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	<title>Blog do Favre &#187; Bibliotecas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Uma biblioteca? Claro que vale a pena de lutar por ela</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 21:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mensagem recebida
Coloco aqui o link do meu blog.No último post comento ( rápido) as alterações que estão sendo feitas aqui na Aclimação ( o lago tudo bem, é a Sabesp quem vai assumir o conserto), mas a Biblioteca que tem mais de 50 anos&#8230;.Bem, ela virou um espaço ecológico&#8230;Perdeu o caráter literário. Ninguém soube, tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mensagem recebida</strong></p>
<p>Coloco aqui o link do meu blog.No último post comento ( rápido) as alterações que estão sendo feitas aqui na Aclimação ( o lago tudo bem, é a Sabesp quem vai assumir o conserto), mas a Biblioteca que tem mais de 50 anos&#8230;.Bem, ela virou um espaço ecológico&#8230;Perdeu o caráter literário. Ninguém soube, tudo é feito duma hora para outra.</p>
<p>Nem sei se vale a pena lutar por isso. Alias, não tenho nem mais vontade de lutar. Mas talvez valha a pena dar uma lidinha.</p>
<p><a href="http://lagoaclimacao.blogspot.com/2009/05/comecam-os-reparos-do-lago-biblioteca.html" target="_blank">http://lagoaclimacao.blogspot.<wbr></wbr>com/2009/05/comecam-os-<wbr></wbr>reparos-do-lago-biblioteca.<wbr></wbr>html</a></p>
<p>Rose Prado</p>
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		<title>Prioridade nacional</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 16:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique no artigo de Antônio Palocci no jornal O Globo para ampliar e ler



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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center">Clique no artigo de <strong>Antônio Palocci </strong>no jornal <strong>O Globo</strong> para ampliar e ler</div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/palocci_livros.jpg" title="palocci_livros.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/palocci_livros.jpg" alt="palocci_livros.jpg" width="554" height="247" /></div>
<p></a></p>
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		<title>NÃO MATEM O LEITOR</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 17:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como um romance, de Daniel Pennac, pode ser um grande aliado na dura tarefa de formar bons leitores
Antonio Carlos Viana • Aracaju – SE (Fonte Rascunho)


Como um romance
Daniel Pennac
Trad.: Leny Werneck
Rocco / L&#38;PM
150 págs.
Nenhuma leitura deve ser obrigatória, salvo uma, a de Como um romance, de Daniel Pennac, que sai agora em edição de bolso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Como um romance</strong>, de Daniel Pennac, pode ser um grande aliado na dura tarefa de formar bons leitores</p>
<p style="background-color: #ffff99">Antonio Carlos Viana • Aracaju – SE <em>(Fonte Rascunho)</em></p>
<p align="center"><img src="http://rascunho.rpc.com.br/imagemanager/images/rascunho104/daniel_pennac_livro.jpg" border="0" /></p>
<div align="center"></div>
<p align="center">Como um romance<br />
Daniel Pennac<br />
Trad.: Leny Werneck<br />
Rocco / L&amp;PM<br />
150 págs.</p>
<p align="left">Nenhuma leitura deve ser obrigatória, salvo uma, a de <strong>Como um romance</strong>, de Daniel Pennac, que sai agora em edição de bolso pela L&amp;PM, em associação com a Rocco, que o publicou pela primeira vez quinze anos atrás<em>.</em> Todas as comissões de vestibular deviam ser obrigadas a ler esse pequeno grande livro de apenas 150 páginas. Depois de sua leitura, talvez deixassem de se preocupar com as tão temidas listas de livros que os vestibulandos devem ler para responder àquelas perguntinhas muitas vezes sem sentido. Prestariam, assim, um grande serviço à formação de leitores no Brasil.</p>
<p align="left">Pennac abre seu livro com uma afirmação que não nos abandonará mais:</p>
<p align="left"><em>O verbo ler não suporta o imperativo</em>. <em>Aversão que partilha com alguns outros: o verbo &#8220;amar&#8221;&#8230; o verbo &#8220;sonhar&#8221;&#8230; </em></p>
<p align="left"><em>Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: &#8220;Me ame!&#8221; &#8220;Sonhe!&#8221; &#8220;Leia!&#8221; &#8220;Leia logo, que diabo, eu estou mandando você ler!&#8221;</em></p>
<p align="left"><em> - Vá para o seu quarto e leia!</em></p>
<p align="left"><em>Resultado?</em></p>
<p align="left"><em>Nulo.</em></p>
<p align="left">Assim começam os problemas de um ex-futuro leitor. Leitura obrigatória não cria leitores. Pelo contrário, afasta-os dos livros. Quantos alunos continuarão lendo com voracidade poesia e ficção depois do vestibular?</p>
<p align="left">Para evitar a incidência no erro, nada melhor do que ler esse livro de título tão intrigante: <strong>Como um romance</strong>. De que romance fala Pennac? Logo, logo, o entenderemos. Sua linguagem aliciadora nada tem da monotonia dos livros de intenção pedagógica. Ele nos pega desde o primeiro instante, pois logo entendemos que ele fala da relação entre a criança que se inicia na leitura e a de seus iniciadores, os pais. Desde as primeiras historinhas, cria-se entre eles uma relação amorosa, que cresce a cada noite, antes do sono. O primeiro contato do menino com o livro se dá através dessas leituras que o deixam em permanente estado de excitação:</p>
<p align="left"><em>Sejamos justos. Nós não havíamos pensado, logo no começo, em impor a ele a leitura como dever. Havíamos pensado, a princípio, apenas no seu prazer. Os primeiros anos dele nos haviam deixado em estado de graça. O deslumbramento absoluto diante dessa vida nova nos deu uma espécie de inspiração. Para ele, nos transformamos em contador de histórias. (&#8230;) Na fronteira entre o dia e a noite, nos transformávamos em romancista, só dele. </em></p>
<p align="left">Os pais, a criança e o livro, a trindade perfeita. Não há criança que não espere com ansiedade a hora em que os pais sentam ou deitam com ela na cama e começam a desfiar histórias, algumas lidas, outras inventadas. É um tempo de prazer, sem compromisso outro que o de viajar nas palavras. E ela quer mais, sempre mais, até que o pai ou a mãe, exaustos, a convencem a dormir. Até esse momento somos pedadogos, mas sem nenhuma preocupação com a pedagogia.</p>
<p align="left">Eis que chega o dia em que a trindade se desfaz. O menino vai para a escola. Ele se entusiasma com aprender as letras, é quase um milagre juntá-las e dali sair um nome de seu mundo concreto. A primeira palavra escrita: Mamãe! &#8220;<em>Esse grito de alegria celebra o resultado da mais gigantesca viagem intelectual que se possa conceber, uma espécie de primeiro passo na lua, a passagem da mais total arbitrariedade gráfica à significação mais carregada de emoção!</em>&#8220;. Mas, eis que de repente&#8230;</p>
<p align="left"><strong>Luta solitária<br />
</strong>Sim, não mais que de repente, parece que tudo se esfuma: a alegria de aprender, a alegria de ler. O que todo pai ou professor observa é que a relação do menino com os livros vai se enfraquecendo. Onde foi parar aquele que gostava tanto de ouvir histórias? A leitura, que fora até então fonte de prazer, sofre uma mutação rápida, começa a se transformar num peso a carregar. Uma vez desfeita a trindade, ele terá agora de lutar solitário com um livro que parece rejeitá-lo.</p>
