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	<title>Blog do Favre &#187; Berzoini</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 13:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Inês Nassif, de São Paulo &#8211; VALOR
O PT paulista tem a tradição da divisão &#8211; mas mantém um padrão de, no fim, submeter as disputas internas ao projeto nacional do partido. O projeto de 2006 é eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.sertao24horas.com.br/cute/data/upimages/ciro-e-lula.jpg" alt="http://www.sertao24horas.com.br/cute/data/upimages/ciro-e-lula.jpg" width="192" height="217" /><img class="aligncenter" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/psb-aumenta-exposicao-de-ciro-gomes-de-olho-na-presidencia/image_preview" alt="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/psb-aumenta-exposicao-de-ciro-gomes-de-olho-na-presidencia/image_preview" width="326" height="217" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O PT paulista tem a tradição da divisão &#8211; mas mantém um padrão de, no fim, submeter as disputas internas ao projeto nacional do partido. O projeto de 2006 é eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia principal é a de fazer do presidente Lula não apenas o grande eleitor dessas eleições mas, mais do que isso, um eleitor muito qualificado. O PT nacional &#8211; que é basicamente paulista &#8211; assumiu que, num processo eleitoral com essas características, Lula é a palavra final nas decisões de alianças estaduais. O empenho pessoal de Lula, entendem os petistas que articulam próximos ao presidente, será maior ou menor a depender do seu poder de decisão sobre as políticas estaduais.</p>
<p>Os grupos partidários resistem ao projeto de retirar o candidato do PSB, deputado Ciro Gomes (CE), da disputa para a Presidência, acenando para ele com a candidatura ao governo de São Paulo. Mas existe o consenso de que o partido se submeterá a isso, se Lula assim o quiser.</p>
<p>&#8220;Se Lula decidir, Ciro vai ser o candidato&#8221; &#8211; esta é a premissa das conversas com integrantes do PT paulista. As críticas ao deputado, no entanto, são profusas, inclusive pela sua insistência em dizer que &#8220;o PSB não é sublegenda do PT&#8221;, quando todo o processo de escolha de candidatos do PT de São Paulo praticamente está paralisado esperando a decisão de sua candidatura ao governo.</p>
<p>Manter disponível para Ciro a possibilidade de ser candidato ao governo paulista, em vez de ser candidato a presidente, foi uma decisão de Lula, para a qual ele chamou o aval do presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP), &#8220;Ciro, você transfere o título eleitoral para São Paulo e depois a gente conversa &#8211; não é, Berzoini?&#8221; Foi com essa conversa aparentemente casual que o presidente Lula colocou Ciro no cenário eleitoral paulista, pouco antes de 2 de outubro, fim do prazo de domicílio eleitoral e filiação partidária para quem quer disputar as eleições do próximo ano.</p>
<p>Era uma reunião pequena, mas tinha os elementos que Lula precisava para manter aberta a possibilidade de Ciro se candidatar ao governo do Estado de São Paulo: de um lado, o próprio Ciro; de outro, Berzoini, capaz de dar aparência partidária à sua articulação. A proposta embutiu o compromisso de que terá ao seu lado o PT, se quiser ser candidato ao governo de São Paulo &#8211; o partido está amarrado a ele.</p>
<p>&#8220;Berzoini acabou avalizando a proposta porque foi colocado numa situação desconfortável&#8221;, afirma um petista de São Paulo que foi um dos responsáveis pela reação pública do PT à opção Ciro &#8211; a apresentação de seis pré-candidatos do partido ao governo, no dia 6: o o senador Eduardo Suplicy, a ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ainda assim, a demonstração pública de contrariedade com o desembarque de Ciro em São Paulo escondeu o único elemento de unidade de todos os grupos internos do PT do Estado: a concordância de que é de Lula a palavra final.</p>
<p>A única declaração pública de contrariedade ao estilo Ciro de chegar a São Paulo foi de Marta. &#8220;Ele chegou atacando o meu partido&#8221;, justificou-se a ex-prefeita, que também manifestou publicamente o seu apoio à candidatura do ex-ministro Antonio Palocci ao governo. &#8220;Palocci tem o perfil do eleitor paulista&#8221;, disse. Mesmo ela também faz a ressalva de que se submeterá à decisão de Lula no caso paulista.</p>
<p>Para um dos paulistas que articula nacionalmente a decisão de Lula, mais vale uma aliança na mão do que um governo voando, mesmo num Estado como São Paulo. Para os petistas que atuam localmente, embora Lula tenha perdido em 2006 nos dois turnos das eleições paulistas e o PSDB mantenha a hegemonia da disputa estadual, as chances de o partido vencer no Estado são menores ainda sem o empenho pessoal do presidente na campanha paulista. &#8220;Se ele bancar a eleição, está bom para nós&#8221;, diz um parlamentar petista.</p>
<p>A disputa pelo Senado é um elemento importante. O recuo do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), quando, em plena crise no Senado, deixou a liderança, é atribuído à pressão de Lula &#8211; que teria deixado claro ao senador que não faria nenhum empenho por sua candidatura à reeleição se ele expusesse o governo com sua renúncia ao cargo. O senador também contrariou parcelas importantes do partido regional quando expressou uma grande oposição à candidatura de Ciro Gomes ao governo internamente, e saiu da reunião dizendo, para jornalistas, que estava de acordo com a ideia.</p>
<p>Marta Suplicy é candidata ao Senado. E a segunda vaga está sendo negociada com o PCdoB no Estado. Se a eleição para o governo paulista mostrar-se muito difícil e Ciro resolver mesmo ser candidato a presidente, Mercadante pode ser empurrado para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes para desocupar a sua vaga.</p>
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		<title>Caravana do PT com Dilma na capital paulista</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/caravana-do-pt-com-dilma-na-capital-paulista/12657/" rel="attachment wp-att-12657" title="caravana_capitala.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/caravana_capitala.jpg" alt="caravana_capitala.jpg" /></a></p>
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<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/caravana-do-pt-com-dilma-na-capital-paulista/12658/" rel="attachment wp-att-12658" title="caravana_capital2.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/caravana_capital2.jpg" alt="caravana_capital2.jpg" /></a></p>
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<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/caravana-do-pt-com-dilma-na-capital-paulista/12659/" rel="attachment wp-att-12659" title="caravana_capitalb.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/caravana_capitalb.jpg" alt="caravana_capitalb.jpg" /></a></p>
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<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/caravana-do-pt-com-dilma-na-capital-paulista/12660/" rel="attachment wp-att-12660" title="caravana_capital3.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/caravana_capital3.jpg" alt="caravana_capital3.jpg" /></a></p>
