26/10/2009 - 16:02h Blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência

Fernando Rabelo, editor do blog Images&Visions
Fernando Rabelo, editor do blog

Na próxima quarta-feira, dia 28 de outubro de 2009, o blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência. Nesse período recebeu mais de 300 mil visitas provenientes de várias partes do Brasil e do mundo. Foram 1760 postagens celebrando a fotografia. Tudo começou no final do ano de 2007 quando nasceu o blog. Nessa época havia certa dificuldade de encontrar informações sobre fotografia na web e na mídia tradicional. Foram muitas emoções e noites mal dormidas, com aquela preocupação de atualizá-lo todos os dias, tentando sempre trazer a informação em primeira mão, já que manter um blog diário requer muita pesquisa, dedicação e persistência.

Hoje os blogs se tornaram parceiros importantes na divulgação de eventos fotográficos que ocorrem no Brasil. Recentemente aconteceu uma experiência inédita quando nove blogs foram escolhidos para participar da cobertura colaborativa do 5º Paraty em Foco 2009 (Festival Internacional de Fotografia Fnac) durante os três meses que se antecederam ao festival. Participaram os blogs: Images & Visions, Olha, vê, PicturaPixel, Lost.Art, Camera 16, Clicio Photo News, Cia de Foto, Fotograficaminhamente e Garapa. Em 74 dias foram 180 postagens e mais de 600 comentários.

O Coordenador Geral do Paraty em Foco, Iatã Canabrava, que apostou nos blogs como mídia divulgadora do evento, fez a seguinte afirmação durante o “1º Encontro da Blogosfera Fotográfica”, que ocorreu durante o festival, quando pela primeira vez vários blogs voltados para a fotografia tiveram uma oportunidade de reunir-se frente a frente: “Será que ainda dependemos da grande imprensa para divulgar nossos eventos? Decidimos fazer o teste. Percebemos que depois das entrevistas com fotógrafos que ministrariam workshops em Paraty, divulgadas no blog colaborativo, as vagas eram preenchidas em quatro ou cinco horas. Vejo os blogs como um verdadeiro instrumento de comunicação. O evento foi aglutinador e a idéia é continuar. Uma das possibilidades é que os blogs brasileiros se unam novamente no Fórum Latino Americano de Fotografia, fazendo que a blogosfera fotográfica cresça e se torne internacional”, afirmou Iatã.

Nesse segundo aniversário, o Images&Visions continua firme o seu caminho,  agradecendo a todos os leitores e colaboradores, que tornaram possível essa proposta de celebrar a fotografia em todas as suas vertentes.
Fernando Rabelo
http://imagesvisions.blogspot.com/

16/10/2009 - 12:01h De olho em 2010, Marta lança site multimídia

marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo

Soraya Aggege – O Globo

SÃO PAULO – Na esteira da liberação da internet nas eleições de 2010 e do marketing que elegeu barack obama presidente dos estados unidos , a ex-ministra Marta Suplicy (PT) lança segunda-feira o MPost, um site de conteúdo online, nos moldes do fenômeno The Huffington Post, da empresária e democrata Arianna Huffington, considerado o mais acessado dos Estados Unidos. Marta incluiu o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT) no conselho editorial, e afirmou que o projeto é desvinculado do partido:

- É uma plataforma contemporânea. Haverá leitura dinâmica da mídia, espaço para blogs, postagens de vídeos, imagens e também jornalismo. A ideia é dar a maior pluralidade possível. Vai ter uma linha editorial, como os jornais.

Ela reafirmou que pretende se candidatar em 2010, possivelmente à Câmara dos Deputados, e que continua defendendo a escolha de Palocci como candidato do PT ao governo de São Paulo. Mas afirmou que se esforçará para não transformar o espaço em uma tribuna eleitoral.

O The Huffington Post era um agregador de blogs que cobria política e outras áreas desde 2005. No fim de 2008, passou a investir em jornalismo, com versões locais do portal para as cidades de Chicago, Nova York e Denver.

marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo

Candidata, Marta lança portal na web

Petista diz querer se ”comunicar mais” e promete ir além do blog

Clarissa Oliveira – O Estado SP


Candidata declarada para a eleição de 2010, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aderiu à recente onda de ingresso dos políticos na internet. Dizendo querer ir além de um simples blog ou de redes sociais como o Twitter, a petista vai lançar na próxima segunda-feira um portal na web, que classifica como um “empreendimento empresarial”.

O projeto levará o nome de MPost e foi inspirado no Huffington Post, criado nos Estados Unidos, por Arianna Huffington. O site americano nasceu como um blog, mas se transformou progressivamente em portal de notícias, com colunas, conteúdo multimídia e blogs. Marta não revelou o investimento no projeto, mas não rejeitou o rótulo de “empresária da comunicação”. Considerou a possibilidade de gerar receita com o portal e disse que planeja, por exemplo, atrair anunciantes.

A petista costuma dizer que será candidata em 2010, faltando definir apenas a que cargo. Ela garantiu, entretanto, que o portal não foi pensado de olho na eleição. “Vi que precisava me comunicar mais.” Suas posições, explicou, serão manifestadas “com cuidado”, em espaços opinativos. “Claro que tenho posições, mas todos os jornais têm posições”, disse, lembrando que não tratará apenas de política. Na lista de articulistas, está confirmado o deputado Antonio Palocci (PT-SP). Apoiado por Marta para o governo paulista, ele estará no conselho editorial, ao lado do escritor Marcelo Carneiro da Cunha.

EFEITO OBAMA

O lançamento ocorre em meio à adesão crescente de políticos à internet. Ontem, o assunto foi destaque de seminário que trouxe a São Paulo o estrategista americano Ben Self. Autor da campanha online que ajudou a eleger Barack Obama, ele firmou um contrato com o marqueteiro João Santana para atuar na campanha da ministra Dilma Rousseff. A consultoria custará menos de US$ 100 mil, segundo petistas.

Self esquivou-se do tema. “Nós respeitamos a privacidade dos nossos clientes.” Mas afirmou ver no Brasil condições para uma campanha online vitoriosa. “Dizem que as pessoas aqui não gostam de ser voluntárias, não gostam de fazer doações, que não é como nos EUA. Não é que as pessoas aqui sejam menos generosas ou menos interessadas. Não lhes foi dada a oportunidade correta.”

marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo

Marta lança seu novo site inspirada em democratas

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

Sem se definir sobre a qual cargo concorrerá nas eleições de 2010, a ex-ministra Marta Suplicy (PT-SP) lança na próxima segunda-feira seu site na internet, inspirado na experiência da norte-americana Arianna Huffington, democrata que ajudou a alavancar a eleição do presidente Barack Obama.
O Huffington Post, sucesso na rede mundial de computadores, é uma espécie de blog ampliado -tem colunistas e trata de assuntos que vão além da política.
“Vi que não havia nada semelhante no Brasil. Quero tratar de esporte a política. É claro que terá uma posição, um lado, mas pretendo ir além do partido”, diz Marta.
O nome do site será M Post (www.sigampost.com.br) e o único petista com vaga no conselho editorial será o ex-ministro Antonio Palocci, pré-candidato ao governo paulista com o apoio da ex-prefeita.
Marta disse estar bancando financeiramente o projeto, mas não revelou valores. Sua meta é buscar apoio privado. (JOSÉ ALBERTO BOMBIG)

15/10/2009 - 15:33h Arte X mudança climática

Civilización & Barbarie

Hoy es el Blog action day, el día en que los bloggers de todo el mundo que lo decidan, nos unimos para hablar sobre un tema en común.

Este año la consigna es alertar sobre los efectos del cambio climático.

Hace dos semanas Spencer Tunick, conocido fotógrafo que desnuda masas en espacios públicos, sumó su grano de arena al asunto al realizar una intervención con más de 700 personas en unos viñedos en la zona francesa de la Borgoña a pedido de Greenpeace.

personas-desnudas-cambio-climatico-greenpeace.JPG.jpeg

El objetivo de las personas que posaron y del célebre fotógrafo fue llamar la atención de la opinión pública y de los dirigentes políticos ante este fenómeno de cara a la cumbre mundial del Clima que se celebrará en diciembre en Copenhague.

