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	<title>Blog do Favre &#187; apartamentos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Imóvel popular lidera vendas em feira de SP</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos fazem parte do Minha Casa, Minha Vida


Paulo Justus, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP
Mais de R$ 300 milhões foram concedidos em financiamento nos quatro dias do Salão Imobiliário São Paulo, encerrado ontem. O evento atraiu 60 mil pessoas ao Parque de Exposições do Anhembi, na capital paulista. &#8220;Mostramos que se consolidou um processo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Muitos fazem parte do Minha Casa, Minha Vida</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-13896" title="Casa_propria3" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Casa_propria3.jpg" alt="Casa_propria3" width="555" height="555" /><br />
</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paulo Justus, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Mais de R$ 300 milhões foram concedidos em financiamento nos quatro dias do Salão Imobiliário São Paulo, encerrado ontem. O evento atraiu 60 mil pessoas ao Parque de Exposições do Anhembi, na capital paulista. &#8220;Mostramos que se consolidou um processo de retomada da atividade econômica&#8221;, diz Eduardo Sanovicz, organizador do evento.</p>
<p>A presença de imóveis populares foi a principal diferença em relação à última edição do evento. Das 100 mil habitações postas à venda, 48% se enquadravam no programa Minha Casa, Minha Vida, que facilita a compra de imóveis novos de até R$ 130 mil na capital paulista.</p>
<p>O novo perfil de renda se refletiu nos financiamentos concedidos pela Caixa. Até a tarde de ontem, o banco contratou R$ 145 milhões, para 1.114 pessoas. Desse total, R$ 83 milhões (813 contratos) foram para imóveis do Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>A Brookfield Incorporações montou um estande apenas para esses produtos. &#8220;Vendemos todas as 180 unidades que tínhamos disponíveis para o Minha Casa, Minha Vida&#8221;, diz Fernando Rodrigues, diretor de vendas da Fernandez Mera, braço comercial da Brookfield.</p>
<p>Mas as habitações de médio e alto padrões também tiveram um bom desempenho. &#8220;A demanda por financiamentos até R$ 500 mil surpreendeu&#8221;, diz o gerente de divisão da Nossa Caixa, Alcestes Rebêlo Junior. O banco concedeu R$ 53 milhões em financiamentos e superou em 90% o volume do ano passado. Já o Banco do Brasil, no mesmo estande, financiou R$ 60 milhões, o dobro de 2008. &#8220;Concedemos crédito para vários perfis de renda&#8221;, diz Sergio Augusto Kurovski, gerente de financiamentos do banco.</p>
<p>Praticamente todos os números do salão superaram os resultados do ano passado. Em 2008, o evento teve 50 mil visitantes e 35 mil imóveis à venda. A única redução foi a área ocupada pelos estandes, que foi 30% menor nesse ano. &#8220;Isso se justifica pelas fusões que o setor imobiliário passou e pelo menor número de lançamentos após a crise&#8221;, diz Sanovicz.</p>
<p>Para Leila Ferreira, gerente de parcerias da administradora de consórcios Embracon, a falta de opções para a classe média ajudou nas vendas. &#8220;Vendemos o dobro do ano passado. Foram 200 cartas de crédito, num total de R$ 15 milhões.&#8221;</p>
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		<title>Salão imobiliário em SP terá 100 mil unidades à venda</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 13:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A metade se encaixa no perfil do programa Minha Casa, Minha Vida


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Começa hoje com cerca de 100 mil imóveis ofertados a quarta edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O evento segue até domingo.
Estarão à venda unidades de todos os padrões, mas o foco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A metade se encaixa no perfil do programa Minha Casa, Minha Vida</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-13732" title="minhacasa" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/minhacasa1.jpg" alt="minhacasa" width="350" height="260" /><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</span></h2>
<p>Começa hoje com cerca de 100 mil imóveis ofertados a quarta edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O evento segue até domingo.<br />
Estarão à venda unidades de todos os padrões, mas o foco do Salão neste ano está nos segmentos econômico e supereconômico, com valores de R$ 52 mil a R$ 130 mil, segundo Mauro Pincherle, diretor do Secovi-SP.<br />
Dos imóveis oferecidos, 48% se encaixam no perfil do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para famílias com renda de até dez salários mínimos.<br />
&#8220;As condições de compra estão muito boas&#8221;, disse Pincherle. De acordo com o Secovi-SP, devem ser liberados neste ano R$ 50 bilhões em crédito imobiliário, ante R$ 40,6 bilhões no ano passado.<br />
O Salão terá 270 empresas expositoras. &#8220;Além disso, temos bancos oferecendo condições especiais de financiamento&#8221;, disse Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que realiza o Salão junto com o Secovi-SP.<br />
Para ter entrada gratuita no Salão, o visitante deve fazer seu credenciamento pelo site www.sisp.com.br. Sem o credenciamento pela internet, são cobrados R$ 15.<br />
(PAULO DE ARAUJO)</p>
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		<title>Bancos já projetam &#8221;boom&#8221; no crédito imobiliário e as empresas se adaptam para a baixa renda</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 13:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para executivos, queda dos juros e legislação que protege o credor farão negócio finalmente deslanchar
&#160;
Leandro Modé &#8211; O Estado SP
&#160;
O otimismo dos profissionais que trabalham com crédito imobiliário beira a euforia. Depois de décadas de desempenho errático, que deixaram o Brasil na lanterna do ranking que mede a relação entre esses financiamentos e o Produto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para executivos, queda dos juros e legislação que protege o credor farão negócio finalmente deslanchar</strong></p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Leandro Modé &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>O otimismo dos profissionais que trabalham com crédito imobiliário beira a euforia. Depois de décadas de desempenho errático, que deixaram o Brasil na lanterna do ranking que mede a relação entre esses financiamentos e o Produto Interno Bruto (PIB), a maioria deles não tem dúvidas: agora, o negócio vai deslanchar.&#8221;Os astros finalmente se alinharam. Nunca tivemos uma combinação como a atual&#8221;, diz o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Grupo Santander Brasil, José Roberto Machado. &#8220;O boom imobiliário mundial dos últimos anos começa agora a acontecer no Brasil&#8221;, completa o consultor técnico da vice-presidência da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Resende.</p>
<p>São basicamente duas as razões que explicam o bom humor dos executivos. A queda da taxa básica de juros (Selic) para níveis historicamente baixos, que encontrou terreno fértil graças à melhora das leis que regulamentam o crédito imobiliário, a partir de 2004. Entre outros pontos, a legislação facilitou a retomada de imóveis com prestações em atraso.</p>