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		<title>PT teme desgaste em 2010 e contém racha interno</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 13:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Congresso: Reprimenda de Berzoini anima PMDB a retribuir evitando investigações contra Petrobras na CPI
Leo Pinheiro / Valor RJ Foto Destaque

Mercadante: senador ameaçou ir à imprensa para rebater declarações do presidente do PT mas foi contido
&#160;
Yan Boechat e Cristiane Agostine, de São Paulo e Brasília &#8211; VALOR
Dirigentes petistas contiveram os ânimos do senador Aloizio Mercadante (SP) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Congresso: Reprimenda de Berzoini anima PMDB a retribuir evitando investigações contra Petrobras na CPI</strong></font></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Leo Pinheiro / Valor RJ Foto Destaque<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002311/imagens/foto30pol-dpt-a9.jpg" alt="Foto Destaque" border="0" /><br />
Mercadante: senador ameaçou ir à imprensa para rebater declarações do presidente do PT mas foi contido</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Yan Boechat e Cristiane Agostine, de São Paulo e Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Dirigentes petistas contiveram os ânimos do senador Aloizio Mercadante (SP) que, chamado de infantil, precipitado e ansioso pelo presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, em reportagem no Valor, estava disposto a revidar, aumentando o racha interno do partido sobre o licenciamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lideranças do partido em São Paulo, base eleitoral dos dois parlamentares, ligaram para Mercadante e Berzoini pedindo que as divergências não continuassem a ser expostas na imprensa. Os líderes temem os efeitos dessa disputa sobre a eleição da bancada petista ao Senado, uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.</p>
<p>Interlocutores foram escalados para apagar o incêndio que ameaçava se espalhar por outras esferas do PT. &#8220;Tivemos uma conversa de 40 minutos. Na primeira meia hora quase não falei, só ouvi reclamações furiosas e ameaças de responder às críticas no mesmo tom&#8221;, afirma um parlamentar do partido em contato com o senador, que passou o dia em seu sítio no interior de São Paulo preparando os detalhes do casamento de seu filho, que acontece no início de agosto.</p>
<p>Após o contato com diversos dirigentes do partido Mercadante teria aceitado não ampliar, ao menos publicamente, a crise que teve início na sexta-feira e atingiu seu ponto alto ontem. A colegas petistas, o senador prometeu que não daria declarações à imprensa, mas teria exigido que uma reunião da bancada no Senado com a Executiva Nacional do PT fosse agendada para breve. Além de não se pronunciar oficialmente, o senador também deixou de publicar pequenas notas sobre o assunto na comunidade virtual Twitter</p>
<p>Nem todos atuaram como bombeiros. Em seu blog, o ex-deputado José Dirceu engrossou o coro ao lado de Berzoini na censura a Mercadante. Para o ex-deputado, &#8220;é claro que o pedido é do líder e não da bancada petista&#8221;, e que &#8220;o PT não assinará representação&#8221; contra Sarney. Dirceu, que atuará na articulação da campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência, negocia alianças estaduais com o PMDB e deve voltar à direção do partido com a eleição interna do PT, no fim do ano.</p>
<p>O líder do PT do Senado foi procurado nos últimos três dias para comentar as divergências internas do partido, mas não quis se manifestar. Segundo sua assessoria, Mercadante se pronunciará depois da reunião da bancada, na próxima semana, mas reiterou que o teor da nota divulgada pelo petista segue o que foi debatido, aprovado e defendido pela bancada no início do mês.</p>
<p>Berzoini, por sua vez, teria concordado em manter o silêncio sobre o caso. O presidente do partido também foi procurado por lideranças pedindo que não ampliasse, ainda mais, o desconforto criado por suas declarações. De acordo com dirigentes do partido, ambos haviam concordado em conversar por telefone ainda ontem em busca de um caminho para que as divergências fossem resolvidas internamente.</p>
<p>Apesar de as críticas duras do presidente do PT a um senador paulista com ampla história no partido terem causado mal estar na cúpula da sigla, Aloizio Mercadante sai mais enfraquecido do que Berzoini nesse embate. O entendimento de dirigentes petistas é de que a nota divulgada na sexta-feira por Mercadante foi precipitada e atendia a interesses quase que exclusivos do senador. &#8220;É óbvio que foi um movimento ligado às preocupações eleitorais dele, não pensando no partido&#8221;, afirma um dirigente paulista. &#8220;A governabilidade tem um preço e ele não poderia ter tomado uma posição política como essa sem consultar as lideranças&#8221;. Aloizio Mercadante será candidato à reeleição no Senado em 2010.</p>
<p>A reprimenda de Berzoini foi suficiente para levar o PMDB a contabilizar apoio petista e traçar estratégia para esvaziar o início dos trabalhos da CPI da Petrobras a partir da próxima semana. Aliados de Sarney analisam que o aceno da cúpula petista e do presidente Lula é suficiente, a princípio, para que o PMDB impeça o aprofundamento das investigações sobre a estatal.</p>
<p>A base governista tem oito dos onze integrantes da comissão e o PMDB é o partido com mais senadores na CPI, três parlamentares. As investigações sobre a Petrobras começarão no mesmo período em que o Conselho de Ética &#8211; também com controle do PMDB- analisará representações e denúncias contra Sarney. Pemedebistas contam com o apoio do PT e do governo para dar sustentação política ao presidente do Senado. Com a manutenção desse respaldo, aliados de Sarney evitariam uma nova crise na Casa, esvaziando a CPI da Petrobras. &#8220;Para o governo, interessa tirar o foco da Petrobras&#8221;, comentou Wellington Salgado (PMDB-MG). &#8220;E o PT já mostrou que está do nosso lado. É natural essa posição da bancada, mas o partido está com a gente.&#8221;</p>
<p>Ontem mais uma representação foi protocolada para análise do Conselho de Ética contra o presidente do Senado. O P-SOL entregou sua segunda representação, acusando-o de quebra de quebra de decoro parlamentar. O partido questiona a omissão à Justiça Eleitoral de uma propriedade de R$ 4 milhões, o desvio de R$ 500 mil da Fundação Sarney e o fato de o senador ter afirmado que não teria responsabilidade sobre a Fundação. O PSDB já protocolou três representações e o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), anunciou que entregará duas outras denúncias contra Sarney, assinada também pelo senador Cristovam Barque (PDT-DF).</p>
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		<title>PT congela pré-candidaturas a governos estaduais para não prejudicar alianças pró-Dilma</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília
O Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira restringir os movimentos pré-eleitorais do partido nos Estados para evitar prejuízos à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto. A cúpula petista proibiu o lançamento de pré-candidaturas aos governos estaduais até fevereiro de 2010 &#8211;quando será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/pt-congela-pre-candidaturas-a-governos-estaduais-para-nao-prejudicar-aliancas-pro-dilma/11132/" rel="attachment wp-att-11132" title="estrelita.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrelita.gif" alt="estrelita.gif" align="left" /></a><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília</p>
<p>O Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira restringir os movimentos pré-eleitorais do partido nos Estados para evitar prejuízos à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto. A cúpula petista proibiu o lançamento de pré-candidaturas aos governos estaduais até fevereiro de 2010 &#8211;quando será realizado congresso nacional do PT para oficializar o nome de Dilma como candidata do partido.</p>
<p>Resolução editada pelo Diretório Nacional do PT afirma que a &#8220;tática [do partido] será orientada para a vitória presidencial, submetendo a ela todos os processos estaduais&#8221;. Na prática, a decisão do diretório impede a realização de prévias ou outros movimentos nos Estados.</p>
<p>O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que só vão estar autorizadas pré-candidaturas nos Estados onde houver consenso com os demais partidos da base aliada governista. &#8220;Nós só autorizaremos processos estaduais de escolha pelo voto, ou seja, prévias, encontros, qualquer processo onde haja votação, a partir do congresso nacional do PT. Por enquanto, iniciativas de articulação política estão autorizadas, mas se tiver mais do que uma candidatura que não tiver consenso, tem que ser obviamente deflagrado o processo após o congresso nacional do partido&#8221;, disse.</p>
<p>O documento também prevê que todas as decisões do partido nos Estados sejam submetidas à Executiva Nacional do PT &#8211;que vai dar a palavra final sobre alianças. O partido teme que eventuais coligações firmadas com partidos, como o PMDB, possam trazer prejuízos à candidatura de Dilma.</p>
<p>&#8220;A prioridade nossa é nacional, estamos abertos a discutir os processos em todos os Estados&#8221;, disse Berzoini. Segundo o presidente do PT, o partido &#8220;não quer um ambiente de insatisfação, mas o diretório nacional ter a capacidade de preservar o processo nacionalmente&#8221; na disputa pela presidência da República.</p>
<p>&#8220;O PT não vai ceder de mais ou de menos. O PT quer ganhar a eleição, crescer nos Estados. Não é só aliança com o PMDB, queremos fazer com o PSB, com o PC do B, com o PR, com o PP, com todos os partidos. Não é problema do PMDB. Mas a nossa preocupação não é criar situações para uniões com partidos aliados.&#8221;</p>
<p><strong>Tarso</strong></p>
<p>O ministro Tarso Genro (Justiça), por exemplo, já havia sinalizado a disposição de se lançar candidato ao governo do Rio Grande do Sul &#8211;embora o PMDB no Estado também esteja disposto a lançar José Fogaça na disputa.</p>
<p>O PT estadual há havia agendado a realização de prévias em agosto para a definição do candidato da legenda no Rio Grande do Sul, mas Berzoini disse que elas ficam automaticamente canceladas após a resolução do partido.</p>
<p>&#8220;Obviamente, o diretório do PT do Rio Grande do Sul terá que se reunir para adaptar sua estratégia a essa resolução. Não estão autorizados [a realizar prévias]&#8220;, afirmou.</p>
<p>O deputado Geraldo Magela (PT-DF), que pretende disputar o governo do Distrito Federal, disse que a ordem foi clara para que cada Estado esteja subordinado ao comando da legenda. &#8220;Eu submeto os meus desejos, sonhos e angústias ao projeto de ganhar as eleições presidenciais. Acho que isso deveria ser uma posição de todos, inclusive do ministro da Justiça&#8221;, afirmou Magela.</p>
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		<title>PT pressiona Lula a liberar Carvalho</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 17:46:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
A menos que o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, seja o candidato à presidência do PT, o partido se divide e passará por uma dura disputa, até novembro, que pode até afetar a relação da sigla com a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Esse é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_fwT8XThRCGU/SGzZwi21YBI/AAAAAAAACuM/evDQ_iIVPkg/s320/gilbertocarvalho1_85.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_fwT8XThRCGU/SGzZwi21YBI/AAAAAAAACuM/evDQ_iIVPkg/s320/gilbertocarvalho1_85.jpg" /></div>
<p>Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>A menos que o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, seja o candidato à presidência do PT, o partido se divide e passará por uma dura disputa, até novembro, que pode até afetar a relação da sigla com a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).</p>
<p>Esse é o recado que a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) &#8211; ex-Campo Majoritário &#8211; enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à própria Dilma. A ministra, aliás, jantou com a executiva nacional do PT na noite de terça-feira, em sua casa, em Brasília. Lula não quer liberar Carvalho.</p>
<p>Na avaliação do CNB, o chefe de gabinete de Lula é hoje o único nome capaz de unir as demais tendências. &#8220;A Mensagem&#8221;, corrente liderada pelo ministro Tarso Genro, pode compor, se o nome for Carvalho. O mesmo poderia ocorrer com a Articulação de Esquerda de Pedro Pomar, que, em princípio, terá candidato próprio ao cargo.</p>
<p>Além do presidente Ricardo Berzoini (SP), 75% da Comissão Executiva Nacional deve ser renovada em novembro &#8211; o estatuto do PT limita a dois os mandatos de seus dirigentes. O prazo para o registro das chapas e da tese está próximo: julho de 2009. A eleição é em novembro. Em março de 2010 um congresso discutirá e aprovará a tese.</p>
<p>Em síntese, o recado enviado Palácio do Planalto diz o seguinte: se não for Gilberto Carvalho o candidato, não haverá unanimidade &#8211; ou algo próximo disso, o que só pode ser proporcionado com a candidatura do chefe de gabinete de Lula.</p>
<p>Neste caso, o partido se envolverá numa grande disputa, que vai deixar o PT fragilizado para enfrentar a conjuntura do ano que vem, em particular na relação com Dilma, diferente da relação que foi com o Lula.</p>
<p>A relação do PT com Dilma é diferente da relação do PT com o Lula, segundo avaliações do CNB e, na realidade, é consensual no partido. A lógica por trás da candidatura amplamente majoritária é &#8220;quanto mais unido o PT estiver, mais força o partido terá junto a Dilma&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós entraríamos, assim, em 2010, com uma unidade muito grande para interferir e ajudar a Dilma, inclusive na relação com os aliados&#8221;, analisou ao Valor um integrante do CNB.</p>
<p>As opções ao nome de Gilberto Carvalho, no CNB, são o ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral), o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que presidiu o PT na crise dos &#8220;aloprados&#8221;, em 2006, e o ex-governador do Acre Jorge Viana.</p>
