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	<title>Blog do Favre &#187; alimentos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Pré-sal&#8221; do campo traz US$ 1 tri em 10 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 13:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura
Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas
 



Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem





Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá
 
MAURO ZAFALON [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong> </strong></span> <strong>Mas produtores reclamam que, mesmo com esse potencial, setor está ameaçado pela falta de investimentos em infraestrutura</strong></p>
<p><strong>Analistas dizem que, para ser celeiro do mundo, país precisa de investimentos  do governo, dos próprios produtores e de empresas</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Marlene Bergamo &#8211; 23.set.2009/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1810200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Suínos em frigorífico em Santa Catarina; demanda por alimentos crescerá</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>MAURO ZAFALON</strong> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span> DA REDAÇÃO </span></p>
<p>Enquanto atenções e planos  de investimentos no país se voltam à exploração de petróleo  na região do pré-sal, produtores agrícolas reclamam que o  &#8220;pré-sal&#8221; do campo, que deve  trazer US$ 1 trilhão ao país em  dez anos, está ameaçado justamente pela falta de investimentos em infraestrutura.<br />
Com tantos investimentos  em pré-sal, trem-bala, Copa do  Mundo e Olimpíada, os problemas do campo podem ser relegados a segundo plano, temem  os agentes do setor.<br />
É difícil imaginar como será a  participação do petróleo na  economia mundial em 20 anos.  Mas não é difícil prever a importância dos alimentos.<br />
Relatórios recentes de vários  organismos internacionais, entre eles da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre  Comércio e Desenvolvimento)  e da ONU (Organização das Nações Unidas), mostram que haverá forte demanda de alimentos nos próximos anos, e todos  são unânimes em apontar a importância do Brasil como grande produtor de grãos, proteína  animal e biocombustíveis.<br />
O país, que já é grande fornecedor mundial de alimentos,  deverá ter participação ainda  maior no contexto internacional nas próximas décadas.<br />
As receitas com exportações  nacionais do agronegócio cresceram a uma média de 13% ao  ano na última década, devido a  demanda maior, melhora nos  preços e aumento de renda em  países emergentes.<br />
Com apenas metade dessa  evolução por ano, o país acumularia US$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Se for mantido  o mesmo percentual de evolução dos últimos dez anos, o valor chegaria a US$ 1,5 trilhão na  próxima década -até 2019.<br />
Do estágio atual à condição  de celeiro do mundo, no entanto, o caminho a ser percorrido é  longo, dizem os analistas.<br />
Especialistas no setor são  unânimes em dizer que há muito para ser feito, e essas ações  não dependem só do governo  mas também dos próprios produtores e empresas do setor.<br />
Da parte do governo, as ações  devem focar investimentos em  infraestrutura, avanços em tecnologia, questões ambientais e  política agrícola de longo prazo.</p>
<p><strong>Menos sonegação</strong><br />
Já da parte de produtores e  empresas, afirmam ser necessária uma melhora na gestão  dos negócios e maior responsabilidade empresarial, que inclua reduções na sonegação de  impostos e na corrupção.<br />
&#8220;Os investimentos virão com  certeza, e várias mudanças serão necessárias, mas não é mostrando garras, unhas e dentes  que elas ocorrerão. Serão necessários acordos políticos de  fundo&#8221;, diz Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura.<br />
Para Stephanes, reestruturação das empresas agropecuárias, mudanças de contratos e  questões tributárias e de sonegação estão entre as prioridades para o futuro.<br />
Guilherme Dias, professor da  USP e que participou do governo Fernando Henrique Cardoso, também diz que serão necessárias mudanças no setor  produtivo.&#8221;Há uma resistência  da base produtora para a evolução. Parte ainda prefere a sonegação tributária e a corrupção a  uma regulação do setor.&#8221;<br />
Luis Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura e vice-presidente da área de agronegócios do Banco do Brasil,  acrescenta à lista de problemas  a serem resolvidos a necessidade de regularização da posse de  terra e uma melhora nas relações de trabalho.<br />
&#8220;O Brasil vai ficar na pauta do mundo&#8221; e duas palavras vão determinar esse novo cenário agropecuário: concentração e internacionalização, segundo Roberto Rodrigues, também ex-ministro da Agricultura. &#8220;O pré-sal vai trazer um tsunami de dinheiro para o país.&#8221; Esses investimentos não ficarão apenas em petróleo, mas irão também para saúde, educação, chegando ainda às indústrias de insumos e de alimentos.<br />
Mas o país tem de ter estratégias, adverte Rodrigues. Política agrícola existe, mas são necessários instrumentos para  sua aplicação.<br />
Os técnicos da Unctad concordam com Rodrigues e sugerem que os governos enquadrem o fluxo de financiamentos para a produção e que elaborem contratos padrão para proteger os produtores.</p>
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		<title>Relatório de ActionAid elogia Brasil: &#8220;Fome Zero, do presidente Lula , reduziu a desnutrição infantil em 73 por cento e a mortalidade infantil em 45 por cento no Brasil&#8221;, constata a entidade</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 16:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
SILVIA ALOISI &#8211; REUTERS &#8211; AGENCIA ESTADO

ROMA &#8211; O grupo ativista ActionAid divulgou relatório nesta quinta-feira em que elogia o Brasil e a China pelos esforços feitos para combater a fome nesses países.
