã</strong><br />
Não conheço bem</p>
<p><strong>Barack Obama, presidente dos EUA</strong><br />
Grande esperança. Um bem para os EUA e para o mundo</p>
<p><strong>Michele Obama, primeira-dama dos EUA</strong><br />
Muito simpática</p>
<p><strong>Nicolas Sarkozy, presidente da França</strong><br />
Surpreendentemente extraordinário.</p>
<p><strong>Carla Bruni, primeira-dama da França</strong><br />
Sei que é muito bonita</p>
<p><strong>Cristina Kirchnerr, presidente da Argentina</strong><br />
Grande presidente. Vai terminar fazendo grande governo</p>
<p><strong>Michelle Bachelet, presidente do Chile</strong><br />
Muito competente</p>
<p><strong>Angela Merkel, primeira-ministra</strong><br />
Figura séria. A Alemanha está em boas mãos</p>
<p><strong>Lula</strong><br />
Sempre procuro me comportar com a maior humildade possível. Gosto de falar com o povo. Odeio intermediário com o povo. Esse negócio de gente falar por mim, eu não gosto. Por isso, falo muito.</p>
<p><!--noindex--> <!--PRINT:EXCLUDE--><strong>Compartilhe</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nos encontros com partidos aliados, Dilma surpreende parlamentares com humor e descontração</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/nos-encontros-com-partidos-aliados-dilma-surpreende-parlamentares-com-humor-e-descontracao/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/nos-encontros-com-partidos-aliados-dilma-surpreende-parlamentares-com-humor-e-descontracao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PT SP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14977</guid>
		<description><![CDATA[
Pré-candidata do PT quer temperar o perfil de &#8221;gerentona&#8221; com estilo &#8221;ternurinha&#8221;
Christiane Samarco, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vem aos poucos deixando de lado o figurino da &#8220;gerentona&#8221; do governo e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e assumindo o estilo &#8220;candidata ternura&#8221;.
Em encontro com as bancadas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" alt="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" width="555" height="354" /></p>
<p><strong>Pré-candidata do PT quer temperar o perfil de &#8221;gerentona&#8221; com estilo &#8221;ternurinha&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Christiane Samarco, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vem aos poucos deixando de lado o figurino da &#8220;gerentona&#8221; do governo e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e assumindo o estilo &#8220;candidata ternura&#8221;.</p>
<p>Em encontro com as bancadas do PDT e do PR, no início do mês, a pré-candidata surpreendeu os parlamentares por seu nível de bom humor e descontração. Acostumados a uma ministra sisuda e cerimoniosa, os parlamentares se depararam com uma anfitriã sem formalismos. &#8220;O mais surpreendente foi o estado de espírito dela, em alto astral&#8221;, descreveu o deputado Mário Heringer (PDT-MG). &#8220;Tem outra Dilma no cenário. Ela está mudando a imagem&#8221;, reforçou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).</p>
<p>Depois de conversar também com parlamentares do PT, do PRB e do PC do B, Dilma agendou encontro com o PP do deputado Paulo Maluf (SP) e do ministro das Cidades, Márcio Fortes. A reunião será no próximo dia 27, em Brasília.</p>
<p>Além disso, o PMDB deve declarar apoio formal à candidatura de Dilma ainda nesta semana. A ministra desencadeou forte ofensiva para atrair os partidos da base de sustentação do governo. Quer evitar que eles apoiem a provável campanha presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).</p>
<p>No encontro com o PDT e o PR, a ministra deixou claro que é candidata para valer e que, nessa condição, rejeita o figurino de &#8220;gerentona&#8221; porque ele reforça a ideia de uma pessoa desprovida do jogo de cintura, que os políticos consideram essencial em uma campanha eleitoral. Para Dilma, a oposição quer reforçar a imagem de &#8220;gerente&#8221; como forma de desqualificá-la. Ao argumentar que não é apenas executora, mas formuladora de políticas, a ministra destacou que elaborou todos os projetos relacionados ao pré-sal enviados ao Congresso.</p>
<p>&#8220;Agora vai aparecer uma moça simpática, humana, uma bailarina&#8221;, ironizou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). &#8220;Acredite quem quiser. Quem trabalha com ela tem um medo que se pela.&#8221;</p>
<p>Para a oposição, a ministra está renegando o título de &#8220;gerentona&#8221; porque o PAC &#8220;empacou&#8221;. Sérgio Guerra diz que a ministra só está criando a &#8221; versão simpatia&#8221; porque a primeira não deu certo. &#8220;Se ela fosse gerente da Vale do Rio Doce, poderia montar uma campanha dizendo isso. Mas gerente do PAC não recomenda ninguém.&#8221;</p>
<p><strong>SÃO PAULO</strong></p>
<p>O PT trabalha para desidratar a candidatura de Ciro ao Palácio do Planalto e empurrá-lo para a disputa pelo governo de São Paulo, onde os petistas não têm candidato natural. Recém-filiado ao PSB e interessado na disputa pela sucessão de José Serra, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, foi vetado pelo PT como candidato em uma eventual coligação.</p>
<p>Na avaliação de lideranças nacionais do PT, o apoio formal do PDT e do PC do B a Dilma acabará asfixiando as movimentações de Ciro.</p>
<p>Representantes do PT paulista, entre os quais a ex-prefeita Marta Suplicy, já criticaram a estratégia de Lula de unificar a base aliada em São Paulo em torno de Ciro. Mas petistas da direção nacional disparam telefonemas a aliados, dizendo que a opinião de Marta não tinha respaldo oficial.<br />
<em><br />
COLABOROU JULIA DUAILIBI </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/nos-encontros-com-partidos-aliados-dilma-surpreende-parlamentares-com-humor-e-descontracao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Prioridade é eleger Dilma, diz novo articulador de Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Padilha]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[CPMF]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14973</guid>
		<description><![CDATA[Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defende candidatura única
Para atender ao projeto nacional, Padilha afirma que o PT poderá ter de abrir mão de lançar candidatos em alguns Estados em 2010


Alan Marques/Folha Imagem

O novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha


VALDO CRUZ E  LETÍCIA SANDER &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Novo articulador político do governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defende candidatura única</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para atender ao projeto nacional, Padilha afirma que o PT poderá ter de abrir mão de lançar candidatos em alguns Estados em 2010</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<em><br />
