<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; automóveis</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/automoveis/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 18:23:16 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Contagem regressiva para novo recorde</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/contagem-regressiva-para-novo-recorde/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/contagem-regressiva-para-novo-recorde/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 17:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[indústria automotriz]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[venda de carros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15947</guid>
		<description><![CDATA[
Negócios &#38; Cia &#8211; O Globo
Nem o mais otimista dos executivos ousou prever que a indústria automobilística brasileira terminaria 2009 com novo recorde histórico. A julgar pelo comportamento das vendas na 1a semana de novembro, o setor terá ultrapassado, antes do fim do mês, o recorde de 2.820.381 de veículos emplacados de 2008. Até domingo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Negócios &amp; Cia &#8211; O Globo</span></h2>
<p>Nem o mais otimista dos executivos ousou prever que a indústria automobilística brasileira terminaria 2009 com novo recorde histórico. A julgar pelo comportamento das vendas na 1a semana de novembro, o setor terá ultrapassado, antes do fim do mês, o recorde de 2.820.381 de veículos emplacados de 2008. Até domingo, o número estava em 2.492.824, 6% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Poucos segmentos da economia, incluindo o próprio PIB, crescerão num ritmo tão forte. A previsão é fechar dezembro com 3,1 milhões de unidades. O setor começou 2009 nocauteado pela escassez do crédito.</p>
<p>Reagiu após um empurrão do governo, que reduziu o IPI e levou consumidores de volta às concessionárias. O benefício começou a ser retirado em outubro, com a gradual elevação das alíquotas até dezembro.</p>
<p>Mês passado, foram emplacados 294.466 veículos; em setembro, 308.718.</p>
<p>Este mês, a estimativa é de 280 mil. É um ótimo número, levando-se em conta que um modelo 1.0 já está pagando 3% de IPI, contra 1,5% em outubro e zero no mês anterior. As montadoras, em geral, estão operando em dois turnos para dar conta da demanda, que só não está melhor em razão da queda nas exportações. Em 2008, até a crise explodir, operavam em três turnos. Por isso, o nível de emprego não retornou ao nível anterior. Infelizmente, vai demorar a chegar lá.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/contagem-regressiva-para-novo-recorde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Faltam automóveis nas lojas</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/faltam-automoveis-nas-lojas/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/faltam-automoveis-nas-lojas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 15:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[Comercio]]></category>
		<category><![CDATA[concessionárias]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desoneração]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/faltam-automoveis-nas-lojas/</guid>
		<description><![CDATA[ Perto do fim do prazo de redução do IPI, faltam automóveis nas lojas
Modelos de maior saída só têm entrega prevista para julho, quando termina oficialmente a redução do imposto
Cleide Silva &#8211; O Estado SP
A duas semanas do fim do prazo oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, modelos de maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www1.bestgraph.com/gifs/transport/voitures/voitures-05.gif" alt="http://www1.bestgraph.com/gifs/transport/voitures/voitures-05.gif" align="left" /><strong>Perto do fim do prazo de redução do IPI, faltam automóveis nas lojas</strong></p>
<p><strong>Modelos de maior saída só têm entrega prevista para julho, quando termina oficialmente a redução do imposto</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>A duas semanas do fim do prazo oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, modelos de maior saída desapareceram das concessionárias. A maioria dessas versões só tem entrega prevista para julho, quando o benefício terá acabado, caso o governo decida suspender a medida que zerou a alíquota do imposto para modelos 1.0 e cortou à metade a de carros com até 2.0 de potência.</p>
<p>A redução, em vigor desde dezembro, inicialmente teria validade por três meses, mas foi prorrogada por mais três, com prazo de vencimento em 30 de junho. Agora, o governo estuda se mantém o corte &#8211; que reduziu os preços dos carros novos entre 5% e 7% -, se aumenta o IPI gradualmente ou se retoma a alíquota normal, de 7% a 13%.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, voltou ontem a dizer que é contra a nova prorrogação e a retomada gradual das alíquotas. Ele defendeu a manutenção do corte apenas para o setor da construção civil, pois a medida iria ao encontro do programa do governo de construção e financiamento de casas populares.</p>
<p>O ministro admitiu, porém, que negociações sobre o tema entre governo, montadoras e sindicatos ainda não começaram, o que deve ocorrer na última semana do mês. &#8220;Até o último momento vou dizer que sou contra a prorrogação&#8221;, disse Miguel Jorge, ao citar representantes do setor automobilístico que alegam que &#8220;toda vez que se fala em prorrogação, diminuem as vendas&#8221;.</p>
<p>Na dúvida, os consumidores tentam antecipar compras, mas enfrentam falta de produtos. &#8220;Quase todos os modelos têm fila de espera de 20 a 30 dias, com exceção de Palio Fire e Mille Fire&#8221;, informou Daniel Queiroga, gerente da revenda Fiat Amazonas, grupo que tem seis lojas na capital paulista.</p>
<p>Na concessionária Toyota Caltabiano, na zona oeste, quase toda a linha Corolla e Hilux só tem entrega para daqui a 30 ou 45 dias, admitiu a gerente Maria de Lourdes Gameiro. &#8220;Para pronta entrega só temos algumas versões de menos saída, como Corolla XEi com câmbio mecânico, que custa cerca de R$ 64 mil&#8221;. Versões mais sofisticadas, como a de câmbio automático e banco de couro estão em falta. Essa versão está com preço reduzido em R$ 3,2 mil após o corte do IPI e é vendida a R$ 72,4 mil.</p>
