<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Banco Mundial</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/banco-mundial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Gestão é isso aí</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/gestao-e-isso-ai/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/gestao-e-isso-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[gasto público]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Guido Mantega]]></category>
		<category><![CDATA[Otaviano Canuto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16429</guid>
		<description><![CDATA[&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;
O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;">O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da economia&#8221;. Canuto também concordou com Mantega em relação ao aumento dos gastos correntes do governo. Ele disse que caberá ao governo examinar o custo benefício e o efeito de cada gasto. Segundo Canuto, o Brasil tem hoje um potencial de crescimento mais rápido, o que é reflexo da boa qualidade de gestão. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/gestao-e-isso-ai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8221;Brasil enfrenta bem a crise porque fez o dever de casa&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/brasil-enfrenta-bem-a-crise-porque-fez-o-dever-de-casa/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/brasil-enfrenta-bem-a-crise-porque-fez-o-dever-de-casa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 12:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-familia]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/brasil-enfrenta-bem-a-crise-porque-fez-o-dever-de-casa/</guid>
		<description><![CDATA[ Para vice-presidente do Banco Mundial, alguns países da América Latina adotaram políticas adequadas
Fernando Dantas &#8211; O Estado de SP
A América Latina está resistindo melhor a esta crise do que resistiu às do passado porque se preparou adequadamente durante os anos que a precederam, segundo Pamela Cox, vice-presidente para a América Latina e o Caribe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Para vice-presidente do Banco Mundial, alguns países da América Latina adotaram políticas adequadas</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Dantas &#8211; O Estado de SP</p>
<p>A América Latina está resistindo melhor a esta crise do que resistiu às do passado porque se preparou adequadamente durante os anos que a precederam, segundo Pamela Cox, vice-presidente para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial. O Brasil, para ela, &#8220;é um dos países que fizeram o dever de casa&#8221;, com sólida política fiscal, redução de pobreza e acúmulo de reservas.</p>
<p>Ela acha, entretanto, que a região é dependente do comércio mundial e, portanto, precisa da recuperação do mundo desenvolvido para manter um ritmo satisfatório de crescimento no médio e longo prazos. Pamela esteve no Brasil esta semana, onde participou, no Rio, na segunda-feira, de um seminário sobre investimentos públicos na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela conversou com o Estado no Rio.</p>
<p>A economista elogiou o Bolsa-Família e a sua expansão em plena crise, o que dá aos pobres uma rede de segurança social. O Banco Mundial prevê que a crise levará ao aumento de 8 milhões a 13 milhões no número de pobres na América Latina e no Caribe, depois de uma queda de 60 milhões de 2002 a 2006.</p>
<p>A economista notou que, diferentemente do Leste Europeu, a América Latina não foi atingida pela crise por meio do setor financeiro, mas da economia real, afetada pela contração do comércio internacional e pela queda do preço das commodities. &#8220;A América Latina foi atingida não porque tenha aplicado as políticas econômicas erradas, mas por causa da abertura para o resto do mundo.&#8221;</p>
<p>Ela observou que, entre 2002 e 2006, a América Latina foi beneficiada com um crescimento médio de 5% ao ano e diversos países da região aproveitaram para implementar políticas econômicas adequadas, como superávits fiscais, redução da dívida pública e taxas de câmbio flexíveis.</p>
<p>Para Pamela, há, dentro da América Latina, diferenças entre o desempenho dos países na crise. Ela cita fatores como a dependência dos Estados Unidos em termos de comércio, muito forte no caso do México e de vários países centro-americanos, como um fator que aumentou o impacto da crise. Países como Venezuela e Equador, por outro lado, são muito dependentes das receitas do petróleo e prejudicados pela queda no seu preço.</p>
<p>Quanto ao fato de Venezuela, Equador e Argentina, por exemplo, terem executado políticas econômicas bem distintas de países como Brasil, Chile e Peru, ela é mais cautelosa. Evitando críticas específicas, diz apenas que os que &#8220;têm determinado tipo de política econômica &#8211; não têm dívida alta, não gastam mais do que podem e gastam sabiamente em investimentos de alto retorno &#8211; são os que crescem mais no longo prazo&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/brasil-enfrenta-bem-a-crise-porque-fez-o-dever-de-casa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arthur Virgílio sem emprego em Dubai</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/arthur-virgilio-sem-emprego-em-dubai/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/arthur-virgilio-sem-emprego-em-dubai/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 17:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Virgílio]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[BIRD]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/arthur-virgilio-sem-emprego-em-dubai/</guid>
		<description><![CDATA[ 
Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR
Numa apoteótica semana para o circo do Senado Federal, a informação de que o Brasil pouco avançou no combate à corrupção passou como um apêndice no noticiário. Com a farta colheita da indústria de vazamentos em Brasília, de um lado, e o relatório do Banco Mundial, do outro, a conclusão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_CRISTINA_FERNANDE.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR</p>
<p>Numa apoteótica semana para o circo do Senado Federal, a informação de que o Brasil pouco avançou no combate à corrupção passou como um apêndice no noticiário. Com a farta colheita da indústria de vazamentos em Brasília, de um lado, e o relatório do Banco Mundial, do outro, a conclusão decorrente seria de que o organismo internacional apenas constatou empiricamente a pasmaceira da política nacional.</p>
<p>Mas se o picadeiro de Brasília tem alguma serventia é precisamente a de mostrar que o selo de país mediano na corrupção internacional que o Bird, ano após ano, confere ao Brasil é tão confiável quanto uma rubrica de Agaciel Maia num ato secreto.</p>
<p>A lista do banco não resiste à mais leiga das lupas. Tome-se, por exemplo, os Emirados Árabes Unidos, país situado em 18º lugar entre os que melhor controlam a corrupção, 24 posições à frente do Brasil. A classificação não se baseia em ações de governo, mas em percepções.</p>
<p>O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) certamente não faria sucesso em Dubai. Não pela ausência de benesses ilícitas de denunciantes e denunciados. O que falta é denúncia.</p>
