07/01/2009 - 15:56h Paz em Gaza: uma solução complexa


Apesar da guerra na faixa de Gaza ficar bem distante do Brasil e a região não fazer parte de uma área estratégica para o país, me parece adequado o governo brasileiro ter-se manifestado oficialmente deplorando a intervenção militar, condenando o terrorismo e apregoando uma solução pacífica. Mais ainda que o Brasil é um candidato a ocupar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU e conta para isto com o apoio de países como França e China, entre outros. Para tanto, deve redobrar cuidados e responsabilidade nas suas intervenções visando a preservar a paz em um conflito extremadamente complexo.
A postura assumida pelo governo Lula parte do direito internacional e da necessidade de garantir a autodeterminação nacional do povo palestino e do povo israelense, em dois Estados soberanos. Trata-se da luta pela emancipação da nação palestina e pela paz e a segurança do Estado e dos cidadãos israelenses.
As ações militares israelenses, o massacre de civis e a intervenção militar em Gaza, na minha opinião, debilitam a reivindicação legítima de Israel à segurança e ao fim dos atentados e ataques contra sua população. As ações terroristas e provocativas do Hamas são um empecilho e um questionamento permanente a qualquer solução negociada.
Penso que Israel tem o direito legitimo de defender seu território e seus cidadãos do Hamas e de qualquer outro grupo terrorista que recusa a existência do próprio Estado de Israel. A intervenção militar em Gaza, a repressão na Cisjordânia, a tolerância com os colonos nos territórios ocupados, a construção do muro da vergonha e a recusa a implementar os acordos de Oslo na sua plenitude, longe da reduzir o poder dos extremistas em ambos os lados, os reforça e legitima aos olhos das respectivas populações.
Me parece evidente, mas reconheço que o tema está sujeito a debates apaixonados, que uma coisa é o direito de Israel de tentar destruir os grupos terroristas e outra, a invasão e a repressão ao povo palestino no seu território. Como me parece legitimo, por exemplo, a vontade dos Estados-Unidos de punir os autores do atentado do 11 de setembro e considerar -como aliás defendeu Obama- inapropriada, ilegitima e colonialista a intervenção americana no Iraque.
A postura equilibrada e responsável do governo brasileiro deve receber o apoio de todos os partidos e forças democráticas e favoráveis a paz. As bases para uma posição consensual de apoio a postura do Brasil existem. Nenhum partido representativo, nem o PT, nem o PSDB, nem o PMDB tem manifestado qualquer apoio a intervenção militar israelense e nenhum deles defende as ações terroristas do Hamas contra cidadãos israelenses no Estado de Israel. Todos reconhecem o direito de Israel e da Palestina viverem em Estados, lado a lado, com fronteiras e segurança garantidas. Todas as forças políticas e entidades representativas no Brasil são favoráveis a uma solução pacífica. A maioria dos petistas, tenho certeza, estão plenamente identificados com esta postura do governo brasileiro.
Posições desequilibradas, paixões descontroladas e comparações históricas abusivas, em nada contribuem à causa palestina, à segurança dos cidadãos israelenses e à paz na região.
Luis Favre









‘irruption tonitruante, sur la scène politique mexicaine, d’une guérilla d’extrême gauche capable de réaliser des attentats dévastateurs pour l’économie a sonné l’alarme au sommet de l’Etat, déjà confronté aux narcotrafiquants. Mais elle ébranle aussi une gauche tiraillée entre un courant qui veut négocier son appui aux réformes du président Felipe Calderon, et un autre qui maintient une ligne de rupture avec le gouvernement conservateur. L’explosion, les 5 et 10 juillet, puis avec plus d’ampleur le 10 septembre, de charges placées à des points vulnérables des canalisations de la Pemex, la société nationale d’hydrocarbures, a été revendiquée par l’Armée populaire révolutionnaire, l’EPR.