<p>Devem-se somar a esses fatores as perspectivas para financiamento de imóveis voltados para a baixa renda no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. &#8220;Estamos preparados para atender a todas as faixas de renda&#8221;, afirma o superintendente executivo do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, Cláudio Borges. &#8220;A baixa renda é onde está a demanda.&#8221;</p>
<p>Segundo especialistas, o déficit habitacional no Brasil está em 8 milhões de unidades e aumenta a cada ano por causa do crescimento vegetativo.</p>
<p>Algumas movimentações recentes no mercado dão pistas do que deve ocorrer nos próximos meses e anos. No início de agosto, por exemplo, a Equity International, que pertence ao bilionário americano Sam Zell, anunciou a intenção de abrir uma empresa de crédito imobiliário no Brasil. Procurada pelo Estado, a companhia não se manifestou.</p>
<p>Desde que o Banco Santander divulgou oficialmente que fará uma oferta pública de ações (OPA) no Brasil, analistas especulam sobre o destino que será dado ao dinheiro obtido na operação, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho &amp; Associados, não tem dúvidas. &#8220;O banco aplicará os recursos no mercado imobiliário, onde tem experiência internacional&#8221;, afirma.</p>
<p>Machado não comenta a especulação, mas deixa claro que o apetite do Santander no segmento é realmente grande. &#8220;Com ou sem OPA, vamos trabalhar para o banco crescer na área&#8221;, diz. &#8220;O Santander gosta de crédito imobiliário.&#8221;</p>
<p>Segundo os executivos, um dos maiores atrativos desse tipo de financiamento é a possibilidade de fidelizar o cliente. Ao longo de 20, 30 anos, o correntista acaba adquirindo outros produtos, como cartão de crédito, seguro de vida, etc.</p>
<p>Outra razão é o baixo índice de inadimplência. &#8220;Com a alienação fiduciária (mecanismo implementado no Brasil em 2004), o mutuário que deixa de pagar três prestações perde o imóvel&#8221;, explica o vice-presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Rogério Caffarelli. &#8220;Por isso, todos se viram e acabam dando um jeito de manter o pagamento. Aqui, esse índice está perto de zero.&#8221;</p>
<p>Embora seja uma instituição com mais de 200 anos de história, o BB é um novato em crédito imobiliário. Foi autorizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a atuar no segmento apenas em maio do ano passado. O primeiro produto da área para pessoas físicas saiu do forno há exatamente um ano e, para empresas, em dezembro.</p>
<p>Um dos desafios que o mercado brasileiro ainda não resolveu diz respeito à fonte de recursos. Hoje, 96% do estoque de crédito imobiliário (R$ 74 bilhões) vem da poupança, no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O restante é oriundo de capital próprio dos bancos e de instrumentos financeiros como Letras Hipotecárias e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).</p>
<p>Por lei, os bancos brasileiros devem direcionar 65% dos depósitos da caderneta para financiar imóveis. &#8220;A maioria das instituições já está com a exigibilidade cumprida&#8221;, observa o diretor de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa. &#8220;A perspectiva de crescimento maior (do segmento) passa pela busca de outras fontes de recursos.&#8221;</p>
<p><strong>SECURITIZAÇÃO</strong></p>
<p>Na semana passada, um passo decisivo foi dado nesse sentido, segundo o diretor da Brazilian Securities, Fabio Nogueira. A Câmara aprovou a Medida Provisória 460, que, entre outros pontos, autorizou a criação de fundos de investimento que tenham na carteira CRIs. &#8220;Há 10 anos, esperávamos por esse momento&#8221;, comemora.</p>
<p>A empresa de Nogueira é uma securitizadora. Em outras palavras, cria produtos financeiros a partir de obrigações de crédito. Exemplo prático: pega diversos financiamentos originados por uma varejista, os empacota e vende para investidores dispostos a correr o risco.</p>
<p>Se o presidente Lula assinar a MP, companhias como a Brazilian Securities poderão criar fundos de CRIs. &#8220;Será uma opção ideal para pessoas que buscarão diversificar seus investimentos em meio à queda da taxa de juro&#8221;, afirma.</p>
<h3><font size="5">Refinanciamento está entre as novidades</font></h3>
<p>Cliente pode levantar recursos dando casa como garantia</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>O cuidado com que executivos de bancos tratam as novidades que estão sendo preparadas no crédito imobiliário comprova a mudança de status da área nos últimos tempos. &#8220;Há surpresas, mas não posso divulgá-las ainda&#8221;, despista o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Grupo Santander Brasil, José Roberto Machado.Há não muitos anos, praticamente não havia variações nos produtos oferecidos aos clientes nem nas taxas cobradas. Hoje, os bancos disputam a paternidade de novas modalidades de financiamento, como a que tem juro prefixado, e brigam para oferecer a menor taxa do mercado.</p>
<p>&#8220;Tínhamos a mais baixa, de 8,4% mais TR (taxa referencial), mas aí veio a Caixa e baixou a dela para um pouco menos&#8221;, diz o vice-presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli. De fato, a Caixa Econômica Federal cobra hoje 8,2% ao ano mais TR.</p>
<p>A maior segurança para as instituições recuperarem imóveis de clientes inadimplentes e a queda da taxa básica de juros para menos de 10% ao ano (hoje está em 8,75%) têm estimulado até a criação de produtos derivados do crédito imobiliário.</p>
<p>É o caso do Crédito Casa, lançado pelo HSBC no fim de julho. Trata-se de uma linha que permite ao cliente levantar um empréstimo dando o imóvel como garantia. O juro cobrado é de 1,42% ao mês (fixo) e os recursos são do próprio banco, ou seja, nada têm a ver com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O Grupo Santander também tem na prateleira um produto semelhante.</p>
<p>O uso exagerado de uma modalidade de crédito semelhante a essa esteve na origem da crise financeira dos Estados Unidos, que arrastou o resto do mundo a partir do segundo semestre do ano passado. Milhões de americanos refinanciaram suas hipotecas para conseguir dinheiro e gastá-lo com consumo.</p>
<p>Quando os juros básicos começaram a subir para impedir a escalada da inflação, muitos clientes ficaram inadimplentes. Os imóveis foram devolvidos, mas, como valiam menos do que quando as hipotecas foram feitas, os bancos tiveram rombos enormes. A situação chegou a tal ponto que, como se sabe, muitas instituições tiveram de ser socorridas pelo governo.</p>
<p><strong>BUROCRACIA</strong></p>
<p>Um dos problemas que os brasileiros ainda enfrentam &#8211; e devem continuar enfrentando &#8211; é a burocracia na hora de obter um financiamento imobiliário. &#8220;No Brasil, não existe registro único de um imóvel no cartório&#8221;, exemplifica diretor de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa.</p>
<p>&#8220;Por essas e outras questões, não conseguimos ter velocidade na aprovação&#8221;, justifica. Segundo Barbosa, no melhor cenário possível, o banco conseguiu liberar financiamentos em 12 dias. &#8220;Mas a média é mais alta&#8221;, reconhece.</p>
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		<title>Prestação &#8221;que cabe no bolso&#8221; faz mercado imobiliário reagir à crise. Demanda da população de baixa renda leva ao crescimento das vendas, que pode chegar a 100% no 2.º trimestre</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 13:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Raquel Landim &#8211; O Estado SP
O mercado imobiliário brasileiro está se recuperando da crise, impulsionado pela demanda da população de baixa renda. As grandes incorporadoras relatam aumentos significativos nas vendas de casas e apartamentos no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro. As taxas de crescimento variam de 10% a quase 100%, conforme os [...]]]></description>
