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	<title>Blog do Favre &#187; Argentina</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>“Os declaro marido&#8230;e marido”</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 15:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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“Amor vincet omnia”. Ou, na língua de Júlio César, “O amor conquista tudo”. Título da obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 &#8211; 1610), que exibe um Cupido com ar triunfador.
A obra foi pintada para o marquês Vincenzo Giustiniani entre 1602 e 1603. Está no Staatliche Museen, Berlim.
 “Os declaro marido&#8230;e marido”. A frase poderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom: 10px; text-align: center;"><a href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios"><img style="border: 0px none ;" usemap="#blog" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/97_head.gif" alt="" width="554" height="93" /></a></div>
<p><!-- MIOLO COMENTARIO --></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogcaravaggio.jpg" alt="caravggio" width="418" height="571" /><br />
<em>“Amor vincet omnia”. Ou, na língua de Júlio César, “O amor conquista tudo”. Título da obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 &#8211; 1610), que exibe um Cupido com ar triunfador.<br />
A obra foi pintada para o marquês Vincenzo Giustiniani entre 1602 e 1603. Está no Staatliche Museen, Berlim.</em></p>
<p><img class="alignleft" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blog1mao3_03.jpg" alt="mao332a" width="150" height="77" /> <em>“Os declaro marido&#8230;e marido”</em>. A frase poderá ser formalmente ouvida por Alex Freyre e José María Di Bello nos próximos dias, quando poderão casar-se, formalmente, no Registro Civil de Buenos Aires.</p>
<p>A autorização para este casamento entre dois homens foi assinada pela juíza Gabriela Seijas, que considerou que são inconstitucionais os artigos 172 do Código Civil argentino – que estabelece que é necessário o consentimento de <em>“um homem e uma mulher”</em> – e o 188, que determina a fórmula <em>“os declaro marido e mulher”</em>.</p>
<p>Segundo a juíza, <em>“a lei deve tratar cada pessoa com igual respeito em função de suas singularidades, sem necessidade de entendê-las ou regulá-las”</em>.</p>
<p>Desta forma, Alex, de 39 anos, e José María, de 41, anunciaram ontem (sexta-feira) que estão “orgulhosos” e “felizes”. Eles também afirmaram que serão o primeiro casal de homens que poderão casar-se oficialmente na História da América Latina. A medida cria precedentes para o fim do impedimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo dentro da cidade de Buenos Aires.</p>
<p>Até o momento, a cidade de Buenos Aires autorizava a união civil de duas pessoas do mesmo sexo. A mesma norma está em funcionamento há meses no Uruguai. Mas, a união civil deixa de lado vários direitos de um casamento formal, entre eles, a adoção de crianças. A partir do casamento, Alex e José María poderão adotar, se desejarem.</p>
<p><strong>O CASAMENTO, O PREFEITO E O YOUTUBE</strong><br />
Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires, do partido de centro-direita Proposta Republicana, anunciou que não impedirá o casamento, já que considera que está <em>“a favor da liberdade e o direito das pessoas de serem felizes de acordo com suas próprias decisões”</em>.</p>
<p>Macri surpreendeu ao deixar de lado suas posições costumeiramente conservadoras ao admitir que a aceitação do casamento homossexual <em>“é uma tendência em todo o mundo”</em>.</p>
<p>Para mostrar sua modernidade, o prefeito fez o anúncio em um vídeo institucional que colocou no site Youtube. <em>“Espero que sejam felizes”</em>, expressou Macri.</p>
<p><strong>O link do Youtube, com a mensagem de Macri:</strong><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=T7fp0ecfQ3s&amp;feature=player_embedded">http://www.youtube.com/watch?v=T7fp0ecfQ3s&amp;feature=player_embedded</a></p>
<p>Diversas pesquisas nos últimos meses indicaram que 60% dos portenhos não colocam impedimentos para a legalização do casamento entre homossexuais.</p>
<p><strong>PARLAMENTO E IGREJA</strong><br />
A comunidade gay em Buenos Aires espera que a decisão da juíza Seijas sirva de “empurrão” para o debate do projeto de lei que está em andamento no Congresso Nacional que inclui no Código Civil o casamento entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>O projeto também prevê a modificação de artigos que atualmente impedem que gays, lésbicas, bissexuais e transexuais tenham os mesmos direitos nas relações de família que um heterossexual. A proposta é a de – basicamente – substituir a expressão “homem e mulher” por “contraintes”.</p>
<p>Com essa modificação as pessoas do mesmo sexo que casarem terão direitos a pensões, planos de saúde conjuntos, além das heranças. No caso de filhos adotados, em caso de separação dos pais, ambos terão direitos e obrigações sobre os menores.</p>
<p>No entanto, o tratamento deste projeto foi criticado pela cúpula da Igreja Católica argentina. A comissão executiva do Episcopado afirmou que sua definição de “casamento” é a de <em>“uma relação estável entre homem e mulher, que em sua diversidade de complementam para a transmissão e o cuidado da vida”</em>. Desde que a Igreja emitiu sua posição, o tratamento do projeto de lei ficou paralisado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogfreudobeliscopreservativo_01.jpg" alt="obeliscoes" width="286" height="340" /><br />
<em>Com satírico humor, portenhos indicam que o Obelisco de Buenos Aires, em pleno centro da capital, é uma exaltação fálica de 67 metros de altura. Na foto, propriamente equipado com um preservativo para o dia mundial de luta contra a Aids, em 2005.</em></p>
<p><strong>BOOM DO &#8216;PINK MONEY&#8217;</strong><br />
Desde a crise financeira de 2001-2002 – a pior da História do país &#8211; a capital argentina deixou de lado o machismo imortalizado nas letras do tango e transformou-se na &#8220;Meca&#8221; do turismo gay na América Latina.</p>
<p>Nos últimos anos a cidade ficou repleta de bares, restaurantes, hostals, boutiques e discotecas gays.</p>
<p>Os especialistas sustentam que Buenos Aires tornou-se atraente graças à desvalorização da moeda (ocorrida em 2002) e o glamour que a cidade ostenta, proporcionado pela arquitetura europeia do início do século XX, quando a capital argentina – apelidada de &#8220;Paris da América do Sul&#8221; &#8211; era uma das mais elegantes do planeta. O especialista em turismo gay, Alfredo Cañete, diretor da Buegay, acrescenta em inglês o motivo da atração gerada por Buenos Aires: &#8220;italian looking cute guys&#8221; (garotos bonitos com aspectos de italianos).</p>
<p>Além disso, Buenos Aires é a cidade onde viveu e morreu Evita Perón, ícone do mundo gay – para profunda irritação do Peronismo ortodoxo &#8211; tal como Marilyn Monroe e Maddona.</p>
<p>O espírito &#8220;gay-friendly&#8221; ficou evidente há quatro anos, quando as autoridades municipais aprovaram a união civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Estimativas indicam que do total de 36 milhões de argentinos, 2 milhões são gays e lésbicas.</p>
<p>Por toda a cidade &#8211; principalmente nos bairros de San Telmo, Recoleta e Palermo – espalham-se uma dezena de &#8220;hostals&#8221; e 50 bares e restaurantes gay-friendlies, uma Wine Store, além de cursos de tango para homossexuais.</p>
<p>Há dois anos a cidade foi a sede da Copa do Mundo de Futebol Gay (a Argentina foi a campeã graças ao gol de seu atacante principal, um brasileiro residente no país).</p>
<p>Buenos Aires também conta com o Queer Tango Festival, um evento anual que cada vez arrepia menos os tangueiros ortodoxos. Ao longo do ano, o público gay também pode desfrutar do tango em duas tanguerías especializadas para esse público, além de dezenas de cursos especializados nesse tipo de dança.</p>
<p>Os comércios portenhos celebram a afluência do denominado &#8220;pink money&#8221;, já que os turistas gays estrangeiros gastam 25% a mais do que os turistas heterossexuais que passeiam por Buenos Aires.</p>
<p>No início desta década a maior parte da clientela gay estrangeira que visitava Buenos Aires era composta por jovens homossexuais europeus e americanos. Mas, nos últimos anos começaram a desembarcar ostensivos contingentes de brasileiros, colombianos e mexicanos.</p>
<p>Buenos Aires também tornou-se um ponto de atração para gays a ponto de aposentar-se nos EUA e Europa, que mudam-se para a capital argentina. Na cidade, suas aposentadorias rendem mais do que nos países de origem. Além disso, encontram imóveis baratos para instalar-se.</p>
<p>Os gays portenhos, com seu satírico humor, indicam que a cidade sempre fora gay-friendly, mas ninguém havia percebido: &#8220;temos um monumento, o Obelisco, que é uma exaltação fálica de 67 metros de altura&#8230;e além disso, é só ver que o palácio presidencial é a Casa Rosada!&#8221;.</p>
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		<title>Ministro chama imposto de carro 1.0 de aberração e propõe &#8221;IPI verde&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 15:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[
Ele defende fim do incentivo ao &#8216;popular&#8217; e repasse do benefício tributário aos carros econômicos de qualquer cilindrada

David Friedlander e Raquel Landim &#8211; O Estado SP


// 

Entrevista
Miguel Jorge: ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Quem é:
Miguel Jorge
Jornalista, foi chefe de redação do Estado e seguiu carreira de executivo na Autolatina, Volkswagen e Santander
É ministro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Ele defende fim do incentivo ao &#8216;popular&#8217; e repasse do benefício tributário aos carros econômicos de qualquer cilindrada</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">David Friedlander e Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/img/4.1.imagem_migueljorge.jpg" alt="" width="555" height="387" /></div>
<p><strong>Entrevista<br />
Miguel Jorge: ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior</strong></p>
