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	<title>Blog do Favre &#187; BNDES</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>CEOs e diretores de bancos disputam lugares para ouvir Lula em seminário organizado pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, em Londres</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais
Investidores e governo mostram entusiasmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span id="ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent"><img id="Photo4201" class="aligncenter" src="http://dn.sapo.pt/storage/ng1213690.jpg?type=big&amp;pos=0" alt="Lula 'vende' Brasil aos investidores e à Rainha" width="420" /></span><span style="font-size: x-large;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Investidores e governo mostram entusiasmo com a economia</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A alta superior a 130% da bolsa paulista em dólares neste ano e a agressiva entrada de dólares que mantêm o real sobrevalorizado em pelo menos 50% são os sinais mais evidentes do clima de entusiasmo com o Brasil que tomou conta dos investidores. Em seminário organizado em Londres pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, ontem, CEOs e diretores de bancos, fundos de investimentos e grandes companhias disputaram um convite para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda e Casa Civil, Guido Mantega e Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e um grupo de presidentes de grandes bancos e companhias estatais e privadas.</p>
<p>O tema era investimentos no Brasil. Os chairmans da British Gas, sir Robert Wilson, da GDF Suez Group, Gérard Mestrallet, e do Banco Santander, Emilio Botín, deram o tom ao falar dos investimentos que pretendem continuar a fazer no Brasil nos próximos anos e de sua satisfação pelos resultados colhidos até aqui. Além de apontar as perspectivas favoráveis de crescimento para os próximos anos, Wilson e Mestrallet ressaltaram que o Brasil é um lugar confiável para o investimento de longo prazo, com respeito aos contratos.</p>
<p>Na mesma onda seguiram os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que ressaltaram a importância, para o sistema financeiro, da inclusão de milhões de brasileiros que passaram a ter renda suficiente para manter algum tipo de relacionamento bancário. Henrique Meirelles destacou a solidez do sistema bancário brasileiro, cujas regras prudenciais mais conservadoras evitaram que a crise se abatesse de modo mais violento sobre o país, enquanto Lula e Mantega defenderam a importância dos bancos públicos para o enfrentamento da crise.</p>
<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, colocou em cifras o que representa esse entusiasmo: R$ 550 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos só no pipeline do banco. Do clima de &#8220;estamos todos felizes no mesmo barco&#8221; não destoou nem mesmo o presidente da Vale, Roger Agnelli, que passou os últimos meses sob fogo cerrado do Palácio do Planalto, que lhe cobrava uma participação mais ativa nos investimentos no país, especialmente no setor siderúrgico, até como contrapartida ao que a empresa lucra sem devolver nada aos Estados de onde tira o minério, que é isento de impostos.</p>
<p>O discurso estava afinado no mote &#8220;o futuro é aqui e agora&#8221;, em referência ao &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;, um futuro que nunca chegava e frustrou várias gerações. Botín disse que o Brasil se tornou o país do presente.</p>
<p>As estatísticas sobre o país, de bancos e organismos internacionais, que sempre castigaram a imagem do Brasil e lhe faziam perder credibilidade, agora são mais fortes que qualquer discurso. O ministro da Fazenda exibiu os números que muitos investidores anotavam: o crescimento do PIB no terceiro trimestre deverá superar 8% em termos anualizados e o país poderá gerar mais de 1 milhão de empregos formais neste ano. Apesar da crise, o crédito avança a um ritmo de 20% a 25% em 12 meses. Para 2010, Mantega previu uma expansão do PIB de 5%, mesma aposta do presidente Lula. Dilma, por sua vez, destacou o volume de investimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>O presidente Lula aproveitou a participação no seminário para se encontrar, na quarta-feira, com o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Ontem, ele foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais.</p>
<p>Lula foi escolhido para receber o prêmio por seus esforços na mediação de crises regionais e pela iniciativa de liderar a missão da ONU de estabilização do Haiti. Também foram levadas em conta as ações para incluir Cuba no Grupo do Rio e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).</p>
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		<title>Fundo social do pré-sal é ampliado</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;




Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" alt="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" width="445" height="372" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" alt="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" width="246" height="324" />O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o dinheiro que o governo receber por meio da cobrança de royalties e participação especial dos campos no pré-sal que já foram licitados será depositado no fundo. Segundo o ex-ministro da Fazenda, o volume de dinheiro é &#8220;considerável&#8221;.</p>
<p>De acordo com cálculos feitos por um economista a pedido do Estado, a transferência poderia atingir R$ 160 bilhões.</p>
<p>Cerca de 28% da área do pré-sal já foi licitada seguindo as regras vigentes, pela qual a União concede a empresas o direito de explorar petróleo e gás na costa brasileira. Somente os Campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias, que fazem parte desse bloco já licitado, podem ter um total de 14 bilhões de barris. Se esse montante fosse completamente retirado hoje, a União receberia R$ 160 bilhões em royalties &#8211; uma compensação financeira devida pelas empresas pela exploração &#8211; e participação especial, uma espécie de &#8220;royalty extra&#8221; cobrado nos campos mais rentáveis.</p>