<p>Na linha Volkswagen, a maior espera é pelo Voyage 1.0, de 20 a 25 dias, segundo o gerente da Amazon, na zona leste, Marcos Leite. &#8220;A fábrica está produzindo o que pode, fazendo horas extras aos sábados, mas não dá conta da demanda&#8221;, disse. &#8220;Muitos clientes pedem para eu garantir o preço reduzido até a entrega, mas não posso.&#8221;</p>
<p>Em outras revendas Volkswagen consultadas pelo Estado, também há fila de até 30 dias para a versão mais barata do novo Gol. A General Motors informou que &#8220;há espera em algumas lojas de 15 a 20 dias para Celta, Classic e Prisma&#8221;, mas revendas consultadas informaram que também faltam Meriva e Vectra. Na Ford, a espera para Fiesta, Ka e EcoSport é de 10 a 15 dias.<br />
<strong><br />
VENDAS EM ALTA</strong></p>
<p>Na primeira quinzena de junho foram vendidos 117,8 mil veículos. Só em automóveis e comerciais leves foram 113,3 mil unidades, 6,4% a mais que em igual período de maio e cerca de 1% acima do volume do mesmo período de 2008. No acumulado do ano, foram vendidos 1,267 milhão de veículos, 3 mil a mais em relação ao ano passado.</p>
<p>A indústria trabalha com expectativa de vendas de cerca de 270 mil veículos até o fim do mês, volume próximo ao de março, quando também houve corrida às lojas por receio do fim da redução do IPI.</p>
<p>A medida foi adotada em meados de dezembro, quando as vendas despencaram em consequência da crise internacional e da falta de crédito. Desde então, as vendas estão praticamente empatadas com as do ano passado, quando não havia crise. O crédito também voltou ao bancos.</p>
<p>Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a vontade de tornar a redução do tributo uma política permanente para o setor automotivo. Miguel Jorge, porém, acredita que a intenção de Lula é de um plano mais amplo de redução de impostos, mas sem esperar a reforma tributária, ainda longe de solução. O ministro quer ainda que seja tratada de forma isolada a discussão sobre a redução do IPI para carros, produtos da linha branca e material de construção.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/faltam-automoveis-nas-lojas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Montadoras têm melhor trimestre da história</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/montadoras-tem-melhor-trimestre-da-historia/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/montadoras-tem-melhor-trimestre-da-historia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 11:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[caminhões]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[fábricas]]></category>
		<category><![CDATA[indústria automobilística]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>
		<category><![CDATA[vendas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/montadoras-tem-melhor-trimestre-da-historia/</guid>
		<description><![CDATA[ Com o corte do IPI, as vendas chegaram a 668 mil veículos, alta de 3,14% em relação ao ano passado

Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Março foi o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, com vendas de 271,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Em relação ao mesmo mês de 2008, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Com o corte do IPI, as vendas chegaram a 668 mil veículos, alta de 3,14% em relação ao ano passado</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/11/vendasimportados.jpg" alt="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/11/vendasimportados.jpg" width="535" height="335" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Março foi o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, com vendas de 271,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Em relação ao mesmo mês de 2008, foi registrado crescimento de 16,9%. Na comparação com fevereiro deste ano, o aumento foi de 36,1%. O melhor mês até agora é julho passado, com 288,1 mil carros vendidos.</p>
<p>Empresários do setor admitem que parte do desempenho se deve a antecipação de compras de consumidores que não confiavam na renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que venceria em 31 de março e foi estendido até 30 de junho, conforme anúncio do governo federal feito na segunda-feira. A medida permite preços entre 5% a 7% mais baixos para modelos com motor 1.0 até 2.0.</p>
<p>De janeiro a março, as vendas somaram 668,3 mil veículos, um aumento de 3,14% ante os mesmos meses do ano passado e o melhor resultado já obtido para esse período. Os dados, na visão de executivos, comprovam as previsões de que o Brasil sofreria menos com a crise internacional. Nos Estados Unidos, as vendas de carros despencaram 40% na comparação com março de 2008.</p>
<p>A ajuda recebida do governo, que além do benefício tributário incluiu a liberação de crédito para financiamento, também foi fundamental para o desempenho. &#8220;O impacto da redução do IPI, no entanto,vai começar a se diluir nos próximos meses&#8221;, diz o presidente da General Motors, Jaime Ardila. Para ele, as vendas nesse trimestre devem ficar na casa das 230 mil unidades ao mês.</p>
<p>Segundo Luiz Carlos Andrade, vice-presidente da Toyota, entre 20% a 30% das vendas em março foram antecipação de compra. &#8220;Abril será um mês morno, maio será mais quente e em junho vamos retomar (as vendas nos níveis do mês passado)&#8221;, prevê o executivo. Ele não quis fazer projeções para o ano. Ardila aposta em vendas de 2,4 milhões a 2,5 milhões de veículos, entre 11% a 15% menor que em 2008 por levar em conta um segundo semestre mais fraco que o anterior.</p>