<p><strong><br />
Quem é:<br />
Miguel Jorge</p>
<p>Jornalista, foi chefe de redação do Estado e seguiu carreira de executivo na Autolatina, Volkswagen e Santander</p>
<p>É ministro do Desenvolvimento desde março de 2007</strong></p>
<p>O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, trabalha numa proposta polêmica. Ele defende o fim do incentivo tributário para o carro com motor 1.0, o &#8220;popular&#8221; &#8211; que desde 1993 paga menos imposto que os carros com motores mais potentes. O ministro propõe a transferência desse benefício para automóveis de baixo consumo de combustível. Os carros mais econômicos, diz Jorge, pagariam um Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor. O &#8220;IPI verde&#8221;, como foi apelidado, já está sendo adotado para alguns eletrodomésticos, como geladeiras e máquinas de lavar.</p>
<p>Jorge defende o mesmo mecanismo para os carros. Diz que a potência do motor não é um critério correto para definir quem vai pagar mais ou menos imposto. Os automóveis 1.0 são tributados com IPI de 7%, enquanto as outras categorias recolhem até 25%, dependendo do modelo. &#8220;Tem de rever isso. Foi feito em cima de uma aberração&#8221;, diz. Ele afirma que a mudança não seria feita agora, mas seu ministério e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) estão trabalhando há pouco mais de dois anos nesse projeto.</p>
<p>Um dos auxiliares mais discretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas últimas semanas Jorge ganhou evidência por causa das retaliações do Planalto às medidas protecionistas adotadas pela Argentina contra produtos brasileiros. Para forçar os vizinhos a recuar, o Brasil acionou entraves burocráticos e bloqueou caminhões com carga argentina na fronteira. Sobre esse confronto, a discrição do ministro chega a ser mordaz: &#8220;Briga? Não tem briga.&#8221;</p>
<p>Nesta entrevista, ele também fala da criação de um banco federal totalmente voltado ao financiamento do comércio exterior e sobre os negócios que está tentando fechar com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>A redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para eletrodomésticos e para materiais de construção vai continuar em 2010?</strong></p>
<p>Eu defendo isso. Temos um programa de construção de casas em que o governo se dispõe a financiar R$ 36 bilhões para quem ganha três salários mínimos. Se você cobra IPI, esses R$ 36 bilhões vão financiar um número menor de casas.</p>
<p><strong>É possível manter o benefício com a arrecadação do governo em queda?</strong></p>
<p>A arrecadação vai reagir. Os empresários estão prevendo o melhor Natal dos últimos anos. Melhor que 2007, melhor do que 2008 seria sem a crise. Não falo em previsões de analistas, porque eles nunca acertam, não sabem o que está se passando, não sabem o que está por trás da análise. Falo das previsões de profissionais do setor. As indústrias de linha branca e automobilística, por exemplo, voltaram a contratar.</p>
<p><strong>E a redução do IPI para os carros? Acaba mesmo este ano ou o benefício pode ser prorrogado?</strong></p>
<p>Não vai ter redução de IPI. Em princípio, não vai ter.</p>
<p><strong>O &#8220;IPI verde&#8221;, já implantado nos eletrodomésticos, pode ser aplicado também nos carros?</strong></p>
<p>Estamos nesse processo há dois anos e pouco, com o pessoal do Inmetro. Naquela época não se falava em verde, mas em eficiência energética. Motores mais eficientes, que gastam menos, teriam um selo de eficiência, como tem na geladeira e na máquina de lavar. Mas, primeiro, o selo é voluntário. Ainda não estamos obrigando ninguém a colocar. Vamos avançar os estudos para que isso seja um programa nacional e, aí sim, discutir o processo de imposto baseado na eficiência energética.</p>
<p><strong>Carros mais econômicos pagariam imposto menor?</strong></p>
<p>Esse é o modelo. É uma questão de ser mais justo. Se você tem um equipamento mais eficiente e outro menos, por que não ter a vantagem do imposto para o equipamento mais eficiente?</p>
<p><strong>Seria uma política permanente ou uma medida de emergência contra a crise?</strong></p>
<p>Quando esses estudos estiverem mais avançados, gostaríamos que fosse uma política permanente. Sempre teve uma grande discussão na indústria sobre essa questão de diferenciar o IPI por cilindrada. O carro com a mesma cilindrada pode ser 30% mais eficiente do que outro, mas paga o mesmo imposto. Não é correto. Essa coisa do carro 1.0 é preciso ir às origens dos fatos. Isso começou com uma aberração dos anos 90. Tem de rever isso porque foi feito em cima de uma aberração. Não tem sentido dividir por cilindrada.</p>
<p><strong>Que aberração?</strong></p>
<p>Uma empresa, que era a única que tinha carro 1.0 na época, conseguiu no Ministério da Fazenda uma redução de 50% do IPI, que naquela época era 40% do valor do automóvel. O IPI passou a ser 20% para os carros 1.0 fabricados no Brasil. Esse era o pulo do gato: só uma empresa (o ministro se refere à Fiat) tinha 1.0 fabricado no Brasil, exportado para a Itália. Nem era vendido aqui. Essa empresa ficou dois anos e meio sozinha no mercado, com o IPI reduzido, uma vantagem competitiva brutal. As outras empresas também desenvolveram o motor 1.0, isso virou 70% do mercado, depois caiu, agora voltou com a política de incentivo contra a crise, já que eles são mais baratos e teve a ascensão das classes D e E.</p>
<p><strong>O caminho então não é favorecer os mais pobres, mas buscar a eficiência energética &#8230;</strong></p>
<p>Falando desse jeito fica meio esquisito&#8230; O que precisa é fazer a política que está sendo feita: dar à população D e E a capacidade de comprar o produto melhor. Não é facilitar a venda do produto que não tem qualidade.</p>
<p><strong>Falando em facilitar a vida, até que ponto o senhor está disposto a ir na briga com a Argentina?</strong></p>
<p>Que briga? Não tem briga.</p>
<p><strong>O governo brasileiro está segurando mercadoria argentina na fronteira com a justificativa de que precisa avaliar documentos. Quanto tempo isso vai durar?</strong></p>
<p>Vai durar o necessário. É um volume pequeno, não chega a 10% das importações.</p>
<p><strong>O sr. conversou com alguém do governo argentino?</strong></p>
<p>A Debora Giorgi (ministra da Produção da Argentina) ligou e o Ivan (Ramalho, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento) falou com ela. Ele falou e me senti desobrigado de ligar. Mas parece que a conversa foi amena.</p>
<p><strong>Em nome da parceria comercial, durante muitos anos o Brasil aceitou provocações da Argentina? Agora houve uma mudança de atitude do governo?</strong></p>
<p>(Silêncio)</p>
<p>Pela primeira vez tem caminhão argentino parado na fronteira&#8230;</p>
<p>Sim, mas os perecíveis foram liberados. Frutas, uvas, pêssego. Quanto às outras cargas, vamos aguardar.</p>
<p><strong>Mas é só a mercadoria argentina que precisa de avaliação?</strong></p>
<p>Por enquanto, é.</p>
<p><strong>Os problemas internos do Mercosul têm solução?</strong></p>
<p>Têm solução. O que não pode é ter uma parceria que fica a critério de quem está no governo decidir como vai ser. As regras deviam ser claras e independentes das condições conjunturais da economia de cada país. Se não fosse assim, a União Europeia nunca existiria.</p>
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		<title>Tango, uma forma de caminhar pela vida</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 22:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[Blog de Ariel Palacios

por Ariel Palacios, O Estado SP

A herança afro no tango argentino fica evidente pela sensualidade dos passos desta forma de “caminhar pela vida”


Um relatório elaborado por Cynthia Quiroga, psicóloga colombiana (o cantor Carlos Gardel morreu em 1935 na colombiana Medellín), integrante da Universidade de Frankfurt (Alemanha, terra onde foi inventado o bandonenón) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a style="color: #9d0404 ! important;" href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios?title=uma_forma_de_caminhar_pela_vida&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1"><strong><span style="font-size: x-large;">Blog de Ariel Palacios</span></strong><br />
</a></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por <strong>Ariel Palacios</strong>, O Estado SP</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogtango-piernas.jpg" alt="piernas" width="325" height="489" /></p>
<p><em>A herança afro no tango argentino fica evidente pela sensualidade dos passos desta forma de “caminhar pela vida”</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p>Um relatório elaborado por Cynthia Quiroga, psicóloga colombiana (o cantor Carlos Gardel morreu em 1935 na colombiana Medellín), integrante da Universidade de Frankfurt (Alemanha, terra onde foi inventado o bandonenón) afirma que o tango eleva o desejo sexual.<br />
A Universidade recomenda o tango para casais com problemas de baixa testosterona<br />
Sexo à parte, o tango &#8211; ritmo musical do rio da Prata (pois é praticado em ambas margens, a uruguaia e a argentina) &#8211; foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, no mês passado.</p>
<p><img src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blog1hand-prawo2_17.jpg" alt="maozinhassd" width="41" height="18" /> <em>“O tango é uma dança que não é dorsal como o flamenco. O tango é postero-pélvico&#8230;sua representação é um simulacro erótico”. </em>(do escritor espanhol Rafael Salillas em 1898)</p>
<p><em>“&#8230;Dança-se entre um homem e uma mulher, mas sem cópula”.</em>(Salillas, 1898)</p>
<p>Para o escritor Jorge Luis Borges, o tango era <em>“uma forma de caminhar pela vida”</em>. Para o poeta Enrique Santos Discépolo, <em>“um pensamento triste que pode ser dançado”</em>. No exterior, o tango é a música emblemática que representa a Argentina, embora o mesmo gênero musical também seja símbolo do vizinho do outro lado do rio da Prata, o Uruguai. Os argentinos se ufanam da definição dada pelo filósofo americano Waldo Frank, que sustentou que o tango é <em>“a dança popular mais profunda do mundo”</em>.</p>
