<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; ambientalismo</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/ambientalismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Mudança climática é maior ameaça à saúde no século 21, diz revista</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mudanca-climatica-e-maior-ameaca-a-saude-no-seculo-21-diz-revista/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mudanca-climatica-e-maior-ameaca-a-saude-no-seculo-21-diz-revista/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 20:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[atmosfera]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[dióxido de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[gases estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Lancet]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mudanca-climatica-e-maior-ameaca-a-saude-no-seculo-21-diz-revista/</guid>
		<description><![CDATA[ Douglas Kim/Divulgação

Rota do Sal, no deserto do Saara, norte da África; continente deve ser o mais afetado pelo aquecimento global, diz artigo de revista 
da Efe, em Londres &#8211; Folha Online
A mudança climática é a maior ameaça à saúde mundial no século 21, segundo um relatório feito pela revista médica &#8220;The Lancet&#8221; e por cientistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em> Douglas Kim/Divulgação<br />
</em></font><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mudanca-climatica-e-maior-ameaca-a-saude-no-seculo-21-diz-revista/11247/" rel="attachment wp-att-11247" title="camelos_africa.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/camelos_africa.jpg" alt="camelos_africa.jpg" /></a><font size="2"><em><br />
Rota do Sal, no deserto do Saara, norte da África; continente deve ser o mais afetado pelo aquecimento global, diz artigo de revista </em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">da Efe, em Londres &#8211; Folha Online</p>
<p>A mudança climática é a maior ameaça à saúde mundial no século 21, segundo um relatório feito pela revista médica &#8220;The Lancet&#8221; e por cientistas do University College de Londres, que aponta a necessidade de uma ação urgente.</p>
<p>&#8220;Isto não é um filme de catástrofes com final feliz, é algo real&#8221;, disse o professor Anthony Costello, diretor do relatório, acrescentando que &#8220;a mudança climática é uma questão de saúde que afeta bilhões de pessoas &#8211;e não só um problema ambiental que atinge os ursos polares e as florestas&#8221;.</p>
<p>O estudo é um esforço conjunto de especialistas em saúde, antropologia, geografia, climatologia, engenharia, economia, direito e filosofia, que pretende servir de modelo para que os governos atuem de maneira multidisciplinar contra a mudança climática.</p>
<p>O impacto do que já está acontecendo &#8220;não será algo que perceberemos em um futuro distante, mas durante nossas vidas e, definitivamente, nas vidas de nossos filhos e netos&#8221;, alertou Costello em entrevista coletiva, na qual apresentou o relatório.</p>
<p>O especialista em obstetrícia admitiu que até um ano e meio duvidava da mudança climática, e disse que o aumento da temperatura média da Terra é uma realidade e que é questão de tempo perceber seus efeitos.</p>
<p>&#8220;Não devemos pensar se a Groenlândia vai derreter, mas quando. Devemos pensar em quando Nova York e Londres se inundarão se a temperatura dos polos subir 5ºC em média, o que fará subir o nível dos oceanos&#8221;, ressaltou Costello.</p>
<p>Mas a principal novidade deste relatório tem a ver com as implicações sanitárias da mudança climática, desde a constatação de que com temperaturas entre 2ºC e 6ºC mais altas aumentará o número de afetados por doenças frequentes do trópico, como dengue e malária, e os mortos por efeito direto do calor.</p>
<p>Os autores do relatório se referem ao calor como &#8220;o assassino silencioso&#8221;, o mesmo que causou a morte de 70 mil pessoas na Europa em 2003 e que provoca o falecimento não registrado de dezenas de milhares de pessoas por ano em países em desenvolvimento.</p>