<p>Só em automóveis e comerciais leves foram vendidos em março 261 mil unidades, 36,4% acima do volume de fevereiro e 11,6% maior que o de igual mês de 2008. No trimestre, as vendas cresceram 3,9% ante o ano passado, para 642,4 mil unidades. Fiat e Volkswagen travam disputa acirrada pela liderança no mercado, com 152,7 mil unidades vendidas pela primeira e 151,7 mil pela segunda. Depois vem a GM, com 123,3 mil veículos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/montadoras-tem-melhor-trimestre-da-historia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Corte de IPI de carro é prorrogado</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/corte-de-ipi-de-carro-e-prorrogado/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/corte-de-ipi-de-carro-e-prorrogado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[estoque]]></category>
		<category><![CDATA[fábricas]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[feirão]]></category>
		<category><![CDATA[FIAT]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mantega]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[sindicalistas]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/corte-de-ipi-de-carro-e-prorrogado/</guid>
		<description><![CDATA[

Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" width="451" height="320" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende da agenda dos envolvidos nas negociações.</p>
<p>O governo já vinha manifestando intenção de renovar a medida, que ajudou as montadoras a venderem, em plena crise, mais veículos no primeiro trimestre deste ano do que em 2008. O impasse estava na contrapartida a ser exigida, de manutenção de empregos, sugerida pelas centrais sindicais. Só em janeiro e fevereiro as montadoras cortaram 4 mil vagas.</p>
<p>As fabricantes concordaram, desde que ficassem de fora os trabalhadores com contratos temporários. Os sindicalistas encontraram uma &#8220;frase mágica&#8221; para endossar o acordo, que terá cláusula afirmando que &#8220;os contratos temporários serão cumpridos&#8221;. Ou seja, aqueles que vencerem nos próximos três meses não serão renovados, pois tinham validade por um ano. A abertura de programa de demissão voluntária está liberada.</p>
<p>O corte do IPI em meados de dezembro e com validade inicial até 31 de março foi adotado para reduzir o efeito da crise financeira nas vendas de carros no País, que despencaram nos últimos meses de 2008. Apesar de ter provocado queda de 90% na arrecadação do imposto, a medida é vista como uma das poucas anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com resultado efetivo.</p>
<p>O primeiro trimestre deve ser fechado com vendas próximas a 655 mil veículos, 1% a mais do que em igual período de 2008, quando somaram 647,9 mil unidades. No segmento de automóveis e comerciais leves, o mais beneficiado pela medida, o aumento deve ficar perto de 2%, com 630 mil unidades.</p>
<p>Os estoques nos pátios das fábricas e das revendas, que chegaram a 305 mil veículos em dezembro, equivalentes a 56 dias de vendas, baixaram no mês passado para 181 mil unidades, ou 27 dias de comercialização.</p>
<p>A alíquota do IPI, que era de 7% para carros 1.0, permanecerá isenta. Para modelos 1.4 até 2.0, ficará em 5,5% para motores flex e 6,5% para a gasolina, metade da alíquota normal. Com o novo imposto, os preços dos carros caíram em média de 5% a 7%.</p>
<p><strong>FEIRÕES</strong></p>
<p>Com o anúncio da prorrogação só a partir de 2ª-feira, o governo não vai atrapalhar as campanhas das montadoras neste fim de semana, que usam como atrativo a última oportunidade para comprar carro com IPI reduzido.</p>
<p>A Volkswagen faz feirão hoje e amanhã na fábrica Anchieta e na área ao lado do Playcenter com o slogan &#8220;Último fim de semana de IPI reduzido&#8221;. A Fiat fará ações nas lojas de todo o País e divulga anúncios com a chamada &#8220;Aproveite o último fim de semana com IPI reduzido e condições especiais.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/corte-de-ipi-de-carro-e-prorrogado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>No ponto do ônibus</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ponto-do-onibus/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ponto-do-onibus/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[passageiros]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ponto-do-onibus/</guid>
		<description><![CDATA[
Matthew Shirts &#8211; O Estado SP
Dá uma satisfação sair de casa a pé pela manhã. Moro numa ruazinha escondida, habitada em boa parte por cachorros, mas próxima do bochincho de Pinheiros e da Vila Madalena. A meio quarteirão do meu portão encontro trânsito. Tudo travado logo cedo.
Atravesso a rua com certa leveza no passo, negociando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/abril2004/clipping140404/IMGs/cronica1.jpg" alt="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/abril2004/clipping140404/IMGs/cronica1.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Matthew Shirts &#8211; O Estado SP</p>
<p>Dá uma satisfação sair de casa a pé pela manhã. Moro numa ruazinha escondida, habitada em boa parte por cachorros, mas próxima do bochincho de Pinheiros e da Vila Madalena. A meio quarteirão do meu portão encontro trânsito. Tudo travado logo cedo.</p>
<p>Atravesso a rua com certa leveza no passo, negociando os espaços entre os automóveis parados. Tenho a sensação de levar vantagem. Sinto-me quase malandro por estar a pé.</p>
<p>Antigamente, quem estava de carro tinha pena dos pedestres. Monteiro Lobato escreve a respeito no Presidente Negro. Hoje, a equação se inverteu, pelo menos em São Paulo. Vou avançando a pé pelo trânsito. Deixo os veículos para trás. No primeiro farol costuma haver brigas e buzinaços. Às vezes faço gestos pedindo uma trégua nas buzinadas enquanto espero a iluminação do homenzinho ficar verde. Os motoristas detestam minha gesticulação, que me confere um ar de maluco, reconheço. Gesticulam de volta solicitando compreensão para o desespero da sua situação. Compreendo. Não é fácil o trânsito.</p>
