16/10/2009 - 16:49h “Banda larga nas escolas”, programa do governo Lula, é implementado pela Prefeitura de Curitiba em parceria com a Oi

INTERNET GRÁTIS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS

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Beto Richa (PSDB) e Luiz Eduardo Falco, da Oi

Uma parceria firmada na manhã desta sexta-feira (16) entre a Prefeitura de Curitiba e a operadora de telefonia Oi vai garantir acesso gratuito à internet em banda larga em todas as escolas da rede municipal de ensino.

“Parceria é com a gente mesmo. Ainda mais quando o foco é a educação; é oportunizar aos jovens o acesso gratuito à internet. Essa é a verdadeira democracia da informação”, disse o prefeito Beto Richa.

“À medida que mais pessoas estão conectadas à internet mais a gente diminui a diferença social em nosso país”, afirmou Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, maior empresa brasileira de telecomunicações.

O convênio prevê a doação de modems e a adesão ao programa Banda Larga nas Escolas, do governo federal. Cerca de 110 mil estudantes de 165 escolas da rede municipal de ensino serão beneficiados. O serviço já está ativado em 148 escolas da Prefeitura de Curitiba e será estendido às demais até o fim de 2010. A velocidade de conexão da banda larga é de 1 Mbps, mas a meta é aumentar para 2 Mbps a partir de 2011, onde houver disponibilidade. A duração do convênio é até 2025.

“O próximo passo será levar a rede Wi-Fi (sem fio) para todas as salas de aula das nossas escolas”, anunciou Richa. Esse projeto, que figura como meta no Contrato de Gestão com a Secretaria Municipal da Educação, prevê a instalação de roteadores que permitirão levar essa tecnologia a todas as salas de aula da rede pública municipal de ensino.

“O projeto-piloto foi testado. A ideia é usar os televisores já instalados nas salas de aula como monitores. A previsão é implantar o projeto no primeiro semestre de 2010″, disse Jorge Eduardo Wekerlin, superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação.

O programa Banda Larga nas Escolas prevê levar banda larga para todas as escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio do país até o fim de 2010, o que representa um universo de 57 mil escolas, com cerca de 37,1 milhões de alunos beneficiados. Somente a Oi vai conectar um total de aproximadamente 46,8 mil escolas. “Estamos montando uma empresa nacional de telecomunicações. Queremos chegar em todos os lugares”, disse Falco.

No ano passado, a Oi passou a fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, o que reflete o alto grau de comprometimento da companhia com a responsabilidade social e a adoção de práticas gerenciais sustentáveis.

23/07/2009 - 10:55h IBOPE DO PARANÁ: INFORMAÇÃO EQUIVOCADA!

Foi divulgada e reproduzi aqui, pesquisa do Ibope para governador do Paraná. Na verdade era só em Curitiba. No Estado todo, a situação é de empate entre o prefeito Beto Richa e o senador Osmar Dias.

21/07/2009 - 11:28h Richa mantém favoritismo para a disputa paranaense

Folhapress, de São Paulo – VALOR

Em meio a suspeitas de caixa dois na campanha eleitoral, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), lidera a pesquisa de intenção de voto para o governo do Paraná realizada pelo Ibope a pedido da rádio BandNews. Segundo o levantamento, o tucano aparece com mais de 60% nos dois cenários em que seu nome foi incluído.

No primeiro cenário, Richa aparece na frente com 63% das intenções de voto, seguido pelo senador Osmar Dias (PDT-PR), com 14%, e pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), com 4%. Os brancos e nulos somam 13% e os que não sabem ou não responderam, 6%.

No segundo cenário, quando o nome de Osmar Dias é trocado pelo da petista Gleisi Hoffman, o prefeito também está na frente com 65% do eleitorado. Gleisi aparece em segundo, com 12%; e Pessuti em terceiro, com 5%. Os brancos e nulos somam 11% e os que não sabem ou não responderam, 6%.

O Ibope apresentou outros dois cenários nos quais Richa é substituído pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que também aparece na frente com mais de 30%. Na primeira lista, Álvaro Dias tem 30%, seguido por Osmar Dias, com 26%. Pessuti aparece em terceiro, com 8%. Os brancos e nulos somam 23% e os que não sabem ou não responderam, 10%.

Na segundo lista, Álvaro Dias lidera com 39%, Gleisi tem 18%, e Pessuti 8%. Os brancos e nulos somam 22% e os que não sabem ou não responderam, 12%. O Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 16 e 18 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Richa saiu de férias no último dia 12 e só volta ao Brasil no dia 25. Ele viajou para a Europa com a mulher, Fernanda Richa, e os filhos sem compromissos oficiais.

Richa saiu de férias durante o recesso na Câmara Municipal, que esfriou a possibilidade de ser instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-lo das suspeitas de fazer caixa dois para financiar sua reeleição em 2008. Para que a CPI seja instalada, é necessária a adesão de pelo menos 13 dos 38 vereadores da Câmara. A oposição, no entanto, só conseguiu colher seis assinaturas até agora.