<p>O governo dos emires mescla poder hereditário e conselho consultivo de representantes escolhidos por um colégio eleitoral ampliado. A população convive com liberdades limitadas em troca de uma das maiores rendas per capita do mundo.</p>
<p>Não faz sentido algum comparar a percepção da corrupção num lugar desses com aquela advinda de um país que transmite as entranhas do Senado ao vivo.</p>
<p>Esse tipo de relatório ganha foro de publicação respeitável a despeito de seus critérios já terem sido exaustivamente desnudados. As críticas vão além da questionável metodologia de indicadores baseados nos interesses de grandes corporações e organizações não-governamentais com atuação nesses países.</p>
<p>Em abril o &#8220;Wall Street Journal&#8221; divulgou a conclusão dos trabalhos de um grupo de avaliação interno do banco que, em 690 páginas, enxovalhou seus próprios critérios para detecção de fraudes na concessão de empréstimos.</p>
<p>O relatório tem um trecho revelador: &#8220;Os tradicionais sistemas de controle do banco não foram projetados para resolver questões como fraude e corrupção. Eles foram criados para garantir a eficiência e integridade financeira do banco ao menor custo possível&#8221;.</p>
<p>Ou seja, a mesma instituição que se arvora na condição de classificar entre mais e menos corruptos 212 países do mundo inteiro não consegue ter governança sobre seus próprios empréstimos.</p>
<p>O cientista político americano Aaron Schneider já havia apontado as falhas das políticas de combate à corrupção do Bird nos países em desenvolvimento. Sua crítica se fundamenta no foco do banco sobre o que chama de &#8220;pequena corrupção&#8221; &#8211; privilégios do funcionalismo, suborno e propina &#8211; que ocupam, em grande parte, o jornalismo político nacional.</p>
<p>Não que a versão em miniatura da corrupção seja desimportante. Consome recursos públicos e prejudica a grande maioria que não pode se utilizar dessas benesses ilícitas do Estado.</p>
<p>O ponto é que se ignora a &#8220;grande corrupção&#8221;, aquela em que o Estado atua em favor de um setor particular da economia ou, com informações privilegiadas, baliza grandes fortunas no mercado financeiro.</p>
<p>Não é uma opção técnica a do combate à propina comezinha da burocracia. Ao fazê-lo, toma-se uma decisão política de não confrontar instâncias de poder cujas deliberações, em última instância, podem prejudicar os próprios interesses de instituições como o Banco Mundial. São esses interesses, como lembrou o relatório interno, que, em última instância, busca-se preservar.</p>
<p>Se o público pagante chegou a imaginar que as intrigas políticas são uma exclusividade do salão azul do Senado, Schneider traz algum conforto. Em artigo na coletânea &#8220;A corrupção: ensaios e críticas&#8221; (UFMG, 2008) conta que a indústria de relatórios internos no Banco Mundial foi fomentada em meio ao mal-estar produzido pela renúncia de um ex-presidente da instituição que favorecera funcionária com quem namorava.</p>
<p>O vazamento desses relatórios internos desvendou as contradições de uma instituição que tende a ignorar a corrupção em países que cresceram rapidamente graças à adoção de políticas preconizadas pelos credores, como abertura comercial, liberalização de mercados e achatamento de salários do funcionalismo.</p>
<p>Custa a crer que, depois da crise, cantada em verso e em prosa pela capacidade de abalar as diretrizes da ordem financeira global, esses anuários de corrupção mundial sigam ignorando seus próprios descaminhos.</p>
<p>E enquanto Ministério Público, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas e Congresso Nacional &#8211; qual outra instituição tem sido capaz de sobreviver à reiterada exposição pública de suas entranhas? &#8211; continuarem funcionando à luz de uma imprensa que publica o que quer, a resposta a esse tipo de classificação é simples: &#8220;A corrupção no Brasil vai bem, obrigada&#8221;.<br />
<strong><br />
Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/arthur-virgilio-sem-emprego-em-dubai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;El País&#8221;: Obama quer Lula como o próximo presidente do Banco Mundial</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/el-pais-obama-quer-lula-como-o-proximo-presidente-do-banco-mundial/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/el-pais-obama-quer-lula-como-o-proximo-presidente-do-banco-mundial/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 21:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/el-pais-obama-quer-lula-como-o-proximo-presidente-do-banco-mundial/</guid>
		<description><![CDATA[ 				Fonte Blog de Valéria Maniero &#8211; O Globo e Extra


&#8220;El País&#8221;: Obama quer Lula como o próximo presidente do Banco Mundial
O presidente americano Barack Obama quer que Lula seja o próximo presidente do Banco Mundial, segundo reportagem publicada hoje pelo jornal &#8220;El País&#8221;. De acordo com a matéria, Obama tem interesse de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: #ffff99" class="IdentificadorPost"> 				<strong>Fonte Blog de Valéria Maniero</strong> &#8211; <strong>O Globo e Extra<br />
</strong></div>
<h4 class="tituloPost" align="center"><img src="http://www.daisypaula.com/revista/4869/img/lula%20e%20obama.jpg" alt="http://www.daisypaula.com/revista/4869/img/lula%20e%20obama.jpg" /></h4>
<p><font size="4"><a href="http://oglobo.globo.com/blogs/madri/posts/2009/06/02/el-pais-obama-quer-lula-como-proximo-presidente-do-banco-mundial-191846.asp">&#8220;El País&#8221;: Obama quer Lula como o próximo presidente do Banco Mundial</a></font></p>
<p align="justify">O presidente americano Barack Obama quer que Lula seja o próximo presidente do Banco Mundial, segundo reportagem publicada hoje pelo jornal &#8220;El País&#8221;. De acordo com a matéria, Obama tem interesse de que o Banco Mundial, depois da crise financeira atual, tenha uma estrutura voltada para as políticas sociais, preocupada com os países mais pobres do planeta. &#8220;Por isso, teria proposto ao presidente brasileiro, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, a quem define como o político mais popular do mundo&#8221;, diz a reportagem, que pode ser lida<strong> <strong>aqui embaixo</strong><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Obama/quiere/Lula/sea/proximo/presidente/Banco/Mundial/elpepuint/20090602elpepuint_7/Tes" target="_blank">. </a></strong></p>
<p align="justify">O &#8220;El País&#8221; informa que essa notícia foi veiculada pela revista Exame, mas que não havia sido confirmada nem desmentida pelo governo nem pelos ambientes diplomáticos. Ouvido pelo jornal, o chefe de gabinete de imprensa de Lula, Marcelo Baumbach, teria respondido que, para a Presidência da República, &#8220;esse assunto deve ser tratado como rumor, sobre o qual não cabe fazer comentários&#8221;.</p>
<p align="justify">Segundo o jornal espanhol, Lula é conhecido como &#8220;o político latino-americano que soube conciliar&#8221;. Se a notícia se confirmar, seria a primeira vez, em 65 anos, que um não-americano estaria à frente do Banco Mundial, de acordo com o &#8220;El País&#8221;.</p>
