02/10/2008 - 10:20h O lixo nosso de cada dia

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Lixo de 300 cidades pode produzir 15% da energia do País

Usinas termelétricas usam resíduos como matéria-prima; empresas ajustam aterros para poder obter eletricidade

Eduardo Reina - O Estado de São Paulo

O lixo das 300 maiores cidades brasileiras pode servir para a produção de 15% da energia elétrica consumida no País, segundo revela o Plano Decenal de Produção de Energia 2008/2017 do Ministério de Minas e Energia. O cálculo é feito sobre todo o lixo recolhido nesses locais, que pode ser transformado em energia em usinas termelétricas. De olho nesse novo nicho de mercado, as empresas que atuam nas áreas de resíduos, saneamento e limpeza pública começam a projetar a construção de novos aterros.

As companhias se espelham em determinação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada ao governo estadual, que só aceita funcionamento de antigos lixões quando transformados em aterros controlados, com cobertura dos detritos com terra. Entretanto, novas licenças são dadas apenas para centros de tratamento, que têm controle sobre a produção de chorume e de gás.

Um executivo de uma companhia que atua no Estado admitiu que “não interessa mais” operar na limpeza pública, “mas trabalhar com aterros”, para aproveitar a onda verde da energia do biogás. São Paulo tem hoje 21 aterros particulares. Há dois pedidos de licenciamento em tramitação no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).

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A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) diz que em 1997 havia apenas dois aterros privados no Estado. Em 2007, já eram 21, além de três para resíduos industriais. “Hoje 70% dos resíduos domiciliares de São Paulo são depositados em aterros privados. A capital responde por 50%. São 95 municípios que usam equipamentos privados. As prefeituras preferem esses aterros pela qualidade ambiental e dos serviços e pelo maior gerenciamento”, afirma o presidente, Diogenes Del Bel.

Os dois aterros da capital estão com a capacidade esgotada. O São João, na zona leste, ainda receberá detritos até março de 2009 - depois será fechado. O contrato de 20 anos e R$ 10 bilhões no Município, assinado em 2004, prevê a construção de novos equipamentos. A atual gestão renegociou os contratos e prorrogou prazo para a criação de outros aterros. Enquanto isso, as 15 mil toneladas de lixo produzidas pelos paulistanos vão para a central de resíduos Essencis, em Caieiras. A EcoUrbis, que administra o aterro São João, aguarda liberação da licença de funcionamento de área em São Mateus, no limite com Mauá, para instalar outro equipamento.

As empresas projetam a possibilidade de os aterros particulares atenderem a vários municípios de uma mesma região. “O raio de atendimento, com custo competitivo, é de até 70 quilômetros”, afirma Luciano Amaral, presidente da Vega Engenharia Ambiental, sócio do Essencis, que faz limpeza pública em parte da capital. Em Porto Alegre, essa teoria já entrou em prática: um centro de tratamento de resíduos atende cidades localizadas num raio de 140 quilômetros.

Colapso do lixo atinge 67 cidades de São Paulo

Nove terão de fechar os aterros; prefeitos alegam “perseguição”

Diego Zanchetta - O Estado de São Paulo

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) desencadeou ontem uma ação para interditar os aterros de 67 municípios de São Paulo, dos quais 9 começaram a ser notificados na semana passada. A medida atinge 1,1 milhão de pessoas. São lixões que funcionam sob as mesmas condições desde os anos 80, com toneladas de resíduos empilhadas de forma precária, próximas de rios e de áreas residenciais, a maior parte sem coleta seletiva ou reciclagem, segundo o governo estadual. Sem as correções exigidas há quase um ano, esse locais ameaçam contaminar com chorume áreas de mananciais como a Represa Billings, usada para abastecer 15% da Grande São Paulo, os lençóis freáticos do Vale do Ribeira e áreas de preservação permanente no litoral e no oeste do Estado.