<p align="left">Jogado o menino na escola, os pais se sentem liberados da obrigação de ler para ele como sempre faziam. Que alívio! Mal sabem que perderam seu ouvinte mais atento. Nessa hora é que deviam estar por perto, mas não estão, pois o menino cresceu, não precisa mais de sua ajuda. Finalmente, ele é capaz de se virar sozinho. Até que notam que alguma coisa não vai bem, algo está acontecendo com aquele que foi um dia leitor tão exigente. Vêm os diagnósticos: um desatento, um preguiçoso que não consegue ler um livro em quinze dias. Nunca levam em conta que o que o torna preguiçoso, desatento, é a obrigação de ler, e ler para responder a fichas de leitura, que são a morte do livro. De seu lado, os professores cobram, e caro, uma leitura que não é do interesse daquele leitor e que só faz perdê-lo. Pennac mostra o caminho:</p>
<p align="left"><em>Ele é, desde o começo, o bom leitor que continuará a ser se os adultos que o circundam alimentarem seu entusiasmo em lugar de pôr à prova sua competência, estimularem seu desejo de aprender, antes de lhe impor o dever de recitar, acompanharem seus esforços, sem se contentar de esperar na virada, consentirem em perder noites, em lugar de procurar ganhar tempo, fizerem vibrar o presente, sem brandir a ameaça do futuro, se recusarem a transformar em obrigação aquilo que era prazer, entretendo esse prazer até que ele se faça um dever, fundindo esse dever na gratuidade de toda aprendizagem cultural, e fazendo com que encontrem eles mesmos o prazer nessa gratuidade.</em></p>
<p align="left">O que antes era prazer vira obrigação. O menino não vê mais o livro, vê o número de páginas que tem de enfrentar, sempre num prazo curto demais para ele e, o pior de tudo, para fazer uma prova. Um temor o assalta: &#8220;Como se sair bem se não o entender?&#8221; Ele está só, sente-se mais só que nunca, não há ninguém para salvá-lo. O livro passa a ser visto com inquietação, um antagonista do qual ele tem de se livrar o mais rápido possível.</p>
<p align="left">Um livro não pode ser escolhido por outrem, a escolha devia ser sempre nossa. Mas há o cânone. Parece que, sem ele, as portas do futuro não se abrirão. O menino terá de ler o que professor acha que ele deve ler. O mais comum, então, é vê-lo adormecer com o livro aberto sobre o peito e, perto da prova, pedir a alguém um resumo ou, mais fácil ainda, percorrer a internet. Algo está errado. Não, não pode ser assim. Ler por obrigação nunca dará certo. Ou se chega ao livro espontaneamente ou ele será logo abandonado.</p>
<p align="left">A leitura para ser boa tem de ser gratuita. Deve servir de &#8220;trégua ao combate entre os homens&#8221;, mas a escola a transforma numa guerra em que o perdedor é sempre o leitor forçado e, por conseguinte, a própria literatura. Ler devia ser sempre um presente, &#8220;um momento fora dos momentos&#8221;, um hiato de distensão dentro de um cotidiano tedioso. Quem sabe o valor da leitura não força ninguém a ler. O melhor caminho é o incentivo, ter lido e motivar o outro a procurar o livro que tanto nos entusiasmou e encheu nossas horas por dias e meses.</p>
<p align="left">Daniel Pennac parte do pressuposto de que é o <em>prazer de ler</em> que preside todo ato de leitura e que, se ele existe, &#8220;não teme imagem, mesmo televisual e mesmo sob a forma de avalanches cotidianas&#8221;. Não adianta culpar a vida moderna, a televisão, a internet. Nada disso é empecilho para quem se habituou naturalmente à leitura. O que devemos sempre nos perguntar é : &#8220;O que fizemos daquele leitor ideal que ele (o menino) era?&#8221;. Não foi gratuitamente que o livro mágico da infância cedeu lugar ao livro hostil.</p>
<p align="left"><strong>Qual a saída?<br />
</strong>Pais, não se desesperem! Daniel Pennac traz um pouco de alento àqueles que já perderam a esperança de ver de novo o filho com um livro nas mãos, não os didáticos, mas o de um Thomas Mann, de um Dostoiévski, de um Flaubert. Se seu filho gostava de ler e não lê mais, o prazer de ler não desapareceu assim, de uma hora para outra, não se perdeu, apenas desgarrou-se e um dia será reencontrado.</p>
<p align="left"><em>Uma criança não fica muito interessada em aperfeiçoar o instrumento com o qual é atormentada; mas façais com que esse instrumento sirva a seus prazeres e ela irá logo se aplicar, apesar de vós</em>.</p>
<p align="left">A leitura deve ser algo que se oferece como ato liberador da vida insípida. Uma viagem em que não se exige nada. &#8220;A gratuidade, a única moeda da arte.&#8221;</p>
<p align="left">Estimular o desejo de aprender, o entusiasmo pelo saber, seria esse o papel da escola. Ler sem cobranças, nos contentarmos em ler apenas. Abandonemos o dogma do &#8220;é preciso ler&#8221;. Ler sem alegria é não ler. As palavras pesam, o livro em breve estará fechado e, só fato de vê-lo sobre a mesa, assusta. Quando se sugere um livro é para partilhá-lo, é uma prova de amor, você quer que o outro leia aquilo que foi importante para você em certo momento da vida. A gente dá a ler aquilo que nos é mais caro. Antes de tudo, reconciliar o jovem com a leitura. Jamais fazê-lo sentir-se um pária dela.</p>
<p align="left">A escola parece proscrever o prazer de seu espaço. Como se todo conhecimento fosse feito de sofrimento. Há uma dissociação entre vida e escola. &#8220;A vida está em outro lugar&#8221;, relembrando Rimbaud. Para contrariar isso, Daniel Pennac conta a história de um professor que nunca mandou um aluno ler um livro. O que ele fazia? Todo dia chegava e lia um trecho de alguma obra importante. A turma inteira ficava em suspenso, envolvida por sua leitura. Foi assim que ele despertou aqueles adolescentes para os livros. Nunca a mais leve sugestão de que fossem correndo à biblioteca, mas eles iam, voluntariamente, em busca do autor que mais os tinha tocado.</p>
<p align="left">Uma aluna desse professor assim o descreve:</p>
<p align="left"><em>Ele chegava desgrenhado pelo vento e pelo frio, em sua moto azul e enferrujada. Encurvado, numa japona azul-marinho, cachimbo na boca ou na mão. Esvaziava uma sacola de livros sobre a mesa. E era a vida. (&#8230;) Ele caminhava, lendo, uma das mãos no bolso e, a outra, a que segurava o livro, estendida como se, lendo-o, ele o oferecesse a nós. Todas as suas leituras eram como dádivas. Não nos pedia nada em troca.</em></p>
<p align="left">Ao final do ano, os alunos somavam: Shakespeare, Kafka, Beckett, Cervantes, Cioran, Valéry, Tchecov, Bataille, Strindberg. A lista era imensa. E ela continua no seu depoimento emocionado:</p>
<p align="left"><em>Quando ele se calava, esvaziávamos as livrarias de Renner e de Quimper. E quanto mais líamos, mais, em verdade, nos sentíamos ignorantes, sós sobre as praias de nossa ignorância, e face ao mar</em>. <em>Com ele, no entanto, não tínhamos medo de nos molhar. Mergulhávamos nos livros, sem perder tempo em braçadas friorentas.</em></p>
<p align="left">O gosto pela leitura &#8211; é o que se depreende de <strong>Como um romance</strong> &#8211; depende do professor. Antes de tudo, ele tem de ser um apaixonado por livros. Falar que os jovens não gostam de ler é simplificar demais. Então se parte para o oposto: obrigam-nos a ler o que não querem. O resultado não podia ser outro: distância dos livros.</p>
<p align="left">Então alguém se pergunta: o que fazer para colocar o livro na mão dos jovens? Se for para continuar fazendo o que estamos habituados a fazer, a melhor resposta é: NADA. Pelo grau de rejeição que eles desenvolvem em relação à leitura, vemos que as estratégias postas em prática até agora não deram resultado. Insistir nisso é burrice. O que se pode fazer é preparar melhor os professores para que transmitam sua paixão pelos livros de forma natural. Professor que não tem nos livros sua forma de viver não deveria ensinar. Professor que não tem paixão pela escrita não deveria ensinar a escrever. É preciso que sua fala transmita uma verdade que vem de dentro, nunca de fora. Sobre aquele professor do qual falei mais acima, Pennac diz:</p>
<p align="left"><em>(Ele) não inculcava o saber, ele oferecia o que sabia. Era menos um professor do que um mestre trovador (&#8230;) Ele abria os olhos. Acendia lanternas. Engajava sua gente numa estrada de livros, peregrinações sem fim nem certeza, caminhada do homem na direção do homem.</em></p>
