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	<title>Blog do Favre &#187; bebidas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Rosto vermelho ao beber indica risco de tumor</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 19:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
Quem fica com o rosto vermelho ao ingerir álcool pode estar mais do que só envergonhado. O fluxo sanguíneo pode indicar maior risco de ter um câncer de garganta fatal, dizem cientistas.
Essa resposta, que pode vir junto com náusea e aceleração dos batimentos cardíacos, é causada principalmente por uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://conf.ncku.edu.tw/research/articles/c/20071130/images/071127035951lMoNqk.jpg" alt="http://conf.ncku.edu.tw/research/articles/c/20071130/images/071127035951lMoNqk.jpg" /><img src="http://www.efitnessnow.com/images/red-face-alcohol-linked-cancer.jpg" alt="http://www.efitnessnow.com/images/red-face-alcohol-linked-cancer.jpg" width="190" height="190" /></div>
<p>DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Quem fica com o rosto vermelho ao ingerir álcool pode estar mais do que só envergonhado. O fluxo sanguíneo pode indicar maior risco de ter um câncer de garganta fatal, dizem cientistas.</p>
<p>Essa resposta, que pode vir junto com náusea e aceleração dos batimentos cardíacos, é causada principalmente por uma deficiência herdada numa enzima chamada ALDH2, compartilhada por mais de um terço da população de origem japonesa, chinesa ou coreana.</p>
<p>A deficiência resulta em problemas para metabolizar o álcool, levando ao acúmulo de uma toxina chamada acetaldeído. Pessoas com duas cópias do gene alterado têm reações tão ruins que não conseguem consumir muito álcool. Mas aqueles com só uma cópia do gene podem se tornar tolerantes ao acetaldeído e consumir álcool regularmente.</p>
<p>O tumor, chamado câncer de esôfago de células escamosas, pode ser tratado com cirurgia, mas a sobrevida é baixa.</p>
<p>Até o consumo moderado de bebida aumenta o risco, mas ele sobe muito com o consumo frequente. Uma pessoa com deficiência de ALDH2 que toma duas cervejas por dia tem de seis a dez vezes mais risco de desenvolver o câncer do esôfago em relação a um indivíduo sem a deficiência da enzima, por exemplo.</p>
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		<title>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas   Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor
Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas </strong></font>  <strong>Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor</p>
<p>Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das mortes por câncer</strong></p>
<p><img src="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" alt="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" align="left" /></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" alt="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" width="390" height="258" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CLÁUDIA COLLUCCI E </strong><strong>RACHEL BOTELHO &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>O consumo diário de duas ou mais doses de bebida alcoólica aumenta em 22% o risco de desenvolver câncer de pâncreas, revela uma revisão de 14 estudos científicos que envolveram 862.664 pessoas. Entre a mulheres, o risco cresce a partir de uma dose por dia.<br />
O trabalho, publicado ontem em jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, é o maior já feito mostrando a relação entre dieta e câncer pancreático. O tabagismo é outro importante fator de risco. Fumantes têm o triplo de chances de desenvolver o tumor.<br />
O câncer de pâncreas, um dos mais letais, é a quarta principal causa de morte por câncer no mundo. A sobrevida média, em cinco anos, é de apenas 5%. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de tumor, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer.<br />
Durante o estudo, os pesquisadores identificaram 2.187 pessoas que tiveram tumor no pâncreas. Elas foram comparadas com indivíduos que não bebiam. A conclusão foi que o risco de câncer aumenta a partir do consumo diário de 30 gramas ou mais de álcool (menos de duas latas de cerveja de 350 ml ou três taças de vinho). Não foi observada diferença quanto ao tipo de bebida consumida.<br />
Na avaliação do médico Felipe Coimbra, diretor do departamento de cirurgia abdominal do Hospital A.C. Camargo, o estudo é muito importante no sentido de reforçar o perigo do consumo crônico de álcool, que já estava relacionado a outros tumores, como o de esôfago.<br />
&#8220;Até então, não existia uma relação tão direta do consumo de álcool ao câncer de pâncreas. Assim como as pessoas devem evitar o fumo, diminuir o álcool pode ajudar na prevenção.&#8221;<br />
O cirurgião gastroenterologista Antonio Luiz Macedo, do hospital Albert Einstein, diz que é comum as pessoas exagerarem no consumo do álcool sob alegação de que a substância faz bem ao coração. &#8220;Muitas ultrapassam facilmente os 30 gramas diários.&#8221;<br />
O oncologista Antonio Carlos Buzaid, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que o estudo corrobora uma forte suspeita de que o álcool esteja associado ao aparecimento de câncer, mas ele avalia que o aumento do risco seja pequeno. &#8220;O risco de câncer de pâncreas é tão pequeno que, se eu aumentar em 22% uma coisa pequena, ela continua pequena.&#8221;<br />
O problema do câncer pancreático é que 90% dos pacientes descobrem a doença em estágio avançado. &#8220;É um órgão que está no retroperitônio, atrás do intestino e do estômago e que os exames habituais podem não visualizá-lo adequadamente&#8221;, afirma Coimbra.<br />
Outro fator limitante, diz Buzaid, é que o tumor não manifesta sintomas iniciais. &#8220;Quando dá [sinais], está avançado.&#8221;</p>
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		<title>Aumento real do mínimo injeta R$ 21 bi e reduz crise</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/aumento-real-do-minimo-injeta-r-21-bi-e-reduz-crise/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 11:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Aliada à inflação menor, alta real de 6,4% do salário fortalece mercado interno
Setores como alimentos, roupas e fármacos e regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem ser mais beneficiados
PEDRO SOARES &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DO RIO
Reajustado neste mês em 6,4% em termos reais, o novo salário mínimo de R$ 465 injetará diretamente na economia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Aliada à inflação menor, alta real de 6,4% do salário fortalece mercado interno</strong></p>