<p align="justify">&#8220;Lula, que não fala inglês, seria uma figura simbólica no Banco Mundial, que representaria uma alma nova, de cunho social, fazendo com que Obama oferecesse ao mundo uma espécie de redenção de uma instituição acusada tantas vezes de uma política voltada para os mais ricos da terra. O presidente brasileiro criticou várias vezes durante a crise econômica a política elitista do Banco Mundial&#8221;, afirma o diário.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h1>Obama quiere que Lula sea el próximo presidente del Banco Mundial</h1>
<h3>El presidente estadounidense habría propuesto al mandatario brasileño según fuentes cercanas a las dos presidencias</h3>
<p><!-- google_ad_section_end() --></p>
<div style="background-color: #ffff99" class="firma"><strong>JUAN ARIAS</strong> <em>- Río de Janeiro -El País</em></div>
<p><!-- ***** Fin Votos y comentarios ***** -->                                                                            				<!-- ***** Entradilla ***** --> 	    <!-- google_ad_section_start() -->El presidente estadounidense, Barack Obama, está interesado en que el Banco Mundial, después de la crisis financiera actual, tenga una estructura más volcada en las políticas sociales y más preocupada por los países más pobres del planeta. Para ello, Obama habría propuesto al presidente brasileño, el ex metalúrgico, Luiz Inácio Lula da Silva, a quien define como &#8220;el político más popular del mundo&#8221;.</p>
<p>La noticia saltó a la prensa en el número que acaba de llegar a los quioscos de la prestigiosa revista económica brasileña <em>Exame</em>, del grupo Abril. Firmada por el columnista del semanal, Marcelo Onaga, no ha sido ni confirmada ni desmentida por el Gobierno, ni por los ambientes diplomáticos. Interrogado por este diario el Jefe del gabinete de prensa de Lula, el diplomático, Marcelo Baumbach, respondió: &#8220;Para la Presidencia de la República el asunto debe ser tratado como rumor, sobre el que no cabe hacer comentarios&#8221;.</p>
<p>En su columna, Onaga escribe: &#8220;Representantes del presidente americano habrían consultado informalmente personas próximas a Lula para saber cual podría ser la reacción del presidente brasileño a una invitación para presidir el Banco Mundial y escucharon, que, como mínimo, Lula &#8217;se sentiría muy honrado con tal invitación&#8221;. Consultado por teléfono, el periodista de <em>Examen</em>, confirmó que su fuente fue el Departamento de Estado Norteamericano aunque la noticia no es aún oficial. La persona próxima a Lula consultada por los asesores de Obama sería alguien de total confianza del presidente, según Onaga, quien pidió a este diario no publicar su nombre.</p>
<p>Lula es conocido como el político latinoamericano que ha sabido conciliar &#8211; como resaltó ayer en su discurso de toma de posesión con presidente de El Salvador, Mauricio Funes- &#8220;una política económica severa con políticas sociales de gran alcance&#8221;. Entre otros mandatarios presentes en el acto, estaban Lula y la secretaria de Estado estadounidense, Hillary Clinton. La diplomática norteamericana se mostró de acuerdo con las palabras de Funes. El nuevo presidente salvadoreño afirmó en su discurso que él se habia inspirado en todo momento en la política de dos presidentes actuales: Obama y Lula.</p>
<p>De confirmarse la presidencia de Lula en el Banco Mundial, sería la primera vez en 65 años que al frente de dicha institución figuraría un no norteamericano. El mandato del actual presidente, Robert Zoellick, acaba en 2011 y Lula tendrá que dejar su cargo precisamente en enero de ese año.</p>
<p>Lula, que no habla inglés, sería una figura simbólica en el Banco Mundial, que representaría en dicha institución una alma nueva, un alma de cuño social, haciendo que Obama ofreciera al mundo una especie de redención de una institución acusada tantas veces de una política volcada hacia los más ricos de la tierra. El presidente brasileño ha criticado varias veces durante la crisis económica la política elitista del Banco Mundial.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/el-pais-obama-quer-lula-como-o-proximo-presidente-do-banco-mundial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Traduzir as palavras em atos: aumentar o poder de voto do Brasil e dos Brics no FMI é adequar a instituição a nova realidade</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/traduzir-as-palavras-em-atos-aumentar-o-poder-de-voto-do-brasil-e-dos-brics-no-fmi-e-adequar-a-instituicao-a-nova-realidade/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/traduzir-as-palavras-em-atos-aumentar-o-poder-de-voto-do-brasil-e-dos-brics-no-fmi-e-adequar-a-instituicao-a-nova-realidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 13:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dominique Strauss-Kahn]]></category>
		<category><![CDATA[DSK]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[G-20]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Zoellick]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema financeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/traduzir-as-palavras-em-atos-aumentar-o-poder-de-voto-do-brasil-e-dos-brics-no-fmi-e-adequar-a-instituicao-a-nova-realidade/</guid>
		<description><![CDATA[

&#8221;Influência do Brasil é maior que seu poder de voto&#8221;

&#160;

Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI
Patrícia Campos Mello, WASHIGNTON &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou ontem que a influência do Brasil no Fundo já aumentou muito, independentemente da reforma da estrutura de votos na instituição. &#8220;Na última reforma de cotas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3></h3>
<p><font size="6"><strong>&#8221;Influência do Brasil é maior que seu poder de voto&#8221;</strong></font></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://ndn1.newsweek.com/media/69/dominique-strauss-kahn-YR32-wide-horizontal.jpg" alt="http://ndn1.newsweek.com/media/69/dominique-strauss-kahn-YR32-wide-horizontal.jpg" width="554" height="284" /><br />
<font size="2"><em>Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Patrícia Campos Mello, WASHIGNTON &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou ontem que a influência do Brasil no Fundo já aumentou muito, independentemente da reforma da estrutura de votos na instituição. &#8220;Na última reforma de cotas, os votos do Brasil passaram de 1,4% para 1,8%, o que não muda muita coisa&#8221;, disse. &#8220;Mas o Brasil está se tornando um dos países mais importantes da economia mundial. A importância do que o Brasil diz na cena internacional e o papel desempenhado pelo presidente Lula são mais relevantes do que os votos que o País tem no Fundo&#8221;, afirmou ele em entrevista de encerramento da reunião.</p>
<p>Strauss-Kahn reforçou que a reforma nas cotas é importante, pois é necessário que o Fundo reflita a nova realidade econômica mundial. &#8220;Mas China, Brasil e Índia não estão esperando nova mudança nas cotas para serem ouvidos pelo conselho do Fundo e do Banco Mundial.&#8221;</p>
<p>O comitê de desenvolvimento determinou que uma nova mudança na estrutura de votos da instituição será concluída até janeiro de 2011. Em abril de 2008, foi concluída uma reforma nas cotas, o Brasil passou de 1,4% dos votos para 1,8%.</p>
