14/06/2009 - 11:18h Agências de turismo aderem aos feirões para vender pacotes

Operadoras e agências de turismo preveem vender mais pacotes em julho, mas a preços menores

Marianna Aragão – O Estado SP

Com as férias de julho se aproximando e o fantasma da crise ainda no ar, a indústria do turismo busca inspiração nos feirões automobilísticos para desovar os estoques de pacotes. Na próxima semana, a CVC, maior operadora de turismo do País, fará seu primeiro feirão de viagens. A empresa pretende vender pacotes com condições inéditas no setor – como parcelamento de destinos internacionais em até 12 vezes sem juros e a possibilidade de viajar e só pagar quando voltar. Estratégia semelhante seguem os grandes resorts do País, que iniciam hoje uma promoção conjunta para hospedagem em julho, a custo de baixa temporada.

Com a “ajudinha” do dólar, em queda desde maio, as vendas devem esquentar, acreditam representantes do setor. “Em número de passageiros, devemos ter um mês de julho melhor que o de 2008, que já foi um ano excelente”, diz o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa. Entretanto, por causa da queda nos preços, ele acredita que não deve haver expansão em termos de faturamento.

A CVC estima um crescimento de 18% em julho ante o mesmo período do ano passado. Desde março, a companhia vem investindo em uma estratégia agressiva de preços e ampliando os prazos de financiamento dos pacotes. “Se ficássemos parados, aí sim a crise poderia chegar. Essa é a hora de reduzir preços”, afirma o gerente-geral de vendas, Roberto Vertemati. Em destinos como o Caribe, a CVC esticou o prazo de pagamento de 4 para 12 meses.

O portal Decolar, maior empresa de vendas de pacotes e passagens aéreas pela internet, criou em novembro passado uma linha de crédito própria para financiar seus clientes. As viagens podem ser financiadas em até 18 vezes sem juros. A medida visa a atingir não apenas as classes C e D – que respondem por metade dos compradores do site -, mas também as de mais alta renda. “Temos tanto a classe média que financia a passagem na classe executiva quanto o casal de classe C que vai fazer seu primeiro cruzeiro”, afirma o diretor-geral do Decolar, Alípio Camanzano.

O dólar baixo, porém, funcionou como um catalisador das vendas no setor. Na CVC, as vendas de pacotes para destinos internacionais cresceram 30% desde março. A queda gradativa do valor da moeda americana tem mudado também o comportamento do turista.

Na Nascimento Turismo, a procura por viagens para o exterior começou a se aquecer agora. “Como o dólar está caindo dia a dia e não existe preocupação com vaga, as pessoas estão esperando e fazendo reservas de última hora”, afirma o diretor-geral, Plínio Nascimento.

Os preços para a alta temporada também estão menores: em média, 20% de redução nos destinos internacionais e 15% nos nacionais. “As promoções também vêm de nossos fornecedores, por causa da baixa ocupação”, diz Nascimento.

Para o presidente da Braztoa, as ofertas refletem o momento de crise que vive o turismo em outros países. “Todo o setor está fazendo promoções para captar o consumidor do Hemisfério Sul.”

INTERNACIONAL

A liberação dos preços de passagens internacionais pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em abril, foi um ingrediente importante para o aquecimento das vendas. “Hoje, você compra uma passagem para Nova York por US$ 580. Antes, não encontrava por menos de US$ 800″, afirma Camanzano, do portal Decolar.

Em julho, porém, a tendência é que os preços das passagens acompanhem a demanda. “A alta temporada vai se vender sozinha”, acredita Sílvia Fagundes, diretora da Travelstart.

Os preços das passagens para destinos domésticos também têm movimentado o setor, segundo os empresários. “A entrada de novos competidores, ainda que tímida, já fez baixar os preços”, diz Plínio Nascimento. A Azul, por exemplo, lançou uma promoção na semana passada para parcelamento de passagens em até 10 vezes sem juros. Os destinos incluem Salvador, Recife e Curitiba.

A oportunidade é acompanhada de perto por consumidores como o advogado Rodrigo Valverde, de 26 anos. Valverde, que costuma viajar todos os anos, diz que já percebeu redução no preço das passagens domésticas. “Estou viajando mais”, afirma ele, que, este ano, já foi para Florianópolis e Salvador para passar finais de semana. Os destinos internacionais também ficaram mais atraentes, acredita. Na próxima semana, ele embarca para Valle Nevado, no Chile. “Com o dólar caindo, os pacotes tornaram-se mais acessíveis.”

02/03/2009 - 08:08h Hoje é o Dia nacional do Turismo

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Data comemorativa

LUIZ BARRETTO
1/3/2008
No Dia Nacional do Turismo, comemorado amanhã, o país tem o que comemorar, como o aumento de 20% no fluxo turístico interno

NA CHINA, para expressar a ideia de crise, são necessários dois ideogramas: um significa perigo, e o outro, oportunidade. Esse conceito milenar atravessou fronteiras e conquistou o Ocidente.
Aqui, foi incorporado ao mundo dos negócios, batizou livros e virou até lugar-comum. Nunca, porém, uma imagem serviu tanto ao turismo brasileiro como agora. Neste Dia Nacional do Turismo, celebrado amanhã, 2 de março, o país tem motivos para comemorar. Dados preliminares de segmentos que compõem o setor apontam para o aumento de 20% no fluxo turístico interno no verão 2008/2009 em relação à temporada anterior.
As operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes de viagem em dezembro e janeiro últimos em relação ao mesmo período de 2007 e de 2008. A locação de veículos para lazer cresceu, em média, 40% -em Fortaleza e em Salvador, o aluguel de carros dobrou. Nas palavras do presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis, José Adriano Donzelli, “foi o melhor verão dos últimos dez anos”.
Em janeiro de 2009, o número de passageiros em voos nacionais cresceu em média 10% em relação ao mesmo mês de 2008. No dia 4 de janeiro, a TAM registrou recorde histórico no transporte de passageiros: 112,5 mil pessoas. O recorde anterior havia sido registrado na Páscoa de 2008, quando 100 mil passageiros foram transportados em um único dia. Os números da rede hoteleira também reforçam essa tendência. Em São Paulo, a ocupação cresceu 5% em janeiro em relação ao primeiro mês de 2008. Dois dias antes do início do Carnaval, a ocupação dos hotéis do Rio de Janeiro chegou a 82%, índice maior do que o registrado no ano passado.
Em Salvador, a ocupação aumentou 5% antes de a festa começar. Os cruzeiros marítimos cresceram 25% na comparação com o verão 2007/2008. Até o final desta temporada, em abril, 500 mil passageiros terão viajado pelos cruzeiros que percorrem 24 destinos na costa brasileira. Na temporada passada, foram 396 mil passageiros em 18 destinos. O câmbio foi um dos fatores que contribuíram para o incremento do turismo doméstico neste verão. A valorização do dólar fez com que os brasileiros viajassem pelo país.
O gasto dos viajantes nacionais no exterior caiu 23,8% quando comparados os meses de janeiro de 2009 e de janeiro de 2008, segundo o Banco Central. Embora a entrada de dólares gerados pelo turismo também tenha caído quando se comparam os dois meses, em 2008 o crescimento do gasto do turista estrangeiro no Brasil foi de 16,8%, de acordo com o último Barômetro do Turismo Mundial, divulgado em janeiro pela OMT (Organização Mundial do Turismo). O crescimento médio mundial foi de 2%.
A publicação também afirma que em 2009 as viagens para destinos domésticos ou mais próximos do país de origem devem prevalecer sobre as de longa distância. Com menos dinheiro no bolso, os turistas se divertirão perto de casa. Essa sinalização fortalece os investimentos do Ministério do Turismo na diversificação de roteiros e na promoção do Brasil no próprio país e nos vizinhos sul-americanos.
Em novembro, já prevendo o aumento no fluxo turístico interno, antecipamos o lançamento da campanha “Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil”, que ficou no ar até o Carnaval. Em 2009, promoveremos ações pontuais antes de cada feriado nacional para estimular os brasileiros a conhecerem o próprio país. O governo federal tem um conjunto de políticas de fortalecimento do setor, desenvolvidas e progressivamente ampliadas desde 2003, quando a pasta foi criada. Um bom exemplo disso é o programa Viaja Mais Melhor Idade, que ajuda a manter o fluxo turístico nos períodos de baixa ocupação.
Criado há dois anos, o programa encerrou 2008 com 180 mil pacotes vendidos, sendo que a meta inicial era comercializar 50 mil pacotes para aposentados e brasileiros com mais de 60 anos de idade. É certo, contudo, que sem o trabalho integrado entre a esfera pública e a cadeia produtiva do turismo seria impossível superar os entraves e impulsionar o turismo no país. Os desafios ainda são muitos. Até 2014, o Brasil terá que investir em infraestrutura, qualificação e capacitação profissional nas capitais que vão receber os jogos da Copa do Mundo.
No próximo dia 20, a Fifa anuncia as 12 cidades-sedes. O governo federal já está comprometido com um programa de ações que levará a elas os investimentos necessários. O caminho é longo, mas o bom desempenho alcançado até agora nos incentiva a seguir em frente.