<span style="font-size: xx-small;">Alan Marques/Folha Imagem</span><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-14974" title="alexandre_padilha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/alexandre_padilha.jpg" alt="alexandre_padilha" width="259" height="350" /><br />
<span style="font-size: x-small;">O novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">VALDO CRUZ E  LETÍCIA SANDER &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Novo articulador político do governo Lula, o ministro Alexandre Padilha disse à Folha que a eleição presidencial caminha para &#8220;termos uma candidatura única&#8221; da base governista e que a prioridade do PT em 2010 será tentar eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e construir bancadas fortes no Senado e na Câmara. Petista, Padilha deixou claro que isso significa o PT abrir mão de candidaturas em alguns Estados em favor dos aliados, sugerindo que pode haver uma determinação nesse sentido em caso de resistências. Sexto ministro de Relações Institucionais do período Lula, ele afirmou também que o governo não tomará nenhuma iniciativa para apoiar a volta de uma nova versão da CPMF e indicou que a taxação de Imposto de Renda sobre a poupança foi engavetada -temas impopulares e que podem ser usados pela oposição em 2010.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Havia a expectativa de  que o governo Lula quebraria a tradição de utilizar a negociação de cargos e emendas para ter uma base  aliada forte no Congresso. É possível  quebrar esta corrente?<br />
ALEXANDRE PADILHA </strong></em>- Tanto acho  possível que estamos quebrando esta engrenagem.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Lula foi muito criticado pelo apoio a José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor. Para governar  é preciso ser assim tão tolerante?<br />
PADILHA </strong></em>- Primeiro, nós governamos com as características  do sistema político brasileiro e  estamos promovendo mudanças. A ideia de um governo de  coalizão é um avanço nisso.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha possível aprovar  uma nova versão da CPMF, a Contribuição Social, voltada para a saúde?<br />
PADILHA </strong></em>- Isso não é um tema  nem uma iniciativa do governo.  Acho que só é possível se existisse um processo de mobilização de governadores, prefeitos,  da sociedade. Isso não se demonstrou até o momento.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O governo lutou para  prorrogar a CPMF, agora o sr. diz que  este não é um tema de governo.  Houve também um recuo na tributação da poupança. O governo está  refém da eleição?<br />
PADILHA </strong></em>- Não. O único cálculo  que o governo faz é da importância das medidas para o momento que o Brasil vive, para a  superação da crise. O que avaliamos como importante encaminhamos para o Congresso,  enfrentando inclusive o debate  que é promovido por ele.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Será enviado o projeto de  taxação da poupança de IR?<br />
PADILHA </strong></em>- Teve um debate no  fim do primeiro semestre no  âmbito do conselho político, a  Fazenda apresentou uma proposta. Depois, o próprio ministério não deu continuidade à  apresentação do projeto.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual deve ser o lema do  candidato do PT em 2010?<br />
PADILHA </strong></em>- A única coisa que  acho sobre a eleição de 2010 é  que vai ser polarizada, que confronta dois projetos para o país.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas o sr. não acha que o  eleitor estará mais preocupado com  o futuro do que com o passado?<br />
PADILHA </strong></em>- O eleitor vai decidir  sobre o futuro a partir dos ganhos que ele teve no presente.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Na sua avaliação, como  será a escolha do eleitor em 2010?<br />
PADILHA </strong></em>- Confio plenamente  que o governo do presidente  Lula terá todas as condições de  fazer a sua sucessora.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A ministra Dilma?<br />
PADILHA </strong></em>- A ministra Dilma,  não tenho dúvida, é a pessoa  que expressa isso dentro do governo, quem mais acumulou os  conhecimentos sobre aquilo  que o governo Lula mudou na  vida da população.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A ministra, que até então  era vista como a mais técnica, tem  agora dividido sua agenda de trabalho com ações políticas. Não temem  ser acusados de abuso da máquina?<br />
PADILHA </strong></em>- Não, não tem nenhum procedimento feito pelo  governo que caracterize isso.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que o vice dela  deve ser do PMDB?<br />
PADILHA </strong></em>- Vejo com muita simpatia o desejo do PMDB de  compor e de apoiar Dilma e  acho que ele tem quadros políticos que podem contribuir.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como avalia as candidaturas da ex-ministra Marina Silva (PV)  e do ex-ministro Ciro Gomes (PSB)?<br />
PADILHA </strong></em>- São dois quadros extremamente valiosos. O ministro Ciro teve um papel fundamental de contribuição ao governo no primeiro mandato. Sem dúvida alguma pode contribuir muito para o embate eleitoral que vamos ter em 2010, numa eleição que vai ser polarizada. Ela caminha para termos uma candidatura única.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Só uma?<br />
PADILHA </strong></em>- Caminha para isso.  Por ser uma eleição polarizada,  caminha para ter uma candidatura por parte do governo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A tendência então é o Ciro  ser candidato em SP?<br />
PADILHA </strong></em>- Você tem de perguntar para ele.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Ele pode ser vice da ministra Dilma?<br />
PADILHA </strong></em>- Acho que não existe  nenhuma tendência para se fechar essas situações hoje.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Muitos defendem que o  PT ceda nos Estados pela aliança nacional. Isso pode acontecer?<br />
PADILHA </strong></em>- O PT está bastante  comprometido com o projeto  nacional, bastante convencido  de que a prioridade para o PT é  a eleição da ministra Dilma como sucessora do presidente  Lula. A outra prioridade é  constituir uma forte bancada  no Senado e na Câmara.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas até agora nenhum  pré-candidato do PT abriu mão.<br />
PADILHA </strong></em>- O fato de a gente já  ter, em vários Estados, um conjunto de forças políticas em  torno de outros candidatos é  uma demonstração de que o PT  prioriza o projeto nacional.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Cite um exemplo?<br />
PADILHA </strong></em>- Tem vários Estados  em que o PT não lançou pré-candidato. É uma situação única no PT essa não sinalização  de candidatos, apoiando desde  o início outros partidos.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quando tiver dois candidatos da base aliada, como na Bahia, significa que Lula vai subir no palanque dos dois?<br />
