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	<title>Blog do Favre &#187; Biocombustíveis</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança
Raquel Landim &#8211; O Estado SP
Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre esses temas, que são foco da agenda comercial.</p>
<p>Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que por ano 15,4% das exportações brasileiras para os EUA &#8211; o equivalente a US$ 5 bilhões &#8211; estão na mira da nova legislação americana de mudanças climáticas. A lei pode atingir as vendas brasileiras de aço, celulose, papel e alumínio.</p>
<p>O aquecimento global tornou o tema ambiental urgente. O presidente Barack Obama deu sinais de que está disposto a assumir compromissos na reunião de Copenhague. Preocupadas em ficar em desvantagem com outros países, as empresas americanas exigem compensações.</p>
<p>Existem dois projetos sobre o tema no Congresso americano. O mais provável é que sejam aprovadas medidas que obriguem os importadores a comprar licenças para emissão de carbono. &#8220;Isso joga o ônus da adaptação nos países em desenvolvimento&#8221;, disse o diretor de relações internacionais da Fiesp, Mário Marconini.</p>
<p>A União Europeia também estuda a adoção de uma &#8220;taxa de carbono&#8221; contra produtos importados, caso os países emergentes não se disponham a assumir compromissos equiparáveis aos ricos de redução de emissões em Copenhague.</p>
<p>Segundo a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios, essas tarifas distorcem a negociação climática, que reconhece que os países ricos e em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes pelo aquecimento global. &#8220;O problema é que essas tarifas vão equiparar os esforços. As nações emergentes têm de manter seu crescimento.&#8221;</p>
<p>Nas discussões trabalhistas, os sindicatos ganharam força para defender regras rígidas em acordos comerciais, depois do desemprego causado pela crise e do apoio decisivo a Obama. A maior preocupação é com o trabalho escravo e infantil.</p>
<p>Tramita no Congresso dos EUA um projeto para reformar a lei de aduanas. Segundo o diretor executivo da Coalização das Indústrias Brasileiras, com sede em Washington, Diego Bonomo, pode entrar em vigor uma nova lista de produtos feitos com trabalho escravo e infantil, que ficariam impedidos de entrar no país. A lista inclui 13 itens brasileiros, como algodão, calçados e tabaco.</p>
<p>A segurança também ganhou relevância desde os ataques de 11 de setembro de 2001. O Congresso concedeu um mandato para o Executivo americano escanear 100% dos contêineres que chegam ao país. Existe um projeto-piloto, mas a administração federal argumenta que não há condições de colocar a lei em prática.</p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Barreira ambiental vai afetar mais os setores intensivos de energia</span></h3>
<p>Estudo da Fiesp mostra que maiores prejuízos recairão na venda de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091116/img/4.5.imagem_cana2.jpg" alt="" /><br />
As exportações brasileiras dos setores intensivos em energia serão as mais afetadas pelas novas barreiras ambientais dos Estados Unidos. Os prejuízos podem ser maiores nas vendas de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio, conforme estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).</p>
<p>A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou no mês de junho a Lei Waxman-Markey, que estabelece metas de redução de emissões para os Estados Unidos pela primeira vez. Segundo cálculos do Departamento Governamental de Contabilidade americano, os setores que terão mais gastos para se adaptar às novas regras serão metais primários, metais não-metálicos e químicos.</p>
<p>Ainda não foi definido pelo Congresso, mas crescem as chances de que, para compensar os fabricantes locais e evitar a fuga de empresas para países com padrões ambientais menos rígidos, os americanos estabeleçam medidas de fronteira, como exigir que os importadores comprem licenças de emissões de carbono.</p>
<p>No caso do Brasil, o setor siderúrgico deve ser o mais prejudicado, já que quase 27% das exportações de ferro e aço são destinadas ao mercado americano, o que significou US$ 3,4 bilhões em 2008.</p>
<p>&#8220;A Conferência de Copenhague é essencialmente econômica. Não podemos ter a ingenuidade de chegar a essa discussão como se fosse apenas ambiental&#8221;, argumenta o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.</p>
<p>&#8220;Se a indústria siderúrgica americana vai fazer investimentos, é legítimo que queiram compensações. O problema é que, depois da crise, o mercado está sobre ofertado. As questões ambientais podem ser um pretexto para o protecionismo&#8221;, observa. Ele afirma que existe um excedente de aço de 600 milhões de toneladas no mundo.</p>
<p>A indústria siderúrgica brasileira defende que as metas de redução de emissões sejam diferentes para países com consumo per capita inferior e superior a 300 quilos de aço por habitante por ano. Na avaliação do setor, o consumo de aço é um indicador de crescimento econômico e as metas ambientais não podem brecar o desenvolvimento. O Brasil consome 100 quilos por habitante/ano, enquanto a China chega a 340.</p>
<p>Para o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo, &#8220;as barreiras ambientais são inevitáveis&#8221;. O executivo afirma que o Brasil tem de se empenhar para influenciar na implementação dessas leis. Ele diz que, dependendo dos critérios, pode ser um benefício para o Brasil, cuja matriz energética é 47% de energia renovável.</p>
<p>Azevedo acredita que as medidas de fronteira dos Estados Unidos vão acabar levando em consideração o conteúdo de emissão de carbono de cada país. Segundo ele, a indústria brasileira de alumínio contribui com 0,2% das emissões do País, que, por sua vez, representa apenas 4% das emissões globais.</p>
<p>Já a fabricação mundial de alumínio equivale a 1% das emissões do planeta.</p>
<p><strong>QUÍMICO</strong></p>
<p>A maior preocupação do setor químico hoje não está nos Estados Unidos, mas na Europa. A União Europeia implementou no ano passado um novo registro para as substâncias químicas que entram no bloco, conhecido pela sigla Reach. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos químicos para não afetar a saúde da população e o meio ambiente.</p>
<p>Por enquanto, a regulamentação ainda não está sendo rigidamente implementada. &#8220;Mas pode ser utilizado como uma barreira se os europeus quiserem, porque impõe uma série de dificuldades para as empresas&#8221;, explica o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis.</p>
<p><strong>OUTRO LADO DA MOEDA</strong></p>
<p>Para alguns setores, novas barreiras comerciais podem se transformar em oportunidades. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, disse que é &#8220;absolutamente favorável&#8221; a cláusulas sociais no comércio internacional. &#8220;É uma evolução natural da globalização.&#8221;</p>
<p>Para o setor têxtil brasileiro, que já opera com uma legislação trabalhista forte, novas regras são vantajosas, porque prejudicariam seu principal concorrente, a China.</p>
<p>Os novos temas do comércio internacional, como meio ambiente e trabalho, são causas defensáveis e não chegam a ir diretamente contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que prevê que os países abram exceções para proteger os recursos naturais ou para fins sociais.</p>
<p>A questão, alertam os especialistas, é que esses temas podem ser utilizados como barreiras protecionistas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" /></p>
<p><strong> <span style="font-size: xx-large;">Discussão sobre o etanol ganha novas proporções</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Símbolo do sucesso brasileiro em energia renovável, o etanol também pode ser alvo de barreiras ambientais. O setor enfrenta um momento crítico nos próximos meses, que é a regulamentação dos combustíveis de baixo carbono.</p>
<p>&#8220;É a nossa maior preocupação&#8221;, disse o presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), Marcos Jank. O assunto está sendo debatido nos Estados Unidos e na União Europeia. Nos Estados Unidos, a discussão não é apenas federal, mas também estadual.</p>
<p>Não existem dúvidas de que o etanol polui menos que a gasolina. Também está claro que o etanol brasileiro, produzido com cana-de-açúcar, é menos poluente que produto americano, feito a partir do milho. A questão é qual é o tamanho da vantagem.</p>
