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	<title>Blog do Favre &#187; beleza</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Pornografia e Erotismo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 22:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte Germina Literatura — Revista virtual de literatura e arte editada por Lucia Farias,  Silvana Guimarães e Mariza Lourenço. Publica ensaios, resenhas e tem excelentes antologias de poesia e contos em seções como Uns, Outros, Poucos, Raros. Estes textos a seguir são da seção eróticos&#38;pornográficos
por Dirceu Villa
Introdução
Tendo em vista evitar uma distinção de valor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fonte Germina Literatura — Revista virtual de literatura e arte editada por Lucia Farias,  Silvana Guimarães e Mariza Lourenço. Publica ensaios, resenhas e tem excelentes antologias de poesia e contos em seções como Uns, Outros, Poucos, Raros. Estes textos a seguir são da seção eróticos&amp;pornográficos</em></p>
<p style="background-color: #ffff99">por Dirceu Villa</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Tendo em vista evitar uma distinção de valor absolutamente ridícula, que vários teóricos e artistas propuseram (Boris Vian e José Paulo Paes, por exemplo) entre pornográfico e erótico, em que o pornográfico se destinaria pura e simplesmente ao estímulo sexual e o erotismo abocanharia a parte “nobre“, refinada e artística<font size="4"><strong>¹</strong></font>, entendamo-nos: erótico é um texto de poses, calculados subterfúgios que representam a sexualidade, e pornográfico é aquele que fala francamente, com todas as tão temidas palavras. Ambos igualmente artísticos, ambos podem igualmente ser bons ou maus, como o gentil leitor e a não menos gentil leitora poderão julgar adiante.</p>
<p><span id="more-9025"></span> <font size="2"></font></p>
<div style="text-align: center"><font size="2"><font size="2"><img src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/erosporno_log.jpg" width="397" border="0" height="459" hspace="0" /></font></font></div>
<p><font size="2"></font><br />
<font size="4"><strong>Marquês de Sade, da Histoire de Juliette</strong></font></p>
<p>(Tradução de Dirceu Villa)</p>
<p>Ó, meus amigos! eu lhes pergunto: um homem cheio de bondade plantaria em seu jardim uma árvore que fosse produzir frutos deliciosos, mas envenenados, e se contentaria em impedir seus filhos de comer deles, dizendo-lhes que morreriam se ousassem tocá-los? Se sabia que havia uma tal árvore em seu jardim, esse homem prudente e sábio não demonstraria ser mais atencioso derrubando-a, sobretudo sabendo bastante bem que, sem essa precaução, seus filhos não deixariam de perecer comendo de seu fruto, nem de arrastar sua posteridade à miséria? Entretanto, Deus sabe que o homem vai pôr a perder a si e à sua raça se comer do fruto, e não apenas coloca nele o poder de ceder, mas leva a malícia ao ponto de lhe fazer seduzir. Ele sucumbe e está perdido; faz aquilo que Deus permite que faça, o que Deus o anima a fazer, e ei-lo eternamente infeliz. Não há nada no mundo mais absurdo e cruel! Sem dúvida, e eu repito, não pegaria da pena para combater um tal absurdo se o dogma do inferno, de que desejo aniquilar a vossos olhos o mais ligeiro traço, não fosse sua horrenda conseqüência.</p>
<p><font size="4"><strong>Arquíloco</strong></font></p>
<p>(Tradução de Antonio Medina Rodrigues)</p>
<p>Voraz tesão, mofino, arfante, inclina-me<br />
Na areia as moles carnes, e mais nada:<br />
Pois a ossatura já moeram os deuses na porrada.</p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_roIxafo4W4w/Rs3yLbcALRI/AAAAAAAABtQ/0N_oJxy3gbI/s1600-h/Safo_by_Mengin.jpg"><img src="http://bp0.blogger.com/_roIxafo4W4w/Rs3yLbcALRI/AAAAAAAABtQ/0N_oJxy3gbI/s400/Safo_by_Mengin.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102000231038332178" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" /></a></p>
<p><font size="4"><strong>Safo de Lesbos</strong></font></p>
<p>(Tradução de Antonio Medina Rodrigues)</p>
<p>Igual a um deus esse homem me parece,</p>
<p>O que sentado está, defronte a ti,</p>
<p>E a voz te ouvindo, nela se entorpece,</p>
<p>E tal por ti,</p>
<p>Pela visão de um riso aos lábios teus,</p>
<p>Meu peito se consome, e a teu olhar,</p>
<p>Que finge vir-me, a voz e o verbo meu</p>
<p>Sinto que somem.</p>
<p>E se me parte a língua, e em tez e pele</p>
<p>Espalha-se um tremor por mil sentidos,</p>
<p>Embaçam-me as pupilas, e um zumbir</p>
<p>Me implode ouvidos,</p>
<p>Um suor o seio e púbis me percorre,</p>
<p>E presa eu sou da angústia, e em mais palor</p>
<p>Me pinto que uma ervilha, e morte ocorre</p>
<p>Em mim ansiada.</p>
<p>Mas tudo, ó Agálida, se irá tentar.</p>
<p><font size="4"><strong>Marcial, dos Epigramas</strong></font></p>
<p>(Tradução, Dirceu Villa)</p>
<p><strong>Livro III, 51</strong></p>
<p>Quando cubro de elogios</p>
<p>tuas pernas, tuas mãos,</p>
<p>“Nua agrado mais”, Galla,</p>
<p>você me diz então.</p>
<p>Mas um banho, nós dois,</p>
<p>está fora dos seus planos.</p>
<p>Acaso, Galla, o medo é</p>
<p>me ver sem estes panos?</p>
<p><strong>Livro IX, 69</strong></p>
<p>Quando fode, Polycarmo costuma cagar.</p>
<p>quando é fodido, o que Polycarmo fará?</p>
<p><strong>Livro XII, 86</strong></p>
<p>Trinta garotos e mais tantas garotas tens pra ti:</p>
<p>e tens um só pau que não está nem aí.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/imagens/cronica/sda.jpg" alt="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/imagens/cronica/sda.jpg" /></div>
<p><font size="4"><strong>Petronio, do Satyricon</strong></font></p>
<p>(Tradução de Paulo Leminski)</p>
<p>Ofendido com minha perfídia, o garoto fechou a cara pra mim. Mas dali a dias, voltei a atacar. De novo, o acaso voltou a nos favorecer, ouvi que o pai roncava, e comecei a implorar ao garoto que fizesse as pazes comigo, vale dizer, me deixasse voltar às delícias de antes. Gastei, nisso, toda a lábia que o desejo costuma ditar.</p>
<p>Ele, no entanto, furioso, só sabia dizer:</p>
<p>— Volte a dormir, senão eu conto pro meu pai.</p>
<p>Nada é tão difícil que a teimosia não consiga atingir. Ele dizia “vou acordar meu pai“, e eu já estava em cima dele, agarrando-o à força e satisfazendo meu tesão. Não resistiu muito. Não parecia aborrecido com minha violência. Disse que tinha sido objeto da zombaria dos colegas da escola, por causa da minha avareza.</p>
<p>— Mas eu não sou avarento com você. Pode me comer de novo, se quiser.</p>
<p>Eu, feitas as pazes, fiz com o garoto o que o meu desejo queria, e caí no sono. Mas o garoto, com toda sua disposição juvenil, queria levar mais.</p>
<p>Me despertou de repente:</p>
<p>— Não quer mais?</p>
<p>Eu ainda tinha um restinho de tesão, fiz o melhor que pude, e, suando e resfolegando, consegui satisfazê-lo mais uma vez. Exausto, voltei a dormir, cansado de tanto gozar. Dormi só um pouquinho, ele me cutucou:</p>
<p>— Vamos transar de novo.</p>
<p>Acordando furioso, devolvi sua ameaça:</p>
<p>— Ou você dorme, ou eu conto tudo pro seu pai.</p>
<p><font size="4"><strong>Francesco Colonna, do Hypnerotomachia Poliphili</strong></font></p>
<p>(Tradução de Dirceu Villa)</p>
<p>“Agora prove este beijo apaixonado,“ (aqui ele me abraçou de modo virginal) “como prova do meu coração em flamas, concebido pelo meu amor excessivo“. E assim que nos abraçamos fortemente, minha pequena e redonda boca púrpura misturou sua umidade com a umidade da dele, saboreando, sugando, e aplicando doces mordidas enquanto nossas línguas se entrelaçavam, após eu tê-lo abraçado como um pólipo“.</p>
<p><font size="4"><strong>Pietro Aretino, dos Sonetos Luxuriosos</strong></font></p>
<p>(Tradução de José Paulo Paes)</p>
<p>Gentis espectadores que admirais</p>
<p>Esta que em cona e cu pode saciar-se,</p>
<p>Em mil modos de foder deleitar-se</p>
<p>E a seu modo gozar na frente e atrás.</p>
<p>Os três contentes, certo, bem estais.</p>
<p>Por minha fé que escassos de encontrar-se</p>
<p>São o gosto, o gozar, o deleitar-se.</p>
<p>Eis que os três a um só tempo desfrutais.</p>
<p>Podes os três a um tempo comprazer,</p>
<p>Dama gentil. Será coisa excelente,</p>
<p>Gostosa e delicada. É só querer.</p>
<p>Tola não te achará a sábia gente</p>
<p>De a dois amantes dar igual prazer,</p>
<p>Um por detrás e o outro pela frente.</p>
<p>É coisa inteligente</p>
<p>Ao mesmo tempo três serem servidos,</p>
<p>Eles e tu, em ambos os sentidos.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.pentrace.net/fph_images/CASANOVA.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.pentrace.net/fph_images/CASANOVA.jpg" width="256" height="385" /></div>
<p><font size="4"><strong>Giacomo Casanova, “Aventura da religiosa de Aix-en-Savoie“</strong></font></p>
<p>(Tradução de Álvaro Gonçalves)</p>
<p>Tirou a touca e deixou cair a cabeleira; desatei-lhe o corpinho, e, num piscar dolhos, tive diante dos meus uma dessas sereias como se vêem nos mais belos quadros de Corregio. Não pude contemplá-la por mais tempo sem a cobrir com meus ardentes beijos, e, comunicando-lhe dêsse modo meu ardor, vi-a prontamente chamar-me para junto de si. Senti que não era o momento de refletir, que a natureza falava e que o amor exigia que eu agisse no instante de tão doce fraqueza. Precipitei-me sôbre ela, e, os lábios colados à sua boca, apertei-a em meus braços amorosos, preludiando assim a suprema felicidade.</p>
<p>Mas, no meio de meus ardentes preparativos, ela tombou a cabeça, cerrou as belas pálpebras e adormeceu. Afastei-me um pouco, afim de melhor poder contemplar os admiráveis tesouros que o amor punha à minha disposição. A divina freira dormia: não podia aproveitar-me do sono; mas mesmo que estivesse apenas fingindo, podia eu, mau grado, saber que era astúcia de sua parte? Não, certamente; pois verdadeiro ou fingido, o sono de uma mulher que se adora deve ser respeitado por um amante delicado, sem todavia se privar dos gozos que êle permite. Se o sono é verdadeiro, não corre nenhum perigo; se é apenas simulado, é responsável pelos desejos que o inflamam. É perigo sómente medir suas carícias de maneira a assegurar que são doces ao objeto. M. M., porém, dormia realmente; o clarete havia entorpecido seus sentidos, e ela cedera à ação sem segunda intenção. Enquanto a contemplava, percebí que sonhava; seus lábios articulavam palavras incompreensíveis, mas a volutuosidade que se desenhava em sua fisionomia radiosa fez adivinhar o motivo de seu sonho. Despí-me e em dois minutos encontrei-me colado ao seu belo corpo, sem saber muito bem se imitaria seu sono, ou se tentaria despertá-la para tentar o desfecho de um drama que me parecia não poder mais adiar.</p>
<p>Não fiquei por muito tempo na incerteza, pois os movimentos instintivos que ela fez assim que sentiu junto ao santuário do amor o ministro que devia concluir o sacrifício, me convencera de que acompanhava seu sonho, e que eu só a podia tornar feliz transformando-o em realidade. Desviando docemente os obstáculos e acompanhando os movimentos que minhas carícias imprimiam ao seu belo corpo, levei a cabo o doce furto; e quando, no fim, não podendo mais me governar, abandonei-me com tôdas as fôrças do sentimento, ela acordou com um suspiro de felicidade, dizendo:</p>
<p>— Ah! Deus! então é verdade!</p>
<p>— Sim, deliciosa verdade. Sentes-te feliz, meu anjo?</p>
<p><strong>Voltaire, de Cândido, ou O Otimismo</strong></p>
<p>(Tradução de Dirceu Villa)</p>
<p>Um dia, Cunegundes, passeando perto do castelo, num pequeno bosque a que chamavam parque, viu entre os arbustos o doutor Pangloss, que dava uma lição de física experimental à aia de sua mãe, pequena morena bem alegre e bem dócil. Como a senhorita Cunegundes tinha bastante disposição para as ciências, ela observou, sem fôlego, as experiências reiteradas de que foi testemunha; viu claramente a razão suficiente do doutor, os efeitos e as causas, e retornou toda agitada, toda pensativa, toda repleta do desejo de ser douta, sonhando que ela bem podia ser a razão suficiente do jovem Cândido, que podia, por sua vez, ser a sua.</p>
<p>Voltando ao castelo, encontrou Cândido e enrubesceu; Cândido enrubesceu também; ela lhe disse “bom-dia“ com uma voz conturbada, e Cândido lhe falou sem saber o que dizia. No dia seguinte, ao deixarem a mesa após o jantar, Cunegundes e Cândido se encontraram atrás de um biombo; Cunegundes deixou cair seu lenço, Cândido o apanhou; ela inocentemente apertou sua mão; o rapaz beijou inocentemente a mão da jovem senhorita com uma vivacidade, uma sensibilidade, uma graça toda particular; suas bocas se encontraram, seus olhos se inflamaram, seus joelhos tremeram, suas mãos vaguearam. O senhor barão de Thunder-ten-tronckh passou perto do biombo, e, vendo esta causa e aquele efeito, expulsou Cândido do castelo com belos chutes no traseiro; Cunegundes desmaiou: levou umas bofetadas de madame baronesa assim que voltou a si; e todos ficaram consternados no mais belo e mais agradável dos castelos possíveis.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_6ltyBmYZn_g/RusWPyPiHXI/AAAAAAAABvk/hEjYLS_mW_U/s1600-h/bocage2%5B2%5D.jpg"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_6ltyBmYZn_g/RusWPyPiHXI/AAAAAAAABvk/hEjYLS_mW_U/s400/bocage2%5B2%5D.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110202662622731634" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" /></a></p>
<p><font size="4"><strong>Bocage, dos Sonetos</strong></font></p>
<p><strong>SONETO VI</strong></p>
<p>Não lamentes, oh Nise, o teu estado;</p>
<p>Puta tem sido muita gente boa;</p>
<p>Putíssimas fidalgas tem Lisboa,</p>
<p>Milões de vezes putas têm reinado.</p>
<p>Dido foi puta, e puta dum soldado;</p>
<p>Cleópatra por puta alcança a coroa;</p>
<p>Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,</p>
<p>O teu cono não passa por honrado:</p>
<p>Essa da Rússia imperatriz famosa,</p>
<p>Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)</p>
<p>Entre mil porras expirou vaidosa:</p>
<p>Todas no mundo dão a sua greta:</p>
