24/09/2009 - 13:28h Pré-sal da BA será examinado, afirma Wagner

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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA – FOLHA SP

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que a Petrobras está realizando prospecções no litoral sul do Estado em busca de petróleo no pré-sal.

http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Admin/UpLoads4/Imagens/2009/0211/91a57400-bb85-4dc7-a9ea-45a7f9ff8627/jacques_wagner_.jpg

Segundo Wagner, “os geólogos da Petrobras apontam a região como de altíssima possibilidade de conter petróleo no pré-sal”. Hoje, a chamada “província do pré-sal” se estende do sul do Espírito Santo até Santa Catarina, em uma área de 149 mil quilômetros quadrados.

A assessoria de imprensa da Petrobras afirmou que só hoje poderá dar informações detalhadas sobre a Bahia, Estado de seu presidente, o também petista José Sérgio Gabrielli.

21/07/2009 - 13:56h Negros americanos impulsionam turismo na BA

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A presença de Condolezza Rice, convidada por Marta e Jaques Wagner foi o detonador do turismo étnico na Bahía

Tiago Décimo – O Estado SP

Diretor da Tatour, agência de turismo de Salvador especializada na recepção de visitantes americanos, Connor O’Sullivan é uma exceção entre os colegas do mercado de viagens na Bahia. Em plena crise econômica mundial, ele mantém o otimismo e faz planos para a ampliação dos negócios, enquanto o resto do mercado amarga queda no número de clientes.

Segundo o Ministério do Turismo, entre 2007 e 2008, o número de visitantes na Bahia encolheu 7,9%, de 193.867 para 178.571. Os principais países emissores de turistas registraram queda. O único mercado a apresentar crescimento expressivo entre os principais emissores de turistas para a Bahia foi o americano: aumento de 333% entre 2007 e 2008, de 3.478 visitantes para 15.085. Entre 2002 e 2006, os Estados Unidos haviam mandado, em média, 2.600 turistas à Bahia. Os EUA saltaram da 10ª posição no ranking de turistas para a 5ª.

A principal ação para incentivar a chegada de visitantes americanos foi a institucionalização de um patrimônio cultural da Bahia: as tradições africanas mantidas pelos descendentes de escravos – legado que os negros americanos passaram a explorar mundo afora, em especial na última década. Na Bahia foi criado, no fim de 2007, departamento específico para desenvolver esse nicho na Empresa de Turismo da Bahia S.A. (Bahiatursa), o de Turismo Étnico-Afro.

O maior impulso para a divulgação foi a viagem da então secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, a Salvador, em março do ano passado. Ela havia manifestado o desejo de conhecer a cidade quando foi visitada pelo governador baiano, Jaques Wagner, em Washington, meses antes. Disse ter curiosidade de estar na que chamou de “maior cidade africana fora da África”.

O impacto da divulgação se refletiu já na edição seguinte da centenária Festa da Irmandade da Boa Morte, celebrada em agosto, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. No ano passado, 250 negros americanos acompanharam a festa, promovida por descendentes de escravos. Este ano, são esperados 500 americanos no evento.

O?Sullivan prepara-se para receber os conterrâneos com um roteiro que inclui, além da participação na festa, passeios a bairros como Pelourinho e Liberdade e visitas a igrejas, terreiros de candomblé, além de aulas de música e percussão.

Segundo o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, apenas para ações promocionais do governo nos EUA foi aplicado R$ 1 milhão nos últimos dois anos.

08/03/2009 - 11:48h Dilma anuncia casa com prestação “simbólica” para a baixa renda

Dilma visita obras do PAC em Feira de Santana

Alean Rodrigues | Sucursal Feira de Santana – A Tarde

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A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff se negou mais uma vez a falar sobre a sucessão em 2010 durante visita a Feira de Santana. A ministra veio à cidade visitar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Lagoa Grande no bairro Santo Antônio dos Prazeres.

Acompanhada do governador Jaques Wagner, a ministra disse que o importante ali era mostrar como o governo federal está preocupado com o bem estar da população e ressaltou obras do governo Lula. “É a primeira vez após 25 anos que o governo federal volta a investir na construção de moradia popular. Não basta estarmos preocupados em crescer e sim crescer junto com os 190 milhões de brasileiros. Queremos fazer do Brasil um país de classe média”, afirmou.

O governador Jaques Wagner destacou a importância da visita da ministra que presta uma homenagem às mulheres baianas pela passagem do Dia Internacional da Mulher. Ele disse que a obra do PAC, além de beneficiar diretamente 7.800 famílias, traz dignidade e respeito a estas pessoas que passaram anos residindo em local sem a mínima infra-estrutura.

“Estas famílias, e não só elas, todos que residem aqui perto terão suas vidas mudadas e com certeza serão beneficiados com esta obra, que trará humanização e dignidade a população local”, frisou. Com investimento total em torno de 68 milhões a obra de urbanização integrada da Lagoa Grande consiste em três etapas que vão desde a construção de casa a melhoria urbanística do local, que abriga mais de 7.800 famílias que invadiram o local há mais de 20 anos.

A 1ª etapa, que está programada para ser concluída em junho, conta com 84 casas com 6 cômodos, um centro comunitário e um galpão de reciclagem, atividade principal de muitas famílias que residem no local. A 2ª etepa será para a construção de mais 606 casas, posto de saúde e quadras poliesportivas. E a última para melhorias nas casas que não estão na área de risco e obras de saneamento e urbanização da Lagoa.

Uma das beneficiadas é a família da dona de casa Maria dos Reis, 67 anos que tem 12 filhos e mora na Lagoa Grande há mais de 20 anos. Para ela é uma oportunidade que caiu do céu, já que a casa onde reside tem apenas 4 cômodos e fica na área considerada de risco. “Rezo todos os dias para eles todos, pois só agora terei água, luz, calçamento, além disto dignidade, pois terei uma casa limpa para receber a todos”, desabafou.

UEFS – Durante a visita do governador e da ministra da casa civil, estudantes do curso de medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) fizeram uma manifestação cobrando agilidade para resoler os problemas do curso, que segundo eles existe há 6 anos e não possui professores, nem salas de aula disponíveis.

“O curso de medicina pede socorro, estamos nos formando e para não ficarmos sem aula, somo obrigados a ficar em um módulo sem o mínimo de infra-estrutura onde a chuva e o sol forte batem em nossas cabeças. Mas isto é quando temos aula, pois não há professores desde a formação do curso”, destacou o estudante José Neto.

Munidos com apitos e faixas, os estudantes permaneceram no local até que o governador recebesse uma carta revelando os problemas que o curso enfrenta. Após receber o documento, Jaques Wagner prometeu analisar a situação e resolver os problemas o mais rápido possível. “É por isto que não ando por aí anunciando criação de cursos, pois além de criar, temos que dar condições de funcionamento, o que não aconteceu com estes estudantes”, frisou.Em palanque na Bahia, ministra diz que “quem não puder pagar nada não pagará nada” no pacote habitacional preparado pelo Planalto

Alvo do programa serão as famílias com renda de até dez mínimos que pagam aluguel; meta é construir 1 mi de casas em dois anos

FERNANDA ODILLA
ENVIADA ESPECIAL A FEIRA DE SANTANA

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) anunciou ontem, no interior da Bahia, que o novo programa de habitação do governo federal não vai cobrar nada de quem tem renda zero.
“Quem não puder pagar nada não pagará nada. Mas haverá um esforço para todo mundo contribuir, nem que seja simbolicamente, com a prestação”, disse em discurso em Feira de Santana (BA) após visitar construção de casas populares do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na periferia.
Num palanque improvisado no canteiro de obras, a ministra pediu, ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que os prefeitos deem início ao cadastro do público-alvo do programa: famílias com renda entre até dez salários mínimos que vivem de aluguel. Amanhã, ela se reúne com prefeitos de capitais e de grandes cidades para discutir o programa de construção subsidiada de 1 milhão de casas em dois anos.
Ontem, Dilma antecipou detalhes do “bolsa habitação”. Serão dois padrões de casa: um modelo popular, para quem ganha até três salários (R$ 1.395), e um superior, para quem tem renda de até R$ 4.650. O valor máximo do imóvel será R$ 130 mil. A ministra disse que as prestações serão de até 20% da renda. Assim, quem ganha dez mínimos pagará, no máximo, R$ 930 de prestação. O financiamento será de 20 anos.
“Até três salários mínimos vai pagar o que puder. É uma prestação simbólica, ou seja, não serve para cobrir o custo, mas é importante como compromisso da pessoa que está entrando no imóvel que vai ser dela. Nas outras faixas, haverá um limite de comprometimento da renda e, mesmo assim, nas faixas de renda mais baixas, que não são essas de zero a três [salários mínimos], vai haver um subsídio significativo.”
À noite, já em Salvador, após a Folha pedir mais detalhes sobre a prestação zero, Dilma disse que as casas não serão grátis. Afirmou que o governo vai cobrar valores “irrisórios” dos mais carentes, por achar que é importante a família assumir um compromisso de quitar o imóvel próprio. Mas ressalvou que “quem ganha zero, não tem como pagar”, ponderando que essa será uma parcela muito pequena dos beneficiados.
Diferentemente do que o presidente Lula disse em Vitória na sexta, Dilma afirmou que não haverá cobrança de taxas antes da entrega das chaves. “As pessoas pagarão só a partir das chaves em todas as hipóteses. Não paga nada antes de entrar.” Lula disse que seriam cobradas prestações simbólicas até as famílias se mudarem para, então, passarem a pagar as prestações da casa própria.
O programa não se limita aos subsídios que vão assegurar prestações simbólicas. As famílias na faixa até dez salários mínimos contarão com o Fundo Garantidor, que terá cerca de R$ 500 milhões do Tesouro e vai bancar prestações dos mutuários que ficarem desempregados. Os mutuários com renda até três salários mínimos poderão suspender o pagamento das prestações por até 36 meses, mas terão de quitá-las ao fim do contrato. Para a faixa de até cinco salários, o Fundo honrará até 24 meses; no grupo até dez mínimos, 12 meses.
Foi a forma que o governo encontrou para encorajar os bancos a conceder financiamentos a profissionais autônomos, com dificuldade de comprovar renda. Embora as medidas priorizem a população de baixa renda, a classe média também será beneficiada.
Está em estudo ampliar o limite do valor dos imóveis que podem ser pagos com o FGTS do mutuário. O valor deve passar de R$ 350 mil para R$ 600 mil.

05/03/2009 - 12:52h PIB nordestino deve crescer mais que a média, diz estudo

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 Novos investimentos no nordeste e consumo em alta fazem o PIB crescer mais (na foto Pernambuco)

Carolina Mandl, do Recife – VALOR

O consumo das famílias deve puxar o crescimento da região Nordeste neste ano para níveis acima da média do país, segundo a Datamétrica. Em relatório divulgado ontem, a consultoria apontou que em 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados nordestinos ficará em 3,12%, enquanto o país terá uma alta de 1,8%.

Pelos cálculos da Datamétrica, desde 2005 o Nordeste cresce acima da média. Em 2008, a consultoria prevê que o PIB da região aumentou 6,12%, ante 5,62% do país. Agora, mesmo em um cenário de crise, o movimento deve se repetir.