<p>Busco o ponto de ônibus na Cardeal. Há algum tempo pesquiso a sociologia desse marcador geográfico. De onde vêm os passageiros? Para onde vão? O papel do vendedor de balas, águas e porcarias ali. Meu olhar de estrangeiro é fisgado pela falta de sinalização. Não há placas explicativas no ponto, apenas aquele pau descascado e solitário. Nenhuma instrução por escrito. Como as pessoas sabem qual ônibus tomar?</p>
<p>Desde que voltei a andar de busão, faz um ano ou dois, estou com bronca dos condutores. Eles dirigem sem levar em conta o conforto dos seus passageiros. São apressados. Trocam de marcha com agressividade. Ultrapassam sem necessidade. Há exceções que comprovam a regra. Peguei um, dia desses, com longo rabo-de-cavalo, zen, calmo, na linha Butantã-USP, claro. Foi uma delícia. Deu para ler meu livro tranquilamente.</p>
<p>Mas por outro lado, mesmo os motoristas broncos revelam paciência surpreendente para fornecer informações de itinerários. Aí está o segredo, pensei um dia desses. É assim que os passageiros se informam. Ficam parados ali na porta da frente do veículo, três ou quatro pessoas trocando ideias com o condutor. Quanto mais vivo no Brasil, mais me chama a atenção a oralidade da cultura. É na conversa e no contato pessoal que se aprende e se vive.</p>
<p>Nisso, o Brasil é diferente dos Estados Unidos, quase uma imagem invertida (para variar). Lá, os motoristas de ônibus dirigem mais tranquilos, auxiliados, é verdade, por asfalto liso, câmbios automáticos e equipamentos mais novos. Mas eles têm pouca paciência para explicar trajetos. Nesse quesito, seus colegas brasileiros são mais prestativos.</p>
<p>Ensina Sérgio Buarque de Holanda, em seu insuperável Raízes do Brasil: &#8220;Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade &#8211; daremos ao mundo o &#8216;homem cordial&#8217;. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal.&#8221;</p>
<p>Minha tese é a de que tal cordialidade é apagada pela impessoalidade do trânsito. Daí a agressividade dos condutores. Entre veículos não há lhaneza no trato, para repetir a ótima expressão de Sérgio Buarque. Descobri, aliás, ao procurar a palavra no dicionário, que &#8220;lhaneza&#8221; é de origem tibetana. Lhano, pelo que entendo, é sinônimo de afável. Poderia render uma campanha publicitária: &#8220;Lhaneza no trânsito.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ponto-do-onibus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comércio reage e cresce 1,4% em janeiro</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-reage-e-cresce-14-em-janeiro/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-reage-e-cresce-14-em-janeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 13:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desaceleração]]></category>
		<category><![CDATA[estoque]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Renda]]></category>
		<category><![CDATA[supermercados]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<category><![CDATA[vendas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-reage-e-cresce-14-em-janeiro/</guid>
		<description><![CDATA[ Liquidações ajudam, mas é cedo para falar em recuperação, diz IBGE

Jacqueline Farid &#8211; O Estado SP
O desempenho do comércio varejista surpreendeu em janeiro e trouxe um pouco de alívio ao fim de uma semana de notícias ruins na economia. As vendas do setor cresceram 1,4% ante dezembro, contrariando previsões de queda. Em relação a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Liquidações ajudam, mas é cedo para falar em recuperação, diz IBGE</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://estatico.tudonahora.com.br/images/upload/5825bd46c0af55d549d7aeebf73444370ac95218-destaque.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://estatico.tudonahora.com.br/images/upload/5825bd46c0af55d549d7aeebf73444370ac95218-destaque.jpg" width="546" height="409" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jacqueline Farid &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O desempenho do comércio varejista surpreendeu em janeiro e trouxe um pouco de alívio ao fim de uma semana de notícias ruins na economia. As vendas do setor cresceram 1,4% ante dezembro, contrariando previsões de queda. Em relação a janeiro do ano passado, houve alta de 6%. Hiper e supermercados e móveis e eletrodomésticos garantiram os resultados.</p>
<p>Os analistas de mercado financeiro esperavam, em média, recuo 0,1% nas vendas em relação ao mês anterior. O técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE, Reinaldo Pereira, atribuiu a boa surpresa às promoções de início de ano para esvaziar estoques, mas citou também a continuidade de aumento da massa salarial e as iniciativas governamentais para incentivar o consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e a nova tabela do Imposto de Renda.</p>
<p>Segundo Pereira, a crise elevou a quantidade de mercadoria armazenada nas lojas no último trimestre, o que levou a liquidações mais agressivas em janeiro. Até as vendas de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos, que vinham registrando queda por causa da restrição de crédito, subiram 7,1% em janeiro em comparação a dezembro.</p>
<p>Apesar do desempenho positivo, Pereira ressaltou que houve perda de ritmo na expansão do varejo, revelada na comparação anual. Segundo ele, a alta de 6% ante janeiro de 2008 representou a menor expansão, para o primeiro mês do ano, desde janeiro de 2004. Em igual mês, o setor cresceu 11,8%, o melhor resultado da série iniciada em 2001. Ele disse que essa base de comparação elevada influenciou a desaceleração do crescimento em janeiro de 2009, mas houve também influência da crise. &#8220;Sem a crise, a perda de ritmo não seria tão forte.&#8221;</p>
<p>O chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, também credita os bons resultados de janeiro às promoções. &#8220;Os estoques estavam altos, ainda é cedo para dizer que a tendência de desaceleração vai mudar.&#8221;</p>
<p>A analista da Tendências Consultoria, Mariana Oliveira, também alerta que seria precipitado comemorar qualquer blindagem do varejo à crise. Ela considera que os dados de janeiro mostram que o comércio teve &#8220;fôlego surpreendente&#8221;, mas &#8220;seria prematuro afirmar que o comércio voltou a uma trajetória consistente de crescimento elevado&#8221;. Ela não descarta recuos nos próximos meses.</p>