<p>A mudança aprovada ontem vai retirar recursos que seriam repassados para Marinha, Ministério de Ciência e Tecnologia e para um fundo especial administrado pela Fazenda. Apesar de reconhecer o potencial de &#8220;polêmica&#8221;, Palocci defendeu sua decisão. &#8220;Os ministérios já têm royalties e participação especial de tudo o que aconteceu (no modelo de concessão) e terão tudo o que acontecerá (no modelo de partilha).Portanto, é recurso de sobra para esses ministérios realizarem o que for necessário.&#8221;</p>
<p>Palocci também alterou um detalhe na regra de investimento do fundo. No texto aprovado, o ex-ministro resolveu autorizar o governo federal a usar &#8220;na etapa inicial&#8221; de formação do fundo parte dos recursos que serão depositados e não apenas o ganho que será obtido com a aplicação do dinheiro. Na primeira versão do relatório, o ex-ministro havia limitado em cinco anos o espaço de tempo para que isso pudesse ser feito.</p>
<p>Outra comissão, que trata da criação da nova estatal que vai gerenciar os contratos do modelo de partilha, aprovou o parecer do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG). A votação do projeto sobre a capitalização da Petrobrás, entretanto, foi adiada para terça-feira, quando o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende dar início às votações dos pareceres no plenário da Casa.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que o governo conseguiu aprovar sem grandes problemas os relatórios dos Fundo Social e da Petro-Sal, a disputa travada entre o Palácio do Planalto e os Estados produtores de petróleo pode comprometer a votação do parecer do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que trata do principal projeto do pacote enviado pelo governo ao Congresso no início de setembro, o que define o novo modelo de exploração.</p>
<p>Alves disse ontem que o aumento concedido no volume dinheiro a ser dividido entre todos os Estados e municípios é &#8220;imexível (sic)&#8221;, parafraseando a expressão eternizada por Antônio Rogério Magri, que foi ministro do governo Collor.</p>
<p>Rio e Espírito Santo querem que a União ceda parte do dinheiro que receberá com royalties para garantir que os Estados produtores não tenham sua fatia reduzida de 22% para 18%, como previsto no relatório de Alves. O relator admitiu que a votação parecer, prevista para hoje, pode ser adiada.</p>
<p><strong>BNDES</strong></p>
<p>Em Londres, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse acreditar que a instituição poderá administrar no exterior os recursos provenientes do pré-sal. Segundo ele, o País receberá um fluxo relevante de capital, sendo que uma parte não poderá ser internalizada para evitar flutuações indevidas no câmbio. A administração de recursos do pré-sal seria uma das funções do BNDES a partir de sua nova base em Londres, inaugurada ontem.</p>
<p><em>COLABOROU DANIELA MILANESE</em></p>
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		<title>BNDES já prevê alta de 4,5 % no investimento</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Setor de bens de capital levou a aumento da projeção
Alexandre Rodrigues e Adriana Chiarini, RIO &#8211; O Estado SP
O resultado da produção industrial motivou a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País no terceiro trimestre, pelos cálculos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O diretor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_V60HBojz4UY/SJbi31013SI/AAAAAAAACv8/nzEL9_UedHc/s400/20070901183335ita_0652at1.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_V60HBojz4UY/SJbi31013SI/AAAAAAAACv8/nzEL9_UedHc/s400/20070901183335ita_0652at1.jpg" /></p>
<p><strong>Setor de bens de capital levou a aumento da projeção</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Alexandre Rodrigues e Adriana Chiarini, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O resultado da produção industrial motivou a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País no terceiro trimestre, pelos cálculos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O diretor de Planejamento do banco, João Carlos Ferraz, disse não ter dúvidas de que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi a principal influência para o aumento da produção de bens de capital.</p>
<p>&#8220;Isso é o PSI&#8221;, disse o Ferraz. &#8220;Minha impressão é que a política pública funcionou. No primeiro semestre, foi importante o incentivo do IPI para a indústria automotiva. Depois, veio a indústria metalúrgica, puxada pela indústria automotiva. E no terceiro trimestre foi o PSI, aumentando a produção de bens de capital.&#8221;</p>
<p>Ele comentou que &#8220;está uma correria das empresas&#8221; por financiamento pelo programa, que estabeleceu taxas de juros mais baixas, de 4,5% ao ano, e tem previsão de término em 31 de dezembro &#8220;Ninguém vai tirar férias em dezembro no BNDES&#8221;, brincou.</p>
<p>Marcelo Nascimento, da área de pesquisa econômica do banco, acha que os dados do IBGE surpreendem pela rapidez da resposta ao PSI. &#8220;Estamos prevendo para o terceiro trimestre crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País. Já estamos crescendo a taxas próximas de antes da crise, bastante acima do PIB, o que já é característica de uma economia em expansão.&#8221;</p>
<p>A escalada de 6,1% na produção de bens de capital entre o segundo e o terceiro trimestres também encontra reflexo no programa Procaminhoneiro. Com os juros mais baixos do PSI, os desembolsos para a compra de novos caminhões somaram R$ 231,6 milhões no terceiro trimestre, 527% acima do segundo. O número de operações saltou de 150 em janeiro para 1.002 em setembro.</p>
<p>Nascimento chama a atenção para o crescimento de 17,8% no consumo de bens de capital, indicando a demanda por equipamentos para a expansão da indústria. &#8220;É um crescimento surpreendente, exatamente no mês em que o PSI teve mais desembolsos&#8221;, afirmou. &#8220;Sem o PSI é possível que o desempenho da indústria de bens de capital fosse bom, mas nada como vemos.&#8221;</p>
<p>O PSI, lançado em junho, teve como objetivo reverter os efeitos da crise, com crédito para os segmentos de bens de capital, inovação e exportações. Na primeira quinzena de outubro, o programa já acumulava R$ 13,6 bilhões em operações.</p>
<p>FINAME</p>