<p align="left">O papel do professor é o de alcoviteira. É ele que vai fazer o elo entre o aluno e o livro, casá-los para sempre. Facilitar o ato de ler, contabilizar páginas, convencê-lo de que lendo cinco páginas por dia, ao final da semana são 30 (dispensemos o domingo); no final do mês, são 120. Que lucro para quem não conseguia ler nada! O professor se transforma, assim, num estrategista da leitura.</p>
<p align="left">Daniel Pennac termina seu livro listando os &#8220;direitos imprescritíveis&#8221; do leitor. Um deles é o de não ler. Não obstante, os professores de literatura e as comissões dos vestibulares ficam proibidos de exercê-lo em relação a <strong>Como um romance</strong>. Só assim será possível evitar a morte de mais leitores.</p>
<p align="left"><strong>O AUTOR<br />
Daniel Pennac</strong> nasceu em Casablanca, Marrocos, em 1944, a bordo de um navio, filho de um oficial francês servindo nas colônias do país. É professor de língua francesa, em Paris, e um apaixonado pela pedagogia. O sucesso na literatura chegou com a série de romances sobre o personagem Benjamim Malaussène &#8211; <strong>O paraíso dos ogros</strong>, <strong>A pequena vendedora de prosa</strong>, <strong>Senhor Malaussène</strong> e <strong>Frutos da Paixão</strong>. Na década de 1980, Pennac morou por dois anos em Fortaleza (CE).</p>
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		<title>As fabulações de um prefeito</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 16:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prefeitura distribuiu ontem uma revista com 142 realizações da gestão anterior, mas várias não saíram do papel
O Estado SP
Durante a cerimônia de posse de Gilberto Kassab, assessores da Prefeitura distribuíram uma revista de 34 páginas intitulada São Paulo &#8211; Cidade Limpa e Melhor &#8211; Relatório de Gestão 2005/2008, com as principais realizações das secretarias municipais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prefeitura distribuiu ontem uma revista com 142 realizações da gestão anterior, mas várias não saíram do papel</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">O Estado SP</p>
<p>Durante a cerimônia de posse de Gilberto Kassab, assessores da Prefeitura distribuíram uma revista de 34 páginas intitulada São Paulo &#8211; Cidade Limpa e Melhor &#8211; Relatório de Gestão 2005/2008, com as principais realizações das secretarias municipais nos últimos quatro anos. Ao todo, são 142 projetos em áreas como ambiente, assistência social, educação, habitação, saúde e transporte, mas na verdade nem todos saíram do papel como o impresso do governo leva a acreditar.</p>
<p>Na área da Cultura, por exemplo, o relatório cita a reforma da Biblioteca Mário de Andrade. O local, no entanto, está totalmente fechado para o público desde o dia 7 de setembro e a reabertura só está marcada para o segundo semestre deste ano, se nada atrasar. Já na Educação, fala-se no &#8220;fim do terceiro turno diurno&#8221;, mas o próprio prefeito já admitiu que o &#8220;turno da fome&#8221; (como ficou conhecido a turma das 11 às 15 horas das escolas municipais de ensino fundamental) só deve desaparecer &#8211; após várias obras &#8211; no início de 2010. Neste primeiro semestre, pelo menos 68 escolas terão o turno da fome.</p>
<p>Ainda no campo da Educação, a revista afirma que, dos 25 novos Centros Educacionais Unificados (CEUs) prometidos pelo prefeito, apenas cinco ainda estão em construção. Na verdade, Kassab ainda tem a missão de entregar 11 CEUs prontos para o início das aulas, cada um ao custo de R$ 20 milhões. Nos canteiros de obras, quase 4 mil funcionários se revezam em plantões até aos domingos para a conclusão &#8220;da parte pedagógica&#8221; das unidades, como vem dizendo o titular da Educação, Alexandre Schneider.</p>
<p>O capítulo da Habitação da gestão Kassab mostra os êxitos na &#8220;recuperação de cortiços&#8221;, na &#8220;regularização fundiária&#8221; e na &#8220;urbanização de favelas&#8221;. Na realidade, ainda está na lista de tarefas da Prefeitura para os próximos quatro anos a remoção de 18 favelas das Marginais do Pinheiros e do Tietê &#8211; apenas uma foi removida, a da Ilha Verde, sobre a Ponte Anhanguera, na zona oeste. O processo de regularização de 108 áreas de ocupação da capital, onde moram 23 mil famílias, também teve início em janeiro de 2008 e ainda precisa ser concluído.</p>
<p>E para quem anda por São Paulo, não parece muito verossímil &#8220;a retirada do comércio ambulante irregular do Largo da Concórdia, do Largo 13 de Maio, da região do Brás e da Praça da Sé&#8221;. Na área de segurança, o relatório cita a instalação de 99 câmeras de monitoramento pela cidade, mas a Prefeitura havia prometido mais 8 mil equipamentos. Em serviços, exalta-se a renegociação dos contratos de lixo e as melhorias em limpeza urbana, mas ainda falta encontrar novos aterros para o depósito diário de 17 mil toneladas de lixo na Grande São Paulo.</p>
<p>Na área de turismo está lá anotado o &#8220;novo Anhembi&#8221;, mas o projeto de ampliação só deve ser concluído na nova gestão, quando um novo pavilhão será construído ao lado do próprio Anhembi. Por fim, em Trânsito, o relatório cita a instalação de 1.446 semáforos inteligentes nas ruas de São Paulo. Mais uma vez, há um detalhe que a revistinha não mostra &#8211; 1.200 semáforos inteligentes já existiam na cidade e menos de 10% deles funcionam plenamente e podem realmente ter os tempos de verde e vermelho alterados por engenheiros a partir da central da CET.</p>
<p><strong>DIEGO ZANCHETTA, EDUARDO REINA e RODRIGO BRANCATELLI</strong></p>
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		<title>Cortes orçamentários sacrificam promessas de campanha em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 13:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mídia insiste em propalar as afirmações de Kassab para justificar as mudanças propostas no orçamento da prefeitura para 2009. Os jornais afirmam, contrariamente a toda evidencia, que o orçamento 2008 não recolheu o dinheiro previsto, por conta da crise, e que os cortes na proposta inicial para 2009 devem sofrer cortes, para adequar-lo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A mídia insiste em propalar as afirmações de Kassab para justificar as mudanças propostas no orçamento da prefeitura para 2009. Os jornais afirmam, contrariamente a toda evidencia, que o orçamento 2008 não recolheu o dinheiro previsto, por conta da crise, e que os cortes na proposta inicial para 2009 devem sofrer cortes, para adequar-lo a queda da arrecadação provocada pela crise no ano próximo.</em></p>
<p><em>A verdade é que o orçamento de 2008 foi &#8220;ambicioso&#8221; nas previsões de arrecadação, para facilitar o remanejamento posterior das verbas. </em></p>
<p><em>A proposta de orçamento para 2009 devia obrigatoriamente ser encaminhada numa data em que a campanha eleitoral ainda estava em andamento. A proposta devia conter, por tanto, todas as promessas eleitorais. Passado o pleito, trata-se de desfazer a mascarada. O dinheiro &#8220;previsto&#8221; esfumou. No seu lugar um orçamento menor e mesmo assim ainda &#8220;ambicioso&#8221;, para poder depois remanejar à vontade. LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br/images/kassabinho2.JPG" alt="http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br/images/kassabinho2.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Caio Junqueira &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O Orçamento que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), terá em 2009 deve comprometer pelo menos duas de suas promessas de campanha: a destinação de R$ 1 bilhão para a ampliação do Metrô e o congelamento das tarifas de ônibus. O relatório do vereador Milton Leite (DEM), que em razão da crise financeira apresentou cortes de R$ 2,2 bilhões na proposta inicialmente encaminhada pela prefeitura, prevê que R$ 218 milhões sejam transferidos ao Metrô. Na proposta inicial da prefeitura, esse montante era de R$ 250 milhões. Já os subsídios às empresas responsáveis pelo transporte público, que acabam por segurar o preço das passagens, passaram de R$ 600 milhões para R$ 523,5 milhões. Ocorre que, até este mês, haviam sido repassados às empresas R$ 560 milhões.</p>