<p>Segundo Mariana, os resultados de janeiro levaram a Tendências a colocar um viés positivo na projeção de aumento de 3,1% nas vendas do varejo este ano. Em 2008, as vendas cresceram 9,1%.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-reage-e-cresce-14-em-janeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>No ano, foi o 3º melhor resultado da era Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ano-foi-o-3%c2%ba-melhor-resultado-da-era-lula/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ano-foi-o-3%c2%ba-melhor-resultado-da-era-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 14:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[ceres]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[copom]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[farmacêuticos]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<category><![CDATA[importações]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ano-foi-o-3%c2%ba-melhor-resultado-da-era-lula/</guid>
		<description><![CDATA[ Alta do PIB em 2008 ficou atrás apenas de 2005 e 2007, com 5,7%
Fernando Dantas, RIO &#8211; O Estado SP
Apesar da forte queda no último trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,1% em 2008, o terceiro melhor resultado do governo Lula, abaixo apenas de 2005 e 2007 (ambos com 5,7%). Com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>Alta do PIB em 2008 ficou atrás apenas de 2005 e 2007, com 5,7%</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Dantas, RIO &#8211; O Estado SP</p>
<p>Apesar da forte queda no último trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,1% em 2008, o terceiro melhor resultado do governo Lula, abaixo apenas de 2005 e 2007 (ambos com 5,7%). Com o desempenho do ano passado, o PIB per capita cresceu 4%, depois de ter se expandido 4,5% em 2007. Esse é um ótimo resultado, já que a média anual de crescimento do PIB per capita nos últimos dez anos é de 2% e, nos últimos cinco anos, de 3,5%.</p>
<p>O PIB de 2008 teve como destaques, pelo lado da produção, a agropecuária, que cresceu 5,8%, e a construção civil, que teve expansão de 8%. Pelo lado da demanda, as estrelas foram os investimentos, que cresceram 13,8%, apesar do tombo no último trimestre.</p>
<p>Mesmo com o aumento médio da Selic (taxa básica de juros) de 11,9% para 12,5% de 2007 para 2008, a expansão nominal do crédito bancário para empresas (42,2%) e das operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (23,4%) contribuiu para o salto dos investimentos.</p>
<p>Os consumos das famílias e do governo cresceram, respectivamente, 5,4% e 5,6%. No caso das famílias, foi o quinto aumento anual seguido, puxado pelo crescimento de 7,9% na massa salarial e pelo crescimento nominal de 30,3% nas operações de crédito com recursos livres para pessoas físicas.</p>
<p>As importações de bens e serviços se expandiram em 18,5% e as exportações recuaram 0,6%. Na agropecuária, os desempenhos principais foram do café, com alta de 25%, cana (19,2%) e milho (13,3%). A construção civil foi impulsionada pelo crédito à habitação, que cresceu 30,4% em termos nominais.</p>
<p><strong>INDÚSTRIA</strong></p>
<p>A indústria de transformação cresceu apenas 3,2% em 2008, o pior desempenho na indústria como um todo. Alguns dos melhores desempenhos na indústria de transformação foram segmentos como &#8220;outros equipamentos de transporte&#8221; (exclui automóveis) e produtos farmacêuticos. E algumas das piores quedas foram em produtos de madeira e produtos químicos, materiais elétricos e equipamentos de comunicação.</p>
<p>A indústria extrativa mineral cresceu 4,3% em 2008 e a de produção e distribuição de eletricidade, gás e água se expandiu 4,5%.</p>
<p>Os melhores desempenhos entre todos setores industriais e de serviços ficaram com a intermediação financeira e previdência complementar (9,1%, puxada pelo crédito e seguros) e os serviços de informação, impulsionados pela telefonia celular. O comércio cresceu 6,1%.</p>
<p>TRIBUTOS</p>
<p>Os impostos sobre produtos cresceram 7,4% em 2008, mais que o valor agregado a preços básicos, que cresceu 4,7% (juntos, valor agregado e impostos compõem o PIB, que cresceu 5,1%). Os maiores aumentos de tributos foram os das importações &#8211; 23,4%, acompanhando o salto das compras externas -, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com 7,9%) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com 6,9%.</p>
<p><strong><br />
REAÇÕES</strong></p>
<p>Antonio Delfim Netto<br />
Ex-ministro da Fazenda</p>
<p>&#8220;Como a atividade está fraca, o que demonstrou o PIB no quarto trimestre do ano passado, eu acredito que o BC deveria cortar os juros em 2 pontos porcentuais amanhã. Mas isso não deve ocorrer. Se o Copom diminuir a Selic em 1,5 ponto porcentual, mando rezar uma missa ecumênica&#8221;</p>
<p>Alexandre Schwartzman<br />
Economista-chefe do banco Santander</p>
<p>&#8220;A queda de 3,6% do PIB no quarto trimestre de 2008 vai provocar um efeito carregamento (carry over) negativo da ordem de 1,5% a 1,7% para o PIB em 2009. Essa é uma conta grosseira, já que ainda não refizemos os cálculos com base nos novos números do IBGE&#8221;</p>
<p>José Serra</p>
<p>Governador de São Paulo &#8220;Infelizmente, não me surpreendeu (a queda do PIB).Isso sugere uma ação rápida dos governos nas três esferas e, principalmente, do governo federal, que tem nas mãos a política monetária. Depois de seis meses, ainda pratica a política monetária mais equivocada de todos os países do mundo&#8221;</p>
<p>Pedro Malan<br />
Economista e ex-ministro da Fazenda</p>
<p>Existe um amplo espaço para se reduzir os juros nominais e reais e podemos chegar até o fim do ano a um dígito. O resultado do PIB (queda de 3,6% no quarto trimestre de 2008) é uma das razões que me levam a pensar que há mais espaço para reduzir os juros&#8221;</p>
<p>Gustavo Franco<br />
Ex-presidente do Banco Central</p>