De acordo com Alexandre Rands, sócio da Datamétrica, os dois fatores que mais podem favorecer a região são o aumento do salário mínimo e a Bolsa Família. “Por terem um peso maior na região, eles podem amortecer o impacto da crise”, diz Rands. Com um contracheque maior, o consumo familiar se elevará, ajudando a atividade da região.

Outros pontos também podem pesar a favor do Nordeste, segundo ele, como o fato de as indústrias terem uma importância menor para o crescimento do que no Sudeste, por exemplo. “Por enquanto, a crise está afetando mais o setor industrial, que é menos significativo na região”, afirma ele.

Além disso, políticas públicas de combate à crise podem favorecer mais os Estados nordestinos. “O governo Lula demonstra ter mais agilidade para gastos sociais do que com infraestrutura, por exemplo. E o Nordeste é mais beneficiado com isso, por ter mais pobres”, avalia Rands.

O Estado que mais deve crescer em 2009 é Pernambuco, com um aumento de 4,29%, puxado principalmente por empreendimentos privados que estão em fase avançada de obras, como o estaleiro Atlântico Sul, no litoral, e as fábricas da Perdigão e da Sadia, no interior. O menor aumento do PIB está estimado para Alagoas, com 2,14%, ainda acima da média nacional. Entre esses extremos estão Bahia (2,89%), Ceará (2,87%), Maranhão (2,97%), Piauí (3,03%), Sergipe (2,46%), Paraíba (2,83%) e Rio Grande do Norte (2,93%).

02/03/2009 - 14:06h Esmeralda gigante da Bahia acaba na polícia

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Tamara Audi, The Wall Street Journal – VALOR

Pouco antes do Natal, investigadores do Departamento de Polícia de Los Angeles, na Califórnia, desmontaram um caixote de madeira do lado de fora de um depósito para encontrar o que procuravam há meses: uma esmeralda brasileira de quase 400 quilos que teria sido roubada.

Agora, a tarefa deles é descobrir quem é o dono da pedra. Até agora, pelo menos cinco pessoas reclamam a propriedade.

“Parece que quanto mais eu falo com as pessoas, mais pessoas alegam ser donas disso”, disse o tenente Thomas Grubb, que chefia o time de investigação do caso. “Ainda não conseguimos saber quem não é suspeito, de verdade.”

Diante da dificuldade de determinar quem é o verdadeiro dono da esmeralda, Grubb decidiu mantê-la trancada enquanto a investigação prossegue. Enquanto isso, uma corte civil de Los Angeles planeja ouvir vários reclamantes amanhã.

Grubb, que passou a maior parte dos 26 anos de carreira investigando o narcotráfico, tomou conhecimento do caso em setembro passado. Um homem chamado Larry Biegler ligou para a delegacia dizendo que sua esmeralda gigante havia sido roubada de um depósito na área de Los Angeles. A pedra vale perto de US$ 400 milhões, disse ele.

Os detetives de Grubb começaram então a investigação. Eles descobriram que a esmeralda estava sob a posse de dois empresários, Todd Armstrong e Kit Morrison, que foram encontrados numa pequena cidade no oeste do Estado de Idaho, chamada Eagle. Quando os detetives chegaram lá, Armstrong estava tentando vender a esmeralda. “Topamos com um imprevisto”, Armstrong diz ter falado a seu comprador.

Os homens de Idaho disseram que a esmeralda lhes pertence. Eles afirmaram ao Wall Street Journal que pagaram a Biegler US$ 1 milhão por diamantes que nunca receberam. Segundo eles, Biegler colocou a esmeralda como garantia dos diamantes. Como essas pedras não foram entregues, eles tiraram a esmeralda do depósito de Los Angeles. Eles mostraram aos detetives uma pilha de documentos que, segundo eles, sustentariam seus argumentos.

Biegler, um comerciante de pedras preciosas e investidor imobiliário, nega a afirmação dos empresários de Idaho. Ele diz que cumpriu sua parte no negócio com os diamantes e que os dois homens concordaram em pagar US$ 80 milhões, preço aceito por ele.

A dupla de Idaho aceitou deixar a esmeralda com os investigadores até que a questão fosse resolvida. Mas a pedra preciosa nem estava em Idaho. Armstrong e Morrison a haviam colocado num armazém de segurança em Las Vegas.

Grubb passou então a preparar a viagem a Las Vegas. Na manhã em que os investigadores saíram para pegar a esmeralda, ele lhes disse: “Vamos parar no caminho e fazer um bom café da manhã. Vamos pegar uma prova de US$ 400 milhões. Não vamos parar na volta”.

Quando Grubb finalmente colocou os olhos na pedra, ele disse: “Nem parecia de verdade”.

Quem a viu a descreve como um bloco negro com cilindros de cristal verde que saem dele como braços. Especialistas em pedras preciosas dizem que cristais brutos com essas dimensões são raros. Uma esmeralda como essa normalmente não seria quebrada em pedaços para a fabricação de jóias. O mais provável é que seja vendida intacta para um colecionador privado ou um museu. Uma avaliação feita no Brasil fixou o preço da pedra em US$ 372 milhões, de acordo com documentos apresentados ao tribunal de Los Angeles.

No entanto, George Harlow, curador de minerais e gemas do Museu de História Natural de Nova York, diz que os espécimes minerais mais interessantes podem levar o preço para alguns milhões de dólares. “Mas centenas de milhões? Desconheço qualquer tipo de pedra preciosa que tenha chegado a esse preço.”

Até agora, a esmeralda baiana não chegou a ser vendida por nenhuma fortuna. Mas, certamente, está perto disso. Ela foi extraída de uma mina na Bahia, em 2001. As esmeraldas do Estado estão entre as mais antigas da Terra, formadas dois bilhões de anos atrás, segundo o Instituto de Gemologia da América.

Os primeiros donos da pedra foram Elson Alves Ribeiro dono da empresa de exportação Folheados Paulista, e seu sócio Ruy Saraiva, de acordo com documentos apresentados ao tribunal por Ken Conetto, um empresário de San Jose, na Califórnia.

Em 2005, Ribeiro e Saraiva mandaram a esmeralda para Conetto, nos EUA, que diz ter mantido a pedra guardada em San Jose enquanto tentava achar um comprador. Ele disse que não pagou pela pedra, mas concordou em dividir o lucro com os brasileiros.

De San Jose, Conetto enviou a gema para New Orleans, onde julgou ter um comprador certo. Quando o furacão Katrina chegou, ele inundou o armazém onde a esmeralda estava guardada, diz Conetto. A pedra ficou submersa durante semanas, e a venda não foi concluída. A esmeralda voltou a San Jose.

Conetto recrutou Biegler para ajudá-lo a vender a pedra.

Eles achavam que poderiam encontrar possíveis compradores em Los Angeles. Então, em junho passado, puseram a pedra numa perua e foram eles mesmos dirigindo, disse Conetto. No meio do caminho, o carro quebrou, deixando os dois homens e sua esmeralda no meio de uma autoestrada. Eles empurraram a van até um hotel. Conetto disse que pagaram à dona do hotel e ao namorado dela para ajudar a botar a esmeralda em outra van.

Finalmente, a pedra chegou ao condado de Los Angeles, onde ficou num armazém.

Mas as relações começaram a deteriorar entre Biegler e Conetto, segundo ambos. Biegler disse ter tomado posse da pedra depois que Conetto a usou como garantia de um empréstimo que não pagou.

Conetto diz que, de fato, nunca pegou o dinheiro e que a esmeralda ainda lhe pertence.

Não é raro que gemas sejam usadas como instrumentos financeiros para acordos de negócios, passadas para lá e para cá em papéis entre corretores mesmo sem nunca sair do cofre. Isso pode levar a que várias partes usem um maço de documentos para reivindicar direitos sobre a mesma gema.

Enquanto isso, outros reclamantes continuam a surgir. Anthony Thomas, um comerciante de gemas dos arredores de San Jose, diz que é o dono porque pagou US$ 60.000 pela pedra aos brasileiros, em 2001. Thomas também deu entrada numa ação no tribunal de Los Angeles.

Amanhã, o tribunal vai comçar a ouvir as histórias das partes que disputam a propriedade da pedra. A esmeralda, contudo, continua tracafiada sob a custódia da polícia.

“Vou escrever um livro de não ficção sobre o assunto”, diz Armstrong. “Mas vou ter de vendê-lo na seção de ficção porque ninguém vai acreditar que a história contada é verdadeira.”

18/01/2009 - 16:43h Genaro de Carvalho

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Jardins, Genaro de Carvalho

 

 

 

 


Painel Festas Regionais. Pintura mural a tempera. Genaro de Carvalho. Salvador, 1950. Hotel da Bahia.

 


A Martiniquenha. França, óleo s/ tela.Dec. 50. Genaro. Roberto Alban Galeria de Arte.

 

 

Nuzinho do gato preto. Téc. mista s/tecido, 1969.
Genaro. Cat. Renot 2003.


Sem título. Desenho, dec. 1950.Genaro. Catálogo de exposição Galeria Quirino, 1965

 

 

 

 

 

Jardim abstrato. OBJETO

 

 

Série Mulatas. Óleo s/ tela. Dec. 1970.

 

A Francesa de Bruges – Nicole. Óleo sobre tela. França, dec. 1950. Genaro.
Roberto Alban Galeria de Arte.

18/01/2009 - 11:14h Lula quer lançar Dilma já em 2009 para fazer alianças

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KENNEDY ALENCAR colunista da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a ministros, aliados e petistas que deseja lançar publicamente até o final deste ano a candidatura ao Palácio do Planalto da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A eleição presidencial acontecerá em outubro de 2010.

Legalmente, o PT deve esperar até junho de 2010, o mês para realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas. Mas Lula pretende ganhar um semestre para articular alianças.

O raciocínio do presidente é o seguinte: o PT deve terminar 2009 ungindo Dilma como candidata. O presidente tem até data: durante as eleições internas petistas marcadas para o final de novembro deste ano.

Na sequência, Lula acha que o PT deve buscar uma ampla aliança com PMDB, PSB e a penca de outras legendas que sustentam seu governo no Congresso.

Se o partido ficar esperando até junho de 2010, Lula avalia que será mais complicado viabilizar a aliança para uma candidatura única das atuais forças governistas.

O presidente insiste na tese da candidatura única para fazer disputa plebiscitária com a oposição na campanha de 2010. Crê que mais de um candidato do campo lulista inibirá sua ação a favor de sua favorita.

A primeira opção do Planalto é por um entendimento com o PMDB. Lula e Dilma gostariam que o governador do Rio, Sérgio Cabral, fosse o candidato a vice da ministra. No entanto, ele já disse a Lula e a Dilma que deseja tentar a reeleição no Rio e sugeriu um nome do Nordeste: o atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Caso não consiga a aliança com o PMDB, partido dividido e também cortejado pelo PSDB para a disputa presidencial, o PT deveria tentar um acordo com o PSB. O deputado federal Ciro Gomes (CE) ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, seriam opções de vices nordestinos para a mineira Dilma que fez carreira política no Rio Grande do Sul.

Mas Ciro ainda não desistiu de ser candidato, apesar de seu caminho ficar mais estreito a cada dia. Campos tem a alternativa de concorrer à reeleição.

*

8 anos para mudar o Rio

O governador Cabral acha que precisa governar o Rio por oito anos para se credenciar a voos mais altos. Ele começou a implementar uma política de ocupação “social” de favelas para enfrentar o crime organizado. Se o projeto pegar e se ampliar significativamente num eventual segundo mandato, ele se credenciaria para tais voos.