As suspeitas contra Richa aumentaram após a divulgação de um vídeo em que aliados de Richa tentavam desqualificar as suspeitas de caixa dois. As imagens, no entanto, apontam novas irregularidades, como fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana.

11/07/2009 - 10:43h Beto Richa (PSDB) na berlinda

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Vídeo cita mais casos de corrupção no PR

Fita mostra que construtor afirmou ter desviado IPTU para financiar campanha do prefeito de Curitiba

JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA – DIMITRI DO VALLE DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

Dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gravaram um vídeo no qual o construtor Rodrigo Oriente -que divulgou cenas nas quais políticos que apoiaram o tucano recebiam dinheiro sem origem comprovada- diz ter relatado mais casos de corrupção na gestão tucana à Polícia Civil do Paraná.
O vídeo foi feito pelo procurador-geral de Curitiba, Ivan Bonilha (advogado da campanha de Richa), e pelo diretor de Transportes da URBS, Fernando Ghignone (tesoureiro). Nele os dois conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente, em 10, 11 e 13 de junho deste ano.
A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence à holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa. Oriente -que trabalhou num comitê de apoio a Richa em 2008- acusou o comitê tucano de utilizar um caixa dois.
No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou aos jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo (que tem mais de três horas) em que Oriente cita a pressão de opositores de Richa para fazer denúncias. A íntegra do vídeo, porém, mostra que Oriente também listou vários casos de corrupção na prefeitura e fraudes na arrecadação de IPTU para alimentar a campanha tucana.
Oriente diz a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ao depor a um órgão da Polícia Civil do Paraná. Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone prometem “”tomar providências”. A íntegra da fita foi entregue à Folha por Richa.
Na gravação, Oriente diz que a Piemonte negociou com Richa que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos num loteamento não fosse para o erário, mas para a campanha do PSDB.
O esquema gerou R$ 334 mil para a campanha de Richa, disse Oriente. Ele diz que R$ 200 mil foram para o comitê central de Richa e o resto a comitês pró-Richa nos bairros. A prestação de contas de Richa lista a Piemonte como doadora de R$ 201 mil à campanha. Oriente disse que o montante não declarado ao TRE foi para o caixa dois da campanha de Richa.

26/06/2009 - 10:55h Diferentemente das denúncias contra outros, Beto Richa é vitima do xadrez eleitoral de 2010

Você, amigo leitor, não deveria amalgamar os diversos casos que regularmente impactam os jornais com manchetes de corrupção. Cada caso é um caso. É conveniente distinguir os casos onde há corrupção da grossa, grosso modo quando PT ou seus aliados são alvo, dos jogos políticos eleitorais que incluem acusações, quando os tucanos estão na berlinda.

Este último é o caso aparentemente de Beto Richa (PSDB), segundo artigo ponderado, equilibrado e objetivo do jornal VALOR. Leiam, é instrutivo.

Também é instrutiva a declaração mais recente do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), do mesmo Estado e partido que Beto Richa, sobre a CPI da Petrobras. Ela tem que atacar os altos salários dos executivos da empresa, exige o senador. Eles não são ilegais, diz, “Não há dúvida, deve ser legal”, mas…


“Nós não estamos discutindo a legalidade: nós estamos questionando a moralidade”, afirmou Dias. “Eles”, no senado, têm moral! Como Jarbas Vasconcelos que já gastou R$ 78 mil neste ano da verba de representação, como Pedro Simon que teve que explicar viagens com a mulher para a Europa e Tasso Jereissati para abastecer seu avião, tudo com dinheiro do senado e legalmente, para não falar em Arthur Virgílio (PSDB) que foi obrigado a demitir um professor de jiu-jítsu do gabinete.

“Moral”?

Não é o que se chama falar de corda, na casa do enforcado? LF

Franklin de Freitas/Folha Imagem – 24/6/2009

Richa cercado por repórteres no Ministério Público Federal: ascensão do principal prefeito do PSDB no país foi posta em risco por denúncia sobre o uso de caixa 2

Denúncias contra Richa antecipam xadrez eleitoral na disputa de 2010

Marli Lima, de Curitiba – VALOR

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), encerra o primeiro semestre de seu segundo mandato de modo bem diferente do esperado. Um dos tucanos mais bem-sucedidos na última eleição, ele viu seu prestígio aumentar nos primeiros cinco meses do ano à medida que cresceram as chances de sua candidatura ao governo do Paraná em 2010. Mas, nos últimos dias, precisou defender-se do uso de caixa 2 em campanha, após a divulgação de um vídeo em que ex-candidatos a vereador pelo PRTB, que criaram um comitê para apoiá-lo, aparecem recebendo dinheiro que não foi declarado e falsificando assinaturas em recibos.