<p>Segundo Jank, as discussões nos Estados Unidos e na União Europeia consideram o uso indireto da terra. Ou seja, o efeito que a expansão da produção de cana tem no desmatamento da Amazônia. A área de cana cresce no Centro-Sul, mas, teoricamente, empurra outras culturas em direção à floresta.</p>
<p>&#8220;São cálculos muito difíceis de fazer. E estão sendo utilizadas premissas erradas, porque há desconhecimento do álcool de cana&#8221;, disse o presidente da Unica. Jank ressalta que apenas 1% da expansão da cana-de-açúcar ocorre por meio de desmatamento, enquanto 60% é feito em áreas de pastagens.</p>
<p>Para as usinas, a discussão sobre o padrão do combustível se tornou mais importante que a queda da tarifa cobrada pelos Estados Unidos para a importação de etanol, de US$ 0,54 por galão, que vence em 2010.</p>
<p>Segundo Jank, a indústria vai fazer um forte lobby para o Congresso Nacional não renovar a tarifa. &#8220;Mas se garantirmos uma boa qualificação para o etanol brasileiro como combustível avançado ganharemos aliados nessa briga.&#8221;</p>
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		<title>Falta uma estratégia para fontes renováveis</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 15:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ecoeficiência: Brasil figura timidamente na implementação de energias limpas em relação a outros países
Jander Ramon, para o Valor, de São Paulo
Leo Pinheiro/Valor

Adriano Pires: cada continente deverá buscar alternativas próprias e que considerem suas vantagens competitivas
Ampliar a oferta de energia, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, garantir que a geração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="4">Ecoeficiência: Brasil figura timidamente na implementação de energias limpas em relação a outros países</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jander Ramon, para o Valor, de São Paulo</p>
<p><em>Leo Pinheiro/Valor<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002273/imagens/foto05esp-enedrgia-f2.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p align="center"><em><font size="4">Adriano Pires: cada continente deverá buscar alternativas próprias e que considerem suas vantagens competitivas</font></em></p>
<p>Ampliar a oferta de energia, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, garantir que a geração e o consumo do bem sejam feitos com eficiência, constituem desafios importantes a serem enfrentados pelo setor energético em todo planeta nos próximos anos. A agenda para desenvolvimento do setor, afirmam os especialistas, está pautada sobre dois fatores: preservação ambiental e segurança energética.</p>
<p>&#8220;O fato é que o mundo continuará crescendo, vamos precisar cada vez mais de energia, e será preciso produzir essa energia com mais eficiência e de forma mais limpa, pois o petróleo não terá o mesmo papel que desempenhou no século 20&#8243;, resume o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Adriano Pires.</p>
<p>Fontes renováveis e, preferencialmente, limpas, para geração de energia, como a eólica, solar, de biocombustíveis e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), ganham cada vez mais relevância nas decisões de investimentos públicos e privados em todo o mundo. Com enorme potencial de exploração nesse campo, o Brasil figura timidamente na implementação de estratégias para energias renováveis em relação a outros países, indica um estudo global que acaba de ser concluído pela Ernst &amp; Young.</p>
<p>Entre 25 países, o levantamento posiciona o Brasil em 21º lugar no ranking das melhores estratégias. Há, porém, uma ressalva favorável ao país, admite o estudo: contemplar apenas políticas aplicadas para as fontes eólica, solar, biomassa e geotérmica, desconsiderando a hidreletricidade, principal fonte geradora no Brasil.</p>
<p>&#8220;O conceito de energia limpa precisa ser mais debatido. Já vimos plataformas de produção de petróleo extremamente limpas, que parecem hospitais, e usinas de açúcar e álcool fazendo um estrago monstruoso ao seu redor, sem respeito ambiental e social&#8221;, pondera Joel Bastos, diretor de sustentabilidade da Ernst &amp; Young.</p>
<p>É na falta de um controle mais rígido sobre o método de produção dos biocombustíveis &#8211; uma das principais apostas de energia alternativa &#8211; que o país perdeu força no relatório da consultoria internacional. &#8220;Temos vantagens excepcionais para a produção dos biocombustíveis, mas existe uma chance de as vendas esbarrarem em nossas falhas. Por isso, precisamos mostrar ao mundo que podemos produzir direito, com normas sociais, ambientais e provar que esse combustível é limpo de verdade&#8221;, alerta Bastos. Enquanto isso não acontece, os biocombustíveis acabam sendo relegados a segundo plano, prevalecendo a percepção positiva sobre as energias eólica e solar, essa última muito mais cara do que as demais.</p>
<p>O estudo da Ernst &amp; Young destaca políticas anunciadas por governos para o avanço das energias renováveis, sobretudo eólica e solar. Os EUA lideram o ranking, diretamente impulsionados pelo plano de recuperação econômica apresentado pela Casa Branca, da ordem de US$ 800 bilhões, sendo que uma fatia significativa de investimentos, estimada em 10% do volume global, será destinada às energias alternativas, ganhos de eficiência energética e novas tecnologias.</p>
<p>Para Adriano Pires, cada continente deverá buscar, nos próximos anos, alternativas próprias e que considerem vantagens competitivas locais para a evolução de suas matrizes energéticas. &#8220;Dependendo da região do planeta, prevalecerá uma fonte primária. O que ninguém quer mais é ficar dependendo exclusivamente do petróleo dos árabes, embora seja claro que o mundo continuará consumindo petróleo&#8221;, avalia. &#8220;É uma falácia dizer que os combustíveis fósseis vão acabar. O que se buscará é o uso de tecnologias mais limpas e a exploração das melhores fontes disponíveis em cada lugar&#8221;, adiciona.</p>
<p>Nesse cenário, o diretor do CBIE acredita que o Brasil poderá desempenhar um ótimo papel, por reunir de forma ímpar as condições de diversificação de sua matriz energética. &#8220;Temos ventos, sol, terras férteis, reservas hídricas, petrolíferas e de urânio. Não podemos abrir mão de nenhuma oportunidade&#8221;, sustenta.</p>
<p>Nos últimos anos, ficou constatado, porém, o avanço de fontes poluidoras no parque energético brasileiro, sobretudo com a maior participação de queima de óleo e gás nas usinas térmicas. &#8220;Esse é um acidente de percurso, que aconteceu porque, infelizmente, é mais fácil obter um licenciamento ambiental de uma usina movida a óleo do que para uma hidrelétrica; e porque nos leilões de compra de energia nova, há alguns anos, predominou a energia térmica&#8221;, observa Pires. &#8220;Mas esses acidentes deverão ser corrigidos para o futuro.&#8221;</p>
<p>O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia Elétrica (APMPE), Fábio Sales Dias, entende que, mais do que um equívoco pontual, a dificuldade de avanço das energias alternativas no país esbarra sobretudo na ausência de uma política definitiva para o setor. &#8220;É um mito achar que eólica, biomassa e PCHs são menos competitivas do que energia térmica. Aparentemente, essa maior presença não avança porque o governo parece temer pela modicidade tarifária&#8221;, comenta, ao alertar, entretanto, que basta o país enfrentar escassez de chuvas para que uma maior quantidade de termelétricas serem acionadas e os preços da energia dispararem.</p>
<p>Além da busca pela geração de energia mais limpa, o Brasil e o resto do mundo têm muito a avançar no uso mais eficiente de energia. Atualmente, alguns países desenvolvidos tem feito investimentos pesados nas chamadas &#8220;redes inteligentes&#8221;, em que há maior controle de perdas e combate ao desperdício. Nesses sistemas, o consumidor pode, por exemplo, definir a fonte de energia pela qual deseja ser abastecido (eólica, nuclear, solar, por exemplo) e controlar até cada ponto de consumo.</p>
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		<title>Agência ambiental dos EUA valida o etanol de cana</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agroenergia

Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).