<p>A palavra tango talvez seja a mais associada à Argentina em todo o planeta. A crise econômica de dezembro de 2001 foi chamada de <em>“efeito tango”</em> pela imprensa mundial. O caráter fatalista e pessimista que muitos argentinos exercem diariamente sobre a política, a economia e suas próprias vidas pessoais também é apontado como <em>“um tango”</em>.</p>
<p>Mais do que triste, o tango é introvertido e introspectivo, ao contrário de outras danças populares que são extrovertidas e eufóricas. Para o escritor Ernesto Sábato, <em>“somente um gringo pode fazer a palhaçada de aproveitar um tango para conversar e se divertir”</em>. Segundo o autor, <em>“um napolitano dança a tarantela para se divertir. O portenho dança um tango para meditar sobre seu destino”</em>.</p>
<p>O tango é multifacético. Suas letras falam da mãe “santa”, da turma de amigos, das ruas do bairro e da pérfida &#8211; e perdida &#8211; mulher que os abandonou. Mas além disso, o tango também fala do hedonismo e da aparência, das divisões sociais e dos picaretas. Ele também é frequentemente satírico, com letras que disparam ácidas farpas contra tudo e contra todos.</p>
<p><strong>NASCIMENTO</strong><br />
Na Argentina (no Uruguai a História é outra), mais do que &#8216;argentino&#8217;, o tango é portenho, já que o interior da Argentina seria melhor representado por outros ritmos, como o chamamé, o malambo e a zamba.</p>
<p>O bairro da Boca não foi o berço do tango, ao contrário do que indicam certas lendas, especialmente de guias turísticos estrangeiros.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogtango-mondongo-montserrat1782.jpg" alt="mondongo" width="418" height="280" /><br />
<em>Tango nasceu no &#8216;barrio del Mondongo&#8217;, atual bairro de Montserrat. O bairro está marcado em vermelho nesse mapa antigo de Buenos Aires.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p>O tango surgiu ao redor de 1877 no bairro de Montserrat, situado entre a Casa Rosada e o atual Congresso Nacional. Na época, ali residiam os descendentes dos escravos negros que haviam sido liberados em 1813.<br />
Em Montserrat, também chamado de <em>“barrio del Mondongo”</em>, os afro-argentinos organizaram-se em associações beneficentes, que de noite – em barracos de sapé &#8211; preparavam festas para angariar fundos.</p>
<p>Nesses eventos, tocavam batucadas lânguidas, que para os escandalizados vizinhos brancos da área eram danças <em>“luxurientas”</em> e <em>“indecentes”</em> na coreografia.</p>
<p>As reuniões em Monserrat-Mondongo muitas vezes acabavam subitamente com a intervenção da polícia, que aparecia para “colocar ordem” no lugar.</p>
<p>Na época de carnaval as associações de afro-argentinos saíam às ruas para dançar ao som da batucada, denominada na região do rio da Prata como <em>“candombe”</em>.</p>
<p>A rivalidade dos grupos – cada um queria mostrar que era melhor na coreografia &#8211; provocava confrontos sangrentos nas ruas. Por este motivo, depois de anos de incidentes, o governo ordenou a dissolução das associações.</p>
<p>Sem poder sair às ruas, os afro-portenhos organizaram lugares exclusivos de dança, os <em>“tambos”</em>. Com esta palavra começa a polêmica sobre a origem do tango. Para alguns “tangólogos”, “tango” viria de “tambo”. Para outros, vem de <em>“Xango”</em>, ou <em>“Xangô”</em>, deus africano da guerra.</p>
<p>A própria palavra “tango”, com essa grafia, apareceu em 1836 no “Diccionario Provincial de Voces Cubanas”. O livro define “tango” como “a reunião de negros para dançar ao som de seus tambores ou atabaques”. Outra teoria indica que “tango” vem de <em>“tambor”</em>.</p>
<p>A polêmica e a discussão são elementos altamente cotados na mesa dos argentinos. Portanto, abundam versões sobre o assunto. Uma teoria indica que “tango” vem de <em>“tang”</em>, palavra pertencente a um dialeto africano que poderia ser traduzida como <em>“aproximar-se, tocar”</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/Blogtango12.jpg" alt="tangopassos" width="418" height="189" /><br />
<em>Uma forma de caminhar pela vida com raízes africanas que posteriormente foram europeizadas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p>Curiosamente, outra versão sustenta que a palavra vem do latim <em>“tangere”</em>, que também significa <em>“tocar”</em>. No espanhol antigo, <em>“tangir”</em> equivale a tocar um instrumento.</p>
<p>Para complicar, no século XIX existia na Espanha um <em>“tango andaluz”</em>. E no México, no século XVIII, uma dança com o mesmo nome.<br />
Nenhuma dessas teorias (há várias teorias adicionais sobre a origem da palavra) foi comprovada. Os argentinos continuam dançando este gênero sem se preocupar por sua etimologia.</p>
<p>Desta forma, os afro-portenhos tiveram que resignar-se a ficar dentro de seus “tambos”, dançando o embrião daquilo que em poucas décadas seria o tango tal como o conhecemos hoje em dia.</p>
<p>A forma de dançar era – de certa forma – vagamente similar ao samba brasileiro atual: dança solta, eventualmente segurando o/a parceiro/a, além de muito requebro.</p>
<p>Mas, nesse momento em que essa forma prototípica do tango está em plena ebulição nos lugares de encontros dos afro-argentinos, ocorre uma guinada que seria fundamental para o desenvolvimento do tango: o surgimento do <em>“compadrito”</em> nos “tambos”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogtangoezeiza_gabino.jpg" alt="gabino" width="179" height="250" /><br />
<em>Gabino Ezeiza, um dos expoentes agro-argentinos do tango em seus primórdios</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p>(Veremos o surgimento do <em>compadrito</em> no tango nos próximos dias e também a vida de Gabino Ezeiza)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blog1mao2_01.jpg" alt="maozonad" width="179" height="369" /></p>
<p><strong>TWITTER</strong><br />
Embalado pelas novas tecnologias, estamos no Twitter! Quem quiser acompanhar as <em>twittadas</em> de vosso blogueiro é só buscar pelo nome de arielpalacios (tudo junto) no Twitter.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogvinhetalendoman-reading-mail_01.jpg" alt="readingw" width="418" height="428" /></p>
<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados.<br />
Tampouco serão publicados ataques pessoais entre leitores nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes.<br />
Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como back ground antropológico).</strong></p>
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		<title>Traducción simultánea</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 20:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Rosenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[
En otro ejemplo de apoyo al diálogo cultural con la Argentina, Brasil aloja una muestra sobre nuestro arte contemporáneo, mientras continúa en su embajada porteña una exposición de artistas de ambos países
  		




FLAVIA DA RIN. Creó un jardín artificial, en el hall de entrada del edificio, para ubicar sus obras con hadas

Por Raquel San [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<h2>En otro ejemplo de apoyo al diálogo cultural con la Argentina, Brasil aloja una muestra sobre nuestro arte contemporáneo, mientras continúa en su embajada porteña una exposición de artistas de ambos países</h2>
<p><!-- CABEZAL NOTA -->  		<!-- FECHA y NAVEGADOR--><!-- /HERRAMIENTAS DE LA NOTA --></p>
<div class="notaFoto izquierda">
<h3 class="techo color"><a href="javascript:void(0)" onclick="javascript:abrirGaleriaImagenes('imgViewer', 'imgViewer812', 515, 630, '', 1150431, 20063, 1028617)"></a></h3>
<p><a href="javascript:void(0)" onclick="javascript:abrirGaleriaImagenes('imgViewer', 'imgViewer812', 515, 630, '', 1150431, 20063, 1028617);"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="javascript:void(0)" onclick="javascript:abrirGaleriaImagenes('imgViewer', 'imgViewer812', 515, 630, '', 1150431, 20063, 1028617);"><img src="http://www.lanacion.com.ar/anexos/fotos/17/1028617.jpg" class="focal" alt="Traducción simultánea" width="555" height="371" /></a></div>
<div align="center"><span class="notaEpigrafe"></span><font size="1"><em><span class="notaEpigrafe">FLAVIA DA RIN. Creó un jardín artificial, en el hall de entrada del edificio, para ubicar sus obras con hadas</span></em></font></div>
</div>
<p><strong>Por Raquel San Martín<br />
Enviada especial &#8211; San Pablo, 2009 </strong></p>
<p>¿Cómo se dice habitación en portugués?&#8221; Leandro Erlich buscó ayuda con la mirada, parado frente a su obra ante un grupo de visitantes, en su mayoría brasileños. Siguió explicando en perfecto español su instalación <em> El vecino </em> , un cuarto en el que, al mirar el interior, el espectador se ve a sí mismo. Todos lo entendieron.</p>
<p>Esa traducción sin idiomas que permite el arte se repite en cada una de las obras que componen la muestra <em> Argentina hoy </em> , inaugurada la semana pasada en el Centro Cultural del Banco do Brasil paulista, que busca trazar un panorama del arte contemporáneo argentino y a la vez batallar contra el desconocimiento que sobre esa producción todavía se mantiene aquí.</p>
<p>Ambiciosa -la exposición reúne 60 obras de 33 artistas, en formatos y técnicas diversas, realizadas entre 2000 y 2009-, la muestra se exhibirá en San Pablo hasta el 30 de agosto y luego seguirá viaje rumbo a Río de Janeiro, para presentarse del 14 de septiembre al 22 de noviembre.</p>
<p>Con el empuje y la producción de Marlise Jozami, la curaduría binacional de Franklin Espath Pedroso y Adriana Rosenberg, la exhibición y toda la movilización que la rodea están financiadas por el Banco do Brasil, motivado en esta iniciativa por la ley de mecenazgo que, con éxito, rige en este país desde 1991.</p>
<p>Las obras de los artistas argentinos, que tienen entre 28 y 53 años, ocupan cada rincón de las cinco plantas de su centro cultural, un edificio construido en 1901, ex sede bancaria, que está ubicado en el cruce de dos calles peatonales del centro antiguo de la ciudad y conserva toda la majestuosidad de la arquitectura de principios del siglo XX.</p>
