15/01/2009 - 16:31h Estudo liga infidelidade em mulheres a hormônio

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BBC – O Globo

http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/infidelidade.jpgMulheres com uma concentração mais elevada de um hormônio ligado à auto-estima que as faz se considerarem atraentes têm mais chances de ter casos extraconjugais e de trocar de parceiros com freqüência, segundo estudo realizado nos Estados Unidos.

A pesquisa da Universidade do Texas em Austin relaciona o nível de auto-estima com a quantidade do hormônio estradiol – as mulheres com mais desses hormônios tendem a se considerar mais bonitas e a serem consideradas mais atraentes por outras pessoas.

” As voluntárias com maior nível de estradiol tinham mais histórias de paqueras e de casos com outros homens além de seu parceiro fixo “

Os cientistas afirmam que essas mulheres têm a tendência a se sentir menos satisfeitas com seus parceiros e menos comprometidas com eles, em um comportamento que os autores do estudo chamam de “monogamia oportunista em série”.

Segundo eles, isso se deve a um “instinto” de buscar parceiros com mais qualidades.
Bons parceiros

“Na natureza, é difícil conseguir um parceiro que seja ao mesmo tempo um bom provedor de estabilidade para a família e que tenha bons genes para procriar. Por isso, muitas mulheres alternam um relacionamento mais duradouro com aventuras com homens mais atraentes”, explica a psicóloga Kristina Durante, a principal autora da pesquisa, publicada na revista Biology Letters, da Royal Society.

“Já as mulheres mais bonitas demandam mais os dois tipos de recursos por parte do parceiro e procuram um padrão de qualidade que às vezes é difícil de conseguir.”

Segundo Durante, é por isso que muitas mulheres não se sentem obrigadas a se comprometer com um parceiro se outro com possíveis melhores qualidades se torna disponível.

O hormônio estradiol está ligado à fertilidade e à saúde reprodutiva da mulher.

Estudos realizados no passado mostram que o estradiol alimenta o desejo de poder em mulheres solteiras. Segundo essas pesquisas, aquelas mulheres que não tomam pílulas anticoncepcionais estão ainda mais vulneráveis ao hormônio.
Duradouro

Para o estudo da Universidade do Texas, os pesquisadores analisaram os hormônios presentes na saliva de 52 universitárias com idades entre 17 e 30 anos, em dois estágios de seu ciclo menstrual.

” Essas mulheres parecem adotar uma estratégia de ‘monogamia serial’, em que buscariam sempre um parceiro melhor para a reprodução “

As voluntárias também falaram sobre sua história sexual e avaliaram sua própria aparência. A seguir elas receberam notas no mesmo quesito de outros jovens estudantes de ambos os sexos.

“As voluntárias com maior nível de estradiol tinham mais histórias de paqueras e de casos com outros homens além de seu parceiro fixo”, disse Kristina Durante.

Mas elas também se mostraram mais envolvidas em relacionamentos duradouros do que em romances passageiros ou “ficadas”.

“Essas mulheres parecem adotar uma estratégia de ‘monogamia serial’, em que buscariam sempre um parceiro melhor para a reprodução”, explica a psicóloga. “Não é o sexo casual que as interessa.”

13/12/2008 - 18:58h Professora sexagenária conta em livro como achou amor e sexo com um anúncio de jornal

Maria Vianna – O Globo

A professora Jane Juska. Foto: Reprodução

RIO – A vida da professora de inglês Jane Juska, 71 anos, mudou radicalmente após um anúncio no jornal. Cansada com o ritmo pacato da aposentadoria e de quase três décadas de abstinência sexual, ela decidiu voltar à ativa de forma criativa. Colocou um aviso em um jornal com a seguinte mensagem: “Antes de completar 67 anos – no próximo mês de março – gostaria de fazer muito sexo com um homem de que eu goste”. A quantidade de respostas surpreendeu Jane, que acabou colocando suas aventuras sexuais no livro “Uma mulher de vida airada – Memórias de amor e sexo depois dos 60″, recém-lançado no Brasil pela editora Rocco.

