09/11/2009 - 15:06h Querem calar os defensores de Lula

Dia sim, outro também, articulistas e jornalistas dos mais diversos jornais e revistas investem contra Lula, o PT, o governo federal. As vezes com razão, muitas por partidarismo e não poucas destilam veneno, preconceito e ataques descabidos e pessoais.

Uma tal de Danuza (“Lula se deslumbrou com ele mesmo, mas não aprendeu que, como presidente, não pode dizer “o Obama me disse”, ou “falei no telefone com o Sarkozy”; ficaria mais condizente com seu cargo dizer “o presidente Obama”, ou “o presidente Sarkozy”. O Itamaraty não podia ensinar essas coisas? E não acredito que jamais o presidente Obama ou o presidente Sarkozy dissessem um descalabro desses.” *), uma tal de Barbara (**), um tal de Reinaldo e por aí vai.

Liberdade de imprensa é isso. Ou melhor, é isso também.

Mas os mesmos são intolerantes com qualquer questionamento aos seus ataques. Não aceitam o contraditório e quando questionados nos fundamentos das suas críticas, invocam um suposto “patrulhamento” ou intolerância.

Parece que o conceito de liberdade da imprensa é só o direito deles atacarem Lula e se alguém discordar, pretendem serem “patrulhados”. Justamente eles que tem espaço garantidos nos jornais e revistas regularmente para publicar o que passe pela cabeça.

Recentemente Caetano proferiu publicamente uma opinião injusta e preconceituosa sobre o Lula. Direito dele de expressar essa opinião, direito meu de considerá-la injusta e preconceituosa. Direito do Estadão de dar destaque na primeira página para o ataque de Caetano. Dever do Estadão de reproduzir depois declarações dos que criticam Caetano e defendem Lula (o que o jornal fez).

Aí vem um tal de Sérgio Malbergier, jornalista da Folha Online, é proclama: Patrulharam Caetano, de novo.

Direito dele de gritar o que quiser, mas quanta intolerância com os que não aceitam suas posições.

Porque não toleram os que divergem com eles? Porque invocar censura, patrulhamento, quando permanentemente e com total liberdade emitem seus juízos mais diversos.

Malbergier, continue destilando suas posições anti-Lula. É seu direito e defenderei sempre esse direito seu se alguém vier a querer proibi-lo de emitir suas opiniões contra Lula.

Mesmo que o conteúdo de sua prosa, na minha opinião e no igual direito inalienável que me assiste de emitir-la, seja de um vácuo lamentável de idéias.

Segundo Malbergier “No, digamos, subperonismo que nos encontramos, são raros os políticos que questionam Lula e seus 70%. Os artistas, então, viciados em Petrobras, Eletrobrás, isenções fiscais e vales culturais, ou se calam ou bajulam.”

Porque os que não concordam com você estariam agindo por suborno (”isenções e vales culturais”)? Você consideraria como, alguém dizer que você ataca Lula e grita alto sua oposição, porque pagam um salário para você agir assim . Invocará o patrulhamento? Ou, mais prosaicamente, dirá que não respeitam sua opinião e procuram desconsiderá-lo com calúnias?

Contrariamente a sua afirmação, todos os dias, durante sete anos, todos os jornais, reproduziram questionamentos, críticas, ataques dos mais diversos políticos, sem contar a dos próprios jornalistas que com essas críticas concordaram e concordam.

Mesmo assim, obrigado a constatar o apoio de 70% ao presidente Lula, você tenta desconsiderar essa significativa parcela da população brasileira, “comprada” (”isenções”, vales culturais ou Bolsa-família, certo?) para bajular ou calar.

Mas se, no lugar de calar, sua prosa for contestada, os bajuladores silenciosos viram patrulhas intolerantes. É o já famoso “autoritarismo popular”, que agora dá para entender melhor. É quem não concorda com vocês, mas eleito pelo voto direto do povo, governa e emite opiniões contra as suas.