<p><strong>Setores como alimentos, roupas e fármacos e regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem ser mais beneficiados</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">PEDRO SOARES &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>Reajustado neste mês em 6,4% em termos reais, o novo salário mínimo de R$ 465 injetará diretamente na economia R$ 21 bilhões pelos cálculos do Ministério do Trabalho e será um importante instrumento de política anticíclica nestes tempos de crise, segundo especialistas. Permitirá, dizem, manter algum dinamismo em setores que dependem da expansão da renda, como o de alimentos.</p>
<p>Para Fábio Romão, economista da LCA, o aumento do mínimo, aliado à inflação menor neste ano, vai sustentar o consumo de alimentos e outros bens semi e não-duráveis (como roupas, calçados e produtos de limpeza e de higiene pessoal) e amortecer o impacto da crise tanto na produção como no emprego. O reajuste real também terá mais peso nas regiões onde a penetração do mínimo é maior, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Antes mesmo do aumento total de 12,05% do mínimo, o desempenho dos setores ligados à renda já destoava do resto. De outubro a dezembro, a indústria geral registrou tombo sem precedentes em crises anteriores, de 19,8%. Mas, em alimentos, a queda foi suave -0,7%, a menor dos ramos.</p>
<p>Só registraram expansão bebidas (0,2%), também dependente da renda, e outros veículos automotores (20,1%), por causa da fabricação de aviões encomendados antes da crise, contra queda de 54% na produção de veículos, diz o IBGE.</p>
<p>Isabella Nunes, do IBGE, diz que os ramos ligados à renda já tiveram resultados um pouco melhores nos três últimos meses de 2008 -quando a indústria sentiu, progressivamente, o forte baque da crise.</p>
<p>&#8220;A indústria desabou em dezembro, mas a renda ainda sustenta um pouco os não-duráveis.&#8221; Em dezembro, a produção da indústria geral caiu 14,5% ante dezembro de 2007 -a maior retração desde 1991. Naquele mês, outro ramo ligado à renda, a indústria farmacêutica, cresceu 11,7%.<br />
Para Nunes, uma eventual estabilidade do mercado de trabalho e o efeito do reajuste do salário mínimo jogarão um papel importante para definir o rumo da economia neste ano.</p>
<p>Já Romão vê o mínimo como um &#8220;amortecedor&#8221; da crise, mas que não impedirá uma desaceleração do ritmo da atividade. Regionalmente, os Estados do Nordeste já registraram em dezembro resultados &#8220;menos ruins&#8221;, diz Romão, justamente por causa do maior peso das indústrias de semi e não-duráveis. Tiveram recuos abaixo da média de 14,5% as indústrias de Pernambuco (-6,2%) e Ceará (-3,9%). Goiás registrou expansão -1,1%-, impulsionado pela indústria de alimentos, cujo peso é de 66% no Estado.</p>
<p>&#8220;Sentiremos a crise, mas menos que os outros setores. A produção deu pequena desacelerada, mas estamos otimistas. A indústria de alimentos deve crescer 3% no ano, e o aumento real do mínimo ajudará o consumo&#8221;, diz Denis Ribeiro, da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).</p>
<p>Segundo Ciro Mortella, presidente da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), o setor ainda não sente o impacto da crise na produção, mas também não deve ficar inume. &#8220;Seremos afetados, mas em menor escala.&#8221;</p>
<p><font size="5"><strong>Reajuste do mínimo e queda da inflação devem manter rendimento real em alta</strong></font></p>
<p><font size="-1">DA SUCURSAL DO RIO</font></p>
<p>O reajuste do salário mínimo  e a menor inflação em 2009  -projetada pela LCA em 4,7%,  abaixo do IPCA de 5,90% em  2008- devem manter o rendimento real em alta neste ano,  segundo Fábio Romão, economista da consultoria. Em dezembro, a renda nas seis maiores regiões metropolitanas do  país cresceu 3,6%, menor do  que nos meses anteriores. Na  média de 2008, subiu 3,4%.<br />
Já o impacto no emprego,  diz, será maior na indústria e  menos intenso nos serviços, o  que deve conferir um desempenho melhor às metrópoles, onde se concentra o setor.<br />
Em dezembro, esse perfil já  se delineava. O emprego industrial cresceu 1,5% na região metropolitana de São Paulo, contra uma expansão de 4,5% nos  serviços, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego do  IBGE elaborados pela LCA.<br />
&#8220;Para a indústria, o pior momento foi o último trimestre do  ano passado. O cenário ainda é  ruim, mas tende a se recuperar  um pouco. Comércio e serviços  vão sentir os efeitos da crise  com mais defasagem e com menor intensidade&#8221;, diz Romão.<br />
Na pesquisa de emprego e salário na indústria do IBGE, o  nível de ocupação se sustentou  na maior parte dos setores no  quarto trimestre de 2008, mesmo naqueles que lideraram a  queda de produção. São os casos de metalurgia básica (7%),  máquinas e equipamentos  (5,8%), material eletroeletrônico e de comunicações (5,8%) e  meios de transporte (4,1%). Todos se desaceleram na comparação com setembro. No último  trimestre de 2008, se destacou  o emprego na indústria extrativa (3,8%), impulsionada pelo  setor de petróleo e gás.<br />
Os ramos intensivos em  mão-de-obra e que já vinham  com desempenho negativo  aprofundaram a tendência de  queda no nível de emprego. Os  piores desempenhos no quarto  trimestre ficaram com fumo  (8,3%), têxtil (5,8%), vestuário  (8,5%), calçados (7,4%) e madeira (11%), segundo o IBGE.<br />
&#8220;No acumulado de 2008, os setores que lideraram a produção, como máquinas e equipamentos e veículos, também foram os que mais geraram empregos, especialmente por causa do bom desempenho até setembro&#8221;, afirma Isabella Nunes, gerente da pesquisa de indústria do IBGE.<br />
Os principais impactos positivos no emprego vieram em  2008 de máquinas e equipamentos (10,4%), meios de  transporte (8,5%), aparelhos  eletrônicos e de comunicações  (10,6%) e alimentos (2,3%)  -todos com expansão acima da  média, de 2,1%.<font size="-1"><strong> (PS)</strong></font></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">saiba mais</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>43 milhões têm ganho ligado ao mínimo</strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REDAÇÃO</font></p>
<p>Segundo dados do governo, 42,8 milhões de  pessoas têm vencimentos  atrelados ao salário mínimo. De acordo com a política do governo Lula de valorização do mínimo, o  reajuste deste ano incorporou a variação do PIB de  2007 (5,65%) e do INPC  de março de 2007 a janeiro  de 2008 (6,40%). Fixado  em R$ 465, o piso salarial  deste ano incorporou reajuste de 12,05%, ou R$ 50  de acréscimo aos R$ 415  válidos em 2008.<br />
Segundo o Ministério do  trabalho, o salário mínimo  acumula um reajuste acima da inflação de 46%  desde 2003.</p>
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		<title>FHC defende a descriminação da maconha</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/fhc-defende-a-descriminacao-da-maconha/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 14:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Ex-presidente diz que política somente de repressão &#8221;não resolve&#8221; e &#8221;é preciso outras ações&#8221;