Membros do grupo que aparecem na gravação ocupavam cargos importantes na prefeitura. Três, entre eles o secretário municipal de Assuntos Metropolitanos, Manasses Oliveira, foram exonerados na semana passada, após Richa ser procurado por jornalistas que tiveram acesso ao vídeo comprometedor. Outros três foram exonerados na quarta-feira, mesmo dia em que dois funcionários de carreira do município perderam gratificação de função. Muitas perguntas sobre o caso ainda não tiveram resposta e o Ministério Público Federal (MPF) informou que vai investigar o assunto. A oposição do tucano na Câmara de Vereadores tenta abrir uma CPI, mas ela é formada por apenas 5 dos 38 integrantes da Casa, o que dificulta a aprovação da comissão.

Como o caso é recente, ainda não é possível mensurar o impacto das denúncias sobre a imagem de Richa no restante do mandato e na sua possível candidatura ao governo. Enquanto opositores, como o governador Roberto Requião (PMDB-PR), repercutem as denúncias, outros cobram explicações e sugerem cassação de mandato, como fez o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). “Já existem elementos mais do que suficientes para a comprovação de que a campanha de Beto Richa fez uso de recursos não declarados na prestação de contas oficial entregue à Justiça Eleitoral”, diz.

Na avaliação de Adriano Codato, cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para a opinião pública pouca coisa deve mudar. “O cidadão quer saber se ele (Richa) vai fazer creche, obras, e não se pagou milhão a alguém”, lamenta. “O escândalo, infelizmente, fica restrito ao círculo de interessados, diz respeito à redefinição de alianças, sobre quanto vai custar a candidatura ao governo”, completa. Para Codato, Richa sabia que teria de enfrentar desafios para levar adiante seu projeto político. “Surgiu um novo nome no cenário eleitoral e isso contraria interesses.” As denúncias chegaram logo após momentos de euforia. Como foi uma das escolhidas para receber jogos da Copa do Mundo, Curitiba vai passar por obras que incluem um sonho antigo dos moradores: a construção do metrô. Além disso, na terça-feira Richa reuniu-se em Brasília com representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e voltou animado com a possibilidade de conseguir financiamentos externos para projetos, em especial de urbanização e de continuação da chamada Linha Verde, construída na primeira gestão para melhorar o sistema viário.

A ser questionado, pelo Valor, sobre os avanços na segunda gestão, antes da divulgação do vídeo, ele respondeu que não podia se acomodar, “ou permitir que a síndrome do segundo mandato (da ineficiência) se estabeleça”. Tanto ele como secretários elegeram como principal novidade o contrato de gestão que estabelece responsabilidades para todos. “Estimulamos a equipe a encarar o segundo mandato como se fosse o primeiro dia de trabalho da primeira gestão”, disse o prefeito.

Na primeira avaliação do contrato de gestão, referente a quatro meses de administração, foram atingidas 82% das metas, ou 446 dos 543 indicadores. Alguns não foram alcançados por falta de liberação de recursos e prazos muito curtos, mas foram reprogramadas. A próxima avaliação será feita em agosto. “Algumas coisas foram adiadas por cautela”, explica o secretário municipal de Finanças, Luiz Eduardo Sebastiani, em relação a período de crise e de recuo na arrecadação.

Sebastiani contou que, nos últimos quatro anos, o crescimento médio na arrecadação foi de 11%, mas recuou para 6% nos primeiros cinco meses de 2009. Também houve queda nos repasses do fundo de participação dos municípios. No entanto, parte da queda na arrecadação foi compensada pela redução de 15% nos gastos correntes, que resultou em economia de R$ 158 milhões e evitou “corte na carne” dos investimentos, como exemplificado pelo secretário.

O ex-ministro da Saúde e secretário de Planejamento de Curitiba, Alceni Guerra, afirmou que o programa de obras nas áreas de educação e saúde está mantido. Os investimentos em educação para 2009 equivalem a 25,74% das receitas líquidas, ou R$ 522 milhões. Na saúde serão R$ 340 milhões – 16,74% das receitas líquidas correntes. Mas a principal expectativa é sobre a chegada do metrô. “A primeira escavação está prevista para o primeiro quadrimestre do ano que vem”, diz Guerra. O projeto não está pronto e nem orçado, mas estima-se que custará cerca de R$ 3 bilhões. “No segundo mandato, temos de ser melhores que nós mesmos”, comenta.

Para a vereadora Noemia Rocha (PMDB), líder da oposição, o principal problema da administração de Beto Richa é a falta de transparência nas licitações, em especial nas mais importantes, como transporte coletivo, destinação do lixo e iluminação pública. “Várias ações não foram iniciadas, mas eles alegam que só se passaram cinco meses”, reclama. “Havia promessa de muito mais”, diz Noemia, que exerce o primeiro mandato e, em março, encaminhou a Ministério Público documentos que tratam dos problemas nas licitações.