- O que mais me surpreendeu foi a alegria que estes encontros me deram. Conheci homens interessantes, que gostaram de mim, com os quais troquei muitas idéias, que me acharam linda, inteligente, e colocaram minha auto-estima lá em cima. O melhor de tudo é que três desses homens viraram grandes amigos, e ainda conheci meu parceiro atual, com quem estou há cinco anos – disse Jane.

Em entrevista ao site do Globo, ela conta como foi trilhar este caminho, no mínimo, inusitado.

Como era seu dia-a-dia antes da publicação do anúncio?

Minha vida era boa. Tinha acabado de me aposentar após trabalhar durante 35 anos como professora de inglês no ensino médio e em universidades. Com mais tempo livre, percebi que apenas uma cosia faltava em minha vida: sexo.

As críticas vão sempre existir, e muitas vezes virão de mulheres invejosas ou reprimidas com vidas miseráveis que adorariam estar no seu lugar


De onde partiu a decisão do anúncio?

A idéia veio depois do conselho da minha analista, que sugeriu que eu voltasse ao mercado afetivo de forma criativa. Tive muito medo de críticas, então fiz isto no mais absoluto sigilo, não contei para ninguém o que estava prestes a fazer. Sabia que ia ser criticada, principalmente se o anúncio tivesse uma resposta boa. Mas, ao mesmo tempo, já tinha tomado a decisão e nada ia me impedir de seguir meu plano.

Teve medo das respostas?

Sim, principalmente de não receber nenhuma resposta ou, pior, marcar um encontro e ser rejeitada por causa de minha aparência. Também tive muito medo de me machucar, tanto fisicamente como emocionalmente. Imagina se eu encontrasse um louco que resolvesse me bater… Acabou que sofri sim, mas por causa de um homem por quem me apaixonei e que não queria nada comigo. Chorei muito, e por toda a cidade de Nova York. Mas superei a tristeza ao conhecer outros homens.

Sua idéia de prazer mudou depois desta aventura?

Claro. Percebi que os homens também misturam sexo e amor. Aprendi que uma vida sexual boa ajuda a deixar a vida mais feliz. Acho que depois de tudo isso, minha vida ficou praticamente perfeita. Encontrei um novo amor e fiquei muito amiga de quatro homens que conheci graças ao anúncio. Entendi que mulheres têm o direito de expressar a sexualidade do jeito que quiserem. Meu conselho, depois disso tudo, é: “corra atrás do que você quer”. As críticas vão sempre existir, e muitas vezes virão de mulheres invejosas ou reprimidas com vidas miseráveis que adorariam estar no seu lugar.

28/09/2008 - 09:39h Duas garrafas de rum

Best-sellers quando foram lançados, “Uma História dos Piratas”, de Daniel Defoe, e “Os Tigres de Mompracem”, de Emilio Salgari, revivem o imaginário sobre o tema

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CRISTOVÃO TEZZA ESPECIAL PARA A FOLHA

A figura clássica do pirata ocupa um lugar ambíguo no imaginário do Ocidente. Num aspecto, é a barbárie -alguém que abdica das regras dos Estados constituídos e rompe seu eixo moral, assumindo o direito de matar, saquear e violentar ao sabor do arbítrio.

Mas, em outro aspecto, que poderíamos chamar de literário, o pirata é uma figura fascinante que se confunde com o justiceiro vingador, aquele que não se submete a viver com o rebanho e afirma a sua individualidade sobre todas as coisas.

Nessa representação romântica, explorada pela ficção popular e pelo cinema, ele é no fundo um bom sujeito, que, por força das vicissitudes e crueldades da vida, se viu obrigado a viver solitário, à margem da sociedade. E o navio, o habitat do pirata, será o símbolo da liberdade, da aventura e do desconhecido que emergiu a partir do século 15 para desenhar o mapa de um mundo novo a ser conquistado.

Dois livros revisitam o tema, na ficção e na não-ficção -e é interessante observar como essa fronteira, ao falar em piratas, é difusa.

“Uma História dos Piratas”, de Daniel Defoe (1660-1731), apresenta-se como uma historiografia, ainda que o autor nos advirta em um momento de seu relato: “Os estranhos acidentes das suas vidas errantes são tais que muitos ficarão tentados a achar que toda essa história nada mais é que uma novela ou um romance”.