“Si no actuamos aquí y ahora, el hombre y el conjunto de su patrimonio cultural están condenados”, alertó el director general de Greenpeace en Francia, Pascal Husting.

Desnudos_cambio_climatico.jpg

El artista estadounidense, por su parte, alertó que además de los viñedos franceses, el cambio climático amenaza la agricultura y la naturaleza de todo el mundo.

Greenpeace instó a los líderes mundiales a que alcancen un acuerdo “ambicioso” en la cumbre de Copenhague, donde espera que los países industrializados se comprometan a reducir las emisiones de gases contaminantes en, al menos un 40 por ciento, de aquí al año 2020.

Otros años y otros artistas, llamaron la atención sobre este fenómeno en distintas muestras. Así sucedió en 2008 en Barcelona con la muestra El ambiente siempre está en el medio y con la muestra on line New climates.

Y aquí leé lo que los combloggers de Civilización&Barbarie proponen para la discusión sobre el cambio climático. Publicado por Cristina Civale

21/09/2009 - 06:00h Blog em conserto

Voltarei após às 10 horas, se tudo correr bem

16/09/2009 - 08:33h Obrigado, GCM

Portal do Guarda Civil – Elogia Blog do Favre

Prezado,
Deixamos aqui nosso elogio pelo grande trabalho de comunicação que seu blog oferece aos internautas brasileiros e pelo constante apoio às Guardas Civis, em especial de São Paulo.
Cordialmente,

Portal do Guarda Civil

03/09/2009 - 17:02h Dazibao

Um leitor do blog, poeta na suas horas libres, traduziu seu entusiamo pelo nascimento da sua filha, com uns versos.
O blog, dentro dos limites fixados pelos meus objetivos de leituras e opiniões, é também um espaço aberto aos seus leitores. Nos comentários, evidentemente, mas também no que produzem e desejam compartilhar. Por isso, de tempo a outro, reproduzo o que recebo como contribuição dos leitores. Um espaço “Dazibao” para que desabrochem as flores. LF

Perguntas à Sua Espera

Quantos segundos se passam num ano?

Quantos anos, sete anos tem?

Errar o tempo é humano,

Esperar a princesa também!
Quantos movimentos faz uma barriga?

Quantas bolas, uma foto de festa tem?

Pensamentos estouram uma bexiga,

A chegada de uma princesa também!
Quantas noites teremos ilumindadas?

Quantos dias, todo o dia tem?

Se as mães acalmam as calçadas,

Um sorriso da princesa acalma também!

Quantos filmes de amor foram rodados?

Quantas ½ semanas, nove meses tem?

Os corredores dos príncipes foram traçados,

Os passos da princesa também!
Quantas perguntas cabem numa poesia?

Quantas dúvidas, uma certeza tem?

Dois meninos, uma vida se coloria,

Para uma princesa, uma rainha se tem!
Alex Dunno

31/07/2009 - 18:25h Diz

Blog Caminhar

Mini conto

RenéMagritte
No espelho

Olha o rosto no espelho, diferente, mais claro.
Levanta devagar o vestido observando o corpo.
A calcinha apertada marca a gordura, encolhe a barriga. Alonga-se, abaixa o tecido de algodão florido, observa a púbis, alisa os poucos pelos. O rosto se crispa. Levanta a calcinha nas ancas buscando um angulo melhor. A cabeça cai para o lado, volta para o centro, retesa-se.
É com os olhos dele que se vê agora.
Ainda sente o elástico a apertando, mas se reconhece naquele outro olhar e sorri.

Micro conto

Sentiu a mão subindo pelas pernas, mãos suadas, ásperas. Fechou os olhos.
Perdeu a parada. Quando ele levantou, ofegante, viu a boca desdentada sorrindo sarcástica.
Permaneceu ali até o cobrador dizer:
- Ponto final, dona.

http://1.bp.blogspot.com/_RCojEL9WAfQ/SLoQ1cr7OcI/AAAAAAAABk0/ze-YvsUVv4g/S220/sorrindo%2Bvertical-4%2Bmenor.JPGDiz

20/07/2009 - 16:15h O labirinto da internet

TENDÊNCIAS/DEBATES – FOLHA SP

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br


JOÃO SANTANA


Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação

UM PARADOXO da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.
É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo -sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.
O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.
Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.
Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.
Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios. Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários (”Ah, a campanha do Obama!”, “Ah, as eleições no Irã”, “Ah, o twitter do Serra”, “Ah, vem aí o blog do Lula”) sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.
Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos.
Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio.
De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos tempos da santa madre igreja, que já deteve a mais poderosa máquina de propaganda política -é a criadora do termo com sua “Congregatio de Propaganda Fide”-, até os dias de hoje, a comunicação politica é feita por meio de uma simbiose entre o que se diz -o conteúdo retórico-persuasivo- e seu suporte de expressão, as ferramentas comunicacionais. Um influenciando o outro e os dois influenciando, sem parar, as sociedades e instituições.
Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet.
Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.
No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata.
Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.
Com as vantagens e desvantagens que isso pode trazer.
As cibervias não estão criando só “novas ágoras”. Criam também novas urnas. Do tamanho do mundo. Vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo “representativa” ou “direta”.
Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a história como os que imprimiram um sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse, de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque a internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.
Já há um consenso do que deve ser modificado na proposta da Câmara. O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva. Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro.


JOÃO SANTANA, 56, é jornalista, publicitário e consultor político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em 2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador.

12/07/2009 - 14:21h Images & Visions

Edição de final de semana do blog fotográfico de Fernando Rabelo

 

 

O blog fotográfico Images&Visions traz na sua edição de domingo uma foto feita em 1933 pelo mexicano Manuel Alvarez Bravo  intitulada “La hija de los danzantes”.

Em 1952, o fotógrafo Art Shay fez a célebre foto da nudez da filósofa existencialista e ícone feminista Simone de Beauvoir. Art Shay era amigo de seu amante da época, o escritor Nelson Algren, o fotógrafo viu a cena pela porta entreaberta da sala de banho e a eternizou para sempre.

O fotógrafo português Edgar Martins passou 21 dias fotografando 19 cidades norte-americanas, a convite do “New York Times Magazine”. O trabalho, com mais de uma centena de fotografias sobre os efeitos da crise econômica no país foi publicado no passado fim-de-semana, onde um leitor detectou que havia manipulação digital nas imagens.  Os editores da “New York Times Magazine”, que não tinham percebido as alterações nas fotografias, não gostaram de saber destas alterações nas imagens resolveram retirar do site a fotogaleria, porque o trabalho tinha sido anunciado como puramente documental.

 “’No Feminino – Mulheres Fotografam Mulheres” é o título da exposição em cartaz até 29 de Setembro no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, com a originalidade de reunir trabalhos em que fotógrafas e fotografadas são mulheres. “Esta, julgo eu, é a primeira grande exposição só com fotografias de mulheres sobre o feminino”, afirmou o curador da exposição, Jorge Calado.

As sete mil fotografias encontradas em seus arquivos provam que o escultor Auguste Rodin colaborou com fotógrafos célebres e anônimos abrindo o seu ateliê para muitos deles no início do século XX. Entre eles: Eugène Druet, Jacques-Ernest Bulloz, Edward Steichen, Jean Limet, Stephen Haweis e Henry Coles, que registraram o processo de criação do artista no seu ateliê, dialogando entre a escultura e a fotografia.

Leia mais no blog Images&Visions.