O documento cita o programa Fome Zero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu a desnutrição infantil em 73 por cento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_XfPi8p8oFZQ/Sav0tg_oRKI/AAAAAAAAAGs/EMD7D3re3jc/s400/20031010lula_fome_zero590.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_XfPi8p8oFZQ/Sav0tg_oRKI/AAAAAAAAAGs/EMD7D3re3jc/s400/20031010lula_fome_zero590.jpg" width="290" height="217" /><img src="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/bolsa_familia/imagens/bolsa_familia.gif" alt="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/bolsa_familia/imagens/bolsa_familia.gif" width="164" height="216" /></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;">SILVIA ALOISI &#8211; REUTERS &#8211; AGENCIA ESTADO<br />
</span></p>
<p>ROMA &#8211; O grupo ativista ActionAid divulgou relatório nesta quinta-feira em que elogia o Brasil e a China pelos esforços feitos para combater a fome nesses países.</p>
<p>O documento cita o programa Fome Zero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu a desnutrição infantil em 73 por cento e a mortalidade infantil em 45 por cento no Brasil. A China reduziu o número de pessoas que passam fome em 58 milhões ao longo de dez anos.</p>
<p>Contrastando com isso, outros 30 milhões de pessoas se somaram às fileiras dos que passam fome na Índia desde meados dos anos 1990, apesar do aumento da renda per capita nesse país, e 47 por cento das crianças com menos de 6 anos de idade estão abaixo do peso.</p>
<p>O documento aponta ainda que a maioria dos países ricos vem descumprindo suas promessas de aumentar a ajuda alimentar e agrícola dada aos países pobres, diz um relatório do grupo ativista ActionAid divulgado na sexta.</p>
<p>Divulgado no Dia Mundial da Alimentação, o relatório também afirma que as promessas recentes do Grupo dos Oito de gastar 20 bilhões de dólares nos próximos três anos para ajudar os países pobres a se alimentarem não estão sendo cumpridas e que não foi fixado nenhum cronograma claro para as ações.</p>
<p>O número de pessoas que passam fome no mundo ultrapassou 1 bilhão este ano &#8211;105 milhões mais que em 2008&#8211;, e o ActionAid redigiu uma tabela mostrando até que ponto os países ricos vêm cumprindo suas promessas de aumentar a ajuda.</p>
<p>A tabela mede a ajuda dada para a agricultura e a segurança alimentar entre 2005 e 2007, comparando-a com um chamado lançado pela ONU por 30 bilhões de dólares anuais adicionais até 2012.</p>
<p>De acordo com o documento, com a exceção dos três maiores doadores &#8211;Luxemburgo, Suécia e Noruega&#8211;, a maioria dos países ricos não cumpre nem sequer metade do que é esperado deles para atingirem o alvo fixado para 2012.</p>
<p>Os resultados piores são da Grécia, Portugal, Itália, Estados Unidos e Nova Zelândia.</p>
<p>O relatório também lança um olhar crítico sobre as promessas do G8 feitas numa cúpula na Itália em julho.</p>
<p>A cúpula do G20 realizada em setembro resultou num pedido ao Banco Mundial para que fosse criado um fundo para aumentar os investimentos agrícolas nos países pobres. Mas não foi fixado um prazo ou cronograma para a criação.</p>
<p>O embaixador dos EUA junto às agências alimentares da ONU disse à Reuters em Roma esta semana que Washington vai depositar nesse fundo os 3,5 bilhões de dólares que prometeu como parte da iniciativa do G8, mas que a forma exata que o valor irá tomar ainda não foi determinada.</p>
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		<title>Poder de compra do mínimo sobe</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR
O gordo reajuste do salário mínimo e a queda da inflação levaram neste ano a um novo aumento do poder de compra de quem vive do piso no país. Na média de janeiro a maio, um mínimo equivalia a 1,89 cesta básica, mais que o 1,74 da média de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/9811757/318" alt="http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/9811757/318" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O gordo reajuste do salário mínimo e a queda da inflação levaram neste ano a um novo aumento do poder de compra de quem vive do piso no país. Na média de janeiro a maio, um mínimo equivalia a 1,89 cesta básica, mais que o 1,74 da média de 2008, segundo cálculos da RC Consultores. Essa melhora ajuda a explicar o desempenho razoável do consumo em 2009, sendo um dos fatores por trás da demanda firme por alimentos e bebidas, os principais produtos consumidos por quem recebe o mínimo. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas de super e hipermercados cresceram 6,2% em relação ao mesmo período de 2008, mais que os 4,5% registrados por todo o comércio varejista.</p>
<p>O salário mínimo subiu 12% neste ano, para R$ 465, chegando ao bolso dos beneficiados em março, um mês antes do que em 2008. Para completar, a inflação de alimentos e bebidas está cedendo, num cenário de desaquecimento da atividade econômica e preços de commodities mais baixos do que no primeiro semestre de 2008.</p>
<p>Para 2009, os analistas esperam uma alta bem mais fraca das cotações de produtos alimentícios. No ano passado, elas subiram com força, corroendo parte do poder de compra do mínimo. Segundo os números calculados pelo economista-chefe da RC, Marcel Pereira, o piso salarial do país, que em 2007 comprava o equivalente a 1,93 cesta básica, passou a equivaler ao já citado 1,74 em 2008.</p>
<p>O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, estima que o grupo alimentos e bebidas vai subir 5,2% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, bem abaixo dos 11,1% de 2008. &#8220;Essa é uma das principais fontes de alívio para a inflação.&#8221; Ele projeta alta de 4,5% para o IPCA em 2009 &#8211; no ano passado, o indicador subiu 5,9%.</p>
<p>A economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria Integrada, vê um tombo maior de alimentos e bebidas, apostando que esses produtos vão ter alta de 3,6% neste ano. Para o IPCA &#8220;cheio&#8221;, ela projeta variação de 4,1%. &#8220;No ano passado, houve um choque das cotações de alimentos por causa da alta dos preços internacionais, algo que não está se repetindo neste ano.&#8221;</p>
<p>A queda da inflação de alimentos beneficia especialmente a população de baixa renda, que gasta boa parte de seu salário com esses produtos, como nota Pereira. No Índice de Preços ao Consumidor &#8211; classe 1 (IPC-c1), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a inflação para quem ganha entre 1 e 2,5 mínimos, o peso da alimentação é de 39,62% na cesta de consumo. É um percentual bem superior aos 27,49% do IPC-BR, que analisa a evolução dos preços para quem recebe de 1 a 33 salários mínimos. Nos 12 meses até maio, a inflação de alimentos no IPC-c1 ficou em 4,95%, bem abaixo dos 12,14% registrados em 2008 inteiro.</p>
<p>Pereira diz que houve uma forte recomposição do poder de compra do salário mínimo nos últimos 15 anos. Em 1994, ano da implementação do Plano Real, um mínimo comprava menos de uma cesta básica &#8211; 0,88. De lá para cá, o piso salarial subiu 116%, descontada a inflação, afirma ele. &#8220;Com o plano, a garantia da estabilidade de preços permitiu uma recuperação de valor, o que teve papel fundamental na melhoria do poder de compra da população de baixa renda.&#8221;</p>