<p>O objetivo do trabalho, segundo os autores, é estimular o debate e aumentar a pressão em favor da redução das emissões de dióxido de carbono na atmosfera nos profissionais e responsáveis da saúde, a partir de um ponto de vista humanitário e também a partir de um ponto de vista econômico.</p>
<p>Se não for feito nada para combater o problema, os países pobres registrarão o aumento da mortalidade devido a uma maior transmissão de malária e outras doenças infecciosas, ou por questões tão simples como diarreias por consumo de alimentos mal cozidos.</p>
<p>Os países ricos serão menos afetados, pois buscam construir sociedades com menos liberação de carbono, e, por consequência, teriam cidadãos mais saudáveis.</p>
<p>Isso traria menos obesidade e menos diabetes por efeito do exercício físico, o não uso de veículos particulares, menos problemas pulmonares por redução de poluição, e menos estresse, pois os habitantes podem desfrutar de cidades mais limpas.</p>
<p>A comparação entre ricos e pobres é arrasadora, afirma a &#8220;Lancet&#8221;. &#8220;A perda de anos de vida saudável como consequência de uma mudança ambiental global será 500 vezes maior na África que nas nações europeias, apesar de as nações africanas contribuírem pouco ao aquecimento global&#8221;, afirma a publicação.</p>
<p>As inundações e as secas também terão efeito devastador na saúde das nações mais pobres, com menores colheitas e, consequentemente, alimentos mais caros, e com situações de saúde deficientes.</p>
<p>O professor Hugh Montgomery destacou a gravidade da situação, mas assegurou que não há exagero nos prognósticos dos cientistas, porque o ritmo de aquecimento da Terra é o mais rápido do qual se tem notícia nos últimos 10 mil anos.</p>
<p>&#8220;Entre um terço e dois terços das espécies existentes hoje em dia no planeta estão em risco de extinção nos próximos 30 anos&#8221; se a tendência atual se mantiver, disse Montgomery.</p>
<p>No mês passado, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos concluiu que o dióxido de carbono e cinco outros gases prejudiciais ao ambiente são perigosos para a saúde pública e para o bem-estar social.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mudanca-climatica-e-maior-ameaca-a-saude-no-seculo-21-diz-revista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Canadá busca equilíbrio entre energia limpa e petróleo sujo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/canada-busca-equilibrio-entre-energia-limpa-e-petroleo-sujo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/canada-busca-equilibrio-entre-energia-limpa-e-petroleo-sujo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[areia betuminosa]]></category>
		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[betume]]></category>
		<category><![CDATA[Canada]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[espécies]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[Pembina Institute]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/canada-busca-equilibrio-entre-energia-limpa-e-petroleo-sujo/</guid>
		<description><![CDATA[Pembina Institute

 Campo de extração de areia betuminosa em Alberta; economia petroleira canadense se assenta sobre extração &#8217;suja&#8217;
André Borges, de Hinton, no Canadá &#8211; VALOR
A picape Toyota trafega com facilidade sobre a neve que cobre as estradas do parque florestal de Hinton, uma pequena vila de 10 mil habitantes escondida entre as Montanhas Rochosas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Pembina Institute<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002235/imagens/foto09int-candada-a11.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Campo de extração de areia betuminosa em Alberta; economia petroleira canadense se assenta sobre extração &#8217;suja&#8217;</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">André Borges, de Hinton, no Canadá &#8211; VALOR</p>