<p>Também foram incluídas dezenas de novas dotações &#8220;simbólicas&#8221; com o valor de R$ 1 mil e que englobam temas tocados pelo prefeito durante a campanha eleitoral, como regularização de loteamentos, recuperação de mananciais, urbanização de favelas, construção de escolas, Atendimento Médico Ambulatorial (AMAs) e bibliotecas, Programa Mãe Paulistana, terminais e corredores de ônibus, duplicação de avenidas (como a Guarapiranga) e canalização de córregos. De acordo com o relator, a peça que vai a votação hoje dá uma margem de remanejamento de verbas de 15% ao prefeito, que seriam alocados para esses programas de acordo com o cenário da crise.</p>
<p>O Palácio do Anhangabaú, sede da prefeitura, jogou todo o processo de cortes para os vereadores. A avaliação é de que isso foi feito para evitar eventual desgaste político no primeiro ano de mandato. A própria prefeitura poderia ter encaminhado uma revisão da proposta original, já que, pelo regimento da Câmara, o prazo final para isso é votação do relatório na Comissão de Finanças, marcada para hoje. Isso, porém, não foi feito e todo o ônus dos cortes foi transferido para os vereadores, com acompanhamento discreto da prefeitura. Na proposta original apresentada por Kassab em outubro, a previsão era de R$ 29,3 bilhões. Com os cortes apresentados, ficará em R$ 27,1 bilhões. O valor, porém, não deve sequer chegar a ser totalmente executado. &#8220;Estamos numa crise. Não creio que R$ 27 bilhões sejam executados, mas tomara que esteja errado&#8221;, afirmou Leite. A redução de valores para a área de transportes, segundo ele, se deve ao fato de que &#8220;em conversas com o Executivo foi estimado que deverá haver redução de passageiros por causa da crise&#8221;.</p>
<p>A Secretaria de Transportes, conforme publicado ontem no Valor, foi a que teve o terceiro maior corte de verbas no parecer. A maior redução foi da Secretaria de Serviços, que cuida do lixo e iluminação. O segundo maior corte foi na pasta de Subprefeituras, de 11,8%. A bancada do PT apresentará na reunião substitutivo em que pede a manutenção do Orçamento original e taxa de remanejamento limitada a 5%.</p>
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		<title>PSDB para PSDB: &#8221;Herança maldita&#8221; é o desafio de Sayad</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 14:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Secretário tenta regularizar pasta com OSs, mas enfrenta críticas e restrições
Jotabê Medeiros &#8211; O Estado SP
Em 2008, o orçamento da Secretaria de Estado da Cultura foi de cerca de R$ 540 milhões. Está previsto para 2009 um orçamento um pouco menor, R$ 534 milhões. Mas, apesar disso, e das notícias crescentes sobre a crítica situação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.fundosocial.sp.gov.br/FOTOS/2002_circuito2.jpg" alt="http://www.fundosocial.sp.gov.br/FOTOS/2002_circuito2.jpg" /></div>
<p><strong>Secretário tenta regularizar pasta com OSs, mas enfrenta críticas e restrições</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jotabê Medeiros &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Em 2008, o orçamento da Secretaria de Estado da Cultura foi de cerca de R$ 540 milhões. Está previsto para 2009 um orçamento um pouco menor, R$ 534 milhões. Mas, apesar disso, e das notícias crescentes sobre a crítica situação financeira internacional, o secretário João Sayad lista planos ambiciosos para o biênio 2009-2010.</p>
<p>Entre seus projetos prioritários para o período, estão a transferência do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP para o prédio do Detran, no Ibirapuera; uma nova unidade da Pinacoteca do Estado; a instalação do Museu da História de São Paulo na Casa das Retortas; além da construção de um alojamento para alunos do Festival de Campos do Jordão e de 9 Fábricas de Cultura (no Jaçanã, Capão Redondo, Vila Curuçá, Vila Nova Cachoeirinha, Brasilândia, Sapopemba, Jardim São Luiz, Itaim Paulista e Cidade Tiradentes).</p>
<p>Sayad não aceita a palavra &#8220;refluxo&#8221; para denominar a queda de cerca de R$ 6 milhões no seu orçamento. &#8220;O orçamento previsto para 2009 é indicativo. Deverá ser ampliado se houver aumento da arrecadação do Estado. Portanto, não há refluxo. A crise internacional poderá atingir a cultura se ocorrer queda de arrecadação, mas os R$ 534 milhões já estão garantidos&#8221;, disse ao Estado o secretário, em entrevista por e-mail.</p>
<p>A gestão Sayad, iniciada em 2006, tem se caracterizado por aquilo que é chamado, pelos seus críticos, de uma &#8220;terceirização&#8221; das estruturas e das políticas culturais da secretaria. Isso porque Sayad adotou políticas de transferir para Organizações Sociais a gestão de estruturas permanentes da secretaria.</p>
<p>Na semana passada, por exemplo, a secretaria passou o gerenciamento da área do livro e da leitura para a gestão da organização Poieses, que ficou incumbida, entre outras coisas, de tratar da execução da política cultural da secretaria no tocante à Programação Cultural do Sistema de Bibliotecas de todo o Estado. Para isso, Sayad transferiu cerca de R$ 10 milhões até o ano de 2012 à organização citada.</p>
<p>Em resposta à pergunta da reportagem, o secretário informou que, desde 2004, o governo do Estado de São Paulo pratica a gestão compartilhada de seus equipamentos culturais com a sociedade. &#8220;Hoje, possuímos 17 Organizações Sociais, com 21 contratos. A estratégia de compartilhar a gestão é a praticidade de se trabalhar com metas e a rapidez em alcançá-las. Nos guiamos pelo resultado.&#8221;</p>
<p>Trata-se, além disso, de um esforço de gerenciar uma &#8220;herança maldita&#8221; administrativa: até poucos anos atrás, os funcionários da secretaria viviam quase todos na irregularidade &#8211; em vez de contratos, tinham aquilo que ficou conhecido como &#8220;credenciamento&#8221;, e passavam anos nesse regime.</p>
<p>O resultado da cruzada de Sayad, no entanto, não desfruta de unanimidade. Diversas instituições discordam e têm queixas quanto ao modelo e à estratégia de transição. Uma delas é a Cooperativa de Música, que manteve contrato nos últimos 3 anos com duas OS do Estado (Associação dos Amigos do Conservatório de Tatuí e a Associação dos Amigos do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim) responsáveis pela gestão do Conservatório de Tatuí e do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim (que engloba a antiga Universidade Livre de Música, Orquestra Jazz Sinfônica e Banda Sinfônica do Estado).</p>
<p>Para Carlos Zimbher, presidente da Cooperativa de Música, alijada do processo de mudança do ensino de música no Estado, a transição para o novo sistema tem ignorado os profissionais que, durante anos, prestaram serviços para as escolas estaduais, cerca de 600 profissionais. Ele defende a incorporação de todo o quadro de professores e corpo técnico, mesmo que seguida de um sistema de avaliações periódicas.</p>
<p>&#8220;Nada temos a opor quanto à celetização (CLT), à regularização dos contratos. Mas essas pessoas estão aí há 5, 10, 20 anos prestando serviços. Elas sedimentaram o nome e o prestígio dessas instituições. Não é humano ignorá-las&#8221;, diz Zimbher. A Cooperativa rescindiu contratos com o Conservatório de Tatuí após discordar de um edital da secretaria (&#8221;O estopim da rescisão&#8221;) que recrutava oito novos professores.</p>