*

Paixãozinha

Dilma e auxiliares chamam o ministro Geddel de “paixãozinha”. O relacionamento entre eles é muito bom. Lula gosta do desempenho administrativo do peemedebista e criou com ele uma relação pessoal boa, apesar das críticas duras de Geddel ao presidente no primeiro mandato.

Na avaliação do Palácio do Planalto, a eventual indicação de Geddel para vice de Dilma mataria três coelhos com uma cajadada.

Daria a ela um vice peemedebista do maior Estado do Nordeste. Diminuiria a chance de o partido fechar oficialmente com os governadores tucanos José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG), ambos potenciais candidatos em 2010. E resolveria a briga entre PT e PMDB na Bahia, facilitando a candidatura à reeleição do governador petista Jaques Wagner.

Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal “RedeTVNews”, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas “É Notícia”, aos domingos à meia-noite.

E-mail: kalencar@folhasp.com.br

18/12/2008 - 16:30h Jaques Wagner rompe com prefeito de Salvador

Ruptura
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Folhapress – VALOR, de São Paulo

Os ataques mútuos durante a campanha eleitoral e a aproximação do PMDB com o DEM na Bahia provocaram o rompimento entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB).

A decisão de romper foi anunciada pelo governador, menos de 48 horas depois de João Henrique participar de uma palestra e almoço com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na segunda-feira, em Salvador.

No evento, João Henrique disse que está disposto a trabalhar no fortalecimento do projeto político entre o DEM e o PMDB, em 2010. “A partir de agora João Henrique será tratado como prefeito de oposição, mas de forma republicana”, disse Wagner, por meio de sua assessoria. O governador informou que não iria comentar o rompimento.

João Henrique disse ontem que não foi “informado” do rompimento e que vai esperar um pronunciamento oficial do governador antes de fazer qualquer declaração.

Em meio ao tiroteio está o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB. Ele declarou que não pretende mais ser deputado federal – decisão que representa ameaça ao projeto de Wagner de continuar no governo em 2010.

25/11/2008 - 13:44h Rio é o Estado que mais recebe verba da União para segurança

Ruy Baron/Valor

Ronaldo Teixeira, do Pronasci: programa oferece condições especiais para os policiais adquirirem a casa própria

Juliano Basile, de Brasília – VALOR

O governo federal reformulou a política de liberação de verbas para a segurança nos Estados e, ao invés de remeter o dinheiro para a total autonomia dos governos locais quanto à execução dos gastos, passou a enviar montantes específicos de acordo com projetos localizados com destinação certa.

Com isso, os Estados devem redigir projetos específicos dentro de mais de 90 ações previstas pelo Ministério da Justiça para a área de segurança. As ações são as mais distintas possíveis. Vão desde a compra de equipamentos, como coletes e capacetes balísticos, até cursos de formação para policiais. Há desde a previsão de construção de presídios até o pagamento de R$ 100 por mês para que jovens saiam do tráfico de drogas. À medida que cada projeto é aprovado é que o dinheiro chega aos cofres dos Estados e municípios.

Essa nova sistemática de liberação de verbas para a segurança obteve a adesão de 19 Estados em 15 meses. Ela teve início com o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), em agosto de 2007. Hoje, o programa atende 275 áreas em 90 municípios. Ao todo, serão gastos R$ 1,4 bilhão com o programa neste ano e R$ 6,7 bilhões até 2012.

O Rio de Janeiro é o Estado que mais recebe recursos destinados à segurança pública pelo governo federal. São R$ 116 milhões. Essa primazia na destinação de verbas se deve ao fato de o governo fluminense ter sido o que mais apresentou projetos na área de segurança pública para o Ministério da Justiça. O Rio apresentou 170 projetos. O segundo na lista é o Rio Grande do Sul, que levou 150 projetos ao Ministério da Justiça.

O Morro da Providência é um exemplo de como as ações propostas pelo Ministério da Justiça na área de segurança são diversificadas e como os governos devem se adequar a cada uma para receber investimentos na área. O bairro é um dos mais violentos do Rio de Janeiro e receberá R$ 1,7 milhão em três projetos diferentes. Serão R$ 510 mil para a criação de um núcleo local de segurança, R$ 507 mil em cursos e bolsas para mulheres e outros R$ 667 mil para jovens. Dessa forma, o governo federal liberou três verbas distintas para o mesmo bairro, mas cada uma possui uma destinação certa e a fiscalização das ações é feita pelo Estado, pelo município e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Pronasci fornece bolsas para policiais, mulheres e jovens. O programa permite que os policiais ganhem um salário extra para estudar, em muitos casos equivalente a 50% do salário-base. No Rio, por exemplo, os policiais ganham, em média, R$ 850 por mês. Se estudarem de acordo com as regras do Pronasci, eles obtêm uma bolsa de R$ 400. Hoje, há 4,6 mil policiais recebendo esse valor no Rio e outros 37,7 mil que fazem cursos a distância no Estado. Ao todo, o Pronasci promoveu cursos para 348 mil policiais, neste ano, no Brasil, dos quais 57 mil ganharam bolsas.

Além disso, o governo federal passou a oferecer condições especiais para os policiais adquirirem a casa própria, como juros mais baixos e a isenção do nome do policial de cadastro de devedores, como o Serasa, para efeito de financiamento junto à Caixa Econômica Federal. “O objetivo é valorizar o policial, permitindo que ele estude e obtenha qualificação profissional”, afirmou o secretário-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. “O mesmo policial pode estudar, pegar a bolsa e fazer financiamento para a casa própria.”

As mulheres que se cadastram em cursos ganham R$ 150 por mês. Em troca, devem divulgar as ações do programa nas comunidades. Os jovens ganham R$ 100 por mês para fazer cursos. Com isso, o governo pretende retirá-los do alcance do tráfico de drogas e do crime organizado.

O Ministério da Justiça nega as acusações de “assistencialismo” com as bolsas. Para Teixeira, quem recebe a bolsa se torna multiplicador das idéias do programa de dar alternativas para quem vive do crime. A inclusão de mulheres entre as bolsistas deve-se ao fato de as mães serem respeitadas pelo tráfico. “Os traficantes recuam quando a mãe de um deles aparece para retirá-lo de pontos-de-venda de drogas”, justificou o secretário. E os jovens foram incluídos no programa por serem a força-motor do tráfico.

O Ministério da Justiça verificou que das 450 mil pessoas que cumprem pena no Brasil, 76% possuem entre 18 e 29 anos. Desses, 80% são criminosos reincidentes. Ou seja, os jovens passam pelo sistema penitenciário e, ao sair, continuam cometendo rimes. Para combater essa reincidência, serão construídas novas penitenciárias. Os governos da Bahia, Alagoas, Mato Grosso e Pará vão receber R$ 14,85 milhões cada para a construção de presídios especiais para jovens (entre 18 e 24 anos), onde eles terão aulas de direito, cidadania, saúde e informática. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul receberão R$ 14,7 milhões cada para a construção do mesmo tipo de presídio.

Ao todo, o governo já liberou R$ 30,9 milhões para a realização de cursos para 14,5 mil mulheres e o posterior cadastro delas como “mediadoras sociais” do programa. No caso dos jovens, foram liberados R$ 45 milhões para 20,8 mil cadastrados.

Há verbas que são liberadas para atender a problemas específicos de segurança em cada Estado. O Acre vai receber uma cota específica para conter crimes em fronteira. Santa Catarina é um dos Estados com menos problemas de segurança. A capital Florianópolis registra 7 mortes por 100 mil habitantes – um dos índices mais baixos no mundo. No entanto, o Estado vai entrar no Pronasci por causa dos altos índices de mortes em rodovias. O governo catarinense receberá verba específica para investir na BR-101.

13/11/2008 - 15:54h 20 de novembro: Dia da Consciência Negra

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Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra

No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações

O Estado SP

O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de expediente normal. Em Campinas, o feriado poderá ser prolongado porque o dia 21 é ponto facultativo. A mesma regra vale para Santo André e Mauá. No Estado, 90 cidades vão comemorar com um feriado o Dia da Consciência Negra. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 prefeituras, entre as 645, reconheciam a data.

A quinta Marcha da Consciência Negra, com o tema 120 Anos da Abolição Inacabada, será realizada na Avenida Paulista. Quatro trios elétricos percorrerão o trajeto pela Rua da Consolação até o Vale do Anhangabaú. A concentração será às 11 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a saída está prevista para as 12 horas.

“Zumbi é um herói construído nas ruas. Por isso, é importante fazer uma manifestação pública”, afirma Hédio Silva Júnior que, em 2005, foi o primeiro secretário de Justiça negro do Estado. Em um palco montado na Praça da Sé, ocorrerão apresentações de variados estilos de música negra, com a presença de Seu Jorge e Paula Lima, a partir das 20h30.

No interior paulista, 17 municípios também terão programações próprias em homenagem à data. Santos pela primeira vez terá feriado da Consciência Negra. Durante a próxima semana, diversos eventos homenageiam a comunidade, incluindo exposições e workshops. Haverá uma caminhada com saída da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 9 horas, e a apresentação da Escola de Samba X-9 Paulistana, na Praça Mauá, ao meio-dia, ambos no dia 19. No dia 20, o busto de Zumbi, na Praça Palmares, receberá flores às 11h30.

PELO PAÍS

No Brasil, saltou de 225 para 303 o número de municípios que oficializaram a morte de Zumbi dos Palmares como feriado. Das 27 capitais, apenas São Paulo, Rio, Manaus, Cuiabá e Maceió instituíram feriado. No Nordeste, onde a maioria da população é negra ou parda, seis cidades fazem recesso.

Embora a Bahia seja proporcionalmente o Estado com mais negros, há somente um município que reconhece o dia. Em Salvador, Zumbi é lembrado com programações especiais, mas os baianos trabalham. “Para que as cidades comemorem o dia, é necessário ter movimentos negros fortes”, afirma a vice-presidente da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (AfroBras), Ruth Lopes.

Uma das cidades pioneiras foi Itu que, em 1998, aprovou o Dia da Consciência Negra. Para Ruth, o feriado é uma conquista, apesar de não ser nacional. “O processo é lento, mas está caminhando.” Ela ainda alerta que as pessoas desconhecem quem foi o líder negro. Por isso, seriam necessários educação, informação e sensibilização da sociedade. Entretanto, com o ensino de cultura e história africanas, isso pode mudar.

31/10/2008 - 11:22h Por trás do sorriso

Por Gustavo Krieger – coluna Nas Entrelinhas do Correio Braziliense (30/10/2008)

Até que ponto dá para confiar nos discursos da ressaca eleitoral? É bom ficar de pé atrás, especialmente no caso do PMDB


gustavokrieger.df@diariosassociados.com.br

A quarta-feira foi dia de fotografias no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o seu melhor sorriso para receber um pequeno desfile de vencedores das eleições municipais. E seus padrinhos. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), levou o candidato que elegeu na capital, o companheiro de partido Eduardo Paes. Os três posaram de mãos dadas, num gesto pensado para dar uma demonstração de união. Na saída, Cabral deu uma entrevista na qual verbalizou o alinhamento. “Em 2010, eu espero que PT e PMDB estejam unidos com o presidente Lula e em uma candidatura única à Presidência da República”, declarou. Bonito, mas até que ponto dá para confiar nesses discursos da ressaca eleitoral? É sempre bom ficar de pé atrás, especialmente no caso do PMDB.