<p>A mudança ainda não foi aplicada porque depende de aprovação legislativa de alguns países. Mas o Fundo precisa ser recapitalizado e os países emergentes argumentam que a mudança foi insignificante, então haverá uma segunda reforma nas cotas até janeiro de 2011.</p>
<p>A crise financeira foi classificada como &#8220;um desastre humano e de desenvolvimento&#8221; no comunicado divulgado ao fim da reunião do comitê de desenvolvimento do Fundo. Strauss Kahn, Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, e Agustín Carstens, presidente do comitê, exortaram os países a liberar rapidamente os recursos prometidos para o Fundo.</p>
<p>Os líderes do G-20 decidiram, em Londres, no dia 2, elevar de US$ 250 bilhões para US$ 750 bilhões o total disponível para empréstimos. Mas, até agora, poucos países deram dinheiro para o Fundo, entre eles o Japão, que liberou US$ 100 bilhões. O Congresso dos EUA está adiando a liberação de US$ 100 bilhões. O Brasil apresentou exigências para dar os recursos prometidos. &#8220;Exortamos a todos os doadores que acelerem a liberação dos recursos e aumentem o montante que se dispõem a dar para o Fundo&#8221;, disse o comunicado.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/traduzir-as-palavras-em-atos-aumentar-o-poder-de-voto-do-brasil-e-dos-brics-no-fmi-e-adequar-a-instituicao-a-nova-realidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A morte do consenso</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/a-morte-do-consenso/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/a-morte-do-consenso/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 12:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Consenso de Washington]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[G-20]]></category>
		<category><![CDATA[gastos públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Gordon Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[OMC]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Leo]]></category>
		<category><![CDATA[Stiglitz]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/a-morte-do-consenso/</guid>
		<description><![CDATA[Sergio Leo &#8211; VALOR
Foram discretas, até agora, as comemorações, no governo, pela declaração do chanceler britânico, Gordon Brown, sobre a morte do chamado Consenso de Washington, regras aceitas como indispensáveis ao bom funcionamento do sistema capitalista, compiladas em 1989 pelo economista John Williamson. Reservadamente, não foram poucos os que comemoraram, entre os conselheiros do presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Sergio Leo &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" align="left" border="0" />Foram discretas, até agora, as comemorações, no governo, pela declaração do chanceler britânico, Gordon Brown, sobre a morte do chamado Consenso de Washington, regras aceitas como indispensáveis ao bom funcionamento do sistema capitalista, compiladas em 1989 pelo economista John Williamson. Reservadamente, não foram poucos os que comemoraram, entre os conselheiros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas Brown, que expediu o atestado de óbito durante a reunião do G-20, na semana passada, pode ter se precipitado.</p>
<p>A crise não matou, por exemplo, a crença da abertura de mercados como instrumento de desenvolvimento. Mantém-se, nesse campo, a atitude cínica ou esquizofrênica anterior ao colapso das finanças mundiais: os governos anunciam comprometimento com o fim das barreiras comerciais, avançam gradualmente na queda de tarifas de importação, mas asseguram os interesses de setores &#8220;sensíveis&#8221; com os instrumentos que têm à mão, sejam eles mecanismos de controle não-tarifário de importações, subsídios aos produtores, ou incentivos perversos a exportadores ineficientes.</p>
<p>Antes de o mundo descobrir que era ameaçado por &#8220;ativos tóxicos&#8221; criados pela mente fértil de operadores do mercado financeiro, já fracassava a rodada de liberalização da Organização Mundial de Comércio (OMC), a chamada Rodada Doha. Um dos resultados da cúpula do G-20, na semana passada foi um apelo por mais, e não menos, abertura de mercados, com a retomada da rodada na OMC. Os líderes podiam marcar uma data para isso, mas não o fizeram. Sabem que o apelo, por enquanto, é mera declaração de intenções. Isso não impede que a abertura de mercados seja eleita como prioridade defendida enfaticamente pelo próprio presidente Lula &#8211; líder classificado como &#8220;o cara&#8221; pelo presidente Barack Obama.</p>
<p>Um dos principais motivos para o atolamento da rodada da OMC é o fato de que o consenso pela abertura de mercados não era tão consensual assim nos próprios centros do capitalismo mundial. O Congresso americano resistia, como ainda resiste, a eliminar as altíssimas tarifas remanescentes sobre produtos industriais em que não é competitivo, como o etanol. Os EUA e outros países de gente loura de olhos azuis também relutam, sempre, em reduzir significativamente subsídios agrícolas que dão competitividade desleal aos produtores locais e distorcem o comércio mundial.</p>
<p>Ambiguidades na lista de John Williamson já levaram analistas como Moisés Naim, editor da especializada &#8220;Foreign Policy&#8221;, a falar em &#8220;Confusão de Washington&#8221;, ao mostrar que a quantidade de exceções, adaptações e contradições nas políticas baseadas no Consenso de Washington tornavam esse receituário bastante flexível. E que, como notou o economista Joseph Stiglitz quando ocupava o posto de economista-chefe do Banco Mundial, &#8220;instituições são importantes&#8221;: nenhum modelo de política econômica pode ter êxito sem o controle de instituições fortes e bem equipadas para atender ao interesse público.</p>
<p>A morte decretada por Gordon Brown não foi a do Consenso de Washington, mas a da crença fundamentalista em apenas um de seus dez itens, a desregulamentação como ferramenta para promover a melhor alocação dos recursos e o desenvolvimento. O novo consenso global estabelece que o mundo pós-crise terá instituições mais fortes e ativas no controle dos agentes de mercado.</p>
<p>Como todo consenso econômico internacional, o novo consenso não é levado integralmente em conta pelos países mais poderosos, no momento de formulação de suas políticas. Entre as medidas recém-editadas por Obama, está a permissão aos bancos para fixar, sem fidelidade às regras rígidas de contabilidade, o valor dos &#8220;ativos tóxicos&#8221;, os papéis que serão vendidos com generosa ajuda do governo americano para socorrer as instituições financeiras. Analistas como o próprio Stiglitz já alertam para o &#8220;capitalismo artificial&#8221; de Obama, que mantém o jogo de ficção do mercado, em transações pouco transparentes.</p>
<p>Há quem fale na derrubada de outro princípio do Consenso de Washington, o que entroniza a disciplina fiscal como regra de ouro nas economias sérias. Os EUA nunca respeitaram essa regra, nem pretendem fazê-lo agora. Os europeus, apesar das manifestações em favor de estímulo fiscal, continuam firmes na crença de que muita generosidade agora pode acabar em descontrole inflacionário mais à frente. Os programas de socorro do FMI, agora turbinado com mais US$ 750 bilhões, não eliminaram a exigência de sustentabilidade fiscal.</p>