A intervenção da Cetesb foi antecedida de uma reclassificação sobre as condições dos aterros em 137 cidades, feita em setembro e obtida com exclusividade pelo Estado. O levantamento mostra que 78 municípios (57%) foram considerados “inadequados” pelo Índice de Qualidade de Resíduos (IQR). Desses, 67 têm aterros em situação considerada “crítica”, que precisam ser fechados. A reportagem teve acesso aos nomes de cinco das nove prefeituras que serão alvo de intervenções nas próximas semanas: Araçariguama, Cruzeiro, Embu-Guaçu, Itapetininga (já notificada pela Cetesb) e Presidente Prudente.

Os prefeitos com aterros multados ou prestes a serem interditados reclamam de “perseguição” do governo e argumentam que a ação da Cetesb favorece os 21 aterros particulares em funcionamento no Estado. O governo rebate e diz ter repassado R$ 8 milhões a 70 municípios, somente neste ano, para melhorias em lixões.

Outros 55 municípios com aterros “inadequados” em 2007 melhoraram a classificação - estão entre “adequados” e “controlados”. Para isso, realizaram melhorias como a adoção de reciclagem e de novas estações de transbordo. O número de aterros em condições ruins, contudo, pode ser maior, uma vez que os 508 municípios que obtiveram IQR superior a 6 em 2007 não foram reavaliados no mês passado. Ao todo, São Paulo contava com 332 aterros classificados como “adequados” em novembro - 51,8% das 645 cidades paulistas.

Em junho, uma reclassificação parcial dos aterros já resultara no fechamento dos lixões de Itapecerica da Serra, Araras, Itanhaém e Mongaguá. Três meses após a intervenção, os aterros seguem lacrados. Araras, por exemplo, passou a enviar o lixo para um aterro particular em Paulínia, a 120 km de distância. Itanhaém despeja os resíduos em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

Em novembro do ano passado, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) exigiu melhorias em 137 cidades com IQR “inadequado”. Na primeira classificação, em 1997, eram 143 municípios que não atendiam a parâmetros como distância de mananciais e coleta de chorume. “Quase um ano depois, temos 67 cidades que não fizeram nada para melhorar as condições dos (seus) aterros. A coleta seletiva, que reduz a massa de lixo nos aterros, continua incipiente na maior parte dos municípios pequenos”, diz o secretário do Meio Ambiente, Francisco Graziano. “O paulista, que produzia em média 200 gramas de lixo por dia na década de 90, produz mais de 800 gramas hoje. Muitos aterros ficaram pequenos.”

Leia mais sobre a questão do lixo no caderno Metrópole do jornal O Estado de São Paulo

08/09/2008 - 15:48h Bush expropria duas gigantes do crédito imobiliário. Mercado aplaude.

Suffering a seizure

Sep 8th 2008 | NEW YORK
From Economist.com

America’s government takes control of Freddie Mac and Fannie Mae

AFP

FOR many Americans, Sunday is for church, family lunches or catching a ball game. For the country’s financial authorities, it has become the day of the dramatic announcement: the takeover of Bear Stearns; the Treasury’s promise in July to stand behind Fannie Mae and Freddie Mac; and, most momentous of all, on Sunday September 7th, what had recently come to be seen the inevitable culmination of that pledge: the government’s seizure of the two giant mortgage agencies.

Hank Paulson, the Treasury secretary, had hoped that the July announcement would calm nerves sufficiently that he would not have to take out his “bazooka”. The opposite happened. The firms’ shares collapsed amid fears that investors would be wiped out in a government rescue. This severely curtailed their ability to issue much-needed capital, also infecting their mortgage-backed securities and the $1.6 trillion of debt they had issued to buy mortgages for themselves. It was only a matter of time before the government was forced to launch its largest-ever financial rescue. The action was greeted warmly on the world’s stockmarkets, which rallied on the news.

Though some had wanted to see the agencies fully nationalised, obstacles stood in the way—not least that this would have required an act of Congress. So the Treasury had to get creative. The plan has four planks. First, Fannie and Freddie will be taken into “conservatorship”, a watered-down form of receivership, by their revamped regulator, the Federal Housing Finance Agency, until they are once again “sound and solvent”. Second, they will have access to a loan facility, secured against their assets, until the end of 2009. Intriguingly, this will also be available to the 12 Federal Home Loan Banks. James Lockhart, the FHFA’s head, stressed that these bank-owned co-operatives, also designed to grease housing markets, are mostly in good shape. But they have a lot of short-term debt and the quality of their borrowers’ collateral is falling. Allowing them to tap the credit line may be a shrewd precautionary measure.

