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	<title>Blog do Favre &#187; BB</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Sérgio Rosa diz que poder na Vale é compartilhado</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Gestão empresarial: Segundo presidente da Previ, condução da companhia é equilibrada com demais sócios


Leo Pinheiro/Valor

 Sérgio Rosa, presidente da Previ e do conselho da Vale, defende investimentos da mineradora no setor siderúrgico. &#8220;Temos de olhar o consumo 10, 20 anos à frente&#8221;

Cristiano Romero, do Rio &#8211; VALOR
Maior acionista da Vale, a Previ, a fundação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Gestão empresarial: Segundo presidente da Previ, condução da companhia é equilibrada com demais sócios</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em>Leo Pinheiro/Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002372/imagens/foto27emp-prdevi-a12.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> Sérgio Rosa, presidente da Previ e do conselho da Vale, defende investimentos da mineradora no setor siderúrgico. &#8220;Temos de olhar o consumo 10, 20 anos à frente&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cristiano Romero, do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Maior acionista da Vale, a Previ, a fundação de previdência dos funcionários do Banco do Brasil (BB) quer, a exemplo do governo, que a empresa invista na produção de aço no Brasil. Nesta entrevista ao Valor, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, rompeu o silêncio a que vinha se impondo desde o início da polêmica envolvendo o presidente Lula e o principal executivo da Vale, Roger Agnelli.</p>
<p>&#8220;Dizer que hoje estamos com sobreoferta de aço no mundo não significa muito&#8221;, disse Rosa, rejeitando o argumento, utilizado inclusive pelo empresário Jorge Gerdau, de que existe excesso do produto no mundo. &#8220;Não se pode decidir investimento em aço com base no consumo de hoje.&#8221;</p>
<p>O dirigente do maior fundo de pensão do país, com patrimônio de R$ 130 bilhões, contou que muitos empresários usam os fundos de pensão para alavancar negócios sobre os quais, depois, as fundações não têm ingerência. Rosa, que também preside o conselho de administração da Vale, assegurou que, no caso da mineradora, há um &#8220;compartilhamento&#8221; de poder entre a Previ e o Bradesco. O governo Lula, informou, não interfere nos investimentos do fundo. &#8220;O nível de autonomia é muito grande.&#8221;</p>
<p>Presidente da Previ há quase sete anos &#8211; seu segundo mandato termina no próximo ano -, Rosa revelou que, ao contrário de outros fundos, o do BB apostou no risco e saiu vitorioso. Em dez anos, a rentabilidade acumulada atingiu 750%, face a 400% da taxa Selic.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Faz sentido a Vale controlar negócios na siderurgia?</em></p>
<p align="justify"><strong>Sérgio Rosa:</strong> A Vale tem investimentos em siderurgia. Há uma estratégia nessa área. Não é uma área que passe à margem dos planos estratégicos da empresa.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Qual é a lógica desse investimento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Ela não vende minério se ninguém quiser produzir aço.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Há excesso de oferta no mercado mundial. Não é um equívoco investir em aço no momento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Não se pode decidir investimento em aço com base no consumo de hoje. Todo investimento tem um período de maturação de três, quatro anos. É preciso olhar para 10, 20 anos à frente. Dizer que hoje estamos com sobreoferta de aço não significa muito para quem vai tomar decisões de investimento olhando pra frente.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por que isso pode ser um bom negócio?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Se acreditarmos que o Brasil vai ter uma indústria de petróleo forte, demandando investimentos em plataformas e navios, gastos pesados em infraestrutura, vamos precisar de aço. A perspectiva do consumo de aço de hoje não é a mesma dos próximos anos.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A Previ está sobreaplicada na Vale. Vai vender um pedaço?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Não estamos negociando nada. Temos prazo para fazer isso. Se interpretarmos a regulamentação de forma mais estrita, temos até 2014 para executar nosso plano de enquadramento. Originalmente, o prazo era 2012. Existe uma brecha na regulamentação para entender que, se esse desenquadramento for igual ou menor ao superávit que o plano (de benefícios) tem, podemos carregá-lo por mais tempo. Esta é uma interpretação que ainda não está clara, não sabemos se é assim que a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) vai entender, mas é algo para examinarmos. Independentemente disso, quanto mais a Vale cresce, mais ela fica proporcionalmente grande no nosso portfólio. No tempo, a tendência será diminuir a nossa participação, mas temos condições de examinar uma boa oportunidade para nós e para a empresa, até porque não imaginamos vender toda a nossa parte.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O que fez a Previ, em meados dos anos 90, optar por investir em renda variável, numa hora em que a renda fixa era extremamente atraente por causa dos juros altos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Eu não estava aqui quando o portfólio foi montado. A maior parte dos investimentos ocorreu em função das privatizações, mas acho que houve uma combinação sui generis.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Que combinação?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> De um lado, havia os representantes do BB e do governo buscando contribuir para o processo de privatização, orientando o fundo a integrar os consórcios. Por outro lado, havia representantes dos participantes dentro da Previ com uma visão nacionalista, desenvolvimentista, dizendo: &#8216;já que vai privatizar, vamos entrar. Somos investidores de longo prazo, então, vamos ajudar essas empresas a não caírem na mão de qualquer um&#8217;. Não houve um grande plano de investimento.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>E hoje, o governo decide os investimentos da Previ?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Não. O nível de autonomia é muito grande. Obviamente, estamos sempre atentos a interpretar as políticas de governo, uma vez que elas influenciam o ambiente econômico. Fazemos isso como qualquer investidor. Temos tido um diálogo muito constante com o governo. Até em coisas que não andaram muito, como as parcerias público-privadas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os fundos a aplicarem até 10% do patrimônio no exterior. A Previ planeja fazer isso?