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	<title>Blog do Favre &#187; antibióticos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Bactérias proliferam após uso de antibióticos</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 17:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ensaio

Clostridium difficile
TARA PARKER-POPE

A C. difficile criou imunidade a drogas e ficou mais perigosa
No início deste ano, Harold e Freda Mitchell, de Mississipi (EUA), tiveram uma séria doença no estômago. A princípio os médicos não sabiam o que estava errado, mas os sintomas gastrointestinais se tornaram tão graves que Freda, 66, ficou hospitalizada por duas semanas.
Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="6"><strong>ensaio</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2008/05/18/mrsa460.jpg" alt="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2008/05/18/mrsa460.jpg" /></div>
<div align="center"><font size="-1" face="arial,sans-serif"><strong>Clostridium difficile</strong></font></div>
<p style="background-color: #ffff99">TARA PARKER-POPE</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/bacterias-proliferam-apos-uso-de-antibioticos/10970/" rel="attachment wp-att-10970" title="newyorktimes_folha2.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/newyorktimes_folha2.gif" alt="newyorktimes_folha2.gif" /></a></p>
<p>A C. difficile criou imunidade a drogas e ficou mais perigosa</p>
<p>No início deste ano, Harold e Freda Mitchell, de Mississipi (EUA), tiveram uma séria doença no estômago. A princípio os médicos não sabiam o que estava errado, mas os sintomas gastrointestinais se tornaram tão graves que Freda, 66, ficou hospitalizada por duas semanas.<br />
Um médico local reconheceu sinais da Clostridium difficile, uma bactéria contagiosa e potencialmente mortal. Embora a doença seja difícil de identificar, autoridades estimam que nos EUA a bactéria cause 350 mil infecções por ano somente em hospitais, com dezenas de milhares de outras ocorrendo em lares de idosos. Enquanto a maioria dos casos é encontrada em ambientes hospitalares, 20% ou mais podem ocorrer na comunidade. A doença mata de 15 mil a 20 mil pessoas anualmente.<br />
&#8220;É a pior coisa que já tive de superar na vida&#8221;, disse Freda Mitchell, ainda enfraquecida pela doença. &#8220;Eu realmente pensei que fosse morrer.&#8221;<br />
O mais assustador da C. difficile é que muitas vezes ela é estimulada pelos antibióticos. As drogas eliminam a doença-alvo, mas também matam grande parte das bactérias saudáveis que vivem no aparelho digestivo. Se uma pessoa entra em contato com a C. difficile ou já a tem, o distúrbio das bactérias benéficas cria uma oportunidade para que bactérias nocivas floresçam.<br />
Especialistas em saúde pública vêm alertando há anos sobre o uso excessivo de antibióticos e o surgimento de &#8220;supermicróbios&#8221; -bactérias que criaram imunidade a diversos antibióticos.<br />
&#8220;Aconselhamos aos consumidores que tenham certeza de que um antibiótico é necessário&#8221;, disse Dale N. Gerding, especialista em doenças infecciosas na Universidade Loyola, em Chicago. &#8220;Há muitos bons motivos para tomar um antibiótico, mas sinusite ou bronquite acabam sendo tratadas com remédios mesmo que possam desaparecer sozinhas.&#8221;<br />
O tratamento típico da C. difficile é outra bateria de antibióticos, geralmente da droga vancomicina. Mas a situação pode rapidamente se tornar trágica. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA registraram vários casos de mulheres grávidas e no pós-parto que desenvolveram infecções de C. difficile potencialmente fatais após serem tratadas de pequenas infecções. Em alguns casos, uma infecção de C. difficile requer uma cirurgia de emergência para retirar o cólon do paciente.<br />
Médicos dizem que muitos relatam surtos regulares de diarreia mesmo depois que a infecção se foi. Cerca de 20% dos pacientes com infecção sofrem recaída. No caso da família Mitchell, o marido havia tomado antibióticos para outro problema de saúde, e o tratamento aparentemente levou à infecção de C. difficile. Freda provavelmente contraiu a doença de seu marido. Médicos dizem que a doença dela é incomum porque a maioria das pessoas é protegida por sua própria flora bacteriana e não seria vulnerável à C. difficile se não tivesse tomado antibióticos.<br />
O risco de contrair a bactéria fora de um hospital continua baixo, cerca de 7 casos por 100 mil pessoas, segundo estudos. O índice de infecção por C. difficile entre pacientes de hospital dobrou entre 2001 e 2005, segundo um relatório de abril de 2008 do CDC. O aumento de casos em todo o mundo está ligado ao crescimento do uso de todos os antibióticos, especialmente a droga chamada fluoroquinolones, que se popularizou em 2001.<br />
A C. difficile também está mais mortal. Anos atrás, o índice de mortalidade de uma infecção pela bactéria variava de 1% a 2%. Mas hoje vários estudos estimam que o índice de mortes é de 6%. O motivo é o surgimento de uma variedade ultravirulenta que emite níveis mais altos de toxinas.<br />
Pacientes e visitantes de hospitais devem lavar as mãos, e os visitantes deve evitar sentar-se no leito de um paciente ou usar o banheiro dele. Os pacientes devem relatar sintomas de diarreia grave ao médico.<br />
