03/02/2012 - 17:38h Nova ’super-Terra’ pode ter água líquida


O GL 667Cc orbita uma anã vermelha que faz parte de um sistema de três estrelas distante 22 anos-luz da Terra

Segundo cientistas, o planeta deve ter temperatura similar à da Terra em sua superfície

THIAGO FERNANDES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um planeta rochoso com 4,5 vezes a massa da Terra e que orbita uma estrela a “apenas” 22 anos-luz daqui é o mais novo candidato a conter água no estado líquido fora do Sistema Solar.

O GL 667Cc, que em termos astronômicos está na nossa “vizinhança”, é o quarto a ser identificado na chamada zona habitável de sua estrela.

Essa zona é a faixa onde os astrônomos calculam que o planeta possa receber uma quantidade de energia semelhante à que a Terra recebe do Sol. Isso permite que a superfície do planeta tenha temperaturas semelhantes às daqui. O novo planeta é, agora, o que tem melhores chances de ter água líquida e condições de abrigar vida.

No entanto, para o astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional, o que mais chama atenção são as características da estrela que ele orbita, a Gliese 667C.

Parte de um sistema com duas outras estrelas na constelação de Escorpião, ela tem uma atmosfera muito mais pobre em metais do que o Sol.

“Sempre se considerou que a presença desses elementos seria fundamental para a formação de planetas do tipo terrestre”, afirma Roig.

A descoberta indica que a formação de planetas rochosos pode não ter nada a ver com a atmosfera da estrela que eles orbitam. “Esse é o primeiro exemplo de um planeta desse tipo orbitando uma estrela pobre em elementos pesados”.

Uma outra característica importante da Gliese 667C é o fato de ela ser uma anã vermelha do tipo M. Isso significa que ela é bem mais fria que o Sol, cuja superfície tem temperatura de 5.500º C.

Na 667C, a temperatura da superfície está por por volta de 3.500º C. E como sua massa é de 38% a do Sol, sua luminosidade equivale a apenas 0,3% a da nossa estrela.

Apesar disso, o que garante o potencial de vida no novo planeta é sua proximidade da estrela. Ele está a uma distância equivalente a três quartos do espaço entre Mercúrio e o Sol.

Essa proximidade dá ao planeta um período orbital muito curto, completando uma translação em 28 dias.

Além disso, grande parte de sua luz está na faixa infravermelha, que é bem absorvida na forma de calor.

Conforme explica a astrônoma Lucimara Pires Martins, professora do núcleo de astrofísica teórica da Universidade Cruzeiro do Sul, é ao redor desse tipo de estrela que há esperança de encontrar planetas “promissores”.

“Para encontrar água líquida, é preciso ter temperaturas amenas, então a busca vem se concentrando naquelas com temperatura equivalente ou mais frias que o Sol.”

O planeta foi detectado por meio das pequenas oscilações que sua gravidade provoca na órbita da estrela, que abriga ainda outro planeta, o GL 667Cb, localizado ainda mais perto. Seu período orbital é de apenas sete dias, o que o deixa muito quente para ter água líquida.

A descoberta das condições do novo planeta foi feita por astrônomos independentes a partir da análise de dados do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, e será publicada no “Astrophysical Journal Letters”.

15/03/2011 - 17:30h Astrônomos medem expansão do universo com precisão de 3,3%

Teoria alternativa à matéria escura foi descartada depois que cientistas da Nasa recalcularam taxa com precisão sem precedentes

Estadão.com.br

Uma teoria alternativa à matéria escura foi descartada depois que astrônomos da Nasa recalcularam a taxa de expansão do universo com precisão sem precedentes usando o Telescópio Hubble da Nasa. As novas medições têm margem de erro de apenas 3,3%, enquanto as anteriores – apresentadas em 2009 – eram de até 30%. Os resultados serão publicados na revista Astrophysical Journal em abril.

Há tempos os cientistas tentam explicar a expansão do universo a taxas crescentes. Uma das teorias, a da matéria escura, explica que existe um tipo de matéria que não pode ser detectada, mas que tem efeito oposto ao da gravidade. Acredita-se que ela forme cerca de um quarto do universo.

A hipótese concorrente, descartada após este último estudo, postulava que uma “bolha” enorme de espaço relativamente vazio de oito bilhões de anos-luz rodeia nossa vizinhança galáctica. Se vivêssemos perto do centro desse vácuo, observações de galáxias sendo empurradas para fora a velocidades crescentes seriam uma ilusão.

Adam Riess, que liderou o estudo, conseguiu descartar essa última hipótese usando as observações do Hubble para uma melhor caracterização do comportamento da matéria escura. Os dados ajudaram a determinar um número muito mais preciso para a taxa de expansão do universo, o que ajudará os astrônomos a determinar questões como o formato do universo.

“Estamos usando a nova câmera instalada no Hubble como um radar de trânsito para pegar o universo ultrapassando a velocidade permitida”, afirmou Riess em nota divulgada pela Nasa. “Parece que é a matéria escura que está apertando o acelerador.”

Para a pesquisa, inicialmente a equipe teve que determinar com precisão as distâncias de galáxias próximas e distantes da Terra. Então, eles compararam essas distâncias com a velocidade a que as galáxias estão aparentemente diminuindo devido à expansão do Espaço. Eles usaram esses dois valores para calcular a “constante de Hubble”, número que relaciona a velocidade a que uma galáxia parece “diminuir” a sua distância da Via-Láctea.

Vale lembrar que os astrônomos não podem medir fisicamente a distância de uma galáxia até a Via-Láctea. Sendo assim, eles usam estrelas ou supernovas como pontos de referência confiáveis. Esses objetos têm um brilho intrínseco – seu brilho real, não diminuído pela distância, pela poeira ou pela atmosfera – e um brilho real – visto da Terra. Sua distância pode então ser medida de maneira confiável pela comparação desses dois brilhos.

