04/02/2008 - 17:23h A euforia com Strauss-Kahn

Vale a pena ler o artigo de Ribamar Oliveira. Ele acerta quando afirma que a situação hoje no Brasil não pode ser equiparada à da crise nos EUA e que aplicar as mesmas receitas (keynesianas) aqui seria contraproducente. Porém ele deixa de explicar por que, nos períodos de recessão ou quase, no Brasil ou em qualquer outro país, incluso europeu, o FMI apregoou redução do gasto público, redução do endividamento, venda do patrimônio público e condenou toda e qualquer política keynesiana. Agora nos EUA todos aplaudem a intervenção estatal e uma injeção de recursos públicos para evitar a recessão. Trata-se sim de uma reviravolta, aliás bem-vinda. LF

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03/02/2008 - 10:40h O Brasil é o melhor dos Brics

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Em meio à crise dos EUA, pai da sigla destaca confiança de investidores no país

O GLOBO ENTREVISTA
Jim O’Neill

O economista britânico Jim O’Neill ficou famoso por ser o criador da célebre expressão Brics — sigla que resume o crescente poder dos grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China. Chefe de Pesquisas Econômicas Globais do Goldman Sachs, O’Neill está relativamente otimista com a crise nos Estados Unidos e acredita que, para surpresa dos mercados, a economia americana poderá evitar a recessão. Ele é ainda mais otimista em relação ao Brasil. Apesar de reconhecer que o país poderá ser afetado pelo desaquecimento global no seu comércio exterior, já que é grande exportador de commodities, O’Neill garante que, em meio à crise dos EUA, o Brasil é o melhor dos Brics para investir. Em entrevista por telefone ao GLOBO, de seu escritório em Londres, ele alerta que a vitória de um candidato democrata nas eleições americanas pode aumentar o protecionismo comercial nos Estados Unidos, principalmente se o eleito para a Casa Branca for o senador Barack Obama. E critica a rigidez de fóruns multilaterais como FMI e G-7 por não incorporarem os grandes emergentes: “Os Brics respondem por 15% do PIB mundial”.

Luciana Rodrigues

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28/01/2008 - 15:06h Marta fala na Alemanha para trazer investimentos para o Brasil


Na Alemanha, Ministra do Turismo destaca o crescimento econômico a estabilidade do Brasil, em discurso para atrair investidores Munique (28/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, destacou, hoje (28), em Munique (Alemanha), ao participar da Sportsponsorship Conference (Ispo), que o Brasil tem crescido com equilíbrio, mais crédito, empregos e distribuição de renda.

Marta proferiu palestra na abertura da conferência e das seis feiras de negócios, sobre o tema “As oportunidades no Brasil”. A ministra destacou particularmente as oportunidades de investimentos que surgiram a partir do anúncio da realização, no Brasil, da Copa Mundial de Futebol de 2014.

O tema despertou grande interesse, tendo em vista que a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã recomendou o investimento no país, segundo lembrou a ministra, citando a edição de novembro de 2007 da revista preparada pela agência, dirigida a empresários. A Ispo, realizada anualmente, é o mais importante congresso de patrocinadores esportivos da Europa. Reúne, nesta edição, 180 palestrantes em 17 painéis, além de expositores de equipamentos esportivos, moda e estilo de vida.
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27/01/2008 - 10:36h ‘Brasil não poderia estar melhor’, diz chefe do FMI


Dominique Strauss-Khan, Diretor do FMI

João Caminoto

O Estado de São Paulo

“O Brasil não poderia estar melhor para lidar com a crise.” Essa é a avaliação do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Ele salientou a importância do fortalecimento dos fundamentos macroeconômicos do País nos últimos anos para enfrentar o risco de recessão nos Estados Unidos e a forte volatilidade que vem afetando os mercados financeiros.

