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	<title>Blog do Favre &#187; artistas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Na mira</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 20:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988), artista que &#8220;reinventou a arte a partir da língua&#8221;, ganha retrospectiva no MoMA, individuais em Londres e SP e vira tema de três novos livros

Obra sem título da série &#8220;Objetos Gráficos&#8221; (1967), de Mira Schendel, que está na mostra do MoMA
&#160;
  SILAS MARTÍ &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988), artista que &#8220;reinventou a arte a partir da língua&#8221;, ganha retrospectiva no MoMA, individuais em Londres e SP e vira tema de três novos livros</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/na-mira/10065/" rel="attachment wp-att-10065" title="mira_objetosgraficos.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mira_objetosgraficos.jpg" alt="mira_objetosgraficos.jpg" /></a><em><br />
Obra sem título da série &#8220;Objetos Gráficos&#8221; (1967), de Mira Schendel, que está na mostra do MoMA</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">  SILAS MARTÍ &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Uma frase solta, inconclusa, resume o retorno. Num dos quadros que abrem sua megarretrospectiva no Museu de Arte Moderna de Nova York, Mira Schendel escreveu discreta: &#8220;Agora que estou de volta&#8221;.<br />
Era uma alusão ao retorno de Aquiles da batalha que travou. Mas, exposta na primeira sala da mostra que o MoMA abre no dia 5 de abril, serve de prelúdio à volta de uma artista que morreu sem atingir o reconhecimento internacional que está prestes a ganhar. Embora tenha participado de nove edições da Bienal de São Paulo, sendo eleita até parte da &#8220;santíssima trindade&#8221; da arte brasileira, Schendel nunca foi tão valorizada pelo mercado.<br />
Além de &#8220;Tangled Alphabets&#8221;, mostra que reúne 200 obras para refazer os passos da artista e do argentino León Ferrari, em Nova York, a galeria Millan abre, na próxima quarta, em São Paulo, individual com 20 de suas monotipias, as gravuras que fazia em papel japonês. Em maio, a galeria Stephen Friedman, de Londres, também abre espaço para uma individual da artista.<br />
No embalo das exposições, o mercado editorial se prepara para lançar farto material sobre o legado da artista que passou a vida tentando &#8220;imortalizar o fugidio&#8221; e &#8220;congelar o instante&#8221;, como dizia em seus diários.<br />
Nascida na Suíça, em 1919, Schendel se mudou para o Brasil quando já tinha 30 anos, formada em Zurique e numa escola preparatória da Itália.<br />
<strong><br />
Orgias de letras</strong><br />
Nômade, falava mal quase todas as línguas que usava para se expressar, as mesmas que apareciam em seus desenhos-poemas -chegou a fazer cerca de 5.000 deles para amigos e conhecidos, passando ao largo do mercado, que a valorizou só depois da morte, em 1988.<br />
Se em vida suas monotipias eram distribuídas ao acaso, vendidas às vezes por US$ 100, ela hoje é uma das artistas mais disputadas da cena brasileira, com trabalhos arrematados por mais de US$ 1 milhão.<br />
&#8220;Só nos últimos anos conseguimos pôr a obra da Mira nas melhores coleções do mundo&#8221;, diz André Millan, 48, galerista que cuida do espólio da artista.<br />
Depois da explosão conceitual e das formas geométricas dos concretos paulistas e cariocas, Schendel foi uma das primeiras no país a injetar forte carga subjetiva em suas obras, deixando ver suas obsessões na folha transparente de papel.<br />
&#8220;Ela reinventa a arte, com base na língua&#8221;, resume Luis Pérez-Oramas, 48, curador da mostra no MoMA, em entrevista à Folha. &#8220;É a língua não como instrumento, mas como encarnação material da voz.&#8221;<br />
Suas &#8220;pequenas orgias de letras flutuando no espaço&#8221;, como descreve Pérez-Oramas, tentam refletir o turbilhão de ideias que estudou à exaustão.<br />
&#8220;A vida imediata é só minha, incomunicável, sem significado ou propósito; o mundo dos símbolos é antivida, vazio de emoção e de sofrimento&#8221;, escreveu Schendel. &#8220;Se pudesse juntar os dois, teria a riqueza da experiência com a permanência relativa do símbolo.&#8221;<br />
Tentando mostrar esses dois lados, Schendel recorria às folhas transparentes, criando uma espécie de porta de entrada para os próprios pensamentos, já que a palavra tinha de mostrar &#8220;o maior número de faces para ser ela mesma&#8221;.<br />
Talvez por essa obsessão, as obras também vão perdendo o peso da tinta e ganhando a leveza dos vazios, de palavras e letras soltas. Depois das naturezas-mortas dos anos 50, ela partiu para as monotipias, obras em acrílico e instalações.<br />
No MoMA, Pérez-Oramas separa as pinturas mais tradicionais das instalações que vêm depois, como &#8220;Trenzinho&#8221;, uma série de folhas penduradas em sucessão, as &#8220;Droguinhas&#8221;, retalhos trançados de papel japonês, e &#8220;Ondas Paradas de Probabilidade&#8221;, rede de fios translúcidos juntos de uma citação da Bíblia.<br />
Quanto mais abstrata a obra, mais presente parece estar a artista. &#8220;Há uma clara consciência da arte como corpo&#8221;, diz Pérez-Oramas. &#8220;É um encontro de corpos, uma forma de romper com a hierarquia, talvez uma metáfora para a voz impossível de Deus.&#8221;</p>
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		<title>Aprender arte</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 19:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ El campo artístico ha logrado la señal más clara de éxito al ser pensado como una actividad profesional con creciente salida laboral. Con la misma velocidad que en su momento detectó un futuro para las carreras de administración de empresas o las de comunicación, el mundo universitario local vio en el arte un &#8220;nicho&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> El campo artístico ha logrado la señal más clara de éxito al ser pensado como una actividad profesional con creciente salida laboral. Con la misma velocidad que en su momento detectó un futuro para las carreras de administración de empresas o las de comunicación, el mundo universitario local vio en el arte un &#8220;nicho&#8221;, según la jerga del marketing, con enormes posibilidades</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/09/966574.JPG" width="547" border="0" height="410" /></div>
<p align="center"><em> Talleres. Convocan tanto a artistas que quieren hacer carrera como a los que no Foto: Gza. Andrés Waissman</em></p>
<p align="center"><em><img src="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/09/966570.JPG" alt="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/09/966570.JPG" /><br />
<span id="divEpigrafe" name="divEpigrafe">DESDE TEMPRANO. En el Malba funciona con éxito la programación de educación a través del arte, sistema del que fue pionero el MoMA de Nueva York</span></em></p>
<p><span class="trebuchet13"><strong>Por Raquel San Martín<br />
De la Redacción de LA NACION </strong></span></p>
<p>Durante años, la crítica de arte fue terreno de escritores y poetas; el diseño de una exposición, de museólogos; la dirección de una galería, de conocedores; la política cultural, de intuitivos. Ya no.</p>
<p>Del gueto y la elite a la tapa de los diarios y las exposiciones que atraen multitudes, el arte ensanchó sus fronteras, rodeó a los artistas con una variedad de nuevas funciones, pero también refinó sus demandas. &#8220;En el mundo del arte hoy ya no es suficiente estar conectado&#8221;, sintetiza una curadora.</p>
<p>Hoy hace falta haber estudiado. En la Argentina, la oferta posible se multiplica en especialidades: gestión cultural, curaduría, conservación y restauración de obras, montaje de exposiciones, crítica de arte, artes electrónicas e historia del arte se reparten en licenciaturas y posgrados en las universidades e institutos, que contratan a investigadores y curadores para pedirles que diseñen para ellos programas innovadores en un campo pleno de ofertas.</p>
<p>Como eco de una tendencia que ya tiene años en otros países, aquí se crean carreras, se publican libros y se abren posibilidades de investigación en todo aquello que acompaña y sostiene a los artistas, desde seleccionar y colgar sus obras hasta criticarlas y estudiarlas, pasando por promoverlas en el mercado. En ese sentido, el campo artístico -nunca como hoy una actividad colectiva- ha logrado la señal más clara de éxito: poder ser pensado como actividad profesional.</p>
<p>Paralelamente a este interés más formal, el auge de la oferta desborda y alcanza al público común: museos y centros culturales organizan cursos que se dictan a sala llena, ante un auditorio ávido de entender y formar parte de un universo artístico que abre sus puertas pero mantiene algunas barreras sólo traspuestas por los que saben.</p>
<p>&#8220;En la proliferación hay una gran diversidad. Por un lado, hay un conjunto de propuestas destinadas a un público interesado y otras de formación de posgrado, que aproxima el arte a profesionales de otras carreras. Y otro grupo, que son las carreras y posgrados de universidades, con fuerte predominio de las estatales, que llegan a un público más especializado y también extranjero. En muchas de ellas, entre el 25 y el 30% de los alumnos provienen de países latinoamericanos, lo que es un estímulo para el desarrollo pero también para el sostenimiento de los posgrados&#8221;, sintetiza a <strong> adn </strong> cultura Diana Wechsler, investigadora del Conicet, profesora en la carrera de Artes de la UBA y en las maestrías del área de la Universidad Nacional de San Martín (Unsam), además de curadora independiente.</p>