12/01/2011 - 17:59h Missão da ESA divulga dados iniciais de mapa completo do céu


Imagem feita com Telecópio Planck, ainda incompleta, mostra casulos nunca vistos antes onde estrelas estão se formando

Estadão.com.br

SÃO PAULO – A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou na terça-feira, 11, novos dados coletados pela missão do Telescópio Planck do mapa inicial de todo o céu e de sua radiação cósmica. O catálogo inclui casulos empoeirados nunca vistos antes onde estrelas estão se formando e algumas dos mais enormes conglomerados de galáxias já observados.

A missão partiu para o espaço em maio de 2009 com o objetivo de detectar luz de poucos milhares de anos após o Big Bang, evento que se acredita tenha criado o Universo. No entanto, os detectores de última geração serão usados para fazer uma vistoria de todo o céu pelo menos quatro vezes, medindo sua radiação cósmica de fundo, ou a radiação derivada do Big Bang.

Esses dados irão ajudar os cientistas a entender melhor a evolução e o destino do nosso Universo. Embora os resultados das leituras do telescópio só fiquem prontos em dois anos, observações antecipadas de objetos astronômicos específicos na Via-Láctea, assim como em galáxias mais distantes, já estão sendo divulgados.

Cientistas divulgam mapa em cores do Universo

Imagem de mais de um trilhão de pixels precisa de 500 mil TVs de alta definição para ser vista na totalidade de sua definição

SÃO PAULO - Na terça-feira, 11, o Centro de Pesquisa Digital do Céu Sloan III (ou, em sua sigla em inglês, SDSS-III) divulgou o mapa em cores do Universo mais completo até o momento. O mapa, feito desde 1998, reúne milhões de imagens de 2.8 megapixels , resultando em uma imagem final de mais de um trilhão de pixels. A imagem é tão grande e detalhada que seriam necessárias 500 mil TVs de alta definição para conseguir vê-la na totalidade de sua definição.

Essa nova imagem dá aos astrônomos a visão mais abrangente do céu já realizada. Os dados do SDSS-III já foram usados para descobrir cerca de meio bilhão de objetos astronômicos, incluindo asteroides, estrelas e galáxias. Os mais recentes e mais precisos posicionamentos, cores e formatos desses objetos também foram divulgados.

A imagem começou a ser realizada em 1998, com o que era então a maior câmera digital existente (de 138 megapixels). Durante a última década, os pesquisadores fizeram registros de um terço do céu usando essa câmera, que foi aposentada e fará parte da coleção do museu Smithsonian.

17/11/2010 - 17:58h Nasa capta nascimento de buraco negro

Explosão que originou fenômeno foi detectada há apenas 30 anos por astrônomo amador

Imagem divulgada pela Nasa do buraco negro supermassivo Sagitário A*, que fica no centro da Via Láctea
Imagem divulgada pela Nasa do buraco negro supermaciço Sagitário A*, que fica no centro da Via Láctea


Marc Kaufman THE WASHINGTON POST – O Estado de S.Paulo

Pela primeira vez, cientistas acreditam haver testemunhado o nascimento de um buraco negro. Ele começou há 30 anos quando uma estrela a 50 milhões de anos-luz de distância implodiu, colocando em movimento eventos que criaram uma região onde a gravidade é tão grande que nada consegue escapar dali, nem mesmo luz.

A observação inicial da estrela explodindo em 1979 foi feita por um astrônomo amador de Maryland Ocidental, mas cientistas de primeira linha da profissão estudaram-na intensamente com telescópios orbitais de raios X cada vez mais sofisticados.

Ao anunciar a descoberta na segunda-feira, na sede da Nasa, os pesquisadores disseram que embora as informações que coletaram sejam consistentes com o nascimento de um buraco negro bebê, eles não podem descartar outras possibilidades. No entanto, eles falaram entusiasticamente sobre o que estão aprendendo e aprenderão sobre a evolução de buracos negros.

“Nunca conhecemos anteriormente o dia de nascimento exato de um buraco negro, e agora podemos observá-lo crescer para se tornar uma criança e um adolescente”, disse Kimberly Weaver, um astrofísico do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa.

Os pesquisadores não só consideram isso pioneirismo científico, mas o nascimento de um buraco negro em tempo real oferece uma mensagem pouco apreciada sobre nossa galáxia e o universo: ele está em constante transformação. Estrelas parecem ser permanentes, mas elas nascem e morrem; buracos negros são criados, ficam maiores e com o tempo, também definham.

Brilho. A teoria da existência de buracos negros foi apresentada pela primeira vez por Albert Einstein e ela é agora um fato bem aceito em astronomia e cosmologia. Embora eles definam a escuridão, os buracos negros podem realmente ser muito brilhantes – ou, ao menos, o disco que rodeia o buraco e suga matéria para seu interior. Esse processo cria atrito e luz quando massas enormes de matéria são sugadas rodopiando para o que poderia ser pensado como um ralo de cozinha.

O possível nascimento de um novo buraco negro foi anunciado pela implosão da supernova 1979C, detectada pelo astrônomo amador Gus Johnson de Swanton, Maryland, quando ele viu uma estrela se tornando repentinamente brilhante. A presença da supernova foi registrada e logo depois acompanhada por astrônomos usando novos e mais potentes telescópios de raios X.

Os pesquisadores disseram que o que acreditam que seja um buraco negro tem cerca de cinco vezes a massa de nosso Sol e foi formado pela explosão de uma estrela com cerca de 20 vezes a massa do Sol. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

06/01/2010 - 14:56h Descobertos cinco novos planetas

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Kepler busca mundo com mesmas características da Terra

Enviado ao espaço há dez meses em busca de um planeta semelhante à Terra, o telescópio Kepler, da Nasa, fez suas cinco primeiras descobertas.

Os exoplanetas — nome dado por estarem fora do Sistema Solar — foram encontrados poucas semanas após o lançamento da operação e batizados de Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b. O anúncio foi feito anteontem em Washington pela agência espacial americana.

Os exoplanetas encontrados, no entanto, pouco lembram a Terra. A começar pelo tamanho: o menor deles tem diâmetro semelhante a Netuno, enquanto o maior supera até mesmo Júpiter — cuja massa é equivalente a 317 vezes o nosso planeta.

Os exoplanetas descobertos circulam muito próximo a suas estrelasmãe — o que, na Terra, corresponderia ao Sol. Cada um deles percorre suas órbitas entre 3,2 e 4,9 dias.