Custa aceitar que uma argumentação tão pobre e intolerante, seja reproduzidas sob o título de Pensata, mas quem sou eu para julgar o que a Folha considera conveniente.

Pode continuar a ecoar sua oposição que ninguém impedirá seu direito. Mas deverá aceitar que eu, e outros contestem seus “argumentos”. Os seus, os de Caetano, da Danuza e demais. Pelo menos enquanto a democracia e a liberdade continuar a imperar neste país.

Não ficaremos calados e iremos opor nossos argumentos e nossas idéias, a seus ataques e preconceitos. A democracia ganhará pela preservação do contraditório, por isso vocês não ficaram falando sozinhos e deverão se acostumar a ouvir os que com vocês divergem.

Luis Favre

* A frase é do artigo de Danuza Leão desta semana na Folha. O que ela diria se Lula tivesse falado ao primeiro ministro de Austrália, na frente das câmaras de TV, enquanto apertava a mão de Obama “Esse é o cara”?  Ou será que não tem nenhuma Danuza nos EUA para dizer para esse Obama que não se diz de Lula “esse é o cara” e sim “o Presidente Lula é a excelência mais popular do momento no planeta.”

** Em 1998, Barbara Gancia escrevia na Folha de São Paulo:

“Tire as crianças da sala, que eu vou contar uma piada suja. Diz que no meio de uma conversa entre o Lula e o Vicentinho, alguém soltou um pum. Qual o nome do filme? Você não sabe? Ora, “O que É Isso, Companheiro?”. (FSP 25 de março 1998).

Em dezembro do mesmo ano, na mesma Folha, Barbara ponderava:

“Sibilante
E o Luiz Inácio Lula da Silva, hein, que vai passar seis meses estudando em Harvard? Só espero que, antes de embarcar para os Estados Unidos, ele aprenda a dizer Cambridge, Massachusetts, sem cuspir em meio mundo.”
(FSP 11/12/1998).

21/08/2009 - 14:22h A bandeira de Barbara Gancia

Barbara Gancia está ditirâmbica. Cheia de entusiasmo por Marina Silva. Pelo que Marina Silva tem de melhor, sua origem humilde.

Para Barbara “Com sua cara de brasileirinha barrada no baile, do ponto de vista pedagógico Marina Silva representa a bandeira que o mundo quer ver o Brasil hastear. Alfabetizada no Mobral, contaminada por metais pesados, vítima das doenças da floresta, alguém que percorreu uma estrada muito similar à de Lula, só que sem a mácula do sindicalismo, o que ela pensa sobre sustentabilidade e o ambiente faz todo o sentido em um país que possui 60% do que resta de hectares “plantáveis” no mundo.” (FSP 21 agosto 2009)

Marina é a bandeira de Barbara, porque seria “alguem que percorreu uma estrada muito similar à do Lula”.

Pareceria que Barbara também apreciava o Lula e “a sua estrada”, sem formação superior e de origem pobre.

Será?

Em 1998, Barbara Gancia escrevia na Folha de São Paulo:

“Tire as crianças da sala, que eu vou contar uma piada suja. Diz que no meio de uma conversa entre o Lula e o Vicentinho, alguém soltou um pum. Qual o nome do filme? Você não sabe? Ora, “O que É Isso, Companheiro?”. (FSP 25 de março 1998).

Em dezembro do mesmo ano, na mesma Folha, Barbara ponderava:

“Sibilante
E o Luiz Inácio Lula da Silva, hein, que vai passar seis meses estudando em Harvard? Só espero que, antes de embarcar para os Estados Unidos, ele aprenda a dizer Cambridge, Massachusetts, sem cuspir em meio mundo.”
(FSP 11/12/1998).

Ver também, de junho 2001 o artigo premonitório da mesma Barbara Gancia Lula nunca chegará à Presidência

Mas como Marina rompeu com Lula e sua origem pode servir eleitoralmente para os que sempre cuspiram na origem do Lula, Barbara Gancia procura levantar a bandeira.