PADILHA </strong></em>- Faço minhas as palavras do governador Jaques  Wagner, que disse que a prioridade dele é o projeto nacional.  Aquilo que puder contribuir e  ajudar para a candidatura de  Dilma ele vai fazer. Se for a  existência de dois palanques,  ele vai conviver com isso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PT e PSDB buscam aliados para fortalecer candidatura presidencial</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-e-psdb-buscam-aliados-para-fortalecer-candidatura-presidencial/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-e-psdb-buscam-aliados-para-fortalecer-candidatura-presidencial/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 13:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Afif]]></category>
		<category><![CDATA[Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Chalita]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Mercadante]]></category>
		<category><![CDATA[PC do B]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PTB]]></category>
		<category><![CDATA[Quercia]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
		<category><![CDATA[senadores sp]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14909</guid>
		<description><![CDATA[Senado vira moeda de troca em alianças
 
Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB

Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT





Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP
Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senado vira moeda de troca em alianças</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" alt="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" width="556" height="355" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB</em></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" /><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" alt="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" width="210" height="128" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no maior colégio eleitoral do País. Para assegurar um palanque forte na corrida presidencial de 2010, os partidos que tendem a polarizar a eleição decidiram empurrar seus integrantes para o sacrifício e apoiar potenciais aliados para uma das vagas que serão abertas na Casa no ano que vem.</p>
<p>Em 2010, entram em jogo duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado. A renovação ocorrerá pouco mais de um ano após o Estado revelar o escândalo dos atos secretos, que colocou na mira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p>Em São Paulo, serão disputadas as posições de Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Candidato à reeleição, Mercadante é tido como presença certa na disputa. Mas o PT já definiu que a segunda vaga servirá apenas para atrair apoiadores para a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) estava de olho na vaga, mas isso não impediu o PT de apresentar ao vereador Gabriel Chalita, ex-tucano recém-filiado ao PSB, uma proposta de composição. O PT vê a oportunidade de ganhar um puxador de votos tradicionalmente dirigidos ao PSDB. Também quer fortalecer o palanque religioso de Dilma, graças à relação de Chalita com a Renovação Carismática Católica.</p>
<p>Evitando bater de frente com o PSB, Mercadante vem defendendo internamente que o PT dê atenção ao PC do B, que ventila os nomes do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e do vereador Netinho de Paula (PC do B-SP). Ele investe ainda na tese de que o melhor é apostar em quadros experientes. &#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;, diz.</p>
<p>O PDT também cobra apoio para o Senado, numa manobra para aumentar seu passe. &#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;, diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, avisando que é candidato.</p>
<p><strong>ANTECIPAÇÃO</strong></p>
<p>Entre os tucanos, a decisão de abrir mão de uma das vagas foi tomada ainda em 2008. Com a chancela do governador José Serra, potencial candidato tucano à Presidência, o bloco PSDB-DEM prometeu apoio ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), numa manobra para trazer o PMDB paulista para a aliança que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pavimentar um acordo para 2010.</p>
<p>Quércia ficou com a cadeira que caberia ao DEM na aliança. Mas a sigla já tinha ao menos um interessado na vaga, o secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM). Em 2006, Afif perdeu para Eduardo Suplicy (PT) por apenas 770 mil votos. O acerto com Quércia deixou livre a segunda vaga da aliança PSDB-DEM-PMDB, que, até segunda ordem, ficará com o tucanato. Na lista dos cotados, estão os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Mendes Thame (PSDB), além do secretário da Educação de Serra, Paulo Renato de Souza (PSDB).</p>
<p>Na prática, a vaga pode acabar com o ex-governador e secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, caso ele não consiga se viabilizar para o Palácio dos Bandeirantes. Dizendo ter &#8220;muito interesse&#8221; em concorrer, Aníbal admite que a negociação será decidida para facilitar a composição federal. &#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial.&#8221;</p>
<p>O tucanato ligado a Alckmin provavelmente ouvirá cobranças do PTB. A sigla, que apoiou o ex-governador em 2008, diz querer ajuda para reeleger Romeu Tuma (PTB). &#8220;É no mínimo justo, considerando a relação de lealdade que temos há anos com o PSDB&#8221;, diz o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado (PTB). Já o PV da senadora Marina Silva (AC) ainda não definiu quem vai lançar. Mas, reservadamente, dirigentes dizem já ter decidido o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) como alvo das investidas.</p>
<p><strong><br />
FRASES</strong></p>
<p>Aloizio Mercadante<br />
Senador (PT)</p>
<p>&#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;</p>
<p>Paulinho Pereira da Silva<br />
Deputado (PDT)</p>
<p>&#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;</p>
<p>José Aníbal<br />
Deputado (PSDB)</p>
<p>&#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência<br />
de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-e-psdb-buscam-aliados-para-fortalecer-candidatura-presidencial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem tem pressa, come cru</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/quem-tem-pressa-come-cru/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/quem-tem-pressa-come-cru/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Palocci]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PT SP]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14349</guid>
		<description><![CDATA[Luis Favre

A reunião do Diretório Estadual do PT aprovou um calendário para começar o processo de designação de seu candidato a governador, sem fechar a porta para o diálogo com os partidos da base aliada e nem recusar o eventual apoio a candidatura de Ciro Gomes.