As estrelas-mãe, além de próximas, são muito mais quentes do que o Sol, o que fez com que esses exoplanetas tenham temperaturas extremamente elevadas, estimadas em até 1.600 graus Celsius.

— São planetas mais quentes do que lava derretida. De tão quentes, eles chegam a brilhar — destacou Bill Borucki, o cientista que lidera as operações do Kepler no centro de pesquisas da Nasa em Moffett Field, na Califórnia. — Os dois maiores são mais quentes do que ferro fundido, o que faz com que vê-los seja como olhar para uma fornalha. Certamente não são lugares para procurarmos vida.

A descoberta mais intrigante para os cientistas é o Kepler 7b, cuja densidade é uma das menores entre os planetas conhecidos. Seu índice é de apenas 0,17 grama por centímetro cúbico, semelhante ao do isopor.

O telescópio Kepler foi lançado de Cabo Cañaveral em março. Junto a ele está a maior câmera já levada ao espaço, um instrumento fundamental para o cumprimento de sua missão — observar mais de 100 mil estrelas. A presença de planetas é sentida pela procura de pequenas sombras ao redor das estrelasmãe.

A sensibilidade dos detectores pode ser testada até mesmo na Terra. Se o telescópio fosse voltado para o planeta, seria capaz de detectar o escurecimento da luz de uma varanda, quando alguém passa em frente a ela.

A Nasa quer usar essa tecnologia para encontrar planetas que tenham diâmetro semelhante à Terra e órbita com distância favorável ao desenvolvimento de seres vivos. Também é necessário que o planeta tenha potencial para a existência de água em sua superfície.

A agência espacial americana admite que a descoberta de um mundo tão semelhante ao nosso pode demorar alguns anos. Enquanto isso, o mapeamento feito pelo Kepler ajudará cientistas a melhorar suas estatísticas ligadas ao tamanho de planetas e seus períodos de órbita.

Segundo cientistas responsáveis pela missão espacial, o Kepler já mediu a existência de centenas de possíveis planetas. Determinar a natureza desses corpos, no entanto, requer mais observações — no caso dos cinco exoplanetas, quem as fez foi o telescópio Keck I, baseado no Havaí.

Imagem mais profunda do Universo jamais registada pelo telescópio Hubble

Doze bilhões de anos em um mosaico

Fotografias do Hubble mostram fusão de galáxias e formação de estrelas

Enquanto o Kepler busca novos planetas, outro telescópio estuda a origem das galáxias. Imagens captadas pelo Hubble entre 2004 e o ano passado foram unidas em um mosaico, divulgado ontem pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia (ESA). As fotografias permitiram detalhar a evolução do universo a partir de 600 milhões de anos depois do Big Bang — há cerca de 13 bilhões de anos — e perfazem a imagem mais antiga do Universo.

Galáxias antigas estão ao fundo e são mais caóticas A imagem panorâmica, apresentada em uma reunião da Sociedade Americana de Astronomia, mostra 7.500 galáxias, formadas em diferentes períodos. Entre as que aparecem à frente estão espirais maduras, de formação mais recente.

Ao fundo o mosaico é marcado por estruturas aparentemente caóticas, um resultado de colisões acumuladas em bilhões de anos.

A elaboração do mosaico foi possível graças à combinação de vários níveis de radiação. As galáxias fotografadas em ultravioleta, por exemplo, ostentam um brilho azul. A cor deve-se à formação recente e à grande quantidade de estrelas jovens. A radiação infravermelha, por outro lado, foi fundamental para analisar as galáxias muito distantes, que estão entre as primeiras do universo. Estas aparecem nas imagens com um fraco brilho alaranjado.

As fotografias, que resumem 12 bilhões de anos de evolução, serão usadas por astrônomos para analisar detalhes como os índices de formação de estrelas e fusões de galáxias.

A abundância de buracos negros no núcleo de cada uma delas também será alvo de pesquisas. O trecho de espaço fotografado é equivalente a um terço do diâmetro da Lua cheia, vista da Terra.

20/02/2009 - 17:49h Cambio climático en Marte y Venus

Marte y Venus
Imágenes de los planetas ‘gemelos’ a la Tierra: Marte y Venus.- NASA/ESA Hubble

 

Lecciones extremas de nuestros vecinos del Sistema Solar

MIGUEL ÁNGEL LÓPEZ VALVERDE – El País

Venus, la Tierra, y Marte son planetas hermanos. Son sólidos, están rodeados de atmósfera, tienen tamaños parecidos y orbitan cerca del Sol. Los tres se formaron hace unos 4.550 millones de años en la misma zona de la primitiva nebulosa solar, con los mismos ingrediente y probablemente compartieron infancias similares. Durante cientos de millones de años tuvieron gran actividad volcánica, liberando gases que formaron atmósferas importantes y de composición similar, y probablemente hubo agua líquida en sus superficies.

En cambio, hoy en día Venus tiene una atmósfera casi cien veces mayor que la terrestre y un infierno de 460 ºC en la superficie. Y Marte es un desértico y gélido planeta con una atmósfera muy delgada. Sólo la Tierra parece haber mantenido el agua líquida, además de unas temperaturas muy estables ¡durante 4.000 millones de años!

¿Cómo ocurrieron estas evoluciones climáticas tan dramáticas en nuestros vecinos? ¿Cómo evitó la Tierra semejantes cambios? Los científicos buscamos una explicación global para los tres planetas.

Algunas claves

Un factor clave de estas diferencias se halla en la temperatura de la superficie de cada planeta. Es un parámetro complejo porque afecta a la atmósfera y a su vez depende de ésta mediante el llamado efecto invernadero. Este efecto depende de los gases atmosféricos existentes y de su capacidad para atrapar la energía solar que llega al planeta y que es re-radiada por éste hacia el exterior. En la Tierra el principal gas invernadero es el vapor de agua y, en segundo lugar, el dióxido de carbono; juntos aumentan la temperatura global del planeta en 15º C. Por el contrario, en Marte el efecto invernadero es pequeño, aunque quizás no fue así en el pasado, cuando las temperaturas eran mayores. En Venus, en cambio, es muy grande, dada su gran abundancia de dióxido de carbono, y pensamos que ha sido así durante casi toda su historia.