&#8220;Até cerca de 2002 essa era uma doença muito branda e pouco mortal&#8221;, disse Perry Hookman, gastroenterologista e professor de medicina na Universidade de Miami. &#8220;Mas, nos últimos anos, os micróbios se tornaram hipervirulentos, mais severos, e viraram uma ameaça global.&#8221;</p>
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		<title>Policromia</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 11:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mônica bergamo &#8211; Folha SP
Fui 
Andrea Matarazzo,  secretário das  Subprefeituras, deve  deixar o cargo até  janeiro. Ele já  manifestou o desejo a  amigos, para quem  afirma que não interessa  ficar na prefeitura sem  ter &#8220;condições&#8221; de  realizar o trabalho que  vinha tocando. Homem  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Mônica bergamo &#8211; Folha SP</p>
<p><font size="5"><strong>Fui </strong></font></p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_tA1QKeMZ5lg/RyNV8N6bvwI/AAAAAAAAAuo/-fz5zi6Lbog/s400/com+andrea+matarazzo.jpg" target="_top"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:43QIuLkS0qKBfM:http://bp0.blogger.com/_tA1QKeMZ5lg/RyNV8N6bvwI/AAAAAAAAAuo/-fz5zi6Lbog/s400/com%2Bandrea%2Bmatarazzo.jpg" width="119" align="left" height="86" /></a>Andrea Matarazzo,  secretário das  Subprefeituras, deve  deixar o cargo até  janeiro. Ele já  manifestou o desejo a  amigos, para quem  afirma que não interessa  ficar na prefeitura sem  ter &#8220;condições&#8221; de  realizar o trabalho que  vinha tocando. Homem  mais poderoso da  administração Gilberto  Kassab (DEM-SP) até  agora, Matarazzo vem  sendo bombardeado  pelo prefeito, que já  falou mal dele até para  adversários políticos. O  secretário só está até  agora no posto porque o  governador José Serra  (PSDB-SP) intercedeu  por ele.</p>
<p><strong>QUEM MANDA? </strong><br />
Quem entende de Kassab  acredita que o prefeito de São  Paulo fala mal de Matarazzo  por questões políticas, e não  pessoais. Responsável pelas  subprefeituras, o secretário  acaba comandando o coração  da administração &#8211; com grande autonomia em relação ao  grupo de Kassab.</p>
<p><strong>ALERTA </strong><br />
<a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/lula_caricatura2.jpg&amp;imgrefurl=http://blogdofavre.ig.com.br/tag/governo-lula/&amp;usg=__yNNYAcKRKbzmvGqGgPn6aiQnuc4=&amp;h=591&amp;w=254&amp;sz=9&amp;hl=pt-BR&amp;start=1&amp;um=1&amp;tbnid=LiTlPwLVaMigBM:&amp;tbnh=135&amp;tbnw=58&amp;prev=/images%3Fq%3Dlula%2Bcaricatura%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN"><img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:LiTlPwLVaMigBM:http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/lula_caricatura2.jpg" style="border: 1px solid " width="58" align="left" height="135" /></a>A segurança do Senado enviou ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) a gravação  de um telefonema recebido há  cerca de um mês, em que um  homem pedia que se &#8220;alertasse&#8221; o governo de que Lula sofreria um atentado numa de suas  viagens ao Nordeste. Foi aberta  uma investigação que descobriu que a chamada partiu de  um telefone público do bairro  de Bodocongó, na cidade de  Campina Grande, na Paraíba.</p>
<p><strong>EM CASA </strong><br />
<a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.dino_gracio.blogger.com.br/grampo.gif&amp;imgrefurl=http://esturdio.blogspot.com/2008/02/grampo-no-stf.html&amp;usg=__AxmgEmCY6A_uuLPvRlNbVnr4OsA=&amp;h=252&amp;w=184&amp;sz=17&amp;hl=pt-BR&amp;start=12&amp;um=1&amp;tbnid=bicXR84vrFoaFM:&amp;tbnh=111&amp;tbnw=81&amp;prev=/images%3Fq%3Dgrampo%2Bfone%2Bcaricatura%26ndsp%3D18%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN"><img src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:bicXR84vrFoaFM:http://www.dino_gracio.blogger.com.br/grampo.gif" style="border: 1px solid " width="81" align="left" height="111" /></a>A gravação, por tabela, confirmou ao GSI que a central do  Senado pode gravar conversas  feitas a partir de seus telefones.  Há quem defenda, no gabinete,  a tese de que o suposto grampo  que interceptou conversa do  senador Demóstenes Torres  (DEM-TO) com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pode ter sido feita no próprio parlamento.</p>
<p><strong>BULA</strong><br />
<a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_u0b81TDUJ_k/SKfty_4oSbI/AAAAAAAAIXM/IYAsrQCEKO0/s320/2716p.jpg&amp;imgrefurl=http://saiddib.blogspot.com/2008_08_01_archive.html&amp;usg=__tu1K-E8YGQShPOqGXDFf03TbApE=&amp;h=320&amp;w=218&amp;sz=12&amp;hl=pt-BR&amp;start=10&amp;um=1&amp;tbnid=W_xN9LTKOCab5M:&amp;tbnh=118&amp;tbnw=80&amp;prev=/images%3Fq%3DTempor%25C3%25A3o%2Bsa%25C3%25BAde%2Bcaricatura%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DG"><img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:W_xN9LTKOCab5M:http://1.bp.blogspot.com/_u0b81TDUJ_k/SKfty_4oSbI/AAAAAAAAIXM/IYAsrQCEKO0/s320/2716p.jpg" style="border: 1px solid " width="80" align="left" height="118" /></a>O ministro José Gomes Temporão, da Saúde, desembarca hoje em Santa Catarina levando mais de 50 mil kits com antibióticos como amoxicilina, pomadas para dermatite, reidratantes e glicose injetável. Eles serão distribuídos às vítimas das enchentes no Estado.</p>
<p><strong>Leia a integra da coluna de Mônica bergamo no jornal Folha de São Paulo </strong></p>
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		<title>A nova superbactéria</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 17:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Caption: Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).