O vereador Pedro Paulo, vice-líder do PT, reforça o coro de que falta transparência e acrescenta que as demandas da população que surgem em audiências públicas não são atendidas pela administração. “Grandes obras de pavimentação deram a vitória a ele”, opina. “A Copa é uma oportunidade para se fazer o metrô, mas será que também não vai ter problema licitatório, já que há uma dezena de licitações que não seguem em frente por problemas em editais e ações de empresas?” O secretário Alceni Guerra rebate as críticas e diz que o contrato de gestão e os gastos da administração estão no site da prefeitura. “Quando vereadores perguntam o que estamos fazendo, digo para olharem no site”, conta. “Não há nada que macule nosso processo licitatório, mas há licitações complexas e questionamentos de participantes”, emenda o secretário Sebastiani.

Mas, ao que tudo indica, os vereadores terão outros problemas a tratar nos próximos dias. Na quarta-feira, depois de evitar dar entrevistas e colocar o coordenador financeiro da campanha à reeleição, Fernando Ghignone, e o coordenador jurídico, Ivan Bonilha, para defender o grupo e atacar adversários políticos, Richa participou de audiência pública com moradores. Depois, foi ao Ministério Público para colocar-se à disposição da Justiça nas investigações em andamento. No mesmo dia, anunciou que, pelo quinto ano consecutivo, a prefeitura vai antecipar o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais. O pagamento será depositado no dia 30.

Até agora, além do secretário Manasses Oliveira, foram exonerados o superintendente da mesma secretaria, Raul D´Araújo Santos, e o gestor público municipal Alexandre Gardolinski, da Secretaria Municipal do Trabalho, mais o assessor técnico Luiz Carlos Déa, da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, o gestor público Luiz Carlos Pinto, da Secretaria do Governo Municipal, e o assessor técnico Gilmar Luiz Fernandes. Perderam função gratificada os funcionários Cristiane Fonseca Ribeiro e Nelson Bientinez Filho.

25/06/2009 - 15:09h Belo gesto em comunicado

Richa pede rigor nas investigações

O prefeito Beto Richa entregou ao Ministério Público Federal, nesta quarta-feira (24), um pedido de investigação rigorosa das acusações de supostas irregularidades em sua campanha de reeleição de 2008. A denúncia surgiu com a divulgação de um vídeo, filmado em comitê eleitoral independente de dissidentes do PRTB .

Richa esteve reunido com o procurador regional federal Neviton Guedes, o procurador eleitoral Armando Sobreiro Neto e a procuradora eleitoral Jacqueline Batisti, colocando-se à disposição para auxiliar nas investigações. “Quero que investiguem minha prestação de contas de campanha, minha vida pessoal e a minha administração da Prefeitura. Meus adversários estão querendo desconstruir minha honra e isto não vou permitir”, afirmou o prefeito.

O procurador Neviton Guedes disse que, até o momento, não há provas incriminatórias. “O que existe é uma representação contra a campanha, feita em depoimento e com base em fatos noticiados. Não há provas que apontem culpados ou que se possa dizer que houve irregularidades”, afirmou o procurador. “O prefeito veio pessoalmente pedir uma investigação rigorosa dos fatos, o que demonstra interesse de ajudar à Procuradoria”, disse Guedes.

Neviton Guedes destacou que o Ministério Público Federal quer saber a verdade. “Este caso está ganhando conotações políticas, que não interessam ao Ministério Público. Por isto, pretendo concluir rapidamente, buscando a verdade dos fatos”, declarou. Guedes pedirá dentro de dois dias a abertura de inquérito policial na Polícia Federal para que se investigue o caso.

No encontro com os representantes do Ministério Público, Richa disse que toda a documentação e qualquer outra informação que ajudem nas investigações serão repassadas ao Ministério Público. Richa informou que são mais de 16 mil páginas, que foram analisadas por uma equipe de contadores. “Desafio a todos os meus adversários que apresentem contas mais completas e transparentes”, declarou.

Richa destacou que, tão logo soube dos fatos, tomou as medidas necessárias. “Todos os envolvidos foram demitidos. Agora estou me pondo à disposição do Ministério Público”, afirmou. O coordenador jurídico da Coligação Curitiba O Trabalho Continua, Ivan Bonilha, participou da reunião.

 

Veja o documento entregue por Richa ao Ministério Público Federal

 

Excelentíssimo senhor Procurador Regional Eleitoral, DR. Neviton Oliveira Batista Guedes

CARLOS ALBERTO RICHA, prefeito do Município de Curitiba, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência expor e requerer o que se segue:

I.              Notícias recentes divulgadas na imprensa, dotadas de absoluta impropriedade, sinalizam para ocorrências indignas que atingem minha honra.

II.             Ao administrador público, detentor da confiança de 778. 514 cidadãos, é defeso sucumbir a atos que tais, sobretudo baseados na ira dos ferrenhos adversários que se escondem na penumbra.

III.            A história tem demonstrado casos severos de injúrias cometidas, sobretudo para salvaguardar o retrocesso, o que jamais comunguei.