<p>Nenhum dos três, segundo avaliações internas, estaria em condições de impedir uma grande divisão em relação às eleições de novembro. Outro nome que pode surgir é o do atual secretário-geral José Eduardo Cardozo. Integrantes do CNB também raciocinam com a hipótese de que Lula pode viabilizar o nome do ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra.</p>
<p>O presidente da República, até agora, se esquivou das investidas do CNB. Reservadamente, já teria confidenciado a interlocutores que Carvalho ficará no cargo para fazer a transição do atual para o futuro governo de Dilma, caso a ministra seja eleita.</p>
<p>PT e Palácio do Planalto, na prática, já disputam poder num futuro e hipotético governo Dilma. O PT majoritário, por exemplo, defende a volta do ex-ministro Antonio Palocci ao governo, se o Supremo Tribunal Federal recusar a abertura de processo contra o deputado, acusado da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.</p>
<p>Para esses petistas, Palocci deveria ocupar o lugar da ministra Dilma, caso o julgamento do Supremo demore e mesmo que ele não saia candidato ao governo de São Paulo, como deseja Lula. Seria o PT no governo Dilma. A volta de Palocci ao governo, se ele se sair bem no STF, também é defendida por Carvalho.</p>
<p>A maioria dos auxiliares de Lula no Palácio do Planalto, no entanto, é contrária à volta de Palocci ao ministério, por causa do potencial que dispõe de contaminar a candidatura de Dilma a presidente da República. Esse grupo acha que ele nem deveria ser candidato em São Paulo.</p>
<p>Outro argumento do CNB em defesa de uma chapa de unidade à presidência do PT é que isso, se for alcançado, passa um comando para as seções estaduais do partido, que também estão conflagradas. Internamente ou em relação aos aliados do atual governo Lula da Silva.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, por exemplo, não é certo que Tarso Genro seja candidato sem disputa interna: o prefeito de São Leopoldo Ar Vanazzi e o deputado Pepe Vargas estão na disputa. Há inclusive setores que defende uma aliança com o atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, que é do PMDB, o adversário tradicional dos petistas no Sul.</p>
<p>Em Minas Gerais, está em curso uma disputa, que pode ser vital para a candidatura Dilma, entre o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito da capital, Belo Horizonte, Fernando Pimentel.</p>
<p>O ideal que o PT persegue em Minas é ter candidato próprio ao governo numa aliança com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que é do PMDB e está em primeiro lugar nas pesquisas, e o vice-presidente José Alencar (PR). Esse seria o palanque perfeito para Dilma, mas, por enquanto, difícil de viabilizar.</p>
<p>Em São Paulo, se Palocci não for candidato, a disputa aponta para o ministro da Educação, Fernando Haddad, contra o prefeito de Osasco, Emídio de Souza.</p>
<p>No Rio de Janeiro o imperativo petista é o apoio à reeleição do governador Sérgio Cabral, tendo no mesmo palanque o senador Francisco Dornelles (PP) e o PDT do ministro Carlos Lupi. Mas a candidatura de Lindberg Farias, ex-presidente da UNE e prefeito reeleito de Nova Iguaçu, tem potencial para entusiasmar o partido.</p>
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		<title>Palocci vai a evento do PT, mas não fala em candidatura</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 20:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Palocci seria o candidato indicado de Lula para                     disputar o governo do estado de São Paulo (Foto: G1) 
CELIA FROUFE &#8211; Agencia Estado
SÃO PAULO &#8211; O deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci se esquivou da imprensa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,18921844-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,18921844-EX,00.jpg" /><em><br />
Palocci seria o candidato indicado de Lula para                     disputar o governo do estado de São Paulo (Foto: G1) </em></p>
<p style="background-color: #ffff99">CELIA FROUFE &#8211; Agencia Estado</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; O deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci se esquivou da imprensa paulista hoje em evento realizado pelo PT em São Paulo, no dia em que o jornal O Estado de S. Paulo traz a informação de que ele seria o candidato preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo paulista. Mesmo assim, Palocci foi a figura de destaque do evento, que foi organizado, entre outros motivos, para dar apoio oficial à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República nas eleições de 2010.</p>
<p>Previsto para discursar sobre a crise econômica, às 11 horas, durante o seminário &#8220;Um Novo Rumo para o PT&#8221;, organizado na Câmara Municipal de São Paulo pelo grupo homônimo, uma corrente dentro do partido, Palocci chegou ao local pouco antes do meio-dia. A imprensa, que circulava tranquilamente pelos corredores da Câmara, passou a ser orientada a desobstruir a porta do evento. Houve, inclusive, a tentativa de evitar que alguns jornalistas abordassem o ex-ministro enquanto este seguia até o palco. Nenhum contato acabou por ser feito. Depois de discursar, Palocci saiu por trás do palco, local sem acesso a jornalistas.</p>
<p>No seminário, o ex-ministro fez uma análise da crise financeira internacional e os seus efeitos no País. E só no final do discurso é que falou, de maneira geral, sobre as eleições de 2010. Palocci afirmou que o debate do pleito de 2010 será um dos mais importantes da história do País porque o governo Lula, segundo ele, mudou os paradigmas brasileiros. &#8220;O desafio para o Brasil não é mais a estabilidade. A crise mostrou que isso é coisa do passado e devemos recusar, portanto, um debate rebaixado&#8221;, defendeu.</p>
<p>Crise</p>
<p>&#8220;Não se trata apenas de um esfriamento. É o fim de um grande ciclo de crescimento econômico, que pode durar um período importante&#8221;, constatou Palocci no seminário. Para ele, há uma diferença significativa, no entanto, entre a ação do governo hoje e no passado no enfrentamento de crises. Palocci salientou que a estabilidade econômica atual é fruto do esforço de diferentes governos, mas que o novo projeto para o País é algo que está relacionado diretamente ao governo Lula.</p>
<p>Um episódio lembrado pelo ex-ministro da Fazenda foi a necessidade de aumento dos juros, em 2003, para se combater a inflação. Quando a equipe econômica levou a circunstância ao presidente ele teria aceitado a proposta, de acordo com Palocci, mas desde que a equipe econômica encontrasse uma maneira de a população pagar um juro menor. &#8220;Assim nasceu o crédito consignado&#8221;, lembrou Palocci. Até então, segundo o ex-ministro, o povo tinha como hábito apenas receber frases de efeito e que acabavam por não surtir melhora em sua qualidade de vida. &#8220;Tentaram convencer o povo de que não adiantava repartir o bolo sem que ele crescesse antes&#8221;, criticou. &#8220;O País chegou ao absurdo de passar por uma fase de maior crescimento econômico com pior divisão de renda.&#8221;</p>
<p>Palocci salientou ainda que as empresas brasileiras que passam por mais dificuldade hoje são as que têm o mercado externo como negócio e defendeu o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como uma forma de enfrentamento da crise. &#8220;Estamos no caminho certo&#8221;, considerou. Sobre o mundo, ele se mostrou preocupado em relação à deterioração das expectativas para o crescimento da Europa, Estados Unidos e Japão. &#8220;As más notícias ainda não acabaram. Ainda teremos um ano de dificuldades.&#8221;</p>