<p>A picape Toyota trafega com facilidade sobre a neve que cobre as estradas do parque florestal de Hinton, uma pequena vila de 10 mil habitantes escondida entre as Montanhas Rochosas da Província de Alberta, na região central do Canadá. Dentro do carro, bem protegida de incômodos -13°C, Joan Simonton pede para que o especialista em pesquisas ambientais David Andison estacione de frente para uma clareira cercada de pinheiros. Ali, uma área do tamanho de três campos de futebol foi recentemente varrida pelo fogo. Com o dedo, Joan aponta para os tocos carbonizados que restaram no meio do gelo. Ela sorri e diz com orgulho: &#8220;Veja só que bacana isso&#8221;.</p>
<p>Joan não perdeu o juízo. Ao lado de David Andison, ela é parte dos pesquisadores do Foothills Research Institute, uma organização que tem liderado as ações de conservação da &#8220;floresta modelo&#8221; de Hinton, projeto que tem atraído a curiosidade internacional. Por mais estranho que possa parecer, em Hinton o fogo tem sido utilizado como um dos principais aliados da floresta. O uso controlado das chamas, diz Andison, desde que limitadas a uma área pré-definida &#8211; com condições especiais de umidade, vento e temperatura -, permite que se acelere a injeção de nutrientes no solo. &#8220;Esse processo fortalece a região e a renovação da vegetação local&#8221;, afirma.</p>
<p>A audácia que caracteriza os métodos de preservação ambiental aplicados em Hinton está presente em boa parte das pesquisas tocadas por institutos e universidades canadenses. A busca por fontes mais limpas e renováveis para geração de energia e de matéria-prima tem resultado em projetos como o da Universidade de Waterloo, em Ontário, onde se testa o uso de resíduos da palha de trigo &#8211; normalmente queimada nas lavouras &#8211; para fabricar partes de plástico de veículos. Em Vancouver, cientistas estão empolgados com o sucesso das células de hidrogênio para mover veículos. &#8220;O hidrogênio é o combustível do futuro&#8221;, diz Lars Rose, cientista do National Research Council of Canada (NRC). Rose pode até estar certo em sua previsão. A questão central, porém, é saber quando este futuro virá.</p>
<p>A realidade vivida pelo Canadá na esfera ambiental e de geração de energia talvez seja um dos melhores exemplos da distância que separa os tubos de ensaio das reais fontes que abastecem a economia &#8211; e a Província de Alberta é o expoente maior desse vácuo.</p>
<p>No subsolo das florestas de pinheiros da Província está a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Com 661,2 mil quilômetros quadrados &#8211; área maior que a de países como França ou Tailândia -, Alberta só fica atrás da Arábia Saudita no ranking global do petróleo. Seu desconforto, no entanto, é conviver com o fato de estar sentada sobre um dos petróleos mais &#8220;sujos&#8221; do planeta.</p>
<p>O petróleo canadense, que hoje abastece 19% da demanda dos EUA &#8211; os americanos compram mais petróleo do Canadá que do Oriente Médio &#8211; é extraído das chamadas areias betuminosas. Até meados dos anos 1990, tirar petróleo dessas areias escuras era algo extremamente custoso e lento, o que desestimulava a indústria petroleira. Nos últimos dez anos, porém, a alta do petróleo fez com que a exploração dessas fontes não convencionais se tornasse economicamente interessante. A areia betuminosa passou a movimentar dezenas de bilhões de dólares, investimento que não tem saído ileso a uma saraivada de críticas devido ao seu custo ambiental.</p>
<p>Cerca de 80% do betume &#8211; a substância que é retirada da areia para gerar o petróleo &#8211; dorme a uma profundidade de aproximadamente 60 metros da superfície. Para tirá-lo de lá é preciso, antes de mais nada, cortar as árvores e remover toneladas de terra e areia que estão nas camadas superiores. Nos campos de Alberta, caminhões gigantescos são usados para escavar os campos. Uma vez que a areia é alcançada, ela passa por um processo de lavagem em toneladas de água quente &#8211; em algumas ocasiões, usa-se soda cáustica. É dessa lavagem que emerge o betume, matéria-prima que é convertida em petróleo após ser cozinhada a uma temperatura de 900°C.</p>