<p>Não fiques pois, oh Nise, duvidosa</p>
<p>Que isto de virgo e honra é tudo peta.</p>
<p><strong>SONETO XIII</strong></p>
<p>É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,</p>
<p>Bem que duas gamboas lhe lobrigo;</p>
<p>Dá leite, sem ser árvore de figo,</p>
<p>Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:</p>
<p>Verga, e não quebra, como o zambujeiro;</p>
<p>Oco, qual sabugueiro, tem o umbigo;</p>
<p>Brando às vezes, qual vime, está consigo;</p>
<p>Outras vezes mais rijo que um pinheiro:</p>
<p>À roda da raiz produz carqueja:</p>
<p>Todo o resto do tronco é calvo e nu;</p>
<p>Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!</p>
<p>Para carvalho ser falta-lhe um u;</p>
<p>Adivinhe agora que pau seja,</p>
<p>E quem adivinhar meta-o no cu.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.gwu.edu/%7Eerpapers/humanrights/timeline/wilde-oscar.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.gwu.edu/~erpapers/humanrights/timeline/wilde-oscar.jpg" width="266" height="385" /></div>
<p><font size="4"><strong>Oscar Wilde, de Salomé</strong></font></p>
<p>(Tradução de Dirceu Villa)</p>
<p>Salomé — Ah! não permitirias que eu beijasse tua boca, Iokanaan. Bem, eu vou beijá-la agora. Eu vou mordê-la com meus dentes como se morde uma fruta fresca. Sim, eu vou beijar tua boca, Iokanaan. Foi o que eu disse; não foi? Foi o que eu disse. Ah! eu vou beijá-la agora… Mas por que não olhas para mim, Iokanaan? Teus olhos que eram tão terríveis, tão cheios de raiva e desprezo, estão fechados agora. Por que estão fechados? Abre teus olhos! Ergue tuas pálpebras, Iokanaan! Por que não olhas para mim? Tens tanto medo, Iokanaan, que não olharás para mim?… E tua língua, que era como uma cobra vermelha espalhando veneno, já não se move, não diz uma palavra, Iokanaan, aquela víbora escarlate que cuspia seu veneno sobre mim. É estranho, não achas? Como pode a víbora rubra não mais se mexer?… Nada querias comigo, Iokanaan. Me rejeitaste. Disseste palavras más contra mim. Punha-te diante de mim como se diante de uma puta, como se diante de uma vadia; eu, Salomé, filha de Herodias, princesa da Judéia! Bom, ainda estou viva, mas tu estás morto, e tua cabeça me pertence. Posso fazer com ela o que quiser. Posso jogá-la aos cães e aos pássaros do ar. O que os cães deixarem os pássaros do ar devoram… Ah, Iokanaan, Iokanaan, foste o único a quem amei entre os homens! Todos os outros me eram odiosos. Mas tu eras belo! Teu corpo era uma coluna de marfim posta sobre pés de prata. Era um jardim cheio de pombas e lírios de prata. Era uma torre de prata adornada com anteparos de marfim. Nada havia no mundo de tão branco quanto teu corpo. Nada havia no mundo de tão negro quanto teus cabelos. No mundo todo nada havia de tão vermelho quanto tua boca. Tua voz era um incensário que esparzia estranhos perfumes, e quando olhava para ti eu ouvia uma estranha música. Ah! Por que não olhaste para mim, Iokanaan? Com o manto das tuas mãos, e com o manto das tuas blasfêmias, escondeste teu rosto. Puseste sobre teus olhos o velame daquele que via seu Deus. Bem, tu viste teu Deus, Iokanaan, mas a mim, a mim nunca viste. Se me tivesses visto, tu me amarias. Eu te vi e te amei. Oh, como te amei! Eu te amo ainda, Iokanaan. Amo apenas a ti… eu tenho sede da tua beleza; eu tenho fome do teu corpo; e nem vinho nem maçãs podem aplacar o meu desejo. O que devo fazer agora, Iokanaan? Nem as cheias nem as grandes águas podem saciar minha paixão. Eu era uma princesa, e me desprezaste. Era uma virgem, e não quiseste tomar de mim a minha virgindade. Era casta, e encheste minhas veias de fogo… Ah! ah! por que não olhaste para mim? Se me tivesses olhado, tu me amarias. Sei bem que me terias amado, e o mistério do Amor é maior do que o mistério da Morte (…)</p>
<p>Ah! Beijei tua boca, Iokanaan, Beijei tua boca. Havia um sabor amargo nos teus lábios. Seria o sabor de sangue?…Não; mas talvez fosse o sabor do amor… Dizem que o amor tem um sabor amargo… Mas o que importa? o que importa? Beijei tua boca, Iokanaan, beijei tua boca.</p>
<p><font size="4"><strong> </strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Guillaume Apollinaire, dos Poemas para Lou</strong></font></p>
<p>(Tradução de Paulo Hecker Filho)</p>
<p>Minha querida Lou eu te amo</p>
<p>Minha cara estrelinha palpitante eu te amo</p>
<p>Corpo deliciosamente elástico eu te amo</p>
<p>Vulva que aperta como um quebra-nozes eu te amo</p>
<p>Seio esquerdo tão rosa e tão insolente eu te amo</p>
<p>Seio direito tão suavemente rosado eu te amo</p>
<p>Mamilo esquerdo como o ressalto na testa dum veadinho que nasce eu te amo</p>
<p>Mamilos feitos ninfas pelos contatos eu os amo</p>
<p>Nádegas lindamente ágeis que se empurram bem para trás eu as amo</p>
<p>Umbigo como uma lua vazia na sombra eu te amo</p>
<p>Tosão claro como uma floresta no inverno eu te amo</p>
<p>Axilas penugentas como um cisne ao vir ao mundo eu as amo</p>
<p>Caída de ombros tão pura eu te amo</p>
<p>Coxas de contorno estético como colunas de templo antigo eu as amo</p>
<p>Orelhas orladas com pequenas jóias mexicanas eu as amo</p>
<p>Pés sábios pés que se retesam eu os amo</p>
<p>Rins cavalgadores rins potentes eu os amo</p>
<p>Busto que nunca usou espartilho busto flexível eu te amo</p>
<p>Costas maravilhosamente feitas e que se curvam para mim eu as amo</p>
<p>Boca ó minha delícia meu néctar eu te amo</p>
<p>Olhar único olhar-estrela eu te amo</p>
<p>Mãos de que adoro o movimento eu as amo</p>
<p>Nhariz singularmente aristocrático eu te amo</p>
<p>Andar onduloso e dançante eu te amo</p>
<p>Ó pequena Lou te amo te amo te amo</p>
<p><font size="4"> </font></p>
<p><font size="4"><strong>De As Façanhas de um Jovem Don Juan</strong></font></p>
<p>(Tradução de Mônica Stahel)</p>
<p>De onde estávamos víamo-nos inteiros no espelho. Levei-a para a cama, onde ela se sentou, dizendo:</p>
<p>— Sei que quer me ver inteira.</p>
<p>Ergueu as pernas e mostrou sua xoxota peluda até a bunda. Meti-lhe a língua demoradamente. Os lábios se incharam. Quando quis enfiar-lhe o pau, ela disse, rindo:</p>
<p>— Assim, não, deite-se na cama, sr. Roger.</p>
<p>Pedi-lhe que me chamasse de você e que me permitisse chamá-la assim também. Deitei-me na cama. Ela se colocou por cima de mim e fiquei com todo o seu belo corpo diante dos olhos. Pediu-me que mexesse com seus peitos. Depois segurou minha verga, passou-a um pouco pela xoxota suplicando-me que não ejaculasse em seu interior e então, bruscamente, enfiou meu pau para dentro, até os colhões. Cavalgava com tal arrebatamento, que quase me causava dor. Enquanto isso, ela gozou; senti o calor de sua xoxota, ouvi-a gemer e seus olhos se reviraram.</p>
<p>Também estava chegando para mim; ela notou e levantou-se prontamente.</p>
<p>— Contenha-se, meu amigo — disse ela, com a voz ainda trêmula de volúpia —, sei de mais uma coisa que lhe dará prazer sem me engravidar.</p>
<p>Ela se virou. Sua bunda estava agora diante de meus olhos. Curvou-se e pôs meu pau na boca. Fiz como ela, minha língua entrou-lhe na xoxota. Lambi o esperma feminino, que tinha sabor de ovo cru. O movimento de sua língua em minha glande tornava-se cada vez mais vigoroso, uma de suas mãos roçava-me os culhões enquanto a outra me apertava o pau.</p>
<p>O prazer era tão grande, que me retesei inteiro. Ela enfiou meu pau na boca até onde era possível. Suas partes mais secretas estavam diante de meus olhos.</p>
<p>Agarrei-lhe as coxas e minha língua mergulhou no seu cu. Perdo os sentidos e ejaculei dentro de sua boca.</p>
<p>Quando me recuperei do êxtase momentâneo, ela estava deitada ao meu lado e puxara as cobertas sobre nós. Acariciava-me, agradecendo pelo prazer que eu lhe dera e perguntava se também gostara. Fui obrigado a admitir que aquela posição me dera mais prazer ainda que o coito normal.</p>
<p><font size="4"><strong>Jean Cocteau</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>DE SÓCRATES</strong></font></p>
<p>(Tradução de Dirceu Villa)</p>
<p>O que distingue essa tumba</p>
<p>Das outras, dito de passagem,</p>
<p>É que aqui não vêm as pombas,</p>
<p>Mas dois cordeiros da pastagem.</p>
<p>Visitadora, não vos vexe</p>
<p>Esta sábia vítima dos tolos:</p>
<p>Foi a graça do vosso sexo</p>
<p>Que ele amou nos garotos.</p>
<p><font size="4"> </font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.capivari.sp.gov.br/images/cultura/obras_tarsila/retrato_de_oswald_de_andrade.jpg" width="372" height="450" /></div>
<p><font size="4"><strong>Oswald de Andrade, do Serafim Ponte Grande</strong></font></p>
<p><strong>PROPICIAÇÃO</strong></p>
<p>Eu fui o maior onanista de meu tempo</p>
<p>Todas as mulheres</p>
<p>Dormiram em minha cama</p>
<p>Principalmente cozinheira</p>
<p>E cançonetista inglesa</p>
<p>Hoje cresci</p>
<p>As mulheres fugiram</p>
<p>Mas tu vieste</p>
<p>Trazendo-me todas no teu corpo</p>
<p><font size="4"><strong> </strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.fantasticfiction.co.uk/images/n19/n97407.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.fantasticfiction.co.uk/images/n19/n97407.jpg" width="253" height="385" /></div>
<p><font size="4"><strong>Anaïs Nin, de A casa do incesto</strong></font></p>
<p>(Tradução de Isabel Hub Faria)</p>
<p>Não existe troça entre as mulheres. Cada uma se deita em paz como se no próprio peito.</p>
<p>Vem comigo, Sabina, vem para a minha ilha. Vem para a minha ilha de pimentões que crepitam em lentos braseiros, de potes de cerâmica mourisca guardando a água dourada, de palmeiras, de gatos bravos em luta, de um burro que soluça na alvorada, os pés entre os recifes de coral e anémonas-marinhas, o corpo coberto de algas longas, cabeleira de Melisande sobre o varandim da Opéra Comique, diamante inexorável de luz do dia, horas pesadas e flácidas nas sombras-violeta, rochas cor de cinza e oliveiras, limoeiros de limões suspensos como lampiões num garden party, rebentos de bambu em constante vibração, som macio das alpergatas, romãs explodindo sangue, o canto-flauta mouro, longo e persistente dos homens que lavram a terra, trinando, blasfemando, louvando e injuriando, lançando na terra o suor e as sementes.</p>
<p>A tua beleza submerge-me, submerge o mais fundo de mim. E quando a tua beleza me queima, dissolvo-me como nunca, perante um homem, me dissolvera. De entre os homens eu era a diferente, era eu própria, mas em ti vejo a parte de mim que és tu. Sinto-te em mim. Sinto a minha própria voz tornar-se mais grave como se tivesse bebido, como se cada parcela da nossa semelhança estivesse soldada pelo fogo e a fissura não fosse detectável.</p>
<p><font size="4"><strong> </strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.cantareira.br/thesis/wp-content/uploads/2008/06/abre1.jpg" alt="http://www.cantareira.br/thesis/wp-content/uploads/2008/06/abre1.jpg" /></div>
<p><font size="4"><strong>Allen Ginsberg, de A Queda da América</strong></font></p>
<p>(Tradução de Paulo Henriques Britto)</p>
<p><strong>DEPOIS DO ATO</strong></p>
<p>Quando ele beijou meu mamilo</p>
<p>senti arrepio no cotovelo -</p>
<p>Quando lábios tocaram meu ventre</p>
<p>cócega chegou até a orelha</p>
<p>Quando tomou a cabeça do meu pau para lamber</p>
<p>um tremor contraiu esfíncter, júbilo</p>
<p>estremeceu minhas veias</p>
<p>Respirei fundo suspirando ahh!</p>
<p>~~~~~</p>
<p>Me espelholhando, penteando</p>
<p>barba grisalha luzidia</p>
<p>Eu considerado olhar penetrante</p>
<p>atraente pros jovens?</p>
<p>Mágica má ou coisa assim —</p>
<p>Mágica besta provavelmente.</p>
<p>novembro 1969</p>
<p><font size="4"><strong> </strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Hilda Hilst, dos Contos D‘Escárnio</strong></font></p>
<p>Eu já havia completado dezoito anos, mas sempre fui muito tímido, talvez por causa do nome, talvez por causa do nome, talvez por causa do jeito que papai morreu. Todo quando me via dizia: lá vai o Crasso, filho daquela crassa putaria. Eu ficava com os olhos úmidos mas logo em seguida, apesar da minha timidez, mostrava o pau.</p>
<p>Otávia tinha pêlos de mel.</p>
<p>A primeira vez que me beijou a caceta</p>
<p>Entendi que jamais seria anacoreta</p>
<p>Não me beijou com a boca</p>
<p>Me beijou com a boceta.</p>
<p>Dessa Otávia me lembro agora. E já nem sei se devo continuar a minha história aí de cima. Otávia é um nome muito bonito. Um nome-mulherão. Ah, tudo que eu fiz com e por Otávia. Ela tinha trinta anos e todas as sugestões que o nome carrega: altivez, um pouco de fúria, cabelos negros, olhos grandes, escuros, e dizer Otávia na hora do gozo é como gozar com mulher e ao mesmo tempo com general romano, com rapagão e com Otávia inteira mulher de general. Gosto muito de mulheres grandalhonas e peitudas, como papai gostava, e belas e consistentes mãos que saibam acolher um caralho. Na minha primeira bandalheira a mãozinha fofa e curta de Lina foi insuficiente. Tive que sobrepor a minha mão à sua porque a cadelinha além de dizer que nunca havia visto uma pica também se recusava a ver. Virava a loira cabeça para o lado e fazia cara de nojo. Era uma poetisa lá da minha terra. Rimava balões com sultões, meio metidinha a sebo, magra mas com umas tetas de gente grande. Como aquela punheta a quatro mãos não dava certo, espremi minha cara entre os dois suculentos melões e fui metendo desengonçado e suarento. Ela não dava um pio. Nem suspirava nem gemia. Assim que esporrei quis ver a cara de Lina. Estava de olhos abertos olhando o teto. Quero dizer o céu, porque foi no campo essa insossa trepada. Ao lado de uma amoreira. Não fiquei embaixo da amoreira de medo que aquelas frutinhas despencassem e se esborrachassem nas minhas nádegas. Sempre me impressionei com a cor vermelha.</p>
<p>foi bom pra você, Lina?</p>
<p>doeu.</p>
<p>só isso?</p>
<p>Aí veio a surpresa. A Lina magricela poetisa e peituda desabotoou uma linguagem digna de estivador:</p>
<p>puta que pariu, caralho, eu era uma donzela seu bastardo escroto!</p>