<p align="center"><font size="1"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/berzoinipt300.jpg" alt="Berzoini e Marta em seminário do PT" width="292" height="280" /><em><br />
Nilton Fukuda/AE &#8211; </em></font><font size="1"><em>Berzoini e Marta em seminário do PT</em></font></p>
<p align="center"><font size="5"> </font></p>
<p><font size="5"><strong>Marta diz apoiar Palocci, mas não descarta candidatura</strong></font></p>
<p><font size="4">CÉLIA FROUFE &#8211; Agencia Estado</font></p>
<p><font size="4">SÃO PAULO &#8211; A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) manifestou hoje seu total apoio a uma eventual candidatura do ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) ao governo do Estado de São Paulo, nas eleições gerais de 2010. Caso haja qualquer impedimento dessa candidatura, no entanto, Marta disse que poderá estudar várias possibilidades e não descartou a hipótese de ela mesmo concorrer ao cargo. As considerações da ex-prefeita foram feitas a jornalistas durante o seminário &#8220;Um Novo Rumo para o PT&#8221;, organizado na Câmara Municipal de São Paulo, hoje, por essa corrente petista.</font></p>
<p><font size="4">A ex-prefeita não considera que o assunto, neste momento, possa trazer constrangimento a outros potenciais candidatos. O tema veio à tona hoje com a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem preferência pelo nome de Palocci para a cabeça de chapa da legenda nas eleições ao governo paulista, publicada hoje com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo. &#8220;Não estou constrangida porque também sou uma das que acham que o Palocci seria um bom candidato. Existe um certo consenso do PT entre os nomes que poderiam ser candidatos mais fortes e o Palocci, neste momento, parece ser o nome mais interessante para todos nós&#8221;, alegou.</font></p>
<p><font size="4">No seminário promovido pelo PT paulista, Marta foi questionada sobre a possibilidade de abrir mão de concorrer ao cargo, em prol do ex-ministro da Fazenda. &#8220;Eu não disse isso (que não vai sair candidata pelo PT). Eu disse que apoio a candidatura de Palocci. Se o Palocci não for candidato, aí vamos ver. Na (candidatura) do Palocci, eu estou junto. Se ele não for candidato, vou pensar. Não é que eu vá ser candidata, mas vou avaliar a questão&#8221;, argumentou.</font></p>
<p><font size="4">Para Marta, Palocci seria um bom nome do PT nessa disputa porque ele tem muita experiência, é uma pessoa muito querida dentro do partido e possui condições de fazer uma campanha muito boa como candidato. Sobre a possibilidade de a candidatura de Palocci não ser confirmada, em função de processos que ainda estão sendo julgados na Justiça envolvendo o ex-ministro, Marta defendeu que esta não é a hora de &#8220;botar a carroça na frente dos bois&#8221;. E avaliou: &#8220;No momento, ele tem que superar esses problemas para ser candidato. Isso na avaliação do Lula e da nossa também. Se for superado, eu o apoio. Se os problemas não forem superados, está tudo em aberto.&#8221;</font></p>
<p><font size="4">Indagada sobre se o seu futuro político dependeria da definição de Palocci, Marta tergiversou: &#8220;Sim e não&#8221;. E disse que ela terá de pensar um pouco mais sobre o assunto, pois considera que ainda é cedo para tomar qualquer decisão. E evitou comentar uma possível dobradinha com Palocci na chapa para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, como vice-governadora. &#8220;Está muito longe qualquer consideração. Ainda tem muitos &#8216;&#8217;se&#8221;. Vamos esperar um pouco&#8221;, sugeriu.</font></p>
<p><font size="4">Segundo Marta, há momentos de agir e há momentos de aguardar. &#8220;Este é um momento para mim de aguardar&#8221;, frisou. A ex-prefeita, que já esteve à frente da pasta do Turismo, também disse não acreditar na possibilidade de voltar a integrar o quadro de ministros. &#8220;Não creio que o presidente esteja com intenção de mudar ministérios neste momento, tão pertinho da eleição de 2010&#8243;, afirmou.</font></p>
<h1><font size="5">Nome de Palocci é só uma possibilidade, diz Mercadante</font></h1>
<p><font size="4">CÉLIA FROUFE - Agencia Estado</font></p>
<p><font size="4">SÃO PAULO - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ponderou, hoje, que o nome do ex-ministro Antonio Palocci foi mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas como uma possibilidade e não como fato fechado para disputar a vaga ao governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2010. &#8220;O presidente não disse que (Palocci) deve ser (candidato), mas que pode ser&#8221;, minimizou o petista, ao comentar a manchete de hoje do jornal <strong>O Estado de S.Paulo</strong>, antes de participar do seminário &#8220;Um Novo Rumo para o PT&#8221;, na capital. </font></p>
<p><font size="4">O nome de Mercadante também é um dos que aparecem nas discussões à sucessão do governador José Serra.</font></p>
<p><font size="4">De acordo com o jornal, o presidente teria mandado um recado para suas bases indicando a preferência por Palocci na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. &#8220;Se ele tivesse definido o nome, não o comunicaria para mim. Ele chamaria o partido e diria: minha definição é essa&#8221;, argumentou Mercadante. E continuou: &#8220;Não será pela imprensa que a militância (do PT) saberá quem será o candidato&#8221;, disse o senador, depois, em discurso, no seminário, para uma plateia formada por aproximadamente 200 pessoas.Mercadante explicou que o presidente Lula tem um &#8220;carinho, um respeito, uma confiança&#8221; muito grandes por Palocci. &#8220;O presidente, como eu, acha que o ministro Palocci pode ser seu candidato para o governo de São Paulo&#8221;, afirmou, enumerando o que seriam as qualidades do ex-ministro: experiência, competência e história partidária para pleitear esse cargo. &#8220;O presidente jamais tomaria uma decisão como essa sem ouvir amplamente as lideranças do partido. Portanto, no momento em que ele achar oportuno, vai considerar as lideranças do partido e vai encaminhar esse processo.&#8221;</font></p>
<p><font size="4">O senador petista explicou que o assunto surgiu entre ele e o presidente apenas porque os dois estão sempre conversando sobre as questões relativas a São Paulo. &#8220;E um dos nomes que o PT tem e que poderá disputar o governo paulista é o ministro Palocci&#8221;, disse. Ele afirmou que o partido ainda não abriu o processo formal de escolha do candidato.</font></p>
<p><font size="4">Apesar de ter minimizado o fato de ter sido a pessoa para quem o presidente expôs sua preferência, Mercadante fez questão de mencionar que tem total sintonia com Lula: &#8220;Não conheço nenhum momento importante da história de 27 anos do PT que a opinião dele (Lula) fosse contrária à minha&#8221;. E mencionou outros virtuais nomes para disputar o governo paulista: a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, e o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. Questionado se também não seria um nome forte para essa disputa, já que concorreu ao cargo nas eleições passadas, Mercadante explicou que está à disposição do partido para &#8220;desde distribuir panfletos até ser candidato&#8221;. Porém, emendou: &#8220;Sou candidato ao Senado Federal. Todos sabem disso e o presidente também. Minha posição neste momento é essa, mas meu nome está à disposição do partido para qualquer tarefa.&#8221;</font></p>