The third plank highlights Mr Paulson’s wish to protect the taxpayer and avoid “moral hazard”. The Treasury will buy preferred shares as needed, whenever the agencies’ net worth dips below zero, and this paper will be repaid ahead of their existing preferred and common stock (whose dividends are being eliminated). Lowly shareholders could yet lose everything.

Indeed, the deal could have been a lot worse for the taxpayer. In exchange for vowing to keep the firms above water, the government will receive $1 billion “fee” in preferred stock at no cost, along with warrants giving it the right to 80% of the firms’ common stock at a nominal price. The two chief executives will leave. Fannie and Freddie, whose unparalleled political connections helped them to keep regulation toothless and expand on threadbare capital cushions, will no longer be allowed to lobby lawmakers.

The final piece of the plan may unnerve some taxpayers. To keep mortgage markets chugging along, the Treasury will become a buyer of last resort for bonds packaged by the agencies, purchasing them in the open market if demand slackens. Could it end up burdened with piles of toxic paper? Mr Paulson was upbeat, pointing out that since the Treasury would hold the securities to maturity it might one day reap net gains.

But the eventual cost to the public purse is unknown and potentially huge. The Treasury says it could buy as much as $100 billion of preferred stock in each of the two firms, though it deems that highly unlikely. Ultimately, the size of the bill will depend on their ability to recover, and that is far from clear. Under American accounting standards they have adequate capital, despite the rapid deterioration of their portfolios. But on a fair-value basis, marking their assets to the current market price, Freddie is insolvent and Fannie not far off. Moreover, with house prices still sliding and foreclosures rising sharply, worse may be ahead.

The taxpayer is on the hook elsewhere, too. Bank failures, almost unheard of in recent years, are ticking up. The Federal Deposit Insurance Corporation, which steps in and covers deposits up to $100,000 when lenders go belly-up, is nervously watching its fund shrink. It, too, may soon need to tap the Treasury for funds, especially if a big bank fails. On Monday one of the most vulnerable large lenders, Washington Mutual, forced out its boss in a bid to shore up confidence. More and more pundits are predicting the return in new guise of the Resolution Trust Corporation, which was tasked with taking over and offloading duff assets in the savings and loan crisis of the early 1990s. The tab this time is likely to far exceed that institution’s total losses, $124 billion by the end of 1999.

While the short-term goal is to stabilise Fannie and Freddie, thereby bringing down mortgage rates, the longer-term aim should be to avoid an expensive repeat. Mr Paulson stressed that the seizure of the agencies is merely a “time out”; it will be for the next administration and Congress to determine their future form. He is clearly in favour of scrapping their hybrid business model, which delivers profits to shareholders but leaves the public to shoulder life-threatening losses. Both presidential candidates have joined the criticism, with Barack Obama calling the agencies “a weird blend”.

Winding them down is not yet an option. With private mortgage finance barely registering a pulse, Fannie and Freddie have become crucial cogs in the market. Acknowledging this, the Treasury’s plan envisages allowing them to increase the size of their portfolios modestly by the end of next year. But from 2010 they will be forced to shrink by 10% a year until they reach an undefined “less risky size”. Once markets recover, pressure to dismantle the firms—and nurture alternatives, such as covered bonds—will grow. Until then, conservatorship will have to do

21/05/2008 - 07:56h Governo federal libera verba para 4,3 km da Linha 2 do metrô

União, Estado e Município também assinam convênios para obras nas principais favelas da capital e perto das Represas Guarapiranga e Billings

Elizabeth Lopes - O Estado de São Paulo

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) recebeu ontem financiamento de R$ 1,58 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de expansão da Linha 2-Verde, do Alto do Ipiranga, na zona sul, até a Vila Prudente, na zona leste. O anúncio foi feito em evento na Favela de Heliópolis com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador, José Serra (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ao todo foram liberados R$ 4,32 bilhões para o Estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na cerimônia, o presidente justificou o trânsito caótico na capital paulista com o argumento de que a população com mais recursos compra mais veículos. “Apesar de as ruas estarem entupidas de carros, quando se compra um novo a pessoa se sente quase perto do céu”, brincou. Disse ainda que seu governo investe em transportes, como o metrô, para o prefeito e o governador “não serem xingados pela população que fica presa no trânsito”.