Felipe Werneck &#8211; O Estado de SP
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem a descriminação da posse de maconha para consumo pessoal na abertura da 3ª Reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. A proposta está no documento da comissão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Ex-presidente diz que política somente de repressão &#8221;não resolve&#8221; e &#8221;é preciso outras ações&#8221;</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Felipe Werneck &#8211; O Estado de SP</p>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem a descriminação da posse de maconha para consumo pessoal na abertura da 3ª Reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. A proposta está no documento da comissão que será apresentado aos governos da região e à Organização das Nações Unidas (ONU), cujo título é Rumo a Uma Mudança de Paradigma.</p>
<p>Fernando Henrique disse que o objetivo é abrir o debate para &#8220;acabar com um tabu&#8221;. &#8220;Essa história de guerra contra as drogas não resolve. É preciso ter outras ações que levem à redução da demanda&#8221;, declarou.</p>
<p>Para a comissão, a proposta de descriminação da maconha deve ser avaliada &#8220;sob o prisma da mais avançada ciência médica&#8221;. O grupo também propõe que o consumo de drogas seja tratado como questão de saúde pública e a redução do consumo por meio de ações de informação e prevenção. Criada pelos ex-presidentes Fernando Henrique, César Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México), a comissão é integrada por 17 pessoas, entre elas o escritor peruano Mario Vargas Llosa e o brasileiro Paulo Coelho.</p>
<p>&#8220;Fomos capazes de reduzir drasticamente o tabaco. Por que não a maconha?&#8221; Nas 12 páginas do documento apresentado ontem não há menção aos direitos humanos, muitas vezes ignorados na chamada guerra contra as drogas. Indagado por um jornalista sobre isso, Fernando Henrique reconheceu a falha. Sobre as ações tomadas em relação ao tema durante seu governo, citou a criação, em 1998, da Secretaria Nacional Antidrogas (Sead) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que investiga lavagem de dinheiro. Fernando Henrique disse acreditar que a posição atual do governo brasileiro seja semelhante à da comissão, de que é preciso dar mais atenção à prevenção.</p>
<p>O ex-presidente disse que não gosta de maconha. &#8220;Tenho tranquilidade para falar porque não fumo nem cigarro. Mesmo com bebida. Meu pai era militar e só comecei a tomar vinho depois que casei.&#8221;</p>
<p>Ele disse que candidatos não deveriam ser punidos porque fumam maconha ou bebem cachaça. &#8220;Vamos supor que algum candidato tenha fumado maconha. Qual é o problema? E quantos tomam cachaça? Qual é o problema?&#8221;, declarou. &#8220;Quando começaram a falar do presidente Lula, eu dei meu testemunho. Conheço o Lula há muitos anos e nunca vi ele bêbado. Tomar cachaça todo trabalhador toma. É crime isso? Não. Diminui a capacidade de exercer o poder? Não.&#8221;</p>
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		<title>Salário da indústria sobe 7,9% em 12 meses e emprego industrial cresce</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/salario-da-industria-sobe-79-em-12-meses-e-emprego-industrial-cresce/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 12:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Emprego industrial cresce 0,1% em setembro, aponta IBGE
Folha de pagamento real da indústria registra resultados positivos em todas as bases de comparação no mês
Jacqueline Farid, da Agência Estado
RIO &#8211; O emprego industrial registrou alta de 0,1% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta segunda-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia [...]]]></description>
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<p><strong>Emprego industrial cresce 0,1% em setembro, aponta IBGE</strong></p>
<p><strong>Folha de pagamento real da indústria registra resultados positivos em todas as bases de comparação no mês</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jacqueline Farid, da Agência Estado</strong></p>
<p>RIO &#8211; O emprego industrial registrou alta de 0,1% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta segunda-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com setembro do ano passado, houve aumento de 2,2%. O índice de média móvel trimestral da ocupação na indústria, considerado o principal indicador de tendência, registrou alta de 1,1% no trimestre encerrado em setembro ante o terminado em agosto. No ano, o emprego industrial acumula alta de 2,7% e em 12 meses, de 2,9%.</p>
<p>A folha de pagamento real da indústria registrou resultados positivos em todas as bases de comparação em setembro. Houve alta de 2,7% ante agosto; de 7,9% ante setembro do ano passado e aumento acumulado de 6,8% no ano e de 6,7% em 12 meses. O índice de média móvel trimestral da folha de pagamento real registrou aumento de 1,3% no trimestre encerrado em agosto ante o terminado em setembro.</p>
<p>Entre os 18 setores pesquisados, o valor da folha de pagamento real aumentou em 13, com os impactos positivos mais importantes vindos de meios de transporte (16,0%), máquinas e equipamentos (12,4%), metalurgia básica (19,3%), produtos de minerais não-metálicos (20,7%) e produtos de metal (13,3%). Em sentido oposto, os principais recuos vieram de papel e gráfica (-2,3%) e têxtil (-2,7%).</p>
<p>O emprego industrial aumentou em 12 dos 14 locais investigados pelo IBGE em setembro, na comparação com igual mês do ano passado. Os Estados de São Paulo (2,6%), Minas Gerais (5,2%) e Rio Grande do Sul (3,3%) exerceram as pressões mais significativas no resultado geral. Por outro lado, Santa Catarina (-1,9%) e Paraná (-0,3%) foram as influências negativas na ocupação do setor.</p>
<p>Em nível nacional, as atividades que foram destaque no crescimento do emprego em setembro foram máquinas e equipamentos (10,2%), meios de transporte (8,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,2%), produtos de minerais não-metálicos (8,1%) e alimentos e bebidas (1,9%). As principais quedas foram apuradas em vestuário (-7,1%), madeira (-11,3%) e têxtil (-6,5%).</p>
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		<title>França: critérios para o álcool no volante</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 18:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fernando Eichenberg &#8211; Terra Magazine &#8211; de Paris
Desde 2006, o álcool ao volante se tornou a primeira causa de mortalidade no trânsito na França. O número de vítimas tem diminuído no país (4.620 no ano passado, -1,9% em relação a 2006), mas o álcool superou a velocidade na classificação das principais causas.