<p>Heresias ao Consenso de Washington defendidas agora nos países ricos, como a possível estatização de bancos americanos, ou generosidades fiscais, são apontadas como soluções de emergência, a serem descartadas assim que passar o pior da crise. Nem Gordon Brown defende o contrário, o que leva a crer que, se crê na morte do Consenso de Washington, ele não descarta a ideia de reencarnação.</p>
<p>Autoridades brasileiras lembram, como signo da mudança, a criação do novo mecanismo financeiro no FMI para empréstimos, sem condicionalidades ou monitoramento, para países com políticas sólidas. Não lembram que os países considerados aptos a lançar mão desse socorro são só aqueles que mostram um histórico de respeito ao&#8230; Consenso de Washington. Boa parte do êxito de Lula no G-20 é exatamente o respeito devotado pelo governo brasileiro a boa parte dos princípios sacramentados pelo Consenso.</p>
<p>Ao lado do respeito às políticas ortodoxas, herdado do governo anterior, a contribuição nada desprezível de Lula foi a obstinação em realizar uma política ativa de transferência e distribuição de renda, com programas sociais e o forte aumento do salário mínimo. Conseguiu fazer isso sem romper o consenso washingtoniano de fazer as despesas caberem nas despesas. Intuitivo, ele deve saber que será sua credibilidade quem estará morta, se acreditar, mesmo, que se encerrou a era da disciplina fiscal para os países de gente morena.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/a-morte-do-consenso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comércio global pode cair 17%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-global-pode-cair-17/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-global-pode-cair-17/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 13:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Comercio]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[demanda]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[importações]]></category>
		<category><![CDATA[OMC]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[protecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[recessão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-global-pode-cair-17/</guid>
		<description><![CDATA[


Banco Mundial prevê a maior queda em 80 anos
Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP
O comércio mundial terá em 2009 a maior queda em 80 anos, segundo estimativas do Banco Mundial. Para o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Supachai Panitchpakdi, essa queda será de pelo menos 10%, chegando a 17% no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://jccavalcanti.files.wordpress.com/2008/08/crea311.jpg" alt="http://jccavalcanti.files.wordpress.com/2008/08/crea311.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center" align="left"></div>
<p><font size="4"><strong>Banco Mundial prevê a maior queda em 80 anos</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP</p>
<p>O comércio mundial terá em 2009 a maior queda em 80 anos, segundo estimativas do Banco Mundial. Para o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Supachai Panitchpakdi, essa queda será de pelo menos 10%, chegando a 17% no pior dos cenários.</p>
<p>Ontem, o governo alemão declarou que as exportações em janeiro caíram 20%. Berlim é o maior exportador do mundo e sofre com a recessão generalizada. Em dezembro, já havia verificado queda de 7%, o suficiente para provocar uma retração de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já o Reino Unido verificou queda de 15% nas exportações para fora da Europa.</p>
<p>A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que a redução das exportações no mundo será de 3%. Mas, no dia 31 de março, deve rever os números. &#8220;O número será feio&#8221;, antecipou Patrick Loew, economista-chefe da OMC. Para Supachai, que já ocupou o cargo de diretor-geral da OMC, o número da entidade já está &#8220;amplamente superado&#8221;. &#8220;Temos países importantes que tiveram quedas de mais de 20%.&#8221;</p>
<p>Pelos menos dois fatores têm impactado o comércio: a queda nas linhas de crédito aos países emergentes, que foi reduzida em 50%, e a queda na demanda, com a recessão nas maiores economias do mundo.</p>
<p>Isso se reflete em recuo generalizada das exportações. Na Ásia, plataformas de exportações sofrem um colapso. Na Coreia do Sul, as exportações despencaram 33% em janeiro. Em Cingapura, 35%, e, em Taiwan, mais de 43%. No Japão, a queda foi de quase 46% em janeiro. Na China, é a maior desde 1979, com 29%.</p>
<p><strong>ABERTURA</strong></p>
<p>O Brasil não quer esperar uma retomada do processo de negociação na OMC para lutar contra o protecionismo. Na reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), em abril, o governo quer uma declaração contra a imposição de barreiras. Mas acredita que a moratória declarada pelo G-20 de não impor medidas protecionistas não tem credibilidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/comercio-global-pode-cair-17/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A fome na demagogia neocon</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/a-fome-na-demagogia-neocon/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/a-fome-na-demagogia-neocon/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 06:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[IFPRI]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Torres Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Zoellick]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/a-fome-na-demagogia-neocon/</guid>
		<description><![CDATA[VINICIUS TORRES FREIRE  
Álcool vira bode expiatório da fome na demagogia de Banco Mundial e ONU, que escondem danos de subsídios de país rico
Folha de São Paulo 
UMA DAS cenas candidatas ao  Oscar de demagogia repulsiva deste ano é a imagem de  Roberto Zoellick segurando de braços abertos um pão e um pacote [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#000080" size="+1">VINICIUS TORRES FREIRE  </font></strong></p>
<p><strong>Álcool vira bode expiatório da fome na demagogia de Banco Mundial e ONU, que escondem danos de subsídios de país rico</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Folha de São Paulo </strong></p>
<p>UMA DAS cenas candidatas ao  Oscar de demagogia repulsiva deste ano é a imagem de  Roberto Zoellick segurando de braços abertos um pão e um pacote de  arroz em um encontro do Banco  Mundial, organização que preside.<br />
Zoellick deu impulso ao recente  carnaval midiático e hipócrita a respeito do aumento da fome devido à  inflação de alimentos. O Banco  Mundial e penduricalhos da ONU  estão em campanha dita contra a fome, mas com ênfase no dano que os  biocombustíveis fariam aos pobres.<br />
Tão repulsivo quanto a súbita piedade de Zoellick pelos famélicos da terra é o relatório do Banco Mundial a respeito do assunto. O primeiro parágrafo do texto é sobre a inflação global. O segundo, sobre a culpa dos biocombustíveis. Não há praticamente palavra sobre subsídios agrícolas dos países ricos, que detonaram durante décadas a produção de alimentos em países pobres. Nem sobre subsídios americanos à produção do ineficiente álcool de milho. Mas há uma palavrinha sobre a devastação de florestas para a produção de álcool no Brasil.<br />
