09/10/2009 - 12:39h Foreign Policy: Amorim, “o melhor chanceler do mundo”

Fonte VIOMUNDO

http://noticiasdachina.files.wordpress.com/2009/01/celsoamorim.jpeg

The world’s best foreign minister, Wed, 10/07/2009 – 12:35pm,

David Rothkofp, no blog da revista Foreign Policy

Esse pode ter sido o melhor mês do Brasil desde cerca de junho de 1494. Foi quando o Tratado de Tordesilhas foi assinado, dando a Portugal tudo no mundo a leste de uma linha imaginária que foi declarada existir 379 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso garantiu que o que viria a se tornar Brasil seria português e, portanto, desenvolveria uma cultura e identidade diferentes do resto da América Latina hispânica. Isso garantiu que o mundo teria samba, churrasco, Garota de Ipanema e, através de uma incrível e tortuosa corrente de eventos, a Gisele Bundchen.
Embora o Brasil tenha levado algum tempo dando razão à máxima de que “é o país do futuro e sempre será”, há poucas dúvidas de que o amanhã chegou para o país, ainda que muito tenha de ser feito para superar sérios desafios sociais e aproveitar o extraordinário potencial econômico do país.
A prova de que algo novo e importante está acontecendo no Brasil começou alguns anos atrás, quando o presidente [Fernando Henrique] Cardoso gerenciou uma mudança para a ortodoxia econômica que estabilizou o país-vítima de ciclos de crescimento e crise e inflação de tirar do sério. Ganhou força, no entanto, durante o extraordinário governo do atual presidente, Luis Inacio “Lula” da Silva.
Algum desse impulso se deve ao compromisso de Lula de preservar as fundações econômicas assentadas por Cardoso, uma decisão política corajosa para um líder sindical de oposição do Partido dos Trabalhadores. Parte do impulso se deve a sorte, uma mudança do paradigma energético que ajudou o investimento de 30 anos do Brasil em biocombustíveis dar retorno importante, as descobertas maciças de petróleo na costa do Brasil e a crescente demanda da Ásia que permitiu ao Brasil se tornar o líder exportador da agricultura mundial, assumindo o papel de “celeiro da Ásia”. Mas muito do impulso se deve à grande capacidade dos líderes brasileiros de aproveitar o momento que muitos dos predecessores provavelmente teriam perdido.
Desses líderes, muito do crédito vai para o presidente Lula, que se tornou uma espécie de estrela de rock na cena internacional, juntando a energia, a disposição, o carisma, a intuição e o senso comum tão eficazmente que a falta de educação formal não se tornou empecilho. Algum crédito vai para outros membros de sua equipe, como a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, a ex-ministra da Energia que se tornou uma ministra dura e possível sucessora de Lula. Mas eu acredito que uma grande parte do crédito deve ir para Celso Amorim, que planejou a transformação do papel mundial do Brasil de forma sem precedentes na história moderna. Ele é o ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (também serviu nos anos 90), mas penso que se pode argumentar que é atualmente o chanceler mais bem sucedido do mundo.

É impossível apontar um único momento de mudança nas tentativas de Amorim de transformar o Brasil de um poder regional com influência int ernacional duvidosa em um dos países mais importantes no mundo, reconhecido por consenso global para jogar um papel de liderança sem precedentes.
Pode ter sido quando ele teve um papel central na engenharia do “empurrão” dado pelos países emergentes contra o “poder-de-sempre” dos Estados Unidos e da Europa durante as negociações comerciais de Cancun em 2003.
Pode ter sido o jeito que o Brasil adotou para usar questões como a dos biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, com os Estados Unidos ou com outros poderes emergentes.
Com certeza envolveu a decisão de Amorim de abraçar a idéia de transformar os BRICs de uma sigla em uma importante colaboração geopolítica, trabalhando com seus colegas da Rússia, da Índia e da China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar sua mensagens. (Dos BRICs quem se deu melhor nesse arranjo foi o Brasil. Rússia, China e Índia todos conquistaram seus lugares na mesa através de capacidade militar, tamanho de população, influência econômica ou recursos naturais. O Brasil tem tudo isso, mas menos que os outros).
Também envolveu muitas outras coisas, como o aprofundamento das relações com países como a China, a promoção do Brasil como destino de investimentos, a reputação do Brasil como comparativamente seguro diante de problemas econômicos globais, o conforto que o presidente dos Estados Unidos sente em relação a seu colega brasileiro — a ponto de encorajar o Brasil a jogar um papel como intermediário junto, por exemplo, aos iranianos. Concorde ou não com todas as decisões de Amorim, como em Honduras ou em relação a Cuba na Organização dos Estados Americanos, o Brasil tem continuado a jogar um papel regional importante ainda que seu foco tenha claramente mudado para o palco global.

Nada ilustra quanto evoluiu o Brasil ou quão eficaz é o time Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Primeiro, os países do mundo largaram o G8 e abraçaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importante do mundo. Em seguida, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a ganhar o direito de sediar as Olimpíadas. Ontem o Financial Times noticiou que a “Ásia e o Brasil lideram na confiança do consumidor”, um reflexo da reputação que o governo vendeu eficazmente (com a maior parte do crédito indo para o ressurgente setor privado brasileiro). E nesta semana as notícias sobre o encontro do FMI-Banco Mundial em Istambul mostraram a institucionalização do novo papel do Brasil com um acordo para mudar a estrutura do FMI. De acordo com o Washington Post de hoje: “As nações também concordaram preliminarmente em reestruturar a estrutura de votação do Fundo, prometendo dar mais poder aos gigantes emergentes como o Brasil e a China até janeiro de 2011″.