Diariamente, o trânsito provoca [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Fernando Eichenberg &#8211; Terra Magazine &#8211; de Paris</strong></p>
<p>Desde 2006, o álcool ao volante se tornou a primeira causa de mortalidade no trânsito na França. O número de vítimas tem diminuído no país (4.620 no ano passado, -1,9% em relação a 2006), mas o álcool superou a velocidade na classificação das principais causas.</p>
<p>Diariamente, o trânsito provoca na França uma média de 300 feridos e 13 mortos, 3 deles por abuso de álcool. Em 2007, 1.031 mortes e 4.790 feridos hospitalizados foram atribuídos ao consumo excessivo de álcool. O número de condutores implicados em um acidente mortal com alcoolemia igual ou superior a 0,5 g/l de álcool no sangue, o limite legal no país, aumentou de 17% em 2007, contra um crescimento de 16,4% em 2006. Segundo as estimativas de 2007, se nenhum condutor tivesse uma taxa de alcoolemia positiva, o número de acidentais poderia ter sido reduzido em 26,9%.</p>
<p>A eventual aplicação da tolerância zero ao álcool no trânsito foi debatida no ano passado na França pelos 42 integrantes do Conselho Nacional de Segurança nas Estradas, órgão independente do governo. A medida foi rejeitada com base em estudos que demonstram que os acidentes mortais são originados por condutores com taxas de álcool muito elevada, entre 1,6 g/l e 2,0 g/l (a alcoolemia média constatada em 2007 foi de 1,6 g/l, e superior a 2,0 g/l em um terço dos acidentes mortais). A notar que 92,9% dos casos corresponde a um condutor masculino.</p>
<p>&#8220;A prioridade é tratar dos casos que originam os acidentes. Não é entre as taxas de 0 a 0,5 g/l, ou mesmo até 0,8 g/l, que eles ocorrem, mas em índices superiores a 1,6 g/l. A partir dessa análise decidimos não adotar a tolerância zero&#8221;, me explicou a delegada interministerial para a segurança nas estradas, Cécile Petit.</p>
<p>Jean-Pierre Cauzard, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa sobre os Transportes e sua Segurança, contou que a tolerância zero também foi debatida entre seus pares, mas a decisão foi provisoriamente adiada: &#8220;Acho que a tolerância zero é querer fazer bem demais. O problema está na aplicação da medida, que é difícil. Concluímos que o melhor agora é aplicar de maneira eficiente a taxa de 0,5 g/l antes de baixar ainda mais o índice&#8221;.</p>
<p>O presidente da França, Nicolas Sarkozy, estipulou como meta de governo até 2012, data do final de seu mandato, a redução do número de vítimas anuais no trânsito para abaixo de 3 mil e a redução de 50% total de mortes ocasionadas pela alcoolemia. Para isso, foi deflagrado um plano especial para combater o álcool no trânsito.</p>
<p>Como medida de prevenção, foi estimulada a auto-avaliação dos condutores de sua própria alcoolemia por meio da venda de etilotestes químicos a preço módico (1 euro cada) em supermercados, farmácias, tabacarias ou bancas de jornais. Também foi imposta a estabelecimentos noturnos a obrigação de disponibilizar, na saída, etilotestes eletrônicos aos clientes que desejarem se testar para saber se têm condições de dirigir.</p>
<p>O governo lançou campanhas de comunicação, principalmente direcionada aos jovens, para incentivar nas baladas noturnas a eleição de um condutor que não beba e que conduza o grupo de amigos em segurança de volta para casa. Recentemente, foi aprovada uma lei proibindo a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade e deflagrada uma intensa campanha contra o consumo de álcool pelos jovens.</p>
<p>Para o início do ano letivo de 2009, foi estipulada a obrigação da implantação de etilotestes eletrônicos nos veículos escolares, que impedem automaticamente a partida do motor caso o teste se revele positivo.</p>
<p>A venda de bebidas alcoólicas, já proibida nas estradas do país, deverá também ser interditada nos postos de combustível urbanos. Os controles aleatórios de alcoolemia serão intensificados e melhor direcionados, visando locais apontados como de risco. No ano passado, foram feitos 11,2 milhões de controles, menos de 3% deles se revelaram positivos.</p>
<p>Na França, os condutores que apresentam uma alcoolemia entre 0,5 g/l e 0,8 g/l são passíveis de uma multa de 135 euros e a perda de seis pontos na carteira de habilitação (com 12 pontos a carteira é retida). Acima de 0,8 g/l, o infrator deverá passar pelo tribunal e poderá ser punido com uma multa de 4.500 euros e até dois anos de prisão. Nesses casos, a suspensão da carteira de habilitação poderá ser de até três anos.</p>
<p>O governo pretende ainda aprovar uma lei no parlamento que obriga a instalação de etilotestes automáticos nos veículos de condutores infratores reincidentes. Para Jean-Pierre Cauzard, o álcool ao volante hoje na França ultrapassa o limite da segurança no trânsito e alcança a questão da dependência: &#8220;É um problema geral de gestão da política de saúde no país e da forma como a sociedade, de uma forma legal ou médica, trata essa questão da dependência do álcool&#8221;.</p>
<p>Atualmente, 14 países adotam a taxa máxima legal de 0,5 g/l de álcool no sangue. Outros cinco autorizam um índice superior a 0,5 g/l (casos de Chipre, com 0,9 g/l, e Irlanda, Grã-Bretanha, Malta e Luxemburgo, 0,8 g/l). Oito países instituíram uma legislação mais restritiva, com taxas variáveis entre 0 g/l e 0,4 g/l (Estônia, Lituânia, Romênia, Hungria, Polônia, Suécia, República Checa e Eslováquia).</p>
<p>Cauzard fez vários estudos comparativos sobre a legislação do álcool nos países da União Européia: &#8220;A maioria dos países com taxas mais baixas são da Europa do Leste e, quando integrados a UE, não lhes pareceu uma boa idéia aumentar o índice para 0,5 g/l&#8221;. A Suécia e a Noruega são os dois únicos países europeus a terem baixado suas taxas de 0,5 g/l para 0,2 g/l.</p>
<p>A Comissão Européia sugeriu para 2010 a adoção da taxa legal de álcool no trânsito de 0,2 g/l para todos os países membros. A recomendação visa sobretudo os condutores de caminhões, ônibus, motocicletas e motoristas inexperientes.</p>