Pero el efecto invernadero también depende de factores más complejos. Uno es la reflectividad del planeta, que cambia mucho entre distintas zonas y además fluctúa con sucesos tan variables como las nubes, en la Tierra, o las tormentas de polvo en Marte. Otro factor es la radiación solar, que también sabemos que presenta variaciones con el tiempo. Incluso pueden ocurrir variaciones caóticas, como parece ser el caso de Marte, debido a variaciones bruscas en la inclinación de su eje. Esto es producido por las complejas influencias gravitatorias de Júpiter y los demás planetas. La Tierra está mas cerca del Sol y además tiene una compañera, la Luna, que le da gran estabilidad a su órbita, por lo que está libre de semejantes cambios.

Manteniendo el equilibrio

Otro factor importante para entender las diferencias entre estos planetas no tan gemelos radica en la interacción entre atmósfera y superficie y el equilibrio resultante. Un ejemplo es el llamado ciclo del carbono, que parece controlar que la temperatura en la Tierra no presente grandes cambios con el tiempo. El dióxido de carbono (CO2) de la atmósfera está en continuo intercambio con el océano, donde es transportado por erosión y eventualmente se deposita en su fondo. Procesos geológicos lo incorporan a las rocas de la corteza terrestre y, posteriormente, mediante fisuras y volcanismo, se escapa hacia la atmósfera, completando el ciclo. Lo interesante es que este ciclo es auto-regulativo. Por ejemplo, si aumentase la temperatura, aumentaría la erosión y el transporte de CO2 hacia el océano y la corteza terrestre, con lo que el CO2 residente en la atmósfera disminuiría, disminuyendo también su efecto invernadero, y contrarrestando el cambio de temperatura: ¡un equilibrio perfecto!

Ahora bien, este reciclaje lleva tiempo, unos 300.000 años, poco en términos de evolución planetaria normal, pero… ¿y si existen cambios bruscos? Podríamos pensar en sucesos cataclísmicos, como erupciones volcánicas excepcionales o impactos con cuerpos menores del Sistema Solar. Hay otro ejemplo candente: el problema del cambio climático debido al aumento del CO2 producido por el hombre, que ha ocurrido en tan solo 200 años, un tiempo brevísimo a escala planetaria. Estos sucesos podrían escapar de la capacidad autorreguladora del planeta, especialmente si se prolongan en el tiempo.

¿Qué falla en Marte y en Venus?

En nuestros vecinos, Marte y Venus, su ciclo del carbono se perdió hace mucho tiempo. En Venus, más próximo al Sol, la elevada temperatura debió haber evaporado el agua de los océanos por completo mediante un proceso denominado efecto invernadero desbocado. Sin océanos, el intercambio de CO2 hacia la corteza se interrumpió, y todo el carbono disponible en el planeta pasó a la atmósfera. Marte, por otro lado, no dispone de tectónica de placas; con un tamaño menor que el de Venus y la Tierra, su interior se enfría más rápidamente. Aunque en el pasado hubiese océanos de agua líquida en su superficie, el carbono no pudo ser devuelto a su atmósfera. En ausencia de este reciclaje autoregulador y de un volcanismo activo, las variaciones térmicas desembocaron en un enfriamiento incontrolado y gran parte de la atmósfera colapsó.

Desafíos y problemas pendientes

Aunque la evolución de los tres planetas ha sido muy compleja, empezamos a entender algunos mecanismos clave. Eso sí, hay muchas preguntas abiertas con escasas respuestas. La superrotación de las nubes de Venus o el desarrollo de las tormentas de polvo en Marte son dos ejemplos actuales. Las complejas interacciones entre numerosos procesos requiere cuidadosos modelos matemáticos, y muchos mas datos, y más precisos.

La atmósfera es un sistema caótico y complejo, y la tarea científica de comprenderlo en su globalidad y en los tres planetas hermanos, promete ser larga, aunque eso sí, apasionante. Y necesaria.

Misión Marte. Misión Venus

Desde el desarrollo de la era espacial, Venus y Marte han estado en el punto de mira de las agencias espaciales. La palma se la lleva sin duda nuestro vecino rojo, visitado en más de cuarenta ocasiones, siendo la última la misión Phoenix de la NASA, cuyos datos aún deben revelarnos importantes claves sobre la presencia de agua líquida bajo la superficie marciana. En cuanto a Venus, actualmente está siendo sobrevolado por la misión Venus Express, de la Agencia Europea del Espacio (ESA), que nos está descubriendo fenómenos sorprendentes en su atmósfera, como la presencia de ¡relámpagos!

Miguel Ángel López Valverde (Instituto de Astrofísica de Andalucía-CSIC)

28/09/2008 - 11:08h Repensando a grande revolução

+Marcelo Gleiser – FOLHA SP

Copérnico não foi o único a propor o Sol como centro do cosmo

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Antes de mais nada, defino que grande revolução é essa. Não falo de Garibaldi, de Che Guevara, ou de Lênin. Para esta coluna, a grande revolução é a revolução copernicana, que, conforme conta o mito, ocorreu quando o polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) “pôs” o Sol no centro do cosmo, mudando para sempre a história do conhecimento.

Ainda segundo o mito, antes de o sábio renascentista publicar o livro “Sobre as Revoluções das Esferas Celestes”, ou seja, dos babilônios até 1543, todo mundo achava que a Terra era o centro de tudo e que o Sol, a Lua e os planetas giravam à sua volta. Também se acredita que Copérnico tenha enfrentado uma grande resistência por parte da Igreja Católica. Tem gente que acha até que ele tenha sofrido nas mãos da Inquisição.