“O Brasil está muito bem”, disse Strauss-Kahn, que participou de uma série de discussões sobre a economia global durante o Forum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. “Lógico que nenhum país deixará de ser atingido pelo menos um pouco, mas o Brasil está forte.”

Ele evitou comentar como o Fundo avalia o comportamento dos preços das commodities diante dos problemas econômicos, fator crucial para economias emergentes. “Em breve atualizaremos nossos prognósticos e esse tema será abordado.”

A avaliação do chefe do FMI sobre o Brasil coincide com a da maioria dos participantes do Fórum. Para eles, controle inflacionário, câmbio flutuante e fortalecimento das reservas colocaram o Brasil numa situação bem menos vulnerável.

26/01/2008 - 14:55h Financial Times: frente a crise, Brasil é a salvação para os investidores



O Globo

BBC

Uma reportagem publicada neste sábado no diário financeiro Financial Times afirma que o Brasil oferece uma “salvação” para investidores preocupados com a crise nos mercados financeiros mundiais.

“Inflação baixa, uma situação política estável e companhias pequenas e médias interessantes estão aumentando o interesse dos investidores pelo Brasil”, escreve a repórter do jornal. “O país parece estar relativamente imune dos temores em relação aos Estados Unidos, que afetam outras regiões.”

A reportagem é ilustrada com uma foto do Cristo Redentor, que simboliza a “salvação”, e ocupa uma página do caderno de finanças de fim de semana, publicado em formato tablóide.

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24/01/2008 - 09:37h Sustentabilidade do crescimento brasileiro



Legenda: Lançamento do novo modelo do Ford Ka, em São Bernardo do Campo.
Foto: Milton Michida


Antonio Corrêa de Lacerda*

O ESTADO DE SÃO PAULO
Para alguns, o surpreendente desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, superior a 5% em 2007, tem gerado discussões quanto a sua sustentabilidade. O longo período de oscilações no desempenho justifica um certo ceticismo por parte de alguns setores. Há, de fato, riscos, tanto no horizonte internacional – o principal deles quanto aos desdobramentos da crise da economia norte-americana – e mesmo local, como o abastecimento energético e outras carências de infra-estrutura, a pressão inflacionária e a questão fiscal.

No entanto, a despeito desses riscos inegáveis, a economia brasileira encontra-se numa situação inédita nas últimas três décadas pós “milagre econômico” 1960-70. O grande “pulo do gato” do Brasil foi reduzir espetacularmente a sua vulnerabilidade externa nos últimos cinco anos, favorecido pelas excepcionais condições da economia internacional que combinou crescimento econômico com alta liquidez, taxas de juros baixas e elevação de preços das commodities.
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23/01/2008 - 12:28h ‘As águas estão turbulentas, mas o PAC funciona como âncora’



Dilma Rousseff: ministra-chefe da Casa Civil

Ribamar Oliveira e Beatriz Abreu, BRASÍLIA

O Estado de São Paulo

A ministro-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, entende que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é “uma espécie de vacina” contra a turbulência internacional. Uma eventual redução da demanda global poderá, segundo ela, ser compensada pela “robustez do mercado interno” e pelos investimentos previsto no PAC. Ela não vê necessidade de o governo brasileiro adotar medidas preventivas. “Quais seriam essas medidas?”, questionou. “Por que nós haveríamos, num quadro desses, de puxar a demanda para baixo, derrubar o crescimento do PIB e provocar uma recessão?” Dilma afirmou que o Brasil será sempre “dependente de São Pedro”, pois é um país com grande dependência da energia hidrelétrica. Ela disse que usar as térmicas não deve ser visto “como um crime” e elas passarão a fazer parte do sistema. A seguir, os principais trechos da entrevista.
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18/01/2008 - 08:52h Brazil’s economy: This time it will all be different


From The Economist print edition

Why Brazil is better placed than it used to be to cope with a world slowdown

Agencia Estado

BRAZILIANS know about economic and financial crises. The squalls afflicting America and threatening Europe look like a gentle breeze when compared with the frequent and violent blow-ups that litter Brazil’s economic history. Much of the problem has been Brazil’s vulnerability to shocks imported from around the rest of the globe. So what might happen if the economies in the rich world stumble again this year?