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<p>Raquel Landim &#8211; O Estado SP</p>
<p>O mercado imobiliário brasileiro está se recuperando da crise, impulsionado pela demanda da população de baixa renda. As grandes incorporadoras relatam aumentos significativos nas vendas de casas e apartamentos no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro. As taxas de crescimento variam de 10% a quase 100%, conforme os resultados prévios dos balanços das empresas.</p>
<p>Uma conjunção de fatores colabora para a retomada. Com a queda da taxa de juros e a volta do crédito, as incorporadoras recobram o fôlego financeiro para tocar as obras. Os clientes ficaram mais confiantes, ao perceberem que não vão perder o emprego e sua renda foi preservada, apesar da crise. As vantagens oferecidas pelo programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; também aquecem as vendas.</p>
<p>&#8220;O que oferecem hoje para a classe baixa não é o preço do imóvel, mas da prestação&#8221;, disse Marcos Levy, sócio da consultoria Sapiens. O fenômeno é similar ao que ocorreu nos eletrodomésticos e carros. Nos imóveis, os prazos eram longos, mas os preços continuavam salgados. A queda dos juros e os subsídios do programa do governo permitiram às empresas fixarem prestações que cabem no bolso da população pobre.</p>
<p>Mas a situação do mercado imobiliário hoje é diferente da euforia de 2007 e 2008. As empresas reduziram os lançamentos de imóveis, com quedas de mais de 50% em relação ao ano passado, e se dedicaram a vender o que já havia sido planejado. A estratégia foi bem-sucedida e os níveis de estoques (imóveis já anunciados, mas não vendidos) baixaram. Os empresários acreditam na volta dos lançamentos no segundo semestre, embora em ritmo lento.</p>
<p>Os investidores já perceberam que a recuperação é consistente. Depois de cair 43% entre 15 de setembro e 1º de janeiro, o Imob, índice que reúne as ações das principais incorporadoras do País, subiu 123% de janeiro até 1º de agosto, acima da alta de 49% do Ibovespa no período.</p>
<p>Celso Petruci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi), contou que, em outubro, no auge da crise, seriam necessários 20 meses para vender todos os imóveis disponíveis em São Paulo. Em maio, com a melhora nas vendas, eram 9 meses. A entidade acredita que o desempenho de 2009 será similar ao de 2006, quando foram vendidos 28,6 mil imóveis na cidade.</p>
<p>As vendas de imóveis usados ultrapassaram o nível pré-crise e continuam subindo. Conforme o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), em junho, a alta foi de 31% sobre igual mês de 2008. &#8220;A demanda não encolheu. As vendas de imóveis novos caíram porque faltou crédito&#8221;, disse o presidente da entidade, Augusto Viana.</p>
<p>O motor da recuperação do mercado imobiliário é a população de baixa renda, que foi em busca do sonho da casa própria, com a ajuda do governo federal. A meta do &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; é construir 1 milhão de casas populares, uma promessa de forte apelo para as eleições de 2010. Concebido com a ajuda dos empresários, o plano oferece condições de crédito e subsídios diretos ao consumidor bastante vantajosos.</p>
<p>Nas contas de Carlos Trostli, CEO (diretor-geral) da incorporadora Tenda, os subsídios garantem queda de quase 30% na prestação. No segundo trimestre, as vendas da Tenda alcançaram R$ 367 milhões, 45% acima do primeiro. Cerca de 90% são imóveis com preço inferior a R$ 130 mil, que se encaixam no &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;.</p>
<p>Eduardo Gorayeb, diretor-presidente da Rodobens, acredita que o programa é &#8220;irreversível&#8221;, porque &#8220;fala a linguagem&#8221; da classe baixa, ao garantir um seguro que cobre a prestação por três anos se a pessoa for demitida, um dos principais temores do mutuário.</p>
<p>O problema do programa é a lentidão. Lançado em abril, liberou até agora o financiamento de apenas 215,8 mil imóveis, conforme a Caixa. As vendas das incorporadoras são maiores, porque algumas já possuíam um estoque de imóveis compatível com o programa. Mas poucas empresas trabalham diretamente na baixa renda. Para chegar a 1 milhão de casas, será preciso pisar no acelerador. Mesmo esse número é muito inferior ao déficit habitacional do País, estimado em 8 milhões de moradias.</p>
<p>As incorporadoras também já notam reação do mercado de médio e alto padrões, mas em nível inferior à demanda da baixa renda. Para Wilson Amaral, um termômetro do mercado é a &#8220;velocidade de largada&#8221; das vendas de um empreendimento. Em junho, a Gafisa fez dois lançamentos de imóveis acima de R$ 500 mil cada, e vendeu de 45% a 55% das unidades em três semanas. &#8220;Acima de 30% é um ótimo sinal&#8221;, disse o executivo.</p>
<p>Para Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), apesar da melhora do alto padrão, o mercado imobiliário brasileiro está migrando para o segmento econômico. Ele avalia que os lançamentos de luxo superaram a demanda. &#8220;A euforia deixou os empreendedores meio cegos. Agora têm problemas de liquidez, não pela crise, mas por erro de produto.&#8221;</p>
<p>Em 2007 e 2008, as incorporadoras recorreram pela primeira vez ao mercado de capitais e captaram mais de R$ 20 bilhões. O crédito foi fundamental para o setor, que é de capital intensivo e enfrenta dificuldades históricas de financiamento. Para cumprir as metas com os investidores, as empresas fizeram muitos lançamentos de luxo, nos quais o lucro é alto.</p>
<p>&#8220;O mercado imobiliário iria passar por esse ajuste, mesmo sem a crise internacional. Agora o crescimento é saudável e de longo prazo&#8221;, disse Hugo Marques da Rosa, presidente da Método Engenharia.</p>
<p><font size="5"> </font></p>
<div id="c">
<h3><font size="5">Empresas se adaptam para a baixa renda</font></h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O aquecimento das vendas de imóveis para a baixa renda &#8211; estimulado pelo programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; &#8211; provocou uma reviravolta nos negócios das grandes incorporadoras, que não têm experiência nesse mercado. A Gafisa adquiriu o controle da Tenda. A Cyrela optou por transformar a Living em uma empresa com vida própria. A Rossi criou uma nova marca para o setor econômico, a Rossi Ideal. E a PDV aumentou sua participação na Golfarb para 100%.</p>
<p>&#8220;Acredito que esse movimento voltado para a baixa renda é definitivo. É onde está a demanda, porque concentra 90% do déficit habitacional do País. Os preços médios de vendas das incorporadoras já estão caindo&#8221;, disse Eduardo Silveira, analista do Banco Fator.</p>
<p>&#8220;Ao longo de 20 anos, tentamos inúmeras vezes entrar na baixa renda, mas nunca funcionou&#8221;, reconhece Wilson Amaral, presidente da Gafisa. Em 2006, 100% das vendas da Gafisa eram de imóveis de médio e alto padrões. Este ano, após a compra da Tenda e investimentos próprios, a baixa renda vai chegar a 50% das vendas.</p>
<p>São poucas as empresas do País que já nasceram no segmento econômico, como Tenda ou MRV. A Rodobens, que atua no interior, também está focada no setor desde que abriu capital. As grandes incorporadoras optam por comprar ou criar companhias novas, porque a dinâmica do negócio é completamente diferente.</p>