Dos hipócritas!

Luis Favre

03/04/2009 - 11:45h “Os idiotas latino-americanos”: Albert Fishlow Vs. Barbara Gancia

Folha SP

lula_obama.jpg

03/04/2009 - 11:32h Veja como incomoda que Obama fale bem do Lula

Qual é o fundo de verdade em uma ironia? É possivel fazer uma constatação séria e emendar com uma “boutade”?

Não é só FHC que ficou morto de inveja.

A dor de cotovelo para alguns, é tamanha, que acaba passando do cotovelo ao cérebro.

Ao ponto de querer atrapalhar o suposto gozo dos outros.

Será que gozar provoca nos incomodados, além de inveja, ódio?

Profunda estudiosa do pensamento de Obama e do seu inconsciente, a jornalista da Folha, Barbara Gancia, dedicou parte de sua coluna hoje a nos desencantar com a ideia que a frase de Obama, dizendo que Lula é o homem mais popular do planeta, seja séria.

Sim, sim. Perante o consenso generalizado que a frase poderia traduzir uma mudança gigantesca nas relações econômicas, diplomáticas, comerciais e militares entre os Estados-Unidos e o Brasil; a jornalista Barbara Gancia nos convida a um estudo mais aprofundado da expressão obamistica. Intimando, pela mesma, “os idiotas latino-americanos”, a parar de gozar a toa…

Reproduzo uma parte da coluna. A primeira parte está dedicada a defender o direito de expressão, sem ter que poder ser processado por isso; assim como a desancar os presidentes brasileiros e Paulo Maluf. LF

 http://www.google.com/hostednews/afp/media/ALeqM5ggwDuTMuiykytxenT1sQ-xAsk40Q
Lula e Obama na Casa Branca

BARBARA GANCIA

Esse é o cara, vírgula

(…)

Sinto desapontar tanto ao nobre leitor quanto aos idiotas latino-americanos que ficaram empolgadíssimos com a troca de gentilezas entre Barack Obama e Lula, na cúpula do G 20, em Londres. Mas a expressão usada por Obama ao se referir a Lula, “That’s my man”, não tem nada a ver com a tradução que foi empregada por meio mundo e seu vizinho. “That”s my man” não quer dizer “Esse é o cara”. Está mais para: “Esse é o meu camarada” ou “Esse é o meu chapinha”.
O vídeo mostra ainda Obama dizendo que Lula é “o político mais popular do mundo”, o que fez os barbudos dos sindicatos e das universidades tapuias praticamente rolarem pelo chão em orgasmos múltiplos. Mas, vem cá: se Obama estivesse falando sério, será que ele iria emendar dizendo que é por causa dos “good looks”, da bela aparência, que Lula é considerado o político mais popular do planeta?
I don’t think so. A troca de gentilezas entre os dois presidentes certamente foi das mais simpáticas. Mas, no frigir dos ovos, não significa absolutamente nada no que diz respeito às relações entre os EUA e o Brasil. O resto é torcida da turma do Fla-Flu ideológico…

barbara@uol.com.br www.barbaragancia.com.br

Veja o que Obama disse ao Primeiro Ministro da Austrália, sobre o Lula. Clique aqui 

15/02/2008 - 10:25h Barbara Gancia quer me calar

Artigo publicado hoje na página 3 da Folha.

LUIS FAVRE

Ela, que se serve do poder de fogo da grande mídia para tentar destruir reputações, não tolera ser contestada com a mesma arma que usa

BARBARA GANCIA quer me calar.

Ela usa seu espaço neste jornal para me ameaçar de um processo e tentar colocar uma mordaça nos que recusam sua prepotência e seus insultos.