Credit: Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale
Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios
Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">  <em><font size="1"><img src="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/web/3307_web.jpg" border="0" /></font></em></p>
<div align="center"></div>
<div align="center"></div>
<p align="center"><em><font size="1"><strong>Caption:</strong> Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).<br />
<strong>Credit:</strong> Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale</font></em></p>
<p><strong>Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios</strong></p>
<p>Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de todo o mundo, inclusive do Brasil, alertaram especialistas em doenças infecciosas em artigo publicado esta semana na revista médica “The Lancet”. De acordo com os médicos, a Acinetobacter baumannii seria ainda mais ameaçadora do que a MRSA (uma variante muito resistente de Staphylococcus aureus) e a Clostridium difficile: ela já responde por pelo menos 30% das infecções hospitalares resistentes a drogas.</p>
<p>— Há um crescente aumento de infecções por A baumannii em vários hospitais em todo o mundo — afirmou, em entrevista à Reuters, Matthew Falagas, da Universidade de Tufts, em Boston, e do Instituo Alfa de Ciências Biomédicas, na Grécia, co-autor do artigo ao lado de Drosos Karageorgopoulos. — E são infecções muito difíceis de tratar porque as bactérias são resistentes à maioria dos medicamentos disponíveis.</p>
<p>Brasil já registrou casos de infecção</p>
<p>Especialistas em infecção hospitalar no Brasil já estão cientes da ameaça da bactéria e de sua presença em centros de saúde no país há algum tempo.</p>
<p>— Do mesmo modo que em outros países, não somente as Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, conhecidos como MRSA, têm preocupado nossa comunidade médicocientífica.</p>
<p>Surtos de infecções hospitalares causadas por A. baumannii, sensíveis somente ao antibiótico colistina, têm sido descritos, há alguns anos, no Brasil — diz Agnes Marie Sá Figueiredo, diretora do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>De acordo com o artigo da “Lancet”, o papel da A. baumannii em graves infecções diagnosticadas em pacientes criticamente doentes é cada vez mais claro. “Esse patógeno está associado a surtos de infecção muito difíceis de serem controlados”, destaca o texto.</p>
<p>Alguns médicos estão lançando mão de uma classe de antibióticos conhecidos como polimixinas para combater a infecção.</p>
<p>Essas drogas não são usadas há 20 anos para esta finalidade, em parte por causa dos efeitos colaterais que apresentam, entre eles problemas renais. “Isso significa que os médicos precisam de novas drogas para combater a bactéria”, sustentou Falagas. “Mas a melhor arma para deter o avanço da A. baumannii ainda é lavar bem as mãos. Essa é a medida mais importante de prevenção para os que trabalham em hospitais.” Mas não apenas. A limpeza das instalações hospitalares e dos equipamentos utilizados é ainda mais importante, sustentam especialistas em infecções resistentes.</p>
<p>A A. baumannii compartilha muitas das piores características da MRSA e da Clostridium difficile, como a sobrevivência em superfícies secas e a resistência à maioria dos desinfetantes. A A. baumannii sobrevive na poeira e até na roupa de cama por meses.</p>
<p>Ela também pode ser transportada na pele de pessoas saudáveis. Tudo isso torna muito difícil a erradicação da bactéria depois que ela se instala em alguma instituição, explicam os especialistas, e revelam a importância da limpeza rigorosa na prevenção.</p>
<p>A A. baumannii provoca infecções sangüíneas e pneumonia, entre outros problemas.</p>
<p>Especialistas dizem que a bactéria não representa uma ameaça às pessoas saudáveis e que mesmo para as linhagens mais resistentes ainda existem drogas eficazes. No entanto, dizem, a questão é preocupante.</p>
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		<title>Saúde: os números ocultam</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico
AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO
É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/saude-os-numeros-ocultam/8552/" rel="attachment wp-att-8552" title="celula_cancer_peito.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/celula_cancer_peito.jpg" alt="celula_cancer_peito.jpg" /></a><font size="1"><em><br />
célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico</em></font></p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO</p>
<p>É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da Saúde (Saúde Brasil 2007). Entretanto, o vasto universo das doenças causadas por microrganismos não se resume às doenças geralmente agrupadas como “infectocontagiosas” ou “infecciosas e parasitárias”.</p>
<p>Os microrganismos, sejam os protozoários, os fungos, as bactérias e, ainda, os vírus, estão envolvidos em diferentes tipos de afecções.</p>
<p>Por exemplo: há alguns anos, jamais poderíamos imaginar que certos tipos de cânceres estariam associados a tais seres microscópicos.</p>