<p><font size="4">Sobre o envolvimento de Palocci em episódios que estão sendo analisados pela Justiça, Mercadante se mostrou confiante. &#8220;Não temos certeza de nada porque a Justiça é absolutamente soberana, mas temos confiança de que a decisão da Justiça será favorável a Palocci.&#8221; Para 2010, ele voltou a dizer que a ministra Dilma Rousseff é &#8220;a cara do governo&#8221;. &#8220;Não só por estar na chefia da Casa Civil, mas por articular o PAC, que é o programa mais estratégico neste momento&#8221;, argumentou.</font></p>
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		<title>Todos juntos: PT paulista demonstra unidade com Dilma</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 14:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo Galhardo, Flávio Freire e Adauri Antunes Barbosa &#8211; O Globo; Marciele Brum &#8211; Agência RBS 



SÃO PAULO &#8211; Em uma ponta do piano que decora a sala de estar de Marta Suplicy estava o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), visto como desafeto da ex-prefeita; na outra ponta, o deputado José Mentor (PT-SP), aliado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Ricardo Galhardo, Flávio Freire e Adauri Antunes Barbosa &#8211; O Globo; Marciele Brum &#8211; Agência RBS </strong></p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/14/pt-paulista-demonstra-unidade-com-dilma-754418075.asp#" title="Clique para fechar"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/14/pt-paulista-demonstra-unidade-com-dilma-754418075.asp#" title="Clique para fechar"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/02/14/14_MHG_pais_marta5.jpg" galleryimg="no" id="lightboxImage" width="554" height="356" /></a></div>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/14/pt-paulista-demonstra-unidade-com-dilma-754418075.asp#" title="Clique para fechar"><img src="http://oglobo.globo.com/_img/bt_hj_fch.gif" style="position: absolute; z-index: 200" id="closeButton" width="1" border="0" height="1" /></a></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Em uma ponta do piano que decora a sala de estar de Marta Suplicy estava o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), visto como desafeto da ex-prefeita; na outra ponta, o deputado José Mentor (PT-SP), aliado de Marta absolvido no caso do mensalão. A cena dos dois deputados &#8211; rivais na disputa interna do PT &#8211; tocando piano a quatro mãos no jantar em homenagem à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sexta-feira à noite, é usada pelos participantes do encontro para explicar o clima de união do PT paulista em torno da virtual candidata à Presidência. <a href="http://oglobo.globo.com/pais/opine/default.asp?op=2601&amp;ed=3" target="_self">(Para você, Dilma está em campanha?)</a></p>
<p>- O PT de São Paulo entendeu direitinho o recado do presidente Lula. Se havia alguma resistência de paulistas a Dilma, acabou ontem (sexta) &#8211; disse um dos participantes, pedindo sigilo.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">  O PT de São Paulo entendeu direitinho o recado do presidente Lula. Se havia alguma resistência de paulistas a Dilma, acabou  </span>  			<span class="fch">&#8220;</span></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Dos mais de sessenta convidados, apenas o deputado José Genoino (PT-SP), que comemorava os 90 anos do pai no Ceará, não compareceu. As bancadas municipal, estadual e federal do PT paulista, prefeitos da região metropolitana e dirigentes partidários de diversas tendências se reuniram para beijar a mão de Dilma. <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/14/pps-se-propoe-apoiar-qualquer-candidato-do-psdb-em-2010-754418494.asp" target="_self">(Leia mais: PPS se propõe a apoiar qualquer candidato do PSDB)</a></p>
<p>Marta e os presidentes nacional, estadual e municipal do PT paulista, Ricardo Berzoini, Edinho Silva e José Américo, deixaram o jantar com a incumbência de elaborar uma agenda para alavancar a campanha de Dilma no estado mais populoso do país.</p>
<p>- Uma agenda política, nos fins de semana, desvinculada do trabalho &#8211; detalhou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos participantes.</p>
<p><strong>Casa de Marta é palco de sorrisos entre rivais</strong></p>
<p>A ordem &#8211; que partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva &#8211; era dar uma demonstração de unidade, abrir as portas do PT paulista &#8211; principal núcleo de poder do partido &#8211; a Dilma e dirimir dúvidas sobre possíveis resistências à sua candidatura à Presidência em 2010.</p>
<p>Coube a Marta Suplicy apresentar Dilma &#8211; mineira com carreira construída entre Porto Alegre e Brasília &#8211; ao PT paulista.</p>
<p>Marta abriu a noite exaltando a união do partido em um curto discurso ao lado da lareira. Dilma falou em seguida, destacando a necessidade de dar continuidade aos programas de Lula.</p>
<p>- Só uma candidatura do PT pode garantir esta continuidade &#8211; afirmou a ministra chefe da Casa Civil.</p>
<p>A própria Dilma Rousseff admitiu, antes do jantar, que precisa submeter ao partido a sua candidatura, mas deixou clara a intenção de disputar, <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/13/dilma-sobe-em-palanques-tira-fotos-discursa-diz-que-ainda-nao-candidata-754410380.asp" target="_self">dizendo que o Brasil já está maduro o suficiente para ter uma mulher presidente, e que &#8216;ainda&#8217; não é candidata.</a></p>
<p>Outra demonstração de unidade foi a presença dos principais pré-candidatos do partido ao governo paulista: Arlindo Chinaglia, Antonio Palocci e a própria Marta.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">  Estou gordo, vou ocupar muito espaço  </span>  			<span class="fch">&#8220;</span></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Nomes que correm por fora, como o prefeito de Osasco, Emídio Souza (apadrinhado por João Paulo Cunha), Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy, também compareceram.</p>
<p>O marido de Marta, Luís Favre, fez as vezes de fotógrafo. Dilma, paciente, posou ao lado das bancadas, com prefeitos e dirigentes. Na hora da foto com a numerosa bancada federal, surgiu uma indicação de que Palocci largou na frente na disputa pela candidatura petista ao governo do estado.</p>
<p>Atendendo a pedidos gerais, o ex-ministro da Fazenda sentou-se no centro do sofá, entre Dilma e Marta. Palocci, que depende de uma absolvição no processo sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa &#8211; ainda tentou se esquivar:</p>
<p>- Estou gordo, vou ocupar muito espaço &#8211; argumentou.</p>
<p>Chinaglia sentou-se à esquerda de Marta. Atrás ficaram os mensaleiros João Paulo e Mentor.</p>