<p>No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998, o crescimento real do mínimo foi de 5,5% ao ano, ritmo que caiu para 3,9% no segundo, entre 1999 e 2002. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o mínimo passou a crescer a uma velocidade mais expressiva: 5,9% ao ano entre 2003 e 2006 e 5,8% entre 2007 e 2009. Com isso, o salário mínimo compra hoje quase duas cestas básicas, o que permite à população de baixa renda adquirir um número maior de produtos além dos destinados à alimentação.</p>
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		<title>Ano da França: Coq au vin para três</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 18:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[
         
         	 Porções: 3  Tempo de preparo: 180 min
Paladar &#8211; Caderno do jornal O Estado SP


 	              Coq au Vin do chef Pascal Valero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estadao.com.br/paladar-app/receitaDetalhe.action?idReceita=394#"><strong><span id="receitaNome"><br />
</span></strong>         </a></p>
<h1>         	<img src="http://www.estadao.com.br/paladar-app/img/icn_quadrs.gif" /> Porções: 3 <img src="http://www.estadao.com.br/paladar-app/img/icn_temp.gif" /> Tempo de preparo: 180 min</h1>
<p style="background-color: #ffff99">Paladar &#8211; Caderno do jornal O Estado SP</p>
<div class="imagem_report_1">
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/paladar-app/imagens/1/394/49173.jpg" id="imgPrincipal" width="360" height="287" /></div>
<h3 id="lblPrincipal"> 	              Coq au Vin do chef Pascal Valero fica marinando no vinho tinto por 24 horas</h3>
</div>
<div class="barra">
<div class="titBarra">
<h1>ingredientes</h1>
</div>
</div>
<div id="texto">
<div class="txtReceita"> 	            1 cebola;<br />
1 cenoura;<br />
½ alho-poró;<br />
1 ramo de tomilho;<br />
2 folhas de louro;<br />
10 unidades de pimenta negra;<br />
1 garrafa de vinho Bourgogne ou Malbec;<br />
1 galo ou frango de 1,5 kg;<br />
100g de bacon;<br />
Salsinha picada a gosto.Para a guarnição:<br />
200g de champignon paris;<br />
100g de cebola baby;<br />
500g de batata;<br />
30g de farinha de trigo;<br />
30g de manteiga mole</div>
<div class="barra">
<div class="titBarra">
<h1>preparo</h1>
</div>
</div>
<div class="txtReceita"> Corte o frango em 8 pedaços e junte a cebola em cubos, a cenoura, o alho-poró, o louro e o tomilho. Adicione pimenta em grão e vinho tinto e deixe marinar até o dia seguinte. Refogue na frigideira os pedaços de frango, deixando-os levemente dourados. Adicione o bacon e os legumes da marinada ao vinho tinto. Deixe cozinhar por 1h (o galo) ou 30 minutos (o frango). Retire os pedaços da panela e passe o caldo de cozimento na peneira. Engrosse com a farinha e a manteiga mole e junte novamente ao frango. Cozinhe as batatas em uma panela com água, ponha a cenoura e cebola para guarnição. Refogue o champignon na frigideira. Junte a guarnição em cima do preparo e adicione salsinha picada.</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Cozinho, logo existo</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Massimo Montanari]]></category>

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		<description><![CDATA[

 +(L)ivros
O historiador italiano Massimo Montanari explica à Folha como a gastronomia ajudou a criar a civilização
EUCLIDES SANTOS MENDES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Para o historiador italiano Massimo Montanari, cozinhar foi uma das primeiras expressões ligadas à formação cultural das sociedades humanas.
Professor na Universidade de Bolonha, na Itália, Montanari pesquisa a história da alimentação e é autor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/cozinho-logo-existo/10955/" rel="attachment wp-att-10955" title="cozinha_frango.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/cozinha_frango.gif" alt="cozinha_frango.gif" align="left" /></a></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/images/mais%21.gif" alt="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/images/mais!.gif" /></p>
<p><font size="6"> <strong><font color="#000080">+(L)ivros</font></strong></font></p>
<p><strong>O historiador italiano Massimo Montanari explica à Folha como a gastronomia ajudou a criar a civilização</strong></p>
<p>EUCLIDES SANTOS MENDES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Para o historiador italiano Massimo Montanari, cozinhar foi uma das primeiras expressões ligadas à formação cultural das sociedades humanas.<br />
Professor na Universidade de Bolonha, na Itália, Montanari pesquisa a história da alimentação e é autor de &#8220;Comida como Cultura&#8221;, que está sendo lançado no Brasil.<br />
Em entrevista à Folha, ele fala sobre os significados culturais que dão sentido à experiência de preparar e degustar alimentos -desde o surgimento da agricultura, nos primórdios da humanidade, até os tempos atuais.<br />
No processo de reelaboração do ambiente natural como cultura, &#8220;o homem se torna dono do próprio destino, produz a sua comida, não depende mais (totalmente) da natureza&#8221;, diz o historiador.<br />
Mesmo os períodos de fome, argumenta, foram fundamentais na história da alimentação, ao permitir ao ser humano &#8220;identificar, sobretudo, alimentos duráveis que pudessem não apenas nutrir, mas também constituir reservas&#8221; e criar técnicas para a sua conservação.<br />
&#8220;Tudo isso nasce como &#8220;cultura da fome&#8221;, mas permite construir extraordinárias elaborações gastronômicas&#8221;, aponta o historiador.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/cozinho-logo-existo/10954/" rel="attachment wp-att-10954" title="comendo.gif"></a></p>
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<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como a cozinha ajudou a  criar a civilização?<br />
MASSIMO MONTANARI </strong></em>- A cozinha  é uma expressão importante,  talvez a primeira, da evolução  cultural e civil das sociedades  humanas.<br />
Entre as muitas atividades  que os homens têm, cozinhar  -ou seja, transformar os produtos naturais em algo diferente, que depois é comido- é exclusivo da espécie humana. É,  portanto, símbolo da identidade humana.<br />
Por isso, a comida crua sempre foi pensada pelos homens  como [símbolo] não-cultural  -e também em sentido polêmico, como no caso dos ascetas  cristãos que refutam a civilização e as práticas de cozinha que  a representam.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quando e como a cozinha  se tornou um espaço onde a natureza e a cultura passaram a ter uma relação em comum?<br />
MONTANARI </strong></em>- Quando e como:  impossível dizê-lo, em termos  de lugares e de tempos.<br />
Digamos que ocorreu em todo lugar onde os homens começaram a elaborar um modelo de  transformação da natureza,  que chamaram civilização. Naturalmente, não existe cultura  sem natureza. A cultura é a reelaboração da natureza.<br />
Mas esse processo foi pensado pelos homens como uma  oposição, na realidade, fictícia:  a cultura contra a natureza. O  sentido é: o homem se torna  dono do próprio destino, produz a sua comida, não depende  mais (totalmente) da natureza.<br />
Esse fenômeno é muito antigo: também as sociedades de  caçadores têm sua cultura, que  significa conhecimento, saber.  Constroem instrumentos (arcos, flechas) para realizar objetivos alimentares. Estudam o  movimento dos animais etc.<br />