IV.          Tenho uma minha vida pública pautada pela ética, pela moralidade e transparência. As lições que adquiri do homem público JOSÉ RICHA não autorizam que sobre mim pairem quaisquer máculas ou dúvidas.

Tenho um compromisso com o Ministério Público, com a Justiça e com o Povo do Paraná.

V.           Diante disso, venho a presença de Vossa Excelência protestar pela imediata abertura de investigações relativas à Campanha Eleitoral de 2008, sobretudo os atos que possam maldosamente serem imputados a minha pessoa

Nestes termos,

Pede deferimento.

Carlos Alberto Richa.

 

Grata pela atenção

Beth Klein

Assessoria de Imprensa

Prefeitura de Curitiba

25/06/2009 - 12:07h Uma semana após início da investigação, Beto Richa pede para ser investigado. Belo gesto!

Enquanto aguardo os articulistas dos jornais abordar o tema do “mensalão” tucano de Curitiba, ou do caixa 2, ou do dinheiro não contabilizado, e que gerou no passado toneladas de tinta de ataques, indignação e repúdio. Os leitores podem acompanhar o passo a passo dos desdobramentos do caso de financiamento oculto. Com isenção, objetividade e a serenidade que acompanham sempre o bom jornalismo. Boa leitura. LF

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Richa demite mais 5 funcionários; PF irá entrar no caso

Tucano afirma ter pedido para ser investigado pelo Ministério Público Federal, que apura suposto caixa dois na eleição de 2008

Vídeos divulgados mostram distribuição de dinheiro sem origem comprovada para dissidentes do PRTB em um comitê de apoio ao prefeito

DIMITRI DO VALLE – FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), demitiu ontem mais cinco funcionários de cargos de confiança que receberam suposto dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral. A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar o caso.
Richa foi ontem ao Ministério Público Federal e disse que pediu para ser investigado. “Quem me conhece sabe da forma ilibada com que eu conduzo a minha vida pública”, disse.
Foi o primeiro pronunciamento público do prefeito após a divulgação de vídeos com cenas de distribuição de dinheiro sem origem comprovada em um comitê eleitoral que apoiava sua reeleição, em 2008.
Richa esteve na Procuradoria para conversar com o procurador regional eleitoral Neviton Guedes, que disse que pedirá a instauração de um inquérito na PF e perícia nos vídeos.
O material exibe cenas em um escritório do comitê independente “Lealdade”, formado por dissidentes do PRTB.
Pelo menos 35 pessoas se desfiliaram da sigla em 2008 para apoiar Richa, alegando não concordar com a aliança com o PTB, defendida pela direção estadual do partido.
Desses, 28 aparecem nos vídeos recebendo cerca de R$ 1.600 cada um. O construtor Rodrigo Oriente, que trabalhava no comitê e entregou os vídeos à Procuradoria, disse que o dinheiro vinha do PSDB.
Richa classificou as denúncias de ataques de adversários. “Fui seis vezes avaliado como o melhor prefeito do Brasil, isso tem incomodado meus adversários”, afirmou ele, pré-candidato ao governo do Paraná, em 2010. Ele ainda não anunciou se irá concorrer.
Os cinco funcionários da prefeitura demitidos ontem ocupavam cargos de segundo escalão. Na semana passada, o então secretário de Assuntos Metropolitanos, Manassés Oliveira, que comandou a dissidência no PRTB, já tinha sido demitido. Alexandre Gardolinski, coordenador do comitê e autor das gravações, e Raul D’Araújo Santos, superintendente na secretaria de Manassés, também já foram demitidos.
Eles apareciam em cenas que mostravam manipulação de dinheiro e assinatura de recibos frios com nomes fictícios para justificar despesas do comitê. Outras cenas mostravam funcionários planejando difamar adversários em pichações.
O procurador afirmou que a investigação foi iniciada há uma semana, quando Oriente o procurou. Oriente trabalhava no comitê, indicado por Gardolinski, e disse que decidiu denunciar o caso quando não conseguiu receber R$ 47 mil que emprestou para o comitê.

24/06/2009 - 11:04h PSDB sob suspeita: campanha de Beto Richa teria sido com caixa 2

Após ter inventado o “mensalão” na campanha de Azeredo (PSDB) em Minas, de enfrentar pesadas acusações de corrupção no governo Yeda (PSDB), de ser alvo de fortes indícios de propina da Alstom e de “mensalinho” com a Nossa Caixa no governo Alckmin em São Paulo; o PSDB enfrenta acusação de caixa 2 em Curitiba. Tem lógica, se até o senador Arthur “ética” Virgílio pagava seu professor de jiu-jitsu com dinheiro do senado, o que esperar a mais de um partido com programa fariseu: faz campanha udenista e esquece de varrer perante sua própria porta. LF

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CURITIBA

Construtor diz que comitê de tucano não declarou R$ 134 mil DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