Uma resolução proposta pela agência define [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">Agroenergia</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" width="267" height="231" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="233" height="233" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).</p>
<p>Uma resolução proposta pela agência define critérios rigorosos para o cumprimento das metas estabelecidas pela legislação americana, que condiciona aumento do consumo de biocombustíveis a reduções substanciais nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito-estufa.</p>
<p>A resolução é o passo inicial de um processo regulatório que levará meses para ser concluído. Embora o objetivo seja estimular mudanças na maneira como os biocombustíveis são produzidos nos EUA, criando incentivos para a adoção de tecnologias mais limpas, a medida também poderá criar oportunidades para usineiros brasileiros interessados em elevar suas vendas aos EUA.</p>
<p>A legislação dos EUA determina que as refinarias do país comprem neste ano 42 bilhões de litros de biocombustíveis e elevem o consumo para 136 bilhões de litros até 2022. A maior parte da demanda gerada por essa obrigação atualmente é atendida pelas usinas de etanol locais, que usam o milho como matéria-prima.</p>
<p>Mas os EUA querem frear a expansão das usinas de etanol de milho, para evitar que seu avanço continue empurrando para cima os preços do grão e gerando dificuldades para criadores de gado, indústrias alimentícias e outros setores. Segundo a lei, a produção de etanol de milho deve alcançar 57 bilhões de litros em 2015 e não poderá passar disso.</p>
<p>Os outros 79 bilhões de litros que as refinarias precisarão comprar para cumprir as metas previstas por lei terão que ser produzidos com tecnologias mais modernas, capazes de assegurar reduções de 20% a 60% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de gasolina. Somente o etanol do Brasil, feito de cana, teria condições de atender hoje aos critérios propostos pela EPA.</p>
<p>Segundo cálculos preliminares apresentados ontem pela agência, o uso do etanol de cana como substituto da gasolina permitiria uma redução de 44% nas emissões de gases-estufa. Para cumprir as exigências da EPA, o etanol de cana precisaria assegurar uma redução de 40% a 50%. O uso de etanol de milho permitiria uma redução de apenas 16%.</p>
<p>Combustíveis mais avançados como o etanol celulósico, que pode ser feito com capim, madeira e diversos resíduos vegetais, poderiam alcançar reduções superiores a 100%, diz a EPA. Mas o etanol celulósico ainda não é produzido em escala comercial em lugar nenhum do mundo e muitos especialistas acham que vai demorar para ele se tornar viável.</p>
<p>A resolução da EPA adota um método controverso para calcular a contribuição das usinas para a mudança do clima. Além das emissões associadas diretamente à produção e à distribuição de biocombustíveis, a agência leva em consideração efeitos indiretos da expansão da indústria no desmatamento e no uso da terra em outras partes do planeta.</p>
<p>A resolução será submetida a consulta pública por 60 dias. A administradora da EPA, Lisa Jackson, indicou que está disposta a rever seus cálculos, submetendo os modelos da agência à análise de cientistas e especialistas do setor privado. Representantes da indústria de etanol nos EUA e no Brasil se mobilizam para convencer a agência de que são capazes de alcançar reduções maiores do que as estimadas pelos modelos da EPA.</p>
<p>Estudos de especialistas brasileiros recrutados pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e encaminhados à EPA sugerem que o uso do etanol do Brasil em substituição à gasolina pode reduzir em 64% as emissões de gases de efeito estufa, mesmo incluindo na conta estimativas sobre o desmatamento e outros efeitos indiretos, se os modelos reconhecerem a adoção de práticas mais modernas pelas usinas.</p>
<p>Na tentativa de atenuar o impacto negativo que a iniciativa da EPA poderá ter para os produtores de etanol de milho, o governo americano anunciou a criação de um grupo especial com a missão de ajudar a indústria doméstica a desenvolver tecnologias mais avançadas. O grupo será formado pelos departamentos de Agricultura e Energia dos EUA e pela EPA.</p>
<p>Numa teleconferência em que a criação do grupo foi anunciada a jornalistas, o secretário de Energia, Steven Chu, disse ontem que a produção de etanol de milho foi &#8220;um bom começo&#8221; para reduzir o consumo de petróleo nos EUA, mas o investimento em novas tecnologias dará ao país &#8220;opções muito melhores&#8221;. O governo pretende investir US$ 786,5 milhões neste e no próximo ano para desenvolver a produção de etanol celulósico.</p>
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		<title>EUA vetam expansão do etanol de milho</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 11:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos 

Decisão favorece produtores brasileiros de etanol
Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_iSrbcL_BPVY/SFMBRSSEFOI/AAAAAAAAA1Q/gUp1FcjZsCs/s200/corn%2Bethanol.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_iSrbcL_BPVY/SFMBRSSEFOI/AAAAAAAAA1Q/gUp1FcjZsCs/s200/corn%2Bethanol.jpg" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="195" height="195" /></div>
<div align="center"><font size="1"><em>A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p><strong>Decisão favorece produtores brasileiros de etanol</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol de cana brasileiro. Essas regras classificaram o etanol de cana, oficialmente, como mais eficiente na redução da emissão de poluentes que o de milho, produzido nos EUA. Essa classificação abre o caminho para usinas brasileiras concorrerem às cotas de &#8220;biocombustíveis avançados&#8221; , que serão de 2,2 bilhões de litros neste ano e chegarão a 80 bilhões de litros em 2020.</p>
<p>A Agência de Proteção Ambiental, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Energia anunciaram as novas referências, segundo os quais o etanol de milho reduz em 16% as emissões de poluentes (em comparação com a gasolina), enquanto o de cana reduz em 44%.</p>
<p>Esses índices levam em conta a emissão de poluentes durante o transporte e a distribuição, pela queima de combustível nas usinas. Mas consideram também o controverso cálculo do uso indireto da terra: com o aumento da demanda por milho ou cana para produzir etanol, aumenta o preço dessas commodities e cresce a área cultivada em outros lugares, o que causa desmatamento e, consequentemente, emissão de poluentes. O cálculo foi adotado pelo governo por pressão de grupos ambientais, preocupados com os efeitos dos biocombustíveis no preço dos alimentos e no desmatamento.</p>
<p>Para ser &#8220;avançado&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 50% a emissão de poluentes, com tolerância de 10 pontos porcentuais. assim, o etanol de cana, que reduz em 44%, está qualificado para abastecer os 80 bilhões de litros de combustíveis avançados que estão na meta da lei de combustíveis renováveis. O etanol de milho ficou de fora.</p>
<p>Para ser qualificado apenas de &#8220;renovável&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 20% a emissão de poluentes. Como o etanol de milho só reduz emissões em 16% , está comprometida toda a justificativa ambiental do lobby do milho para receber subsídios e manter tarifas sobre o etanol importado.</p>