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Vamos estudar ao longo de 2010. Ter liberdade para aplicar é muito bom porque os fundos competem no mercado e precisam se igualar ao máximo com os outros atores. A contrapartida da liberdade é muita prestação de contas e responsabilidade pelo que o fundo faz. Há uma coisa muito pesada sobre fundos de pensão. Às vezes, o fundo tem um resultado positivo em 99% do que faz, mas perde em 1% e, por isso, sofre muitas críticas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Essa cobrança não decorre do fato de o Tesouro ser o garantidor dos fundos ligados a empresas estatais?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Ele não é.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Se a Previ quebrar, o Tesouro não tem que cobrir os prejuízos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Não. Essa é uma compreensão errada. No caso do plano de benefício definido (o Plano 1 da Previ), há o compromisso da patrocinadora, o BB, para equacionar os déficits.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Se o BB tiver que fazer isso, a conta não acaba batendo no Tesouro?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Esse raciocínio não é tão direto. Se o BB tem lucro, vai tirar isso (um eventual prejuízo do fundo) dele, dos acionistas e do Tesouro, que é o acionista majoritário do banco. É do jogo. Mesmo assim, a conta é repartida meio a meio com os participantes do fundo. Há, portanto, um limite desse esforço do Tesouro caso o fundo quebre, e nós estamos longe disso, não só a Previ como quase todos os fundos. Essa incompreensão sobre o que são os fundos vem do passado.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>De quando?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Até 1996, tivemos algumas CPIs de fundos, e isso foi reeditado em 2005 (durante a crise de mensalão). A CPI de 1996 fez um retrato muito negativo dos fundos. Na CPI de 2005, o relatório foi quase um atestado de bons serviços, um &#8216;nada-consta&#8217; para nós. Mas existe um preconceito contra os gestores dos fundos. Isso é ruim. Por isso, há essa tese de que é preciso colocar muita trava na ação dos fundos. E há a memória de que os fundos fazem investimentos orientados politicamente e não pela rentabilidade e o mercado. Temos trabalhado muito para tentar mudar essa cultura, sabendo que ela não muda de uma hora para outra.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Os fundos são usados para alavancar empresários, que depois mandam nas empresas?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Há empresários que querem mandar no corpo inteiro. Para não pagar por isso, eles compram uma perna. A outra perna eles querem usar os fundos de pensão para comprar, mas mandam no corpo inteiro.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Na Vale, a Previ é a maior acionista, mas não é o Bradesco quem manda?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Não é assim. Temos ali uma condução muito mais equilibrada com os outros sócios, um compartilhamento.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>No governo, é dito que os fundos estão numa posição desigual com os sócios privados?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> No caso da Previ, não é assim.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Quanto a Previ perdeu na crise?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Aproximadamente R$ 20 bilhões.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O fato de o fundo estar sobreaplicado na Vale não acarretou uma perda maior, uma vez que as empresas exportadoras estão sofrendo mais?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Perdemos menos por causa do critério de avaliação da Vale, o critério econômico. A Vale subiu muito no primeiro semestre de 2008 e depois caiu, mas a nossa avaliação era do fim de 2007, então, quando a reavaliamos no fim de 2008, já não pegamos esse sobe-e-desce das ações. Quando comparamos o balanço de 2008 com o de 2007, ela ficou estável. Dos R$ 20 bilhões que perdemos em toda a carteira, estamos próximos de recuperar tudo. A bolsa fechou 2007 próxima dos 63 mil pontos. Já voltou a esse patamar.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Com a queda da taxa Selic a um dígito, o que muda na vida dos fundos de pensão?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> A Previ já tem um portfólio bastante diversificado. Historicamente, migramos para aplicações fora da faixa da Selic, tanto que nossa rentabilidade nos últimos anos tem sido muito superior à média da Selic. Temos hoje mais de 60% dos recursos aplicados em renda variável, 3% em imóveis e cerca de 30% indexados à Selic.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A Selic responde por quanto da rentabilidade dos seus ativos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> A Selic é praticamente o nosso piso de rentabilidade. Em dez anos, a Previ teve uma rentabilidade de aproximadamente 750%, enquanto a Selic no mesmo prazo acumulou 400%. Isso mostra que o investimento em renda variável tem puxado bem para cima a nossa rentabilidade. Isso não é verdade para a maioria dos fundos de pensão.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por quê?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Ao contrário da Previ, a maioria dos fundos tem no máximo 10% dos ativos aplicados em renda variável. Foi uma decisão estratégica da Previ tomada lá atrás. Muitos fundos de pensão estão associados ainda à ideia da renda fixa.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por que eles são mais conservadores?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Em parte, por causa da memória de rentabilidade alta da renda fixa, que não desaparece de uma hora para outra. Ainda ontem, havia títulos do Tesouro de longo prazo pagando juros de 13% ao ano. Quando o fundo não tem uma boa estrutura para gerir o risco de ativos mais alternativos, um título de 12 anos a 13% ao ano ainda é uma zona de conforto muito grande. Falta também um pouco de incentivo para buscar essa rentabilidade adicional em nome do participante do fundo.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>De que forma?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> A resolução 3.792, do CMN, trouxe uma abertura para cada fundo adotar políticas próprias de controle de risco. Até então, a gente tinha que prestar contas de risco à SPC com base na tal &#8216;divergência não planejada&#8217;.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Como funcionava essa regra?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Mês a mês, o fundo tinha que analisar o desempenho da sua carteira frente ao seu índice atuarial ou a um indexador escolhido do mercado. Quando o fundo escolhia um investimento que tinha um grau de volatilidade maior no curto prazo, embora no longo prazo ele pudesse dar resultados muito superiores, com a medida de risco amparada na &#8216;divergência não planejada&#8217;, calculada mensalmente, o fundo parecia estar numa situação de alto risco. Todo mês o resultado fugia do índice atuarial ou do índice de mercado escolhido.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O que mudou?