É sobretudo com a invenção  da agricultura que a ideia de  transformar o mundo toma impulso. Isso ocorreu entre 10 mil  e 6.000 anos atrás, em várias  partes do mundo. Quer dizer:  há pouquíssimo tempo. A agricultura nasce como atividade  absolutamente inovadora,  também no plano cultural.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como os períodos de fome  por que passou a humanidade modificaram a história da alimentação?<br />
MONTANARI </strong></em>- A fome levou a  história da alimentação a muitas direções fundamentais.  Identificar, sobretudo, alimentos duráveis, que pudessem não  apenas nutrir, mas também  constituir reservas. Logo, os cereais tiveram importância primária. Além disso, elaborar técnicas de conservação: salgar,  defumar, colocar em conserva,  no mel, no azeite etc.<br />
Tudo isso nasce como &#8220;cultura da fome&#8221;, mas permite construir extraordinárias elaborações gastronômicas.<br />
O salame, o presunto, a geleia  são um ponto mágico de encontro entre a cultura da fome e a  cultura do prazer -que, ao longo da história, não viajam separadas, mas juntas.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; De que modo a modernidade transformou a relação da sociedade com a comida?<br />
MONTANARI </strong></em>- A modernidade  agiu de maneira positiva no  plano tecnológico, aumentando a produção, melhorando os  sistemas de transporte e de  conservação.<br />
Mas agiu em sentido negativo ao afrouxar os vínculos dos  homens com o território e, acima de tudo -com a restrição da  classe camponesa-, os saberes  ligados à comida.<br />
Acredito que o tema do conhecimento seja a chave para  construir, no futuro, uma cultura da comida que valoriza a  oportunidade do sistema industrial e da modernização,  sem, no entanto, perder os saberes da comida.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O que é a anticozinha?<br />
MONTANARI </strong></em>- Anticozinha significa propor um modelo cultural em que cozinhar, procurar o  prazer da comida e do corpo, se  tornam um inimigo.<br />
Na tradição cristã ocidental,  existe uma forte tradição nesse  sentido. A comida se torna a  metáfora dos interesses materiais, aos quais se opõem aqueles espirituais.<br />
Há também uma anticultura  aparentemente não religiosa,  aquela do &#8220;desinteresse&#8221; de  quem pensa a comida como algo de supérfluo em relação aos  reais interesses da vida.<br />
Mas também aqui, creio,  existem posturas penitentes  que querem negar o direito do  homem a experimentar e praticar o prazer.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Assim como a enologia, a  gastronomia está se tornando um  negócio, um grande marketing?<br />
MONTANARI </strong></em>- Sim, a comida é  um negócio, uma enorme moda. Isso pode nos deixar perplexos no plano cultural, porque  cada moda arrisca desviar a  atenção real dos problemas.<br />
Mas, pessoalmente, considero que também a moda tem um  aspecto positivo. Pois significa  que hoje se reconhece na comida um valor primário, e isso, no  aspecto cultural, é uma conquista, mesmo quando vem  &#8220;declinada&#8221; de modo vulgar e  interessado, como pura questão de marketing.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O prêmio &#8220;S. Pellegrino  World&#8217;s 50 Best Restaurants&#8221; escolheu somente um restaurante latino-americano entre os melhores do  mundo, ao mesmo tempo em que  seis espanhóis também o receberam. Como explicar esses extremos?<br />
MONTANARI </strong></em>- Prefiro não comentar. Em geral, creio que são  operações de poder com escasso conteúdo de &#8220;verdade&#8221;.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1"><strong>COMIDA COMO CULTURA<br />
Autor:</strong> Massimo Montanari<br />
<strong>Editora:</strong> Ed. Senac SP (tel. 0/ xx/  11/ 2187-4450)<br />
<strong>Quanto:</strong> R$ 45 (208 págs.)</font></p>
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		<title>Comércio volta ao pré-crise e dá alento à indústria</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 16:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conjuntura: Vendas do varejo mostram que recuo na demanda foi muito inferior ao da produção

Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR
O ajuste de estoques ocorrido nos últimos meses e a manutenção pelo comércio varejista do ritmo anterior à crise produziram um cenário que permite a recuperação da indústria a partir de abril. Dados divulgados ontem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conjuntura: Vendas do varejo mostram que recuo na demanda foi muito inferior ao da produção</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.aptec.com.br/images/produtosServicos/comercio.jpg" alt="http://www.aptec.com.br/images/produtosServicos/comercio.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O ajuste de estoques ocorrido nos últimos meses e a manutenção pelo comércio varejista do ritmo anterior à crise produziram um cenário que permite a recuperação da indústria a partir de abril. Dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no conjunto, o comércio fechou fevereiro com um volume de vendas levemente superior ao desempenho de setembro (0,8% na série com ajuste sazonal, confirmando que a desaceleração no consumo foi muito menos intensa e mais lenta do que a ocorrida na indústria. Na mesma comparação, a produção industrial de fevereiro ainda foi 13,5% menor que a de setembro, no pré-crise, também na série livre de influências sazonais.</p>
<p>Esse descompasso confirma que a indústria foi muito mais afetada pelo baque nas exportações que pelo mercado interno. Entre economistas ganha força a perspectiva de uma recuperação lenta já no segundo trimestre, avaliação reforçada pelos indicadores conhecidos de março, como produção de automóveis, aço e papelão ondulado e consumo de energia. Essa retomada deve trazer junto a redução da distância entre os desempenhos de produção e consumo.</p>
<p>A Tendências Consultoria Integrada calcula que o índice de desempenho do comércio tenha alcançado 148,53 pontos no primeiro trimestre com ajuste sazonal e a produção industrial tenha atingido 108,24 pontos no mesmo período, também com ajuste sazonal. A diferença é de 40,29 pontos e supera aquela observada no quarto trimestre de 2008, de 28,84 pontos. O descolamento, afirma a economista Marcela Prada, resulta do ajuste de estoques, dado que as vendas no trimestre cresceram 0,7% na margem, sob efeito das promoções e do reajuste do salário mínimo. A indústria, por sua vez, encolheu 8,2%, influenciada sobretudo pelo baque nas exportações.</p>
<p>Analistas veem entre abril e junho a presença de fatores que favorecerão o desempenho das empresas. Entre eles, a inflação mais baixa e a absorção do reajuste do salário mínimo, que já impulsionaram as vendas do varejo em fevereiro. A progressiva queda no volume de importações &#8211; abrindo espaço para a indústria local &#8211; e o IPI reduzido para automóveis e outros segmentos são incluídos como elementos de estímulo à produção industrial.</p>
<p>De acordo com dados do IBGE, de setembro a fevereiro, o índice da produção industrial, com ajuste sazonal, baixou 22,09 pontos, saindo de 130,9 para 108,81 &#8211; queda de 13,5%. Já o comércio apresentou uma desaceleração lenta, recuperando o nível pré-crise já em fevereiro. No intervalo, o índice aumentou 1,2 ponto, para 150,76 pontos.</p>