Ao mesmo tempo em que Eduardo Paes dedicava sua vitória ao presidente Lula, o prefeito reeleito pelo PMDB em Porto Alegre, José Fogaça, adotou um discurso diferente. Questionado sobre o possível apoio do partido a um candidato do PT à sucessão de Lula, desconversou: “O PMDB não pode ficar a reboque de ninguém em 2010”, disse. Quando lhe perguntaram o que ele achava da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vem sendo preparada pelo presidente como sua sucessora, foi irônico. “Dilma é uma excelente candidata”, disse. “Mas a deputada Maria do Rosário (candidata do PT à prefeitura de Porto Alegre) também era e eu concorri contra ela. E votei em mim”, provocou.

Qual o PMDB que sai fortalecido das urnas? O de Fogaça ou de Paes e Sérgio Cabral? A resposta não é simples. Os dois ganharam, mas é cedo para saber qual será a cara do partido em 2010. Até porque será necessário incluir na conta outros PMDBs. Como o de Geddel Vieira Lima, que pilotou a reeleição de João Henrique em Salvador. E cada seção regional tem seus próprios enigmas.

Geddel sintetiza essa metamorfose ambulante. No primeiro mandato de Lula, foi um dos principais críticos do governo no Congresso. Dirigiu ao presidente adjetivos que não fica bem lembrar. No segundo mandato é ministro. E ministro importante. A conversão de Geddel ao lulismo se deu por razões locais. Em 2006, alinhou-se ao PT para eleger Jaques Wagner ao governo do estado e derrotar seu arquiinimigo, Antônio Carlos Magalhães (DEM). “A Bahia é meu mundo”, costuma dizer. Valorizado pela aliança e em lua-de-mel com Wagner, ganhou o Ministério da Integração Nacional. No comando da pasta, foi fundamental para atrair os deputados do PMDB para a sombra do governo.

Mas o mundo mudou na Bahia. O PT, que havia entrado na administração de João Henrique em Salvador como um efeito colateral do acordo de 2006, rompeu com o prefeito e lançou candidatura própria. Geddel ficou fulo. Passou a xingar os petistas em geral e o governador em particular. Os dois partidos se enfrentaram no segundo turno. O PMDB venceu, com o apoio do DEM do deputado ACM Neto, herdeiro político do grande rival da eleição anterior. Agora, passada a briga, Geddel e Wagner ensaiam uma reaproximação.

Que apito Geddel tocará em 2010? Pela lógica, um ministro deveria fechar com as articulações do presidente. Mas Lula deixará de ser presidente após as eleições e o peemedebista é conhecido por pensar no futuro. Ele nunca interrompeu as boas conversas com o governador de São Paulo, José Serra, que deve ser o candidato tucano à Presidência. Como estarão as relações políticas na Bahia em dois anos? Tudo está em aberto.

Sérgio Cabral disse ontem que o PMDB nunca esteve tão bem como partido e associou o momento positivo à aproximação com o governo Lula. É verdade. O partido vinha perdendo prefeituras a cada eleição. Este ano reverteu a tendência, cresceu e se reafirmou como a maior legenda do país. É claro que na lista de eleitos há nomes como Fogaça, que venceu mesmo com o presidente Lula tendo gravado uma mensagem pedindo votos para sua adversária. Mas há centenas de outros, eleitos ou reeleitos nos grotões do país, impulsionados pelo Bolsa Família ou pelo crescimento da economia.

O governo Lula fez bem ao PMDB. Mais bem a alguns como Cabral que, alinhados publicamente ao Planalto, foram bem aquinhoados com verbas e projetos federais. Mas o partido como um todo beneficiou-se da popularidade do governo que apóia. O problema, como já disse, é que o governo Lula tem prazo de validade e esse prazo se encerra com as eleições de 2010. Se quiser manter o PMDB unido e a seu lado, Lula terá de oferecer à legenda mais do que fatias do poder. Terá de garantir a possibilidade de continuar no poder depois das eleições.

01/10/2008 - 10:15h Salvador: Três embolados no primeiro turno

João Henrique (PMDB), CM Neto (DEM) e Walter Pinheiro (PT) dividem a liderança João Henrique tem 25%, ACM Neto tem 24% e Walter Pinheiro tem 22% dos VOTOS VÁLIDOS


Faltando cinco dias para o primeiro turno das eleições, continua indefinida a disputa pela prefeitura de Salvador. O candidato à reeleição pelo PMDB, João Henrique Carneiro, está com 25% das intenções de voto, ao lado de ACM Neto (DEM), com 24% e de Walter Pinheiro (PT), com 22%. Em comparação com o levantamento anterior, realizado nos dias 25 e 26 de setembro, o peemedebista oscilou dois pontos para cima (de 23% para 25%), o democrata oscilou dois pontos para baixo (de 26% para 24%) e o petista oscilou de 21% para 22%. Antonio Imbassahy, do PSDB, oscilou um ponto para baixo (de 15% para 14%). Hilton Coelho, do PSTU, manteve 4%. Votos em branco ou nulo totalizam 7%. Indecisos, 3%.

Considerando-se os votos válidos, João Henrique Carneiro tem 28% das intenções de voto. ACM Neto está com 27%, Walter Pinheiro, com 25%, Antonio Imbassahy tem 16% e Hilton Coelho está com 4%. Os votos válidos são aqueles utilizados nos resultados oficiais da Justiça Eleitoral, onde se excluem os brancos, os nulos e as abstenções. Para efeito de cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 992 eleitores na cidade de Salvador, nos dias 29 e 30 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na intenção de voto espontânea, também ocorre empate entre os três candidatos: ACM Neto foi de 17% para 18%, João Henrique Carneiro manteve os mesmos 16% da pesquisa anterior, e Walter Pinheiro passou de 16% para 15%. Antonio Imbassahy oscilou de 11% para 9%, Hilton Coelho teve uma oscilação de 2% para 1%. Outras respostas somam 5%, mesmo percentual dos que votariam em branco ou anulariam seu voto. O percentual de indecisos oscilou de 31% para 29%.

Número de Walter Pinheiro é o mais conhecido;
26% dos eleitores de Imbassahy podem mudar seu voto; ACM Neto seria o mais beneficiado

Do total de entrevistados em Salvador, 81% estão totalmente decididos em relação ao seu voto, contra 18% que ainda podem mudá-lo. No levantamento da semana passada, esses percentuais eram de 78% e 20%, respectivamente. Dos eleitores de ACM Neto, 86% não mudam mais o seu voto, percentual este que é de 84% entre os eleitores de Walter Pinheiro. No levantamento anterior esses índices eram de 79% e 81%, respectivamente. Entre os eleitores de João Henrique Carneiro, manteve-se o índice de 80%, e entre o eleitorado de Antonio Imbassahy, esse índice foi de 77% para 71%.

Entre os 19% dos eleitores de João Henrique Carneiro que ainda podem mudar o seu voto, 10% votariam em Walter Pinheiro. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy que não estão totalmente decididos a votar no candidato (29%), 16% podem votar em ACM Neto. Dos eleitores de ACM Neto, 14% ainda podem mudar seu voto, percentual que é de 16% entre os eleitores de Walter Pinheiro.

O índice de eleitores soteropolitanos que sabem o número de seu candidato oscilou de 56% para 59%. Já 31% (eram 35%) não sabem ainda o número do candidato escolhido e 10% (eram 9%) responderam incorretamente.

O percentual dos eleitores de Walter Pinheiro que afirma conhecer seu número subiu de 70% para 78%, e dos eleitores de ACM Neto subiu de 62% para 67%. Já entre os eleitores de João Henrique Carneiro, o índice teve uma oscilação de 61% para 63%. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, caiu de 49% para 43% os que têm conhecimento de seu número.

Segundo turno indefinido em Salvador

Se houver uma situação de segundo turno entre João Henrique Carneiro e ACM Neto, os percentuais são de 46% para o candidato do PMDB, ante 41% do candidato do DEM. Votos brancos ou nulos somam 11%, indecisos são 2%. Na pesquisa de três dias atrás, os índices eram de 44% e 42%, respectivamente. Dos eleitores de Walter Pinheiro, 60% votariam em João Henrique Carneiro, contra 24% que votariam em ACM Neto. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, 33% dariam seu voto ao atual prefeito e 55% escolheriam o democrata.

Em simulação de segundo turno entre Walter Pinheiro e João Henrique ocorre empate: 42% para o petista e 41% para o peemedebista. Votariam em branco ou anulariam seu voto, 15%. Indecisos, 2%. Entre os eleitores de ACM Neto, 37% votariam em Walter Pinheiro, enquanto 35% votariam em João Henrique Carneiro. Dos eleitores de Antonio Imbassahy, 51% dariam seu voto ao candidato do PT, contra 33% que votariam no candidato do PMDB.

Numa terceira situação, entre Walter Pinheiro e ACM Neto, o petista venceria o democrata por 48% a 40%. Votos em branco ou nulos somam 11%, e 2% estão indecisos. No levantamento anterior os dois candidatos empatavam: 46% para o primeiro e 43% para o segundo. Do eleitorado de João Henrique Carneiro, 61% estariam com Walter Pinheiro no segundo turno, ante 25% que dariam seu voto a ACM Neto. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, esses percentuais são de 42% para o petista e de 47% para o democrata.

Ainda num outro cenário, que envolvesse ACM Neto e Antonio Imbassahy, os percentuais seriam de 40% para o candidato do DEM e de 39% para o candidato do PSDB. Votos brancos ou nulos totalizam 18%. Indecisos, 2%. Em relação à pesquisa anterior, houve uma oscilação dos dois candidatos: o democrata tinha 42% e o tucano, 38%. Nessa situação, dos eleitores de João Henrique Carneiro, 33% escolheriam ACM Neto no segundo turno, contra 41% que escolheriam Antonio Imbassahy. Já, entre os eleitores de Walter Pinheiro, 22% dariam seu voto a ACM Neto e 52% votariam em Antonio Imbassahy.

ACM Neto é o mais rejeitado; Walter Pinheiro, o menos rejeitado

O índice de rejeição de ACM Neto passou de 40% para 41%. Em seguida, aparecem três candidatos empatados: Antonio Imbassahy (foi de 30% para 33%), Hilton Coelho (de 36% para 32%) e João Henrique Carneiro (de 37% para 32%). Walter Pinheiro segue sendo o menos rejeitado (manteve 22%). Rejeitam todos os candidatos o mesmo índice dos últimos levantamentos (4%). O percentual dos que não rejeitam nenhum oscilou de 2% para 3%. Indecisos se mantiveram em 2%.

49% AVALIAM O GOVERNO DE JOÃO HENRIQUE CARNEIRO COMO REGULAR
Nota atribuída ao prefeito é de 5,4

O desempenho do prefeito de Salvador é considerado regular para metade do eleitorado: 49% (eram 46% na pesquisa anterior). Avaliam seu governo como ótimo ou bom, 24%, enquanto 25% o avaliam como ruim ou péssimo. No levantamento anterior, esses percentuais eram de 22% e 30%, respectivamente.

A nota média atribuída ao desempenho de João Henrique Carneiro oscilou de 5,1 para 5,4, numa escala de 0 a 10. Atribuem uma nota de cinco a dez, 73% (eram 69%).