<p>Como a regra não é retroativa, as usinas de etanol de milho nos EUA continuarão a funcionar e a fornecer para as refinarias. A regra vale para eventuais novas usinas de etanol de milho, que estão abaixo da qualificação ambiental. Portanto, na prática, fica impedida a expansão da produção do etanol de milho.</p>
<p><strong>CELULOSE É MELHOR</strong></p>
<p>O etanol de celulose é o que promove a maior redução nas emissões, de 128%, mas ainda não é viável comercialmente. A diretora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, deixou claro que, para o governo , o etanol de milho &#8220;é apenas uma ponte, uma transição para a próxima geração de etanol&#8221;. O preço do milho no mercado futuro caiu 0,1%, refletindo a esperada queda na demanda.</p>
<p>Essas regras ainda vão passar por um período de consultas de 60 dias e o lobby do etanol de milho promete protestar. &#8220;Há um grau enorme de incerteza no cálculo do uso indireto da terra, por isso haverá muita revisão&#8221;, disse Bob Dineen, diretor executivo da Associação de Combustíveis Renováveis, que representa os produtores de etanol de milho. Segundo os modelos usados por Dineen, o etanol de milho reduz em até 61% a emissão de poluentes.</p>
<p>Joel Velasco, representante da Unica nos Estados Unidos, comemorou o anúncio. &#8220;Confirma que há diferenças entre os biocombustíveis&#8221;, disse. Biodiesel de soja reduz em 22% e biodiesel de gordura, em 80%.</p>
<p>As novas referências são parte do plano do governo de usar US$ 786 milhões do pacote de estímulo e US$ 1,1 bilhão do Departamento de Agricultura para promover combustíveis alternativos. O plano prevê o aumento da disponibilidade de etanol nos postos, maior produção de veículos flex e mais ajuda para produtores de etanol em dificuldades, já que muitos foram duramente atingidos pela crise e pela queda dos preços.</p>
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		<title>Caroço é mais competitivo para produção de biodiesel</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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De São Paulo &#8211; VALOR
Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.
&#8220;O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" alt="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">De São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.</p>
<p>&#8220;O caroço do algodão em geral tem um teor de óleo que varia entre 18% e 20% e a produtividade média no Piauí é de 4,3 toneladas de algodão em caroço por hectare. No Maranhão, a produtividade ficou ligeiramente inferior, ao alcançar 4,2 toneladas de algodão em caroço por hectare&#8221;, afirma o pesquisador e coordenador da pesquisa José Lopes Ribeiro.</p>
<p>Ele explica que foram feitos vários experimentos até se obter o melhor resultado em produtividade, divulgados no princípio deste ano. &#8220;Foram implantados 82 experimentos em sete municípios do Piauí e outros sete no Maranhão&#8221;, diz. Segundo ele, no Piauí, os municípios que apresentaram as melhores médias de produtividade foram Baixa Grande do Ribeiro e Uruçuí. Para se ter uma ideia, no primeiro, a variação oscilou entre 3,2 toneladas por hectare a 4,3 toneladas por hectare. Já no segundo, a produtividade média foi de 2,7 toneladas por hectare a 3,4 toneladas por hectare.</p>
<p>No Maranhão, as melhores produtividades foram registradas nos municípios de Tasso Fragoso, com uma variação de 2,7 toneladas por hectare a 4,2 toneladas por hectare, e em São Raimundo das Mangabeiras. Neste último, a produtividade variou de 3,3 toneladas por hectare a 3,9 toneladas por hectare. &#8220;As 12 cultivares que mais se destacaram nos ensaios foram recomendadas para o cultivo na região Meio-Norte&#8221;, diz.</p>
<p>De acordo com o levantamento sistemático da produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país teve, na última safra, uma área colhida de algodão superior a um milhão de hectares. O Nordeste alcançou 379 mil hectares e o Piauí, 17 mil hectares. A produção brasileira chegou a 3,9 milhões de toneladas. Mas foi a produtividade média no país que mais animou os produtores e pesquisadores, atingindo 3,7 toneladas por hectare.</p>
<p>Outros estudos recentes apontam na mesma direção. A coordenadora de projetos do Pólo Nacional de Biocombustíveis da Universidade de São Paulo (USP), Catarina Rodrigues Pezzo, após uma análise comparativa feita nas cinco regiões do país, concluiu que o biodiesel mais viável e de menor custo é o do caroço do algodão. Pelos seus cálculos, sai a R$ 0,81 o litro, na região Nordeste.</p>
<p>Essa afirmação já havia movimentado o setor em 2007, quando um estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também demonstrou que o caroço de algodão do Nordeste é a melhor matéria-prima, do ponto de vista econômico, para a produção do biodiesel.</p>
<p>Para a pesquisadora da USP, entre as oleaginosas de peso como a soja e a mamona, o caroço de algodão está na frente por fatores como facilidade de acesso e por resultar em subproduto com valor de mercado. Ela ressalta que o caroço é o subproduto da indústria têxtil e o seu farelo ainda serve para a ração animal, que tem igualmente valor de mercado, e mesmo possuindo um teor de óleo próximo ao da soja &#8211; de 14% a 18% &#8211; uma das vantagens é não competir com a alimentação, como é o caso da soja.</p>
<p>Na opinião de Catarina Pezzo, o biodiesel é uma alternativa econômica viável para os pequenos produtores, mas salienta que para competir no mercado o projeto só se tornaria viável em uma produção integrada e organizada, por meio de associações ou cooperativas.</p>
<p>De olho nessa possibilidade, a Associação dos Plantadores de Algodão do Mato Grosso (Ampa), que existe desde 1997, e congrega toda a classe produtora de algodão do estado, iniciou há um ano a construção da usina Cooperbio, em Cuiabá-MT, que utilizará entre outras oleaginosas, o caroço de algodão, matéria-prima que possuem de sobra.</p>
<p>Para o presidente da Cooperbio, João Luiz Ribas Pessa, &#8220;a possibilidade de se obter óleo do caroço atende à necessidade de melhor utilização deste subproduto, como também em contribuir para a diminuição do custo de produção ao gerar um combustível mais barato que o diesel&#8221;. Os associados Cooperbio plantam hoje 405 mil hectares de algodão, produzindo 1,4 milhão de toneladas de algodão em caroço, o correspondente a 530 mil toneladas de fibra e 730 mil de caroço. (R.C.)</p>
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		<title>Álcool de cana é menos poluente. É o resultado de uma pesquisa da Embrapa</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 21:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa da Embrapa
Álcool de cana lança 73% menos CO2 que a gasolina

Portal O Globo
RIO &#8211; Na corrida mundial pelos biocombustíveis, o etanol brasileiro ganha mais alguns pontos. Pesquisa da Embrapa revela que o álcool de cana-de-açúcar emite menos 73% de dióxido de carbono (CO2) do que a gasolina, como mostra matéria de Carlos Albuquerque publicada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pesquisa da Embrapa</strong></p>
<p><strong>Álcool de cana lança 73% menos CO2 que a gasolina</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/usina_cana.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/usina_cana.jpg" width="442" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Portal O Globo</p>