LUIZ BARRETTO , 46, sociólogo, é ministro do Turismo. Foi secretário-executivo do ministério, de março de 2007 a junho de 2008, e gerente nacional de marketing e comunicação do Sebrae Nacional.

11/12/2008 - 10:26h Pacote quer incentivar consumo da classe média

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Claudia Safatle e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia hoje um conjunto de medidas para incentivar o consumo de bens e serviços na economia. O pacote ainda será submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela manhã, mas nele deverá constar a criação de novas alíquotas na tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte; a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito ao consumo, cuja alíquota, elevada em janeiro, é de 3,38%; e redução do IPI para automóveis. Conforme sugestão de sindicalistas que estiveram ontem com o ministro, a redução do IPI, que é temporária, seria condicionada à manutenção dos empregos.

A proposta da Fazenda para o IR é criar duas novas alíquotas, uma inferior à mínima de hoje, de 15%, algo em torno de 10%, e a outra intermediária entre os 15% e a alíquota superior, de 27,5%, que pode ser de 22% ou um pouco maior, uns 25%. A definição exata das novas alíquotas será tomada hoje pelo presidente Lula, e dependerá do tamanho da perda de arrecadação que o governo considerar razoável para 2009, quando entrará em vigor a nova tabela. O mesmo ocorre com a redução do IPI sobre carros. Hoje os veículos populares (motor 1.0) a gasolina pagam 7% de IPI; os carros médios (motor até 2.0) pagam 13% e os de luxo (motor 2.1 para cima), 25%. Há impostos diferentes para veículos movidos à álcool, diesel ou flex.

A redução do IPI é um incentivo para o setor automobilístico, um dos que mais sofre com a crise econômico-financeira, que resultou numa contração forte da oferta de crédito.

Não deverá sair hoje a nova rodada de liberação de recursos dos depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central. Há dúvidas sofre a eficácia dessa medida já que até agora o BC liberou mais de R$ 90 bilhões em compulsórios que poderiam ativar as operações de crédito, mas isso não está acontecendo. Também não é líquido e certo que os recursos que o contribuinte receber de alívio no imposto de renda sejam dirigidos ao consumo. Há o risco desse dinheiro se transformar em poupança.

Hoje o presidente Lula terá reunião com um seleto grupo de empresários e só após esse encontro as medidas serão anunciadas por Mantega como “um presente de Natal” do governo, sobretudo para a classe média.

Lula quer evitar que o medo de recessão e desemprego leve o consumidor a um comportamento extremamente conservador em 2009, restringindo as compras aos bens de primeira necessidade. Se isso ocorrer, a recessão pode se transformar numa profecia auto-realizável. Se o consumidor não comprar, a indústria não vai produzir, o trabalhador ficará sem emprego, e a economia, que vinha de um crescimento vigoroso até setembro, pode capotar.

Os empresários devem reproduzir, ao presidente da República, o tom da reunião feita na Fiesp com Mantega e o vice-presidente, José Alencar, na última sexta-feira, em São Paulo. Dirão que a crise internacional é grave e que não há meios de impedir que ela atinja o dia-a-dia dos brasileiros, inclusive os seus empregos. “Os setores que dependem de crédito para produzir, inevitavelmente, sofrerão cortes ou terão que adotar férias coletivas”, afirmou o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

Estarão no Palácio da Alvorada dirigentes dos setores de alimentos, petroquímica, siderúrgico, mineração, aviação, embalagens, construção civil, comércio, agricultura e automobilístico.

Em todas as áreas, em menor ou maior grau, a avaliação é a mesma. O ano no país será dividido entre pré-outubro e pós-outubro. “O PIB do quarto trimestre deve ser zero, o que é péssimo”, completou José Ricardo, que faz parte de um gabinete de crise criado pela FIESP. O governo vem tentando fazer a sua parte, mas a estrutura oficial é muito lenta, o que impede que as soluções cheguem à ponta com a mesma velocidade dos efeitos da crise, alegam os empresários.

Exemplo disso é o crédito. O governo liberou parcela importante dos compulsórios para que os bancos voltassem a emprestar, e orientou Banco do Brasil e Caixa Econômica a saírem na frente. Não foi exatamente o que aconteceu. O crédito ficou caro e a disputa pelo acesso, mais acirrada. Os empresários também estão muito preocupados com a volatilidade da taxa de câmbio. Para os exportadores, a desvalorização do real é benéfica. Para os importadores, a volatilidade dificulta a fixação de preços.

11/06/2008 - 16:31h Cai mais um factóide

Denise Abreu nega ter recebido ordens de Dilma

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FABIO GRANER E ISABEL SOBRAL – Agencia Estado

BRASÍLIA – A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu afirmou hoje, durante depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nunca deu ordens expressas para que ela agisse de determinadas formas em qualquer caso envolvendo o setor aéreo. Contudo, ela ressaltou que Dilma a contestou de forma incisiva sobre as exigências feitas para a comprovação do capital estrangeiro na Volo, à época da negociação para a compra da VarigLog. “Os senadores me perguntam: alguém te disse diretamente ”faça isso ou aquilo para aprovar tal caso?” De maneira nenhuma. A ministra Dilma nunca me mandou fazer nada. Mas eu fui fortemente questionada do porquê estava expedindo ofício para investigação sobre o capital estrangeiro”, afirmou.

Durante a audiência pública, Denise também fez duras críticas ao artigo da lei que permite a recuperação judicial de concessionárias de serviços públicos. Segundo ela, este artigo é inconstitucional. “Nunca vi falar em recuperação de concessionária de serviços públicos. Se uma empresa concessionária de serviços públicos não cumpre suas obrigações, sua concessão tem de ser cassada”, afirmou. Denise destacou que havia um parecer quando ela trabalhava na Casa Civil contrário a esse artigo e que ela assinava em concordância. Segundo a ex-diretora da Anac, o artigo só permite a recuperação judicial de empresas aéreas.

25/04/2008 - 19:37h Turismo dá largada para a Copa de 2014

Presidente da CBF diz que iniciativa de planejamento do Ministério do Turismo coloca o Brasil à frente de outras experiências em países que já sediaram o evento

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Rio de Janeiro (25/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do diretor da Empresa Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Bianor Cavalcante, e do presidente do Fornatur, Bismarck Maia – abriu, nesta manhã (25), no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014. “Para nós, do turismo, a ordem é uma só: planejar. A Copa é a grande oportunidade para o país ampliar a visibilidade que tem perante o mundo e temos que aproveitá-la”, disse a ministra.

Segundo Marta Suplicy, o Ministério do Turismo alinhava, junto a outros ministérios, questões necessárias para desenvolver o setor. “No governo somos um time e nossa função é apontar e encaminhar o que pode fazer diferença para o turismo”, explicou a ministra em coletiva logo após a abertura do seminário.

Da coletiva, participaram também Eduardo Paes e Ricardo Teixeira. Entre os temas em destaque, foram tratadas questões de infra-estrutura, como o projeto do Trem Bala Rio-São Paulo, que vem sendo planejado pela Casa Civil. Também a questão da Aviação Regional, cuja contribuição do Ministério em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) já resulta em um estudo, que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “É um estudo que aponta onde são necessários investimentos para incremento da Aviação Regional”.

