24/11/2012 - 17:12h Di rigori armato il seno…

Di rigori armato il seno
Contro amor mi ribellai
ma fui vinto in un baleno
in mirar due vaghi rai.
Ma fui vinto in un baleno
in mirar due vaghi rai.
Ahi! che resiste puoco a stral di fuoco
cor di gelo di fuoco a stral.


Jonas Kaufmann – Der Rosenkavalier

30/08/2012 - 22:00h Boa noite


Ivo Pogorelich – Chopin – Piano Sonata No. 2 in B-flat minor, Op. 35

30/08/2012 - 19:02h Vivaldi


Vivaldi – Bajazet – Elina Garanča

Atto III, scena 4 – Andronico “Spesso tra vaghe rose”, Elina Garanča, Europa Galante, Fabio Biondi

29/08/2012 - 22:00h Boa noite


Gina Bachauer e Alicia de Larrocha – Scaramouche, de Darius Milhaud

29/08/2012 - 19:58h Aquilo a que chamam amor

Charles Baudelaire

Aquilo a que chamam amor é bem pequeno, bem restrito, e bem fraco, comparado à inefável orgia, à santa prostituição da alma que se dá toda inteira, em poesia e caridade, ao imprevisto que se mostra, ao desconhecido que passa.
É bom ensinar por vezes aos felizes deste mundo, nem que seja só para os humilhar um instante no seu estúpido orgulho, que há felicidades superiores às deles, mais vastas e mais delicadas. Os fundadores das colónias, os pastores de povos, os padres missionários exilados no fim do mundo, conhecem sem dúvida qualquer coisa destas misteriosas ebriedades; e, no seio da vasta família que o seu génio constituiu, devem rir-se algumas vezes daqueles que os lamentam pela sina tão revolta e pela vida tão casta.


Charles Baudelaire. O Spleen de Paris. Pequenos poemas em prosa.

29/08/2012 - 19:04h Mon coeur s´ouvre à ta voix


Elīna Garanča – Mon coeur s’ouvre à ta voix (video-clip)

29/08/2012 - 18:37h Segredo cúmplice 2

Germaine Krull2
Germaine Krull – Les Amies

29/08/2012 - 17:30h Em contato direto com Lygia Clark

Divulgação / Divulgação
Lygia Clark com a máscara “Abismo” para mostra em 1986


Por Marcelo Rezende | Para o Valor, de São Paulo

No espaço da exposição “Lygia Clark: Uma Retrospectiva”, no Itaú Cultural, em São Paulo, são apresentadas 145 obras, entre objetos, instalações e propostas inéditas. A lista cresce com um ciclo de filmes, seminário, aplicativo para “tablets” e museu virtual, que dão conta dos inúmeros e potentes efeitos provocados pela artista mineira, morta em 1988, aos 68 anos. E isso não é tudo. O que os curadores Paulo Sérgio Duarte e Felipe Scovino oferecem a partir deste sábado é uma Lygia Clark em sua potência total, ao lado da sensibilidade, imaginação e disponibilidade do espectador. Uma Lygia diante do desafio tempo.

Desde o início deste século, com a sedimentação dos processos de globalização econômica, reordenação das esferas de poder no mundo e a febre das feiras de arte, Lygia Clark (ao lado de Hélio Oiticica e Lygia Pape, companheiros do neoconcretismo carioca do final dos anos 1950) tem se tornado uma espécie de “blue chip” da arte brasileira entre colecionadores.

A expressão, vinda do mercado de ações, traduz a ideia de um “valor seguro”; no caso de Lygia, sustentado por alguns fatos: o crescimento das mostras internacionais da artista – o MoMA, em Nova York, receberá uma retrospectiva de Lygia Clark em 2014 – e seus recentes resultados de compra e venda. Em 2011, uma peça criada por Lygia em 1964 (”Abrigo Poético 3″) foi vendida na feira suíça Art Basel pelo preço recorde de €1,8 milhão.

Mas Lygia, claro, não se resume a uma análise financeira, e essa tem sido toda uma questão. “Essa retrospectiva apresentada agora ajuda a pensar o lugar da obra de Lygia Clark no Brasil e no mundo”, conta Felipe Scovino.

Refletir sobre a posição de Lygia hoje significa não deixá-la prisioneira de seu sucesso crítico e institucional, mas conceder a seu pensamento um espaço de respiro: “A retrospectiva não traz um recorte cronológico das obras, procurando evidenciar a maneira como ela lida com os diferentes suportes e possibilidades da arte, indo além da construção de um objeto. O público deve descobrir in loco novas possibilidades de leituras sobre ela”, afirma Scovino.