Já Serra destacou que até 2010 sua administração pretende ter 240 quilômetros de trilhos unindo o metrô e a CPTM. Os investimentos na Linha 2 incluem a instalação de 4,3 quilômetros de linha, três estações - Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente -, um pátio de estacionamento, além da aquisição de 16 trens com seis carros cada um. Esse financiamento corresponde a 80% do que está orçado para esse trecho - R$ 1,97 bilhão. A conclusão das obras está prevista para 2010.

Durante o projeto, devem ser criados 3,6 mil empregos diretos e 5,4 mil indiretos. Assim que estiver concluída, essa obra vai acrescentar cerca de 290 mil passageiros por dia, elevando a demanda total para aproximadamente 530 mil passageiros/dia no metrô. O trecho também vai atender a comunidade da Favela de Heliópolis.

INFRA-ESTRUTURA

Ainda foram assinados nove convênios, o maior deles para obras no entorno das Represas de Guarapiranga e Billings, abrangendo 45 áreas, com obras viárias, eliminação das áreas de risco, saneamento, drenagem, instalação de sistemas de iluminação pública e a construção de 1.262 casas populares por parte da Prefeitura e 5.300 pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Esse convênio envolve recursos de R$ 869,3 milhões, dos quais R$ 250 milhões são da União; R$ 172,7 milhões, do governo estadual; e R$ 446,5 milhões, da Prefeitura.

Os outros oito convênios são de urbanização de oito favelas (incluindo Heliópolis e Paraisópolis), num montante de R$ 624 milhões. Na avaliação da secretária estadual de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Penna, um dos projetos mais importantes é a recuperação do entorno das Represas Guarapiranga e Billings.

De acordo com o secretário municipal em exercício da Habitação, Elton Santa Fé Zacarias, nas duas maiores favelas que serão beneficiadas pelos recursos anunciados, Heliópolis e Paraisópolis, serão construídas 1.895 unidades habitacionais (no valor de R$ 175,4 milhões) e reassentadas 2.500 famílias (num projeto avaliado em R$ 172,9 milhões), respectivamente.

20/05/2008 - 09:41h Lula dá início hoje às obras do PAC em São Paulo e libera verba para o Metrô

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O presidente Lula estará no final da manhã hoje em São Paulo para dar início às obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) na cidade. Ele vai assinar o contrato de despoluição de mananciais de águas das represas Billings e Guarapiranga.

A obra faz parte de um acordo de cooperação entre a União e o governo estadual, assinado no ano passado, que prevê a execução de diversos projetos sociais em todo o Estado de São Paulo.

No mesmo evento, Lula e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, assinam o contrato de liberação de R$ 1,5 bilhão da instituição para ampliação da Linha 2 Verde do Metrô. O trecho liga atualmente a Vila Madalena ao Ipiranga e será estendido até a Zona Leste.

A cerimônia de início do PAC em São Paulo será realizada às 11h30 em Heliópolis (região Sudeste), na Rua da Mina, 38. Além de Lula, estarão presentes a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Às 15h30 Lula estará em Santo André, onde também haverá um ato para marcar o começo das obras do PAC em municípios do ABC. O evento será na Praça Erasmo Assunção (ao lado da 3ª Cia do 10º Batalhão da Polícia Militar).

14/05/2008 - 23:00h De Olho nos Mananciais

A Convite do ISA - Instituto Socioambiental, no último sábado, dia 10 de maio, mais de 30 fotógrafos que coordenarão a Expedição de Olho nos Mananciais compareceram à Represa da Guarapiranga. Na pauta: posar para as lentes de Dimitri Lee com sua camera 8X20 polegadas. Marco histórico da Expedição e da fotografia paulistana.