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Com a 3.792, passamos a pensar medidas de risco mais apropriadas dos investimentos. Se os fundos de pensão migrarem para essas novas medidas, isso pode melhorar a compreensão geral do que é uma alocação de longo prazo. Esta é a grande vantagem de um fundo de pensão. Diferentemente da maior parte da indústria financeira, que tem que olhar o curto prazo e a liquidez quase diária, com cotistas entrando e saindo o tempo todo, o fundo de pensão tem uma estabilidade para o investimento muito maior.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A aposta no risco é o melhor caminho?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Uma estatística da bolsa americana, válida para as bolsas dos países mais desenvolvidos e que provavelmente vai começar a valer para o Brasil, mostra que, quando se calculam períodos de aplicação de 30 anos, em nenhum período, em qualquer parte do tempo, o investimento em bolsa perde para renda fixa. Há, portanto, um prêmio pela alocação de longo prazo em ativos considerados de maior risco e que são mais voláteis no curto prazo.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Não é arriscado investir o dinheiro das aposentadorias de milhares de pessoas do fundo em renda variável?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Um livro antigo de Peter Drucker (filósofo e economista, de origem austríaca, considerado o pai da gestão moderna) diz que um fundo de pensão faz 10 investimentos: sete não vão dar certo, dois vão mais ou menos se pagar e apenas um vai pagar a conta de todos. O problema é que você tem que explicar isso e, às vezes, não consegue. Mas Drucker fala que isso é essencial para a economia. Se você não fizer isso, não criará nada novo.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A meta atuarial da Previ hoje é 5,75% ao ano, além da variação do INPC. Com a queda dos juros, vai ser necessário alterá-la?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Nossa expectativa é que a rentabilidade seja superior a isso ao longo do tempo. Se mudarmos, será por uma questão de conservadorismo, prudência, algo permitido pelo superávit que temos hoje. Se tivéssemos que fazer essa mudança e ela fosse onerar os participantes, talvez, pudéssemos adiar isso porque efetivamente temos superávit e uma perspectiva de superávit superior à meta. Só neste ano, estamos com rendimento no Plano 1 (o dos aposentados com benefício definido) de 18%. No Plano 2 (em que a contribuição é definida), a taxa atuarial tem uma importância menor, portanto, temos um pouco mais de liberdade para discutir isso.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O governo está impondo uma mudança de meta?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> O governo vem tratando disso não como uma imposição, mas como uma diretriz. Vem apenas comentando o fato, sobretudo com os fundos que estão muito ancorados em renda fixa, mostrando que, se a estratégia de alocação continuar sendo essa, provavelmente os fundos vão ter que lidar com isso. É preciso criar uma cultura própria de investimento de fundo de pensão. A Previ criou uma história. Mais recentemente, a Petrus (fundação dos funcionários da Petrobras) e a Funcef (da Caixa Econômica Federal) passaram a ter uma história um pouco mais parecida, mas isso não gerou um pensamento hegemônico em termos de estratégia de investimento. Essas histórias ainda são vistas como algo isolado, que deu certo, mas que não pode ser replicado. É preciso criar uma cultura própria de investimento de longo prazo, inexistente no país. O Brasil não tem um Warren Buffett. Os Estados Unidos, por exemplo, têm uma indústria de fundos de pensão desde os anos 50.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O contencioso com Daniel Dantas chegou ao fim?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Acho que sim. De vez em quando, ainda surgem alguns desdobramentos no âmbito judicial. Há ainda investigação no TCU sobre o contrato de &#8216;put&#8217; que fizemos com o Citibank em 2005. Tem ainda a operação Satiagraha, em que somos testemunhas. Temos uma sociedade com ele numa pequena empresa, a Sanepar, no Paraná. Havia ali um problema de contratação muito inadequada, que dificultava o controle dos serviços contratados pela Previ (junto ao grupo Opportunity).</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Isso ocorreu por incompetência da então diretoria da Previ ou por dirigismo político do governo (em 1998)?</em></p>
<p align="justify"><strong>Rosa:</strong> Houve uma imperícia, uma certa falta de acautelamento em definir as premissas concretas, a governança do próprio fundo (o CVC). Aquele era um fundo que tinha que ter governança. Hoje, temos um comitê de investimento na Previ que revisa as propostas que o gestor traz. Há uma condição de prestação de contas e até a possibilidade de substituir o gestor a partir de uma série de cláusulas. A gente aprende. Embora eu não tenha provas, acho também que houve uma certa influência (política) para que essa associação (com o Opportunity) fosse feita num padrão que não era muito rigoroso. Não tenho evidentemente elementos para dizer isso categoricamente, mas é essa a avaliação.</p>
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		<title>BB amplia limite de consignado em R$ 4 bilhões. A medida vai beneficiar aposentados e servidores</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 13:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[aposentados]]></category>
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		<category><![CDATA[BB]]></category>
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		<description><![CDATA[Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O Banco do Brasil aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado para o crédito consignado de 2 milhões de clientes. A medida vai beneficiar aposentados que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e servidores do Ministério do Planejamento &#8211; entidades que assinaram convênio com o banco. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O Banco do Brasil aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado para o crédito consignado de 2 milhões de clientes. A medida vai beneficiar aposentados que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e servidores do Ministério do Planejamento &#8211; entidades que assinaram convênio com o banco. Em nota, o BB informa que a ampliação dos valores é resultado de um processo que teve &#8220;refinamento das metodologias de análise de crédito&#8221;. Medidas semelhantes já foram anunciadas para micro e pequenas empresas e outras linhas de financiamento para pessoas físicas.</p>
<p>Alinhado com a política do governo de ampliar empréstimos para manter a economia aquecida, o BB refez cálculos e observou que um grupo de clientes tinha possibilidade de tomar mais crédito. São correntistas com bom histórico e baixo perfil de risco e, por isso, ganharam o limite extra.</p>
<p>O vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores, destaca que a medida é feita automaticamente, sem que os funcionários tenham de analisar caso a caso. &#8220;Nosso objetivo é expandir a carteira de crédito com qualidade e eficiência, buscando a automatização de processos que desonerem a rede de atendimento e possam liberar os funcionários das agências para a realização de negócios&#8221;, disse o executivo, em nota.</p>