<p>Alguns exemplos da extensa lista do que muda na vida da empresa ao ir para a baixa renda: o sistema de financiamento é diferente, a busca de terreno é feita na periferia, o nível de padronização do imóvel é maior, o que reduziu a necessidade de arquitetos. Além disso, é preciso buscar fornecedores mais baratos e verticalizar boa parte das operações.</p>
<p>Para o negócio funcionar, também é preciso mudar radicalmente o relacionamento com os clientes. Na Tenda, por exemplo, as vendas são feitas em estandes nas obras, mas em lojas, onde os clientes recebem uma consultoria do que comprar e como comprar. O sistema está muito próximo a uma loja de varejo, como a Casas Bahia.</p>
<p>&#8220;Antes da abertura de capital, em 2002, só fazíamos alto padrão, por causa da limitação de recursos. Ao crescer, a empresa desceu o mix de produtos&#8221;, conta Luiz Rogelio Tolosa, diretor de relações com investidores da Brookfield. Ele disse que o segmento econômico deve atingir 9% das vendas da empresa ainda este ano.</p></div>
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		<title>Construtoras retomam vendas para classe média</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 14:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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No 2.º trimestre, empresas viram mercado para imóveis acima de R$ 350 mil se recuperar
Chiara Quintão &#8211; O Estado SP
Num momento em que as incorporadoras voltam cada vez mais suas atenções para o segmento de econômico, principalmente por causa do programa habitacional &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, o mercado começa a se deparar também com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/construcao.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/construcao.jpg" width="555" height="416" /></div>
<p><strong>No 2.º trimestre, empresas viram mercado para imóveis acima de R$ 350 mil se recuperar</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Chiara Quintão &#8211; O Estado SP</p>
<p>Num momento em que as incorporadoras voltam cada vez mais suas atenções para o segmento de econômico, principalmente por causa do programa habitacional &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, o mercado começa a se deparar também com o início da retomada da demanda por imóveis destinados às faixas de renda média e média-alta. Essa tendência já aparece no desempenho, no segundo trimestre, das vendas contratadas de incorporadoras que não têm foco nas faixas de renda contempladas no pacote e que já divulgaram prévias operacionais.</p>
<p>Um dos principais estímulos para a demanda de unidades pelo segmento médio foi a ampliação do limite do valor máximo do imóvel a ser financiado com recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 350 mil para R$ 500 mil. &#8220;A velocidade de vendas de imóveis na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil aumentou no segundo trimestre&#8221;, afirma o diretor Comercial da Tecnisa, Douglas Duarte.</p>
<p>A melhora do cenário macroeconômico também contribui para a tomada de decisão de compra pelos consumidores. &#8220;As empresas pararam de demitir e estão percebendo a necessidade de começar a admitir de novo&#8221;, diz Duarte. No segundo trimestre, as vendas contratadas da Tecnisa somaram R$ 298,5 milhões (parte da companhia), 10% a menos que no mesmo período do ano passado, mas 10% acima do valor vendido no primeiro trimestre. A Tecnisa lançou R$ 40,5 milhões no trimestre, cifra 86,6% menor que a do mesmo intervalo de 2008. Os estoques responderam por 93% das vendas.</p>
<p>&#8220;Houve impacto positivo da ampliação do limite do financiamento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e do FGTS. Não temos visto postergação da decisão de compra&#8221;, afirma o diretor executivo de Investimentos da Brookfield Incorporações, Alessandro Vedrossi. A Brookfield registrou vendas contratadas de R$ 568,5 milhões no segundo trimestre, 77% a mais que no mesmo período do ano passado e 86% maiores que as do primeiro trimestre. Do total, o segmento residencial foi responsável por R$ 387 milhões, e o de escritórios, por R$ 181 milhões.</p>
<p>No segmento econômico (imóveis residenciais até R$ 130 mil), a Brookfield vendeu R$ 13,9 milhões, 37% a menos que no segundo trimestre de 2008. Na faixa de renda média-baixa (R$ 130 mil a R$ 350 mil), as vendas cresceram 80%, para R$ 188,3 milhões. No segmento médio (R$ 350 mil a R$ 500 mil), houve expansão de 17%, para 44,1 milhões. Na classe média-alta (R$ 500 mil a R$ 1 milhão), as vendas caíram 24%, para 54,2 milhões. Na alta renda (acima de R$ 1 milhão), o aumento foi de 61%, para 79,3 milhões. A companhia lançou R$ 587,5 milhões no segundo trimestre, sendo R$ 351,3 milhões para o segmento residencial, com todas as unidades até R$ 500 mil.</p>
<p><strong>CONDOMÍNIOS-CLUBE</strong></p>
<p>A Even Construtora e Incorporadora registrou vendas contratadas de R$ 252,9 milhões no segundo trimestre (parte da companhia), 100,8% a mais que no primeiro trimestre. Do total, R$ 99,5 milhões foram vendas de lançamentos do próprio trimestre e R$ 153,4 milhões de estoques. Os segmentos médio, médio-alto e alto responderam por 82% das vendas de estoque. &#8220;No primeiro trimestre, houve retração por parte da média e média-alta renda, pois o consumidor estava receoso de perder o emprego&#8221;, diz o diretor de Incorporação da Even, João Azevedo.</p>
<p>Com a ampliação do financiamento com recursos da poupança e do FGTS, a demanda foi retomada por unidades de R$ 350 mil a R$ 500 mil, principalmente de condomínios-clube, de acordo com Azevedo. A Even não fez lançamentos nessa faixa no segundo trimestre, dando prioridade à venda de estoques, mas pretende lançar projetos para o médio padrão no terceiro trimestre. Dos seis lançamentos da Even no segundo trimestre, quatro foram no segmento econômico (até R$ 200 mil) e dois na faixa média-alta.</p>
<p>A EZ Tec, que atua em todas as faixas de renda, com foco em empreendimentos para média e média-alta renda, vendeu R$ 243,5 milhões no segundo trimestre, 70,6% a mais que no mesmo período do ano passado. Do total vendido, a maior parte se concentrou no segmento comercial, cujas vendas foram impulsionadas pelo lançamento, em maio, do Capital Corporate Office, maior projeto que a EZ Tec já desenvolveu. No trimestre, a companhia lançou também um projeto residencial de alto padrão, com valor médio das unidades de R$ 1,4 milhão. Segundo o vice-presidente e diretor de Incorporação da EZ Tec, Silvio Zarzur, houve retomada da demanda por unidades de médio e alto padrão desde o início do ano.<br />
<strong><br />
NÚMEROS</strong></p>
<p>R$ 500 mil é o novo valor máximo dos imóveis a serem financiados com uso do FGTS, uma das razões para o aumento das vendas no segmento</p>
<p>61% foi o aumento das vendas dos imóveis acima de R$ 1 milhão da Brookfield</p>
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		<title>Medidas do governo beneficiam classe média</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imóveis: Construtoras apontam aumento do teto de uso do FGTS e a correção de financiamentos pela tabela Price
Claudio Belli/Valor

 Henry Borenstein, vice-presidente da Helbor, afirma: &#8220;Queda das taxas de juros e o aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil impulsiona o setor&#8221; 
&#160;
Daniela D&#8217;Ambrosio, de São Paulo &#8211; VALOR