A decisão é sábia, permitindo que o partido possa se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Luis Favre</span></h2>
<p><img class="size-full wp-image-14350 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" /></p>
<p>A reunião do Diretório Estadual do PT aprovou um calendário para começar o processo de designação de seu candidato a governador, sem fechar a porta para o diálogo com os partidos da base aliada e nem recusar o eventual apoio a candidatura de Ciro Gomes.</p>
<p>A decisão é sábia, permitindo que o partido possa se  movimentar no plano estadual, levando em conta as manifestações repetidas de Ciro Gomes de sair candidato a presidente pelo PSB, mas sem rejeitar a procura de alianças amplas para alavancar uma candidatura de oposição aos demo-tucanos no Estado.</p>
<p>Existem elementos importantes em favor da candidatura Ciro Gomes ao governo estadual, tanto do ponto de vista da campanha presidencial em favor de Dilma Rousseff, como do ponto de vista estadual, na disputa contra o continuismo tucano em São Paulo.</p>
<p>Ciro tem todas as credenciais para ser um candidato forte aqui no Estado e sua contribuição ao debate político estadual é bem-vinda. Isto não significa que seja necessariamente a melhor opção para o campo da Dilma, aqui. Mas a discussão está aberta e não existe qualquer ultimato ou decisão imperativa, segundo as declarações do presidente estadual do PT.</p>
<p>O presidente Lula tentará ainda convencer Ciro a sair da disputa nacional? Ou tendo registrado a vontade várias vezes reafirmadas do candidato socialista, jogará em favor da candidatura Palocci, a favor da qual manifestou-se meses atrás?</p>
<p>Não tendo pressa para essa escolha, Lula aguarda que o processo se decante, até porque os próprios demo-tucanos estão longe de ter definido se terão Alckmin, Aloysio, Kassab ou o próprio José Serra como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Lula tem razão. Neste caso a pressa é inimiga da sabedoria. LF</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/quem-tem-pressa-come-cru/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ciro muda título para São Paulo e amplia leque de opções do PSB</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/ciro-muda-titulo-para-sao-paulo-e-amplia-leque-de-opcoes-do-psb/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/ciro-muda-titulo-para-sao-paulo-e-amplia-leque-de-opcoes-do-psb/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 13:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Skaf]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14161</guid>
		<description><![CDATA[Deputado prefere disputar a Presidência ao governo do Estado, mas aliados dizem que ele pode ser vice de Dilma

Julia Duailibi e Angela Lacerda &#8211; O Estado SP
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, o deputado Ciro Gomes (CE) anunciou ontem que vai transferir o seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Deputado prefere disputar a Presidência ao governo do Estado, mas aliados dizem que ele pode ser vice de Dilma</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/grilo10.jpg" alt="Mudança de endereço eleitoral do pré-candidato será assinada nesta sexta-feira" width="292" height="280" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julia Duailibi e Angela Lacerda &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, o deputado Ciro Gomes (CE) anunciou ontem que vai transferir o seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, o que abre a possibilidade de concorrer ao governo paulista. Apesar da decisão, que acata desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o parlamentar reforçou a disposição, até o momento, de concorrer ao Palácio do Planalto.</p>
<p>A movimentação, que teve como avalista o presidente do PSB, Eduardo Campos (PE), ampliou o poder do partido nas negociações para 2010 e amarrou o PT paulista, que sem candidato natural em São Paulo tem de aguardar o PSB decidir seu futuro. Além de ter nas mãos a possibilidade de concorrer à Presidência e ao governo de São Paulo, a articulação do partido para transformar Ciro num &#8220;candidato paulista&#8221; reforça seu nome como uma alternativa a vice da candidata de Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, num cenário em que o PT não consiga fechar uma aliança nacional com o PMDB.</p>
<p>O deputado anunciou a decisão após almoço em Recife com Campos, governador de Pernambuco. Ciente de que a transferência do título causa &#8220;ruído&#8221; nas articulações, ele ligou para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Disse pretender disputar a Presidência, não o Palácio dos Bandeirantes. O empresário se filiou ao PSB anteontem, após ter a sinalização de que poderia sair para o governo estadual.</p>
<p>Ciro, que trocará o domicílio hoje, em São Paulo, voltou a afirmar que &#8220;o instinto era de não fazer&#8221; a transferência, mas não descartou a corrida ao Bandeirantes. &#8220;Vamos deixar todas as portas abertas. Vamos fazer essa homenagem, com muito prazer, a uma das análises que o presidente Lula faz&#8221;, disse. &#8220;Desde que ninguém vá me pedir que tenha intimidade com a rotina de São Paulo&#8221;, completou. Lula defende Ciro como candidato em São Paulo por ser contra lançar dois nomes governistas na corrida presidencial. Apoiando o projeto de Ciro em São Paulo, e amarrando o PT paulista a essa estratégia, Lula desmobiliza também os planos do PSB de indicar o vice.</p>
<p>Aliados do parlamentar sustentam que a candidatura a vice seria o melhor caminho para o PSB e Ciro estaria disposto a abrir mão da corrida solo por um voo conjunto com a candidata do PT. A pedra no caminho é o PMDB. A mudança do domicílio, no entanto, não só não compromete os planos do partido, como ajuda a receber ainda mais exposição ao criar outro &#8220;fato midiático&#8221;. A direção da legenda pretende alçar Ciro para além dos 20% nas pesquisas de intenção de voto até o começo do ano que vem.</p>
<p>&#8220;O PSB está com uma posição política correta. Tem uma perspectiva de poder de curto prazo, com Ciro. E de longo prazo, com Eduardo Campos&#8221;, afirmou Rodrigo Rollemberg (DF), líder do PSB na Câmara. O partido estima que na eleição ampliará o número de deputados federais de 29 para, no mínimo, 45.</p>
<p>&#8220;Nós temos um trio em São Paulo preparado para disputar a eleição&#8221;, declarou o presidente estadual do PSB, Márcio França, numa referência a Skaf e ao vereador paulistano Gabriel Chalita. Questionado sobre a decisão de Ciro, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido se reúne na segunda-feira para discutir a questão no Estado. &#8220;O PSB é um parceiro importante para o PT&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>CRÍTICAS</strong></p>
<p>No anúncio da transferência do domicílio, Ciro voltou a atacar o governador de São Paulo, José Serra, nome mais forte no PSDB para disputar a Presidência. &#8220;Nosso adversário José Serra era ministro durante oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, que quebrou o governo três vezes&#8221;, afirmou.</p>