<p><strong>1</strong><em> O medo da pornografia se vê por toda parte. E é inútil, porque enraizado em convicções muito específicas, de grupos muito específicos, e depois generalizado a toda a sociedade como uma espécie de “moral“. A literatura pornográfica de Catulo, Aretino, Sade, Belli, Ginsberg, Hilst e uma porção de outros surge magnífica diante desse estado de coisas porque simplesmente ignora o postiço social. Basta ler “Erotismo e Poesia“, de José Paulo Paes, na ótima antologia que compilou e traduziu (Poesia Erótica em Tradução, Editora Schwarcz/Círculo do Livro, São Paulo, 1992), para se perceber o torneio de palavras necessário para dar volta ao termo pornográfico. O que não acontece, evidente, na também ótima Antologia Pornográfica, selecionada por Alexei Bueno e publicada recentemente (Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2004).</em></p>
<p align="center"> <font size="3" face="verdana,geneva"><img src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/dirceu_ep_sep.gif" width="49" align="center" border="0" height="111" hspace="0" /></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><strong>Dirceu Villa</strong>. Poeta, tradutor, ensaísta e professor de literatura. Publicou MCMXCVIII (São Paulo: Selo Badaró, 1998), Descort (São Paulo: Hedra, 2003) e tem inédito o novo livro de poemas, Icterofagia. Apresentou o programa da rádio CR37, da Casa das Rosas, na internet, sob direção de R. H. Jackson, e editou a revista Gargântua (1998-1999); foi publicado na antologia nova-iorquina Rattapallax 9 (2003); tem poemas publicados nas revistas Ciência &amp; Cultura e Ácaro, na qual publicou também traduções de e.e.cummings e Ezra Pound; traduziu e anotou Lustra, de Ezra Pound, para o mestrado (2004); tem ensaio sobre Fernando Pessoa publicado no “Dossiê” da revista Cult (2005); fez o roteiro e desenhou a HQ “O Entardecer de um Fauno”, baseada em poema de Stéphane Mallarmé, e recentemente prefaciou os Contos Indianos, do mesmo autor (São Paulo: Hedra, 2006), além de A Trágica História do Doutor Fausto, de Christopher Marlowe (São Paulo: Hedra, 2006). Traduziu Imagens de um mundo trêmulo, de John Milton (São Paulo: Hedra, 2006). Leciona no curso de extensão universitária da USP (Poesia &#8211; 2003/2004/2006) e faz parte do corpo editorial da revista Cadernos de Tradução, FFLCH-USP.</p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><font color="#000000"><font size="1">Mais <strong>Dirceu Villa</strong> em <strong>Germina</strong><o:p></o:p></font></font></font></font></font></span></p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><font color="#000000"><font size="1">&gt; <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/dirceu_villa_agosto06.htm"><font color="#ce0000"><strong>Poemas<o:p></o:p></strong></font></a></font></font></font></font></font></span></p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><font color="#000000"><font size="1">&gt; <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/officina.htm"><font color="#ce0000"><strong>Officina          Perniciosa<o:p></o:p></strong></font></a></font></font></font></font></font></span></p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><font color="#000000"><font size="1">&gt; <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/dirceuvilla_capa.htm"><font color="#ce0000"><strong>O Poeta de Trinta          Anos<o:p></o:p></strong></font></a></font></font></font></font></font></span></p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font size="1">&gt; <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/artes_entrevista.htm"><font color="#ce0000"><strong>Um Inferno de <font size="1">Puro          Gozo<o:p></o:p></font></strong></font></a></font></font></font></span></p>
<p class="MsoNormal" dir="ltr" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" align="justify"><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana"><font size="3" face="verdana,geneva"><font size="2"><font size="2"><font size="1"><font size="1">&gt; </font><a href="http://www.germinaliteratura.com.br/literatura_esp_froes14.htm"><font color="#ce0000"><strong><font size="1">A Vida          Inclassificável</font></strong></font></a></font></font></font></font></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A fase libertadora da mulher começa aos 40?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 17:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria Vianna &#8211; O Globo
  			RIO &#8211; Para a escritora Andrea Franco, a chegada dos &#8216;enta&#8217; não precisa ser sinônimo de crise. Autora do recém-lançado &#8220;40, sim, e daí?&#8221;, um manual de bem-estar para mulheres nesta faixa etária, ela garante que a chegada da maturidade pode ser o início de uma fase libertadora. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maria Vianna &#8211; O Globo</strong></p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/04/04_MVG_mul_quarenta.jpg" rel="lightbox" title="Divulgação" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/04/04_MVB_mul_quarenta.jpg" galleryimg="no" title="Divulgação" alt="Divulgação" align="left" border="0" /></a>RIO &#8211; Para a escritora Andrea Franco, a chegada dos &#8216;enta&#8217; não precisa ser sinônimo de crise. Autora do recém-lançado &#8220;40, sim, e daí?&#8221;, um manual de bem-estar para mulheres nesta faixa etária, ela garante que a chegada da maturidade pode ser o início de uma fase libertadora. O importante é adquirir conhecimento e equilíbrio emocional, diz Andrea, para saber tirar proveito do que o momento tem de melhor. Em entrevista ao site do Globo, ela revela algumas dicas que colheu com especialistas e mulheres que aprenderam a encarar a vida de outra forma depois que apagaram quarenta velinhas.</p>
<p><strong>Por que escrever um livro para mulheres de 40?</strong></p>
<p>Porque acho importante que as pessoas vejam que a maturidade pode fazer bem para uma mulher. Infelizmente, a nossa cultura, a sociedade, vê a mulher a partir dos 40 anos como uma velha, como alguém que &#8216;já deu o que tinha que dar&#8217;. A mulher sempre foi e ainda é, mais cobrada do que o homem em vários aspectos e, entre eles, sem dúvida, está a questão da idade. Há uma gradativa mudança nesse quadro, mas ainda há preconceito e essas coisas me incomodam muito! Então, eu quis mostrar que essa é uma etapa da vida que pode ser enriquecedora e feliz. Que a mulher pode ser, sim, bonita e desejada também a partir dos 40 anos. E que a chegada dos &#8216;enta&#8217; não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A mulher pode fazer dessa a melhor fase da vida! E eu também quis entender o que a maturidade nos proporciona. Achei importante falar de uma idade emblemática, que chega para a maioria das mulheres como um divisor de águas, marcada por muitas mudanças e que costuma vir acompanhada de alguma crise.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="4" face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs"> A mulher sempre foi e ainda é, mais cobrada do que o homem em vários aspectos e, entre eles, sem dúvida, está a questão da idade </span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p><strong>Quais as principais angústias das entrevistadas?</strong>Como disse uma das psicólogas que eu entrevistei, pode ser angustiante perguntar &#8220;e agora?&#8221;. Como é uma fase de rever e avaliar as realizações, de constatar que metade da vida já passou, o balanço da própria existência pode desencadear uma angústia ou uma crise. Os questionamentos nessa fase da vida costumam ser : &#8220;será que eu fiz tudo o que eu queria?&#8221;, &#8220;o que esperar daqui para a frente?&#8221;, &#8220;o que eu quero realmente da vida?&#8221;, &#8220;o que é melhor para mim?&#8221; , &#8220;vou conseguir emprego?&#8221; e &#8220;vou continuar sendo atraente para os homens?&#8221;.</p>
<p>Eu percebi com as minhas entrevistadas que essa fase pode não ser um mar-de-rosas, mas está longe de ser algo dramático, pesado ou terrível. Algumas se sentem muito melhor do que aos 30 e até do que aos 20. Todas são unânimes quanto ao fato de que o melhor em ter 40 anos é a maturidade, há uma auto-estima grande. Ela sabe o que quer, do que é capaz, já sabe quem ela é.</p>
<p><strong>Hollywood tem valorizado a mulher de</strong><strong>40. Os homens mais jovens também. Como  vê esta tendência?</strong>Talvez seja porque eles já perceberam que essa mulher &#8220;vende&#8221;. Ou seja, vários setores de consumo estão se rendendo às mulheres que chegaram à maturidade, as quais, além de buscarem qualidade de vida, têm alto poder aquisitivo. Elas são bem-informadas, independentes e podem pagar caro pelos seus luxos. Elas se tornaram público-alvo da mídia e dos segmentos de cosméticos, editorial e moda. É a <em>new age woman</em>, a mulher que se conserva bonita e não aparenta a idade que tem. A mulher madura está se tornando mais interessante física e economicamente. E para reforçar ainda mais esta tendência, as marcas de cosméticos têm como garotas propagandas quarentonas como Sarah Jessica Parker, Demi Moore, Linda Evangelista, Julianne Moore, Andie McDowell, entre outras. Em relação ao sucesso com os homens mais jovens, deve ser porque a experiência dessas mulheres as deixam mais sexy aos olhos deles.</p>
<p><strong>Há mudanças na forma como percebem o amor?</strong></p>
<p>Há uma pesquisa em que diz que a mulher nessa fase está disposta a deixar bem claro do que gosta num relacionamento. Uma de minhas entrevistadas disse que a mulher de 40 é mais sexy, mais voraz e que funciona melhor na cama porque sabe o que fazer com o corpo. Se a saúde física e emocional estiverem em dia, a mulher de 40 estará vivendo a plenitude de sua sexualidade, especialmente se estiver realizada profissionalmente e tiver desenvolvido uma relação de intimidade, cumplicidade e confiança com seu companheiro.</p>
<p>A idéia do vínculo afetivo e sem erotismo entra em discussão. O casamento deixa de ser &#8220;até que a morte os separe&#8221; e passa a ser encarado como construção diária, um aprendizado. Aumenta o número de mulheres chefes de família que encaram o divórcio sem trauma em prol de uma felicidade sexual mais rica e criativa. A atração nessa faixa etária é um requisito essencial para manter um relacionamento duradouro e novos vínculos ampliam a possibilidade do compromisso sem o caráter ou modelo definitivo.</p>
<p><strong>Como superar o fantasma da idade?</strong></p>
<p>Percebo que para muitas mulheres isto ainda é sim um problema, porque muitas ainda mentem a idade, mas isso é devido a cobrança da sociedade machista. Muitas são vulneráveis à sociedade de culto ao corpo e se influenciam pela idéia de que só se pode ser bonita aos 20 anos, só se é feliz jovem. Isso também se deve ao fato de vivermos numa cultura ocidental, que prioriza a aparência em detrimento do conteúdo, da sabedoria. O ocidental não convive muito bem com a idéia do envelhecimento. Envelhecer parece algo que deve ser empurrado cada vez mais para a frente, um castigo contra o qual se deve lutar a todo custo.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="4" face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs"> As marcas de cosméticos têm como garotas propagandas quarentonas como Sarah Jessica Parker, Demi Moore, Linda Evangelista, Julianne Moore e Andie McDowell </span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Como superar? Compreendendo que a vida também tem suas estações, e que o chamado &#8220;outono da vida&#8221; pode ter o mesmo prazer e alegria do verão e da primavera. Ter interesse pela informação, que não deixa de ser uma forma de poder. Não ficar vulnerável a informações distorcidas e preconceituosas. Com essa ferramenta nas mãos, ela vai notar que pode ser uma fase de maior crescimento. Se a mulher se gostar, se cuidar, a idade cronológica não contará, pois aparentamos a idade com a qual nos sentimos. Assumir a própria idade pode ser uma forma de libertação.</p>
<p><strong>Que conselhos você daria para uma mulheres com medo de envelhecer?</strong></p>
<p>Não sei se seria um conselho, mas acho importante destacar que é fundamental, desde já, cultivar outros valores, como a cultura, o conhecimento, um hobby, a profissão, bons relacionamentos com a família e os amigos e não focar só na aparência física. Se a mulher valoriza somente a beleza e a juventude, estará abrindo as portas para a depressão. Não adianta fugir do inexorável: todos nós envelhecemos. Se a beleza e o físico são os mais importantes para determinadas mulheres, em detrimento do seu conteúdo, do que elas são como pessoas, o envelhecimento vai ficar mais pesado. Se a pessoa não consegue aceitar esse processo, a psicoterapia pode ajudar muito.</p>
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		<title>&#8221;Sou frívolo e fissurado por mulher&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 20:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Em entrevista realizada em Barcelona, ele declara que beleza é fundamental 
Beppe Severgnini* &#8211; O Estado de São Paulo
&#160;

No início desta entrevista, feita em um hotel à beira-mar em Barcelona, Woody Allen parecia cansado e retraído mesmo falando sobre mulheres, o objeto de sua frivolidade assumida. Disse coisas como: &#8220;Não tenho interesse pela vida real.&#8221; [...]]]></description>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2008/02/scarlett-e-penelope-vicky-cristina-barcelona.jpg" alt="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2008/02/scarlett-e-penelope-vicky-cristina-barcelona.jpg" /></div>
</div>
<div id="c"></div>
<div id="c"><strong>Em entrevista realizada em Barcelona, ele declara que beleza é fundamental </strong></div>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Beppe Severgnini* &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/sou-frivolo-e-fissurado-por-mulher/8474/" rel="attachment wp-att-8474" title="woody_allen2.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/woody_allen2.jpg" alt="woody_allen2.jpg" align="right" /></a></p>