<p><strong>Dirceu, tido como contrário a Dilma, não aparece</strong>A ausência mais comentada foi a do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, tido como um dos principais lideres da resistência paulista ao nome de Dilma como candidata a presidente.</p>
<p>Dilma informou que viajará toda sexta-feira, com o presidente Lula, para fiscalizar o andamento de projetos.   <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/12/oposicao-vai-ao-tse-contra-suposta-propaganda-antecipada-de-dilma-para-2010-754382596.asp" target="_self">Sobre a decisão do DEM de denunciá-la ao Tribunal Superior Eleitoral por campanha eleitoral antecipada,</a>   ela disse que a oposição está incomodada com os investimentos do governo:</p>
<p>- Por que o presidente chegou a dizer que cortará o meu batom e não cortará uma obra do PAC? É porque saímos com investimentos pesados agora. Essa crise vai passar, e o Brasil estará em melhores condições &#8211; disse a ministra, que cumprimentou operários, pôs um capacete e acionou uma máquina.</p>
<p>O discurso de Dilma nesta sexta foi semelhante ao que fez    <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/01/29/em-discurso-no-forum-social-dilma-afirma-que-brasil-esta-preparado-para-ter-uma-mulher-na-presidencia-754201553.asp" target="_self">durante o Fórum Social Mundial.</a>   Dilma tem intensificado nos últimos dias os compromissos públicos, que garantem maior visibilidade a ela, seja  <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/10/dilma-defende-politica-de-aliancas-ao-chegar-na-festa-de-aniversario-do-pt-754357394.asp" target="_self">na festa do PT</a>  , seja em   <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/12/obra-do-pac-vira-palanque-para-dilma-em-pernambuco-754378866.asp" target="_self">inaugurações ao lado de Lula</a>  , seja no   <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/11/dilma-pede-que-prefeitos-priorizem-obras-do-pac-nos-municipios-754362980.asp" target="_self">Encontro Nacional de Prefeitos.</a></p>
<p>Nesta sexta, em Recife, Lula também reagiu à oposição. Segundo ele, a acusação de campanha antecipada é &#8216;absurda&#8217; e &#8216;pequena&#8217;,   <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/13/lula-dilma-vai-continuar-viajando-para-inaugurar-obras-do-pac-754397415.asp" target="_self">e a ministra vai continuar viajando para inaugurar obras do PAC.</a></p>
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		<title>De volta à cena o ex-Campo Majoritário</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 12:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
O ex-Campo Majoritário do PT paulista está se articulando rapidamente em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e de um único nome na disputa para o governo de São Paulo em 2010. Com isso, procura retomar a hegemonia na estrutura nacional do partido e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/de-volta-a-cena-o-ex-campo-majoritario/9614/" rel="attachment wp-att-9614" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" align="left" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O ex-Campo Majoritário do PT paulista está se articulando rapidamente em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e de um único nome na disputa para o governo de São Paulo em 2010. Com isso, procura retomar a hegemonia na estrutura nacional do partido e o poder de barganha que tinha no passado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>A tentativa do ex-Campo Majoritário, agora distribuído em mais de uma tendência, é para que essa articulação recomponha o equilíbrio de poder interno do PT que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. A partir de 1998, e até 2002, prevaleceu um pacto de convivência entre um líder carismático conhecido nacionalmente e uma estrutura burocrática que era forte e capilarizada. Lula usava da estrutura para disputar eleições e sua popularidade contribuia para o crescimento da legenda. Recompor agora com Lula significa proporcionar à Dilma o uso de uma máquina partidária grande &#8211; e muito organizada no Estado mais rico da Federação &#8211; e capitalizar a excepcional popularidade de Lula. De quebra, a tendência pode ganhar mais densidade num futuro governo Dilma, se ela vencer as eleições.</p>
<p>Foram os integrantes do ex-grupo chamados por Lula no Palácio do Planalto, no começo do ano, e encarregados de transitar internamente o nome da ministra Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão, em 2010. Os ex-prefeitos Marta Suplicy (SP) e Fernando Pimentel (MG) e o deputado João Paulo (SP) foram os encarregados da tarefa. Os paulistas articularam-se rapidamente. Venceram a resistência de José Dirceu. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, já deu uma declaração pública em favor da ministra &#8211; com a ressalva implícita de que a candidatura tem que obrigatoriamente passar pelo partido. Amanhã, haverá uma reunião de Dilma com os petistas paulistas, na casa da ex-prefeita. Simultaneamente, fecharam um acordo entre os três postulantes ao governo &#8211; Marta Suplicy, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e o ex-ministro Antonio Palocci &#8211; e vão se entender em torno de um único candidato. Isso levará um grupo grande e coeso para a candidatura de Dilma e fortalecerá a sua posição no Diretório Nacional.</p>
<p>No período que antecedeu ao escândalo do mensalão, o Campo Majoritário paulista era hegemônico, tanto na tendência como no partido. Enfraqueceu-se devido ao envolvimento de vários de seus integrantes no escândalo do mensalão, em 2005, e dividiu-se. O grupo perdeu posições no partido &#8211; apesar da eleição para a presidência nacional do deputado Ricardo Berzoini &#8211; e no governo, com a queda dos dois ministros mais poderosos do primeiro mandato de Lula: José Dirceu, da Casa Civil, e Antonio Palocci, da Fazenda. São Paulo perdeu espaço para outros líderes que cresceram na contramão das agruras sofridas principalmente por líderes que irradiavam do Estado a sua influência para o resto do país. O presidente Lula distanciou-se da legenda e garantiu uma reeleição quase que apenas contando com a sua popularidade. É certo, usou a estrutura partidária, mas sem estabelecer uma relação orgânica com o seu partido.</p>
<p>Dilma, no pontapé inicial de sua candidatura, conta com a popularidade de Lula, mas não conseguirá se viabilizar sem uma relação estreita com o PT, que continua grande e capilarizado mesmo depois de passar pelos revezes de 2005. Vai definir suas relações com o PT pelas mãos do ex-Campo Majoritário. O grupo que tenta se reunificar conta com a sua experiência de articulação interna, que lhe dá rapidez, e com a concordância tácita das outras tendências de que a candidatura deve ser a da ministra. Segundo um dos petistas envolvidos na articulação, para qualquer dos grupos é vantajoso que o partido capitalize a popularidade de Lula. Como é importante que o partido continue sendo governo, onde todos estão representados na estrutura ministerial.</p>