<p>Ao abordar sua preocupação com &#8220;a ameaça que o passado volte&#8221;, tentou associar Serra a números do governo FHC. Disse nada ter de pessoal contra Serra e tentou minimizar o fato de tê-lo recentemente chamado de feio.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/ciro-muda-titulo-para-sao-paulo-e-amplia-leque-de-opcoes-do-psb/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aliança PT/PMDB é inviável em 1/3 dos Estados</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/alianca-ptpmdb-e-inviavel-em-13-dos-estados/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/alianca-ptpmdb-e-inviavel-em-13-dos-estados/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2009 18:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[PED]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Berzoini]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/alianca-ptpmdb-e-inviavel-em-13-dos-estados/</guid>
		<description><![CDATA[Rumo a 2010: Pemedebistas alegam que sem os acordos locais, não conseguem aprovar chapa nacional com Dilma
 
Raquel Ulhôa e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
A cúpula do PMDB aguarda o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da viagem que está fazendo a China, Turquia e Arábia Saudita, para cobrar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Rumo a 2010: Pemedebistas alegam que sem os acordos locais, não conseguem aprovar chapa nacional com Dilma</strong></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/alianca-ptpmdb-e-inviavel-em-13-dos-estados/11321/" rel="attachment wp-att-11321" title="estrela_pt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrela_pt.jpg" alt="estrela_pt.jpg" /></a> <img src="http://guilhermefonseca.files.wordpress.com/2009/01/pmdb.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://guilhermefonseca.files.wordpress.com/2009/01/pmdb.jpg" width="167" height="156" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Ulhôa e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>A cúpula do PMDB aguarda o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da viagem que está fazendo a China, Turquia e Arábia Saudita, para cobrar uma solução &#8211; e rápida &#8211; para os principais confrontos estaduais do partido com o PT, sob pena de estar ameaçado o apoio nacional dos pemedebistas à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República.</p>
<p>O problema considerado mais emblemático é o de Minas Gerais, onde o PMDB tem o candidato até agora mais competitivo, segundo as pesquisas, mas o PT rejeita apoiá-lo, mesmo sendo ministro do governo Lula &#8211; Hélio Costa (Comunicações). A situação de Minas é relevante, porque o Estado tem o maior número de delegados do PMDB que irão decidir, na Convenção Nacional de junho de 2010, se o partido fará aliança com Dilma, com o candidato do PSDB ou terá candidato próprio.</p>
<p>&#8220;Sem os votos de Minas, a gente não ganha a convenção&#8221;, afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), um dos defensores do apoio à candidatura do governo. Por isso mesmo, é ele quem faz a cobrança mais dura por uma ação efetiva de Lula sobre os diretórios regionais do PT que se negam a apoiar candidatos do PMDB nos Estados, ainda que mais competitivos.</p>
<p>&#8220;O PT terá que decidir se a prioridade para o partido é ou não a eleição da ministra Dilma presidente. Para nós, o fundamental são as nossas bases estaduais. Queremos estar no projeto nacional com o presidente Lula, mas não podemos sacrificar nossas bases&#8221;, diz Alves. Ele diz que Lula antecipou o processo eleitoral, ao lançar a candidatura de Dilma, e que o PT e o PMDB são os partidos que mais têm candidatos a governador. &#8220;Não podemos brigar em tudo que é canto&#8221;, afirma.</p>
<p>O líder está se reunindo com os deputados pemedebistas mais representativos de cada Estado para analisar a relação com o PT. É o resultado desse levantamento que a direção do PMDB levará a Lula, segundo Alves, tão logo ele retorne da viagem. &#8220;Teremos uma conversa muito séria e sincera&#8221;, diz.</p>
<p>O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), calcula que, dos 27 Estados, a aliança entre PT e PMDB é certa em nove, &#8220;bem encaminhada&#8221; em outros nove e praticamente impossível no restante. Para o secretário de comunicação do PT, Gleber Naime, uma grande aliança nacional com o PMDB vai sempre esbarrar nas particularidades regionais dos dois partidos. &#8220;Mas precisamos nos esforçar, para dar continuidade aos avanços do governo Lula&#8221;.</p>
<p>O embate entre PT e PMDB em Estados eleitoralmente estratégicos &#8211; como Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, além de Minas &#8211; também preocupa petistas que consideram a aliança entre as duas legendas fundamental para a construção da candidatura da ministra.</p>
<p>A avaliação é que a cúpula nacional do PT não está agindo com energia sobre os diretórios estaduais, que, em sua maioria, preferem lançar candidatura própria a apoiar o PMDB. A queixa estende-se a Lula, que, segundo petistas e pemedebistas, estaria deixando os problemas avançarem demais.</p>
<p>Com isso, tanto petistas quanto pemedebistas estão avançando nas articulações de seus próprios interesses, e o afastamento pode se tornar irreversível. &#8220;É igual pasta de dente: depois que sai do tubo não volta mais&#8221;, afirmou um observador do processo.</p>
<p>Como em 2010 não estará em vigor a regra que obrigava os partidos a repetirem nos Estados a aliança nacional (verticalização), o PMDB, em tese, pode se compor livremente em cada local e, ainda assim, estar na chapa de Dilma. O problema, como alertam os próprios petistas, é que a candidatura da ministra precisa ser construída e, para isso, é fundamental ter palanques fortes, especialmente nos maiores colégios eleitorais.</p>
<p>Em alguns Estados onde os aliados estarão separados poderia até render dois palanques a Dilma, o que pode levar a outro problema: há locais em que a relação é tão conflituosa que pode obrigar a ministra a optar por um dos candidatos aliados ou ignorar comícios no Estado.</p>
<p>Por esses fatores, manter os aliados unidos deve interessar mais ao PT que ao PMDB, que não tem candidato próprio à Presidência e prioriza a eleição de governadores.</p>
<p>A falta de alianças consistentes causaria outro problema ao PT: comprometeria a quantidade de deputados e senadores a serem eleitos pelo partido. E uma boa base parlamentar é fundamental a qualquer projeto de governo nacional.</p>
<p>Uma das razões dessa aparente falta de conexão entre a Executiva nacional e os diretórios estaduais do PT pode estar no vazio político instalado na cúpula. A atual direção, com Berzoini (SP) à frente, está em fim de mandato. Em novembro, o partido realiza o PED (Processo de Eleições Diretas) para a troca dos comandos nacional e estaduais. E há indefinição quanto à nova presidência.</p>
<p>O mais cotado, Gilberto Carvalho, não pode assumir as rédeas do processo pré-eleitoral, porque continua exercendo função de chefe de gabinete da Presidência. Além disso, Lula ainda não decidiu se libera Carvalho para a missão partidária. O resultado é um vácuo de comando, que começa a preocupar petistas atentos ao jogo eleitoral.</p>