<p>No entanto, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina 2008, Dr. Harald zur Hausen, foi agraciado com essa honraria, justamente, por ter relacionado o câncer de colo de útero, o segundo mais freqüente em mulheres, com o papiloma vírus humano (HPV). Mas não pensem que a associação entre microrganismos e câncer se encerra aí.</p>
<p>Uma bactéria conhecida como Helicobacter pylori, a qual é encontrada no estômago de cerca de 2/3 da população mundial, é o principal fator de risco de úlcera péptica e duodenal, aumenta, segundo estudos, o risco de câncer gástrico, linfoma de tecido linfóide associado à mucosa, conhecido como linfoma de MALT, e, ainda, de câncer pancreático.</p>
<p>Portanto, parece-me fundamental que a sociedade seja alertada sobre o papel das doenças infecciosas em determinados tipos de cânceres e, conseqüentemente, sobre sua influência “silenciosa” nas taxas de óbtidos. Além disso, em certas circunstâncias, o câncer por si só pode predispor o paciente a severas e recorrentes infecções. Por outro lado, a neutropenia (que reflete um comprometimento do sistema imunológico) é reconhecida há décadas como importante fator de risco para o desenvolvimento de infecções em pacientes submetidos a certas quimioterapias.</p>
<p>Portanto, é fato amplamente conhecido, pela comunidade médica, que as doenças infecciosas são importantes causas de mortalidade entre pacientes com diversos tipos de neoplasias malignas.</p>
<p>Realmente, por muitos e muitos anos, a tuberculose foi a principal causa de morte entre as doenças respiratórias de adultos. Porém, apesar de os óbitos por essa doença ter diminuído, outras infecções respiratórias, as de natureza aguda, estavam em 2005 na 5ª ou 6ª posição entre as 10 principais causas de morte em nosso país, segundo dados do Saúde Brasil 2007. Cabe acrescentar que, através de um estudo recente do Unicef/OMS intitulado “Pneumonia: the forgoten killer of children, 2006”, ficou constatado que essa doença mata mais crianças do que qualquer outra, e estimase que seja responsável pela morte de cerca de 2.000.000 de crianças a cada ano, em todo o mundo, sendo as espécies bacterianas Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae as principais responsáveis. Porém, infelizmente, pouca atenção tem sido dada para essa doença. Nesse mesmo estudo foi estimado que 150.000.000 de episódios de pneumonia devam ocorrer a cada ano, sendo que o Brasil estaria em 5o lugar, junto com a Etiópia, com 4.000.000 de casos. É preciso salientar que não somente as crianças estão mais susceptíveis às pneumonias; os indivíduos idosos também estão entre a população susceptível e, portanto, com elevado risco para a doença e conseqüente mortalidade.</p>
<p>Vale lembrar, aqui também, outros importantes “matadores” que ficaram esquecidos nesta estória, as doenças hoje conhecidas como “infecções associadas a serviços de saúde” (IASS), em que se incluem as infecções hospitalares. Essas doenças acometem pacientes, durante o curso de um tratamento que receberam para debelar outra doença, em um estabelecimento que presta serviço de saúde. Segundo os Centers for Diseases Control (CDC), nos Estados Unidos, as IASS estão entre as 10 principais causas de mortalidade.</p>
<p>Não devemos, em hipótese alguma, sob pena de estarmos causando um erro grave, subestimar o impacto de tais doenças em nosso meio.</p>
<p>Estudos têm demonstrado que os índices dessas infecções são maiores em países da América Latina e da África. Agrava-se a essa triste estatística o fato de que muitas dessas infecções, como as que ocorrem nos hospitais, são causadas por bactérias resistentes a múltiplos antibióticos. Tal fato dificulta, significativamente, a pronta prescrição pelos médicos de uma terapia antibiótica eficaz, contribuindo assim para o aumento do número de óbitos.</p>
<p>Aos profissionais da saúde cabem estar atentos para os fenômenos resultantes da evolução adaptativa dos microrganismos, os quais culminam, algumas vezes, no surgimento de novas doenças (conhecidas como emergentes) e, em outras vezes, no aumento da incidência de doenças antigas, porém com características epidemiológicas singulares, únicas, as quais, quando não reconhecidas, podem mascarar os índices dessas infecções e da mortalidade associada.</p>
<p>Aos nossos políticos cabe o ônus da necessidade de aplicarem mais recursos para o desenvolvimento de laboratórios e sistemas cada vez mais sofisticados, visando à coleta e posterior análise de dados, sobre tais doenças, de maneira que os números possam nos apontar, de forma mais reveladora, esse mundo micro, porém da maior importância para a saúde global.</p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO é diretora do Instituto</p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Novo &#8220;antibiótico&#8221; trata doença sem matar bactéria</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 13:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Brasileira nos EUA é co-autora de descoberta
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IGOR ZOLNERKEVIC &#8211; COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Uma equipe de 15 pesquisadores publica hoje na revista &#8220;Science&#8221; a descoberta do que promete ser um tipo revolucionário de &#8220;antibiótico&#8221;. Entre aspas, porque, a rigor, a substância é um antiinfectivo.