Nada mal para alguns dias de trabalho. E embora seja o ministro da Fazenda que representa o Brasil nos encontros do FMI-Banco Mundial, o arquiteto dessa marcante transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito ainda precisa ser feito, com certeza. Parte tem a ver com o novo papel desejado. O Brasil quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e mais liderança nas instituições internacionais. Pode conquistar isso, mas terá de manter o crescimento e a estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar ameaças regionais como a representada pela Venezuela (Os brasileiros tendem a olhar com desprezo para seus vizinhos do norte tanto quanto o fazem para os argentinos, vizinhos do sul… e, portanto, subestimam a habilidade de homens como Hugo Chávez de causar danos). E o Brasil tem diante de si uma eleição que pode mudar o elenco de jogadores e, naturalmente, pode mudar a atual trajetória de uma série de maneiras — boas e ruins.
Mas é difícil pensar em outro chanceler que tenha tão eficazmente orquestrado uma mudança tão significativa no papel internacional de seu país. E se alguem pedisse hoje que eu votasse no melhor chanceler do mundo, meu voto provavelmente iria para o filho de Santos, Celso Amorim.

David Rothkopf é autor de Superclass: The Global Power Elite and the World They are Making (Superclasse: A elite do poder global e o mundo que ela está construindo) e Running the World: The Inside Story of the National Security Council and the Architects of American Power (Governando o Mundo: A história do Conselho de Segurança Nacional e os Arquitetos do Poder Americano).

15/10/2007 - 17:38h CNT/SENSUS: Viagens do Lula ao exterior

· RELAÇÕES EXTERIORES

PRESIDENTE LULA

Viagens ao exterior

JUN 04

%

OUT 07

%

Em sua opinião, as viagens do Presidente Lula ao exterior:

1. Têm sido importantes / produtivas para o Brasil

2. Não têm sido importantes / nem produtivas para o Brasil

13/10/2007 - 10:51h Brasil pone freno a la presión de los países desarrollados y se juega por el Mercosur

Por: Eleonora Gosman para Clarín

“No vamos a entregar el Mercosur a cambio de la Organización Mundial del Comercio”, subrayó cortante el canciller brasileño Celso Amorim. Fue en respuesta a las presiones que ejercen sobre Brasil, ya sin disimulo, tanto EE.UU. como Europa para que el gobierno de Lula da Silva apoye la versión de libre comercio que promueven las grandes potencias en la actual Ronda de Doha.

Tal como está planteada, la jugada de los países ricos es promover la apertura de los mercados de bienes industriales sin dar a cambio bienes industriales de los países en desarrollo ni concesiones reales en la eliminación de los subsidios a sus productores agrícola. Según advirtió Amorim, bloques como el Mercosur estallarían en varios pedazos si se acepta la propuesta norteamericana y europea en las negociaciones. El ministro brasileño pidió “flexibilidad” a los desarrollados respecto a las exigencias para bloques regionales de países en desarrollo. Sostuvo que la Ronda de Doha, tal como está planteada, pondrá en peligro el andamiaje que sustenta la sociedad integrada por Brasil, Argentina, Uruguay y Paraguay. Pero EE.UU. rechazó esa demanda brasileña.

De acuerdo con la diplomacia de Itamaraty, la apertura de los mercados industriales tal como la plantean las grandes potencias destruiría el Arancel Externo Común del Mercosur, que es su columna vertebral. Si en la OMC no se tiene en cuenta “esa peculiaridad”, Brasil no aceptará ningún acuerdo de Doha sostuvieron en en Brasilia.

En la campaña de quejas de las grandes potencias contra la diplomacia brasileña, que se acentuó los últimos días, el comisario de Comercio de la Unión Europea Peter Mandelson reclamó a Brasil que “aclare si no está dando un paso atrás” en las negociaciones con los grandes. Lo mismo sostuvo en declaraciones a Clarín la comisaria europea de Agricultura Mariann Fischer Boel. Mandelson dijo que hay un presunto “desequilibrio entre lo que se pide a los países ricos y lo que se pide a las naciones en desarrollo” (supuestamente a favor de estos últimos). Para el secretario de Comercio de los EE.UU. Carlos Gutiérrez, que estuvo esta semana en San Pablo, “llegó el momento de que Brasil use su liderazgo para convencer a las otras naciones en desarrollo” de las bondades de la propuesta de las potencias respecto de Doha.

Amorim se irritó al señalar que las grandes potencias quieren abrir mercados industriales sin dejar de proteger sus propios mercados agrícolas, donde países como Brasil y Argentina son más competitivos. Evaluó que ni Europa ni EE.UU. pretenden realmente reducir los subsidios dados a sus agricultores.

04/10/2007 - 00:05h Cristina Kirchner reafirma ‘associação estratégica’ entre Argentina e Brasil

Ueslei Marcelino/Folha Imagem


Em visita a Brasília, candidata defendeu integração energética na região.

Denize Bacoccina – BBC

De Brasília – A senadora e candidata favorita à Presidência da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta quarta-feira, em visita ao Brasil, que veio “reafirmar a associação estratégica entre Argentina e Brasil”.

Ela também defendeu a integração energética na região, envolvendo ainda Bolívia e Venezuela, países que considera “chaves” para o abastecimento da região.

Cristina disse que Brasil e Argentina vivem “um período inédito de aproximação, uma sintonia fina” e que devem expandir a associação estratégica para outros países.

“Além de Argentina e Brasil, que ela se expanda para toda a região para se constituir um bloco econômico e político. O mundo está se configurado em blocos e nosso desafio é o aprofundamento do que formamos, como sócios estratégicos no Mercosul”, afirmou a senadora em uma rápida entrevista, após reunião no Itamaraty com um grupo de empresários brasileiros com investimentos na Argentina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu Cristina em almoço no Palácio da Alvorada, convidou a candidata a, se for eleita no pleito do dia 28, visitar o Brasil antes mesmo da posse, em dezembro.

Cristina Kirchner é a candidata favorita em todas as pesquisas de intenção de voto publicadas nos últimos dias, mas os números não indicam se ela vence já no primeiro turno.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que participou do encontro, disse que Cristina e Lula falaram sobre os interesses comuns em projetos de cooperação energética envolvendo também a Bolívia e a Venezuela.

“Eu acho que este programa, a se cumprir na Argentina, nos permite prosseguir essa integração”, afirmou Garcia. Além de economia, a cooperação entre Brasil e Argentina pode se dar também na área científica e tecnológica, segundo ele. “Inclusive em alguns domínios de ponta, como é o caso de energia nuclear”, disse.

Em apresentação aos empresários, Cristina prometeu continuidade em relação ao governo do marido, Néstor Kirchner, e disse que a oferta de energia – um dos grandes problemas do país atualmente – será ampliada em 10% até 2009.

O assessor especial disse que ela não pediu apoio do Brasil para a eleição. “Evidentemente a eleição na Argentina tem outras questões, e o Brasil é um capítulo mínimo”, afirmou.

Cristina também foi questionada pelos empresários sobre a real taxa de inflação, que alguns analistas dizem estaria em torno de 17% ao ano. “Ela corrigiu os números e disse que é inferior a 10% de agosto a agosto”, afirmou Garcia.

A candidata veio ao Brasil acompanhada dos ministros das Relações Exteriores, Jorge Taiana, da Economia, Miguel Peirano, e do porta-voz da Presidência, Miguel Núñez. BBC Brasil

18/09/2007 - 17:37h Imprensa espanhola se derrama em elogios ao Brasil

Blog de Magno Martins

Um editorial publicado nesta terça-feira no diário espanhol ABC diz que o Brasil de hoje é um país “seguro de si e com um potencial de crescimento extraordinário”.

Intitulado “Acertos de Lula da Silva”, o texto elogia a gestão do presidente Luiz Lula, e afirma que seu governo “acerta” no comando do Brasil.

“Ninguém discute que o Brasil é o principal fator de estabilidade no conjunto da América Latina. O gigante sul-americano oferece neste momento o rosto de um país amigável, que leva a sério suas responsabilidades no século 21″, diz o editorial.

O ABC lembra que “a sombra da corrupção pairou sobre seu primeiro mandato (de Lula) depois dos escândalos vividos no Partido dos Trabalhadores”, mas observa que nenhuma denúncia chegou a implicar o presidente. Para o jornal, o governo de Lula ainda tem “muito a fazer” para melhorar os indicadores sociais do país. Ainda assim, “o balanço da gestão presidencial de Lula é notável”, avalia o diário.

O diário El País disse que empresários espanhóis cobriram Lula de elogios durante um evento no qual o presidente pediu a participação do setor privado em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tentará impulsionar obras no setor de infra-estrutura. “O próprio presidente considerou oportuno dizer que ‘poucos presidentes tiveram o privilégio de ouvir elogios como estes’”, relatou o El País.

Para o catalão La Vanguardia, o Brasil é “um país em sólido crescimento, que tenta superar o fosso profundo de desigualdade social e que, ao mesmo tempo, aposta na infra-estruturas logística, energética, urbana e social”.

Já o diário Cinco Dias, especializado em economias e finanças, disse que o crescimento econômico e a melhora da segurança jurídica no Brasil serviram de argumentos para Lula tentar atrair a atenção do empresariado espanhol. “Os empresários espanhóis reforçaram sua aposta de investimentos no Brasil”, disse o jornal. (Informações da BBC Brasil)

 

Escrito por Magno Martins

14/09/2007 - 18:29h 2 siècles : durée d’une dette du Brésil envers le Danemark

Le détroit de l’Oeresund est un véritable carrefour maritime permettant de relier la mer du Nord à la Baltique. Dans les années 1800, le Danemark exigea un droit de passage pour tous les bateaux qui passaient devant le château de Kronborg pour entrer dans le détroit. Une taxe qui fut remplacée par un montant unique pour solde de tout compte, solution imposée par les dix plus grandes puissances maritimes. Seul le Brésil refusa de s’en acquitter. Le ministère danois des finances a insisté pour que le Brésil paie sa dette, d’une valeur actuelle de 10 millions de dollars. Mais le chef du gouvernement danois, Anders Fogh Rasmussen, a préféré tourner la page. “Je déclare officiellement que nous annulons notre exigence”, a-t-il déclaré à l’issue du déjeuner offert en l’honneur du président brésilien Lula, en visite d’Etat pour deux jours au Danemark.

Le Monde

07/09/2007 - 15:11h Kirchner aseguró que Cristina va a cuidar el superávit "a rajatabla"

“Ella me reprocha que gasté mucho en estos años”, bromeó ante 1.500 industriales. Hizo un repaso de su gestión y negó que la inversión en obra pública ponga en riesgo la situación fiscal. Al final, se fue ovacionado.

BIENVENIDO.
NESTOR KIRCHNER EXPUSO AYER ANTE LOS INDUSTRIALES.
FUE INTERRUMPIDO SIETE VECES CON FUERTES APLAUSOS.

 



Alejandra Gallo

El presidente, Néstor Kirchner, pareció elegir el almuerzo, organizado por la Unión Industrial, como el escenario para hacer su discurso de despedida. Con tono calmo, interrumpido en siete ocasiones por los aplausos de los cerca de 1.500 industriales que lo escucharon, hizo varias referencias a la candidata a sucederlo, su esposa la senadora Cristina Fernández.

“Cristina me reprocha que he gastado mucho estos años”, sonrió el Presidente en una de esas referencias y aclaró que “ella admite que va a mantener el superávit a rajatabla en el 4% del PBI”. En otro encuentro empresario, con IDEA, la senadora-candidata había pronosticado que en el 2008, el superávit fiscal “estaría en niveles similares a los actuales: un 3,12% del PBI”.

El gasto público está siendo uno de los ejes principales de la campaña electoral. Ayer, Kirchner fue a fondo en este tema. Pidió: “No creemos ni les crean a los que dicen que una inversión pública, en especial en infraestructura, trae déficit fiscal”. Fue uno de los momentos en que le arrancó uno de los siete aplausos a quienes lo escucharon. El CEO de Techint, Paolo Rocca (sin duda, el invitado más poderoso) fue quien disparó, sonriente, la ola de palmas.

Kirchner no fue al almuerzo de ayer con las manos vacías. Anunció que le cederá a la central fabril un predio de 13 hectáreas en Barracas para que haga allí exposiciones industriales a partir del 2010, tal como había adelantado ayer Clarín. “Espero que se acuerden de invitarme para entonces”, bromeó Kirchner.

Otro de los aplausos lo generó el propio, Juan Carlos Lascurain (titular de la UIA), cuando el Presidente dijo, en alusión al rol de los organismos internacionales de crédito, “nos gusta la política económica propia y no la impuesta por los demás”. Toda la mesa principal siguió a Lascurain con las palmas. Estaban: Ignacio de Mendiguren, Héctor Massuh, Luis Betnaza, y Juan Sacco, entre otros directivos de la UIA; Cristina, el candidato K a la gobernación bonaerense, Daniel Scioli, y el ministro de Economía, Miguel Peirano.

A Kirchner lo acompañó casi todo el gabinete, el único ausente fue el jefe de Gabinete Alberto Fernández y lo escucharon la cúpula de la CGT en pleno y su conductor, Hugo Moyano, se ocupó de generar sus propios aplausos cuando el primer mandatario señaló que “todos los argentinos debemos tener mayor participación en el crecimiento sostenido de la economía”.

El embajador de Brasil, Mauro Vieira, debe haber sido el único que se abstuvo de agitar sus palmas cuando el Presidente defendió la aplicación de algunas restricciones arancelarias porque, dijo “se terminó la Argentina ingenua” y cuando destacó que “fue absurdo creer que el país iba a avanzar por el camino de la desindustrialización”. El diplomático estaba junto a algunos fervientes aplaudidores: el canciller, Jorge Taiana y la secretaria de Industria, Leila Nazer.

Kirchner no desaprovechó la ocasión para pasar revista a una serie de estadísticas, que repasaron los logros de su gestión. Al final, casi como queriendo sellar un pacto de lealtad futura, los industriales lo ovacionaron de pie. Fue cuando finalizó su discurso y antes de que llegaran las copas del champán para el brindis.

06/08/2007 - 14:48h Fidel, o Itamaraty e os boxeadores cubanos

Seqüencias Parisienses

Blog de Luiz Felipe de Alencastro

Guillermo Rigondeaux, arquivo Folha de São Paulo

O Itamaraty e o governo brasileiro decidiram deportar os dois boxeadores cubanos que se encontram no Brasil. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desertaram do Pan no Rio. Segundo um delegado da PF, eles agora querem voltar para casa e recusam o estatuto de refugiados políticos. Numa texto publicado hoje, Fidel anunciou que não punirá Rigondeaux e Lara.
Nos países democráticos há um princípio jurídico básico na matéria. Nenhum suspeito, e nem mesmo um criminoso julgado à revelia no seu país de origem, pode ser deportado ou extraditado para este país, se a pena ali aplicada for maior que a pena prevista no país ao qual foi solicitada a extradição. Na União Européia, onde não há pena de morte, o problema já ocorreu várias vezes com estados dos EUA que admitem a pena capital. No caso, a UE só admite a extradição de foragidos dos EUA quando os promotores americanos comprometem-se a não requerer a pena máxima.
Nos aeroportos de nosso país, desembarcam regularmente brasileiros deportados dos EUA e da UE por delito de ausência de visto ou de passaporte. Aqui chegados, eles pegam a mala e vão para casa: nenhuma lei brasileira pune a emigração ilegal se não houver falsificação de documentos.
Aplicado rigorosamente, este princípio isentaria Rigondeaux e Lara de deportação. De fato, é sabido que o regime cubano, malgrado as promessas de Fidel, cai de pau nos que tentam emigrar ilegalmente e nas suas famílias.
O Ministério Público Federal pediu a abertura de inquérito e quer ouvir os dois atletas antes de autorizar a deportação. Deveria pedir também o engajamento formal das autoridades judiciárias cubanas de que não haverá perseguição aos atletas e à suas famílias. É o mínimo que se espera.

28/07/2007 - 15:40h Brazil claims WTO cotton victory

By John Rumsey in São Paulo, Frances Williams in Geneva and Eoin Callan in Washington

Financial Times

Published: July 27 2007 23:19 | Last updated: July 27 2007 23:19

Brazil on Friday claimed victory in its latest assault on US cotton subsidies at the World Trade Organisation, underscoring warnings by the Bush administration that the subsidy-laden farm bill under consideration by Congress risks triggering a wave of trade disputes.

Brazil said a confidential interim ruling by a WTO panel had gone in its favour.

The panel, due to issue its final decision in September, was set up last year to judge whether the US had fully complied with a 2005 WTO appeal verdict condemning several subsidy programmes for cotton farmers.

In response to that verdict, the US scrapped or amended programmes considered to be illegal export subsidies. However, Brazil says this left untouched some of the most trade-distorting subsidies, such as marketing loans and counter-cyclical payments that compensate farmers for low prices.

The US House of Representatives was set to vote late on Friday on a controversial $256bn, five-year farm bill that eliminates subsidies for farmers with more than $1m in adjusted gross income but continues to give generous subsidies in key areas including corn, cotton, soya beans and rice.

The bill was approved by the House agricultural committee on July 19.

The Bush administration has threatened to veto the legislation, saying it leaves the US vulnerable to WTO challenges similar to the case brought by Brazil over support for cotton farmers.

Pedro Camargo Neto, ex-secretary of production and trade at the Brazilian Ministry of Agriculture, dismissed the likelihood of Brazil bringing further cases, such as against soy, sugar and rice, where it would be more difficult to prove damages.

The Brazil ruling should embolden other countries, such as Mexico and Uruguay, to seek redress over rice subsidies.

A US trade official confirmed on Friday that the WTO panel had found that the changes made by the US “were insufficient to bring the challenged measures into conformity with US WTO obligations . . . we are very disappointed with these results”.

Brazil and its allies have pressed for big reductions in US and European Union farm support in the Doha global trade round.

The latest draft text by the chair of the Doha round’s agricultural negotiations calls specifically for deeper and faster-than-average cuts in cotton subsidies in developed countries.

Critics say such subsidies hurt not only Brazil but also millions of poor West African cotton farmers.

Still, with a successful conclusion to the round uncertain, the WTO’s dispute mechanism is increasingly seen as an alternative if ponderous route to the same end.

In 2005, Brazil, Thailand and Australia won another landmark case against EU sugar subsidies and this year Canada and Brazil have each filed new complaints alleging US overspending on trade-distorting farm aid.

09/07/2007 - 11:35h A vizinhança, vista desde o Planalto


Valor

Foi rápida, não mais que dez minutos, a última conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente boliviano, Evo Morales. Não há mais pontos de atrito entre o Brasil e a Bolívia, garantiu Morales a Lula, em tom amistoso. Mas disse esperar investimentos conjuntos da Petrobras e da estatal petrolífera boliviana YPFB. Desconfiado, Lula lhe respondeu que há até interesses da Brasken em investir na Bolívia, mas que é preciso um melhor ambiente institucional para garantir novos investimentos. Não se falou dos milhares de brasileiros na fronteira, ameaçados de expulsão, mas alvo da atenção da embaixada do Brasil na Bolívia.

A conversa dos dois presidentes ocorreu na reunião de cúpula do Mercosul, há duas semanas, no Paraguai. Pouco antes de partir para Assunção, Lula pediu aos ministros que busquem uma forma de tirar o Brasil do foco da campanha eleitoral paraguaia, que transformou a energia fornecida por Itaipu em tema de polêmica. Além de criar facilidades para o comércio na fronteira, com tarifas menores para compras legalizadas em uma espécie de Supersimples bilateral, Lula pediu estudos para ver a possibilidade de antecipar pagamentos por fornecimento de energia de Itaipu, e aumentar os recursos que ingressam no país vizinho.

Na semana seguinte, na Europa, o presidente brasileiro foi surpreendido com o anúncio de que o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, teria pedido a Lula para fazer um esforço de conciliação com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez – com quem o governo brasileiro vem se desentendendo devido às renitentes críticas do venezuelano ao Mercosul e ao Congresso brasileiro. Não há registro, no Planalto ou no Itamaraty, de pedido desse teor feito pelo presidente argentino, embora tenha sido o próprio Kirchner quem tenha anunciado um telefonema com o esforço de mediação.

O gesto de Kirchner pode ter sido uma manifestação a pedido do próprio Chávez, que claramente busca um pretexto para desvencilhar-se do compromisso de adaptar sua política de tarifas de importação às regras do Mercosul. Diplomatas brasileiros vêem vagos gestos da diplomacia venezuelana, nos últimos dias, para evitar a escalada de declarações conflituosas entre os dois governos. “É uma manifestação positiva, o presidente Kirchner está desempenhando um papel moderador, que qualquer presidente teria”, desconversa, conciliador, o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, ao confirmar que não tem notícia de telefonema do argentino.

Discursos como o de Morales contra o etanol (considerado “gratuito” e inconveniente por importantes diplomatas ligados ao ministro Celso Amorim), as diatribes de Chávez contra o Mercosul, ou manifestações agressivas de outros mandatários da região não devem tirar o governo brasileiro de seu verdadeiro foco na região, defende Garcia. E o foco, diz ele, é a integração real entre os países do continente, a quase totalidade deles (exceto a Bolívia) vizinhos de importância para os interesses do Brasil e parceiros que compram bem mais do que vendem no comércio com os brasileiros.

Morales garante fim de atritos com o Brasil

“Não é uma política externa ideológica: os interesses de integração sul-americana são compatíveis com os interesses do Brasil”, argumenta Garcia.

O governo brasileiro, defende ele, tem de agir com “serenidade”, sem misturar fenômenos que se explicam pelas circunstâncias de política interna de alguns dos países vizinhos com aqueles que podem, de fato, prejudicar os interesses brasileiros – e que terão resposta dura do governo, garante. “Se queremos uma política de integração, tem de ser uma que atenda a todos, se alguém quiser impor sua visão não haverá integração”, raciocina o principal consultor de Lula em matéria de assuntos internacionais. Os governos decidirão se querem formar um continente integrado, com o Brasil, ou apenas manter boas relações, diz Garcia.

Ele concorda que há falta de avanços no Mercosul, mas afirma que, para maior integração, os governos do bloco têm de dar aos negociadores mandatos mais ambiciosos, que permitam maior ligação entre as economias e mais decisões políticas comuns. No caso do Paraguai, parceiro de onde se prometem notícias de confrontos com o Brasil, Garcia diz ter sinais da oposição paraguaia de que não há interesse em acirrar conflitos e diz que os desentendimentos divulgados pela imprensa paraguaia “não têm consistência”. O Brasil tentará afastar-se do foco da disputa política eleitoral lá, informa ele.

“Em nossa estratégia, a integração é o tema-chave, e não vamos nos perder em coisas subjetivas”, advoga ele. Lembrado de que as agressões verbais de mandatários vizinhos podem ajudar a minar, no Brasil, o necessário apoio interno aos esforços de integração, Garcia argumenta com a defesa da “serenidade”.

“O Brasil pode se permitir isso, porque tem uma situação interna muito boa, e não só na economia”, afirma Garcia, que chegou a assumir a presidência do PT durante as turbulências do escândalo do mensalão. Sobre os escândalos contremporâneos diz que é muito positiva “essa experiência que o país vive, de aprofundamento democrático”. O Brasil é um bom exemplo de “como as coisas podem ser feitas”, assegura. Garcia deixa escapar que há movimentação no PT para dar “direção ainda mais consistente” às políticas de governo, mas diz que é assunto a ser discutido no partido.

O Brasil está disposto a conversar sobre mecanismos para substituição de importações nos países vizinhos, uma demanda particularmente forte na Argentina e nos países andinos mais conturbados: Bolívia, Equador e Venezuela. “O caminho, para isso, é a integração”, insiste.

O êxito da visita de Lula à Europa, na semana passada, quando os brasileiros colheram forte incentivo à campanha de Lula pelo biocombustível, aumentou a boa disposição no Planalto. E, aparentemente, apesar do barulho que se ouve na América do Sul, não se vê, de lá, nenhuma ameaça séria, na vizinhança capaz de estragar esse humor.

Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras

08/07/2007 - 13:37h EUA querem mais turistas brasileiros

Jornal do Brasil

DIPLOMACIA

 

Rio de Janeiro, RJ – DENNIS BRACK/BLOMBERG NEWS

Brasil foi escolhido pelos EUA para adotar procedimentos para agilizar a emissão de vistos

Consulado norte-americano quase duplicou a emissão diária de vistos

O governo dos Estados Unidos quer elevar a posição do Brasil no ranldng de países que mais enviam turistas a seu território. O objetivo é fazer com que o país volte aos níveis de 1997, quando era o quinto colocado, com cerca de 940 mil turistas. – Quando? – Amanhã – brinca a sub-secretária de Comércio dos Estados Unidos para serviços e turismo, Ana Guevara. – Estamos trabalhando para isso.

No ano passado, o número de brasileiros que desembarcaram nos Estados Unidos cresceu 8%, para cerca de 500 mil, deixando o país na décima colocação. A queda no fluxo de turistas – não só brasileiros – foi motivada, segundo Ana, pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que levaram o país a adotar medidas mais rigorosas de segurança e para emissão de vistos.

O governo dos Estados Unidos tem plena consciência disso e tem trabalhado com os Departamentos de Estado, de Comércio e de Segurança para melhorar a situação.


País quer voltar a ser o quinto destino de férias preferido pelos turistas brasileiros


Os Estados Unidos fizeram uma relação dos países com maior dificuldade em obter vistos. Escolheu o Brasil para adotar procedimentos que tornam mais ágeis as emissões de vistos. Desde 2006, foi reduzido de 100 para 60 dias o tempo de espera para a entrevista com a autoridade norte-americana, que faz parte do procedimento.

Para a renovação o tempo é de apenas dois dias. Conseguimos elevar o número de procedimentos de 100 para 300 por dia.

O consulado norte-americano em São Paulo quase dobrou o número de vistos emitidos diariamente. – De 800 vistos por dia chegamos em alguns casos a 1400 – diz Ana.

Alguns programas especiais foram adotados para facilitar e agilizar a emissão do visto. Um deles foi uma parceria com a Câmara Americana de Comércio (Acocham) que, em caso de vistos corporativos, ajuda o interessado na parte administrativa, como no preenchimento de formulários, e na checagem de dados.

Em visita recente ao Brasil, Ana discutiu temas que dizem respeito a áreas do Diálogo Comercial Brasil-EUA, iniciado em junho de 2006 pelo então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez.

Em portas fechadas, reuniuse com representantes de companhias aéreas dos Estados Unidos que já operam ou têm interesse em operar no país – cujos nomes não foram divulgados – e com a ministra do Turismo,

Segundo Ana, o objetivo da reunião foi verificar se há interesse das empresas em aumentar o número de vôos para o Brasil (principalmente Nordeste e Brasília). 0 único empecilho jurídico existente hoje para o aumento é, segundo Ana, o acordo bilateral entre Brasil e EUA, que, entre outras coisas, estabelece que para cada vôo que entra no país tendo como origem os Estados Unidos, um deve fazer o caminho inverso. – São necessárias outras considerações por parte das empresas aéreas para saber se essas rotas fazem sentido em termos de negócio.

Segundo Ana, nova reunião será realizada nos Estados Unidos entre as empresas e os departamentos de Estado e de Turismo do país para discutir se existe interesse de conversar com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre uma flexibilização no acordo ou mesmo a adoção de novo pacto.

Hoje, operam no Brasil quatro companhias: American Air Lines, Delta, United e Continental, em um total de 105 fregüências semanais ao Brasil.

Ana veio ao Brasil chefiando delegação de nove franquias norte-americanas, que participaram da ABF Franclúsing Expo 2007, que aconteceu em São Paulo.

No Diálogo Comercial estamos procurando meios de facilitar a entrada de franquias brasileiras nos Estados Unidos e de franquias americanas no Brasil.

Na feira, juntamente com o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ana participou da cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre as entidades representativas dos dois países.

Em setembro ela volta ao Brasil junto com 30 representantes dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos. Eles passarão uma semana aprendendo sobre oportunidades de investimento em capital de risco e private equity.

08/07/2007 - 13:26h Brasil terá compromissos ambiciosos sobre o clima

ENTREVISTA
SÉRGIO SERRA

Recém-designado embaixador especial do país para mudança climática diz que é possível adotar meta interna de redução do desmate, com crivo internacional

O BRASIL tem condições de adotar uma meta interna de redução de desmatamento na Amazônia, e poderá usá-la como parte de seu compromisso no acordo internacional contra o aquecimento global a ser adotado após 2012, em substituição ao Protocolo de Kyoto. Quem dá o recado é Sérgio Serra, 65, recém-designado pelo ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) como embaixador do Brasil para mudanças climáticas. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

Para Lula, questão é “estratégica”

DA REDAÇÃO

A criação do cargo de embaixador extraordinário para mudança do clima é apenas uma das iniciativas do governo para atacar uma questão considerada “estratégica” pelo presidente Lula. Também neste ano, o Ministério do Meio Ambiente criou uma secretaria para o tema, e o Ministério da Ciência e Tecnologia monta uma rede de pesquisas climáticas.
Lula criou, no Planalto, um grupo especial de discussão do assunto. O comitê tem concluído que o Brasil precisa se afastar, sem ruptura, da posição da China e da Índia, contrárias a metas, nas negociações internacionais. (CA)

22/06/2007 - 11:31h O fracasso da Rodada Doha

Rubens Barbosa*

A Rodada Doha enfrentou uma situação difícil de ser superada, no final do prazo fixado pelos países para encontrar uma fórmula que viesse a atender a todos os interesses. Há alguns meses, já havia ficado claro que a barganha final entre os 4 países (EUA,UE, Brasil e Índia) que procuravam um consenso a ser submetido aos outros quase 150 países da Organização Mundial do Comércio (OMC), residiria na redução dos subsídios nos EUA e a baixa das tarifas dos produtos agrícolas na UE a níveis aceitáveis para os países em desenvolvimento (G-20) e a redução das tarifas de produtos industriais nos países do G-20, aceitáveis para os EUA e UE.

De outro lado, tudo o que se discutia no âmbito da OMC, em inúmeras e infindáveis reuniões nos quatro cantos do mundo, havia ficado na dependência dos humores do Congresso dos EUA, pela necessidade de a maioria democrata aprovar a extensão da autorização – que expira no próximo dia 30 – para o Executivo americano negociar acordos comerciais.

Anuncia-se que na próxima semana haveria um último esforço coordenado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, em Genebra, para tentar o que não se conseguiu nos últimos meses: um acordo equilibrado e abrangente.

Para mim, o fracasso nas negociações comerciais multilaterais não foi uma surpresa. Dificilmente o Congresso Democrata daria a referida autorização a Bush, em fim de mandato e com baixíssima popularidade, quando a maioria republicana negou o ‘fast track’ a Clinton por oito anos. As eleições na França e o clima pré-eleitoral e a atitude negativa do Congresso quanto à revisão nos subsídios nos EUA também ajudaram a criar um clima mais protecionista do que favorável ao livre comércio.

É difícil aceitar que o Brasil seja apresentado como um dos países responsáveis pelo fracasso das conversações. Os entendimentos se centraram na liberalização de comércio e na redução de subsídios na área agrícola. O Brasil nem subsidia nem protege a produção agrícola. O governo brasileiro e o setor privado industrial sinalizaram poder fazer concessões, se e quando os EUA e a UE apresentassem propostas que representassem ganhos reais para o setor agrícola nacional. Como isso não ocorreu, é melhor não ter um acordo do que ter um mau acordo. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo (para assinantes).

*Rubens Barbosa
, consultor, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, foi embaixador do Brasil nos EUA e na Grã-Bretanha

21/06/2007 - 16:07h OMC : le Brésil et l’Inde rompent les négociations avec les Etats-Unis et l’UE

AP/BULLIT MARQUEZ

Le ministre du commerce indien Kamal Nath (à gauche) et le ministre des affaires étrangères brésilien Celso Amorim, le 14 décembre 2005.

Les délégations du Brésil et de l’Inde ont décidé, jeudi 21 juin, de se retirer des négociations sur la libéralisation du commerce, organisées dans le cadre de l’Organisation mondiale du commerce (OMC) avec les Etats-Unis et l’Union européenne à Potsdam, en Allemagne, jugeant “inutile” de poursuivre les discussions. Cette réunion, qui avait commencé mardi, aurait dû se poursuivre jusqu’à samedi. Elle avait pour principal but de parvenir à un accord de principe sur plusieurs questions épineuses, qui pourrait ensuite être étendu à l’ensemble des 150 pays membres de l’OMC.

Celso Amorim, ministre des affaires étrangères brésilien, et Kamal Nath, ministre du commerce indien, ont décidé de rompre prématurément les négociations “compte tenu de ce qui est sur la table”, selon M. Amorim. Il a précisé que l’agriculture, principal désaccord du cycle de négociations de Doha lancées en 2001, avait été à l’origine de l’échec de cette rencontre, qui réunissait le commissaire européen au commerce, Peter Mandelson, et la représentante américaine pour le commerce, Susan Schwab. Suite…

04/06/2007 - 11:21h ‘Não vamos desindustrializar o Brasil’


Entrevista


Celso Amorim: ministro das Relações Exteriores


Denise Chrispim Marin

O Estado de São Paulo

(…) A oferta brasileira de abertura dos mercados industrial e de serviços pode ser ampliada, mesmo com as reclamações dos empresários?

Nossa oferta está aí, de coeficiente 30, o que representa um corte de 50% na tarifa de importação máxima aplicada pelo Brasil aos bens industriais. Não é pouco. O recente aumento das tarifas brasileiras para vestuários e calçados mostrou a importância de preservarmos espaço para decisões como essa. Um homem de negócios sério não pode assumir que tudo o que é hoje praticado jamais irá mudar. Mas, hoje, a nossa situação cambial evidencia sensibilidades que antes não seriam tão óbvias. Então acho melhor terminar logo a Rodada antes que chegue a paridade do real com o dólar.

Há rejeição de americanos e europeus à oferta brasileira, o que pode prejudicar nossas demandas na área agrícola. A abertura do setor industrial torna-se inevitável?

Eu queria a redução dos subsídios domésticos dos EUA a US$ 12,4 bilhões, a limitação dos produtos sensíveis para países desenvolvidos a 1% dos itens agrícolas, o corte de 75% na tarifa agrícola mais alta da UE. Esses tópicos não estarão, provavelmente, do jeito que eu quero. Então a abertura industrial brasileira não estará do jeito que eles querem. Nós vamos procurar a convergência entre o mínimo de ambição necessário e o que é aceitável. Não vamos desindustrializar o Brasil e o Mercosul. Leia a entrevista na integra aqui

03/06/2007 - 16:15h Pela primeira vez, Brasil tem voz ativa no G8

A partir de quarta-feira, na Alemanha, país falará sobre a produção de álcool, tema em que é mundialmente reconhecido

Assunto principal da cúpula será a busca por fontes de energia que sejam menos prejudiciais ao ambiente e venham de países seguros

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A PARIS

Pela primeira vez nos 31 anos de história do G7 (transformado em G8 a partir de 1998), o Brasil não é um ausente ou mero convidado de pedra, que nada tem a dizer sobre o tema principal.
A partir do dia 6, em Heiligendamm, pequeno balneário alemão no Báltico, sede do G8 de 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá falar -e ser ouvido com interesse- sobre biocombustíveis, na medida em que o assunto principal da cúpula passou a ser a busca por fontes de energia que sejam menos prejudiciais ao ambiente e, ao mesmo tempo, provenham de fornecedores seguros. leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

03/06/2007 - 16:10h Lula articula aliança com a Índia para pressionar o G8

Brasil prega criação de mercado mundial de álcool e queda de subsídios agrícolas

Terceiro ponto é compensar países pobres por desmatar menos; petista quer que discurso agrade opinião pública dos países ricos

KENNEDY ALENCAR
ENVIADO ESPECIAL A NOVA DÉLI (ÍNDIA)

O principal objetivo da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia é articular uma aliança para defesa de três temas na reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos mais a Rússia), que será realizada de quarta a sexta na Alemanha.

Os três pontos são: criação de um mercado mundial de álcool, queda de subsídios agrícolas na Rodada Doha e criação de um mecanismo que compense os países em desenvolvimento e mais pobres que reduzam o desmatamento.

Lula chega hoje a Nova Déli, capital indiana. À noite, terá jantar com o premiê indiano, Manmohan Singh. O brasileiro tentará fechar a aliança; o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) preparou acertos bilaterais em abril.

Em conversa reservada, na semana passada, Lula teria dito que “nessa viagem, vou falar de etanol o tempo inteiro”. Hoje não existe um mercado mundial de álcool, com transporte planetário regular e estoques que garantam suprimento em escala global. Leia mais aqui na Folha de São Paulo (para assinantes)