<p>O saldo para a natureza é o mais desastroso possível. Para obter um barril de petróleo, é preciso revirar e lavar nada menos do que quatro toneladas de areia. Quando decidem por não escavar o solo, as petroleiras optam por perfurar a terra com dois longos canos metálicos, até atingir os campos de betume. Enquanto uma tubulação envia calor para derreter a substância, a outra suga o líquido pastoso para cima, um processo que envolve um pesado consumo de energia e de gás natural. No fim do dia, o que sobra de ambos processos são enormes lagoas negras recheadas de areia, resíduos de betume e água contaminada, líquido que a indústria filtra novamente para reutilizar em novas lavagens.</p>
<p>&#8220;Essa situação é um exemplo claro do momento de transição que o mundo vive&#8221;, diz Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). &#8220;Estamos no início da passagem de uma economia concentradora de poder e geradora de poluição para uma economia verde, baseada em alternativas limpas e de baixa emissão de carbono.&#8221;</p>
<p>A se basear pela indústria petroleira, a hipótese de o mundo ter iniciado uma &#8220;fase de transição&#8221; parece distante. Na última década, a indústria petroleira gastou US$ 50 bilhões na construção de estruturas para retirar a areia subterrânea de Alberta &#8211; US$ 20 bilhões desse montante foram injetados em meados do ano passado, quando o barril do petróleo chegou ao pico de US$ 147.</p>
<p>No mês passado, o preço do barril oscilou entre US$ 45 e US$ 50, uma média que, segundo os especialistas do setor, já é suficiente para viabilizar a extração de óleo das areias betuminosas. Entre consumo de energia e gastos operacionais, o processo de extração custa cerca de US$ 23 para cada barril.</p>
<p>Há duas semanas, a canadense Suncor Energy deu seu recado ao mercado ao anunciar a compra de sua concorrente, PetroCanada, por US$ 15,9 bilhões. O acordo &#8211; o maior ocorrido no setor desde 2006 &#8211; cria a quinta maior produtora de petróleo e gás da América do Norte. A Suncor é hoje a segunda maior produtora de petróleo extraído de campos de areia betuminosa do mundo, atrás da canadense Syncrude. Mas elas não estão sozinhas em Alberta. Companhias como Statoil, Shell, Total, Exxon Mobil e Chevron também vêm demarcando seus territórios.</p>
<p>No longo prazo, a projeção para essas companhias é favorável. Em 2005, a produção de Alberta atingiu 1,7 milhão de barris de petróleo por dia. Até 2015, a expectativa é que mais de 3 milhões de barris sejam produzidos diariamente.</p>
<p>O potencial dos campos estimula as petroleiras. Calcula-se que as areias betuminosas do Canadá contenham 174 bilhões de barris de petróleo que já teriam condições de serem explorados de forma lucrativa. Outros 141 bilhões de barris dependem de uma nova guinada no preço do petróleo &#8211; e não há muitas dúvidas de que isso ocorrerá. A agência americana Energy Information Administration (EIA) estima que o barril de petróleo deverá custar US$ 120 em meados de 2030. A EIA alertou ainda que será preciso atingir uma capacidade extra mundial de produção de petróleo de 30 milhões de barris por dia até 2015. De outra forma, o mundo correria o risco de ter que desacelerar o ritmo e inibir a recuperação da economia.</p>
<p>Até lá, muita coisa já terá mudado em Alberta, dentro e fora de seus campos de betume. Recentemente, as organizações de proteção ambiental Pembina Institute e Boreal Songbird Initiative notaram que a derrubada das árvores e a emissão de gases gerada pela extração e refino da areia betuminosa já está mexendo radicalmente com a migração de pássaros que sobrevoam Alberta. Se nada for feito, diz Jeff Wells, autor do estudo sobre o tema, o que vamos assistir nos próximos 30, 50 anos, é a morte de mais de 160 milhões de pássaros. &#8220;As pessoas precisam pensar sobre o custo ecológico atual e de longo prazo desse desenvolvimento&#8221;, comenta Well. &#8220;É preciso decidir se isso é algo aceitável.&#8221;</p>
