04/11/2009 - 14:27h BNDES já prevê alta de 4,5 % no investimento

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Setor de bens de capital levou a aumento da projeção

Alexandre Rodrigues e Adriana Chiarini, RIO – O Estado SP

O resultado da produção industrial motivou a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País no terceiro trimestre, pelos cálculos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O diretor de Planejamento do banco, João Carlos Ferraz, disse não ter dúvidas de que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi a principal influência para o aumento da produção de bens de capital.

“Isso é o PSI”, disse o Ferraz. “Minha impressão é que a política pública funcionou. No primeiro semestre, foi importante o incentivo do IPI para a indústria automotiva. Depois, veio a indústria metalúrgica, puxada pela indústria automotiva. E no terceiro trimestre foi o PSI, aumentando a produção de bens de capital.”

Ele comentou que “está uma correria das empresas” por financiamento pelo programa, que estabeleceu taxas de juros mais baixas, de 4,5% ao ano, e tem previsão de término em 31 de dezembro “Ninguém vai tirar férias em dezembro no BNDES”, brincou.

Marcelo Nascimento, da área de pesquisa econômica do banco, acha que os dados do IBGE surpreendem pela rapidez da resposta ao PSI. “Estamos prevendo para o terceiro trimestre crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País. Já estamos crescendo a taxas próximas de antes da crise, bastante acima do PIB, o que já é característica de uma economia em expansão.”

A escalada de 6,1% na produção de bens de capital entre o segundo e o terceiro trimestres também encontra reflexo no programa Procaminhoneiro. Com os juros mais baixos do PSI, os desembolsos para a compra de novos caminhões somaram R$ 231,6 milhões no terceiro trimestre, 527% acima do segundo. O número de operações saltou de 150 em janeiro para 1.002 em setembro.

Nascimento chama a atenção para o crescimento de 17,8% no consumo de bens de capital, indicando a demanda por equipamentos para a expansão da indústria. “É um crescimento surpreendente, exatamente no mês em que o PSI teve mais desembolsos”, afirmou. “Sem o PSI é possível que o desempenho da indústria de bens de capital fosse bom, mas nada como vemos.”

O PSI, lançado em junho, teve como objetivo reverter os efeitos da crise, com crédito para os segmentos de bens de capital, inovação e exportações. Na primeira quinzena de outubro, o programa já acumulava R$ 13,6 bilhões em operações.

FINAME

O melhor indicador do impacto do BNDES no setor de bens de capital é a linha para a aquisição de máquinas e equipamentos, a Finame, cuja aprovação e liberação é mais ágil. Na primeira quinzena de outubro, a linha já havia liberado R$ 2,4 bilhões apenas nos 22 dias anteriores. A expectativa do banco era superar R$ 2,5 bilhões no balanço do mês, cujos dados ainda não foram fechados.


NÚMEROS

4,5% ao ano
é a taxa de juro do Programa
de Sustentação do Investimento do BNDES

R$ 13,6 bilhões
é o total acumulado de operações do programa, de junho a outubro

R$ 2,5 bilhões

era a meta de liberações da Finame a ser superada em outubro

04/11/2009 - 13:06h Produção de máquinas cresce 5,8%

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Em setembro, setor de bens de capital puxou a melhoria do desempenho geral da indústria, que avançou 0,8%

Jacqueline Farid e Alexandre Rodrigues, RIO – O Estado SP

A produção industrial do País aumentou 0,8% em setembro ante agosto e fechou o terceiro trimestre com alta de 4,1% ante período anterior, no melhor desempenho trimestral apurado desde o fim de 2003. A reação da produção de bens de capital em setembro, um termômetro do desempenho dos investimentos, teve forte impacto nos resultados industriais do mês, como mostra pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a gerente de análise da coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes, os resultados de setembro confirmam a continuidade da recuperação do setor industrial, com destaque para os bens de capital. Segundo ela, os estímulos governamentais e o aumento da confiança dos empresários garantiram a aceleração no crescimento desse segmento industrial.

A produção de bens de capital aumentou 5,8% em setembro ante agosto, bem acima da média da indústria e a sexta taxa positiva seguida ante mês anterior. Isabella observou que esse ritmo de crescimento foi bem superior em setembro, já que os resultados ante o mês anterior não ultrapassaram 0,7% em agosto e 1,6% em julho.

Os dados trimestrais confirmam a forte reação na produção de bens de capital. No terceiro trimestre, ante trimestre anterior, a produção aumentou 6,1%, o primeiro saldo positivo após três trimestres seguidos de queda. “Os resultados de bens de capital confirmam a recuperação crescente dos investimentos, estimulados pela reação, embora lenta, no uso da capacidade instalada e estímulos de governo, via crédito especial e desoneração de impostos.”