<p>RIO &#8211; Na corrida mundial pelos biocombustíveis, o etanol brasileiro ganha mais alguns pontos. Pesquisa da Embrapa revela que o álcool de cana-de-açúcar emite menos 73% de dióxido de carbono (CO2) do que a gasolina, como mostra matéria de Carlos Albuquerque publicada nesta quarta-feira no jornal O Globo. O trabalho, que analisou todas as etapas de produção dos dois combustíveis, com clara vantagem para o etanol, mostra também que, se a queima do solo fosse eliminada do processo de colheita de cana, a diminuição das emissões do principal gás causador do efeito estufa, seria ainda maior.</p>
<p>- Como não adianta termos uma fonte de energia renovável se emitirmos grandes quantidades de CO2 no processo, decidimos aprofundar o estudo do balanço energético em torno dessa produção e calcular o seu custo ambiental. E ele mostrou-se bastante favorável ao etanol brasileiro &#8211; explica Segundo Urquiaga, um dos quatro pesquisadores da Embrapa Agrobiologia que realizaram o estudo..</p>
<p>Os pesquisadores avaliaram a quantidade de gases de efeito estufa produzida desde a preparação do solo para o plantio da cana-de-açúcar até o transporte do etanol produzido para o posto e a queima do combustível.</p>
<p>- Para isso, contamos com dados obtidos junto às usinas e empresas que produzem o etanol, que nos informaram os custos de materiais como cimento e ferro cromado, por exemplo, além de quanto gastam com máquinas e para transportar o produto.</p>
<p>A mesma avaliação foi feita com a gasolina: os pesquisadores da Embrapa consideraram a emissão dos gases do efeito estufa, desde a extração do petróleo até a combustão do produto nos motores dos veículos.</p>
<p>Na parte final do estudo, já de posse desses dados, foram avaliados os desempenhos de dois carros, um movido à gasolina pura e outro movido a álcool, num percurso de 100 quilômetros.</p>
<p>O resultado da comparação &#8211; levando em conta os custos da produção &#8211; mostrou que houve redução de 73% das emissões de CO2 com o carro a álcool em comparação com o veículo que usava gasolina pura.</p>
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		<title>EUA e Brasil em lua-de-mel, mas sem álcool</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor

clique na imagem para ampliar 

Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"></a></p>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/lula_seminario_wsjvalor.jpg" alt="lula_seminario_wsjvalor.jpg" /><font size="1"><em><br />
foto de capa do caderno especial do jornal Valor</em></font></a></div>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" title="brasil_usa.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" alt="brasil_usa.jpg" width="555" height="189" /></a></div>
<div align="center"><font size="1"><em>clique na imagem para ampliar </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar os laços com o Brasil, segundo registro de um jornal da época. Acompanhado dos diplomatas brasileiros Joaquim de Azambuja e Luis Fleury, que traziam uma elogiosa carta da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Fletcher, um entusiasmado brasilianista, celebrava o início da primeira rota direta de vapores entre as duas principais cidades das jovens nações, Rio de Janeiro e Nova York.</p>
<p>Da pequena frota de vapores subsidiados pelos governos dos dois países, as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos evoluíram desde então para uma balança comercial de pouco mais US$ 53 bilhões em 2008, com saldo positivo de US$ 1,8 bilhão para o Brasil. O diálogo transnacional também passou para esferas muito mais altas e hoje o Brasil é considerado pelos EUA como um importante parceiro no desenvolvimento de relações multilaterais, dizem especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apenas o terceiro chefe de Estado a ser recebido pelo presidente americano Barack Obama, e o primeiro da América Latina, em um encontro sábado na Casa Branca.</p>
<p>Não há nenhum Fletcher hoje pressionando o governo americano a melhorar o relacionamento com o Brasil, mas o momento atual é favorável, segundo vários especialistas. Embora ainda ocorram embates sobre questões comerciais, há boas perspectivas de cooperação em áreas como combate ao tráfico de drogas, mudanças climáticas e relações multilaterais. O governo Obama também tem sinalizado um posicionamento mais flexível em relação a Cuba, o que provavelmente agradaria o governo Lula. Além disso, o Brasil é visto como um país que desfruta de boas relações na América Latina de maneira geral, o que pode ajudá-lo a servir de ponte para um novo diálogo entre os EUA e a região, dizem os especialistas. Após uma reunião com Lula sábado, Obama disse que pretende usar o relacionamento com o Brasil para reforçar os laços com a América Latina.</p>
<p>É claro que a grandiosidade da crise econômica nos EUA e no mundo, e os conflitos no Iraque e no Afeganistão podem dificultar que o governo de Obama dê prioridade à América Latina em sua agenda internacional num futuro próximo, diz o cientista político Riordan Roett, da Universidade Johns Hopkins. &#8220;A atitude atual é benigna, mas a escalada da violência no México, fruto da guerra contra o narcotráfico, o policiamento da fronteira com esse país e os efeitos da queda nas remessas de imigrantes devem ganhar mais destaque na agenda do governo Obama&#8221; em se tratando de relações com a América Latina, diz Roett, que recebeu em 2000 a medalha da Ordem de Rio Branco das mãos de Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>O convite de Obama para Lula visitar Washington também é um bom sinal, diz Roett, para quem a cooperação entre os dois países no contexto atual é muito mais abrangente do que as questões bilaterais, especialmente com o papel preponderante do Brasil na construção de mecanismos multilaterais. &#8220;Se Obama quiser ativar a Rodada Doha, vai precisar do Brasil.&#8221; Brasil e EUA se reúnem novamente no início de abril, na conferência do G-20 em Londres, e em 17 de abril para a V Cúpula das Américas, em Port of Spain, Trinidad e Tobago.</p>
<p>Segundo Luiz Alberto Moniz Bandeira, professor aposentado de política exterior do Brasil da Universidade de Brasília, os dois países &#8220;não podem deixar de se considerar, (pois) são as duas maiores massas geográficas, demográficas e econômicas do continente&#8221;. Moniz aponta também a diminuição na importância dos EUA para as exportações brasileiras, que passaram a ser dominadas pela União Europeia e países emergentes. &#8220;O Brasil quer se aproximar dos EUA apenas na medida em que os EUA queiram se aproximar do Brasil&#8221;, diz Moniz.</p>
<p>Em entrevista coletiva em 25 de fevereiro, logo após se reunir em Washington com Hillary Clinton, o chanceler Celso Amorim disse que uma prioridade para reativar as negociações multilaterais para o comércio mundial é a confirmação pelo Congresso do indicado para o cargo de representante comercial dos EUA, Ron Kirk. A nomeação ainda está pendente, enquanto pesam sobre Kirk questões relativas a sua declaração de renda.</p>