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18/01/2008 - 08:46h Para ‘The Economist’, Brasil está mais preparado para turbulências


A economia brasileira está mais preparada do que nunca para enfrentar sem grandes sobressaltos as turbulências que afligem o mercado americano, sustenta a revista The Economist, em reportagem publicada na edição desta semana. “A rajada de vento que aflige os Estados Unidos e ameaça a Europa parece como uma leve brisa se comparada aos freqüentes e violentos golpes que sujaram a história econômica do Brasil.”


Citando os últimos eventos que inibiram o crescimento do País – crise asiática em 1998, moratória argentina em 2001 e alta inflacionária em 2005 -, a revista observa que, apesar de esses fatos aconselharem cautela, “há razões para acreditar que a economia agora deve lidar melhor com qualquer coisa que o mundo atire nela”.

A revista argumenta que a economia está mais robusta por três razões: em primeiro lugar, um crescimento impulsionado por uma demanda interna vigorosa; em segundo, a integração do País aos mercados mundiais – “Não é superdependente dos EUA, destino de um quinto das exportações”; em terceiro, uma menor vulnerabilidade a crises financeiras, em grande parte graças a uma combinação de Banco Central independente e transparente e câmbio flutuante.
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17/01/2008 - 16:13h Governo Lula: Criação de empregos formais bate recorde e atinge 1,6 milhão

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Milhares de pessoas fazem fila para se inscrever em cursos de profissionalização no Recife (Foto: Agência Estado)



FONTE ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

A geração de empregos formais em 2007 chegou ao maior patamar já registrado pelo Ministério do Trabalho. No ano passado, o saldo entre admissões e demissões ficou em 1.617.392, número 31,62 % superior ao saldo de 2006, de 1.228.686 de vagas, e também acima do recorde anterior, de 2004 (1.526.276).

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11/01/2008 - 09:53h Déficit comercial de têxteis cresce 1.864%

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Importação da China é o principal motivo do resultado ruim em 2007
Clarissa Thomé, RIO O Estado de São Paulo

A indústria têxtil registrou déficit na balança comercial de US$ 648 milhões em 2007 – um crescimento de 1.864% em relação ao ano anterior, quando o saldo negativo ficou em US$ 33 milhões. As exportações cresceram de US$ 2,1 bilhões para US$ 2,4 bilhões, mas foram em muito superadas pelas importações, que passaram de US$$ 2,1 bilhões para US$ 3 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), na semana de moda outono/inverno carioca, o Fashion Rio, que começou na segunda-feira e amanhã.
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07/01/2008 - 08:40h Investimentos em alta sustentam crescimento


Vera Saavedra Durão, do Rio Valor

O investimento continuará sendo o principal motor do crescimento da economia brasileira neste ano, segundo análise de economistas e empresários. Marcos Felipe Casarin, do Grupo de Conjuntura do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), prevê que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), equação usada para medir o comportamento do investimento, crescerá 11% em 2008. Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima expansão de 12%.
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07/01/2008 - 08:30h Renda média familiar no Nordeste cresce 12%

Lavrador Do Sertão Nordestino
Valor

A região Nordeste foi a que apresentou o maior crescimento da renda média familiar entre os anos de 2005 e 2006 no país, atingindo 12%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda familiar média na região, que envolve salários e transferência de recursos de governo, subiu de R$ 676,64 reais para R$ 761,16. Já a renda disponível, referente aos valores que ficam efetivamente no bolso dos consumidores, teria aumentado 38% na mesma comparação.
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07/01/2008 - 08:20h Futuro presidente precisa olhar para o sul (New Day in the Americas)

Roger Cohen*

Juan Bautista Alberdi, um constitucionalista e liberal argentino, observou em 1837 que “as nações, como os homens, não têm asas; elas fazem suas jornadas a pé, passo a passo”. A América Latina, por muito tempo suscetível aos milagres utópicos de revolucionários e caudilhos e ainda não imune a eles, tem se esforçado para absorver essa verdade. Mas, como observa Michael Reid em seu novo livro, Forgotten Continent (Continente esquecido), democracias de massa duráveis têm surgido na região.