Literatura de massa

E “Os Piratas de Mompracem”, de Emilio Salgari (1862-1911), é a cristalização do mito do pirata em sua forma mais folhetinesca, realizando plenamente, na entrada do século 20, o que de certa forma obras como “Robinson Crusoe”, do próprio Defoe, já anunciavam dois séculos antes -uma literatura de massa para abastecer um novo público leitor, ávido de aventuras laicas, que começava a se criar nos grandes centros urbanos europeus.

O livro de Defoe -ficamos sabendo pela apresentação de Luciano Figueiredo, professor da Universidade Federal Fluminense que fez a seleção dos textos, com abundantes notas informativas- foi à época um grande sucesso.

Originalmente assinado por um fictício capitão Charles Johnson, para reforçar a idéia de que o autor era do ramo, se estrutura mais ou menos como informação jornalística.

Sempre atento à presumida veracidade do fatos, o livro procura mostrar fidelidade aos dados concretos para abastecer a curiosidade dos leitores, revelando fontes, assinalando dúvidas e transcrevendo aqui e ali documentos de época.

Situação ambígua

O grande interesse pelo tema se explica porque a própria Inglaterra viveu uma situação ambígua com a atividade corsária. Figuras históricas relevantes, como sir Francis Drake (1545-1596), por exemplo, praticaram pirataria a serviço da coroa, mas então os tempos eram outros. Os heróis de antanho que ajudaram a firmar o poder naval do país passavam a ser “o terror da atividade comercial do mundo”, uma área que os ingleses começavam a dominar e que viam ameaçada pelos corsários.

Essa passagem traumática de um tempo para outro é visível em vários momentos e personagens do livro, como o pirata Stede Bonnet, que, antes de se aventurar na vida criminosa, era um “senhor de uma imensa fortuna”, conhecendo “todas as vantagens de uma educação liberal”; ou William Kidd, oficialmente contratado para combater os piratas e que acabou enforcado por se tornar um deles.

Num momento, o Brasil aparece com otimismo, como sempre (”o ouro dali é considerado o melhor”), sem faltar o detalhe picante que vem nos celebrizando: “As mulheres são loucas por estrangeiros. Não só as cortesãs (…), mas também as mulheres casadas, que se mostram muito gratas quando alguém lhes brinda com um encontro secreto”.

Aliás, duas piratas mulheres que se passavam por homens, Mary Read e Anne Bonny, são outro capítulo curioso do inventário de Defoe.
Dois séculos depois, nas obras do italiano Emilio Salgari, um escritor imensamente popular no seu tempo, a figura do pirata já não tem mais lugar no mundo real e se refugia na fantasia.

http://img.photobucket.com/albums/v298/welcometoelsinore/sando.jpgEm “Os Tigres de Mompracem”, de 1900 -obra reeditada agora numa edição que reproduz as ilustrações originais-, acompanhamos as aventuras extraordinárias de Sandokan, um terrível pirata que tem seu “covil” na ilha de Mompracem, na Malásia, de onde sai com sua inesgotável tripulação de foras-da-lei, sempre prontos a morrer por ele a um estalar de dedos, para raptar a amada Marianna, a “Pérola de Labian”.

Orientalismo

Arrancando-a das mãos implacáveis do tio, lorde James, que a havia prometido ao baronete William, o herói Sandokan dispõe-se a abandonar a vida de pirata para dedicar-se a sua rainha, dura decisão que lhe dá a sombra de um destino trágico.

As mais mirabolantes e inverossímeis aventuras tiram o fôlego do leitor, que nada precisa temer; seguindo a fórmula consagrada, as páginas avançam sempre com a garantia de um final feliz.

Sandokan sintetiza a imagem exótica do orientalismo romântico alimentado pela Europa do século 19 e, ao mesmo tempo, marca o imperialismo inglês como vilão, que será sua grande novidade e o seu tempero libertário multicultural.

CRISTOVÃO TEZZA é escritor, autor de “O Filho Eterno” (ed. Record), pelo qual ganhou, na semana passada, o Jabuti de melhor romance.