<p>Impulsado por un discurso político que atribuye a la cultura la capacidad de integrar socialmente y generar recursos, el arte se puso de moda. Y ya hay quienes alertan sobre una saturación de profesionales formados para un mercado local que, aún en expansión, tiene dimensiones modestas y una multiplicación de ofertas que no arriesgan demasiado desde el punto de vista intelectual.</p>
<p>Con la misma velocidad que en su momento detectó un futuro para las carreras de administración de empresas, o para las de comunicación, el mundo universitario local vio en el arte un &#8220;nicho&#8221; -en el lenguaje del marketing- con posibilidades en alza.</p>
<p>En 38 de las 93 instituciones universitarias del país, públicas y privadas, hoy se dictan carreras vinculadas al arte, que atraen, según datos del Ministerio de Educación, a unos 49.000 estudiantes, más que los que estudian Ciencias de la Comunicación. El crecimiento del interés es sostenido y constante: desde 2001 se incorporaron 10.000 alumnos y las carreras de arte ocupan hoy el quinto lugar en las preferencias de los nuevos ingresantes. Todo un logro para una actividad que, hasta hace poco, en muchos imaginarios seguía asociada a la pobreza.</p>
<p>A las carreras más tradicionales de arte, como las de las universidades de Buenos Aires, La Plata, Córdoba, Cuyo y Tucumán, con décadas de trayectoria, se suman ofertas de grado en otros temas, como las artes electrónicas en la Universidad Nacional de Tres de Febrero (Untref), la conservación y restauración en la Universidad del Museo Social Argentino (UMSA), el arte multimedial en la Universidad Maimónides o la crítica de artes en el Instituto Universitario Nacional del Arte (IUNA), y posgrados que cubren una variedad cada vez más amplia, desde la historia del arte hasta la gestión de la cultura.</p>
<p>&#8220;Este auge de carreras y de interés tiene que ver con un proceso de profesionalización que se da en todo el campo del arte. Si antes el curador de un museo tenía un perfil bajo, ahora es un autor que se prepara técnica y teóricamente. Y la gestión de instituciones culturales se volvió más compleja&#8221;, dice Inés Katzenstein, investigadora, curadora y directora del Programa de Arte que desde este año tendrá la Universidad Torcuato Di Tella. El área incluirá un programa de formación para artistas jóvenes con teoría, práctica y talleres, pero también seminarios y cursos abiertos sobre temas de historia y crítica de las artes. En proyecto, hay una licenciatura en artes.</p>
<p>El juego entre oferta de carreras y necesidades del mercado contiene otros elementos, por ejemplo, la competencia que esta proliferación de profesionales en el mundo del arte ya está provocando. &#8220;Al haber un mercado superpoblado, se genera una situación competitiva fuerte y hay que tener un rasgo diferencial para posicionarse y destacarse&#8221;, analiza Rubens Bayardo, antropólogo y director del posgrado en Gestión Cultural de la Unsam. Las deficiencias de formación en muchos de quienes tienen cargos en organismos culturales del Estado aporta más interesados.</p>
<p>Sin embargo, hay quienes señalan que este auge de carreras vinculadas al arte no es sino el resultado lógico de lo que se sembró hace 25 años, cuando, con la recuperación de la democracia, se revitalizaron carreras tradicionales de arte (como las de la UBA, fundada en 1963 por Julio E. Payró; o la de la Universidad Nacional de Cuyo, creada a fines de los años 30), en las que se educaron muchos de los que hoy diseñan posgrados, dan clases, investigan y, en palabras de José Emilio Burucúa, &#8220;han dado forma a un campo artístico muy robusto&#8221;.</p>
<p>&#8220;En los años 80 se hizo fuerte la formación de profesionales a partir de varias universidades nacionales, y ese núcleo ha hecho posible que tengamos grandes profesores y muchos investigadores&#8221;, sostiene Burucúa, historiador e intelectual del arte, ex docente de la UBA y profesor de grado de la Unsam, donde hasta hace poco dirigió la maestría en Historia del Arte.</p>
<p>No es causal que el estímulo, que hoy da resultados visibles, haya comenzado en esa década. &#8220;Desde 1983, el campo del arte argentino ha tenido un impulso por una necesidad de autoexpresión en una sociedad que recuperaba la libertad de hacerlo. Eso ha alimentado la fortaleza del campo artístico y cultural, que mantuvo durante la crisis de 2001. El arte ha sido una tabla de salvación y llenó una voluntad de autoconocimiento&#8221;, expresa Burucúa.</p>
<p><strong> La época del arte </strong></p>
<p>Quizá sea eso lo que atrae cada vez más personas a los cursos y seminarios vinculados al arte, que en Buenos Aires se vuelven incontables. La Asociación Amigos del Museo Nacional de Bellas Artes, por ejemplo, ofrece desde hace años su carrera no formal de Historia del Arte, que llena su auditorio, complementada por un calendario de cursos que van de la música y la estética al arte contemporáneo.</p>
<p>Otro tanto sucede en el Centro Cultural Ricardo Rojas, el Recoleta, el Museo Sívori, el Centro Cultural Borges, el Espacio Fundación Telefónica y la Universidad Torcuato Di Tella, por citar unos pocos. A ellos se suman los museos que acompañan sus muestras más importantes con seminarios afines, como sucedió con el Malba y la visita de Sophie Calle o con la Fundación Proa, a propósito de la megamuestra consagrada a Marcel Duchamp, y, como todos los años, con los programas de auditorio encarados por arteBA, Buenos Aires Photo, Gallery Nights y Expotrastiendas.</p>
<p>Si cada época tiene un modo de expresión que la define, ¿será ésta la época del arte? &#8220;Se ha producido efectivamente un cambio en el lugar de la cultura y las artes con relación a otras esferas sociales. Arte y cultura aparecían en el imaginario como algo propio de una elite, que representaban un plus por encima de las necesidades básicas de la gente. Hoy está incorporado a la vida social, a la producción económica y a la política&#8221;, dice Bayardo. &#8220;Lo cultural tiene una relevancia enorme -agrega- en la estetización de los productos de consumo.&#8221;</p>
<p>Podría arriesgarse todavía más: la identidad cultural define un lugar en el mundo (la religión, el género, los gustos musicales pesan más que las clases sociales, por ejemplo) y hasta puede convertirse en una &#8220;marca&#8221;: desde hace años se difunde la idea de Buenos Aires como &#8220;capital del arte&#8221;, gracias a la interacción de la política pública y el sector privado. El crecimiento de circuitos artísticos, ferias y festivales en la ciudad colabora para despertar en un público más masivo el interés por aprender.</p>
<p>Hay, además, una renovada preeminencia del arte en el campo teórico de las humanidades que, con menor visibilidad pero una influencia sostenida, aporta casi tanto a este interés como la presencia creciente de galerías de arte.</p>
<p>&#8220;Ha habido un giro en las ciencias sociales y las humanidades, en el que muchos planteos teóricos de larga data en la historia del arte han alcanzado un papel central en otras disciplinas, como la historia de la cultura o la historia intelectual. Estudiar las representaciones, lo simbólico, la decodificación de textos y los vínculos entre imagen y escritura es algo que la historia del arte viene trabajando, y que los estudios culturales, por ejemplo, hoy rescatan. Que otras disciplinas se encuadren en estas problemáticas hace que aparezca el interés por el arte de sociólogos, historiadores y gente de la comunicación&#8221;, analiza Wechsler.</p>
<p><strong> Cambio de paradigma o salida laboral </strong></p>
<p>En este panorama, existe un aspecto que cambia el lugar de la demanda académica: hay en el arte, en términos más concretos, nuevas posibilidades de trabajo.</p>
<p>La gestión de la cultura, por ejemplo, es un campo amplio y con posibilidades. &#8220;Hay una apertura de opciones profesionales en la gestión cultural que viene de la mano de entender que no es un sector de gastos inútiles, sino una inversión que da réditos y que hay que manejar profesionalmente&#8221;, dijo Bayardo.</p>
<p>&#8220;En cultura hubo durante mucho tiempo la idea de que uno hace lo que le gusta o lo que le parece. Hoy se entiende que hay que elaborar políticas a partir de conocimientos, datos, investigaciones e información sólida, conocer el terreno y elegir estratégicamente qué aspectos y expresiones culturales se van a promocionar&#8221;, sintetiza.</p>
<p>Las exposiciones artísticas también han inaugurado múltiples tareas. El curador, por ejemplo, adquirió un lugar central, como parte de un museo, de un espacio de arte o en su actividad independiente. &#8220;Los estudios curatoriales tienen un auge total en Europa y Estados Unidos. El curador es una figura particular, que tiene que encarar un trabajo de producción cada vez más enorme&#8221;, dice Katzenstein, y cuenta que uno de los objetivos de la UTDT es abrir una maestría en Curaduría, porque &#8220;alguien que sale de Historia del Arte necesita una formación en arte contemporáneo&#8221;.</p>
<p>Con eso coincide Graciela Taquini, una de las primeras egresadas de la carrera de Artes en la UBA, hoy investigadora y curadora especializada en artes electrónicas, que reconoce haber hecho su carrera &#8220;en la práctica&#8221;. &#8220;Hoy veo a las chicas más jóvenes, tan formadas y tan eficientes, y pienso que están ganando tiempo. Pero a la vez, que la experiencia es insustituible.&#8221;</p>
<p>Para Taquini, la curaduría debería ser un posgrado. &#8220;Muchos se dicen curadores y no lo son. No debería ser una carrera de grado, sino una especialización de una carrera de arte. Más allá de la formación, de todos modos, las curadurías tienen el sello de las obsesiones personales&#8221;, admite la especialista que ha hecho del videoarte su territorio expresivo y reconoce como &#8220;obsesiones&#8221; el simulacro, la verdad y la paradoja.</p>