A campanha continua…

Inscritos até agora
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Somando esforços em prol da recuperação dos mananciais que abastecem São Paulo, o Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com o SESC-SP e Estúdio Madalena, realiza no dia 1º de junho de 2008 a Expedição Fotográfica De Olho nos Mananciais – uma jornada cívica, ecológica e fotográfica às represas Billings e Guarapiranga.

A expedição é uma ação da Campanha De Olho nos Mananciais, do ISA, que tem como objetivos esclarecer os moradores de São Paulo sobre a situação dos mananciais da cidade e mobilizar a população para o uso racional da água. A campanha pretende mostrar que a ameaça de escassez de água nas grandes cidades tem relação direta com a poluição dos mananciais e com o desperdício de água. Saiba mais sobre a campanha em www.mananciais.org.br

Você pode participar da expedição se inscrevendo em um dos grupos coordenados por fotógrafos profissionais ou formando seu próprio grupo. Qualquer pessoa, com qualquer câmera na mão, pode participar: profissionais, amadores, câmeras de diversos formatos, celulares, etc. Todos os participantes terão seus trabalhos apresentados em um livro e em uma grande exposição agendada para 2009

03/04/2008 - 17:15h Dilma and the goat

From The Economist print edition

The pros and cons of Lula’s top aide

AP The mother of growth acceleration

AS POLITICAL branding goes, “Mother of the PAC” (Programme for Accelerated Growth) is not the snappiest. For Dilma Rousseff, though, this title just might provide a route to Brazil’s highest office in 2010. She is “head of the civil household”, or chief of staff for President Luiz Inácio Lula da Silva. In recent weeks she has been touring the country with Lula, standing next to building projects and looking bountiful. But now she is taking cover from a convoluted political affair involving ministers’ use of their corporate credit cards.

When introduced by the previous government, ministerial credit cards were designed to cut down on paperwork for spending on small items and to increase openness. In February it became clear that some current ministers had been having too much fun with them. The champion spender, the minister for racial equality, Matilde Ribeiro, lost her job and Congress set up an inquiry into their abuse.

The government decided that attack was the best form of defence. It said that spending by ministers in the previous government would be examined too, to show that they had been just as bad. Somehow the bills for the credit card in the name of Fernando Henrique Cardoso, Lula’s predecessor, found their way into the press. They did not reveal anything spectacular, but there were some groceries and other small personal items that should not have been there. The information probably came from Ms Rousseff’s office. She denies leaking it, and has phoned Mr Cardoso’s wife to apologise for the mishap.

Mrs Cardoso was apparently very nice about it, but her husband’s party will not be so forgiving. Ms Rousseff’s predecessor, José Dirceu, was forced out, accused of orchestrating bribes to members of Congress to keep Lula’s legislative coalition together. Though the charges against Ms Rousseff are far less serious, the opposition will try to exploit them. Attacking Lula, who gets more popular every time pollsters ask about him, has not worked well. Attacking his most powerful minister, and the nearest thing he has to an anointed successor, is much easier.

Since the accusation against her is indirect, Ms Rousseff is likely to survive. She has an interesting past (she was once a Trotskyist, holds a doctorate and, like many of Brazil’s senior politicians, was blacklisted by the military government of 1964-85). She is impressive up close, mixing personal charm with firmness and an evident grasp of technical detail. But she is not yet a viable candidate for the 2010 presidential election. She is little known outside politically attentive circles.

Indeed, some think that Lula is pushing Ms Rousseff now only to switch his affections later. “You know the story about the man who puts a goat in your living room and then offers to negotiate with you to remove it?” asks Bolívar Lamounier, a political consultant, somewhat ungallantly. Ms Rousseff will need to become mother to a lot more of the government’s spending if she is to become the negotiator.

31/03/2008 - 18:09h Treasury Rolls Out Overhaul of Financial Regulators

Brendan Smialowski for The New York Times
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Treasury Secretary Henry M. Paulson Jr. presented a series of proposals to overhaul the regulation of Wall Street on Monday in Washington.

By STEPHEN LABATON - The New York Times

Published: March 31, 2008

WASHINGTON — Treasury Secretary Henry M. Paulson Jr. on Monday formally laid out an ambitious plan to overhaul the regulatory apparatus that oversees the nation’s financial system. Senior lawmakers and industry lobbyists predicted that most of the plan would run into difficulty.