&#8220;O nosso &#8220;antibiótico&#8221; não é tóxico para a bactéria&#8221;, explica uma das autoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/imagens/bacterias.jpg" alt="A imagem “http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/imagens/bacterias.jpg” contém erros e não pode ser exibida." align="left" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="4">Brasileira nos EUA é co-autora de descoberta</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">IGOR ZOLNERKEVIC &#8211; COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Uma equipe de 15 pesquisadores publica hoje na revista &#8220;Science&#8221; a descoberta do que promete ser um tipo revolucionário de &#8220;antibiótico&#8221;. Entre aspas, porque, a rigor, a substância é um antiinfectivo.</p>
<p>&#8220;O nosso &#8220;antibiótico&#8221; não é tóxico para a bactéria&#8221;, explica uma das autoras do estudo, a brasileira Vanessa Sperandio, da Universidade do Texas (EUA). Em vez de envenenar bactérias, como todo antibiótico faz, as moléculas do estudo grudam na superfície delas, evitando que percebam que estão dentro de um organismo e que está na hora de atacá-lo.</p>
<p>Algumas bactérias são como cães; atacam quando &#8220;farejam o medo&#8221;. Elas percebem que estão dentro do corpo de um hospedeiro quando sentem a presença dos hormônios responsáveis pelo estresse, a adrenalina e a noradrenalina, que também controlam a imunidade.</p>
<p>&#8220;Já ouviu falar que quando estamos estressados é mais fácil ficarmos doentes? Quanto mais adrenalina e noradrenalina no corpo, mais rápido a bactéria produz suas toxinas ou penetra as células&#8221;, diz Sperandio. &#8220;Se a bactéria não sente os hormônios, o sistema imunológico consegue se livrar dela tranqüilamente.&#8221;</p>
<p>Esse &#8220;farejador de hormônios&#8221; existe em pelo menos 25 bactérias que atacam humanos. &#8220;São todas as bactérias que causam diarréias sanguinolentas&#8221;, explica Sperandio.</p>
<p>Ela investiga o mecanismo do &#8220;olfato&#8221; dessas bactérias desde 1997. Em 2003, Sperandio e seus colaboradores notaram que era possível &#8220;entupir o nariz&#8221; dos microrganismos com uma molécula apropriada.</p>
<p>Depois de três anos analisando 150 mil moléculas, uma por uma, encontraram a molécula chamada de LED209 -que &#8220;enganou&#8221; três espécies em laboratório. &#8220;Também conseguimos tratar animais -coelhos e camundongos- infectados com pelo menos duas das bactérias que estudamos&#8221;, diz.</p>
<p>O fato da LED209 impedir as bactérias de provocarem doenças sem eliminá-las é &#8220;um marco importantíssimo&#8221;, comenta a microbióloga Roxane Piazza, do Instituto Butantan.</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Segundo Sperandio, as bactérias resistem hoje a quase todos os antibióticos que existem. Isso por causa da maneira como agem esses remédios. &#8220;Suponha que um antibiótico mate 10 bilhões de bactérias do seu corpo, mas dez delas sobrevivam. Essas bactérias resistentes serão a maioria na próxima geração&#8221;, explica Sperandio.</p>
<p>&#8220;Passamos 40 anos sem fazer progresso em pesquisa de antibióticos, até concluirmos que precisamos usar mecanismos de ação diferentes.&#8221;</p>
<p>O LED209 também anima os pesquisadores porque não é tóxico às células de mamíferos. &#8220;É promissora para se usar em humanos&#8221;, diz Piazza. Ainda falta muito o que fazer, porém, para chegar a um novo remédio. Espera-se obter uma droga segura para testes clínicos em cinco anos. &#8220;Aí tem de vir uma indústria farmacêutica grande para tomar o projeto e levar para frente&#8221;, diz a brasileira.</p>
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		<title>Anvisa dá alerta sobre bactéria hospitalar</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 08:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Para a agência, país vive epidemia de infecção por micobactéria; médicos sugerem adiar intervenção que não seja urgente
Desde 2003, foram registrados 2.102 casos em 14 Estados; doença afeta cicatrização de feridas e causa perda de tecidos



CLÁUDIA COLLUCCI &#8211; Folha de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse ontem que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Para a agência, país vive epidemia de infecção por micobactéria; médicos sugerem adiar intervenção que não seja urgente</strong></p>
<p><strong>Desde 2003, foram registrados 2.102 casos em 14 Estados; doença afeta cicatrização de feridas e causa perda de tecidos</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/anvisa-da-alerta-sobre-bacteria-hospitalar/6610/" rel="attachment wp-att-6610" title="uti.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/uti.jpg" alt="uti.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CLÁUDIA COLLUCCI &#8211; Folha de São Paulo</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse ontem que o país vive uma &#8220;emergência epidemiológica&#8221; causada por uma bactéria presente em equipamentos de cirurgia -chamada micobactéria. Há ao menos duas hipóteses para explicar os surtos dessas infecções: sujeira dos aparelhos e resistência da bactéria aos produtos de esterilização.</p>
<p>Nos últimos cinco anos, a micobactéria, uma &#8220;prima&#8221; da tuberculose, fez 2.102 vítimas em 14 Estados brasileiros, a maioria em hospitais privados. Em São Paulo, foram notificados 43 casos -os últimos em 2004. Neste ano, houve 76 novas ocorrências no Distrito Federal, em Goiás e no Rio Grande do Sul. Duas mortes estão sob investigação no Paraná.</p>
<p>Em razão dessas infecções, que causam perdas de tecidos, nódulos e feridas que não cicatrizam, o governo do Espírito Santo decidiu na última terça suspender as lipoaspirações.</p>
<p>Os infectologistas classificam a situação como &#8220;grave&#8221; e orientam que as pessoas adiem cirurgias eletivas (que podem esperar), como lipoaspiração e implantes de silicone, até que a situação esteja sob controle.</p>
<p>&#8220;A nota da Anvisa é positiva porque alerta as pessoas que vão fazer uma cirurgia que não tenha emergência e que possa ser postergada para que aguardem um tempo até a normalização da situação&#8221;, diz a infectologista do hospital Sírio Libanês Beatriz Souza Dias.</p>
<p>O infectologista David Uip também avalia que as pessoas devam adiar cirurgias que não tenham urgência. Ele reforça que os órgãos de vigilância precisam explicar as razões que levaram o país a registrar esse alto número de infecções que, na sua avaliação, seriam evitáveis se houvesse um mecanismo de controle eficaz. &#8220;Esse é um processo complicado, que envolve perdas e é prolongado.&#8221;</p>