09/07/2009 - 18:40h Colaboração

Saudações, Favre.
Acho seu blog de muito bom gosto, culturalmente, e bem engajado politicamente.
Tomo a liberdade de enviar pequena colaboração na esperança de poder ser aproveitada.
De qualquer forma, agradeço e parabenizo por este espaço de inteligência na NET nossa de cada dia.
Há Braços!
Edyl
(Três Corações-MG)


ETIMOLOGIA

Não gosto nada da Democracia

Pelo menos do jeito

Que nos exigem gostar

nos obrigam participar

Na origem grega,

CRACIA é governo

E o anarquista que sou

Com essa necessidade

até se conformou

Ainda em grego

DEMO é o prefixo que significa povo

Como se dele fosse mesmo o governo

conjunção de partículas

que torna a palavra bonita

como se fosse mesmo real

E qualquer indagação

se não heresia

se tornasse esquisita

A ilusão da liberdade advinda

com a sensação de fazer parte

impossibilita minuciar a discussão

enquanto em tanta mesa falta pão

Voltando aos gregos, o idioma já traduzia

a realidade longe da utopia

os ricos, fortes e poderosos

chamados PLUTOS, prematuros

ao ideal que a todos se poderia

Enquanto eles próprios

exercem na opulência

o que só se pode na ignorância

e na sua permanência

a mais tirânica e cínica

CRACIA dos PLUTOS

indigesta e desumana

PLUTOCRACIA

08/07/2009 - 15:36h Blog da Petrobras esclarece materias dos jornais

Carta ao jornal O Globo

7 de julho de 2009 / 17:18

jornal03A Petrobras entende que as duas matérias publicadas (no domingo, dia 5 e hoje, dia 7) revelam a intenção de desqualificar funcionários de carreira da Companhia, unicamente por seu passado sindical. Posição que a Petrobras considera discriminatória e inadmissível.

Com relação à matéria “Petrobras ajuda cidade que ajuda seu gerente” (7/7), a Companhia esclarece que, a insinuação de favorecimento ao município de Jales em razão de uma doação de terreno à empresa Implalife, não é verdadeira. O jornal faz uma associação equivocada e surpreendente de fatos isolados, além de épocas distintas: mistura o Programa Nacional de Biocombustíveis, com uma empresa que ainda vai produzir peças para implante dentário e a política municipal de atração de empresas, comum a diversos municípios brasileiros.

A Petrobras já informou a este jornal – e a matéria de hoje confirma – que o terreno foi cedido como incentivo da prefeitura local, parte de um projeto para atrair empresas e gerar empregos. A Petrobras esclareceu também na mesma oportunidade que não tem nenhum projeto de biodiesel previsto para o município de Jales e que, desde agosto de 2008, o gerente executivo de Desenvolvimento Energético Mozart Queiroz não tem entre suas atribuições gerenciar projetos de biodiesel. Essas informações foram omitidas na matéria.

Ao contrário do que afirma a matéria, Jales não recebe da Petrobras o segundo maior valor de repasses do FIA. O valor de R$ 583 mil tem como destino o Consórcio Intermunicipal do Direito da Criança e Adolescente do Noroeste Paulista, que reúne 21 municípios da região. Cinco são administrados pelo PMDB, 4 pelo PSDB, 3 pelo DEM, 3 pelo PTB, 2 pelo PSB, 2 pelo PR e 1 pelo PP. Apenas Jales é administrada pelo PT. Também participam do consórcio, o Ministério Público e entidades da sociedade civil. Os repasses são direcionados aos projetos que atendem a crianças, vitimas de abuso sexual e violência doméstica e para atendimento a deficientes físicos. O Conselho Municipal de Jales recebeu da Petrobras, em 2003 e 2004, recursos para o FIA quando a administração local era do PSDB/PTB.

É válido ressaltar que, sob a gestão de Diego Hernandes na área de Recursos Humanos, a Petrobras retomou os processos seletivos após 11 anos sem contratações, atualizou seu plano de cargos e salários – que desde 1991 não era revisado – e reformulou seu plano de previdência complementar, estendendo-o aos novos funcionários. O plano de treinamento e desenvolvimento da Petrobras é um dos principais diferenciais da empresa para retenção de talentos, reconhecido e premiado internacionalmente.

Respostas semelhantes foram enviadas à afiliada da TV Globo em Votuporanga e ao Diário de São José do Rio Preto

 

O corte da Folha

A Petrobras lamenta que a Folha tenha omitido parte da carta enviada no dia 5 e publicada em 7/7, sobre nota da coluna de Gilberto Dimenstein (Cotidiano, 5/7), a respeito da qualidade do ar. Na carta, a Petrobras reafirma que o conselho do Índice de Sustentabilidade nunca informou que a exclusão da Petrobras ocorreu pela especificação do diesel. A informação foi divulgada pelo então presidente do conselho deliberativo de uma das instituições do conselho do ISE, descumprindo regra de confidencialidade. O trecho omitido pela Folha de São Paulo foi o seguinte: “E, exatamente por essa atitude antiética, a instituição foi afastada por 12 meses do conselho. Faz parte dessa mesma instituição, como conselheiro, o atual presidente do Instituto Akatu, que também é secretário executivo da Coalizão pelo Ar Limpo e integra ainda o Movimento Nossa São Paulo”. Ou seja, mais uma vez, a Petrobras ressalta que tratam-se das mesmas pessoas, falando por meio de diferentes instituições e manipulando a bandeira ambiental em uma campanha obscura, cujos objetivos escapam à nossa compreensão.

painel do leitor

Para ler a carta na íntegra clique aqui

 

 

 

Fonte Blog da Petrobras – Fatos e Dados

07/07/2009 - 19:01h Para-ti

Eu aproveitei que Sergio Leo estava em Parati (ou Paraty?) e passei vários dias no Sitio dele.

Chato, pois ele tinha levado também o Olivera, o cretino que trabalha com ele. No sitio, só tinha alguns animais abandonados e o cara passeando com a Calle, aquela que fez um grande negocio quando foi largada pelo namorado (não vejo muita originalidade, as mulheres sempre saem ganhando quando se liberam dos seus namorados, mesmo quando são eles que tomam a iniciativa).

Dá para entender porque o Sergio pegou essa Calle e saiu twitando que ela tinha se saído bem do confronto com o ex. Basta ver a foto de Sergio e a do ex da Calle, para entender que o grande negocio da Calle foi melhorado com a estadia em Paraty (ou Parati?).

É bom lembrar que a artista francesa gosta de levar desconhecidos para a cama e ficar registrando os seus roncos.*

Em tudo caso, Olivera não apareceu na foto de Leo com Calle, mesmo tendo apregoado que era um escritor conhecido. Já Leo é só conhecido no Rio, onde ele sisma (é cisma corrige Leo) em lançar seu livro e continua esnobando São Paulo. Só quando passar por aqui é que ganhará o título que Olivera ostenta com razão.

Aguardando sua vinda à montanha, o profeta se exibe nas ruas coloniais. Diz que andava meia hora todos os dias: Ya se en que calle!

Generoso mandou a mulher ouvir o Talese, é ficou consolando-a Calle do desplante de Grégoire. Fica assim desvendado outro mistério que ronda a artista plástica Sophie Calle, a saber a identidade do detetive que ela mesmo mandou contratar para espiã-la e fotografá-la, na tentativa de provar que ela existe**.

O detetive foi o próprio Sergio Leo.

LF vagabundeando no sitio do Sergio Leo

A seguir as confissões de um escritor, normalmente fantasiado de jornalista, procurando sua inspiração

* Em 1979, « brincando », Sophie Calle solicitou a vários desconhecidos de passar várias horas em sua cama para ela ficar ocupada ininterruptamente durante oito dias, ela os fotografou e eles tinham que responder a suas perguntas.

** do livro de Sophie Calle, La visite guidée.

eu e sophie.JPG(Na foto, eu e uma amiga que conheci em Parati)

No primeiro dia na Flip, em Paraty, um amigo escritor me conta o segredo de quem estréia na literatura: “seu livro é como uma criança de quatro anos atravessando a presidente Vargas. Com sorte, quem sabe, chega do outro lado da rua”.