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Imóveis: Construtoras apontam aumento do teto de uso do FGTS e a correção de financiamentos pela tabela Price</strong></font></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Claudio Belli/Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002293/imagens/foto06emp-imovdeis-b6.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Henry Borenstein, vice-presidente da Helbor, afirma: &#8220;Queda das taxas de juros e o aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil impulsiona o setor&#8221; </em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniela D&#8217;Ambrosio, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O foco e os subsídios mais generosos do programa Minha Casa, Minha Vida estão voltados para as famílias de baixa renda. Isso é fato. Mas a Medida Provisória 459, que criou o pacote habitacional &#8211; já passou pela Câmara e pelo Senado e está prevista para ser sancionada pelo presidente até quinta-feira &#8211; traz vantagens igualmente importantes para a classe média e até média alta. Com um empurrão providencial da queda das taxas de juros, a expectativa é que haja um avanço no mercado imobiliário como um todo. &#8220;A classe média vai pegar carona nos benefícios do plano habitacional do governo&#8221;, afirma Ubirajara Freitas, diretor-geral da Cyrela.</p>
<p>Pelo menos duas medidas começam a surtir efeito. As incorporadoras e construtoras já sentem um aumento nas vendas por conta da possibilidade do uso do FGTS para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil &#8211; contra o teto anterior de R$ 350 mil. Outra medida incluída pelos parlamentares de última hora, a volta da Tabela Price (sistema de financiamento pré-fixado) teve aceitação quase unânime pelo setor.</p>
<p>A vantagem da Tabela Price, segundo os incorporadores, está no fato de o sistema começar com uma prestação menor do que a SAC (sistema de amortização constante). Como, no Brasil, a conta que se faz é se a prestação cabe no bolso, muita gente saía desencorajada ou simplesmente não conseguia se enquadrar nas tabelas SAC e Sacre (sistema de amortização crescente), cujas prestações diminuem com o tempo. (ver texto abaixo).</p>
<p>&#8220;A Price atinge um nível de comprometimento de renda menor, de quem antes não conseguia aprovação, e também viabiliza o financiamento de imóveis de maior valor&#8221;, afirma Ademar Larine, presidente da Credipronto, joint venture entre o Itaú e a imobiliária Lopes. A Credipronto não adota o sistema Price, mas tem intenção de incorporá-lo assim que a lei for sancionada. Para Freitas, da Cyrela, o sistema Price amplia o uso de potenciais compradores de forma expressiva. &#8220;É uma mudança importantíssima para o setor&#8221;, confirma o diretor do do Sinduscon, Sérgio Porto.</p>
<p>A Caixa Econômica Federal -principal agente financeiro do setor imobiliário &#8211; ainda não usa o sistema Price, modelo de financiamento adotado em vários países. Em 2008, a CEF respondeu por 72% das unidades habitacionais financiadas no país, mas este ano, após a crise, a carteira imobiliária do banco cresceu para 85% das unidades financiadas no país. Boa parte dos bancos privados dispõe desse modelo de cobrança, mas há os que preferem não adotá-lo por conta de possíveis questionamentos jurídicos.</p>
<p>Trata-se, porém, de um diferencial importante. A incorporadora Even deixou de fechar o financiamento com um banco que não tinha tabela Price por outro que trabalha com o sistema. &#8220;Preferimos a tabela Price, que vai no limite da renda e traz um público maior&#8221;, diz Dany Muskat, diretor de relações com investidores da Even. &#8220;Para nós, quanto mais oferta de financiamento imobiliário houver na prateleira, melhor&#8221;, diz Luiz Rogélio Tolosa, diretor de relações com investidores da Brookfield, antiga Brascan que adotou o nome da controladora canadense.</p>
<p>A classe média se financia, em grande parte, pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina 65% dos recursos da poupança para o financiamento habitacional. De um lado, com a queda das taxas de juros, a poupança deve receber mais recursos e drenar mais dinheiro para o setor. De outro, novas modalidades de crédito devem fomentar a trajetória ascendente do crédito imobiliário. A expectativa este ano é que o volume de contratações chegue perto de R$ 30 bilhões, ante R$ 23,3 bilhões no ano passado e R$ 15,2 bilhões em 2007.</p>
<p>A MP também prevê o fim da venda casada de seguro e financiamento imobiliário &#8211; um avanço importante para o setor. Os bancos estão obrigados a oferecer aos clientes apólices de mais de uma seguradora e caberá aos clientes escolher a alternativa mais vantajosa. O Conselho Monetário Nacional está para aprovar a nova regulamentação dos seguros vinculados a financiamentos. Na avaliação de João Crestana, presidente do Secovi, a medida é positiva principalmente porque o seguro chega a representar 30% do valor do financiamento, dependendo da idade. &#8220;Com a concorrência, certamente o preço vai cair&#8221;, diz.</p>
<p>A desburocratização da Caixa Econômica Federal &#8211; uma das promessas mais questionadas do plano habitacional &#8211; e dos cartórios deve chegar à classe média, mas a médio prazo. É consenso entre os profissionais do setor que a mudança não acontece em um espaço curto de tempo. Na opinião de Crestana, o efeito começa a ser sentido daqui a um ou dois anos.</p>
<p>&#8220;Se a Caixa não terceirizar ou procurar outras alternativas, vai se afogar&#8221;, diz Sérgio Porto, do Sinduscon. &#8220;Só quem precisa aprovar um projeto na Caixa sabe o quanto é moroso e complicado&#8221;, acrescenta Porto, dono de uma construtora em São José dos Campos. &#8220;Foi só dizer que o trabalho aumentaria que os funcionários entraram em greve&#8221;, diz um executivo do mercado, que também defende a terceirização ou o repasse aos bancos privados.</p>
<p>Essas medidas &#8211; sejam as mais imediatas ou mais demoradas &#8211; somadas à queda das taxas de juros e a retomada da confiança do comprador já repercutem nas vendas para a classe média. Mais otimistas, os incorporadores voltam a fazer lançamentos. Os imóveis acima da faixa mais alta do Minha Casa, MInha Vida (que vai até R$ 130 mil em São Paulo) &#8211; entre R$ 150 mil e R$ 300 mil &#8211; são os mais demandados. Quanto mais no &#8220;miolo&#8221; da classe média, melhor a resposta em vendas- aliás, há empreendimentos que já repetem os tempos de bonança do mercado.</p>
<p>Com isso, as empresas que não se enquadram no programa e não tiveram um reconhecimento rápido do mercado acionário por não estarem vinculadas à baixa renda, começam a ter bons resultados também. A Helbor lançou um residencial na região da Freguesia do Ó e do Bairro do Limão, na cidade de São Paulo, com 168 apartamentos de 2 e 3 dormitórios, com preço médio de R$ 180 mil. Vendeu tudo em uma semana. Lançou um segundo produto na Freguesia do Ó e está com 40% do empreendimento vendido.</p>
<p>&#8220;A queda das taxas de juros e o aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil está impulsionando o setor&#8221;, afirma Henry Borenstein, vice-presidente executivo da Helbor.</p>
<p>A Even lançou um empreendimento na Vila Guilherme, com 155 unidades de aproximadamente R$ 190 mil. Segundo a empresa, o produto foi totalmente vendido em 12 horas. A empresa vendeu quase 100% de um prédio na Vila Ema, com preço de R$ 150 mil.</p>
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		<title>Para a população não há terreno na cidade, proclama Kassab. Para a especulação, sim!</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;É difícil encontrar terrenos disponíveis na região&#8221;, a resposta de Kassab a falta de investimentos em creches na região sul da cidade (ver artigo do AGORA no post precedente) segue uma aparente &#8220;norma&#8221; padrão da &#8220;gestão&#8221; do prefeito.