<p>Apesar da resolução aprovada no dia 8, estabelecendo que as alianças estaduais só podem ser feitas depois da definição da aliança nacional, a mensagem parece não ter chegado aos Estados. Continuam prevalecendo os interesses locais, em detrimento da aliança nacional.</p>
<p>Um dos locais onde há mais atrito é o Rio Grande do Sul. A determinação nacional é de apoio ao candidato do PMDB, provavelmente José Fogaça. Mas os petistas locais não aceitam. O ministro Tarso Genro é o pré-candidato do partido. &#8220;Eu sou da segunda geração do PT. O Genro é fundador. Não é possível que ele não tenha juízo suficiente para ver que seus gestos estão atrapalhando&#8221;, reclamou um integrante do diretório nacional.</p>
<p>O PSDB, por sua vez, tenta montar uma estratégia pré-eleitoral nos Estados mais programática. Pretende formar palanques fortes para seu candidato a presidente &#8211; os governadores José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG) -, mas não está jogando todas as fichas numa aliança nacional com o PMDB. &#8220;Não vamos fechar projetos regionais incoerentes com o projeto nacional. O desespero é deles [PT]&#8220;, disse o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), presidente do Instituto Teotonio Vilela, ele próprio candidato a governador para garantir palanque a Serra.</p>
<p>Uma preocupação é comum a PT e PSDB: não querem depender de pemedebistas que estão &#8220;em cima do muro&#8221; e, mais à frente, podem mudar de lado. Essa é uma das explicações dos petistas para a resistência em apoiar Fogaça no Rio Grande do Sul. Como o PMDB também conversa com o PSDB, o PT teme ficar isolado e, consequentemente, deixar Dilma sem palanque consistente no Estado. Entre Dilma e Serra, o PMDB do Rio Grande do Sul escolhe nenhum dos dois. Defende candidatura própria.</p>
<p>Nesse jogo, há outras peças sobre a mesa. Por exemplo: pemedebistas temem que a doença de Dilma a tire do jogo e o PT fique sem opção. Avaliam, ainda, que se a candidatura de Dilma não decolar e Serra se mantiver na liderança, o tucano terá maior poder de atração. Um ministro próximo do presidente afirma que não será o número de cargos que garantirá fidelidade do PMDB a Dilma. &#8220;Se entregarmos a Esplanada inteira e Serra disparar nas pesquisas, eles mudam de lado&#8221;, diz.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/alianca-ptpmdb-e-inviavel-em-13-dos-estados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PT ratifica apoio a Dilma, pressiona por Carvalho e negocia palanques estaduais</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/pt-ratifica-apoio-a-dilma-pressiona-por-carvalho-e-negocia-palanques-estaduais/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/pt-ratifica-apoio-a-dilma-pressiona-por-carvalho-e-negocia-palanques-estaduais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 14:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[fernando Pimentel]]></category>
		<category><![CDATA[Gilberto Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Ideli Salvatti]]></category>
		<category><![CDATA[José Eduardo Cardozo]]></category>
		<category><![CDATA[José Eduardo Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[José Fillipi Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Dulci]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[MAG]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Aurélio Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[Partidos]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/pt-ratifica-apoio-a-dilma-pressiona-por-carvalho-e-negocia-palanques-estaduais/</guid>
		<description><![CDATA[Ruy Baron/Valor &#8211; 15/9/2005

 Gilberto Carvalho: chefe de gabinete é o único nome de consenso para comandar partido, mas Lula resiste a cedê-lo
&#160;
Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
O Diretório Nacional do PT reúne-se hoje e amanhã em Brasília para discutir a sucessão de 2010 e a eleição interna para a presidência da legenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron/Valor &#8211; 15/9/2005<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002253/imagens/foto08pol-cadrvalho-a9.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Gilberto Carvalho: chefe de gabinete é o único nome de consenso para comandar partido, mas Lula resiste a cedê-lo</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrela_sobe.jpg" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrela_sobe.thumbnail.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" align="left" /></a>O Diretório Nacional do PT reúne-se hoje e amanhã em Brasília para discutir a sucessão de 2010 e a eleição interna para a presidência da legenda em novembro deste ano, que terá 1,35 milhão de filiados aptos a votar. O encontro vai ratificar o apoio à candidatura da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, e espera avançar na escolha do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, como candidato de consenso para presidir o partido pelos próximos dois anos. O problema é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não quer ceder tão facilmente seu assessor pessoal.</p>
<p>Segundo apurou o Valor, três razões reforçam a resistência de Lula: a primeira, oficial, é que Carvalho exerce um papel importante no governo, filtrando conversas e visitantes e falando em nome do presidente, autorização concedidas a poucos na administração federal. A segunda, já expressada pelo próprio Lula a Carvalho, é que ele é &#8220;por demais cordato, cavalheiro&#8221;, o que poderia torná-lo presa fácil da máquina partidária. O terceiro, uma vingança pelo fato de o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ter sido presidente interino em 2006 e, quando houve a eleição interna de 2007, ter sido massacrado por diversas correntes petistas.</p>
<p>Nenhuma das razões significa que Carvalho não possa tornar-se o presidente da legenda, como sonha a maioria do partido. Mas significa que muito há por se desenrolar daqui até novembro. &#8220;O jogo ainda está verde&#8221;, resumiu um dos mais próximos colaboradores do presidente Lula. Mas o PT está cada vez mais angustiado com a demora.</p>
<p>&#8220;Se o Carvalho lançar-se candidato, ele terá 70% de apoio assegurado. Não que não tenhamos outros nomes qualificados para o cargo. Mas sem ele, haverá disputa interna e o partido perderá um tempo enorme posteriormente reconstruindo alianças internas&#8221;, justificou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.</p>
<p>Uma pessoa próxima do presidente Lula lembra que este é o mesmo discurso de 2006, quando Garcia foi obrigado a assumir interinamente a presidência da legenda. Na época, o atual presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), foi obrigado a licenciar-se por &#8220;escândalo dos aloprados&#8221;, a montagem e compra de um suposto dossiê contra a candidatura de tucanos em São Paulo. Lula cedeu Garcia, que era seu assessor especial para assuntos internacionais &#8211; cargo que voltou a ocupar posteriormente -, para presidir o PT.</p>