<p>No início desta entrevista, feita em um hotel à beira-mar em Barcelona, Woody Allen parecia cansado e retraído mesmo falando sobre mulheres, o objeto de sua frivolidade assumida. Disse coisas como: &#8220;Não tenho interesse pela vida real.&#8221; Ou: &#8220;Só falo dos meus filmes para ajudar os produtores.&#8221; Mas se animou quando a conversa derivou para a política. &#8220;Sim, gosto de política. Não como artista, mas como cidadão&#8221;, declarou, dias antes da eleição de Obama.</p>
<p><strong>Podemos falar sobre seu novo filme, Vicky Cristina Barcelona?</strong></p>
<p>Só falo dos filmes que faço para ajudar os produtores&#8230; Mas se dependesse só de mim, eu não falaria nada. Você realiza um filme e, se ele for bom, as pessoas vão vê-lo. Não seria preciso falar dele. Mas se ele não for bom, por mais que eu fale&#8230;</p>
<p><strong>Noto que alguns críticos disseram que o filme é voyeurista. Concorda?</strong></p>
<p>Voyeurista? Bem, somente no sentido de que um filme é uma coisa visual. Vicky Christina Barcelona não é nada voyeurista. Tive à minha disposição um elenco principal sexualmente carismático e poderia até ter explorado essa situação para voyeurismo, com grande respaldo artístico. Mas eu fui muito, muito comedido.</p>
<p><strong>O sr. diria que, com o avanço da idade, está ficando mais fascinado pela beleza feminina?</strong></p>
<p>Sempre fui! Mesmo quando criancinha, eu sempre fui fissurado por mulheres. Você sabe, eu sou muito frívolo. E um de meus traços frívolos é uma obsessão pela beleza. Durante a guerra, eu podia admirar como Rita Hayworth era magnífica&#8230; E nunca deixava de admirar a beleza nas garotas de minhas salas de aula. Isso é um traço frívolo, porque exclui todos os aspectos mais valiosos e sensíveis das mulheres que não são belas.</p>
<p><strong>O sr. se interessa pelas vidas amorosas de seus atores?</strong></p>
<p>Não, não tenho nenhum interesse pela vida real. Isto é, eles são ótimas pessoas, mas nunca ?socializo? com meus atores. Conheço Scarlett Johansson há anos, mas jamais almocei ou jantei com ela. Se ela estivesse bem aqui em pessoa, você pensaria: &#8220;Oh, ela é muito bonita&#8221;, mas quando você a fotografa, ela se torna mais ainda. Agora, Penelope Cruz na tela é incrivelmente bela, mas quando você a encontra em pessoa, ela é ainda mais bela. Quando encontrei Penelope pela primeira vez &#8211; eu a tinha visto em Volver e achei que ela era muito linda &#8211; não conseguia acreditar o quanto ela era linda. Era uma coisa meio sobrenatural, como se ela tivesse vindo de Marte ou Júpiter.</p>
<p><strong>Seus filmes recentes &#8211; Match Point, Scoop &#8211; o Grande Furo e agora este &#8211; são muito agradáveis. Mas como muitos outros, sinto falta do velho Woody Allen. Você parece ter outra coisa em mente agora. Será justo dizer que o velho Woody Allen das gargalhadas acabou?</strong></p>
<p>Sim, mas acho que deixei isso há muitos anos. Fiz uma certa quantidade de filmes cômicos no começo, depois comecei a fazer filmes diferentes, mais sérios. Crimes e Pecados e Hanna e Suas Irmãs se saíram muito melhor que Bananas, Um Assaltante bem Trapalhão e Tudo Que Você sempre Quis Saber sobre Sexo, mas Tinha Medo de Perguntar.&#8221;</p>
<p><strong>Por falar em Bananas, já pensou em fazer outro filme político?</strong></p>
<p>Sim, pensei. Mas meu problema de sempre são os orçamentos. Eu trabalho com orçamentos pequenos, e fazer um filme político nos Estados Unidos, onde eu teria que fazê-lo, custaria muito mais dinheiro do que eu seria capaz de captar.</p>
<p><strong>Acha que poderia fazer um filme que tivesse ampla aceitação em todo o território dos EUA? Ou Woody Allen é ligado demais a Nova York?</strong></p>
<p>Nas cidades grandes e nas cidades universitárias, eu tenho boa aceitação. Mas a maioria do país não é isso. A maioria do país é o que chamamos de Estados vermelhos: Estados-Bíblia, Estados republicanos, Estados armas. E há pessoas nesses Estados que gostam de meus filmes, mas não a maioria. Não que elas não gostem de cinema; meus filmes nem sequer estariam em seu radar.</p>
<p><strong>Não acha que Sarah Palin (que foi colega de chapa do candidato presidencial republicano John McCain) daria uma personagem fantástica para um filme de Woody Allen?</strong></p>
<p>Oh, ela é divertida. Mas já foi bem explorada nas sátiras da televisão. Ela foi uma escolha estúpida, nada que mostrasse muito respeito pelos Estados Unidos. Serviu apenas para dar uma pequena ajuda momentânea à campanha, pelas tiradas divertidas. Mas acho que os americanos, por mais ridículos que tenham sido nas eleições anteriores, aprenderam alguma coisa.</p>
<p><strong>Você gosta de política? Nós estávamos falando de cinema e você parecia cansado. Agora parece mais&#8230;</strong></p>
<p>&#8230; mais animado?</p>
<p><strong>Isso. Mais interessado.</strong></p>
<p>Sim, gosto de política. Não estou interessado em política como artista, mas como cidadão. Como sabe, eu voto. Contribuo com dinheiro. Fico feliz de fazer campanha por alguém.</p>
<p><strong>Al Gore teria sido bom presidente?</strong></p>
<p>Sim, acho que ele teria sido um bom presidente. Acho que é um homem inteligente e foi um mau candidato. Ele não teve carisma, não teve energia para concorrer, ele não conseguia focar. Mas daria um presidente muito bom porque é uma pessoa decente e é favor de uma agenda democrática, liberal</p>
<p><strong>Se pudesse voltar no tempo, gostaria de se tornar um grande tocador de clarineta, um ícone dos esportes, um grande escritor ou George W. Bush? Qual seria a sua escolha?</strong></p>
<p>Um grande músico,pois a música supera tudo. É emocional e todo mundo adora música.<br />
<strong><br />
* Esta entrevista foi publicada originalmente no jornal The New York Times. Tradução de Celso Mauro Paciornik    </strong></p>
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<div align="center"><em>Vicky Cristina Barcelona</em></div>
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		<title>Musculação fortalece o cérebro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios


Antônio Marinho &#8211; O Globo
Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong> Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/pilates_bola.jpg" alt="pilates_bola.jpg" width="550" height="353" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes que regulam o órgão. Os dados foram apresentados este fim de semana no III Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional e IV Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na sede da Fecomércio, em São Paulo. Especialistas discutiram ainda como usar os alimentos para prevenir e controlar desequilíbrios do organismo.</p>
<p>De acordo com estudos, a prática de exercícios aumenta a oxigenação no cérebro. Este é apenas um dos benefícios da malhação.</p>
<p>Segundo o pesquisador Michael Colgan, do American College of Sports Medicine e da British Society for Nutritional Medicine, o esforço produz novas mitocôndrias, organela responsável pela produção de energia.</p>
<p>Para fabricar mais mitocôndrias, o cérebro acaba estimulando a formação de neurônios, a neurogênese.</p>
<p>— Antes se dizia que isso era impossível, que as pessoas nasciam com certo número de neurônios e eles morreriam com os anos. Hoje sabemos que o cérebro cria novas células o tempo todo — diz Colgan, autor de livros sobre o tema, como “Save your brain” (Salve o seu cérebro), ainda não lançado no Brasil.</p>
<p>É por essa razão que o foco da pesquisa em atividade física tem sido quais genes ela regula e como eles afetam a expressão de DNA, a síntese de RNA, entre outras reações.</p>
<p>— Não se trata apenas de oxigenar o cérebro, mas como os exercícios afetam a base de nosso código genético e a sua expressão — afirma Colgan.</p>
<p>Malhação, portanto, é um dos melhores combustíveis para os neurônios. Se a pessoa tem pouca massa muscular tem dificuldade em oxidar as gorduras.</p>
<p>— Quando se perde músculos, há aumento de peso e maior risco de doenças, como diabetes, síndrome metabólica, problemas cardiovasculares, mal de Alzheimer e outros males crônicos. Os músculos são os principais órgãos capazes de oxidar a gordura.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7334/" rel="attachment wp-att-7334" title="cerebro.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/cerebro.jpg" alt="cerebro.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Má nutrição afeta a libido e causa impotência</strong></p>
<p>Colgan recomenda o equilíbrio nas séries para obter mais vantagens. Os músculos têm duas fibras básicas: a de contração rápida, que oxida carboidratos, e a lenta, que oxida gorduras. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, aumentam o número de fibras de contração lenta.</p>
<p>Já exercícios de força aumentam a massa muscular e o número de fibras de contração rápida, de explosão. Estas ajudam a queimar os açúcares (carboidratos). Se a pessoa pratica muito exercício de força, perde fibras lentas. Ao exagerar no treino aeróbico, perde massa muscular.</p>
<p>Outros estudos confirmam a teoria de que exercício físico é bom para o cérebro. Pesquisa realizada com 138 voluntários na Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicada no “Journal of the American Medical Association”, indicou que a atividade física melhora a função cognitiva de pessoas acima de 50 anos e com leve falha de memória.</p>
<p>Porém, só malhar é pouco. Colgan e especialistas reunidos no congresso recomendam a nutrição funcional, que visa a recuperar o equilíbrio bioquímico nas células. A partir de uma boa história clínica, de exames laboratoriais, mapeamento genético e polimorfismo enzimático — quando necessários — é possível traçar o perfil nutricional de cada um. Os exames são feitos no exterior, principalmente nos Estados Unidos, por meio de laboratórios conveniados no Brasil (cobram a partir de R$ 800). Há testes que avaliam a hipersensibilidade a nutrientes, numa lista de 94 a 270 alimentos.</p>
<p>Essa hipersensibilidade muitas vezes é responsável por doenças crônicas, alergias, fibromialgia, obesidade, hiperatividade e até depressão e demência. A idéia da nutrição funcional é regular os desequilíbrios orgânicos de acordo com a individualidade bioquímica e controlar o estresse oxidativo.</p>
<p>Nem sempre é necessário se submeter a exames caros para descobrir isso. O mineralograma, por exemplo, muito usado em medicina ortomolecular não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e só mostra a contaminação por metais tóxicos.</p>
<p>— Não há exame específico que aponte a necessidade exata de nutrientes em cada organismo.</p>
<p>O acompanhamento clínico permite observar a reação do organismo a determinados alimentos. Isto leva tempo e requer adesão do paciente. Até o aspecto das unhas revela deficiência ou excesso de nutrientes.</p>
<p>Há pessoas com testes laboratoriais normais que se sentem mal, o que pode ser causado por nutrição inadequada — diz Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional e organizadora do Congresso de Nutrição Clínica Funcional.</p>
<p>Má nutrição afeta até a vida sexual. Valéria explica que a disfunção erétil e a frigidez ou falta de desejo sexual podem piorar ou serem desencadeadas por falta de nutrientes que produzem óxido nítrico, como alimentos ricos em arginina (soja e oleaginosas, por exemplo) que melhoram o fluxo de sangue.</p>
<p>Fontes de resveratrol, como chocolate amargo, suco de uva e vinho (sem excessos) e magnésio, encontrado em vegetais de folhas escuras, frutos do mar e peixes, são outros bons alimentos para produzir o óxido nítrico.</p>
<p>A frigidez na mulher pode estar associada à deficiência de zinco, que atua em hormônios. Mas a nutricionista lembra que um alimento bom para uma pessoa, pode fazer mal a outra.</p>
<p>— As dietas que focam apenas na contagem de calorias e açúcares não fazem mais sentido. É preciso escolher os alimentos de acordo com as características individuais. Até as queixas menos graves, como cansaço e falta de ânimo, são resultado de um estresse oxidativo por do desequilíbrio nutricional — diz Valéria.</p>
<p><font size="4"><strong>Receitas para vida saudável</strong></font></p>
<p>Nos dois congressos de nutrição especialistas discutiram ainda o uso de nutrientes no controle do estresse, no bem-estar físico e mental, na prevenção do envelhecimento precoce e em tratamentos de beleza</p>
<p>CORPO EM FORMA: Para o organismo funcionar bem é preciso consumir 54 nutrientes variados todos os dias, e muita gente não segue esta recomendação, segundo o pesquisador Michael Colgan.</p>
<p>Uma parcela grande da população ingere pouca quantidade necessária de todas as vitaminas e minerais. Por isso, a Academia Nacional de Ciências dos EUA e o Instituto de Medicina recomendam que a maioria dos americanos tome suplementos vitamínicos diariamente. Esses suplementos também devem ser usados pelas crianças e por mulheres durante a gravidez.</p>
<p><img src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" alt="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" width="143" align="left" height="143" />MENOS ESTRESSE: O estresse físico e emocional causa desequilíbrio hormonal e gera um processo chamado fadiga adrenal, no qual as glândulas supra-renais funcionam mal. Hábitos alimentares e dieta inadequada pioram a situação, segundo a nutricionista Patrícia Davidson. Ela recomenda evitar produtos industrializados e com agrotóxicos, consumo exagerado de adoçantes (têm alta carga tóxica e não auxiliam a supra-renal a produzir hormônios), baixo consumo de alimentos ricos em vitamina C e de gorduras (deve-se evitar as saturadas) — os hormônios da suprarenal são obtidos a partir de colesterol —; pouco consumo de vitaminas do complexo B (principalmente B5 que ajuda na produção de hormônios e está presente em cereais integrais e leguminosas) e de alimentos ricos em magnésio (encontrado em maior quantidade em cereais integrais, leguminosas, folhas verdes escuras), importante para produzir os hormônios adrenais. Deve-se evitar abuso de carboidratos de alto índice glicêmico (pão francês, biscoito, massas, açúcar, arroz branco, batata, mel e doces) que elevam rapidamente a glicose e causam perda de energia. O álcool reduz a capacidade de o fígado lidar com as toxinas, fazendo com que elas permaneçam no sistema e levem ao acúmulo de gordura no coração e ao enfraquecimento do sistema imunológico. Para aliviar o estresse, Patrícia recomenda alimentos como aipo, gengibre e grãos integrais, que auxiliam na absorção de nutrientes, reduzem a liberação de hormônios estressantes e melhoram a concentração.</p>