<p><strong>O repórter viajou a convite do governo do Canadá</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/canada-busca-equilibrio-entre-energia-limpa-e-petroleo-sujo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Inflação alta, hipocrisia maior</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/inflacao-alta-hipocrisia-maior/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/inflacao-alta-hipocrisia-maior/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 06:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[bio]]></category>
		<category><![CDATA[Bolha]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[protecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/inflacao-alta-hipocrisia-maior/</guid>
		<description><![CDATA[VINICIUS TORRES FREIRE  
Mundo rico se &#8220;alarma&#8221; com a carestia de alimentos e risco de fome, mas não menciona  a sua culpa nesse cartório
ENTÃO O mundo agora se preocupa com a fome haitiana e africana. Dá vontade de rir, rir com escárnio, pois fome é um horror. Banco Mundial, FAO e outros penduricalhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#000080" size="+1">VINICIUS TORRES FREIRE  </font></strong></p>
<p><strong><em>Mundo rico se &#8220;alarma&#8221; com a carestia de alimentos e risco de fome, mas não menciona  a sua culpa nesse cartório</em></strong></p>
<p>ENTÃO O mundo agora se preocupa com a fome haitiana e africana. Dá vontade de rir, rir com escárnio, pois fome é um horror. Banco Mundial, FAO e outros penduricalhos burocráticos da ONU se dizem &#8220;alarmados&#8221; com a inflação mundial de alimentos, que deixará os pobres mais pobres etc. Parece que os líderes do mundo apenas se preocupam com um pouco mais de fome, com a fome extra, a &#8220;fome marginal&#8221;, digamos sarcasticamente. Já a fome regular, &#8220;normal&#8221;, tudo bem, eles dão de barato.<br />
Cheira mal essa crise de consciência súbita. É evidente que a inflação  da comida prejudica mais os mais  pobres. O mau odor dessa santa onda de preocupação com os famélicos  da terra vem do fato de que o mundo  rico tem muita culpa nesse cartório.<br />
Asiáticos saem da roça e consomem muito mais? Claro, isso bate  na inflação. Mas, com tal estímulo  de preços, por que a produção não  responde à altura e mais rapidamente? Décadas de subsídios e proteção comercial para agropecuaristas de Europa e EUA deprimiram  preços e por muito tempo reduziram a rentabilidade da agropecuária  de parte grande do mundo pobre,  quando não inviabilizaram investimentos em novas plantações ou em  tecnologia para tornar as terras aráveis ou mais produtivas.<br />
Um exemplo clichê e atual de protecionismo que prejudica a produção mais eficiente de comida é o subsídio americano ao seu caro álcool de milho. Se os EUA importassem álcool, teriam mais espaço para grãos e haveria mais renda em países pobres (embora mesmo o impacto dos biocombustíveis esteja sendo muito exagerado).<br />
Outro fator da inflação mundial é  o dólar. Os ricos americanos se esbaldaram de consumir além do que  ganhavam, e os muito ricos se entupiram de dinheiro com a inflação de  ativos financeiros (dessa ninguém  se queixou). A bolha estourou, e os  EUA passam parte da conta para o  mundo, inflacionando sua economia, desvalorizando o dólar e ajudando assim também a encarecer o  preço das commodities, de resto  ainda vistas como proteção contra a  inflação e alternativa de investimento ao papelório podre americano.<br />
Empresas do mundo rico estão irritadinhas com a queda da margem  de lucro devido à alta do preço de  grãos, minérios e combustíveis. E há  revolta contra o aumento de preços  de produtos básicos exportados por  países mais pobres. O clamor contra  a inflação também é um aspecto de  uma disputa global por grana, ponto.<br />
Cereja desse bolo é a volta do malthusianismo, da idéia de que escasseiam os meios de sustentar os pobres do mundo, coro ecoado pelo ambientalismo reacionário. Mas o Brasil desenvolveu tecnologia para cultivar o cerrado, um dia considerado inviável. Na África? Neca.<br />