Receita do Banco Mundial para a  crise? Primeira: esmolas focadas  nos mais pobres (a solução para tudo no Banco Mundial enquanto não  chegar a era de ouro em que todas as  &#8220;reformas&#8221; estarão completas). Segunda: redução de tarifas de importação de comida em país pobre. Só a  terceira é o aumento da produção  alimentos, &#8220;no médio prazo&#8221;.<br />
Mas até a caridade do Banco Mundial é um fracasso. A fatia dos empréstimos do banco para projetos  agrícolas em 2007 foi pouco mais de  um terço do que era em 1980. Nos  últimos anos, emprestou em média  US$ 450 milhões anuais para esses  programas na África. O subsídio direto para agricultores da União Européia foi de US$ 96 bilhões em  2006. Nos EUA, US$ 24 bilhões.<br />
No mais recente relatório do International Food Policy Research  Institute (IFPRI) sobre o tema, obviamente se reconhece a necessidade de medidas emergenciais. Mas as  prioridades de política são outras.<br />
Primeiro: reduzir subsídios e barreiras comerciais em país rico. Segundo: melhorar a infra-estrutura e  o mercado agrícola em países pobres. Terceiro, dar condições tecnológicas para os pobres produzirem  mais comida. &#8220;Um regime comercial  mais aberto na agricultura beneficiaria os países em desenvolvimento  em geral (embora não reduza a pobreza em certo casos)&#8221;, diz o texto.<br />
O IFPRI é resultado da associação  de 47 países, fundações privadas e  órgãos da ONU, e também do Banco  Mundial. Seu relatório deveria ser lido pelo demagogo neoconservador  Zoellick, que foi uma espécie de ministro do Comércio de Bush. Disse  certa vez que &#8220;ou o Brasil aceita a Alca ou venderá suas mercadorias para a Antártida&#8221;, evidenciando assim  a fineza diplomática do bushismo e  seu apreço pelo livre comércio negociado em bases razoáveis.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/a-fome-na-demagogia-neocon/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falta o Bolsa Equilíbrio</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/falta-o-bolsa-equilibrio/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/falta-o-bolsa-equilibrio/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 15:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-familia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[geladeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[programas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Renda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/falta-o-bolsa-equilibrio/</guid>
		<description><![CDATA[Redação CartaCapital
Não fosse o diário Valor Econômico, uma constatação e uma crítica do Banco Mundial passariam despercebidas de parte da opinião pública. A constatação: o Bolsa Família é um programa social exemplar e deve servir de modelo para futuras experiências internacionais. A crítica: a mídia brasileira faz uma cobertura excessivamente negativa do programa e tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="javascript:showDiv( 'box-perfil' )">Redação CartaCapital</a></p>
<p align="left"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/falta-o-bolsa-equilibrio/4566/" rel="attachment wp-att-4566" title="bolsa_familia.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/bolsa_familia.jpg" alt="bolsa_familia.jpg" align="left" /></a>Não fosse o diário Valor Econômico, uma constatação e uma crítica do Banco Mundial passariam despercebidas de parte da opinião pública. A constatação: o Bolsa Família é um programa social exemplar e deve servir de modelo para futuras experiências internacionais. A crítica: a mídia brasileira faz uma cobertura excessivamente negativa do programa e tem dificuldade em reconhecer seus avanços ou de discutir maneiras de aperfeiçoá-lo. (ver neste blog <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Banco Mundial mostra o preconceito da imprensa brasileira">Banco Mundial mostra o preconceito da imprensa brasileira</a>).</p>
<p>Os pesquisadores do Banco Mundial analisaram os resultados do Bolsa Família, compararam com o Bolsa Escola, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, e cotejaram a cobertura do tema em seis jornais do País. Como se trata de estrangeiros, ninguém poderá acusá-los de “lulistas” ou de serem “chapas-brancas”.</p>
<p>Eis o que concluíram: a imprensa não só dedicou mais espaço ao programa como o fez de maneira mais crítica com a chegada de Lula ao poder. O número de artigos sobre o Bolsa Família foi quase o dobro dos que trataram do Bolsa Escola de FHC.</p>
<p>Nos tempos de Fernando Henrique, apenas 10% das reportagens traziam relatos sobre fraudes ou problemas de controle do programa social. Em geral, a cobertura era positiva às medidas de transferência de renda. O porcentual de espaço dedicado à cobertura de fraudes atingiu 50% sob Lula em 2004. Subiu tambén o tom crítico. Com o passar do tempo, essa porcentagem diminui até chegar a cerca de 20%.</p>
<p>Segundo os técnicos do Banco Mundial, a imprensa nem sempre diferencia entre problemas causados por fraudes e irregularidades burocráticas e os de desconhecimento de regras ou erros em formulário. Concluem que isso dá aos leitores uma impressão equivocada sobre a natureza dos “desafios” do Bolsa Família. Nem toda irregularidade é fraude, anotam os pesquisadores, que classificaram o programa como bem-sucedido.</p>
<p>Ao que parece, os técnicos produziram uma bela peça de crítica à mídia sem mesmo gastar tempo com a análise subjetiva de algumas avaliações produzidas nas páginas dos jornais. Nessa seara, há a imbatível e arguta análise de um dos luminares da imprensa carioca, que apontou desvios no programa pelo fato de os beneficiários usarem parte do dinheiro para comprar eletrodomésticos.</p>
<p>Com direito à chamada de primeira página no jornal por ele profundamente influenciado, o texto do jornalista, que segundo uma revista semanal está “um degrau acima dos pensadores brasileiros”, permite uma única interpretação: o sujeito só pode receber o Bolsa se comer farinha em cuia e mastigar rapadura. Preservar alimentos em uma geladeira ou cozinhá-los é um despropósito, fraude que deveria ser punida com o corte do repasse e o retorno às trevas da indigência por toda a eternidade.</p>
<p>Pouco espanta que a classe média leitora e espectadora não consiga perceber, sem detrimento da vigilância necessária à boa aplicação dos recursos públicos, os ganhos gerais que a redução da miséria traz ao Brasil.</p>
<p>Não faz muitos dias, em carta publicada na Folha de S.Paulo, um leitor sugeriu que os beneficiários de programas sociais fossem impedidos de votar. Nem percebe o indignado leitor que o cabresto que ele imagina nos outros está, na verdade, bem abaixo do seu nariz.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/falta-o-bolsa-equilibrio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Banco Mundial mostra o preconceito da imprensa brasileira</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 22:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[BIRD]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Renda]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/</guid>
		<description><![CDATA[


 *por Rui Falcão