Ela está descontrolada porque, em resposta a um artigo cheio de prepotência, arrogância e insultos, ousei escrever no meu blog, no artigo “Latem, Sancho, sinal que cavalgamos” (http://blogdofavre.ig.com.br) o que ela não quer ouvir e que vou repetir:

“2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do real, mas também a quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixado pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes. Imagino como seria se alguns dos articulistas antipetistas, esses de “rabo preso” com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem ministros do Turismo e falassem, aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem”.

Ela, que tanto esbraveja, não gostou do “rabo preso”. Ela tampouco gostou de que eu acrescentasse:

“Se ela ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repetem incansavelmente, mas que, como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber: que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinado pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que, salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa, como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos Jardins, Pinheiros e a rua de Barbara Gancia) é a mesma de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.”

Ao contrário dessa torcida do contra, a ministra do Turismo calmamente explicou em Madri que não há epidemia de febre amarela e que somente as pessoas que forem para regiões de risco devem ser vacinadas. Disse também que os problemas encontrados com o tráfego aéreo estão em vias de solução, mas que não são piores que os enfrentados pelos aeroportos de Londres ou pelo JFK em Nova York. Afirmou também que, se é verdade que a violência existe, pelo menos no Brasil não há terrorismo, nem ameaças desse tipo, como ocorre na França, na Inglaterra e na Espanha, por exemplo. Que aqui não há terremotos nem tsunamis. Resumindo, defendeu o Brasil e mostrou que vale a pena visitá-lo e conhecê-lo.

Nada diferente do que disse, por exemplo, o “Valor Econômico”: “Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de Setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu”. (1º/2/2008).

Tampouco muito diferente do que, sobre a “epidemia”de febre amarela, afirmou o próprio ombudsman da Folha: “Acontece que desde 1942 não se conhece no Brasil transmissão de febre amarela em reduto urbano. A informação foi veiculada, mas o tom predominante, mostram os títulos da capa, foi o de escalada”. (27/1/2008).

Mas quando falta a razão, sobram os impropérios. A irritação e a contrariedade de alguns se entende, pois mesmo com suas penas servindo os que procuram desmoralizar o governo e promover o ódio e a rejeição de suas figuras mais populares, a avaliação majoritária da população é que o Brasil está no caminho certo.
Por isso, Barbara Gancia quer me calar com um processo e assim cercear meu direito à liberdade de expressão e de opinião. Ela, que se serve do poder de fogo da grande mídia para tentar destruir reputações, colar etiquetas e adjetivos pejorativos contra uns, obsequiosos para outros, não tolera ser contestada com a mesma arma que ela invoca para realizar sua tarefa política: minha liberdade de opinião e de expressão.

Solicitei à Folha de S.Paulo o direito de responder no mesmo espaço onde fui atacado e ameaçado, permitindo que o despropósito da jornalista seja respondido. A Folha aceitou meu pedido e está de parabéns.


LUIS FAVRE, 58, é publicitário especializado em marketing eleitoral. É casado com a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

08/02/2008 - 18:27h Cavalgando

A minha primeira resposta ao artigo de Barbara Gancia contra Marta Suplicy está no link:

Latem, Sancho, sinal que cavalgamos.

A resposta ao artigo de hoje esta aqui embaixo

08/02/2008 - 15:59h Barbara Gancia, No me callarás! (não me calaras)

Barbara Gancia reagiu irritadíssima ao artigo que escrevi mostrando-a tendenciosa, agressiva e, ao meu ver, despreparada para o cargo que ocupa de editorialista da Folha de São Paulo.

São minhas opiniões e minha liberdade de expressão, amparadas na liberdade de imprensa que agora, com a arrogância que todos conhecem, ela quer amordaçar.

Sim, Barbara Gancia usa o poder que ela tem do alto de seu jornal para me ameaçar com um processo , porque, sem ânimo de ofender ninguém, mas usando das prerrogativas invocadas regularmente por um setor da mídia que afabula o nome de minha esposa, Marta Suplicy, com epítetos nada generosos, tenho exercitado meu direito, sacro santo do jornalismo: a liberdade.