Salvador, 30 de setembro de 2008.  Instituto Datafolha

30/09/2008 - 11:12h “Popularidade de Lula não é capaz de eleger postes”, diz governador da Bahia

Ruy Baron/Valor – 9/12/2005

Jaques: governador baiano mantém discurso conciliador em relação ao ministro Geddel Vieira Lima

Raymundo Costa, VALOR

Na reta final da campanha, a eleição embolou em Salvador, Bahia. Talvez mais que em qualquer outra cidade, o clima entre os aliados é tenso.

Os três dos dois candidatos cotados para passar para o segundo turno são da base de apoio do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jacques Wagner: João Henrique, do PMDB, atual prefeito, e Walter Pinheiro, do PT. O terceiro é Antonio Carlos Magalhães Neto, ACM Neto, do DEM e herdeiro do carlismo.

Em poucos Estados a disputa pelo uso da imagem do presidente foi tão intensa, a ponto de levar o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), um dos fiadores da aliança PT-PMDB, ao ponto de ameaçar um rompimento com o governo. Jaques diz que não é de “esquentar” briga. Acredita na recomposição, apesar da “tensão” entre os aliados.

O governador da Bahia acha que não basta a popularidade para eleger “um poste”. É preciso haver sinergia com o eleitorado. “Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%!”, disse ao Valor, em conversa na sexta-feira. O petista também não vê o governador de Minas Aécio Neves como candidato pelo PMDB com o apoio de Lula. “Só se for na oposição”, diz.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: O apoio do presidente e do governador desequilibra a eleição?

Jaques Wagner: Quando alguém diz ‘eu sou Lula desde criancinha’, quando é Lula só a partir do ano passado, as pessoas se dão conta. Até porque eu acho que as pessoas lêem errado as pesquisas. Quando ela diz assim: 60% dos eleitores dizem que o apoio do presidente Lula é benéfico, o que eles estão dizendo é que, para 66% do eleitorado, saber que o candidato que ele escolheu é aliado do presidente Lula, aumenta a vantagem dele em 60%. Mas é o que eu digo aqui é que 60% de 1% é 0,6%. Então o cara sairá de 1% para 1,6%. É que as pessoas querem ler assim: se o presidente Lula botar a mão eu saio de zero para 60%. O que não é verdade.

Valor: Não é automático.

Wagner: Não existe isso. É óbvio que quando você cria uma sinergia, quando há uma consciência coletiva, as pessoas raciocinam assim: eu vou votar nesse cara que ele é amigo do governador, é amigo do presidente e não é um babaca, para falar um termo bem objetivo. Agora, se o cara for um babaca, diz assim ‘pô Lula, você vai me perdoar mas nesse aí eu não voto não’. Então não funciona aquela idéia de eu ‘elejo um poste’. Não existe isso.

Valor: No entanto, o senhor acha que o PT vai crescer mais que os outros.

Wagner: Com essa identificação do 13, eu acho que os candidatos do PT ganham mais que os outros. Não é em detrimento dos outros.

Valor: O fato é que há reclamação. Como é que a base vai chegar em Brasília para as votações?

Wagner: Óbvio que a volta é uma volta com pontos de tensão. Não tem como. Toda eleição, evidente que mais na eleição municipal, não é um mar de rosas. A lógica municipal é mais intensa que a estadual e que a nacional. O que está em jogo agora? Os deputados estaduais e federais lutam fortemente para a eleição do seu prefeito, e isso na contabilidade dele significará uma posição melhor para a eleição dele em 2010. É essa a briga. E o governador? O prefeito pesa X para deputado estadual e federal e pesa um pouco menos para governo do estado e presidente da República. Evidente. Isso porque ele consegue muito mais coordenar o voto para deputado estadual e federal.

Valor: Mas a eleição de prefeitos agora não dará uma base melhor para a eleição do presidente e de governador de 2010?

Wagner: A população está estabelecendo uma lin ha direta entre ela e os cargos majoritários, principalmente governador e presidente da República. Vou dar o meu exemplo: eu tinha 50 prefeitos em 417. E ganhei na faixa de 230 cidades. Significa que nem os prefeitos que trabalharam contra convenceram a população. Eu não estou menosprezando, evidentemente que ele é um elemento da política, e da base de apoio, mas ele pesará muito mais na eleição de deputado estadual e federal, eventualmente na de senador, do que na de governador e presidente da República.

Valor: Por quê?

Wagner: Eu me convenço cada vez mais que as pessoas não querem intermediário para escolher governador e presidente. Por que dá tensão? Dá uma tensão maior aqui e vai dar uma tensão menor em nível nacional. É uma coisa até curiosa: onde você vai e ganha, em geral o cara vai dizer que foi ele que ganhou. Onde você não vai e o cara perde, ele vai dizer que você é que foi o culpado pela derrota dele.

Valor: A base fica unida?

Wagner: Está todo mundo mais maduro e todo mundo dá importância a estar participando de um projeto, até agora, exitoso, que é o do presidente Lula, em nível nacional, e na Bahia. até agora, a gente está bem. Então eu não acho que vá haver alguma sangria desatada.; Agora é fato que haverá uma tensão pós eleitoral normal. Eu, por exemplo, estou tentando ser o mais equilibrado possível. Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%. Quando está pau a pau, digamos um está com 40% e outro está com 38%, aí eu concordo que pode fazer a diferença.

Valor: O senhor e o ministro Geddel saem como entraram nessa eleição?

Wagner: Temos um ponto de conflito que foi produzido por alguém que não era meu nem dele, que é o prefeito atual, que foi eleito pelo PDT, com vice do PSDB, e baixíssima participação do PMDB, que não tinha nem interesse em ficar no governo. Tinha lá uma secretaria marginal. De repente, quando o cidadão viu que estava com problemas de sobrevivência política, ele teve de sair de um partido pequeno e procurar um partido maior para se abrigar. Ele é muito midiático. Eu até gosto dele, não é um mau caráter, não é um larápio, mas é um cara confuso. Confuso na política e confuso na gestão. Ele precisava de tempo de televisão. Quis vir para o meu partido, coisa que eu recomendei.

Valor: Mas o PT não quis?

Wagner: O vício do cachimbo deixa a boca torta. A gente vai amadurecendo mas alguns vícios vez por outra aparecem. Então apesar de o governador dizer: ‘rapaz, põe o cara pra dentro. A gente já está no governo, põe logo o cara no PT’, o meu partido não acolheu a minha sugestão, o pedido de seu governador. E ele acabou indo para o PMDB. Ao ir para o PMDB gerou então um pólo de tensão. Não por culpa dele, por culpa da conjuntura. Geddel e o PMDB receberam esse presente – tinham pouquíssima coisa em Salvador e ganharam um prefeito e uma prefeitura, como máquina política para fazer a operação da política, no bom sentido. É óbvio que gostariam de ter todo mundo em torno deles. Então lutaram por isso. Eu defendi a tese da minha base de sustentação (um candidato só), pelo menos na capital. As pessoas não se convenceram. Até porque diziam que ele é ruim de compromisso. O pessoal de pesquisa dizia que ele tinha dificuldade de ir até para o segundo turno. O argumento é que era melhor não jogarmos com uma hipótese só e perdermos para o PFL. A outra hipótese era o Imbassahy, com quem eu tenho relação. Mas isso não animava muita gente exatamente porque era um alinhamento com o PSDB nacional e as pessoas aqui não tinham interesse óbvio nessa aproximação. Quando acabar a eleição tem um rescaldo a ser tratado. E eu tenho que ficar administrando esse conjunto todo.

Valor: A base se mantém até 2010?

Wagner: Político é um animal objetivo, que eu dividiria em dois tipos: uns um pouco mais programáticos e outros, vamos dizer assim, mais conjunturais. Quem é mais programático, tende a continuar, apesar de ter havido um estremecimento com o chamado bloquinho (a união congressual de PSB, PCdoB e PDT). Mas eu acho que diminuiu essa tensão. Já vinha diminuindo antes, com a solução de São Paulo (a indicação de Aldo Rebelo para vice de Marta Suplicy). A relação do Eduardo Campos (governador de Pernambuco e presidente do PSB) com o presidente é excepcional. O episódio de Minas, por mais que localmente tenha ha reflexos no PT – e há um rescaldo a ser cuidado internamente – , do ponto de vista externo da relação dos aliados o PT acabou marcando um tento positivo, porque bem ou mal apoiou um candidato do PSB com interligação do PSDB, o que mostra que, aos trancos e barrancos, o PT também consegue apoiar os outros.

Como senhor vê a questão de Minas?

Wagner: Internamente ainda tem muita coisa a ser trabalhada. Ficou a tensão com o Fernando Pimentel, vem a eleição para governador e ele evidentemente é um nome. Há insatisfações que terão de ser aparadas. Eu não sou de Minas e não quero me meter, mas o problema parece sido mais de método mesmo.

Como encaixar esse grupo no plano da sucessão federal.?

Wagner: Eu acho que a administração que foi feita em Minas, é óbvio que ela sempre terá contornos nacionais, mas na minha opinião ela terá muita influência na questão estadual. Eu acho que o Fernando e o Eduardo não têm peso para influir na questão interna do PSDB. Portanto não têm peso para ajudar o Aécio a ser o candidato do PSDB. Também não vejo nenhuma hipótese de o Aécio ser candidato em composição, vamos dizer, como Eduardo Campos, o PSB. A relação do PSB com o presidente é excepcional. O Ciro Gomes, o Eduardo. Então, sinceramente, eu não consigo ver a tal história de o Aécio vir ao PMDB para virar candidato, só se for para ser candidato contra o candidato do presidente Lula.

A eleição de São Paulo prova que não há como ter dois candidatos da situação?

Wagner: Se o presidente Lula desembarca em 2010 extremamente bem avaliado, e coloca uma candidatura à sucessão que mostre fôlego, não acho que os aliados atuais queiram sair fora. Tendo uma candidatura boa,. a tendência é manter isso tudo junto.

Valor: O PT vai para o segundo turno em Salvador?

Wagner: De há muito esta é a primeira eleição de Salvado equilibrada. Está dando o que eu imaginava: Neto tem o público deles (carlismo, que está na casa entre 23% e 25%, não cai mas também não sobe, que foi o índice do último candidato deles (César Borges); Imbassahy perde fôlego…

Valor: E foi abandonado pelos tucanos?

Wagner: Pelos daqui não, pelo Serra (José, governador de São Paulo) não, mas pelos outros talvez sim, porque ele está numa posição meio autônoma em relação ao comando nacional. Pinheiro está crescendo, e aí vamos ver. Qualquer dois dos quatro pode ir.

Valor: Para o governador seria mais fácil administrar uma disputa Neto-Pinheiro, não é?

Wagner: Politicamente, se forem dois aliados para o segundo turno a mensagem política é positiva, e a administração é difícil.

27/09/2008 - 11:27h Três candidatos agora lideram em Salvador

ACM Neto, João Henrique e Walter Pinheiro estão tecnicamente empatados a menos de dez dias da eleição


ACM Neto,
  Imbassahy, João Henrique  e Walter Pinheiro

LUIZ FRANCISCO DA AGÊNCIA FOLHA,EM SALVADOR

O deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado federal Walter Pinheiro (PT) dividem a liderança na disputa pela Prefeitura de Salvador, a menos de dez dias para o primeiro turno da eleição.