Em depoimento na Procuradoria Regional Eleitoral, o construtor Rodrigo Oriente, 34, disse ontem que o comitê “Lealdade”, de apoio à reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gastou R$ 134 mil não declarados à Justiça Eleitoral em eventos da campanha de 2008.
O construtor disse que, desse valor, R$ 47 mil foram bancados por ele, em empréstimo. Oriente afirmou que a outra parte do dinheiro vinha da coligação “Curitiba o Trabalho Continua”, de apoio a Richa. De acordo com o construtor, a verba era repassada para o chefe do comitê, Alexandre Gardolinski. Ele não foi localizado pela Folha ontem. A assessoria do prefeito disse que ele não se manifestaria. Ele nega envolvimento nas denúncias.

Oposição busca assinaturas para reabrir contas de Richa

Vídeo mostra suposto caixa 2 em campanha para Prefeitura de Curitiba

 

Evandro Fadel – O Estado SP

 


Lideranças de oposição ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), reuniram-se ontem e decidiram levar para as ruas as denúncias que apontam para uso de caixa 2 nas eleições municipais do ano passado. O objetivo da oposição é coletar assinaturas pedindo a reabertura da análise das contas de campanha. Em um vídeo, candidatos a vereadores do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que se coligara ao PTB para trabalhar por Richa, supostamente recebem dinheiro para fechar a aliança.

“Até sexta-feira vamos para a rua”, anunciou o presidente do diretório municipal do PMDB, Doático Santos. Segundo ele, desde que as denúncias foram apresentadas, o partido está em “reunião permanente”. O abaixo-assinado também poderá ser usado para forçar os vereadores a instaurarem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O bloco de oposição tem apenas cinco vereadores e precisa de pelo menos 13 assinaturas para garantir a investigação. Outros quatro declaram-se independentes, mas ontem o PSC anunciou que seu representante vai apoiar a CPI. Os outros 29 estão na base de apoio do prefeito.

Além do Ministério Público Federal, também o do Estado anunciou ontem a abertura de investigação. Segundo o promotor Armando Antonio Sobreiro Neto, do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça Eleitorais, os dois órgãos realizarão um trabalho em conjunto.

“Queremos saber a origem do dinheiro, se foi utilizado na campanha ou não, e se houve omissão na declaração”, disse. Segundo ele, um primeiro resultado só deve sair em 60 dias.

Na manhã de ontem, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), adversário político de Richa, chegou a pedir cadeia para possíveis infratores. “Eu espero, sem citar nomes, que esse pessoal todo perca o mandato e vá para a cadeia, que é o lugar de quem corrompe o processo político e viola a democracia paranaense e brasileira”, afirmou, durante a reunião semanal com o secretariado.

Na segunda-feira, o coordenador financeiro da campanha do prefeito Beto Richa, Fernando Ghignone, garantiu que todas as receitas e despesas foram declaradas e contabilizadas. O prefeito demitiu, na semana passada, Alexandre Gardolinski, Manassés de Oliveira e Raul D?Araújo, que aparecem no vídeo supostamente negociando apoio em troca de dinheiro. Eles mantinham cargos de gestor, secretário e superintendente na prefeitura.

O PRTB afirmou ontem que os citados no vídeo estavam desfiliados do partido quando montaram o comitê. A assessoria da prefeitura disse que apenas Ghignone e o procurador jurídico do município, Ivan Bonilha, poderiam comentar o caso, mas eles não foram encontrados pela reportagem.

23/06/2009 - 11:04h Richa emprega 5 ex-candidatos do PRTB

Tesoureiro da campanha do PSDB de Curitiba diz que cargos na prefeitura não são uma recompensa pelo apoio em 2008

Outros ex-candidatos foram demitidos após a revelação de vídeo em que recebiam dinheiro e promessa de vaga se deixassem a campanha