<p>A recuperação do comércio, na média, mascara diferenças entre os segmentos. A recuperação está concentrada nas vendas de hipermercados e supermercados (alimentos, basicamente). Mas mesmo nos setores com fevereiro mais fraco que setembro, a queda é sempre muito inferior à indústria.</p>
<p>No segmento de bens duráveis, a disparidade entre o desempenho da indústria e do comércio foi mais evidente. No grupo equipamentos de escritório e informática, houve queda de 19% em produção e de 9% no varejo entre setembro e fevereiro. No setor automotivo, a produção caiu 31% e as vendas, 8%. O setor de móveis e eletrodomésticos registrou retração de 11% na produção e de 6% no varejo. Nas áreas de bens semiduráveis e não duráveis a diferença de desempenho foi menor. A produção dos setores têxtil, de calçados e vestuário teve queda de 10% a 13% entre setembro e fevereiro, enquanto as vendas no país recuaram 9%. O setor de alimentos cresceu 2,3% em produção e 5% em vendas entre setembro e fevereiro.</p>
<p>A melhora esperada para o próximo trimestre, porém, não altera as projeções de um PIB fraco ou negativo no ano. Ainda há dúvidas sobre os efeitos da desaceleração da renda nos meses seguintes e do fim do desconto tributário para veículos a partir de julho.</p>
<p>Para o segundo trimestre, Marcela Prada prevê recuperação da indústria, que termina o ajuste dos estoques e cresce 8,3% com ajuste sazonal. Para o comércio, a expectativa é de queda de 0,3% na margem, como reflexo da desaceleração da renda. &#8220;A indústria cresce neste trimestre, mas em ritmo lento pois ainda há setores com estoques acima do ideal&#8221;, afirma. Ela não descarta o risco de cortes no mercado de trabalho, sobretudo na área industrial.</p>
<p>O economista-chefe da Convenção Corretora, Fernando Montero, também elenca fatores que justificam as previsões de recuperação, como o ajuste de estoques concluído nos setores automotivo e de bens não duráveis, a recuperação nas vendas ampliadas do comércio e a queda das importações mais acelerada que as exportações. &#8220;No médio prazo, a indústria como um todo estará em patamar superior. Aí a questão será a demanda&#8221;, afirma Montero.</p>
<p>Entre fatores de favoráveis à expansão da demanda estão a expansão de 12% na massa de rendimentos nominais, a elevação em 20% dos gastos públicos federais, a inflação em queda e despesas fiscais contratadas para os próximos meses, cita Montero. Pesa contra os resultados divergentes divulgados pelas pesquisas de confiança. &#8220;Quanto mais tempo demora uma inflexão visível na produção, pior serão os desdobramentos sobre a confiança e o emprego. Em outras palavras, quanto mais tempo demora a retomada, mais lenta ela será&#8221;, pondera o economista.</p>
<p>Para Montero, preocupa a demora na recuperação de setores com grande peso na atividade econômica, como o caso do ramo siderúrgico. Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) nessa semana apontou queda de 41,5% na produção de março e de 37,9% nas vendas ao mercado interno (superando a queda nas exportações, de 27,2%). &#8220;Alguns setores apresentam um ciclo de recuperação mais demorado, como o caso do aço&#8221;, observa o economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman. A queda nas exportações do grupo de produtos metalúrgicos foi de 35% no trimestre, o que dificulta o reequilíbrio dos estoques pelas indústrias. &#8220;O efeito da queda das exportações já foi absorvido pela maioria dos setores industriais. Com os estoques normalizados, há espaço para uma recuperação mais forte no segundo semestre&#8221;, afirma. Ainda assim, diz Schwartsman, a produção industrial encerra o ano com queda de 5,5% sobre 2008 e recupera o nível pré-crise somente no primeiro semestre de 2010.</p>
<p>Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, considera precipitado afirmar que a indústria entra no ciclo de recuperação em abril. Em sua avaliação, a Páscoa em abril (em 2008 foi em março) pode mascarar em parte o resultado deste mês. Pesquisa do Serasa Experian apontou crescimento de 1,3% nas vendas do varejo na semana de Páscoa (6 a 12 de abril) em comparação com a mesma temporada em 2008 (de 17 a 23 de março). No Estado de São Paulo, as vendas cresceram 5% na mesma base de comparação, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o aumento foi de 10,4%, informou a Fecomércio-RJ.</p>
<p>O economista também considera que o salto na venda de automóveis verificada em março (de 36,1% sobre fevereiro) pode não se repetir &#8211; sem contar o risco de contração no mercado com o fim da redução do IPI após junho. &#8220;Para o resto do varejo basta ver o aumento da inadimplência nas estatísticas para mostrar que a situação no comércio está complicada&#8221;, afirma. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência de Pessoa Física apontou alta de 22,6% em março sobre fevereiro. No trimestre, o incremento foi de 11,4%.</p>
<p>Outro ponto de interrogação à recuperação definitiva da indústria é a efetividade do pacote americano para estimular o crescimento no segundo semestre, na avaliação do economista Douglas Uemura, da LCA Consultores. &#8220;O pacote fiscal americano tem um impacto positivo, mas ainda não está claro se será suficiente para reverter o atual ciclo de crise&#8221;, avalia.</p>
<p>Uemura é menos pessimista, porém, no que se refere aos riscos ao comércio. Ele observa que o spread bancário para pessoa física teve um forte salto, saindo de 35% em meados de 2008 para 45% em dezembro, o que afetou o nível de inadimplência. Mas até fevereiro o spread baixou para 41,5% e sinaliza quedas futuras, com a redução da taxa básica de juros (Selic). &#8220;A recuperação nas vendas de automóveis são reflexo da melhora na oferta de crédito e da redução do spread bancário&#8221;, afirma o economista, para quem comércio e indústria começam a recuperar perdas passadas a partir de abril. Para o ano, ele prevê expansão de 3,6% no comércio e queda de 2,4% na produção industrial.</p>
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		<title>&#8220;Havia alimentos em descomposição e salsicha cortada em três para render mais&#8221;, Folha SP</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 15:19:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Merenda Escolar de Kassab na mira do MP e da Polícia

(&#8230;)
&#8220;Os indícios de que as empresas pagavam propina para obter os contratos aumentaram ainda mais depois que uma delas, que também teve o nome preservado, apresentou movimentações bancárias de R$ 22 milhões colocadas sob suspeita pelo Coaf, órgão federal especializado no combate à lavagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>A Merenda Escolar de Kassab na mira do MP e da Polícia</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/12679.jpg" alt="http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/12679.jpg" align="right" /><img src="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" alt="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" /></div>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;Os indícios de que as empresas pagavam propina para obter os contratos aumentaram ainda mais depois que uma delas, que também teve o nome preservado, apresentou movimentações bancárias de R$ 22 milhões colocadas sob suspeita pelo Coaf, órgão federal especializado no combate à lavagem de dinheiro.</p>