Foi assim também para justificar a recusa em apoiar o programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; na cidade, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;É difícil encontrar terrenos disponíveis na região&#8221;</strong>, a resposta de Kassab a falta de investimentos em creches na região sul da cidade (ver artigo do <strong>AGORA</strong> no post precedente) segue uma aparente &#8220;norma&#8221; padrão da &#8220;gestão&#8221; do prefeito.</em></p>
<p><em>Foi assim também para justificar a recusa em apoiar o programa <strong>&#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;</strong> na cidade, por &#8220;falta de terrenos&#8221;.</em></p>
<p><em>Quando este argumento foi avançado mostrei que Kassab poderia começar utilizando os terrenos que pretendia desapropriar para o projeto da Nova Luz e construir na região moradias, pois ele só previa 170 apartamentos (em contradição com o Plano Diretor aprovado por Marta e que destina uma boa parcela para habitação popular em cada operação urbana).</em></p>
<p><em>Na votação do projeto o vereador Donato fez aprovar uma ampliação do espaço para moradia e a &#8220;gestão&#8221; aceitou aumentar para 1.000 famílias os apartamentos previstos. <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/gestao-kassab-um-primeiro-recuo-sobre-moradia-popular-na-nova-luz/" title="“Gestão” Kassab: um primeiro recuo sobre moradia popular na Nova Luz" rel="bookmark">“Gestão” Kassab: um primeiro recuo sobre moradia popular na Nova Luz</a></em></p>
<p><em>Acontece que um dos objetivos de Kassab para mudar o Plano Diretor da Marta é desobrigar os projetos urbanísticos da exigência de moradias populares no local, podendo compensar isto em outras regiões. Com isto a especulação imobiliária poderá se apropriar de regiões inteiras com potencial especulativo e as populações pobres expulsas cada vez mais longe, nas periferias.</em></p>
<p><em>Coube a jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal <strong>VALOR</strong>, mostrar o que visava Kassab com a elaboração de um novo Plano Diretor:</em></p>
<p><strong><em>&#8220;O projeto de Kassab sugere que essas habitações populares possam ser construídas em outras áreas a critério do Executivo. Não é preciso ser um gênio do setor imobiliário para se concluir que essas moradias serão deslocadas cada vez mais para a periferia desprovida de infra-estrutura urbana.</em></strong></p>
<p><strong><em>As mudanças caem como uma luva nos projetos da chamada Cracolândia, região central que sucessivas administrações municipais tentam, sem sucesso, revitalizar. O atual plano diretor abre espaço para que os cortiços verticais que proliferam naquela região possam vir a ser reformados para moradia popular. Apesar de intensamente edificada, a região central de São Paulo tem uma das menores densidades demográficas da cidade.</em></strong></p>
<p><em><strong>A gestão Gilberto Kassab foi pouco operante na fixação dessa população de baixa renda, que vive dos serviços gerados pelo centro (engraxates, garçons, contínuos, vigias, faxineiras, prostitutas, ambulantes e biscateiros). Se as mudanças no Plano Diretor tão ansiadas pelo setor imobiliário e hoje embaladas pelo discurso de um Estado ativo na reação à crise econômica, vingarem, a cidade terá uma periferia cada vez mais inchada à espera da sempre defasada expansão da rede de transporte coletivo.&#8221;</strong> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-rei-nu/" rel="bookmark" title="Permanent Link: O rei nu ou a fábula do prefeito II">O rei nu ou a fábula do prefeito II</a></em></p>
<p><em>Este aspecto central do plano de Kassab em favor da especulação imobiliária foi deixado propositalmente fora do conhecimento da opinião pública e raros foram os jornais que abordando os projetos sucessivos sobre a Cracolândia (que já levam quase seis anos sem sair do papel), mostrassem o que visava o &#8220;esquecimento&#8221; das moradias na região central.</em></p>
<p><em>Hoje coube ao <strong>Estadão</strong> fornecer maior claridade neste assunto, mostrando que pelo Plano Diretor da Marta na região central deveriam ser contempladas habitações para 600.000 famílias, uma boa parte portanto deveria estar incluída no projeto da Nova Luz e por enquanto não estão.</em></p>
<p><em>Ou seja o novo Plano Diretor de Kassab e a Nova Luz prevista, têm o comum denominador exposto pela jornalista do <strong>VALOR</strong>: afastar a população pobre do Centro da cidade e do direito à moradia. </em></p>
<p><em>É para ela &#8220;que não existem terrenos&#8221;. Mas sobrarão para a especulação imobiliária. LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/nick_henderson_lupa.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/nick_henderson_lupa.jpg" /></div>
<p><strong><br />
A seguir o artigo do jornal O Estado SP</strong></p>
<p><strong><br />
<font size="5">Prefeitura terá de investir R$ 17 mil por casa popular</font></strong></p>
<p><font size="4"><strong>Cálculo faz parte de estudo encomendado pela Prefeitura; os 3,6 milhões de m² da região central comportam 600 mil moradores</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP</p>
<p>Cada moradia nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), regiões da cidade que o Plano Diretor Estratégico (PDE) definiu como locais destinados a habitações para população de baixa renda, deve demandar subsídios entre R$ 16 mil e R$ 17,3 mil. Nos 3,6 milhões de metros quadrados que vão receber esse tipo de habitação na região central, cabem 600 mil moradores &#8211; 364,8 mil com renda até seis salários mínimos e 235,9 mil com renda entre 6 e 15 salários mínimos.</p>
<p>Os dados são do estudo encomendado pela Prefeitura à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Governo do Estado para subsidiar decisões de políticas públicas. Ontem, o Estado publicou que cálculos feitos no mesmo estudo apontam que a estrutura da cidade ainda tem capacidade para suportar, sem transtornos ao trânsito ou consequências ambientais, a construção de mais 23 milhões de metros quadrados nos próximos três anos.</p>
<p>Nos cálculos destinados à habitação popular, foram levadas em consideração somente as chamadas Zeis-3, que preveem parcerias com incorporadores imobiliários e estão localizadas na região central da cidade. É possível construir nessas áreas 91.205 habitações de interesse social (HIS) e 62.931 habitações de mercado popular (HMP). O Plano Diretor Estratégico define que em uma zona especial deve haver 40% de HIS (que atendam famílias com renda de até 6 salários mínimos), 40% de HMP (famílias com renda entre 6 e 15 salários mínimos) e 20% de uso misto.</p>
<p>Conforme o estudo, para a construção dessas moradias é necessário um subsídio total que varia entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão. &#8220;Deve ainda se considerar a economia que esse tipo de política pode trazer para a cidade, por colocar famílias de áreas distantes em regiões centrais, que têm excelente infraestrutura&#8221;, diz o arquiteto e urbanista Cândido Malta, coordenador do estudo</p>