<p>O melhor indicador do impacto do BNDES no setor de bens de capital é a linha para a aquisição de máquinas e equipamentos, a Finame, cuja aprovação e liberação é mais ágil. Na primeira quinzena de outubro, a linha já havia liberado R$ 2,4 bilhões apenas nos 22 dias anteriores. A expectativa do banco era superar R$ 2,5 bilhões no balanço do mês, cujos dados ainda não foram fechados.</p>
<p><strong><br />
NÚMEROS</strong></p>
<p><strong>4,5% ao ano</strong><br />
é a taxa de juro do Programa<br />
de Sustentação do Investimento do BNDES</p>
<p><strong>R$ 13,6 bilhões</strong><br />
é o total acumulado de operações do programa, de junho a outubro<br />
<strong><br />
R$ 2,5 bilhões</strong><br />
era a meta de liberações da Finame a ser superada em outubro</p>
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		<title>Indústria naval prevê US$ 55 bi em investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 11:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Valor inclui dois estaleiros e plataformas e navios encomendados pela Petrobrás, segundo o BNDES



Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP
Os investimentos projetados pela indústria naval brasileira já chegam a US$ 55 bilhões, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume inclui dois novos estaleiros e várias encomendas de plataformas de petróleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Valor inclui dois estaleiros e plataformas e navios encomendados pela Petrobrás, segundo o BNDES</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" alt="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" width="555" height="371" /></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Os investimentos projetados pela indústria naval brasileira já chegam a US$ 55 bilhões, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume inclui dois novos estaleiros e várias encomendas de plataformas de petróleo e navios pela Petrobrás.</p>
<p>Na opinião do gerente do Departamento de Transportes e Logística do BNDES, Antonio Carlos de Andrade Tovar, tal demanda é suficiente para justificar a construção de novos estaleiros no Brasil. Segundo Tovar, ao volume citado podem ser acrescidos outros US$ 15 bilhões projetados por petroleiras privadas que atuam no País &#8211; principalmente a OGX, do grupo empresarial de Eike Batista.</p>
<p>Outro investimento, que deve ser aprovado no ano que vem, são os US$ 4 bilhões de encomendas da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, na segunda fase do seu plano de renovação de frota. As petroleiras Shell, Statoil e Exxon devem ser as próximas a anunciar encomendas, disse o executivo.</p>
<p>&#8220;Diante desse volume de investimentos, há uma demanda gigantesca por novos estaleiros, novas empresas fabricantes, enfim, novos investimentos na cadeia para atender a essas encomendas&#8221;, afirmou Tovar, em conferência sobre o setor naval, no Rio. Ele ressaltou que os 13 maiores estaleiros do País ocupam hoje área total de 3,5 milhões de metros quadrados, menor do que uma única unidade de gigantes mundiais como o Daewoo ou o Hyundai, respectivamente com 4,2 milhões de metros quadrados e 6 milhões de metros quadrados de área.</p>
<p>&#8220;O Hyundai é um estaleiro capaz de cortar 2 milhões de toneladas por ano, fabricar 70 navios por ano, o que perfaz a média de um navio pronto a cada quatro dias. Perto disso, o volume brasileiro, com capacidade total de 500 mil toneladas de chapas de aço por ano, fica risível&#8221;, disse o gerente do BNDES.</p>
<p>De fato, a percepção da demanda crescente já movimenta os investidores locais. O consórcio Estaleiro Atlântico Sul (EAS), formado por Camargo Correa e Queiroz Galvão, já analisa áreas para a instalação de um segundo canteiro no Brasil &#8211; o primeiro está em Pernambuco. &#8220;Já estudamos 17 áreas e estamos avaliando a possibilidade&#8221;, disse o diretor da companhia Fernando Tourinho, em entrevista após evento do setor naval, ontem no Rio.</p>
<p>Segundo fontes, a Bahia larga na frente na disputa pelo empreendimento, que terá como objetivo construir navios de grande porte e plataformas de exploração e produção de petróleo. Se confirmado, o investimento vem somar-se a vários outros projetos, todos orçados entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, anunciados por OSX (também do grupo de Eike Batista, em Santa Catarina), Odebrecht (na Bahia), Jurong (no Espírito Santo) e outros dois ainda em negociação, no Ceará e em São Paulo.</p>
<p>De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, Julio Bueno, os novos projetos podem ajudar a garantir competitividade da indústria nacional de navipeças, até mesmo em âmbito internacional.</p>
<p>Para Bueno, a concentração de um setor em um só Estado &#8211; como a indústria naval, que está praticamente 80% no Rio &#8211; é prejudicial ao País. &#8220;Temos de ter um olho no mercado interno, mas também precisamos nos voltar à descentralização.&#8221;</p>
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		<title>Juro mais baixo aumenta venda de caminhões e já provoca fila de espera</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/juro-mais-baixo-aumenta-venda-de-caminhoes-e-ja-provoca-fila-de-espera/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 12:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Chico Santos, do Rio &#8211; VALOR
A compra de caminhões novos por caminhoneiros, tanto microempresários como autônomos (pessoas físicas), está ajudando a alongar o prazo entre a encomenda e o recebimento do veículo, que já chega a três meses, dependendo do modelo e do fabricante. Após três anos patinando, o programa Procaminhoneiro, criado pelo BNDES em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Chico Santos, do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A compra de caminhões novos por caminhoneiros, tanto microempresários como autônomos (pessoas físicas), está ajudando a alongar o prazo entre a encomenda e o recebimento do veículo, que já chega a três meses, dependendo do modelo e do fabricante. Após três anos patinando, o programa Procaminhoneiro, criado pelo BNDES em maio de 2006 para financiar a renovação da frota dos autônomos, disparou nos últimos três meses, após o governo reduzir, em junho, a taxa de juros de 13,5% para 4,5%. De agosto até 19 deste mês, o programa aprovou R$ 381 milhões em novas operações, contra R$ 341 milhões no ano passado.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Pela primeira vez na história o governo federal conseguiu ter um programa que está permitindo ao caminhoneiro renovar sua frota&#8221;, disse Norival de Almeida Silva, presidente do sindicato dos caminhoneiros do Estado de São Paulo. Segundo ele, São Paulo tem 211 mil caminhoneiros autônomos &#8211; donos de 264 mil veículos &#8211; e está havendo uma corrida na categoria para trocar o equipamento. Entre aqueles que têm contratos de fretes firmes, a renovação chega a 90%, de acordo com Silva.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;">