<p><img src="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" alt="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" width="143" align="left" height="107" />PLANTAS ANTIOXIDANTES: Uma maneira de neutralizar o dano oxidativo é fazer dieta rica em fitoquímicos com propriedades antioxidantes, encontrados em vegetais. A nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf explica que o alho, por exemplo, previne o envelhecimento cerebral e a demência por ser rico em fitoquímicos antioxidantes. O chá verde tem potencial antiinflamatório e anticâncer graças ao componente EGCG. Ela destaca ainda a linhaça, que tem alto teor de lignanas que agem no equilíbrio dos receptores hormonais e diminuem a agregação de placas.</p>
<p>CÉREBRO SAUDÁVEL: O cientista Colgan diz que existem cerca de 20 nutrientes essenciais na prevenção do mal de Alzheimer. Os mais importantes são o ácido glicólico, o aminoácido L-carnitina, o ácido retinóico e a acetilcisteína. Deve-se consultar nutricionista ou médico para saber como consumir essas substâncias de forma saudável.</p>
<p><img src="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" alt="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" width="141" align="left" height="111" />REJUVENESCIMENTO: A nutrição influencia diretamente a saúde da pele, ao modular a síntese do colágeno e de hormônios. Segundo a nutricionista Eliane Tagliari, a recomendação diária deve ser de acordo com individualidade bioquímica de cada um, mas há nutrientes com um papel mais importante, como silício, selênio, coenzima Q10, ácido alfalipóico, quercetina, resveratrol, silimarina, magnésio, cálcio e complexo B. Mesmo os idosos podem se beneficiar, quando melhoram a absorção desses nutrientes através da recuperação da flora intestinal e da produção de enzimas digestivas.  Uma boa hidratação é fundamental.</p>
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		<title>As mulheres desafiadoras das normas</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 14:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Frida Kahlo e Simone de Beauvoir



Rosa Montero traça o perfil de senhoras que decidiram viver com liberdade plena


Ubiratan Brasil &#8211; O Estado de São Paulo
Margaret Mead
 Mulheres que tiveram a coragem de lutar contra as convenções sempre fascinaram a escritora e jornalista espanhola Rosa Montero. Autora de opiniões francas sobre os horrores da sociedade, ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>Frida Kahlo e Simone de Beauvoir</em><br />
<img src="http://www.ovationtv.com/Images/people/frida_kahlo_372x280.jpg" alt="http://www.ovationtv.com/Images/people/frida_kahlo_372x280.jpg" height="240" width="322" /><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/as-mulheres-desafiadoras-das-normas/5638/" rel="attachment wp-att-5638" title="beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg" alt="beauvoir_cafedesdeuxmagotsp6.jpg" height="236" width="202" /></a></p>
<div id="c" align="center"><strong><br />
</strong></div>
<div id="c"><strong>Rosa Montero traça o perfil de senhoras que decidiram viver com liberdade plena</strong></div>
<div id="c"></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte"><strong><span style="background-color: #ffff99">Ubiratan Brasil &#8211; O Estado de São Paulo</span></strong></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><em>Margaret Mead</em><br />
<img src="http://www.colby.edu/personal/e/ebeasley/mead2.jpg" alt="http://www.colby.edu/personal/e/ebeasley/mead2.jpg" align="left" /> Mulheres que tiveram a coragem de lutar contra as convenções sempre fascinaram a escritora e jornalista espanhola Rosa Montero. Autora de opiniões francas sobre os horrores da sociedade, ela se voltou, em Histórias de Mulheres (Agir, tradução de Joana Angélica d&#8217;Ávila Melo, 224 páginas, R$ 30), para a trajetória de um grupo de 18 mulheres que, por desejarem viver sob liberdade plena, ajudaram a construir a história da humanidade.</p>
<p>Assim, encontram-se, lado a lado, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Agatha Christie, Mary Wollstonecraft, Zenobia Camprubí, Lady Ottoline Morrel, Alma Mahler, Maria Lajárraga, Laura Riding, George Sand, Isabelle Eberhardt, Aurora e Hildegart Rodríguez, Margaret Mead, Camille Claudel e as irmãs Charlotte, Emily e Anne Brontë. Mulheres capazes tanto de gestos heróicos como abomináveis, o que expõe suas ambigüidades e revela toda sua complexidade humana.&#8221;O que nos reafirma em nossa humanidade cabal e completa: somos capazes, como qualquer pessoa, de todas as excelências e de todos os abismos&#8221;, comenta Rosa, que concedeu, por e-mail, a seguinte entrevista.</p>
<p><strong>Qual característica comum a todas essas mulheres?</strong></p>
<p>São todas muito distintas, por isso, tentei oferecer um panorama de mulheres as mais diferentes possíveis. Algumas são boas personas, outras malíssimas; algumas triunfaram na vida, outras foram um completo fracasso. Todas, porém, têm histórias fascinantes. Foi o que despertou minha atenção: suas peripécias vitais são incríveis, interessantíssimas, pouco habituais.</p>
<p><strong>Como essas mulheres te influenciaram?</strong></p>
<p>Não sei como dizer. Todo trabalho que realizamos nos modifica. Convivi por muito tempo com essas mulheres durante as pesquisas, mas não diria que me influenciaram. Adianto que muitas delas são aborrecidas, não gostaria de ser como elas. O que me interessou foi, depois de estudar suas vidas, descobrir que em todas as épocas existiram muitas mulheres heterodoxas fazendo coisas incríveis, apesar das limitações do sexismo.</p>
<p><strong>Por que você sempre se posicionou contra a classificação de literatura feminina?</strong></p>
<p>A literatura feminina não existe. Um autor escreve influenciado por sua língua, leituras, sonhos, medos, sua classe social, experiências, amores, desamores, seu estado de saúde, e também de seu gênero, claro, seja homem ou mulher. Mas isso, ser homem ou mulher, nada mais é que uma variante entre outras. É impossível objetivar uma literatura apenas pelo sexo do escritor. Também é razoável pensar que meus livros mais parecem escritos por um homem da minha idade, espanhol e proveniente de uma metrópole que por uma autora negra de 90 anos, sul-africana, que viveu sob o apartheid. Porque o que me separa de uma sul-africana é muito mais do que nos une.</p>
<p><strong>Histórias de Mulheres foi escrito em 1995. Como a História não se escreve de forma linear, como foi a evolução nesses 13 anos? O momento agora é bom para a mulher?</strong></p>
<p>Sim, tenho a nítida sensação de que, desde a publicação do livro, a situação das mulheres melhorou em todo o mundo, salvo, é claro, nas bolsas do integrismo retrógrado, fundamentalmente islâmico mas também, em alguns casos, cristão. Guardo um exemplar do jornal El País, de 27 de novembro de 2005. As páginas 2 e 3 estão integralmente dedicadas a Michelle Bachelet, então candidata à presidência do Chile, cargo que hoje ocupa. Toda a página 4 é uma entrevista com Ellen Johnson-Sirleaf, presidenta da Libéria, com um enorme retrato de seu rosto. Adiante, na 5, outra grande entrevista com imagem da estupenda Ayaan Iris Ali, ex-deputada holandesa de origem somali. Na página 6, um artigo sobre as eleições na Chechênia, ilustrado casualmente com o retrato de duas mulheres passando em frente a um muro repleto de cartazes. E, em frente, na 7, uma entrevista de página inteira, com sua foto correspondente, de Fayza Aboulnaga, ministra egípcia de Cooperação Internacional. Não se tratava de uma edição especial feminina, como as que fazem no Dia Internacional da Mulher. Era a edição qualquer, de um dia qualquer, cujas sete primeiras páginas da seção internacional estavam ocupadas quase exclusivamente por essas jovens mulheres, responsáveis pelo governo, por ministérios, com funções parlamentares. Uma prova evidente da vertiginosa velocidade das mudanças históricas.</p>
<p><strong>Por que você reivindica a palavra &#8220;feminista&#8221;? No que ela difere da palavra &#8220;machista&#8221;?</strong></p>
<p>Reivindico porque é uma charmosa palavra histórica, uma bandeira sob a qual lutaram muitas mulheres e também muitos homens, como o filósofo Condorcet. O que acontece é que parece ser uma palavra semanticamente equivocada porque parece significar o contrário de machismo, ou seja, que reclama a supremacia da mulher sobre o homem, quando não é assim. Em sua quase absoluta maioria, o feminismo reclama pelo fim do sexismo e que nenhum dos dois sexos seja superior ao outro. Assim, por claridade expressiva, prefiro definir-me como anti-sexista.</p>
<p><strong>Você acredita que o homem teme a evolução da mulher? Por quê?</strong></p>
<p>Não todos, mas são muitos. A revolução anti-sexista ou feminista vem se caracterizando como um movimento social profundo e muito rápido, historicamente falando. Em apenas um século, mudaram-se comportamentos básicos que duravam milênios. E alguns homens se sentem perdidos diante dessas mudanças. Acreditam ter perdido seu lugar no mundo. E os piores, os mais miseráveis, os mais cruéis e malvados desses homens convertem essa sensação de desconcerto em violência. Boa parte da violência doméstica se deve a isso, me parece. Assim, os países com maior porcentagem de mortes de mulheres pelos homens são os nórdicos, nos quais a sociedade avançou mais na destruição do sexismo.</p>
<p><strong>Para você, que sentido tem hoje a literatura, que sofre especialmente com a pressão do mercado?</strong></p>
<p>Os romances são os sonhos da humanidade. Sem romances, todos seríamos muito mais loucos. E a literatura em geral, assim como a arte, são as maiores armas que o ser humano dispõe para lutar contra o horror e o caos. Há muita esperança no ato de ler e escrever, esperança na possibilidade de ser entendido e de compreender o outro, esperança na capacidade que temos para comunicarmos, para transmitirmos pensamentos, para compartilhar sentimentos, para criar beleza. A literatura permite que sejamos melhores do que somos. E o mercado não passa de um pequeno acidente nesse percurso.</p></div>
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		<title>Um olhar que vale a pena</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/um-olhar-que-vale-a-pena/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 18:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentário postado no Blog, no artigo Narcisismo de homens e mulheres, de Contardo Calligaris 
por Aparecida Torneros, leitora do Blog

Palmas para o Contardo e para todos os machos que se “acham”, né? 3 mil anos de opressão sobre as mulheres, evidentemente resultaram nisso, mas, vejamos, nas curvas que o vento faz, nas voltas que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="4">Comentário postado no Blog, no artigo <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/narcisismo-de-homens-e-mulheres/">Narcisismo de homens e mulheres</a>, de Contardo Calligaris </font></strong></p>
<p><strong><font size="4">por Aparecida Torneros, leitora do Blog</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://exacto.blogspot.com/man_woman_24242.jpg" alt="http://exacto.blogspot.com/man_woman_24242.jpg" /></div>
<p>Palmas para o Contardo e para todos os machos que se “acham”, né? 3 mil anos de opressão sobre as mulheres, evidentemente resultaram nisso, mas, vejamos, nas curvas que o vento faz, nas voltas que o mundo dá, o século XX emancipou-nos ( bela palavrinha e lindo conceito) do jugo econômico e da dependência de termos “homens” comandantes das nossas vidas, mas, parece, ainda pertencemos a um contingente de fêmeas refletoras, quer dizer, nos espelhamos nos olhares deles para sermos algumas figuras seguras…será? há mulheres e mulheres…não se pode generalizar sobre este gênero tão multifacetado. vide Regininha Poltersgart..rs o que o ocorre, e nisso eu concordo com o psicanalista, em gênero, número e grau, é que o narcisismo campeia tanto no universo masculino ( competitivo e acelerado) quanto no feminino ( colorizado nos salões de beleza e nas academias) mas prevalece mesmo é nos inconscientes ainda presos a modelos que demoram a ser ultrapassados. Ainda bem que um exército de homens e mulheres de novas mentalidades surgiram nos tempos modernos e aprenderam a gostar de si mesmos, amando o outro, com suas limitações e até “feiuras” expostas ou camufladas. O novo conceito de amor passa por aí. Eu me gosto e tu te gostas, ambos nos aceitamos e até nos deliciamos com nossas imagens refletidas em nossos olhares afetuosos, maduros e compreensivos. Salve a descoberta e salve a sensação de sermos inteiros, feios ou bonitos, buscando o equilíbrio e a auto-estima. Um abraço”</p>
<p>28 Mai, 17:41 — <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/narcisismo-de-homens-e-mulheres/">Narcisismo de homens e mulheres</a></p>
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		<title>A fantasia do canibalismo amoroso em versão &#8220;cosméticos&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 19:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Une crème de plaisir pour les fesses
par Agnès Giard
Vous aviez la crème pour les mains, pour les pieds… et maintenant pour les fesses. Les enseignes de parfum et de produits de beauté se mettent à lancer des produits «ciblés» : cosmétique-érotique.