Ricardo Teixeira destacou na coletiva que não se deve falar em custo, quando se pensa em Copa do Mundo, mas sim em investimento. “Tudo que está sendo feito numa Copa ficará para o país”. O presidente da CBF alertou que hoje é difícil mensurar valores porque as cidades-sede, “10 ou 12”, ainda não foram escolhidas. “A ministra do Turismo está certa quando fala que o momento agora é de planejar. Posso garantir, como membro do Comitê-Executivo da Fifa, que acompanhou as Copas desde 1990, que estamos avançados em relação ao que aconteceu em outras Copas. Ou seja, nós já estamos planejando há sete anos muita coisa que não foi planejada em outros países nessa época. O caminho é esse”.

Marta Suplicy observou que o Ministério do Turismo vai utilizar as informações do Estudo de Competitividade feito em 65 destinos, nos quais todas as capitais estão incluídas. “Isso significa que todas as cidades candidatas à Copa de 2014 também já foram avaliadas. Agora, vamos aprofundar os dados que temos, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, para saber, por exemplo, a capacidade hoteleira de determinada cidade e a prestação de serviços turísticos ao visitantes. Por enquanto, não temos como mensurar valores. Nosso estudo vai possibilitar isso”, afirmou Marta Suplicy.

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou que hoje, por meio do Ministério do Turismo, existe possibilidade de acesso a crédito do Prodetur Nacional (financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID) para investimentos infra-estrutura, qualificação e promoção turística. Estão disponíveis pelo Programa US$ 1 bilhão. O acesso aos recursos é negociado por estados e municípios, com apoio técnico do MTur, e necessita de aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

A segurança foi mais um tema abordado na coletiva. Eduardo Paes acredita que o modelo bem-sucedido adotado durante os jogos Pan-americanos 2007, no Rio de Janeiro, pode ser ponto de partida para o planejamento nas cidades que pleiteiam ser sedes da Copa de 2014. Ricardo Teixeira lembrou que durante a Copa da Alemanha, França e Estados Unidos o patrulhamento dos estádios foi feito por exércitos e forças nacionais desses países.

Serviço: Realizado pelo Ministério do Turismo, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014 é o primeiro passo para orientar o turismo brasileiro a se organizar para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Na abertura, a ministra do Turismo e o diretor da Ebape-FGV assinaram convênio no valor de R$ 865,8 mil (R$ 786,8 mil parte do Ministério e o restante da FGV) para a realização de estudo sobre as 18 cidades candidatas a sede e subsedes dos jogos da Copa de 2014. Com esse estudo, a previsão é que daqui a 12 meses o turismo saiba quais as reais necessidades de investimentos para a Copa de 2014.
Leia a íntegra do discurso da ministra Marta Suplicy no evento
(mais…)

15/04/2008 - 11:22h Caos aéreo nos EUA

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(photo Reuters)

 SLOT – Blog do JB

Que coisa. Não imaginei que os EUA poderiam passar por uma situação dessas: milhares de passageiros sem terem como embarcar, mais de 500 vôos cancelados, radares de controle de tráfego que se desligam sozinhos, como aconteceu ontem em uma estação perto de Washington – por dez minutos a região foi coberta por um backup. Tudo isso está acontecendo neste momento, mas não se vê qualquer pressão de entidades internacionais contra a situação americana. E motivo para reclamar há muito mais lá, hoje, do que havia aqui – isso sem considerar circunstancias externas ao acidente com o A320 da TAM em Congonhas. Não é uma questão de ser nacionalista, mas de perceber que a crise por lá é grave, mas que pouca gente se dispõe a comprar briga com as autoridades de aviação civil na América.Para começar, o cancelamento dos vôos de várias companhias é uma medida de segurança, que em tese não significaria que a população esteve sob risco de acidentes. Mas não é bem assim: a decisão de por toda a imensa frota dos EUA dos birreatores MD-80 e MD-90 em terra tem relação com a leniência criminosa da Federal Aviation Administration quanto à fiscalização das companhias aéreas locais. Alguém poderia imaginar a gritaria se tivessem descoberto, aqui no Brasil, que uma empresa estava voando com equipamento sem inspeção regulamentar obrigatória? E pior, com o conhecimento e consentimento das autoridades? Toda a confusão de hoje nos aeroportos americanos ocorre justamente porque a Southwest pode continuar empregando seus vetustos 737 em vôos regulares muito tempo depois de vencidos os prazos para as revisões que detectam fadiga de metal. Como se sabe, esse tipo de operação requer quase o desmonte integral do aparelho, toma um tempo enorme e muitas vezes custa mais que o valor da própria aeronave (há um caso assim no Brasil, com um 737-200 da Vasp, o PP-SMA, um avião que era um brinco, mas que teve de ser aposentado porque a revisão custaria o dobro do que valia). A situação dos B737 da Southwest era conhecida da fiscalização, mas esta preferiu fazer vista grossa a exigir o cumprimento da norma, alegando que temia pela saúde financeira da companhia.Com a exposição pública da falha, a FAA se viu em maus lençóis. E reagiu impondo o cumprimento integral e ao pé da letra de todas as normas de vôo constantes no sistema. No caso dos MD-80 e MD-90, por exemplo, exigiu que fosse revista a instalação de cabos que conectam os controles dos trens de pouso. Esse conjunto desce até as rodas e é revestido com um material especial, de alta resistência, já que a área fica exposta antes dos pousos, em terra e nas decolagens. Para a FAA, com o tempo o material de revestimento poderia se desgastar. A operação de mudança é relativamente simples, com os cabos sendo deslocados para uma área mais interna do conjunto, menos exposta. Mas teve de ser realizada em todos os jatos desse tipo. Outra imposição da FAA exigiu que os Boeings 777 também passassem por uma inspeção especial, que não era mandatória, mas opcional das companhias. Resultado: a United teve a maior parte de sua frota de longo curso presa em solo para fazer a verificação.Os cancelamentos em série afetaram principalmente as companhias menores, já estranguladas pelo aumento do custo do combustível, paralelo à alta do petróleo. Já são três em concordata: a ATA, uma empresa antiga, do Havaí (que tem entre os controladores o fundo de investimentos Matlin Patterson, o mesmo que adquiriu a VarigLog), a Aloha, também havaiana, e a Frontier, do continente. American Airlines, a maior companhia americana, sofreu um grande baque com as perdas, mas seu tamanho permite aguentar trancos desse porte.Se somarmos essa enorme confusão, com todo o cheiro de um caso policial, à questão do radar defeituoso, estamos em uma situação bem parecida com a que levou o presidente da Federação Internacional dos Controladores de Vôo, Felix Baumgartner, a pedir que fosse feita uma intervenção na aviação comercial brasileira. Na época do colapso dos aeroportos daqui, lembro de entrevistas nas quais a chamada insegurança no controle de tráfego era lembrada a todo momento. Havia um problema grave na época e que foi atacado, pelo menos aparentemente (o movimento atual de Congonhas, nos níveis pré-acidente da TAM me faz desconfiar que tudo voltou ao que era).

14/03/2008 - 13:52h Condoleezza Rice visita Bahía a capital do turismo étnico

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Durante a visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, à Bahia o governador do Estado, Jaques Wagner, pediu apoio à autoridade norte-americana para o Projeto Inglês Para Todos, que irá beneficiar cerca de 60 mil jovens de baixa renda da Bahia.

Na ocasião, Wagner falou ainda sobre a importância do turismo étnico para a Bahia, cuja intenção é atrair afro-americanos para o Estado, e a necessidade de mais vôos diretos entre EUA e Bahia. Ele ainda agradeceu a visita da secretária e disse que era um privilégio recebê-la.

Condoleezza Rice, acompanhada de Jaques Wagner, governador da Bahía e Marta Suplicy, ministra de turismo visitando o Pelourinho e a Igreja do Rosário. Na noite anterior, junto com Gilberto Gil, a Secretária de Estado Norte-americana, eximia pianista, caiu no samba. 

28/02/2008 - 15:52h Bons ventos no turismo

Negócios & Cia

Flávia Oliveira – O GLOBO

Turistas voltam a viagens de avião


Quase metade dos brasileiros (47,5%) que planejam viajar pelo Brasil ou para o exterior nos próximos seis meses preferem fazê-lo de avião. O dado está no capítulo viagem da última edição do Índice de Confiança do Consumidor, o ICC, da Fundação Getulio Vargas. Na comparação com fevereiro de 2007, quando 35,9% dos turistas brasileiros simpatizavam com as viagens aéreas, o resultado melhorou quase um terço. O Ministério do Turismo vê nesse crescimento sinais da retomada da confiança do brasileiro no setor aéreo nacional.