<img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002372/imagens/arte27bra-bonus-a2.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p>Embora o Procaminhoneiro financie a compra de veículos novos e usados, o sindicalista disse que os caminhoneiros estão preferindo comprar o caminhão novo e, em muitos casos, ficando também com o antigo para ajudar a fazer dinheiro para pagar o financiamento. Édson Moret, gerente de operações indiretas do BNDES, confirmou que a participação dos usados no total de operações aprovadas é pequena.</p>
<p>A redução da taxa de juros do BNDES Procaminhoneiro foi anunciada pelo governo no dia 29 de junho. Além de baixar a taxa em 67%, equalizando a diferença com recursos da União, o governo aumentou de 84 para 96 meses o prazo do financiamento para veículos novos. A linha de crédito total para o programa, que era de R$ 1 bilhão, passou a ser de R$ 1,8 bilhão. As montadoras estão pleiteando ao governo que o prazo de validade das condições atuais, limitado a 31 de dezembro, seja prorrogado.</p>
<p>Moret disse que a prorrogação depende de decisão de governo, porque os recursos para equalização saem do Orçamento da União, mas afirmou que da parte do banco não faltarão recursos, mesmo que as aprovações possam se aproximar de R$ 1 bilhão até o fim do ano. Atualmente restam R$ 760 milhões do total da linha a serem contratados, mas Moret avalia que, por se tratar de decisão interna do banco, não haverá problema se for necessário ampliar o volume de recursos.</p>
<p>Os números do BNDES mostram que o desempenho da linha foi negativo ao longo dos sete primeiros meses deste ano, com queda de 62,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados revelam ainda que o volume maior de recursos vai para as microempresas. Do total do ano passado, R$ 195 milhões foram para elas e R$ 146 milhões para as pessoas físicas. Até setembro deste ano, de R$ 332 milhões, as microempresas ficaram com R$ 186 milhões.</p>
<p>O gerente de vendas e marketing da Ford , Cláudio Terciano, disse que, graças à redução dos juros, a empresa está percebendo forte participação do programa Procaminhoneiro nas vendas. Segundo ele, 90% dos atuais financiamentos para caminhões estão saindo da Finame, agência do BNDES para financiar máquinas e equipamentos nacionais, e desses, 30% são do Procaminhoneiro.</p>
<p>Terciano disse que a disponibilidade de financiamento barato está fazendo com que as vendas de caminhões estejam alcançando o patamar do ano passado. Segundo ele, até o dia 25 deste mês a média diária de caminhões novos acima de 3,5 toneladas emplacados foi de 527 unidades, praticamente igual ao recorde de 530 registrado em setembro do ano passado.</p>
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		<title>Financiamento para compra de máquinas cresce 40% em outubro</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 10:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Indústria retoma projetos de expansão


Alexandre Rodrigues e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP


// 

A indústria começa a retomar projetos de investimento suspensos durante a crise. O mês de outubro deve registrar liberações entre R$ 2,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões na linha específica para aquisição de máquinas e equipamentos (Finame) disponível no Banco Nacional de [...]]]></description>
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<h3><span style="font-size: xx-large;">Indústria retoma projetos de expansão</span></h3>
</div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Alexandre Rodrigues e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091027/img/4.14.imagem_siderurgicaindustria.jpg" alt="" width="555" height="394" /></div>
<p>A indústria começa a retomar projetos de investimento suspensos durante a crise. O mês de outubro deve registrar liberações entre R$ 2,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões na linha específica para aquisição de máquinas e equipamentos (Finame) disponível no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É quase 40% mais que o emprestado em setembro (R$ 1,85 bilhão) e o dobro dos financiamentos de julho (R$ 1,28 bilhão), consolidando a tendência de retomada de investimentos na indústria.</p>
<p>&#8220;Estamos trabalhando com essa projeção para outubro. Acreditamos que é resultado de dois fatores: juros mais baixos do Plano de Sustentação do Investimento (PSI) e o aumento da confiança dos empresário&#8221;, afirmou ao Estado o diretor de Administração e Operações Indiretas do banco, Maurício Borges Lemos.</p>
<p>Na semana passada, o balanço trimestral de desempenho do banco já havia registrado R$ 2,4 bilhões em pedidos de liberação da Finame no acumulado de 22 dias úteis anteriores a 15 de outubro, depois de oscilar em torno de R$ 1,5 bilhão entre março e agosto. A média diária de desembolsos atingiu R$ 109,5 milhões este mês, superando em 80% os R$ 60,5 milhões de julho, nível mais baixo desde o início da crise global.</p>
<p>A indústria de base &#8211; que inclui principalmente siderurgia, papel e celulose, química e petroquímica e cimento -, primeira a sofrer o baque da crise, começa a tomar a liderança de investimentos. &#8220;A recuperação da economia e o fim dos ajustes de estoques aumentaram a utilização da capacidade instalada. Em alguns setores, ela já chegou ao limite&#8221;, afirma o economista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski.</p>
<p>Na semana passada, a Siderúrgica Gerdau voltou atrás no adiamento de um investimento de R$ 1,75 bilhão em uma nova usina em Ouro Branco (MG). As expectativas mudaram, justificou o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter.</p>