<p>El auge de las artes electrónicas -que van desde la fotografía y el video hasta la instalación y el <em> net art </em> &#8211; abrió una serie de nuevas funciones que hay que aprender. &#8220;Las artes electrónicas requieren una formación específica, para rendir cuenta teóricamente de lo que se hace. Así, han surgido teóricos y artistas-teóricos en este campo, pero también la necesidad imperiosa de formar curadores en artes electrónicas&#8221;, dice Norberto Griffa, director del Departamento de Arte y Cultura de la Untref y coordinador de la carrera de Artes Electrónicas, pionera en el campo, iniciada en 2000. La Untref abrirá este año una maestría en Tecnología y Estética de las Artes Electrónicas.</p>
<p>&#8220;Hay en este campo un problema de mantenimiento, de hacer que los aparatos funcionen todo el tiempo y eso demanda criterios de exposición diferentes. Las obras tienen que convivir en un mismo espacio sin contradecirse&#8221;, describe Griffa.</p>
<p>En el otro extremo de la historia, el pasado también se mira hoy de otra manera. &#8220;Otra causa del auge por estudiar arte tiene que ver con la creciente conciencia sobre la preservación patrimonial, sobre la que, si se mira el largo plazo, ha habido progresos en los museos del país. Hay necesidad de gente idónea que haga fichajes eruditos del patrimonio y que pueda imaginar una política patrimonial&#8221;, opina Burucúa.</p>
<p>¿No puede una oferta creciente saturar un campo artístico de dimensiones modestas, como el nuestro? &#8220;Estamos en el punto del brote, en plena explosión. Pero creo que todo esto va a ir decantando&#8221;, analiza Griffa. Para Burucúa, hay que mirar a las provincias. &#8220;Hay siempre un riesgo de saturación laboral, sobre todo en Buenos Aires, pero no creo que suceda todavía. Hay centenares de instituciones, en todo el país, que necesitan estos profesionales&#8221;, sugiere.</p>
<p>Otros comparan cantidad y calidad, y alertan: &#8220;Espero que en la Argentina este auge de formación haga que se generen discusiones más interesantes, de mayor complejidad y riqueza; no sólo gente preparada para hacer un presupuesto u ocupar un puesto de trabajo. Que se puedan formar como intelectuales, porque lo que hace falta es gente que piense&#8221;, dice Katzenstein. Entre los cursos informales, agrega Taquini, &#8220;faltan cursos de historia del arte argentino con un punto de vista menos tradicional, más cuestionador y crítico&#8221;.</p>
<p>Debajo de la mediática espuma del arte convertido en moda, hay corrientes sociales que demandan atención. Cuidado, dicen muchos, que largas filas para entrar en un museo o visitantes récord en una feria no necesariamente indican una multitud diversa, sino probablemente la misma gente que ya tenía familiaridad con el arte, sólo que ahora con acceso a una oferta más variada. &#8220;La democratización del acceso al arte afecta todavía a un segmento escueto de la sociedad, que es la clase media alta. El gran desafío es incorporar a otros sectores&#8221;, dice Burucúa.</p>
<p>También, repensar el lugar del artista en este andamiaje profesional de intermediarios que se teje a su alrededor y que, según a quien se pregunte, oscila entre lo beneficioso y lo prescindible.</p>
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		<title>&#8221;Queremos a ópera inserida na cultura contemporânea&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 17:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Diretor do Metropolitan, Peter Gelb fala do cinema como meio de atingir novas plateias e prevê dificuldades por causa da crise
Em São Paulo, Lucia de Lammermoor será exibida no Cine Bombril, no Unibanco Arteplex e no Unibanco Pompéia amanhã, às 17 h, e terça, às 20h.


João Luiz Sampaio &#8211; O Estado SP
Em setembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Diretor do Metropolitan, Peter Gelb fala do cinema como meio de atingir novas plateias e prevê dificuldades por causa da crise</strong></p>
<p><strong>Em São Paulo, Lucia de Lammermoor será exibida no Cine Bombril, no Unibanco Arteplex e no Unibanco Pompéia amanhã, às 17 h, e terça, às 20h.</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090307/img/arteelazer.jpg" width="267" height="472" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>João Luiz Sampaio &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Em setembro de 2008, o todo poderoso chefe do Metropolitan Opera House de Nova York, Peter Gelb, deu uma entrevista ao site Time Out. A certa altura, o repórter lhe pergunta como vê o futuro de Nova York. &#8220;Se não houver outro ataque terrorista, uma crise econômica e se o aquecimento global não fizer o Rio Hudson inundar a cidade, imagino que seja um grande futuro&#8221;, disse. Pouco mais de seis meses depois, uma das maiores crises econômicas da história virou do avesso a vida dos norte-americanos. &#8220;Para instituições culturais sem fins lucrativos, como o Metropolitan, o quadro ainda é incerto, não se sabe como seremos afetados&#8221;, diz Gelb ao Estado. Ele foi contratado há três anos para modernizar e devolver ao Met o posto de maior teatro de ópera do mundo. E agora? &#8220;Vamos devagar. Mas iniciativas como a transmissão de óperas pelo cinema são promissoras.&#8221; O projeto começou há dois anos e consiste na exibição em cinemas das óperas apresentadas no teatro; há duas semanas, chegou ao Brasil, onde continua amanhã com Lucia di Lammermoor, de Donizetti.</p>
<p>&#8220;Ao todo, 1,25 milhão de pessoas já assistiram às exibições. Para este sábado (hoje), nos EUA, já há 150 mil ingressos vendidos. É claro que a receita que temos com as bilheterias não pagam as produções em si, mas ao menos tem pago todas as despesas de filmagem e transmissão dos espetáculos. É um caso único de projeto autossuficiente em instituições culturais norte-americanas. E mais: é um bom veículo para vender a imagem do Met em todo o mundo, para não falar da sensação boa que temos ao perceber que aquilo com que trabalhamos, no caso a ópera, não perdeu a capacidade de emocionar e mobilizar as pessoas. É engraçado: em algumas sessões, o público aplaude entre as árias. Eles estão aplaudindo quem? Acho que estão aplaudindo a ópera como gênero e a possibilidade de estar ali, em comunidade, tendo acesso a ela. Em uma época na qual a tecnologia isola as pessoas dentro de casa, o que acontece aqui é justamente o inverso. Esse é um fenômeno social que em nenhum momento antecipamos. Foi de fato surpreendente&#8221;, diz.</p>
<p>Para Gelb, porém, o mais importante é que tudo isso está sendo feito sem que se perca o respeito pela ópera e sua produção. &#8220;A nossa única preocupação é que a ópera coloque um pé na cultura contemporânea, que abrace as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Como gênero, ela á ainda profundamente atraente, precisa apenas quebrar essa barreira que se colocou entre ela e a sociedade. É o que tentamos fazer, mas com um respeito profundo pela forma de arte que ela é. E, claro, sem expectativas irreais. A ópera requer um público inteligente e sensível, interessado em compreendê-la. Ela não vai ser pop, mas precisamos torná-la disponível ao maior número de pessoas possíveis. O cinema é um excelente caminho para isso.&#8221;</p>
<p><strong>COMO NOS ESPORTES</strong></p>
<p>E em que medida ter em mente a exibição no cinema interfere no processo de criação das montagens? Gelb diz que isso não ocorre. &#8220;É tão difícil colocar uma ópera de pé, é uma tarefa que envolve tantos detalhes, dos cantores aos técnicos, que seria uma enorme irresponsabilidade colocar ainda mais essa pressão sobre a equipe&#8221;, diz. &#8220;Temos em mente que não estamos fazendo nem cinema nem televisão, mas, sim, teatro. É claro que a exigência por cantores que saibam atuar existe, mas isso não é exatamente novo. O cantor de ópera completo, hoje, é aquele que sabe cantar e atuar; e quando alguém assim aparece, nossa, é maravilhoso. Mas tem que ser maravilhoso no palco, esse é o critério. É por isso que não filmamos a estreia de uma produção. Esperamos algumas récitas e, a cada uma delas, vamos estudando a melhor maneira de filmá-la. Só então fazemos a transmissão.&#8221;</p>
<p>Um dos aspectos mais interessantes das exibições é justamente o modo de filmar, a posição das câmeras. Antes de cada apresentação, artistas do teatro entrevistam o elenco e o maestro, que falam de suas concepções para o espetáculo que será exibido. E, durante a apresentação, há câmeras pegando a movimentação nos bastidores e até mesmo na cabine da direção de imagens. &#8220;Queremos deixar claro que o que temos ali é teatro filmado. Esses olhares sobre os bastidores permitem isso, além de saciar a curiosidade do público. É como se estivéssemos transmitindo um evento de esportes, um campeonato do tênis ou futebol. Todos os aspectos da produção são mostrados, dando ao público o máximo possível da sensação de se estar perto do teatro.&#8221;</p>
<p><strong>DE VOLTA À CRISE</strong></p>
<p>Segundo Gelb, as transmissões, se continuarem a atrair o público atual (no Brasil, por exemplo, a primeira exibição do projeto, há duas semanas, teve 90% de ocupação), não devem sofrer com falta de verbas, uma vez que se tornaram autossuficientes. O mesmo, no entanto, não vale para o cotidiano do Metropolitan. &#8220;O fato é que não temos como saber exatamente o que vai acontecer. Nos EUA, dependemos quase que exclusivamente do patronato. E, se as pessoas começarem a perder muito dinheiro, vão investir menos em artes, isso é fato. Quanto ao público, ainda não sofremos quedas na venda de ingressos. Mas a ópera é um tipo de espetáculo no qual manter o teatro sempre cheio não significa vida financeira saudável. Temos alguma seguranças em nosso fundo de investimentos, mas estamos de olho para ver o que vai acontecer.&#8221;<br />
<strong><br />
MONTAGEM DE &#8216;LUCIA&#8217; TEM BOM ELENCO E DIREÇÃO CÊNICA</strong></p>