O público é uma das chaves para o entendimento de Lygia Clark, já que muitos dos trabalhos se opõem a dois dos maiores tabus dos museus: a proibição de que as obras possam ser manipuladas e a separação entre visitantes, que impede o compartilhamento de sensações. Nas propostas de Lygia, a obra de arte pode funcionar como intermediária para a ação entre pessoas.

Um exemplo são as instalações “Campo de Minas” e “Cintos-Diálogos”, imaginadas no período 1967/1968 e apresentadas no Itaú Cultural. Na primeira (exibida uma única vez, no Rio de Janeiro), os visitantes percorrem um tablado com sapatos magnetizados. Na segunda, uma instalação inédita, as pessoas recebem cinturões com ímãs, o que as leva a uma relação de atração e repulsão.

Outra proposta inédita é a instalação “O Homem no Centro dos Acontecimentos”, também do fim dos anos 1960 – os curadores usaram textos de Lygia, nos quais ela havia deixado instruções sobre como montar as obras. A obra traz projeções simultâneas em quatro paredes, resultado da filmagem de um percurso pelas ruas com uma câmera fixada sobre um capacete.

Essas experiências, ao lado de suas pinturas e de seus famosos objetos esculturais, os “Bichos”, ilustram a definição de Lygia pelo crítico Mário Pedrosa (1900-1981): “a entrada de Lygia Clark na arena da arte, onde a distância psíquica entre a arte e o espectador foi suprimida, não é de agora nem veio de supetão. Surgiu ao longo de todo um processo”.

Lygia começa com telas, chega a esculturas que podem ser tocadas pelo público para, em seguida, caminhar em direção ao contato com os visitantes, que deixam de ser espectadores e passam para uma posição ativa.

Para a designer Alessandra Clark, neta da artista e diretora da Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark, a missão para essa retrospectiva é mostrar ao público “a obra como ela é”. “Apenas dessa maneira nos aproximamos do que Lygia pensava e tinha imaginado para suas criações.”

Essa necessidade de uma maior compreensão dos processos criativos de Lygia Clark é o que levou ao lançamento de um aplicativo digital para dispositivos móveis, que será distribuído gratuitamente. “No ‘Livro Obra’ (1983), que compõe o material do aplicativo, consegue-se um resumo de Lygia a partir do que ela pensava, por meio de seus textos. Com eles, é possível se relacionar com as obras mesmo a distância”, diz Alessandra.

Participação e relação parecem mesmo resumir Lygia Clark. Durante os anos 1990, com a aparição de uma geração de novos artistas dispostos a assumir a participação dos espectadores em exposições e bienais (a geração da “arte relacional”), Lygia passou a ser intensamente “redescoberta”. Uma das consequências diz respeito a um possível rapto do discurso crítico: Lygia corre o risco de ser pensada como precursora, seguidora ou apenas parte de movimentos artísticos iniciados na Europa e Estados Unidos, o que resulta em uma visão limitada de sua importância.

Contra essa ameaça, ela pode e deve ser pensada em toda sua originalidade, e essa é a leitura promovida pelos curadores Paulo Sérgio Duarte e Felipe Scovino.

“Hoje, o que se conhece representa cerca de 2/3 da produção de Lygia. Agora ela é uma referência para artistas contemporâneos, e foi o interesse e a atuação desses artistas que provocaram as instituições. Mas há ainda muito para pesquisar, trabalhar e entender”, conta Alessandra.

“Há as pesquisas dela com a arquitetura, entre outras. Não há um limite. Mesmo a participação do espectador é um meio, e não um fim”, afirma Scovino.

“Lygia Clark: Uma Retrospectiva”

Itaú Cultural (Av. Paulista, 149), de 1º de setembro a 11 de novembro, entrada gratuita

Marcelo Rezende foi cocurador dos projetos “Comunismo da Forma” (São Paulo, 2007; Toronto, 2009) e “À la Chinoise” (Hong Kong, 2007), e curador das mostras “Ver o Tibet” (Rio, 2010) e “Cinema Veloz e Volante (Salvador, 2012). Editor da publicação “28b”, uma das plataformas da 28ª Bienal de São Paulo (2008)

28/08/2012 - 22:00h Boa noite


2 successive performances of Ludwig van Beethoven’s Turkish March from “Die Ruinen von Athen”, arranged by Richard Blackford for 8 pianos. Played by Gina Bachauer, Jorge Bolet, Jeanne-Marie Darré, Alicia De Larrocha, John Lill, Radu Lupu, Garrick Ohlsson and Bálint Vázsonyi at a Gargantuan Pianistic Extravaganza in London, 1974.