Nos últimos anos, essas democracias rolaram os dados com uma extraordinária variedade de líderes, entre os quais Michelle Bachelet no Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico que chegou à presidência no Brasil; e Hugo Chávez, egresso dos quartéis, na Venezuela.
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06/01/2008 - 11:26h New Day in the Americas

The New York Times
January 6, 2008

Op-Ed Columnist

By ROGER COHEN

SÃO PAULO, Brazil

Juan Bautista Alberdi, an Argentine constitutionalist and liberal, noted in 1837 that “Nations, like men, do not have wings; they make their journeys on foot, step by step.”

Latin America, long susceptible to the utopian mirages of revolutionaries and caudillos and still not immune to them, has struggled to absorb this truth. But, as Michael Reid observes in his new book, “Forgotten Continent,” durable mass democracies have emerged across the region.

In recent years, these democracies have rolled the dice with an extraordinary variety of leaders, including Michelle Bachelet in Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, the metalworker who rose to govern Brazil; and Venezuela’s barracks-bred Hugo Chávez.

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29/12/2007 - 11:31h Demanda por bens industriais é a maior desde 1987

Empresas iniciam 2008 com estoques baixos, segundo FGV

O Globo

 SÃO PAULO. A indústria brasileira assistiu em dezembro a um ritmo de encomendas como não via há tempos. A Sondagem da Indústria de Transformação, divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que para 37% das empresas a demanda este mês esteve forte, e para apenas 8% foi fraca. Trata-se do maior percentual de demanda aquecida desde janeiro de 1987, auge do Plano Cruzado.
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29/12/2007 - 11:19h Decolou


Celso Ming, celso.ming@grupoestado.com.br

O presidente Lula talvez tenha exagerado quando disse que 2007 foi o melhor ano econômico da história econômica do Brasil. Mas não dá para negar, há o que comemorar.

Esta é apenas uma lista limitada de fatos que poderão ser tomados como linhas divisórias entre antes e depois.
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27/12/2007 - 20:55h Lula: ” O Brasil não aceita mais ser um país de poucos. Está se tornando um país de muitos. E não descansará enquanto não for de todos.”

da Folha Online

Pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 27 de dezembro de 2007:

“Minhas amigas e meus amigos,

Nesta noite, quero fazer com vocês um balanço de 2007. Deste excelente momento do brasil. Quero começar agradecendo a todos que, com seu trabalho, esforço e determinação, tornaram esse momento possível.

Quero agradecer ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário.

Quero agradecer tanto aos que apoiaram como aos que criticaram o governo ao longo desses anos. Sem a participação de todos seria impossível unir o país e encontrar os melhores caminhos para o futuro.

A todos vocês, meu muito obrigado.

Já podemos dizer com certeza que nossa economia cresceu mais de 5% em 2007. E 2008 será também muito bom, pois estamos iniciando o ano com um ritmo bem vigoroso.

O desemprego está em queda. De janeiro a novembro, criamos 1,936 milhão empregos com carteira assinada, um recorde histórico. Segundo o IBGE, o índice de desemprego no mês passado foi de 8,2%. O mais baixo de toda história desta pesquisa.