<p>MODERNIDADE: A notícia vem logo no início da transmissão, dada pela soprano Natalie Dessay, mestre-de-cerimônias da noite: doente, o tenor mexicano Rolando Villazón não poderia se apresentar no papel de Edgardo, ao lado da soprano russa Anna Netrebko, como Lucia. &#8220;Mas quem sabe essa não é uma noite histórica, que vai fazer despontar para o sucesso um jovem tenor, chamado para substituir o colega?&#8221; Talvez seja um pouco de exagero, mas Peter Beczala dá &#8211; e bem &#8211; conta do papel. É uma voz que corre fácil, ágil, com graves levemente escuros. Entre os homens, no entanto, o destaque mesmo da produção de Lucia di Lammermoor que será exibida nos cinemas brasileiros amanhã e terça é o barítono polonês Marius Kwiecien. Ele, curioso, já esteve no Brasil, onde cantou em 2001 uma Lucia no Municipal de São Paulo. A impressão tinha sido das melhores e agora se confirma. E Lucia? Anna Netrebko é a grande sensação da ópera mundo afora. Sua Lucia é vocalmente precisa, mas a Cena da Loucura deixa um pouco a desejar em atuação cênica. A produção de Mary Zimmerman, por sua vez, é excelente, recria as colinas escocesas do romance de Walter C. Scott (que inspira a obra) e consegue ser moderna plasticamente dentro das possibilidades sugeridas pelo libreto e pela música. Em resumo, um grande espetáculo. Em São Paulo, Lucia será exibida no Cine Bombril, no Unibanco Arteplex e no Unibanco Pompéia amanhã, às 17 h, e terça, às 20 h. R$ 25.</p>
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		<title>Nu de costas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 20:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Modigliani
&#160;





           
Um dos principais integrantes da escola de Paris,           Amedeo Modigliani (1884-1920) marcou a pintura da primeira metade do século XX com suas figuras alongadas,           [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/nu-couche-de-dos_modigliane.jpg" title="nu-couche-de-dos_modigliane.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/nu-couche-de-dos_modigliane.jpg" title="nu-couche-de-dos_modigliane.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/nu-couche-de-dos_modigliane.jpg" alt="nu-couche-de-dos_modigliane.jpg" width="555" height="356" /></a></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/nu-couche-de-dos_modigliane.jpg" title="nu-couche-de-dos_modigliane.jpg"></a></p>
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<p align="center"><strong>Modigliani</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<blockquote>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font face="Arial"><small><br />
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<p><font face="Arial"><small>           </small></font></p>
<div align="justify"><font face="Arial"><font style="background-color: #000000" size="5" color="#ffffff" face="verdana,geneva">Um dos principais integrantes da escola de Paris,           Amedeo Modigliani (1884-1920) marcou a pintura da primeira metade do século XX com suas figuras alongadas,           que se destacam pelo despojamento e pela estilização.</font></font></div>
<div align="center"></div>
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</blockquote>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Arial"><strong>     </strong></font></font></p>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial"><strong>Amedeo       Modigliani</strong> nasceu na cidade italiana de Livorno, em 12 de julho de 1884, filho de abastada       família judia. </font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Por causa da saúde       precária não recebeu educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, que iniciou       na cidade natal e prosseguiu em Veneza e Florença. </font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
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<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Em 1906 mudou-se para Paris       e, ao fim de três anos de vida boêmia, executou uma de suas obras mais importantes:       &#8220;O violoncelista&#8221;, que expôs no Salão dos Independentes de 1909.</font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     O encontro com o escultor       Constantin Brancusi marcou a carreira de Modigliani, que por um longo período abandonou a       pintura pela escultura. Impressionado pelo cubismo, muito influenciado por Cézanne,       Toulouse-Lautrec e Picasso, o artista executou nesse período esculturas nas quais se       misturam influências da escola de Siena e da arte da África negra, sobretudo das       esculturas do Congo e do Gabão. </font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Também a influência dos       kouroi (esculturas gregas que representam jovens atletas desnudos) se faz sentir nesses       trabalhos, que Modigliani esculpia sempre diretamente na pedra, na tentativa de preservar       a unidade plástica do bloco. </font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Essa fase se prolongou até       1914, quando o artista, sem dispor dos recursos necessários à produção de esculturas,       retornou à pintura.</font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Os temas preferidos de       Modigliani foram, a partir de então, os retratos e os nus femininos com modelos que,       segundo o artista, expressavam &#8220;a muda aceitação da vida&#8221;. Com o raro dom de       conseguir uma imediata empatia entre seus retratos e o observador, dotou suas figuras de       uma sensualidade que se transmite não pela nudez, mas pelo movimento e pelo alongamento       dos traços. </font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4"><font face="Arial">     Essa breve fase final do       artista foi a mais importante de sua obra, caracterizada por um despojamento que alguns       críticos creditaram a sua inclinação para a escultura. Modigliani morreu em Paris, em       24 de janeiro de 1920.</font></font></p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><font size="4">      </font><font size="4" face="Arial">©Encyclopaedia Britannica do       Brasil Publicações Ltda.</font></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
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		<title>O novo primeiro-regente</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 20:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O maestro francês Yan Pascal Tortelier assume na segunda o comando da principal orquestra do País e fala pela primeira vez dos planos para a Osesp

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João Luiz Sampaio &#8211; O Estado SP
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O maestro francês Yan Pascal Tortelier chega este fim de semana a São Paulo para começar seu trabalho de dois anos como regente-titular da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/img/arteelazer.jpg" width="267" height="472" /></div>
</h3>
<p><strong>O maestro francês Yan Pascal Tortelier assume na segunda o comando da principal orquestra do País e fala pela primeira vez dos planos para a Osesp</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte"><strong>João Luiz Sampaio &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O maestro francês Yan Pascal Tortelier chega este fim de semana a São Paulo para começar seu trabalho de dois anos como regente-titular da Sinfônica do Estado de São Paulo, substituindo John Neschling, demitido no início de janeiro. Definindo uma orquestra como &#8220;o mais perfeito instrumento criado pelo homem&#8221;, Tortelier, que já esteve à frente da Filarmônica da BBC, em Manchester, se diz animado com a possibilidade do trabalho em São Paulo. E, na entrevista concedida por telefone ao Estado, pede paciência ao público para que ele tenha tempo de conhecer melhor o grupo. Seu primeiro concerto será na quinta-feira, na abertura oficial da temporada, na Sala São Paulo.</p>
<p><strong>Qual a avaliação de seu primeiro contato com a orquestra, em 2008?</strong></p>
<p>Foi uma surpresa maravilhosa viajar a São Paulo e descobrir uma sala maravilhosa. Sinto não tê-la conhecido antes. A questão da acústica é complicada, mas a solução de uma sala criada a partir de um prédio antigo é muito rica e bem-sucedida. Mas o que é uma sala sem uma orquestra? E a Osesp também me surpreendeu, possui alto nível de treinamento e nos demos muito bem. Tive a sensação de que dá para fazer muito em termos de repertório com esses músicos.</p>
<p><strong>Estava prevista a apresentação do oratório Paulus, de Mendelssohn, para a abertura da temporada. Por que trocar a peça pelas mais apresentadas Variações Enigma, de Elgar, e a Sinfonia nº 2, de Rachmaninoff? </strong></p>
<p>Essas são peças com as quais tenho uma relação muito forte. E tudo aconteceu de uma hora para outra, precisei tomar decisões rápidas e procurei um repertório que fosse adequado para todos, com exceção do coro, que ficou de fora mas com quem pretendo trabalhar bastante ainda. Mas entendam que foi tudo muito rápido e tive sorte de poder aceitar o convite, de ter as nove semanas livres em minha agenda, o que aconteceu porque atualmente não tenho nenhum posto fixo à frente de uma orquestra.</p>
<p><strong>A Osesp trabalhou nos últimos 12 anos sob o comando de um mesmo maestro e, desde sua reestruturação, esta é a primeira vez que o grupo passa por uma troca de regentes. Isso torna a transição complicada?</strong></p>
<p>Cada concerto, cada programa, é uma aventura, em qualquer lugar, não apenas em São Paulo. É assim que penso minha vida e minha carreira. Toda vez que chego para trabalhar com uma orquestra vejo a oportunidade como um desafio, uma aventura. Não tenho 100% de certeza de que minha parceria com a Osesp vai funcionar, que seremos bem-sucedidos. Não sei como eles tocam esse repertório que escolhi para o concerto de abertura, por exemplo. Mas sei como os músicos reagiram a mim no ano passado. E estou contando com essa química. No mais, é sempre uma aventura. E é isso que torna minha profissão fascinante.</p>
<p><strong>Como regente-titular, o senhor deve participar da montagem das próximas temporadas da Osesp. Qual imagina ser o repertório ideal para uma orquestra como ela?</strong></p>