<p>Ou seja, o dinheiro pode ter sido usado para corromper funcionários públicos e, eventualmente, bancar campanhas políticas, possibilidade que também está sob investigação.</p>
<p>O promotor declarou que uma das empresas sob suspeita está negociando uma forma de &#8220;entregar todo o esquema&#8221;. Com isso, as penas contra ela seriam reduzidas.</p>
<p>Os funcionários que controlavam a merenda, de acordo com o Ministério Público, podem ser responsáveis pela paralisação de 400 processos de fiscalização da qualidade da merenda. Esses processos poderiam ter levado à aplicação de multas contra as empresas.</p>
<p>A Polícia Civil, por sua vez, ainda apura o sumiço de documentos de dentro de um prédio da prefeitura que tratam da alimentação escolar.</p>
<p>O conteúdo dos relatórios, preparados pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar, órgão independente que fiscaliza a merenda), aponta irregularidades em vistorias (realizadas em 2006 e 2007, num total de 135 unidades visitadas). Havia alimentos em decomposição e salsicha que era cortada em três para render mais.&#8221;</p>
<p>(JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA SP 17/04/2009)</p>
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		<title>O &#8220;cheiro ruim&#8221; na merenda de Kassab, na mira dos promotores</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 14:46:38 +0000</pubDate>
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MP ameaça processar gestão Kassab por terceirização da merenda
Após fim de prazo, promotor exige rescisão imediata dos contratos e promete acionar quem voltar a assiná-los

&#160;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
&#160;


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O Ministério Público Estadual (MPE) ameaça processar por improbidade administrativa o gestor público municipal que assinar novos contratos para o fornecimento de merenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" alt="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" /></div>
<div id="c">
<h3>MP ameaça processar gestão Kassab por terceirização da merenda</h3>
<p>Após fim de prazo, promotor exige rescisão imediata dos contratos e promete acionar quem voltar a assiná-los</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O Ministério Público Estadual (MPE) ameaça processar por improbidade administrativa o gestor público municipal que assinar novos contratos para o fornecimento de merenda para a rede escolar da capital. O promotor Silvio Antonio Marques, da Promotoria de Justiça da Cidadania, disse ontem estar convencido de que a terceirização do serviço é prejudicial aos cofres municipais e à saúde dos alunos. Marques também quer saber do prefeito Gilberto Kassab se os contratos com as empresas investigadas sob suspeita de fraude em licitações, formação de cartel e corrupção serão ou não rescindidos. O prazo de 45 dias estipulado pelo MPE venceu na semana passada.</p>
<p>O pedido para que a Prefeitura reassumisse a preparação da merenda foi feito em fevereiro, após denúncias de que as prestadoras de serviços teriam montado um esquema fraudulento para vencer as licitações. Também foram constatadas diversas irregularidades &#8211; desde comida estragada e armazenada de maneira inadequada até a distribuição de alimentos inferior à prevista no contrato. Num dos casos levados ao conhecimento dos promotores, uma única salsicha era dividida entre três alunos. &#8220;Esse modelo de terceirização é equivocado e causou superfaturamento de preço e pagamento de propina para funcionários públicos&#8221;, afirmou Marques. &#8220;Além disso, as merendeiras da Prefeitura estão ociosas. Algumas delas foram deslocadas para a limpeza, sendo que o Município já tem pessoas contratadas para esse serviço. Isso cria duplicidade de função, o que é ilegal.&#8221;</p>
<p>Das cerca de 2 mil unidades de educação administradas pelo Município, 80% tiveram as merendas terceirizadas nos últimos anos. Os dois principais argumentos usados pela administração Kassab para defender o modelo são a redução de custos &#8211; pois os produtos deixam de ser comprados de forma fracionada &#8211; e a melhor qualidade nutricional das refeições servidas aos alunos, uma vez que a merenda é supervisionada por especialistas. Apesar da ameaça feita ontem pelo MPE, a Secretaria da Educação reiterou, em nota, que &#8220;a merenda terceirizada é uma opção administrativa e será mantida pela Prefeitura&#8221;. A pasta diz ser ser &#8220;absolutamente inviável&#8221; para o Município servir as refeições diretamente às escolas. &#8220;Para que se tenha uma idéia, são servidas diariamente 1,6 milhão de refeições nas unidades educacionais&#8221;, diz o texto.</p>
<p><strong>SAQUES</strong></p>
<p>A investigação sobre a chamada máfia das merendas segue em três frentes &#8211; cível, criminal e administrativa. &#8220;Estamos convictos de que as empresas praticaram crimes&#8221;, afirma o promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec) do MPE. Análises preliminares revelaram que, em três anos, uma das empresas investigadas movimentou de maneira atípica R$ 22 milhões. Os saques, segundo informações repassadas pelos bancos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e transmitidas ao Gedec, eram feitos sempre na boca do caixa. Um mecânico, por exemplo, sem vínculo empregatício com a empresa, sacou R$ 100 mil em dinheiro. O MPE suspeita que os valores possam ter sido usados no pagamento de propina a servidores. As fornecedoras de merenda que estão na mira do MPE atuam em 17 Estados e 36 cidades do Estado.</p>
<p>O Gedec apura ainda o uso de empresas de fachada no esquema. &#8220;Aparentemente as fornecedoras que mantêm contratos com a Prefeitura não apresentam irregularidades contábeis ou fiscais, mas temos vários indícios de que elas usavam outras empresas para esconder as movimentações suspeitas&#8221;, diz Lemos Júnior.</p>
<p>Na esfera administrativa, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) &#8211; braço do Ministério da Justiça especializado na defesa da concorrência &#8211; espera celebrar em breve um acordo de leniência (espécie de delação premiada destinada a pessoas jurídicas) com alguma das seis empresas investigadas. Por lei, apenas uma delas pode aderir. &#8220;Já fomos procurados e imagino que os envolvidos estejam concorrendo entre si para ver quem consegue fechar o acordo de leniência primeiro&#8221;, comentou Ana Paula Martinez, diretora da SDE. A empresa que colaborar com a investigação pode receber imunidade administrativa e criminal ou a redução das penalidades.</p>
<p><strong>Irregularidades já constatadas</strong></p>
<p><strong>Armazenamento</strong></p>
<p>Freezer estava cheio de legumes com validade vencida<br />
Portas da geladeira não fechavam e iogurte era armazenada com carnes, peixes e salsichas</p>
<p>Salsichas e almôndegas eram guardadas fora do congelador</p>
<p><strong>Quantidade</strong></p>
<p>Um prato de comida pesava 540 gramas, dos quais 450 eram do próprio prato e apenas 90 eram efetivamente alimento</p>
<p>Empresa fornecia apenas 56 kg de frango para uma mesma quantidade de alunos, em vez dos 80 kg enviados pela antiga fornecedora</p>
<p>Uma salsicha era dividida entre três crianças</p>
<p><strong>Carne</strong></p>