<p>&#8220;Nunca faltou coragem aos definidores da política monetária de subir os juros, resistindo a pressões políticas para que não o fizessem. Existe uma oportunidade inédita de se baixar os juros de maneira agressiva. O movimento tem que ser abrupto daqui para frente&#8221;</p>
<p>Rodrigo Maia<br />
Deputado federal pelo RJ e presidente do DEM</p>
<p>&#8220;A queda do PIB mostra incompetência e irresponsabilidade do governo. O presidente Lula continuou tratando a crise como marola e não se antecipou tomando medidas no momento adequado, quando a economia estava bem&#8221;</p>
<div id="c">
<h3><font size="5">Sem crise, a economia teria crescido 6,1%</font></h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Sérgio Gobetti &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A economia teria fechado 2008 com crescimento de pelo menos 6,1%, a maior taxa desde o Plano Cruzado, em 1986, se não fosse a guinada provocada pela crise mundial. Nos três primeiros trimestres do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) vinha crescendo acima de 6% em relação ao mesmo período de 2007 e, de um trimestre para outro, vinha se expandindo cerca de 1,7% a cada três meses. Se, em vez de cair 3,6% no último trimestre, o PIB tivesse ficado simplesmente parado, o crescimento no final do ano teria sido 1% maior do que o registrado pelo IBGE.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/no-ano-foi-o-3%c2%ba-melhor-resultado-da-era-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mercado volta a crescer na China</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mercado-volta-a-crescer-na-china/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mercado-volta-a-crescer-na-china/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 13:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[caminhões]]></category>
		<category><![CDATA[carros]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[Pequim]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>
		<category><![CDATA[Xangai]]></category>
		<category><![CDATA[yuan]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mercado-volta-a-crescer-na-china/</guid>
		<description><![CDATA[
Tian Ying, Bloomberg, de Pequim &#8211; VALOR
As vendas de veículos na China dispararam 25% em fevereiro, a primeira alta em quatro meses, depois que o governo reduziu os impostos sobre alguns modelos, o que contribuiu para que o país aumentasse a sua vantagem como o maior mercado de automóveis do mundo este ano.
As vendas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/12/fabrica-mazda-china.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/12/fabrica-mazda-china.jpg" width="540" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Tian Ying, Bloomberg, de Pequim &#8211; VALOR</strong></p>
<p>As vendas de veículos na China dispararam 25% em fevereiro, a primeira alta em quatro meses, depois que o governo reduziu os impostos sobre alguns modelos, o que contribuiu para que o país aumentasse a sua vantagem como o maior mercado de automóveis do mundo este ano.</p>
<p>As vendas de carros de passageiros, ônibus e caminhões cresceram para 827,6 mil unidades, informou em Pequim a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. O cômputo nos dois primeiros meses do ano cresceu 2,7%, para 1,56 milhão de unidades, em comparação com a queda de 39%, para 1,35 milhão de unidades, ocorrida nos EUA.</p>
<p>A China reduziu à metade os impostos sobre as vendas de carros de pequeno porte e tem planos de subsidiar veículos nas áreas rurais, para revitalizar a demanda, depois de as vendas de automóveis terem atingido o menor crescimento em uma década, no ano passado. Junto com o pacote de estímulo econômico do país, de 4 trilhões de yuan (US$ 585 bilhões), as políticas do governo fizeram com que a General Motors (GM) dobrasse, grosso modo, a sua projeção de crescimento das vendas de veículos na China para este ano.</p>
<p>&#8220;Os consumidores estão recuperando a confiança, devido ao pacote de estímulo&#8221;, disse Ricon Xia, analista do Instituto de Pesquisas Daiwa em Xangai. &#8220;Mesmo assim, as vendas de veículos deverão flutuar nos próximos meses.&#8221;</p>
<p>A alta nas vendas de fevereiro, a maior em 18 meses, foi ajudada pelo fato de neste ano o feriado do Ano-Novo Lunar ter caído no mês anterior. Em fevereiro de 2007, o feriado, aliado às nevascas, contribuiu para reduzir as vendas de veículos. A GM elevou a sua projeção de vendas de automóveis na China para 5% a 10%, em comparação com a projeção anterior, de menos de 3%.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mercado-volta-a-crescer-na-china/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Venda de veículos puxa retomada tímida da indústria</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/venda-de-veiculos-puxa-retomada-timida-da-industria/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/venda-de-veiculos-puxa-retomada-timida-da-industria/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 14:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Anfavea]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[autopeças]]></category>
		<category><![CDATA[caminhões]]></category>
		<category><![CDATA[celulares]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/venda-de-veiculos-puxa-retomada-timida-da-industria/</guid>
		<description><![CDATA[ Segmento saiu de queda de 40,8% em dezembro para uma alta exatamente no mesmo porcentual em janeiro

Jacqueline Farid, RIO &#8211; O Estado SP
O tímido aumento na produção industrial de janeiro em relação a dezembro foi puxado especialmente pela atividade de veículos automotores, que inclui autopeças, caminhões e, sobretudo automóveis. O segmento, que foi muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Segmento saiu de queda de 40,8% em dezembro para uma alta exatamente no mesmo porcentual em janeiro</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Jacqueline Farid, RIO &#8211; O Estado SP</p>