<p>A companhia quer começar as obras de instalação de um laminador de chapas grossas já no início de 2010. Com o equipamento, entrará na produção de aços planos, matéria-prima que atende às indústrias petrolífera, naval, da construção civil e de equipamentos pesados.</p>
<p>Para o BNDES, a curva ascendente nos financiamentos reflete a atratividade do PSI, programa especial de empréstimos com juros de 4,5% ao ano, que vigora até 31 de dezembro. Mas também indica o retorno de projetos paralisados pela crise. Antes de setembro de 2008, a média diária de desembolsos da Finame vinha crescendo, e chegou a quase R$ 150 milhões.</p>
<p>INDÚSTRIA DE BASE</p>
<p>Segundo o chefe de Pesquisas Econômicas do banco, Fernando Puga, a retomada está sendo comandada pela indústria de base. &#8220;São setores exportadores, como siderurgia e celulose, que estavam liderando os investimentos antes da crise. Essas empresas adiaram seus investimentos e decidiram ficar líquidas, ter dinheiro em caixa. Agora, estão retomando os planos&#8221;, diz Puga, informando que setores como o de siderurgia já estão nos mesmos níveis de uso da capacidade instalada de entre 2006 e 2007.</p>
<p>&#8220;As obras de infraestrutura, com a perspectiva de realização da Copa e da Olimpíada, vão demandar muito aço&#8221;, diz o analista de siderurgia e mineração da Link Investimentos, Leonardo Alves. Isso explica a motivação das companhias para reativar investimentos. A CSN vai retomar um projeto em Congonhas (MG), previsto desde 2007. Uma reunião amanhã entre o governador mineiro, Aécio Neves, e o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, deve selar a decisão. O projeto envolve a construção de uma siderúrgica de R$ 6,2 bilhões.</p>
<p>O setor de máquinas e equipamentos ainda está com nível mais baixo de uso da capacidade. O aumento da demanda por crédito no BNDES reflete mais o crescimento dos desembolsos do banco nos setores da indústria de base. Com os empréstimos para a Petrobrás, chama a atenção no balanço total de liberações no acumulado dos últimos 12 meses o crescimento de 371% do setor de química e petroquímica em relação ao mesmo período anterior.</p>
<p>Houve crescimento também nos desembolsos para os setores de material de transporte (93%), celulose (172%), metalurgia e siderurgia (76%) e mecânica (76%).</p>
<p>A Usiminas, que adiou o plano de ter uma nova unidade em Santana do Paraíso (MG), parece menos animada com o reaquecimento. O principal argumento, segundo o presidente da companhia, Marco Antônio Castello Branco, é a expectativa de que a demanda só voltará aos níveis pré-crise em 2011. Para o analista da Spinelli, Jayme Alves, a razão pode ser outra. &#8220;Com projetos grandes como o da Vale e Gerdau, pode haver um excesso de capacidade.&#8221;</p>
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		<title>Pré-sal terá regime tributário próprio</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 14:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Governo prepara regras fiscais e financeiras para viabilizar no país produção de 2/3 dos equipamentos de exploração, diz Coutinho
Presidente do BNDES diz que cadeia produtiva precisa de investimentos de U$ 80 bi e que é possível criação de estatal de seguros para setor
Leonardo Wen/Folha Imagem

 O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que elabora política [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Governo prepara regras fiscais e financeiras para viabilizar no país produção de 2/3 dos equipamentos de exploração, diz Coutinho</strong></p>
<p><strong>Presidente do BNDES diz que cadeia produtiva precisa de investimentos de U$ 80 bi e que é possível criação de estatal de seguros para setor</strong></p>
<p align="center"><font size="1">Leonardo Wen/Folha Imagem<br />
</font><img src="file:///C:/Users/Luis/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-3.png" /><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1709200902.jpg" alt="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1709200902.jpg" /><br />
<font size="1"> O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que elabora política industrial para produção de equipamentos para exploração do pré-sal e prevê desoneração do setor</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">SÉRGIO MALBERGIER EDITOR DE DINHEIRO &#8211; FOLHA SP</p>
<p>VALDO CRUZ<br />
ENVIADO ESPECIAL A SÃO PAULO</p>
<p>O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi encarregado de montar uma política industrial para a exploração do petróleo do pré-sal. Seu objetivo é que, em três anos, dois terços dos equipamentos para explorar o pré-sal sejam produzidos no Brasil.<br />
Para atingir esse objetivo, disse Coutinho à Folha, será preciso dar &#8220;condições de financiamento e tributação&#8221; similares às da Coreia do Sul, país líder na indústria naval.<br />
Ou seja, adotar uma forte desoneração do setor, para que as empresas instaladas no Brasil possam competir com as estrangeiras. Segundo Coutinho, isso pode envolver até a criação de uma seguradora pública, como no modelo coreano.<br />
Disse ainda que, pelos estudos do BNDES, será preciso investir, em dez anos, cerca de US$ 80 bilhões para desenvolver a cadeia produtiva do setor.<br />
Isso sem contar os investimentos da Petrobras, de US$ 174 bilhões nos próximos cinco anos. Coutinho diz que não defende agigantamento do BNDES, mas ressalva que a maior participação do banco no mercado de crédito deve ser mantida nos próximos anos, principalmente na infraestrutura.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como está a elaboração  de política industrial do pré-sal?<br />
LUCIANO COUTINHO -</strong></em> Foi feito um  estudo de mapeamento de famílias de empresas do setor,  para identificar o que teremos  de adicionar de capacidade  produtiva ao longo dos próximos dez anos, a fim de assegurar que pelo menos dois terços  sejam produzidos no país. Não  estamos falando de refino, só  de offshore [exploração de petróleo na costa brasileira], que  inclui sondas, plataformas,  equipamentos para desenvolver a exploração do pré-sal. O  que ainda falta é que detectamos uma série de condições de  financiamento e tributação,  oferecidas por países concorrentes, como Coreia, que lhes  dá vantagens competitivas.<br />
Eles têm, além de prazos e taxas favoráveis, seguros e garantias, notadamente a Coreia. Ela  tem uma grande seguradora  pública, que dá cobertura de  risco aos financiadores e empreendedores. A outra coisa é o  tratamento tributário dado lá.<br />