<p>Excesso de gordura e textura heterogênea nos pedaços</p>
<p>O alimento não era oferecido em pedaços, mas desfiado e misturado com legumes</p>
<p>No tipo patinho, foi constatado mau cheiro, mesmo na peça congelada</p>
<p><strong>Frutas</strong></p>
<p>Em pouca quantidade e de baixa qualidade</p>
<p>Quantidade de mamão por criança era inferior ao estipulado em contrato</p></div>
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		<title>Cheiro de podre na merenda escolar de Kassab</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 14:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Mesmo sem legalizar contrato, Prefeitura pagava pelo serviço
111 escolas passaram a ser atendidas por acusados de cartel sem que fosse feita uma nova licitação

&#160;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
&#160;


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Durante as investigações sobre as irregularidades na merenda escolar em São Paulo, os promotores se depararam com uma surpresa: 111 escolas passaram a ser [...]]]></description>
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<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" alt="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" /></div>
</h3>
<p><strong><font size="6">Mesmo sem legalizar contrato, Prefeitura pagava pelo serviço</font></strong></p>
<p>111 escolas passaram a ser atendidas por acusados de cartel sem que fosse feita uma nova licitação</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Durante as investigações sobre as irregularidades na merenda escolar em São Paulo, os promotores se depararam com uma surpresa: 111 escolas passaram a ser atendidas pelas empresas suspeitas de corrupção e formação de cartel sem nova licitação ou aditivo contratual. Mesmo assim, a Prefeitura pagava pelo serviço prestado.</p>
<p>&#8220;Isso é um absurdo e nós vamos tomar medidas drásticas&#8221;, advertiu o promotor Silvio Antônio Marques. De acordo com outro promotor, Arthur Lemos Pinto Junior, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec), a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) foi desrespeitada. Sobre o fato, os promotores ouviram três ex-funcionárias da Secretaria da Educação &#8211; Joana D?arc Pereira Mura, Rosmari da Silva e Mônica Horta. Elas são suspeitas de terem incluído as escolas indevidamente entre aquelas que seriam atendidas pelas empresas suspeitas de fraude.</p>
<p>&#8220;As três disseram que incluíram as empresas por ordem do secretário de Educação&#8221;, contou o promotor Marques. O titular da pasta, Alexandre Schneider, já foi ouvido no caso, mas deve ser chamado novamente para depor a fim de esclarecer os pagamentos. O Estado solicitou ontem à Assessoria de Imprensa da pasta o posicionamento de Schneider sobre as declarações das três ex-funcionárias, mas a nota oficial não abordou o assunto.</p>
<p>Além das 111 escolas, os promotores querem explicações sobre 400 processos administrativos abertos contra as seis prestadoras de serviço durante a vigência do contrato da merenda. Os processos, que tratavam sobre falhas na prestação do serviço, teriam ficado parados por mais de um ano, sem nenhuma solução. Segundo o promotor Marques, as funcionárias dizem ter encaminhado as demandas para o departamento jurídico, mas não souberam explicar porque deixaram de concluí-los.</p>
<p>Em 6 de fevereiro, após as primeiras denúncias de irregularidades no contrato da merenda, a Prefeitura determinou o afastamento temporário de Rosmari e Joana D?arc, sob a alegação de que ambas eram investigadas por ligações com a Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc). A entidade disse à época que só mantém vínculo com servidores por meio de cooperação técnica, sem remuneração.</p>
<p><strong>ENTENDA O CASO</strong></p>
<p>Em 4 de fevereiro, o Ministério Público Estadual (MPE) revela apuração de suposto esquema de cartel (conluio entre empresas para prejudicar concorrentes) envolvendo ao menos dez fornecedores de merenda escolar em 14 cidades para fraudar licitações</p>
<p>No dia 9, o MPE dá 45 dias para a Prefeitura suspender, cancelar ou rescindir todos os contratos com as empresas sob investigação, no valor total de R$ 258 milhões ao ano</p>
<p>No dia 10, o prefeito Gilberto Kassab dá 45 dias para a Secretaria da Educação preparar nova licitação para o serviço</p>
<p>Ontem, o MPE voltou a cobrar o prefeito e ameaçou processar por improbidade administrativa o gestor público que assinar novo contrato</p></div>
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		<title>Queda no comércio global será &#8220;terrível&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que teme efeito devastador da contração de até 7% do comércio mundial em 2009
ENTREVISTA DA 2ª
PASCAL LAMY
DIRETOR-GERAL DA OMC
Crise implicará a primeira contração do comércio internacional desde 1982
O francês Pascal Lamy não esconde seu pessimismo quando fala da contração que o comércio mundial sofrerá neste ano, a primeira desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.syti.net/Images/Davos2007/PascalLamy4.jpg" alt="http://www.syti.net/Images/Davos2007/PascalLamy4.jpg" /><br />
<font size="1"><em>O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que teme efeito devastador da contração de até 7% do comércio mundial em 2009</em></font></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">ENTREVISTA DA 2ª</font></strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">PASCAL LAMY<br />
DIRETOR-GERAL DA OMC</font></strong></p>
<p><strong>Crise implicará a primeira contração do comércio internacional desde 1982</strong></p>
<p>O francês Pascal Lamy não esconde seu pessimismo quando fala da contração que o comércio mundial sofrerá neste ano, a primeira desde 1982. &#8220;Será terrível.&#8221; Como diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), ele acompanha de perto o baque sofrido pelo comércio. Seu &#8220;faro&#8221; indica que o recuo pode chegar a 7%, previsão ainda pior do que as feitas pelos organismos internacionais. Além da queda na demanda, o protecionismo e a falta de financiamento ameaçam o comércio. Lamy continua alertando os membros da OMC para resistir à tentação de fechar seus mercados. &#8220;É um tiro no pé.&#8221;</p>
<p style="background-color: #ffff99">MARCELO NINIO &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DE GENEBRA</p>
<p>Por outro lado, a incerteza no mercado financeiro é intensa, o que restringe os canais de crédito que alimentam o comércio. O volume de papéis podres nos bancos ainda é tão grande, observa Lamy, que a crise pode estar apenas na metade. Por isso, a prioridade absoluta do G20 será focar o sistema bancário de forma clara: &#8220;Limpar, limpar, limpar.&#8221; Em entrevista à Folha, Lamy reiterou o elogio recente que fez ao presidente Lula na luta contra o protecionismo, pela revogação de barreiras à importação, mas disse que o país precisa de mecanismos mais eficientes de facilitação de comércio. Para ele, a presença do Estado brasileiro no setor ainda é excessiva.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O premiê britânico, Gordon Brown, alertou que o mundo  corre o risco de desglobalização. O  sr. concorda?<br />