Uma avaliação do Banco Mundial (BIRD) sobre como a imprensa brasileira (escrita) cobre os fatos associados ao Bolsa Família constitui-se em testemunha eloqüente do preconceito, da má vontade, má fé e ignorância de grandes veículos de comunicação em relação ao programa e, por extensão, à implementação de ações do governo Lula em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/4502/" rel="attachment wp-att-4502" title="jornais.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/jornais.jpg" alt="jornais.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong> *por Rui Falcão</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/4503/" rel="attachment wp-att-4503" title="rui_falcao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/rui_falcao.thumbnail.jpg" alt="rui_falcao.jpg" align="left" /></a>Uma avaliação do Banco Mundial (BIRD) sobre como a imprensa brasileira (escrita) cobre os fatos associados ao Bolsa Família constitui-se em testemunha eloqüente do preconceito, da má vontade, má fé e ignorância de grandes veículos de comunicação em relação ao programa e, por extensão, à implementação de ações do governo Lula em cumprimento ao preceito constitucional que obriga o Estado brasileiro a respeitar os direitos sociais.</p>
<p>Infelizmente, os leitores em geral, com exceção dos assinantes do jornal Valor Econômico, não puderam ter acesso ao conteúdo do documento, por razões óbvias: os meios de comunicação aos quais coube a carapuça recusaram-se até agora a divulgá-lo. É, pois, com o propósito de fazê-lo chegar ao conhecimento geral que transcrevo aqui o resumo, com base no que foi noticiado no Valor.<br />
O Banco Mundial observa, de início, que a imprensa brasileira acompanha o Bolsa Família com atenção raramente vista em casos semelhantes no mundo, e tem preferência por mostrar mais as suas falhas que as suas virtudes. Assim, por exemplo, diz o estudo, a imprensa está mais preocupada com os desvios do programa – como a inclusão irregular de beneficiários – do que com eventuais imperfeições, como a existência de excluídos que deveriam ser contemplados e que por algum motivo não o foram ainda.</p>
<p>O documento informa que o Banco Mundial, ao contrário da imprensa nacional, avalia positivamente o programa e sugere a outros países que imitem a experiência brasileira. E, com tato diplomático, os pesquisadores do BIRD, para prevenir a opinião pública desses países quanto ao risco de incompreensão da natureza e dos objetivos do programa, a exemplo do que ocorre no Brasil, decidiram levar a eles também o debate estampado nas páginas dos jornais brasileiros. “O Bolsa Família é como jabuticaba, uma criação original do Brasil, que deu certo”, afirmou a pesquisadora Kathy Linders, do Departamento de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial, uma das responsáveis pelo estudo, em entrevista ao jornal Valor Econômico.</p>
<p>Para a pesquisa, foram escolhidos seis jornais, três deles de circulação nacional, e acompanhados desde 2001, quando tiveram início, no governo FHC, programas de transferência de renda condicionada aos mais pobres, como o Bolsa-Escola e o Bolsa-Alimentação, reunidos pelo governo Lula no Bolsa Família.</p>
<p>Parêntesis, para um comentário: como era de esperar, o Banco Mundial, ao pressupor uma continuidade entre os programas de ambos os governos, deixa de lado a radical diferença doutrinária e política que distingue um do outro: os programas sociais de FHC, cunhados na ideologia neoliberal, limitavam-se a ajudar os pobres, aliviá-los das agruras da pobreza, assumida não como um produto da desigualdade gerada pela prevalência do poder das elites na gestão dos recursos públicos, mas como uma fatalidade, enquanto os do governo Lula visam a resgatar uma dívida social do Estado brasileiro, a atender aos direitos sociais, inscritos na Constituição Federal de 1988.</p>
<p>Para os neoliberais do Banco Mundial, e para os tucanos, que lhe são subservientes, as reivindicações sociais e culturais podem ser aspirações legítimas, mas jamais direitos. A visão neoliberal rejeita todo enfoque coletivo do direito: o indivíduo é o único sujeito juridicamente titular de direitos; e os violadores do direito somente podem ser indivíduos que devem assumir, como indivíduos, a plena responsabilidade. Ou seja, a pobreza é assunto restrito unicamente à esfera privada, nada cabendo ao Estado senão promover a “filantropização” das políticas sociais — no lugar do atendimento aos direitos sociais —, mediante estímulo a ações de “responsabilidade social” empresarial e iniciativas pontuais de primeiras-damas, como o programa “Comunidade Solidária” de FHC.</p>
<p>A visão neoliberal vê o mercado – e não o Estado &#8211; como o principal coordenador dos conflitos de interesse na sociedade e concebe essa sociedade composta por indivíduos atomizados. Dentro dessa lógica da suposta inexistência da sociedade, substituída pelo mercado, os indivíduos passam a ter de sobreviver por conta própria no mercado, em que são obrigados a competir uns com os outros e a incorporar maneiras de se tornarem competitivos. Aos menos capazes de se aliviar do fardo das desigualdades, resta perecer, assim como falecem as empresas ineficientes.</p>
<p>Retomando o estudo do Banco Mundial: desde 2001, quando o governo FHC passou a dar alguma atenção para os programas sociais, de cunho assistencial, o debate na imprensa foi pautado por avaliações favoráveis às transferências de renda. Já as críticas aos problemas de implementação aumentaram sensivelmente após 2003, ano em que assumiu o governo Lula. O número de artigos sobre a Bolsa Família publicados entre 2003 e 2006 foi quase o dobro do total de artigos sobre o tema, no governo FHC, observa o estudo.</p>
<p>Os pesquisadores constataram que, entre os “temas quentes” da imprensa, os relatos sobre fraudes e controles, que ocupavam 10% das matérias durante o governo FHC, passaram a constar de 50% dos artigos publicados, em 2004, no governo Lula. Nos anos seguintes, com a implementação das providências de controle e revisão do cadastro tomadas por Lula, o tema perdeu importância relativa, até ocupar menos de 20% dos artigos em 2006.</p>
<p>Os técnicos do Banco Mundial comentam também que a imprensa nem sempre diferencia entre problemas causados por fraudes e irregularidades burocráticas, de um lado, e desconhecimento de regras ou erros em formulários, de outro, o que, na avaliação dos especialistas, dá aos leitores uma impressão equivocada sobre a natureza dos “desafios” do programa. A propósito, enfatizam que um terço das notícias sobre irregularidades tem como fonte o próprio governo, as suas agências de controle ou os ministérios. Somente em mais de um quarto das notícias foi a imprensa quem investigou e encontrou problemas. Está aí uma notícia que a imprensa em geral jamais fez chegar ao conhecimento do leitor, acrescentamos nós, num evidente propósito de desqualificar o sistema de acompanhamento e controle do programa por parte do governo Lula.<br />
Segundo informa Valor Econômico, em reunião com autoridades do Ministério do Desenvolvimento Social e da Presidência da República, em 01/04/2008, os técnicos do banco sugeriram “campanhas e cursos para que os jornalistas adotem os termos técnicos no tratamento noticioso das irregularidades dos programas”.<br />