Mais pontual, houve uma série de desastres climáticos em países produtores de comida. A hábil e fina diplomacia americana ainda criou tumulto duradouro no Oriente Médio, pondo em risco a produção de petróleo. E o mundo cresce muito, faz anos. Uma hora o ciclo vira e/ou vem inflação. Normal. Revoltante é a hipocrisia do &#8220;clamor&#8221; contra a carestia. Quem se alarmava quando os preços de recursos naturais desabavam, provocando também desemprego e fome no mundo pobre?</p>
<p><strong>FONTE FOLHA DE SÃO PAULO </strong></p>
<p><strong><a href="mailto:vinit@uol.com.br">vinit@uol.com.br</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/inflacao-alta-hipocrisia-maior/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Filhotes de jaguatirica são primeiros animais silvestres nascidos de embrião congelado e barriga de aluguel</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/filhotes-de-jaguatirica-sao-primeiros-animais-silvestres-nascidos-de-embriao-congelado-e-barriga-de-aluguel/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/filhotes-de-jaguatirica-sao-primeiros-animais-silvestres-nascidos-de-embriao-congelado-e-barriga-de-aluguel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 21:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[embriões]]></category>
		<category><![CDATA[extinção]]></category>
		<category><![CDATA[Fauna]]></category>
		<category><![CDATA[jaguatirica]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Ciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[ONG]]></category>
		<category><![CDATA[Rios]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/filhotes-de-jaguatirica-sao-primeiros-animais-silvestres-nascidos-de-embriao-congelado-e-barriga-de-aluguel/</guid>
		<description><![CDATA[


Cleide Carvalho &#8211; O Globo Online
SÃO PAULO &#8211; Nasceram em São Paulo os primeiros filhotes de proveta de animais selvagens, gerados em &#8216;barriga de aluguel&#8217;. Os embriões estavam congelados há cinco anos e foram implantados no útero de duas fêmeas que não foram doadoras dos óvulos. Os três filhotes de jaguatirica nasceram há dois meses. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/filhotes-de-jaguatirica-sao-primeiros-animais-silvestres-nascidos-de-embriao-congelado-e-barriga-de-aluguel/3889/" rel="attachment wp-att-3889" title="jaguatirica.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/03/jaguatirica.jpg" alt="jaguatirica.jpg" height="353" width="550" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4">Cleide Carvalho &#8211; O Globo Online</font></strong></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Nasceram em São Paulo os primeiros filhotes de proveta de animais selvagens, gerados em &#8216;barriga de aluguel&#8217;. Os embriões estavam congelados há cinco anos e foram implantados no útero de duas fêmeas que não foram doadoras dos óvulos. Os três filhotes de jaguatirica nasceram há dois meses. O congelamento de embriões de animais em risco de extinção pode ser uma solução para preservação de espécies.</p>
<p><span id="more-3890"></span></p>
<p>O feito foi da Associação Mata Ciliar, uma das poucas ONGs do país especializada em felinos. Um casal de filhotes passa bem. Os dois nasceram de parto natural, da mesma mãe de aluguel. O terceiro, um macho, nasceu de cesariana e não pode ser cuidado pela mãe. Ele está doente e não há certeza se vai sobreviver.</p>
<p>A veterinária Cristina Harumi Adania, coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, explica que a desafio de sobrevivência dos felinos ocorre na natureza e também por falta de cativeiros. Na natureza, os felinos sofrem com o desmatamento e até mesmo com a mudança no curso de rios, que tira deles a água necessária à sobrevivência.</p>
<p>Não há também espaço disponível em cativeiro. Em São Paulo, eles estão lotados. Não há como inserir os animais novamente em seu habitat &#8211; simplesmente porque eles praticamente inexistem. Em São Paulo, a Associação Mata Ciliar estima que cerca de mil felinos vivam hoje em cativeiro.</p>