Um mergulho na Festa Literária de Parati me mostra isso: uma quantidade imensurável de escritores famosos e anônimos (é, muita gente publica e continua no anonimato) vaga pelos milhares de leitores que lotam a cidade. Milhares de leitoras, eu diria: quer fazer sucesso, escreve para as senhoras entre 35 e 60 anos, são as que gostam tanto disso que mandam legiões da categoria para formar uma maioria impressionante numa festa dessas.

É. Dia 10 meu “Mentiras do Rio” deve chegar nas livrarias. Vamos ver, então. No café, de onde eu estava quando meu amigo misturava trânsito e literatura, via a mesa com autores paulistas e a turma da Companhia das Letras, congraçamento total. Conheci, de leve, o Marcelino Freire. Cara muito simpático. Estava na parte VIP da coisa, como mostrou a Ivana, que vi e acabei não conhecendo. Pena. Na festa de autores da Record, era outro o grupo que eu vi, todos em festa, de um clube do qual ainda me sinto um penetra tratado com alguma condescendência.

Fiquei numa pousada que, acho, devia ser em Angra dos Reis; meia hora de caminhada até o centro histórico, todo dia. Bom exercício, ajuda a consolidar a imagem de escritor marginal. Tão marginal que até minha mulher me trocou pelo Gay Talese. Na hora em que eu lançava meu livro na OFF Flip, o cara falava. Eu disse a ela: vai lá, pelo menos alguém da família vê um escritor para contar depois aos amigos. Teve meu incentivo, mas não precisava ficar com aquele sorriso, caramba. Também, depois desse flagra abaixo, proibi a ida dela à palestra do Chico Buarque. Não se pode confiar nas ruivas. Nem no Chico.

marta.JPG

Até preparei minha estréia na Flip, maquiavelicamente. Mandei um conto, adaptado, para o concurso da Piauí, para publicar na edição que circularia na Flip. E, claro, não levei. O que ganhou estava bem bom. E o meu eu boto aqui, juro que não vai virar hábito. Mudei até o final para que sobreviva à rejeição da revista e, um dia, seja publicado na edição de minhas obras completas. Em alguma das 180 páginas aceitas pelo editor.

Ela Negou
Não é fetiche. Nem obsessão. Eu tentei explicar, fumamos uma carteira de cigarro discutindo. Ela, sempre sem tirar os olhos dos meus olhos, disse que eu não tinha entendido nada e teimou, se recusou a fazer essa coisa simples, esse gesto besta, seria um carinho, sinal de consideração, eu disse a ela. Estupidez, ela disse. Se não for perversão, brincou.

Ela era contraditória, eu disse, logo que acendi o primeiro cigarro, na brasa do cigarro dela (ela fica linda quando deixa escapar devagarinho a fumaça pelos lábios entreabertos, criando uma cortina cinza entre meus olhos e aqueles olhos negros, mar profundo onde mergulho meu olhar apaixonado _ ela destestava quando eu dizia coisas como essa).

Lembrei da reclamação dela, logo no início, naquele dia em que eu me maravilhei por acordar e ver, ainda deitada ao meu lado, aquela mulher saída de alguma propaganda de leite desnatado, nua e rósea, os cabelos negros derramando fios sobre os lábios vermelhos que falavam comigo e me recriminavam.

Lembrei que ela tinha dito que eu era desmazelado. Relaxado, insistiu; como se procurasse adjetivo mais convincente. Queria que eu mudasse, estava claro. Eu mudaria, eu faria o que me pedisse, desde que aqueles lábios continuassem ao meu lado, e perto de mim continuassem os dedos distraídos, de unhas delicadas e esmalte vermelho, afastando os fios negros que a atrapalhavam enquanto falava.

Eu não me tratava, era desleixado, insistia ela, e eu concordava, mudo, hipnotizado pelos olhos, cabelos, unhas, tons de rosa,vermelho e negro que a luz forte da janela coloria em reflexos que me atordoavam.

Essa foi uma discussão anterior, como eu disse, foi logo no início, quando ela reclamou, depois de uma noite de gemidos, suor e carinho; e pediu que eu mudasse. Ela gostava de minhas idéias ligeiramente disparatadas, minhas utopias, minhas paixões estéticas e minha ingenuidade política, contou, antes de me levar para a cama. E por isso acordamos juntos naquela noite, a primeira, e em várias outras. Mas, ao acordar daquela primeira vez, queria mais que minhas idéias, paixões e ingenuidade. Eu não me cuidava, e isso não era bom.

Não voltou ao assunto, mas eu me lembrava disso sempre que ela se levantava, pescava a lingerie em alguma dobra do lençol, entrava em um daqueles vestidos luxuosos que sempre usava, e se despedia de mim com um beijo daqueles lábios escandalosamente vermelhos, beijo jogado ao ar por dedos delicados, gestos de sereia hollywoodiana.

Nessa última noite, em que fumamos como viciados, já estava com o vestido, branco como eu adorava ver cobrindo o corpo forte, doce, quando pedi a ela. E ela. sem deixar de mirar meu rosto, disse não.

Depois de algum tempo, eu a puxei pelos braços, e ela caiu, ficou no chão, os olhos para o teto. Sentei ao lado dela, pedi desculpas; ela me pediu um cigarro. Fumando, pedi de novo que deixasse de teimosia. Eu pedia uma bobagem. E ela me pediu o cinzeiro. Cruzou os braços. Já não me olhava.

E continuou assim, linda e mal-humorada, recusando-se, negando.

Com os braços cruzados, parecia acariciar os ombros, me provocava, e eu, de pé, quase faço uma besteira. Pedi de novo. Implorei.

Mas nem assim ela teve a consideração, o carinho, a piedade de virar o rosto. Não queria. Não fez.

E eu em pé, de chapéu novo, sapato engraxado, gravata borboleta.

Que eu queria tanto, tanto, mostrar a ela.

07/07/2009 - 15:58h No ar, na mídia, a transparência da Petrobras

Coalizão pelo ar limpo – resposta à Folha de S. Paulo

Gilberto Dimenstein FolhaSem dúvida, como afirma Gilberto Dimenstein em sua coluna de 5/7 (clique na imagem ao lado), a qualidade do ar envolve vários agentes. Entretanto, a Coalizão pelo Ar Limpo só responsabiliza a Petrobras e as montadoras pela poluição do ar em SP. Por quê? Mesmo chamando atenção para os outros responsáveis, o jornalista dá voz à Coalizão, reproduzindo a informação inverídica de que a Petrobras foi excluída do Índice de Sustentabilidade da Bovespa (ISE) pelo teor de enxofre em seu diesel.

Reafirmamos o que foi divulgado em carta publicada no sábado (4) pela Folha: o conselho do ISE nunca informou que a exclusão da Petrobras ocorreu pela especificação do diesel. A informação foi divulgada pelo então presidente do conselho deliberativo de uma das instituições do conselho do ISE, descumprindo regra de confidencialidade. Pela atitude antiética, a instituição foi afastada por 12 meses do conselho. Faz parte dessa mesma instituição, como conselheiro, o atual presidente do Instituto Akatu, que também é secretário executivo da Coalizão pelo Ar Limpo e integra ainda o Movimento Nossa São Paulo. Trata-se das mesmas pessoas falando através de diferentes instituições e utilizando a bandeira ambiental em uma campanha obscura cujos objetivos escapam à compreensão.

A Petrobras desconhece a solicitação para sua retirada do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI). A empresa reafirma que nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama e lamenta que o debate sobre a qualidade do ar esteja sendo realizado de forma leviana, com inverdades e rasgando-se a ética.

 

Transparência em alta – carta à revista Época

bandeirasA Petrobras lamenta que, em carta publicada nesta revista, um representante da Coalização pelo Ar Limpo e mais nove subscritores desinformem a opinião pública sobre a questão do enxofre no diesel. Ao contrário do que está dito ali, o presidente José Sergio Gabrielli não disse à Epoca que a avaliação da Transparency Internacional referia-se a outras áreas de governança corporativa que não as avaliadas pela entidade. Ele limitou-se a dizer que a transparência da Companhia foi atestada pela entidade, o que é plenamente correto, já que a empresa foi classificada na categoria de “High Revenue Transparency”.