<p>Outro contrato da Secretaria de Estado da Cultura chama a atenção pelo porte e extensão. É aquele firmado com a Associação Paulista de Amigos da Arte (Apaa), para gestão de estruturas e eventos, estima o pagamento da quantia de R$ 93,6 milhões à organização nos próximos anos. É quase o orçamento de um ano inteiro de todo o Estado de Minas Gerais, segundo dados da Secretaria de Estado da Cultura de Minas.</p>
<p>A Organização Social Apaa foi criada em 2004 somente para o fim de dar apoio à cultura estadual e trabalha no Teatro Sérgio Cardoso, onde o expediente cotidiano é conduzido por uma diretoria executiva. Sua influência tem crescido continuamente. Hoje, administra seis teatros da Secretaria de Cultura (Sérgio Cardoso; Cláudio Santoro, de Campos do Jordão; Teatro Itália; Authos Pagano; Teatro Paulo Russo, de Araras; e Theatro São Pedro).</p>
<p>&#8220;O ilustre jornalista desconhece o trabalho de nosso plano com a citada OS&#8221;, afirmou o secretário, em seu e-mail. &#8220;Hoje, ela possui cerca de 100 funcionários e administra seis teatros, além de participar da organização de programas e eventos como o Circuito Cultural Paulista (que atinge 50 cidades), o Vá ao Cinema (em 100 municípios, que atenderá cerca de 2 milhões de pessoas em 2008), o Viagem Literária e outros 800 eventos, num total de mais de 1,5 milhão de espectadores.&#8221;</p>
<p>Até alguns meses, a Apaa não tinha nem sequer telefone, atendia no PABX do Teatro Sérgio Cardoso. Não era uma instituição com notória especialização no gerenciamento cultural, mas foi criada com esse intuito. Só em salários, gasta cerca de 10% do que recebe do governo.</p>
<p>&#8220;Quanto aos salários, se dividirmos R$ 2 milhões por 12 meses, teremos um gasto mensal de cerca de R$ 160 mil que, dividido por 120 funcionários, totaliza cerca de R$ 1,3 mil por funcionário, em média, o que é bastante vantajoso&#8221;, informou o secretário-adjunto de Cultura do Estado, Ronaldo Bianchi.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p><strong>534 milhões de reais é o orçamento da Cultura em 2009, R$ 6 milhões a menos que em 2008</strong></p>
<p><strong>19 municípios foram atingidos pela programação da Virada Cultural 2008 </strong></p>
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		<title>&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maior problema é o baixo salário, diz professor
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Para o professor da Faculdade de Educação da USP, César Minto, a alta nos índices de reprovação e evasão escolar está diretamente relacionada com a falta de investimento governamental nas escolas.
&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;, diz. &#8220;Um porcento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/cada-vez-mais-o-descaso-com-as-escolas-vai-se-tornando-perceptivel/8694/" rel="attachment wp-att-8694" title="charge_matematica-agora.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/charge_matematica-agora.jpg" alt="charge_matematica-agora.jpg" width="551" height="556" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Maior problema é o baixo salário, diz professor</strong></p>
<p>COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Para o professor da Faculdade de Educação da USP, César Minto, a alta nos índices de reprovação e evasão escolar está diretamente relacionada com a falta de investimento governamental nas escolas.</p>
<p>&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;, diz. &#8220;Um porcento de reprovação para mim já é um número alto. Já mostra que os indivíduos não estão sendo respeitados no seu direito à educação.&#8221;</p>
<p>Os índices foram compilados pela Comissão Municipal de Direitos Humanos justamente para avaliar a situação desses direitos nas regiões das subprefeituras da capital.</p>
<p>O principal problema, na opinião dele, é a questão salarial. Os baixos salários fazem com que os professores se sintam desestimulados, diz. &#8220;Os professores não têm estímulo. Nas escolas que conseguiram preservar a qualidade, [isso] foi graças ao estímulo deles&#8221;.</p>
<p>Ele ressalta ainda que, caso os governos aumentassem os níveis salariais dos professores da rede pública, haveria também um reflexo no salário das redes particulares, já que poderia haver uma migração no fluxo de professores. &#8220;Haveria uma evasão do setor privado para o público&#8221;, afirma.<br />
A evasão e a repetência, para ele, também são causadas pelas precárias estruturas escolares. &#8220;Na rede estadual de São Paulo não tem biblioteca e laboratório. Não há nem uma previsão de ter. Falo de uma biblioteca e de um laboratório sérios, e não de uma salinha com uma placa&#8221;, destaca.<br />
&#8220;Não há nenhuma previsão de contratar profissionais para isso. Quantas bibliotecárias da rede pública você já viu?&#8221;</p>
<p>José Carlos Augusto, presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares do Estado de São Paulo), concorda. Para ele, a burocracia das redes públicas também é um empecilho para a melhoria na qualidade da infra-estrutura. &#8220;Se quebra alguma coisa na escola particular, imediatamente se arruma. Na rede pública tudo demora&#8221;, diz. &#8220;Essa falta de estrutura desestimula os alunos.&#8221; (TB)</p>
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		<title>EUA 70</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 21:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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© The estate of Garry Winogrand, cortesia Fraenkel Gallery, San Francisco




&#160;
&#160;
Seventies, Le Choc de la Photographie Américaine é uma das mais fortes exposições do Mois de la Photo que está a decorrer em Paris. Construído a partir da colecção da Biblioteca Nacional de França &#8211; que tem mais de 3 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SSn4ENjI1ZI/AAAAAAAADGo/TPJezajFSZI/s400/Untitled-2.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272017590054081938" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; cursor: pointer; height: 264px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%">Garry Winogrand, Los Angeles, Califórnia, 1969<br />
© The estate of Garry Winogrand, cortesia Fraenkel Gallery, San Francisco</span></div>
<div style="text-align: center"></div>
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<div style="text-align: center" align="left"></div>
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<p><span style="font-weight: bold; font-style: italic">Seventies, Le Choc de la Photographie Américaine</span> é uma das mais fortes exposições do <span style="font-weight: bold">Mois de la Photo </span>que está a decorrer em Paris. Construído a partir da colecção da Biblioteca Nacional de França &#8211; que tem mais de 3 mil fotografias provenientes dos EUA deste período -, o conjunto traça uma boa perspectiva do que foram estes anos de liberdade criativa e experimentações férteis. As provas de época estão divididas em seis sequências temáticas que não pretendem fazer historial cronológico, mas sim um percurso plástico indicador de tendências e escolhas dialogantes.</p>
<p>São elas<span style="font-weight: bold; color: #990000">:</span><br />
<span style="font-style: italic">Des Précurseurs</span>;<br />
<span style="font-style: italic">L`influence du Snapshop</span>;<br />
<span style="font-style: italic">Géométrie et espace</span>;<br />
<span style="font-style: italic">Paysage</span>;<br />
<span style="font-style: italic">Matière et Forme</span>;<br />
<span style="font-style: italic">Le Miroir Obscur</span>.</p>