Como é produto para exportação, há um processo de desoneração bastante intenso, com  uma cobertura da cadeia toda.<br />
Esse é outro desafio. Então, na  nossa avaliação, é preciso criar  condições no Brasil similares  para poder competir. Estão na  frente na curva de aprendizado.<br />
Nós estamos no começo para  chegar lá. Temos de aprender a  fazer, com eficiência.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O que será preciso fazer no  Brasil para ter algo similar?<br />
COUTINHO -</strong></em> Um regime tributário e financeiro específico para  a cadeia produtiva do petróleo.<br />
Está em conversações entre  BNDES e Fazenda. O financiamento será do BNDES. Aí nós  temos outra questão que é o  &#8220;funding&#8221; do banco. Não vai  entrar dinheiro do Orçamento.<br />
Temos de discutir com o Ministério da Fazenda. Recursos  do próprio Fundo Social do petróleo poderão estar disponíveis, mas só depois que o petróleo do pré-sal for extraído, não  antes de 2015. Temos um problema de curto prazo, temos de  encontrar os recursos para  chegar lá.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quanto será necessário  para desenvolver essa cadeia?<br />
COUTINHO -</strong></em> US$ 80 bilhões nos próximos dez anos para desenvolver a cadeia produtiva offshore, sem contar os investimentos da Petrobras. É o desenvolvimento de estaleiros, de novas indústrias, de ampliação de capacidade. Em cinco anos, equivalente a US$ 40 bilhões.<br />
Nosso desejo é que tenha  dois terços de fornecimento  nacional. Temos de fazer o desenvolvimento das empresas  que estão aqui, que podem se  capacitar, e temos que atrair  empresas para produzir aqui,  diretamente ou em associação  com empresas nacionais.<br />
Em alguns casos, equipamentos mais simples, o Brasil conseguiu chegar a um nível de nacionalização em período relativamente curto. É uma tarefa a ser construída em dois, três anos, para conseguirmos chegar lá. Não fixamos uma meta, mas é um objetivo. Realisticamente, vamos ter de desenvolver a cadeia produtiva para fazer isso. Ninguém desenvolve isso da noite para o dia. Se eu dissesse em 12 meses, eu estaria forçando. Dois, três anos, teremos de desenvolver uma cadeia produtiva, absorver tecnologia, criar estaleiros de grande escala, talvez mais um ou dois.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Há contato com as estrangeiras para se instalarem aqui?<br />
COUTINHO -</strong></em> Sim, já há contatos.  E temos estimulados empresários brasileiros a entrar em tratativas, algumas já avançadas,  com empresas líderes de tecnologia. Não posso citar nomes.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Atualmente, em alguns  segmentos, o conteúdo nacional na  indústria do petróleo já supera 80%,  90%. Isso não é possível no pré-sal?<br />
COUTINHO -</strong></em> Por enquanto, não,  porque se trata de uma nova  tecnologia, já conhecida pela  Petrobras, mas diferente para a  indústria. São perfurações a  7.000 metros, em situações diferentes, mais longe da costa,  com requisitos tecnológicos  bem mais desafiadores.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; No caso do seguro, a ideia  é seguir o exemplo coreano e criar  uma companhia pública aqui?<br />
COUTINHO -</strong></em> Essa crise financeira debilitou muito o setor de seguro. Mas ainda não sabemos,  há diversas possibilidades. A dificuldade é que nessa área são  projetos de grande escala, outros tipos de riscos, que ainda  não temos total mensuração  que possam permitir uma gestão de risco. Para esse tipo de  seguro a tecnologia é diferente.<br />
Aí, há um desafio. O mercado  não vai prover esses seguros,  pelo menos no curto prazo visível. E são seguros de uma natureza especial.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Desses US$ 80 bilhões, a  grande parte viria do BNDES?<br />
COUTINHO -</strong></em> Esse número é a  necessidade de financiamentos  para a cadeia produtiva nesses  dez anos. Acredito que o mercado virá e suprirá uma parcela  dos requisitos de financiamentos. Além disso, uma parte do  crédito poderá ser suprida a  partir do desenvolvimento do  mercado de crédito brasileiro.<br />
E aqueles créditos de maior risco, de mais longo prazo, possivelmente o BNDES terá de oferecer, de preferência em parceria com o setor bancário.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E os fundos soberanos estrangeiros, podem prover recursos  para o BNDES?<br />
COUTINHO -</strong></em> Estamos tendo  contatos com fundos para investimentos em infraestrutura.  Nessas negociações eles poderão operar diretamente ou ter o  BNDES como parceiro. Temos  contato com a China, Cingapura, Emirados Árabes.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Neste ano, o BNDES deve  fechar com desembolsos de até R$  130 bilhões. Onde o banco chegará?<br />
COUTINHO -</strong></em> Temos pedido para  que nosso pessoal analise essa  questão, tendo em conta que o  mercado não irá suprir o financiamento de longo prazo. Em  breve, vamos ter uma ideia.<br />
Existe um problema que é o desenvolvimento do sistema financeiro privado. O sistema financeiro brasileiro ficou muito  viciado, uma palavra imprecisa,  mas ficou viciado em liquidez  de curto prazo. E era importante um processo de migração e  incentivo ao próprio investidor  brasileiro para confiar no país,  pensar em aplicações financeiras de perfil um pouco mais  longo. É algo que só se constrói  com segurança, confiança e alguns estímulos. Chegou o momento de a gente ter um sistema financeiro privado mais  normal, o que permitirá que ele  possa suprir de maneira adequada as necessidades de financiamento.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como lidar com o avanço  do BNDES no mercado de crédito  causado pela crise, após a retração  dos bancos privados?<br />
COUTINHO -</strong></em> Não existe nenhum  desejo de agigantar o BNDES.<br />
Mas o que temos de pensar é  que a escala de investimento no  Brasil subiu e precisa subir ainda mais. O Brasil precisa investir, estávamos indo para 19% ou  19,5% do PIB. A crise nos atingiu e vamos ter 17% de investimento. É muito pouco. Temos  de voltar a investir mais de  20%, chegar a 24%, 25% do  PIB, o que nos daria condição  de crescer de forma sustentável  e muito firme. Haverá espaço  para os dois lados. O desafio é  desenvolver o sistema financeiro privado e fazer essa mudança.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Vocês estão buscando  uma nova fonte permanente de recursos?<br />