<p>&#8220;O diálogo entre os dois governos realmente evoluiu nos últimos anos e acredito que o governo Obama continuará desenvolvendo isso&#8221;, diz Julia E. Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, um centro de pesquisas que tem sede em Nova York e se descreve como não-partidário e independente. A política comercial entre os dois países, contudo, ainda &#8220;não foi bem resolvida&#8221;. Embora haja muito interesse no Brasil, diz Sweig, especialmente em relação às recentes descobertas petrolíferas e à indústria do etanol, a falta de conhecimento aprofundado sobre o país pode ser um obstáculo para as relações entre os dois países. &#8220;O pessoal da política exterior (do governo Obama) está preocupado com México, Cuba e, em terceiro lugar, o Brasil. Mas ainda existe um grande déficit de conhecimento sobre o Brasil e como dialogar com o país em meio à classe política em Washington&#8221;, diz.</p>
<p>Questões comerciais também se interpõem entre os dois países. Um dos pontos de debate é a tarifa de US$ 0,14 por litro de álcool combustível importado do Brasil nos EUA. Ela foi mantida na legislação agrícola aprovada em 2008 e está em vigor até o fim de 2010. A demanda por álcool combustível nos EUA vem crescendo, mas o país tem sua própria produção, à base de milho, e os produtores locais têm bastante influência em Washington.</p>
<p>&#8220;Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável na América Latina de uma maneira que promova a auto-suficiência e crie mais mercados para fabricantes e produtores americanos de biocombustíveis&#8221;, diz o plano para a América Latina divulgado ano passado pelo então candidato. Obama reafirmou sua posição ao dizer após a reunião com Lula que o etanol é um &#8220;tema tenso&#8221; entre os dois países, que não vai mudar de um dia para o outro.</p>
<p>Joel Velasco, representante-chefe para a América do Norte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica), tem esperança de que políticos contrários à tarifação apresentem novas emendas que modifiquem a legislação agrícola. Velasco diz que os senadores e deputados das regiões costeiras tendem a apoiar a redução da tarifa, já que não produzem etanol e geralmente são obrigados a pagar mais caro pelo produto. Ele cita como favoráveis à redução da tarifa os senadores republicanos Richard Lugar e Judd Gregg.</p>
<p>Representantes dos senadores confirmaram que eles apoiam a redução da tarifa, mas disseram que no momento não há planos de introduzir nova legislação. Gregg chegou a apresentar em junho do ano passado um projeto de lei para reduzir a tarifa para US$ 0,12 por litro, sob o argumento de que a medida baixaria o preço da gasolina &#8211; na época o barril de petróleo estava acima de US$ 140, enquanto agora flutua na casa dos US$ 40. O projeto acabou morrendo no Congresso.</p>
<p>Gregg tinha sido indicado para ocupar a Secretaria de Comércio, um cargo que vem rendendo dor de cabeça a Obama, mas acabou desistindo sob a alegação de que havia &#8220;diferenças irresolúveis&#8221; com a política do novo presidente. O cargo em questão ainda está vago e Obama indicou recentemente o ex-governador do Estado de Washington Gary Locke, que aguarda confirmação.</p>
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		<title>Porque Obama deveria apostar no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 20:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Robert Amsterdam
The Huffington Post
Why Obama Should Bet on Brazil
Despite the well worn campaign slogan, so far Washington&#8217;s new foreign policy under President Barack Obama and Secretary of State Hillary Clinton seems to embody a blend of both continuity and change, depending on the situation. By and large we have seen a reactionary series of policies, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="entry_body_text"> <img src="http://www.huffingtonpost.com/contributors/robert-amsterdam/headshot.jpg" alt="http://www.huffingtonpost.com/contributors/robert-amsterdam/headshot.jpg" align="left" /></p>
<h2><a href="http://www.huffingtonpost.com/robert-amsterdam">Robert Amsterdam<br />
</a><a href="http://www.huffingtonpost.com/robert-amsterdam">The Huffington Post</a></h2>
<h1><a href="http://www.huffingtonpost.com/robert-amsterdam/why-obama-should-bet-on-b_b_174693.html" title="Permalink" id="title_permalink">Why Obama Should Bet on Brazil</a></h1>
<p>Despite the well worn campaign slogan, so far Washington&#8217;s new foreign policy under President Barack Obama and Secretary of State Hillary Clinton seems to embody a blend of both continuity and change, depending on the situation. By and large we have seen a reactionary series of policies, as the new president has been thrust into a game with the cards already dealt. However, with the visit to Washington on Saturday March 14 of Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva &#8212; the first Latin American head of state to be received by Obama at the White House &#8212; a fresh hand is being dealt, giving the president a chance to define his administration and mark a clear departure from the policies of the past.</p>
<p>For years Latin America has been waiting for its day in the sun as a privileged partner of the United States; to be treated fairly, with respect, and joined in action toward the fulfillment of mutual goals for the Western Hemisphere. With the visit of Brazil, now graduated to the status of a true regional and global power, the administration should seek to support and enhance its role of responsibility, proving to the skeptics that we don&#8217;t need or want a unipolar hemisphere, but rather a multi-lateral and institutional framework for stable and prosperous relations.</p>
<p>There are many compelling reasons for Obama to seek a close relationship with Brazil and establish a new partnership, one that would bring immediate benefits to both parties (while carrying very low risk and political costs). Despite being diplomatically stretched thin by Mideast conflicts, Brazil is a sure bet that Obama should not pass up.</p>
<p>The first reward of a new partnership with Brazil would be felt in terms of regional security. This South American nation of 196 million citizens is enjoying the benefits of four consecutive successful democratic governments, making it one of the top BRIC economies with a decade of growth and strong forecasts for the future, despite suffering the current woes of the crisis along with everyone else. The economic growth has been matched by proactive diplomacy, as Brazil has grown into a much stronger regional leadership role over the past 10 years.</p>
<p>In terms of military and defense matters, they are an essential player, having just overseen the historic first meeting of the NATO-like South American Defense Council of UNASUR (Union of South American Nations). When incidents arise between Latin American countries, such as the recent Colombia-Ecuador conflict, it is Brasilia, not Washington or the OAS, that is called in first as the trusted mediator.</p>
<p>The second imperative for Obama to give the Brazilians a red carpet welcome is economic. Amid the uncertain breakdown of global financial institutions, where governments find themselves learning how to be bankers, Brazil is ironically ahead of the curve. As noted by a recent article in the <em>Economist</em>, analysts such as Goldman Sachs have praised Brazil&#8217;s state involvement in the banking sector, which combined with lower public sector debt and responsible fiscal policy has prepared the country for a better survival than most. Mohamed El-Erian, chief executive at Pimco, has even been quoted by Reuters as saying that China and Brazil offer better stock investments for the future than the United States: &#8220;The case for optimism comes from the fact that these countries entered today&#8217;s global crisis with better initial conditions.&#8221;</p>