<p>Atualmente, o BB tem R$ 20 bilhões em empréstimos com desconto em folha de pagamento, principalmente com aposentados e servidores públicos. A instituição é líder no segmento, com 32,6% de todo o consignado. Esse tipo de operação já representa 36% de todos os empréstimos para as pessoas físicas no banco federal.</p>
<p>Desde maio, essa é a quarta vez no ano que o Banco do Brasil eleva o crédito pré-aprovado para os clientes. Nas ocasiões anteriores, o valor havia sido ampliado, no total, em R$ 61,3 bilhões. Aumentar os limites, porém, não significa que o financiamento será tomado rapidamente pelos clientes. De maio até o início de setembro, o banco só emprestou efetivamente 8,7% do novo limite oferecido aos correntistas.</p>
<p>A investida do BB no crédito consignado tenta abocanhar parte do segmento de crédito que apresentou a melhor reação após o tombo provocado pela crise. Em agosto, bancos emprestaram R$ 6 bilhões em crédito consignado. O valor é 115% maior que o de dezembro de 2008. Nessa mesma base de comparação, o crédito pessoal cresceu 46% e o cartão de crédito avançou 14%.</p>
<p>Além disso, a preferência dada pelo banco federal aos aposentados e servidores públicos é explicada porque esse segmento concentra 86,8% de todos os empréstimos com desconto em folha. A iniciativa privada, portanto, respondeu apenas por 13,2% das operações. Em agosto, brasileiros deviam R$ 67 bilhões aos bancos apenas no consignado.</p>
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		<title>Imóvel popular lidera vendas em feira de SP</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/imovel-popular-lidera-vendas-em-feira-de-sp/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos fazem parte do Minha Casa, Minha Vida


Paulo Justus, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP
Mais de R$ 300 milhões foram concedidos em financiamento nos quatro dias do Salão Imobiliário São Paulo, encerrado ontem. O evento atraiu 60 mil pessoas ao Parque de Exposições do Anhembi, na capital paulista. &#8220;Mostramos que se consolidou um processo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Muitos fazem parte do Minha Casa, Minha Vida</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-13896" title="Casa_propria3" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Casa_propria3.jpg" alt="Casa_propria3" width="555" height="555" /><br />
</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paulo Justus, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Mais de R$ 300 milhões foram concedidos em financiamento nos quatro dias do Salão Imobiliário São Paulo, encerrado ontem. O evento atraiu 60 mil pessoas ao Parque de Exposições do Anhembi, na capital paulista. &#8220;Mostramos que se consolidou um processo de retomada da atividade econômica&#8221;, diz Eduardo Sanovicz, organizador do evento.</p>
<p>A presença de imóveis populares foi a principal diferença em relação à última edição do evento. Das 100 mil habitações postas à venda, 48% se enquadravam no programa Minha Casa, Minha Vida, que facilita a compra de imóveis novos de até R$ 130 mil na capital paulista.</p>
<p>O novo perfil de renda se refletiu nos financiamentos concedidos pela Caixa. Até a tarde de ontem, o banco contratou R$ 145 milhões, para 1.114 pessoas. Desse total, R$ 83 milhões (813 contratos) foram para imóveis do Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>A Brookfield Incorporações montou um estande apenas para esses produtos. &#8220;Vendemos todas as 180 unidades que tínhamos disponíveis para o Minha Casa, Minha Vida&#8221;, diz Fernando Rodrigues, diretor de vendas da Fernandez Mera, braço comercial da Brookfield.</p>
<p>Mas as habitações de médio e alto padrões também tiveram um bom desempenho. &#8220;A demanda por financiamentos até R$ 500 mil surpreendeu&#8221;, diz o gerente de divisão da Nossa Caixa, Alcestes Rebêlo Junior. O banco concedeu R$ 53 milhões em financiamentos e superou em 90% o volume do ano passado. Já o Banco do Brasil, no mesmo estande, financiou R$ 60 milhões, o dobro de 2008. &#8220;Concedemos crédito para vários perfis de renda&#8221;, diz Sergio Augusto Kurovski, gerente de financiamentos do banco.</p>
<p>Praticamente todos os números do salão superaram os resultados do ano passado. Em 2008, o evento teve 50 mil visitantes e 35 mil imóveis à venda. A única redução foi a área ocupada pelos estandes, que foi 30% menor nesse ano. &#8220;Isso se justifica pelas fusões que o setor imobiliário passou e pelo menor número de lançamentos após a crise&#8221;, diz Sanovicz.</p>
<p>Para Leila Ferreira, gerente de parcerias da administradora de consórcios Embracon, a falta de opções para a classe média ajudou nas vendas. &#8220;Vendemos o dobro do ano passado. Foram 200 cartas de crédito, num total de R$ 15 milhões.&#8221;</p>
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		<title>BB eleva em R$ 36,7 bilhões a oferta de crédito pré-aprovado</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 16:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ É a terceira vez neste ano que o Banco do Brasil aumenta o limite de empréstimo a clientes

Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Pela terceira vez no ano, o Banco do Brasil anunciou ontem ampliação dos limites de empréstimo para clientes. Dessa vez, o crédito pré-aprovado de mais de 1,5 milhão de correntistas foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>É a terceira vez neste ano que o Banco do Brasil aumenta o limite de empréstimo a clientes</strong></font></p>
<p><img src="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/geral/fachada_banco-do-brasil.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/geral/fachada_banco-do-brasil.jpg" align="left" height="385" width="327" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Pela terceira vez no ano, o Banco do Brasil anunciou ontem ampliação dos limites de empréstimo para clientes. Dessa vez, o crédito pré-aprovado de mais de 1,5 milhão de correntistas foi elevado em R$ 36,7 bilhões. A medida vai beneficiar principalmente pessoas físicas e pequenas e microempresas. Aumentar limites, porém, não significa que o financiamento será tomado rapidamente. Desde maio, quando a instituição começou a ampliar o valor disponível, o BB só emprestou 8,7% do novo limite oferecido.</p>
<p>Alinhado com a política do governo de ampliar empréstimos para manter a economia aquecida, o BB refez cálculos e observou que um grupo de clientes tinha a possibilidade de tomar mais crédito. São correntistas com bom histórico e baixo perfil de risco, diz o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores. Diante da avaliação, o banco decidiu ampliar limites para aproveitar &#8220;boas oportunidades de mercado&#8221;, como a recuperação da produção industrial e aumento da confiança do consumidor. &#8220;Antes que outros concorrentes façam esse mesmo movimento&#8221;, disse Flores.</p>
<p>Dos novos recursos oferecidos, R$ 17,8 bilhões serão destinados às pessoas físicas. A maior parcela desse valor, de R$ 12,7 bilhões, será oferecida como limite pré-aprovado para a compra de material de construção com pagamento em até 60 meses. O restante vai aumentar limite no cartão de crédito e financiamento em loja.</p>