 

 

O Globo: Petrobras é destaque em ranking de transparência

Nota publicada na edição desta terça-feira (7/7) na página 10 do caderno Razão Social do jornal O Globo.

nota_OGlobo

 Fonte Blog da Petrobras Fatos e Dados

21/06/2009 - 19:54h Blogs fazem pessoas escreverem mais e pior, diz Saramago

28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem
saramago.jpg
“Cuido de um post como de um romance”, afirma o escritor português José Saramago

EFE – FOLHA ONLINE

O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet “está se escrevendo mais, embora pior”. “A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve”, disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino “Clarín”.

O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em “Caderno de Saramago”, um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.

“Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance”, disse o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo, no próximo dia 25, em Lisboa.

Quanto a seu blog (http://caderno.josesaramago.org/), o escritor disse que não destina ao espaço “nenhuma ideia em particular”, para depois expressar que “os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo”.

“Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado”, reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.

O autor de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que “se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve”.

14/06/2009 - 10:43h Para o ombudsman da Folha a reação ao blog da Petrobras foi claramente despropositada

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA – FOLHA SP

ombudsman@uol.com.br

Muito barulho por quase nada


A reação de muitos veículos, jornalistas e entidades ao blog da Petrobras foi claramente despropositada

NINGUÉM precisava ter lido o blog da Petrobras para perceber problemas na reportagem publicada no sábado, dia 6, sobre as relações entre a empresa e a entidade MBC (Movimento Brasil Competitivo).
Expressei assim, na crítica diária que faço das edições deste jornal, minha reação inicial ao deparar-me com a chamada de capa dada a ela: “Francamente, não vejo relevância na informação de que verba da Petrobras foi para ONG que tem seu presidente entre os membros do conselho para que ela esteja na primeira página”.
Meu argumento era que em geral a presença de pessoas que ocupam cargos de prestígio em conselhos de organizações como o MBC é apenas simbólica. Como o próprio texto da reportagem informava, o presidente da Petrobras nem participa das reuniões do MBC.
Concluí que “a contratação do MBC pela Petrobras pode merecer críticas, ser denunciada, por diversos motivos. Pelo fato de que Dilma Rousseff e José Sergio Gabrielli participam nominalmente do conselho da ONG, não”.
A publicação de cartas do presidente do MBC e da gerente de imprensa da Petrobras no “Painel do Leitor” de segunda-feira confirmou minhas impressões e foi suficiente para eu (e muitos leitores) fechar juízo de valor sobre o caso.
Ao longo da semana, a relação entre a Petrobras e o MBC foi deixada de lado (o que parece confirmar a sua pouca relevância) e o debate, injustificadamente histérico, se concentrou na criação do blog Fatos e Dados pela estatal.
A Petrobras e qualquer entidade ou cidadão têm o direito indiscutível de criar quantos blogs, sites, jornais ou publicações de qualquer espécie que quiserem. Se ela deseja tornar públicas todas as perguntas de jornalistas que receber, também não há nada que a impeça nem legal nem eticamente (em especial se deixar claro a quem se dirigir a ela que vai fazer isso).
Não faz sentido a Petrobras querer editar o conteúdo dos veículos de comunicação. Mas não há problema em ela tornar público material que seja cortado durante o processo de edição feito por esses veículos.
A reação de muitos jornalistas, veículos e entidades à iniciativa foi claramente despropositada. Se alguém pode sair prejudicado pela decisão de revelar as questões de jornalistas antes da publicação das reportagens a que se destinam é a própria empresa, como seu recuo nesse ponto deixou claro: se as pautas exclusivas deixam de ser exclusivas porque a fonte as revela ao público, o mais indicado para quem as produz é não ouvir essa fonte antes de publicar a reportagem.
Do episódio, só há a lamentar que tenha sido mais lenha para atiçar a fogueira do conflito sectário que envenena o ambiente político nacional em prejuízo de todos.

13/06/2009 - 17:33h Caminhar lembra Pessoa

Blog Caminhar

O dia do Santo e de Pessoa

Fernando lembra:Há 121 anos (13.06.1888) nasceu o grande poeta português Fernando Pessoa.
Dia de Santo Antônio, simpático, acolhedor,com o menino no colo. Dizem que se fizermos pedidos para ele trará um par qualquer, se for súplica a São José virá um par melhor. Melhor apelar para São José. Para ser grande, sê inteiro: nada

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis. Odes 14-2-1933

” É por ser mais poeta

Que gente que sou louco?

Ou é por ter completa

A noção de ser pouco?

Tudo é verdade e caminho.”

Fernando Pessoa

Para mim, ele é o maior poeta que eu conheço. Múltiplo, extraordinário.

Postado por Diz no Blog Caminhar

12/06/2009 - 16:52h Do lado de dentro

Blog Onzepalavras

Eu tinha aquela força absoluta que transbordava de dentro de mim. Era muita até. Eu acreditava menos nos meus olhos e mais nos meus sentidos. Eu não sonhei, consciente de minha origem; mas planejei um futuro cheio de alegria, bem fundamentado. Um passo de cada vez. Planejei um correr de anos na mansidão, no equilíbrio. O meu eixo, inabalável, estrategicamente protegido das tormentas tão características da juventude. Mas aquele era o tempo de ser jovem.

Naquele tempo eu pensei que fosse conquistar mais que o necessário para viver, e pensei até em fazer parte dessa conquista um bom motivo para dividir com os outros e sentir um pouco de paz. Mas isso não seria o óbulo da viúva. Era um tempo em que as promessas eram convites excitantes, que o futuro era leve e estava a um braço de distância. Eram planos possíveis, que de extravagantes e urgentes não se podiam chamar. Planos simples, mas todos absolutamente sob o meu controle.

O coração também estava programado para aceitar só o que cabia no meu quadro, e encontrei alguns desenhos que se alinhavam bem a essa moldura. Era um tempo em que parecia certo determinar uma dimensão para haver encaixe. Mas o verdadeiro amor é livre. No tempo dessas idéias, me vi nos vários papéis de mulher, e para cada um já havia determinado quando e como seria. Projeções calculadas com exatidão que pareciam-me de todo exeqüíveis.

Com tantos planos, sobrou-me muito pouco tempo para ser mulher e para acreditar que o vento leva e traz as promessas de Deus, que tem seus próprios planos acerca do ser humano e de suas ilusões de controle. E veio o outono com sua força de transformação, e derrubou as folhas das árvores e levou meus planos no mesmo vento que mergulhou o ar na escuridão e no frio.

E eu cheguei na grande encruzilhada da vida. Quando todas os desejos sucumbem à verdade. Quando é inútil ao anjo bater as asas depois de caído. Quando descobri que o tempo todo não era a luz do sol, mas uma lâmpada de brilho fosco, que também se apagou no minguar da lua. Planejei uma vida tão diferente desse deserto que estou vivendo. Tão distante de como desejei que fosse, agora sem qualquer perspectiva. Bastando apenas saber que não controlo sequer meus pensamentos, quiçá a direção para o perfeito epílogo, e de novo no engano, já que na eternidade não cabem epílogos.

Era muita força que pulsava aqui dentro, excessiva. Faltou-me saber que pouco ou quase nada sabia ou sei. Agora acredito mais nos meus olhos e dou pouca importância aos meus sentidos, que de tão senhores de si, traíram-me às claras vistas me deixando em plena cegueira.

Precisava de mais leveza e menos maturidade naqueles anos que ficaram para trás com o frescor da juventude. Mas tive que ser provedora de mim mesma, na esperança de dar à minha semente essa chance de liberdade de ser, que não vivi na hora exata. Julgava-me muito adulta e destemida, mas na hora de prover outrem escondi-me por vezes numa covarde meninice. Onde Deus dentro de mim, tamanha fantasia de controle?