UMA HISTÓRIA DOS PIRATAS

Autor: Daniel Defoe
Tradução: Roberto Franco Valente
Editora: Jorge Zahar (tel. 0/xx/21/ 2108-0808)
Quanto: R$ 34 (264 págs.)

OS TIGRES DE MOMPRACEM
Autor: Emilio Salgari
Tradução: Maiza Rocha
Editora: Iluminuras (tel. 0/xx/11/ 3031-6161).
Quanto: R$ 44 (336 págs.)

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Kabir Bedi, Sandokan na TV

04/09/2008 - 19:00h Aquecimento do turismo impulsiona vagas no setor

 

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Luiz Eduardo Barreto, atual ministro de Turismo, Airton Nogueira do Mtur, Marta Suplicy , ex-ministra do Turismo e José Eduardo Barbosa, presidente da Braztoa parceira no programa “Viaja mais, melhor idade” (foto 2007)

 

 

 

ANDRÉ LOBATO colaboração para a Folha de S.Paulo

O aquecimento da economia e o aumento do valor médio gasto por turistas estrangeiros no Brasil contribuíram para a formalização do trabalho no setor de turismo, que tradicionalmente tem alta informalidade. Veja vídeo.

O emprego formal no segmento cresceu 14,7% entre 2002 e 2006 –mais do que o informal, que teve acréscimo de 10,9%, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que deverão ser divulgados em dois meses.

“O crescimento do turismo no Brasil, de cerca de 9% em 2007, é o dobro da média mundial para o setor”, diz Ricardo Moesch, coordenador-geral de qualificação dos serviços turísticos do Ministério do Turismo.

Um levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com executivos de 92 empresas do setor, divulgado em março, indicou que a elevação do faturamento estimulará as contratações ainda neste ano. Os destaques são as companhias aéreas e as locadoras de carro.

Onde há vagas

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que hotelaria e alimentação são os setores que mais demandam mão-de-obra com qualificação técnica, como garçons e cozinheiros.

Alexandre Sampaio, vice-presidente da Federação Nacional de Hotéis, destaca que cargos de gerência seguem estáveis, mas que técnicos terão grande procura.

Segundo o Ipea, os maiores crescimentos do emprego formal ocorreram nos segmentos de auxiliar de transporte (49,4%), agências de viagem (39%) e alimentação (36,7%).

A região Norte teve o maior aumento na contratação formal (28,3%). O Sudeste ficou em último, com 10,7%.

O Rio de Janeiro foi a cidade que, entre 11 capitais turísticas, obteve o pior crescimento da ocupação em restaurantes e bares entre 1996 e 2006, segundo levantamento feito pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade. Com 27% de aumento, ficou muito atrás da primeira colocada, Florianópolis, que teve 300%.

Eventos

O país melhorou sua posição mundial como sede de eventos: passou do 19º lugar, em 2003, para o oitavo, em 2006.

Cursando gestão em turismo e hotelaria na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará, Luciano Santos, 22, pretende trabalhar com eventos ou em outra área que também tem forte demanda: o turismo de aventura.

04/09/2008 - 16:48h Ciúme

CONTARDO CALLIGARIS

Folha de São Paulo

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Pesquisa oferece duas sugestões para que uma relação não seja envenenada pelo ciúme


A CADA semana, ouço a queixa de alguém que encontra, no celular de seu parceiro ou parceira, a “prova” de uma traição: o ciúme vinga com a tecnologia, mas entendê-lo continua difícil.

Para os darwinistas, a evolução favoreceu os ciumentos: sobrevive a linhagem dos que evitam sustentar rebentos ilegítimos, poupando assim seus recursos. Problema: o argumento evolucionista vale só para o ciúme masculino (mesmo no pleistoceno, os homens que pulavam a cerca não voltavam grávidos para casa), e, restaria explicar, o ciúme feminino. Várias pesquisas mostram que todos, homens e mulheres, são mais sensíveis à infidelidade emocional (que não engravida ninguém) do que à infidelidade sexual.

Os cognitivistas, em geral, entendem o ciúme como uma reação contra algo que ameaça a relação e fere o amor-próprio do “traído”. Faz sentido, mas o ciúme (sobretudo patológico) nem sempre é reativo: às vezes, o ciumento inventa situações para alimentar seu ciúme.