28/08/2012 - 19:08h Anna Bolena


Donizetti – Anna Bolena Act 2 Scene 1

Netrebko · Garanca · D’Arcangelo · Orchester der Wiener Staatsoper · Pidò · Chor der Wiener Staatsoper

This is the Scena e duetto made up of:

Dio, che mi vedi in core 6:52
Sul suo capo aggravi un Dio (Anna, Giovanna) 3:07
Dal mio cor punita io sono (Giovanna, Anna) 2:42
Va, infelice 4:07

from the DG Blu-ray Disc DDD 0440 073 4728 7 GH

28/08/2012 - 18:33h Segredo cúmplice

Germaine Krull
Germaine Krull – Les amies

28/08/2012 - 17:51h Pequenos Poemas em Prosa

Charles Baudelaire

O semblante do primeiro Satã era de um sexo ambíguo, e havia
nas linhas do seu corpo a molície dos antigos Bacos. Os belos
olhos lânguidos, de cor tenebrosa e indecisa, assemelhavam-se
a violetas carregadas, ainda, das pesadas lágrimas da
tempestade(…).
Fitou-me com os seus olhos inconsolavelmente aflitos (…) e
disse-me em voz cantante:
– Se quiseres, se quiseres, eu te farei o soberano das almas, e tu
serás o senhor da matéria viva, ainda mais do que o escultor o
pode ser da argila; e conhecerás o prazer, ininterruptamente
renovável, de sair de ti mesmo para te esqueceres em
outrem, e de atrair as outras almas até confundi-las com a
tua.


Charles Baudelaire. Pequenos Poemas em Prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. p. 59-60.

27/08/2012 - 22:00h Boa noite


Andras Schiff – Recital de piano – Japão 20/02/2011

27/08/2012 - 19:07h Rojotango


Erwin Schrott – Rojotango

27/08/2012 - 18:52h Les malheures de la vertu

Claude_Bornet1
Peintre ou Dessinateur :
Bornet, Claude, peintre et graveur du XVIIIe siècle
Cette notice fait partie d’une série :
La Nlle Justine ou les malheurs de la vertu, [Colnet du Ravel] 1797 [1799]
(pièce ou n° 36 / 41)
Datation : entre 1797 et 1799
Source textuelle :
Sade, Donatien Alphonse François, marquis de (1740-1814)

Sujet de l’image ou genre :
Fiction, 18e siècle
Objet indexé dans l’image : La scène est observée par effraction

Nature de l’image : Gravure sur cuivre
Lieu de conservation :
Paris, Bibliothèque nationale de France, Réserve, Enfer 2511

26/08/2012 - 22:00h Boa noite


Mendelssohn: String Quartet Nº 2 in A Minor, Op. 13
Shanghai String Quartet performs at the 2011 Santa Fe Chamber Music Festival. July 21, 2011, St. Francis Auditorium.
Weigang Li, violin; Yi-Wen Jiang, violin; Honggang Li, viola; Nicholas Tzavaras, cello.
Audio and Video Production by Matthew Snyder Recordings

26/08/2012 - 20:32h H. R. Giger e o Marquês

H.R.Giger_2ILLUSTRATION FOR MARQUIS DE SADE 01_30x21cm_1991

H.R.Giger_1ILLUSTRATION FOR MARQUIS DE SADE 01_30x21cm_1991

H.R.Giger_3ILLUSTRATION FOR MARQUIS DE SADE 08_30x21cm_1991
H R Giger – ilustrações para o Marquis de Sade (1991)

26/08/2012 - 19:08h As valquírias


Nina Stemme (Brünnhilde) & Waltraud Meier (Sieglinde)
Die Walküre – Wagner
Teatro alla Scala 2010

26/08/2012 - 17:00h Os Sonetos de Walter Benjamin

Walter Benjamin

68

Como o coral alastra a sua morte
a arder em árvore púrpura no seio
do mar com a temente alma no meio
dos braços rubros presa do mais forte

Com beijo amargo de ruína veio
a ameaça Ela faz voto de sorte
que acre tormento a tal mando suporte
e é-lhe paga final final receio

Medida no festim desesperado
na turvação lembra a doçura amena
bebe o Lethes do tempo perturbado

qual dando eternidade em mão serena
dota a alma e a herança distribui
O ser simples de quem recusa flui.

Os Sonetos de Walter Benjamin. Tradução de Vasco Graça Moura. Campo das Letras, 1999, p.153

24/08/2012 - 22:00h Boa noite


Felix Mendelssohn – Symphony Nº 2 B flat major – ‘Lobgesang’ ‘Hymn of Praise’ – Regente: R Chailly e La Scala Philarmonic

24/08/2012 - 19:04h Liebestod


Waltraud Meier – “Liebestod”, de Tristan und Isolde – Regente Daniel Barenboim

24/08/2012 - 17:54h A jovem trabalhadora rural de Sebastião Salgado, ontem e hoje

© Reprodução Paulo Cezar Farias/Folhapress. Aos cinco anos de idade, Joceli Borges foi retratada por Sebastião Salgado. 1996.