PASCAL LAMY </strong></em>- Depende do que  você chama de desglobalização.  Se é o encolhimento do comércio, é óbvio que acontecerá. Os  números do comércio vão virar. Agora que a economia  mundial terá crescimento zero  ou negativo, o comércio terá  contração de 6% ou 7%. Mas a  globalização é muito mais do  que comércio. É uma reforma  total do processo produtivo,  com um gerenciamento global  de oferta e demanda.<br />
Quando os EUA importam  um Ipod da China por US$ 100,  há US$ 5 de valor agregado chinês. Isso é globalização. Haverá  menos Ipods exportados da  China para os EUA. Mas isso  não muda o fato de que os  meios de produção mudaram, e  que os países aproveitaram a  sua vantagem comparativa. Veja o exemplo do Brasil em alimentos. As exportações de alimentos do Brasil vão cair com a  queda da demanda. Mas isso  significa que a vantagem comparativa do Brasil acabou? Não.  O processo [da globalização] é  bem mais sofisticado.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; É irreversível?<br />
LAMY </strong></em>- Eu acho que sim. Mas é  claro que os ganhos da globalização serão reduzidos, assim  como a eficiência gerada pelas  mudanças na produção. Com  isso, cai o volume do comércio.  Haverá menos crescimento  econômico e, com isso, mais  pobreza. É óbvio que os países  em desenvolvimento, cuja dependência desses fluxos era  maior, serão os mais atingidos.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Isso não pode gerar uma  onda de desconfiança com o livre comércio internacional?<br />
LAMY </strong></em>- O impulso de curto prazo para a proteção é compreensível em tempos de dificuldades sociais e econômicas. Mas  há muitas formas melhores de  proteger as pessoas, seus empregos e o consumo dos pobres,  do que o protecionismo. À primeira vista, algumas pessoas  dirão que é melhor ser menos  dependente do comércio. Mas  a médio e longo prazos isso significa menos crescimento. Os  países que se apoiaram mais no  comércio cresceram 2% a mais  do que a média. É claro que em  tempos de recessão há um contrachoque. Mas isso não significa que um país deve renunciar a  aumentar sua vantagem comparativa no comércio mundial.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Sua previsão [de retração  de 7%] para o comércio mundial em  2009 é mais pessimista que a do  FMI, de contração de 5%?<br />
LAMY </strong></em>- É a minha expectativa.  Passo metade do tempo falando com gente que lida com comércio em vários continentes,  e o meu faro diz que será terrível. A questão não é se o comércio mundial vai ou não encolher. A questão é se vai contrair  por razões além da queda na  demanda. E as outras razões  podem ser o protecionismo e a  falta de financiamento.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Cláusulas como o &#8220;Buy  American&#8221;, do pacote de estímulo  dos EUA, são um sinal preocupante?<br />
LAMY </strong></em>- De certa forma é inevitável. Políticos são eleitos por seus eleitorados, não pelos vizinhos. Eu digo a eles que isso não combina com o planeta de hoje, em que é preciso agir em conjunto. A boa notícia é que o protecionismo de alta intensidade, como o dos anos 30, está descartado, graças às disciplinas a que os países se submeteram na OMC. A má notícia é que ainda há espaço de ação para os membros da OMC. As pessoas tendem a focalizar as tarifas, mas há formas ocultas e sutis de protecionismo, como as barreiras não-tarifárias, licenças. Ocorre que mesmo o protecionismo de baixa intensidade pode ter um grande impacto, pois nossas economias estão 20 vezes mais interdependentes do que nos anos 30. Se eu fizer, outros imediatamente farão. É um tiro no próprio pé. Na OMC temos regras que proíbem subsídios à indústria e à agricultura. Mas não há regras específicas sobre serviços, como os bancários. É mais uma evidência de que o sistema financeiro não é suficientemente regulado. O órgão internacional de doenças animais é mais bem regulado que os bancos.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. disse que o presidente Lula merecia um prêmio pelo antiprotecionismo. Mas na revisão da  política comercial do Brasil (TPR, na  sigla em inglês), apresentada há  poucos dias, a OMC disse que o Brasil precisa se abrir mais.<br />
LAMY </strong></em>- Uma coisa é como as  pessoas estão lidando com a  crise. A outra é o TPR, que leva  tempo. Eu citei o presidente  Lula porque ele foi um exemplo  de ação. Num dia o licenciamento estava no &#8220;Diário Oficial&#8221; e no outro ele cancelou tudo. Lula agiu de acordo com o  que fala, foi coerente.  Quanto ao TPR, houve algumas críticas, mas de modo geral  o balanço é positivo, a gestão  macroeconômica do Brasil é  boa. Um exemplo é que o Banco  Central reduziu os juros em  plena crise. É um comportamento normal, mas sabemos  que no passado ocorria o contrário. Ou seja, o país está se  normalizando, embora os juros  ainda estejam altos.<br />
Uma área em que há problemas é a facilitação de comércio.  Se eu tivesse que aconselhar o  Brasil sobre sua política econômica, eu diria para criar um  grande programa de facilitação  de comércio. O fato de mais de  30% das linhas tarifárias, nesse  país emergente e moderno, ainda precisarem de licenças não-automáticas para importação  não combina. Há uma discrepância entre a força da economia e do comércio, e sua liderança na OMC, e o fato de 30%  de linhas tarifárias ainda precisarem do carimbo de alguém  em um escritório. É um problema administrativo, que por algum motivo persiste.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A presença do Estado é  grande demais?<br />
LAMY </strong></em>- Não sou um especialista, mas isso me parece claro.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O Brasil está preparado  para enfrentar a crise?<br />
LAMY </strong></em>- Não sei. Quem sabe  quando teremos atingido o fundo do poço? Isso só acontecerá  quando as pessoas estiverem  convencidas de que o sistema  financeiro está limpo. Quando  olhamos os números do FMI,  vemos que o volume de ativos  tóxicos é superior a US$ 2 trilhões e o volume de perdas até  agora é US$ 800 bilhões. Isso  significa que ainda não estamos  nem na metade da limpeza, que  é um pré-requisito para o fim  da crise. Digamos que um exportador chinês tem um carregamento pronto para os EUA.<br />
Ele precisa de uma carta de crédito e recebe uma proposta de  um banco dos EUA, mas a rejeita, pois teme que todos os bancos americanos irão quebrar. E  acaba mantendo seu carregamento. Enquanto estivermos  nessa situação, será difícil sair  da crise. Precisamos limpar o  sistema financeiro e essa tem  de ser a prioridade do G20: limpar, limpar, limpar. Não importa como isso é feito, com bancos  podres, nacionalização etc.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A queda no PIB do Brasil  pode induzir ao protecionismo?<br />
LAMY </strong></em>- Não é o que o presidente Lula diz. Haverá pressões, tenho certeza. A questão é se você  resiste às pressões em nome do  bem coletivo, que é manter o  comércio aberto durante essa  crise. Isso é importante principalmente para os países em desenvolvimento. O principal estímulo para esses países não é  seu orçamento, mas o comércio. É por isso que a conclusão  da Rodada Doha é agora uma  prioridade ainda maior do que  no ano passado. Os efeitos da  crise para o Brasil serão terríveis, mas muito piores nos países mais pobres. Parece óbvio  que a África será uma das grandes vítimas da crise, apesar de  não tê-la iniciado.</p>
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