<p>Acho necessário relembrar que estou indo para São Paulo em um contexto muito específico, delicado. Vou porque estou disponível, nesta e na próxima temporada. Não sou apenas um regente convidado principal, mas prefiro pensar em mim como um regente principal convidado. Vai caber à direção da orquestra discutir repertórios e programações. Deixem que eu chegue e, após um mês de trabalho, conheça melhor o grupo, com quem trabalhei apenas duas semanas até agora. Estou disposto a conversar e ajudar na montagem do repertório da Osesp. Mas não sou de fazer planos, prefiro que as coisas fluam naturalmente. Vamos ver como nossa relação se dá e construiremos a partir daí.</p>
<p><strong>Existe algum repertório com o qual o senhor se identifica em especial?</strong></p>
<p>A música alemã seria, acredito, o pão com manteiga da minha juventude como músico. O repertório francês flui naturalmente no meu sangue; os russos, bom, são essenciais, assim como a música latina, sempre com espaço para os compositores anglo-saxões. Acho que posso dizer que, se não com tudo, eu me sinto feliz com a maior parte do repertório sinfônico ocidental.</p>
<p><strong>O senhor falou em música latina. Conhece a música brasileira?</strong></p>
<p>Essa é uma pergunta delicada para mim. O grande atributo da música latina, a brasileira incluída, é o ritmo, há um fogo que tem a ver com o ritmo. Fala-se sempre isso dos russos, de Stravinsky, mas não acho que a questão rítmica seja tão essencial para os russos quanto para os latinos. Não regi muita música brasileira, mas espero em São Paulo poder me aventurar por esse repertório, gostaria muito disso. Mas tenham paciência, não seria justo exigir isso de mim logo de cara. De qualquer forma, não acredito que vocês precisem de mim como advogado de sua música. Meu papel em São Paulo é mais amplo.</p>
<p><strong>Para que serve uma orquestra sinfônica em um mundo como o de hoje?</strong></p>
<p>Talvez eu pareça ultrapassado, mas acho que o mundo de hoje fica cada vez mais superficial. A tecnologia traz avanços indiscutíveis, mas transforma o ambiente em que vivemos e, aos poucos, passamos a nos comportar como máquinas. Há aí a necessidade da espiritualidade, não do fanatismo, claro, mas do misticismo. Não sou uma pessoa religiosa, devo dizer. Mas vejo a música como minha religião, em vez do judaísmo, budismo, cristianismo, islamismo, etc. Nunca houve uma guerra provocada pela música. Ela pode fazer por nós tanto quanto qualquer religião. E uma orquestra é o veículo perfeito dessa idéia, deve difundir a música, levando-a ao maior número possível de pessoas.</p></div>
<h3></h3>
<p><strong><font size="6">E agora?</font></strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A demissão do maestro John Neschling despertou uma série de questões sobre o futuro da Osesp. Se Tortelier assume o posto de regente-titular, quem fica como diretor artístico, encarregado portanto de montar as próximas temporadas? Segundo a Fundação Osesp, a direção artística será feita provisoriamente pelos consultores internacionais contratados para auxiliar a orquestra nesse momento de transição: Timothy Walker, diretor-executivo e artístico da Filarmônica de Londres, e Henry Fogel, ex-presidente da Liga Americana de Orquestras e ex-diretor-executivo da Orquestra Nacional de Washington e da Sinfônica de Chicago. Quanto ao nome do novo diretor, a fundação promete o anúncio para 2010, &#8220;a tempo de preparar a temporada de 2011&#8243;. Sobre as gravações. Tortelier vai comandar o grupo em uma delas. A Fundação, no entanto, ainda não informou o cronograma completo de gravações e os artistas que estarão envolvidos. Também falta um pronunciamento oficial por parte da orquestra sobre as turnês pelos Estados Unidos e pela Europa, previstas para este e o próximo ano: estão confirmadas? Quem regerá o grupo nas viagens?</p></div>
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		<title>Picasso se aparece entre los clásicos</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 19:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
mulher sentada, Pablo Picasso
La National Gallery abre sus puertas por vez primera al arte posterior a 1900 con una retrospectiva del artista
ÁNGELES GARCÍA &#8211; Londres &#8211; El País
Pablo Picasso desembarca en Londres para exhibir con insolencia sus indiscutibles galones de revolucionario del arte del siglo XX&#8230; pero no lo hace en cualquier contexto. La exposición [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <em><a href="http://www.elpais.com/fotogaleria/Picasso/National/Gallery/6256-1/elpgal//params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/2/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090224elpepucul_17/XLCO/Ies/20090224elpepucul_17.jpg" alt="Mujer sentada" id="foto" width="459" height="622" /></a><br />
mulher sentada, Pablo Picasso</em></p>
<p><font size="4"><strong>La National Gallery abre sus puertas por vez primera al arte posterior a 1900 con una retrospectiva del artista</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">ÁNGELES GARCÍA &#8211; Londres &#8211; El País</p>
<p>Pablo Picasso desembarca en Londres para exhibir con insolencia sus indiscutibles galones de revolucionario del arte del siglo XX&#8230; pero no lo hace en cualquier contexto. La exposición Challenging the past (Retando al pasado), un espejo del pulso que el genio mantuvo siempre con grandes como Ingres, Manet, Delacroix, Goya o Velázquez, se abre hoy al público en medio, si no de la controversia, sí de la sorpresa: nunca un artista posterior a 1900 había traspasado las puertas del sagrado templo artístico de Trafalgar Square.</p>
<p align="center"> <em><a href="http://www.elpais.com/params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/3/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090224elpepucul_18/XLCO/Ies/20090224elpepucul_18.jpg" alt="Desnudo con manos juntas" id="foto" /></a><br />
Nu com mãos juntas, Pablo Picasso</em><a href="http://www.elpais.com/params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/3/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"><br />
</a></p>
<p>El interés cultural (y económico) que despierta el artista español logró que el prestigioso museo londinense llegase a un acuerdo con la Tate Modern para que esta insólita exposición se pudiera celebrar aquí.</p>
<p>Una grandiosa fotografía de Picasso en blanco y negro firmada por Werner Bokelberg en 1961 descubre una mirada con tanta determinación que casi asusta. Esa mirada picassiana única es el hilo conductor de un fascinante conjunto artístico que arranca con seis autorretratos de diferentes etapas, que sigue por las obras centradas en los desnudos femeninos, avanza por los retratos masculinos y acaba deteniéndose en las obras creadas como versiones de los grandes maestros de la historia. En total, la muestra de la National alberga casi un centenar de obras prestadas por grandes museos de todo el mundo y de colecciones particulares: un pequeño tesoro cuya contemplación conjunta será difícil de repetir.</p>
<p>Ann Robbins, una de las dos comisarias de la exposición, destaca el carácter autobiográfico de una muestra que ella califica de &#8220;restrospectiva de restrospectivas&#8221;, porque entra en todos y cada uno de los grandes temas del artista malagueño.</p>
<p align="center"> <em><a href="http://www.elpais.com/params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/4/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090224elpepucul_19/XLCO/Ies/20090224elpepucul_19.jpg" alt="Desayuno en la hierba, según Manet" id="foto" width="554" height="410" /></a><br />
piquenique no parque segundo Monet, Pablo Picasso</em></p>
<p>La comisaria añade que la exposición sólo se ve de forma completa cuando se visualiza la colección permanente de la National Gallery. Su gran propuesta es contemplar la galería a través de los ojos del propio Pablo Picasso.</p>
<p>El concepto que Ann Robbins ha manejado en el montaje de la exposición intenta zanjar de manera contundente la polémica suscitada sobre la conveniencia de mezclar arte antiguo y arte moderno. Además de que no hay duda sobre la consagración de Picasso en el Olimpo de los grandes maestros, Robbins considera que la mirada clásica se enriquece con la moderna y al revés.</p>
<p>No es arriesgado sostener que, si bien Picasso no llegó a conocer la National Gallery, seguro que habría aprobado el lugar elegido para dar a conocer la esencia de su obra. Con la Venus del espejo de Velázquez como estrella principal, en las salas se agolpan pinturas de Piero della Francesca, Leonardo da Vinci, Turner, Hogart, Rembrandt o Zurbarán. Un feliz (y atrevido) encuentro entre Picasso y sus maestros que proyectará una luz especial en Londres.</p>
<p><a href="http://www.elpais.com/params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/1/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.elpais.com/params/contenedora/FGLFotogaleriaStatic/6256/1/elpgal//" onclick="javascript: moverFoto(); return false;" id="siguiente_foto" title="Siguiente"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090224elpepucul_20/XLCO/Ies/20090224elpepucul_20.jpg" alt="Hombre con sombrero de paja y helado, de Pablo Picasso" id="foto" /></a></div>
<p align="center"><em>homem com chapéu de palha e gelado, Pablo Picasso</em></p>
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		<title>A arte na crise</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 19:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Análise/Artes plásticas
Crise exige mudança no mercado
É mais uma vez hora de os artistas terem outros empregos convencionais; 
o segredo é fazer deles uma fonte de energia
  
HOLLAND COTTER DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8217;  - FOLHA SP