Analistas econômicos concordam que essa reação foi o principal destaque no desempenho da indústria em setembro. “O aumento da produção desses bens indica uma retomada dos investimentos”, avalia o analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski.

O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, destaca a importância da expansão de bens de capital. “Achei um bom resultado (da indústria), pois foi amparado no setor de bens de capital, que é importante para abrir espaço para o crescimento.”

Mesmo com o impulso dos investimentos, a recuperação na margem da indústria em geral não foi suficiente para evitar a continuidade das quedas na produção ante iguais períodos do ano passado. Em setembro, na comparação com igual mês de 2008, houve queda de 7,8% e no terceiro trimestre, ante o mesmo trimestre do ano passado, o recuo foi de 8,3%. No ano, a indústria acumula queda de 11,6% e em 12 meses, de 10,3%.

NA CONTRAMÃO

Na contramão dos resultados dos bens de capital, a produção de bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos), que vinha aumentando há oito meses consecutivos ante o mês anterior, caiu 1,1% em setembro. Para Isabella, a queda é pontual e reflete um recuo também pontual na produção de automóveis, por causa de paralisações de trabalhadores em empresas do setor.

A produção de bens de consumo semi e não duráveis (alimentos, remédios, vestuário) também registrou recuo, de 0,7%, em setembro ante agosto. De acordo com Isabella, essa queda teve forte impacto da produção de carburantes e da indústria farmacêutica, e também não altera uma tendência de crescimento dessa categoria. COLABOROU FLÁVIO LEONEL

29/10/2009 - 10:37h Uso da capacidade da indústria tem 8ª alta seguida. Índice medido pela FGV supera o resultado médio dos últimos dez anos

Isto indica que as fábricas devem acelerar a retomada dos investimentos

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Márcia De Chiara – O Estado SP

Puxada pelo mercado interno, a indústria brasileira pisou fundo no acelerador neste mês. O uso da capacidade de produção das fábricas subiu pelo oitavo mês seguido e atingiu em outubro 82,9%. A marca supera a média dos últimos dez anos (82,2%) e empata com a média desde 2003, período recente de maior produção. Os números de uso da capacidade fazem parte do Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu neste mês 112,2 pontos, o maior nível desde setembro de 2008.

Em apenas três meses, de julho a outubro, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci)das 1.065 indústrias consultadas aumentou 3,1 pontos porcentuais. “É uma aceleração muito forte”, afirma o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. Ele lembra que entre fevereiro e junho, em cinco meses, o acréscimo havia sido de apenas 2,2 pontos porcentuais. Com a rápida evolução da ocupação, a perspectiva é que o investimento na indústria volte antes do previsto. “O investimento volta nesta virada do ano”, prevê o economista.

Apesar da arrancada, o indicador de uso da capacidade de outubro de 82,9% está abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (85,3%). “Não existe uma explosão do Nuci, ainda há ociosidade”, pondera.

Dos cinco segmentos pesquisados, três estão hoje com o uso da capacidade acima da média de dez anos: bens de consumo duráveis, bens de consumo não duráveis e material de construção. As vendas desses segmentos dependem essencialmente do crédito, da renda e da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), fatores que jogam a favor do mercado.

Já o Nuci dos fabricantes de bens de capital e da indústria de bens intermediários ainda está abaixo da média, aponta a FGV. Campelo argumenta que os bens intermediários são muito voltados para a exportação, que recupera o fôlego, porém lentamente. No caso dos bens de capital, que são as máquinas e os equipamentos, eles dependem da volta do investimento.

De toda forma, o índice de confiança da indústria de bens de capital foi o que teve a maior taxa de crescimento neste mês entre todos os segmentos pesquisados. O ICI dos bens de capital aumentou 13,8% de setembro para outubro. Na análise do economista, esse resultado é um indicador antecedente de que a volta do investimento e a aceleração na produção e venda de máquinas deve ocorrer em breve.

Outro dado relevante, que reforça a perspectiva de forte recuperação, é que a produção para três meses atingiu neste mês o maior nível da série histórica iniciada em 1980. Quase a metade das empresas (49,8%) prevê produção maior até dezembro.