Não há dúvida de que a obra de Copérnico é extremamente importante na história da astronomia. Mas vale a pena revisitar certas asserções comumente feitas sobre a dita revolução, não só como esclarecimento, mas, também, pelo seu enorme interesse histórico e pedagógico.

http://www.myastrologybook.com/Tycho-Brahe.jpghttp://www.klepsidra.net/klepsidra18/kepler1.gifhttp://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/jornadas/resultado/cient/galileu1.jpg
Os pais da revolução copernicana, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galileu Galilei

A revolução copernicana não é obra apenas de Copérnico. Ela se deve principalmente aos trabalhos do grande astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), do alemão Johannes Kepler (1571-1670) e do italiano Galileu Galilei (1564-1642). Podemos dizer que Copérnico plantou as sementes que foram gerar frutos devido à coragem e à dedicação desses três.

Copérnico também não foi o único a propor o Sol como centro do cosmo.

Mais de 15 séculos antes dele, e como ele mesmo afirma na dedicação de seu livro ao papa Paulo 3º, alguns filósofos gregos haviam proposto que a Terra girasse em torno de si mesma e que não fosse o centro das órbitas. Em particular, Aristarco de Samos (cerca de 300 a.C.) propôs um modelo essencialmente idêntico ao que seria proposto depois por Copérnico.

O fato de Copérnico ter dedicado seu livro ao papa mostra que não tinha nada a temer com relação à Igreja Católica. As maiores críticas ao heliocentrismo de Copérnico vieram de Martinho Lutero, que o acusou de paganismo. A igreja só irá adotar uma posição oficial contrária ao heliocentrismo em 1616, devido à insistência de Galileu (inspirado diretamente em Copérnico) de que a Bíblia não deve ser usada para estudar astronomia e que os teólogos que teimam em pôr a Terra no centro não entendem nem de astronomia nem de teologia. Numa época em que a Igreja Católica via a sua autoridade erodida pelas correntes protestantes, criticar o poder dos cardeais e dos bispos não era um boa política.

Mas era necessário.

Apesar de Copérnico ter publicado o seu livro em 1543, o primeiro a defender abertamente o heliocentrismo foi Kepler. Muita gente afirma que o monge italiano Giordano Bruno foi queimado na fogueira em 1600 pelo seu copernicanismo. Mesmo que ele defendesse as idéias de Copérnico, o seu maior problema com a Inquisição era de natureza teológica; ele duvidada da plausibilidade da Santíssima Trindade, da transmigração das almas e da virgindade de Maria.

Em 1597, Kepler publica o seu primeiro livro, onde toma o heliocentrismo como ponto de partida. Em 1609, usando os dados de Tycho Brahe, publica “Astronomia Nova”, onde obtém as três leis do movimento planetário.

Na primeira delas, afirma que as órbitas planetárias são elipses e não círculos. Nesse mesmo ano, Galileu aponta o seu telescópio para os céus, mostrando que as idéias de Copérnico merecem ser levadas a sério. A partir daí, a grande revolução toma rumo, 66 anos após ter sido iniciada por Nicolau Copérnico. E o cosmo nunca mais foi o mesmo.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “A Harmonia do Mundo”

16/06/2008 - 16:18h Europeus encontram três “superterras” no espaço

da Reuters, em Washington

Pesquisadores europeus anunciaram nesta segunda-feira (16) a descoberta de um grupo de três planetas que podem ser considerados “superterras” orbitando uma estrela, assim como dois outros sistemas de planetas. Para os cientistas, as descobertas sugerem que planetas similares à Terra são bastante comuns.

A equipe, do Observatório de Genebra, liderada por Michel Mayor, utilizou um novo equipamento, chamado Harps, presente em um telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul), localizado no Chile, para fazer a descoberta.

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Concepção artística do grupo de planetas descobertos por uma equipe européia utilizando telescópio localizado no Chile

Até o momento, 270 dos chamados exoplanetas (de fora do nosso Sistema Solar) foram encontrados. A maioria é gigante, semelhantes a Júpiter ou Saturno. Planetas menores, mais próximos do tamanho da Terra, são muito mais difíceis de encontrar.

Os três planetas descobertos são maiores que a Terra –um tem 4,2 vezes o tamanho do nosso planeta, o segundo tem 6,7 vezes e o terceiro, 9,4 vezes. Eles orbitam a estrela, chamada HD 40307, um pouco menos maciça que o Sol.

Nenhum desses planetas pode ser fotografado a essas distâncias, mas podem ser vistos indiretamente por meio de ondas de rádio ou, no caso do Harps, medições espectrográficas. A medida que o planeta percorre sua órbita, faz com que sua estrela vibre levemente e isso pode ser medido.

“Com o advento de instrumentos muito mais precisos como o Harps nós podemos agora descobrir planetas menores, com massas entre 2 e dez vezes a massa da Terra”, afirma Stephane Udry, que também participou do estudo.

Os três planetas descobertos pelos pesquisadores de Genebra orbitam sua estrela a velocidades extremamente rápidas: um deles faz uma volta em torno da estrela em apenas quatro dias, o segundo demora 10 dias e o mais lento leva 20 dias –em comparação com a Terra, que demora cerca de 365 dias para fazer o trajeto em volta do Sol.

A equipe também descobriu um planeta com massa de 7,5 vezes a da Terra orbitando a estrela HD 181433, que também tem um outro planeta semelhante a Júpiter. Um outro sistema, descoberto pelos pesquisadores, tem um planeta com 22 vezes a massa da Terra e um planeta semelhante a Saturno.

“Claramente, esses planetas são apenas a ponta de um iceberg”, afirmou Mayor. “As análises de todas as estrelas estudadas com o Harps mostram que cerva de um terço de todas as estrelas semelhantes ao Sol têm ’super Terras’ ou planetas semelhantes a Netuno com períodos orbitais menores que 50 dias”.

08/04/2008 - 04:25h Descoberta uma versão reduzida do Sistema Solar

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foto de Saturno realizada pela espaço-nave Cassini

Planetas encontrados são semelhantes a Júpiter e Saturno

O Globo

BELFAST. Astrônomos já identificaram mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. São dezenas os sistemas planetários revelados. Mas agora, pela primeira vez, os cientistas encontraram um sistema planetário similar ao nosso. Ele fica a 5 mil anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros) da Terra. Martin Dominik, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, autor da descoberta, disse que o novo sistema tem dois planetas parecidos com Júpiter e Saturno.