<p>&#8220;Foi um presidente excepcional, que liderou o partido em um momento complicado&#8221;, recorda um ministro. &#8220;Ele não apenas consolidou a vitória de Lula como costurou uma aliança com o PMDB, viabilizando a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara, embrião da entrada do PMDB no governo&#8221;.</p>
<p>Veio a eleição interna do partido no ano seguinte e Garcia foi boicotado publicamente por diversas correntes, alegando que ele era atrelado ao governo e que o partido precisava de um nome mais independente. Na cabeça de Lula, o cenário pode se repetir. &#8220;Naquela época o problema também não era do presidente, mas ele acabou ajudando. Tornou-se um problema dele quando Garcia foi queimado internamente. Lula quer que o PT queime um pouco a cabeça em busca de soluções&#8221;, repetiu um ministro.</p>
<p>Internamente, a cada dia que passa, o PT se convence cada vez mais de que Carvalho é o melhor candidato. &#8220;Só precisamos convencer o Lula&#8221;, enfatiza o líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Internamente, eles até fazem uma analogia com a candidatura Dilma.</p>
<p>Pleiteada por diversos nomes, num leque que passa pelos ministros Tarso Genro (Justiça), Fernando Haddad (Educação) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), a vaga de pré-candidato do PT foi entregue a Dilma por uma decisão pessoal do presidente. E o partido calou-se. Há seis meses, ela nem sequer era um nome viável, muitos alegavam que Dilma não tinha vida partidária. Hoje, aparece como um nome consensual, que paira sobre todas as tendências.</p>
<p>Da mesma maneira, Lula, na visão dos petistas, poderia se convencer de que não há alternativas a Carvalho e ceder de uma vez o auxiliar. O ex-governador do Acre Jorge Viana entende as razões do presidente Lula. Segundo ele, quem foi do Executivo sabe a importância de algumas peças na estrutura de governo. Mas, lembra que, apesar da eleição interna ser em novembro, o futuro presidente do PT só assumirá o cargo no início do ano que vem. &#8220;Não podemos ficar até o fim do ano discutindo outros nomes. Precisamos unir forças para construir e consolidar a candidatura Dilma&#8221;, declarou.</p>
<p>Um petista que conhece bem o presidente Lula intui que todos os caminhos levarão a Carvalho. Mas acredita que o feeling político do presidente Lula fará com que ele só libere seu auxiliar mais para frente. &#8220;A eleição será em novembro, as regras gerais serão divulgadas apenas em agosto. Por que Lula se anteciparia lançando o Carvalho agora&#8221;? questionou.</p>
<p>Fontes do governo e do PT citam pelo menos outros oito nomes que estão na agenda da sucessão petista, mas há restrições a todos, entre eles Luiz Dulci, Fernando Pimentel, José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo, Marta Suplicy, Ideli Salvatti, José Fillipi Júnior, nome pouco conhecido da legenda, ex-tesoureiro do partido.</p>
<p>O futuro presidente terá a tarefa de consolidar as alianças estaduais, com a maior parte dos aliado mas, principalmente, com o PMDB, considerado parceiro preferencial. Em pelo menos quatro estados, esta parceria está praticamente descartada: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Pernambuco. Nos demais, apesar de algumas rixas sérias &#8211; como Bahia, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão &#8211; a atual direção petista acha viável a dobradinha, desde que as conversas sejam bem conduzidas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/pt-ratifica-apoio-a-dilma-pressiona-por-carvalho-e-negocia-palanques-estaduais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dilma pode sair antes da hora para campanha. Prioridade agora deve ser acerto nos Estados</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/dilma-pode-sair-antes-da-hora-para-campanha-prioridade-agora-deve-ser-acerto-nos-estados/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/dilma-pode-sair-antes-da-hora-para-campanha-prioridade-agora-deve-ser-acerto-nos-estados/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 12:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PT MG]]></category>
		<category><![CDATA[PT SP]]></category>
		<category><![CDATA[PT-SC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/dilma-pode-sair-antes-da-hora-para-campanha-prioridade-agora-deve-ser-acerto-nos-estados/</guid>
		<description><![CDATA[
Otimista, ela acha ideal desacelerar agora e deixar cargo logo em janeiro
Vera Rosa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está tão otimista em relação ao tratamento para combater o tumor detectado em seu sistema linfático que investe nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090427/img/nacional.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p><strong>Otimista, ela acha ideal desacelerar agora e deixar cargo logo em janeiro</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Vera Rosa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está tão otimista em relação ao tratamento para combater o tumor detectado em seu sistema linfático que investe nos planos políticos e admite até mesmo a possibilidade de antecipar a saída do governo para janeiro de 2010 para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral. Em conversas reservadas com amigos, no fim de semana, Dilma disse que, se tudo correr bem como preveem os médicos, o ideal será reforçar a maratona eleitoral a partir de janeiro, mesmo porque agora ficará difícil acumular as atividades.</p>
<p>Apesar do ânimo demonstrado por Dilma, tudo dependerá de seu estado de saúde e o assunto é tratado com extrema cautela tanto no Palácio do Planalto como no PT. O afastamento antecipado da ministra, porém, não é consenso. Enquanto alguns avaliam que ela ficará sobrecarregada se tiver de &#8220;carregar&#8221; as funções de gerente do governo com a candidatura logo após passar por um tratamento delicado de saúde, com quimioterapia, outros acreditam que sua permanência na Casa Civil até o prazo-limite ainda é a melhor vitrine para a campanha. Pela lei, a ministra deve deixar o cargo até 3 de abril de 2010, seis meses antes do primeiro turno da eleição presidencial.</p>
<p>Lula considerou &#8220;abominável&#8221; a especulação sobre a mudança de candidato do PT. Ficou ainda mais contrariado ao saber que a oposição vislumbra o PT ressuscitando a tese do terceiro mandato para ele, sob o argumento de que o partido não conta com outros nomes eleitoralmente fortes. Para o presidente, análises assim são &#8220;infundadas e desrespeitosas&#8221;.</p>
<p><strong>LICENÇA</strong></p>
<p>No Planalto e na cúpula do PT não há, por enquanto, nenhum plano para troca de candidato. Na quinta-feira, quando foi informado por Dilma sobre a descoberta do linfoma &#8211; tumor no sistema linfático -, Lula chegou a perguntar a ela se gostaria de tirar licença para o tratamento. A ministra respondeu que não seria necessário. Garantiu que pode manter o ritmo de trabalho e até mesmo as viagens, intercalando os compromissos com acompanhamento médico durante quatro meses.</p>