<p>Para as micro e pequenas empresas, foram destinados R$ 13,9 bilhões para investimento, como compra de máquinas e veículos. Boa parte desse dinheiro que vai beneficiar 240 mil clientes é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o BB é apenas o intermediário da operação. Também foram ampliados os limites no setor rural para o financiamento do estoque da safrinha e, para 4 mil prefeituras, foi elevada a oferta de recursos para financiar a infraestrutura viária e transporte escolar.</p>
<p>Antes, o BB já havia ampliado o limite de crédito dos clientes em R$ 24,6 bilhões em duas ocasiões desde maio.</p>
<p>Apesar de as famílias e empresas terem acesso a mais empréstimos, os financiamentos ocorrem gradualmente. Desses recursos, apenas R$ 1,4 bilhão foi tomado por pessoas físicas, principalmente em empréstimos consignados. Nas empresas, novos créditos somaram R$ 750 milhões. Do total, apenas 8,73% do limite extra foram transformados em operações financeiras.</p>
<p>Entre as pessoas físicas que já usaram parte desse novo limite, a inadimplência está em apenas 0,21%, segundo Flores. O número foi usado pelo vice-presidente do BB para reafirmar a avaliação de que a estratégia foi bem sucedida porque foi possível ampliar o volume de operações sem agregar grande inadimplência à carteira.</p>
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		<title>BB negocia sociedade bilionária</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 14:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Banco deve reunir seguradoras em duas divisões, em parcerias com a espanhola Mapfre e a americana Principal

&#160;
Adriana Fernandes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
&#160;


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Embalado pelo retorno à liderança do ranking das maiores instituições financeiras do País, o Banco do Brasil (BB) vai agora acelerar a reestruturação das suas operações de seguro. O modelo atual é baseado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><strong>Banco deve reunir seguradoras em duas divisões, em parcerias com a espanhola Mapfre e a americana Principal</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Adriana Fernandes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Embalado pelo retorno à liderança do ranking das maiores instituições financeiras do País, o Banco do Brasil (BB) vai agora acelerar a reestruturação das suas operações de seguro. O modelo atual é baseado em cinco empresas, com uma intricada participação de sócios, que tem atrapalhado a expansão do banco no setor de seguridade, que promete ser agora a &#8220;bola da vez&#8221; do mercado, pois está cada vez mais limitada a expansão dos negócios bancários via crescimento do crédito.</p>
<p>O BB contratou o banco de investimentos UBS Pactual para estudar o modelo e apresentar uma proposta de reforma ao conselho diretor do banco. O UBS abriu negociações com os três principais parceiros do BB em seguros: a espanhola Mapfre, a americana Principal e a brasileira SulAmérica.</p>
<p>Depois de seis meses de negociação, segundo fontes do comando do BB, a opção com mais chances de ser fechada,até o momento, é a criação de duas divisões: uma com a Principal (concentrada na área de previdência) e outra com a Mapfre (nos outros nichos, como automóveis e apólices de vida). A operação deve envolver dinheiro novo, com as duas empresas pagando ao BB para ter exclusividade ao acesso à sua gigantesca rede de agências bancárias.</p>
<p>Também foi estudada uma integração do BB com a SulAmérica (parceira do BB nas áreas de seguro veículo e saúde). Nesse arranjo, o BB compraria a participação do banco holandês ING na seguradora e formaria uma empresa com o sócio brasileiro.</p>
<p>Na área de seguros, o BB tem participação na Brasil Saúde, BrasilCap, Aliança do Brasil, BrasilPrev e Brasil Veículos. Uma racionalização do negócio é apontada como essencial agora para consolidar a posição de liderança do banco, reconquistada do Itaú Unibanco. O maior rival é o Bradesco, líder no setor de seguros no Brasil. Santander e Itaú Unibanco também estão se movimentando. &#8220;Queremos é dar mais eficiência aos resultados&#8221;, disse uma fonte do BB. &#8220;Não podemos perder tempo&#8221;, acrescentou. Se a associação com a Principal e a Mapfre for confirmada, o BB deve se tornar o maior grupo segurador do País.</p>
<p>A compra da Nossa Caixa, no fim de 2008, tornou a reestruturação da área de seguros do BB urgente. A Nossa Caixa tem outros sócios na área. O maior problema é o com o Mapfre que tem acordo de exclusividade. Apesar de ter comprado o controle da Nossa Caixa, o BB não pode usar os produtos de suas seguradoras BrasilPrev (previdência) e Aliança do Brasil (apólice de vida) nas agências do banco paulista. O Mapfre tem acordo até o ano de 2025. Se não fizer um acordo com os espanhóis, o BB vai ter que desembolsar dinheiro para terminar o contrato de exclusividade.</p>
<p>A compra da Aliança Brasil, em setembro de 2008, marcou o início da reestruturação. O BB comprou a fatia da Companhia de Participações Aliança da Bahia na Aliança do Brasil, que atua nos ramos de seguros de vida e patrimonial, e ficou com 100% do seu capital total.</p>
<p>O presidente do BB, Aldemir Bendine, em entrevista, na semana passada, já antecipou que a reestruturação pode resultar em aumento de capital entre 40% e 50% .</p>
<p>A Caixa Econômica Federal, que tem a Caixa Seguros, também está fazendo movimentos no setor de seguros, informou uma fonte do banco. Uma das opções é se associar a alguma seguradora ou outro banco. A fonte explicou que o negócio é urgente porque a Medida Provisória (MP) 459, que criou o programa Minha Casa, Minha Vida, acaba com a venda casada de seguro habitacional com financiamento imobiliário. A regra vale para bancos públicos e privados. &#8220;O interesse é de associar a uma empresa de seguro&#8221;, disse um dirigente da Caixa.</p>
<p><strong>O BB NAS SEGURADORAS</strong></p>
<p>49,99 % da BRASIL CAP</p>
<p>49,99% da BRASILPREV</p>
<p>70% da BRASIL VEÍCULOS</p>
<p>49,92% da BRASIL SAÚDE</p>
<p>100% da ALIANÇA DO BRASIL</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Para Meirelles, banco privado seguirá estatal e cortará juros</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Presidente do BC não vê sinais de taxas &#8220;insustentáveis&#8221; nos bancos públicos
Dirigente do Banco Central prevê normalização do crédito no país, com o arrefecimento da crise e a estabilização da economia
TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que os bancos privados terão de seguir as instituições públicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2009/04/henrique-meirelles.jpg" alt="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2009/04/henrique-meirelles.jpg" /></div>
<p><strong>Presidente do BC não vê sinais de taxas &#8220;insustentáveis&#8221; nos bancos públicos</strong></p>