Curioso, não?

Pimenta nos olhos dos outros é refresco, diz o ditado e quanta verdade ele desnuda.

Barbara Gancia ficou irritada porque mostrei a “nobre” motivação dos seus ataques desbocados contra Marta. Ela escreveu quais eram essas “motivações”: “tenho vontade de arrancar os cabelos e as vestes quando penso que votei em Martaxa. E que passei os últimos dois anos da prefeitura dela engolindo o monóxido de carbono dos veículos desviados da av. Cidade Jardim em direção à minha rua. “ eu acrescentei e repito: “Como se vê alto interesse público na motivação.”

Ela quer me calar com um processo e assim cercear meu direito a liberdade de expressão e de opinião, porque eu teria dito que ela se enquadra na categoria dos jornalistas tucanófilos. Aqueles que utilizam o poder de fogo da grande mídia, diferente deste pequeno e semi-clandestino blog, para destruir reputações, atingir imagens de pessoas públicas, petistas ou não, colar etiquetas e adjetivos pejorativos contra uns, obsequiosos para outros.

Barbara Gancia não tolera ser contestada com a mesma arma que ela invoca para realizar sua tarefa política. Sim, tarefa política visando a incentivar rejeição contra seus desafetos políticos e em favor dos adversários deles. Do alto de seu poder de influenciar ela pretende calar quem a conteste. Ela falar de martaxa, pode. Ela falar de lambaça, pode. Ela vociferar: “hoje me sinto à vontade para esbravejar: por qué no te callas, Martaxa?”, pode.

Aliás, a expressão por qué no te callas é da “mordaça” mesmo.

E bem, acabou essa de calar nossa voz. Internet quebrou o monopólio das Barbaras Gancias da vida de esbravejar a vontade para impor suas escolhas, sem que outras vozes possam ser também ouvidas. A minha esta no http://Blogdofavre.ig.com.br/

Vou repetir o que eu escrevi e que motiva tanto ódio de Barbara Gancia.

“Imagino como seria se alguns dos articulistas anti-petistas, esses de “rabo preso” com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem Ministro de Turismo e falassem aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem.”

E acrescentei:

“Se ela (Barbara Gancia) ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repete incansavelmente, mas que como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinados pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos jardins, pinheiros e a rua de Barbara Gancia) são as mesmas de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.”

Entendo que posta a nu, ela reaja irritadíssima. Algumas pessoas não gostam de ser expostas pelo que são, preferem vender ilusão, reagindo com autoritarismo, ameaças e despropósitos quando os holofotes viram para elas.

Luis Favre

PS No artigo de hoje, Barbara Gancia disse:

“Diz também o senhor Luis Favre (ou Felipe Belisário Wermus, nunca sei como me referir a ele) que tenho “ódio” e “inveja” de Marta Suplicy. Não tenho ódio, não, isso é coisa da esquerda maniqueísta.
Apesar de minhas eventuais críticas, acho a figura de Marta simpática, controvertida, moderna e menos perniciosa à vida pública do país do que tantos vilões de verdade que andam por aí.
Até daria uma nota seis à sua administração em São Paulo, a despeito do túnel inútil que ela mandou construir quase na porta da minha casa.”