Os terapeutas psicodinâmicos notam que o ciumento é mais preocupado consigo e com seus rivais do que com o objeto de seu amor. Eles reconhecem, grosso modo, dois tipos de ciúme, que ambos seriam restos neuróticos da infância:

1) Há o ciúme possessivo de quem não deixa a primeira infância, continua querendo ser um único corpo, junto com a mãe, e só enxerga ameaças – no pai, nos irmãos etc. Nesse estilo, uma tia minha passou a vida recluída pelo marido: não saía de casa, nenhum médico podia examiná-la. Por essa razão, eu não a conheci, mas minha avó dizia que o homem era louco e que ela era louca também, por aceitar.

2) Há o ciúme inseguro de quem nunca se sente “tranqüilamente” amável e está sempre revivendo as emoções da pré-puberdade, quando descobrimos que a mãe tem interesses diferentes da gente (experiência dolorosa, mas também prazerosa, pois, traindo-nos, ela nos liberta para desejarmos outras coisas).

Então? Pois é, acabo de ler uma pesquisa, de Visser e McDonald, no “British Journal of Social Psychology” (vol. 46, nº 2, junho 2007): “Swings and Roundabouts: Management of Jealousy in Heterosexual Swinging Couples” (suingue e carrosséis: administração do ciúme em casais heterossexuais que praticam o suingue).

Questão dos pesquisadores: há casais que praticam regularmente o suingue, a troca sexual de parceiros; como eles administram o ciúme?

Resultado previsível: os casais que praticam suingue transformam seu ciúme em excitação sexual. Essa transformação é mais fácil para o homem; na mulher, a visão do parceiro nos braços de outra produz facilmente insegurança. Seja como for, a transformação do ciúme em excitação sexual é possível à condição que seja garantida a confiança absoluta de ambos na coesão do casal. Garantida como?

1) A primazia do envolvimento afetivo sobre o sexual é permitida pela sinceridade. O parceiro é sempre o primeiro a saber: essa prioridade garante a superioridade do laço afetivo do casal sobre o laço sexual com outros. De fato, na infidelidade, o que mais causa aflição é que, por exemplo, o amante sabe do marido, e o marido não sabe do amante (diga para um amante que sua performance é comentada na mesa do casal, e ele, provavelmente, sumirá para sempre).

2) O próprio suingue, como fantasia constantemente elaborada pelos dois, consolida o laço do casal, torna-o muito mais importante do que os parceiros ocasionais de cada um.

Será que, dessas constatações, há como deduzir uma receita contra o ciúme ordinário?

Parece que sim: à condição de não precisar repetir os restos da infância mencionados antes, deve ser possível construir uma relação em que o ciúme seja tolerável.

Para isso, segundo a pesquisa, é bom:

1) que as “infidelidades” (todas, não só as sexuais) sejam prenunciadas, ou seja, que elas existam primeiro na conversa do casal;

2) que os membros do casal compartilhem uma aventura, um sonho (voar de asa delta, aprender sânscrito ou praticar suingue, tanto faz).

Mais duas observações. A maior traição é a traição do próprio desejo da gente; portanto, pedir ao outro para não nos trair é menos importante do que lhe pedir para não trair a si mesmo. Até porque um parceiro ou uma parceira que traísse seu próprio desejo para ficar com a gente acabaria, a médio prazo, odiando-nos por ter-se traído.

Enfim, uma infidelidade não é razão para acabar com uma relação. No máximo, é razão para perguntar-se se a relação vale a pena.

ccalligari@uol.com.br

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12/05/2008 - 18:17h Un héroe singular, reinventado por el creador de Sin City

Considerado el cómic más innovador e influyente de todos los tiempos, The Spirit, de Will Eisner, llega a la pantalla grande nada menos que de la mano de Frank Miller, el gran historietista y hombre clave detrás de las versiones cinematográficas de Sin City y 300. Se cumple así con un sueño soñado, entre otros, por el cineasta William Friedkin (El exorcista), que ya tiene un tráiler en YouTube y acusaciones de herejía en los foros de especialistas, curiosos y fans.