25/02/2008 - 15:59h Turistas gastam mais dólares no Brasil, novo recorde é de US$ 600 milhões só em janeiro

rio_cristo.jpgResultado chega perto dos US$ 600 milhões e é o melhor mês da série histórica; aumento na oferta de vôos é um dos motivos do crescimento

Brasília (25/02) – Segundo dados do Banco Central, divulgados hoje (25), janeiro registrou recorde mensal na entrada de dólares com gastos de turistas estrangeiros. Os US$ 595 milhões registrados no primeiro mês do ano representam um aumento de 26,87% em relação ao mês anterior (dezembro) e de 22,74% em relação a janeiro de 2007, quando os visitantes internacionais deixaram US$ 484 milhões no País – até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, comemorou os resultados: “Começamos o ano com um número extremamente favorável, que só confirma o acerto da execução da política de turismo internacional. A expectativa da Embratur era passar dos US$ 500 milhões em janeiro, mas os números superaram as nossas melhores previsões”.
Em parte, a ministra atribui o resultado à retomada na oferta de vôos. “Só em janeiro tivemos um crescimento de 13,56% no número de assentos. Isso se somou ao incremento das ações de promoção do Brasil no exterior, nos últimos anos”, afirmou Marta Suplicy.

Em dezembro de 2007, com o ingresso de US$ 469 milhões, o Brasil chegou a US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado, superando em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006, considerado até então o melhor ano. Fonte Ministério de Turismo.

10/11/2007 - 08:22h Para Jobim, fuga de turista justifica ampliar vôos de SP

Ministro afirma que restrição em Congonhas causou queda de até 50% em movimento turístico da Bahia

Tânia Monteiro – O Estado de São Paulo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, atribuiu a decisão de ampliar de 1 mil para 1.500 quilômetros a distância máxima de vôos a ser percorrida a partir do Aeroporto de Congonhas (São Paulo) à queda de 50% das reservas nos hotéis, em um dos principais estados turísticos do País, a Bahia.

Segundo o ministro, a inexistência de vôos diretos a partir de São Paulo estava provocando graves problemas no setor hoteleiro, que já estava demitindo pessoal, justamente numa época em que a expectativa era de contratações e expansão dos negócios. Segundo Jobim, a decisão foi tomada depois de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes das empresas aéreas.

Jobim pediu às companhias que a malha que está sendo desenhada para entrar em vigor já inclua opções, a partir de Congonhas para, por exemplo, Ilhéus, Porto Seguro e Salvador, cidades turísticas que estavam sendo prejudicadas com a decisão anterior. De acordo com Jobim, em momento algum a segurança está sendo relegada a segundo plano. Segundo ele, todas as decisões estão sendo tomadas mantendo a segurança como prioridade.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse que ficou muito “muito satisfeita” com a decisão pois o turismo é uma atividade econômica vital no país. Os empresários de turismo da Bahia comemoraram a decisão, mas estão apreensivos com a instabilidade das decisões governamentais.

“Essa postura de primeiro proibir e depois liberar – para, quem sabe, proibir de novo – causa insegurança entre os empresários, que ficam sem saber como se planejar”, afirma o gerente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira da Bahia, Luiz Blanc.

De acordo com ele, a decisão é benéfica para que as empresas do setor no Estado aproveitem o verão para “fazer caixa” e se preparar para o caso de a proibição voltar a valer depois da alta temporada. A entidade estima que a restrição dos vôos partindo de Congonhas, tomada no mês passado, tenha feito o fluxo de turistas no Estado diminuir 30% no Estado.

No Mar Hotel, na orla de Salvador, por exemplo, o proprietário Thales de Azevedo Filho disse que teve de demitir 15% dos funcionários por causa da retração dos turistas.

09/10/2007 - 10:06h Aviação cresceu 12% e aumentou 15% em passageiros transportados no Brasil em 2006

Slot do JB

A aviação doméstica registrou um crescimento de 12% em assentos/quilômetros oferecidos em 2006 em comparação a 2005. Quanto a passageiros/km transportados, o aumento foi de 15%. O índice de ocupação de aeronaves ficou em 72%.

Os dados fazem parte do Anuário Estatístico do Transporte Aéreo publicado nesta segunda-feira (08) pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Cívil). As informações mostram o comportamento das empresas aéreas regulares brasileiras e estrangeiras no ano passado. O transporte aéreo internacional de empresas brasileiras houve queda em 2006 em relação ao ano anterior.

Os assentos/quilômetros oferecidos caíram 27% e os passageiros/km transportados tiveram variação negativa de 30%. Essa redução se explica pela crise da empresa Varig que a partir de agosto de 2006 deixou de operar grande parte de suas rotas internacionais. As operações da Varig ficaram restritas aos aeroportos de Frankfurt, Argentina, Portugal, Colômbia e Venezuela. O índice de ocupação de aeronaves foi de 76%.

Em 2006, operaram no Brasil 35 empresas estrangeiras regulares de tráfego de passageiro para 34 países. O volume de passageiros transportados foi de aproximadamente 3,5 milhões com participação de 67% do mercado. Enquanto as empresas brasileiras (21) são responsáveis pelo transporte de aproximadamente 1,7 milhão de passageiros, o que corresponde a 33% do mercado. (dados da Gazeta Mercantil)

04/10/2007 - 12:22h Governo federal pode liberar vôos charters em Congonhas

DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA – FOLHA DE SÃO PAULO

O governo federal estuda a possibilidade de autorizar vôos charters no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) aos finais de semana. O anúncio foi feito ontem, em Recife, pela ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), e confirmado pelo Ministério da Defesa.
No dia 20 de julho, em meio aos problemas na aviação, o Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil) havia anunciado medidas para reorganizar o espaço aéreo -como a proibição de charters em Congonhas.
“Conversei com o [ministro da Defesa, Nelson] Jobim, e ele pensa seriamente em adotar essa postura”, afirmou Marta.
Ainda não há decisão sobre a possibilidade de os vôos fretados terem origem em cidades localizadas além dos mil quilômetros de distância de Congonhas, limite de segurança imposto pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para os vôos comerciais.
Jobim confirmou que estuda pedido do setor de turismo para liberar vôos charters para o Nordeste no final de semana. E se mostrou reticente à proposta de flexibilizar o limite de mil quilômetros.

Galeão
O ministro da Defesa disse ontem que o Galeão, o aeroporto internacional do Rio, será um ponto estratégico no processo de desconcentração da malha aérea brasileira. “A idéia é que, na Semana da Aeronáutica, no dia 24 de outubro, a gente anuncie isso [novas medidas].”
O ministro recebeu ontem o secretário estadual de Transportes do Rio, Julio Lopes, que pediu que o Galeão volte a ser o principal hub -ponto de conexões e escalas- do país, posto ocupado hoje por Congonhas.
Apesar de ter a maior pista de pouso e decolagem do Brasil, com 4.240 metros de extensão e uma capacidade de operar com 20 milhões de passageiros ao ano, o Galeão hoje trabalha com 60% de ociosidade.
Ainda ontem, Jobim encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nome do engenheiro de infra-estrutura aeronáutica Cláudio Jorge Pinto Alves para a diretoria da Anac.

01/10/2007 - 17:41h Cresce o movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros

Os artigos com muitos números são chatos de ler. Mas este aqui afirma, e parece provar, que o Portal G1 da Globo e o jornal O Estado de São Paulo estão errados respeito da diminuição do movimento de passageiros da aviação comercial brasileira e das supostas “perdas” provocadas pela crise aérea. No blog Logística e Transporte, José Augusto Valente contesta com cifras essas informações. O Estado e O Globo responderão a estes dados?

Brasil perdeu R$ 3 bilhões com crise aérea (será?)

Este é o título da matéria do portal G1, que continua a insistir na temática da “crise aérea”, aquela que não existiu.

Segundo a matéria, “A estimativa foi feita a pedido do jornal “Estado de São Paulo” pela empresa de consultoria econômica MB Associados – comandada pelo ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda José Roberto Mendonça de Barros – , especializada em análises macroeconômicas e setoriais. O trabalho levou em conta o prejuízo das empresas aéreas, do setor de turismo de lazer e de negócios.