<p>França, Espanha, Áustria e Letônia adotaram uma regulamentação específica para os condutores noviços. Em casos como o francês, a tolerância é zero para os motoristas até o terceiro ano da carteira de habilitação.</p>
<p>Leia a entrevista com Chantal Perrichon, presidente da Liga Contra a Violência no Trânsito, fundada em 1983.</p>
<p><strong>Terra Magazine &#8211; A senhora não recomenda a tolerância zero para o álcool ao volante. Por quê?</strong><br />
<strong>Chantal Perrichon -</strong> Na nossa associação não queremos que a lei seja alterada para a tolerância zero, porque pensamos que isso seria penalizar o conjunto da população em relação àqueles que realmente são uma ameaça para os demais. Segundo as estatísticas, 80% dos acidentes mortais são provocados por condutores com um teor alcoólico superior a 1,2 g/l no sangue. Essas pessoas são as mais perigosas. Não vejo por que deveríamos, num primeiro momento, penalizar o conjunto da população, enquanto que não é o álcool ingerido de forma ocasional ou excepcional a maior ameaça. O problema maior é o alcoolismo crônico. Para nós, hoje é mais importante que o governo coloque todas suas forças para se engajar em uma verdadeira batalha contra o alcoolismo crônico, com todos os ministérios envolvidos. E isso é muito difícil. Nos últimos dez anos não houve nenhum progresso nesse domínio, porque é muito difícil lutar contra o alcoolismo. Temos pistas. Hoje sabemos que há um opróbrio social em relação ao alcoolismo, que não existe, por exemplo, para a velocidade. Em relação ao alcoolismo, as mentalidades evoluíram na França. Quando nossa associação foi criada há 25 anos, não nos escutavam. As pessoas falavam da cultura do vinho, nos diziam que nunca poderíamos mudar os franceses porque a bebida sempre será apreciada e jamais entenderão por que não se deve beber ao dirigir. Mas a informação venceu, as pessoas começaram a compreender que não se pode beber e dirigir ao mesmo tempo, mas, apesar de tudo, há essa fatia da população, que não é a maioria, que bebe de uma forma que coloca os outros em perigo.</p>
<p><strong>Qual é a solução?</strong><br />
O que queremos é que os ministérios da Justiça, da Saúde e a polícia trabalhem juntos para que os infratores sejam realmente punidos e sigam um tratamento médico-social. O etiloteste automático nos veículos é uma boa coisa. Os países que já o testaram viram os índices de reincidência caírem bastante. Outra coisa que consideramos importante: no último comitê interministerial de segurança nas estradas foi decidido que, quando em caso de reincidência de álcool ao volante, haverá o confisco do veículo. É a única forma de trazer as pessoas de volta à razão. A filosofia de nossa associação é a de não esperar pelo acidente para depois jogar as pessoas na prisão. Não há interesse nisso. É preciso ajudar as pessoas. E se elas são cabeça-dura, que se faça a confisco. É melhor ver alguém protestar porque seu veículo foi confiscado do que vê-lo destruído porque matou uma pessoa. Para nós, o essencial é a prevenção. Não esperemos pelo fracasso ou pelo drama para dizer que há um problema.</p>
<p><strong>O trabalho está dando resultados?</strong><br />
É um trabalho a longo prazo. Na França, em relação ao problema da velocidade, conseguimos obter resultados de forma bastante rápida, mas em relação ao álcool é um trabalho infinitamente mais longo. Há toda uma máquina administrativa difícil de colocar em funcionamento e a dificuldade de se ter controles bem dirigidos. Há muitos progressos a se fazer. Hoje temos advogados que fazem tudo para descobrir falhas no sistema, contornar a lei e a Justiça para proteger os infratores. Esse tipo de espírito quando surge da parte dos advogados ainda é mais grave, isso é intolerável.</p>
<p><strong>E o lobby do álcool, não incomoda?</strong><br />
O lobby do álcool é enorme e poderoso aqui, principalmente do vinho. Nas chamadas grandes escolas, que formam os futuros altos funcionários do país, uma vez por semana são organizadas <em>soirées</em> que, de alguma forma, são patrocinadas por produtores de álcool. Isso é escandaloso. Nós pedimos que o governo proíba esse tipo de coisa. Esses jovens que serão os funcionários de amanhã, que tomarão decisões, que deveriam dar o exemplo, aprendem a beber e adotam um comportamento perigoso durante sua formação nessas escolas. Os estragos provocados pelo álcool na nossa juventude hoje, principalmente via o <em>binge drinking</em> (uso excessivo de álcool em uma única situação), que vem do norte, é algo que dá medo. Os jovens se reúnem e se embriagam de forma rápida e violenta. Para nós, isso é uma preocupação. A interdição de venda de bebidas alcoólica aos menores é uma medida positiva.</p>
<p><strong>A senhora acha que o Brasil se equivocou ao ter adotado a tolerância zero para o álcool ao volante?</strong><br />
Não conheço a realidade brasileira e os números do trânsito no seu país. O álcool é um problema de saúde pública. Tolerância zero é uma medida espetacular, mas é preciso ver realmente os resultados junto à população. As pessoas não devem ver isso unicamente como uma repressão, mas como algo que lhes ajude e proteja. Senão as pessoas vão se rebelar. É preciso que elas interiorizem a lei, que cada um compreenda a boa intenção da lei e que se torne depois o suporte mesmo dessa lei. Ao simplesmente sancionar e fazer uma repressão que não é compreendida, se perde força. Precisamos que cada pessoa se torne ator da segurança nas estradas. É um trabalho a longo prazo.</p>
<div class="destaque_cinza"> <em><strong>Fernando Eichenberg</strong>, jornalista, vive há dez anos em Paris, de onde colabora para diversos veículos jornalísticos brasileiros, e é autor do livro &#8220;Entre Aspas &#8211; diálogos contemporâneos&#8221;, uma coletânea de entrevistas com 27 personalidades européias.</em></div>
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		<title>Caipirinha feita de pimenta e caju</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 22:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da Folha Online
Em vez de frutas, a geléia é utilizada como ingrediente principal em drinques de um restaurante em São Paulo. A idéia é usar na bebida elementos que fazem parte não só do bar, mas também da cozinha.