Cet été, Sephora lance les «crèmes de plaisir», les &#8220;gels d&#8217;excitation&#8221;, les «baisers glacés brûlants» [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="entry-header">Une crème de plaisir pour les fesses</h3>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>par Agnès Giard</strong></p>
<div class="entry-body"><font size="3">Vous aviez la crème pour les mains, pour les pieds… et maintenant <a href="http://www.sephora.fr/browse/product.jhtml?id=P60787&amp;categoryId=C6538&amp;shouldPaginate=">pour les fesses</a>. Les enseignes de parfum et de produits de beauté se mettent à lancer des produits «ciblés» : cosmétique-érotique.</font></div>
<div class="entry-body"></div>
<div class="entry-body">
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/05/07/yesforlov.jpg" title="Yesforlov" alt="Yesforlov" border="0" height="100" width="400" /></div>
<p>Cet été, Sephora lance les «crèmes de plaisir», les &#8220;gels d&#8217;excitation&#8221;, les «baisers glacés brûlants» et toutes sortes d&#8217;autres gloss, poudres et produits de beauté pro-sexe. <a href="http://www.sephora.fr/browse/brand_hierarchy.jhtml;jsessionid=AW5MRC2RD2WCWCV0KRPRXCQ?brandId=YES">Yesforlov</a> (OuiPourL’amour) est une «<em>crème câline pour les fesses</em>» dont les applications quotidiennes sont conseillées pour des représentations privées : «<em>C’est un crème qui enlève tous les petits boutons disgracieux</em>», explique l’attachée de presse.</p>
<p>Sephora importe aussi désormais en France quelques produits de la marque américaine Jimmyjane, qui mélange soin de peau et produits aphrodisiaques. Les «bougies de massage» notamment, permettent de pratiquer une forme ultra-soft de SM : leur cire, à deux degrés au dessus de la température corporelle, peut se verser sur la peau : aucun risque de brûlure. Uniquement la sensation titillante des gouttes chaudes, tombant à des endroits mmmmm tellement sensibles… Le dossier de presse ajoute : <span style="font-style: italic">«</span><em>En se consumant dans la pièce, la bougie libère une odeur euphorisante. En se liquéfiant, elle se transforme en lotion qui titille tous les sens. A appliquer avec une pierre de massage polie qui renforce la stimulation.</em>»</p>
<p>Marionnaud, autre célèbre enseigne de produits de beauté, vend aussi des huiles <a href="http://www.marionnaud.fr/produits/Hommes/huile_erotique_fruits_17572.htm">Shunga</a>, aux arômes de fruits exotiques pour les parties de baisers débridés. Resonances n’est pas en reste avec un <a href="http://www.resonances.fr/index.php?main_page=product_info&amp;cPath=565&amp;products_id=56001840&amp;categories=50_565">kit kamasutra</a> : huile et poudre à la framboise &#8220;<em>envoûtante</em>&#8221; à appliquer au pinceau. Même les marques de lingerie lancent leur propres gammes de beauté olé. Agent provocateur, par exemple, vend un «<a href="http://www.agentprovocateur.com/beauty-products/index.html">rafraichisseur de téton</a>» (<em>nipple refresher</em>) et un gloss pour lèvres aux effets stimulants (<em>lip plumper</em>), tous deux vendus sous le nom <em>Titillation</em>. <span style="font-style: italic">«</span><em>Titillation a été conçu pour toucher exactement les bonnes zones érogènes, </em>explique la fiche produit.<em> Ce sont des créateurs d’excitation et des boosteurs de libido. Ils sentent bons, ils sont doux et leur goût est irrésistible : ce sera l’ingrédient secret de votre rituel de séduction.»</em></p>
<p>En France, ces produits peuvent sembler nouveau. Aux USA, la tendance est déjà largement amorcée (voire désamorcée). La marque de cosmétique Urban Decay, par exemple, vend depuis environ cinq ans des cosmétiques aux noms de cocktails : <a href="http://www.urbandecay.com/categories/FlavoredBodyBalm.cfm">baumes</a> pour la peau à la Pina Colada, <a href="http://www.urbandecay.com/categories/ShotOGloss.cfm">gloss</a> pour les lèvres Cosmopolitan, <a href="http://www.urbandecay.com/categories/FlavoredPowderBodyBrush.cfm">poudre</a> pour le corps Mai Tai. Ça a le goût et l’odeur so sophisticated d’une soirée mondaine arrosée. Mais il n’y a pas d’alcool dans la composition, «<em>désolée les filles»</em>. Urban Decay vend même une <a href="http://www.urbandecay.com/categories/FlavoredBodyPowder.cfm">poudre pour les jambes, les bras et le décolleté </a>qui donne l’impression d’un bronzage, mais qui, en réalité est une poudre de cacao sucrée. Vous voilà belle à lécher. Cette tendance érotique-alimentaire m’a toujours parue étrange à vrai dire. Et peut-être les Américains eux-mêmes en ont-ils éprouvé les limites car de nombreux produits de soin «à déguster» ont disparu de leurs rayons : les clients ne semblent pas tellement aimer le mélange.</div>
<p>En 2004, aux USA, on pouvait ainsi trouver sous le nom de marque Dessert, d’incroyables «<em>fragrances à embrasser</em>». La marque avait été créée par Jessica Simpson (une jolie star d’Hollywood célèbre pour avoir dit à la TV qu’elle croyait que les ailes de poulet de la marque Buffalo, les «Buffalo wings» étaient effectivement des ailes de buffalo). Son produit-phare était un <a href="http://www.amazon.com/JESSICA-SIMPSONS-DESSERT-DELICIOUSLY-FRAGRANCE/dp/B000GL52RO/ref=pd_rhf_p_t_1">parfum pour nombril</a> ! Un parfum pour stimuler l’envie d’embrasser le nombril, plus précisément… Hélas (?), ce parfum et tous les autres produits Dessert sont désormais indisponibles. Les stocks épuisés, sauf peut-être sur Ebay… Faut-il en déduire que la sexualité n’est pas si compatible que ça avec les friandises ?<br />
La marque Urban Decay elle-même a arrêté la production de gloss à la cerise ou à la noix de coco, de rouges à lèvre au pudding vanille et aux jellybeans, de poudres à la limonade et au caramel et de cosmétiques au marshmallow.</p>
<p>Dans les sex-shops, en revanche, on trouve toujours des <a href="http://www.eroticcosmetics.com/">rouges à lèvres aromatisés «pénis et bonbons</a>» pour donner envie de s&#8217;embrasser (probablement), des <a href="http://www.she-nanigans.co.uk/shop/shop.php?action=full&amp;id=67">lubrifiants au miel</a> et des <a href="http://www.drugstore.com/qxc36158_333181_sespider/edible_treats/edible_treats.htm">lotions intimes à la fraise</a> pour encourager les hommes à pratiquer le cunnilingus, des gels de fellation au citron pour encourager les femmes à surmonter leur inhibitions et toutes sortes d’autres produits censés améliorer la vie sexuelle… On trouve même des <a href="http://www.nawtythings.com/lubesd.html">crèmes au raisin, pour les tétons («nipple rouge»)</a>, à appliquer avec une petite brosse, comme un cosmétique. La plupart de ces produits qui encouragent une forme assez perverse de cannibalisme amoureux vont-ils envahir la France dans les rayons des grands magasins ? On verra bien si les Français ont le goût du sexe aux arômes pâtisserie. A noter toutefois : la crème pour les fesses n&#8217;est ni sucrée, ni salée. Elle est juste à caresser.</p>
<p><span style="color: #333366">YesForLove : 31 euros. Bougies de massage JimmyJane (Bourbon, Pink lotus, etc) : 24 euros.<br />
En exclusivité chez Sephora et sur sephora.fr à partir de juillet 2008.<br />
Il y a aussi toutes sortes de produits aux noms suggestifs, que je cite rien que pour le plaisir :<br />
<a href="http://www.sephora.fr/browse/product.jhtml?id=P60796&amp;categoryId=C6538" class="stdCopy">Kit de Cache-Cache Intime</a>  	32 €<br />
<a href="http://www.sephora.fr/browse/product.jhtml?id=P60789&amp;categoryId=C6538" class="stdCopy10">Baisers Glacés Brûlants</a>, 32 €<br />
<a href="http://www.sephora.fr/browse/product.jhtml?id=P60795&amp;categoryId=C6538" class="stdCopy10">Libido-Vitamines</a>, 37 €<br />
<a href="http://www.sephora.fr/browse/product.jhtml?id=P60790&amp;categoryId=C6538" class="stdCopy10">Inscriptions Corporelles Coquines</a>, 32 €</span></p>
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		<title>El esplendor de la fealdad</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/01/el-esplendor-de-la-fealdad/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 23:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[


WINSTON MANRIQUE SABOGAL &#8211; EL PAÍS

La estética de lo feo conquista el gusto popular. Varias exposiciones y un ensayo de Umberto Eco demuestran que el abismo no pierde su atractivo.
                          [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=2979" rel="attachment wp-att-2979" title="picasso_senoritas_avinon.jpg"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/picasso_senoritas_avinon.jpg" alt="picasso_senoritas_avinon.jpg" /></p>
<p></a></p>
<p class="presentacion"><strong>WINSTON MANRIQUE SABOGAL &#8211; EL PAÍS<br />
</strong></p>
<p>La estética de lo feo conquista el gusto popular. Varias exposiciones y un ensayo de Umberto Eco demuestran que el abismo no pierde su atractivo.</p>
<p><!-- ***** Fin Presentacion ***** --><!-- ***** Entradilla ***** -->                                   <!-- google_ad_section_start() -->La luz viene de muy arriba, tamizada, blanca como las altas paredes de donde cuelgan dos cuadros con figuras distorsionadas. Deformes. ¿Feas? ¡Fascinantes! Un <em>picasso</em> y un <em>bacon</em> separados por 22 pasos. Y entre ellos una pareja de pálidos veinteañeros salidos de un carnaval luciferino. Son Birgit y Alain, empecinados en transgredir su belleza natural. Están allí, a orillas del lago de Lucerna, en el Museo de Bellas Artes, en mitad de dos de los artistas que dinamitaron en el siglo XX los cánones estéticos y que han facilitado el pasaporte para que este par de jóvenes sean hoy embajadores de la democratización de la fealdad.</p>
<p><span id="more-2980"></span></p>
<p><!-- google_ad_section_end() --><!-- ***** Fin de Entradilla ***** -->                   <!-- ***** Info complementaria ***** --></p>
<p class="info_complementa">                                                               <!-- ***** Despiece ***** --></p>
<p class="listado_despiece">&nbsp;</p>
<p><!-- ***** Despiece ***** -->                                    <!-- ***** Hermanas ***** --></p>
<p class="listado_hermanas">&nbsp;</p>
<p><!-- ***** Fin Hermanas ***** -->                        <!-- ***** Agrupa gris ***** --></p>
<p class="agrupa_gris">             <!-- ***** Imagenes, audios y video  peso 8, 7 y 6 **** --></p>
<p class="mod_grafico">
<p class="mod_grafico_foto2">
<p class="foto_mg"> <img src="http://www.elpais.com/recorte/20080105elpbabart_1/SCO250/Ies/Basement_Bunker_Painted_Queen_Small_Blue_Room.jpg" alt="'Basement Bunker: Painted Queen Small Blue Room '" height="250" width="250" /></p>
<p class="ampliar"><a href="http://www.elpais.com/fotografia/Basement/Bunker/Painted/Queen/Small/Blue/Room/elpdiacul/20080105elpbabart_1/Ies/" title="'Basement Bunker: Painted Queen Small Blue Room ' [Ampliar fotografía]" target="_blank"><img src="http://www.elpais.com/im/ico_ampliar.gif" alt="Ampliar" border="0" /></a></p>
<p>&#8216;Basement Bunker: Painted Queen Small Blue Room &#8216;<span class="agencia">- </span></p>
<p class="mod_grafico">
<p class="mod_grafico_foto2">
<p class="foto_mg"> <img src="http://www.elpais.com/recorte/20080105elpbabart_2/SCO250/Ies/Marilyn_Manson_2002_pinturas.jpg" alt="Marilyn Manson en 2002 con una de sus pinturas" title="Marilyn Manson en 2002 con una de sus pinturas" height="250" width="250" /></p>
<p class="ampliar"><a href="http://www.elpais.com/fotografia/Marilyn/Manson/2002/pinturas/elpdiacul/20080105elpbabart_2/Ies/" title="Marilyn Manson en 2002 con una de sus pinturas [Ampliar fotografía]" target="_blank"><img src="http://www.elpais.com/im/ico_ampliar.gif" alt="Ampliar" border="0" /></a></p>
<p>Marilyn Manson en 2002 con una de sus pinturas<span class="agencia">- </span></p>
<p><!-- ***** Agrupa gris ***** -->                                  <!-- ***** Otros webs ***** --></p>
<p class="otros_webs">&nbsp;</p>
<p><!-- ***** Otros webs ***** --></p>
<p><!-- ***** Fin Info Complementaria ***** --><!-- ***** Cuerpo ***** --><!-- google_ad_section_start() -->                                        <!-- Info complementaria --></p>
<p class="info_complementa"> <!-- ************* Tabla **************** --> <!-- ************* Fin Tabla **************** --> <!-- ************* Destacados **************** --></p>
<p class="dato_generico">Los conceptos de belleza y fealdad son ambivalentes y dependen de la cultura, la época, la política, la economía o la religión</p>
<p class="dato_generico">¿Por qué el feísmo hoy? Agotamiento del canon de belleza clásico, nuevas búsquedas y el mestizaje y globalización del mundo</p>
<p class="dato_generico">&#8220;La competencia es feroz. Se rompen moldes para ser singular y el abanico de lo feo ofrece más posibilidades&#8221;, afirma Gil Calvo</p>
<p class="dato_generico">&#8220;Hay un cierto elemento de rebeldía, pero donde eso podía caber y era eficaz ha sido engullido por la moda&#8221;, Javier Marías</p>
<p><!-- ************* Fin Destacados **************** --> <!-- ************* El dato **************** --> <!-- ************* Fin El dato **************** --> <!-- ************* La cifra **************** --> <!-- ************* Fin La cifra **************** --> <!-- ************* La frase **************** --> <!-- ************* Fin La frase **************** --> <!-- ************* Las claves **************** --> <!-- ************* Fin Las claves **************** --></p>
<p>De espaldas a los dioses, pero sin olvidarlos.</p>
<p>Y todos aliados de Pandora para destronar la belleza tradicional y revolucionar el futuro estético. Conquistar la fealdad. Redimirla.</p>
<p>Siete hechos acaban de recordar que lo feo no es el lado oscuro de lo bello, ni una carencia. Han reafirmado que el concepto de belleza es tan ambivalente como el de fealdad, siempre a expensas de la cultura, la época, la política, la economía, la religión o la vida social. Aunque esta popularización de lo feo y el feísmo es inédita. Lo recuerdan la exposición de Lucerna (Suiza) <em>Picasso versus Bacon: cara a cara;</em> dos de homenaje en París: a Picasso y la celebración de los cien años de <em>Las señoritas de Aviñón,</em> la obra que inaugura la ruptura del arte, y otra de Courbet; el libro de Umberto Eco <em>Historia de la fealdad</em> (Lumen), la tan sonada celebración de los 30 años del <em>punk</em> y los 10 de una de las exposiciones que acabó por pulverizar las convenciones estéticas que quedaban y confirmar el mundo sin prohibiciones del arte: <em>Sensation.</em></p>