Há uma outra matéria, no site do Estadão, com o título “Para diminuir perdas, TAM e Gol dão desconto de até 90%“, que diz: “Apesar das estratégias das companhias, o número de vôos domésticos tem diminuído. No fim de 2006, a queda na venda de pacotes domésticos foi de 30% no ano passado e este ano deve ficar em 15%, ambos em relação ao mesmo período de 2005.”

Eu sou aquele cara chato que, toda vez que alguém cita números, vai lá na fonte checá-los. Se não existir fonte confiável, checo as informações por evidências indiretas.

Pois bem, vejamos o que dizem as informações da Infraero, referentes ao movimento de passageiros (doméstico e internacional), no período 2004-2007.

2004 Aeronaves Passageiros
2005 Aeronaves Passageiros
2006 Aeronaves Passageiros
2007 Aeronaves Passageiros

Desagregando os passageiros transportados em 2007 (doméstico e internacional)

2007 Doméstico Internacional Total

***

Comentários com base nesses números e em outras informações confiáveis:

  • A média de passageiros (doméstico e internacional) transportados em 2004 foi de 6,9 milhões. Em 2005, 8,0 milhões. Em 2006 – ano do acidente da Gol e do início do movimento dos controladores para responsabilizar o governo federal por ter causado o acidente -, a média foi de 8,5 milhões. Em 2007 – ano do acidente da TAM -, a média está em 9,0 milhões, porque fevereiro (antes do acidente da TAM) e agosto (um mês depois do acidente) puxaram para baixo.Os demais meses tiveram desempenhos superiores a todos os meses de 2006, à exceção de janeiro daquele ano, durante a propalada “crise aérea”, aquela que não existiu.
  • Logo, pelos números expostos, não houve impacto (ou foi irrelevante) da tal “crise aérea” no movimento de passageiros em 2007, em relação a 2006 (antes da “crise aérea”)
  • Pode ter havido perda financeira das empresas aéreas mas não porque reduziu o número de passageiros, mas sim devido à concorrência quase predatória que está ocorrendo entre as duas principais: a TAM e a Gol.
  • A afirmação da matéria do Estadão de que “Apesar das estratégias das companhias, o número de vôos domésticos tem diminuído. No fim de 2006, a queda na venda de pacotes domésticos foi de 30% no ano passado e este ano deve ficar em 15%, ambos em relação ao mesmo período de 2005″ não se sustenta em fatos, já que os números mostram o oposto disso – um constante crescimento. As médias de 2006 e de 2007 estão bem acima da média de 2005.
  • A constatação de que houve uma redução de pacotes turísticos no primeiro semestre de 2007 em relação ao de 2006 não verifica a hipótese de que boa parte dos turistas internos, diante da melhor renda e da desvalorização do dólar, tenha optado em 2007 pelo turismo internacional.

  • Dados divulgados pelo Banco Central revelam que:
    • Os gastos de turistas estrangeiros em visita ao Brasil, no 1º semestre de 2007, totalizaram US$ 2,436 bilhões, contra US$ 2,195 bilhões nos seis primeiros meses de 2006 (+10,98%).
    • Por outro lado, a despesa cambial turística aumentou de US$ 2,664 bilhões, em jan.-jun./2006, para US$ 3,496 bilhões em idêntico período de 2007 (+31,23%).
    • Se for mantido o ritmo mensal de entrada de dólares, a receita anual poderá alcançar US$ 4,8 bilhões em 2007, convertendo-se no melhor ano da história do turismo nacional, ultrapassando o recorde de US$ 4,316 bilhões registrado em 2006.
    • Vale ressaltar, também, que o considerável aumento da despesa cambial turística se deve, principalmente, ao fato de maior número de brasileiros aproveitarem a valorização do real para viajar e realizar maiores gastos no exterior.
  • Finalmente, em relação à matéria do Globo, fica a pergunta: como houve uma perda de R$ 3 bilhões, nos últimos 365 dias, se os números mostram crescimento e não redução (a não ser pontual em um ou outro mês, o que é normal nas séries históricas da aviação comercial brasileira) no número de passageiros transportados?

24/09/2007 - 13:37h Processos contra aéreas do 11 de setembro


Mais de um terço dos casos de processos abertos por parentes de vítimas dos atentados de 11 de setembro chegaram a termos de acordos com as companhias aéreas e as empresas seguradoras, a menos de uma semana do início das primeiras audiências finais sobre o caso. Quatorze dos 35 casos remanescentes, incluindo a ação aberta pela viúva de Patrick Driscoll, um dos passageiros do vôo United 93 – derrubado na Pensilvânia. O caso de Driscoll seria o primeiro a chegar a um tribunal, em uma audiência marcada para hoje. Donald Migliori, advogado da família e de outros impetrantes, afirmou que uma das exigências do acordo era a de justamente não revelar o valor do montante acertado como indenização.

O ponto essencial para o acordo sobre Driscoll foi a autorização do juiz que preside o caso para que fosse apresentada na corte a transcrição das gravações do Cockpit Voice Recorder dos momentos finais do United 93. Se o desespero dos passageiros tentando retomar o controle do jato, em poder do terrorista Ziad Jarrah, foi um décimo do que vi no filme de Paul Greengrass, são gravações horripilantes. O Boeing foi jogado verticalmente ao solo por Jarrah ao perceber que os passageiros iriam conseguir invadir a cabine.

De 21 casos remanescentes, três são relativos a passageiros do vôo American Airlines 11, e dois do United Airlines 175, que se chocaram contra as torres Norte e Sul do World Trade Center, respectivamente. Outros 15 casos são relativos a passageiros do American 77, que se chocou contra o Pentágono (algo que, pelas imagens que não canso de ver na internet, me parece inverossímil).

Inicialmente, 96 famílias processaram as companhias aéreas e as empresas de segurança a elas ligadas por terem permitido que os 19 terroristas comandados pelo saudita Mohammed Atta entrassem nos aviões com armas. Esse grupo optou por não fazer parte do fundo especial de compensação às vítimas criado pelo congresso americano. Ao todo, US$ 5,99 bilhões serão distribuídos entre 2.880 famílias de vítimas do atentado. Fonte Slot do JB

19/09/2007 - 13:57h As dificuldades do celular a bordo (aproveitemos do silencio em quanto resolvem)

Conversando com um dos técnicos da Air France na viagem a Paris, semana passada, descobri quais são alguns dos entraves para a liberação do uso do celular pessoal a bordo. O teste que a AF estã fazendo com um A319 na Europa está dando uma trabalheira enorme ao pessoal de desenvolvimento técnico. Para começar, apesar de os vôos serem sobre a União Européia, é preciso obter as certificações e licenças de operação em cada país sobrevoado. O jato funciona como uma antena que se conecta com bases no solo. Dentro do jato, cada celular falará associado à antena de bordo.

Perguntei se isso não tornaria a operação do sistema mais trabalhosa e tecnicamente difícil. O técnico me disse que no modelo testado o sistema funciona bem. O segredo, segundo ele, está no equipamento que captura o sinal dentro da cabine. Normalmente, quando ligamos o celular ainda dentro do avião, o aparelho emite sinais com o máximo de potência disponível de forma a capturar uma rede e conectar a ligação. Com a aeronave atuando como a propria antena, essa potência não só será menor, como o período de rastreamento será mínimo. Fonte Slot do JB

15/09/2007 - 11:38h Gate 6 – Pista curta em Congonhas

Marcelo Ambrosio, do blog do JB SLOT

Gostei da decisão de reduzir o tamanho operacional da pista principal de Congonhas para 1.640 metros, instituindo áreas de escape nas cabeceiras de 150 metros de cada lado. O principal ponto na medida é que ela torna tecnicamente inviáveis os pousos de aeronaves com a configuração de assentos como as que vinham sendo usadas nos A320 da TAM e nos 737-800 da Gol. Assim, tem jeito de algo definitivo, não um paliativo de ocasião.

A informação é a de que as companhias aceitaram a medida. Não acredito que tenham de redefinir as frotas, como comentou o ministro Jobim, mas as configurações. O A320 poderá pousar, mas ou terá bem menos poltronas a bordo, ou voará com restrição de peso, como havia durante a obra de grooving na pista principal. A TAM informou que a alteração afeta apenas 15% da frota de A320, e sobretudo em dias de chuva. Os A319, um pouco menores, não têm problemas. A Gol também terá facilidade de adaptação.