<p>Segundo a Anvisa, as infecções estão &#8220;fortemente relacionadas às falhas nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização de produtos médicos&#8221;.</p>
<p>Na maioria dos serviços de saúde investigados pela agência, os instrumentos cirúrgicos foram submetidos somente ao processo de desinfecção, e não à esterilização, como é preconizado na legislação para a eliminação da bactéria.</p>
<p>Ontem, a Anvisa sugeriu, como medida cautelar, que os hospitais deixem de usar um dos produtos mais empregados na esterilização de equipamentos, o Glutaraldeído a 2%.</p>
<p>Resultados preliminares de um estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mostraram que uma das cepas da bactéria -M. massiliense- envolvida nos surtos apresentou resistência ao produto mesmo após dez horas de exposição. O produto foi eficaz para combater outras duas cepas.</p>
<p>A orientação da Anvisa é que a esterilização seja feita com outros produtos. Para a agência, as infecções pela micobactéria são uma &#8220;doença emergente&#8221;, que &#8220;não tem registro aqui e nem em outros países&#8221;.</p>
<p>Outra medida estudada pela Anvisa é limitar o número de videocirurgias (que usam cânulas e câmeras que adentram o corpo do paciente por meio de buracos na pele) feitas por dia em hospitais e clínicas. A medida seria para garantir que haja tempo suficiente para que os equipamentos cirúrgicos sejam adequadamente esterilizados.</p>
<p><strong><font color="#000080" size="+1">EFEITOS</font></strong></p>
<p><strong> VÍTIMAS TÊM DE FAZER NOVAS CIRURGIAS PARA CORRIGIR CICATRIZES </strong></p>
<p>Muitas vítimas da micobactéria estão tendo de fazer novas cirurgias para retirar tecidos atingidos ou para corrigir  cicatrizes, segundo associações de pacientes. Elas também  sofrem com os efeitos colaterais do coquetel de antibióticos.  Há casos em que a terapia fracassou e outros em que as vítimas correm risco de amputação de membros, especialmente  as que tiveram infecções ósseas. Os sintomas da infecção podem surgir até dois anos após a cirurgia. O Ministério da  Saúde fornece os remédios usados contra a infecção.</p>
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		<title>Salvem os antibióticos</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 18:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Coluna Ciencia em Dia
Folha de S.Paulo
A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts é conhecida por apostar fundo na produção de conhecimento e ferramentas de análise para resolver problemas contemporâneos e aperfeiçoar políticas públicas. Na semana passada, publicou um relatório duro da comissão que trabalhou dois anos e meio sobre o sistema industrial de produção de carne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.braatonbeef.com/images/cow_barn.jpg" alt="http://www.braatonbeef.com/images/cow_barn.jpg" /></div>
<p><strong>Coluna Ciencia em Dia</strong></p>
<p><strong>Folha de S.Paulo</strong></p>
<p>A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts é conhecida por apostar fundo na produção de conhecimento e ferramentas de análise para resolver problemas contemporâneos e aperfeiçoar políticas públicas. Na semana passada, publicou um relatório duro da comissão que trabalhou dois anos e meio sobre o sistema industrial de produção de carne (bois, porcos e aves). É de tirar o apetite.</p>
<p>O estudo de 124 páginas recebeu o título de &#8220;Pondo a Carne na Mesa&#8221; e pode ser baixado da página da Pew na internet (www.pewtrusts.org). Vai direto ao ponto: &#8220;O sistema atual para produção de alimentos de origem animal nos Estados Unidos não é sustentável e representa um inaceitável nível de risco para a saúde pública e de dano ao ambiente, assim como traz malefício desnecessário aos animais que criamos para comer&#8221;.</p>
<p>O relatório lista &#8220;n&#8221; fatores em apoio a essa conclusão. Um dos preponderantes, que acabou se tornando muito atual, é a dependência da agropecuária americana dos preços baixos do milho, base da ração usada para o animal ganhar peso em confinamento. A demanda pelo grão para produzir álcool combustível está pulverizando essa fonte barata de proteína, justamente no momento em que o preço do petróleo &#8211; de onde saem combustíveis para máquinas e matérias-primas para fertilizantes e defensivos &#8211; também bate recordes.</p>
<p>No quesito água, o estudo fornece uma informação preocupante: metade do aqüífero Ogallala já foi exaurida. Com mais de 450 mil quilômetros quadrados, o reservatório debaixo dos Estados de Nebraska, Kansas, Colorado, Oklahoma, Novo México e Texas fornece 20% de toda a água usada em irrigação nos EUA. Não demora em acabar, pois está baixando cerca de um metro por ano.</p>
<p>Chocantes, mesmo, são as conclusões na área dos efeitos sobre a saúde pública. Das 12 recomendações do capítulo, metade diz respeito ao abuso de antibióticos na agropecuária. Além de prevenir e tratar infecções nos animais, antibióticos também são empregados como aditivos na ração, para aumentar o ganho de peso.</p>
<p>Quanto mais se usam antibióticos, em humanos ou animais, pior se torna o problema da resistência. A maior parte das bactérias expostas a esses remédios morre. As poucas que tiverem resistência ao composto, porém, ganham uma enorme vantagem competitiva e se reproduzem rapidamente, passando a infectar os organismos sem que o antibiótico em questão possa eliminá-las. Com o tempo, surgem cepas terríveis de micróbios, que deixam os médicos sem ação.</p>
<p>O relatório diz que o fenômeno da resistência já se tornou &#8220;epidêmico&#8221;. Propõe, por isso, uma medida radical: banir todo uso não-terapêutico de antibióticos na pecuária. Ou seja, essas drogas só poderiam ser empregadas para tratar animais com infecção ou para prevenir infecções naqueles que comprovadamente tenham sido expostos a elas. Quanto ao uso terapêutico, propõe tornar obrigatória a regra de excluir do tratamento de animais aqueles antibióticos classificados como importantes para a saúde humana.</p>
<p>A Suécia baniu os antibióticos não-terapêuticos em 1986. A Dinamarca, em 1998. A União Européia, em 2006. Como resultado, vem diminuindo o reservatório de genes para resistência que poderia armar os germes capazes de atacar humanos (bactérias trocam material genético a torto e a direito).</p>
<p>E você, já ingeriu a sua ração diária de antibióticos?</p>
<p>Escrito por Marcelo Leite</p>
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		<title>CULTURA E REALIDADE BRASILEIRA: PALESTRA ABORDOU ADITIVOS ALIMENTARES</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 16:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Indicado a este blog por um leitor, reproduzimos a entrevista sobre corantes do Dr. Márcio Bontempo.