<p><strong>Dirigente do Banco Central prevê normalização do crédito no país, com o arrefecimento da crise e a estabilização da economia</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que os bancos privados terão de seguir as instituições públicas e reduzir as taxas de juros cobradas dos consumidores, se quiserem recuperar mercado no crédito. Na véspera, o ministro Guido Mantega havia afirmado que os bancos privados iriam &#8220;comer poeira&#8221; se não fizerem isso.<br />
Para Meirelles, não há sinais de que as instituições públicas estejam trabalhando com taxas de juros &#8220;insustentáveis&#8221;, como afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. &#8220;Isso refletiria claramente nos resultados [financeiros]. Existem mecanismos prudenciais de ajuste através dos sistemas de alocação de capital pelo volume, risco de crédito e constituição de provisões. Não temos avaliação [de problemas]&#8220;.<br />
Meirelles afirmou que os bancos estatais tiveram um papel importante de estimular a economia, enquanto houve um movimento mundial de contração no crédito, aperto de liquidez e aumento de &#8220;spreads&#8221; (diferença entre o juro captado e o repassado ao consumidor).<br />
&#8220;Eles [bancos públicos] estavam sendo beneficiados por mais depósitos devido à busca por segurança. Então, puderam exercer um papel, com segurança, na expansão do crédito e na queda gradual dos &#8220;spreads&#8221;. Com isso, ganharam mercado. É natural agora que o setor privado procure recuperar isso, voltando a competir com taxas e também com &#8220;spreads&#8221;.&#8221;<br />
Segundo Meirelles, os bancos privados nunca tiveram dificuldade para competir com as instituições públicas no crédito no Brasil. &#8220;Isso aconteceu neste período. À medida que ocorra uma normalização, acredito que o setor privado deverá voltar não só a emprestar como captar, praticar custos competitivos e disputar fatias de mercado como sempre ocorreu nas últimas décadas&#8221;, disse.<br />
A carteira de crédito dos bancos públicos cresceu 10,9% de janeiro a junho, segundo o Banco Central. No período, os bancos privados tiveram expansão de apenas 1,4% e as instituições estrangeiras, queda de 1,9% no saldo de empréstimos.<br />
Para Meirelles, há sinais claros de recuperação no mercado de crédito, que ganha novo impulso por conta de um movimento conjuntural que vem com a saída da crise. O presidente do BC afirma que vê um segundo movimento, de caráter estrutural, que é consequência da estabilização da economia e que possibilitou ao país ter juros hoje de 8,75%.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Empréstimo em banco público cresce 29,7%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/emprestimo-em-banco-publico-cresce-297/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 13:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo estudo do Inepad, crédito em banco privado cresceu apenas 7,51% de agosto de 2008 a junho de 2009
GUSTAVO PORTO &#8211; O Estado SP
O volume mensal de crédito concedido pelos bancos públicos cresceu 29,7% entre agosto de 2008 e junho de 2009 no País, variação porcentual quase quatro vezes superior ao aumento de 7,51% do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segundo estudo do Inepad, crédito em banco privado cresceu apenas 7,51% de agosto de 2008 a junho de 2009</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">GUSTAVO PORTO &#8211; O Estado SP</p>
<p>O volume mensal de crédito concedido pelos bancos públicos cresceu 29,7% entre agosto de 2008 e junho de 2009 no País, variação porcentual quase quatro vezes superior ao aumento de 7,51% do crédito liberado pelos bancos privados no período. Os dados constam no levantamento do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), feito a partir de dados do Banco Central (BC) e obtido pela Agência Estado.</p>
<p>Em agosto do ano passado, mês anterior ao agravamento da crise mundial, os bancos públicos liberaram R$ 380,32 milhões em crédito, volume que cresceu em todos os meses seguintes, até atingir R$ 493,42 milhões em junho deste ano. Já o crédito concedido pelos bancos privados passou de R$ 729,7 milhões para R$ 784,83 milhões ao mês no período.</p>
<p>Ao contrário dos bancos públicos, a oferta dos privados recuou por dois meses seguidos, entre dezembro do ano passado e fevereiro de 2009. Já o volume total de crédito saltou 15,13%, de R$ 1,11 bilhão durante agosto no ano passado, para R$ 1,278 bilhão em junho deste ano.</p>
<p>Segundo o professor titular da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e coordenador do Inepad, Alberto Borges Matias, as ações tomadas pelo governo após a crise foram refletidas no levantamento e, curiosamente, contrariaram o padrão do mercado de crédito no País. &#8220;As ações do governo na crise seguiram o ritmo verificado apenas anteriormente do mercado internacional, com taxas baixas de juros e volume alto de crédito&#8221;, disse Matias.</p>
<p><strong>INADIMPLÊNCIA</strong></p>
<p>Para o economista, os bancos privados não aumentaram o crédito no mesmo ritmo pelo temor de inadimplência e &#8220;por não terem o mesmo fator de empreendimento que o governo teve durante a crise&#8221;, disse. &#8220;Com isso, vão perder mercado&#8221;, completou. E os dados apurados junto ao BC ratificam que a participação dos bancos privados no total de crédito oferecido no País caiu de 65,75%, em agosto de 2008, para 61,4%, em junho deste no. Já a fatia dos bancos públicos cresceu de 34,25% para 38,6% no período.</p>
<p>Matias avalia ainda que o temor em relação a inadimplência não é justificativa para que os bancos privados restrinjam o crédito. O levantamento do Inepad aponta que o porcentual dos que não honraram compromissos acima de 90 dias saiu de 5,3% em agosto do ano passado para 6,7% em junho deste ano, que por sua vez mostra estabilidade em relação a maio. &#8220;Além de não explodir como o esperado e de crescer pouco durante a crise, a inadimplência deu sinais que pode ter parado de aumentar, com os números iguais de maio e junho&#8221;, avaliou.</p>
<p><strong>QUALIDADE</strong></p>
<p>O Inepad analisou ainda a qualidade da dívida medida pela classificação de risco (rating) do total das operações de crédito no Brasil no período e concluiu que houve praticamente uma estabilidade. Apesar de haver uma redução de 24,58% para 20,27% nas dívidas classificadas como &#8220;AA&#8221;, as dívidas de rating &#8220;A&#8221; cresceram de 40,21% para 43,04% do total. Essas dívidas são dos credores completamente adimplentes, ou seja, sem nenhum dia de atraso.</p>
<p>O instituto avalia ainda que, de maneira geral, o movimento aponta uma pequena queda na qualidade de dívidas de crédito no País. O estudo conclui que mesmo em meio à crise e à volatilidade dos mercados globais, o Brasil sustentou o crédito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bancos públicos retomam fatia na oferta de crédito</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 13:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
FABRICIO VIEIRA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Os bancos públicos têm ampliado sua participação no total do crédito oferecido no país, conquistando importante fatia que há pouco tempo estava nas mãos das instituições privadas.