The product of a lame-duck Republican administration facing a Democratically controlled Congress, the plan would consolidate federal agencies that regulate the nation’s securities and commodities futures markets and eliminate a third agency, the Office of Thrift Supervision, which oversees savings and loans. It proposes to create a commission that would set new minimum licensing standards for mortgage originators.

By his own account, Mr. Paulson, along with other senior officials, do not want lawmakers to act on the proposal until after the housing crisis is over — and that is likely to be after a new president takes office.

“Some may view these recommendations as a response to the circumstances of the day,” Mr. Paulson said in a speech Monday at the Treasury Department. “That is not how they are intended.”

Democratic leaders are already drafting bills to impose tougher supervision over Wall Street, and some say that Mr. Paulson’s plan does not go far enough in reining in risky practices among banks.

Insurance and some banking groups began over the weekend to formulate plans to oppose various provisions. And several features were criticized by regulators appointed by the Bush administration.

Senior lawmakers, while praising the administration for raising important points for further discussion, said the odds of a major overhaul in the remaining days of the Congressional session were long.

“Since this is opening day in baseball, I might as well make a baseball metaphor,” said Senator Christopher J. Dodd, the Connecticut Democrat who heads the Senate banking committee. “This is a wild pitch. It is not even close to the strike zone.”

Mr. Dodd and other Democrats were hoping to move legislation this week that would help homeowners facing foreclosure.

Still, elements of the Paulson plan — including a proposal to expand the authority of the Federal Reserve to examine investment banks and other financial institutions that have previously roamed free of federal oversight — clearly speak to the recent tumult on Wall Street that has hurt the economy. And President Bush, through his spokeswoman, urged Congress to quickly approve the proposed changes.

“Secretary Paulson has been working on this package for about a year, so it’s not like pulling a rabbit out of a hat,” Dana Perino, the White House press secretary, told reporters on Air Force One on Monday.

The administration’s proposal will do almost nothing to regulate the alphabet soup of sophisticated financial products that have fueled the financial crisis. And it will not rein in practices that have been linked to the mortgage crisis, like packaging risky loans into securities carrying the highest ratings.

Hedge funds and private equity firms, which have enjoyed freedom from government oversight for years, would finally fall under federal watch. But that oversight would be minimal, enabling the government to do little beyond collecting information until a widescale crisis has already occurred.

The checks and balances in the plan reflect the mindset of Mr. Paulson, the plan’s architect, who came to Washington after a long career on Wall Street, including a stint as chief executive of Goldman Sachs.

Mr. Paulson has worried that any effort to substantially tighten regulation could hamper the ability of American markets to compete with foreign rivals — and, in fact, the proposal stemmed from a series of policy discussions that began well before the current tumult that has rocked the nation’s economic underpinnings.

The plan began last year as an effort by Mr. Paulson to streamline the different and sometimes clashing rules for commercial banks, savings and loans and nonbank mortgage lenders.

“This blueprint addresses complex, long-term issues that should not be decided in the midst of stressful situations,” Mr. Paulson said in his remarks on Monday. “These long-term ideas require thoughtful discussion and will not be resolved this month or even this year.”

Mr. Paulson also deflected blame for the current tumult away from the Bush administration. “I do not believe it is fair or accurate to blame our regulatory structure for the current turmoil,” he said.

Under the plan, the Fed would have some authority over Wall Street firms, but only when an investment bank’s practices threatened the financial system as a whole. The Fed would be able to examine internal bookkeeping of brokerage firms, hedge funds, commodity-trading exchanges and any other institution that might pose a risk to the overall financial system.

The plan would also merge the Securities and Exchange Commission with the Commodity Futures Trading Commission, which regulates exchange-traded futures for oil, grains, currencies and the like. And the blueprint suggests several areas where the S.E.C. should take a lighter approach to its oversight, including allowing stock exchanges greater leeway to regulate themselves.

Some agencies within Washington’s patchwork system of financial regulation would be consolidated. One new agency, which the Treasury calls a “prudential financial regulator,” would focus on the safety of financial institutions that have explicit government guarantees. The other watchdog would oversee business conduct to protect public investors and customers of financial firms.