<p>Son días del penúltimo episodio del duelo perpetuo entre lo apolíneo y lo dionisiaco.</p>
<p>¿Pero por qué ha adquirido carta de aceptación, o pasaporte, la fealdad hoy? Agotamiento del canon clásico; búsquedas de nuevos horizontes a través de la transgresión, la rebeldía, la provocación y la subversión; crisis de valores y movimientos contraculturales; concordancia con los tiempos mercantiles y consumistas; el desarrollo de las nuevas artes y medios como la fotografía, el cine, la televisión, la música e Internet, que difuminan y normalizan cualquier frontera; el vivir de espaldas a la naturaleza e imitarla en un mundo artificial; por el mestizaje y la globalización; y por la neomanía y otras ideas en las que están involucradas la publicidad y la moda, aunque todas parecen salir de una misma raíz o desembocar en el mismo punto: lo feo como máscara y recurso para llamar la atención y obtener una identidad original y genuina en un mundo espiralmente competitivo donde lo feo ofrece un abanico de posibilidades inagotable. Irrepetible.</p>
<p>Así, su otrora fuerza ahuyentadora hoy está imantada de atracción.</p>
<p>&#8220;Incluso ha adquirido cierto prestigio. Tanto en las artes como en la vida cotidiana. Se trata del feísmo deliberado, no espontáneo, y que a veces es forzado. Desde los años sesenta ha venido aumentando su prestigio hasta convertirlo, a menudo, en un prestigio insulso, que suele esconder una cierta facilidad&#8221;, advierte el escritor Javier Marías, que en algunas de sus novelas y artículos ha abordado el tema. &#8220;Es un complemento perfecto al <em>glamourismo.</em> Un ataque de guerrillas puntuales frente a ese dominio del <em>glamour&#8221;,</em> afirma Xavier Rubert de Ventós, catedrático de Estética en la Escuela de Arquitectura de Barcelona y profesor invitado de Berkeley y Harvard.</p>
<p>La presencia de la fealdad ha sido rastreada por Umberto Eco, que establece tres categorías: lo feo natural o feo en sí mismo (una carroña o un olor nauseabundo), lo feo formal o un desequilibrio orgánico respecto del todo, y lo feo artístico, que surge de cualquiera de los dos anteriores pero elevado a la categoría de arte por el artista.</p>
<p>Desde los conceptos griegos de belleza, el bien, lo verdadero, lo justo y lo armonioso en forma y fondo de Platón, hasta el esplendor de lo feo y sus paradojas en 2008, la fealdad se ha abierto paso de manera intermitente en la Historia, sobre todo después de que el Renacimiento sublimara la belleza clásica. La penúltima cruzada por resquebrajar el canon y mostrar otras perspectivas empezó hace dos siglos con el Romanticismo, que exaltó las formas libres, el sentimiento sobre la razón, la fantasía y las pasiones con un aliento trágico. Cien años después vendrían las vanguardias que reinventaron el arte, las dos guerras mundiales que trastocaron toda racionalidad y sensibilidad que hizo que el arte acechara cada vez más la realidad. Luego se pasó al nihilismo coqueto, del que hablaba Susan Sontag, hasta dar en los sesenta con el pop y el movimiento <em>hippy</em> y el rock que proclaman libertades y cambios que renuevan sensorial y culturalmente el mundo. Es el despegue de estéticas alternativas que pasan a ser un fenómeno social a un ritmo vertiginoso porque nace el glam, contesta el <em>punk,</em> se potencia el <em>kitsch,</em> irrumpen el <em>camp</em> y <em>el trash</em>, y emerge el <em>grunge</em> hasta mutar en el <em>dirty chic. </em></p>
<p>Es la era del <em>marketing,</em> del <em>be you!,</em> del <em>do it!,</em> del todo vale en el museo y en la calle. Incluso una calavera forrada de diamantes. La era de la belleza emancipada.</p>
<p>&#8220;Lo feo en toda la extensión de su sentido, que va desde lo grotesco al horror, pasando por lo ridículo y lo estrictamente feo, está en el centro del arte a partir del Romanticismo. Desde entonces la belleza como tal deja de tener interés para el arte, ahí están desde los fusilamientos de Goya, hasta cualquier obra de Pollock&#8221;, asegura Antoni Marí, escritor y catedrático de Estética y Teoría de la Universidad Pompeu i Fabra, de Barcelona. Atrás queda la belleza como experiencia positiva y gratificante. A los impresionistas no les interesa ni lo bello ni lo feo, sino la escenificación técnica de la luz. &#8220;El interés no está por la evidencia de las cosas de la realidad, sino sobre los sentimientos y el espectador, y cuando los artistas, como Courbet, tienen interés en la realidad lo hacen sobre lo desagradable y conflictivo. La belleza en sí misma se convierte en una categoría anacrónica porque no da noticia de nada, salvo de la fragilidad de su equilibrio. Hoy estos equilibrios no se dan y desde hace tiempo interesa la idea de un mundo sin sentido, caótico, fragmentario, y las personas se sienten reconocidas en esto. Se busca el orden de las cosas que más haga pensar y reflexionar. El arte desde que deja la belleza no pretende halagar los sentidos sino reflexionar en situaciones límite. Y cuando parece que ha llegado a ese punto siempre hay más allá, y así el espectador asiste en primera línea a esa destrucción definitiva del sentido&#8221;.</p>
<p>Hace 180 años Victor Hugo advirtió del futuro en el prólogo de <em>Cromwell</em> (1827): &#8220;El contacto con lo deforme ha dotado a lo sublime moderno de algo más grande, más sublime en definitiva que lo bello antiguo. (&#8230;) Lo bello sólo tiene un tipo, lo feo tiene mil. (</p>
<p>&#8230;) Es porque lo bello, desde el punto de vista humano, no es más que la forma considerada de su relación más elemental, en su simetría más absoluta, en su armonía más íntima con nuestro organismo. (&#8230;) En cambio, lo que llamamos feo es un detalle de un gran conjunto que no podemos abarcar, y que armoniza no ya con el hombre sino con la creación entera. Por eso nos ofrece constantemente aspectos nuevos, pero incompletos&#8221;.</p>
<p>¿Qué es la fealdad, entonces? El juicio estético es subjetivo y depende de los mecanismos de la sensibilidad aprendida, y los gustos difieren al infinito. Hegel lo reconoció a principios del XIX. Después Baudelaire afirmó que &#8220;lo bello es siempre extravagante&#8221;, escribió las <em>Las flores del mal,</em> y el canon ético, moral y físico quedó del revés. Y luego Nietzsche abrió más las puertas al decir que la fealdad es interesante, mientras Kierkegaard estaba convencido de que ayudaba a recordar la realidad.</p>
<p>Después de estar recreando la belleza de la vida y la naturaleza, el artista y el hombre descubrieron que en los lados donde no querían mirar tenían cosas que apreciar. Allí el abanico es más amplio, inexplorado y quizá más genuino, explica la artista valenciana Carmen Calvo, que crea sus obras a partir de desechos y residuos.</p>
<p>Es la atracción del abismo. La fascinación agazapada por la imperfección.</p>
<p>El arte ya no trata &#8220;tanto de explicar el mundo como de implicarlo e implicarse en él. No trata tanto de <em>informar</em> de él como de <em>conformarlo</em> / <em>representarlo</em> como de <em>resolverlo</em> / <em>recrearlo</em> como de <em>reformarlo&#8221;,</em> escribe Xavier Rubert de Ventós, en la edición actualizada de su clásico <em>Teoría de la sensibilidad</em> (Península/Edicions 62).</p>
<p>Y algo malsano en el comercio del arte contribuye a toda esta fiesta alternativa de creación que tiene en el feísmo una gran vertiente, asegura la fotógrafa Ouka Leele. &#8220;Tiene que ver con el hecho de estar en los medios de comunicación. Llamar la atención a través de la exageración, romper moldes. Asegurar un doble salto mortal. Aunque los artistas se han ido perdiendo en ese camino efectista. Lo que suena es lo que se paga por una obra, pero no su calidad&#8221;. Para la artista, esta distorsión tiene que ver con el alejamiento del ser humano de la naturaleza: &#8220;De la belleza del río cristalino hemos pasado a encontrar la belleza en el río contaminado de gasolina de donde puede surgir un arco iris&#8221;. El cambio de costumbres engendra nuevas cosas, agrega Ouka Leele. &#8220;Aunque estamos para mirar y alabar la belleza, porque la Tierra es lo más bonito, nos vamos aislando con imitaciones cutres y feas de la belleza natural&#8221;. Se queja de que ahora los niños ven el campo feo, de que una escena de una madre amamantando a su hijo es rechazada y de se prefiera una cabeza cortada del telediario. Aunque reconoce que es positiva la capacidad de redimir con la mirada.</p>
<p>¿A qué se debe la normalización ante lo horrendo, lo grotesco, lo asqueroso o decadente? Es el resultado de un proceso de reordenación del mundo a través de la ampliación de miradas que universalizan las vanguardias artísticas de principios del siglo XX. Pero a nivel más popular se remonta a la era industrial y mercantil que intentó paliar lo feo industrial, crear objetos funcionales que también fueron bonitos. La utilidad manda al traste el canon clásico. Las referencias se trastocan. Junto a una montaña, una escultura o una persona, hoy se pone un coche o un aire acondicionado que se venden &#8220;casi como obras de arte&#8221;.</p>
<p>Se masifica la belleza en serie. ¿Existe? Se democratiza.</p>
<p>Sobre todo, porque como dice Rubert de Ventós, &#8220;hoy nuestro medio es un orden artificial, y el orden &#8220;natural&#8221; no es para la mayoría más que una experiencia de fin de semana posibilitada por un producto industrial: el automóvil o el avión. Nuestra <em>&#8220;natura&#8221;</em> la forman los instrumentos técnicos de los que nos servimos: las construcciones, los artefactos y las imágenes manufacturadas entre las que nos movemos. Éstas son las cosas de las que nosotros hemos llegado a ser cosa&#8221;.</p>
<p>Una deriva del arte sobre la que Walter Benjamin reflexionó en <em>La obra de arte en la época de su reproductibilidad técnica. </em>Expone que el arte cambia, sobre todo a través de la fotografía y el cine, que lo jalonan a un eterno palpitar en emergencia. &#8220;Es el turno de la estética de la inauguración&#8221;, afirma el sociólogo y escritor Enrique Gil Calvo. &#8220;Tras la aparición de la fotografía el concepto de original cambia. Lo que prima, cada vez más, es el momento de la aparición de la obra, sorprender al espectador&#8221;.</p>
<p>No es un naufragio. Es una desmitificación que insufla nueva energía para salir del agotamiento. Reinterpretación de un nuevo orden que buscó la complicidad de la ironía, la parodia y el sarcasmo.</p>
<p>Es el soplo de Baudelaire.</p>
<p>Pero, ¿por qué el esplendor del desorden, lo feo y el feísmo y lo hortera? Es una insurrección contra lo artificioso, dijo Antoni Tàpies. &#8220;Pretende muchas cosas, como la necesidad de volver a lo esencial y natural. Aunque sospecho cuando las ideas se convierten en moda&#8221;. El mestizaje del mundo y la globalización han acelerado esta ampliación de la mirada. &#8220;Han servido para que las situaciones extremas sean neutralizadas. La cercanía de lo otro ha abierto el mundo y resquebrajado los conceptos estéticos preestablecidos&#8221;, reflexiona Marí. &#8220;Es el reino de la subjetividad. Todo se cuestiona&#8221;.</p>
<p>¡Se abjura! Pero esta rebelión en la calle y la vida cotidiana también tiene intereses espurios. La culpa es de la feroz competencia en el mercado de las relaciones humanas, afirma Gil Calvo, autor de <em>Máscaras masculinas. Héroes, patriarcas y monstruos </em>(Anagrama). &#8220;Hay mucha gente en exposición y cada vez es más difícil ser original. Las estrategias de los solteros y los jóvenes deben ser más recursivas porque los modelos clásicos ya no sirven en el mundo de las apariencias. Y lo inimitable está en la exploración de lo feo. En crear una copia sin par, ya que la belleza es fácil de copiar e imitar&#8221;.</p>
<p>La reinvención de Narciso.</p>
<p>El riesgo es que la imagen que devuelva el estanque sea trivializada. Antoni Marí no lo cree así. &#8220;La moda no es trivial porque es una interpretación de la realidad. Aunque quienes lucen esas modas del llamado feísmo no lo sepan. No sabes por qué lo haces, por qué te pones los pantalones caídos y dejas que se vean los calzoncillos, por ejemplo, pero lo haces tuyo y a tu manera, con lo cual tomas una posición&#8221;.</p>
<p>¡Deslumbrar!, ésa es la clave, insiste Gil Calvo. &#8220;Hacer yoes múltiples donde lo feo garantiza las miradas. La belleza es castradora y limitada. Las identidades clásicas ya no venden, no son competitivas&#8221;.</p>
<p>Pero esta desacralización de la belleza y del cuerpo se ha trivializado para Javier Marías. &#8220;Hay un cierto elemento de rebeldía, pero donde eso podía caber y era eficaz ha sido engullido por la moda. No falta el papanatismo de quienes dan la bienvenida a esa supuesta novedad por el solo hecho de existir. Hay pereza intelectual de no saber distinguir entre lo que tiene o no interés&#8221;.</p>
<p>¿Cómo hablar hoy de insurrección, de verdadera rebeldía, de transgresión si el &#8220;enemigo&#8221; (acumulación del capital) es el que dicta las normas?, se pregunta Aurora F. Polanco, profesora de Teoría y Arte Contemporáneo de la Universidad Complutense de Madrid. &#8220;Una vez más los artistas iban por delante en sus investigaciones y el poder (económico) se aprovecha de sus estrategias. Un ejemplo: la abyección con la que quisieron trabajar muchos artistas en los ochenta no era sino una respuesta desde los cuerpos dolientes del sida a la estética de los cuerpos <em>danone,</em> luego los jóvenes artistas ingleses quisieron demostrar que era más abyecta la política reaccionaria de la época Thatcher que sus obras que rozaban los límites de lo insoportable&#8221;. Pero que todo esto se extienda a las modas no es nuevo: &#8220;¿Un <em>kitsch</em> abyecto? Nada nuevo, ¿no hubo un <em>kitsch punk?</em> Recordemos cómo se limpió la estética <em>punk.</em> Eso es lo que hace el capital, &#8220;limpia, fija y da esplendor&#8221; a los trabajos de los artistas que tratan con lo insoportable (¿hemos olvidado <em>Un perro andaluz?)</em>. Hal Foster dice que los procedimientos ligados a la abyección que utilizaron los surrealistas no eran sino la respuesta a la estética del cuerpo apolíneo de los nazis. En cualquier caso y para no ser tan negativos con los jóvenes y la moda, ellos saben bien lo que comporta, especialmente en España, el valor de lo pulcro, lo simétrico, lo &#8220;atildado&#8221; de esas marcas, por ejemplo, que transmiten valores y visten por igual a los niños que a los papás como si nada pasara&#8230;&#8221;.</p>