No artigo da semana retrasada, ela dizia:

“Brioche revisitada
Mais uma vez, Marta Suplicy demonstra não ter temperamento ou tino para nos representar no exterior

FAÇO PARTE daquela parcela da população que não sente a menor saudade da Marta Suplicy prefeita de São Paulo. Sempre encarei as eleições como exercício enxadrístico, e mudo meu voto a cada nova estação eleitoral de acordo com os candidatos que se apresentam e o balanço de poder que, imagino, venha a ser o menos danoso.
Fiel a essa proposição, votei em Marta nas eleições municipais de 2000 a fim de vê-la derrubar seu principal concorrente à prefeitura, o ex-prefeito Paulo Maluf.
Ah, se arrependimento matasse! Note, dileto leitor, que, para mim, Maluf não poderia nunca configurar como alternativa de voto, uma vez que, ao longo dos anos, ele parece ter adquirido o tique nervoso de me processar a cada vez que ouso mencionar seu nome (já são coisa de cinco processos formais e outras tantas tentativas de instauração de litígio repudiadas pela Justiça).
Mesmo assim, tenho vontade de arrancar os cabelos e as vestes quando penso que votei em Martaxa. E que passei os últimos dois anos da prefeitura dela engolindo o monóxido de carbono dos veículos desviados da av. Cidade Jardim em direção à minha rua, por conta das obras de um túnel que trouxe zero benefício ao trânsito e ao comércio da minha região.
É por já ter depositado meu voto na urna em proveito de dona Marta (não confundir com o morrote carioca homônimo), que hoje me sinto à vontade para esbravejar: por qué no te callas, Martaxa?”

01/02/2008 - 10:40h Latem, Sancho, sinal que cavalgamos

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Marta Suplicy, defendendo o Brasil no exterior

2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do Real, mas também da quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixados pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes.

Imagino como seria se alguns dos articulistas anti-petistas, esses de “rabo preso” com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem Ministro de Turismo e falassem aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem.

Por exemplo a desbocada Barbara Gancia, aquela do insulto e o adjetivo fácil, que vomita regularmente no jornal Folha de São Paulo e que tem a Marta entalada na garganta (segundo ela disse, mas eu penso que não é só, pelo nobre motivo que Marta fez um túnel que obrigou os carros a ir na rua dela. Como se vê alto interesse público na motivação)

No jornal ela lança hoje mais uma diatribe contra Marta, que mal esconde o ódio pessoal e a inveja, mais que divergência ou discordância.

Se ela ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repete incansavelmente, mas que como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinados pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos jardins, pinheiros e a rua de Barbara Gancia) são as mesmas de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.

Por isso ela está arrepiada perante o fato que a Ministra de Turismo do Brasil em recente entrevista na capital espanhola, disse que não tem epidemia de febre amarela e que somente as pessoas que forem para regiões de risco devem ser vacinadas. Disse também que os problemas encontrados com o tráfico aéreo estão em vias de solução, mas que não são piores que os enfrentados pelos aeroportos de Londres ou JFK em New York. Afirmou também que se é verdade que a violência existe, pelo menos no Brasil não tem terrorismo, nem ameaças desse tipo, como tem França, Inglaterra e Espanha, por exemplo. Que aqui não tem terremotos, nem tsunamis, mesmo se parte da mídia gostaria muita vezes uma boa tragédia (isso a ministra não diz, pena). Resumindo, defendeu o Brasil e mostrou que o Brasil vale a pena ser visitado e conhecido.

Ela disse também, para desespero de tucanos e Gancias da vida, que nunca antes na história deste país um presidente teve o prestigio e reconhecimento do nosso operário metalúrgico e que isso, reforçando a imagem positiva do Brasil no exterior, ajudava muito o crescimento do turismo.

Porque defender o Brasil, defender o turismo no Brasil, é contribuir para preservar e aumentar o emprego e a renda de milhões de brasileiros, em particular dos mais pobres.

Para os colonistas* é inaceitavél.

Luis Favre

*Paulo Henrique Amorim adotou, no seu Blog ” Conversa Afiada”, o termo de “colonista”. Segundo ele, trata-se de essa legião de “colonistas”/especialistas que expõem as idéias do patrão como se fossem suas.

Se refere a “colônia”, dá a idéia de pessoa “colonizada”, submetida ao pensamento hegemônico que se originou na Metrópole e se fortaleceu nos epígonos coloniais.