Pesquisa Datafolha realizada entre quinta-feira e ontem mostra que o candidato democrata tem25%das intenções de voto, contra 23% do peemedebista e 21% do petista.

Em relação ao último levantamento, ACM Neto oscilou dois pontos para baixo e o peemedebista e o petista oscilaram um ponto para cima cada um.

Antonio Imbassahy (PSDB) e Hilton Coelho (PSOL) também oscilaram um ponto para cima e passaram, respectivamente, para 15% e 4%.

Foram ouvidos 1.008 eleitores e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com a pesquisa, 6% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo e 5% estão indecisos.

Na intenção de voto espontânea, ACM Neto aparece com 17% (oscilou dois pontos para baixo), João Henrique tem16% (subiu quatro pontos em relação ao último levantamento) e Walter Pinheiro manteve os 14% da pesquisa anterior.

O Datafolha também simulou um eventual segundo turno entre os candidatos que aparecem à frente na pesquisa.

Entre João Henrique e ACM Neto, ocorre empate técnico: o peemedebista teria 44%, contra 42% do democrata. Caso o segundo turno aconteça entre Walter Pinheiro e ACM Neto, há um novo empate: o petista teria 46% dos votos, contra 43%. EntreACMNeto eImbassahy, mais umempate:42%para o candidato do DEM, contra 38%parao tucano.

Segundo o Datafolha, ACM Neto (40%) e João Henrique (37%) continuamsendo os candidatos mais rejeitados, ao lado de Hilton Coelho (36%), do PSOL. Em seguida aparecem Antonio Imbassahy, que passou de 27% para 30%, e Walter Pinheiro, que também teve o seuíndice derejeição aumentado – passou de 18% para 22%.

“O cenário é imprevisível. Não dá para afirmar quem vai disputar o segundo turno”, disse Mauro Paulino, diretor do Datafolha. O instituto perguntou também se os eleitores de Salvador estãodecididos emrelação ao seu voto – 78% responderam que não mudam de candidato, enquanto 20% afirmaram que podem alterá-lo.

Avaliação do prefeito Para 46% dos entrevistados, o desempenho de João Henrique à frente da prefeitura é regular, o que representaumaoscilação de três pontos para cima.

Outros 22% avaliam a sua administração como ótima ou boa (queda de quatro pontos) e 30% acham péssimo o governo do peemedebista (aumento de dois pontos).Amédia atribuída a seu desempenho é de 5,1.

28/08/2008 - 11:15h Sobra PT e falta PSDB na TV em Salvador

Alan Marques/Folha Imagem – 30/7/2008
Serra: governador de São Paulo gravou imagens para as campanhas de Curitiba, Porto Alegre e Teresina

Raquel Salgado – VALOR

Depois de usar a imagem do governador Jaques Wagner (PT) apoiando sua candidatura na convenção do PSDB e de frisar que tem a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato tucano à Prefeitura de Salvador, Antonio Imbassahy, duas vezes prefeito, dificultou uma possível participação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no horário eleitoral. Por ora, a coordenação da campanha não pensa em usar sua imagem.

Além de São Paulo, Serra só apareceu, até agora, no programa do deputado Fernando Gabeira, candidato da coligação PV-PSDB-PPS à Prefeitura do Rio. Serra, assim como o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), já gravaram para a campanha à reeleição do prefeito Beto Richa, em Curitiba, assim como para a campanha de Nelson Marchezan Júnior, candidato do PSDB em Porto Alegre. Serra também gravou para a campanha tucana em Teresina.

Sua situação poderá se complicar. “Além de não ter hoje um mandato como os outros candidatos, não pode contar com um apoio muito militante do PSDB”, diz Paulo Fábio Dantas Neto, diretor do Centro de Recursos Humanos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que estuda há anos a política baiana. No segundo turno, contudo, Imbassahy se fortalece, pois é pouco rejeitado pela população e se apresenta ao eleitorado como uma boa segunda opção.

Na avaliação de Dantas Neto, não é apenas a aproximação de Imbassahy com Wagner e Lula que impede a participação de Serra no pleito soteropolitano. Mesmo sendo muito próximo de um tucano de destaque na política local e nacional, o deputado federal Jutahy Magalhães Junior, Serra precisa ser pragmático e pensar em um palanque competitivo na Bahia em 2010. “A solução mais provável é que o PSDB marche com o Democratas, o que limita os movimentos de Serra neste ano”, diz. Há ainda a aproximação de ACM Neto com Serra e Aécio, que o vêem como um aliado promissor.

Serra, por sua vez, não é grande angariador de votos em Salvador. Na eleição presidencial de 2002 obteve apenas 4,6% dos votos válidos no º turno e 10,6% na segunda etapa.

Depois de evitar maiores comparações com seu falecido avô, o deputado federal e candidato do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, resolveu resgatar não só a imagem do senador ACM, mas também reforçar sua campanha com a presença de outros carlistas: a do hoje senador, César Borges, e a do ex-governador da Bahia, Paulo Souto.

“Veja o que o Democratas e o PR já fizeram por Salvador”, diz o narrador do programa de ACM Neto. Uma seqüência de imagens de ruas, avenidas, parques, além de uma maternidade e de jornais anunciando a vinda da Ford para o Estado são apresentadas seguidas por frases que lembram muito uma antiga campanha de Paulo Maluf. A cada obra, um coro diz: “Foi ACM que fez”, “Foi Paulo Souto que fez”, “Foi César Borges que fez”.

Imbassahy e ACM Neto disputam faixas parecidas do eleitorado. O tucano já foi um dos quadros do antigo PFL e foi graças ao apoio carlista que chegou à prefeitura da capital em 1992. Apesar de seguir bem colocado nas pesquisas, Imbassahy caiu de 27% para 18% na última pesquisa Ibope por encomenda da Rede Bahia, da família Magalhães.

O candidato do PT, o deputado federal Walter Pinheiro, após ter arrancado no Ibope, chegando a 13% das intenções de voto (antes tinha 6%), vai ter, já no 1º turno, uma grande ajuda de Wagner. Depois de afirmar que permaneceria eqüidistante no º turno, pois três dos cinco candidatos são da base aliada de seu governo, Wagner decidiu gravar participações no programa de Pinheiro.

O atual prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB) tem usado a parceria com Lula e com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Com a desvantagem de ter sua administração atacada por todos os candidatos, o peemedebista partiu para o confronto. O alvo preferido é Imbassahy que, segundo ele, teve oito anos de mandato e não fez nem metade do que João fez em menos de quatro. O prefeito, que tem 15% das intenções de votos, preocupa-se também com a evolução de Pinheiro. Ambos se apresentam como próximos a Lula e Wagner e opositores ao modo carlista de se fazer política. (Colaboraram Ana Paula Grabois, do Rio; Marli Lima, de Curitiba; Sérgio Bueno, do Rio Grande do Sul, e Cesar Felício, de São Paulo)

26/08/2008 - 08:47h De olho na Copa-14, 7 museus recebem R$ 2 milhões

http://3.bp.blogspot.com/_yvWhoKej5y8/SLHQ53FM86I/AAAAAAAAA20/GAhL3waGYS8/s1600/belas+artes+24+AGOSTO+2008+080.jpg
Museu Nacional de Belas Artes – RJ

Ministérios do Turismo e da Cultura investem para melhorar estrutura e divulgação das instituições

Clarissa Thomé – O Estado de São Paulo

Sete museus de Estados que são candidatos a sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 vão receber, neste ano, R$ 2 milhões dos Ministérios do Turismo e da Cultura para sua reestruturação. A idéia é transformar esses museus em atrações para turistas estrangeiros que virão ao País e ampliar a visitação nacional.

O programa de qualificação de museus para o turismo – que tem como mote “Museu – Descubra um na sua próxima viagem” – prevê o treinamento de profissionais de turismo e dos funcionários das instituições, melhoria nos espaços de exposição, aquisição de equipamentos e mobília, divulgação dos museus, panfletos e identificação trilíngüe de obras (português, espanhol e inglês) além de desenvolvimento de roteiros turísticos em que esses museus estejam inseridos.

Serão beneficiados os museus de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Bahia, a Casa das Artes do Divino, em Goiás, o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, o Museu Emílio Goeldi, no Pará, o Museu do Homem do Nordeste, em Pernambuco, o Museu Nacional de Belas Artes, no Estado do Rio, e o Museu Oceanográfico, no Rio Grande do Sul.

DIVERSIFICAÇÃO

“No mundo todo há uma potencialização do museu como atrativo turístico. Infelizmente, isso ainda não acontece no Brasil como gostaríamos. Esse programa é uma primeira iniciativa no sentido de aproximar os museus brasileiro do turismo, melhorar o receptivo desses museus, diversificar os roteiros turísticos. Sol e praia não podem ser as únicas atrações”, disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Um dos objetivos do programa é ampliar o número de visitas aos museus.

O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, que toma posse na quinta-feira, em substituição a Gilberto Gil, lembrou que as instituições já estão recebendo investimentos para o reforço da segurança, antes mesmo do programa de qualificação. “A segurança dos museus não depende deste programa. Já estamos fazendo investimentos, até mesmo atraindo a iniciativa privada, com incentivos da Lei Rouanet. Temos como meta dotar rapidamente nossos museus de estrutura de segurança que nos permita superar a vulnerabilidade que a gente tem hoje”, disse. Ele citou como exemplo o Museu Nacional de Belas Artes, um dos contemplados pela parceria entre os ministérios, e que já recebeu equipamentos de segurança.

OS MUSEUS

Museu de Arte Sacra:
Aberto em 1958, há no acervo esculturas de madeira e barro e coleção de marfim dos séculos 17 e 18, além de prataria, móveis e pinturas. Salvador (BA). Site: www.mas.ufba.br

Museu da Inconfidência:
Criado em 1938, tem documentos relativos à Inconfidência Mineira, como o volume original com a sentença de Tiradentes. Ouro Preto (MG). Site: www.museudainconfidencia.iphan.gov.br

Museu Emilio Goeldi: Fundado em 1866, tem importante acervo etnográfico e arqueológico, além de coleções de estudos de botânica, zoologia e geologia. Belém (PA). Site: www.museu-goeldi.br

Museu do Homem do Nordeste: Criado em 1979, surgiu a partir das idéias de Gilberto Freyre, que defendia um Museu de Etnografia sertaneja. Reúne acervos oriundos dos museus de Antropologia, de Arte Popular e do Açúcar. Recife (PE). Site: www.fundaj.gov.br

Museu Nacional de Belas Artes:
Criado em 1937, teve origem nas obras trazidas de Portugal por d. João VI, em 1808. São pinturas, gravuras, esculturas de Auguste Rodin, Pablo Picasso, Joan Miró e muitos outros. Rio de Janeiro (RJ). Site: www.mnba.gov.br

Museu Oceanográfico: Fundado em 1953, mantém exposição sobre o oceano, com maquetes e aquários. A coleção de moluscos tem 51 mil lotes. Rio Grande (RS). Site: www.museu.furg.br/museu_oceanografico.html

Casa das Artes do Divino: Não há informações sobre o museu no Sistema Brasileiro de Museus. Pirenópolis (GO)

17/08/2008 - 15:51h Homenagem a Dorival Caymmi e a Bahia

“Minha jangada vai sair pro mar”

02/07/2008 - 11:49h Turismo: Iberostar vai construir condomínios no Brasil

Segunda maior rede hoteleira européia estréia no setor com investimento de R$ 450 milhões

Márcia De Chiara – O Estado de São Paulo


O grupo espanhol Iberostar, segundo maior da área de hotelaria na Europa, decidiu investir no setor imobiliário e escolheu o Brasil como destino do seu primeiro projeto. A companhia vai aplicar R$ 450 milhões de recursos próprios na construção de um complexo imobiliário de casas de alto padrão e apartamentos no município de Mata de São João, na Vila da Praia do Forte, que fica a 56 quilômetros de Salvador (BA), onde já tem um resort em funcionamento.