<p>Ontem, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que aguarda receber oficialmente o estudo. O prefeito defendeu a aplicação do IPTU progressivo sobre imóveis vazios localizados em áreas de Zeis. O projeto foi apresentado na Câmara pelo líder de governo, José Police Neto (PSDB). &#8220;Na verdade ele se antecipou em algo que já foi adotado em outras grandes metrópoles do mundo para não permitir a especulação de espaços vazios&#8221;, disse. Uma das Zeis que o governo pretende adensar &#8211; com mais 8 mil moradores &#8211; é a da Nova Luz, que tem área de 80 mil metros quadrados.</p>
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		<title>Ambiente macro favorece construção</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 17:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa
Daniele Camba &#8211; VALOR
Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" align="left" border="0" /><strong>De Olho na Bolsa</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniele Camba &#8211; VALOR</p>
<p>Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise internacional, esses papéis neste ano registram valorizações relevantes, em parte refletindo o terreno fértil para o setor. No ano até sexta-feira, o Índice Imobiliário (Imob), formado pelas ações de maior liquidez das construtoras, acumula alta de 80,07%, mais do que o dobro da valorização de 36,81% do Índice Bovespa no mesmo período.</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002283/imagens/arte22inv-coluna-d2.gif" align="left" border="0" />Alguns papéis registram altas de mais de 100% neste ano. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tenda, por exemplo, já subiram 221,55%, as ON da MRV se valorizaram 169,71% e as ON da Helbor, 117,95% . Apesar desse desempenho, a expectativa é que os papéis ainda tenham potencial para novos movimentos de alta. &#8220;As ações ainda precisam subir para compensar toda a queda do ano passado; além disso se espera que as construtoras entreguem resultados crescentes neste e nos próximos anos&#8221;, diz o sócio da Polo Capital Marcos Duarte.</p>
<p>Os papéis de construtoras tiveram quedas significativas no ano passado. As ON da Tenda caíram 88,68%, as da MRV se desvalorizaram 74,18% e as da Helbor, 75,80%. As ofertas iniciais (IPOs, em inglês) das construtoras ocorreram nos últimos anos, quando o mercado ainda estava no auge, e a grande maioria a preços altos. Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores dos papéis. No entanto, com a crise, eles se desfizeram em massa desses ativos, embolsaram os ganhos e voltaram para os seus países.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002283/imagens/arte22inv-bolsa-d2.gif" border="0" /></div>
<p>Neste momento em que a crise parece dar uma trégua, mais uma vez são os investidores internacionais que apostam as fichas no cenário promissor das construtoras. &#8220;São eles principalmente que estão comprando as ações, enquanto o brasileiro olhou muito, agiu pouco e agora chupa o dedo vendo o quanto elas já subiram&#8221;, diz Duarte. Ele, no entanto, pegou carona com os estrangeiros e colocou nos fundos da Polo ações de dez construtoras que caíram muito e apresentam boas perspectivas. &#8220;Comprando um leque de papéis, eu acabo diluindo o risco de possíveis perdas&#8221;, diz o gestor. Os fundos da Polo têm hoje entre 4% e 15% do capital social dessas companhias.</p>
<p>Na opinião de Duarte, um dos temores do investidor local é que os ativos, como terrenos e prédios, estejam lançados por valores inflados dentro dos balanços das companhias. No entanto, nos últimos meses, várias construtoras venderam bens pelo valor patrimonial ou acima, o que comprova que os preços nas demonstrações financeiras não eram irreais, explica Duarte.</p>
<p><strong>Juros na veia</strong></p>
<p>Motivos não faltam para imaginar que as construtoras terão anos de crescimento pela frente, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é o recente processo de queda da taxa de juros. Uma boa parte da venda de imóveis depende dos financiamentos imobiliários de longo prazo, que são altamente impactados pela baixa da Selic. &#8220;Um financiamento de 10 anos, com Taxa Referencial (TR) mais 8% ao ano é algo que nunca tinha se visto e hoje já existe&#8221;, lembra o gestor da Polo. O financiamento imobiliário no Brasil ainda é incipiente. Aqui as hipotecas representam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA são 70%, afirma Duarte. Os reflexos positivos do pacote de medidas do governo de estímulo ao setor também já podem ser sentidos, com um aumento de demanda por imóveis, o que deve provocar a continuidade de crescimento da receita das companhias. &#8220;As vendas atuais só irão se refletir integralmente nos balanços das construtoras daqui dois ou três anos, quando os imóveis forem entregues; os bons resultados que as companhias apresentam agora ainda são das vendas feitas anos atrás&#8221;, diz Duarte.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Imóveis: Companhias de pequeno e médio portes crescem com demanda do pacote do governo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 16:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Programa habitacional popular tira construtoras do anonimato
Daniela D&#8217;Ambrosio, de São Paulo &#8211; VALOR
Elas estão longe dos holofotes. Menos conhecidas e sem ações em bolsa, empresas como Cury, Direcional, Mudar e Patrimônio não estão na mira dos analistas e investidores, mas sentem a engrenagem girar na mesma proporção e velocidade que as companhias abertas beneficiadas pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/imoveis-companhias-de-pequeno-e-medio-portes-crescem-com-demanda-do-pacote-do-governo/11975/" rel="attachment wp-att-11975" title="minhacasa3.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/minhacasa3.jpg" alt="minhacasa3.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><font size="5"><strong>Programa habitacional popular tira construtoras do anonimato</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniela D&#8217;Ambrosio, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Elas estão longe dos holofotes. Menos conhecidas e sem ações em bolsa, empresas como Cury, Direcional, Mudar e Patrimônio não estão na mira dos analistas e investidores, mas sentem a engrenagem girar na mesma proporção e velocidade que as companhias abertas beneficiadas pelo programa habitacional do governo. Com mais ou menos tempo de estrada, essas empresas já atuavam na baixa renda &#8211; segmento que ganhou todas as atenções do setor &#8211; e aproveitam a demanda praticamente garantida para ganhar mercado e aumentar a receita.</p>