Autor de diversos livros sobre alimentação e saúde, o médico Márcio Bontempo ..proferiu, em 28 de junho, a palestra de encerramento da disciplina &#8220;Cultura e Realidade Brasileira&#8221;, do curso de Pedagogia-Gestão Escolar. A principal questão tratada na palestra foi o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Indicado a este blog por um leitor, reproduzimos a entrevista sobre corantes do Dr. Márcio Bontempo.</strong></p>
<p>Autor de diversos livros sobre alimentação e saúde, o médico Márcio Bontempo ..proferiu, em 28 de junho, a palestra de encerramento da disciplina &#8220;Cultura e Realidade Brasileira&#8221;, do curso de Pedagogia-Gestão Escolar. A principal questão tratada na palestra foi o papel do administrador escolar em relação à cantina do estabelecimento de ensino, tendo em vista os produtos lá comercializados. Foram comentados também assuntos ligados ao uso de aditivos químicos nos alimentos, ao consumo de carnes e derivados e ao vegetarianismo.</p>
<p>A principal preocupação do professor Amilton de Souza Rocha foi levar os alunos, futuros administradores escolares, a uma reflexão crítica e à tomada de consciência sobre a questão dos alimentos fornecidos na escola, alertando-os para a necessidade de um monitoramento de todos os produtos que chegam à cantina e o que se deve fazer para minimizar os problemas advindos do consumo de alimentos com aditivos químicos. O alerta é feito, sobretudo, tendo em vista a falta de consciência da população adulta quanto à escolha dos alimentos e às conseqüências desse comportamento para crianças e adolescentes, alunos do ensino fundamental e médio.</p>
<p>Por isso, para este evento, foi escolhido um profissional da área médica que, em várias publicações, vem tratando da relação entre a má alimentação e a manifestação de doenças. Para o doutor Bontempo, o problema das patologias que afligem a população tem sido, quase sempre, discutido como fato isolado, ignorando a sua relação com a educação alimentar. O médico considera que os problemas de saúde devem ser tratados em conjunto com o restante das questões humanas, econômicas e sociais.</p>
<p>Entrevista</p>
<p>O doutor Márcio Bontempo, em entrevista à redação do Informação Superior, opinou sobre alimentação, aditivos alimentares e doenças e sobre o papel do administrador escolar na oferta de alimentação aos alunos.</p>
<p>1) IS: O que são aditivos químicos alimentares?<br />
Márcio Bontempo: São substâncias químicas criadas pela indústria dos alimentos, incorporadas aos produtos alimentícios, visando geralmente à conservação, mudança ou estabilização da cor. É sabido que 91% dos corantes e aromatizantes utilizados pela indústria dos alimentos são supérfluos. Temos, assim, 9% de elementos essenciais. Fala-se que os aditivos são importantes e necessários, mas sabemos que não é assim. Eles são perigosos, penetram no âmago celular e hoje representam um perigo para a manutenção da saúde genética da humanidade.</p>
<p>2) IS: Qual é a origem dos aditivos alimentares?<br />
MB: A maior parte dos aditivos principais (corantes e aromatizantes) provém do alcatrão e da ulha, derivados do petróleo, mas existem também os antibióticos e os naturais, de origem vegetal.</p>
<p>3) Como o consumidor pode fugir desses produtos?<br />
MB: Não é difícil. Deve-se consumir frutas, legumes, cereais integrais e compostos mais naturais e evitar alimentos industrializados. As pessoas vêm usando cada vez mais produtos sintéticos e o problema é que se acostumaram a usar itens artificiais, a consumir fast food, alimentos imediatos, de rápido preparo, coisas que tornam artificial a alimentação.</p>
<p>4) Como o administrador escolar pode monitorar esse tipo de comercialização?<br />
MB: Ele pode fazer isso por meio da cantina da escola, munindo-se de muita paciência e procurando ter o máximo de consciência em relação ao que é oferecido. O trabalho e a abordagem, quanto à conscientização, variam de acordo com a faixa etária dos alunos. O administrador escolar pode trabalhar junto à cantina escolar, oferecendo alimentos mais naturais. Não é preciso ter guloseimas coloridas, iogurtes e outros itens ricos em açúcar, corantes, aromatizantes, substâncias perigosas. Isso não é necessário, são coisas muito supérfluas. As crianças na cantina escolar compram geralmente itens supérfluos e o administrador deve saber que elas consomem esses produtos antes das refeições e, quando chegam em casa, comem pouco e absorvem quantidades de nutrientes muito aquém das necessidades, o que é um problema. O administrador escolar tem que formar essa consciência na escola que ele administra. São questões amplas e o bom gestor, interessado em conhecer o assunto, vai cumprir uma função muito maior porque, além de sua função pedagógica, estará também ensinando saúde. E isso é muito importante.</p>