Epígonos esses que, na maioria dos casos, não têm a menor idéia de como a Metrópole funciona, mas a “copiam” como se a ela pertencessem.

Nos países latino-americanos de língua espanhola utiliza-se também o termo espanhol “cipayos”.

26/01/2008 - 11:01h Diálogos e Pérolas


SP entre o amor e o caos, na visão de quatro colunistas – FOLHA

SE A ELITE de São Paulo é cafona, conforme insiste a colunista da Folha Danuza Leão, que mora no Rio, o ex-ministro Delfim Netto, também colunista, é esperançoso: “Ela aprende, ela aprende”. Se Gilberto Dimenstein, que mora na Vila Madalena, torce para que apareça um prefeito com coragem suficiente para implantar o pedágio urbano, como forma de resolver o problema do trânsito, a moradora do Itaim Bibi Barbara Gancia lembra que em Londres ou Nova York, dotadas de ótimos sistemas de transporte público, a maioria das pessoas prefere ir de metrô. Os quatro falaram das aflições da metrópole, como a violência, a escola ruim, o trânsito neurótico, mas teceram uma lista de elogios à cidade que completou ontem 454 anos. (LAURA CAPRIGLIONE)

(mais…)

24/08/2007 - 13:50h Quanta confusão, parece um bordel!

A jornalista Barbara Gancia, na Folha de São Paulo de hoje discorre sobre o justo combate do prefeito de São Paulo contra o prédio Oscar’s do empresário Oscar Maroni Filho.

Efetivamente, se os organismos responsáveis determinarem que a construção dificulta o tráfico aéreo, deve ser exigida sua demolição. Pessoalmente não vejo na atitude do Gilberto Kassab nenhuma politicagem e tendo a concordar com a reflexão da jornalista da Folha.

Porem, ela detetou nas criticas ao suposto oportunismo do prefeito, a mão dos defensores do governo Lula. Estes estariam defendendo o empresário e seus negócios de “sexo”. Ela afirma, mas não dá o nome de ninguém.

Barbara Gancia poderia comentar também o que o jornal, do qual ela é editora, escreveu sobre o empresário em questão:

“O empresário Oscar Maroni Filho, 51, idealizador do Showfight, é também proprietário do clube privê Bahamas, um dos maiores prostíbulos de luxo da cidade. “Mulher e artes de combate têm tudo a ver”, disse ele no celular com número finalizado em 6969, “uma brincadeirinha”.

Em oito oportunidades, nos intervalos entre as lutas, Maroni homenageou o agora ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), “sem o qual esse evento não teria sido possível”. Ontem, em entrevista gravada, repetiu ter recebido “todo o apoio do governo”. Segundo ele, do então secretário de Esporte e Lazer do Estado de São Paulo, Lars Grael, conseguiu prioridade na reserva do ginásio do Ibirapuera e divulgação. A locação do ginásio saiu-lhe por R$ 22 mil.


Os contatos com a Secretaria da Segurança Pública iniciaram-se há 40 dias, quando o promotor das lutas foi recebido por um assessor do secretário Saulo de Castro Abreu Filho na sede do órgão.


Na ocasião, disse Maroni, conseguiu apoio em troca de abrir “escolinhas de artes de combate” para ensinar garotos pobres a “administrar sua agressividade dentro do respeito às regras e à hierarquia”. “Vamos abrir essas escolas em unidades da Febem e onde mais for possível”, disse.” (FSP Caderno Cotidiano sábado, 08 de abril de 2006).

Evidentemente, nada disto invalida a correção da atuação do prefeito e o fato da policia do Estado de São Paulo ter sido utilizada, segundo a Folha, para fazer segurança no evento privado do empresário, nada prova com relação ao litígio atual entre o prefeito e o dito empresário. Vamos aguardar a reflexão de Barbara Gancia sobre esta “promiscuidade” que, pelo visto, não tem uma só cor, digamos, ideológica.

Luis Favre