<p>Assim como as grandes, precisaram sentar e refazer as contas. O cenário preto-e-branco do início do ano ganhou colorido diferente, desafiador até. A Direcional Engenharia, de Minas Gerais, lançou R$ 710 milhões no ano passado e começou o ano planejando ficar no mesmo patamar ou até menos. Já reviu a meta para R$ 1 bilhão. &#8220;O plano pode ser revisto para cima de novo de acordo com a demanda&#8221;, diz Ricardo Ribeiro, membro da segunda geração da família que fundou a empresa há 28 anos.</p>
<p>A Patrimônio, empresa de São Paulo, criada há 14 anos, entrou em 2008 prevendo uma redução de um terço dos lançamentos &#8211; que em 2008 somou R$ 650 milhões. Voltou aos R$ 650 milhões e para 2010, quando imagina que terá mais projetos nesse programa, já fala na ambiciosa cifra de R$ 1 bilhão em lançamentos.</p>
<p>A mais antiga delas, a Cury, também paulista, com 47 anos, muda de dimensão. A empresa, que lançou 4 mil unidades em 2008, já tem 17 mil unidades em processo de aprovação. Fábio Cury aproveita a experiência herdada do pai, já falecido, em programas como a antiga Cohab, e os recentes CDHU e plano PAR (Plano de Arrendamento Residencial) da Caixa para sair na frente. A empresa já assinou carta de intenções com a prefeitura de Guarulhos e com a CEF para o lançamento de 12 mil unidades.</p>
<p>A caçula desse grupo, a carioca Mudar, ganhou fama depois de investir mais de R$ 6 milhões em merchandising no programa do Gugu, no SBT. O empresário Augusto Martinez virou celebridade entre garçons, frentistas e atendentes, e aproveita que a marca ficou conhecida nas classes C e D para vender seus imóveis. Pretende lançar 4 mil unidades este ano, 60% acima do ano passado.</p>
<p>Como as grandes, também encontram desafios &#8211; o maior deles é capital para financiar o crescimento. &#8220;O entrave era e continua sendo capital de giro&#8221;, afirma Martinez, da Mudar, o mais cético em relação ao pacote. &#8220;Para crescer, é preciso de dinheiro e esse gargalo continua porque o financiamento é escasso&#8221;. O subsídio do programa Minha Casa, Minha Vida vai para o comprador do imóvel e não para a construtora. A linha de crédito de R$ 3 bilhões para capital de giro criada no final do ano passado foi modificada por conta da pressão das construtoras, mas o dinheiro ainda não começou a ser liberado.</p>
<p>A burocracia da Caixa também é apontada como um entrave, problema já sinalizado entre as empresas com ação em bolsa, sobretudo após uma greve. &#8220;Embora haja disposição, a Caixa já tinha gargalos e a grande dúvida é como o plano será operacionalizado&#8221;, diz Jorge Yamaniski Filho, dono da Patrimônio. &#8220;A análise dos projetos tem sido demorada&#8221;.</p>
<p>A concorrência com as grandes é acirrada. Mesmo quem só fazia lançamentos eventuais nessa área agora se debruça em projetos populares e já muda completamente a estratégia, como a Rossi Residencial. Mais ágeis e com menos despesas administrativas, essas empresas parecem não se não se intimidar. &#8220;Conhecemos os donos de terrenos em regiões periféricas, o que faz toda a diferença nesse momento&#8221;, diz Cury.</p>
<p>Embora tenham porte médio e pequeno, conseguiram fechar parcerias importantes nos últimos anos. A Cyrela fez uma joint venture e comprou 50% da Cury em julho de 2007. O fundo de private equity Tarpon é dono de 25% da Direcional desde março de 2008.</p>
<p>O crescimento nas vendas deve ter impacto no aumento da estrutura e nos empregos dessas companhias. A Direcional, que não terceiriza a construção e emprega os funcionários das obras, deve sair de 3 mil empregados para até 5 mil no fim do ano. &#8220;A engenharia, que é o mais importante devido à redução de custos e novas tecnologias, vai dobrar de tamanho&#8221;, diz Cury, que hoje emprega 40 engenheiros.</p>
<p>Ao contrário das maiores, essas construtoras estão mais ativas na faixa de até três salários mínimos, que representa 60% do pacote ou R$ 20 bilhões e onde o subsídio para o comprador é praticamente integral. A Cury irá lançar 8 mil unidades. A Direcional já tem um projeto aprovado no Rio e outros dois &#8211; em Belo Horizonte e Brasília &#8211; em análise. A Patrimônio terá quatro projetos, dois já aprovados.</p>
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		<title>Caixa dobra volume de empréstimo habitacional</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 13:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CASA PRÓPRIA

Vânia Cristino &#8211; Correio Braziliense
A Caixa Econômica Federal está imprimindo velocidade de cruzeiro à assinatura dos contratos de financiamento habitacional. Este ano, segundo o vice-presidente da área de governo da instituição, Jorge Hereda, vêm sendo assinados, por dia, 2.700 contratos, com desembolso da ordem de R$ 120 milhões. Até o fim de maio, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CASA PRÓPRIA</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.depositonaweb.com.br/wp-content/uploads/minha-casa-minha-vida-276x300.jpg" alt="http://www.depositonaweb.com.br/wp-content/uploads/minha-casa-minha-vida-276x300.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Vânia Cristino &#8211; Correio Braziliense</p>
<p>A Caixa Econômica Federal está imprimindo velocidade de cruzeiro à assinatura dos contratos de financiamento habitacional. Este ano, segundo o vice-presidente da área de governo da instituição, Jorge Hereda, vêm sendo assinados, por dia, 2.700 contratos, com desembolso da ordem de R$ 120 milhões. Até o fim de maio, a Caixa já tinha na sua carteira mais 270 mil contratos no valor de R$ 13,2 bilhões. É mais do que o dobro dos empréstimos concedidos no mesmo período do ano passado. Até dezembro, com a implementação do programa habitacional do governo, Hereda prevê que a Caixa atinja o recorde de financiamentos da ordem de R$ 30 bilhões.</p>
<p>Segundo Jorge Hereda, a Caixa está preocupada com o impacto ambiental que a construção de centenas de edifícios trará para as cidades. “Esse impacto precisa ser mitigado”, disse durante lançamento do selo Casa Azul para empreendimentos habitacionais sustentáveis, feito ontem pela instituição na presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, assegurou que toda avaliação de crédito feita pela instituição tem como pré-condição o cumprimento da legislação ambiental.</p>
<p>Com o selo Casa Azul, a Caixa pretende premiar as construtoras que conseguirem desenvolver projetos com menor impacto sobre o meio ambiente e que, ao mesmo tempo, elevem o conforto e contribuam para a redução do custo de manutenção da moradia. A adesão ao selo é opcional, mas a Caixa acredita que a proposta será bem recebida pelas construtoras.</p>
<p>Segundo a Caixa, os edifícios consomem 45% da energia disponível, além de 21% da água potável. Eles também são responsáveis por 30% da emissão anual de gases. Para a instituição, qualquer redução nesses níveis resultará em economia para os moradores.</p>
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