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		<title>Bactéria ataca comunidade gay nos EUA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 10:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Estudo sobre nova linhagem de micróbio resistente a antibióticos aponta núcleo de surto em bairro de San Francisco
Patógeno, comum em infecção hospitalar, cresce no ambiente exterior; risco para homossexual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title">                          <a href="http://leituras-favre.blogspot.com/2008/01/bactria-ataca-comunidade-gay-nos-eua.html"><br />
</a></h3>
<p><a href="http://www.acmp.com.au/portfolios/mischkulnig/images/hospital-bed.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://www.acmp.com.au/portfolios/mischkulnig/images/hospital-bed.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px" border="0" /></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Estudo sobre nova linhagem de micróbio resistente a antibióticos aponta núcleo de surto em bairro de San Francisco</strong></p>
<p><strong>Patógeno, comum em infecção hospitalar, cresce no ambiente exterior; risco para homossexual aumenta 13 vezes, diz pesquisador </strong></p>
<p><span>DA REPORTAGEM LOCAL</span></p>
<p>Uma linhagem de bactéria potencialmente letal -e resistente a antibióticos- atravessou as fronteiras de hospitais nos EUA e está sendo transmitida entre homens gays pelo sexo, afirma estudo publicado anteontem. Os autores da pesquisa dizem que o patógeno conhecido como Sarm (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), em geral restrito a casos de infecção hospitalar, está começando a aparecer fora dos ambientes clínicos em San Francisco e Boston.</p>
<p><span id="more-2999"></span><br />
&#8220;Uma vez que ela atingir a população geral, será mesmo irrefreável&#8221;, diz Binh Diep, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Francisco que liderou o estudo. &#8220;Tentamos divulgar a mensagem de prevenção.&#8221; O trabalho de Diep, publicado na revista &#8220;Annals of Internal Medicine&#8221;, diz que o risco de infecção para homens gays cresce 13 vezes em relação ao risco para heterossexuais. O estudo foi baseado no rastreamento de uma linhagem de S. aureus surgida por volta de 2000, identificada pela sigla USA300. A bactéria se espalha de forma rápida nas comunidades gays de San Francisco e Boston. &#8220;Achamos que ela se dissemina por meio de atividade sexual&#8221;, afirma Diep.<br />
Ao colher dados para o estudo, cientistas registraram os CEPs dos pacientes infectados, e o trabalho aponta que muitos habitam o bairro de Castro, em San Francisco, que tem uma grande comunidade gay.<br />
Esse supermicróbio pode causar infecções mortais ou deixar cicatrizes profundas. Com freqüência, só um tratamento com antibióticos intravenosos caros é eficaz.<br />
O Sarm matou cerca de 19 mil norte-americanos em 2005, a maioria deles em hospitais, segundo uma estimativa publicada em outubro na revista médica &#8220;Jama&#8221;. O Brasil também tem infecções registradas da bactéria, mas não da linhagem USA300.<br />
Cerca de 30% das pessoas em geral são portadoras de linhagens mais comuns de S. aureus. Elas podem ser transmitidas pelo toque direto ou por meio de objetos. A bactéria pode causar infecções mais grave se penetrar o corpo por feridas.<br />
A maioria das pessoas portadoras de S. aureus leva a bactéria dentro do nariz, mas variedades do patógeno associadas a comunidades de pessoas infectadas podem viver também na região do ânus e serem passadas entre parceiros sexuais.<br />
A incidência de Sarm nos EUA está aumentando ao lado de um ressurgimento de sífilis, gonorréia e novas infecções de HIV, parcialmente por causa de uma descrença sobre a gravidade do HIV e de um aumento dos comportamentos de risco, como o uso de drogas ilícitas e a prática de sexo abrasivo para a pele, escreve Diep.<br />
&#8220;A probabilidade de alguém contrair cada uma dessas doenças aumenta com o número de parceiro sexuais&#8221;, diz o cientista. &#8220;Provavelmente, o mesmo pode ser dito para a Sarm.&#8221; O risco de infecção pela bactéria, porém, &#8220;parece ser independente de infecção por HIV&#8221;, escreveram os cientistas.<br />
Infecções por S. aureus costumam deixar pontos vermelhos nas áreas da pele atingidas. Se não forem tratadas, podem inchar. A melhor maneira de evitar a infeção é lavar mãos e genitália com sabão e água.<br />
Segundo os pesquisadores, apesar de a Sarm encontrada em hospitais ser resistente a várias drogas, no caso da linhagem USA300 alguns antibióticos genéricos de tipos mais antigos ainda são capazes de controlar infecções menos complicadas de pele e mucosas. &#8220;Contudo, o crescente uso desses antimicrobianos pode levar ao surgimento de novos subclones [variantes] de Sarm associados a comunidades que são resistentes a muitas drogas&#8221;, escrevem os cientistas.</p>
<hr style="font-size: 78%" noshade="noshade" /><span>  Com Reuters</span></p>
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