<p>In terms of trade, the partnership is a natural fit with room to grow. The United States imports the most from Brazil and exports the most (about 15.7% and 16.1% respectively for 2007). Furthermore, if the Obama administration has any hopes of beating back a worldwide return to protectionism, Brazil&#8217;s cooperation is essential. According to a new report from the Inter-American Dialogue, Brazil is now one of the most influential participants in the Doha talks and shares many U.S. objectives: &#8220;By eliminating critical stumbling blocks that have frustrated regional negotiations, a breakthrough in Doha on agriculture could facilitate U.S.-Brazilian bilateral trade discussions and perhaps set the stage for reviving hemispheric trade talks.&#8221;</p>
<p>Energy and climate cooperation could also revolutionize the U.S.-Brazil relationship, however I am not confident that the Obama administration has the political will at this juncture to recognize that Brazil is the solution to energy independence &#8212; at the cost of cutting tariffs and U.S. farm subsidies for ethanol. It is notable that Brazil is in the position of lecturing the United States on protectionism, and it would be a helpful first step for Obama to show that he is listening.</p>
<p>Nevertheless, if the security, economic, and trade benefits of this relationship were not motivation enough, there is also the fact that Lula is ideally positioned to help Obama handle the most challenging and dangerous threat to the hemisphere: President Hugo Chavez of Venezuela. After more than a decade in power and several constitutional revisions to consolidate power and weaken democratic and legal institutions, developments in Venezuela are rapidly worsening. Private property seizures are accelerating (not just oil, but food companies), crackdowns against the opposition and media are intensifying, the state increasingly tolerates violent attacks against the student movements and the Jewish community, and President Chavez is holding a growing number of political prisoners beyond the reach of law (disclosure: I represent one such political prisoner, Eligio Cedeño).</p>
<p>We need to understand that Chavez is neither a dictator nor a model democrat, and any effort to improve the situation cannot be carried out alone. As Chavez has already empowered Lula to serve as an interlocutor to Washington, Brazil has the opportunity to become the most effective and pragmatic voice to speak to the Chavez government, helping to reign in the more destructive trends, if not subtly assisting the U.S. effort to isolate the world&#8217;s foremost petrocrat (though friendly with Chavez, the Brazilians aren&#8217;t thrilled about $6 billion in Russian arms coming into the region). Dealing with the regional problems presented by Venezuela is not about punishing Chavez or causing collateral damage to its citizens, but rather seeking engagement with Bolivia, opening the door to the new government in Cuba, and encouraging economic initiatives from Central America to the Andes. If Washington is able to run from the same playbook as Brasilia, Chavez will have a much more difficult time dismissing these efforts to promote stability and democracy as a malicious neoliberal agenda.</p>
<p>Lastly, there is an important synergy to the social context and visionary ambition of these two presidents. When Lula first became president in 2003, there were wild accusations and pessimistic predictions of the damage his &#8220;socialist&#8221; leanings would bring to the economy, a tone of criticism that is mimicked in the United States today.</p>
<p>For what it is worth, like Obama, Lula has risen to the country&#8217;s highest office from very humble origins, riding a narrative of hope, possibility, and the sudden sense of enfranchisement of politically excluded groups. Overcoming the odds to reach the presidency, both Lula and Obama have sought to conquer fears of radicalism with measured pragmatism. Lula has successfully surrounded himself with capable advisors able to maintain good relations with countries as different as Venezuela and the United States, such as Minister of Strategic Affairs, Roberto Mangabeira Unger, who upon observing Chavez&#8217;s attempt to use Moscow as a lever against the United States, told the New York Times &#8220;Unlike other South American countries we don&#8217;t go around buying things, and we are not interested in some kind of balance-of-power politics to contain the United States.&#8221;</p>
<p>So far the Brazilian strategic approach has been successful and constructive, and one that the United States should want to see replicated across the region. Among the young democracies of Latin America and beyond, two alternatives are currently on offer &#8212; the traditional, lackluster offer from the United States, and the alternative coalition led by authoritarian petroleum exporters (Russia, Venezuela, Iran, and others), united mainly by anti-Americanism, and vaguely pursuing some form of non-institutional multilateralism. It should be no surprise that the latter is winning over many converts, especially in light of the fact that Venezuela is pouring three times the amount of aid into the region than the United States, whose paltry contributions to humanitarian projects outside of the war on drugs is negligible.</p>
<p>The time is now for Obama to launch a new partnership with Latin America&#8217;s biggest and best democracy, and for once in history make the region a top priority for U.S. foreign policy. Unlike dealing with Moscow over Iran or meting out carrots and sticks in the Mid-East, with Brazil efforts are much more likely to be met with a serious and genuine response to achieve progress. It is certainly a bet worth taking.</p></div>
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		<title>Brasil vai à OMC pelo etanol</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[País volta a questionar subsídios dos EUA ao produto
Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP
Um levantamento feito pelo próprio governo americano coloca em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de cumprirem sua meta de expandir a produção de etanol no país na próxima década. O resultado veio no mesmo momento em que o Brasil cobrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>País volta a questionar subsídios dos EUA ao produto</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Um levantamento feito pelo próprio governo americano coloca em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de cumprirem sua meta de expandir a produção de etanol no país na próxima década. O resultado veio no mesmo momento em que o Brasil cobrou uma explicação dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre seus subsídios ao etanol. A diplomacia americana rejeitou classificar os programas de ajuda como incentivos ilegais e ignorou o pedido de esclarecimentos.</p>
<p>Na quinta-feira, o Itamaraty questionou os americanos e pediu um esclarecimento sobre o apoio financeiro dado ao setor de biocombustíveis. O Brasil queria saber se um programa de incentivo fiscal não seria um subsídio agrícola ilegal, que estaria contribuindo para distorcer o mercado. Os incentivos seriam de US$ 100 milhões por ano em redução de impostos.</p>
