20/12/2008 - 20:04h Pornografia e Erotismo

Fonte Germina Literatura — Revista virtual de literatura e arte editada por Lucia Farias, Silvana Guimarães e Mariza Lourenço. Publica ensaios, resenhas e tem excelentes antologias de poesia e contos em seções como Uns, Outros, Poucos, Raros. Estes textos a seguir são da seção eróticos&pornográficos

por Dirceu Villa

Introdução

Tendo em vista evitar uma distinção de valor absolutamente ridícula, que vários teóricos e artistas propuseram (Boris Vian e José Paulo Paes, por exemplo) entre pornográfico e erótico, em que o pornográfico se destinaria pura e simplesmente ao estímulo sexual e o erotismo abocanharia a parte “nobre“, refinada e artística¹, entendamo-nos: erótico é um texto de poses, calculados subterfúgios que representam a sexualidade, e pornográfico é aquele que fala francamente, com todas as tão temidas palavras. Ambos igualmente artísticos, ambos podem igualmente ser bons ou maus, como o gentil leitor e a não menos gentil leitora poderão julgar adiante.

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31/08/2008 - 20:07h Velho Tema II

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Vicente de Carvalho

Eu cantarei de amor tão fortemente
Com tal celeuma e com tamanhos brados
Que afinal teus ouvidos, dominados,
Hão de à força escutar quanto eu sustente.

Quero que meu amor se te apresente
- Não andrajoso e mendigando agrados,
Mas tal como é: risonho e sem cuidados,
Muito de altivo, um tanto de insolente.

Nem ele mais a desejar se atreve
Do que merece: eu te amo, e o meu desejo
Apenas cobra um bem que se me deve.

Clamo, e não gemo; avanço, e não rastejo;
E vou de olhos enxutos e alma leve
À galharda conquista do teu beijo.

 

 

Vicente Augusto de Carvalho, o “Poeta do Mar”, nasceu em Santos (SP), em 05/04/1866, lá falecendo no dia 22/04/1924. Poeta, contista, advogado, jornalista, político e magistrado, por motivos políticos mudou-se para a cidade de Franca (SP) e tornou-se fazendeiro. Em 1901, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia. Mudou-se para São Paulo (SP), em 1907, onde foi nomeado juiz de direito. Em 1914, passou a ministro do Tribunal de Justiça do Estado. Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo. No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores através dos versos que publicava nas páginas da revista “A Cigarra”. Ocupou a Cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 1º de maio de 1909, na sucessão de Artur Azevedo.

OBRAS:

Ardentias (1885);
Relicário (1888);
Rosa, rosa de amor (1902);
Poemas e canções (1908);
Versos da mocidade (1909);
Verso e prosa (1909);
Páginas soltas (1911);
A voz dos sinos (1916);
Luizinha, contos (1924);
Discursos e obras políticas e jurídicas.

Poema extraído do livro “Poemas e canções”, Ed. Saraiva – São Paulo, 1965.

18/06/2008 - 16:47h Chimpanzés se consolam com abraços e beijos, mostra estudo

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da Associated Press, em Washington
com Folha Online

Funciona com humanos e com chimpanzés também. Os animais com os quais compartilhamos 98% dos genes também usam abraços e até beijos para acalmar os outros, afirma um estudo da Universidade John Moores de Liverpool, na Inglaterra.

Segundo a pesquisa, o estresse dos chimpanzés vítimas de agressão foi reduzido quando outro primata lhe oferecia um abraço ou um beijo. De acordo com Orlaith N. Fraser, do Centro de Pesquisa em Antropologia Evolutiva e Paleontologia da universidade britânica, isso é particularmente interessante porque o comportamento –beijos e abraços– só é visto após um conflito.

“Se é um beijo, o consolador pressiona sua boca aberta contra o corpo do receptor, normalmente no alto da cabeça ou nas costas”, destaca a pesquisadora. Já o abraço é como entre os humanos: dois braços envolvendo o outro.

O resultado desse consolo é uma redução do comportamento que sinaliza estresse, como coçadas ou golpes da vítima em si mesma, aponta o estudo, publicado na última edição do “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

“Esse estudo acaba com as dúvidas sobre se o ato de consolar tem efeito, promovendo alívio e tranqüilizando os indivíduos após uma briga”, diz Frans de Waal, do Centro de Primatas Yerkes, da Universidade Emory, em Atlanta. Segundo ela, o ato é mais comum entre os chimpanzés que já se relacionavam anteriormente.

13/06/2008 - 18:41h Arte e beijos

 Final do jornal da Globo no Dia dos Namorados