Dominik acredita que existam mais sistemas semelhantes ao nosso. É só uma questão de tempo antes que sejam identificados.
Esses sistemas seriam lugares adequados para a busca de vida extraterrestre.

— Encontramos um sistema com dois planetas com as mesmas funções de Júpiter e Saturno.

Eles têm massa, raio de órbita e período de órbita similares — disse o cientista, que apresentou a descoberta no encontro da Sociedade Real de Astronomia do Reino Unido, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Cientistas procuram astro similar à Terra Segundo o cientista, parece que eles se formaram da mesma forma que os planetas do Sistema Solar. Isso pode significar que o Sistema Solar não é o único no Universo e poderia haver outros com planetas como a Terra. O novo sistema planetário orbita ao redor da estrela OGLE-2006-BLG-109L.

— É uma espécie de versão reduzida do Sistema Solar. A estrela na qual os planetas orbitam têm metade da massa do Sol. Eles ficam a uma distância de sua estrela que é a metade da existente entre Júpiter e Saturno e o Sol — acrescentou Dominik.

Ele explicou que os planetas foram descobertos com o uso de uma técnica chamada microlente gravitacional. O objetivo dos astrônomos é descobrir planetas como Marte ou habitáveis como a Terra. Eles acham que isso poderá ser alcançado a curto prazo porque houve grandes avanços tecnológicos.

— Nos próximos anos vamos ter eventos muito emocionantes — afirmou.

Por enquanto, Dominik não sabe se há alguma chance de descobrir um planeta com as mesmas características da Terra no OGLE-2006-BLG-109L.

O sistema é muito distante para ser estudado com as atuais técnicas de investigação.

20/03/2008 - 08:24h Um novo mundo

Transiting exoplanet HD 189733b

O GLOBO 

Um composto orgânico foi detectado pela primeira vez na atmosfera de um planeta fora do Sistema Solar — um passo significativo para a descoberta de sinais de vida num mundo distante, segundo cientistas. Usando dados gerados pelo Telescópio Espacial Hubble, astrônomos conseguiram detectar a presença de metano na atmosfera do planeta HD 189733b, que tem aproximadamente o tamanho de Júpiter e está a 63 anos-luz (um ano-luz tem 9,5 trilhões de quilômetros) da Terra, na constelação de Vulpecula.

O estudo, publicado na última edição da “Nature”, confirma ainda a existência de moléculas de água na atmosfera do planeta. Sob determinadas condições, a junção de água e compostos orgânicos produz vida.

Moléculas orgânicas contêm carbono e hidrogênio e são encontradas em criaturas vivas.

O metano, por exemplo, está presente no gás natural e também nos gases expelidos pelo gado. Mas os cientistas rapidamente explicaram que esse distante planeta — com temperaturas médias de mil graus Celsius, capaz de derreter prata — não poderia abrigar nenhuma forma de vida.

— No caso específico desse planeta que observamos, o metano não poderia ter sido produzido biologicamente — afirmou Giovanna Tinetti, da University College, de Londres, uma das pesquisadoras que participaram do estudo.

— É bastante improvável que vacas sobrevivam por lá — brincou a cientista.

Em entrevista ao GLOBO publicada esta semana, um dos maiores especialistas em astrobiologia do mundo, o alemão Wolfgang Kundt, chamava atenção para o fato de que o surgimento de vida dependia da presença de 40 elementos químicos na superfície, além de um ambiente de temperatura e pressão estáveis.

O planeta extra-solar é um “Júpiter quente”, similar ao gigante gasoso do nosso Sistema Solar, mas que alcança temperaturas extremamente elevadas devido a sua órbita, muito próxima de sua estrela.

O importante, no entanto, apontam os cientistas, é a perspectiva de usar o mesmo tipo de tecnologia de observação em outros planetas com características menos hostis ao surgimento e evolução de formas de vida, acrescentou a especialista.

O HD 189733b é um dos mais de 270 planetas já descobertos fora do Sistema Solar. A maioria deles, entretanto, são muito gasosos e quentes para abrigar vida. Mas pelo menos um deles, chamado Gliese 581c, é suficientemente rochoso, mais parecido com a Terra e potencialmente capaz, ao menos, de abrigar a possibilidade de vida.

A idéia agora é justamente poder explorar mais a fundo tais possibilidades.

Nova forma de achar vida ET

O metano já foi detectado em vários planetas do Sistema Solar, como observaram os cientistas.

— Sob determinadas condições, o metano pode contribuir para a formação de aminoácidos, blocos de compostos orgânicos essenciais para a vida — afirmou outro integrante do grupo de pesquisa, Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Por isso, segundo Swain, a detecção da molécula é um primeiro passo necessário para confirmar a existência de organismos vivos em outros mundos.

— Trata-se de um passo crucial para conseguirmos caracterizar moléculas orgânicas em planetas onde a vida poderia existir — afirmou. — Essas medições são importantes para o nosso objetivo máximo de determinar as condições, como temperatura, pressão, ventos, nuvens e composição química, nas quais a vida poderia surgir. A técnica usada agora é realmente a chave para esses estudos por ser a melhor forma de detectar moléculas.

12/03/2008 - 18:50h A terra será engolida pelo sol em 7.590 milhões de anos

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Corôa solar – Ejeção da corôa solar observada pelo satélite Soho em 2002.

La Tierra será tragada por el Sol en 7.590 millones de años

DENNIS OVERBYE (NYT) – Nueva York – El País

Al final, no quedarán ni los trozos. Si la naturaleza sigue su curso, dentro de unos 7.590 millones de años la Tierra será sacada de su órbita por el Sol, rojo e hinchado, y caerá hacia una rápida y vaporosa destrucción en una trayectoria espiral. Ésta es la previsión que indican los nuevos cálculos hechos por los astrónomos Klaus-Peter Schröder, de la Universidad de Guanajuato (México), y Robert Connon Smith, de la Universidad de Sussex (Reino Unido).

(mais…)

28/02/2008 - 16:08h Astrônomos apontam indícios de nono planeta no Sistema Solar

da France Presse, em Tóquio – FSP

Cientistas de uma universidade japonesa declararam nesta quinta-feira (28) que estão convencidos de que existe um nono planeta, até agora desconhecido, que gravita nos confins do nosso Sistema Solar e que algum dia será descoberto, caso os astrônomos tenham os meios necessários.