Adncultura*com – La Nación – Por Juan Manuel Domínguez

“Creo firmemente que este medio es capaz de tratar temas mucho más allá del típico esquema de persecución y venganza o la rutina de dos mutantes a las piñas; si he ayudado a demostrar eso, no puedo pedir más. Ese aplauso durará algunos años después de que me vaya, y luego se desvanecerá en la historia.” La frase se lee en el libro Eisner/Miller -una versión megalomaníaca del mundo de las historietas, con ecos del diálogo entre Truffaut y Hitchcock de El cine según Hitchcock- , y parece que dejó helado a Frank Miller, el creador de cómics transformados en los films Sin City y 300 , actual encargado de la nueva versión fílmica de The Spirit , el clásico de Eisner. “Creo que se te va a recordar por mucho más”, respondió entonces Miller, sin saber que tendría la oportunidad de concretar esa sospecha en el mismísimo funeral de su amigo y colega. Allí, mientras Sin City se convertía en un gran éxito en las salas de todo el mundo, el productor Michael Uslan se acercó al hombre clave en la renovación de los superhéroes en los años 80. Su idea era usar la estética digital y los contrastes cuasi plenos de Sin City para llevar a cabo uno de los proyectos soñados y perseguidos, entre otros, por William Friedkin, director de El exorcista : la película de The Spirit . Y aunque la primera respuesta fue una respetuosa negativa, el tráiler que actualmente circula en la Web (disponible en www.mycityscreams.com) demuestra que Miller y su desmesurado ego nunca hubieran dejado el proyecto en manos que no hubieran estrechado las de Eisner.

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13/03/2008 - 10:34h A pedido de Gustavo, o Eternauta em seu devido lugar

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Das minhas compras em Buenos Aires, não podia faltar uma história em quadrinhos. Depois de ouvir falar por anos e nunca ter achado, consegui comprar um álbum do Eternauta. É um clássico argentino de 1957 que conta a história de um homem, seus amigos e família enfrentando uma invasão extraterrestre que nada mais é do que a metáfora do mundo pós-guerra, com suas ameaças atômicas e superpotências que decidem o futuro do planeta sem se importar com países periféricos. Ganhou continuações, revisões, polêmicas e fez aniversário no ano passado. Mas eu falo disso melhor quando terminar de ler tudo. Do Blog de Alexandre Maron

Los cincuenta años de la aparición de El Eternauta y los treinta de la desaparición de su guionista, Héctor Germán Oesterheld, imponen una nueva, necesaria visita a la historieta que logró convertirse en un relato clave de la narrativa argentina

Por Pablo de Santis

Para LA NACION, Buenos Aires – 2007

Sobre Buenos Aires ha caído a menudo la lluvia de la imaginación, con su amenaza de cambios y catástrofes. Leopoldo Marechal excavó, bajo la ciudad, un infierno llamado Cacodelphia; en el “Informe sobre ciegos”de Sabato es la Secta Sagrada de los Ciegos la que domina las profundidades. En los cuentos de Cortázar, Buenos Aires se conecta de improviso con el imperio azteca o con París; en Invasión , la película de Hugo Santiago, la ciudad se recibe de mito, la bautizan Aquilea y la visitan tecnócratas de traje. También Héctor Germán Oesterheld imaginó la invasión, pero extraterrestre. En la secuencia inicial de El Eternauta -de cuya publicación se cumple medio siglo-, un guionista de historietas recibe la visita de Juan Salvo, un hombre del futuro, que llega para advertirle que la ciudad será invadida. Toda la historieta, con sus 350 y pico de páginas, es un largo racconto : la promesa de la nevada mortal y de los horrores que seguirán.

Ese comienzo es ejemplar. El guionista se empeña en trabajar en medio de la noche, en una casa de las afueras. El lector se siente cómodo en esa noche fría y estrellada, con el rasguido de la pluma contra el papel como único sonido. Esa escena, en la que es precisamente un guionista de historieta el testigo del largo relato, ha hecho de El Eternauta un símbolo y un umbral de la historieta argentina. Nuestra literatura -como señaló Juan Sasturain- se alimentó siempre de libros heterogéneos, raros, imprevisibles, como el Facundo de Sarmiento o la Operación masacre de Rodolfo Walsh. También debe su vitalidad a la capacidad de poner en el centro del interés y del prestigio géneros como el fantástico y el policial. Nacida en una revista barata, la Hora Cero Semanal , de formato apaisado y tapa a dos colores, El Eternauta también pasó a formar parte de nuestros grandes relatos.