<p>O tímido aumento na produção industrial de janeiro em relação a dezembro foi puxado especialmente pela atividade de veículos automotores, que inclui autopeças, caminhões e, sobretudo automóveis. O segmento, que foi muito castigado pela crise e pela consequente escassez de crédito, saiu de uma queda mensal de 40,8% em dezembro para uma alta de exatamente 40,8% em janeiro ante o mês anterior, zerando o saldo.</p>
<p>Segundo Sales, esse aumento reflete os efeitos positivos que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve sobre as vendas e produção de automóveis. No entanto, destacou que mesmo com essa clara relação entre o tributo e o desempenho do setor, há agora um problema adicional para a indústria automobilística, que é o aumento da inadimplência. &#8220;Há sinais de inadimplência neste início de ano, que podem ser a contrapartida dessa redução de IPI&#8221;, comentou.</p>
<p>Mesmo com o aumento ante o mês anterior, a fabricação de automóveis apresentou uma queda expressiva em relação a janeiro de 2008: 29,6%, surpreendendo analistas e até mesmo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que projetava queda de 27,1% para janeiro. Para a economista-chefe da consultoria da Rosenberg &amp; Associados, Thaís Zara, a produção industrial deverá continuar a mostrar quedas razoáveis daqui para frente. &#8220;Não serão quedas tão profundas como a de janeiro, mas teremos queda forte já a partir de fevereiro.&#8221;</p>
<p>Incluindo caminhões e autopeças, o setor de produção de veículos apresentou queda ainda mais intensa em relação a janeiro de 2008: 34,5%. Nessa base de comparação, a queda foi &#8220;generalizada&#8221;, destacou Sales. O índice de difusão da indústria mostrou que 75% dos 755 produtos pesquisados recuaram nessa base de comparação. Das 27 atividades, houve alta apenas no grupo &#8220;outros equipamentos de transporte&#8221; (39,2%), formado prioritariamente por aviões.</p>
<p>Os principais tombos ante janeiro de 2008 ocorreram nos segmentos que dependem do crédito, como bens de consumo duráveis. Além dos automóveis, os eletrodomésticos também registraram tombo de 29,6%.</p>
<p>Aparelhos de telefonia celular, incluídos no subgrupo, mostraram queda de 63,8% nessa base de comparação. Segundo Sales, a produção de duráveis foi prejudicada também pela desconfiança de consumidores. E foi o abalo da confiança, neste caso de empresários, que derrubou a produção de bens de capital (-13,4%), segmento que sinaliza a intensidade de investimentos.<br />
<strong><br />
COLABOROU FRANCISCO CARLOS DE ASSIS</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/venda-de-veiculos-puxa-retomada-timida-da-industria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indústria tem recuperação localizada</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/industria-tem-recuperacao-localizada/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/industria-tem-recuperacao-localizada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 12:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[ABIT]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[autopeças]]></category>
		<category><![CDATA[calçadistas]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[CSN]]></category>
		<category><![CDATA[desaceleração]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[estoque]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[IPI]]></category>
		<category><![CDATA[LCA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[Secex]]></category>
		<category><![CDATA[siderúrgica]]></category>
		<category><![CDATA[Têxteis]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>
		<category><![CDATA[vendas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/industria-tem-recuperacao-localizada/</guid>
		<description><![CDATA[ 
Silvia Costanti / Valor

Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit: &#8220;Os estoques já acabaram no varejo e é hora da reposição&#8221;

Sergio Lamucci, Sergio Bueno e Vanessa Jurgenfeld, de São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis &#8211; VALOR
Os impactos da crise financeira sobre a atividade industrial foram díspares em fevereiro. Segmentos cuja demanda está ligada à renda da população, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <font size="1"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_credito">Silvia Costanti / Valor</div>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002211/imagens/foto06bra-sdds-a3.jpg" /></p>
<div class="descricao_foto_legenda">Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit: &#8220;Os estoques já acabaram no varejo e é hora da reposição&#8221;</div>
<p></span></em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sergio Lamucci, Sergio Bueno e Vanessa Jurgenfeld, de São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis &#8211; VALOR</p>
<p>Os impactos da crise financeira sobre a atividade industrial foram díspares em fevereiro. Segmentos cuja demanda está ligada à renda da população, como calçadistas e têxteis, já sentiram claramente uma recuperação de encomendas e consideram que a pior fase da crise passou. Para empresas e setores cuja produção é alimentada por crédito ou investimento, as realidades são distintas. Ao mesmo tempo em que grandes usinas siderúrgicas desligam alto-fornos, fabricantes de máquinas e equipamentos, como Randon e Marcopolo, já sentiram uma melhora nas encomendas em fevereiro e março. Mesmo as empresas e setores que relatam uma recuperação em fevereiro e neste começo de março, contudo, indicam queda de produção em relação ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>Hoje o IBGE divulga o resultado da produção industrial de janeiro. Os analistas esperam forte crescimento em relação a dezembro de 2008, feito o ajuste sazonal. A LCA Consultores projeta alta de 9,2%. Na comparação com janeiro do ano passado, contudo, a estimativa é de recuo de 10,2%. O Santander aposta em crescimento de 11% sobre dezembro e queda de 9,5% em relação janeiro de 2008.</p>