N  o ano passado, a revista norte-americana  &#8220;Artforum&#8221; possuía a  espessura de uma lista telefônica, com edições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">Análise/Artes plásticas</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Crise exige mudança no mercado</strong></font></p>
<p><strong>É mais uma vez hora de os artistas terem outros empregos convencionais; </strong></p>
<p><strong>o segredo é fazer deles uma fonte de energia</strong></p>
<p><strong>  </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>HOLLAND COTTER</strong><font size="-1"> DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8217;  </font>- FOLHA SP</p>
<p>N  o ano passado, a revista norte-americana  &#8220;Artforum&#8221; possuía a  espessura de uma lista telefônica, com edições de cerca de 500  páginas, a maioria das quais  com anúncios de galerias. A  edição atual tem pouco mais de  200 páginas. Muitos anúncios  desapareceram.<br />
Com sua reputação duradoura de transações pouco claras e  valores inchados, o mercado de  arte contemporânea é um organismo vulnerável, tradicionalmente atingido dura e precocemente por qualquer mal-estar  econômico. É o que está acontecendo agora. As vendas desaparecem no ar. Carreiras estão  minguando. Aluguéis em Chelsea estão sem pagar. O boom  que havia deixou de existir.<br />
A diminuição não foi quantitativa, de maneira alguma.  Nunca antes houve tanto produto. Nunca antes o mundo  americano das artes funcionou  com tanta eficiência como indústria de marketing no modelo corporativo, dotada de todos  os serviços necessários.<br />
Todos os anos, escolas de arte em todo o país produzem milhares de formandos preparados para o sucesso, gente a  quem caberá fornecer produtos desejáveis para as galerias e  casas de leilões. Eles contam  com o respaldo de hostes de especialistas em relações públicas (também conhecidos como  críticos, curadores, editores,  publishers e teóricos de carreira), que fornecem informações  atualizadas e pontuais sobre o  que significa &#8220;desejável&#8221;.<br />
Muitos desses especialistas  fazem parte, direta ou indiretamente, da folha de pagamentos  dessa indústria, que é controlada por outro conjunto de profissionais: os marchands, corretores, assessores, financistas,  advogados e (figuras cruciais  nesta era de feiras de arte) planejadores de eventos, que representam a divisão de marketing e vendas da indústria.<br />
São essas as pessoas que vasculham as escolas de arte, identificam talentos novos, orientam carreiras e, por meio de algum cálculo inescrutável, determinam o que vai vender -e por qual valor.<br />
Não que esses departamentos sejam separados de qualquer maneira: as divisórias éticas não fazem o estilo dessa indústria. Apesar da profissionalização da década passada, o mundo da arte ainda gosta de enxergar-se como um grande e único barco do amor. Noite após noite, críticos e colecionadores consomem jantares pagos por marchands que estão promovendo artistas, ou museus que estão promovendo exposições, com todos juntos à mesa, bajulando uns aos outros, trocando ideias e farpas, pesando as vibrações.<br />
E onde está a arte em tudo isso? Proliferando, mas enfraquecida. A &#8220;qualidade&#8221;, definida primariamente como habilidade formal, está em voga outra vez, como parte integral de um revival conservador -alguns diriam regressivo- da pintura e do desenho. E ela nos vem dando uma enxurrada de desenhos bem feitos, esculturas engenhosas, fotografias meticulosas e espetáculos cuidadosamente encenados, cada um baseado nos mesmos elementos fundamentais: uma ideia única, embutida no trabalho e exposta na declaração de um artista, e um visual ou estilo feito para captar a atenção tanto quanto o refrão numa canção de rock.<br />
As ideias não variam muito.  Durante algum tempo, ouvimos muito sobre o radicalismo  da beleza; mais recentemente,  sobre a política subversiva da  ambiguidade estetizada. Seja o  que for, é tudo alimento para o  mercado. A tendência chegou a  um nadir na véspera da eleição  presidencial, quando, com fanfarra triunfalista, o New Museum, em Nova York, expôs  uma pintura de Michelle Obama feita por Elizabeth Peyton e  a acrescentou à retrospectiva  da artista. O intuito promocional da exposição era evidente. E  a grande declaração política?  Que o establishment das artes  votara no partido Democrata.</p>
<p><strong>Expectativas</strong><br />
Os estudantes que ingressaram na escola de arte alguns anos atrás provavelmente terão que sair dela com expectativas drasticamente modificadas. Eles terão que se considerar com sorte se tiverem as facilidades profissionais hoje vistas como algo garantido e certo: a exposição solo numa fase precoce da carreira, as vendas iniciais, a possibilidade de poder viver de sua arte.<br />
Hoje nos EUA é mais uma  vez hora de artistas terem outros empregos convencionais  para sobreviver, e tudo bem. Os  artistas sempre tiveram esses  empregos (Van Gogh foi pregador; Pollock, assistente de garçom) e os terão novamente. O  segredo é fazer deles uma fonte  de energia, e não algo que cansa  e exaure.<br />
Ao mesmo tempo, os artistas  também poderão tomar conta  da fábrica e tornar deles a indústria da arte. Coletiva e individualmente, poderão customizar os equipamentos, alterar os  modos de distribuição, ajustar  ritmos de produção de modo a  permitir crescimento orgânico  e mudanças de rumo e objetivo.  Poderão fantasiar e se concentrar. Poderão fazer nada por algum tempo, ou fazer alguma  coisa e fazê-la errada, poderão  fracassar em paz e recomeçar.</p>
<p><strong>Escolas</strong><br />
As escolas de arte também  poderão mudar. A meta atual  dos programas de ensino prático parece ser estreitar o talento  até aguçá-lo para que possa penetrar agressivamente na arena competitiva. Mas, com os  mercados incertos, possivelmente inexistentes, por que  não afrouxar esse modo?<br />
Por que não fazer do treinamento em ateliês uma experiência interdisciplinar, que se  entrecruze com sociologia, antropologia, psicologia, filosofia,  poesia e teologia? Por que não  embutir em seu programa de  estudos um semestre de estudos e trabalho que tire os estudantes totalmente do mundo  das artes e os insira em lugares  como hospitais, escolas e prisões, às vezes em ambientes extremos -ou seja, na vida real?<br />
Mudanças como essas exigiriam novas maneiras de pensar  e escrever sobre a arte, de modo  que os críticos teriam que voltar à escola, faltar a algumas  festas e mergulhar nos livros e  na internet. A discussão sobre a  &#8220;crise na crítica&#8221; percorre o  mundo da arte periodicamente,  sugerindo uma nostalgia pelos  criadores de gosto à moda antiga, como policiais do trânsito.<br />
Mas, se existe uma crise, não é uma crise de poder; é uma crise de conhecimento. Para dizê-lo em palavras simples, não sabemos o suficiente sobre o passado ou sobre quaisquer outras culturas exceto a nossa.<br />
O século 21 quase certamente verá mudanças modificadoras de consciência no acesso digital ao conhecimento e na  moldagem da cultura visual. O  que os artistas farão com isso?<br />
Será que a indústria da arte  vai continuar a agarrar-se ao  status analógico tradicional da  arte, insistir que o objeto material, comprável é a única forma  de arte verdadeiramente legítima, que é o que fez realmente o  revival da pintura? Ou os artistas -e os professores e críticos- vão nadar para uma terra  que ainda é difícil de localizar  nos mapas e fazer dela seu lar e  seu local de trabalho?</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1">  Tradução de Clara Allain  </font><strong>TRECHO</strong></p>
<p><em>Apesar da profissionalização da década passada, o  mundo da arte ainda gosta de enxergar-se como um  grande e único barco do amor. Noite  após noite, críticos  e colecionadores  consomem jantares pagos por marchands que estão  promovendo artistas, ou museus que  estão promovendo  exposições, com todos juntos à mesa,  bajulando uns aos  outros, trocando  ideias e farpas, pesando as vibrações.  E onde está a arte  em tudo isso?</em></p>
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		<title>Cartier-Bresson: o olhar do século 20</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 20:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ O jornalista Pierre Assouline escreveu a biografia, agora lançada no Brasil pela editora L&#38;PM, sobre o fotógrafo francês



 
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Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado SP
Você com certeza já deve ter visto algumas dessas imagens: Sartre na Pont des Arts, Gandhi, um casal se beijando em Paris, um garoto sorridente carregando duas garrafas de vinho na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>O jornalista Pierre Assouline escreveu a biografia, agora lançada no Brasil pela editora L&amp;PM, sobre o fotógrafo francês</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://coeurdejade.canalblog.com/albums/cartier_bresson/m-vin.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://coeurdejade.canalblog.com/albums/cartier_bresson/m-vin.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p align="center"> <img src="http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/wp-content/uploads/2008/12/henri-cartier-bresson131.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/wp-content/uploads/2008/12/henri-cartier-bresson131.jpg" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="center"> <img src="http://iamiam.ca/musing/wp-content/uploads/cartier-bresson-henri-jean-paul-sartre-and-jean-pouillon.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://iamiam.ca/musing/wp-content/uploads/cartier-bresson-henri-jean-paul-sartre-and-jean-pouillon.jpg" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado SP</p>