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AFONSO BENITES DA AGÊNCIA FOLHA E GRACILIANO ROCHADA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Dos 28 candidatos a vereador do PRTB que desistiram de disputar em 2008 para apoiar a reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB), cinco ainda estão na Prefeitura de Curitiba -um deles no gabinete de Richa.
Outros três foram demitidos na quinta-feira após a revelação de um vídeo em que 24 dos ex-candidatos (incluindo os cinco servidores) recebiam dinheiro e a promessa de um cargo na prefeitura se deixassem a disputa para apoiar o PSDB.
Na eleição, o PRTB se coligou com o PTB, indicando o vice na chapa do petebista Fabio Camargo, derrotado por Richa.
A suspeita é que tenha havido caixa dois na campanha, já que os supostos pagamentos aos desistentes não foram contabilizados na prestação de contas entregue pelo comitê tucano.
Segundo a prefeitura, dos cinco, dois (Cristiane Fonseca Ribeiro e Nelson Bientinez Filho) são servidores que ocupam função gratificada desde o início da gestão Richa, em 2005; dois são comissionados (Luiz Carlos Pinto e Luiz Carlos Déa); e um (Gilmar Luiz Fernandes) é funcionário do governo do Estado à disposição da prefeitura (a Folha apurou que ele atua no gabinete de Richa).
Hoje os cinco vereadores do PT tentarão obter adesões para abrir uma CPI -que requer 13 assinaturas. Richa é apoiado por 33 dos 38 vereadores.
Escalado por Richa para falar do assunto, o tesoureiro da campanha, Fernando Ghignone, diz que os funcionários só foram reconduzidos aos cargos que já ocupavam antes do pleito. Ele nega que os cargos na prefeitura tenham sido uma recompensa pelo apoio político.
O tesoureiro diz que a coligação do PSDB não é a origem dos pagamentos em dinheiro feitos aos dissidentes do PRTB em setembro de 2008. Ele alega que o comitê onde eram feitos os pagamentos era “independente”: “O prefeito não tem nada que ver com isso, o comitê era independente e tem de responder pelos seus atos”.
Ele admitiu porém que “despesas eventuais” dos “voluntários” -como o pagamento de lanches ou de gasolina- foram pagas pela campanha do PSDB “mediante apresentação de nota fiscal”. Mas na prestação entregue à Justiça Eleitoral não consta nenhum pagamento feito aos 28 dissidentes do PRTB.

Ver também  Fantástico no submundo do PSDB ou quem deu a grana para o cara distribuir?

22/06/2009 - 19:15h Fantástico no submundo do PSDB ou quem deu a grana para o cara distribuir?

Vídeo mostra suspeita de fraude na campanha de Beto Richa em 2008

Prefeito de Curitiba (PR) determinou afastamento de três envolvidos.
Aliado que teria cometido fraudes foi nomeado em cargo na administração.

G1 – portal da Globo

O Ministério Público Federal no Paraná investiga um suposto esquema de fraude para favorecer a candidatura à reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), nas eleições de 2008.

A investigação se baseia em vídeo obtido pelo Fantástico, que mostra Alexandre Gardolinski, então coordenador de um comitê de apoio a Richa que reunia ex-integrantes do PRTB, em atividades suspeitas.

O PRTB era um partido de oposição na cidade, mas durante a campanha, um grupo aderiu à candidatura de Richa. O PRTB havia lançado 55 candidatos para a Câmara Municipal, mas 28 desistiram e passaram a apoiar a reeleição do prefeito.

Gravação

As imagens, obtidas pelo Fantástico, mostram pagamentos em dinheiro feitos por Alexandre a candidatos que, depois, desistiram de concorrer.

Todas as imagens foram gravadas na sala do comitê do PRTB pelo próprio Alexandre Gardolinski. Em uma delas, o secretário municipal Manassés Oliveira recebe dinheiro de Alexandre e assina recibos em nome de várias pessoas.

Em outro momemento, o então secretário do trabalho da prefeitura de Curitiba, Raul D’Araújo Santos, recolhe um maço de dinheiro após assinar recibos. Ele é orientado a colocar qualquer número de RG em um deles.

O vídeo mostra ainda uma reunião com um funcionário comissionado da prefeitura para organizar pichações contra adversários, o Luiz Carlos Pinto. O funcionário também recebeu dinheiro de Alexandre.

O então vereador Mestre Déa também é filmado recebendo dinheiro para, segundo ele, fazer boca de urna, que é proibido pela legislação.

Depois da eleição, Alexandre Gardolinski, Manassés Oliveira, Raul D’Araújo Santos, Luiz Carlos Pinto e Mestre Déa foram nomeados para cargos na Prefeitura de Curitiba.


Exonerações

O prefeito Beto Richa determinou a demissão de três funcionários em razão da denúncia: Gardolinski, que trabalhava na secretaria de emprego; Manassés, que era secretário municipal de assuntos metropolitanos; e Raul, que era superintendente na pasta de Manassés.

Beto Richa negou que soubesse do esquema. “A imagens são chocantes. Isso não tem nada a ver com o jeito de a gente fazer política.”

Outro lado

O Fantástico procurou todos os citados por envolvimento no esquema. Manassés Oliveira alega que todo o dinheiro que Alexandre distribuiu era para bancar despesas normais da campanha. Mas admite ter assinado recibos em nome de outras pessoas.

Mestre Déa nega que tenha usado dinheiro para fazer boca de urna.

Alexandre Gardolinski, Luiz Carlos Pinto e Raul D’araújo Santos não quiseram comentar as acusações.