O que vai doer fundo nas empresas é a constatação de que o HUB doméstico que haviam criado, com essa redução, fica definitivamente enterrado. Há quato meses, tal iniciativa teria sido impossível de ser posta em prática. Mesmo sendo racional e lógica, esbarrava na subserviência criminosa da Anac e na força do lobby das companhias, insensíveis a qualquer apelo pela redução de capacidade transportada – que implica em uma maior necessidade de aeronaves.

Quem vai aproveitar bem é a Varig, cuja frota é formada, em sua maioria, por 737s de configuração antiga, com 130 passageiros no máximo – se não estou enganado. A Bra também pode se beneficiar, tanto quanto a Ocean Air, que tem frota de Fokker-100, teoricamente com menos necessidade de pista.

01/09/2007 - 17:57h Turismo propõe reorganização da malha aérea à Defesa

Cristina Massari

RIO – Uma proposta de reestruturação dos hubs de aviação internacional e regional no Brasil, elaborada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) visando a integração da malha aérea sul-americana – encomendado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva no ano passado – foi entregue ao ministro da Defesa Nelson Jobim, pela ministra Marta Suplicy, na quinta-feira. As sugestões apresentadas defendem também que a escolha dos aeroportos a serem reformados ou criados para servir como hubs leve em conta as necessidades identificadas pelo Ministério do Turismo de acordo com o plano de desenvolvimento para o setor. A proposta aponta aeroportos que poderiam ser utilizados como receptores de vôos internacionais e distribuidores para a malha regional, além de sugerir alternativas ao Aeroporto de Guarulhos como principal porta de entrada internacional.

- Com o Aeroporto de Guarulhos já considerado saturado para a aviação internacional, a proposta reafirma os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro e de Confins (MG), na Região Sudeste, como os que têm capacidade para assumir um papel relevante e especial, além do aeroporto de Brasília, no Centro-Oeste, e o de Porto Alegre, que pode ter um desempenho importante no Cone Sul – detalha o chefe de gabinete do Ministério do Turismo, Mario Moyses.

O documento aponta também a necessidade de se estabelecer um portal de entrada no país para vôos internacionais para a Região Amazônica, conta:

- Dois aeroportos da Região Norte pleiteiam esta posição e poderiam funcionar com hubs regionais e receptores internacionais, o de Belém e Manaus.

Para os aeroportos da Região Nordeste, conta Moyses, a preocupação é de estimular o crescimento do fluxo internacional.

- Na região Nordeste todos os principais aeroportos estão aptos e já têm recebido vôos internacionais. Eles já recebem de suas localidades e devem distribuir para diferentes destinos e mesmo no interior do estado, que precisam de acessibilidade aérea. A capilaridade é pequena em face das necessidades das localidades, que vão além do turismo.

24/08/2007 - 13:50h Quanta confusão, parece um bordel!

A jornalista Barbara Gancia, na Folha de São Paulo de hoje discorre sobre o justo combate do prefeito de São Paulo contra o prédio Oscar’s do empresário Oscar Maroni Filho.

Efetivamente, se os organismos responsáveis determinarem que a construção dificulta o tráfico aéreo, deve ser exigida sua demolição. Pessoalmente não vejo na atitude do Gilberto Kassab nenhuma politicagem e tendo a concordar com a reflexão da jornalista da Folha.

Porem, ela detetou nas criticas ao suposto oportunismo do prefeito, a mão dos defensores do governo Lula. Estes estariam defendendo o empresário e seus negócios de “sexo”. Ela afirma, mas não dá o nome de ninguém.

Barbara Gancia poderia comentar também o que o jornal, do qual ela é editora, escreveu sobre o empresário em questão:

“O empresário Oscar Maroni Filho, 51, idealizador do Showfight, é também proprietário do clube privê Bahamas, um dos maiores prostíbulos de luxo da cidade. “Mulher e artes de combate têm tudo a ver”, disse ele no celular com número finalizado em 6969, “uma brincadeirinha”.

Em oito oportunidades, nos intervalos entre as lutas, Maroni homenageou o agora ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), “sem o qual esse evento não teria sido possível”. Ontem, em entrevista gravada, repetiu ter recebido “todo o apoio do governo”. Segundo ele, do então secretário de Esporte e Lazer do Estado de São Paulo, Lars Grael, conseguiu prioridade na reserva do ginásio do Ibirapuera e divulgação. A locação do ginásio saiu-lhe por R$ 22 mil.


Os contatos com a Secretaria da Segurança Pública iniciaram-se há 40 dias, quando o promotor das lutas foi recebido por um assessor do secretário Saulo de Castro Abreu Filho na sede do órgão.


Na ocasião, disse Maroni, conseguiu apoio em troca de abrir “escolinhas de artes de combate” para ensinar garotos pobres a “administrar sua agressividade dentro do respeito às regras e à hierarquia”. “Vamos abrir essas escolas em unidades da Febem e onde mais for possível”, disse.” (FSP Caderno Cotidiano sábado, 08 de abril de 2006).

Evidentemente, nada disto invalida a correção da atuação do prefeito e o fato da policia do Estado de São Paulo ter sido utilizada, segundo a Folha, para fazer segurança no evento privado do empresário, nada prova com relação ao litígio atual entre o prefeito e o dito empresário. Vamos aguardar a reflexão de Barbara Gancia sobre esta “promiscuidade” que, pelo visto, não tem uma só cor, digamos, ideológica.

Luis Favre

20/08/2007 - 11:50h O Filtro

ÉPOCA

O Filtro de 20 de Agosto de 2007

Confira abaixo um guia para a sua navegação na web. São as notícias que realmente importam, lidas e analisadas para você saber o que precisa ler.

THOMAS TRAUMANN

THOMAS TRAUMANN
é colunista de política e chefe da sucursal da revista ÉPOCA no Rio de Janeiro.

“Sem medo da crise”
As bolsas asiáticas fecharam em altas nesta segunda-feira, recuperando-se do impacto sofrido na sexta-feira. Os mercados europeus também abriram em alta moderada. Em pronunciamento hoje pela manhã, o presidente Lula voltou a esbanjar otimismo. Afirmou que apesar dos que “parecem torcer para as coisas não darem certo”, o “Brasil não está com medo da crise”. Entre as cassandras dessa crise certamente está o diário britânico Financial Times que volta a escrever hoje que o mercado latino-americano será afetado pela turbulência. “O Brasil, novamente, está na linha de frente (..). A sua relativa prosperidade nos últimos anos tem sido baseada na demanda global, liderada pela China, de suas exportações de commodities”, afirma o jornal. A equipe econômica informou ao presidente Lula que o crescimento de 5% do PIB deste ano está garantido, mas no ano que vem podem diminuir as exportações de commodities como petróleo, minério de ferro e soja. Em entrevista a O Estado, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi sarcástico. “Ontem, a reclamação era dos órfãos do câmbio. Agora, os importadores já estão reclamando da crise, porque o dólar repicou”, diz.

Na terra e no céu
Começaram hoje as obras na pista principal do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, com os previsíveis atrasos nos pousos e decolagens. Para não aparecer que o problema é só brasileiro. A revista inglesa The Economist está tão furiosa com o caos aéreo do aeroporto de Heathrow que passou a defender a quebra do monopólio privado das concessões aeroportuárias. A revista americana Time aponta que esse ano deve ser quebrado o recorde de atrasos de vôos. Segundo a revista, pelo menos um terço dos atrasos ocorrem porque os aeroportos americanos usam radares com tecnologia dos anos cinqüenta. Hoje pela manhã um Boeing 737-800 da China Airlines pegou fogo após aterrissar no aeroporto de Okinawa, em um vôo vindo de Taiwan. As 165 pessoas a bordo sobreviveram ao incidente.

A lei do mais forte
Na maioria das vezes, quando os jornais publicam reportagens em série estão mais interessados em impressionar os juízes dos prêmios de jornalismo do que servir ao leitores. Mas série iniciada ontem em O Globo tem transpiração e inspiração. Relata um fato conhecido _ o inferno da vida nas favelas cariocas _ sob um ângulo histórico do desrespeitos aos direitos humanos. O número de desaparecimentos nas favelas do Rio é mais de cinqüenta vezes o do Regime Militar. A lei do tráfico e das milícias impõe julgamentos sumários e torturas que vão do derretimento de plásticos ao decepamento de membros. A série é um prêmio para o leitor.