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23/12/2007 - 10:04h Natal de recordes

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Foto: Miguel Portela

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Varejo deve faturar R$ 43 bi, maior valor em 11 anos. Na Saara, passaram ontem 2 milhões


Aguinaldo Novo, Fabiana Ribeiro e Bruno Rosa

SÃO PAULO e RIO
O GLOBO

O faturamento do varejo neste Natal deve alcançar R$ 43,2 bilhões, no melhor resultado dos últimos 11 anos. Calculada pela consultoria Gouvêa de Souza & MD, a cifra considera todos os segmentos, das lojas de roupas na Saara, no Centro, à receita de gigantes como Pão de Açúcar. Ontem, último sábado antes do Natal, o dia foi de longas filas nas portas das lojas de grifes e de 20% de alta nas vendas em relação ao ano passado, segundo varejistas, mesmo com a falta de luz em diversos bairros do Rio no início da tarde. Na Saara, mais de dois milhões de consumidores foram às compras — em dias comuns, são 40% menos.

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22/12/2007 - 21:48h Comércio deve faturar R$ 43,2 bi neste fim de ano, no melhor resultado em 11 anos

Aguinaldo Novo e Fabiana Ribeiro – O Globo Comércio popular também ganhou mais neste fim de ano

SÃO PAULO e RIO – O faturamento do varejo neste Natal deve alcançar R$ 43,2 bilhões, no melhor resultado dos últimos 11 anos. Calculada pela consultoria Gouvêa de Souza & MD, a cifra considera todos os segmentos, da loja de roupas na Saara, no Centro, à receita de gigantes como Pão de Açúcar.

Só ficaram de fora da conta os gastos com combustíveis e compra de automóveis. Todo esse movimento no varejo terá impacto na indústria. Com os estoques reduzidos, muitas empresas cancelaram férias coletivas e prevêem entrar em 2008 com produção mais acelerada do que nos outros anos.

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18/12/2007 - 17:50h Confirmada vitória do Brasil contra subsídios norte-americanos a produtores de algodão

The US must do more to eliminate billions of dollars in illegal subsidies to its cotton farmers, a World Trade Organisation panel ruled on Tuesday in the latest assault on lavish US farm support.

The ruling, which confirmed a confidential interim judgment by the panel last July, said the US had not done enough to scrap payouts to cotton producers condemned by the WTO in 2005 in a landmark verdict following a complaint by Brazil.

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18/12/2007 - 09:13h Canteiro de obras

O jornal Valor de hoje traz um suplemento especial consagrado ao PAC. De leitura obrigatoria para todos aqueles que se interessam no desenvolvimento econômico do país e na geração de emprego e renda. A iniciativa do jornal Valor permite uma reflexão sobre a política do governo federal em um patamar diferente do que tem caracterizado esse debate na mídia em geral. A seguir o artigo de capa do suplemento.

Por Ediane Tiago, para o Valor


Antonio Rogério Cazzali/Valor

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18/12/2007 - 08:58h Canteiro de obras

O jornal Valor de hoje traz um suplemento especial consagrado ao PAC. De leitura obrigatoria para todos aqueles que se interessam no desenvolvimento econômico do país e na geração de emprego e renda. A iniciativa do jornal Valor permite uma reflexão sobre a política do governo federal em um patamar diferente do que tem caracterizado esse debate na mídia em geral. A seguir o artigo de capa do suplemento.Por Ediane Tiago, para o Valor


Antonio Rogério Cazzali/Valor

Depois de um ano dedicado à identificação de oportunidades de investimentos, gestão de obras que já estavam em andamento e realização de uma uma série de leilões e licitações, principalmente nas áreas de energia e de transporte, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) promete ganhar ritmo em 2008. Vários projetos devem começar efetivamente, segundo as projeções do governo. A perspectiva, na definição da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, é que o Brasil se transforme em “um grande canteiro de obras”.