<p>Para ver uma apresentação em vídeo da exposição feita pela comissária <span style="font-weight: bold">Anne Biroleau</span> (ver mais embaixo)</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SSn08Mqr1JI/AAAAAAAADGg/hoqh6N-vd1c/s400/cris.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272014153843463314" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; cursor: pointer; height: 277px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%"> &#8220;I wanted Christina to learn some responsibilities for cleaning her room, but didn`t work&#8221;, da série <span style="font-style: italic">Suburbia</span>, 1971<br />
</span><span style="font-size: 78%">© Bill Owens<br />
</span></div>
<div class="post-footer">
<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard"> Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes</span></span></div>
</div>
<h3></h3>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><font size="5"><strong>Seventies</strong>. Le choc de la photographie américaine</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
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<p><img src="http://www.bnf.fr/pages/cultpubl/images/exposition_891_1.jpg" alt="Seventies. Le choc de la photographie américaine" vspace="3" width="128" align="left" /><font size="1"><span class="legende">Graphisme Wijntje van Rooijen &amp; Pierre Péronnet</span></font></p>
<p><font size="1">site Richelieu 					/ Galerie de photographie</font></p>
<p>En 1971 la Bibliothèque Nationale présenta, sous le titre <em>Photographie nouvelle des États-Unis</em>, une exposition consacrée à de jeunes Américains alors peu connus. Leurs photographies rompaient avec la conception du médium qui prévalait en Europe, où régnait la photographie « humaniste ». On découvrit alors Diane Arbus, Lee Friedlander, Garry Winogrand, et bien d&#8217;autres. Chacun à sa manière engageait une singulière évolution, interrogeait sans a priori les multiples possibilités de cet art. Loin du pictorialisme, à distance du pur document, ils ne rompaient pourtant pas avec la riche tradition que représentaient Walker Evans, Harry Callahan ou Aaron Siskind. La collection de la BnF conserve, grâce à ce lien consolidé au fil des ans, plus de deux mille tirages d&#8217;époque. L&#8217;exposition n&#8217;entend pas pour autant tracer une histoire de la photographie américaine des années 1970. Les quelque trois cents photographies, rassemblées autour d&#8217;un nombre restreint de thèmes esquissent un parcours dans le territoire iconographique qu&#8217;elles constituent, un travelling dans cette partie de notre collection. Le portrait (Diane Arbus), le paysage (Paul Caponigro, Lewis Baltz ou Joe Deal), les expérimentations photographiques (Duane Michals ou Les Krims) font écho dans l&#8217;exposition aux scènes de rue de Garry Winogrand, William Klein, Bruce Gilden, aux héros marginaux de Larry Clark, à l&#8217;humour décalé de Bill Owens et Ken Graves, aux recherches raffinées de Ralph Gibson. L&#8217;ensemble offre la part belle à l&#8217;onirisme et au fantasme, tradition très anglo-saxonne interprétée par Ralph Eugene Meatyard, Arthur Tress ou Joel Peter Witkin. Cette exposition entend mettre en évidence l&#8217;audace et la vigueur des formes, montrer la confondante liberté qui, à cette époque, balaya les stéréotypes et exerce encore son emprise sur la conception post-moderne de la photographie.</p>
<p>Dans le cadre du Mois de la Photo à Paris, novembre 2008, et de Paris Photo.</p>
<p>En partenariat avec : <em>Images magazine</em>, <em>les 			                    Inrockuptibles</em>, <em>Metro</em> et <em>FIP</em></p>
<div align="left"><strong>Présentation vidéo de l’exposition				                 </strong></div>
<div id="container"> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="mediaplayer" name="mediaplayer" width="520" height="370"><param name="id" value="mediaplayer" /><param name="name" value="mediaplayer" /><param name="width" value="520" /><param name="height" value="370" /><param name="flashvars" value="width=520&amp;height=370&amp;file=http://webapp.bnf.fr/video/expo_seventies_HQ.flv&amp;image=http://www.bnf.fr/images/video/exposeventies.jpg" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="quality" value="high" /><param name="src" value="http://webapp.bnf.fr/video/mediaplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="mediaplayer" name="mediaplayer" width="520" height="370" flashvars="width=520&amp;height=370&amp;file=http://webapp.bnf.fr/video/expo_seventies_HQ.flv&amp;image=http://www.bnf.fr/images/video/exposeventies.jpg" allowfullscreen="true" quality="high" src="http://webapp.bnf.fr/video/mediaplayer.swf"></embed></object></div>
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<div id="container">Mardi-samedi de 10h à 19h,     dimanche de 12h à 19h<br />
Fermé      lundi et jours fériés tarif plein : 7.00 euros<br />
tarif réduit : 5.00 euros</div>
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<div id="container" align="center"></div>
<div id="container"><strong>Visites guidées</strong><br />
• Pour les individuels : renseignements et réservation au 01           53 79 87 93<br />
• Pour les groupes : réservation obligatoire au 01 53 79 49 49</div>
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		<title>RETRATO DE UM HOMEM INVISÍVEL</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 18:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ &#8220;Sem forças&#8221; e encerrado em seu apartamento em um bairro nobre de Paris, Lévi-Strauss não deverá participar das comemorações de seu centenário; amigos falam sobre a convivência com o antropólogo

GABRIELA LONGMAN &#8211; FOLHA SP
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
&#160;
Mais importante intelectual vivo, Lévi-Strauss completa cem anos, no próximo dia 28, recolhido.

Tido como o pai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>&#8220;Sem forças&#8221; e encerrado em seu apartamento em um bairro nobre de Paris, Lévi-Strauss não deverá participar das comemorações de seu centenário; amigos falam sobre a convivência com o antropólogo</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://philippegoffe.files.wordpress.com/2008/05/claude-levi-strauss_machado1209828628.jpg" alt="http://philippegoffe.files.wordpress.com/2008/05/claude-levi-strauss_machado1209828628.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">GABRIELA LONGMAN &#8211; FOLHA SP</p>
<p>COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="left">Mais importante intelectual vivo, Lévi-Strauss completa cem anos, no próximo dia 28, recolhido.</p>
<p align="right"><img src="http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/gerchman_TristeTropicos.jpg" alt="http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/gerchman_TristeTropicos.jpg" width="168" align="right" height="251" /></p>
<p>Tido como o pai do estruturalismo e grande responsável pela afirmação da antropologia no campo das ciências humanas, ele assistiu -ou participou- às infinitas transformações políticas, sociais e comportamentais do século 20.</p>
<p>Depois de atravessar duas guerras mundiais, um Maio de 68 e todos os rebuliços que se seguiram, a Paris atual tem muito pouco em comum com aquela em que ele passou a infância e a juventude.</p>
<p>Grande área residencial da burguesia parisiense -comparável, talvez, ao bairro de Higienópolis, em São Paulo-, o 16º arrondissement foi desde sempre a casa de Lévi-Strauss.</p>
<p>É ali que mora, há mais de 50 anos, num quinto andar do número 2 da rua dos Marroniers. A poucas quadras, fica a rua Passy, endereço onde viveu por mais de 20 anos com os pais, num apartamento de onde se avistava ainda o campo e suas fazendas.</p>
<p>Hoje, os prédios de La Défense -principal centro financeiro da França, localizado no extremo oeste- transformaram a paisagem.</p>