A participação dos bancos públicos no bolo total do crédito ofertado subiu de 34,5% em junho de 2008 para 38,6% no mesmo mês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_0WVaXfEv8aw/Rnqa8kfiOOI/AAAAAAAAAQU/oMjdJKPuYZ8/s320/papelzinho.JPG" alt="http://1.bp.blogspot.com/_0WVaXfEv8aw/Rnqa8kfiOOI/AAAAAAAAAQU/oMjdJKPuYZ8/s320/papelzinho.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">FABRICIO VIEIRA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Os bancos públicos têm ampliado sua participação no total do crédito oferecido no país, conquistando importante fatia que há pouco tempo estava nas mãos das instituições privadas.<br />
A participação dos bancos públicos no bolo total do crédito ofertado subiu de 34,5% em junho de 2008 para 38,6% no mesmo mês deste ano.<br />
Enquanto a crise econômica levou os bancos privados a diminuir a oferta de crédito desde o último trimestre de 2008, os públicos, liderados pelo Banco do Brasil, ampliaram sua atuação no mercado.<br />
A carteira das instituições financeiras ligadas ao governo aumentou 33,8% em 12 meses. Já a carteira dos bancos privados registrou elevação de apenas 12,3% no mesmo período.<br />
Os dados foram levantados pelo Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração), a partir de números computados pelo Banco Central.<br />
&#8220;Diante do aperto feito pelos bancos privados na concessão de empréstimos após a crise, o governo empurrou o Banco do Brasil e a Caixa para fomentar o crédito. Quando há situações de risco e incertezas, como as vividas após setembro do ano passado, se o governo não operar, não há funcionamento adequado do sistema&#8221;, afirma Alberto Borges Matias, coordenador do Inepad.<br />
Até o primeiro semestre de 2000, o setor público respondia por mais de 50% do mercado de crédito do país. Mas as privatizações e a contínua expansão do setor privado levou a participação do segmento público no total oferecido a recuar para 34% do total no fim de 2007, ficando em um de seus mais baixos níveis históricos.<br />
&#8220;Os grandes bancos privados reclamaram e agora vão ter de correr atrás para recuperar espaço de novo&#8221;, afirmou Matias.</p>
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		<title>Ação agressiva no crédito devolve a liderança ao BB</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 12:39:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Expansão na crise leva o Banco do Brasil a passar o Itaú no ranking dos bancos
Fazenda se queixa de declarações do presidente do Itaú sobre expansão dos bancos públicos na crise; lucro do BB cresce 43%
GUILHERME BARROS COLUNISTA DA FOLHA
Nove meses após ter perdido a liderança para o Itaú Unibanco, o Banco do Brasil retomou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp13082009.jpg" alt="Capa Folha de S.Paulo - Edição São Paulo" usemap="#cp13082009" border="0" /></div>
<p><strong>Expansão na crise leva o Banco do Brasil a passar o Itaú no ranking dos bancos</strong></p>
<p><strong>Fazenda se queixa de declarações do presidente do Itaú sobre expansão dos bancos públicos na crise; lucro do BB cresce 43%</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">GUILHERME BARROS COLUNISTA DA FOLHA</p>
<p>Nove meses após ter perdido a liderança para o Itaú Unibanco, o Banco do Brasil retomou o posto de maior banco em ativos do Brasil e da América Latina.<br />
Segundo o balanço do segundo trimestre do ano, divulgado na madrugada de hoje, os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 598,8 bilhões, ante R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco.<br />
O Banco do Brasil salta da 10ª para a 7ª posição no ranking dos maiores bancos da América Latina e dos EUA, segundo a consultoria Economática. O Bank of America se mantém na liderança, seguido por JPMorgan Chase e Citigroup. O Itaú Unibanco cai de 7º para 8º.<br />
O BB lucrou R$ 4,014 bilhões no primeiro semestre, alta de 0,55% ante o mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,348 bilhões (+43%).<br />
Segundo a Folha apurou, a atuação agressiva do BB na concessão de crédito durante a crise foi fundamental para a instituição ter recuperado a liderança do ranking bancário, objetivo cobrado por Lula após a perda do posto. Enquanto os bancos privados foram mais cautelosos após o congelamento global do crédito, o BB acelerou a liberação de empréstimos para evitar um contágio maior da crise.<br />
Os números do primeiro semestre divulgados pelos bancos privados mostram claramente essa desaceleração na concessão do crédito. No ano passado, o crédito se expandiu no país a um ritmo de cerca de 30%. Em junho, caiu pela metade em relação ao mesmo mês do ano passado.<br />
Segundo dados da consultoria Austin Rating, com base nos balanços do segundo trimestre de dez bancos privados, o crédito cresceu em média 16,1% em relação a junho de 2008. O Itaú Unibanco, por exemplo, registrou expansão de 15,7% do crédito, e o Bradesco, de 20%. Já em relação a dezembro, o volume dos empréstimos dos bancos privados praticamente não se alterou ou até caiu.<br />
Além da forte aceleração do crédito, os números do BB relativos ao primeiro semestre mostram redução do &#8220;spread&#8221; (diferença entre os juros pagos pelos bancos ao captar recursos no mercado e a taxa cobrada dos clientes). A equipe econômica pretende usar esses dados para aumentar a pressão sobre os bancos privados para que baixem o &#8220;spread&#8221;.<br />
Segundo a Folha apurou, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria ficado incomodado com declarações do presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, de que a redução do &#8220;spread&#8221; nos bancos públicos não seria sustentável.<br />
O debate promete ser acirrado nos próximos dias. Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, a grande questão é saber se essa atuação agressiva do Banco do Brasil deteriorou ou não a qualidade da sua carteira de crédito, o que só o tempo vai dizer.<br />
De qualquer forma, Rodrigues afirma que a atuação dos bancos públicos, tanto do Banco do Brasil como da Caixa Econômica Federal, foi extremamente importante para a recuperação do crédito no país.<br />
&#8220;Os bancos públicos foram fundamentais para a irrigação do crédito na economia&#8221;, diz Rodrigues.<br />
O crédito é o principal item na constituição dos ativos dos bancos. Enquanto o ativo do Banco do Brasil tem crescido em ritmo bastante forte na crise, o do Itaú Unibanco fez o caminho inverso. De acordo com a Economática, o ativo do Itaú Unibanco caiu de R$ 633 bilhões em dezembro para R$ 596,4 bilhões em junho.</p>
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		<title>Bancos médios superam a crise, mas concentração bancária deve aumentar</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 12:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Captação e empréstimos já estão praticamente no nível de 2008

&#160;
Renato Andrade e Fernando Nakagawa &#8211; O Estado SP