19/06/2009 - 14:33h Várias histórias por trás do PIB

Armando Castelar Pinheiro – VALOR

Faz algum tempo a The Economist fez um interessante artigo sobre como os americanos estavam voluntariamente segregando-se, passando a viver em comunidades cada vez mais homogêneas. À época em que lá vivi isso já me chamara a atenção: havia gente que se mudava para cidades com impostos baixos e poucos serviços públicos (por exemplo, casais sem filhos, que não queriam subsidiar a educação alheia), ou idosos que viviam em condomínios onde era proibida a entrada de crianças. Mas a revista batia em outra tecla: a segregação por semelhança de valores, opiniões políticas ou religião.

Ainda que se compreenda querer viver e criar os filhos junto a pessoas que também cultivem os nossos valores, esse processo é alienante e, no limite, pode até enfraquecer a democracia, já que reforça a diferença de visões de grandes segmentos da população, em lugar de mantê-las em constante cheque pelo convívio com aqueles que vêm o mundo de outra forma. A matéria ilustrava essa situação com uma observação de Norman Mailer, de que não sabia como Bush se elegera presidente, pois não conhecia ninguém que votara nele.

Essa matéria me vem com frequência à cabeça, em geral com pensamentos semelhantes ao de Mailer. Semana passada dela me lembrei por conta dos números do PIB no primeiro trimestre de 2009. No agregado, o número surpreendeu positivamente, com queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior, bem menos que os 2% de contração em que apostava o mercado. A surpresa levou, em apenas uma semana, a uma revisão substantiva das projeções coletadas pelo Banco Central para a variação do PIB no ano, que deve continuar sendo ajustada para cima nas próximas semanas.

A abertura do número mostra, porém, que a situação é muito díspar dependendo do setor da economia. Na comparação anual, em que o PIB caiu 1,8%, vai-se de uma queda de 12,6% na indústria de transformação a uma alta de 7,0% em outros serviços (serviços prestados às empresas e às famílias, de alojamento e alimentação, associativos, domésticos, manutenção e reparação, e saúde e educação mercantil). Parte dessa diferença tem uma explicação simples: as maiores quedas ocorreram em setores que mantêm estoques (indústria, construção etc.), enquanto as altas se deram nos serviços, onde esses são quase inexistentes. De fato, nos dois últimos trimestres a economia reduziu o total de estoques em 2,7% e 3,3% do PIB, respectivamente, as maiores contrações desde o último trimestre de 2002.

As disparidades no desempenho setorial também se explicam pela diferença no comportamento dos outros elementos da demanda agregada: enquanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) caiu 14,0%, o consumo das famílias subiu 1,3% e o da administração pública 2,7%. A contração da FBCF impressiona, já que ainda no terceiro trimestre de 2008 ela se expandira 19,7%. Com isso, a taxa de investimento (incluindo a FBCF e a variação de estoques) despencou de 18,4% para 13,4% do PIB entre os primeiros trimestres de 2008 e 2009.

O governo não dá sinais de que vá desacelerar o seu consumo, de forma que ele deve continuar contribuindo para a expansão da economia. Mas ainda que seja um elemento relevante da demanda (22,4% do PIB), seu ritmo de crescimento atual não diverge muito da média da última década (3,0%) e não deve variar tanto daqui para frente. Prospectivamente, portanto, o desempenho da economia vai ser determinado pelo que ocorrer com o processo de desestocagem, a FBCF e o consumo das famílias. Em que medida é possível que eles continuem evoluindo de forma tão díspar?

A redução de estoques foi um traço comum à maioria dos países nos dois últimos trimestres e sua atípica intensidade refletiu a forma súbita como as perspectivas mudaram após a quebra da Lehman Brothers. No Brasil, seu ritmo foi o mais intenso na série do IBGE, iniciada em 1995, com uma queda acumulada em dois trimestres de 6,0% do PIB, que só encontra paralelo na transição política de janeiro de 2003 (contração de 5,4% do PIB). Esse também é o único outro ponto da série do IBGE com redução dos estoques por dois trimestres consecutivos, o que sugere, inclusive por fatores sazonais, que esse processo deve perder intensidade no atual trimestre.

A FBCF deve continuar contraindo, mas em ritmo mais moderado do que no primeiro trimestre de 2009, quando houve uma queda dessazonalizada de 12,6% contra o trimestre anterior. O baixo nível de utilização de capacidade, a queda nas exportações e a piora nas expectativas dos empresários explicam esse comportamento, mas devem ter seu efeito atenuado conforme a produção se recupera, o ciclo de desestocagem termina, a demanda por commodities se recupera, e os sinais de que o pior da crise passou vão se multiplicando. A melhora nas condições de financiamento também deve ajudar, com a queda nos juros e a recuperação no mercado de capitais.