O grupo faturou 800 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) no ano passado com 116 hotéis espalhados por 30 países. Há seis anos instalado no Brasil e com apenas três hotéis em operação – um navio hotel no Rio Amazonas, o Le Méridien, no Rio de Janeiro, e o resort na Praia do Forte (BA) -, a companhia obtém no País 8% da sua receita total. “Com o empreendimento imobiliário, queremos que o Brasil tenha uma participação de 20% na receita do grupo”, diz o responsável pela divisão imobiliária da empresa no Brasil, André Luis Monteiro Pinto.

A estabilidade da economia, a valorização de áreas urbanas e a proximidade da região Nordeste da Europa, Estados Unidos e Caribe são fatores que fizeram com que a companhia apostasse no País. A primeira etapa do projeto, que prevê investimentos de R$ 150 milhões, prevê a construção de 105 casas de alto padrão, com 340 m², que vão custar entre R$ 1,6 milhão e R$ 2 milhões. Também serão erguidos 80 apartamentos, na faixa de 80 a 100 m², avaliados em R$ 450 mil.

Pinto explica que as casas e os apartamentos farão parte do complexo da Praia do Forte, onde a companhia já tem um hotel e vai inaugurar o segundo em outubro. A área total é de 213 hectares no litoral da Bahia. “Nessa primeira etapa do projeto, nosso alvo serão pessoas com renda mensal superior a R$ 15 mil”, diz. São imóveis de veraneio que funcionam como uma segunda moradia.

“Já temos 12 interessados nos imóveis, entre turistas espanhóis, ingleses e brasileiros”, conta Pinto. Além de uma ampla área de lazer, com restaurantes e serviço de hotelaria, o projeto prevê que o proprietário possa obter uma renda extra alugando o imóvel quando ele não está sendo usado. Esse serviço será administrado pelo empreendedor.

A primeira etapa do empreendimento, que deve estar concluída no segundo semestre do ano que vem, e será o termômetro para o deslanche da segunda etapa. “A segunda etapa vai depender do sucesso da primeira”, diz.

Mas a companhia prevê mais investimentos no setor imobiliário. “Nossos planos incluem imóveis comerciais e residenciais voltados para a população em geral”, diz o executivo. Isso significa que os negócios podem incluir shopping centers e casas e apartamentos destinados à classe média.

“Estamos estudando as oportunidades de compra de terrenos”, diz Pinto, sem revelar quantos negócios estão em andamento. De toda forma, ele dá algumas pistas de onde a companhia quer erguer os novos empreendimentos. Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará são os Estados apontados pelo executivo como alvos. Ele não descarta a possibilidade de ter empreendimentos nas regiões Sul e Sudeste, mas frisa que no Nordeste os preços são mais competitivos.

17/05/2008 - 20:17h Morre Zélia Gattai, escritora e companheira de Jorge Amado

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Autora paulistana e viúva de Jorge Amado estava internada desde 30 de março, após passar por uma cirurgia

Antonio Gonçalves Filho, de O Estado de S. Paulo, e Álvaro Figueiredo, da Agência Estado

SALVADOR - Morreu na tarde deste sábado, 17, a escritora Zélia Gattai. A autora e viúva de Jorge Amado estava internada desde 30 de março após ser submetida à cirurgia para remoção de um pólipo no intestino. Zélia reagiu lentamente, e apresentava desde a madrugada problemas pulmonares, renais e arteriais, que sinalizavam para um quadro de falência múltipla de órgãos, de acordo com avaliação da equipe médica que a assiste desde sexta-feira, quando o quadro, que era crítico, se agravou.

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A estréia tardia da escritora paulistana Zélia Gattai, não impediu que sua produção literária crescesse a uma média de um livro a cada dois anos desde 1979. Filha e neta de imigrantes italianos, a acadêmica, memorialista, romancista e fotógrafa estreou aos 63 anos, justamente com um livro que conta a vida de seus antepassados, Anarquistas Graças a Deus (1979), relato da formação da Colônia Cecília, tentativa de criar uma comunidade anarquista em pleno Brasil do século 19. Seu maior êxito até hoje, o livro já vendeu mais de 200 mil exemplares e foi adaptado por Walter George Durst em uma popular série de televisão, com direção de Walter Avancini, e com os atores Ney Latorraca e Débora Duarte no elenco. A minissérie foi exibida pela Rede Globo em 1984.

Nascida em São Paulo em 2 de julho de 1916, Zélia casou-se aos 20 anos com o intelectual Aldo Veiga, militante do Partido Comunista, o que a tornou próxima dos escritores da Semana de 22, especialmente Oswald e Mário de Andrade. Em 1938, seu pai, Ernesto Gattai, foi preso durante o Estado Novo, atiçando a militância política da futura escritora contra o arbítrio getulista. Com Veiga a escritora teve seu primeiro filho, Luís Carlos Veiga, em 1942.

Três anos depois, em 1945, ela conheceu o segundo marido, Jorge Amado, durante o 1º. Congresso de Escritores. Os dois trabalharam no movimento pela anistia dos presos políticos e decidiram morar juntos. Um ano depois, quando Amado foi eleito para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio, onde nasceu o filho João Jorge Amado, em 1947. Em 1948, o Partido Comunista foi declarado ilegal, o escritor perdeu seu mandato e o casal partiu para o exílio. Jorge e Zélia viveram na Europa por cinco anos, dois deles em Praga, onde nasceu a filha Paloma, em 1951. Foi nessa época que ela começou a se interessar por fotografia, atividade que renderia, no futuro, a fotobiografia do marido, Reportagem Incompleta, em 1987.

Parte da produção memorialista da escritora, que ocupava a cadeira 23 da Academia Brasileira da Letras – a mesma do marido Jorge Amado -, é dedicada ao período do exílio europeu. Em Jardim de Inverno (1988), seu quarto livro, Zélia reúne lembranças do continente europeu ainda dividido entre leste e oeste. Antes dele, Senhora dona do Baile (1984) retrata esse mundo separado pela cortina de ferro e faz desfilar por suas páginas algumas personalidades históricas do século que passou.

Dois de seus livros contam os 56 anos de convivência com o marido na Bahia, A Casa do Rio Vermelho (1999) e Memorial do Amor (2000). No primeiro, ela relata fatos curiosos sobre os intelectuais amigos que passaram pela famosa casa do casal de escritores no número 33 da rua Alagoinhas, em Salvador, entre eles o poeta Pablo Neruda. Em Memorial do Amor, ela conta a história da casa, desde a compra do terreno (com os direitos de Gabriela, Cravo e Canela, de Amado) até a escolha dos objetos de decoração adquiridos nas inúmeras viagens dos dois.

Um dos livros mais elogiados da escritora foi publicado em 1982. Chama-se Um Chapéu para Viagem Nele, Zélia narra a queda da ditadura de Getúlio Vargas, relembra a luta pela anistia dos presos políticos e conta como foi o processo de redemocratização do País.

Dois de seus livros, Città di Roma (2000) e Códigos de Família (2001), são dedicados a rememorar a formação das famílias Gattai e Amado. No primeiro, Zélia relata a chegada de seus avós italianos ao Brasil no século 19, a bordo do navio que dá título ao livro, Città di Roma. No segundo, Códigos de Família, ela conta histórias divertidas e comoventes de suas duas famílias e decodifica as mensagens dos parentes. Zélia Gattai ainda escreveu livros infantis, como Pipistrelo das Mil Cores (1989), O Segredo da Rua 18 (1991) e Jonas e a Sereia (2000).

Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste sábado, 17, por meio da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, nota lamentando a morte da escritora Zélia Gattai. Lula disse que “Zélia foi um símbolo da força, da doçura e perseverança da mulher brasileira”. A escritora morreu na tarde desta sábado, aos 91 anos, no Hospital Bahia, onde estava internada havia 31 dias.

Abaixo, leia a íntegra da nota:

“Foi com pesar que recebi a notícia da morte da escritora Zélia Gattai. Filha de imigrantes italianos, nascida em São Paulo e baiana de coração, Zélia foi um símbolo da força, da doçura e perseverança da mulher brasileira. Características presentes em toda a sua literatura. Uma companheira de todas as horas para Jorge Amado. A seus parentes, amigos da Academia Brasileira de Letras e leitores, meus sinceros pêsames.

Luiz Inácio Lula da Silva”

da Folha Online

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, divulgou no início da noite deste sábado uma nota de pesar sobre a morte da escritora Zélia Gattai Amado.

Gattai, viúva do escritor Jorge Amado (1912-2001), morreu hoje aos 91 anos em Salvador. O corpo da escritora deve ser cremado amanhã e suas cinzas serão colocados no mesmo local que as do marido.

Escritora Zélia Gattai foi descrita como “mulher de luz própria” pela ministra do Turismo, Marta Suplicy.

A escritora estava internada desde o dia 16 de abril no Hospital da Bahia, onde passou por uma cirurgia no intestino da qual se recuperava. Nos últimos dias, o estado de saúde de Gattai se deteriorou.

Desde o ano passado Gattai passou por diversos períodos de internação. A escritora completaria 92 anos no dia 2 de julho deste ano.
A escritora tomou posse da cadeira nº 23 da ABL (Academia Brasileira de Letras) em maio de 2002, lembrando a trajetória pessoal e profissional do marido. Zélia foi eleita para ocupar a cadeira de Jorge Amado na ABL, que também já tinha sido ocupada por Machado de Assis (1839-1908).

Leia íntegra da nota divulgada por Marta Suplicy:
“À paulistana Zélia Gattai, baiana por merecimento, mulher de talento extraordinário, rendo minha homenagem por engradecer todas nós, brasileiras, e por uma vida de muito trabalho, dedicação, coerência e valores. Mulher de luz própria e companheira incansável do nosso escritor maior, Jorge Amado.”

07/05/2008 - 15:18h Governo da Bahia lança São João como produto turístico nacional

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de esq. a dir. Fatima Wagner, primeira-dama da Bahia, Domingos Leonelli, secretário de turismo (Bahia), Jaques Wagner governador do Estado e Marta Suplicy, ministra do Turismo

 

São Paulo (06/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse, hoje à noite, durante o lançamento dos festejos de São João como produto turístico nacional, evento realizado pelo governo da Bahia, em São Paulo, no Armazém da Vila Olímpia, que “a Bahia faz mais um gol”. “O Forró é extremamente apreciado e a possibilidade de levar turistas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador, numa época em que menos turistas viajam para essas regiões, é uma descoberta”, afirmou.

Segundo a ministra, a parceria do governo da Bahia com a CVC fará “com que a roda do turismo e a da economia gire”. “Temos a expectativa de que aconteçam 1.700 viagens de ônibus no Estado e 417 municípios estejam festejando.”