<p>- Só há matas na região no Pantanal e da Amazônia. Não podemos soltá-los em áreas preservadas do estado. Eles são grande predadores e correríamos o risco de, para salvar uns, interferir no ecossistema e matar muito mais de outras espécies &#8211; explica Cristina.</p>
<p>O Brasil tem grande importância para a manutenção da fauna de felinos no mundo. De acordo com dados da Mata Ciliar, são 37 espécies de felinos no mundo, sendo 10 neo-tropicais, encontradas apenas na faixa entre a América Central e a América do Sul. Destas 10, oito estão presentes no Brasil.</p>
<p>Das oito espécies registradas no Brasil, duas são de grande porte &#8211; a onça pintada e a onça parda ou puma. A jaguatirica é a maior entre os felinos de pequeno porte. Os demais encontrados no país são o gato maracajá, o gato do mato pequeno, o gato palheiro, o gato mourisco e o gato do mato grande.</p>
<p style="background-color: #ff9900"><font size="4"><strong>    &#8221; Se não tomarmos atitude agora, não tem como assegurar a sobrevivência da espécie &#8220;</strong></font></p>
<p>- Estão todas ameaçadas de extinção, mas em graus diferentes &#8211; conta Cristina.</p>
<p>A veterinária afirma que os zoológicos aceitam, no máximo, um casal destes felinos de pequeno porte para exposição. Além de recinto adequado, eles são carnívoros, o que torna o custo de manutenção alto.</p>
<p>Para os felinos de grande porte, a situação é ainda mais complicada. Se soltas novamente em áreas de matas próximas a cidades, onde viviam até o momento da captura &#8211; muitas vezes elas são achadas em rodovias ou acabam entrando em casas nas periferias das cidades &#8211; elas podem morrer ou matar alguém. Em cativeiro, o espaço é ainda mais disputado. Um único exemplar macho de onça pintada precisa de 50 quilômetros quadrados para viver com dignidade.</p>
<p>- Não temos mais áreas como estas. Os animais sofrem porque não podem ficar na natureza e nem tem lugar para eles em cativeiro. É um absurdo &#8211; diz Cristina.</p>
<p>Para a sobrevivência da espécie, os felinos precisam se reproduzir em cativeiro. Veio justamente da limitação de espaço para criar a prole a idéia de congelar embriões e fazer a reprodução assistida.</p>
<p>- Se tivermos os embriões congelados, não precisamos ficar reproduzindo animais em cativeiro. E os que estão aqui terão bem estar e qualidade até o final da vida &#8211; afirma a veterinária.</p>
<p>Na natureza, os felinos se reproduzem em maior número, mas vivem no máximo oito a nove anos. Em cativeiro, eles vivem até 18 anos. E viver mais representa ocupar lugar por mais tempo e, em muitos casos, ter ultrapassado a idade de reprodução.</p>
<p>- Eles estão envelhecendo em cativeiro, muitos sem potencial reprodutivo. Se não tomarmos atitude agora, não tem como assegurar a sobrevivência da espécie &#8211; preocupa-se Cristina.</p>
<p>A ONG Mata Ciliar é uma das poucas que trabalham também na reconstrução de habitats. Localizada no pé da Serra do Japi, em Jundiaí, a ONG cuida ainda de animais vítimas do tráfico, retirados de seu habitat natural, e muitos atropelados em estradas.</p>
<p>Os animais são enviados pela Polícia Ambiental. Vai o bicho, mas não vai dinheiro para cuidar delas. Nesta quarta-feira, a Associação Mata Ciliar recebeu três filhotes de jaguatirica achados num canavial na cidade de Araras, a 166 km de São Paulo. Cristina assustou-se quando começou a se espalhar a notícia de que eram onças pardas.</p>
<p>- Não tenho espaço para onças pardas agora. Me disseram que eram jaguatiricas &#8211; afirmou, acrescentando que filhotes de onças pardas tem pintas quando nascem, o que pode gerar a confusão. Por sorte, dela e dos filhotes, eram jaguatiricas mesmo.</p>
<p>A Mata Ciliar obtém recursos, segundo Cristina, com projetos de educação ambiental e de recuperação de áreas verdes. Agora a ONg busca parcerias para obter uma nova área de cativeiro para atender aos &#8220;sem-floresta&#8221;.</p>
<p>Associação Mata Ciliar: 0XX-11-4815.5777.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/filhotes-de-jaguatirica-sao-primeiros-animais-silvestres-nascidos-de-embriao-congelado-e-barriga-de-aluguel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