<p>Em resposta ao pedido de esclarecimento do Brasil, o governo americano alegou que já havia dado explicações e alertou que &#8220;não concordava&#8221; com a interpretação de que os incentivos pudessem ser classificados como subsídios agrícolas. Para os diplomatas americanos, o assunto nem sequer é um debate agrícola e os programas já teriam sido notificados como incentivos numa área industrial.</p>
<p>O questionamento do Brasil na OMC ainda não é uma disputa legal. O tema foi apenas levantado em um comitê regular da OMC. No ano passado, Brasil e Canadá iniciaram consultas para questionar a política de subsídios dos EUA na OMC, incluindo três programas de apoio à produção de etanol.</p>
<p><strong>META</strong></p>
<p>Estudo feito pelo Departamento de Energia americano indicou que o país dificilmente conseguirá atingir sua meta de 36 bilhões de galões de etanol até 2022, como foi estipulado em 2007. No mundo, a produção de etanol dobraria até 2020, com 50 bilhões de galões. Em 2030, esse volume chegaria a 80 bilhões. Mas, os americanos não conseguiriam atingir sua meta diante das dificuldades em produzir milho suficiente para ser transformado em etanol.</p>
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		<title>Obama e Lula discutem ação anticrise e tensão comercial</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 13:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Líderes falam em traçar uma estratégia conjunta para reunião do G20, em abril
Presidente americano não se compromete a levantar barreiras sobre o álcool do Brasil e diz que tensão não acabará &#8220;da noite para o dia&#8221;
SÉRGIO DÁVILA &#8211; FOLHA SP
DE WASHINGTON
No primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, no Salão Oval [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp15032009.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp15032009.jpg" width="222" height="385" /></a></div>
<p><strong><br />
Líderes falam em traçar uma estratégia conjunta para reunião do G20, em abril</strong></p>
<p><strong>Presidente americano não se compromete a levantar barreiras sobre o álcool do Brasil e diz que tensão não acabará &#8220;da noite para o dia&#8221;</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">SÉRGIO DÁVILA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DE WASHINGTON</p>
<p>No primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, no Salão Oval da Casa Branca, os presidentes falaram em traçar estratégia conjunta contra a crise econômica a ser apresentada na reunião do G20, em abril em Londres. Criticaram ainda a recente onda de protecionismo e prometeram avançar a agenda comum de biocombustíveis, apesar da negativa do americano em levantar barreiras tarifárias ao álcool brasileiro por ora.<br />
Obama convocou o economista-chefe da Casa Branca, Lawrence Summers, para participar da parte ampliada do encontro, que no total durou cerca de duas horas, o dobro do tempo inicialmente previsto. O democrata defende uma ação global coordenada contra a recessão mundial atual.<br />
A aliança entre o país mais rico do mundo e a maior economia da América Latina em torno da crise marca um novo grau na relação bilateral e o início oficial do trato entre os dois líderes, que até ontem não se conheciam pessoalmente.<br />
&#8220;Pretendemos ter uma série de reuniões em nível ministerial nos próximos dias e semanas&#8221;, disse Obama, sobre o G20 (maiores economias do mundo), &#8220;para coordenar nossas atividades para fortalecer o crescimento econômico global&#8221;. Em encontro posterior com jornalistas brasileiros na sede da Embaixada do Brasil, Lula confirmaria a parceria.<br />
&#8220;Foi muito importante a proposta de Obama para constituirmos um grupo de trabalho Brasil-EUA a fim de preparar um trabalho conjunto na reunião do G20&#8243;, disse.<br />
Nos próximos dias, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, além de outros representantes do alto escalão dos dois governos, se encontrarão a fim de fazer um esbolo de plano de ação, que envolve, de acordo com Lula, regulação financeira e ações de estímulo fiscal.</p>
<p><strong>Divergência</strong><br />
Num clima bem-humorado, em que ambos os líderes fizeram e ouviram brincadeiras, Lula e Obama pareceram concordar apenas sobre a crise. Ambos defenderam posições conflitantes em relação a medidas protecionistas e barreiras impostas ao álcool brasileiro nos EUA. Obama reconheceu que a questão do biocombustível &#8220;tem sido um ponto de tensão entre os dois países&#8221;.<br />
&#8220;Isso não vai mudar da noite para o dia, mas eu acho que conforme nós continuemos a desenvolver as ideias, o comércio, a negociação em torno da questão do biodiesel, com o tempo essa fonte de tensão pode ser resolvida.&#8221;<br />
Já Lula respondeu que não entendia como um combustível poluente como o petróleo não era taxado, mas uma fonte limpa como o álcool brasileiro era. &#8220;Mas não espero uma resposta imediata, isso é um processo&#8221;, disse o brasileiro, para emendar com um convite para que seu colega norte-americano andasse num carro de tecnologia flex quando visitasse o Brasil -viagem que o democrata confirmou que pretende fazer em breve. Obama respondeu que seu carro já era flex.<br />
&#8220;Mas um dos problemas aqui nos EUA é que não temos postos suficientes com biocombustíveis, mas essa é a razão pela qual temos de mudar o sistema de distribuição aqui.&#8221;<br />
Os EUA aplicam tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de 3 litros) de álcool brasileiro, o que inibe a entrada do produto. Brasil e EUA produzem 70% do álcool mundial. As exportações brasileiras de álcool somaram 5,16 bilhões de litros em 2008 -45,7% mais que 2007. O maior comprador foram os EUA -2,8 bilhões de litros.<br />
Sobre protecionismo, Obama defendeu a medida &#8220;Buy American&#8221; (compre produtos americanos, em tradução livre), aprovada recentemente pelo Congresso, dizendo que sua equipe trabalhou para que a emenda não violasse as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).<br />
&#8220;Tenho certeza de que o presidente Lula vai dar passos semelhantes no Brasil para assegurar que não estamos retrocedendo no quesito do comércio mundial&#8221;, afirmou. Lula disse que os países estiveram muito próximos da conclusão da Rodada Doha de liberalização de comércio, mas &#8220;questões eleitorais nos EUA&#8221; atrapalharam.<br />
Lula é o primeiro latino-americano a ser recebido na Casa Branca desde a posse de Obama, em janeiro, e o terceiro líder mundial, depois dos primeiros-ministros Taro Aso (japonês) e Gordon Brown (britânico). Nos últimos dias, assessores obamistas chamaram o país de &#8220;parceiro global&#8221;.<br />
O brasileiro chegou à Ala Oeste da Casa Branca às 10h56 locais (11h56 de Brasília). Na comitiva, estavam os ministros Amorim, Dilma Rousseff (Casa Civil), o assessor Marco Aurélio Garcia e o embaixador Antonio Patriota. Eles participaram no salão Roosevelt da parte ampliada da reunião, que durou 50 minutos. Do lado americano, além de Summers, estavam o assessor de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês), James Jones, um de seus vices, Mike Donilon, o número 2 do Departamento de Estado, James Steinberg, e o responsável pela América Latina do NSC, Dan Restrepo.<br />
A meia hora seguinte os dois passaram no Salão Oval, o escritório presidencial, onde conversaram na presença dos intérpretes. Nos 40 minutos finais, os jornalistas entraram. De lá, o anfitrião levou Lula até a saída no jardim das Rosas.</p>
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