A estratégia do governo da Bahia de ir a São Paulo para realizar o lançamento foi considerada mais um acerto, uma vez que se trata do maior emissor de turistas para o Estado. A ministra também observou: “O Carnaval da Bahia já é referência nacional, e o forró nós podemos construir. E é preciso dizer que a Bahia tem sido pioneira em coisas muito diferentes, como, por exemplo, no turismo étnico de afro-descendentes, que o Ministério está ajudando.”

A ministra lembrou que o governador Jacques Wagner tem procurado atrair mais vôos dos Estados Unidos para a Bahia e que a secretária de estado norte-americana, Condollezza Rice, quando esteve no Estado, também disse que se empenharia por isso. Resumindo o que pensa, a ministra enfatizou: “O fato é que a Bahia tem características especiais, e algumas só ela tem.”

O governador Jacques Wagner destacou que o Ministério do Turismo tem sido parceiro da Bahia. E que é importante o estímulo para que se faça mais um produto baiano, para o turismo brasileiro. De acordo com Jacques Wagner, as comemorações de São João envolvem 417 municípios e mais fortemente próximo de 100, onde há festas organizadas pelas prefeituras.

“Esta é uma época boa para a gente lançar um novo produto porque, tenho certeza, o paulista, o carioca e o goiano vão gostar de ter, em Salvador, a praia, o sol, mas também de contar com a possibilidade de ouvir uma quadrilha, ou um trio, de dançar a quadrilha, ou de comer milho cozido e de viver uma tradição belíssima. São João é uma festa que se espalha por toda a Bahia. Além do Axé, de Gilberto, de Glauber, de Caetano, também temos forrozeiros importantes, que tocam um belo acordeon, um triângulo e uma zabumba”, enumerou Jacques Wagner.

Fonte MinTur

11/04/2008 - 03:16h Tapping Brazil’s growing tourism industry

By Polya Lesova, MarketWatch

SALVADOR, Brazil (MarketWatch) — This beautiful coastal city rewards visitors with a variety of intense experiences.

In a single day, you can stroll back in time along the cobblestone streets of the historic Pelourinho district and take in its blend of restored and decaying colonial architecture. You can grab a bite of such typical Bahian foods as acaraje, ground black-eyed peas deep fried in dende oil and served with dried shrimp. After a leisurely afternoon soaking up the sun at the beach, you can savor a folklore show exemplifying the distinctive African-tinged culture of Bahia, including the capoeira martial-arts dance brought to Brazil by Angolan slaves.

For tourism entrepreneurs, such as the executives of Invest Tur, a start-up company engaged in tourism-oriented real-estate development, Bahia holds tremendous untapped potential.

“Brazil has an incredible mixture of natural beauty, [pleasant] climate, a welcoming population and a vast number of different cultural attractions,” said Carlos Novis Guimaraes, chairman of Invest Tur’s board.

“From the Amazon to tropical forests to colonial history to beaches, it’s a myriad of natural and very high-level attractions that have been vastly underdeveloped.”

These attractions, combined with a very positive macroeconomic view of Brazil, encouraged Guimaraes and his partners to launch Invest Tur.

In addition, soccer-mad Brazil is gearing up to host the 2014 World Cup, which will accelerate tourist inflows and speed up investment in tourism and infrastructure.

Last July, Invest Tur raised about $500 million in an initial public offering. Its revenue comes from the development and sale of second homes, as well as from co-development and co-ownership of resorts.

Invest Tur buys land and then builds luxurious hotels and second homes. It has about 15 projects in its portfolio. Txai Resort Itacare in Bahia is currently the lone hotel the company has in operation; other projects are in various stages of development.

(mais…)

15/03/2008 - 00:17h Rice experiences Brazil’s unique culture during South American trip

condo_wagner_marta1.jpgSALVADOR, Brazil, March 14 /PRNewswire/ — While on an official visit to Brazil, Secretary of State Condoleezza Rice made one of her lifelong dreams come true: visiting the capital of Bahia, Salvador, one of theglobal centers for African culture outside of the African content.

“Coming to Bahia was a personal desire. I had been hearing about [it] for years; Salvador is a great city and all this is due to the Afro-Brazilian community here. Of course, I am of Afro-descent and I have always believed that Brazil and the USA, in certain aspects, are more alike than any other two countries in the world,” stated Rice, in an interview with Globo TV.

“Here we find the traditions of the European, Latin and African, everybody living side by side. So I wanted to come to Bahia and I can tell I was not wrong. It is beautiful here. I only regret having taken so long to come.”

Rice’s trip began with a ceremonial dinner with key leaders and Brazilian officials, including the Governor of Bahia, Jacques Wagner, and the Brazilian Minister of Tourism, Mrs. Marta Suplicy. Highlights included performances from two famous Brazilian musicians, Minister of Culture Gilberto Gil and singer/composer Carlinhos Brown.

Rice’s cultural tour also involved a visit to the famous Nossa Senhora do Rosario dos Pretos church which was built in 1704 and serves as an important symbol for the Afro-Brazilian community. She also visited the Afro Museum of Bahia in Terreiro de Jesus where she watched a performance by Olodum, one of the most famous Afro-Brazilian music and dance groups.

Upon the conclusion of her trip, Rice promised to promote Bahia and Brazil in the United States. Brazilian Minister of Tourism, Marta Suplicy, highlighted Brazil’s comprehensive communications strategy that promotesits cultural diversity in the American market.

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“Bahia is an important tourism destination for ethno-tourists and the African community, as it combines the historical and cultural sides to an impressive range of attractions, such as beaches, gastronomy, artistry and sports,” explained Minister Suplicy.

Interest in ethno-tourism, the exploration of ethnic origins, continues to grow. With cultural diversity that includes Africans, indigenous Indians and Portuguese, Brazil is one of the top, global ethno-tourist destinations.

Brazil’s Ministry of Tourism will invest $16 million USD to promote the country and its culture to Americans in 2008.

About EMBRATUR

The mission of the Brazilian Tourist Board, Embratur, is to promote Brazil in the international market as a destination for travelers. Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva has put a new tourism plan in place, the Aquarela Plan, which calls for generating consumer awareness about Brazil and attracting more tourists. The established target for the U.S. sector is increasing the annual numbers for tourists entering the country to 9 million, and attracting a total amount of $8 billion in revenue. There are eight Embratur offices globally including Lisbon (Portugal), Paris (France), London (U.K.), Frankfurt (Germany), Madrid (Spain) and Milan (Italy). There is also a Bureau for Tourism for Latin America, based at the Embratur office, in the city of Brasilia. For more information visit http://www.braziltour.com/site/en/home/index.php

SOURCE Brazilian Ministry of Tourism

14/03/2008 - 16:24h Rice discute turismo afro na Bahia

Secretária de Estado dos EUA, que visita hoje o Pelourinho, também deve falar sobre produção de combustíveis renováveis

Tiago Décimo, SALVADOR – O Estado de São Paulo

L'image “http://www.atarde.com.br/arquivos/2008/03/26362.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, desembarcou ontem à tarde na Base Aérea de Salvador (BA)para uma visita de 18 horas à capital baiana.

Condoleezza foi recebida pelo chefe de gabinete do governo baiano, Fernando Schmidt, e pela baiana Marly Trindade, que a presenteou com uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim. Ela escolheu uma de cor vermelha – no candomblé, a cor faz referência a Iansã, a rainha dos ventos – que foi amarrada em seu pulso esquerdo. Em seguida, Condoleezza seguiu para o Hotel Pestana, no bairro boêmio do Rio Vermelho. A secretária americana já havia manifestado desejo de conhecer a capital baiana.

Condoleezza veio a Salvador para discutir, principalmente, o programa de incentivo ao turismo étnico-afro, que vem sendo elaborado desde o ano passado pelo Ministério do Turismo e o governo baiano. O projeto, que já recebeu investimentos de R$ 1,3 milhão, é inspirado pelo crescente interesse dos afrodescendentes americanos em conhecer lugares no mundo com fortes raízes africanas.

Com 82% de seus 2,9 milhões de habitantes compostos por negros, Salvador é tida como a maior cidade negra fora da África. Outros temas, como a produção de combustíveis renováveis, também estão na pauta.

Fonte próxima da secretária americana revelou ao Estado que Condoleezza manifestou preocupação com a situação econômica da Argentina, país que ela considera de grande peso regional.

Segundo a fonte, ela reclamou que, no auge da crise entre o governo do então presidente Fernando De La Rua e o Fundo Monetário Internacional, em 2001, os EUA foram acusados de ter ficado ao lado do Fundo. “É uma injustiça, pois fiquei dois dias pendurada no telefone tentando ajudar o governo argentino”, disse Condoleezza, de acordo com a fonte.

A secretária jantou ontem com o governador da Bahia, Jacques Wagner, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, e outros políticos, artistas, diplomatas e empresários. Hoje de manhã, ela visitará o histórico bairro do Pelourinho. Às 10 horas, deve embarcar para Santiago, Chile.

14/03/2008 - 13:52h Condoleezza Rice visita Bahía a capital do turismo étnico

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Durante a visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, à Bahia o governador do Estado, Jaques Wagner, pediu apoio à autoridade norte-americana para o Projeto Inglês Para Todos, que irá beneficiar cerca de 60 mil jovens de baixa renda da Bahia.

Na ocasião, Wagner falou ainda sobre a importância do turismo étnico para a Bahia, cuja intenção é atrair afro-americanos para o Estado, e a necessidade de mais vôos diretos entre EUA e Bahia. Ele ainda agradeceu a visita da secretária e disse que era um privilégio recebê-la.

Condoleezza Rice, acompanhada de Jaques Wagner, governador da Bahía e Marta Suplicy, ministra de turismo visitando o Pelourinho e a Igreja do Rosário. Na noite anterior, junto com Gilberto Gil, a Secretária de Estado Norte-americana, eximia pianista, caiu no samba. 

13/03/2008 - 23:26h Condoleezza Rice se encontra com autoridades em Salvador

Manu Dias/Agecom

Condoleezza participa de um jantar oferecido pelo governador e pela primeira dama do estado

Guilherme Lopes, A Tarde On Line*

A Secretária de Estado Norte-americana, Condoleezza Rice, se encontra, neste momento, reunida com o governador Jaques Wagner, autoridades, artistas e representantes do setor empresarial baiano. Condoleezza participa de um jantar para cerca de cem pessoas no Hotel Pestana, na orla marítima da capital.Entre as personalidades, encontram-se presentes os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Gilberto Gil (Cultura) e Marta Suplicy (Turismo), além de o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro, o cantor e compositor Carlinhos Brown, a cantora Margareth Menezes e o presidente da Assembléia Legislativa Marcelo Nilo.

Condolezza desceu da suíte presidencial do hotel pontualmente às 20h. Sem falar com os repórteres, que foram mantidos à distância por questões de segurança, a secretária se dirigiu diretamente para o salão Catarineta, o mais luxuoso do hotel.

Durante o jantar, foram servidos frutos do mar acompanhados de vinhos do vale do São Francisco e de caipirinha feita com cachaça baiana.

TURISMO ÉTNICO – A Secretária de Estado permanece na capital até amanhã. O principal assunto a ser tratado durante a visita é o estímulo ao turismo étnico: desde o ano passado o Governo do Estado e o Ministério do Turismo elaboram um plano para atrair turistas afro-descendentes americanos a Salvador e ao recôncavo baiano, onde se encontra a maior concentração de população negra do país.

* Com informações de Lenilde Pacheco, do A TARDE.