Boi da cara preta
A seção painel da Folha adianta que os senadores Marisa Serrano (PSDB) e Renato Casagrande (PSB) irão subscrever relatório recomendando a cassação do mandato de Renan Calheiros (PMDB). Para se ter uma idéia da fragilidade dos argumentos do presidente do Senado, O Globo informa que ele irá justificar as notas frias na venda de gado acusando o frigorífico comprador. “O Renan é uma vítima. Ele vendeu carne para uma empresa. A partir daí qual a responsabilidade dele?”, diz o líder do governo Romero Jucá (PMDB).

Para que julgamento?
Os três grandes jornais O Globo, Folha e O Estado gastaram suas edições dominicais com tediosas reportagens sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal dos acusados do mensalão. Novidade que é bom, nada. Apenas uma condenação prévia de todos os acusados, sem direito a defesa. Um serviço melhor para o leitor seria recontar o que aconteceu no Congresso entre 2004 e 2005, enumerar as acusações e mostrar as defesas. Afinal quem (além dos políticos, jornalistas e juízes) se lembra da participação de João Carlos Genu, Rogério Lanza Tolentino e Maurício Marinho nos episódios? Daria trabalho, é verdade, mas seria mais útil ao leitor.

O iPhone no Brasil
A Folha noticia a disputa entre as operadoras Vivo, Tim e Claro pela exclusividade do lançamento no Brasil do iPhone, o revolucionário filho do casamento entre o celular e o computador. As empresaspretendem aproveitar a negociação da fabricante Apple com o mercado europeu para realizar um lançamento conjunto com o Brasil. O aparelho deve custar R$ 3 mil. Há informações de alguns desses aparelhos já estão sendo usados no Brasil com ajuda de hackers, que desbloquearam o programa americano.

Etanol, etanol
A revista Newsweek traz mais uma reportagem americana sobre a oposição entre a produção de combustível a partir do milho e da cana-de-açúcar. O único mérito da matéria é informar que (bingo!) a maior parte da cana brasileira está plantada em São Paulo e não na Amazônia.

A condenação da bispa
Dois dias depois de terem sido condenados pela Justiça americana por contrabando de divisas, a bispa Sonia Hernandes e o apóstolo Estevam Hernandes apareceram em um culto transmitido por telão para a sede da Igreja Renascer em Cristo, em São Paulo, informa a Folha. Eles ficarão presos por cinco meses por tentarem entrar com US$ 56 mil não declarados nos EUA.

Movimento escatológico
Do cantor sertanejo Luciano à colunista Mônica Bergamo, da Folha, sobre o movimento Cansei, apoiado pelo seu irmão Zezé: “Como é que eu vou apoiar um movimento liderado por alguém que promove desfile de cachorros (o empresário João Doria)? O Zezé é o Zezé, eu sou eu. Eu cansei desse Cansei. Vou lançar o “Caguei”. Caguei para o Cansei”. É maravilhoso o nível da discussão política brasleira.

12/08/2007 - 20:59h Computador pára o aeroporto de Los Angeles

Por quatro horas, ontem, todas as operações de desembarque no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) foram interrompidas. A razão foi a pane no principal sistema de computadores que faz a checagem dos dados dos passaportes apresentados na fiscalização de ingresso. O banco de dados integra as informações dos passageiros aos arquivos da Homeland Security. A pane afetou mais de 20 mil pessoas, americanos e estrangeiros, nos quatro terminais e começou às 14h de sábado, hora local. Cerca de 60 vôos foram prejudicados. A situação só foi normalizada nas primeiras horas deste domingo. Segundo funcionários do aeroporto, a pane foi a pior ocorrida nos sistemas de informática de LAX em 30 anos. Sete vôos que tinham previsão de pouso foram desviados para Ontario. Os que tinham embarque programado para este domingo foram orientados a se informarem sobre os horários antes de seguir para o terminal.

Já para os passageiros que tinham acabado de pousar e ainda não haviam passado pelo controle de passaportes, a situação foi dramática. Pelo menos três tiveram de ser atendidos em hospitais depois de desmaiarem na longa fila para a imigração. Outros foram forçados a aguardarem por quatro horas a bordo das aeronaves nas quais viajaram. Um desses vôos havia chegado de Hong Kong, depois de 13 horas de vôo. A administração do aeroporto informou que os passageiros retidos receberam alimentação e tiveram acesso a banheiros. As aeronaves receberam energia de geradores de pista para manterem o equipamento de ar condicionado operando. Ainda assim, muitos telefonaram se queixando do período a bordo.

Fonte Slot do JB

10/08/2007 - 20:40h Another summer of delayed flights, lost bags and moaning about Heathrow

From The Economist print edition

“NOT fit for purpose” is a curiously British phrase, hauled out only in extremis and as good a sign of despair as any. Until recently it was most often applied to the government and all its works: the Home Office, reform, the country’s drug policy. Now it is being hurled at Heathrow, Europe’s busiest airport.

Heathrow-bashing has long been an English pastime, but it has gained a new shrillness of late. The Daily Telegraph preposterously claimed that using Heathrow was more stressful than being mugged at knifepoint. Ken Livingstone, London’s mayor, accused the airport of keeping people “as prisoner” in its “ghastly shopping mall”. Even the level-headed Kitty Ussher, the government minister responsible for promoting the City of London, gave warning that the “Heathrow hassle” could harm competitiveness. Heathrow seems to stumble from one disaster to another.

Strikes, inclement weather and security scares have all added to the frustrations of navigating its jammed corridors. Yet even when things are ostensibly running smoothly, it is, of all Europe’s airports, the one most prone to delay: almost a third of its flights to European destinations leave late. Nor, despite acres of overpriced shops and slow-food joints, does Heathrow keep people happy while they wait, so it consistently ranks near the bottom in passenger surveys.

Although the Heathrow experience has never been particularly good, mainly because the airport crams 67m passengers a year through facilities designed for 45m, the crescendo of complaints suggests that it is going from bad to worse. That may not be right: security queues (which are meant to last no more than ten minutes at least 95% of the time) jumped in August of last year after the government tightened security in response to an alleged plot to blow up passenger jets over the Atlantic. They have fallen since then, the Civil Aviation Authority maintains, as staff have been added and extra security lanes opened. Terminal 3, the worst offender, now meets its target 94% of the time, from 78% in January—though some travellers will find this hard to believe.

So why, if Heathrow is improving, is it being rounded on now? Apart from the fact that August is a slow month for news, one reason is that it was bought last year by Grupo Ferrovial, a Spanish firm that borrowed to do the deal. Jingoists fuss that a key piece of national infrastructure was sold to a foreign firm. Those with a financial bent fret that badly needed investment in new runways and terminals may be further delayed if Heathrow’s new owners, hit by rising interest rates, have to pinch pennies to repay their loans.

Another reason is that the airport’s future is up for grabs right now. The Competition Commission is looking at whether’s ownership of all three of London’s main airports (in addition to Heathrow it owns Stansted, Gatwick and four others farther afield) has stifled competition. David Starkie, an economist and a longstanding critic of’s market dominance, reckons that some of the denigration of Heathrow may be the result of “an orchestrated campaign to influence the commission’s outcome” by those who want to see the firm broken up.

Airlines have an added reason to talk down Heathrow: another regulator, the CAA, is deciding the maximum landing fees that BAA can charge at Heathrow and Gatwick for the five years from 2008. Airport users have a clear incentive to lambast for misdirected investing, profiteering and managing its airports badly, for they want regulators to keep landing fees low. It seems increasingly likely that next summer the Competition Commission will propose breaking up and ending its stranglehold on London. But still more radical proposals are also being aired. The Town and Country Planning Association calls building Heathrow on the edge of London “one of the country’s truly great planning catastrophes” and pleads for a new airport somewhere with more space. Yet this may be asking too much. If Britain’s politicians were capable of such foresight, Heathrow, one imagines, would today be “fit for purpose”.