O jornal Folha de São Paulo publicou hoje (24/08) uma fotografia atual da jovem trabalhadora rural sem terra, que há dezesseis anos foi retratada por Sebastião Salgado, se tornando capa do livro Terra. Atualmente a jovem Joceli Borges tem 21 anos de idade e continua uma trabalhadora rural sem terra. A célebre foto foi feita em 1996, num acampamento de Sem-Terra em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. Na época, Salgado dedicou o livro às milhares de famílias de brasileiros sem terra que sobrevivem em acampamentos improvisados às margens das rodovias.

Fonte Images & Visions

24/08/2012 - 17:00h Amores

Ovídio

Não devo atrever-me a defender os meus depravados costumes
e a terçar falsas armas em defesa dos meus vícios.
Confesso – se alguma utilidade tem confessar os pecados;
mas logo depois de confessar, caio, de cabeça perdida, nos meus erros.
Odeio e não sou capaz de não desejar o que odeio.
Pobre de ti! Aquilo que porfias por deixar, quão penoso é carregá-lo!
Faltam-me forças e poder para me governar a mim mesmo;
sou arrastado, como proa baldeada pela força das ondas.
Não é uma beleza, em especial, que estimula o meu amor;
cem são as razões para eu estar, sempre, a amar:
se há uma que baixa os olhos com recato,
deixo-me inflamar, e aquele pudor é para mim cilada;
se há outra que é provocante, sou cativado por não ser simplória
e por me dar esperança de ser bem viva na doçura do leito;
se me pareceu agreste e a imitar as severas Sabinas,
ela quer, mas, na sua sobranceria, finge, eis o que eu penso;
se és culta, agradas-me pelos teus dotes – tão raros – para as artes;
se és rude, agradas-me pela tua própria simplicidade.
Há uma que afirma que, ao pé dos meus, são toscos os versos
de Calímaco?Pois se lhe agrado, de pronto ela me agrada;
há, também, a que me condena, como poeta, e condena os meus versos;
e eu desejaria suportar o peso das coxas daquela que me condena.
Uma caminha com elegância – o seu movimento cativa-me; outra é bronca
- mas poderia tornar-se bem mais elegante no contacto com um homem.
Esta, porque canta com doçura e com ligeireza faz evoluir a sua voz,
quereria eu dar beijos arrebatados àquela que está a cantar;
estoutra percorre, com a agilidade do polegar, as queixosas cordas,
tão sabedoras mãos, quem não seria capaz de as amar?
Aquela tem um rosto aprazível e faz mil movimentos com os seus longos
braços
e com a elegância e arte bamboleia o peito delicado;
para não falar de mim mesmo, que me deixo tocar por qualquer motivo,
coloca ali Hipólito: tornar-se-ia um outro Priapo.
Tu, por seres tão alongada, emparceiras com as antigas heroínas
e és capaz, com o teu corpo, de ocupar o leito inteiro;
esta é elegante na sua pequenez: por uma e outra sou arrebatado;
ambas, a alta e a pequena, caem bem ao meu desejo.
Não é elegante – e vem-me à ideia que elegância poderia acrescentar-se-lhe;
está cheia de enfeites – que ela mostre as suas próprias prendas.
A alvura da sua pele há-de seduzir-me, há-de seduzir-me a mulher bem rosada;
e até com cores baças é prazenteiro o amor;
se tombam, de uma fronte branca como a neve, cabelos negros,
Leda fazia-se admirar pela sua negra cabeleira;
se são ruivos, a Aurora era aprazível pelos seus cabelos cor de açafrão.
A todas as histórias o meu amor é capaz de adaptar-se.
Uma idade jovem seduz-me, uma idade mais madura toca-me;
aquela por ter mais beleza de corpo, esta por possuir sabedoria.
Enfim, as mulheres que podem apreciar-se em toda a cidade de Roma,
a todas elas pode o meu amor abranger.»


Ovídio. Amores. Tradução, introdução e notas de Carlos Ascenso André. Livros Cotovia, Lisboa, 2006, p. 70/1

23/08/2012 - 22:00h Boa noite


Johannes Bramhs (1833 – 1897)
Pianokonzer Nr. 2
Piano concerto N° 2

München Philharmoniker
Dirigent: Sergiu Celibidache
Piano: Daniel Barenboim

23/08/2012 - 19:01h In fernem land


Jonas Kaufmann “In fernem land” – Lohengrin


Sandor Konya “In fernem Land” – Lohengrin