O grande volume de trabalho em 2007, ano de lançamento do programa, ficou concentrado em planejamento das obras, atração de investidores privados, estudos de viabilidade financeira e análises de impacto ambiental. Por isso, a expectativa do governo e dos setores envolvidos é de que as obras agora deslanchem. “O PAC está saindo do papel. Os municípios e os governos estaduais entregaram seus projetos, a Caixa Econômica Federal (CEF) está avaliando os pedidos de crédito e as licitações ocorrem conforme o planejado”, afirma Dilma Roussef.

O governo considera que o andamento das obras está dentro do esperado, embora diferentes entidades empresariais critiquem o ritmo do programa, considerado lento. No último balanço, divulgado em setembro, das mais de 2 mil iniciativas previstas pelo programa, 60% estavam em estágio de obras e 40% se encontravam em fase de projeto. Na leitura do governo, isso significa que 90,3% delas estão dentro do cronograma. “Estamos transformando todo o país. Os reflexos do PAC estão apenas começando”, diz a ministra.

Antonio Rogério Cazzali/Valor

O pátio de contêineres do Rio Grande será ampliado para atender a demanda

Segundo Paulo Resende, professor de logística da Fundação Dom Cabral, o balanço positivo de 2007 está no fato de o governo ter demonstrado capacidade para a realização de leilões na área de energia e de rodovias. Em energia, ele cita o exemplo do leilão da usina Santo Antônio, em 10 de dezembro, para a construção de uma hidrelétrica no rio Madeira, em Rondônia. Vencido pelo consórcio liderado pelo Grupo Odebrecht e Furnas, a obra, orçada em R$ 10 bilhões, traz novas perspectivas para a matriz energética e deve atrair investimentos para a região Norte.

Já na área de logística, ele destaca o arremate, pela espanhola OHL em outubro, de cinco lotes para operação de estradas federais, no leilão que privatizou mais de 2 mil quilômetros de rodovias nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. “Depois de atrair investimentos, o governo terá de provar sua capacidade de gestão. Botar a mão na massa e acompanhar de perto as obras, com foco na aceleração dos empreendimentos”, destaca.

Nos municípios onde as obras já começaram, os efeitos sobre a economia local e regional começam a aparecer. Novos negócios surgem, empregos são criados e há aumento de consumo. “A construção civil é peça fundamental do PAC e tem uma capacidade enorme de irradiação, em função dos elevados índices de geração de trabalho e renda”, diz Luiz Alberto Petitinga, professor de economia da Universidade Federal da Bahia e presidente da Desenbahia – agência de fomento do Estado. Para ele, o programa está ajudando a transformar municípios baianos e tem sido um agente importante também para o desenvolvimento do Nordeste. “O cenário é oportuno. Vivemos uma época de expansão mundial e temos de aproveitar.”

O cenário macroeconômico não poderia ser melhor para a execução de um plano como o PAC. O PIB brasileiro registra 22 trimestres consecutivos de crescimento, há estabilidade na inflação, o mercado interno responde com crescimento contínuo há 15 trimestres e o acesso ao crédito avança em velocidade impressionante. “O PAC não tem a pretensão de ser um programa de desenvolvimento nacional, por estar focado em infra-estrutura e ter a função de eliminar gargalos. Mas o governo pode construir, a partir dele, um projeto ambicioso para o crescimento do país”, analisa João Paulo dos Reis Velloso, coordenador-geral do Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos, presidente do Ibmec – Mercado de Capitais e professor da EPGE da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ele destaca ainda que o programa traz para o Brasil uma visão de planejamento, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento regional, marginalizado nas últimas décadas. “É de extrema importância identificar oportunidades em regiões como a Norte e Nordeste para fomentar o crescimento econômico em todo o país”, afirma.

Antonio Rogerio Cazzali/Valor

Marcelo Zocolotto, da Zacotec: ” A cidade de Santa Maria deverá crescer muito e quem estiver preparado para essa explosão vai se sair bem”

Resende lembra que no rastro das obras surgem oportunidades de negócios para diversos setores. Além de abrir mercado para grandes empreiteiras, as regiões beneficiadas testemunham o aumento do número de empresas por conta da formação de cadeias de fornecedores locais, pequenas empresas que surgem para atender à demanda. “O setor de serviços também ganha com as obras, uma vez que os municípios buscam mão-de-obra qualificada para atuar em muitas etapas”, exemplifica.