<p>A arquitetura de arranha-céu que Lévi-Strauss vira em São Paulo nos anos 1930 e em Nova York nos anos 1940 ganharia um canto específico para se desenvolver, para que o restante de Paris mantivesse preservada a unidade estética dos prédios baixos, telhados com chaminés, terraços de ferro e os bulevares haussmanianos que deixam transparecer os séculos 18 e 19.</p>
<p>Se a arquitetura se manteve em certa medida uniforme, para a alegria dos turistas, a população mudou.</p>
<p>Milhões de chineses, marroquinos, brasileiros, senegaleses, malianos são agora tão parisienses quanto aquele professor de etnologia que trabalhava como subdiretor do Museu do Homem e visitava os mercados de pulgas em busca de peças exóticas para sua coleção.</p>
<p>O kebab é tão popular quanto o crepe. O pluriculturalismo -termo em grande medida lévi-straussiano- é a marca principal desta nova cidade e de seus subúrbios, com todos os problemas de imigração e discriminação que gravitam em torno desse novo quadro.</p>
<p>A Paris de Godard e Truffaut é substituída pela de Laurent Cantet, com &#8220;Entre Paredes&#8221;.</p>
<p><img src="http://varenne.tc.columbia.edu/bib/illustrations/levi_strauss-pensee.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://varenne.tc.columbia.edu/bib/illustrations/levi_strauss-pensee.jpg" width="151" align="left" height="233" /><strong>&#8220;Sem forças&#8221;</strong></p>
<p>Mas esta cidade, mais lévi-straussiana do que nunca, tornou-se distante para Lévi-Strauss, que praticamente não sai mais de casa.</p>
<p>No dia 25, não irá ao colóquio que o Collège de France organiza com a presença de alguns de seus principais seguidores.</p>
<p>E, no 28, não estará presente à grande jornada de homenagens que o Museu do Quai Branly prepara para o centenário, com leituras de suas obras, projeção de documentários e fotos das expedições.</p>
<p>&#8220;É preciso dizer que ele está absolutamente sem forças&#8221;, adverte à Folha, por telefone, a secretária que gerencia sua correspondência.</p>
<p>As visitas de seus ex-alunos se tornam cada vez mais raras, assim como rareou-se seu hábito de escutar música clássica ao longo da tarde.</p>
<p>Mas são fatos recentes. Até o ano passado, Lévi-Strauss recebia amigos para jantar, lia publicações de sua área.</p>
<p>Com freqüência, atravessava ainda o rio rumo ao Quartier Latin, onde fazia visitas ao Laboratório de Antropologia Social (LAS), que ele fundou em 1960 após sua nomeação para a recém-criada cadeira de antropologia social do Collège de France, grande consagração de seu nome e seu trabalho.</p>
<p>Visitar hoje o laboratório no nº 52 da rua Cardinale Lemoine é mergulhar na atmosfera parisiense dos anos 1970, com o carpete vermelho manchado, um cheiro agridoce e o design editorial antiquado dos periódicos, expostos lado a lado numa pequena vitrina de vidro.</p>
<p>Com a Sorbonne, a Escola Normal Superior e o Collège de France ali próximos, o 5º arrondissement continua sendo por excelência o bairro dos estudantes -embora as jovens pró-Sarkozy não lembrem em muito as radicais feministas que passeavam pelas ruas no tumulto daquela época.</p>
<p>Dirigido atualmente por Pierre Descola, o centro de pesquisa tem cerca de 50 membros e uma das mais importantes bibliotecas da área de etnologia e etnografia.</p>
<p><strong>Escaninho vazio</strong></p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_zTW7YIHZb1o/R06xDfPUcZI/AAAAAAAAAUo/2R2Wjv2-G78/s1600-h/levi-strauss.jpg"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_zTW7YIHZb1o/R06xDfPUcZI/AAAAAAAAAUo/2R2Wjv2-G78/s320/levi-strauss.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138238898359792018" align="right" border="0" /></a>Entre os avisos no mural da entrada, uma folha sulfite anuncia um colóquio em homenagem a Lévi-Strauss na Rússia e escaninhos de madeira guardam a correspondência destinada a cada um dos membros. O de Lévi-Strauss está lá, sim, embora vazio.</p>
<p>A vice-diretora Brigitte Derlon lembra-se bem de vê-lo chegar até bem pouco tempo, caminhando com certa dificuldade, mas bem-disposto.</p>
<p>Quando criou o laboratório, o etnólogo francês contava com a companhia de um pesquisador romeno, Isac Chiva, a quem nomeou subdiretor.</p>
<p>Fugindo do stalinismo, o jovem judeu chegou a Paris, onde foi aluno de Lévi-Strauss na Escola Prática de Altos Estudos antes de tornar-se seu parceiro. Hoje, também recolhido em seu apartamento, tem dificuldade para rememorar antigos nomes, datas, histórias.</p>
<p>&#8220;Lévi-Strauss está bem, afinal tem cem anos. O problema sou eu, que tenho 82 e estou assim. É muito difícil lembrar. Não deveria ter aceitado te receber para esta entrevista, pois não tenho mais memória&#8221;, diz.</p>
<p>Cada frase é interrompida e seguida por longos silêncios e as perguntas ficam quase todas sem resposta.</p>
<p>Mas, ao ouvir falar em Lévi-Strauss, o colega caminha da sala até sua biblioteca e começa a mostrar as primeiras edições de &#8220;Antropologia Estrutural&#8221;, &#8220;As Estruturas Elementares do Parentesco&#8221; e &#8220;Tristes Trópicos&#8221; autografadas.</p>
<p>&#8220;Para Isac Chiva, pesquisador sutil e tenaz, em testemunho de minha estima e amizade&#8221;, diz uma das dedicatórias. Esses amigos de tanta convivência jantavam juntos há um ano, mas hoje muito raramente trocam um telefonema.</p>
<p><strong>Resposta doce</strong></p>
<p>De uma geração bem mais jovem de pesquisadores, Emmanuel Devaux foi procurá-lo em 1978. &#8220;Eu era um jovem tímido. Queria saber se era pertinente partir para um trabalho de campo na América do Norte, e não na Amazônia, como faziam todos os meus colegas do departamento&#8221;, contou à Folha.</p>
<p>Lévi-Strauss recebeu-o, muito cortês. &#8220;Vá sim, mas saiba que será deprimente&#8221;, foi a resposta. Em 2007, Devaux enviou-lhe um livro, em que questionava os conceitos estruturalistas. &#8220;Recebi uma resposta muito doce que dizia: &#8220;Leio seu livro ainda, embora muito lentamente. O que me deixa mais tempo para meditar sobre nossas concordâncias e discordâncias&#8221;.&#8221;</p>
<p>As atuais concordâncias e discordâncias de Lévi-Strauss em torno da imigração na França, da eleição de Obama, da crise financeira e de outras ordens do dia são um mistério. Faz alguns anos que parou por completo de dar entrevistas por &#8220;já não se considerar um homem deste tempo&#8221;.</p>
<p>E de que tempo ele é, então? Talvez daquele tempo mítico que ele próprio descreve em &#8220;A Via das Máscaras&#8221;.</p>
<p>Tempo em que a coleção de arte primitiva morava no Museu do Homem, e não no enorme Museu do Quai Branly, criado por Jean Nouvel.</p>
<p>Tempos de Barthes, Bachelard, Braudel. Hoje, todos eles viraram nomes de ruas parisienses, escritos em letras brancas sobre placas azuis.</p>
<p>Saussure é uma avenida movimentada perto da Porte de Clichy, bem ao norte. Foucault é uma alameda que termina no rio, colada ao Trocadéro.</p>
<p>Hoje, solto num tempo em que seus amigos, inimigos e seguidores diretos já desapareceram, Lévi-Strauss persiste como homem e como mito -ele que tanto analisou a interação simbólica entre vivos e mortos na sociedade dos bororos.</p>
<p>Disputando com Sartre o título de intelectual mais influente do século 20, ele é ainda um senhor de cem anos, recolhido no silêncio. Absolutamente vivo.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://lupacap.fltr.ucl.ac.be/images/Images%20Livres/Levi-Strauss_Homme_nu.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://lupacap.fltr.ucl.ac.be/images/Images%20Livres/Levi-Strauss_Homme_nu.jpg" width="252" height="388" /></div>
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		<title>Paris vale uma missa</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 22:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Paris#7 (notas atrasadas)