E que soberba julgar o amor pela moldura ideal. Se não sou eu passível de medição, como encontrar alguma que se ajuste ao meu tamanho? De que tamanho eu sou? Não digo, hoje, que cheguei a amar. Tranquei o pássaro na gaiola, e esperei pelo gorjeio, mas não ouvi a melodia. Deixei as gaiolas para trás, abertas, e tranquei a mim mesma para sentir na veia a privação da liberdade. E é verdade, fiquei muda.

Houve um tempo em que eu não confessaria as perdas, mas isso também ficou para trás. A verdade só começa a aparecer quando deixamos o esconderijo das nossas ilusões. E eu estou segura de que assim começo a me tratar com mais sinceridade, e que tenho lentamente caminhado para o primeiro encontro essencial comigo mesma. Ainda alimento algumas muitas ilusões, mas aquela de não parecer melancólica deixei para trás junto com a importância que dava às aparências. Não preciso mais delas, nem das ilusões e nem das aparências. Não quero aprovações mas aceito de bom grado as provações, já que elas têm me tornado mais humana. Só assim eu poderei sonhar novos sonhos, esses, Deus sabe, tão mais reais que os planos que não vingaram, justamente por estarem à revelia de meu controle.

Quando me deixava ver mais viva, eu já era putrefação. Agora que me tomam por morta, estou rompendo a placenta, buscando com sofreguidão a luz da vida que acabou de vingar.

Meu coração miserável, sangra em lágrimas, mas regozija-se ao refletir os epicentros das verdades que eclodem escaldantes e renovadoras. Sim, eu estou viva e nada, nada, nada tem sido em vão!
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Pintura: Narciso, Michelangelo Merisi Caravaggio 1571 – 1610 (óleo sobre tela, 1599)

Escrito por Ana Karina Bucciarelli

12/06/2009 - 15:09h Contribuição para a paz dos casais no dia dos namorados (prometo ser ‘fonte sigilosa’)

Estou pensando aproveitar o feriado prolongado, pegar minha shunga e cair de supetão no sitio de Sergio Leo.

Fiquei fascinado pela confissão de Sergio sobre o pacto que tem com sua mulher Marta, também jornalista (ver nos comentários)

Pelo que entendi, a coisa funciona mais ou menos assim.

O cara chega em casa por volta das 3 da manhã e a mulher aguardando brava. Olhos cansados, gravata no bolso, cheiro de bebida (em Brasília a lei seca é o clima), mas o Sergio -pois dele se trata- tem a frase salvadora na ponta da língua ante qualquer cobrança: “nosso pacto é não comentar pauta em andamento, darling”.

Quero ser jornalista e casar com jornalista!

Agora dá para entender a reação de Sergio Leo ao blog da Petrobras. Imaginou?

O cara tenta se escudar no pacto e a mulher com as fotos na mão, publicadas no blog pela fonte que decidiu não respeitar o sigilo.

Vazou!

LF

10/06/2009 - 15:14h Sobre o blog da Petrobras: “O que ofende o direito de informar é a censura, senhores”

Blog de Noblat

É boa ou ruim?, essa decisão de Petrobrás em criar seu próprio blog. A resposta, sem dúvida possível, sugere ser muito boa. Para a cidadania – permitindo que mais pessoas acessem mais informação. Para a democracia – que se reconhece quando uma empresa, do tamanho da Petrobrás, assume o compromisso de prestar contas de seus atos ao indeterminado cidadão comum do povo. Assentado isso, o principal, vale a pena examinar algumas questões no entorno dessa decisão.

1. Ilegal não é, como sugerem alguns jornalistas. Nenhum tema da Cyberlaw mereceu mais páginas do que o Fair Use. Reduzido a seu núcleo conceitual, a proteção ao direito da propriedade intelectual – no caso, as perguntas dos jornais – se opera somente quando houver apropriação econômica por terceiros – no caso, a Petrobrás. Como o acesso ao blog é público e gratuito, nenhuma irregularidade pois.

2. Deselegância é. A publicação das perguntas, sem ciência prévia dos perguntadores, é certamente prova de desapreço a jornais e jornalistas. Não propriamente pela utilização dessas perguntas, no blog, algo mesmo natural. Mas por não haver ciência prévia, nessa primeira utilização. Bastaria que a Petrobrás avisasse, antes – “olha, daqui a 2 dias o blog estará no ar”, coisa assim, e nenhum problema haveria.

3. Os jornais dizem que “o blog quebrou a confidencialidade de perguntas enviadas” à empresa. Quando nenhuma confidencialidade há, ou deveria haver, nesse tema. Essa confidencialidade, em países culturalmente maduros, protegem apenas a privacidade ou interesses coletivos – saúde, segurança pública, relação com países estrangeiros, fronteiras. Sem que se perceba como perguntar quantos funcionários trabalham, em um setor da empresa, possa ser confidencial. Ao contrário, essas perguntas deveriam ser berradas, aos ventos, para que todos as pudessem ouvir – se isso fosse possível, claro.

4. A ANJ diz ser “prática contrária os princípios universais da liberdade de imprensa”. Sem que se possa ver como, publicizar uma pergunta, possa ser algo contrário a qualquer liberdade. O que ofende o direito de informar é a censura, senhores. A romântica (se é que uma censura pode ser mesmo romântica) , no tempo de sargentos nas redações, com suas tesouras; a econômica, de governos e anunciantes, com seus interesses (nem sempre meritórios); a política, protegendo parte de nossas elites; a “musa da autocensura”, como a ela se referia George Steiner.

Assentado isso, de que é boa prática para a democracia, cabe agora perguntar se é também boa para a Petrobrás. E a resposta, aqui também, é sim. Dá respeitabilidade à empresa. Mostra que, do alto de seu poder econômico, se preocupa em prestar contas ao público. Porem …

Há sempre um porém, à margem das melhores intenções. “Mas há sempre uma candeia / Dentro da própria desgraça”, dizia Manoel Alegre contra Salazar. E esse porém, no caso, é: a Petrobras faz isso para ser respeitada?; ou tudo é só estratégia de marketing, às vésperas de uma CPI? Não há respostas prontas, para isso. E vale, nesse caso, testar; sendo, aos jornalistas que hoje reclamam, os melhores testadores.

Podem perguntar, por exemplo, quais são os diretores da Petrobrás e de suas subsidiárias? Quantos são os quadros técnicos da empresa, que hoje ocupem esses cargos de direção? Quais os funcionários que, sem ser diretores, dirigem licitações? Quais partidos indicaram esses senhores e senhoras? Qual o montante, em reais, de licitações a cargo de cada um deles? Quantos desses contratos foram firmados com dispensa de licitações? Isso, ou o que mais quiserem perguntar.

E assim se resolve a questão; que, das duas, uma. Ou a Petrobrás responde, e merece (continua a merecer) nosso respeito; ou a Petrobras não responde, ou responde só o que lhe interessar, e então esse blog é só perfumaria. Tornados então, sem efeito, todos os elogios antes à empresa aqui destinados. O futuro dirá.

José Paulo Cavalcanti Filho. 61, advogado no Recife, jp@jpc.com.br

09/06/2009 - 19:05h Petrobras e jornais: uma opinião ponderada

Do Observatório da imprensa

BLOG DA PETROBRAS

Quando a fonte abre o jogo

Por Claudio Weber Abramo em 9/6/2009

blog do autor, 9/6/2009; título original “O blog da Petrobras”

Anda causando celeuma a decisão de Petrobras de publicar, num blog (”Fatos e Dados“), as perguntas que lhe são formuladas por escrito pela imprensa, bem como as respostas dadas. A justificativa que a Petrobras apresenta para a iniciativa está publicada aqui.