06/05/2009 - 11:27h Na contramao de Serra, o tucano Beto Richa afirma: “Minha Casa, Minha Vida” é um programa bom para todo mundo. Não há quem perca aderindo”

Municípios: Prefeito mais popular de capital, tucano atuará na mediação da disputa interna na legenda


Richa vê benefícios apartidários no projeto habitacional

Ivonaldo Alexandre/Valor

Beto Richa (PSDB) prefeito de Curitiba

Marli Lima e Maria Cristina Fernandes, de Curitiba  – Valor

Ivonaldo Alexandre/Valor
Beto Richa, prefeito de Curitiba: Eleito em 1º turno com 77% dos votos, tornou-se o prefeito mais popular com 82% de ótimo e bom

Dos detentores de cargos majoritários representativos no PSDB, o prefeito de Curitiba, Carlos Alberto Richa, tucano recordista de votos é hoje o mais bem avaliado administrador de capital. Eleito com 77% dos votos no primeiro turno, chegou a 82% de ótimo e bom pelo último Datafolha de março.

A carreira em ascensão num partido que tem desacelerado a conquista de postos majoritários sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva não impediu que o prefeito fosse o primeiro, de capital, a assinar convênio com a Caixa Econômica Federal para projetos conjuntos no âmbito do programa nacional de habitação “Minha Casa, Minha Vida”. O prefeito orgulha-se das parcerias com o governo federal, as únicas, em âmbito federativo, já que o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), paralisou todos os convênios entre o Estado e a capital.

Não teme que sua adesão a uma das principais vitrines da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que contrasta com as reticências dos tucanos paulistas, dê fôlego à adversária e a seus aliados locais. “É um programa bom para todo mundo. Não há quem perca aderindo”, diz.

É com o aval de tucano em ascensão com bom trânsito federal que Richa se prepara para ter mais presença nas negociações internas de seu partido com vistas à sucessão presidencial de 2010.

Discreto e contemporizador, Richa circula por cidades do interior, interessado em viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, com a mesma desenvoltura com que tem frequentado reuniões na capital paulista com vistas a traçar estratégias que visem à unidade do partido em 2010.

No gabinete de cores vivas – uma em cada parede – herdadas do ex-prefeito Rafael Greca, hoje aliado do governador Roberto Requião, com quem Richa tem diferenças, recebeu recentemente o governador José Serra. Ao lado de sua mesa, exibe uma foto em que aparecem o governador paulista ao lado de seu pai, José Richa, governador do Estado falecido em 2003 e um dos fundadores do partido, na fracassada campanha do prefeito ao governo do Paraná, em 2002 .

Richa está ciente do favoritismo do governador paulista na sucessão de Lula, mas tem bom relacionamento com Aécio (com quem também tem foto no gabinete) e planeja fazer uma visita ao colega em breve. “Para ver no que posso ajudar”, diz. Durante a campanha de 2008, tanto Serra como Aécio fizeram questão de dar apoio pessoalmente a Beto, participando de eventos de sua campanha eleitoral.

Engenheiro civil, 43 anos, o prefeito tem três filhos. O mais velho, Marcello, está com 23 anos e conclui Direito este ano. Ensaia os primeiros passos para virar político com o entusiasmo da mãe e o ceticismo do pai. Casado com Fernanda, neta do fundador do banco Bamerindus, Avelino Vieira, o tucano nasceu em Londrina, Norte do Paraná.

Começou na política em 1994, elegendo-se deputado estadual, foi reconduzido à Assembléia em 1998 e, em 2000 foi eleito vice-prefeito de Curitiba na chapa de Cássio Taniguchi, do então PFL, e da linhagem marcada pelas intervenções urbanas de Jaime Lerner. Derrotado em 2002 por Requião para o governo do Estado, elegeu-se em 2004 a prefeito de Curitiba, derrotando o candidato do PT, Ângelo Vanhoni, com 55% dos votos válidos.

Ao assumir a prefeitura, desfez-se de grande parte da equipe de Taniguchi e chamou para trabalhar ao seu lado alguns antigos colaboradores do pai. Sua campanha foi coordenada por outro tucano histórico, Euclides Scalco, ex-presidente da Itaipu binacional, e um de seus principais conselheiros políticos.

A oposição o acusa de conduzir uma administração menos inovadora do que a de predecessores, como Lerner. Transformada em cidade modelo, Curitiba já estaria padecendo de problemas comuns às grandes metrópoles, como trânsito e periferia inchada. As acusações não ecoam na popularidade recorde.

Richa acredita que a campanha presidencial do PSDB deve ser movida pelas alternativas à crise econômica. Ainda crê numa chapa que reúna Serra e Aécio na disputa presidencial

O prefeito diz que o PSDB terá que se desfazer das dubiedades que marcam a imagem da legenda para assumir um discurso que reconheça os avanços do governo Lula e proponha ir além.

Contemporâneo do governador de Minas, Aécio Neves, apenas seis anos mais velho que o prefeito, Richa também divide com o mineiro a condição de mantenedor de uma herança política familiar, mas não comunga do discurso antipaulista que prospera em Minas. Descrê que esse embate venha a prosperar no PSDB. – “Temos muita proximidade com os paulistas. A própria fundação do PSDB, teve uma grande contribuição original do meu pai, mas foi liderada pelos tucanos de São Paulo”.