<p>Hay obras en salas de exhibición más tradicionales -Res, Nicola Costantino, Dino Bruzzone, Gian Paolo Minelli, Esteban Pastorino-, pero también en el hall de entrada -Flavia Da Rin, Fabiana Barreda-, en los pasillos que balconean el centro del edificio -Tomás Espina, Max Gómez Canle, Leandro Erlich- y hasta en la bóveda, donde Marina de Caro recreó su instalación <em> Entre paréntesis </em> , una habitación que hay que recorrer sin zapatos y que propone reflexionar sobre la inmigración y la memoria.</p>
<p>Mientras algunas obras parecen volverse parte del edificio -como el mural de Leila Tschopp en la planta baja-, otros claramente intervienen el espacio para cambiarlo: la noche de la inauguración, los visitantes deambulaban sobre el &#8220;pasto&#8221; de la instalación de Flavia Da Rin, en el hall de entrada circular, y parecían no advertir cómo la artista había rodeado una columna del antiguo edificio para convertirla en un árbol.</p>
<p>&#8220;En los últimos años me ha sorprendido la presencia de la figuración en el arte argentino contemporáneo, aún con toda la tradición que la abstracción tiene en el país. Así que elegí artistas que trabajan con la figuración, y los dividí en dos grupos: los que arman un mundo propio y los que se inspiran en el tema de la ciudad&#8221;, explicó Espath Pedroso a <strong> adn </strong> cultura, que en el catálogo habla de artistas &#8220;con un pensamiento coherente, propio, en busca de un trabajo riguroso&#8221;. &#8220;El concepto central siempre fue mostrar la mirada de un extranjero sobre la Argentina&#8221;, dijo.</p>
<p>Hay, si así se mira, una variedad estética importante en las obras, que enriquece la figuración prometida como eje y que lleva a pensar si la &#8220;argentinidad&#8221; no será solamente un accidente geográfico en común. Las obras, a su manera, reflexionan sobre el tiempo, el espacio, el azar y la experiencia urbana.</p>
<p>&#8220;En muchas hay referencias a algo profundo de la cultura argentina, ironías sobre la historia del arte y temas de la cultura popular&#8221;, matizó Rosenberg. Eso aparece en las fotografías de las banderas de River y Boca de Bruzzone, en la relectura de la Conquista del Desierto y las marchas de protesta de Leonel Luna, en las referencias a la historia del arte de Res y en la instalación auditiva de Leandro Tartaglia, en la que se escuchan textos periodísticos y literarios.</p>
<p>Sin embargo, los propios artistas -trece de ellos viajaron para la inauguración de la muestra- comentaban la dificultad de encontrar un arte &#8220;argentino&#8221;, o de adjudicar una identidad nacional a cualquier producción artística en la actualidad.</p>
<p>Difícil hacerlo, por ejemplo, con el mural de Pablo Siquier, en vinilo contra el muro, que él mismo explicaba a los visitantes inaugurales como &#8220;la experiencia de las grandes urbes&#8221;. &#8220;Mi trabajo celebra la diversidad y el caos de las ciudades, con los intentos fallidos de orden. Esas imperfecciones me fascinan&#8221;, dijo. Perfecto para esta ciudad desbordante y construida en desnivel, que fue integrando las localidades cercanas sin dar con un trazado que las organizara bajo una identidad común.</p>
<p>Tampoco hay referencias solamente argentinas en la instalación de Silvia Rivas, que mediante videos recrea &#8220;las cualidades del tiempo y la urgencia&#8221;, como ella misma contó. Ni en la obra de Mariano Sardón, <em> Libro de arena </em> , en la que la arena devela un texto si el espectador proyecta su sombra sobre ella.</p>
<p>Con el espacio colmado de curadores, críticos, galeristas, coleccionistas y gestores culturales brasileños y argentinos en la noche de la apertura, los creadores de las obras comentaban los beneficios de acceder a una vidriera en Brasil, aunque varias galerías locales ya albergan artistas argentinos. Parece, sin embargo, más un movimiento individual que el resultado de una política; en Brasil, el apoyo a los diálogos culturales bilaterales, como el de esta muestra, es una decisión. Otro ejemplo se encuentra en estos días en Buenos Aires, con <em> Transitorio-Permanente </em> , también curada por Espath Pedroso, que hasta el 9 de agosto reúne a artistas brasileños y argentinos en la embajada de Brasil (ver <em> Diálogo en dos idiomas </em> , en la edición de <strong> adn </strong> cultura del 20 de junio de 2009).</p>
<p>Para recordar la procedencia de las obras, se eligió como emblema de la muestra una escarapela celeste y blanca, que se repite en el catálogo y en las paredes del centro cultural. Quizá sea esa la razón por la que, en una vitrina, se acomodaban cajas de los argentinísimos alfajores Havanna. Y no era una instalación.</p>
<p><strong> © LA NACION </strong></p>
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		<title>&#8220;Kirchner perdeu eleição para construção midiática&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 13:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ricardo Forster]]></category>

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		<description><![CDATA[Filósofo compara De Narváez a Collor e Fujimori, &#8220;direita que se oferece como leve&#8221;
Ricardo Forster admite, porém, que governo Cristina cometeu erros e perdeu contato com a sua base de sustentação popular

DE BUENOS AIRES &#8211; FOLHA SP
À medida que o governo de Cristina Kirchner se enfraquece na Argentina, avança um setor da direita no país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Filósofo compara De Narváez a Collor e Fujimori, &#8220;direita que se oferece como leve&#8221;</strong></p>
<p><strong>Ricardo Forster admite, porém, que governo Cristina cometeu erros e perdeu contato com a sua base de sustentação popular</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://momento24.com/en/wp-content/uploads/2009/06/de-narvaez.jpg" alt="http://momento24.com/en/wp-content/uploads/2009/06/de-narvaez.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">DE BUENOS AIRES &#8211; FOLHA SP</p>
<p>À medida que o governo de Cristina Kirchner se enfraquece na Argentina, avança um setor da direita no país que explora a lógica dos meios de comunicação e o fim da política tradicional.<br />
Para o filósofo Ricardo Forster, o governo cometeu erros, mas perdeu as eleições legislativas na maior Província do país para um &#8220;personagem construído midiaticamente&#8221; -o empresário Francisco De Narváez-, que compara aos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Alberto Fujimori (Peru).<br />
Cabeça do grupo de intelectuais que apontava risco de uma &#8220;restauração conservadora&#8221; no país em caso de derrota do governo, Forster diz que esse processo ainda não se completou e que o governo ainda tem chance de seu recuperar -mas não a ponto de se manter no poder depois de 2011. (TG)</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Por que o governo perdeu  a eleição?<br />
RICARDO FORSTER </strong></em>- Pelo desgaste  de um longo período. Por erros  ao processar conflitos agudos  da sociedade. Pelo fortalecimento de uma oposição de direita, unida na deslegitimação  do governo pelos grandes  meios de comunicação. O vínculo do governo com a corporação midiática se rompeu em  2007 e agora ele pagou um preço caro por isso.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. crê que o estilo do governo está ultrapassado?<br />
FORSTER </strong></em>- Um dos triunfos do  neoliberalismo foi deslocar a  política para linguagens audiovisuais e publicitárias. Essa  mutação permite que grandes  triunfos da época sejam para os  Berlusconi [Silvio, primeiro-ministro da Itália], os De Narváez, que constroem políticas a  partir da espetacularização. É  uma direita que se apropriou  com astúcia dos meios de comunicação e das novas formas  de subjetividade. Isso o governo não soube fazer.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual é a sua opinião sobre  Francisco de Narváez?<br />
FORSTER </strong></em>- Parece uma figura  como Collor de Mello no Brasil,  [Alberto] Fujimori no Peru.  Uma parte da socidade sente  que ali está o poder, as luzes do  espetáculo, e não importa o que  haja por trás, que seja um personagem construído midiaticamente. Expressa uma visão  reacionária da sociedade, de  uma direita que se oferece como leve, diferente da velha direita autoritária e violenta do  século passado. São produtos  de fácil digestão.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A eleição expressa repúdio  da sociedade a um estilo visto como  confrontativo?<br />
FORSTER </strong></em>- O governo gestou um  confronto onde as corporações  econômicas querem fixar a  agenda. O conflito está gerado  quando se disputa renda, poder. É preciso diferenciar forma de conteúdo. O governo se  equivocou em várias coisas, deveria ter revisado as estatísticas  oficiais, trocado funcionários,  não soube ler sinais da sociedade, perdeu contato com sua base de sustentação popular.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Há um fim de ciclo do  kirchnerismo ou o governo pode  voltar a se fortalecer?<br />
FORSTER </strong></em>- Se o governo acreditar que não houve derrota, errará. Se recuperar uma visão de  maior abertura, acoplar outros  atores, dizer quais são seus projetos reais, poderá se reestabilizar. Talvez não para 2011, mas  para o futuro. Não me atreveria  a dizer que há um ocaso. É um  momento difícil, um limite a  que chegou, e terá que buscar as  formas de se reconstruir, para  dentro e para fora.</p>
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		<title>Argentina sofre com o cesarismo de Kirchner</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 12:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições Argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[Néstor Kirchner]]></category>
		<category><![CDATA[Tomás Eloy Martínez]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tomás Eloy Martínez* &#8211; O Estado SP
A última campanha eleitoral confirmou na Argentina o papel inesgotável do cesarismo nas nações que ainda têm instituições frágeis na América Latina. Ou seja, quase todas.