<p>&#8230; Y en medio del barullo de esta emancipación de la belleza, resuena el comienzo de <em>Macbeth</em>, de Shakespeare, donde las voces de las tres brujas se abren paso entre tinieblas diciendo: &#8220;Lo bello es feo, lo feo es bello&#8221;.</p>
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		<title>Sera? Beleza pode ser mesmo fundamental</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Dec 2007 16:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Valor

Imagine que você tem dois candidatos para uma vaga. Ambos do mesmo sexo &#8211; e sexo, em si mesmo, é um fator que determina sua inclinação para o que considera atraente. E os currículos de um e de outro candidato são igualmente bons, e ambos têm desempenhos igualmente bons em suas respectivas entrevistas. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold">The Economist</p>
<p>Valor<br />
</span><br />
Imagine que você tem dois candidatos para uma vaga. Ambos do mesmo sexo &#8211; e sexo, em si mesmo, é um fator que determina sua inclinação para o que considera atraente. E os currículos de um e de outro candidato são igualmente bons, e ambos têm desempenhos igualmente bons em suas respectivas entrevistas. É impossível, porém, passar despercebido que um é muito feio e o outro é bonito. Você se deixaria levar pela aparência dos candidatos?<br />
<span id="more-2834"></span></p>
<p>Possivelmente, não. Mas outros mortais, mais influenciáveis e menos orientados por preceitos morais, poderiam se deixar influenciar. Se a aparência não contasse, por que as pessoas iriam vestir-se melhor para tais entrevistas &#8211; mesmo que o cargo que disputam não exigisse caprichar na vestimenta? E, não esqueçamos, entrevistas de seleção para um emprego são pontos de inflexão na vida das pessoas. Se a beleza influencia entrevistadores, os bonitos terão, de modo geral, carreiras mais bem-sucedidas do que os feios &#8211; mesmo em carreiras para as quais a beleza não é uma qualidade necessária.</p>
<p>Mas seria errado você se deixar influenciar pela aparência de uma pessoa? Numa sociedade que evita preconceitos, privilegiar os belos pode parecer o supra-sumo da superficialidade. Mas nem sempre foi assim. No passado, as pessoas freqüentemente equiparavam beleza com virtude, e feiúra com vício.</p>
<p>Mesmo hoje, a expressão &#8220;feio como o diabo&#8221; não foi totalmente expurgada do vernáculo. Evidentemente, existe também outra expressão igualmente famosa: &#8220;a beleza está nos olhos de quem vê&#8221;. Mas o significado desse antigo provérbio &#8211; de que a beleza é algo arbitrário &#8211; não é verdadeiro. Existe consenso sobre o que é belo entre a maioria dos observadores &#8211; e a biologia contemporânea sugere haver uma boa razão para essa concordância.</p>
<p>A biologia também sugere que a beleza pode, na realidade, ser um boa regra prática para avaliar alguém, seja qual for o sexo. Não se trata de uma regra infalível, e certamente ela não é substituto de uma investigação aprofundada. Mas, apesar disso, é uma regra instintiva que tende a privilegiar as pessoas fisicamente bem dotadas.</p>
<p>O papa dos estudos científicos sobre beleza é Randy Thornhill, da Universidade de Novo México. Foi Thornhill quem, pouco mais de uma década atrás, partiu de uma conclusão originalmente observada sobre insetos e ousou aplicá-la a pessoas.</p>
<p>O inseto em questão é a mosca escorpião (Panorpa communis), e a observação foi que as moscas cujas asas eram mais simétricas se saíam melhor e conseguiam os melhores pares na disputa pelo acasalamento. Thornhill indagou-se se essa predileção por simetria poderia se revelar universal no reino animal (e parece, de fato, ser assim).</p>
<p>Em particular, ela demonstrou ser verdadeira entre os seres humanos. Thornhill iniciou sua pesquisa com rostos, manipulando fotografias para torná-los mais (ou menos) simétricos, e submeteu-as a uma classificação de sua atratividade, julgada por voluntários do sexo oposto. Mas ele conseguiu demonstrar que todos os aspectos de simetria corporal têm seu peso, até mesmo os comprimentos de dedos correspondentes, e que a avaliação se aplica também a pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>As razões parecem estar na dificuldade, para um embrião em desenvolvimento, de se manter em perfeita simetria. O embrião capaz de mantê-la possui, evidentemente, bons genes (e também certa dose de sorte). É, portanto, mais do que apenas coincidência que as palavras &#8220;saúde e beleza&#8221; venham facilmente articuladas numa mesma frase.</p>
<p>Outros aspectos de beleza também são indicadores de saúde. A condição da pele e dos cabelos, em especial, é sensível a enfermidades, desnutrição e assim por diante (ou, quem sabe, seria melhor dizer que as percepções das pessoas são particularmente sintonizadas para detectar perfeição e defeitos em tais coisas). E estudos mais recentes comprovaram outra associação: contrariamente às velhas piadas sobre loiras burras, as pessoas belas parecem ser também mais inteligentes.</p>
<p>Um dos mais detalhados estudos sobre a relação entre beleza e inteligência foi conduzido por Mark Prokosch, Ronald Yeo e Geoffrey Miller, também na Universidade do Novo México. Os três pesquisadores correlacionaram a simetria corporal de pessoas com seu desempenho em testes de inteligência. Existem, naturalmente, diversos tipos desses testes, elaborados em bases controvertidas. Mas a maioria dos pesquisadores na área concorda em que existe uma qualidade, normalmente designada como &#8220;inteligência geral&#8221;, ou &#8220;g&#8221;, que esses testes são capazes de mensurar objetivamente, ao lado de capacidades específicas em áreas como percepção espacial e linguagem. Miller e seus colegas descobriram que, quanto mais um teste visava mensurar &#8220;g&#8221;, mais os resultados financeiros revelavam-se correlacionados com simetria corporal &#8211; especialmente na metade inferior da escala beleza-feiúra.</p>
<p>Rostos também parecem conter informações sobre inteligência. Poucos anos atrás, dois dos especialistas mundiais no estudo de expressões faciais &#8211; Leslie Zebrowitz, da Universidade Brandeis em Massachusetts, e Gillian Rhodes, da Universidade da Austrália Ocidental &#8211; reuniram-se para organizar uma resenha bibliográfica e realizar algumas novas experiências. Eles encontraram nove estudos (sete deles anteriores à Segunda Guerra Mundial, num indício da antigüidade do interesse pelo assunto), e os submeteram ao que é denominado meta-análise.</p>
<p>Todos os estudos em questão tinham empregado aproximadamente a mesma metodologia: fotografar pessoas e submetê-las a testes de quociente de inteligência (QI), e depois mostrar as fotos a outras pessoas e pedir a estas que classificassem a inteligência das primeiras. Os resultados sugeriram que as pessoas acertam em suas avaliações &#8211; não sempre, é verdade, mas com freqüência suficientemente significativa. Os dois pesquisadores e seus colegas então realizaram as suas próprias experiências, mas então dividindo os pesquisados por idade.</p>
<p>Os resultados, nesse caso, foram algo surpreendentes. Os pesquisadores concluíram que os rostos de crianças e de adultos de meia-idade pareceram, de fato, correlacionados com a inteligência, porém não nos casos de adolescentes e idosos. Isso é surpreendente, porque esse tipo de percepção de rostos deve, certamente, ser importante na seleção de parceiros, e os anos de adolescência são o período em que tal seleção é, provavelmente, mais intensa &#8211; embora, inversamente, seja também o momento em que a evolução estará empenhando-se ao máximo para ocultar eventuais deficiências, e as mudanças resultantes de ações hormonais que ocorrem durante a puberdade podem prover o material necessário para isso.</p>
<p>Os feios constituem um dos poucos grupos contra os quais continua sendo legal discriminar</p>
<p>Apesar disso, as evidências acumuladas sugerem que as características físicas dão, efetivamente, pistas sobre a inteligência, que tais pistas são percebidas por outras pessoas e que essas pistas são também associadas à beleza. E outros estudos também sugerem que isso é, de fato, relevante.</p>
<p>Um dos mais respeitados estudiosos da relação entre beleza e sucesso é Daniel Hamermesh, da Universidade do Texas. Hamermesh é economista, não biólogo, e portanto traz uma perspectiva um pouco distinta ao campo de estudo. Ele coligiu evidências em mais de um continente, segundo as quais a beleza é realmente associada ao sucesso &#8211; pelo menos ao sucesso financeiro. Também demonstrou que, tudo o mais mantido igual, seleção pelo critério beleza poderia ser uma estratégia empresarial perfeitamente justificada.</p>
<p>Pouco mais de uma década atrás, Hamermesh conduziu uma série de pesquisas nos EUA e Canadá, que revelaram que, quando todos os outros fatores são levados em conta, as pessoas feias têm rendas menores do que a média, ao passo que as pessoas bonitas têm renda acima da média. Essa punição pela feiúra para homens foi -9%, ao passo que o bônus-beleza foi +5%. Para as mulheres, talvez surpreendentemente, considerando os preconceitos comuns sobre os sexos, o efeito foi menor: a punição-feiúra foi -6%, enquanto que o bônus-beleza foi +4%.</p>
<p>A partir de então, ele começou a mensurar esses efeitos em outros países. Na China, a feiúra é mais punida nas mulheres, mas a beleza é mais recompensada. Os resultados para homens em Xangai são -25% e +3%; para as mulheres, são -31% e +10%. No Reino Unido, homens feios saem-se pior do que mulheres feias (-18% contra-11%) mas o bônus-beleza é o mesmo para ambos (e igual a apenas +1%).</p>
<p>A diferença também se aplica no âmbito de profissões. Hamermesh examinou as carreiras de membros de uma determinada (embora discretamente anônima) faculdade de direito americana. Ele verificou que as pessoas classificadas como atraentes com base em suas fotografias de formatura futuramente obtiveram salários mais altos do que colegas esteticamente menos favorecidos. Além disso, os profissionais em escritórios de advocacia tendem a ser mais &#8220;bem apanhados&#8221; que os que trabalham em orgãos governamentais.</p>
<p>Ainda mais injustamente, Hamermesh descobriu evidências de que pessoas bonitas podem proporcionar maiores receitas a seus empregadores do que as menos favorecidas. Seu estudo envolvendo agências de publicidade holandesas revelaram que as empresas com os executivos mais bonitos tinham as maiores receitas (ajustadas pela dimensão das firmas) &#8211; uma diferença que suplantou os diferenciais salariais das empresas em questão.</p>
<p>Finalmente, para tornar a coisa ainda mais injusta, Hamermesh descobriu que mesmo em sua própria profissão &#8211; intelectualizada e, supostamente, cega à beleza -, os candidatos atraentes revelaram-se mais bem-sucedidos em eleições para cargos na Associação Americana de Economia.</p>
<p>Essa vantagem também se aplica a eleições para cargos públicos, como perfeitamente demonstrado por Niclas Berggren, do Ratio Institute, de Estocolmo, e seus colegas. A equipe de Berggren examinou quase 2 mil candidatos em eleições finlandesas. Eles pediram a estrangeiros (predominantemente americanos e suecos) que examinassem as fotos de campanha dos candidatos e as classificassem pelo critério beleza. Então compararam essas pontuações com os resultados de eleições reais. Os pesquisadores puderam eliminar os efeitos de preferências partidárias porque a Finlândia tem um sistema de representação proporcional que põe os candidatos de um mesmo partido em competição mútua. E, surpresa, os candidatos mais bonitos, conforme classificação por pessoas que nada conheciam sobre a política interna finlandesa, tenderam a ser os mais bem-sucedidos &#8211; embora nesse caso, diferentemente dos resultados econômicos de Hamermesh, o efeito foi maior para as mulheres do que para os homens.</p>
<p>O que esses resultados sugerem é um processo em dois níveis, tristemente reminiscente da citação bíblica &#8220;àqueles que muito têm, mais lhes será dado, e àqueles que pouco têm, o pouco que têm lhes será tirado&#8221;. Existe um efeito realimentador entre biologia e ambiente social que dá aos que têm &#8211; e tira dos que não têm.</p>
<p>Isso acontece porque a beleza é um indicador real de outras características subjacentes, como saúde, bons genes e inteligência. É o que os biólogos denominam &#8220;sinal não falsificável&#8221;, como o profundo rugido de leões machos, que leõezinhos são fisicamente incapazes de produzir. Por isso, faz sentido, do ponto de vista biológico, as pessoas preferirem amigos e amantes belos, pois os primeiros serão bons aliados e os segundos, bons parceiros de acasalamento.</p>
<p>Isso proporciona aos belos oportunidades negadas aos feios, que permitem aos primeiros aprender coisas e estabelecer conexões que incrementam ainda mais o seu valor. Se eles forem julgados por essa experiência, assim como por sua aptidão biológica, isso os tornará ainda mais atraentes. Até mesmo uma pequena diferença inicial pode, assim, ser amplificada de modo a converter-se em algo que &#8211; visto de baixo &#8211; simplesmente não é justo.</p>
<p>Em vista disso tudo, não é de surpreender que a indústria de cosméticos fature anualmente em todo o mundo US$ 280 bilhões. Mas, será possível realmente forjar o sinal infalsificável?</p>
<p>As pesquisas de Hamermesh sugerem que sim, mas, infelizmente, que isso não é economicamente eficaz &#8211; pelo menos, se o objetivo é o progresso na carreira profissional. Estudando o caso de Xangai, onde revelou-se maior a diferença entre a punição-feiúra e o bônus-beleza, o pesquisador estudou como os gastos das mulheres em cosméticos e roupas afetavam sua renda.</p>
<p>Ele detectou um efeito perceptível, porém não suficiente para produzir um retorno positivo, num sentido estritamente financeiro. Ele estima que a vantagem-beleza gerada por tais artifícios equivale a apenas 15% do dinheiro investido. Evidentemente, a beleza produz retornos rentáveis em outras esferas da vida distintas do ambiente de trabalho. Mas isso, caríssimo(a) leitor(a), seria tema para outro tipo de artigo.</p>
<p>(Tradução de Sergio Blum)</p>
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