<p>Você com certeza já deve ter visto algumas dessas imagens: Sartre na Pont des Arts, Gandhi, um casal se beijando em Paris, um garoto sorridente carregando duas garrafas de vinho na Rue Mouffetard, o rosto trágico de Edith Piaf. São de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), sinônimo de fotografia no século 20. Contra sua vontade, ele fundou uma escola e um estilo. A teoria do &#8220;instante decisivo&#8221;, a opção pelo preto-e-branco, a Leica, a recusa ao uso do flash &#8211; tudo isso constituiu uma mitologia em torno do homem que elevou a fotografia à condição de arte (teve exposições em Nova York e no Louvre num tempo em que a fotografia era considerada apenas registro técnico). Ao mesmo tempo, com Robert Capa, fundou o fotojornalismo. Virou ícone e mito mas fez questão de manter sua vida pessoal numa zona de sombra. Seu biógrafo Pierre Assouline tenta levantar o véu de mistério que cerca esse personagem em Cartier-Bresson &#8211; O Olhar do Século, que sai agora pela L&amp;PM (tradução de Julia da Rosa Simões, 352 págs., R$ 56).</p>
<p>Assouline não se contenta em fazer uma biografia convencional. Além de reconstruir a vida de Cartier-Bresson (designado, na França, pela sigla HCB), procura compreender seu processo de trabalho, entender o que faz de uma foto dele algo único, singular, inimitável. Assouline tem prática na coisa. Entre outros, já biografou personalidades como Georges Simenon, Gaston Gallimard e Hergé, o criador de Tintin. É jornalista cultural do Le Monde e mantém no ar o blog literário de maior sucesso em seu país (http://passouline.blog.lemonde.fr/), com milhares de acessos e centenas de comentários por dia. Certo, é na França, mas mesmo assim, invejável.</p>
<p>Compreensão implica entendimento do contexto. HCB vem de família rica. Essa contingência, independente da vontade do sujeito pois ninguém escolhe o berço em que nasce, pode conduzir à soberba, à indiferença ou a nada disso. Já a riqueza do jovem Henri fazia-o sentir culpa em relação às classes desfavorecidas. Menino, recortou do jornal L?Echo de Paris o artigo intitulado De Onde Vem o Dinheiro? e o pregou em cima do espelho, para vê-lo todas as manhãs. A culpa é elemento importante na motivação, ensinou Freud (&#8221;Não é a fé, é a culpa que remove montanhas&#8221;, dizia).</p>
<p>Isso pode em parte explicar a escolha de temas, mas de onde vem a &#8220;estética&#8221; das fotos de HCB, sua incomparável noção de volume, os retratos famosos, instantâneos que parecem resumir toda uma vida dos fotografados? Nesse caso é preciso lembrar que a primeira vocação de Cartier-Bresson foi a pintura &#8211; ele ama Cézanne, em particular. Mas também a literatura, tendo Proust como guia de toda a vida. &#8220;São suas verdadeiras referências culturais&#8221;, escreve Assouline. &#8220;São seus ?fotógrafos? de cabeceira.&#8221; O jovem Henri cuida também da parte &#8220;técnica&#8221; e se matricula na escola de André Lothe, onde trabalha a pintura e, em especial, o desenho. Vai com regularidade ao Louvre e copia obras dos mestres. De Lothe apanha o &#8220;vírus&#8221; da geometria. Adota como seu o lema da Academia de Platão: &#8220;Quem não for geômetra, não entre.&#8221;</p>
<p>O curioso é que, na composição da personalidade de HCB, o espírito de geometria tenha de se afinar com o que parece ser seu oposto &#8211; a convivência com Breton e Aragon, e portanto com o surrealismo, seu flerte com o inconsciente, o acaso e o desejo. Dessas exigências contrárias ele tira a síntese que seria a grande lição de Lothe: não existe liberdade sem disciplina. Na verdade, o que acontece nesses anos de formação é menos a aquisição de uma técnica ou o aprendizado de um ofício do que a formação de um olhar. Olhar que, por sua vez, encontra na flexibilidade de um aparelho fotográfico alemão o seu veículo perfeito. Esse é um dos casamentos do século: HCB e a sua Leica.</p>
<p>União que poderia ser menos fértil caso HCB fosse um artista de gabinete. Pelo contrário, ele se mostrou viajante incansável, tendo morado em vários países. Além disso, buscou sempre fazer-se presente onde as coisas aconteciam, ou poderiam acontecer. Esteve na guerra civil na Espanha, foi feito prisioneiro durante a 2ª Guerra Mundial, escapou e assistiu à Liberação de Paris. Registrou, com terror, a caça aos colaboracionistas. Estava na Índia quando Gandhi foi assassinado e foi dos últimos a vê-lo com vida. Em contato com o inesperado da experiência, era insuperável na escolha daquele momento único no qual o obturador deve ser disparado para captar uma imensidão de vida em uma fração dela. Toda a arte da fotografia está na escolha desse momento, que HCB definiu como o &#8220;instante decisivo&#8221;. Por isso, um dos seus personagens, Sartre, pôde defini-lo como &#8220;o homem que fotografou a eternidade&#8221;.</p>
<p>Em tempo: o próprio Henri Cartier-Bresson odiava ser fotografado. Só deixou sua imagem ser captada em raras e especiais ocasiões.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_mmP80g0QO-U/SK8RCH6u2VI/AAAAAAAADYU/rJ09fCN-gKY/s400/HenriCartierBresson.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_mmP80g0QO-U/SK8RCH6u2VI/AAAAAAAADYU/rJ09fCN-gKY/s400/HenriCartierBresson.jpg" /></div>
<div id="c">
<h3>&#8221;Tive toda a liberdade, esse era nosso pacto&#8221;</h3>
<p>Assouline fala sobre seu biografado, de quem foi amigo</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Luiz Zanin Oricchio</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p><strong>Você é biógrafo e era amigo de Cartier-Bresson. Essas duas condições não se contradizem? </strong></p>
<p>Não há contradição, mas complementariedade. Eu tinha toda a liberdade e jamais refreei meu espírito crítico. Caso contrário eu não poderia escrever e teria renunciado ao projeto. Era nosso pacto.</p>
<p><strong>No fim do volume você escreve que o livro é produto de cinco anos de conversas, correspondência, pesquisas, etc. Como organizou o material?</strong></p>
<p>Exatamente da mesma maneira que as outras nove biografias que escrevi. Recolhi material durante alguns anos e, em seguida, coloquei tudo no chão, olhei as peças do quebra-cabeça, ajeitei-as e escrevi.</p>
<p><strong>Duas reaparições constantes na vida de HCB, que fazem pensar no &#8220;rosebud&#8221;, de Welles: a frase &#8220;de onde vem o dinheiro&#8221; e sua faca de estimação Opinel.</strong></p>
<p>A frase é seu rosebud escrito, Opinel, seu rosebud objeto. Isso guiou sua vida. A frase o influenciou porque ele era complexado pelo fato de ser filho de família rica.</p>
<p><strong>A trajetória de HCB parece surpreendente &#8211; da pintura à foto e da foto de volta à pintura. Como compreendê-la ?</strong></p>
<p>Nem tão surpreendente assim, porque se trata menos da pintura do que do desenho. Ele formou seu olhar de fotógrafo no Louvre e na Academia Lothe. O importante não é nem o material e nem a técnica. É o olhar.</p>
<p><strong>Em todo caso, essa formação parece bastante paradoxal: da pintura (da educação com Lothe, vem o senso de geometria e a admiração por Piero della Francesca); da convivência com os surrealistas, o trabalho com o inconsciente, o amor pelo acaso, etc. Como conciliar tudo isso?</strong></p>
<p>O surrealismo é a sua juventude. A geometria é seu ser profundo. É o ying e o yang, o surrealismo e a geometria. Ele é produto dos dois. Da loucura na razão, a emoção que corrige a regra, é isso a irrupção permanente do surrealismo em seu espírito de geometria. Pode-se mesmo dizer, em alusão a Pascal, que HCB é o encontro entre o espírito de fineza e o espírito de geometria.</p>
<p><strong>HCB era um viajante, cobriu guerras, esteve em vários países em momentos importantes como o assassinato de Gandhi, por exemplo. Você o imagina fora do contexto de um século tão violento e cheio de contradições como o século 20?</strong></p>
<p>Não imagino. Eu o tomo como ele é e no tempo em que ele viveu. Imaginar um outro HCB seria da ordem da ficção científica.</p>
<p><strong>Alguns aspectos técnicos são interessantes em sua carreira. Por que o preto-e-branco e não as cores? Por que a Leica e não outra câmera?</strong></p>
<p>Abaixo a técnica! O preto-e-branco correspondia à sua sensibilidade. Quanto à Leica, era o aparelho que melhor correspondia, por sua leveza, sua manejabilidade, sua discrição, ao seu desejo de ser repórter.</p>
<p><strong>A teoria do instante decisivo, o preto-e-branco, etc. &#8211; para HCB tudo isso diz respeito a uma estética ou a uma ética da imagem.</strong></p>
<p>Uma somada à outra.</p>
<p><strong>Entre as viagens de HCB notei a ausência de América Latina, com exceção de Cuba. Por quê?</strong></p>
<p>Uma vida não é suficiente para esgotar o mundo. Ele era europeu antes da guerra. Com uma longa permanência no México. Em seguida, voltou-se para a Ásia.</p>
<p><strong>As relações de HCB com o cinema são muito interessantes, em especial sua colaboração com Jean Renoir. Por que ele não seguiu esse caminho?</strong></p>
<p>Porque ele compreendeu que seria melhor fotógrafo que cineasta. A foto é o individualismo, a solidão, a liberdade. O cinema é o coletivo, o grupo, o peso.</p>
<p><strong>Muitas vezes os biógrafos tentam esgotar o assunto. Notei que você preserva um lado &#8220;misterioso&#8221; de HCB&#8230;</strong></p>
<p>Concordo plenamente. Guardemo-nos da tentação de tudo explicar.</p>
<p><strong>Por que as biografias e como explica o sucesso de seu blog sobre literatura?</strong></p>
<p>Em relação ao blog é a fidelidade dos leitores a um blog que, por sua vez, lhes é fiel porque temos um encontro marcado em torno de um novo artigo a cada dia. E depois há a questão da credibilidade. Quanto ao porquê da biografia, eu precisaria escrever um tratado para lhe responder. Tenho uma nova biografia em preparação, sobre um personagem em relação ao qual ninguém pensa e com uma forma que pretende revolucionar o gênero&#8230;</p></div>
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		<title>Índia está na moda</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 18:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Empieza a estarlo, al menos, en el arte contemporáneo.