Se tomarmos a definição de Gramsci, &#8220;o cesarismo expressa sempre a solução arbitrária, confiada a uma grande personalidade, de uma situação histórico-política caracterizada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://viatolosa.net/wp-content/uploads/2007/10/kirchner-nestor-cristina.JPG" alt="http://viatolosa.net/wp-content/uploads/2007/10/kirchner-nestor-cristina.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Tomás Eloy Martínez* &#8211; O Estado SP</p>
<p>A última campanha eleitoral confirmou na Argentina o papel inesgotável do cesarismo nas nações que ainda têm instituições frágeis na América Latina. Ou seja, quase todas.</p>
<p>Se tomarmos a definição de Gramsci, &#8220;o cesarismo expressa sempre a solução arbitrária, confiada a uma grande personalidade, de uma situação histórico-política caracterizada por um equilíbrio de forças de perspectivas catastróficas&#8221;.</p>
<p>Para o marxista italiano pode haver cesarismos progressistas, como os de Júlio César e Napoleão, ou reacionários, como os de Napoleão III e Bismarck. Mas, em todos os casos, trata-se de uma saída chefiada por um líder militar, embora não apenas militar, de uma situação excepcional.</p>
<p>A América Latina tem sido fértil em autocratas de grande popularidade, os quais, nos tempos modernos, foram expandindo e afiançando seu poder mediante o controle da corrupção, da polícia e da faculdade de repartir os recursos do Estado segundo sua conveniência.</p>
<p>Não há maior símbolo de cesarismo democrático do que o regime do venezuelano Juan Vicente Gómez. Um de seus ministros, Laureano Vallenilla Lanz, estabeleceu a validade do termo em um livro de 1919.</p>
<p>Gabriel García Márquez inspirou-se em Gómez para criar o personagem do ditador em seu romance O Outono do Patriarca. Quando cheguei à Venezuela, em 1975, a figura de Gómez continuava ocupando o centro da imaginação nacional, e agora que encontrou no presidente Hugo Chávez seu melhor discípulo, não passa praticamente uma semana sem que a oposição invoque o termo.</p>
<p>Gómez cresceu ao lado de seu predecessor, Cipriano Castro, que iniciou o século 20 enfrentando uma poderosa ameaça internacional por não poder pagar a dívida contraída com empresas estrangeiras que haviam sido expropriadas.</p>
<p>Navios de bandeira inglesa, italiana e alemã bloquearam o porto de La Guaira, em 1902, mas a Venezuela conseguiu evitar a asfixia invocando a Doutrina Drago, que defende a ilegalidade da cobrança violenta de dívidas por parte de grandes potências em detrimento da soberania, estabilidade e dignidade dos Estados fracos.</p>
<p>Ao se tornar o líder do nacionalismo, Gómez pôde dar o salto para a vice-presidência. Quando Cipriano Castro teve de se submeter a uma cirurgia na Alemanha, ele o traiu com um golpe que o instalou na presidência por 27 anos. Ali, na cadeira patriarcal, morreu em 1935.</p>
<p>Seu ideólogo, Vallenilla Lanz, um sociólogo positivista, tentou argumentar que povos como o venezuelano não estavam capacitados para respirar uma atmosfera republicana. Somente um militar poderia tirá-los da miséria e da anomia.</p>
<p>Ele determinou que &#8220;o caudilho constitui a única força de conservação social&#8221; e &#8220;o militar, eleito ou hereditário, é uma necessidade fatal em quase todas as nações da América espanhola, condenadas a uma vida turbulenta&#8221;.</p>
<p>Como eficiente porta-voz da ideologia oficial, Lanz não se refere a Gómez de maneira direta em seu ensaio. Ele se baseia na figura tutelar de Simón Bolívar, que propôs a presidência vitalícia. E escreve que Bolívar &#8220;nunca abrigou a mínima esperança&#8221; de que aquelas &#8220;Constituições de papel&#8221; pudessem estabelecer a ordem.</p>
<p>Seus críticos, como o exilado Rómulo Betancourt, do Partido Revolucionário Venezuelano &#8211; posteriormente presidente constitucional -, o chamaram de &#8220;Maquiavel tropical recheado de papel higiênico&#8221;. Longe de se ofender, Lanz agradeceu a comparação com o autor de O Príncipe.</p>
<p>Chávez não é o único herdeiro da ideia de um César avalizado periodicamente por eleições livres. Decidido a concentrar todo o poder em suas mãos, ele está no governo há dez anos, o mesmo tempo que Carlos Menem.</p>
<p>Figuras como o ex-presidente peruano Alberto Fujimori ou Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, viram na perpetuação presidencial o veículo para moldar seus países segundo seus desejos. Sem falar no líder cubano Fidel Castro, que não conseguiu achar um sucessor que não fosse do seu sangue.</p>
<p>O Brasil superou, com os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva, a herança do autoritarismo populista de Getúlio Vargas, mas, na Argentina, o exemplo de Perón está impregnado no partido que ele fundou e se confunde com o Estado.</p>
<p>Muito contribuem as torpezas de uma oposição que se mostra menos interessada na construção da democracia do que no assalto aos privilégios da coisa pública.</p>
<p>O ex-presidente argentino Néstor Kirchner, como Gómez, tentou prolongar seus planos de hegemonia alternando-se com seus parentes no governo, como fez ao decidir a candidatura da atual presidente, Cristina, sua mulher.</p>
<p>Agora, Néstor sai em defesa do modelo agitando o fantasma de um conflito de interesses entre grupos e classes que somente uma figura providencial, o César, poderia conter.</p>
<p>&#8220;Tenham bem claro&#8221;, declarou Kirchner antes das eleições realizadas há uma semana, &#8220;que não é mais uma eleição. Ou é a volta ao passado para tentar impor projetos que nada têm a ver com o povo ou é a consolidação de um projeto nacional e popular que devolva a justiça social.&#8221;</p>
<p>De algum modo, esse é o jogo bonapartista, uma das formas do cesarismo. Depois das revoluções de 1848, Luís Bonaparte foi eleito &#8211; no primeiro voto universal na Europa &#8211; presidente da Segunda República Francesa. Suas constantes convocatórias para referendos desvirtuaram a representatividade republicana e consolidaram sua popularidade.</p>
<p>No dia 2 de dezembro de 1851, ele arrasou a crescente oposição monárquica convocando um plebiscito com a pergunta: &#8220;Querem ser governados por Bonaparte? Sim ou Não?&#8221; Um ano mais tarde, após uma reforma constitucional, converteu-se num imperador autoritário.</p>
<p>A presidente Cristina conhece bem a história de Napoleão III, pois citou a obra de Marx O 18 Brumário de Luís Bonaparte, evocando a famosa frase: &#8220;A história se repete, inicialmente como tragédia, depois como farsa.&#8221;</p>
<p>A influência do estilo cesarista de seu marido &#8211; para o qual discordar é trair &#8211; ameaça a estabilidade institucional tanto quanto a falta de ideias da oposição. Do seu púlpito partidário, o ex-presidente Kirchner não vislumbrou outro futuro além do caos ou da continuidade do modelo imposto pela vontade do César. Nada empobreceu tanto na Argentina quanto a imaginação de seus políticos.</p>
<p><strong>* Tomás Eloy Martínez, escritor e jornalista argentino, recebeu recentemente o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo </strong></p>
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		<title>É a política, meu caro</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sergio Leo &#8211; VALOR
O veterano Antônio Cafiero, ex-ministro de Juan Perón, contou à Reuters uma explicação habitual do antigo chefe para a curiosa situação política argentina, em que uma disputa encarniçada opôs peronistas a peronistas na eleição realizada ontem: &#8220;Nós peronistas somos como gatos: nos ouvem gritar, pensam que estamos brigando e estamos nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" align="left" border="0" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sergio Leo &#8211; VALOR</p>
<p>O veterano Antônio Cafiero, ex-ministro de Juan Perón, contou à Reuters uma explicação habitual do antigo chefe para a curiosa situação política argentina, em que uma disputa encarniçada opôs peronistas a peronistas na eleição realizada ontem: &#8220;Nós peronistas somos como gatos: nos ouvem gritar, pensam que estamos brigando e estamos nos reproduzindo&#8221;. A piada traz um sotaque lunfardo, a gíria falada no porto de Buenos Aires, mas é infeliz para traduzir o que acontece no país vizinho. É um balaio de gatos essa briga travada pela condução dos destinos da Argentina. E pode sobrar para o Brasil.</p>
<p>O peronismo tem fortes chances de sair sem um líder definido das urnas desta semana. É grande, também, a possibilidade de que o casal Kirchner, que compartilha informalmente o poder presidencial, perca a folgada maioria legislativa, e encontre no Congresso uma resistência maior aos atos da Casa Rosada. Cristina Kirchner decepcionou os que acreditavam que daria à presidência um caráter mais aberto ao exterior, em constaste com o provincialismo populista do marido, que a antecedeu no poder. A situação política argentina, após as eleições deste fim de semana, exigirá uma concentração ainda maior de atenção da dirigente em relação às questões internas.</p>
<p>Alguém falou de Mercosul, por aí? Em 25 de julho, os sócios do Mercosul se reúnem para o encontro semestral dos presidentes. A agenda promete ter como estrelas um tema antigo, e não resolvido, e uma vistosa discussão metafísica.</p>
<p>O tema antigo será a eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum, a aberração do Mercosul que faz com quem um produto, após pagar tarifa de importação ao entrar no bloco, tenha de pagar de novo a tarifa ao ser transportado de um sócio a outro. Numa união aduaneira, como o Mercosul tenta ser há pelo menos 15 anos, um produto importado paga imposto uma vez só, ao entrar, e circula livremente entre os países do bloco. Era a regra que o governo brasileiro esperava adotar no fim de 2008, durante a reunião do Mercosul em Bahia, mas o Paraguai se opôs e as negociações esfriaram. O tema voltará à mesa.</p>