Petitinga complementa dizendo que as atividades comerciais também são beneficiadas com os investimentos. De acordo com ele, obras em localidades distantes dos grandes centros urbanos garantem a desconcentração espacial dos efeitos do programa, levando o ciclo de expansão para todas as regiões. “Municípios importantes como Vitória da Conquista (BA) terão sua economia revitalizada com as obras da BR 101. Essa estrada também traz à tona a importância de Feira de Santana na logística do Nordeste”, comenta.

Luis Morais/Valor

Marconi Lapenda: expectativa de mais vendas com a duplicação da BR 101

A duplicação da BR 101 é um dos principais projetos em execução. No Nordeste, a obra deve beneficiar, além da Bahia, os Estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco e pode gerar nesse trecho 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, segundo levantamento do Ministério dos Transportes. “Esta rodovia receberá investimentos da ordem de R$ 2,8 bilhões, melhorando a logística no Nordeste”, afirma Petitinga.

No trecho Sul da BR 101, que envolve Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o investimento está transformando a vida dos municípios em torno da rodovia. Nas contas do governo, até o final das obras, 11,5 mil empregos diretos serão criados e o número de vagas indiretas deve ser três vezes maior. No município catarinense de Sombrio, as obras criaram 300 novos postos de trabalho e aqueceram o setor de aluguéis de imóveis e as vendas de máquinas e equipamentos. O número de vagas pode parecer pequeno diante, mas é o suficiente para trazer benefícios para a economia da cidade de 22 mil habitantes. “Os impactos são sentidos no comércio e também no número de negócios de pequeno porte que estão surgindo”, diz o prefeito José Milton Scheffer.

18/12/2007 - 08:33h Chega de chorumelas

Observando a natureza o homem inventou o calendário. Isso propicia no início de cada ciclo uma reflexão sobre o que se fez e sobre o que se espera fazer no futuro. É o tempo de analisar “sem irritação e sem preconceito” a situação do país. Infelizmente, a necessária, fundamental e vital oposição política que consagra as instituições democráticas parece ter perdido sua capacidade de analisar o presente e de formular para o futuro um projeto econômico e social alternativo capaz de empolgar e entusiasmar o imaginário popular sobre o que resta fazer. Reduziu-se a proposições risíveis (”a política de Lula é a mesma de FHC”) e a espantalhos para assustar ingênuos (”o que Lula quer mesmo é o terceiro mandato”).
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18/12/2007 - 08:27h Chega de chorumelas

Observando a natureza o homem inventou o calendário. Isso propicia no início de cada ciclo uma reflexão sobre o que se fez e sobre o que se espera fazer no futuro. É o tempo de analisar “sem irritação e sem preconceito” a situação do país. Infelizmente, a necessária, fundamental e vital oposição política que consagra as instituições democráticas parece ter perdido sua capacidade de analisar o presente e de formular para o futuro um projeto econômico e social alternativo capaz de empolgar e entusiasmar o imaginário popular sobre o que resta fazer. Reduziu-se a proposições risíveis (”a política de Lula é a mesma de FHC”) e a espantalhos para assustar ingênuos (”o que Lula quer mesmo é o terceiro mandato”).