Destacam-se os seguintes pontos:

** A relação entre a Petrobras e os veículos de comunicação que a interpelam é essencialmente pública.

** A publicação das respostas no blog, antes da decisão editorial de o jornal publicar ou não a reportagem em questão, reforça o objetivo da Petrobras de alcançar o máximo de transparência possível no relacionamento com seus públicos de interesse.

** A agilidade no tratamento e no encaminhamento das respostas ao sempre legítimo questionamento da imprensa demonstra também o compromisso da Cia em prestar todos os esclarecimentos a ela solicitados.

** A Petrobras tem liberdade para publicar a íntegra das respostas que fornece aos veículos de comunicação porque é fonte e detentora dos dados disponibilizados.

Os jornais não gostaram. A Associação Nacional dos Jornais, que reúne as empresas proprietárias desses órgãos, soltou uma nota na segunda-feira (8/6) em que afirma:

“Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.”

Sem intermediação

A atitude da Petrobras estimula uma porção de observações.

1. Não há problemas com as justificativas da Petrobras.

2. Não procede a reclamação da ANJ, de que a Petrobras teria rompido algum compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa. Esse compromisso nunca existiu. O que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas. Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista. As fontes não estão presas à confidencialidade que a ANJ menciona.

3. Qualquer pessoa que já tenha sido fonte da imprensa sabe que entre o que se informa (por declaração, por escrito ou num relatório formal) a um jornalista e aquilo que sai publicado vai uma distância. Quando o repórter é um profissional correto, e quando o veículo em que trabalha também é, essa distância é geralmente pouco relevante. No entanto, em particular na imprensa escrita e nos noticiários da televisão, o processo de edição, em que se corta muito do que a fonte informou, pode levar a citações fora de contexto ou incompletas. (Já quando jornalista e/ou veículo são desonestos, o que sai publicado é qualquer coisa.) Assim, de modo a resguardar aquilo que se informou à imprensa, a iniciativa de publicar perguntas e respostas pode contribuir para a melhoria das práticas profissionais da área.

4. Na prática, o que a Petrobras passou a fazer tem consequências sobre a capacidade de órgãos da imprensa “furar” seus concorrentes. Se a Petrobras publica as perguntas formuladas por um jornal assim que envia as respostas, bastará ao jornal concorrente consultar sistematicamente o blog da Petrobras para não ser “furado”. Isso tende a uniformizar o noticiário e a reduzir o estímulo para que os veículos busquem levantar assuntos inéditos. Quem perde com isso é o leitor.

5. Ao tomar a iniciativa que tomou, a Petrobras não disse o que fará em relação às informações que passa com exclusividade a jornalistas por sua própria iniciativa. O princípio deveria ser o mesmo – se a ideia é comunicar-se com o público sem a intermediação dos veículos de comunicação, então essas notícias “plantadas” precisariam também ser divulgadas no blog da Petrobras assim que formuladas por sua assessoria de imprensa.

Pela qualidade

6. De toda forma, ficará fácil verificar se a empresa procurará resguardar essas informações que distribui com exclusividade, pois se algo for publicado em algum veículo e a notícia disso não for divulgada previamente pela Petrobras, estará configurado o uso de dois pesos e duas medidas.

7. Em particular, é bom ver o que acontecerá com as informações prestadas pela Petrobras a veículos e agências noticiosas internacionais. Será mesmo que a empresa vai “furar” a Reuters, a Associated Press, o Financial Times, a Economist? Não é de se crer.

8. Embora pareça claro que a iniciativa da Petrobras vem como reação à CPI montada para investigar as suas operações, a tensão criada com os jornais não deverá persistir, pois não interessa à própria Petrobras. Por mais que a política de comunicação do governo federal tenha se voltado preferencialmente aos pequenos veículos locais e regionais, a Petrobras não pode prescindir da chamada “grande imprensa”, porque os investidores do mercado não lêem o Democrata de Xixirica da Serra, mas o Globo, o Estadão, a Folha, o Valor.

9. Por isso, é provável que a empresa recue da decisão de divulgar as perguntas e as respostas antes que os veículos publiquem as reportagens correspondentes.

10. Contudo, em favor da melhoria da qualidade da imprensa, a Petrobras deveria continuar a fazê-lo após os veículos terem publicado as suas histórias.

09/06/2009 - 18:15h Os jornais em polvorosa

Jornais reagiram com espirito de corpo, perante a decisão da Petrobras de criar um blog como canal direto de informação para enfrentar a CPI. Todos condenaram a iniciativa, particularmente quando a Petrobras reproduziu na integra as perguntas e suas respostas aos questionamentos dos jornalistas.

Os argumentos são diversos e não cabe maniqueismo no tratamento deste debate.

Sergio Lirio, redator em chefe da revista Carta Capital, considera a decisão da Petrobras deselegante e intimidatória, porem constata:

“Sabemos que durante CPIs a imprensa costuma fazer o contrário do que deveria: torna-se menos e não mais criteriosa e vigilante na seleção e divulgação dos fatos, sob a desculpa das pressões da competição pelo furo, além de frequentemente se deixar usar por interesses particulares ou eleitorais travestidos de interesse público.

Outro comportamento bastante comum da mídia nesses momentos é ignorar com mais frequência seus erros e não conceder a um indivíduo ou empresa atingidos o devido espaço de retratação.

Misturados à manada que alegremente pisoteia o bom senso, as regras básicas da profissão e a autonomia do pensamento (que deveria nortear um jornalista do raiar do dia ao fim da jornada diária), repórteres, editores e veículos sentem-se mais confortáveis para cometer aleivosias e assassinatos de reputação ou para reproduzir erros alheios sem se dar ao trabalho da checagem.

Quem já foi injustamente alvejado por CPIs sabe bem o que isso representa. No caso de uma companhia com ações nas Bolsas de Valores, milhões de dólares em contratos e sentada sobre reservas espetaculares de gás e petróleo, os prejuízos podem ser incalculáveis e irreversíveis.” (artigo de Sergio Lirio no Blog de Noblat).

Precisamente, e não só pela experiencia anterior fielmente retratada por Sergio Lirio, mas na base do que começou a ser publicado em certos jornais desde a instalação da CPI do PSDB, os “prejuízos incalculáveis e irreversíveis” na imagem da Petrobras começaram. Em parte, provocados pela sonegação de informações devidamente fornecidas, quando não pela manipulação pura e simples. Uma manchete insinuava irregularidade em supostos contratos sem licitação, sendo que a lei autorizara desde bem antes do governo atual à empresa a dispensar dos mesmos. Outra manchete insinuava irregularidade na participação do presidente da Petrobras no conselho de uma ONG da qual participam as principais empresas do país. Hoje mesmo, a afirmação que 1.050 jornalistas eram contratados pela Petrobras, foi desmentida e deu lugar a um pequeno “erramos”.

Existindo o precedente indicado com claridade e objetividade pelo redator em chefe da Carta Capital e constatada a pratica recorrente em relação à Petrobras, qual é a melhor resposta? Não é a que poe todo mundo perante suas responsabilidades de forma transparente aos olhos do público?

Se intimidação existe é a dos que se arrogam o monopólio da representação da opinião pública em matéria de informação e que utilizando a liberdade de escolher como bem entendem, do que a Petrobras responde aos seus questionamentos, procuram acuar a empresa por conta de uma iniciativa político eleitoral da oposição.

Persiste, é verdade, a questão do trabalho do jornalista que procurando ouvir o “outro lado” vê suas informações divulgadas antes da sua publicação no seu próprio veículo e librada assim aos seus concorrentes. A argumentação foi utilizado com razão por Sergio Leo, Kennedy Alencar e outros jornalistas e merece ser levada em conta.

Luis Nassif responde a estes argumentos assim:

“Fica claro também que a publicação das respostas se destina às pautas onde haja evidências fortes de risco de manipulação.

Além disso, a publicação das respostas no Blog da Petrobras funciona como um certificado de cartório. Significa que aquele tema, com aquelas respostas, têm dono. Se algum jornal ou jornalista ousar se apropriar de pautas de terceiros, será crucificado pela opinião pública e pelos próprios colegas.