COUTINHO -</strong></em> Esse é um tema. O  BNDES, se pensarmos o FAT, é  um banco de R$ 60 bilhões, o  que é insuficiente para a escala  de investimento que o país precisa, mesmo contando com a  participação privada. Nós tínhamos que investir muito  mais. Para isso, precisamos ter  mais recursos. Isso coloca um  desafio para o futuro, de como  suplementar o banco.</p>
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		<title>Petrobras já tem plano para financiar os fornecedores</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 14:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pré-sal: Modelo de crédito já entra em uma nova etapa este mês, diz Almir Barbassa, diretor financeiro
Ana Paula Paiva/Valor

 Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras: empresa terá cotas-sênior para dar mais segurança ao fundo
&#160;
Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR
A Petrobras já trabalha em um modelo financeiro para auxiliar seus fornecedores na empreitada do pré-sal. Segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pré-sal: Modelo de crédito já entra em uma nova etapa este mês, diz Almir Barbassa, diretor financeiro</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ana Paula Paiva/Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002338/imagens/foto08bra-predsal-a4.jpg" alt="Foto Destaque" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras: empresa terá cotas-sênior para dar mais segurança ao fundo</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>A Petrobras já trabalha em um modelo financeiro para auxiliar seus fornecedores na empreitada do pré-sal. Segundo seu diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa, a companhia assumirá a iniciativa de facilitar a essas empresas o acesso a recursos. Sem descartar o acesso dessas empresas a crédito bancário, a Petrobras quer intensificar a criação de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e Fundos de Investimento em Participações (FIP), para que investidores possam aplicar tanto em dívidas como em ações dessas companhias.</p>
<p>O modelo de crédito já entra em uma nova etapa este mês. Barbassa informou ao Valor que, ainda em setembro, será lançado um novo modelo de FIDC de fornecedores da Petrobras com capital de até R$ 1 bilhão e, pela primeira vez, com uma diversificação extrema, para reduzir o risco dos investidores. O FIDC tem como lastro os contratos entre a Petrobras e as empresas, em que a estatal promete pagamento futuro em troca dos bens. Os contratos envolvidos nesse novo fundo deverão ter um valor máximo de R$ 4 milhões, o que significa que, no menor valor previsto, de R$ 100 milhões, serão no mínimo 25 fornecedores a compor os recebíveis que rechearão o fundo. Até hoje, a Petrobras nunca teve tantas empresas num FIDC.</p>
<p>Para oferecer mais garantias a esses investidores que adquirirão cotas do FIDC, a Petrobras também terá cotas-sênior desse novo fundo, ou seja, se houver inadimplência, a estatal poderá absorvê-la sem prejuízo ao aplicador, dono de cotas subordinadas. Segundo Barbassa, já foi atribuído &#8220;investment grade&#8221; a esse fundo por agências de classificação de risco. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não confirma o registro do novo FIDC.</p>
<p>Atualmente, a Petrobras possui 14 FIDCs, que envolvem investimentos anteriores à descoberta do pré-sal. Esses fundos de recebíveis têm capacidade financeira de até R$ 15 bilhões. No entanto, segundo Barbassa, incluindo a necessidade de recursos das empresas que vão fornecer ao pré-sal, haveria hoje demanda para até R$ 20 bilhões em novos FIDCs, que representam 4 mil contratos. &#8220;Há um ´pipeline´ grande à frente&#8221;, diz ele, em referência ao grande volume de projetos demandando investimentos.</p>
<p>Outra iniciativa da companhia será estimular a criação de novos FIPs, ou fundos de private equity, em que as empresas vendem parte de suas ações para se capitalizar. A Caixa atualmente possui um FIP destinado ao setor de petróleo e gás com volume de R$ 600 milhões e o BNDES acaba de receber propostas de investidores para montar outro fundo destinado ao setor entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão, com 20% desse montante aportado pela própria BNDESPar. &#8220;Mas há outras instituições trabalhando nessa meta (de montar FIPs para petróleo e gás)&#8221;, diz Barbassa.</p>
<p>Para o diretor da Petrobras, os investimentos no setor em private equity, em que as empresas ganham um sócio em vez de um credor, são importantes por implicar exigência de gestão mais profissional e transparente das companhias que fornecerão máquinas e equipamentos para o pré-sal. Na semana passada, ele e José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, estiveram em São Paulo em reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), para, entre outros temas, tratar da necessidade de recursos por parte dessas empresas.</p>
<p>Barbassa diz que essas iniciativas têm relação com metas do &#8220;índice de nacionalização&#8221; das futuras plataformas, ou seja, quanto dos bens e serviços necessários para sua construção e operação virá do país. Segundo projeto de lei enviado ao Congresso pelo governo, um dos critérios que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adotará para indicar o ritmo dos investimentos no pré-sal terá relação com a capacidade de a indústria nacional poder fornecer bens e serviços na exploração do pré-sal. Segundo Barbassa, há uma meta de manter o &#8220;índice de nacionalização&#8221; entre 60% e 65%, como nas últimas plataformas.</p>
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		<title>Pré-sal pode ter alívio tributário</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 14:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Agência Brasil, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem que, se o Brasil quiser competir com as companhias estrangeiras na exploração do pré-sal, terá que fazer mudanças nas formas de tributação e financiamento das empresas e indústrias ligadas ao setor.