No quadro Boa Vida, desta semana, a repórter Marina Fuentes prova a &#8220;invenção&#8221; do barman Juliano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <!--TEXTO--></p>
<div id="articleBy">
<div style="text-align: center"><img src="http://baixaki.ig.com.br/usuarios/imagens/wpapers/376795-11455-1280.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://baixaki.ig.com.br/usuarios/imagens/wpapers/376795-11455-1280.jpg" width="509" height="381" /></div>
</div>
<div id="articleBy"></div>
<div id="articleBy">da <strong>Folha Online</strong></div>
<p>Em vez de frutas, a geléia é utilizada como ingrediente principal em drinques de um restaurante em São Paulo. A idéia é usar na bebida elementos que fazem parte não só do bar, mas também da cozinha.</p>
<p>No quadro <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/marinafuentes/">Boa Vida</a>, desta semana, a repórter Marina Fuentes prova a &#8220;invenção&#8221; do barman Juliano Vieira, que ensina a preparar a bebida. Assista aos <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/marinafuentes/">outros vídeos</a> com a participação da jornalista.</p>
<p class="videoPlayer">&nbsp;</p>
<div class="player">
<div type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" data="http://media.folha.uol.com.br/furniture/players/videoplayer.swf" flashvars="file=http%3A//media.folha.uol.com.br/guia/2008/08/29/guia_da_folha-drinque_de_caju_e_pimenta.wmv&amp;description=" id="player" width="320" height="260"></div>
</div>
<p>Uma das bebidas do estabelecimento, a caipirinha Odeon, é feita com geléia de pimenta e caju. Segundo o barman, esta fruta quebra o gosto forte dos alimentos apimentados.</p>
<p>Juliano explica que a base deste drinque são dois ingredientes: o caju e a geléia de pimenta &#8211;produzida no restaurante. &#8220;Para fazer o drinque usamos: meio caju (grande), uma colher de sopa de geléia dedo-de-moça, uma colher rasa de açúcar e um pouco de suco de limão. Amassa levemente a mistura, acrescenta gelo e completa com uma dose e meia de cachaça da sua preferência. Mexa dentro do copo, mas nunca batendo a coqueteleira&#8221;.</p>
<p>O videocast é mais um produto gratuito que a <strong>Folha Online</strong> oferece para seus leitores.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Restaurante Odeon</strong><br />
<strong>Onde:</strong> r. Jerônimo da Veiga, 30, Itaim Bibi, zona Sul de São Paulo, tel.: 0/xx/11 3071-4635</p>
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		<title>Cacau estimula o cérebro</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 09:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Substância produzida pela planta melhora o fluxo de sangue e preveniria doenças

O GLOBO 
Uma substância exclusiva do cacau pode melhorar o fluxo do sangue no cérebro.
Trata-se de um tipo especial de flavonóide. É o que revela um estudo publicado na revista “Neuropsychiatric Disease and Treatment”. De acordo com os pesquisadores, o composto pode ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Substância produzida pela planta melhora o fluxo de sangue e preveniria doenças</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1193412319_cacau.jpg" alt="http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1193412319_cacau.jpg" height="364" width="500" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>O GLOBO </strong></p>
<p>Uma substância exclusiva do cacau pode melhorar o fluxo do sangue no cérebro.</p>
<p>Trata-se de um tipo especial de flavonóide. É o que revela um estudo publicado na revista “Neuropsychiatric Disease and Treatment”. De acordo com os pesquisadores, o composto pode ter impacto positivo nas funções cognitivas do órgão.</p>
<p>Ele poderia ser usado também em futuros tratamentos de casos de demência e derrames, por exemplo.</p>
<p>Presentes também no vinho tinto e em vários alimentos, os flavonóides são antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares.</p>
<p>No entanto, o flavonóide do cacau parece ser único.</p>
<p>O chocolate amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite, contém alto teor de flavonóides. Porém, antes de uma corrida às lojas, vale lembrar que a maioria dos chocolates vendidos no Brasil tem pouquíssimo cacau, substituído por gordura, açúcar e parafina.</p>
<p>Na pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo voluntários entre 59 e 83 anos, foi descoberto que aqueles que tomaram uma bebida de cacau, rica em flavonóides, de uma determinada marca, tiveram um aumento de 8% no fluxo de sangue no cérebro depois de uma semana e 10% de aumento depois de duas semanas.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram benefícios a curto e longo prazo para o cérebro no consumo de flavonóides do cacau, o que pode abrir novas frentes de tratamento para muitos idosos que sofrem de demência.</p>
<p>Uma das causas da doença entre os idosos é exatamente a diminuição progressiva do fluxo de sangue para o cérebro, causando danos estruturais no órgão. Especulase que manter ou recuperar esse fluxo poderia retardar o declínio das funções cerebrais.</p>
<p>— Esse trabalho reforça o conhecimento que tínhamos sobre as ligações entre os flavonóides do cacau e o melhor fluxo de sangue no cérebro — diz o pesquisador Harod Schmitz, que conduziu os estudos. — Embora seja necessário realizar mais estudos, as novas revelações levantam a possibilidade de se desenvolver produtos à base de cacau, ricos em flavonóides, para ajudar no declínio das funções cerebrais de idosos.</p>
<p><strong>Planta teria ação anestésica</strong></p>
<p>No estudo, os pesquisadores demonstraram que os efeitos vasculares dos flavonóides do cacau são independentes dos seus efeitos antioxidantes gerais, já relatados em numerosos outros trabalhos.</p>
<p>A pesquisa realizada pela Universidade de Harvard não somente reforça a idéia de que os flavonóides contidos no cacau podem ser úteis em diversas funções cardiovasculares, mas ressalta também que a substância pode ser direcionada para o tratamento dos problemas provocado pela diminuição do fluxo do sangue no cérebro.</p>
<p>Em 2007, em outro estudo realizado em Harvard, cientistas isolaram do cacau um composto com benefícios para a saúde que poderia rivalizar com os anestésicos e a penicilina em termos de impacto em saúde pública.</p>
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		<title>Café: de vilão da saúde a herói do bem-estar</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 14:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Análise internacional dos estudos já publicados absolve completamente a cafeína das acusações de fazer mal
Antônio Marinho &#8211; O Globo 
O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Consumidores, entretanto, se mostram preocupados com os efeitos da bebida sobre a saúde, especialmente porque estudos contraditórios sobre benefícios e riscos da substância são publicados a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.zannin.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/07/cafe.jpg" alt="http://www.zannin.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/07/cafe.jpg" /></div>