Os pesquisadores da Universidade de Kobe, no oeste do Japão, baseiam suas afirmações em simulações informáticas.

Reprodução/Kobe University
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Concepção artísticas do que seria o “Planeta X”, apontado por pesquisadores japoneses como o nono do Sistema Solar

“Existe uma elevada probabilidade de que um planeta, do qual ignoramos a existência, com uma massa [equivalente] de 30% a 70% da Terra, na fronteira de nosso Sistema Solar”, explicaram os cientistas em um comunicado.

“Se forem realizadas investigações em grande escala, este misterioso planeta será o ‘Planeta X’, sem dúvida, descoberto daqui uns dez anos, no máximo”, dizem eles.

“Devido à temperatura muito baixa, sua superfície pode estar coberta de gelo, amoníaco congelado e metano”, explicou o professor Tadashi Mukai.

Os estudos da equipe da Universidade de Kobe, coordenados pelo professor Mukai e o cientista brasileiro Patryck Lykawka, serão publicados em abril no “Astronomical Journal”.

Substituição

Esta hipótese sobre a existência de um denominado “Planeta X” acontece depois que a comunidade científica decidiu, em 2006, excluir Plutão da lista de planetas de nosso Sistema Solar.

Plutão, corpo celeste descoberto em 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh, foi rebaixado à categoria de “planeta anão”, pois já não corresponde à nova definição, mais restritiva, que em 2006 foi adotada pela União Astronômica Internacional.

Desde então, os oito planetas reconhecidos pela comunidade científica são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A equipe de Kobe destacou que mais de 1.100 corpos celestes foram encontrados no Sistema Solar desde meados dos anos 90.

“Mas seria a primeira vez que se descobre um corpo celeste desse tamanho, que é maior que Plutão”, concluiu Mukai.

19/02/2008 - 09:57h Via Láctea pode conter ‘centenas de planetas’ propícios à vida

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BBC Brasil

Planetas rochosos e provavelmente com condições adequadas para o surgimento de vida são mais comuns em nossa galáxia do que se crê atualmente, afirmaram pesquisadores americanos durante um congresso científico nos Estados Unidos.

O astrônomo Michael Meyer, professor associado da Universidade do Arizona, afirmou que entre 20% e 60% das estrelas semelhantes ao Sol na Via Láctea têm em sua órbita planetas com estruturas rochosas semelhantes à da Terra.

“Nossas observações encontraram evidência de formação de planetas rochosos, não diferentes dos processos que levaram ao planeta Terra”, ele afirmou no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que se realiza até esta segunda-feira em Boston, Massachussetts.

Meyer citou um estudo de sua autoria publicado na edição de fevereiro da revista científica The Astrophysics Journal com conclusões baseadas em observações dos telescópios Hubble e Spitzer.

Nelas, os investigadores detectaram discos de poeira cósmica em torno de estrelas, supostamente resultantes de grandes rochas que se chocaram entre si antes de formar planetas.

“Nossa antiga visão de que o sistema solar tem nove planetas será suplantada por uma de que existem centenas, se não milhares de planetas no nosso sistema solar”, afirmou Meyer à BBC.

Condições

Em sua intervenção no evento, a pesquisadora Débora Fischer, da San Francisco State University, disse que é mais provável encontrar vida extraterrestre em planetas de determinada massa e a certa distância de uma estrela.

Dadas essas condições, ela afirmou, é possível que um planeta possa suportar vida a partir de carbono – ou seja, orgânica -, pois o clima “não será muito quente nem frio, e poderia haver acúmulo de água”.

Já o pesquisador da agência espacial americana (Nasa) Alan Stern ressalvou que vasculhar o espaço em busca de vida em outros planetas é como “procurar uma agulha em um palheiro”.

“É como se quiséssemos explorar a América do Norte estando na costa leste e conhecendo apenas os cem quilômetros iniciais”, ele afirmou. “Não sabemos realmente o que vamos encontrar.”

Os pesquisadores concordaram que a nova geração de telescópios, que serão empregados em missões espaciais futuras, trará mais informações para aumentar o conhecimento da humanidade sobre o sistema planetário.

05/11/2007 - 13:52h Extraterrestres, l’impossible contact

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Représentation artistique de planète

AP

Représentation artistique de planète “de type terrestre habitable”,
capable d’abriter une vie extraterrestre, détectée par une équipe d’astronomes.

L‘Univers porte en lui l’espérance de la vie. En douze ans, plus de 200 planètes ont été découvertes en dehors de notre système solaire. Parmi elles : Gliese 581c, décelée il y a quelques mois et potentiellement habitable (Le Monde du 26 avril). “Notre seule galaxie – et il en existe des milliards – contient 200 à 300 milliards d’étoiles, et tout laisse penser que nombre d’entre elles sont, comme notre Soleil, environnées de planètes”, ajoute Yves Sillard. Ancien directeur général du CNES et ancien directeur général de l’armement, il souligne que “l’objectif du satellite français Corot lancé fin 2006, qui sera suivi, dans deux ans, du satellite américain Kepler, est de mettre en évidence l’existence de telles planètes autour des étoiles les plus proches de notre galaxie”. Autant de nouveaux espoirs pour ce scientifique, qui n’a pas craint de diriger récemment un ouvrage collectif sur les phénomènes aérospatiaux non identifiés. En effet, ce serait bien le diable si l’une de ces planètes ne portait pas, au moins, quelques traces de vie passée…

Pour les exobiologistes comme André Brack, une telle découverte marquerait une étape décisive. “L’existence d’un deuxième exemple d’apparition de la vie dans l’Univers suffirait pour démontrer que ce processus n’est pas unique”, souligne-t-il. Mais de quelle vie s’agira-t-il ? Sera-t-elle plus ou moins évoluée que sur Terre ? Saurons-nous la reconnaître, pourrons-nous communiquer avec elle ?