A maior surpresa no PIB foi o comportamento do consumidor. Em certo sentido, é como se ele e os analistas de mercado experimentassem a mesma dissonância cognitiva sobre os efeitos da crise no Brasil que os americanos de que fala a matéria da Economist. Mas há também fatores objetivos que ajudam a explicar porque desta vez a reação do consumidor foi diferente de outras crises. O nível e a boa gestão das reservas evitaram que o país tivesse uma crise de financiamento externo e permitiram a adoção de políticas contra cíclicas, em oposição ao ocorrido em crises anteriores, com a redução dos juros e incentivos como as isenções tributárias sobre bens de consumo. Em adição, a desvalorização cambial não se transformou em inflação, preservando o poder de compra dos trabalhadores. O crédito ao consumo, apesar de mais caro, curto e seletivo, também não desapareceu.

Ainda que o desempenho do PIB melhore nos próximos trimestres, ele não deve retornar tão cedo ao ritmo forte de expansão observado até meados do ano passado. O que não impedirá o Brasil de registrar um desempenho melhor que a média dos países desenvolvidos, ainda que não tão bom quanto o de emergentes como China e Índia.

Armando Castelar Pinheiro, analista da Gávea Investimentos e professor do IE – UFRJ. Escreve mensalmente às sextas- feiras.

28/02/2008 - 08:53h Contas externas, tudo bem, mesmo?

Rolf Kuntz* – O Estado de São Paulo

Relaxem, têm dito analistas de comércio exterior. O aumento das importações, argumentam, reflete o crescimento econômico e a expansão dos investimentos. Há muita compra de máquinas e equipamentos e isso resultará em maior eficiência. A redução do superávit comercial é um fenômeno saudável, portanto, e não há motivo para preocupação. E ninguém deve perder o sono, acrescentam, por causa do déficit em conta corrente. O buraco, ainda pequeno, é coberto pelo investimento direto e a posição externa do País é sólida. Afinal, com reservas maiores que a dívida, onde pode estar o perigo? Toda essa conversa seria mais tranqüilizante, no entanto, se duas ou três luzinhas, nesse quadro, não piscassem como sinais de alerta.

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26/02/2008 - 08:04h 2007 enfraquece tese da desindustrialização

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Sergio Lamucci – VALOR

O desempenho robusto da indústria em 2007 coloca em xeque a tese de desindustrialização da economia brasileira. Mesmo com a forte valorização do câmbio, o setor cresceu 6% no ano passado – acima do esperado para o conjunto da economia – com destaque para a alta de 19,5% da produção de bens de capital, o que ajuda a explicar a alta projetada de mais de 13% do investimento na construção civil e em máquinas e equipamentos. As estimativas apontam ainda para a continuidade do forte crescimento da produção industrial em janeiro, e as estatísticas já divulgadas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram uma expressiva geração de empregos no segmento no mês passado.

Para alguns analistas, os números sepultam a idéia de que há um processo de desindustrialização em curso, mostrando a vitalidade das empresas do setor. Há quem diga, porém, que uma expansão significativa num ano não invalida a idéia de que a indústria perde importância na economia, com enfraquecimento dos elos produtivos, e que o segmento tende a se especializar em setores produtores de commodities. A forte queda do saldo comercial da indústria seria um sinal preocupante.

O ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman, economista-chefe para a América Latina do ABN Amro, diz que o desempenho de 2007 é sinal inequívoco de que não há processo de desindustrialização no país. “O resultado da produção industrial é clara nesse sentido”, afirma, destacando não apenas a magnitude da expansão como também setores que mostraram maior dinamismo.

Ele nota que, entre os cinco setores com maior expansão, nenhum é produtor de commodities (os segmentos que mais cresceram foram máquinas e equipamentos, veículos automotores, máquinas para escritório e equipamentos de informática, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e outros equipamentos de transporte). Todos eles têm conteúdo tecnológico entre médio e alto, afirma ele. Mesmo com o dólar barato, tiveram um crescimento expressivo. As estimativas apontam para um avanço, em janeiro, de 1% a 1,5% da produção em relação a dezembro, na série livre de influências sazonais.

“Enquanto as lideranças empresariais fazem terrorismo, os empresários trabalham e empregam”, diz ele, destacando o avanço do emprego industrial em 2007. Os números do Caged mostram que em 2007 houve um saldo de 395 mil vagas no segmento, 60% a mais do que no anterior. Em janeiro deste ano o cenário continuou positivo: a indústria de transformação gerou 59 mil postos de trabalho, o grande destaque entre os 143 mil mil novos empregos.

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