<p><font size="4">Análise internacional dos estudos já publicados absolve completamente a cafeína das acusações de fazer mal</font></p>
<p><span style="background-color: #ffff99">Antônio Marinho &#8211; O Globo </span></p>
<p>O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Consumidores, entretanto, se mostram preocupados com os efeitos da bebida sobre a saúde, especialmente porque estudos contraditórios sobre benefícios e riscos da substância são publicados a cada mês. Agora, o Centro para Ciências de Interesse Público dos EUA fez uma extensa revisão dos mais importantes estudos divulgados. A cafeína foi absolvida, de acordo com uma reportagem publicada pelo jornal “New York Times”. Abaixo, os principais pontos da análise:</p>
<p>HIDRATAÇÃO: Bebidas com cafeína sempre foram apontadas como diuréticas. Mas estudos recentes sustentam que o consumo de até 550 miligramas de cafeína não produz mais urina do que o consumo equivalente de outra bebida.<br />
Somente acima desse valor, a substância é diurética.</p>
<p>PROBLEMAS CARDÍACOS: Pacientes cardíacos, sobretudo os que apresentam pressão alta, são normalmente orientados a evitar o café, um conhecido estimulante.<br />
Mas uma análise feita a partir de dez estudos, reunindo, ao todo, 400 mil pessoas, não constatou aumento de problemas cardíacos entre os que tomavam café diariamente — com ou sem cafeína.</p>
<p>HIPERTENSÃO: O café provoca um leve e temporário aumento da pressão sangüínea.<br />
Mas estudos feitos com 155 mil pessoas que tomavam café diariamente ao longo de dez anos não revelaram uma maior propensão ao desenvolvimento de hipertensão.</p>
<p>CÂNCER: Uma revisão internacional, reunindo 66 estudos sobre a relação entre câncer e consumo de café, foi feita no ano passado. Os cientistas concluíram que o consumo de café tinha pouco ou nenhum efeito sobre o risco de desenvolver câncer de pâncreas ou rins. Outro estudo, com 59 mil mulheres, não encontrou relação alguma entre o consumo de cafeína e o câncer de mama.</p>
<p>PERDA ÓSSEA: Embora alguns estudos tenham relacionado o consumo de cafeína com perda óssea e fraturas, análises fisiológicas revelaram uma redução muito leve na absorção de cálcio. Os efeitos observados poderiam estar relacionados ao baixo consumo de leite e derivados. A análise revela que a redução na absorção do cálcio seria compensada com duas colheres de leite.</p>
<p>PERDA DE PESO: Apesar de a cafeína acelerar o metabolismo — 100 miligramas queimariam de 75 a 100 calorias extras por dia — nenhum outro efeito de controle de peso a longo prazo foi comprovado.<br />
Estudo com 58 mil pessoas acompanhadas por 12 anos mostrou que elas, na verdade ganharam peso, embora os médicos não saibam explicar a aparente contradição.</p>
<p>BENEFÍCIOS À SAÚDE: Provavelmente, o mais importante efeito da cafeína é sua capacidade de melhorar o humor e a performance física e mental. O consumo de 200 miligramas (o volume contido em cerca de 30 mililitros de café comum) acentua a sensação de bem-estar e deixa a pessoa mais alerta e sociável, segundo relatos de consumidores. Volumes muito altos podem gerar ansiedade.<br />
Estudos recentes mostraram ainda uma redução de 30% no risco de desenvolver Parkinson e de 28% para diabetes do tipo 2.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.naincerteza.com/wp-uploads/homem-cafe.jpg" alt="http://www.naincerteza.com/wp-uploads/homem-cafe.jpg" /></div>
<p><font size="5">Fruto é rico em minerais e antioxidantes</font><br />
<strong> Crianças que tomam café têm melhor rendimento em sala</strong></p>
<p><span style="background-color: #ffff99">Antônio Marinho &#8211; O Globo</span><br />
O café, puro ou misturado ao leite, é um dos melhores alimentos para se manter saudável, segundo o cientista brasileiro Darcy Roberto Lima, um dos maiores pesquisadores do assunto. Ele diz que além de cafeína, um estimulante natural, a infusão do fruto tem pelo menos cinco compostos altamente benéficos ao organismo humano.</p>
<p>Segundo o médico, o café é rico em vitamina B3 (a niacina, que participa na síntese de hormônios e é essencial para o crescimento) e ácido clorogênico, importante antioxidante ainda mais potente que o reverastrol, encontrado nas uvas. O fruto ou a bebida oferece também boa quantidade de potássio, ferro e zinco.</p>
<p>— Recomendo até quatro xícaras de café ao dia. A bebida contém mais minerais que produtos isotônicos artificiais e águas minerais. Além disso, o aroma do café — um dos mais fortes — tem importante função na melhora do humor e na sensação de bem-estar — diz o professor de neurologia na UFRJ, autor de seis livros sobre o fruto e coordenador científico do site “Café e Saúde”: http://www.cafeesaude.com.br.</p>
<p>Estudo quer recuperar aroma natural Seja qual for a forma de preparo do café, quente ou gelado, ele é benéfico para a saúde, segundo Darcy, que faz parte do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, coordenado pela Embrapa Café: — Estamos fazendo estudos com o acréscimo de café com leite na merenda escolar de alunos. Há evidências de que esta bebida ajuda a melhorar o rendimento e atenção em sala de aula.</p>
<p>Pesquisas epidemiológicas indicam que o consumo regular de três a quatro xícaras ao dia, teria efeito profilático na depressão (e até no suicídio) e no consumo de álcool, de acordo com cientistas.</p>
<p>— Há pesquisas em instituições como os Alcoólicos Anônimos mostrando que dependentes químicos que tomam café apresentam menos recaídas — conta Darcy, lembrando que o consumo em excesso é prejudicial, assim como o de qualquer outro produto, especialmente por pessoas com com arritmias, hipertensão arterial, úlcera, síndrome do pânico, entre outros distúrbios.</p>
<p>A Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Coppe (UFRJ) e o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, está desenvolvendo estudo para recuperar a essência natural do aroma de café, que se perde no processo produtivo. Ela é livre de solventes e aditivos, e poderá ser usada na indústria de alimentos, na melhora da qualidade do café solúvel, e na produção de cosméticos.</p>
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		<title>Leite: tomar ou não tomar, eis a questão&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 22:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Dilema de mamífero

Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde
Antônio Marinho &#8211; O Globo
A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/leite.jpg" alt="leite.jpg" height="682" width="550" /></div>
<p><font size="4"><strong>Dilema de mamífero</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong><br />
Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos Estados Unidos, que condenam o alimento e o classificam como um veneno capaz de causar cânceres. Do outro, especialistas que afirmam que o leite é bom até para o coração por ser rico em cálcio, proteína e vitaminas.</p>