<p>A metafísica fica por conta do que provavelmente os presidentes escolherão para celebrar o &#8220;avanço&#8221; da integração no Cone Sul: a oficialização do novo sistema de eleição para o Parlamento do Mercosul, órgão de muitas e sadias utopias e praticamente nenhum poder real. Após duras negociações foi enterrada a pretensão dos sócios menores de estabelecer um sistema de representação paritária, com igual representação para todos os países. Brasil terá mais cadeiras, Argentina 30% menos e Uruguai e Paraguai serão minoria.</p>
<p>Os protestos dos uruguaios e paraguaios, contudo, fizeram com que fosse reduzida quase à metade a representação prevista para o Brasil, que de 70 passou a 37, entre 2011 e 2014. O Paraguai terá 18, o que significa que, para cada 380 mil paraguaios com direito de eleger um deputado no parlamento, serão necessários 5,2 milhões de brasileiros para ter a mesma representação. Ou seja, para eleger um deputado do Brasil no parlamento do Mercosul são necessários, em brasileiros, o equivalente a quase dois terços da população paraguaia. Difícil imaginar que, com essa correlação de forças, o Brasil dê ao Parlamento muito poder de decisão.</p>
<p>O Parlamento, que será eleito nos países com os congressos locais, não deixa de ser uma maneira de trazer para a discussão comum temas hoje confinados às reuniões de burocratas ou especialistas. Mas o fato de que ele deve ser a maior estrela da reunião dos presidentes mostra bem o impasse em que está metido o Mercosul. Há esperanças no governo brasileiro de que a próxima reunião faça avançar a discussão sobre a dupla cobrança da TEC, com maiores concessões ao Paraguai, e decisões a serem tomadas só no fim do ano, na reunião seguinte.</p>
<p>Uma eleição, na Argentina, de representantes dos grupos de oposição ao kirchnerismo poderia atenuar a forte tendência protecionista do país. Francisco de Narvaez, o exótico candidato da direita peronista, herdeiro milionário habituado a luxos e orgulhoso detentor de duas tatuagens, declarou recentemente à imprensa brasileira que defende para a Argentina uma posição em relação ao Brasil semelhante à do Canadá em relação aos Estados Unidos &#8211; o que foi entendido como uma disposição a um papel complementar e não competitivo em matéria de desenvolvimento industrial.</p>
<p>Ele disputa com Kirchner a cadeira de deputado pela província de Buenos Aires, mas não é concorrente à Presidência, por ser de nacionalidade colombiana; seu candidato é o empresário Maurício Macri, que tem negócios com o Brasil e é adversário ferrenho dos Kirchner.</p>
<p>A Argentina, porém, se seguir os prognósticos e sair dessas eleições sem uma liderança clara, terá grande estimulo para uma guerra de facas no peronismo às escuras, no melhor estilo das paródias de contos gauchescos do celebrado portenho Jorge Luis Borges. Não será um ambiente fértil para que vicejem gestos elegantes da Casa Rosada em direção ao Brasil. Num país em crise econômica, com inflação em alta medida por estatísticas sem credibilidade e grande fuga de capitais, também promete crescer no Mercosul o contencioso entre Argentina e Uruguai, desta vez por causa da liberal política de câmbio do vizinho platino.</p>
<p>Uruguai e Argentina estão até hoje estremecidos por causa da oposição barulhenta dos argentinos contrários à instalação de indústrias de papel nas margens do rio que marca a fronteira. Agora se estranham por causa da resistência uruguaia em aumentar o controle e fiscalização sobre a origem dos dólares que cidadãos argentinos vem tirando ilegalmente do país e, após atravessar de barcas a fronteira para a cidade de Sacramento, depositam em massa nos sigilosos bancos uruguaios, que já sonhou ser a Suíça do Cone Sul. Kirchner tem retaliado o Uruguai nas decisões do Mercosul por causa disso.</p>
<p>O Mercosul, bem sucedido no campo comercial, vem provando que a integração é, essencialmente, uma decisão política. E a política promete desmoralizar, pelo menos no horizonte de médio prazo, o otimismo que os presidentes devem tentar transparecer na próxima reunião do bloco.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Argentina: esta nueva derecha</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EL MODELO QUE SIGUEN DE NARVAEZ Y MACRI

Con los resultados en caliente, queda en claro que estas nuevas figuras siguen un modelo sin raíces, surgido de los negocios y supuestamente “eficiente”. Y el gran símbolo de este estilo es un señor italiano llamado Berlusconi.
El modelo del Cavaliere
Por José Natanson &#8211; Página 12
El surgimiento de una [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>EL MODELO QUE SIGUEN DE NARVAEZ Y MACRI</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.pagina12.com.ar/fotos/20090629/notas/nac20.jpg" style="width: 232px" /></div>
<p><strong>Con los resultados en caliente, queda en claro que estas nuevas figuras siguen un modelo sin raíces, surgido de los negocios y supuestamente “eficiente”. Y el gran símbolo de este estilo es un señor italiano llamado Berlusconi.</strong></p>
<p><strong>El modelo del Cavaliere</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Por José Natanson &#8211; Página 12</p>
<p>El surgimiento de una nueva derecha no es un fenómeno limitado a la Argentina, sino una tendencia más general que tiene un origen geopolítico. Entre mediados de los ’80 y principios de los ’90, Estados Unidos decidió que había llegado el momento de dejar que la democracia volviera a América latina. Los brotes guerrilleros y los movimientos populares que en el pasado espantaban a Washington estaban o aplastados o domesticados, y desde 1989 la caída del Muro de Berlín había desactivado el riesgo de que la región siguiera el ejemplo de Cuba y se alineara con la Unión Soviética.</p>
<p>A este Washington más tolerante y democrático se sumó la creciente conciencia internacional acerca de las violaciones a los derechos humanos por parte de las dictaduras, sobre todo en Argentina, Chile y Centroamérica. Y también la imprevisibilidad de los gobiernos autoritarios: al fin y al cabo, fue un militar y no un líder izquierdista quien decidió invadir las Malvinas y declararle la guerra nada menos que a Gran Bretaña.</p>
<p>En el nuevo mundo unipolar, hasta el último rincón del planeta quedó expuesto a la influencia estadounidense, pero era una influencia distinta, más difusa, menos directa. Tras el 11 de septiembre, Washington cerró el círculo de su nueva doctrina de seguridad (el enemigo ya no era el comunismo sino el terrorismo) y desvió su atención a lugares más remotos y urgentes. Esto explica el giro a la izquierda en América latina y el tranquilo ascenso de líderes y partidos que en el pasado seguramente hubieran sido bloqueados por Estados Unidos mediante la desestabilización o el golpe de Estado. Y esto explica también que esté surgiendo, más lenta y dificultosamente, una nueva derecha.</p>
<p>Es nueva porque es democrática: aunque la tentación de la desestabilización y el golpe están presentes, sobre todo en los países institucionalmente más frágiles y económicamente más concentrados, como Bolivia, insistamos en que el componente democrático tiene un sentido más profundo y estructural: es una derecha que defiende electoralmente los intereses (empresariales, económicos) y valores (estabilidad, orden en las calles, propiedad privada) que en el pasado se imponían por las armas. Esa es la novedad.<br />
<strong><br />
Entrepreneurs</strong></p>
<p>El progreso individual y el ascenso como fruto del esfuerzo son desde siempre valores importantes para la derecha, que no sólo no reniega del individualismo, sino que incluso lo considera un motor clave para el progreso de la sociedad (lo cual explica, según la famosa tesis de Norberto Bobbio, que la derecha acepte las diferencias sociales, es decir la desigualdad, lo cual produce a su vez una visión definida del balance Estado-mercado y del rol de este último en la economía y en la sociedad). Así, frente a una izquierda que tradicionalmente ha buscado a sus líderes en los movimientos colectivos (sindicatos, partidos, asambleas), hoy existe una derecha que ha hecho del mundo empresarial la cantera de la que salen sus dirigentes más taquilleros.</p>
<p>Un rápido recorrido por América latina ayuda a comprobar esta intuición. El próximo miércoles asumirá la presidencia de Panamá Ricardo Martinelli, millonario propietario de la cadena de supermercados Super 99 y –dato a tener en cuenta– el primer presidente desde la recuperación de la democracia que no proviene de los partidos tradicionales. Hace poco menos de un mes dejó la presidencia de El Salvador Elías Saca, un empresario perteneciente al derechista Arena. En Chile, todas las encuestas señalan como el favorito a Sebastián Piñera, el propietario de LAN y poseedor de una fortuna de 1200 millones de dólares (y el único líder importante de derecha que votó por el No a Pinochet en el plebiscito de 1988). Durante seis años gobernó México Vicente Fox, que ingresó a Coca-Cola como supervisor de reparto y fue ascendiendo hasta convertirse en gerente de la división latinoamericana de la empresa. Y ahí está también el pintoresco magnate ecuatoriano Alvaro Noboa, el rey de los exportadores de banano y camarón, que había salido segundo en tres elecciones presidenciales y quedó tercero en las últimas.</p>
<p>Populismo de derecha</p>