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.fne.org.br/fne/var/eznewsletter_site/storage/images/noticias/extracao_no_pre_sal_comeca_com_festa/31376-1-por-BR/extracao_no_pre_sal_comeca_com_festa.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.fne.org.br/fne/var/eznewsletter_site/storage/images/noticias/extracao_no_pre_sal_comeca_com_festa/31376-1-por-BR/extracao_no_pre_sal_comeca_com_festa.jpg" height="324" width="483" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Agência Brasil, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem que, se o Brasil quiser competir com as companhias estrangeiras na exploração do pré-sal, terá que fazer mudanças nas formas de tributação e financiamento das empresas e indústrias ligadas ao setor.</p>
<p>&#8220;Se quisermos desenvolver aqui uma cadeia produtiva, vamos ter que criar condições mínimas de isonomia&#8221;, disse Coutinho. Segundo ele, as empresas da China, da Coreia do Sul, de Cingapura, do Japão e da Inglaterra são as mais competitivas nessa área e trabalham com carga tributária e acesso a crédito em condições muito melhores que as empresas brasileiras.</p>
<p>Ele destacou que o estímulo à cadeia produtiva não está ligado ao marco regulatório do pré-sal que será enviado ao Congresso Nacional e que essa foi uma orientação do presidente Lula. &#8220;O presidente sempre defendeu a indústria naval brasileira. Ele vê que o Brasil pode ser um grande exportador nessa área&#8221;, afirmou.</p>
<p>Os setores que deverão receber investimentos para a exploração do pré-sal incluem desde a parte industrial, como construção de navios, plataformas, estaleiros, siderurgia, mecânica e caldeiraria até a formação de engenheiros e empresas de serviços. &#8220;Os índices de nacionalidade (de equipamentos e serviços usados na exploração) têm que ter uma curva ascendente, que permita o aprendizado&#8221;, disse na posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento.</p>
<p>Também presente ao evento, o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, criticou a espera de um marco regulatório para iniciar a exploração do petróleo da camada pré-sal. &#8220;Falta bom senso. Do nosso ponto de vista, a discussão é irracional. Nós temos uma legislação absolutamente apropriada. O governo já poderia se apropriar da renda do pré-sal com um simples decreto presidencial&#8221;, afirmou Bueno.</p>
<p>Ontem, o presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, disse que a entidade pretende pleitear uma linha específica de financiamento ao governo para os fabricantes que fornecerem equipamentos para a exploração do pré-sal. &#8220;Vamos pedir ao governo que essas linhas atuais oferecidas pelo BNDES continuem para o pré-sal&#8221;, afirmou Aubert. Para ele, se não houver incentivo do governo, o país corre o risco de ser um grande exportador de petróleo, mas sem agregar valor ao seu parque industrial.</p>
<p>(Colaborou Guilherme Manechin, de São Paulo)</p>
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		<title>Cooperativas devem ter mais R$ 2 bi</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Política agrícola
Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR
Ruy Baron / Valor

 Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Política agrícola</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron / Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002275/imagens/foto09agr-coopdera-b12.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB</em></font></p>
<p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas de Produção (Procap). A próxima reunião do conselho está agendada para o dia 25 deste mês.</p>
<p>O programa financiará a compra de cotas-partes de cooperativas. A taxa de juros da nova linha será de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente de 6,25% ao ano. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia apresentado o novo programa no fim de abril, mas ele ainda depende da aprovação do CMN.</p>
<p>Naquele mês, o conselho aprovou uma série de medidas de apoio à atividade rural que somou R$ 12,6 bilhões. Entre as medidas que incluíram as cooperativas entrou uma linha para o financiamento de capital de giro. &#8220;O setor está preocupado com o acesso ao crédito. O processo de endividamento de algumas cooperativas piorou muito&#8221;, disse Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).</p>
<p>As cooperativas agropecuárias serão as principais responsáveis pela frustração dos planos de crescimento do mercado total de cooperativas no Brasil, segundo o dirigente. Em janeiro, a previsão da OCB era de aumento de cerca de 10% do faturamento total do segmento no país.</p>
<p>No momento, a expectativa é que a receita total das cooperativa, no máximo, repita, o desempenho de 2008, quando o faturamento chegou a R$ 84,4 bilhões. &#8220;O faturamento tende a ficar abaixo disso, mas dentro da casa de R$ 80 bilhões&#8221;, diz Freitas. Isso representaria uma queda de até 5%.</p>
<p>Entre 2002 e 2008, o crescimento médio do setor foi de 17,6%. Praticamente tudo o que o setor exporta é vendido pelas agropecuárias &#8211; em 2008, as vendas ao exterior somaram R$ 4,1 bilhões. &#8220;Tem só pouca coisa de exportações de serviços e também de artesanato&#8221;, segundo Freitas.</p>
<p>No ramo das agropecuárias, que faturaram R$ 40,1 bilhões em 2008, o declínio projetado é de 7% a 8%. &#8220;Dezembro foi horrível e o primeiro trimestre foi ruim, mas em abril e maio já se verificou alguma recuperação&#8221;, afirma o presidente. &#8220;As cooperativas de crédito, serviços e trabalho devem crescer este ano, mas as agropecuárias foram muito afetadas pela crise&#8221;.</p>
<p>O endividamento das cooperativas é um problema, mas também preocupa a retração das tradings na oferta de crédito para a agricultura, segundo Freitas. &#8220;Este ainda não é um ano perdido&#8221;, diz ele, &#8220;e agora as tradings estão começando a oferecer crédito novamente. Mas vamos ver como isso vai ocorrer. Quem vai querer crédito com o dólar baixo como agora? As tradings nos deixaram na mão quando mais precisávamos&#8221;.</p>
<p>Em evento realizado pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil e ex-ministro da Agricultura, reiterou a perspectiva do banco de aumentar em 30% os empréstimos para a agricultura na safra 2009/10. &#8220;O banco já tem 60% do crédito rural no país. A oferta de crédito no mercado está aquém da demanda, mas nós vamos aumentar os financiamentos no limite das nossas possibilidades. &#8220;, disse.</p>
<p>No acumulado até abril da temporada 2008/09, os desembolsos do banco para a agricultura somaram R$ 24,9 bilhões, volume 29,5% superior ao do acumulado entre julho de 2007 e abril de 2008. Segundo Guedes Pinto, as discussões sobre a adoção de um novo modelo de crédito agrícola permanecem em curso, mas ainda não há definição sobre a possibilidade de adoção de algumas medidas já na safra 2009/10.</p>
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