<p>Ao que parece, o ex-Campo retoma suas articulações com a força que tinha antes. Mostra-se capaz de passar como um trator por interesses que contrariem a sua estratégia. A vitória de dois peemedebistas para a presidência da Câmara e do Senado passa por uma articulação já em andamento para negociar, com cada diretório regional do PMDB, a aliança com Dilma. Na Câmara, o grupo lutou até o último minuto para conseguir a vitória do deputado Cândido Vaccarezza (SP) como líder. O outro candidato, Paulo Teixeira (SP), era aliado do ministro da Justiça, Tarso Genro (RS), que vê a sua postulação à Presidência da República reduzir-se a pó.</p>
<p><strong>Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Lula sofre pressão de Dilma e setores do PT para levar Fernando Pimentel para o ministério</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 16:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O Globo
BRASÍLIA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido pressão de setores do PT e até mesmo da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para trazer ao Palácio do Planalto um dos políticos mais próximos da ministra: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele passou a ser cogitado para assumir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/fernando-pimentel-grande.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/fernando-pimentel-grande.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>O Globo</strong></p>
<p>BRASÍLIA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido pressão de setores do PT e até mesmo da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para trazer ao Palácio do Planalto um dos políticos mais próximos da ministra: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele passou a ser cogitado para assumir o cargo de ministro-chefe do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão que hoje é vinculado à pasta das Relações Institucionais, comandada pelo ministro José Múcio Monteiro. Mas há também pressão contrária à manobra.</p>
<p>No cargo, Pimentel passaria a ser um dos principais articuladores da candidatura de Dilma para a sucessão de 2010. O ex-prefeito esteve duas vezes com Lula entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta. O presidente disse a Pimentel que quer aproveitá-lo no governo, mas falta decidir onde. Essa definição só acontecerá depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado.</p>
<p>A maior resistência é do grupo liderado pelos ministros mineiros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretário Geral). Além de ter contrariado esses petistas ao fazer uma aliança com o governador tucano Aécio Neves na eleição municipal, Pimentel articula para disputar o governo mineiro, posto também cobiçado por Patrus. Também haveria resistência do próprio ministro José Múcio, que em conversas reservadas avalia que sua pasta poderia ficar esvaziada caso seja deslocado o CDES.</p>
<p><strong> &#8221; O presidente Lula quer chamar para conversas ex-prefeitos do PT para saber qual papel político eles terão nesses dois anos &#8220;</strong></p>
<p>Os defensores da nomeação de Pimentel acreditam que ele poderia desenvolver uma dupla função. Como economista, poderia coordenar a ação de governo junto a empresários e trabalhadores para encontrar soluções para diminuir os reflexos da crise financeira internacional no Brasil. Com bom trânsito entre os ministros da área econômica, principalmente Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), Pimentel ajudaria na área que hoje mais preocupa Lula.</p>
<p>Outra função de Pimentel seria política. Amigo pessoal da ministra Dilma desde que militaram juntos em movimentos contra a ditadura militar, no início dos anos 1970, Pimentel trabalharia a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil não só no PT, mas também entre os partidos aliados.</p>
<p>Lula também quer uma maior aproximação com dois ex-prefeitos petistas: João Paulo, de Recife, e Marta Suplicy, de São Paulo. Os dois também estiveram com Lula na noite de terça-feira, em uma reunião que não constava da agenda oficial do presidente. João Paulo deve voltar a ver Lula nesta quinta. O pernambucano já se dispôs a ajudar o governo com os prefeitos &#8211; ele é presidente da Frente Nacional de Prefeitos &#8211; e ajudar Dilma.</p>
<p>Segundo fontes do governo, Marta não tem chance de voltar a ter um emprego no primeiro escalão do governo, mas Lula considera importante ter a ex-prefeita próxima do Planalto. Além disso, a avaliação palaciana é de que Marta é o nome mais forte do PT em São Paulo e é preciso revitalizar sua liderança no maior colégio eleitoral do país. A mesma avaliação é feita em relação ao ex-prefeito de Recife, o nome cotado do PT para disputar o governo de Pernambuco ou um cargo de senador.</p>
<p>- O presidente Lula quer chamar para conversas ex-prefeitos do PT para saber qual papel político eles terão nesses dois anos &#8211; explicou o presidente do PT, deputa do Ricardo Berzoini (SP).</p>
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		<title>Petistas divulgam carta sobre nota do partido em relação ao Oriente Médio</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 01:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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16 de janeiro de 2009
Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,
Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/9296/" rel="attachment wp-att-9296" title="estrela_pt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/estrela_pt.jpg" alt="estrela_pt.jpg" width="160" height="160" /></a><img src="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" alt="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" width="296" height="158" /></p>
<p>16 de janeiro de 2009</p>
<p>Ao companheiro Ricardo Berzoini,<br />
Presidente Nacional do PT,</p>
<p>Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.</p>
<p>Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:<br />
i.	ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;<br />
ii.	banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;<br />
iii.	não registra a necessária condenação ao terrorismo;<br />
iv.	não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;<br />
v.	não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e<br />
vi.	queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.</p>
<p>Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.</p>
<p>Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.</p>
<p>Assinam*:</p>
<p>Alberto Kleiman<br />
Alexandre Padilha<br />
Alfredo Schechtman<br />
Aloizio Mercadante<br />
Ana Copat Mindrisz<br />
Carlos Minc Baumfeld<br />
Clara Ant<br />
Denise Rosa Lobato<br />
Diogo de Sant’Ana<br />
Edna Cassimiro<br />
Esther Bemerguy de Albuquerque<br />
Fernando Haddad<br />
Fernando Kleiman<br />
Itajaí Oliveira de Albuquerque<br />
Ivo Bucaresky<br />
Ivone de Santana<br />
Jaques Wagner<br />
José Genoino<br />
Luciano Pereira da Silva<br />
Marcelo Behar<br />
Marcelo Zero<br />
Marcos Damasceno<br />
Maria Luíza Falcão<br />
Marta Suplicy<br />
Mauricio Mindrisz<br />
Nadia Somekh<br />
Paul Israel Singer<br />
Paulo Moura<br />
Paulo Vannuchi<br />
Pedro Vieira Abramovay<br />
Rômulo Paes de Sousa<br />
Sergio Gusmão Suchodolski<br />
Suzanne Serruya<br />
Tarso Genro<br />
Thiago Melamed de Menezes<br />
Vitor Sarno<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
<strong><br />
*até o momento</strong></p>
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