<p>La nueva derecha de Mauricio Macri y Francisco de Narváez, que ayer consolidó su primacía en la Capital y ganó la elección en la provincia, es parte de esta tendencia latinoamericana más amplia. Y como el origen de nuestra política hay que buscarlo siempre en Europa, la comparación transatlántica ayuda a explorar algunas claves de este nuevo fenómeno, aunque el paralelismo más pertinente no sea la reaccionaria y dogmática derecha del PP español, ni la sobria centeroderecha socialcristiana alemana ni el tradicional partido conservador británico, sino la nueva derecha italiana que desde hace un par de décadas lidera Silvio Berlusconi. En ambos casos, en Argentina y en Italia, el origen se remonta a un colapso político y el estallido de una crisis de representación, por imperio de las cacerolas (acá) o de la investigación judicial de la Tangetopoli (allá).</p>
<p>Como los líderes de Unión-PRO, Berlusconi es un símbolo de la alianza entre negocios (aunque hay que reconocerle al Duce que él sí hizo su propia fortuna), medios de comunicación (Berlusconi fue el primer empresario televisivo en romper el monopolio de la RAI) y deporte (es el dueño del club Milan). Pero no es sólo el origen empresarial ni la capacidad de expresar la poderosa fusión entre espectáculo, política y deporte lo que emparienta al líder italiano con los jefes del peronismo disidente, sino también una manera particular de entender la política. Desde un carisma muy mediático pero no por eso menos real, los tres han logrado construir una relación directa con el electorado (Berlusconi, pese a todas sus boutades o debido a ellas, es el dirigente más querido de Italia) y afirmar una popularidad que traspasa las fronteras de clase, lo que da forma a una especie de populismo de derecha.</p>
<p>Hay en ellos un fondo común ultrapragmático que les permite moldear su discurso de acuerdo con la necesidad del momento. De Alsogaray o Cavallo podía pensarse cualquier cosa, menos que alguno de ellos propondría, en la misma campaña, eliminar las retenciones, quitar el IVA a los alimentos y extender masivamente los planes sociales –es decir, desfinanciar totalmente al Estado–, como hizo De Narváez en los últimos meses. Y también hay en Macri y en De Narváez, como en Berlusconi, una tensa combinación de conservadurismo y liberalismo, que si por un lado implica una relación cercana con la Iglesia (Berlusconi acompañó a los obispos italianos en su resistencia a la despenalización de la eutanasia y se opone a la legalización del aborto), por otro se traduce en una libertad muy moderna –y en el caso del italiano muy vistosa– de la vida privada.</p>
<p>Estos vacíos y estas tensiones requieren necesariamente un cemento que los unifique más allá de la popularidad de los líderes. Berlusconi lo encontró en el terror a la inmigración norafricana y su campaña para endurecer las leyes, que la semana pasada quedó crudamente comprobada con la violenta expulsión de los gitanos de Nápoles. ¿Ocupará la inseguridad el lugar en el proyecto nacional de Macri y De Narváez que ocupó la inmigración a la candidatura de Berlusconi en 2007? Podría ser, pero sólo podría. Aunque el tema fue uno de los ejes de la campaña y en buena medida explica el ascenso del peronismo disidente en la provincia de Buenos Aires, la experiencia enseña que las elecciones presidenciales suelen estar dominadas por otras cuestiones, de la economía a la política, y que la inseguridad resulta decisiva básicamente en los comicios distritales. Hasta ahora.</p>
<p>Algo más que jabón en polvo</p>
<p>Macri y De Narváez son empresarios y no economistas ultraideologizados, como sus antecesores Alvaro Alsogaray, Domingo Cavallo y Ricardo López Murphy. Quizás por eso, porque provienen del flexible y pragmático mundo de los negocios y no de las consultoras o las cátedras de economía (en sus propias palabras, del mundo de la acción y los hechos y no del mundo de los discursos), ambos han comprendido una verdad esencial que sus antepasados nunca lograron entender: para ganar una elección y gobernar es necesario contar con el apoyo de al menos un sector de los votos y del aparato del peronismo. Y si Menem consiguió en su momento reconvertirse a la derecha luego de una larga y muy tradicional carrera en el PJ (fue gobernador, estuvo detenido por los militares y acompañó a Cafiero en la renovación peronista), los jefes de Unión-PRO avanzan por un camino inverso: su plan es llegar al peronismo desde la derecha y no a la derecha del peronismo. Menemismo por otros medios.</p>
<p>Por eso, el peor error que se podría cometer en la lectura de los resultados de ayer es pensar que la consolidación electoral del macrismo y el ascenso rutilante de De Narváez se explican simplemente por la astucia de la publicidad, el poder de sus millones o la influencia de los medios de comunicación. Desde que en 1952 Dwight Eisenhower se convirtió en el primer candidato presidencial en apelar a los servicios de una agencia de publicidad, el marketing político ha ido ocupando cada vez más espacio en las campañas. Y aunque las primeras teorías hablaban de vender a un candidato como si se tratara de jabón en polvo, desde hace al menos dos décadas sabemos que esto no es posible, que la publicidad y el dinero y la televisión no alcanzan para ganar una elección (aunque sí para otras cosas, por ejemplo para hacer conocido –instalar– a un postulante). Hay miles de ejemplos de brillantes campañas publicitarias y millones de dólares convertidos en unos pocos votos, el último de los cuales fue el patético ensayo presidencial de Jorge Sobisch.</p>
<p>Del mismo modo, si por un lado es cierto que algunos medios de comunicación contribuyeron al ascenso de De Narváez, el consenso mediático tampoco alcanza por sí mismo para ganar una elección como la de ayer. También hay miles de ejemplos de candidatos que, pese a la oposición de buena parte de los medios, ganaron las elecciones (la reelección de Chávez, por ejemplo, o la victoria de Ricardo Lagos en Chile en el 2000).</p>
<p>Con esto se pretende señalar algo evidente, pero que, a la luz de algunos comentarios de los últimos días, vale la pena subrayar: el ascenso de la nueva derecha no se explica por los consejos de Durán Barba ni por la campaña de Agulla, y ni siquiera por las fortunas de sus candidatos, sino por un contexto geopolítico nuevo y, en la Argentina, por la muy política estrategia de sus líderes de morder un sector del peronismo en el conurbano, construir a una candidata imbatible en la Capital y, sobre todo, ganar la disputa con el panradicalismo por el voto anti K. En suma, un fenómeno que no es ni publicitario ni mediático, sino estrictamente político. Por supuesto, explicarlo en términos de marketing quizás resulte tranquilizador para las conciencias progresistas que se niegan a aceptar que la derecha puede ser popular incluso en los sectores más pobres, pero ayuda muy poco a entender las cosas.</p>
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		<title>NESTOR Y CRISTINA KIRCHNER, EN UN TIEMPO DE INEVITABLE OCASO</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Una innumerable lista de errores que concluyeron en un derrumbe



Por: Eduardo van der Kooy &#8211; Clarín
La última jugada política de apostador empedernido le salió muy mal a Néstor Kirchner. El plebiscito que buscó con denuedo para reemplazar lo que debió ser una elección legislativa de medio término, normal, se convirtió en una verdadera trampa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Una innumerable lista de errores que concluyeron en un derrumbe</p>
<p><a href="http://www.clarin.com/diario/2009/06/28/conexiones/inicio_info.html"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.clarin.com/diario/2009/06/28/um/thumb/nestor_tapa.jpg" id="Foto1863244" name="Foto1863244" width="544" border="0" height="302" /></div>
<p></a></p>
<p>Por: Eduardo van der Kooy &#8211; Clarín</p>
<p>La última jugada política de apostador empedernido le salió muy mal a Néstor Kirchner. El plebiscito que buscó con denuedo para reemplazar lo que debió ser una elección legislativa de medio término, normal, se convirtió en una verdadera trampa para él. El ex presidente asistió anoche a la asfixia final de su liderazgo peronista y, de modo incomprensible, dejó además en estado de acentuada debilidad al Gobierno de su esposa, Cristina Fernández, a quien hace apenas un año y medio entronizó sin un solo chistido del partido oficial.</p>
<p>La derrota ¿o el derrumbe¿ se conoció anoche pero se vino edificando desde hace mucho tiempo. Con una persistencia, de parte de Kirchner, que aconsejaría revisar en forma simultánea los manuales de la política, desde ya, pero también de la psicología.</p>
<p>Ningún presidente salió del poder en la Argentina de la nueva democracia con la ponderación social de Kirchner. Ese margen generoso le permitió resignar la reelección y cederle su lugar a Cristina. En el 2007 la Presidenta logró el 47% de los votos en el orden nacional y el 48% en Buenos Aires. Le arrancó 23% de ventaja a la oposición.</p>
<p>Contó además con un ciclo económico interno y externo muy favorable, por lo menos hasta comienzos del 2008. Tuvo en todo ese trayecto una oposición fragmentada e insolvente. Pero su sensibilidad política y percepción de la realidad viró bruscamente desde el mismo instante en que cambio su domicilio de la Casa Rosada por la residencia de Olivos.</p>
<p>Kirchner había proclamado durante su mandato que ningún proyecto de tinte nacional podía excluir a las clases medias. Soñaba con aquel viejo molde de convergencia de clases que sintetizó, durante décadas, el peronismo de Juan Perón. El ex presidente nunca logró seducir a aquellos sectores en los años de su mandato. Pero la bonanza económica le acercaron, inevitablemente, muchos de esos votos. Sin ir lejos, Cristina triunfó con respaldo de la clase media y del campo bonaerense cuando se consagró Presidenta. Fueron casi 900 mil en el principal distrito electoral.</p>