<p>Entre os indicadores já conhecidos, venda de automóveis e consumo de energia indicam que fevereiro voltou a crescer sobre janeiro. O licenciamento de automóveis e comerciais leves atingiu a média diária de 10,9 mil unidades, mais que os 10,1 mil de janeiro deste ano e os 10,4 mil de fevereiro do ano passado, na série com ajuste sazonal calculada pela LCA. O resultado é efeito da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), destacam analistas e empresários do setor. O consumo diário de energia elétrica, por sua vez, atingiu a média de 50,2 MW em fevereiro, 2,7% a mais do que no mês anterior, também na série livre de influências sazonais. Em relação ao mesmo mês de 2008, houve queda de 0,59%.</p>
<p>O setor têxtil brasileiro acredita que o pior da crise já passou e vê sinais de melhora das encomendas nos últimos dias, após um primeiro bimestre fraco. &#8220;O varejo retomou os pedidos, está conseguindo girar seus estoques. Ainda vai levar algum tempo para que esse movimento ganhe velocidade, mas há bons indicativos para março&#8221;, diz Zeno Fischer, diretor de controladoria e planejamento da Lepper, de Joinville (SC). Indústria de cama, mesa e banho, a Lepper fechou o primeiro bimestre com queda de 10% nas vendas em relação ao igual período de 2008. Em fevereiro, até registrou uma melhora de vendas em relação a janeiro deste ano em torno de 20%, mas as vendas ficaram 10% abaixo do mesmo mês do ano passado. Segundo Fischer, apesar de um começo de ano de vendas em queda, a Lepper projeta crescimento de 10% no faturamento do ano, para R$ 145 milhões em 2009.</p>
<p>Para o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, há sinais melhores no setor, mas fevereiro foi um período de vendas menores do que igual mês do ano passado. &#8220;Mas há um clima de retomada da atividade, os estoques já acabaram no varejo e é hora da reposição. Nossa expectativa é que o pior (da crise) tenha passado&#8221;, diz. Na sua avaliação, as empresas do setor não farão mais paradas de ajuste de estoques, e embora exista um crédito ainda caro e restrito, as têxteis poderão ter um desempenho no ano melhor do que outros setores porque as compras de vestuário dependem pouco de crédito.</p>
<p>Na Indústria São Roberto, que atua no segmento de papelão ondulado, as vendas em fevereiro caíram 10% em relação ao mesmo mês do ano passado, uma queda ligeiramente inferior aos 12% registrados em janeiro na comparação com janeiro de 2008. A expectativa do presidente da empresa, Roberto Nicolau Jeha, é de que em março haja uma queda de 5% sobre o mesmo mês de 2008. &#8220;Março começou um pouco melhor do que fevereiro&#8221;, diz ele, acrescentando que só acredita numa melhora mais consistente no segundo semestre. Jeha diz que a demanda por papelão ondulado caiu menos por parte de empresas de alimentos e produtos de limpeza. No caso das companhias que dependem mais do crédito, como fabricantes de televisores e eletrodomésticos, o tombo foi maior.</p>
<p>O presidente da distribuidora de aço Rio Negro, Carlos Loureiro, diz que houve uma melhora na demanda por parte da indústria automobilística, beneficiada pela redução do IPI para veículos. Segundo ele, montadoras e empresas de autopeças voltaram a comprar com mais força, o que ajudou um pouco nas vendas de fevereiro e continua a auxiliar nas de março. &#8220;Mas não houve melhora nos outros segmentos&#8221;, diz ele, dizendo que continua fraca a procura por parte de empresas de máquinas agrícolas, rodoviárias e equipamentos para infraestrutura.</p>
<p>A indústria calçadista iniciou o ano com cenários distintos no mercado interno e nas exportações. As vendas domésticas arrancaram bem, turbinadas em alguns casos por descontos e aumentos de prazos de pagamento. Os fabricantes aguardam a reposição dos estoques dos lojistas, em maio, para confirmar a tendência. As exportações recuaram 23,9% no primeiro bimestre em comparação com igual período de 2008, para<br />
US$ 280,6 milhões, mas o setor espera algum crescimento em 2009, impulsionado pela desvalorização do real, após a queda em volume e faturamento no ano passado.</p>
<p>Segundo o diretor comercial da gaúcha Piccadilly, Marlon Martins, em janeiro e fevereiro a empresa aumentou prazos de pagamento em 30 dias e concedeu descontos de 5% a 15% em algumas linhas para estimular os negócios no mercado interno. O resultado foi um aumento de três vezes no volume de vendas em fevereiro na comparação com janeiro, para mais de 600 mil pares. Em relação ao mesmo período de 2008, a alta foi de 2,5 vezes, informa o executivo.</p>
<p>No mercado externo, o recuo das vendas apontado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) no bimestre deveu-se à demora na reposição dos estoques dos importadores em função da desaceleração econômica na América do Norte e Europa, avalia o diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Ricardo Wirth. &#8220;Não esperávamos uma queda tão alta, mas não chegou a ser surpreendente.&#8221; Em fevereiro, as exportações renderam US$ 138 milhões, 3,3% a menos do que em janeiro e 29,3% abaixo do mesmo mês de 2008. Para o empresário, março ainda será um mês de &#8220;transição&#8221; entre as encomendas das coleções de verão e de inverno para o hemisfério norte.</p>
<p>Alguns setores e empresas ainda não sentiram recuperação da atividade, como a Usiminas e a CSN. A primeira anunciou que vai paralisar, a partir de segunda-feira e por tempo indeterminado, o alto-forno n 1 da usina de Cubatão na Baixada Santista. A CSN, que também produz aços planos, vai paralisar por 40 dias o alto-forno n 2, que responde por 40% da produção da usina de Volta Redonda (RJ). O presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, justificou a decisão pela falta de sinais mais consistentes de demanda para o segundo trimestre.</p>
<p>Por outro lado, a Marcopolo, maior fabricante brasileira de carrocerias para ônibus, após fechar o primeiro bimestre com vendas 10% menores, sentiu recuperação em março. A Randon, que produz implementos agrícolas, também espera retomada das vendas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/industria-tem-recuperacao-localizada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