Oesterheld volvió a la invasión en una nueva versión que hizo para la revista Gente en 1969; para entonces, la gráfica experimental de Alberto Breccia y los cambios ideológicos del guionista -ya los malos no eran solo los extraterrestres, sino también las grandes potencias, que entregaban América Latina al invasor- hicieron que la historieta fuera insostenible en ese medio. Los autores tuvieron que compactar el argumento en pocas páginas. El Eternauta tuvo una segunda parte y luego la tercera (a la que se le agregó en años recientes una cuarta), pero la historia esencial sigue siendo la primera. Umberto Eco -pionero en este asunto de hablar de historietas bajo el rótulo de la semiología- señaló, a propósito de la serie de Charlie Brown, que el genio es aquel que convierte los condicionamientos en posibilidades. Oesterheld trabajó así, convirtiendo el formato episódico – El Eternauta se publicaba por entregas- en un potenciador de la historia. Sus invasores, a diferencia de los de tantas otras películas, novelas e historietas, se renuevan: después de la nieve, cascarudos y gurbos, y los manos, y esa especie de zombis Los defensores, en cambio, siempre son los mismos, aunque van cambiando: algunos temerosos se convierten en valientes, otros hacen el camino inverso. Nadie saca para siempre el carnet de héroe; todos lo tienen en sus manos por un rato.

Los dibujos de Francisco Solano López se convirtieron en imágenes imborrables para todos los lectores. Como ocurre con Chester Gould, el autor de Dick Tracy , en los dibujos de Solano López la sencillez y el despojamiento le han permitido seguir encantando a las sucesivas camadas del lectores. Un dibujo más complejo hubiera perdido su eficacia con los años. Solano López, frontal y directo, inventó caras inolvidables y postales definitivas de una Buenos Aires arrasada.

Una curiosidad dentro de la bibliografía de Oesterheld es El Eternauta y otros cuentos de ciencia ficción , que forma parte de una colección que Juan Sasturain dirigió para la editorial Colihue hace más de diez años, y que se proponía rescatar la obra literaria de Oesterheld. Ese volumen incluye unos fragmentos narrativos (quiero decir: pura prosa, sin dibujos) que el autor ensayó en los años sesenta sobre su memorable invasión y también algunos de los cuentos que publicó en revistas de ciencia ficción.

El Eternauta fue leída por varias generaciones: los primeros lectores fueron los de Hora Cero Semanal , la revista que Oesterheld publicaba en su propia editorial Frontera; después vino la edición en libro a color, más distintas versiones en las páginas de la revista Skorpio o como fascículos coleccionables. En los últimos años hubo un par de ediciones que se propusieron devolverle a la historieta el blanco y negro original, alejándola del color intrusivo (al que muchos lectores nos habíamos acostumbrado: después de todo, para cada lector la versión original es la primera que cayó en sus manos, no la que anotan las cronologías).

Las analogías entre El Eternauta y la desgracia personal de Oesterheld (desaparecido desde 1977, igual que sus cuatro hijas) resultan cansadoras; en cada homenaje se compara a los extraterrestres con la represión de los años setenta. Esa lectura quiere quitarle a la aventura su alegría y energía. Porque lo cierto es que, si prescindimos de alegorías y premoniciones, vamos a disfrutar como se debe de la persecución implacable, de la destrucción y el horror de la historieta, tanto como de los rasgos humanos de los personajes. Toda historia cuenta un secreto y ese secreto es, sobre todo, el porqué nos importan cosas que sabemos irreales, imposibles. Ese secreto nunca lo descubrimos del todo y por eso seguimos leyendo.

15/01/2008 - 09:37h Prevenção de acidentes nas férias



Ricardo Wagner Martins*

O Estado de São Paulo
Verão, férias, fugir do estresse e da violência. É hora de relaxar em um hotel maravilhoso, longe dos problemas. Porém, antes de arrumar as malas, você conferiu se o item segurança não foi deixado de lado?
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