<p>El largo y todavía irresuelto conflicto con el campo le ahuyentó esos votos y también la mas solidaridad mínima de los sectores medios. La radiografía de las legislativas de ayer resulta, en ese sentido, implacable: los Kirchner perdieron Buenos Aires, Capital, Santa Fe, Córdoba, Mendoza y Entre Ríos. No pudieron vencer tampoco en ninguna de las ciudades grandes.</p>
<p>Aquel pleito con el campo fue uno de los disparadores de la derrota. Pero lo fue también un deterioro económico negado de modo sistemático por las cifras virtuales del INDEC. Las mentiras del INDEC crisparon a los sectores medios pero dañaron, sobre todo, el bolsillo de los sectores populares. Esa combinación resultó letal para la derrota en Buenos Aires que aniquiló el último argumento político con que contaba Kirchner para cantar una supuesta victoria que no fue.</p>
<p>Buenos Aires, aunque parezca paradójico, terminó desnudando la fragilidad del armado político de Kirchner. Con tantos años de buena economía el ex presidente fue incapaz de consolidar un proyecto: deambuló por la transversalidad, por la concertación, y terminó refugiado en la maquinaria vetusta del PJ bonaerense. Pero nunca se percató de un detalle: ese peronismo le respondía casi por rutina, porque, mal o bien, se cobijaban en el calor del poder. Porque recibía beneficios económicos. Pero nunca existió una comunión política y afectiva sustantiva entre el partido y el ex presidente.</p>
<p>El peronismo del interior de Buenos Aires lo dejó librado a su suerte luego del conflicto con el campo. Daniel Scioli debió encargarse de la campaña en esas tierras hostiles al Gobierno. Ayer hubo, con seguridad, un dato histórico: el kirchnerismo no tuvo ningún voto en América, un poblado de 3 mil habitantes, del centro de Buenos Aires. El problema insoluble fue el conurbano y muchos de los intendentes aceptaron las candidaturas testimoniales sin gusto y con resignación. La clave de la debacle en Buenos Aires se escondió en esas zonas de cierta vecindad a la Capital.</p>
<p>Muchos intendentes instaron a corte de boletas. Entregaron las suyas y dejaron librada a la voluntad del votante la elección de Kirchner, Francisco De Narváez o Margarita Stolbizer. Varios intendentes, también, cargaron los cuartos oscuros con las llamadas &#8220;boletas espejo&#8221;, en las cuales figuraban ellos sólo acompañados por candidatos a cargos vecinales. La mecánica sucedió en todo el conurbano incluido el segundo cordón, donde los Kirchner conjeturaban la fidelidad inclaudicable de la gente.<br />
La estrategia electoral del ex presidente terminó siendo, al fin de cuentas, tan estéril como todos los proyectos partidarios y políticos que pergeñó en estos años. ¿Alguien podía suponer que los habitantes del segundo cordón del conurbano no tienen padecimientos similares ¿o peores¿ a los del resto del país?. ¿Nadie pensó que el indisimulado mal humor social en el país, en la Capital y en el interior bonaerense podía desparramarse a manera de contagio?.</p>
<p>Tampoco Kirchner reparó en otra lección. El peronismo mas poderoso de la historia de Buenos Aires, el que comandó en su época Eduardo Duhalde, resultó perforado en 1997 cuando irrumpió la Alianza y Graciela Fernández Meijide. ¿Por qué razón habría de salir indemne ahora?. Aquella vez pesó la saturación con el menemismo; ahora puede haber sido decisiva la bronca acumulada contra los Kirchner.</p>
<p>El ex presidente y su esposa no pudieron ayer resolver el problema electoral que les plantearon las legislativas. Desde hoy tienen otro desafío de no menor envergadura: resolver el problema político. Hay un partido oficial ¿el peronismo¿ que resultó descabezado con la excepción de Carlos Reutemann, apretado ganador en Santa Fe. Hay un Congreso que mutará de manera sustancial a partir de diciembre, aunque el impacto político de la derrota, con seguridad, caerá también sobre los diputados y senadores oficiales que continuarán seis meses mas. Hay una oposición que puede empezar a desperezarse, a pesar de su diáspora, luego del espaldarazo popular.</p>
<p>Hay, en suma, una nación política mucho mas compleja. Muy distinta a la que siempre conocieron y disfrutaron los Kirchner.</p>
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		<title>Argentina renueva el Parlamento en un contexto de contracción económica</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 21:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ El Gobierno de Cristina Fernández afronta este domingo unas elecciones legislativas en las que están llamados a votar unos 28 millones de argentinos



EFE &#8211; Buenos Aires &#8211; 27/06/2009 &#8211; El País
El Gobierno de Cristina Fernández afronta este domingo unas elecciones legislativas en las que están llamados a votar unos 28 millones de argentinos y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>El Gobierno de Cristina Fernández afronta este domingo unas elecciones legislativas en las que están llamados a votar unos 28 millones de argentinos</strong></p>
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<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">EFE &#8211; Buenos Aires &#8211; 27/06/2009 &#8211; El País</p>
<p>El Gobierno de Cristina Fernández afronta este domingo unas elecciones legislativas en las que están llamados a votar unos 28 millones de argentinos y está en juego la mayoría oficialista en el Parlamento, en un contexto de contracción económica después de seis años consecutivos de crecimiento económico.</p>
<p>La alarma por el avance de la gripe A N1H1, que hasta ahora ha causado 26 muertos, y las encuestas que prevén una reñida votación en la provincia de Buenos Aires, el mayor distrito electoral del país, son los otros elementos a tener en cuenta en unos comicios que tienen lugar en la mitad de la gestión de Fernández. En medio de medidas de prevención sanitaria en los lugares de votación, el domingo se renovará la mitad de los 257 escaños de diputados y un tercio de los 72 del Senado, además de legislaturas provinciales y municipales.</p>
<p>El Gobierno ha instalado unas 100 cámaras de vídeo en mesas electorales de populosos distritos bonaerenses vecinos a la capital argentina, como pidió la Cámara Nacional Electoral. &#8220;Bajamos la cantidad de electores por mesa para evitar inconvenientes y se instalaron cámaras de seguridad para darle mayor transparencia&#8221; a la votación, ha explicado el ministro de Interior, Florencio Randazzo, quien ha calificado de &#8220;irresponsables&#8221; las denuncias de algunos candidatos opositores sobre posibles fraudes.</p>
<p>Randazzo ha explicado que las denuncias de fraude tienen &#8220;la intencionalidad política&#8221; de quitar &#8220;legitimidad&#8221; a &#8220;aquellos que finalmente son elegidos por la voluntad popular&#8221; en unas elecciones en las que se movilizará a unos 120.000 efectivos de las Fuerzas Armadas y de seguridad.</p>
<p>El ex presidente Néstor Kirchner (2003-2007), esposo, antecesor de Fernández y quien encabeza la lista oficialista de diputados por la provincia de Buenos Aires, se juega en estos comicios no solo la mayoría parlamentaria del oficialismo y sus aliados, sino su estabilidad como líder del Partido Justicialista (PJ, peronista). La hegemonía de Kirchner se ve amenazada por el empresario Francisco de Narváez, que aspira a un escaño de diputado al frente de la coalición Unión-Pro, formada por peronistas disidentes como él y seguidores del conservador Mauricio Macri, el alcalde de la capital argentina, líder de Propuesta Republicana (Pro).</p>
<p>Los últimos sondeos arrojan un empate técnico entre ambas fuerzas políticas en la provincia de Buenos Aires, tradicional bastión peronista, cuyo voto es decisivo para dibujar el mapa político del país con vistas a las presidenciales de 2011.</p>
<p>En la capital argentina, segundo distrito electoral del país, se da por descontada la victoria de Gabriela Michetti, candidata de Pro, seguida por la lista de centroizquierda del cineasta Fernando Pino Solanas, convertido en la revelación de estos comicios, y con estrecho margen sobre Alfonso Prat Gay, aspirante del Acuerdo Cívico y Social, en tercer lugar. Este resultado supondría que Carlos Heller, del Frente para la Victoria de Kirchner, sería el gran perdedor de la jornada en la capital argentina.</p>
<p>También se prevén derrotas de las listas del oficialismo en las provincias de Córdoba (centro), donde la liza se centra entre peronistas disidentes, y Santa Fe (noreste), el tercero y cuarto distrito electorales del país, respectivamente. En Santa Fe, las encuestas vaticinan una reñida votación entre el ex corredor de Fórmula Uno y peronista disidente Carlos Reutemann y el socialista Rubén Giustiniani, quienes aspiran a renovar sus banca de senadores. Reutemann aspira a ser candidato presidencial del peronismo en 2011, mientras que una victoria socialista reforzaría la pretensión del gobernador santafesino, Hermes Binner, a competir por la jefatura del Estado.</p>
<p>Algunos analistas políticos, que prevén que el oficialismo perderá la mayoría parlamentaria aunque se mantendrá como principal fuerza política, han adelantado que los resultados electorales de este domingo pueden demorarse por lo ajustado de la votación en la provincia de Buenos Aires y la coincidencia de las legislativas provinciales y municipales.</p>
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