Finalmente, o questionamento posterior da Petrobras às matérias obrigará inevitavelmente a um aprimoramento da cobertura. Aí, a discussão fica técnica. Se um jornal tratar adequadamente a informação, e o Blog da Petrobras ousar questioná-lo com falsas questões, corre o risco de se desmoralizar. Se os questionamentos forem pertinentes, quem se desmoraliza é o jornalista e o jornal.

Qual a resultante desse embate? Aprimoramento do jornalismo e da qualidade da informação, o que levará os jornais – muito mais por necessidade que por princípio – a melhorarem o jornalismo que praticam e a empresa a melhorar o grau de transparência das suas informações, à medida que esse modelo a amarrará ao compromisso de não deixar perguntas sem respostas.

Hoje em dia, não há transparência na forma como são tratadas as notícias, especialmente aquelas com viés partidário. O jornalista detém uma informação e se julga no direito de dar o tratamento que bem entender, o enfoque que desejar, selecionar as informações que melhor se adequem à sua tese. A possibilidade do leitor ter acesso a todas as informações fornecidas é um ganho excepcional no direito constitucional de ser bem informado.”

A iniciativa do blog da Petrobras abriu um debate mais que necessário e isto já é um mérito da Petrobras.

Em resposta ao posicionamento de Kennedy Alencar na Folha online os primeiros três comentários de leitores são:

marcus eneas (2) 09/06/2009 17h34

“A imprensa está cheio de estúpidos? Está.” Está escrevendo na frente de um espelho? A transparência da Internet é para todos!

Antonio Passos (35) 09/06/2009 17h30

ESTARRECEDORA a reação da imprensa em relação ao blog da Petrobrás. Uma postura digna de um CENSOR do tempo da ditadura. A Petrobrás comete o “sacrilégio” de revelar as perguntas que lhe são feitas com suas respectivas respostas. É INACREDITÁVEL o ponto em que chegou a PREPOTÊNCIA da nossa mídia. A liberdade para perguntar não lhe basta, ela quer também o poder de “CONTROLAR” as respostas. Tipo: “eu te pergunto e você responde na hora e do jeito que eu quiser, e não diz que fui eu quem perguntou”. É hilariante ! Não podemos deixar de lembrar o episódio em que os laptops dos juízes do STF foram GRAVADOS de forma sorrateira e o conteúdo PRIVADO dos seus emails foi revelado nas primeiras páginas dos jornais, sob a alegação de que “a sessão era pública”. ISTO PODE ! Como se o fato da sessão ser pública, permitisse inclusive enfiar a mão nos bolsos dos juízes para ver o que tem lá dentro.

Andrea Costa (2) 09/06/2009 17h23

Prezado Kennedy, tem certeza de que a burra da história é a Petrobrás?! Ciente do jogo sujo que é uma CPI e sua cobertura, a Petrobrás, brilhantemente, antecipou-se para preservar um de seus maiores patrimônios: sua credibilidade. Qualidade que falta à grande imprensa brasileira. Por isso essa celeuma toda. A FSP, com todos os esses ataques ao blog, escancara seu despero em ter suas manipulações desmascaradas. Mas já que a estratégia da Petrobrás é burra, pq se preocupar com ela?

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Internet é isso e a discussão horizontal e multiforme enriquece a democracia. Ganham a liberdade de imprensa e os cidadão brasileiros. LF

09/06/2009 - 13:17h Venha twittar

O link para o meu twitter é https://twitter.com/blogdofavre

08/06/2009 - 19:10h O boom do Blog da Petrobras

O boom do Blog da Petrobras
Por Idelber

Nassif, caríssimo:

Eu estou acompanhado em detalhes a movimentação há 72 horas. Eu lhe digo: blogo há cinco anos e nunca vi nada igual. No Twitter, o @blogpetrobras acumulou miilhares de citações em umas poucas horas. O blog propriamente dito, em 12 horas, sem link de nenhum portal, recebeu 25.000 visitas (às 5 da manhã, eles estavam em 62.000; agora, em 87.000).

Uma rápida busca do Google Blog Search mostra uma proliferação de links absolutamente inaudita. As reações da grande mídia, inventando jabuticabas como a “pergunta em off” — que você desconstruiu muito bem — caem no ridículo até mesmo para pessoas muito simples.

De novo, o porteiro do meu prédio comentou: “uai, o jornalão quer segredo agora”? Uma leitora do Biscoito (a Aline, do excelente blog “Até aqui tudo bem”) notou o insólito fato de que um blog chapa-branca (um blog que se assume como chapa-branca, ou seja, a voz de uma empresa) tenha sido defendido e celebrado por uma legião de internautas independentes, e tenha mais credibilidade que os veículos da mídia.

Quando você for escrever o próximo livro sobre a evolução da imprensa brasileira, Nassif, este terá que ser um capítulo tratado com destaque. Porque eu nunca vi nada igual. Deixo o link para meu post, onde faço referência à sua brilhante desconstrução da jabuticaba da “pergunta em off”:

http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/o_blog_da_petrobras_e_o_desespero_da_midia.php

Publicado no Blog de Nassif

06/06/2009 - 16:10h A transparência da Petrobras

Petrobras cria blog para expor suas posições sobre CPI

Segundo a estatal, o objetivo é ‘divulgar, de forma completa e transparente, o posicionamento da companhia’

Wellington Bahnemann, da Agência Estado

SÃO PAULO - Questionada por suas práticas tributárias e sobre licitações, além de alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras apresenta dados da empresa e sua posição sobre notícias e investigações em curso por meio de um blog.

Desde 2 de junho, a estatal mantém no ar uma página na qual publica os e-mails encaminhados por jornalistas à área de comunicação da empresa solicitando informações para as reportagens. Além das perguntas, a Petrobras também disponibiliza em seu blog (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/)  as respostas dadas à imprensa.

Segundo a companhia, o objetivo do blog é “divulgar, de forma completa e transparente, o posicionamento da companhia sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”. A medida levou os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo a questionarem a legalidade do ato, e se houve pedido de autorização para publicação dos e-mails. “Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público”, respondeu a estatal.A Petrobras informou que pretende, com o blog, “tornar públicas as respostas enviadas pela companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa”.

O site é produzido pelos profissionais da empresa. Além de pretender ser um canal de comunicação da estatal em meio à pressão da oposição por causa da criação da CPI da Petrobras, o blog comenta e rebate as denúncias feitas pela imprensa.No site, a Petrobras presta esclarecimentos sobre temas como os procedimentos tributários que adota, os critérios empregados para escolha de projetos para patrocinar, a condução dos processos de licitação, a política de preços da gasolina, entre outros pontos. Além disso, publica também uma série de respostas aos questionamentos do jornal Folha de S. Paulo sobre contratação de empresas para prestação de serviços e sobre o andamento das obras do gasoduto Urucu (AM) – Manaus (AM), que levará gás natural para a capital do Amazonas.

O blog da Petrobras abre a possibilidade de os internautas comentarem as notícias publicadas. Até o momento, a maioria das manifestações é de apoio à iniciativa da estatal, com críticas aos veículos de comunicação.

28/05/2009 - 18:52h Uma biblioteca? Claro que vale a pena de lutar por ela

Mensagem recebida

Coloco aqui o link do meu blog.No último post comento ( rápido) as alterações que estão sendo feitas aqui na Aclimação ( o lago tudo bem, é a Sabesp quem vai assumir o conserto), mas a Biblioteca que tem mais de 50 anos….Bem, ela virou um espaço ecológico…Perdeu o caráter literário. Ninguém soube, tudo é feito duma hora para outra.

Nem sei se vale a pena lutar por isso. Alias, não tenho nem mais vontade de lutar. Mas talvez valha a pena dar uma lidinha.

http://lagoaclimacao.blogspot.com/2009/05/comecam-os-reparos-do-lago-biblioteca.html

Rose Prado