Seria muito profícuo que tais campanhas e cursos começassem por informar que existem diferentes abordagens da pobreza e distintos modos de combatê-la. A maneira de definir e lidar com a pobreza revela conflitos sociais, ideológicos e políticos entre grupos de interesses, entre classes, partidos políticos e agências multilaterais, entre outros. A imprensa brasileira está longe de ser neutra nesse debate, como mostra o estudo do Banco Mundial.<br />
A seguir, tais campanhas e cursos poderiam contribuir para remover preconceitos sociais e morais existentes na sociedade brasileira, que inspiram boa parte das críticas da imprensa ao Bolsa Família. E por detrás de uma abordagem limitada de pobreza (à renda, por exemplo), as campanhas e cursos poderiam apontar a existência da dimensão da desigualdade — questões de acesso à educação, ao trabalho, contextos políticos e sociais perversos e sua reprodução, étnicos, de gênero e de reconhecimento social, gerados, entre outros, por uma situação econômico-social iníqua, que privilegia elites minoritárias, há séculos no controle do poder do Estado e que impede a grande maioria do povo brasileiro de se apoderar da própria cidadania.</p>
<p>O discurso moral dos “falcões do colunismo” distingue o bom pobre do mau pobre. Graças a esse artifício, evitam indispor-se com seus eleitores contrapondo-se frontalmente a um programa aprovado pela maioria do povo brasileiro, ao mesmo tempo em que abrem espaço à sua retórica de desqualificação, por supostamente produzir efeitos inversos aos pretendidos, serem ineficazes e eleitoreiros.</p>
<p>Parte das críticas ressalta o efeito indesejável da concessão de benefícios. Um deles é que os benefícios seriam tantos que os beneficiários passam a não querer trabalhar mais. Essa visão reflete, mais do que um preconceito, falta de informação sobre a situação na qual boa parte da população brasileira vive. De fato, o Bolsa Família gera alívio imediato na economia familiar, mas não é suficiente para que as famílias vivam unicamente dele.</p>
<p>Ademais, como observa a pesquisadora Sarah Mailleux Sant’Ana, o trabalho é compreendido pelos beneficiários do Bolsa Família não apenas como um modo de obter renda, mas também como meio de inserção social que lhes permite serem reconhecidos e respeitados como cidadãos úteis ao conjunto da sociedade. A maioria das pessoas desempregadas oficialmente ou que não têm empregos estáveis realiza trabalhos informais e temporários para aumentar a renda familiar, mas também trabalhos não remunerados que fortalecem os laços de solidariedade.</p>
<p>Outro preconceito refere-se ao destino dos benefícios. Nas Ciências Sociais, aprende-se que a categoria economia não é compreendida pelas pessoas somente pela renda, mas também pela ação (e sentido) social que a renda e os laços sociais criam. No trabalho de campo, realizado por Sant”Ana, observou-se que a maioria das famílias entrevistadas gasta os recursos recebidos na sobrevivência direta e imediata, mas outras fazem investimentos. A imprensa ignora o papel social, de expectativa de reconhecimento e inclusão, associado a esses investimentos. É o caso de duas beneficiárias: uma comprou um tanque para lavar roupa para fora, que o aluga para vizinhas e o empresta para amigas; outra parcelou a compra de um aparelho de DVD com parte do Bolsa Família para criar um cinema comunitário em sua casa, cobrando R$0,50. Nas festas de crianças, os filmes são oferecidos gratuitamente. Ao proceder dessa maneira, o que elas têm em mente é não somente capitalizar a renda, investir para que possam gerar mais renda, mas também fortalecer seus laços sociais e solidários, observa a pesquisadora, potencializando dessa forma as possibilidades de sua inserção social e de reconhecimento como cidadãos livres e ativos.</p>
<p>Nesse sentido, gastar parte do dinheiro do Bolsa Família no cabeleireiro para participar de um casamento pode ser considerado não um desvio de finalidade, mas um investimento de trocas simbólicas: o gasto na boa apresentação pessoal é uma deferência para com os noivos e convidados. Reciprocamente, em um momento posterior de necessidade, as pessoas assim honradas poderão retribuir de modo solidário. As mulheres que cuidam das crianças dos outros gratuitamente asseguram que, quando precisarem, seus filhos também serão cuidados.</p>
<p>Isso é dizer que sobreviver é assegurar o atendimento das necessidades biológicas e ao mesmo tempo assegurar um lugar (social) na comunidade. A escala da renda não é o bastante: pode-se ser rico (financeiramente) e fraco (socialmente); pobre (financeiramente) e forte (socialmente), afirma Sant’Ana. Sobreviver é ser capaz de se manter socialmente. Nesse sentido, as trocas são indispensáveis: mais que a movimentação de dinheiro e de bens, é a sensação de compartilhar de um destino comum que importa. É preciso relacionar-se, criar aliados, ou seja, abrir-se, ser visto para que os objetos necessários (móveis, tanques, bicicletas) circulem.</p>
<p>É desse modo que os próprios beneficiários percebem o Bolsa Família. A grande maioria dos entrevistados demonstra satisfação, não diretamente com a materialidade do benefício (a transferência de renda), mas com outras iniciativas, como o Programa Nacional de Agricultura Familiar, o acesso à eletricidade, o acesso aos remédios nas farmácias populares, o acesso à saúde e melhorias na escola. A relação com a vizinhança, de acordo com os entrevistados, também melhorou com o fortalecimento de laços de solidariedade e de novas amizades. Por aí se pode observar que o programa desempenha um papel relevante na garantia de uma autonomia mínima, na capacidade de planejar o futuro, no consumo e na qualidade alimentar, entre outros.</p>
<p>Outro preconceito, que poderia ser desfeito nas campanhas e cursos, é que o Bolsa Família seria um instrumento político de manipulação eleitoral, uma recaída no clientelismo clássico. Esquece-se, assim, deliberadamente que na esfera pública de direitos inscreve-se a obrigação do Estado de assegurar o direito à subsistência a todos os habitantes de uma nação. A esse respeito lembra-se que sob os auspícios do governo Lula, em setembro de 2006, foi aprovada no Congresso Nacional a Lei Orgânica da Segurança Alimentar, que consolida a concepção de uma renda mínima como direito do cidadão. Essa lei dissocia o direito à subsistência de iniciativas de um partido político ou de um governo e insere-o na agenda social brasileira como obrigação legal do Estado. A não garantia desse direito representa uma violação dos direitos fundamentais e lesão do direito à vida.</p>
<p>Também faz parte do conjunto de preconceitos morais dos falcões do colunismo a obsessão por responsabilizar os pobres pela situação precária em que vivem. A denúncia desse preconceito, indissociável do pensamento neoliberal, poderia ser utilizada pedagogicamente nas campanhas e cursos sugeridos pelo Banco Mundial, para suscitar a discussão na imprensa sobre o papel do Estado no resgate da dívida social.<br />
<strong><br />
Rui Falcão, 64 anos, jornalista e advogado, é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Foi deputado federal, presidente do PT e secretário de governo na gestão Marta Suplicy</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/banco-mundial-mostra-o-preconceito-da-imprensa-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