Ayer se inauguró ARCO, la ya tradicional feria de arte contemporáneo de Madrid, que tiene este año como país invitado precisamente a la India.
En el apartado llamado inconfundiblemente Panorama India un centenar de artistas de ese país exhibe por primera vez en Europa parte de su [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Empieza a estarlo, al menos, en <a href="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/2008/12/chalo_adelante_india_1.html" target="_blank">el arte contemporáneo</a>.</p>
<p>Ayer se inauguró ARCO, la ya tradicional feria de arte contemporáneo de Madrid, que tiene este año como país invitado precisamente a la India.</p>
<p>En el apartado llamado inconfundiblemente <em>Panorama India</em> un centenar de artistas de ese país exhibe por primera vez en Europa parte de su obra a través de 13 galerías curadas por <a href="http://www.legacyart.in/ArtistProfile.asp?hidArtistId=9" target="_blank">Bose Krishnamashari.</a></p>
<p>Si hace unos años, fue tiempo de China, los comienzos de este nuevo siglo parecen conjugarse con las obras que proceden de Bombay y Nueva Delhi.</p>
<p>Así lo expresa  Subodh Gupta (Khagaul, Bihar, 1964), artista estrella de ARCO 09, en <a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/trabajo/belleza/margen/mercado/elpepicul/20090209elpepicul_2/Tes" target="_blank">una entrevista</a> con la periodista española Fietta Jarke: <em>&#8220;En los últimos cinco años ha aumentado la actividad del arte contemporáneo en la India, y en los últimos dos años parece haberse disparado hacia el exterior. Después del auge del arte chino, los ojos están ahora en India. Están pasando muchas cosas. Han surgido artistas muy interesantes, especialmente en Delhi y Bombay, también en Bangalore y Baroda, la llamada Escuela de Baroda. Es un país enorme, aunque no se ha empezado a cultivar el arte al estilo occidental hasta hace poco tiempo. En comparación con Europa y América, somos muy pocos, apenas un centenar. Y por eso nos conocemos casi todos. En ese sentido, India aún tiene que ir muy lejos (&#8230;) Suceden cosas muy extremas en la India y muchos de los artistas las reflejan en sus obras. En lo político también hay mucha tensión con lo que sucede en Pakistán, en el golfo Pérsico o en Oriente Próximo.</em></p>
<div style="text-align: center"><em><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/sg.jpg" alt="sg.jpg" width="400" height="370" /></em></div>
<p><em><em><strong>Very hungry god (2006), Subodh Gupta </strong></em></em></p>
<p><em>Yo no hago arte político, aunque subconscientemente tampoco puedo evitarlo. Se filtra en mi obra y en la de muchos otros artistas indios. Estamos conectados a las noticias y a Internet todo el tiempo. Toda la elección de Obama se vivió con tanta o más intensidad y entusiasmo en India y en otros países que en EE UU. Hasta mi hijo pequeño se alegró. ¿Qué está pasando? Así es que debo decir que existe mucho interés en el mundo por el momento presente en el mundo. Es una época para trabajar duro y no quedarse atrás&#8221;.</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/subodh_gupta11.jpg" alt="subodh_gupta11.jpg" width="400" height="260" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/subodh_gupta2.jpg" alt="subodh_gupta2.jpg" width="251" height="375" /></div>
<p><em>Perspectivas de Booth B20, Instalación</em></p>
<p>Más sobre ARCO 09 <a href="http://www.ifema.es/web/ferias/arco/es.html" target="_blank">aquí.</a></p>
<p>Cruzando de modalidad expresiva, otro síntoma de India y su apogeo en el arte contemporáneo es la película <em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Danny_Boyle" target="_blank">Slumdog Millionaire</a></em> dirigida por <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Danny_Boyle" target="_blank">Danny Boyle</a> -el mismo director de <em>Transpoiting</em>- que narra la historia de un chico indú que creció en la calle y que a golpe de puro conocimiento empírico contesta las complicadas preguntas de un programa de tevé para convertirse en millonario y lo consigue cuando nunca nadie antes lo había conseguido.</p>
<p>La peli, nominada al Oscar como mejor película, es de realización independiente y generó gran revuelo en India. Artistas de aquél país se quejan porque consideran que Boyle pinta la pobreza con la frivolidad del color local de un extranjero; otros consideran que es una gran ayuda para desnudar que en India no sólo hay vacas sagradas, spas Oshas, playas exóticas tipo Goa y <em>madres Teresas</em> ayudando a los desvalidos.</p>
<p>Aquí el trailer:</p>
<div width="480" height="295">
<div name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=es&amp;fs=1"></div>
<div name="allowFullScreen" value="true"></div>
<div name="allowscriptaccess" value="always"></div>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="480" height="295"><param name="width" value="480" /><param name="height" value="295" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=es&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=es&amp;fs=1"></embed></object></div>
</div>
<p><span class="post-footers">Publicado por Cristina Civale</span></p>
<p><a href="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/">Civilización &amp; Barbarie </a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Genaro de Carvalho</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/genaro-de-carvalho/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 18:43:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[desenhos]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[galerias]]></category>
		<category><![CDATA[Genaro de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Jardins, Genaro de Carvalho
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Painel Festas Regionais. Pintura mural a tempera. Genaro de Carvalho. Salvador, 1950. Hotel da Bahia.
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A Martiniquenha. França, óleo s/ tela.Dec. 50. Genaro. Roberto Alban Galeria de Arte.
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Nuzinho do gato preto. Téc. mista s/tecido, 1969.
Genaro. Cat. Renot 2003.


Sem título. Desenho, dec. 1950.Genaro. Catálogo de exposição Galeria Quirino, 1965

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Jardim abstrato. OBJETO

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Série Mulatas. Óleo s/ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.vitorbraga.com.br/leilao2007_dezembro/images/032a.jpg" alt="http://www.vitorbraga.com.br/leilao2007_dezembro/images/032a.jpg" /><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><br />
Jardins, Genaro de Carvalho</span></span></p>
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<p align="center"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img013.jpg" id="Picture77" vspace="0" width="375" align="bottom" border="0" height="141" hspace="0" /></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><br />
Painel Festas Regionais. Pintura mural a tempera. Genaro de Carvalho. Salvador, 1950. Hotel da Bahia.</span></span></p>
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<p align="center"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img027.jpg" id="Picture105" vspace="0" width="228" align="bottom" border="0" height="151" hspace="0" /><br />
</span></span><em><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span></span></em></p>
<p align="center"><em><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small">A Martiniquenha. França, óleo s/ tela.Dec. 50. Genaro. Roberto Alban Galeria de Arte.</span></span></em></p>
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<p align="left"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small">Nuzinho do gato preto. Téc. mista s/tecido, 1969.<br />
Genaro. Cat. Renot 2003.<br />
</span></span></p>
<div align="right"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img030.jpg" id="Picture111" vspace="0" width="205" align="left" border="0" height="120" hspace="0" /></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img029.jpg" id="Picture109" vspace="0" width="217" align="right" border="0" height="148" hspace="0" /></span></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><br />
Sem título. Desenho, dec. 1950.Genaro. Catálogo de exposição Galeria Quirino, 1965<br />
</span></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span></span></div>
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<p align="center"><em><font size="2">Jardim abstrato. OBJETO</font><br />
<img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img031.jpg" id="Picture113" vspace="0" width="204" align="bottom" border="0" height="153" hspace="0" /></em></p>
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<p align="center"><em><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small">Série Mulatas. Óleo s/ tela. Dec. 1970. </span></span></em></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img032.jpg" id="Picture115" vspace="0" width="212" border="0" height="159" hspace="0" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span></p>
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<p align="center"><em><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small">A</span></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"> Francesa de Bruges – Nicole. Óleo sobre tela.  França, dec. 1950. Genaro.<br />
Roberto Alban Galeria de Arte.</span></span></em><span style="font-family: Verdana,Tahoma,Arial,Helvetica,Sans-serif,sans-serif; font-size: x-small"></span></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.revistaohun.ufba.br/Simone/img006.jpg" id="Picture65" vspace="0" width="205" border="0" height="163" hspace="0" /></div>
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