Congress would have to approve almost every element of the proposal, and Democratic leaders are already drafting their own bills to impose tougher supervision over Wall Street investment banks, hedge funds and the fast-growing market in derivatives like credit default swaps.

Administration officials acknowledged last week that they did not expect the proposal to become law this year, but said they hoped it would help frame a policy debate that would extend well after the elections in November.

14/03/2008 - 09:01h PT paulistano vai usar PAC como vitrine eleitoral

Cristiane Agostine - VALOR

lula_positivo.jpgUma das principais vitrines da campanha municipal do PT em São Paulo serão os investimentos feitos pelo governo federal na cidade. O partido usará as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na tentativa de capitalizar parte das vitrines que deverão ser usada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) em sua campanha pela reeleição, como a urbanização de favelas e a melhoria no transporte público.

Na segunda-feira o diretório municipal do PT discutirá a “tática eleitoral” a ser seguida e a divulgação dos investimentos da União na capital é um dos pontos principais já previstos pelos petistas. “Vamos capitalizar ao máximo os investimentos do governo federal em São Paulo. Lula está destinando recursos para o Rodoanel e para urbanização de favelas. Está ajudando muito a população mais carente”, disse o presidente do diretório municipal do PT, vereador José Américo. Vamos comparar com outros períodos e mostrar que nunca um governo federal e o PT investiram tanto em São Paulo como agora”, comentou.

A União prevê investimentos milionários para obras na capital e para o Estado até 2010 e os petistas não querem que o governador estadual, José Serra (PSDB), nem o prefeito do DEM tenham o reconhecimento sozinhos dos projetos como a recuperação das represas Billings e Guarapiranga nem do trecho sul do Rodoanel. “São obras que beneficiam a cidade de São Paulo como um todo”, afirmou Américo.

As obras de saneamento e infra-estrutura nas maiores favelas da capital concentrarão os recursos em áreas carentes da cidade, tradicionais redutos petistas. Os petistas continuarão direcionando o discurso às grandes periferias e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinará, por exemplo, R$ 100 milhões à favela de Paraisópolis e Heliópolis, R$ 110,5 milhões. As duas comunidades são as maiores favelas da cidade.

O partido pretende se aproximar da classe média ao falar dos investimentos em Transporte. Além do trecho sul do Rodoanel, que facilitará o acesso ao Porto de Santos e deve diminuir o trânsito na capital, o Expresso Tiradentes, em obras há mais de dez anos, também será usado como vitrine da União e do PT. Do custo estimado em R$ 450 milhões, R$ 250 milhões serão do governo federal e R$ R$ 200 milhões da prefeitura. “Faremos uma defesa do governo Lula e do modo petista de governar”, disse o vice-presidente do diretório estadual do PT, vereador João Antonio. “Estamos investindo em transporte público e vamos comparar com o que o Kassab está fazendo”, disse.

O parlamentar comentou que a campanha petista deverá centrar esforços também para reforçar a imagem do DEM e do PSDB à privatização. “Estão terceirizando a educação, a saúde e os equipamentos esportivos na cidade. É uma forma de privatização dos serviços. Eles querem o Estado mínimo”, afirmou Antonio.

Além da definição da tática eleitoral que servirá de guia ao partido, a campanha petista ganhará formas mais claras no fim do mês. No dia 29, o PT deverá escalar a equipe de campanha e os responsáveis pela elaboração do projeto de governo. Dentro do PT, a discussão entre os dirigentes já parte do pressuposto que a candidata é Marta Suplicy, ministra do Turismo.

Os dirigentes do PT de São Paulo defendem um amplo leque de alianças, com o PMDB e PR (antigo PL) como aliados prioritários. Na terça-feira o presidente do diretório estadual do PT, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e o presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, conversaram novamente sobre o acordo em torno do nome de Marta. O principal empecilho continua sendo a indicação para a presidência da Ceagesp, gerida pelo governo federal e desejada pelos pemedebistas. O governo já cedeu ao PMDB paulista ao nomear Miguel Colasuono para a direção administrativa da Eletrobrás. O PT busca, ainda, aliança com o PSB e PCdoB.