<p>&#8220;Não exagere. Cuide-se!&#8221;, recomendou o presidente à chefe da Casa Civil. Considerada &#8220;caxias&#8221;, Dilma trabalha em média 14 horas por dia. Cuida de assuntos tão variados como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o plano nacional de habitação e a camada do pré-sal. Hoje, por exemplo, ela terá agenda cheia em Manaus, ao lado de Lula. Amanhã, também na capital do Amazonas, comandará mais uma reunião de balanço do PAC.</p>
<p>&#8220;A nossa preocupação inicial não é com a campanha, mas, sim, com o lado humano&#8221;, afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). &#8220;De qualquer forma, todos os prognósticos médicos indicam que ela tem condições não só de manter sua atividade no governo como a candidatura e, no momento apropriado, vamos formalizar isso.&#8221;</p>
<p>Amigo de Dilma, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos disse não ter dúvidas de que a chefe da Casa Civil vai superar a adversidade e ser candidata do PT. Thomaz Bastos almoçou no sábado com Dilma e com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, logo após a entrevista coletiva concedida por ela no Hospital Sírio-Libanês.</p>
<p>Num restaurante da Rua Amauri, nos Jardins, a ministra recebeu a solidariedade de vários eleitores e posou para fotos até com crianças. &#8220;Fiquei com a melhor impressão dela sob o aspecto psicológico e físico. Achei que Dilma está muito animada&#8221;, contou Thomaz Bastos, que em 2007 enfrentou um câncer no pulmão e hoje está completamente curado.</p>
<p>Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que a divulgação da doença não só é importante para pôr fim às especulações como vai aproximar Dilma da população, &#8220;humanizando&#8221; a candidata. Mesmo enfrentando percalços nas negociações com o PMDB para compor as alianças de 2010, o governo espera que a chefe da Casa Civil atinja 20% da preferência do eleitorado até dezembro.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/dilma-pode-sair-antes-da-hora-para-campanha-prioridade-agora-deve-ser-acerto-nos-estados/10957/" rel="attachment wp-att-10957" title="estrela_sobe.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong><font size="5">Prioridade agora deve ser acerto nos Estados</font></strong></p>
<p><strong>Diretórios vêm reclamando que Lula tem ignorado os problemas das candidaturas a governador do PT</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Vera Rosa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>A freada que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dará nos próximos meses em sua campanha para cuidar da saúde deverá garantir o tempo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa para desfazer os nós políticos regionais que a candidatura enfrenta. Antes da descoberta dos problemas de saúde da ministra, Lula decidira procurar os principais líderes do PT para debelar focos de incêndio provocados pela falta de definição dos processos sucessórios nos Estados. O presidente decidiu agir ao perceber que importantes diretórios do partido ameaçam fazer uma espécie de &#8220;corpo mole&#8221; no apoio à divulgação da candidatura de Dilma.</p>
<p>Nos últimos 15 dias, Lula contatou o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o governador da Bahia, Jaques Wagner, na tentativa de reverter esse cenário. Diretórios petistas importantes, como os de Minas, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul, reclamam que o governo tem priorizado a disputa à Presidência e ignorado os problemas das candidaturas do partido aos governos. Mais: acham que o Planalto até incentiva concorrentes de outros partidos da base, em detrimento dos nomes apresentados pelos petistas.</p>
<p>É o caso da Bahia, onde o PT gostaria que Lula reduzisse o poder do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), e priorizasse o trabalho para reeleger o governador petista Jaques Wagner. Na avaliação da cúpula do PT, Geddel poderá até ser adversário direto na sucessão do Estado ou concorrer ao Senado contra o PT. Com esse argumento, entendem que não faz sentido o governo permitir que um adversário em potencial comande um ministério importante como o de Integração Nacional.</p>
<p>Em Minas, a intervenção do presidente começou a provocar algum resultado. Depois que Lula entrou em campo para conter as cotoveladas entre os aliados, principalmente na seara petista, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel combinou com Patrus fazer um gesto público para indicar que o PT de Minas está unido.</p>
<p>A preocupação com Minas, o segundo maior colégio eleitoral do País, tem motivo: enquanto Pimentel e Patrus brigam pela indicação do PT, o racha na base aliada se aprofunda, tornando cada vez mais difícil a construção de um palanque forte para a chefe da Casa Civil.</p>
<p>O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), até agora líder das pesquisas para o governo mineiro, ameaça se aliar a Aécio caso o PT não o apoie na corrida ao Palácio da Liberdade. Aécio também é pré-candidato à Presidência e promete enfrentar o governador de São Paulo, José Serra, numa prévia para a escolha do concorrente tucano ao Planalto.</p>
<p>Para Lula, os estilhaços da briga entre as duas alas do PT e o PMDB de Hélio Costa podem atingir Dilma e acabar beneficiando os tucanos. Coordenador da campanha da ministra em Minas, Pimentel procurou Costa, na semana passada, para fazer-lhe um afago. Em público, todos falam em acordo, desde que eles próprios sejam cabeça de chapa.</p>
<p>&#8220;O PT tem de saber fazer concessão porque mais de um palanque dá curto-circuito. Sai faísca&#8221;, afirma o deputado José Genoino (SP). &#8220;O objetivo central é administrar os efeitos da crise econômica e eleger o sucessor do presidente Lula, em 2010. Isso condiciona tudo.??</p>
<p><strong>SEM APOIO</strong></p>
<p>Há Estados, porém, onde o PT e o PMDB são inimigos ferrenhos e irreconciliáveis, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Para compensar a falta de apoio do PMDB no principal Estado da Federação, governado pelo PSDB, Lula planeja oferecer a vaga de vice na chapa de Dilma ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).</p>
<p>Presidente nacional do PMDB, Temer se aproximou bastante do Planalto nos últimos meses. Também tem conversado com frequência com Dilma sobre as dificuldades para a montagem dos palanques estaduais. Nega, porém, que sua candidatura a vice já esteja acertada.</p>
<p>&#8220;O PMDB tanto pode ter candidato próprio como apoiar Dilma ou Serra. Temos três caminhos&#8221;, diz ele, diplomático. Na prática, o partido quer aguardar até o fim do ano para observar o desempenho da ministra da Casa Civil nas pesquisas e definir seu rumo. &#8220;Nós sabemos que o PMDB nunca estará unido e sempre terá um pezinho em cada canoa&#8221;, ironiza a senadora Ideli Salvatti (PT), de Santa Catarina, onde os dois partidos também vivem às turras.</p>
<p>Em São Paulo, Lula apelou pessoalmente para a ex-prefeita Marta Suplicy: pediu a ela que ajudasse a divulgar Dilma no Estado. Lula também pediu ao PT e à CUT que aproximem Dilma da área social, principalmente do Movimento dos Sem-Terra (MST).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/dilma-pode-sair-antes-da-hora-para-campanha-prioridade-agora-deve-ser-acerto-nos-estados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