La création de l’Univers remonte à 13,7 milliards d’années. Notre système solaire, lui, est né il y a 4,4 milliards d’années. “Entre ces deux dates, de nombreuses planètes équivalentes à la nôtre ont pu être le siège de l’apparition de bactéries capables d’évoluer vers des systèmes intelligents”, poursuit le chercheur. De plus, la vie sur Terre n’est pas apparue tout de suite, mais environ un milliard d’années après sa formation. L’existence de civilisations très avancées car très antérieures à la nôtre est donc plausible. “Il n’est pas impossible d’imaginer que la vie soit apparue sur quelques-unes des planètes extrasolaires avec dix siècles, cent siècles, voire mille siècles d’avance sur ce qui s’est passé sur Terre”, renchérit Yves Sillard. Pour favoriser une rencontre du troisième type, deux pistes s’offrent alors à nous. Chacune présentant toutefois quelques obstacles.

La première concerne la recherche active d’une intelligence extraterrestre aussi supérieure que lointaine. L’étoile extra-solaire la plus proche de nous étant située à 4,4 années-lumière de la Terre, et celle dont dépend Gliese 581c à 20,5 années-lumière, un message émis par radio (se propageant donc à une vitesse proche de celle de la lumière) mettrait respectivement 4,4 et 20,5 années pour atteindre la civilisation qui s’y trouverait. Au mieux, la réponse arriverait donc neuf ans après la question.

Ces difficultés n’ont pas découragé les promoteurs de plusieurs projets, tel le programme américain SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) qui guette les manifestations extraterrestres depuis le radiotélescope portoricain d’Arecibo. Mais sans résultat pour le moment. On rêve aux premières phrases de cette nouvelle d’Italo Calvino, tirée de Cosmicomics (1965) et intitulée Les Années-lumière : “Une nuit, j’observais comme d’habitude le ciel avec mon télescope. Je remarquai que d’une galaxie distante de cent millions d’années-lumière se détachait un carton. Dessus, il était écrit : JE T’AI VU…”

Faut-il alors se rendre sur place ? “Pour un être humain, il est envisageable dans un avenir à moyen terme, en touchant les limites imposées par la physique, d’atteindre une vitesse dix fois inférieure à celle de la lumière, soit 30 000 km par seconde”, précise Yves Sillard. D’où un voyage de 44 ans pour rejoindre la planète extrasolaire la plus proche, et deux siècles pour rallier Gliese 581c. “Bien sûr, la durée des missions dépassera celle de la vie humaine”, ajoute ce polytechnicien, que le défi ne semble pas du tout rebuter. “Ce seront les descendants des membres des équipages qui parviendront à destination. Mais ce n’est pas du tout impossible.” A condition, bien sûr, de vraiment le vouloir.

La seconde option inverse la contrainte du voyage. Des extraterrestres, dont la civilisation serait très largement en avance sur la nôtre, pourraient avoir réussi à aller plus vite que la lumière, ou bien à courber l’espace-temps – les deux seuls moyens que nous puissions imaginer, dans l’état actuel de nos connaissances théoriques, pour réduire la durée des vols spatiaux. Dès les années 1950, le physicien Enrico Fermi avait énoncé le paradoxe découlant de cette hypothèse : si des extraterrestres sont en mesure de venir jusqu’à nous, nous devrions les voir. Or nous ne les voyons pas… Et l’existence même des vaisseaux spatiaux qui les auraient menés sur Terre reste très hypothétique.

Non pas que les témoignages fassent défaut. Au contraire. Depuis que le CNRS a créé en 1977, malgré le scepticisme de la communauté scientifique, le Groupe d’études et d’informations sur les phénomènes aérospatiaux non identifiés (Geipan), ils ne cessent d’affluer. Jacques Patenet, directeur actuel du Geipan, note que 2 600 cas d’observations ont été enregistrés en France dans les trente dernières années, dont 460 sont considérés comme des phénomènes aérospatiaux non identifiés. Parmi eux, dans 10 à 20 cas, il y a selon ces experts une “très forte présomption” de l’intervention d’un objet matériel tel qu’un vaisseau. Cela se traduit par des traces sur le sol et la végétation qui pourraient avoir été laissées par un atterrissage, la détection de l’objet sur les écrans des radars, ou encore l’observation, par des pilotes, de comportements “intelligents” de l’ovni.

Pourquoi, alors, aucune trace physique de ces visiteurs n’a-t-elle jamais été retrouvée ? “Avec nos moyens actuels d’analyse, nous serions pourtant en mesure de certifier – ou non – l’origine extraterrestre de ces phénomènes”, regrette André Brack. Le sociologue Pierre Lagrange, spécialiste des parasciences, stigmatise l’anthropomorphisme qui marque souvent les investigations en matière d’ovnis. Alors qu’on les imagine petits, verts, ou plus ou moins monstrueux, les extraterrestres, s’ils existent, sont peut-être infiniment différents de nous…

“Plus ils seront capables de maîtriser leur environnement, plus ils seront éloignés de nous à la fois par la culture, la science, la biologie et sans doute le physique”, estime-t-il. Cela ne les empêcherait pas forcément de prendre l’initiative et, forts de leur avance, de trouver le moyen de communiquer avec nous. Mais encore faudrait-il qu’ils trouvent un intérêt quelconque à ce dialogue… “Nous pouvons très bien être le babouin de quelque anthropologue extraterrestre, dont nous ne sommes pas près de comprendre le programme de recherche !”, suggère le sociologue. Nos scientifiques eux-mêmes ont-ils véritablement envie de communiquer avec les abeilles ou les fourmis, ou seulement de les étudier ?

Si nous voulons espérer, à l’avenir, nous sentir moins seuls dans l’Univers, sans doute faut-il donc compter avant tout sur nos propres facultés d’observation. Et les développer. “Sur Terre, chaque fois que nous avons été confrontés à d’autres civilisations, nous ne les avons pas comprises”, rappelle Pierre Lagrange. Il existe pourtant bien peu de différences entre nous et les Aborigènes d’Australie ou les Indiens d’Amazonie. Dans ce contexte, se demande-t-il, “serait-on capable de voir et de reconnaître des civilisations issues de formes de vie pouvant avoir pris des directions totalement différentes de la nôtre ?” C’est là toute la question.

Michel Alberganti – Le Monde