Consideremos objetivamente a situação nacional em dezembro de 2002 e em dezembro de 2007:
É evidente a melhoria ampla, geral e irrestrita. Ela se deve às políticas econômicas e sociais radicalizadas no governo Lula, melhor focadas e ajudadas por uma forte expansão do comércio mundial. Sem a última, o Brasil teria corrido pela terceira vez em cinco anos ao FMI, confirmando a profecia corrente em 2002, entre os educados intelectuais, que o Brasil testemunharia rapidamente a desmoralização do presidente “despreparado”. Para ele a história reservava o título de “Lula, o breve”. A conjectura tinha fundamento: em dezembro de 2002, FHC deixou inflação anualizada às voltas de 30%; crescimento ridículo de 2,7%; déficit em conta corrente de US$ 186 bilhões acumulado entre 1995/2002 (a despeito das apressadas privatizações) e dívida externa igual a 3,8 anos de exportações. Entre 1995 e 2002, estas haviam crescido à ridícula taxa de 3,8% ao ano, enquanto a dívida externa de médio e longo prazo se acumulava à taxa de 6,6% ao ano. A “trombada” era, portanto, tragédia anunciada. É isso que explica (muito melhor do que algumas formulações acadêmicas) boa parte do imenso “risco” que o mercado atribuía ao Brasil naquele momento. Em dezembro de 2002, os intelectuais “sabiam”, por uma simples e sólida razão, que o país estava sendo entregue praticamente falido: a dinâmica do endividamento externo era incapaz de ser sustentada pela dinâmica das exportações.

O futuro opaco costuma divertir-se com os que pensam poder “explorá-lo”. Em 2003, a expansão do mundo (o efeito China e outros) alcançou o Brasil. Entre 2001 a 2002 (último ano de FHC), o valor das exportações havia crescido os mesmos míseros 3,8%. De 2002 a 2003 (primeiro ano de Lula), ele cresceu 21% e, depois, repetiu a mesma taxa até 2007! As exportações passaram de US$ 70,4 bilhões para US$ 159 bilhões , por puro “efeito externo”.

O ponto fundamental que a oposição precisa ou internalizar ou tentar ilidir é que a política econômica da octaetéride fernandista quebrou o Brasil duas vezes (1998 e 2002 socorrendo-se do FMI) e que sem a ajuda da expansão mundial de 2003 teria quebrado novamente e mais depressa, porque a insustentável vulnerabilidade externa já havia consumido boa parte do patrimônio nacional privatizável. Isso em nada diminui o extraordinário resultado do Plano Real, infelizmente acompanhado por óbvias e desastradas políticas fiscal e cambial no primeiro mandato. Elas só foram alteradas por imposição do FMI, quando nos salvou em 1998, mas sem melhorar o crescimento do PIB, que foi de 2,4% ao ano entre 1995 e 2002.
A tabela abaixo mostra o crescimento, a inflação e a vulnerabilidade externa nos últimos 13 anos:
Não é, portanto, sem razão objetiva que 4/5 da sociedade brasileira “percebe” o governo Lula como ótimo, bom ou regular, ainda que haja muito (mas muito mesmo) o que fazer até que se possa reconhecê-lo como “virtuoso”, principalmente em matéria de segurança, educação, saúde, emprego e tributação. Fazer terrorismo (como se fez sem sucesso no processo eleitoral de 2002 (”o Brasil será amanhã a Argentina de hoje”) ou com a invenção que “Lula procura um terceiro mandato” (e depois um quarto, um quinto) é: 1) extremamente perigoso, porque coloca em dúvida a solidez das instituições; 2) extremamente ineficiente, porque não é crível; e 3) extremamente injusto, porque subestima a inteligência do torneiro mecânico que chegou à Presidência e “sabe” o que os intelectuais pensam que ele ignora: que esse seria o triste enterro de sua brilhante carreira.
As oposições têm que deixar de chorumelas e colocar de lado o espírito de diretório acadêmico exacerbado da semana passada. Há um universo de políticas e propostas que podem garantir a consolidação e aceleração do desenvolvimento econômico, com estabilidade interna e externa e maior igualdade de oportunidades. Façam delas um bom programa alternativo para competir em 2009 e dêem ao governo a oportunidade de completar o que está tentando fazer.


Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras