<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Brasil Mídia</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/brasil-midia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Barbara Gancia quer me calar</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-quer-me-calar/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-quer-me-calar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 12:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Gancia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[democracía]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Favre]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3367</guid>
		<description><![CDATA[Artigo publicado hoje na página 3 da Folha.

LUIS FAVRE
Ela, que se serve do poder de fogo da grande mídia para tentar destruir reputações, não tolera ser contestada com a mesma arma que usa
BARBARA GANCIA quer me calar.
Ela usa seu espaço neste jornal  para me ameaçar de um processo e tentar colocar uma mordaça nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Artigo publicado hoje na página 3 da Folha.</strong></font></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/images/opiniao.gif" /></p>
<p><strong>LUIS FAVRE</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Ela, que se serve do poder de fogo da grande mídia para tentar destruir reputações, não tolera ser contestada com a mesma arma que usa</strong></p>
<p><strong>BARBARA GANCIA quer me calar.</strong></p>
<p>Ela usa seu espaço neste jornal  para me ameaçar de um processo e tentar colocar uma mordaça nos  que recusam sua prepotência e seus  insultos.</p>
<p>Ela está descontrolada porque, em  resposta a um artigo cheio de prepotência, arrogância e insultos, ousei escrever no meu blog, no artigo &#8220;Latem,  Sancho, sinal que cavalgamos&#8221;  (<strong><a href="http://blogdofavre.ig.com.br//">http://blogdofavre.ig.com.br</a></strong>) o que ela não quer ouvir e que vou repetir:</p>
<p>&#8220;2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do real, mas também a quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixado pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes. Imagino como seria se alguns dos articulistas antipetistas, esses de &#8220;rabo preso&#8221; com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem ministros do Turismo e falassem, aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem&#8221;.</p>
<p>Ela, que tanto esbraveja, não gostou  do &#8220;rabo preso&#8221;. Ela tampouco gostou  de que eu acrescentasse:</p>
<p>&#8220;Se ela ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre),  ela iria dizer nos foros internacionais  o que ela e uma parte da mídia repetem incansavelmente, mas que, como  mostram as pesquisas, o povo não  compra. A saber: que o país vive um  apagão aéreo, dobrado de um apagão  elétrico. Que sofremos uma epidemia  de febre amarela, mas que não adianta vir vacinado pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro  planeta. Que, salvo a cidade de São  Paulo, cidade limpa, como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos Jardins, Pinheiros e  a rua de Barbara Gancia) é a mesma  de Paris, melhor se abster de circular  no resto de nosso paraíso tropical.&#8221;</p>
<p>Ao contrário dessa torcida do contra, a ministra do Turismo calmamente explicou em Madri que não há  epidemia de febre amarela e que somente as pessoas que forem para regiões de risco devem ser vacinadas.  Disse também que os problemas encontrados com o tráfego aéreo estão  em vias de solução, mas que não são  piores que os enfrentados pelos aeroportos de Londres ou pelo JFK em  Nova York. Afirmou também que, se é  verdade que a violência existe, pelo  menos no Brasil não há terrorismo,  nem ameaças desse tipo, como ocorre  na França, na Inglaterra e na Espanha, por exemplo. Que aqui não há  terremotos nem tsunamis. Resumindo, defendeu o Brasil e mostrou que  vale a pena visitá-lo e conhecê-lo.</p>
<p>Nada diferente do que disse, por  exemplo, o &#8220;Valor Econômico&#8221;:  &#8220;Os espanhóis têm procurado mais  a costa brasileira por dois fatores: o  primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral  sul da Espanha. Outro fator é que o  atentado terrorista do 11 de Setembro  nos Estados Unidos e o tsunami na  Tailândia acabaram tornando a costa  brasileira mais atrativa e segura para  turistas estrangeiros, sobretudo o europeu&#8221;. (1º/2/2008).</p>
<p>Tampouco muito diferente do que,  sobre a &#8220;epidemia&#8221;de febre amarela,  afirmou o próprio ombudsman da  <strong>Folha</strong>:  &#8220;Acontece que desde 1942 não se  conhece no Brasil transmissão de febre amarela em reduto urbano. A informação foi veiculada, mas o tom  predominante, mostram os títulos da  capa, foi o de escalada&#8221;. (27/1/2008).</p>
<p>Mas quando falta a razão, sobram  os impropérios. A irritação e a contrariedade de alguns se entende, pois  mesmo com suas penas servindo os  que procuram desmoralizar o governo e promover o ódio e a rejeição de  suas figuras mais populares, a avaliação majoritária da população é que o  Brasil está no caminho certo.<br />
Por isso, Barbara Gancia quer me calar com um processo e assim cercear meu direito à liberdade de expressão e de opinião. Ela, que se serve do poder de fogo da grande mídia para tentar destruir reputações, colar etiquetas e adjetivos pejorativos contra uns, obsequiosos para outros, não tolera ser contestada com a mesma arma que ela invoca para realizar sua tarefa política: minha liberdade de opinião e de expressão.</p>
<p>Solicitei à Folha de S.Paulo o direito de responder no mesmo espaço  onde fui atacado e ameaçado, permitindo que o despropósito da jornalista seja respondido. A <strong>Folha</strong> aceitou  meu pedido e está de parabéns.</p>
<hr noshade="noshade" size="1" /><font size="-1"> <strong>LUIS FAVRE,</strong> 58, é publicitário especializado em marketing eleitoral. É casado com a ministra do Turismo, Marta  Suplicy.<br />
</font><br />
<font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-quer-me-calar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Folia do carnaval? Leitor da Folha é palhaço?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/folia-do-carnaval-leitor-da-folha-e-palhaco/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/folia-do-carnaval-leitor-da-folha-e-palhaco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 12:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[ombudsman]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3293</guid>
		<description><![CDATA[
Cartões federais e estaduais
Com boas reportagens, a Folha tem se pautado pelo interesse público ao informar sobre gastos do governo federal com cartões corporativos.
Uma falha da cobertura evidenciou-se anteontem, com a primeira informação sobre o uso de cartões pelo governo do Estado de SP. Por que o jornal passou semanas fiscalizando só um nível da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/images/ombudsma.gif" hspace="10" /></p>
<p><strong><font size="4">Cartões federais e estaduais</font></strong></p>
<p><font size="3">Com boas reportagens, a Folha tem se pautado pelo interesse público ao informar sobre gastos do governo federal com cartões corporativos.<br />
Uma falha da cobertura evidenciou-se anteontem, com a primeira informação sobre o uso de cartões pelo governo do Estado de SP. Por que o jornal passou semanas fiscalizando só um nível da administração, descuidando-se de outros dois (incluo o governo da capital)?<br />
A pedido de leitores, indaguei à Redação se ela tinha a notícia havia mais tempo.<br />
Resposta: &#8220;A reportagem do jornal recebeu uma lista de uma fonte do PT na sexta-feira véspera do feriado. Apenas com o papel, não havia como comprovar nem a autenticidade nem a veracidade dos números. Fizemos desde o primeiro instante o trabalho de apuração necessário, seguindo os procedimentos de checagem que constam do &#8220;Manual da Redação&#8221;. O feriado infelizmente dificultou e atrasou esse trabalho, já que nem o governo de São Paulo nem a Assembléia Legislativa trabalharam até quarta-feira&#8221;.<br />
&#8220;Quando conseguimos fechar a apuração, publicamos o resultado com o destaque que o jornal considerou devido.&#8221;<br />
Em minha opinião, o problema não é pontual. Por que a Folha esperou a denúncia partidária para investigar os cartões &#8220;paulistas&#8221;? Cabe ao jornalismo monitorar o poder, todos os poderes, sem exceção nem seleção.<br />
E com sobriedade.</font></p>
<p><font size="2"><strong>Mário Magalhães</strong> é o ombudsman da <strong>Folha</strong> desde 5 de abril de 2007. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.</font></p>
<table bgcolor="#cccccc" border="0" cellpadding="5" cellspacing="0" width="400">
<tr>
<td valign="top" width="210"><font size="2"><strong>Cartas</strong>: al. Barão de Limeira 425, 8º andar, São Paulo, SP CEP 01202-900, a/c Mário Magalhães/ombudsman, ou pelo fax (011) 3224-3895.<br />
<strong>Endereço eletrônico</strong>: <a href="mailto:ombudsman@uol.com.br">ombudsman@uol.com.br</a>.</font></td>
<td bgcolor="#cccccc" valign="top" width="190"><font size="2"><strong>Contatos telefônicos</strong>: ligue 0800 0159000; se deixar recado na secretária eletrônica, informe telefone de contato no horário de atendimento, entre 14h e 18h, de segunda a sexta-feira.</font></td>
</tr>
</table>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3228" rel="attachment wp-att-3228" title="carnaval_veneza.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/carnaval_veneza.jpg" alt="carnaval_veneza.jpg" /></a></div>
<p><cite class="tags"></cite></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/folia-do-carnaval-leitor-da-folha-e-palhaco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CONCEIÇÃO LEMES: &#8220;UM VERDADEIRO CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/conceicao-lemes-um-verdadeiro-crime-contra-a-saude-publica/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/conceicao-lemes-um-verdadeiro-crime-contra-a-saude-publica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 15:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Blog de Azenha]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Lemes]]></category>
		<category><![CDATA[Dengue]]></category>
		<category><![CDATA[epidemia]]></category>
		<category><![CDATA[Febre Amarela]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[mosquito]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[Vi o mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3286</guid>
		<description><![CDATA[ do Blog de Azenha, Vi o mundo
O texto abaixo nasceu de uma troca de mensagens que tive com a jornalista Conceição Lemes. Tanto quanto eu, ela ficou alarmada com o tratamento irresponsável que a mídia brasileira deu à epidemia de febre amarela, tão real quanto as armas de destruição em massa que até hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>do Blog de Azenha, Vi o mundo</strong></p>
<p>O texto abaixo nasceu de uma troca de mensagens que tive com a jornalista Conceição Lemes. Tanto quanto eu, ela ficou alarmada com o tratamento irresponsável que a mídia brasileira deu à epidemia de febre amarela, tão real quanto as armas de destruição em massa que até hoje são procuradas no Iraque. Dessa troca de mensagens nasceu a idéia de produzir um texto com o objetivo de fazer o que muitos não fizeram: bem informar o público. Por isso, convoco todos os leitores a disseminá-lo. E todos os blogueiros a reproduzí-lo. Quem quiser, imprima o texto.</p>
<p>Vou contar um causo verdadeiro para explicar que, mesmo que você não acredite, essa internet funciona. Fiz uma entrevista para o site com o dr. Granato, da UNIFESP. Na entrevista, pedi ao médico um conselho: minha mãe, de 83 anos de idade, moradora de Bauru, deveria ou não se vacinar? Minha mãe não lê o meu site. Porém, uma rádio de Bauru capturou o áudio da entrevista e colocou no ar. E minha mãe, ao ouvir a entrevista que fiz com o dr. Granato, finalmente se tranqüilizou e NÃO tomou a vacina, o que ela havia considerado fazer. Portanto, peço a vocês que tratem o artigo abaixo como uma peça de contra-desinformação.</p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3287" rel="attachment wp-att-3287" title="mosquito.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/mosquito.jpg" alt="mosquito.jpg" height="357" width="519" /></a></p>
<p> <span id="more-3286"></span></p>
<p>A &#8220;EPIDEMIA&#8221; DE FEBRE AMARELA</p>
<p>por CONCEIÇÃO LEMES</p>
<p>Fim de dezembro de 2007. Surge o primeiro caso suspeito de febre amarela deste verão.  Rapidamente, o assunto domina o noticiário.  A mídia, por conta própria, decreta: a febre amarela voltou. O auge foi conclamar a população a se vacinar em massa. “Um verdadeiro crime contra a saúde pública brasileira”, condena o médico epidemiologista Euclides Castilho, professor titular do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP.<br />
A primeira vez que se cogitou vacinar toda a população foi no final de 1999 e início de 2000.  Em Goiás, na Chapada dos Veadeiros, ocorria um grande surto de febre amarela. Ao mesmo tempo, havia alta infestação do mosquito Aedes aegypti em boa parte das cidades brasileiras. O aedes, além de transmitir o vírus da dengue, é o transmissor do vírus da febre amarela urbana.</p>
<p>Após intenso debate com especialistas das nossas principais instituições de pesquisa, o governo optou, como agora, não vacinar os moradores de áreas sem risco. A vacina é eficaz e segura.  Porém, ela pode produzir efeitos colaterais, alguns graves; em raros casos, óbitos. No Brasil, há quatro mortes associadas à vacina a partir de 2000. Há fortes indícios de que já exista mais uma. Ocorreu quinta-feira, dia 31 de janeiro, em São Paulo: uma mulher que não precisava se vacinar – ela não pretendia viajar para região de risco – e, ainda, tinha contra-indicações. De 1999 a 2007, foram aplicadas no país cerca de 79,5 milhões de doses. Em janeiro de 2008, aproximadamente 6,3 milhões. Estão disponíveis somente na rede pública de saúde.</p>
<p>“Como a vacina é barata e o Brasil o maior produtor mundial, seria, em tese, mais fácil o Ministério da Saúde ceder à pressão da mídia e determinar a vacinação em massa”, observa o médico epidemiologista e pesquisador Cláudio Struchiner, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  “Felizmente, prevaleceram os critérios científicos e tecnológicos.”</p>
<p>“Deus me livre, vacinar todo mundo sem necessidade”, reforça o infectologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Vacina não é como um comprimido de vitamina C, que você toma e elimina o excesso na urina.” O infectologista Celso Ferreira Ramos-Filho, professor da UFRJ e presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, é categórico: “O Brasil sempre seguiu à risca as recomendações internacionais para controle e prevenção da febre amarela. O problema é que a mídia fez uma mixórdia tremenda, a começar por confundir a forma urbana com a silvestre.”</p>
<p>Ambas são doenças infecciosas, causadas pelo mesmo vírus. A última epidemia de febre amarela urbana aconteceu no Acre em 1942. Já a febre amarela silvestre não voltou por uma simples razão: ela nunca foi embora. É de 1692 o primeiro relato da doença no Brasil; foi um surto na Bahia. “Nem irá nos abandonar”, antecipa Castilho. “A menos que se exterminem todos os macacos, o Haemagogus e o Sabethes. Algo totalmente irreal. Afinal, são seres silvestres e fazem parte da natureza.”</p>
<p>O Haemagogus e o Sabethes (apenas durante a estação seca) são os mosquitos que transmitem o vírus da febre amarela silvestre ao homem. No país, de 1996 a novembro de 2007, há 349 casos confirmados, com 161 óbitos. O ano de maior incidência foi 2000: 85 casos confirmados, 40 óbitos. De dezembro de 2007 a dia 4 de fevereiro de 2008, há 25 casos confirmados e 13 óbitos. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS).</p>
<p>“Não há epidemia de febre amarela – nem urbana nem silvestre”, informa o médico epidemiologista Eduardo Hage Carmo, coordenador de Vigilância Epidemiológica do MS.  “Existe uma situação de emergência: temos casos, mas não temos surto.”  A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) assinam embaixo. “O Brasil está no caminho certo”, sustenta o médico epidemiologista Jarbas Barbosa da Silva Jr., gerente da área de Vigilância em Saúde e Manejo de Doenças da OPAS/OMS. “O governo tem que continuar adotando as medidas de controle e prevenção, como já tem feito.”</p>
<p>Isso significa:</p>
<p>1) Vacinação de quem realmente precisa vacinar-se. “Incluem-se, aqui, as crianças que residam ou viajam para as áreas de risco”, alerta o pediatra Gabriel Oselka, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP e membro do Comitê Técnico de Imunizações do MS. Atualmente, a vacina faz parte do calendário infantil de vários estados brasileiros (veja mais adiante).</p>
<p>2) Vigilância de morte de macacos, para monitorar a circulação do vírus da febre amarela. Como eles são o “prato” predileto do mosquito transmissor da forma silvestre, funcionam como sentinela. A morte deles é um sinal de alerta, que exige investigação, para evitar casos humanos. Desde 2003, todos os estados têm equipes treinadas para fazer essa vigilância. “É um sistema bastante sensível que tem permitido detectar epizootias (morte de macacos pelo vírus da febre amarela silvestre) e intervir antes que o vírus chegue ao homem, prevenindo epidemias”, salienta Ramos.</p>
<p>3) Vigilância  dos sintomas. Nas regiões de risco de febre amarela, é obrigatória a notificação como suspeitos dos casos de pessoas com febre alta e icterícia (pele e olhos amarelados) ou febre alta e alguma hemorragia. E, em seguida, investigados, pois há muitas doenças com sintomas semelhantes.</p>
<p>4) Detecção precoce e tratamento dos casos suspeitos.</p>
<p>5) Combate ao Aedes aegypti. “A erradicação ou, pelo menos, a sua diminuição drástica só será possível com a ajuda de toda a população”, adverte Struchiner. “Além de lutar contra a dengue, você estará ajudando a evitar a urbanização da febre amarela.”<br />
Grande parte da mídia, porém, ignorou essas e outras informações. Gerou a sua “epidemia”, provocando desinformação, pânico, filas, vacinações desnecessárias, erradas, entre outros “efeitos colaterais”.  Por isso, juntamos, aqui, os doutores Euclides Castilho, Jarbas Barbosa da Silva Jr., Celso Ferreira Ramos-Filho, Cláudio Struchiner, Celso Granato, Eduardo Hage Carmo e Gabriel Oselka. Esses sete especialistas nos ajudaram a elaborar este guia para você se proteger – de verdade! &#8212; da febre amarela.</p>
<p>Brasil só tem a forma silvestre<br />
Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo, 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela. Continua a ser importante problema de saúde pública nas Américas e África tropical. Tem dois tipos de transmissão: a silvestre e a urbana. No Brasil, a que existe é a febre amarela silvestre, restrita principalmente às áreas de matas e florestas.</p>
<p>Dos animais para o ser humano<br />
Começando pelo tipo silvestre. O Haemagogus prefere o macaco. Aí, o mosquito, caso esteja infectado, transmite o vírus ao primata, que então se infecta. Assim, um passa o vírus para o outro, sucessivamente. É um ciclo mosquito-macaco-mosquito.<br />
Já o ciclo de transmissão da febre amarela urbana é diferente. Primeiro, o ser humano infectado pelo vírus da febre amarela precisa ser picado pelo Aedes aegypti. Depois, se o mosquito realmente se infectar, o vírus se desenvolve. Mas, só numa picada posterior, a transmissão se completa. Desde que, é claro, essa pessoa nunca tenha entrado em contato com o vírus &#8212; seja naturalmente ou pela vacina. A transmissão pelo Aedes é que a caracteriza. “Febre amarela urbana não significa caso de pessoa que reside na cidade, como muitos pensam”, avisa Hage. “No momento, é muito remoto o risco desse tipo no Brasil.”</p>
<div align="center"><strong><span lang="PT-BR">Onde “mora” o perigo <o:p></o:p></span></strong></div>
<p align="center"><img src="http://www.viomundo.com.br/img/_mapa.JPG" alt="_mapa.JPG" align="bottom" height="423" width="486" /></p>
<p>A fonte deste mapa é a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Nele, é possível visualizar todas as áreas de risco de febre amarela silvestre no Brasil. Cada cor corresponde a um tipo de risco:</p>
<p>* Verde significa região endêmica. São os estados onde a circulação do vírus é constante e o risco, permanente; em geral, tem poucos casos, devido à maior vacinação da população. No ambiente silvestre, porém, a reprodução dos mosquitos está mais ligada a um ciclo natural, sazonal. Assim, a cada cinco a oito anos, tem um pico.  Foi o que aconteceu em Goiás, em 2000. É o que acontece agora nos estados com casos humanos e mortes de macacos.</p>
<p>* Em vermelho, a área intermediária, ou de transição. Nela, o vírus circula em baixa intensidade, esporadicamente. É uma área de risco médio. Entretanto, ocasionalmente, também pode ter picos, como os observados, em 2001, no Rio Grande do Sul (em macacos), e, em 2001 e 2003, em Minas Gerais (em macacos e humanos).</p>
<p>* Em amarelo, a área de risco potencial. Até o momento, não apresenta circulação de vírus da febre amarela. No entanto, é vulnerável, pois: 1) apresenta características ecológicas semelhantes àquela onde, em 2003, ocorreu o surto em Minas Gerais; 2) é uma região muito próxima da zona de transição. Tanto que, nela, há uma busca sistemática de macacos doentes ou mortos.</p>
<p>* Em azul, a área indene, isto é, sem risco de febre amarela. Além de não haver circulação do vírus, não tem contigüidade com áreas onde ele circula.</p>
<p>Como você  pode se infectar<br />
O  vírus da febre amarela não se &#8220;pega&#8221; como o vírus da gripe, por exemplo. A transmissão não é ser humano a ser humano. É preciso um agente intermediário. No caso, os mosquitos transmissores do vírus da febre amarela, principalmente o Haemagogus, o mais freqüente:  &#8220;O Haemagogus só nos pica quando entramos de bicão no pedaço dele, e ele não tem outro alimento mais apetitoso por perto&#8221;, fala sério Ramos-Filho. &#8220;Aí, o ser humano acidentalmente se infecta, caso não esteja imune.&#8221; Portanto, tem risco de se infectar quem:</p>
<p>* Reside nas zonas verde, vermelha e amarela do mapa da SVS/MS e não tomou a vacina.</p>
<p>*Viaja para essas mesmas zonas, em qualquer época do ano e não se vacinou.</p>
<p>Sintomas: três a seis dias após a infecção<br />
Nem todas as pessoas infectadas pelo vírus da febre amarela têm sintomas. Nas que apresentam, eles geralmente aparecem três a seis dias após a pessoa ser picada: febre, calafrios, vômitos; dores de cabeça, nas costas e musculares; fadiga e fraqueza.  Essa fase pode ser seguida por ligeira melhora, que dura, em média, 24 horas. Porém, nos casos graves, a febre alta e demais sinais e sintomas reaparecem acompanhados de hemorragia de gengiva, nariz, estômago, intestino e pele (manchas vermelhas no corpo). Icterícia (pele e olhos ficam amarelados) e aumento de proteínas na urina freqüentemente ocorrem nos casos graves. Nos estágios mais avançados, a pessoa pode ter hipotensão, necrose do rim, arritmia cardíaca. Também entrar em coma.<br />
“Não há tratamento específico para a febre amarela”, adverte Euclides Castilho. “Os tratamentos são apenas para os sintomas.”</p>
<p>Fatal em cerca de 50% dos casos<br />
Entre as pessoas infectadas pelo vírus da febre amarela e que têm sintomas, cerca de 50% morrem.  No Brasil, dos 349 casos confirmados de 1996 a novembro de 2007, 161 foram a óbito. Atente à situação, ano a ano.</p>
<p><span lang="PT-BR"><br />
<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 24pt"><span lang="PT-BR"><o:p><img src="http://www.viomundo.com.br/img/_tabela.JPG" alt="_tabela.JPG" align="bottom" height="124" width="517" /></o:p></span></p>
<p>Vacina, a única prevenção eficaz<br />
Só há uma forma segura de prevenir a febre amarela: vacina. É fabricada com vírus vivo da doença, atenuado, em oito países: Brasil, França, Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Rússia, Colômbia e Senegal. São oitos laboratórios, todos pré-qualificados pela OMS. Apenas três produzem para o mercado global, entre eles: Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz – o maior produtor mundial; e o Instituto Pasteur, na França. A vacina é a mesma. De 1999 a janeiro de 2008, foram aplicadas aproximadamente 85,8 milhões de doses no Brasil. Tem validade de dez anos.</p>
<p>“É uma vacina eficaz e segura”, garante Jarbas Barbosa, da OPAS/OMS. Gabriel Oselka frisa: “A eficácia é praticamente de 100%”.</p>
<p>Descubra quem deve se vacinar e por quê<br />
Deve ser vacinado quem:</p>
<p>* Ainda não se vacinou e reside em: todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste; todos os municípios do Maranhão e Minas Gerais; municípios do sul do Piauí, oeste e sul da Bahia, norte do Espírito Santo, noroeste de São Paulo e oeste de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>
<p>* Vai viajar para esses mesmos lugares por qualquer motivo – negócios, visita a familiares, trabalho, ecoturismo. Importante: a vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem, independentemente da época do ano.</p>
<p>* Vai viajar ou procede de países com alto risco de febre amarela, estabelecidos pela OMS.</p>
<p>“Além de estar na agenda de vacinação internacional, a vacina faz parte, desde a década de 1990, do calendário de imunização infantil da região endêmica”, informa Eduardo Hage. “A partir de 2004, tornou-se também sistemática para adultos dessa região, assim como para crianças e adultos da área de transição.”</p>
<p>Na certa, a esta altura, tem gente objetando: “Se a pessoa reside ou pretende viajar para a área vermelha ou amarela por que se vacinar?”</p>
<p>“Primeiro, você deve se vacinar, sim”, rebate Cláudio Struchiner. Por várias razões: 1) Tem risco potencial; 2) Proteger a si próprio de eventual picada por mosquito infectado; 3) Ajudar a impedir a urbanização da febre amarela.  Uma vez vacinadas, as populações das áreas de transição e de risco potencial funcionam como barreiras de proteção entre a população urbana e a região silvestre, onde a transmissão está se dando. Quanto menos pessoas infectadas pelo vírus da febre amarela nas cidades, menor a probabilidade de os mosquitos urbanos – leia-se Aedes aegypti – se infectarem e passarem a transmitir a doença. Aí, sim, pode ocorrer a febre amarela urbana.</p>
<p>“Mas eu moro em Brasília, onde o risco é zero. Por que me vacinar?”, mais gente deve replicar. “Em Manaus, o risco de febre amarela também é zero. E aí?”<br />
“Realmente, nas cidades citadas o risco é zero. Mas que certeza vocês têm de que nunca irão aos seus arredores, como Pirinópolis, próximo a Brasília?”, devolve o desafio Celso Ramos. “Muitas vezes um simples churrasco rural pode ser uma fonte insuspeitada de risco.” Não à toa Jarbas Barbosa é taxativo: “Moradores de áreas de risco devem se vacinar, mesmo que vivam em cidades. Muito provavelmente vocês têm eventualmente contato com ambientes silvestres próximos, como chácaras, cachoeiras, rios e áreas de camping”.</p>
<p>Atenção às contra-indicações<br />
Como qualquer vacina composta de vírus vivos (mesmo que atenuados) e cultivados em embriões de ovos de galinha,  a da febre amarela tem contra-indicações:</p>
<p>* Bebês com menos de seis meses; há risco de encefalite (inflamação do cérebro).</p>
<p>* Pessoas alérgicas, especialmente a ovo; têm risco de reação grave.</p>
<p>* Pessoas com baixa imunidade devido a doenças ou ao tratamento delas. Por exemplo, câncer, transplante de órgãos ou lupus, que exigem remédios imunossupressores, como corticosteróides em altas doses.</p>
<p>* Gestante ou mulher que pretende engravidar; há risco teórico de o vírus da vacina atravessar a placenta e causar encefalite no feto.</p>
<p>“Quanto a pacientes HIV-positivos, não existem dados que permitam uma posição inconteste”, informa Ramos. Há relato de um caso de reação indesejada na Tailândia. É preciso, portanto, avaliar caso a caso, pesando risco e benefício.</p>
<p>Reações adversas:  leves, as mais comuns<br />
Como toda vacina fabricada com vírus vivos atenuados, a da febre amarela tem  efeitos colaterais. Os mais comuns: dor no local da injeção – é imediata; febre baixa, dor de cabeça e mal-estar – três a oito dias após a vacinação. Atingem 5% a 15% dos vacinados. “As reações mais comuns, portanto, são leves, em sua intensidade”, enfatiza Celso Granato.</p>
<p>A vacina pode, ainda, eventualmente causar:</p>
<p>* Asma, urticária e até choque anafilático em pessoas alérgicas a ovo ou outro componente utilizado na preparação da vacina. Ocorre menos de 1 caso por um milhão de vacinados.</p>
<p>* Encefalite. É uma reação grave, temida, mas muito rara. Surge cerca de 12 dias após a aplicação da vacina, e se manifesta por febre, dor de cabeça,  irritabilidade, sonolência/torpor/coma e convulsões. É mais comum em bebês com menos de seis meses, daí a contra-indicação para eles. Depende da cepa viral usada. Especificamente a cepa francesa, utilizada na vacina manufaturada no Senegal.</p>
<p>* Simulação de febre amarela. Casos esporádicos têm sido verificados ultimamente, com graves danos aos rins e fígado. Esses casos ocorreram em pessoas com doença do timo (glândula situada em frente à traquéia, muito importante para a produção de substâncias de defesa do organismo) e em indivíduos acima de 65 anos.</p>
<p>“Temos em investigação 47 casos suspeitos de reação à vacina; 21 foram hospitalizados com reações moderadas a graves”, informa Eduardo Hage. Qualquer pessoa que toma a vacina e, em dez dias, apresente febre, manchas avermelhadas no corpo ou reações mais graves, como icterícia ou hemorragia, deve ser considerada como caso suspeito de reação adversa. E, aí, só uma investigação laboratorial confirmará, pois os sintomas de reação à vacina podem se confundir com os de várias doenças.</p>
<p>1 óbito para cada 1 milhão de vacinados<br />
O risco de óbito é uma possibilidade remota. Não é exclusividade da vacina contra a febre amarela. Também não é um problema da vacina brasileira. Aconteceu igualmente com a fabricada nos Estados Unidos.<br />
“Num estudo que realizamos em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, estimamos a possibilidade de 1 óbito para cada 12 milhões de doses aplicadas”, revela Cláudio Struchiner. Já o Ministério da Saúde trabalha com uma probabilidade maior: 1 óbito para cada um milhão de vacinados. “É que levamos em conta o total de doses aplicadas no país e o total de efeitos colaterais relatados à SVS”, explica Hage.</p>
<p>Conclusão: só tem sentido vacinar uma população quando o risco de ela se infectar pelo vírus da febre amarela é maior do que o risco de reações adversas graves da vacina. No caso da região indene (em azul, no mapa), seguramente o risco da vacina é maior.</p>
<p>Uma dose a cada dez anos<br />
A vacina contra a febre amarela protege você por dez anos. Portanto, só a cada dez anos você tem que se revacinar.<br />
“É errado tomar duas, três doses seguidas”, adverte Gabriel Oselka. A vacina não é um remédio qualquer. É um produto imunobiológico que contém vírus vivo atenuado. Como o posto de saúde não pode negar a ninguém a vacina, o controle está em suas mãos. Uma dose só, a cada dez anos!</p>
<p>Todos podem ajudar. Faça a sua parte!<br />
Portanto, esta é a realidade hoje:<br />
1) Se você mora ou vai viajar para região de risco de febre amarela, vacine-se se ainda não o fez.</p>
<p>2) Se tem alguma das contra-indicações citadas ou outro problema de saúde, consulte o seu médico ou uma Unidade Básica de Saúde antes de se vacinar.  Nesses casos, é preciso colocar na balança o risco e o benefício de cada situação.<br />
3) Se mora em área sem risco, melhor para você. Está livre da vacina. Não caia na armadilha do “se bem não faz, mal também não vai fazer”. Em se tratando da vacina contra a febre amarela, isso é uma roubada.<br />
4) Não deixe a água se acumular nos vasinhos de plantas, tampe a caixa d’água, não jogue pneus nem garrafas de refrigerante ou latinhas de cerveja nas ruas. Isso – você sabe muito bem – combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti. O benefício é duplo. Você ajuda a diminuir a dengue e a prevenir a urbanização da febre amarela. Faça a sua parte. Proteja-se de verdade!</p>
<p>Quem é Conceição Lemes<br />
Há 25 anos atua como jornalista especializada em saúde. Já ganhou 22 prêmios por reportagens nessa área. Entre eles, o Esso de Informação Científica e José Reis de Jornalismo Científico, concedido pelo CNPq. Conquistou também vários prêmios Abril de Jornalismo, a maioria por matérias publicadas na revista Saúde!, da qual foi repórter, editora-assistente, editora e redatora-chefe. Em 1995, foi com a reportagem “Aids — A Distância entre Intenção e Gesto”, publicada pela revista Playboy. O projeto que desenvolveu para essa matéria foi selecionado para apresentação oral na 10ª Conferência Internacional de Aids, realizada em 1994 no Japão. Pela primeira vez um jornalista brasileiro teve o seu trabalho aprovado para esse congresso. Concorreu com cerca de 5 mil trabalhos enviados por pesquisadores de todo o mundo. Aproximadamente 300 foram escolhidos para apresentação oral, sendo apenas dez de investigadores brasileiros. Em conseqüência, foi ao Japão como consultora da Organização Mundial de Saúde.</p>
<p>Indique esta Matéria<br />
<strong>joao rodrigues dos santos (09/02/2008 &#8211; 10:50)</strong><br />
Parabens pelo site e pelo interesse em esclarecer a populacao. Achei importante analisar a tabela do texto que mostra a evolucao dos casos de febre amarela no brasil desde 1996. Desde 1998 eu venho alertando meus colegas virologistas da UFMG que a vacina da febre amarela, de todas as que usam virus atenuado, é que envolve maiores riscos de morte. Vacinacao em massa é sinonimo de aumento gigantesco no numero de casos. A propria tabela apresentada acima confirma isto. Nao precisa ser um bom cientista para ver isto.As campanhas de vacinacao em massa começaram em 1998 e terminaram em 2003 devido as confirmacoes, pela imprensa, dos efeitos adversos graves ligados a vacina. Morreram mais de 4 pessoas neste periodo pela vacina. A campanha de vacinacao voltou em dezembro de 2007 e, no fim de dezembro eu, voltei a alertar meus colegas que o numero de casos de febre amarela no Brasil iria crescer a medida que o numero de pessoas vacinadas aumentassem. Nao deu outra! O ministro da Saude é uma pessoa extremamente competente e acho que ele devia reavaliar estas medidas preventivas em relacao a febre amarela. Os riscos de morte pela vacina sao infinitamente superiores para aquelas pessoas que nao iram entrar nas matas das regioes de florestas.</p>
<hr />                                   <strong>mjsrego@gmail.com (09/02/2008 &#8211; 08:58)</strong><br />
Magnífica reportargem Azenha. Esclarecedora, informativa, séria e isenta. Nós brasileiros estamos sedentos de notícias deste calibre e de jornalistas como você. Parabéns!!!!!!<br />
<hr />                                   <strong>Willians Barros (09/02/2008 &#8211; 03:04)</strong><br />
Caro Azenha: este post não é para ser publicado, obviamente. Quando puder, por favor, repasse meu e-mail para a Conceição Lemes, atendendo a um pedido dela. Parabéns pelo belo trabalho! Willians Barros wmgb@terra.com.br<br />
<hr />                                   <strong>Tatiana (08/02/2008 &#8211; 16:46)</strong><br />
Perfeito o texto-reportagem. Claro, direto e definitivo. Que bom seria se nossa imprensa fosse assim. Evitaria muita confusão, idéias erradas e até mortes. Parabéns!<br />
<hr />                                   <strong>Conceição Lemes (08/02/2008 &#8211; 12:59)</strong><br />
Willians, estou ficando com medo, você lembra do meu passado mais do que eu mesma. Brincadeirinha. Realmente, fiz aquela reportagem sobre o uso de hormônios para engorda de boi. A revista Saúde tinha saído da Abril ido para a Azul e depois voltou para a Abril, lembra-se? Quanto ao hormônio em questão era o dietilestilbestrol (DES), que acabou banido. Era cancerígeno, foi muito usado na década de 1980, e chegava ao Brasil via contrabando. Eu, por exemplo, comprei-o em Cuiabá. Agora, chega de passado. Por favor, envie para o Azenha o seu email. Obrigada. Um abraço e boa sorte.<br />
<hr />                                   <strong>Leider Lincoln (08/02/2008 &#8211; 09:47)</strong><br />
Recebi meu documentário, &#8220;A Revolução não será Televisionada&#8221;! Já vi 2 vezes e irei mostrá-lo a todos os meus alunos de sociologia! Espero que não haja muita encrenca com royalties, pois pretendo replicá-lo para atividades de contra-desinformação. Inclusive, se alguém o quiser, meu endereço eletrônico é lidersilvaso@gmail.com!<br />
<hr />                                   <strong>Celso Ferreira Ramos Filho (08/02/2008 &#8211; 04:55)</strong><br />
Cara Conceição: Parabéns: excelente matéria, como sempre! Não sendo freqüentador de blogs, não sei exatamente o que pode ser escrito, aqui. Mas li hoje a matéria da Sra. Eliana Catanhêde, publicada na Folha de São Paulo de 9 de janeiro: aquela, intitulada &#8220;Perigo Amarelo&#8221; (verdade, verdade&#8230; mas não a febre: ela), em que fez um apelo &#8220;para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem&#8230; Vacine-se logo!&#8221;. Não sei se foi o artigo dela que desencadeou a onda alarmista, ou se ele apenas fez parte do maremoto. Sei porém duas coisas. Primeiro, que é extraordinária a arrogância desta senhora que, montada em sua ignorância de um assunto técnico, julga-se capaz de, levianamente, propor a uma população de 180 milhões de habitantes que se utilizasse em massa de um imunobiológico sobre o qual ela (Catanhêde) não sabe seguramente nada, com conseqüências de que ela (idem) sequer podia suspeitar. Segundo, que, apesar das queixas e reclamações que a mídia freqüentementer faz da capacidade reguladora e punitiva dos Conselhos Regionais de Medicina, eu não tenho dúvidas: fosse médica a Sra. Catanhêde, estaria ela certamente em vias de dar com um belo processo pelas fuças. Não leio a Folha: mas eles não têm lá um &#8220;ombudsman&#8221; (que, suspeito, seja a mesma coisa que um ouvidor &#8211; mas é mais chique&#8230;)?<br />
<hr />                                   <strong>Willians Barros (08/02/2008 &#8211; 02:50)</strong><br />
Conceição, como eu disse outro dia, já era seu admirador secreto desde a época da revista Saúde, na Azul. Parabéns por mais esse gol de placa! Se puder, espanque minha dúvida: por acaso, foi de sua lavra uma reportagem cabeludíssima sobre o emprego de hormônios no gado bovino brasileiro, publicada na Saúde? Faz tempo, eu sei&#8230;mas até hoje ando cismado com isso.<br />
<hr />                                   <strong>Lorene Pinto (08/02/2008 &#8211; 00:29)</strong><br />
Agradeço em nome dos profissionais de Saúde Pública a nobre contribuição. Superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde SES-BA DMPS/FAMEB/UFBA<br />
<hr />                                   <strong>Toshio Chiba (07/02/2008 &#8211; 23:51)</strong><br />
Parabéns pela qualidade da matéria e informação &#8220;verdadeiramente&#8221; valiosa como material jornalística. Fico contente pela presença de Jornalistas como vocês no meio de tanta informação, muitas vezes, perturbadores!<br />
<hr />                                   <strong>Sergio Telles (07/02/2008 &#8211; 23:11)</strong><br />
Belíssimo serviço de utilidade pública! Isso sim que é &#8220;prestação de serviço&#8221;, de forma exemplar. Quem sabe um dia nossa grande mídia aprende e faça isso ao invés de alardear bobagens. O mapa é claríssimo, curioso que 99% das pessoas que vão a Brasília NUNCA se vacinaram e ela é tão potencial como a Amazônia, apenas por ser uma área urbana é que o risco torna-se muito menor. (Até porque quem vai na Amazônia geralmente vai fazer turismo no meio da selva). Parabéns. De coração.<br />
<hr />                                   <strong>Conceição Lemes (07/02/2008 &#8211; 16:24)</strong><br />
Azenha, o mérito é meio a meio. Faço questão de compartilhar o resultado dessa reportagem com você e os entrevistados. Se você não tivesse a coragem de publicá-la, de que adiantaria eu tê-la feito? Nada. Ela morreria na gaveta. Obrigada &#8212; mesmo! &#8212; por tamanha dignidade, pelo extremo cuidado e rigor com as informações, por colocar os interesses da sociedade acima dos interesses individuais, pela enorme preocupação com o povo brasileiro. Agora, à dúvida do Breno. Não há uma diferença clara, consensual, entre surtos e epidemias. Inclusive para alguns especialistas são sinônimos. A maioria, porém, considera surto quando há um número relativamente pequeno de casos, em lugares bem determinados. Por exemplo, um bairro, uma escola, um quartel, um presídio. Já epidemia, consequentemente, seria mais generalizada tanto em termos de números de casos quanto de área geográfica. Abraços e boa sorte a todas e todas.<br />
<hr />                                   <strong>Moisés Goldbaum (07/02/2008 &#8211; 14:43)</strong><br />
Meus parabéns a todos, especialmente à Conceição Lemes pela demonstração de seriedade e equilíbrio na análise deste importante problema de saúde pública. Valoriza o conhecimento existente, de forma responsável, e recupera com um texto fluente e didático e faz jus a toda a correta orientação já fornecida pelo Ministério da Saúde. É um texto que merece sua ampla e irrestrita divulgação.<br />
<hr />                                   <strong>Eduardo Hage Carmo (07/02/2008 &#8211; 14:29)</strong><br />
Conceição, Excelente trabalho. Ouviu adequadamente especialistas no tema de várias instituições, o que garante uma cobertura sem nenhum viés (para usar um jargão epidemiológico). O tratamento destas informações foi excepcional e muito didático. Eduardo Hage Carmo, coordenador de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde da Saúde<br />
<hr />                                   <strong>Roberto Medronho (07/02/2008 &#8211; 13:33)</strong><br />
Parabéns ao meu colega Azenha pelo excelente site e à competente jornalista Conceição Lemes pela reportagem séria, factual, altamente informativa, consultando as fontes corretas. Um primor! Não compactuo com matérias sensacionalistas que servem para &#8220;vender jornais&#8221; ou, quando não, para interesse muito menos nobre. O Ministério da Saúde agiu corretamente neste caso.<br />
<hr />                                   <strong>Luiz Carlos Azenha (07/02/2008 &#8211; 13:12)</strong><br />
Gente, eu sou apenas INTERMEDIÁRIO. Os parabéns são para a Conceição. Não espalhem este segredo: estou pagando penitência pelas besteiras que já escrevi e disse&#8230;<br />
<hr />                                   <strong>Diego Pereira (07/02/2008 &#8211; 13:04)</strong><br />
É o tipo de trabalho, matéria e jornalismo que os principais meios de comunicação do Brasil deveriam fazer, e simplesmente não fazem. Pelo contrário, em vez de informar, eles desinformar a população. Parabéns Azenha e Conceição Lemes por esse texto.<br />
<hr />                                   <strong>Maria da Glória Teixeira (07/02/2008 &#8211; 12:00)</strong><br />
Felizmente que ainda existe jornalismo e jornalistas responsáveis. Pena que este texto não atinja a grande mídia, que neste caso específico, criou pânico e terror na população. Não foi por desinformação que se deu tanta informação equivocada! A grande mídia construiu uma estratégia política de descrédito das orientações do Ministério da Saúde, que vem trabalhando rigorosamente dentro de critérios técnico-científicos. Parabéns Azenha e C. Lemos!<br />
<hr />                                   <strong>Amyra El Khalili, Economista (07/02/2008 &#8211; 10:55)</strong><br />
Conceição, Parabéns pela esclarecedora e didática matéria A &#8220;EPIDEMIA&#8221; DE FEBRE AMARELA! Sendo filha de enfermeira-sanitarista, bem sei o que isso significa. Acompanhei a vida inteira diversas campanhas de vacinação e como são feitos os comunicados e cobertura na imprensa. Essa não é a primeira vez que a imprensa abusa da má informação provocando desespero na população. Somente o olhar comprometido de jornalistas éticos, que colocam a sua cidadania acima dos interesses individuais em favor do interesse público, poderá mudar este estado de desinformação, desbaratar o maniqueísmo mercantilista. A boa informação passa também pela sensibilidade. Parabéns pela elegância com que esbofeteia com tapa de luvas de pelica a ignorância dos desavisados que pensam que ainda podem enganar a todos o tempo todo. Os incautos subestimam o poder da internet, minha amiga! A verdade, ainda que tardia, de uma forma ou de outra sempre aparece. E, hoje com a internet, aparece com carro alegórico, buzinando marchinha de carnaval. É do engajamento de mulheres pela paz como você, Conceição, que alimentamos nossa esperança! Qublát Falastinía (bjs Palestinos) Amyra El Khalili &#8211; mulherespelapaz@bece.org.br Movimento Mulheres pela P@Z! %u201CQUANDO O PODER DO AMOR SUPERAR O AMOR PELO PODER, O MUNDO CONHECERÁ A PAZ%u201D Jimi Hendrix %u2013 1942 %u2013 1970<br />
<hr />                                   <strong>vitor rocha ferreira (07/02/2008 &#8211; 10:24)</strong><br />
Azenha, parabéns!! Simplismente&#8230;.fantástico o seu trabalho. Meu muito obrigado.<br />
<hr />                                   <strong>Breno Syperrek (07/02/2008 &#8211; 09:51)</strong><br />
Caro Azenha, Quem dera nossa &#8220;grande&#8221; mídia prestasse um serviço de informação desse nível. Eu tenho apenas uma dúvida. O texto fala de epidemia e surto. São a mesma coisa? Se não o que caracteriza cada uma das situações? Abraço e parabéns pelos serviços prestados.<br />
<hr />                                   <strong>Sabina Gotlieb (07/02/2008 &#8211; 09:44)</strong><br />
Parabéns aos envolvidos e preocupados com a verdadeira informação!por favor,não desanimem.<br />
<hr />                                   <strong>Euclides Castilho (06/02/2008 &#8211; 23:35)</strong><br />
Prezado Azenha,  Obrigado pela confiança a mim depositada!  Axé ( como bom baHiano) Euclides Castilho<br />
<hr />                                   <strong>José Ricardo Ayres (06/02/2008 &#8211; 22:39)</strong><br />
Vocês me tiraram um nó da garganta!! Há semanas que venho acompanhando, estarrecido, o estrago que a mídia vem causando ao controle da febre amarela no país, por uma cobertura, no mínimo, desinformada e superficial. Que bom que esse alerta e o esclarecimento ganham um espaço como este. Parabéns Azenha, Conceição e todos os profissionais que colaboraram com a matéria.<br />
<hr />                                   <strong>Jair Licio Ferreira Santos (06/02/2008 &#8211; 20:44)</strong><br />
Muito bem, Azenha e C. Lemos! Voces devolvem à midia um tanto da dignidade que ela vem perdendo&#8230;Abraços.<br />
<hr />                                   <strong>Carlos Alberto Lemes de Andrade (06/02/2008 &#8211; 20:33)</strong><br />
Azenha: parabéns a você e à Conceição, também Lemes e que creio originária da Campanha (MG). É assim que se faz jornalismo sério e responsável. Por favor continuem, os dois, nessa caminhada para desfazer o que coleguinhas menos éticos tentam fazer com a politização e partidarização da nossa (hoje) tão desvalorizada profissão.<br />
<hr />                                   <strong>Stella (06/02/2008 &#8211; 19:46)</strong><br />
Parabéns Azenha e Conceição, profissionais como vocês fazem com que não percamos a esperança no ser humano!<br />
<hr />                                   <strong>José Eduardo R. de Camargo (06/02/2008 &#8211; 19:44)</strong><br />
Parabéns, Azenha! É assim que se faz jornalismo sério. A função precípua do jornalismo é e deve ser informar. Abraços!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/conceicao-lemes-um-verdadeiro-crime-contra-a-saude-publica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Painel da Folha</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/painel-da-folha-2/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/painel-da-folha-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 05:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[gastos públicos]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Serra]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3270</guid>
		<description><![CDATA[De luxo. A equipe de José  Serra (PSDB) argumenta que  a compra de vale-transporte  está entre as principais despesas de seus cartões. Mas, na  Casa Civil do governo paulista, não chama a atenção o gasto com passes, e sim os R$ 300  mil usados para alugar carros  e aeronaves [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>De luxo.</strong> A equipe de José  Serra (PSDB) argumenta que  a compra de vale-transporte  está entre as principais despesas de seus cartões. Mas, na  Casa Civil do governo paulista, não chama a atenção o gasto com passes, e sim os R$ 300  mil usados para alugar carros  e aeronaves em 2007, de acordo com levantamento da 1.ª  Secretaria da Assembléia.</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/painel-da-folha-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coerência (2)</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3262/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3262/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 21:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[gastos públicos]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Serra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3262</guid>
		<description><![CDATA[
Ontem conclui meu post Coerência assim:
&#8220;A mídia e a população tem direito sim de saber se tal ou qual ministro ou funcionário usou o cartão corporativo para pagar uma viagem privada, ou beneficiar indevidamente amigos, correligionários ou parentes. Como teria também o direito de saber se o governador de São Paulo, que foi pular o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3261" rel="attachment wp-att-3261" title="serra1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/serra1.jpg" alt="serra1.jpg" align="left" height="151" width="223" /></a><a href="http://bp3.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tC6gdgJZI/AAAAAAAACHE/cjJSSvwfUN0/s1600-h/Cart%C3%A3o.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp3.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tC6gdgJZI/AAAAAAAACHE/cjJSSvwfUN0/s400/Cart%C3%A3o.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164294970623927698" border="0" height="147" width="195" /></a></p>
<p>Ontem conclui meu post <big><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br//?p=3253" title="Coerência" el="bookmark">Coerência</a></big></big> assim:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;A mídia e a população tem direito sim de saber se tal ou qual ministro ou funcionário usou o cartão corporativo para pagar uma viagem privada, ou beneficiar indevidamente amigos, correligionários ou parentes. Como teria também o direito de saber se o governador de São Paulo, que foi pular o carnaval no camarote do governador de Rio e depois viajou para visitar sua filha em Trancoso, na Bahia, usou o jatinho do governo estadual ou avião de carreira pago pelo próprio bolso.</strong></p>
<p><strong>Trata-se de uma cobrança e fiscalização legitima, valida para qualquer governo, de qualquer partido, e que a mídia deve exercer com liberdade e sem cerceamento nenhum. Sempre com o mesmo rigor, com o mesmo equilíbrio e a mesma sobriedade.</strong></p>
<p><strong>Talvez esse rigor, equilibro e sobriedade faltem. Nosso dever como cidadãos é exigir esta conduta da própria mídia, se vier a falhar.</strong></p>
<p><strong>Vamos aguardar.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Hoje a <span style="font-weight: bold; font-style: italic">Folha de São Paulo</span>, agindo com coerência, mostrou que a questão dos cartões concerne tanto o governo federal como o governo estadual de São Paulo. Confirmou o que Paulo Henrique Amorim tinha publicado. A Folha está de parabéns por transmitir a informação e com destaque.</p>
<p>Mas é dever do jornalismo ir além e investigar se há ilícito, erro, abuso ou não. Não basta dizer que é muito dinheiro e limitar-se a uma insinuação generalizada que leva descrédito aos políticos em geral e desmoraliza as instituições, reforçando um udenismo infantil.</p>
<p>O jornalista Josias de Souza disse no seu blog:</p>
<blockquote><p><strong><font style="font-weight: bold" size="4">&#8220;Gestão Serra gastou R$ 108 milhões com ‘cartões’</font></strong></p>
<p><strong>Aos pouquinhos, a farra dos cartões governamentais vai se transformando numa encrenca suprapartidária. Iluminando-se os subterrâneos financeiros da gestão de José Serra no governo de São Paulo, descobre-se que o tucanato comparece à encrenca dos cartões em posição nada confortável.</strong></p>
<p><strong>Notícia veiculada pela Folha nesta sexta-feira (8) informa que, em 2007, o governo paulista torrou notáveis R$ 108.384.269,26 em dinheiro de plástico, chamado em São Paulo de &#8220;cartão de débito&#8221;. É uma quantia bem mais vistosa do que os R$ 78 milhões que os cartões corporativos federais despejaram no mercado durante o ano passado.</strong></p>
<p><strong>Há em São Paulo 42.315 cartões. De novo, muito mais do que o congênere federal: oficialmente, a CGU (Controladoria-Geral da República) diz que somam 7.145 os funcionários autorizados a portar os cartões federais. Extra-oficialmente, estima-se que o número de cartões passa de 11 mil.</strong></p>
<p><strong>Há mais: sob Serra, também se utiliza o cartão financiado com verba pública para efetuar saques na boca de caixas eletrônicos. Procedimento vivamente desaconselhado pelo TCU. Do total gasto em São Paulo no ano de 2007, 44,58% deixou o erário na forma de saques. Coisa de R$ 48,3 milhões. Na esfera federal, os saques somaram 75,26% do total.</strong></p>
<p><strong>Há pior: na administração tucana, a transparência é menor, muito menor, diminuta. As despesas com cartões só estão disponíveis no sistema informatizado que serve aos deputados na Assembléia Legislativa de São Paulo. Em Brasília, a maior parte dos dados encontra-se ao alcance de qualquer brasileiro no chamado Portal da Transparência.</strong></p>
<p><strong>O governo de São Paulo tampouco está imune aos gastos de aparência exótica. Por exemplo:</strong></p>
<p><strong>Em 28 de julho de 2007, um dos cartões da administração paulista deixou R$ 597 na Spicy, uma conhecida loja de acessórios chiques para cozinha. O que foi comprado? Os computadores da Assembléia não trazem a informação. Limita-se a anotar a saída do numerário, num item batizado de &#8220;despesas miúdas e de pronto pagamento&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Em 4 de abril do ano passado, pagou-se com um cartão do governo de São Paulo R$ 977 na loja de presentes Mickey. De novo, &#8220;despesas miúdas e de pronto pagamento&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Em 11 de maio de 2007, foram à caixa registradora de uma churrascaria paulistana R$ 6.500. Despesa realizada com um cartão da Secretaria de Segurança.&#8221;<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Volto a repetir, existe ilícito no uso dos cartões do governo Serra? A mídia investigou?</p>
<p>Os autores de petições em favor de CPI em Brasilía vão agora exigir CPI em São Paulo? Vão dizer que não sabiam?</p>
<p>Faz duas semanas que se fala nos cartões e até o ombudsman da <span style="font-weight: bold; font-style: italic">Folha</span> dizia ontem que não sabia se os governos estaduais também tinham cartões com as mesmas características.</p>
<p>E todos aqueles que falavam que eram montanhas de dinheiro? Vão agora dizer que a montanha tucana de dinheiro é bem maior?</p>
<p>Aonde leva um debate público nesses termos?</p>
<p>Não compartilho da propagação de insinuações e não penso que ela contribua para aprimorar a democracia brasileira.</p>
<p>Luis Favre</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3262/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cavalgando</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/cavalgando/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/cavalgando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 20:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Gancia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3259</guid>
		<description><![CDATA[A minha primeira resposta ao artigo de Barbara Gancia contra Marta Suplicy está no link:
Latem, Sancho, sinal que cavalgamos.
A resposta ao artigo de hoje esta aqui embaixo
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha primeira resposta ao artigo de Barbara Gancia contra Marta Suplicy está no link:</p>
<h2><a href="http://blogdofavre.ig.com.br//?p=3185" rel="bookmark" title="Permanent Link: Latem, Sancho, sinal que cavalgamos">Latem, Sancho, sinal que cavalgamos</a>.</h2>
<p>A resposta ao artigo de hoje esta aqui embaixo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/cavalgando/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Barbara Gancia, No me callarás! (não me calaras)</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-no-me-callaras-nao-me-calaras/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-no-me-callaras-nao-me-calaras/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 17:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Gancia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3258</guid>
		<description><![CDATA[Barbara Gancia reagiu irritadíssima ao artigo que escrevi mostrando-a tendenciosa, agressiva e, ao meu ver, despreparada para o cargo que ocupa de editorialista da Folha de São Paulo.
São minhas opiniões e minha liberdade de expressão, amparadas na liberdade de imprensa que agora, com a arrogância que todos conhecem, ela quer amordaçar.
Sim, Barbara Gancia usa o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3">Barbara Gancia reagiu irritadíssima ao artigo que escrevi mostrando-a tendenciosa, agressiva e, ao meu ver, despreparada para o cargo que ocupa de editorialista da <strong>Folha de São Paulo</strong>.</font></p>
<p><font size="3">São minhas opiniões e minha liberdade de expressão, amparadas na liberdade de imprensa que agora, com a arrogância que todos conhecem, ela quer amordaçar.</font></p>
<p><font size="3">Sim, Barbara Gancia usa o poder que ela tem </font><font size="3">do alto de seu jornal</font><font size="3"> para me ameaçar com um processo ,  porque, sem ânimo de ofender ninguém, mas usando das prerrogativas invocadas regularmente por um setor da mídia que afabula o nome de minha esposa, Marta Suplicy, com epítetos nada generosos, tenho exercitado meu direito, sacro santo do jornalismo: a liberdade.</font></p>
<p><font size="3">Curioso, não?</font></p>
<p><font size="3">Pimenta nos olhos dos outros é refresco, diz o ditado e quanta verdade ele desnuda.</font></p>
<p><font size="3">Barbara Gancia ficou irritada porque mostrei a &#8220;nobre&#8221; motivação dos seus ataques desbocados contra Marta. Ela escreveu quais eram essas &#8220;motivações&#8221;: <strong>&#8220;tenho vontade de arrancar os cabelos e as vestes quando penso que votei em Martaxa. E que passei os últimos dois anos da prefeitura dela engolindo o monóxido de carbono dos veículos desviados da av. Cidade Jardim em direção à minha rua. &#8220;</strong>  eu acrescentei  e repito: <strong>&#8220;Como se vê alto interesse público na motivação.&#8221;</strong></font></p>
<p><font size="3">Ela quer me calar com um processo e assim cercear meu direito a liberdade de expressão e de opinião, porque eu teria dito que ela se enquadra na categoria dos jornalistas tucanófilos. Aqueles que utilizam o poder de fogo da grande mídia, diferente deste pequeno e semi-clandestino blog, para destruir reputações, atingir imagens de pessoas públicas, petistas ou não, colar etiquetas e adjetivos pejorativos contra uns, obsequiosos para outros.</font></p>
<p><font size="3">Barbara Gancia não tolera ser contestada com a mesma arma que ela invoca para realizar sua tarefa política. Sim, tarefa política visando a incentivar rejeição contra seus desafetos políticos e em favor dos adversários deles. Do alto de seu poder de influenciar ela pretende calar quem a conteste. Ela falar de martaxa, pode. Ela falar de lambaça, pode. Ela vociferar: &#8220;hoje me sinto à vontade para esbravejar: por qué no te callas, Martaxa?&#8221;, pode.</font></p>
<p><font size="3">Aliás, a expressão <em>por qué no te callas</em> é da &#8220;mordaça&#8221; mesmo. </font></p>
<p><font size="3">E bem, acabou essa de calar nossa voz. Internet quebrou o monopólio das Barbaras Gancias da vida de esbravejar a vontade para impor suas escolhas, sem que outras vozes possam ser também ouvidas. A minha esta no <a href="http://blogdofavre.ig.com.br//">http://Blogdofavre.ig.com.br/</a></font></p>
<p><font size="3">Vou repetir o que eu escrevi e que motiva tanto ódio de Barbara Gancia.</font></p>
<p><strong><font size="3">&#8220;Imagino como seria se alguns dos articulistas anti-petistas, esses de &#8220;rabo preso&#8221; com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem Ministro de Turismo e falassem aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem.&#8221;</font></strong></p>
<p><font size="3">E acrescentei:</font></p>
<p><font size="3"><strong> &#8220;Se ela (Barbara Gancia) ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repete incansavelmente, mas que como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinados pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos jardins, pinheiros e a rua de Barbara Gancia) são as mesmas de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.&#8221;</strong></font></p>
<p><font size="3">Entendo que posta a nu, ela reaja irritadíssima. Algumas pessoas não gostam de ser expostas pelo que são, preferem vender ilusão, reagindo com autoritarismo, ameaças e despropósitos quando os holofotes viram para elas.</font></p>
<p><font size="3">Luis Favre</font></p>
<p><font size="3">PS No artigo de hoje, Barbara Gancia disse:</font></p>
<p><font size="3"><strong>&#8220;Diz também o senhor Luis Favre (ou Felipe Belisário Wermus, nunca sei como me referir a ele) que tenho &#8220;ódio&#8221; e &#8220;inveja&#8221; de Marta Suplicy. Não tenho ódio, não, isso é coisa da esquerda maniqueísta.<br />
Apesar de minhas eventuais críticas, acho a figura de Marta simpática, controvertida, moderna e menos perniciosa à vida pública do país do que tantos vilões de verdade que andam por aí.<br />
Até daria uma nota seis à sua administração em São Paulo, a despeito do túnel inútil que ela mandou construir quase na porta da minha casa.&#8221;</strong></font></p>
<p><font size="3">No artigo da semana retrasada, ela dizia:</font></p>
<p><strong><font size="3">&#8220;Brioche revisitada<br />
Mais uma vez, Marta Suplicy demonstra não ter temperamento ou tino para nos representar no exterior</font></strong></p>
<p><strong><font size="3">FAÇO PARTE daquela parcela da população que não sente a menor saudade da Marta Suplicy prefeita de São Paulo. Sempre encarei as eleições como exercício enxadrístico, e mudo meu voto a cada nova estação eleitoral de acordo com os candidatos que se apresentam e o balanço de poder que, imagino, venha a ser o menos danoso.<br />
Fiel a essa proposição, votei em Marta nas eleições municipais de 2000 a fim de vê-la derrubar seu principal concorrente à prefeitura, o ex-prefeito Paulo Maluf.<br />
Ah, se arrependimento matasse! Note, dileto leitor, que, para mim, Maluf não poderia nunca configurar como alternativa de voto, uma vez que, ao longo dos anos, ele parece ter adquirido o tique nervoso de me processar a cada vez que ouso mencionar seu nome (já são coisa de cinco processos formais e outras tantas tentativas de instauração de litígio repudiadas pela Justiça).<br />
Mesmo assim, tenho vontade de arrancar os cabelos e as vestes quando penso que votei em Martaxa. E que passei os últimos dois anos da prefeitura dela engolindo o monóxido de carbono dos veículos desviados da av. Cidade Jardim em direção à minha rua, por conta das obras de um túnel que trouxe zero benefício ao trânsito e ao comércio da minha região.<br />
É por já ter depositado meu voto na urna em proveito de dona Marta (não confundir com o morrote carioca homônimo), que hoje me sinto à vontade para esbravejar: por qué no te callas, Martaxa?&#8221;</font></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/barbara-gancia-no-me-callaras-nao-me-calaras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ombudsman da Folha insinua parcialidade</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/ombudsman-da-folha-insinua-parcialidade/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/ombudsman-da-folha-insinua-parcialidade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 02:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[ombudsman]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3256</guid>
		<description><![CDATA[  
MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br
Pensamento único
O Painel do Leitor tem quatro cartas sobre cartões. Todas no mesmo tom.
Seria muito mais interessante se contemplasse opiniões diversas, mantendo-se como espaço plural de idéias.
Cartões paulistas?
Leitores indagam se a Folha não publicará reportagem sobre o uso de cartões corporativos no governo de SP.
Esses cartões existem? Se existem, evidentemente que há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/images/ombudsman-290x40.gif" alt="Ombudsman Folha" border="0" height="40" width="290" /></a>  <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3257" rel="attachment wp-att-3257" title="ombudsman.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/ombudsman.thumbnail.jpg" alt="ombudsman.jpg" /></a></p>
<p><strong>MÁRIO MAGALHÃES</strong><br />
<a href="mailto:ombudsman@uol.com.br">ombudsman@uol.com.br</a></p>
<p><strong>Pensamento único</strong></p>
<p>O Painel do Leitor tem quatro cartas sobre cartões. Todas no mesmo tom.</p>
<p>Seria muito mais interessante se contemplasse opiniões diversas, mantendo-se como espaço plural de idéias.</p>
<p><strong>Cartões paulistas?</strong></p>
<p>Leitores indagam se a <strong>Folha</strong> não publicará reportagem sobre o uso de cartões corporativos no governo de SP.</p>
<p>Esses cartões existem? Se existem, evidentemente que há interesse público, portanto jornalístico, em saber sobre eles.</p>
<p><strong>Folha: é de São Paulo</strong></p>
<p>A propósito, há dias, como hoje, que a <strong>Folha</strong> simplesmente ignora o Executivo paulista.</p>
<p>É um desserviço aos leitores.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/ombudsman-da-folha-insinua-parcialidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coerência</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/coerencia/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/coerencia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 17:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[gastos públicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3253</guid>
		<description><![CDATA[
De duas coisas, uma: ou o portal Transparência, do governo federal, publica os gastos com os cartões corporativos para que a população e a mídia fiscalizem e coíbam o mau uso dos mesmos, ou o portal era só demagogia.
Por isso não compartilho da opinião dos que vêem na ação da mídia uma campanha de desestabilização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tDJQdgJaI/AAAAAAAACHM/cgQ9_bHv5nc/s1600-h/jornais.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp2.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tDJQdgJaI/AAAAAAAACHM/cgQ9_bHv5nc/s200/jornais.jpg" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 329px; height: 148px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164295224026998178" border="0" /></a><a href="http://bp3.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tC6gdgJZI/AAAAAAAACHE/cjJSSvwfUN0/s1600-h/Cart%C3%A3o.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp3.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R6tC6gdgJZI/AAAAAAAACHE/cjJSSvwfUN0/s400/Cart%C3%A3o.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164294970623927698" border="0" /></a><br />
De duas coisas, uma: ou o portal Transparência, do governo federal, publica os gastos com os cartões corporativos para que a população e a mídia fiscalizem e coíbam o mau uso dos mesmos, ou o portal era só demagogia.</p>
<p>Por isso não compartilho da opinião dos que vêem na ação da mídia uma campanha de desestabilização do governo.</p>
<p>Tenho escrito aqui que a mídia inventou uma &#8220;epidemia&#8221; de febre amarela, provocando pânico na população e os fatos mostraram que lamentavelmente o intuito da mídia era claramente político. A mesma coisa com o suposto &#8220;apagão&#8221; elétrico, apregoado como um fato durante mais de quinze dias pela mídia contra o governo e que agora sumiu do noticiário.</p>
<p>No caso dos cartões ela estaria agindo igual?</p>
<p>O governo federal gasta 150 milhões por ano com esses cartões. Se eles facilitam o controle e a fiscalização, porque cobrar dos que controlando e fiscalizando indicam uso errado ou desvio, quando ele existe?</p>
<p>No que, o fato do governo estadual de José Serra gastar mais de 100 milhões com cartão corporativo, diminui eventual gasto incorreto de algum membro do governo federal? A questão não é quanto gasta o governo federal com os cartões, nem quanto gasta o governo estadual com eles. Mesmo que os gastos federais com os cartões diminuíram em relação a época dos tucanos. A questão é da natureza do gasto, sua pertinência com relação a lei.</p>
<p>Teve uso errado ou tem ilícitos no uso dos cartões do governo federal? Neste caso cabe a denúncia. O mesmo em relação ao governo estadual. Por enquanto a Ministra Matilde Ribeiro apresentou sua demissão reconhecendo ter usado de maneira errada o cartão. Do governo estadual nada foi denunciado, nem apurado e nenhum erro foi indicado.</p>
<p>Não vejo com bons olhos os que procuram defender o governo federal argüindo do fato que quase a metade dos gastos dos cartões corporativos do governo tucano de São Paulo foram retirada em dinheiro, na boca do caixa, o que dificulta o controle dos gastos. Como se uma insinuação contra os adversários, compensasse as insinuações contra o governo Lula.</p>
<p>Nada contra, no caso de uma CPI, incluir os gastos anteriores ao atual governo. Incluso porque é bom lembrar que teve ministro de FHC que usou avião da FAB para levar a familia passear em Fernando de Noronha.</p>
<p>Entretanto, não vejo necessidade de CPI, na medida em que os gastos estão contabilizados e documentados e que existem organismos, desde a CGU até o Ministério Público, além da brigada financeira da PF, para apurar qualquer desvio ou ilegalidade. Mas o presidente Lula decidiu que uma CPI permitira mostrar mais claramente a lisura do governo.</p>
<p>Volto a repetir, que o governo faça uma CPI, que a oposição demo-tucana queira surfar nos fatos, recusando toda e qualquer CPI sobre o mesmo tema no governo estadual tucano, não significa que a procura de transparência nos gastos federais e estaduais seja incorreta.</p>
<p>A mídia e a população tem direito sim de saber se tal ou qual ministro ou funcionário usou o cartão corporativo para pagar uma viagem privada, ou beneficiar indevidamente amigos, correligionários ou parentes. Como teria também o direito de saber se o governador de São Paulo, que foi pular o carnaval no camarote do governador de Rio e depois viajou para visitar sua filha em Trancoso, na Bahia, usou o jatinho do governo estadual ou avião de carreira pago pelo próprio bolso.</p>
<p>Trata-se de uma cobrança e fiscalização legitima, valida para qualquer governo, de qualquer partido, e que a mídia deve exercer com liberdade e sem cerceamento nenhum. Sempre com o mesmo rigor, com o mesmo equilíbrio e a mesma sobriedade.</p>
<p>Talvez esse rigor, equilibro e sobriedade faltem. Nosso dever como cidadãos é exigir esta conduta da própria mídia, se vier a falhar.</p>
<p>Vamos aguardar.</p>
<p><font style="font-weight: bold">Luis Favre</font></p>
<p><font style="font-weight: bold">FONTES </font></p>
<ul style="font-weight: bold">
<li>O gasto de R$ 150 milhões por ano com Cartões do governo federal foi publicado em todos os jornais, assim como o reconhecimento do erro pela então ministra Matilde Ribeiro. Os gastos superiores da época tucana no governo federal, são do blog Entrelinhas.</li>
<li>O gasto de R$ 100 milhões com Cartões do governo estadual de São Paulo, dos quais 48% em dinheiro liquido, foi publicado pelo Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim.</li>
<li>A viagem do governador Serra a Rio foi noticiada por todos os jornais e a visita no mesmo carnaval, à filha, em Trancoso, na coluna de Sonia Racy, no jornal O Estado de São Paulo.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/coerencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Latem, Sancho, sinal que cavalgamos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3185/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3185/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 12:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Gancia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=3185</guid>
		<description><![CDATA[
Marta Suplicy, defendendo o Brasil no exterior
2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do Real, mas também da quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixados pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes.
Imagino como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3184" rel="attachment wp-att-3184" title="marta_alemanha2.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/marta_alemanha2.jpg" alt="marta_alemanha2.jpg" height="419" width="550" /></a></div>
<div align="center"><span style="font-weight: bold; font-size: 85%">Marta Suplicy, defendendo o Brasil no exterior</span></div>
<p>2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do Real, mas também da quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixados pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes.</p>
<p>Imagino como seria se alguns dos articulistas anti-petistas, esses de &#8220;rabo preso&#8221; com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem Ministro de Turismo e falassem aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem.</p>
<p>Por exemplo a desbocada Barbara Gancia, aquela do insulto e o adjetivo fácil, que vomita regularmente no jornal <span style="font-weight: bold">Folha de São Paulo</span> e que tem a Marta entalada na garganta (segundo ela disse, mas eu penso que não é só, pelo nobre motivo que Marta fez um túnel que obrigou os carros a ir na rua dela. Como se vê alto interesse público na motivação)</p>
<p>No jornal ela lança hoje mais uma diatribe contra Marta, que mal esconde o ódio pessoal e a inveja, mais que divergência ou discordância.</p>
<p>Se ela ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repete incansavelmente, mas que como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinados pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos jardins, pinheiros e a rua de Barbara Gancia) são as mesmas de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.</p>
<p>Por isso ela está arrepiada perante o fato que a Ministra de Turismo do Brasil em recente entrevista na capital espanhola, disse que não tem epidemia de febre amarela e que somente as pessoas que forem para regiões de risco devem ser vacinadas. Disse também que os problemas encontrados com o tráfico aéreo estão em vias de solução, mas que não são piores que os enfrentados pelos aeroportos de Londres ou JFK em New York. Afirmou também que se é verdade que a violência existe, pelo menos no Brasil não tem terrorismo, nem ameaças desse tipo, como tem França, Inglaterra e Espanha, por exemplo. Que aqui não tem terremotos, nem tsunamis, mesmo se parte da mídia gostaria muita vezes uma boa tragédia (isso a ministra não diz, pena). Resumindo, defendeu o Brasil e mostrou que o Brasil vale a pena ser visitado e conhecido.</p>
<p>Ela disse também, para desespero de tucanos e Gancias da vida, que nunca antes na história deste país um presidente teve o prestigio e reconhecimento do nosso operário metalúrgico e que isso, reforçando a imagem positiva do Brasil no exterior, ajudava muito o crescimento do turismo.</p>
<p>Porque defender o Brasil, defender o turismo no Brasil, é contribuir para preservar e aumentar o emprego e a renda de milhões de brasileiros, em particular dos mais pobres.</p>
<p>Para os <span style="font-weight: bold">colonistas*</span> é inaceitavél.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Luis Favre</span></p>
<p><span style="font-weight: bold">*Paulo Henrique Amorim adotou, no seu Blog <span style="font-style: italic">&#8221; Conversa Afiada&#8221;</span>, o termo de <span style="font-style: italic">&#8220;colonista&#8221;</span>. Segundo ele, trata-se de essa legião de <span style="font-style: italic">“colonistas”</span>/especialistas que expõem as idéias do patrão como se fossem suas.</span></p>
<p style="font-weight: bold">Se refere a “colônia”, dá a idéia de pessoa “colonizada”, submetida ao pensamento hegemônico que se originou na Metrópole e se fortaleceu nos epígonos coloniais.</p>
<p style="font-weight: bold">Epígonos esses que, na maioria dos casos, não têm a menor idéia de como a Metrópole funciona, mas a “copiam” como se a ela pertencessem.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Nos países latino-americanos de língua espanhola utiliza-se também o termo espanhol &#8220;cipayos&#8221;.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/02/3185/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