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Os sinais de recuperação da economia já podem ser sentidos num dos segmentos que mais sofreram com a crise de crédito global que travou as operações de financiamento no fim do ano passado. Os bancos de pequeno e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><strong>Captação e empréstimos já estão praticamente no nível de 2008</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Renato Andrade e Fernando Nakagawa &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Os sinais de recuperação da economia já podem ser sentidos num dos segmentos que mais sofreram com a crise de crédito global que travou as operações de financiamento no fim do ano passado. Os bancos de pequeno e médio portes conseguiram recuperar boa parte das fontes de recursos e voltaram a emprestar praticamente o mesmo volume de dinheiro que giravam antes do agravamento da crise, em setembro, quando o banco de investimentos Lehman Brothers quebrou.</p>
<p>Em março, o saldo das operações de crédito ainda estava 6,5% abaixo do registrado antes da crise. Segundo dados do Banco Central (BC), o resultado melhorou em maio e ficou apenas 0,6% abaixo do desempenho de setembro de 2008. &#8220;Não há mais nenhum problema de liquidez e foi resolvido o problema de credibilidade no setor&#8221;, analisa Renato Martins Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representas as instituições pequenas e médias.</p>
<p>O congelamento do crédito produziu grandes efeitos sobre os bancos de menor porte. Para evitar consequências danosas ao segmento, que tem forte participação no financiamento de pequenas empresas e em operações como crédito consignado, o BC adotou uma série de medidas para garantir a retomada das captações &#8211; como a redução dos depósitos compulsórios, que liberou R$ 100 bilhões para o caixa dos bancos.</p>
<p>Mas a redenção ocorreu mesmo em abril, com a criação do Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE). O instrumento dá garantia de até R$ 20 milhões aos investidores que aplicarem recursos nessas instituições. Isso deu segurança para que grandes aplicadores voltassem a pôr dinheiro nesses bancos, opção de investimento que havia sido completamente excluída no auge da crise.</p>
<p>Desde então, foram captados R$ 9,5 bilhões com a garantia especial. &#8220;Esses recursos conseguiram encerrar a questão de falta de funding (captação) nos bancos médios, principalmente porque os grandes investidores voltaram&#8221;, diz o diretor-geral do Fundo Garantidor do Crédito (FGC), Antonio Carlos Bueno, instituição que dá a garantia a esses depósitos.</p>
<p><strong>SPREAD</strong></p>
<p>Para Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as medidas tomadas pelo BC no ano passado permitiram, num primeiro momento, a recomposição de caixa dessas instituições. Na sequência, os bancos voltaram a emprestar.</p>
<p>Nessa retomada, o empréstimo consignado e o financiamento de veículos foram os primeiros beneficiados. Dados do BC mostram que a média diária de concessão de crédito consignado ficou em R$ 286 milhões em maio, valor 121% maior que o de dezembro. No caso dos carros, a média de novas operações somou R$ 212 milhões em maio, um salto de 58,4%. No mesmo período, a média das operações para pessoas físicas cresceu 16,3%.</p>
<p>O desafio que se impõe agora aos bancos é a demanda ainda fraca, diz Sardenberg. &#8220;De maneira geral, não temos mais problema de oferta, mas a demanda ainda é fraca&#8221;, disse.</p>
<p>Para o economista, essa realidade forçará o aumento da competição entre os bancos, o que poderá resultar em reduções nas taxas de juros cobradas nas operações e até dos spreads bancários, a diferença entre a taxa de captação de recursos do banco e a cobrada do cliente.</p>
<p>O espaço para redução dessas taxas é claro, mas a queda sempre foi muito mais lenta do que o desejado pelos consumidores e pelo próprio governo, que tem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, como um dos porta-vozes das constantes reclamações sobre os spreads.</p>
<p>Depois de atingir o nível de 30,7 pontos porcentuais em dezembro, o spread médio do sistema financeiro nacional diminuiu lentamente ao longo dos primeiros cinco meses do ano, atingindo 28,1 pontos em maio, de acordo com os dados mais recentes do BC. No caso do juro médio nas operações com recursos livres, a taxa passou de 43,3% ao ano para 37,9% no mesmo período.</p></div>
<p><font size="5"><strong>Crise acelera tendência de fusões e aquisições de bancos pequenos</strong></font></p>
<p>A recuperação da capacidade dos bancos menores de tomar recursos e oferecer empréstimos não deve frear o processo de fusões e aquisições dessas instituições, avalia uma fonte do setor. &#8220;O mundo não vai voltar a ser exatamente como era antes da crise&#8221;, disse a fonte, que pediu para não ser identificada. &#8220;O que teremos, eventualmente, é um movimento de fusões e aquisições.&#8221;</p>
<p>O fato mais marcante do processo de consolidação do setor bancário brasileiro ocorreu no fim de 2008, quando Itaú e Unibanco se uniram, criando o maior banco da América Latina em ativos. &#8220;Deveremos ver dois movimentos: a fusão de bancos pequenos e médios e também a incorporação dessas instituições por bancos maiores.&#8221;</p>
<p>A consolidação do setor não é uma hipótese descartada pelo presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Martins Oliva, entidade que representa os bancos de menor porte. O assunto, entretanto, assusta. &#8220;O ideal é termos uma grande quantidade de agentes econômicos para garantir a competição. Por esse aspecto, a consolidação preocupa&#8221;, diz.</p>
<p>Ele dá como exemplo a união entre Itaú e Unibanco. &#8220;Se uma empresa tinha crédito de R$ 100 em cada instituição, a fusão não fez com que esse cliente mantivesse R$ 200 em crédito. Ao contrário, ele passou a poder usar apenas um dos dois limites.&#8221;</p>
<p>Oliva admite, porém, que essa consolidação passa por decisões estratégicas de cada instituição e, caso isso ocorra, existem benefícios, como um sistema mais forte e com maior capacidade de emprestar.</p>
<p>Os bancos públicos, que têm sido pressionados pelo governo a aumentar o crédito, têm colaborado para essa consolidação. Desde 2008, o Banco do Brasil já adquiriu metade do Banco Votorantim, especializado em crédito para veículos e médias empresas, e incorporou a Nossa Caixa e o Banco do Estado de Santa Catarina. Além disso, comprou R$ 3,5 bilhões em créditos de bancos menores durante a crise.</p>
<p>Agora, há expectativa de que a Caixa Econômica Federal se associe a um banco médio para entrar em nichos que ainda não explora, como o das financeiras. Durante a crise, a Caixa adquiriu R$ 2 bilhões em carteiras de crédito de outras instituições.</p>
<p>O próprio Banco Central (BC) considera possível um novo ciclo de consolidação do sistema financeiro. Em seu último Relatório de Estabilidade Financeira, o BC avalia que as aquisições ocorridas no segmento de bancos de grande porte &#8220;prenunciam&#8221; esse novo ciclo. O processo já estaria se refletindo nos níveis de concentração do sistema, de acordo com cálculo feito pelo BC.</p>
<p>Na avaliação da autoridade monetária, as aquisições não ocorrerão apenas do lado das grandes instituições. Alguns bancos médios devem buscar o fortalecimento de suas operações por meio de aquisições, o que daria escopo para concorrerem com as instituições de grande porte.</p>
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