<p>O único consenso, pelo menos entre nutricionistas, é que ele faz bem quando usado de forma adequada.</p>
<p>Além de anti-hipertensivo, o leite teria efeito reidratante após exercícios, segundo a revista “British Journal of Nutrition”.</p>
<p>Outro estudo mostrou que ele proporciona maior crescimento muscular em comparação com uma bebida de proteína de soja.</p>
<p>— O cálcio ajuda a controlar a pressão. O efeito na massa muscular é associado à boa qualidade dos seus aminoácidos — diz Virgínia Nascimento, diretora da Clínica de Orientação Nutricional.</p>
<p>Mineral é essencial para a contração cardíaca Para Vilma Blondet, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF, não precisamos especificamente de leite, mas do cálcio. E ele pode ser obtido em iogurtes, queijos e outros laticínios. A recomendação para crianças de 1 ano a 3 anos é de 500mg / dia ; de 4 anos a 8 anos é de 800mg/dia; de 9 anos a 18 anos é de 1.300mg/dia.</p>
<p>— No adulto é de 1 mil mg/dia (quatro copos de leite).</p>
<p>Como qualquer nutriente, em excesso é prejudicial. O abuso de cálcio, por exemplo, pode formar cálculos renais — diz Vilma.</p>
<p>Com relação à ação anti-hipertensiva do cálcio, Vilma diz que há controvérsia e não se receita suplementação do mineral nesses casos: — Parece haver correlação entre hipertensão e dieta com menos de 600mg/dia de cálcio.</p>
<p><strong>Hipertensos devem fazer alimentação rica nesse mineral.</strong></p>
<p>A contração muscular, inclusive cardíaca, também precisa de cálcio, segundo Ana Beatriz Rique, co-autora de “Alimentação saudável, tabela de equivalências” (Tecmedd): — Um dos benefícios de consumir laticínios é que eles aumentam a saciedade por mais horas. E muitas pessoas intolerantes à lactose se dão bem com iogurte e queijos.</p>
<p>Mariana Schievano Danelon, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, lembra que o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Educação, recomenda o consumo diário de três porções de leite e derivados. São a melhor fonte de cálcio, mas outros alimentos têm esse mineral, como as verduras escuras, soja, amêndoas, sardinha e laranja.</p>
<p>E apesar de alguns pesquisadores dispensarem o leite em adultos, Mariana diz que ele é essencial para a massa óssea, tendo em vista que há perda de minerais pela urina: — Cerca de 99% do cálcio no nosso organismo está nos ossos e nos dentes. E 1% encontrase no plasma, exercendo funções como coagulação e contrações musculares. Quando os níveis de cálcio começam a baixar no sangue, ele é retirado dos ossos.</p>
<p>O alerta é importante. Um estudo de 1996 em cinco cidades brasileiras continua atual, segundo Mariana. Ele revelou que 48,9% dos homens e 61,3% das mulheres acima de 18 anos ingeriam pouco cálcio. E levantamento recente, de abrangência nacional, da Faculdade de Saúde Pública da USP, confirmou a reduzida ingestão do mineral no país: 700mg, quase metade das necessidades diárias.</p>
<p>Argumentos contra o leite são antigos. O humano adulto não foi programado para digerir este alimento. Isto só ocorreu com adaptações da espécie.</p>
<p>Um estudo britânico na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” comprovou que o homem neolítico tinha deficiência do gene da enzima da lactase. Ela quebra as moléculas de lactose (açúcar natural do leite) na digestão.<br />
<strong><br />
Sem o gene nossos ancestrais sofriam de intolerância.</strong></p>
<p>A pesquisa foi feita em esqueletos de adultos que viveram na Europa entre 5.480 a 5 mil a.C.</p>
<p>A Humanidade surgiu na África há 200 mil anos e ficou restrita a este continente por dois terços de sua história evolucionária, só tendo saído de lá há 60 mil anos, lembra o professor Sérgio Danilo Pena, da UFMG e do GENE — Núcleo de Genética Médica.</p>
<p>Durante esse período, os humanos eram intolerantes à lactose após o desmame.</p>
<p>Com a domesticação do gado na Europa nos últimos sete a dez mil anos, a capacidade de digerir lactose passou a ser significativa, seletiva, porque o leite era fonte de calorias, proteína e cálcio.</p>
<p>Hoje não temos mais limitações de aporte de calorias e proteínas, a não ser em populações carentes.</p>
<p>— Com abundância de outras fontes de nutrientes, o leite integral perde importância porque contém de 3% a 4% de gorduras animais que aumentam o colesterol. Por outro lado, o desnatado é boa fonte de cálcio para adultos — diz.</p>
<p>A evolução não acabou de vez com a intolerância ao leite, incômodo que afeta metade dos adultos. Hoje já existem até produtos sem lactose.</p>
<p>Outra queixa é a alergia causada pela principal proteína do leite (a caseína), mal que atinge até 5% das crianças. E não são os problemas mais graves.</p>
<p>Segundo o Comitê para Educação de Laticínios, o leite destrói células. Eles até criaram o site www.notmilk.com para alertar os consumidores.</p>
<p>Porém, estudos sobre malefícios do leite precisam de mais análises.</p>
<p>Assim como são inconclusivos dados sugerindo que o alimento reduz o risco de síndrome metabólica (diabetes, aumento de gorduras no sangue e hipertensão). A hipótese foi apontada em artigo na “Journal of Epidemiology and Community Health”. Médicos do Brigham and Women’s Hospital também defendem o leite, e afirmam que meio litro por dia reduz em 12% o risco de câncer de intestino, graças ao efeito protetor do cálcio.</p>
<p><strong><br />
Saiba mais sobre o alimento</strong></p>
<p><strong>NUTRIENTES:</strong> O leite é uma das melhores fontes de cálcio e energia, contém proteínas de alto valor biológico e vitaminas lipossolúveis como a D (essencial para a absorção do cálcio) e A (auxilia no crescimento e desenvolvimento ósseo, manutenção da visão normal e na imunidade), e hidrossolúveis, como a B1 e B2 (importantes para a integridade do sistema nervoso e uso de proteínas, gorduras e carboidratos). O leite integral contém 3,5g de gordura em 100ml; o semidesnatado contém até 2g de gordura e o desnatado até 0,5g. Adultos devem optar por desnatados. Para gestantes e crianças recomendase o leite integral, que possui maior quantidade de vitaminas A, D, E e K.<br />
<strong><br />
PROTEÇÃO CONTRA DOENÇAS:</strong> A professora Mariana Danelon diz que alguns estudos, na maioria epidemiológicos (avaliam a relação entre os hábitos alimentares e a incidência de doenças na população), associam o consumo de leite à redução de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, câncer no intestino e obesidade. Mas o mecanismo pelo qual o leite propiciaria esses benefícios ainda não está totalmente esclarecido.<br />
A seqüência de aminoácidos das proteínas do leite, a cadeia de ácidos graxos poliinsaturados (presentes no leite materno), as propriedades das proteínas do soro do leite e o cálcio teriam ação contra as doenças crônicas.</p>
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