Lee Miller, Women with Fire Masks, Downshire Hill, Londres, 1941
© Lee Miller Archives
**É possível ir a Paris sem tirar uma única fotografia? É.
**Há quem duvide da existência de uma &#8220;escola de Düsseldorf&#8221; da fotografia. As catalogações são sempre redutoras e formadoras de equívocos, mas o certo é que um grupo alargado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/paris-vale-uma-missa/8598/" rel="attachment wp-att-8598" title="artephotomsantos3.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/artephotomsantos3.jpg" alt="artephotomsantos3.jpg" width="551" height="175" /></div>
<p></a></p>
<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2008/11/paris-7-notas-atrasadas.html">Paris<strong><span style="color: #ff0000">#</span></strong>7 (notas atrasadas)</a></h3>
<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SSMGIisje0I/AAAAAAAADFo/OLPnHFx1W8M/s400/leemiller.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270062732776012610" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 380px; height: 400px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%">Lee Miller, <em>Women with Fire Masks, Downshire Hill</em>, Londres, 1941<br />
© Lee Miller Archives</span></div>
<p><strong><span style="color: #ff0000; font-size: 130%">**</span></strong>É possível ir a Paris sem tirar uma única fotografia? É.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000; font-size: 130%">**</span></strong>Há quem duvide da existência de uma &#8220;escola de Düsseldorf&#8221; da fotografia. As catalogações são sempre redutoras e formadoras de equívocos, mas o certo é que um grupo alargado de artistas que a frequentaram, guiados pela nova objectividade, se destacou no panorama artístico contemporâneo formando um corpo de trabalho que, apesar de muito diversificado na forma e no conteúdo, partilha a mesma filiação estética, as mesmas orientações criativas &#8211; a do arquivo e a da tipificação. E isto é capaz de ser uma &#8220;escola&#8221;. A exposição <em><strong>Objectivités</strong></em>, que junta professores e alunos da Kunstakademie de Düsseldorf, é uma das propostas mais interessantes da programação do <strong>Mois de la Photo</strong>. Foi publicado um catálogo que se reveste de particular importância para compreender a produção fotográfica actual.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Uma rapariga fotografava outra rapariga de ar acabrunhado e cabelo colado à cara pela chuva miudinha. Cenário escolhido: uma fotografia de publicidade a um perfume francês. Aposto que ela não gostou de se ver. O ficheiro deve ter sido apagado.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Nos 70` americanos fotografou-se com despudor, criatividade e ilusão. Já vimos muitas das imagens que foram escolhidas para a exposição sobre fotografia americana deste período, patente na Biblioteca Nacional de França. Mas o que emociona nunca cansa. E para lá da emoção do reencontro, há a emoção da descoberta pessoal, como a que fiz de <strong>Louis Faurer</strong> e <strong>Bruce Gilden</strong>.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000; font-size: 130%">**</span>Garry Winogrand</strong>: <em>I photograph to find out what something looks like when photographed</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Parecia uma barata tonta ali para os lados da Bastilha à procura da rua Jules-Cousin. Perguntei a um farmacêutico, a um jornaleiro e a mais meia dúzia de pessoas com cara de quem fosse capaz de me apontar o dedo da direcção certa. Nada, nem um. Depois de meia hora à deriva, desisti. Ou quase: no metro espreitei o mapa outra vez. Zero. Arrisquei mais uma pergunta, a última. A mulher, que notou o sotaque estrangeirado, sorriu, sacou um guia de ruas da mala, seguiu as coordenadas e com um sotaque britânico carregado deu-me as indicações que me levariam à <strong>Galeria Vu</strong> (uma inglesa a orientar-me em Paris!). Subi à superfície outra vez, andei os quarteirões que precisava e… bati com o nariz na porta quando o programa garantia o contrário. Atrás de mim, duas italianas que vinham ao mesmo entoaram de rajada 10 palavras por segundo. Aí umas 9 deviam ser asneiras, pragas e amaldiçoamentos. À minha conta, os senhores da Vu também devem ter ficado com as orelhas a arder.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Na <strong>Maison Européenne de la Photographie</strong> a bicha para entrar chegava à rua. <strong>Sabine Weiss</strong> apresenta um trabalho de fotojornalismo clássico que inclui uma dúzia de fotografias de Portugal dos anos 50 e 80. Parei algum tempo à frente de uma imagem da Baixa de Lisboa onde uma mulher com um cesto de flores à cabeça corre para o outro lado da estrada, talvez em direcção à Praça do Rossio, onde as rosas e os malmequeres já reinaram. <strong>MacDermott &amp; MacGough</strong> andam fascinados pelos antigos processos fotográficos (cianotipia, papel salgado&#8230;) mas não se deixaram enredar pela armadilha arqueológica. <strong>An Experience of Amusing Chemistry</strong> é um olhar delicado, actual e criativo para as antigas maneiras de ver. No fotojornalismo, destaque também para a obra do turco <strong>Göksin Sipahioglu</strong>, mítico fundador da agência Sipa.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Na rua Gosciny as indicações aparecem em balões de banda de desenhada e letra de brincar. Nos postes e no chão. Parece que estamos dentro dos quadradinhos a disparar mais rápido do que <strong>Lucky Luke</strong>. Pum! Morri.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Alguém me pode explicar por que é que o Metro de Lisboa nos obriga a sacar do bilhete sempre que queremos sair de uma estação? Em Paris, e na generalidade das cidades com metro, as portas abrem-se e já está.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Desilusão máxima: <em>Expérimentations Photographiques en Europe des Anées 20 à Nos Jours</em>. Não há aqui um retrato das experimentações fotográficas coisa nenhuma. O que há é um percurso metido à pressão por meia dúzia de salas onde aparecem artistas <em>avant-garde</em> que usaram a fotografia como suporte.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Desilusão mínima: <em>Gabriele Basilico, Moscou Verticale</em>. Esta aposta na vertigem pela monumentalidade pode não resultar muito bem e pode até transformar-se na visão de um turista embriagado. <strong>Basilico</strong> deslumbrou-se até à miopia com a grandeza dos mastodontes arquitectónicos do antigo império russo ou então bebeu uns copitos de vodka a mais.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>O melhor, ao vivo e a preto e branco: <strong>Philip Jones Griffiths</strong>, <em>Recollections</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>A surpresa, ao vivo e a cores: <strong>Reiner Riedler</strong>, <em>Fake Holidays</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>O que não vi e gostava de ter visto: <strong>John Bulmer</strong>, <em>Hard Sixties, l´Angleterre post-industrielle</em>; <strong>Nathan Lerner</strong>, <em>L`héritage du Bauhaus à Chicago</em>; <strong>Xavier Lambours</strong>, <em>XElles27</em>; <strong>Werner Bischof</strong>, <em>Images d`Après-guerre</em>; <strong>Jackie Nickerson</strong>, <em>Faith</em>; <strong>Joakim Eskildsen</strong>, <em>Voyages chez les Roms</em>; <strong>Miguel Rio Branco</strong>, <em>Photos Volées</em>; <strong>Pierre Verger</strong>, <em>L`Espagne Prémonitoire</em>; <strong>Sarah Moon</strong>, <em>1-2-3-4-5</em>; <strong>Henri Cartier-Bresson e Walker Evans</strong>, <em>Photographier l`Amérique, 1929-1947</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>No <strong>Jeu de paume</strong>, logo de manhã, há casa cheia. <strong>Lee Miller</strong> é rainha &#8211; pelas fotografias que tirou, pelas fotografias que lhe tiraram.</p>
<p><span style="color: #ff0000; font-size: 130%"><strong>**</strong></span>Em frente ao Centro Cultural Sueco, onde vi fotografias de <strong>Lars Tunbjörk</strong>, há um pequeno jardim onde apetece ficar muito tempo. As folhas começaram a cair e os tons de castanho parecem infinitos. O trabalho de Tunbjörk é uma imitação esforçada da crítica consumista de Martin Parr, mas não passa disso. É das heras a ganhar terreno às paredes que me vou lembrar.</div>
<p><span class="post-author vcard"> Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes</span></span></p>
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