07/08/2007 - 21:27h Overbooking -British é eleita a pior da Europa

Depois de ser pesadamente multada por questões de superfaturamento passagens, a British Airways foi votada como a pior empresa do segmento da Europa, segundo o relatório da Associação das Companhias Aéreas Européias (AEA, em inglês) obtido pela agência ANSA. A causa do título nada honroso estaria no grande atraso dos vôos. Segundo a AEA, entre abril e junho deste ano, 35,7% dos vôos europeus da empresa não aterrissaram na hora certa e 32,7% demoraram a partir. Em relação aos vôos de longa distância, a British Airways teve resultado ainda pior, já que 44% aterrissaram com atraso e 36,6% decolaram depois do programado. Além disso, a AEA indicou que, para cada 1000 passageiros que viajaram pela British Airways entre abril e junho, 28 receberam a bagagem com atraso. Essa relação foi de 3 em mil pela Air Malta. Slot do JB

06/08/2007 - 23:20h Italia investiga la pérdida de 100.000 maletas en el aeropuerto de Roma

El Gobierno italiano ha ordenado abrir una investigación sobre el servicio de gestión de equipajes del aeropuerto de Fiumicino, en Roma. Esta medida fue tomada después de un fin de semana de caos, el de mayor tráfico del año, en el que más de 100.000 pasajeros perdieron sus maletas. Detrás del problema se barajan dos causas: una, la vetustez de las máquinas que distribuyen las maletas, y otra, que apunta a un sabotaje.

De las miles de personas que perdieron sus maletas entre el sábado y el domingo en Fiumicino, muchos aún no la han vuelto a ver. A las innumerables quejas de los pasajeros se sumaron las palabras del presidente del Ente Nacional para la Aviación Civil (ENAC), Vito Riggio, quien en una entrevista publicada por el diario La Repubblica dijo que estaba preparando una denuncia ante el “cúmulo de cosas extrañas” que suceden en el gran aeropuerto de la capital italiana y uno de los mayores de Europa.

Según Riggio, las máquinas que transportan las maletas podrían haber sido “saboteadas” por algunos empleados para poder así “trabajar con mayor tranquilidad o acumular horas extraordinarias de trabajo”. Riggio, además, arremetió contra las compañías que prestan los servicios de tierra del aeropuerto -Alitalia Airport, Esas, Avia Partner y Fligh Care Italia- por “no contratar a más empleados en verano, cuando los pasajeros y las maletas se multiplican varias veces”. Según datos de la representación de las aerolíneas que operan en Italia, el número de maletas extraviadas en la última semana ascendería a 18.000, sin contar el caótico fin de semana.

Ayer, se llevó a cabo una inspección extraordinaria de ENAC con vistas a la reunión que mantendrán hoy el Ministerio de Transportes y la sociedad Aeropuertos de Roma, que gestiona los servicios en los aeropuertos de la capital. La reunión fue convocada de urgencia por el ministro de Transportes, Alessandro Bianchi, quien amenazó con revocar las concesiones de gestión de los servicios aeroportuarios. En una entrevista publicada ayer por el diario Il Messaggero, el ministro explicó que en Italia “se dan concesiones por 40 años y, sin embargo, se pide poco en cambio”, y concluyó: “Tenemos que estudiar estos contratos porque en estos casos el Estado tiene que tener más poder”. El ministro agregó que en la reunión de hoy se estudiarán multas para las compañías concesionarias.

Por otra parte, el aeropuerto londinense de Heathrow sufre un auténtico caos de equipajes por saturación del sistema, denunció ayer el vespertino Evening Standard. El aeropuerto ha tenido que recurrir a voluntarios reclutados entre el personal de oficinas, así como a trabajadores externos, para intentar poner un poco de orden.

Fuente EL País

05/08/2007 - 12:46h Crise aérea: ‘No Brasil, quem faz gestão são as empresas’

Estudo mostra que concorrência predatória e duopólio das companhias estão entre as causas da crise aérea

Soraya Agegge

SÃO PAULO. Um estudo feito na Universidade Federal Fluminense (UFF) compara a crise aérea americana com a brasileira e conclui que a concorrência predatória e o duopólio das companhias aéreas, causados por falta de comando do governo, estão na base do apagão aéreo. O estudo, desenvolvido pelo especialista Gustavo Cunha Mello, indica que as falhas sistêmicas, mesmo com as dificuldades de infra-estrutura dos aeroportos, podem ser corrigidas apenas com medidas políticas, como as prometidas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim: — Não aposto no catastrofismo.

Não precisamos ficar quatro anos no caos enquanto fazem obras. Temos ótimos aeroportos, como o Tom Jobim, que atua 45% abaixo de sua capacidade, e não usamos, ao mesmo tempo em que Congonhas ficou 54% acima de sua capacidade. O problema é que no Brasil quem tem feito a gestão são as empresas apenas. Nos Estados Unidos, a agência reguladora faz.

Em seu estudo, Mello mostra que os Estados Unidos sofreram uma estagnação no setor em 1981, inclusive com greve de controladores de vôo, depois que, em 1978, o Congresso promulgou o “Airline Deregulation Act”, e abriu o mercado para novas empresas, processo semelhante ao brasileiro, inclusive com falência de empresas tradicionais, como Panam e TWA.

Nos EUA, mercado é regulado por agência Mas, com a entrada de sua agência, a FAA, o mercado foi completamente regulado. A malha é dividida entre empresas regionais e nacionais, ao contrário da brasileira, e os lucros são menores e mais bem divididos: — Aqui, as nacionais, como TAM e Gol, operam também em linhas regionais, que dão prejuízos, mas ficam para garantirem a predominância do mercado, destruindo as empresas regionais.

As grandes não têm frotas nem tripulação suficientes para operações regionais e nacionais.

Acabam causando panes freqüentes e outros problemas. Tudo porque as grandes querem engolir as pequenas. E ninguém regula isso. Fazem os hubs (centros de conexões) onde não poderiam, como em Congonhas.

Nos Estados Unidos, a margem de lucro líquido das empresas em 2006 foi de 1,7%, sendo que a maior empresa teve 5,5%, e a segunda, 2%. No Brasil, a Gol teve 9,2%, e a TAM, 7,6%.

— Observamos quatro grandes focos da crise: a concorrência desleal das nacionais sobre as regionais, uma concentração das malhas em 85% para TAM e Gol, o excessivo crescimento do lucro líquido de ambas as empresas e, por fim, a concentração de quase toda a malha aérea no hub de São Paulo (Congonhas) — disse Mello.

Segundo ele, a alegação das empresas de que o hub paulista reduz custos é falsa: — Não vão subir custos se os vôos forem para Galeão, Confins (Belo Horizonte), Afonso Pena (Curitiba) ou outro. O ICMS que incide no querosene de aviação, item que significa 30% do custo médio dos vôos, custa 25% em São Paulo, mas cai para 4% no Rio e 3% em Belo Horizonte.

“São quatro focos da crise: concorrência desleal, concentração das malhas para TAM e Gol, excessivo crescimento do lucro e a concentração em São Paulo. Leia mais no jornal O Globo (para assinantes)

03/08/2007 - 00:42h Familiares de vitimas do acidente da TAM se reunem com Lula e pedem punição

REUTERS

BRASÍLIA – Familiares de vítimas do acidente com o Airbus da TAM pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os responsáveis pelo pior desastre aéreo da história do país sejam punidos.”A gente espera que não só o presidente mas a Câmara e o Senado apurem os responsáveis, punam os responsáveis, para que mais famílias não precisem sofrer o que a gente sofreu”, disse a jornalistas Luiz Fernando Moyses, que perdeu a esposa no acidente.

Lula recebeu três familiares durante quase uma hora no Palácio do Planalto, após o encontro, não previsto na agenda do presidente, ter sido pedido por eles nesta quinta-feira mesmo.

“O presidente se mostrou solidário. Ficou de assumir pessoalmente essa causa de cobrar das pessoas que têm que ser cobradas”, acrescentou Moyses. “Ele ficou de se manifestar quando tiver toda a documentação, toda a investigação e ele está muito solidário e triste também.”

Perguntados se achavam que o governo havia sido omisso ou lento em reagir à crise aérea, Raifran de Almeida, que perdeu um irmão, a cunhada e dois sobrinhos disse: “Neste momento nós não queremos julgar ninguém e nem culpar ninguém, apenas apresentar esse manifesto único pedindo responsabilidade”.

Cento e noventa e nove pessoas morreram no último dia 17 quando um Airbus A320 da TAM não conseguiu pousar com sucesso em Congonhas e explodiu ao se chocar contra prédios em frente ao aeroporto. Agencia Estado.